A despedida que The Big C merecia

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Durante a temporada anterior, reconhecemos que The Big C estava praticamente implorando por um conclusão. Uma conclusão que a gente aguardava desde o seu começo, quando recebemos o diagnóstico da sua protagonista e que na verdade viria a ser o grande “C” da questão. Com uma Season 3 bem desgastante e bastante arrastava, vimos aqueles personagens meio perdidos em plots dramáticos demais e de pouca relevância para a história principal, alguns até repetitivos (como a questão da fidelidade dentro da relação do casal), deixando um pouco a doença de lado para discutir outras coisas naquele momento, muito embora ela nunca tenha desaparecido completamente e tenha voltando com um peso maior quando ao final da temporada (que foi bem meio assim), descobrimos que o câncer da Cathy havia voltado e de uma forma bem mais agressiva.

Nesse momento nascia a Season 4 de The Big C, que viria a ser a tão aguardada temporada de conclusão da série, uma vez que ela já havia rendido bastante até aqui, tendo inclusive desperdiçado uma temporada inteira (sim, eu tenho uma implicância enorme com a Season 3) para nos trazer a essa ponto de resolução para a grande questão ainda pendente na série que sempre foi o plot central da sua trama apesar das distrações. Acho bom reconhecer também nesse caso que embora a série fosse sobre uma mulher que descobriu ter um câncer passando a ter que lidar com essa nova realidade, essas distrações todas tenham aparecido de alguma forma dentro da série (mesmo quando não tão interessantes), mostrando de uma forma bem real e honesta que apesar do diagnóstico, a vida não se resume a apenas isso.

Mas essa nova temporada chegava com um peso maior do que já era de se esperar para a sua resolução que a essa altura já parecia inevitável, com uma redução drástica na quantidade de episódios, que agora seriam apenas 4 para ajudar a encerrar essa história, com o detalhe de que eles seriam estendidos (algo que poderia facilmente se tornar um sacrifício para quem ainda continuava assistindo a série), tendo aproximadamente 1 hora de duração cada um, algo que vindo na sequência de uma temporada custosa como foi a sua Season 3, não soava como uma notícia das mais animadoras, apesar do carinho que sempre tivemos pela personagem e por sua história.

Apesar disso e contrariando totalmente a nossa impressão de que essa poderia ser uma nova temporada difícil de se levar, The Big C conseguiu realizar lindamente a sua temporada de despedida, preparando muito bem o território para essa reta final da batalha entre a Cathy e o câncer, com uma sequência de excelentes episódios, apesar da maior duração ou de qualquer medo que a gente ainda tivesse como resultado da nossa experiência com a série durante a temporada anterior. (a essa altura já deu para perceber que a minha mágoa com a terceira temporada é realmente grande, não deu?)

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Recém operada, ainda em recuperação porém, recebendo a triste notícia de que a sua recuperação não havia correspondido ao tratamento, encontramos Cathy enfrentando a realidade de cara limpa, aceitando que o final da sua história realmente não poderia ser tão feliz como ela (e todos nós) ainda gostaria que fosse, mas o pouco de vida que ainda lhe restava poderia sim ser muito feliz, mesmo que houvesse a chance dele acabar a qualquer momento. E foi lindo ela encontrando o seu médico na quimioterapia, ele que naquele momento também ocupava a vaga de um paciente, revelando também ter descoberto um câncer, algo que acabou explicando muito bem a forma como ele a havia tratado em sua última consulta, que foi quando a personagem optou por abandonar o tratamento que pouco poderia fazer por ela àquela altura (algo que é sempre bom de lembrar), a não ser trazer mais dor e sofrimento. Uma decisão difícil, apesar de soar como prática, que é bem importante de ser mostrada e principalmente na TV, sem tentar encorajar ninguém a seguir o mesmo caminho e apenas ilustrando que essa também é uma possibilidade em alguns casos onde a cura já não é mais possível.

A partir disso ganhamos uma Cathy cada vez mais debilitada, apresentando dia após dias o avanço da sua doença, que aos poucos foi a deixando cada vez mais fraca e com uma série de efeitos colaterais, alguns tragicômicos, como a cena com ela no pula-pula no aniversário do filho e outros bem tristes, que acabaram nos dando aquele aperto no coração, como as limitações físicas e os lapsos de memória da personagem, em um trabalho de atriz absolutamente sensacional da Laura Linney, que a gente tinha certeza que quando chegasse a hora, seria capaz de encarar essa outra fase da sua personagem lindamente (Clap Clap Clap). Antes disso, enquanto ainda lhe restava alguma força, apesar de ter desistido do tratamento, a personagem também acabou deixando bem claro que ela não havia desistido da vida e seguia o seu caminho tentando realizar pequenas coisas que ela havia deixado passar no passado e que agora poderiam e deveriam ser encaradas como a meta da vida que ainda lhe restava, onde entre outras coisas, ela acabou estabelecendo que gostaria de resistir até pelo menos ver o filho se formar no colégio, já que muito provavelmente não poderia alcançar nenhuma das outras etapas importantes da sua vida adulta.

E foi linda a forma como todos os personagens reagiram a esse momento da Cathy, demonstrando claramente a dor de ser obrigado a observar de perto alguém que se ama piorando aos poucos e ao mesmo tempo estando todos eles bastante solidários e respeitosos quanto à escolha de Cathy naquele momento. Paul foi colocado meio que de lado nessa hora, uma vez que suas questões já estavam todas aparentemente resolvidas, inclusive o seu casamento, que a essa altura já não era mais o mesmo, apesar do companheirismo e da cumplicidade do casal ter sido mantido até o final. De forma bem prática também, Cathy acabou tentando controlar o que ela achava que ainda era possível e até tentou arrumar uma nova mulher para o ex marido, mas ele acabou entendendo que aquele não era o momento e esse novo ciclo da sua vida com uma outra pessoa qualquer poderia esperar um pouco mais para acontecer, já que naquele momento, uma outra pessoa que ele amou por boa parte da sua vida, estava precisando bem mais da sua presença. (mas foi bacana que para ela, a sua meta foi cumprida do mesmo jeito)

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Andrea também já estava se estabelecendo, agora vivendo com uma estudante de moda, longe de casa e enfrentando alguns problemas com sua colega de quarto, mas nada que tenha ganhado um destaque maior do que merecia. Para ela acabou sobrando o plot de tirar alguma lição dessa situação toda, que foi quando ela acabou se inspirando na morte em uma de suas criações, com a Cathy aparecendo de surpresa no último momento, servindo de modelo para o seu design (que ela havia escolhido como a roupa do seu funeral), em outro grande momento dessa reta final da série. Sean também esteve mais a parte, apesar da sua história paralela como doador voluntário de órgãos e o personagem realmente só acabou se destacando mesmo quando colocado ao lado da irmã enfrentando as dificuldades do estágio avançado do seu câncer, sendo o seu cúmplice em pequenas aventuras (o plot da girafa foi ótimo) e simplesmente permanecendo como sua fiel companhia até o final.

Uma cumplicidade tão forte que foi para ele que Cathy acabou pedindo o impossível, que seria acabar com a sua vida para que ela não sofresse mais, uma vez que a essa altura a personagem já estava até vivendo longe de casa, em uma espécie de clínica de recuperação/asilo, com toda a frieza que se espera de um lugar como esse (aliás, ótima a lição que ela deu naquele enfermeiro). Algo que Sean chegou até a considerar como possibilidade e ambos passaram inclusive a estudar a hipótese juntos, mas obviamente que ele não acabou colocando o plano da irmã em prática, algo que não seria nada justo com ambos os personagens. Nesse momento, The Big C acabou incluindo também questões de fé dentro da série, aproveitando o momento de total fragilidade da Cathy, algo que até poderia soar de forma errada mas dentro dessas circunstâncias todas e lembrando toda a mitologia da série (não era de hoje que a personagem mantinha uma relação próxima com o lado de lá…), não poderia ter sido mais adequado e ou comum pensando também em situações semelhantes para quem enfrenta esse tipo de problema. E foi nesse momento também que a personagem percebeu que apesar da dor, do sofrimento e de tudo de ruim que a doença lhe trouxe, ela que achava que estava pronta para morrer (como sua colega de quarto, bem mais velha e que também teve um ótimo final), acabou percebendo que não, que ainda era muito cedo para se despedir e que apesar do seu estado e da falta de força, ela ainda tinha vontade de viver e realizar diversas outras coisas na vida, percebendo o quanto injusto seria ter que abandonar todos esses sonhos ainda tão cedo. Uma reflexão bem bacana  e muito apropriada para quem passa por esse tipo de situação tão cedo na vida (eu imagino), mesmo que cedo para você seja do alto de seus 80 anos, porque sabemos que sonhos, vontades e desejos não tem idade, não é mesmo?

Agora, um outro personagem que acabou ganhando um destaque importante durante essa reta final de The Big C foi mesmo o Adam, filho do casal. Adam que antes não passava de um adolescente meio assim (apesar de sempre ter se envolvido de alguma forma com a situação da mãe), tentando seguir a vida com seus dramas adolescentes todos enquanto tudo aquilo estava acontecendo em sua casa, mas que dessa vez acabou ganhando uma importante redenção até para a história do personagem, com ele sendo obrigado a crescer e se aproximando cada vez mais da mãe, que ele sabia que poderia não estar ao seu lado por muito tempo.

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Da volta dos dois personagens até aquele depósito que descobrimos ainda durante a Season 1, onde Cathy havia deixado presentes para a vida do filho que ela sabia que muito provavelmente não poderia acompanhar (o detalhe da carteira foi muito “MÃE”, não?), até o simples detalhe dele ter guardado o lenço da mãe na gaveta, todos esses momentos entre os dois foram extremamente emocionantes e de uma doçura sem igual, algo importante para o personagem e que a Cathy merecia receber como reconhecimento pelo seu belo trabalho como mãe. E se a gente já tinha se emocionado com o Adam durante esses momentos, as lágrimas realmente começaram a escorrer quando ele foi de madrugada no quarto da mãe na tal clínica, só para colar o seu mural de fotos no teto (aquele da nova abertura da série), da mesma forma como ela havia feito em casa e mais tarde, agora já durante o series finale, eu confesso que foi praticamente impossível controlar essas mesmas lágrimas quando descobrimos que Adam havia duplicado a sua carga horária na escola, só para conseguir se formar mais cedo, realizando o grande sonho da sua mãe e pegando todo mundo de surpresa em casa. E aquele olhar de “missão cumprida” da Cathy para o filho nessa hora, foi mesmo de arrepiar. (♥)

Durante o episódio final, ainda tivemos tempo para conhecer o pai da Cathy, com o qual ela vivia uma relação meio assim (achei importante a família ter aparecido nessa hora), mas que a essa altura já não havia mais o porque manter qualquer tipo de mágoa (algo que ficou para o Sean perpetuar pela vida, rs). E a resolução entre os dois foi tratada tão lindamente com aquele cheque das flores que ele havia se recusado a pagar durante o seu casamento no passado, de forma bem simples e cheia de significados para os momentos finais da personagem, que se aproximavam para a sua conclusão. Apesar de todos esses bons momentos, confesso que esse episódio final foi o mais falho entre os quatro últimos episódios da série, talvez pelo aparecimento desse lado mais espiritual ou qualquer coisa do tipo, que pode ter diferentes significados para qualquer um e uma série como The Big C talvez nem precisasse utilizar desse recurso, muito embora ele seja totalmente justificável e aceitável. Talvez por isso eu não tenha gostado muito da cena final da série, com a Cathy reencontrando o tal cara do barco do final da Season 3, com o qual ela vinha se deparando constantemente, quase como um presságio.

Apesar disso, foi impossível não se emocionar com a despedida da personagem, com o Paul carregando suas flores preferidas (as tais que o pai não quis pagar no casamento), imaginando por um instante ainda ter encontrado a mulher viva em casa, mas se deparando com a notícia de que ela havia morrido minutos antes, em casa, sem ninguém por perto além da enfermeira, do jeito que ela desejou. Um final extremamente emocionante, cheio de significados diferentes para cada um, mas que realmente acabou sendo o final que The Big C merecia ter ganhado, apesar de qualquer tropeço e a essa altura ficamos mais do felizes que a série tenha ganhado esse tempo a mais para encerrar a sua história tão dignamente e de forma extremamente carinhosa, real e absolutamente respeitosa. Um final verdadeiramente feliz, apesar dele não corresponder exatamente a nossa torcida pela personagem.

R.I.P The Big C

 

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10 Respostas to “A despedida que The Big C merecia”

  1. Lucas Santtos Says:

    Eu sou uma das mínimas pessoas que gostou por demais da terceira temporada. Tudo bem que realmente enrolaram um pouco, mas acabei gostando do ritmo e de como as coisas aconteceram.

    Agora, essa temporada final foi de arrepiar. Enchi os olhos de lágrimas novamente só de ler seu texto. Lembrando daqueles momento marcantes como Cathy na passarela usando o vestido de Andrea, Adam colocando as imagens no teto do quarto dela, a cena final onde ela morre e principalmente meu momento preferido, que foi quando descobrimos que Adam havia feito aquele baita esforço para se formar e dar essa alegria pra mãe.

    Foi perfeito! A atuação de Laura Linney foi merecedora de qualquer prêmio e ja estou sentindo muita falta dessa série maravilhosa que foi The Big C.

    @lucas_santtos

    • Essy Says:

      É, a Season 3 foi bem difícil pra mim mesmo. Acho até que se eles não tivessem algo “pré-estabelecido” com The Big C (que é uma série que desde o começo, precisava de um final e não poderia ser abandonada no meio do caminho com um simples cancelamento, mesmo dando prejuízo), talvez a série não tivesse continuado.
      Mas essa Season 4 foi bem boa mesmo, quase perfeita. Me emocionei em todos os episódios, por mais de uma vez e achei um monte de outras coisas super engraçadas também. Na verdade, sempre gostei desse estilo “dramédia” da série.
      A temporada foi tão bacana, que nem nos importamos como a maior duração dos episódios, que passaram sem a necessidade do menor esforço. Gosto inclusive mais dos 3 primeiros, embora o último seja o series finale, com todas as resoluções.
      Achei lindo a Cathy entrando na passarela naquele momento, mas o plot do Adam se formando antes do esperado, me pegou completamente de surpresa (com a Andrea a gente até suspeitava o que ela estava planejando fazer) e nesse momento eu não consegui me conter. Chorei litros nesse cena e depois quando o Paul chegou em casa. (♥)

  2. Cleo Says:

    Infelizmente, perdi esta quarta temporada inteira. Agora tenho que procurar na programação da HBO se vão reprisar. Pena

    • Essy Says:

      Mas já passaram? Estava olhando na agenda deles e só tinha a programação até a Season 3, hein? (tinha até o anuncio de uma reprise qualquer para o dia 16/06, a tarde e na madrugada…
      De qualquer forma vale a pena procurar (nem que seja por outros meios, tisc tisc) porque essa foi mesmo uma excelente despedida.

      • Cleo Says:

        Falei besteira, terminou na HBO a terceira, que eu perdi, e tenho que tentar ver nas reprises que nunca coincidem com meus horários. Como não tenho o serviço de gravação fico a procura do que tenho que ver.

      • Essy Says:

        Ahhhhh!
        Bom, a Season 3 foi a mais custosa pra mim (dizia no site que a reprise do dia 16 era a do 3×01 até…). Talvez tenha sido bom pular, hein? rs

  3. Sofia (@inverderume) Says:

    Essy Jedi, só agora assisti The Big C, muito rápido em meu pouco tempo livre nas últimas semanas. E li seus posts de todas as temporadas assim que terminei.

    Eu também fiquei magoada-mor com a terceira temporada, pois a minha impressão das duas primeiras foram idênticas as suas. E quando vi no início da quarta que aquilo tudo que Cathy passou no barco, era apenas um tipo de ‘sonho’ fiquei com o maior receio de que o pessoal não sabia o que fazer com a série ali no final, e no início da quarta mudaram tudo (fiquei com essa impressão). Rsrsrs.

    Mas pelo menos o desenrolar foi bom (e triste). Com Cathy sem seus cabelos loiros compridos e brilhosos que sempre comentavam que ela adorava, e carinha de doentinha o tempo todo. O final foi tão final que deixou sem palavras, e trouxe a toda a parte mais amedrontadora da doença, que conseguiram afastar um pouco ao longo da série.

    • Essy Says:

      Yei! Mais uma então! AMO e sou super adepto a maratonas. Principalmente quando elas valem muito a pena, apesar de não serem sobre as séries mais populares ever.

      A terceira temporada não me desce, não tem jeito. Não gosto de quase nada dela e achei um total desperdício boa parte da sua trama. Tive a mesma reação que você em relação ao início da Season 4, quando descobrimos que aquilo tudo que aconteceu no barco foi um “sonho” e fiquei com essa mesma impressão de que eles resolveram voltar para o que realmente interessava já que a sequência se tratava da temporada final da série, abandonando literalmente o barco, rs. (ainda bem, porque aquele finale foi bem ruim também, assim como a Season 3 praticamente inteira)

      E foi sim, um desenrolar bem triste, mas pé no chão. Nunca tive muitas esperanças em relação a recuperação da Cathy, muito embora o meu coração torcesse para que ela se recuperasse, claro. No final, além da forma linda como a atriz nos mostrou o peso da doença em uma fase terminal e praticamente sem esperanças, foi bem bacana vê-la encontrando forças para sonhar, nem que agora obrigatoriamente fossem sonhos mais “rasos”, que para a nossa sorte ela conseguiu atingir e todas as histórias secundárias, como o esforço do filho (que virou um querido nessa reta final) e o envolvimento de todos ao seu redor, foram lindas e super importantes para a resolução da série. Chorei em cada uma delas, confesso.

      Mas encontrar Cathy daquela forma no final não foi nada fácil. Aceitamos, mas sentimos imensamente a sua perda. Um final dolorido, mas que ao mesmo tempo não deixou de ter a sua beleza por ter acontecido exatamente como a personagem sempre desejou. Humpf!

  4. Sofia (@inverderume) Says:

    É! Uma das coisas mais tristes é quando vemos ela na última temporada e lembramos dela radiante na primeira, com sua wex, seu corpo tudo em cima (como o doutorzinho confirmou rs) e derramando vinho no sofá. Parece quando a gente conhece uma pessoa na vida real e a vê com a doença depois. Eu ainda não conheci alguém novo que teve que passar por isso, mas a série conseguiu imprimir bem esses momentos. Acaba que é como se Cathy fosse alguma amiga da gente. :~

    Também achei triste, mesmo gostando do Paul, perceber que ela tinha motivos pra querer se separar e etc. Pois assim que ela tem uma melhora, todos na família voltam a enxergar apenas pro seu próprio umbigo novamente. Mesmo que Paul também estivesse se recuperando de uma doença, na hora de escolher entre sucesso e família, ele cambaleou (e muito). Pelo menos isso a terceira temporada teve de coerente, justificou bem todo o início da primeira temporada. Apesar de ser algo que todos nós já tínhamos sacado.

    Tô com saudades de Cathy já. Rsrsrs. Quero que a Laura Linney faça outra série. Rsrs. X)

    • Essy Says:

      E eu adorava o “dotorzinho”, rs. Aliás, Höy!
      Pior que foi meio isso mesmo, apesar de conhecê-la doente, do começo até o fim, passamos por tantas fases, que foi como se a gente estivesse observando uma amiga adoecer. Nunca passei por nada parecido com alguém próximo, mas a minha mãe já. Uma amiga que ela acompanhou durante um bom tempo (indo ao médico, fazendo companhia) acabou morrendo de câncer não tem muito tempo e meses depois da sua morte, os filhos foram até a minha mãe para entregar presentes de Natal que ela havia comprado para as amigas todas, mas que só naquele momento eles tiveram como entregar. Só coisinhas pequenas, algumas de comer até, mas super foufo. Contei a história da série para a minha mãe e ela guardou a caixa em um lugar especial, para lembrar da história. (♥)

      A história de amor do casal foi bem boa. Teve começo, meio, fim antecipado, recomeço e depois o inevitável fim. Achei bem foufo da parte dela se preocupar com ele mesmo estando perto da sua reta final e ele entendendo que aquele não era o momento de se preocupar com essa parte da sua vida. Apesar disso, Paul ficou tentado sim quando viu o sucesso tomando conta da sua vida. E foi ótimo também a forma como o filho precisou agir para que ele despertasse.

      Laura Linney é uma atrizona daquelas e merece voltar a TV logo. Mas já estava sentindo falta dela no cinema também. Veremos!

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