The Quarterback

large

Por mais triste que possa ter sido e certamente foi, esse na verdade era o episódio de Glee que todos nós estávamos esperando e até estávamos precisando para aceitar de fato os últimos acontecimentos relacionados a série. Um episódio que não foi perfeito, mas acertou do começo ao fim,  do seu tom preciso, até escolha certeira do repertório.  Isso sem contar a emoção presente em cada cena, o bom humor de conseguir nos arrancar mesmo que sem vontade, alguma risada a essa altura do campeonato, onde nos preparamos para nos despedir do nosso quarterback.

E foi bem bacana a forma como eles todos resolveram abordar o assunto, sem maiores detalhes, apenas aceitando o fato do que já havia acontecido e não tinha mais volta, colocando todos os personagens da série lidando com o luto a sua forma, assunto que inclusive já esteve presente em Glee no passado, mas não dessa forma, não confundindo a realidade com a ficção. Ryan Murphy pode ser um sádico quando quer e tem talento e vocação para isso (e nós adoramos), como já descobrimos no histórico do seu trabalho, mas tem também uma alma sensível (que nós também já conhecemos bem) a ponto de nos entregar um episódio tão cheio de sentimentos como esse, do qual nós provavelmente iremos nos lembrar por muito tempo, mesmo que também muito provavelmente a gente não tenha vontade de voltar ao mesmo em uma reprise qualquer ou maratona tardia da série.

Foi impossível não assistir ao episódio com os olhos completamente cheios de lágrimas e um nó na garganta que já começamos a sentir se formar quando o promo do mesmo foi lançado, com todos entregando as baquetas naquela espécie de memorial, que foi basicamente quando nos demos conta de que chegava a hora de encarar a realidade. Assim como foi realmente impossível de conter as lágrimas quando o assunto chegou na família do Finn, com o Kurt agarrando sua jaqueta, assim como o discurso da sua mãe, que foi algo excepcionalmente preciso e sensível e acertou em cheio o coração de cada um de nós, fãs da série. E não importa e você for irmão, pai, tiver algum familiar ou simplesmente for apegado a uma formiga e ou uma planta meio capenga, se você passar por esse episódio da série, certamente vai saber sobre o que eu estou falando.

Da mesma forma nos sentimos comovidos com os outros personagens envolvidos nessa despedida, a cada nova música, a cada novo momento, sem flashbacks ou qualquer coisa do tipo, porque a nossa memória ainda é bem presente em relação ao quarterback mais desengonçado de Ohio. E sim, Finn Hudson era o garoto popular que poderia facilmente representar o que nós, meros underdogs, sempre odiamos no colégio, mas ele não era só isso e apesar de fazer parte da turma de lá, ele era aquele garoto legal que te defendia de quem queria roubar o seu lanche, ou daqueles que queriam te jogar na lixeira apenas por você ser diferente. E tudo isso de graça, sem o menor interesse ou necessidade, apenas por ser um garoto bacana mesmo. Sim eles existem, e Finn talvez seja o maior representante contemporâneo dessa lenda. (♥)

Quando a Rachel enfim entrou em cena, ficamos morrendo de vontade de colocar ela no colo (atriz e personagem), oferecer um abraço ou qualquer coisa do tipo, e isso vindo de alguém que publicamente sempre odiou a personagem e também sua interprete, devido a todas as semelhanças entre elas. Nessa hora, colocamos nossas diferenças de lado e nos abrimos para o respeito, para o entendimento e a compreensão de que nessa hora, nada tem a menor importância quando conseguimos nos associar por qualquer que seja a razão, mesmo que nesse caso, ela seja a dor ou a perda.

Desse episódio de Glee, nos despedimos com uma enorme saudade, mas garantimos que para ele não voltamos. Talvez daqui alguns anos, não sei, mas pelo menos não tão cedo.

Foi triste,  mas foi como um grande abraço que dividimos com todos eles, e a forma simbólica de nos incluir nesse fato que não podemos mudar, infelizmente. Coisas tristes acontecem na vida de todo mundo e foi bem bacana ver uma série como Glee respeitando a todos em um momento como esse, onde de certa forma, todos nós compartilhamos de um mesmo tipo de sentimento. É claro que não deve ter sido nada fácil gravar algo como esse episódio e para isso, cada um daqueles atores e todos os envolvidos com a série merecem o nosso reconhecimento e respeito, assim como para cada um de nós, fãs de Glee desde quando o episódio piloto acabou vazando e nos deparamos com um garoto gigante cantando no chuveiro, não foi nada fácil conseguir chegar até o final dele ileso. Não sem deixar escorrer pelo menos uma lágrima.

Gostaria de terminar esse post com o meu clássico “Clap Clap Clap” porque o episódio apesar de todo o sentimento envolvido, realmente fez por merecer, mas hoje eu não consigo. (♥)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Etiquetas: , , , ,

6 Respostas to “The Quarterback”

  1. Juliana Moreth Says:

    Você disse tudo. Chorei muito vendo esse episódio e quase chorei lendo este post e lembrando de todas as cenas… Eu não ainda não consigo rever Glee antigo sem ter aquele aperto no coração.
    Só que, mesmo com todas a lagrimas o drama e baphos não ficam de fora e bem ou mal a participação da Dianna Agron fez falta devido a ligação da personagem dela com o Finn, né e deu o que falar.

    • Essy Says:

      Nem me fale. Comprei o box que estava na promoção da S1 até a S3 e quando chegou nesse finde, quase chorei só de olhar a embalagem e lembrar de tudo isso.
      O episódio foi ótimo e foi tudo que a gente que gosta da série precisava.
      Também senti falta da Agron, mas não é de hoje que tenho certeza que o uncle Ryan não suporta ela. Uma pena, porque em uma hora como essa, acabou fazendo falta justamente pela ligação entre eles.

  2. Juliana Moreth Says:

    Acho que deveriam ter deixado o babado de lado pra dar esse espaço pra personagem, mas ouvi dizer que a Lea também não a suporta. Perdi alguma fofoca aí, porque só lembro de ter lido que elas eram super amigas e que o uncle Ryan a amava (ele comentou alguma coisa em TGP uma vez, não?).
    E Glee, hem, só eu estou achando chatinho esses últimos episódios? Deu saudade da season 1…

    • Essy Says:

      Acho que Glee tem muito disso sabia? Alguns deles parecem ser bem amigos, outros eu quase nunca vejo interagindo com os demais. Meio coisa de escola mesmo, rs
      Sei que o uncle Ryan não gosta da Quinn (da atriz) e fez várias piadinhas em The New Normal sobre o assunto. Brincou inclusive com o Cory por lá que eu bem me lembro…
      Glee anda mesmo bem chatinha. No começo eles estavam justificando tudo por conta do acontecimento, mas agora não tem mais como justificar. Mesmo porque, o Cory já havia sido deixado de lado na série por outras vezes…
      Comprei as primeiras temporadas (1-3) recentemente e tenho me deliciado quando posso, mas só com os musicais, pelo menos por enquanto… Se vendesseo box de TGP, eu comprava e veria tudo de novo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: