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The Time Of The Doctor – a inevitável hora da despedida do nosso 11th Doctor

Janeiro 6, 2014

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Desde sempre, tive consciência de que cedo ou tarde, esse momento chegaria. Aliás, ao me ver completamente apaixonado por Doctor Who desde o seu primeiro episódio (dele e o meu, 5×01 “The Eleventh Hour”), venho dizendo não estar preparado para esse momento que a própria mitologia da série já anunciava como certo. Até que ganhamos à notícia de que esse ano, o Natal tinha tudo para ser mais triste, com o anuncio da regeneração do 11th Doctor, o meu Doutor, Matt Smith, que deixaria o personagem logo após o especial de 50 anos da série, também comemorado recentemente (e lindamente) e isso aconteceria exatamente no já tradicional especial de Natal.

Despedidas são sempre muito tristes, ainda mais de quem ou do que a gente gosta. Logo, sentimos aquele nó na garganta que custa a passar, um frio no coração que parece não ter fim e uma tristeza infinita se confunde na maioria das vezes com lágrimas. Tudo bem que esse sou eu, um ser de alma dramática nível avançado falando (aliás, lendo esse pequeno paragrafo acima me dei conta do meu potencial para escrever novelas mexicanas e ou dramalhões gregos), mas ainda assim, acredito que despedidas nessas condições devam ter um gosto semelhante para todo mundo. E apesar de ter sido anunciado, do episódio em si ter nos trazido aquele gostinho esperado de Natal e de o mesmo ter parecido muito mais uma grande homenagem (e foi) ao adorável 11º Doutor que ganhou vida através do Matt Smith, a todo instante, pelo decorrer do pouco mais de uma hora de sua duração, parecia que a pergunta que ecoava a todo instante (Doctor Who?)  nada mais era do que uma constatação, a de que a qualquer momento dentro daquele período do tempo e espaço, o 11th Doctor teria o seu fim.

Até que ele de fato aconteceu, em uma sequência memorável mas completamente diferente da despedida do 10th Doctor(que também foi memorável, mas de uma forma completamente diferente e também muito especial por outros motivos, como já reconheci aqui), que certamente foi o suficiente para deixar esse Natal com um gostinho entre um misto de azedume e muito mais amargo. Mas antes disso, a despedida começou extremamente doce, com um Doutor falando sozinho, ou melhor, carregando a cabeça de um Cybermen como uma espécie de seu novo co-piloto a bordo da TARDIS (que eu finalmente consegui adquirir recentemente e fiquei feito criança quando o meu pacote finalmente chegou – e chegou na mesma semana do “The Day Of The Doctor” – . E olha que ela é minúscula, mas dizem que é muito maior por dentro, rs), seguindo em direção a casa da Clara para bancar o papel de seu namorado (sério, leiam esse post do BuzzFeed dizendo o porque que o Doutor seria o pior namorado do mundo), fazendo uma adorável visita a sua família, visita essa que havia começado com um Doutor pelado. E sim, eu disse pelado. #TEMCOMONAOAMAR?

Dividindo momentos deliciosos com sua companion da vez, ficou difícil aceitar que aquela notável química entre os dois tinha apenas mais alguns minutos de duração, uma vez que a sua regeneração se aproximava, mas mesmo assim, ambos conseguiram nos divertir com piadas ótimas e várias referencias a série, quase que em um tentativa de nos fazer esquecer o momento de pura tristeza que ainda estávamos a caminho de presenciar. Nessa hora, foi bacana com o típico humor inglês acabou ganhando ainda mais espaço em Doctor Who, com a inesperada (porém já conhecida de todos os fãs da série) assumida do próprio Doutor sobre o fato dele estar usando peruca (algo que ficou notável ao longo do episódio), com espaço para piadas sobre suas orelhas que mais pareciam duas nadadeiras ganhando como resposta um sorriso com cara de maluco de um dos mais adoráveis doutores de todos os tempos. (outro fato inegável)

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Como plot para o especial da vez, ganhamos uma fábula um tanto quanto diferente dos últimos episódios de Natal protagonizados pelo próprio Matt Smith (que tinham aquela clássica linguagem de fábulas, sabe?),  com amarrações importantes em relação ao que vimos no próprio especial de 50 anos da série, que foi quando eles de certa forma, aproveitaram para reescrever uma parte importante dessa história tão querida e de forma bem simples e coerente (na medida do possível e quando eles acharam que não havia ficado bem claro, aproveitaram o momento para fazer piada sobre o assunto), tudo isso acabou ficando bem compreensível ao longo do episódio, mesmo com alguns (me incluindo nesse momento) ainda torcendo o nariz para a “nova contagem” dos doutores.

Ameaçado pelo ressurgimento de Gallifrey (que ainda não apareceu, mas havia voltado para assombrar o Doutor naquela mesma rachadura no Universo que encontramos no primeiro episódio da Season 5), ganhamos um episódio de despedida que na verdade foi uma grande e merecida homenagem a toda a trajetória do 11th Doctor e do próprio Matt Smith, repleto de referências importantes à sua mitologia do começo ao fim. Daleks, Cybermens, Weeping Angels, Silence (achei importante eles reaparecerem nesse final de trajetória do Doutor, porque a história do vilão da vez  – daquela vez – não havia sido explicada completamente, não é mesmo?), entre outras criaturas, todos estiveram presentes nessa despedida, demonstrando claramente a importância do trabalho do Matt Smith a frente do personagem durante esse últimos anos, principalmente ultimamente contando com toda a popularidade da série pelo mundo. Um claro reconhecimento ao seu trabalho e carisma, sem a menor dúvida. Clap Clap Clap!

O bacana foi que além dessas referências e elementos todos que estiveram presentes no episódio, ele foi completamente construído para o tipo de Doutor que foi o 11th, doce, meio goofy, apatralhado, muitas vezes infantil até (de uma forma bacana), que foram detalhes que acabaram deixando essa despedida mais doce e muito mais leve até. Dedicando sua vida a salvar uma cidade chamada Christmas (que para o seu assombro ainda ficava em Trenzalore, que descobrimos recentemente que é onde fica o seu túmulo), observamos o Doutor abdicando mais uma vez de suas vontades e desejos para tentar salvar alguma coisa e obviamente para que isso de fato acontecesse, ele teria que acabar decepcionando alguém, como ele fez com a Clara, mentindo para a mesma por duas vezes ao longo do episódio (fiquei morrendo de pena dela voltando para casa com aquele peru cru e ainda tendo que explicar o sumiço do “namorado para a família”. Imaginem que drama? rs), relembrando algo que a própria River Song (que fez falta nesse momento) já havia nos alertado anteriormente, quando nos disse que o Doutor sempre mente. Ou seja, confirmou!

Ao optar por ajudar aquela cidade, que estava ameaçada por uma guerra que poderia vir a acontecer uma vez que Gallifrey surgisse novamente (e para isso contamos com um outro plot “religioso” sensacional dentro da série), tivemos a oportunidade (mais uma vez, porque de outra forma, isso já havia acontecido com o Doutor do David Tennant) de poder ver um Doutor envelhecido, finalmente demonstrando os sinais do tempo, que para ele sempre pareceu que não surtia muito efeito. Quase que assumindo o posto de “bom velhinho”, meio Geppetto e ainda se mantendo com o Xerife da cidade (relembrando seu velhos tempos na america antiga, talvez), ganhamos um adorável Matt Smith de cabeça branca, bengala, evidenciando os 300 anos que ele havia permanecido naquele lugar, longe de todos, inclusive de sua TARDIS e consequentemente, companion (achei engraçado que ele não ficou amargo dessa vez, passando tanto tempo longe de uma companion, mas talvez isso não tenha acontecido porque companhia não lhe faltava naquele lugar). Ainda falando desse novo cenário, ficou impossível também não relacionar o personagem de Barnable, aquele garotinho que ficou tomando conta da TARDIS durante o mesmo com o Rory e seus tempos antigos de centurião, esperando por sua Amy Pond do lado de fora da Caixa Pandórica. (eu pelo menos fiz essa conexão na mesma hora, ainda mais ao notar todo o ruivismo do ator. Mas talvez esse seja o meu coração saudosista falando mais alto nesse momento…)

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É claro que como esse seria mais um conto de Natal para a série, tudo seria resolvido e haveria de sobrar algum tempo para a parte mais importante dele, que seria exatamente a despedida do Doutor, mas dessa vez, os caminhos foram outros e eles decidiram aproveitar a resolução final do episódio para já provocar o começo da regeneração do (meu) Doutor, algo que ao encontrá-lo de cabeça branca e bem diferente de quando nos encontramos pela primeira vez, ao meu ver, se tivesse de fato acontecido naquele momento, teria sido totalmente injusto com o Matt Smith, por diversos motivos, apesar de tê-lo dançando de bengala no telhado também tenha se tornado um momento inesquecível para o seu icônico Doutor.

Me lembro de já estar completamente rendido as lágrimas já lá pelos 30 minutos do episódio e cada referência (tipo “Don’t Blink” ou a “dança da girafa bêbada” – a mesma do casamento dos Pons -, ou quando ele ficou gritando com as crianças “Cool is not cool!”, rs) e ou cada aparição de um ícone importante da mitologia desse que é o meu Doutor assumidamente preferido, mesmo antes de ter conhecidos os anteriores, já era motivo para me deixar completamente emocionado. Mas nada poderia se comparar com a sequência final do episódio, que diferente ao que aconteceu com o 10th Doctor (que tem uma sequência final lindíssima e recheada de momentos importantíssimos), foi muito mais simples e pontual, mas nem por isso foi menos especial. Mas não foi mesmo. Aliás, vale ressaltar o quanto o roteiro do episódio fez questão de ressaltar a importância do 11º Doutor, dizendo que naquele momento (em um link com a história do próprio episódio), aquele homem havia se tornado lenda e a essa altura era amado por todos, algo que de certa forma, não deixa de ser verdade, não é mesmo?

Apesar da regeneração já ter começado no alto daquele lugar, ao entrar na TARDIS e encontrar peças de suas roupas espalhadas por todos os lados além de alguns icones do seu surgimento como 11th Doutor, juntos com a Clara nos desesperamos ao imaginar que a qualquer momento poderíamos dar de cara com um novo Doutor, mas com uma sequência dos pés a cabeça, nos encontramos aliviados ao ainda nos depararmos com o nosso 11th novamente, lindo com o seu cabelo invejável (mesmo sendo peruca), se preparando para seus últimos momentos como “o seu próprio Doutor”.

Uma despedia para despedaçar qualquer coração por cada palavra dita pelo ator Matt Smith, que naquela hora já não dizia mais nada como o 11th e sim como ele mesmo, dizendo que nunca iria conseguir se esquecer do tempo em que foi o Doutor, tornando ainda mais difícil essa já tão sofrida despedida. Nessa hora ele até ganhou uma olhada direto para a câmera, como se estivesse falando diretamente com cada um de nós, se despedindo lindamente desse personagem que ele conseguiu desenvolver tão bem (personagem que sempre foi o maior trunfo da série), ele que certamente encontrou dificuldades ao substituir o não menos carismático 10th Doctor do David Tennat e que naquele momento, junto com a sua bow tie, deixava um de seus dois corações dentro daquela TARDIS. Sério, essa sequência, por mais simples que tenha sido do que o 10º Doutor do David Tennant se despedindo de todos aqueles que foram importantes durante a sua jornada enquanto o personagem, foi de uma sinceridade absurda, do tipo que sendo fã da série e sobretudo do 11th Doctor, ficou bem díficil conter as lágrimas.

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Ainda em seus últimos momentos na pele do Doutor, ganhamos uma participação super foufa da pequena Amy Pond (interpretada por outra atriz, por motivos óbvios do passar do anos para uma criança) correndo por dentro da TARDIS, a primeira (e mais importante) pessoa que aquele Doutor havia encontrado em sua trajetória. Nessa hora, era impossível não lamentar a ausência da própria Amy Pond, que deveria estar presente em um momento tão importante como esse. Até que, nos minutos finais do episódio, uma câmera mudou de posição e uma mão foi vista descendo as escadarias da TARDIS e nesse momento, ganhamos o que talvez tenha sido o maior carinho para os fãs da série, especialmente para os fãs do 11th Doctor, com a Amy Pond entrando em cena para se despedir do seu maltrapilho, dividindo um carinho no rosto de uma doçura sem tamanho, libertando o nosso 11th Doctor para finalmente aceitar a sua regeneração, sem se arrastar muito mais depois desse momento importantíssimo para ambos, onde rapidamente acabamos surpreendidos pelo 12th Doctor, Peter Capaldi, assumindo definitivamente o posto do novo Doutor (ele que já havia aparecido apenas com seus grandes olhos durante o especial de 50 anos da série) e ainda em fase de adaptação ao seus novos rins, rs.

Juro que antes disso, depois da aparição surpresa (mas que a gente já esperava, é claro) da Amy Pond no episódio, meu player ficou preso nos minutos finais do mesmo, com o Matt Smith ainda repetindo ininterruptamente suas últimas palavras, algo que eu acabei aceitando com uma interferência cósmica do meu assumido desejo de que ele continuasse no papel do meu Doutor preferido. Sério, isso aconteceu de verdade, eu juro. (♥ + ♥)

Após enxugar as lágrimas e tentar me recompor desse momento que eu confesso que foi dificílimo na minha longa relação com séries de TV e seus personagens, ao relembrar os momentos desse especial de Natal com gosto amargo de despedida, antes de escrever essa review, foi impossível não reconhecer que apesar de extremamente dolorosa, essa despedida do Doutor do Matt Smith não poderia ter sido diferente, em nenhum aspecto. Algumas pessoas acharam o episódio complicado de se acompanhar e outras podem ter achado essa despedia menor ao que vimos da regeneração anterior, mas a verdade é que ela provavelmente tenha sido escrita como uma grande homenagem ao 11th Doctor e pensando por esse lado, não tem como não reconhecer que eles conseguiram atingir em cheio esse objetivo.

E se você achou pouco o que assistimos no Natal desse ano, a BBC liberou esse vídeo aqui, que tem os bastidores dessa despedida e é humanamente impossível não acabar se emocionando novamente, principalmente ao presenciar a reação do ator Matt Smith lendo suas últimas palavras durante a leitura do script do episódio de Natal, se confundindo exatamente com a mesma emoção que encontramos na voz e no olhar do ator durante a cena em si, algo que apesar de triste, nos deixa completamente satisfeitos por uma papel de tamanha grandeza ter caído nas mãos de um homem que parece ser tão adorável e absolutamente carismático com o seu personagem.

Do 11th Doutor nos despedimos com lágrimas e já sustentando o peso de uma saudade absurda, repetindo um feito que eu já reconheci que também aconteceu comigo quando experimentei a despedida do David Tennant e até mesmo do Christopher Eccleston (esse segundo menos, porque também passamos menos tempo em sua companhia) com seus respectivos Doutores, mas dessa vez foi realmente muito mais especial, algo que eu preciso reconhecer em nome do meu Doutor preferido entre todos eles. E para o 12th Doutor, boa sorte! Nos encontramos em breve. E para o meu Doutor, obrigado!

Geronimo!

 

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The Time Of The Doctor, o outro trailer

Dezembro 23, 2013

Mais um trailer do especial de natal de Doctor Who, que esse ano nos trará a despedida do Matt Smith no papel do adorkable 11th Doctor.

E a hora da despedida está chegando hein?

Faltam apenas 2 dias. Glupt!

 

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O dia em que fomos ao cinema especialmente para encontrar o Doutor

Dezembro 22, 2013

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Que dia lindo para se comemorar, não? Primeiro de tudo, temos que começar reconhecendo a sua marca: qual outra série que você conhece que chegou aos 50 anos de idade? Então, só por esse motivo, o especial de 50 anos de Doctor Who por si só já merecia todo e qualquer respeito. Segundo que pessoalmente, eu AMO novas experiências e acompanhar uma especial como esse, nessas proporções e no cinema, com exibição simultânea em diversos países no mundo, certamente foi mais uma delas. Uma experiência para se lembrar com carinho, porque ela foi realmente muito, mas muito especial. Agora entendo (entendo, só não sei se respeito, rs #PROVOCANDO) todo e qualquer fandom apaixonado que dorme na fila para assistir a estreia de uma franquia hype qualquer.

Fiquei realmente emocionado quando cheguei na sessão de cinema, super em cima da hora como sempre e me deparei com um sala completamente cheia, abarrotada de verdade. Me arrependi amargamente de não ter comprado minha sonic screwdriver quando tive a chance, porque no escuro da sala do cinema, seria o momento perfeito para eu sacá-la do bolso e fazer um performance convencendo a todos que eu também sou um Doutor (uma praga para quem ousar em pensar que eu seria o 24th). Mas tudo bem, naquele momento entendi e aceitei que o meu papel era o de uma companion (rs) e não o principal. E essa emoção já havia começado dias antes, quando apenas algumas míseras salas de cinema no Brasil haviam incluído a exibição do especial da série inglesa e isso em pouquíssimas cidades. Mas não demorou muito para todos se mobilizarem (isso sem contar a procura, que deve ter sido bem grande) e em pouco tempo, diversas outras salas foram abertas para o especial, em muitas outras cidades, inclusive em horários diferentes, esses já fora da experiência live, mas ainda assim, uma chance para encontrar com o nosso Doutor no cinema, gigantesco e em 12D. (quer dizer, 3D, porque segundo o próprio, em 12D só no especial de 100 anos da série)

Mas essa experiência também trazia um problema: dividir o tempo e espaço com outras pessoas, tanto ou mais animadas do que você em relação a qualquer coisa em comum. Geralmente, pessoas barulhentas e ou muito participativas no cinema sempre me incomodam. E não demorou muito para que o volume daquela sala começasse a subir, quando ganhamos uma participação mais do que especial do Strax fazendo suas recomendações em relação ao comportamento em uma sala de cinema. Divertidíssimo por sinal. Mas isso não foi nada comparado ao que aconteceu quando a tela finalmente ficou completamente branca e o meu Doutor (sorry, continuo possessivo) surgiu em close, para dar suas recomendações em relação a experiência em 3D do especial. Sério, nesse momento, um gritinho fino de menina (e por menina, eu quero dizer também os meninos presentes na sala, apontando dedos para mim mesmo inclusive) tomou conta do local, que foi quando eu finalmente consegui entender que naquele momento, o meu Doutor havia se tornado o Doutor de todos eles também.

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Matt Smith e seu carisma inegável, um Doutor infantil (como bem ressaltou John Hurt em uma de suas lines), cool, que sabe carregar muito bem a ironia e o humor de um personagem tão especial. Mas se eu achava que seria difícil compartilhar o meu Doutor com o resto das pessoas naquela sala, tudo ficou ainda pior e muito mais barulhento quando de repente, o 11th Doutor se transformou no 10th, David Tennant, também ainda no fundo branco, e com os gritos ensurdecedores (mais altos do que o primeiro, mesmo porque, a nossa saudade e ansiedade por esse momento era muito maior) de uma sala visivelmente comovida (olhava para trás toda hora só para dar uma conferida nas reações e a essa altura, já queria ser amigo de todo mundo) e uma dobradinha cômica excelente com o atual responsável pelo personagem a quem ele também já deu vida (as piadas sobre o queixo do Matt ou o efeito do tempo nas rugas do Tennant foram divertidíssimas), foi quase que instantânea a percepção de que não só eu, mas todas as pessoas naquela sala estavam realmente diante de algo muito, mas muito especial. Nesse momento, finalmente consegui deixar toda a minha possessividade de lado e aceitei dividir algo tão especial com os demais presentes, barulhentos ou não.

A partir disso, ganhamos um especial que realmente não poderia ter ganhado uma outra nomenclatura, a não ser “especialíssimo”. Com uma história que permeava a queda de Gallifrey, com a aparição da UNIT entre diversas referências à série e personagens antigos, ganhamos um episódio realmente especial do começo ao fim, mesmo sem saber muito bem o quanto isso ainda poderia ser superado durante a sua duração. Ainda falando da audiência com quem dividi a experiência, cada referência, cada piada, cada aparição era motivo de algum tipo de comoção e detalhe: todas eram absolutamente pertinentes e compreensíveis. Todos pareciam estar realmente conectados com aquele mitologia e ao mesmo tempo que me senti assustado ao encontrar fisicamente pela primeira vez pessoas que dividiam o mesmo tipo de gosto em comum nesse caso, me senti completamente orgulhoso de dividir o meu tempo e espaço naquele momento tão especial com cada um deles (eu sei que parece meio cafona dizer isso, mas é verdade e levem em consideração a emoção enquanto escrevia esse post, apesar dele ter demorado quase que um m~es para sair. E me perdoem, claro, rs), tanto que desse momento em diante, nenhum barulho excessivo ou qualquer tipo de manifestação chegou a me incomodar mais. De verdade.

Obviamente que todos estavam esperando as prometidas e divulgadas participações. Rose Tyler voltou, mas em The Day Of The Doctor, ela representava o “Momento”, que apenas havia tomado a forma de alguém que é de conhecimento de todos que foi verdadeiramente especial para o nosso Doutor. Clara também estava ali, essa sim representando o papel de companion da vez, a garota impossível que conheceu todos os Doutores (segure essa inveja meu caro leitor, porque ela teve sim essa sorte) e esteve com todos eles. Todos exceto um deles, aquele que nos foi introduzido em um nível alto de suspense durante o encerramento da dolorosa Season 7 (dolorosa por motivo de “despedida dos Ponds” em sua primeira metade, glupt!), interpretado pelo excelente ator John Hurt.

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Quando introduzido pela primeira vez, não tivemos exatamente muita chance de perceber a que veio, tão pouco como iria se comportar diante da difícil tarefa de encarar uma encarnação desconhecida de um personagem tão querido e que logo de cara, havia sido descrito como a mais sombria delas e isso justamente no dia em que o Doutor encontrou o seu túmulo, ou seja, mais dramático que isso seria bem difícil. Mas com pouco tempo em tela, ainda misteriosamente e dividindo o espaço com aquela que também atende por “Bad Wolf” (sim, a Rose) em sua “nova versão”, foi possível perceber que aquela não era uma encarnação do mal do personagem e tratava-se apenas do homem que teve que encarar o maior dos desafios de sua vida, aquele que foi responsável pela extinção de Gallifrey, seu planeta de origem. A essa altura, todos nós já sabemos que na mitologia de Doctor Who, o maior arrependimento ou culpa do personagem foi ter que extinguir sua própria espécie em nome de um bem maior e para o especial de 50 anos da série, encontramos o mesmo enfrentando exatamente o dilema desse dia que até o mais esquecido de todos os doutores (que é o 11th, como eles bem lembraram), gostaria de conseguir esquecer.

Uma história corajosa e muito bem resolvida, apesar das linhas temporais diversas (mas nada do tipo super complicado, sabe), que soube brincar com a maior mitologia da série de uma forma bem bacana, apesar de ter de certa forma “reescrito” a sua história. Mas sendo bem sincero, essa não é a primeira vez que Doctor Who resolve mexer no intocável portanto, não podemos nem dizer que ficamos tão surpresos assim. Em um outro momento da série, na despedida do Tennant, eles bem tentaram trazer Gallifrey de volta, de outra forma, mas tentaram. Na época, cheguei inclusive a torcer o nariz para a ideia (digo, na época da minha own maratona da série), principalmente para a justificativa (e entendam que a minha reclamação em relação ao episódio de despedida do 10th Doutor foi apenas essa, porque todo o resto e principalmente aquela sequência final, foi absolutamente perfeito). Mas dessa vez, a justificativa para mexer com algo tão importante foi muito bem executada, amparada na tentativa de tirar o maior peso das costas do próprio Doutor e vendo um personagem tão adorável ganhando a chance de ter a sua redenção dessa forma, além de aceitável, foi muito bem vindo.

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Mas muito além de uma boa história, todo mundo estava querendo mesmo era ver o encontro dessas duas gerações mais recentes de doutores, lamentando é claro a ausência do Eccleston, o 9th Doctor, que não aceitou participar do especial. E a sincronia (em todos os sentidos) dos dois atores em cenas quando juntos foi absurda, uma química inegável. Piadinhas irresistíveis em relação as características físicas de cada um deles, incluindo comparações além do próprio físico, como quando ambos enfrentaram as diferenças de tamanho de suas “screwdrivers”, além do reconhecimento de suas semelhanças, que foi de uma doçura sem tamanho. Com os dois em cena, foi uma delícia poder perceber as sutilezas, os trejeitos e as características mais marcantes de cada um, evidenciando o quanto a identidade do Doutor depende e muito de quem o interpreta e apesar dessas características próprias de cada um dos atores, foi possível observar também o quanto o personagem é muito maior do que tudo isso, mesmo porque se não fosse assim, ele não teria se transformado em um cinquentão de sucesso. (mundialmente falando, essa talvez seja a melhor fase da série inglesa).

E como se não bastassem dois doutores reunidos, ganhamos um terceiro, com o John Hurt nos convencendo facilmente que ele também fazia parte desse grupo de figuras adoradas por todos, mesmo ainda sendo um doutor desconhecido. Tudo bem que a introdução da sua história nos ajudou e muito a mudar a impressão que ganhamos com o misterioso final da última temporada da série, mas ainda assim, um personagem com esse peso, precisava realmente de um ator a sua altura. Com os três em cena, o especial conseguiu ficar ainda melhor, principalmente em termos de alívio cômico, trazendo o humor senior para o personagem.

Como ponto negativo, preciso dizer que mesmo reconhecendo que esse não era o momento delas, Clara e Rose ficaram em segundo plano demais, a ponto de quase sumirem. E digo isso principalmente em relação a Clara, que não teve a sua presença no especial tão justificada assim (digo algo além do fato dela ser a companion da vez), mas entendemos que esse era o momento de evidenciar o Doutor e não suas companions, por isso perdoamos. O mesmo vale para os personagens secundários do episódio, como a filha do Brigadeiro Lethbridge-Stewart, ou a garota nerd do cachecol do 4th Doctor, uma lembrança que a gente não fazia a menor ideia que poderia ir além do icônico acessório.

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Muito além da própria excelente história do especial, do encontro de doutores ou de qualquer outra característica desse marco da série, tudo ficou ainda mais especial quando após a resolução do plot central do episódio, ganhamos uma série de momentos absolutamente especiais para o encerramento dessa data comemorativa, começando pelo momento em que o 10th Doctor acabou repetindo a sua inesquecível line pré regeneração, “i don’t wanna go”, que para sempre nos levará para uma triste e adorável memória da mitologia da série. Isso até chegarmos ao momento em que o nosso adorável 11th Doctor acabou nos revelando o seu sonho de talvez se aposentar um dia e viver como um curador, que foi quando eles nos reservaram uma das grandes surpresas desse especial (essa e o momento com a participação apenas dos olhos do 12th e novo Doctor foram os momentos mais barulhentos do especial, sem dúvida e os mais surpreendentes também), com o Tom Baker (o 4th Doctor, um dos mais queridos de todos os tempos e dono do icônico cachecol que já havia aparecido no próprio especial) fazendo uma pequena e adoravelmente adorável participação, dividindo momentos de uma doçura sem tamanho com o nosso atual doutor, além de tê-lo deixado com alguma esperança de talvez poder viver um dia como um homem comum.

E se a gente achava que já havia encontrando momentos especiais e ou emoções o suficiente para essa história comemoração dos 50 anos da série, ainda fomos surpreendidos com uma imagem final para ficar guardada nos dois corações de qualquer whovian, com todos os doutores enfileirados e olhando de longe para Gallifrey, algo que todos os fãs da série não vão conseguir esquecer jamais e que foi o suficiente para levar a plateia da minha sessão a loucura, em um volume do tipo copa do mundo. Sério

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Dessa forma e vivendo uma experiência que poderia se tornar um hábito para momentos televisivos tão especiais como esse, nos despedimos desse encontro no cinema com o Doutor completamente satisfeitos e com aquela lágrima de carinho ainda escorrendo no cantinho do olho, mesmo com muito homem barbado tentando esconder a emoção no banheiro do cinema logo na sequência. Agora falando bem sério, quero o contato de todas aquelas pessoas que estavam na sala de cinema comigo. Seria possível? (rs, mas sério, vamos assistir todos os episódios juntos a partir de agora? #CRAZYEYES)

O difícil agora mesmo é só aceitar que para o próximo episódio, teremos que encarar uma triste despedida, para a qual eu já confessei inúmeras vezes ainda não estar preparado… Alôr, é da Kleenex? Se eu comprar um caminhão de caixas de lenços, tem desconto?

#TheDayOfTheDoctor

ps: bem que eles poderiam fazer o mesmo com o episódio de natal, que será a despedida do Matt Smith como o 11th Doutor e que pelo menos teremos sua exibição simultânea com a terra da rainha pelo BBC HD daqui. Alguém segura a minha mão quando essa hora chegar? Porque não vai ser fácil… mas não vai mesmo…

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Look 4 Today

Dezembro 5, 2013

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Porque hoje nós estamos como o 11th Doctor antes de decidir o seu figurino oficial (AMEI essas imagens antigas!) …

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… mas depois de toda a indecisão, continuamos lindos!

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Mas que aniversário (e aniversariante) maravilindo, não?

Novembro 25, 2013

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Ainda estou bastante comovido (de verdade e por diversos motivos) com o especial de 50 anos de Doctor Who, que aconteceu nesse último sábado e se transformou em um evento lindo de se experienciar.

É claro que ainda falaremos sobre ele por aqui no Guilt com detalhes, mas achei que valeria usar a cara foufa do Matt Smith (agora já com cabelo) na festa em comemoração ao aniversário, para perguntar mais uma vez: #TEMCOMONAOAMAR?

 

ps: não posso deixar de comentar esse tênis com essas meias. #AMEI!

ps2: pensando no que eu não ofereceria para ter a chance de dar um beijinho nessa bochecha de covinhas pálidas… (♥ + ♥)

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Obrigado você, Matt Smith!

Junho 22, 2013

#TEMCOMONAOAMAR esse vídeo super foufo do Matt Smith agradecendo todo mundo e especialmente os fãs de Doctor Who pelo apoio ao longo desses quatro anos?

Não, não tem. (♥ + ♥)

#MyDoctor

 

ps: e o nó na garganta só de imaginar a despedida na noite de Natal? Que pelo menos Downton Abbey não mate ninguém esse ano, só para compensar… rs (mas ainda com o nó na garganta, glupt…)

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Run you clever boy and remember – A segunda metade da Season 7 de Doctor Who e o começo de uma triste despedida…

Junho 1, 2013

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E depois de uma longa espera desde o especial de Natal de 2012 (esperar pelo que a gente realmente gosta, sempre deixa a sensação de que a espera foi muito maior, não?), finalmente continuamos a acompanhar Season 7 de Doctor Who, mas a sensação era a de que estávamos acompanhando uma nova temporada. Nova companion, nova TARDIS (pelo menos o seu interior), novo figurino (preferia o antigo…) e até uma nova abertura nós ganhamos para essa nova fase da temporada e com todas essas mudanças, não dava mesmo para sentir como se fosse a mesma coisa. Pelo menos não exatamente.

Talvez pelo sentimento de luto que ainda estava no ar pela despedida dos Ponds (glupt!), que marcou a primeira parte dessa Season 7 ou até mesmo pelo grande volume de novidades que acabamos encontrando nessa nova fase da série, essa sensação de estar acompanhando algo novo tenha sido intensificada, mas de qualquer forma, comparando suas duas metades, preciso admitir que eu ainda prefiro a primeira e não só pelo fator óbvio dela conter os últimos momentos da minha companion preferida de todos os tempos (na verdade, eu faria um time ruivo de companions, com Amy + Donna, que nós sabemos que seria uma afronta para o Doutor, que sempre sonhou ser ruivo, rs), mas também porque ela me pareceu melhor em todos os sentidos. Um pouco mais grandiosa (pensando em sua produção mesmo), com histórias mais interessantes e até mesmo divertidas, mesmo seguindo essa nova linha de Doctor Who com histórias mais “independentes”, muito mais bem cuidada também (alguns efeitos dos primeiros episódios dessa volta foram vergonhosos), isso sem contar o carisma dos personagens que a gente já conhecia de outras duas temporadas anteriores e que é sempre custoso de se desapegar.

Mas confesso que com a nova companion, Clara (Jenna-Louise Coleman), sendo um mistério desde a sua primeira aparição, ainda como a “souffle girl”, que foi como a conhecemos no excelente episódio que abriu a sétima temporada (7×01 Asylum Of The Daleks), realmente foi um recurso inteligente para fazer com que a gente se interessasse pela nova personagem logo de cara, ainda mais a encontrando pela primeira vez habitando um corpo odioso de um Dalek, que nos fez inclusive imaginar algumas teorias a seu respeito. Depois disso passamos um tempo sem vê-la, até que a reencontramos na Londres vitoriana no último Especial de Natal da série (7×06 The Snowmen, que contou como o sexto episódio da temporada), em um outro tempo, com outra função, algo que não só havia deixado todos nós bastante curiosos a seu respeito, assim como o Doutor, que mesmo sendo uma das mentes mais brilhantes do universo, não conseguia desvendar o segredo de Clara, para seu total desespero. Um recurso que parece ser uma das tendências do momento, a revelação de um grande mistério, onde várias séries da temporada tem apostado bastante nesse recurso até antigo da TV e do cinema e em alguns casos, bem preguiçosamente diga-se de passagem (porque algumas séries dependem apenas disso e é óbvio que a nossa curiosidade acaba nos prendendo a elas apenas por esse motivo também), mas não é o que encontramos no cenário de uma série como Doctor Who, que tem uma mitologia muito maior do que qualquer segredo misteriosamente misterioso do momento.

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No início dessa segunda metade da Season 7 da série inglesa prestes a se tornar uma cinquentona, depois de já termos nos despedido covardemente e aos prantos do Ponds (sim, eu sou passional mesmo) e já termos também esbarrado por pelo menos duas vezes com a Clara dentro do universo da série, voltamos a Londres dos dias atuais, onde o Doutor ainda precisava encontrar Clara e tentar descobrir o seu segredo. Doutor que para a nossa surpresa a princípio apareceu como um monge, com aquele senso de humor delicioso de sempre, mas que logo bateu a porta da Clara tentando descobrir mais sobre a garota impossível, em um novo primeiro encontro bem foufo. (apesar de que, vai ficar difícil para qualquer companion superar o primeiro encontro da Amy Pond com o Doutor. É, vai…)

Confesso que esse primeiro episódio não é dos meus preferidos (7×07 The Bells of St. John, não sei porque até agora a maioria dos sites numerou os episódios errados…), mesmo porque, um plot muito semelhante ao das pessoas sendo sugadas via Wi-Fi nós já vimos acontecer de forma parecida anteriormente na série, mas perdoamos, porque além desse ser o o nosso reencontro com o Doutor depois de uma longa espera, principalmente agora que a BBC resolveu manter uma agenda mais “americanizada” e não mais tão rigorosamente pontual como a inglesa (para nosso desespero), ainda contávamos com toda a curiosidade de finalmente descobrir quem seria a Clara. E esse acabou sendo o plot central de toda essa nova fase da temporada, com o segredo sobre a garota impossível sendo mantido até o final, algo que mesmo prometendo uma sequência de episódios mais soltos e com pouca ou nenhuma ligação entre si (os tais episódios mais independentes), mais ou menos como acontecia no começo da nova série (na Season 1 de 2005 por exemplo), acabou se tornando o nosso ponto em comum ao longo da temporada e me agrada muito perceber que apesar dessa vontade de tentar “algo novo” (de novo) na série, eles tenham mantido esse detalhe da continuidade, como se a gente tivesse pelo menos a sensação de saber para qual direção a temporada estava nos apontando naquele momento.

Um recurso que apesar de ter funcionado bem, mantendo pelo menos essa constante dentro da nova proposta da série, também poderia ter sido melhor aproveitado, uma vez que até a resolução final, poucas pistas nós recebemos em relação a identidade da Clara e isso eles poderiam ter resolvido de um outro jeito. Mas de qualquer forma é preciso reconhecer que a atriz Jenna-Louise Coleman se saiu muito bem na tarefa de substituir uma das companions mais queridas pelos fás da série (da qual a gente gostava até do seu companion na vida, Rory), enfrentando uma tarefa que não seria nada fácil, mas que com o seu carisma e perfil do personagem (que tem aquele lado mais “petulante” e “insolente” que a própria Amy tinha, não vamos negar), ela conseguiu até que se sair muito bem. Gosto também de sentir que eles não optaram por fazer o Doutor rejeitá-la, como vimos acontecer tão injustamente com a Freema Agyeman no passado – que se encontrou em The Carrie Diaries. You go girl! -, quando sua personagem veio a substituir a Rose, a primeira companion da série de 2005. Tudo bem que nesse caso temos uma série de outros fatores a se levar em consideração, como os sentimentos do Doutor em relação a Rose, mas essa abordagem nunca me pareceu justa com a personagem de Agyeman, que nesse quesito acabou sim sendo bem prejudicada. (mas acho a sua resolução enquanto companion e mulher simplesmente excelente!)

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Nessa segunda metade da temporada, já vimos que o Doutor ficou bastante recluso depois das despedida dos Ponds, que foi o que acompanhamos durante o especial de Natal da série, com o personagem se isolando entre as nuvens e de vez em quando até o pegamos usando os óculos de leitura que a própria Amy sempre usava, como um sinal claro da saudade que ele deve certamente sentir falta da personagem, mas ainda assim, ele recebeu a Clara muito bem em sua TARDIS (sem ficar mencionando o passado com o 10th fazia constantemente, tisc tisc…), com o convite irrecusável de sempre de viajar entre o tempo e espaço, que obviamente ninguém recusaria. (eu espero até hoje uma caixa azul surgir no meu jardim. Se eu tivesse um jardim, é claro, rs. Tenho vasos com plantas, serve? Sinta-se livre para destruí-los quando quiser, Doutor. Tudo em nome de um convite, claro)

Seguimos a temporada explorando o universo, chegando a um lugar onde se acreditava que ele tivesse sido criado, em mais um daqueles episódios da série onde nos deparamos com diversas criaturas bisonhas que nós amamos. Esse que também não foi dos meus episódios preferidos da temporada (7×08 The Rings of Akhaten), que além do plot da menina rainha e aquele coral, na verdade valeu mais por uma espécie de fábula que encontramos no início do mesmo episódio, com a Clara nos contando como foi que seus pais se conheceram no passado, tudo por uma simples coincidência envolvendo uma folha vagando no ar, que foi uma momento bem bacana para a série, do tipo que tricota sozinho um cachecol e luvas para o próprio coração.

Na sequência seguimos para um submarino soviético (será que eles reaproveitaram os cenários de Last Resort? rs), com Doctor Who trazendo a tona um plot também bastante recorrente do momento (7×09 Cold War), com a guerra fria (que andamos acompanhando lindamente em The Americans) também aparecendo na série inglesa, aproveitando para fazer aquela “mea culpa” americana que estamos encontrando com frequência no momento. Episódio esse que ainda nos trouxe um outro bom momento, com um de seus personagens arriscando uma das letras do Duran Duran. (ele que só eu acho que ficou bem interessado no Doutor? rs)

E a Season 7 só começou a ficar mais animada mesmo quando o assunto foram os fantasmas, em um plot meio “Ghostbusters”, quando o Doutor ao lado da sua nova companion encararam uma aventura atrás de um fantasma preso em um universo de bolso (7×10 Hide). Nessa hora, não teve como não lembrar da saudosa Fringe e o Walter seguindo para a sua verão do universo de bolso, com o Doutor inclusive usando as cores azul e vermelho para ilustrar o seu plano de ação. OK, tá certo que tudo pode ter sido uma grande coincidência (já mencionei algumas outras entre as duas séries por aqui, mas até então, sempre seguindo o caminho contrário, tendo qualquer uma delas primeiro aparecido em Doctor Who e depois em Fringe), mas não há como não suspeitar que talvez tudo não tenha passado de uma referência a série americana, uma vez que a BBC agora parece estar se empenhando um pouco mais nessa conquista da America antiga. Episódio esse que nos trouxe um elemento a mais, com Doctor Who se arriscando muito bem dentro de um território mais pertencente ao terror do que a própria fantasia (apesar de ter continuado fantasioso como sempre), nos entregando um Doutor correndo sem rumo em uma floresta para deixar os cabelos de qual um em pé.

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Exceto por esse último episódio mais assombroso da série, essa foi realmente a parte mais morna dessa segunda metade da temporada, que a essa altura já estava precisando desesperadamente de mais animação. Que foi quando ganhamos o meu episódio dos sonhos (algumas pessoas até lembraram dos meus comentários por aqui sobre esse sonho e chegaram a me avisar sobre a sua realização. Thnks!), do qual eu já havia falado em um dos meus outros textos sobre a série desse ser um dos meus maiores sonhos dentro da mitologia de Doctor Who, que foi quando ganhamos uma deliciosa excursão por dentro da TARDIS (7×11 Journey to the Centre of the TARDIS), que foi exatamente quando a série voltou a me ganhar novamente durante essa Season 7. E é claro que eu acho que esse episódio foi feito para mim (se até Fringe fez um episódio para mim em sua reta final… #Guilt), por isso desde já agradeço Moffat pelo feito! (rs, só falta aquele convite que não chega nunca. Topo companion, novo Doutor e ou figuração. Topo até ficar bem ruivo para o 12th, daqui alguns bons anos, claro, porque quero o Matt Smith exatamente onde ele está ainda por muitos anos. #AMEM – sim, esse texto foi escrito antes de qualquer notícia, por isso resolvi deixá-lo dessa forma)

Um episódio delicioso, onde embarcamos em uma mini excursão por dentro da TARDIS, onde devido a sua grandiosidade (além de outras coisas importantes que aprendemos sobre a sua mitologia nesse episódio) não seria possível que fosse mais completo. E ter a Clara explorando aqueles inúmeros corredores foi ótimo, assim como foi bem especial vê-la encontrando o berço do Doutor (que já vimos anteriormente ele presentear a Amy como o berço oficial da sua filha, Melody Pond AKA River) até que passamos pela piscina gigantesca e chegamos até a biblioteca. Mas espera aê, não tinha uma piscina dentro da biblioteca? Sim, claro que eu reparei nesse detalhe e fiquei esperando ansiosamente por esse momento, que não aconteceu (humpf!). Procurando a respeito por aí, encontrei uma teoria de que apesar deles terem dito isso na série, dizem que na verdade a intenção foi dizer que a piscina foi parar na biblioteca apenas por conta da queda da TARDIS  (sei… mas OK, pode ter sido tudo uma questão simples de interpretação mesmo), algo que eu não cheguei a imaginar na época e já tinha inclusive comprado o conceito de decoração, rs . Detalhes a parte, o importante mesmo é que durante esse episódio fomos presenteados com uma das bibliotecas mais lindas do universo, um verdadeiro sonho. Sério! Além do excelente tour pelo interior da TARDIS, o episódio também nos trouxe de volta a discussão a respeito da Clara, do porque que a própria “máquina do tempo” a rejeitava e um Doutor enfurecido, quase perdendo a paciência apenas por não conseguir desvendar o segredo da garota impossível, que mais um vez, foi a responsável pelo resgate do plot dramático da vez e talvez essa tenha sido uma das pistas a respeito da sua história.

A partir desse momento, ganhamos uma leva de excelentes episódios novamente e já era de se esperar, uma vez que até essa altura da temporada após o retorno, tudo estava bem morno mesmo. Dando continuidade a temporada, visitamos Yorkshire em 1893 e nos deparamos com a pavorosa cidade de Sweetville (7×12 The Crimson Horror), que por trás de toda a sua perfeição escondia um plot secreto de na verdade tentar descaradamente acabar com o imperfeito ao seu redor. Nesse episódio, encontramos um Doutor impossível e praticamente disfarçado de “Hellboy”, usando apenas seus trajes de baixo de inverno, vivendo como o monstrinho de estimação da herdeira do lugar. Acho que vale dizer também que o Matt Smith esteve em sua melhor forma ao longo dessa temporada (na verdade ele só vem crescendo dentro do papel, por isso seria uma pena ter que nos despedir tão cedo) e esse episódio foi um exemplo perfeito disso. Cheio de trejeitos e toda aquela loucura adorável, o 11th Doctor esteve impossível ao longo de toda essa temporada, nos conquistando cada vez mais com o seu enorme carisma e alma de criança, que é mais ou menos como eu o enxergo. Não sei porque, mas sempre achei o Doutor do Matt Smith o mais infantil de todos eles (contando os três últimos). E digo mais infantil no sentido de inocente mesmo  e todos os seus trejeitos, caras e bocas, sempre reforçaram essa minha impressão. Gosto da forma como ele fica extremamente excitado de vez em quando (ele baixando a sonic screwdriver durante um desses episódios foi ótimo, rs) e ao mesmo tempo consegue ficar extremamente tímido quando o assunto são os seus sentimentos, como quando a Clara o provoca dizendo que ele parece ser do tipo que só namoraria alguém que a mãe (referindo-se a TARDIS) aprovasse. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

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Como os vilões conhecidos sempre precisam retornar a série e pelo fato dos Daleks estarem de folga da sua eterna briga com o Doutor (por conta da Clara, inclusive), dessa vez nos deparamos com os Cybermens reaparecendo em um cenário que parecia ser um grande parque de diversões (7×13 Nightmare in Silver), para onde o Doutor acabou levando as crianças que a Clara tomava conta na Londres atual. Apesar do episódio ter sido muito bem feito, ele não chegou a empolgar muito, talvez pelo fato do episódio anterior ter terminado com o cliffhanger das crianças descobrindo a relação da Clara com o Doutor e na sequência isso sequer ter aparecido de forma mais adequada. Tudo bem que tratavam-se de crianças, que dentro de uma máquina do tempo e se deparando com todas aquelas possibilidades, a última coisa que elas iriam questionar naquele momento seria qualquer coisa em relação a isso, mas ainda assim, crianças são sempre tão curiosas e ter deixado esse detalhe passar sem uma explicação mínima pelo menos, foi meio preguiçoso vai? Enfim…

Até que chegamos ao episódio que encerraria a Season 7, ele que já nos trazia a maior mitologia da série em seu próprio título, anunciado como “The Name Of The Doctor” (7×14). Detalhe que no episódio onde conhecemos um pouco mais o interior da TARDIS, vimos que a Clara acabou descobrindo em um de seus livros qual seria o verdadeiro nome do Doutor, algo que desconfiamos que até poderia ter alguma relação com o plot da vez. Mas não, o episódio prometia nos trazer sim, o nome do Doutor, seu maior segredo desde sempre, revelado de uma outra forma e para isso, seria necessário uma visita até Trenzalore, que foi quando descobrimos que se tratava do lugar onde ele foi enterrado após a sua morte e como ele mesmo chegou a mencionar ao longo do episódio, um homem nunca deveria visitar o próprio túmulo. (glupt!)

Um episódio que apesar de contar com algumas falhas em relação principalmente a sua resolução (algumas fáceis demais, quase que muito convenientes para a história) e isso nós precisamos lembrar antes de dizer que foi tudo maravilhoso, foi mais do que um episódio de encerramento da temporada e acabou chegando como uma espécie primeiro presente para todos os fãs da série em comemoração aos 50 anos de Doctor Who de logo mais. Nele, além do título que já aguaçava a curiosidade de todos os seu fãs, havia também uma promessa que se anunciava desde o seu começo de que finalmente iriamos descobrir quem ou o que de fato era a Clara, algo que ainda ecoava na nossa imaginação, mas que até então não havia encontrado nenhuma explicação.

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E já começamos o episódio com a Clara circulando entre os outros doutores (sim, os clássicos! E não me perguntem como isso foi feito porque eu me recuso a criticar os efeitos especiais nesse momento) e descobrimos que ela na verdade esteve presente na vida de cada um deles, sempre tentando despertar a sua atenção, mas que o 11th foi um dos únicos que a conseguiu ouvir. Mas como isso? Bem, para ajudar a contar essa história, contamos também com outros personagens recorrentes dessa nova fase da série, que na verdade foram aqueles que deram asilo para o Doutor durante o seu período nebuloso pós Ponds, Strax, Madame Vastra e sua amada Jenny Flint (AMO o Strax muito provavelmente confuso com a relação das duas, chamando a Jenny de menino o tempo todo, rs), que ganharam também o reforço de ninguém menos do que ela, River Song, a esposa do Doutor, que finalmente voltava para a série. (só fiquei com muita pena que ela e o Doutor nem tiveram um momento daqueles para lembrar da família antiga, humpf! Mas de qualquer forma, fomos compensados…)

Assim embarcamos até o túmulo do Doutor, que não poderia ser outro a não ser a própria TARDIS, só que em uma versão gigantesca, o maior dos monumentos daquele cemitério. Em meio a um plano do vilão da vez, o Dr Simeon (o mesmo do episódio de Natal, quando reencontramos a Clara), fomos atraídos para dentro do túmulo do próprio, com a River interagindo apenas com a Clara e os demais personagens, por se tratar daquela River da qual nós conhecemos o seu destino ainda no episódio da biblioteca, ainda com o 10th Doctor do David Tennant. Nessa hora, quando estávamos prestes a descobrir o nome do Doutor (que na verdade todo mundo já desconfiava que seria algo que não aconteceria por motivos óbvios), ganhamos aquele tal recurso fácil que eu mencionei anteriormente, com a River sussurrando o seu nome para que o túmulo pudesse se abrir e a gente não precisasse ficar sabendo o seu maior segredo (sendo que nem vimos esse momento, por isso a preguiça maior…), que a essa altura, apenas ela e a Clara dizem saber. Aliás, o encontro entre as duas personagens foi ótimo nesse episódio e acabou nos rendendo alguns diálogos deliciosos de puro ciúmes que sempre acontecem quando as mulheres do Doutor se encontram.

Em seu túmulo encontramos uma “cicatriz” em forma de DNA (e não um corpo, esqueleto ou cinzas, rs), com um luz forte que na verdade reunia toda a sua timeline, que para um Time Lord, a gente não consegue sequer imaginar a sua proporção e foi bem bonita a forma com que eles através do próprio Doutor, nos introduziram àquele conceito. Claro que eu não vou ficar aqui agora explicando todas as resoluções do episódio, mas foi no momento em que a Clara se deparou com o Doutor sofrendo com o paradoxo da sua vida diante dos seus olhos e dois corações, que descobrimos quem era a garota impossível, que para salvá-lo daquela situação, precisou se jogar na tal “cicatriz” dele através do universo (que nós sabemos que é um herói que carrega uma série de culpas, por isso a “cicatriz”), que foi a forma como ela acabou sendo dividida em diversas versões, se tornando um eco na vida do Doutor e por isso ele a encontrava em diversos momentos como presenciamos ao longo da temporada, com ela tendo sempre a missão de tentar salvá-lo de alguma coisa, algumas vezes perdendo até a própria vida.

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E por esse motivo vimos Clara circulando nos cenários antigos da série, em meio aos demais Doutores, porque na verdade, ela sempre esteve ali (algo que foi bem bacana, apesar dos efeitos e de ser quase a mesma desculpa para a presença da River ainda na série. E sim, eu disse “quase”, que fique bem claro) e com o detalhe de que quando o Doutor roubou a sua TARDIS, Clara foi inclusive a responsável pela sua escolha por essa TARDIS, que viria a se tornar sua maior companheira ao longo da vida. Uma resolução super foufa e surpreendente até, apesar de qualquer semelhança com a história da River ou qualquer falha que o episódio tenha nos apresentado.

Aliás, antes da descoberta da identidade da Clara, tivemos um outro momento extremamente emocionante para a série, com o Doutor finalmente enxergando a River durante o episódio (que estava em um outro plano e não podia ser vista), dizendo que na verdade ele sempre a viu e ouviu depois dos acontecimentos todos entre eles, mas nunca teve coragem de admitir ou responder por medo do quanto poderia doer esse reencontro. Sério, apesar do beijo (é gente, teve um beijo), tenho que confessar que a essa altura do episódio eu já estava completamente entregue as lágrimas, achando tudo absolutamente foufo e carinhoso com todos os personagens. River que se despediu lembrando que ela estava “conectada” a Clara, anunciando mais um dos seus famosos “spoilers!” que na verdade não foi nada mais do que uma porta aberta que eles aproveitaram para deixar para o personagem retornar algum dia a série.

Com tudo resolvido e mantendo o mistério sobre o seu nome, restava ao Doutor a missão de resgatar Clara, que depois de ter invadido sua timeline, acabou presa dentro do fluxo temporal dele, em meio a silhuetas de todos os doutores correndo de uma lado para outro, até que o seu Doutor a encontrasse (e o recurso da folha nesse momento também não poderia ter sido mais delicado ou especial), para tirá-la de lá. Nesse momento, uma outra silhueta aparecia ao fundo, com um homem de costas, pelo qual Clara ficou interessada por não reconhecer, uma ver que descobrimos que ela conheceu todos os 11 Doutores até agora, que foi quando o Doutor apavorado e confuso, disse que aquele foi quem o traiu (?), que foi quem quebrou a promessa em relação ao nome que todos eles resolveram usar (??), completando dizendo que aquele era o seu segredo (???) e quando achamos que o episódio se encerraria por aí, o tal homem misterioso ganhou voz, dizendo que não teve escolha e aos poucos foi virando para a câmera sendo, onde nos deparamos com o ator John Hurt (antes disso eu só conseguia pensar no Leonard Nimoy ou no Ian McKellen), sendo anunciado como The Doctor. BOOM! (créditos finais)

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Sério, naquele momento eu quase tive um ataque cardíaco, pesando qualquer coisa a respeito. Na verdade eu entrei em um surto semi psicótico, onde não conseguia chegar a nenhuma conclusão em relação ao plot da vez e sobre qual seria esse segredo. Que é algo que eles prometeram revelar ao final do episódio, no especial de 50 anos de Doctor Who, no dia 23/11, que a gente já sabe que é quando temos um compromisso certo no tempo e espaço, ou talvez seja o momento ideal para sumir do próprio tempo e espaço, isso para quem quiser evitar algum spoiler antes de assisti-lo, a respeito das surpresas que o mesmo deverá nos trazer. (além da presença da Billie Piper e do David Tennant, que já foram anunciados faz tempo como presenças garantidas no especial que marca o encontro entre os dois Doutores)

E da melhor forma possível (entendam que isso foi escrito antes do que vem no parágrafo abaix0), nos despedimos da Season 7 de Doctor Who, que pensando na temporada como um todo, chegou a ser bastante completa, apesar de demonstrar certa fraqueza em alguns momentos, como eu disse anteriormente me referindo principalmente aos primeiros episódios dessa segunda fase, mas que ao mesmo tempo talvez seja a temporada que mais tenha nos despertado a curiosidade, além de ter nos entregue emoções bem variadas, com a despedida dos Ponds, as novidades com a chegada da Clara, todo o mistério sobre a sua identidade e esse final de temporada que não poderia ter sido mais especial ou enigmático, elevando ao máximo as expectativas para a grande comemoração do dia 23 de novembro, com o especial de 50 anos da série.

Para o final, ficam as informações mais tristes em relação ao futuro da série (respira fundo, Essy). Essa semana, a BBC anunciou a renovação nada surpreendente de Doctor Who para a sua Season 8 em 2014, sendo que eles ainda haviam deixado em aberto as suspeitas sobre a permanência do ator Matt Smith como o nosso adorkable e queridíssimo 11th Doctor. Uma permanência que inclusive por aqui vocês chegaram a me ver comentando por diversas vezes a respeito das minhas suspeitas de que o especial de Natal de 2013 talvez pudesse ser mesmo a despedida do ator Matt Smith a frente do personagem, algo que foi confirmado quase agora (glupt), enquanto eu ainda estava editando esse post antes de sua publicação aqui no Guilt (confirmou!), com a declaração oficial de que o Matt Smith realmente deixará a série após o especial de Natal desse ano, que vai contar com a sua regeneração para 12th Doutor, que por enquanto ainda permanece em segredo em relação a sua identidade.

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Uma notícia que não poderia ser mais triste para os fãs do ator e do 11th Doctor (que todo mundo sabe que é o meu Doutor e eu venho me preparando para essa momento desde o nosso primeiro encontro, lá no jardim da Amy Pond e confesso que foi bem sofrido ler a notícia nesse momento) mas que ao mesmo tempo chegou com essa declaração linda do ator, que está disponível no site oficial da série na BBC, para quem quiser conferir todas as informações com mais detalhes:

 

Doctor Who has been the most brilliant experience for me as an actor and a bloke, and that largely is down to the cast, crew and fans of the show. I’m incredibly grateful to all the cast and crew who work tirelessly every day, to realise all the elements of the show and deliver Doctor Who to the audience. Many of them have become good friends and I’m incredibly proud of what we have achieved over the last four years.

Having Steven Moffat as show runner write such varied, funny, mind bending and brilliant scripts has been one of the greatest and most rewarding challenges of my career. It’s been a privilege and a treat to work with Steven, he’s a good friend and will continue to shape a brilliant world for the Doctor.

The fans of Doctor Who around the world are unlike any other; they dress up, shout louder, know more about the history of the show (and speculate more about the future of the show) in a way that I’ve never seen before, your dedication is truly remarkable. Thank you so very much for supporting my incarnation of the Time Lord, number Eleven, who I might add is not done yet, I’m back for the 50th anniversary and the Christmas special!

It’s been an honour to play this part, to follow the legacy of brilliant actors, and helm the TARDIS for a spell with ‘the ginger, the nose and the impossible one’. But when ya gotta go, ya gotta go and Trenzalore calls. Thank you guys. Matt.”

 

E assim, agora mais tristes do que nunca, começamos oficialmente a nos preparar a grande despedida, contando com apenas mais 2 episódios na companhia do nosso 11th Doctor, com o especial de 50 anos da série e o especial de Natal desse ano (ambos episódios que mereciam um Confidential, não?), para os quais certamente eu já vou começar a estocar caixinhas e mais caixinhas de Kleeex, porque não vai ser fácil essa nova experiência de ter que me despedir do meu Doutor. (tears)

Aproveitando algo que eu li nessa mesma declaração a respeito da notícia, pedindo licença e utilizando uma line escrita sabiamente pelo próprio Moffat em seu texto sobre o assunto, eu não consigo pensar em um forma mais foufa de começar essa despedida do Matt Smith como o 11th, pelo menos por enquanto, a não ser repetindo as seguintes palavras:

 

Steven Moffat –  Thank you Matt – bow ties were never cooler.

 

Realmente as bow ties nunca foram tão sensacionais e muito provavelmente serão inesquecíveis para todos nós!  (tears = ♥ + ♥)

ps: para quem se animar para uma maratona  de Doctor Who, se interessar mais pela série ou quiser relembrar alguma coisa, temos posts bem especiais para cada uma das demais temporadas também: Season 1, Season 2, Season 3, Season 4, Season 5  Season 6 e a primeira parte da Season 7.

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É Ryan Gosling, continuamos magoados com suas decisões…

Maio 15, 2013

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principalmente aquela relacionada ao nosso (novamente com nosso significando “MEU”) Doutor, mas eu quero saber quem terá coragem de dizer que é forte o suficiente para ignorar essa que é sempre uma visão,

mesmo quando estamos magoados por motivos sérios e reais. (rs)

Höy!

 

ps: e eu olho para o Matt Smith nas imagens de “How To Catch a Monster”, que é o primeiro filme dirigido pelo Ryan Gosling e além da mágoa, eu só consigo pensar nessa trilha sonora aqui, rs

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A primeira decepção com o Ryan Gosling a gente nunca esquece…

Maio 13, 2013

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Tudo bem que essa não é exatamente a primeira delas, porque bem nos lembramos de quando ele apareceu circulando pela primeira vez com aquela que não se deve dizer o nome e ainda sentimos parte da dor daquele momento. Lembra aquele dia que uma neblina maligna identificada como Pure Evil deixou tudo escuro de repente  Então… mas tudo bem, naquele momento Ryan estava sendo apenas óbvio como vários que conhecemos (me provoquem e eu cito nomes que podem ou não pertencer a minha lista pessoal, rs), embora ainda não tenhamos descartado a possibilidade de um trabalho feito com fotos rezadas e ou encosto.

Mas dessa vez, a decepção aconteceu por conta do que ele fez com o cabelo do nosso (leia nosso como “MEU”) Doutor, o ator Matt Smith, que me apareceu assim com a cabeça raspadíssima no set do filme dirigido pelo Ryan Gosling, “How To Cath a Monster”.

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Sério Ryan, gostaria que você me ligasse para me explicar o porque disso. Qual o conceito?… (grudado do lado do telefone com #CRAZYEYES)

#NAOTABOM… mas é o que temos e nos recusamos a dizer qualquer outra coisa do Doutor porque vai que ele precisa de uma nova companion, não é mesmo?

 

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10th + 11th

Abril 2, 2013

Tennat + Smith

Alguém quer dizer alguma coisa ou a gente pode só ficar olhando e imaginando o que vai ser esse encontro do David Tennant (10th) e o Matt Smith (11th) no especial de 50 anos de Doctor Who? (e a imagem acima é da leitura do roteiro do especial que começou a ser gravado essa semana)

#TEMCOMONAOAMAR e desejar ter dois corações como eles nesse exato momento para dividir e acumular tanto amor?

Não, não tem. (♥ + ♥)

 

ps: segundo a Clara no episódio do último sábado, o capítulo 11 é bem melhor e apesar de dividir o meu amor com o 10, tenho que confessar que o 11 também é o meu preferido. 

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