Posts Tagged ‘1×01 Pilot’

Banshee – a nova cidade que talvez mereça a nossa visita

Janeiro 31, 2013

Banshee-poster

Lendo simplesmente a sinopse de Banshee, é possível chegar facilmente a conclusão de que a série tinha boas chances de não passar de um grande clichê ou bobagem qualquer. Bad guy recém saído da cadeia, sem muita perspectiva de vida, sedento de vingança pelos motivos que o fizeram nesse caso passar 15 anos por lá (sem a parte de querer provar que é inocente, o que eu já acho um ponto positivo a seu favor) e tem a sorte de estar no lugar certo na hora certa para assumir uma nova identidade e começar uma nova vida baseada em mentiras, claro, com a diferença de que dessa vez, o ex condenado agora recebe um cargo de poder em uma cidade qualquer, com o cargo de xerife caindo como presente no seu colo do dia para a noite, mas não sem antes acontecer um bom corpo a corpo, para demonstrar um pouco mais das suas habilidades na fila do banho de sol por trás das grades.

Apesar de tudo isso que pode até soar meio assim, ao menos em seu piloto, Banshee conseguiu transformar esse clichê em algo muito bem construído, em um piloto que realmente consegue te prender ao longo da sua quase 1 hora de duração, algo que por si só já é um grande feito. Cenas de ação muito bem executadas no centro de NY (aquela sequência inicial por exemplo, foi bem boa e super bem produzida, que é uma coisa rara de se ver na TV, apesar de que, pilotos foram feitos exatamente para impressionar e para isso eles não poupam esforços, algo que eles acabam poupando depois de conseguir seu lugar ao sol), uma explosão sensacional capaz de destruir qualquer estereótipo de que apenas o machão do momento que é capaz de mandar tudo pelos ares e sair andando lentamente, se sentindo o todo poderoso da vez (e nasce uma nova #MUSE), uma sequência de luta em um bar com mortes com algum requinte de crueldade bem interessante, apesar de exageradas. Tudo muito bacana, mesmo quando a sensação é a de que você está jogando um jogo de videogame (algumas cenas e planos se aproximam bem dessa ideia) e todas essas situações, apesar de excelentes, não chegam a ser muita novidade quando pensamos em um dos nomes por trás de sua produção: Alan Ball.

Mas tirando algumas fórmulas que já vimos ele utilizar muito bem (Six Feet Under) em outros cenários (a cidade afastada, alguns personagens recorrentes, cenas extremamente sexys que nós sabemos que já fazem parte da sua identidade) até elas se tornarem cansativas e ou se perderem no meio do caminho (True Blood), Banshee realmente parece merecer a nossa atenção, tanto pela qualidade, quanto pela sua história, que apesar de não ter sido entregue totalmente logo de cara (claro, embora boa parte dela esteja ali), acabou nos dando boas pistas sobre o que ainda está por vir, algo que parece ser bem digno da nossa atenção daqui por diante.

E quem não ficou extremamente curioso para saber mais sobre o golpe que acabou levando o personagem principal para a prisão, ele que agora devemos chamar de Lucas Hood, assim como o seu passado ao lado da sua ex parceira do crime que agora também se encontra dentro de uma nova identidade, com direito a família e filhos e qual a conexão deles todos com a nossa nova muse hair stylist em NY, hein? (claro que todos eles faziam parte de um mesmo esquema, mas fiquei bem curioso para descobrir mais desse passado). Mas antes de tudo isso, porque um homem finalmente livre, precisaria de uma nova identidade, logo no que foi praticamente o seu primeiro dia depois de 15 anos presos?

Curiosidades que obviamente só serão saciadas a medida que a história for avançando, apesar deles terem deixado escapar algumas coisas, como a possibilidade da filha da ex ser dele (algo que eu achei meio na cara logo no começo) e a identidade dos vilões da vez, que existem dentro e fora da cidade e muito provavelmente, irão se multiplicar e ganhar força daqui por diante, devido a postura do policial que não segue regras do próprio Hood. Além disso, personagens é o que parece não faltar por ali, ainda mais tratando algumas comunidades como a Amish e uma tribo de nativos locais.

Sem contar que já por esse piloto, foi bem bacana ver todo o cinismo do protagonista passando para o outro lado da força, algo que é claro, ele muito provavelmente acabará usando a seu favor (e somente a seu favor e em prol do seu plano e não como um policial corrupto qualquer) até que se torne suspeito, algo que inclusive já aconteceu nesse primeiro episódio. Outro detalhe que também me chamou a atenção logo de cara foi a relação rapidamente estabelecida entre ele e o dono do bar, Sugar, com quem Hood divide algumas afinidades, sendo a maior delas a experiência de ambos por trás das grades, uma relação que logo de cara já acabou funcionando muito bem.

Assim, ganhamos mais uma opção do que parecer ser uma boa série para se acompanhar daqui por diante. Pilotos costumam enganar e isso a gente já sabe, mas ao que tudo indica, Banshee parece realmente não estar para brincadeira e já conseguiu até garantir a sua Season 2 no Cinemax.

Veremos…

ps: só eu achei o protagonista (uma visão) a cara do Scott Speedman? Só eu acho que o Alan Ball também tem alguma pendência com os meninos de Felicity? (lembram do Noel recentemente em True Blood?) Com a diferença de que o Speedman susurra para falar e o Starr faz a terra tremer, Höy! Aliás, nasce também uma nova #CRUSH

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The Carrie Diaries – a primeira excelente nova página de uma história que nós AMAMOS

Janeiro 30, 2013

The-Carrie-Diaries-Poster

Todo mundo sabe que mexer com qualquer coisa antiga, que gostamos tanto e por tanto tempo, que teve um história bem bacana até então, além de sempre ser algo bastante perigoso, sempre acaba ganhando grandes chances de se tornar um verdadeiro fracasso.

Com isso em mente e os dois pés atrás, fui conferir tardiamente (porque já até saiu o terceiro episódio) o piloto de The Carrie Diaries, série ambientada nos anos 80, que nos traz um pouco dos dias antigos de uma das nossas personagens preferidas de todos os tempos: Carrie Bradshaw, da fabulosa Sex And The City.

E não é que com os meus dois pés atrás, eu acabei perdendo totalmente o equilíbrio e caí de cara no chão?

SIM, eles conseguiram e o piloto da série é realmente excelente, do começo ao fim. Tudo parece ter sido muito bem cuidado, do figurino a história, além de toda a mitologia emprestada da série antiga, que não é de hoje que somos apaixonados e que de forma surpreendente, acabou sendo respeitada de uma forma bem especial.

Bacana encontrar Carrie (AnnaSophia Robb, bem a vontade no papel, algo a se considerar devido ao seu “tamanho”, ainda mais para uma jovem atriz) ainda sonhando em ser aquela mulher que conhecemos bem, ainda adolescente, tendo que lidar tão cedo com um perda tão importante como a de sua mãe. Um luto que é praticamente o plot central desse primeiro episódio (ou o mais importante dele), focado na dinâmica daquela família ainda se adaptando a sua nova realidade, com um pai sem saber muito bem o que fazer com suas duas filhas adolescentes e uma irmã do tipo rebelde, que resolveu lidar com a perda da mãe de outra forma.

Mas não só desse luto sobrevive o piloto e ele ainda circula muito bem entre dois outros ambientes. O primeiro deles encontrado na escola, com aquele típico cenário de high school adolescente que nós tememos desde cedo (rs), com Carrie Bradshaw tentando continuar a sua vida sem virar o centro das atenções devido a morte da sua mãe e encontrando em seus amigos o conforto necessário para seguir em frente naquele momento. E é claro que Carrie já teria olhos para os meninos a essa altura e nesse caso, um bem específico do tipo bad boy magia especial da escola, com cara de galã inconsequente, que certamente ainda irá render algum aprendizado para que ela tenha o que escrever no seu diário no futuro. Ao que tudo indica, Sebastian Kydd (e #TEMCOMONAOAMAR esse nome) tem tudo para ser um laboratório importante nesse período da vida da personagem.

Conversas soltas sobre virgindade onde apesar da pouca idade das personagens, sua linguagem não pareceu ser muito polida quando comparada a utilizada na série antiga (além da diferença das décadas em que ambas são situadas), algo que eu considero importante na busca para manter uma identidade próxima da que já conhecemos e que foi tão importante para o seu tempo, também marcaram esse primeiro episódio, mostrando que o sexo já fazia parte da vida de Carrie desde sempre. OK, pelo menos alguma curiosidade sobre o assunto, pelo menos por enquanto, rs. A narrativa também marcou a sua presença e em alguns momentos, chega a parecer natural que essa nova Carrie é exatamente a nossa Carrie. (bem bacana que a atriz conseguiu encontrar um tom próprio que pelo menos lembre a personagem antiga)

E é claro que o outro cenário ficaria por conta dela, a velha e boa NY dos anos 80, com toda a caracterização necessária para que a gente de fato acreditasse que estávamos vivendo em uma outra época, pelo menos naquele período que tem tudo para se tornar um hábito semanal (isso e a vontade de se vestir daquela forma hoje em dia). Nele encontramos uma velha conhecida de todos nós, a Martha de Doctor Who (Freema Agyeman, que por toda a sua história dentro da série inglesa, apesar dela nunca ter pertencido exatamente àquele lugar, eu não consigo não gostar ou não acabar torcendo por ela. Não consigo!), dessa vez vivendo lindamente uma personagem de nome Larissa, que acaba adotando Carrie em seu primeiro dia de trabalho na cidade e que foi o seu ticket de entrada para o lado mais fundamento de NY. Tudo isso a preço da introdução de Carrie ao mundo do crime, apenas pela aventura. Mas tudo bem, ela foi apenas cúmplice, rs.

Falando em anos 80, a moda da série obviamente foi um atrativo a parte e não poderia ter sido diferente pensando em tudo que nós já conhecemos da sua mitologia antiga e tudo me pareceu como um presente no quesito referência, revisitas e até mesmo de uma moda possível para os dias de hoje, mesmo estando 30 anos atrás (em um tipo de escola bem Patricia Field, só que de um jeito bacana, quase como uma reverência e não cópia, sabe? Se bem que eu nem acho que nesse caso poderia ser diferente…). Realmente uma delícia e tenho certeza que algumas coisas vão acabar ganhando o status de hype e facilmente serão encontradas circulando pela cidade hoje em dia. Alguém duvida? (ela customizando sua bolsa me lembrou muito em mesmo quando adolly e todo mundo amava e queria as minhas mochilas fundamento. A última delas eu guardo com carinho até hoje em algum lugar do meu armário, rs)

O piloto ainda conta com uma trilha super bacana e bem nostálgica, apesar de a sensação ser a de que eles abusaram um pouco demais desse recurso, mas para um começo, podemos dizer que eles começaram com o pé direito, embora Carrie ainda não tenha condição de bancar seus próprios Manolos, mas ela já parece estar em um bom caminho. Ufa! Além disso, ele ainda nos apresentou plots bem bacanas para o que ainda veremos pela frente, não só com a personagem principal, mas também com os demais personagens que nos foram apresentados durante esse primeiro episódio. (estava jurando que o amigo gay seria o Stan e já aguardo esse encontro em NY. Será que ele pode acontecer?)

Mas é preciso dizer que o que realmente me chamou atenção no piloto foi um texto super bacana, honesto e na medida certa, fazendo uma ótima ligação entre a Carrie de hoje e de ontem, em termos de ritmo, linguagem e até mesmo do seu fundamento. Ainda mais considerando que essa é uma série adolescente, da CW, onde não estamos acostumados a ver séries do tipo com tamanha profundidade, que foi exatamente a impressão que nos pareceu ser a intenção de The Carrie Diaries daqui por diante. Além disso, toda e qualquer cena envolvendo um símbolo da série, como aquele final com ela começando a escrever seus próprios diários (que ela acabou herdando de forma super foufa e emocionante de um velho hábito de sua mãe) e ainda em busca da sua voz como escritora, foram todas bem especiais.

Apesar de ainda parecer cedo demais para se animar com a produção, não podemos negar que esse piloto acabou deixando uma vontade enorme de seguir em frente com a série e assim, acabar matando a saudade de uma forma diferente, de quem a gente gosta tanto.

Go Little Carrie! Go Little Carrie!

 

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A boa surpresa que encontramos submersa com Last Resort

Outubro 18, 2012

Quando Last Resort foi anunciada como estreia para essa Fall Season, algumas coisas me intrigavam. Primeiro que a sua premissa me parecia um tanto quanto confusa, quase tola quando apenas lida no papel (na verdade, na tela do computador, rs) e segundo que eu só conseguia pensar no que teria levado o Scott Speedman a aceitar fazer o seu retorno na TV depois de 10 amos e em um projeto como esse. Sim, eu tenho uma #CRUSH antiga por ele e quem acompanha o blog já sabe disso (“cubro” o Coachella só para encontrá-lo todos os anos, rs), então superem essa informação. Logo ele que vinha fazendo apenas filmes indies ultimamente, mas sempre envolvido em propostas como algum fundamento, em ótimas escolhas por sinal, seja pela qualidade de suas histórias ou até mesmo pelo elenco. Logo, comecei a achar que ele não arriscaria esse retorno a TV por uma coisa qualquer e talvez algo de bom estivesse a caminho… (SIM, eu confio em que eu gosto, rs)

Prometi que por motivos óbvios da magia + #CRUSH antiga, é claro que eu acabaria assistindo Last Resort, mesmo que a série fosse um submarino capenga pronto para afundar a qualquer momento em uma partida já perdida de Batalha Naval. Claro também que como eu não tenho a mesma agenda dos tempos do Ben Covington de Felicity (Höy para sempre!), tive que adiar esse meu reencontro com o Speedman para agora (que dessa vez interpreta o XO Sam Kendal, a segunda maior autoridade dentro do submarino), algumas semanas após a sua premiere. Mas não é que me peguei completamente surpreso com a premiere de Last Resort?

Tudo bem que lá no passado, lendo a sinopse da série, tudo parecia ser bem meio assim e eu não consegui me empolgar com nada, mas quando tudo aquilo foi colocado em prática em seu excelente episódio piloto, pude perceber que essa provavelmente seria uma das séries entre as novatas que possuía todos os atributos para prender a minha atenção pelos motivos certos e não apenas por uma #CRUSH antiga qualquer (rs). Uma história bem bacana, intrigante, que mesmo que pareça meio confusa a princípio (e no começo do piloto parece mesmo), tem tudo para nos trazer uma proposta bem boa para essa temporada.

Um submarino nuclear, comandado pelo capitão Marcus Chaplin (Andre Braugher) com uma tripulação de 150 pessoas (embora só tenhamos visto umas 20 delas, no máximo), que certo dia em meio a uma festinha “da firma” ao som de “La Bamba” (que o Speedman não dançou, so, good for you!), recebe ordens para atacar o Paquistão com um míssil daqueles. Claro que uma ordem como essa não surgiria do meio do nada e ao ligar a TV para ver se eles perderam alguma coisa durante as últimas horas que pudesse justificar o ataque e encontrar uma programação normal, inclusive passando Hannah Montana (sim, essa megabitch nos persegue até nas profundezas do oceano) eles passam a questionar o governo sobre a tal tarefa, que a princípio eles se recusam a cumprir sem uma confirmação das maiores autoridades no assunto. Tudo isso apenas por precaução, para evitar o caos em meio a uma situação que eles não conseguiam entender seu porque, mas de forma civilizada, apenas aguardando uma justificativa para o ataque.

A partir disso, aparentemente o governo da America antiga não fica muito feliz ao ver a “insubordinação” da tripulação do submarino e resolve atirar um míssil contra eles. Isso mesmo, contra eles mesmo, jogando contra o próprio time nesse caso, algo que eles conseguem se safar, mesmo derramando algum sangue e a partir disso, a situação começa a mudar de figura, onde eles resolvem ocupar uma ilha perto de onde o submarino se encontrava e com a ajuda de dois agentes da OTAN, passam a travar uma batalha contra as autoridades do seu próprio pais, que chegou a mentir e declarar que não foram os culpados pelo míssil contra sua seus próprios militares (inclusive já dados como mortos diante de seus familiares) e sim o inimigo.

Vejam bem, na verdade tudo na série parece ser bem mais complexo do que essa minha introdução acima e ainda não entendemos muito bem o porque disso tudo, principalmente de onde partiram as ordens, tanto a de atingir o inimigo pela primeira vez, quanto a de disparar contra o próprio time e algumas atitudes suspeitas já apareceram ao longo desse piloto (inclusive no começo dele), mas mesmo com o pouco de informação que recebemos dentro desse piloto que tem um texto super alinhado, bem direto e sem deixar a história complexa demais para ser entendida, já deu para perceber que a história parece ser bem boa e tem tudo para ser desenvolvida de uma forma bem bacana daqui para a frente, caso eles consigam manter o mesmo ritmo animador do próprio piloto.

Sem contar que por tratar-se de um piloto, com um considerável volume de histórias, diferentes núcleos e personagens (e o XO do Scott Speedman é ótimo e super onipresente no piloto, principalmente no começo dele. Höy!), já é possível identificar os personagens e começar a entender a motivação de todos eles dentro daquela trama. Alguns mais, outros menos, mas todo mundo teve o seu lugar de destaque já nesse primeiro episódio, onde depois daquele vídeo sensacional do capitão Chaplin encarando a câmera sozinho e exigindo respostas do seu próprio governo ao final do episódio, é praticamente impossível não passar a torcer por aquelas pessoas.

Claro que não querendo supervalorizar nada a partir de um piloto e deixando a minha #CRUSH antiga no ator principal totalmente de lado (mais ou menos neam?), digamos que Last Resort pareceu percorrer um bom caminho dentro da sua proposta de thriller de ação, mantendo a tensão necessária para o que se espera do gênero, o tipo de série que desperta a nossa curiosidade a respeito de tudo que a envolve, além de uma ótima qualidade da sua produção, algo que foi possível de se notar já por esse piloto e as cenas dentro da “sala de comando” (não sei o nome certo) do submarino, me lembraram muito a correria de Battlestar Galactica e até mesmo de Star Trek, claro que considerando suas devidas proporções e sem hiperventilar, rs. (sempre gosto dessas cenas onde é tudo truque, a gente não entende absolutamente nada daquela linguagem utilizada, mas acredita em tudo)

Um sinal claro de que de Last Resort merece sim a nossa atenção daqui para frente e eu já não vejo a hora de colocar os outros 2 (três com o que saí hoje) episódios já disponíveis em dia, para ver se tudo permanece tão bacana quanto me pareceu ser esse piloto. Assistam, já falei que além de parecer ser bem boa, a nova serie tem o Scott Speedman? (♥)

 

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Chicago is burning

Outubro 16, 2012

Séries policiais não são o meu forte. Séries com bombeiros também não, apesar daquela história do velho e bom uniforme fazer parte da fantasia de boa parte da sociedade e eu também ter o meu fraco…

E Chicago Fire é mais uma delas, apenas e exatamente isso. Mais uma série sobre bombeiros nos apresentando tudo o que nós já vimos e conhecemos do gênero. Acidentes complicados de serem resolvidos, vidas em risco, heróis em risco, culpa, traumas, plots da vida pessoal de cada um deles, tudo isso e mais uma série de outros clichês que nós encontramos em seu piloto ou em qualquer outra série ou filme do gênero que já tenha existido.

Um piloto até que bem executado, sem muito apelo, mas pelo menos corretinho, principalmente em relação as cenas de ação ou takes do dia a dia dos bombeiros, com aquelas clássicas cenas onde nos sentimos inseridos dentro daquele contexto.

Mas o meu maior problema com esse tipo de série sempre foi o grande número de personagens e dinâmica da sua hierarquia, algo que em Chicago Fire eles tentam introduzir e explicar já no piloto, o que acaba deixando a história um tanto quanto cansativa demais pelo volume de pessoas circulando dentro daquele cenário.

E ai temos a rivalidade entre as divisões dentro do próprio departamento (#CLÁSSICO), aqueles que se acham superiores ou mais importantes, que cedo ou tarde vão se encontrar com suas vidas nas mãos de quem eles menosprezaram no passado. Typical. Nesse primeiro episódio temos até uma briga interna entre os bombeiros como plot central, onde um culpa o outro pela morte de um dos companheiros no mesmo episódio, algo que eles conseguem resolver até o final do mesmo.

Em meio a todos os vários personagens que encontramos na série, temos o novato que sofre trote no primeiro dia de trabalho, o paramédica gatíssima e gay para desespero dos seus colegas, o chefão que bota medo em todo mundo cheio de marcas da sua história dentro da corporação e mais uma meia dúzia de gordinhos bombadinhos, prontos para fazer qualquer telhado desabar com tanto peso, rs.

Dentro da turma além dos dois boys magias da série, o loiro (Matthew/Jesse Spencer) um tanto quanto pequeno demais para impor respeito e o outro, o boy magia da Lady Gaga (Severide/Taylor Kinney), esse sim que já arrisca um shirtless logo no piloto e acaba ganhando todo o nosso respeito como macho alpha do bando (Höy – apesar do que, o outro também arrisca um shirtless mais perto do final, mas o impacto foi menor, rs), entre os personagens ainda encontramos ele, o Steve (David Eigenberg) da Miranda de Sex And The City, que para ser levado a sério como bombeiro precisa nascer de novo não? Eu até poderia fazer aquela piada cretina de que Steve não tem bolas suficiente para isso (e ter sabemos que ele tem, só não na quantidade ideal, rs), mas me acho superior a isso, portanto vou deixar passar essa possibilidade de fazer humor. (rs)

No fundo, tudo não passa de uma grande bobagem em chamas e já pela preview das cenas que estão por vir durante a temporada, já é possível até adivinhar (sem sequer ter que fazer muito esforço) os caminhos que a série deve tomar daqui por diante. O bombeiro loiro ainda é apaixonado pela ex, mas tem um carinho especial pela paramédica morena, que deve gostar dele faz tempo, muito provavelmente desde que entraram na mesma turma para a corporação. Steve vai sobreviver ao seu plot do acidente (pelo menos ele aparece vivo em uma das cenas do preview, o que eu considero uma falha, a não ser que seja um flashback, o que eu duvido), o namorado da Lady Gaga vai continuar no plot do problemihna com seu braço meio assim, que em algum momento vai ser confundido com vício em drogas ou remédios (a segunda opção até aparece como suspeita na mesma preview) e o loiro que parece ser o principal de todos eles, vai acabar mexendo com o filho da pessoa errada.

Ou seja, tudo muito óbvio, um pouco mais do mesmo aqui e ali, mas se você gosta do gênero, talvez Chicago Fire se torne uma boa distração. Apesar de não voltar a assistir a série, espero que eles atendam meus chamados caso necessário e continuem povoando os meus sonhos, rs. Sem mágoas.

 

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A flechada aparentemente certeira de Arrow

Outubro 15, 2012

Arrow era uma das estreias dessa fall season para a qual nós criamos nossas maiores expectativas devido ao volume e o bom material da sua divulgação intensiva. Apesar disso, nossa experiência em relação a séries do gênero nos deixava com um certo pé atrás em relação a nova série do momento ser ou não algo bacana. Mas não é que a julgar pelo piloto, Arrow parece ser bem boa?

Sim, a nova série da CW teve uma estreia grandiosa em todos os sentidos. Uma grande produção, muito bem cuidada por sinal e mais do que isso até, a série conseguiu demonstrar com esse piloto de que pelo menos parece estar repleta de boas intenções e com vontade de fazer a coisa certa, o que por si só já é um ótimo sinal.

Tudo bem que a série conta com um herói que não é dos mais populares e esse detalhe apesar de soar como uma certa desvantagem, pode também se considerado como um ponto a seu favor, onde a cada episódio vamos fazendo novas descobertas em relação a sua mitologia e assim, vamos conhecendo e descobrindo o personagem aos poucos. Ao contrário do que acontece quando o assunto são os heróis mais populares e nesse caso eu vou ter que citar Smallville, onde era impossível não acabar se irritando uma vez ou outra por conta de suas adaptações, muitas vezes absurdas em relação a mitologia de um personagem tão popular com o Superman. Mas isso também é coisa de fã chato de HQ que se prende a esse tipo de detalhe e não consegue entender que uma adaptação requer alguns ajustes, ainda mais quando retirada do papel e trazida para a TV. (tudo bem que eu também acho que de vez em quando esses ajustes passam dos limites)

Além de uma história bacana, a série ainda conta com uma aparente vontade de tentar fazer algo novo dentro de um gênero já tão visto e conhecido, pelo menos em sua linguagem, já que nesse caso, não é possível fugir tanto assim do óbvio e isso ficou evidente nas cenas de ação do personagens, todas extremamente muito bem executadas, com uma roupagem mais moderna (e parkour parece mesmo ser  a nova “arte marcial” do momento) e bonitas de se ver, mesmo quando irreais demais, quando o herói aparece ileso a um vilão disparando tiros de metralhadora como se não houvesse amanhã e a poucos metros de distância. Outra cena que animou essa premiere foi a fase de transformação do herói, com aquela sequência de exercícios físicos que com certeza dependeram bastante da dedicação do ator Stephen Armell. Höy!

Falando nele, confesso que a princípio eu até cheguei a ficar surpreso quando seu nome foi divulgado como protagonista da série, uma vez que o pouco do seu trabalho que eu havia visto em Hung não tinha me surpreendido tanto assim a ponto de encará-lo como um protagonista (além do recalque do papel não ter ficado com o Justin Hartley- Höy! -, que já o havia interpretado em Smallville) apesar da magia, claro, o que talvez signifique que ele foi pouco aproveitado na série da HBO do passado (apesar de muito bem explorado visualmente, Höy de novo!). Mas não é que o ator foi uma boa surpresa no papel do herói da vez?

Sem ignorar o fato de que ele tem magia suficiente para hipnotizar qualquer um de nós por muito mais do que 40 minutos semanais, seu desempenho foi bem bacana nesse piloto, desde as cenas de ação (achei tão reais aqueles saltos dele) até o drama envolvendo todo o trauma do seu acidente (muito bem executado por sinal, exceto pela peruca, que vamos combinar que nunca funciona muito bem) e a sua identidade antes de tudo isso, que era completamente diferente do homem que ele se tornou após o trauma.

Fiquei realmente impressionado com a qualidade da série, apesar da CW já ter um histórico considerável dentro desse nicho. Pelo menos nesse piloto tudo pareceu grandioso, digno de uma produção como essa, ainda mais considerando que estamos contando a história de um super-herói abastadíssimo, o que não poderia ser diferente e o dinheiro e a riqueza precisaria aparecer de qualquer jeito.

O piloto ainda contou com uma excelente introdução a mitologia do personagem, sem parecer pedante ou ficar chato demais, além de nos trazer uma excelente carga dramática para a história, com o envolvimento dos demais personagens nela, deixando alguns ganchos interessantes para serem explorados no decorrer da temporada.

Mas é claro que a essa altura, escolado como já estamos por conta de diversas produções anteriores (Heroes, The Cape e a própria Smallville), temos grandes preocupações sobre até onde a história pode ter fôlego para prosseguir ou quanto dessa qualidade do piloto (que realmente impressiona) eles vão conseguir manter daqui para a frente, mas nessa hora eu acho que é importante deixar esse trauma de experiências passadas de lado e focarmos apenas nessa novo proposta, que a princípio pareceu ser bem boa e digna da nossa atenção.

Realmente fiquei bem surpreso com esse piloto e já me vejo assistindo a temporada inteira daqui para frente e espero que até o final, eu continue gostando bastante como gostei do piloto.

 

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Parceria certa

Outubro 5, 2012

Nova série dos criadores de Will & Grace, meio que inspirada na amizade dos próprios (os criadores) e com um elenco conhecidíssimo de todos nós. Só por esses detalhes, Partners já chegou pra mim como uma boa promessa de nova comédia.

O piloto é bom, mas nada demais também (tenho que ser sincero e dizer que não chega a ser como o piloto de The New Normal, por exemplo), não chega a empolgar e não nos traz elementos novos, onde apenas revivemos o formato de sitcom de antigamente. O que não chega a ser exatamente um problema, porque mesmo tratando-se de um formato superado pela TV atual, Partners consegue sim entregar uma série bem corretinha, pelo menos a princípio.

A série fala sobre a amizade dos dois personagens principais, que além de terem dividido a vida e uma série de experiências ao lado um do outro enquanto cresceram juntos, dividem hoje também um negócio, onde ambos são sócios de uma empresa de arquitetura. (Grace foi designer de interiores, os dois são arquitetos… hmm mmm… seria essa uma frustração de qual dos dois da dupla de criadores, hein? rs)

O bacana é que devido ao alto nível de intimidade dos dois, ambos acabam se tratando e sendo tratados pelos demais personagens como uma casal, mesmo que não exista aquele clima clássico de bromance entre eles e tudo parece ser muito mais natural e super bem resolvido por ambas as partes também. Joe (David Krumholtz, que também faz o terapeuta do McAvoy em The Newsroom) é a hetera da dupla e o mais responsável da dupla, todo certinho, do tipo que namora, mas não tem muita certeza quanto ao seu futuro ao lado da sua atual namorada. Do outro lado temos Louis (o sempre excelente Michael Urie, o Mark de Ugly Betty), o gay da turma, animado, fashionista, sarcástico, bem humorado, cheio de referências, aquele velho esterótipo de sempre que nós adoramos e não temos o menor problema em admitir que existe SIM. (mesmo porque… rs)

A princípio, o cara acabou roubando a cena, onde o piloto acabou mesmo (e essa parecia ser a proposta) tendo o foco todo no seu personagem, que me pareceu ser uma delícia, embora seja um tanto quanto sincero demais em diversas situações. (inclusive com o namorado, o que é ótimo também)

O problema que eu já senti logo de cara na série é que como o Louis é o mais divertido entre eles todos, a série tende a ficar muito focada no personagem, ou acabar dependendo dele para salvar qualquer situação. Mais ou menos como o que aconteceu com o Sheldon em The Big Bang Theory por exemplo (e a série também é da CBS, portanto…), na época em que ele ainda era bem engraçado. Sendo assim, com o tempo, fico com medo que acabe sobrando o papel do rabugento (Leonard) para o Joe, que já no piloto e por parecer ser tão certinho, já ficou com aquela tarefa que a gente sabe que sempre será a de quem vai levantar os assuntos todos para que o amigo possa fazer graça ou que vai acabar com o tom da comédia sendo apenas normal e controlado demais. Se ele fosse alguns tons mais solto, mesmo sendo certinho, essa parceria seria ideal.

Os outros dois personagens, Ali (Sophia Bush) e Wyatt (Brandon Routh lindo, mas bem mais fraco que os demais), os respectivos pares de cada um deles, me pareceram muito coadjuvantes a princípio, mas por tratar-se de um piloto, achamos que vale a pena dar esse desconto. Sem contar o histórico de Will & Grace de seus criadores, que acabou transformando o Jack e a Karen por exemplo, nos grandes nomes da série que carregava o nome da outra dupla. Mas é mais ou menos como se eles tivessem com os pares trocados e o Joe devesse namorar o Wyatt, que é muito mais parecido com ele e o Louis devesse namorar a Ali, que seria a parceira ideal para ele.

Mas parece que a dupla estava mesmo a procura de alguém para completar a outra metade de cada um deles e tendo como base a parceria de sucesso entre os dois amigos por todos esse anos, que se completam muito bem, compreendemos que ambos tenham procurado um parceiro o mais parecido com o seu “ideal” de dupla possível. (♥)

E como a série tem um elenco bacana e criadores que já nos entregaram de presente algo como foi Will & Grace (me seguro toda vez que eu lembro da série para não acabar fazendo uma nova maratona dentro dela), acho que vale a pena a gente ficar de olho em mais essa comédia. Sem euforia, para dar risada de forma bem simples e caseira, mas de um jeito que quando bem feito como Partners me pareceu ser, ainda funciona.

 

ps: já assisti também ao segundo episódio (1×02 Chicken & Stuffing), esse bem mais engraçado e onde já deu para perceber que todos eles vão ter a sua chance dentro da série, apesar do Urie continuar roubando a cena, por mérito dele como ator. Nesse o Joe já me pareceu mais solto e engraçado e até o Wyatt ganhou o seu momento, apesar de achar que ele está um tanto quanto Sheldon demais para o meu gosto (o personagem e não a sua função dentro da série, que eu já usei como referência para o Louis), mas que mesmo assim não deixa de ser uma ótima brincadeira em relação ao estereotipo do próprio Brandon Routh como ator, rs.

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Keep going on, Matthew Perry, mas custa tentar um caminho diferente de vez em quando?

Outubro 4, 2012

OK, eu gosto do Matthew Perry, muito. O seu Chandler antigo é um dos meus personagens preferidos de todos os tempos, um cara com quem eu divido o mesmo senso de humor e me orgulho disso (entendam que eu já era um tipo de Chandler antes de conhecer o Chandler e quando ele surgiu a minha identificação com o personagem foi imediata) mas não é por isso que devo fingir que não estou vendo o que ela anda fazendo ultimamente…

Sua nova série por exemplo, Go On, tem um plot central bacana sobre pessoas em terapia, dividindo dramas pessoais dos mais variados possíveis (traumas, perdas e outros tipos de issues) e lidando através da terapia em grupo com cada um deles. Vários personagens ótimos inclusive, cada um já muito bem definido já no piloto (mesmo os que tiverem uma menor participação) e aparentemente, todos com chances de se tornarem bem engraçados com o tempo. Sabe quando vc consegue enxergar uma história interessante para cada um dos personagens secundários? Então…

Até que chegamos a ele, o próprio Matthew Perry e o seu personagem da vez, Ryan King e foi nesse ponto que a série me incomodou bastante. Por mais que eu AME o ator e AME mais ainda o seu personagem mais conhecido EVA, não tenho como aceitar que ele seja revivido dessa forma na TV, não em outra série, não com outros amigos. E o que eu consegui enxergar na nova série foi um ator que talvez esteja desesperado, tentando reviver um fantasma do seu passado e isso não é legal para ninguém. As dancinhas são as mesmas, a cara de tolo também (até pelo próprio poster acima isso fica evidente), mas o personagem agora é outro, os tempos são outros e realmente me incomoda muito quando um ator que nós gostamos tanto, acaba preso a um único estereotipo, só porque ele deu certo no passado e lhe rendeu bons frutos. Vamos deixar a preguiça de lado e se arriscar em novos caminhos, Matthew?

Entre o Chandler Bing tão querido de todos nós, seu atual Ryan e o seu recente antigo personagem em Mr Sunshine, temos poucas diferenças, mínimas na verdade (as mais visíveis estão apenas nas histórias de cada um deles) e isso eu acho um erro para todos os envolvidos. Tudo bem que Go On apenas pelo piloto, me pareceu ser bem melhor do que Mr Sunshine (que era horrível), mas mesmo assim, é claro que a nova série ainda está longe de ser o novo Friends, a léguas de distância, então para que apostar mais uma vez na interpretação do mesmo personagem?

E se é para fazer o mesmo personagem sempre, porque não reviver a série antiga em um retorno ou episódio especial? Isso eu não consigo entender e pelo menos o Matthew Perry, o Matt LeBlanc, a Courteney Cox e até mesmo a Jennifer Aniston em suas comédias românticas meio assim de ultimamente, todos eles já provaram que não se importam muito em repetir sempre o que parece ser o único papel de suas vidas, desde que sejam chamados por outro nome (que é sempre a impressão que eu tenho, exceto pelo Matt LeBlanc, que descaradamente aceita numa boa até ser chamado pelo mesmo nome em outras séries, rs) então, porque é que esse reencontro não acontece de uma vez por todas, ao contrário de estarem sempre tentando nos empurrar um pouco mais do mesmo e nunca nos surpreenderem com nada realmente novo?

Por esse motivo, mesmo que a série tenha um plot razoável, personagens que até poder ser bacanas e a NBC já ter até encomendado uma temporada completa de 22 episódios para Go On, não consigo me prender a uma proposta que se diz nova, mas que me apresenta um mesmo personagem ou pelo menos muito semelhante ao do passado, só que agora vivendo em um cenário diferente. A impressão que eu tive nesse caso foi que alguns anos depois do final de Friends, a Mônica morreu (sua veia na testa finalmente explodiu ou ela foi soterrada ao abrir o seu armário da bagunça, onde ainda desconfiamos que ela tenha escondido o Richard, rs) e o Chandler teve que encarar a terapia para lidar com a sua realidade agora como viúvo. Mas para quem não se incomodar tanto assim em ver o Matthew Perry revivendo um personagem que nós sabemos que ele sabe fazer bem, a série me pareceu ser uma das novatas que vale a pena.

A minha sugestão para o Matthew Perry é que ele procure algo mais para Studio 60 (excelente por sinal, a série, ele, todos os personagens e o Aaron Sorkin) e deixe um pouco de lado esse personagem que nós sabemos que ele sabe fazer e já estamos satisfeitos com o que conhecemos dele com o seu verdadeiro nome e cenário original e não aceitamos seus novos “disfarces fajutos”, tentando ser outra pessoa que nós sabemos que ele não é.

 

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Ben and Kate and Boring

Outubro 4, 2012

Confirmou! Criar crianças está na moda no mundo das séries.

Não vou mentir e já começo esse post dizendo que fui assistir Ben And Kate sem ter a menor expectativa, apenas porque me sobrou 20 minutos na semana passada e era o que estava disponível naquele momento. Nesse caso, não havia visto um trailer, um promo ou qualquer coisa sobre a série,  mas apesar disso, só pela sinopse, já dava para ter bem uma ideia clara do que estava por vir. E não deu outra.

Dois irmãos, um homem e a outra mulher, ambos tetando criar uma filha, a filha dela,  mas o irmão, o homem da história, por muitas vezes parece ser mais infantil do que a própria criança da série. Até aqui temos uma proposta OK, apesar da sensação de que comédias envolvendo pequenas crianças só podem mesmo estar em alta, não? Seriam as crianças o futuro da TV? (AMO um discurso cafona, rs)

Mas a série não chega a ser boa e nem chega a empolgar e o elenco me pareceu todo meio equivocado. Tirando a criança, que me pareceu ser ótima no piloto, apesar de ser mais uma criança brincando de adulto na TV, temos uma mulher (Kate) visivelmente linda e um tanto quanto desajeitada demais para tamanha magia, do tipo que é difícil de convencer que já sofreu qualquer tipo de drama na vida por conta de suas esquisitices, ainda mais tendo aquela cara linda, capaz de desviar as atenções de qualquer pochete cafona que ela venha a usar. E ele, Ben, que é um tanto quanto… como é que eu posso dizer delicadamente… feio, para convencer com o galã da série. (é, eu disse, lidem com isso)

Tá, mas isso não é o suficiente para julgar uma série e não podemos ser tão superficiais assim então, tenho que dizer que Ben é extremamente over (e isso ele é mesmo, não tem como negar), em todos os seus momentos do piloto e uma característica (…) do ator chama mais atenção do que qualquer outra coisa na série, mas eu não vou dizer o que é porque não quero ser essa pessoa que pode estar traumatizando um ator nesse nível, rs. Mas o detalhe está lá, para quem quiser ver… seria ele inglês? (ok, isso pode soar como um preconceito, rs)

Nesse caso, a série me pareceu mais uma grande bobagem, onde não me parece que eles mereçam 20 minutos da nossa semana e se for para assistir séries com crianças foufas, temos ótimas opções na TV hoje em dia, como Modern Family (onde além de tudo, elas também são bem talentosas) e Raising Hope, que tem as gêmeas (a boa e a má fingindo ser apenas uma, rs) mais foufas desse mundo. Portanto não vejo porque continuar com Ben, Kate ou Boring.

Sorry Ben And Kate, mas dessa irmandade estamos fora!

 

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The Mindy Project – a nova garota que devemos prestar atenção

Setembro 27, 2012

Não é de hoje que nós gostamos da Mindy Kaling, ela que já foi produtora e roteirista de The Office, publicou recentemente um livro, além de ser alguém de quem todos nós adoraríamos ser BFF. Quando a FOX anunciou a compra do seu projeto para TV, comemorei bastante, afinal torcemos por essa garota já faz tempo. (inclusive, achei super bem humorada a despedida da sua personagem em The Office também, ela que agora teve o jogo finalmente invertido a seu favor e ganhou o Ryan como seu stalker, #TEMCOMONAOAMAR)

E o piloto de The Mindy Project é bacana, apesar de muito dele ter sido entregue nas promos que surgiram antes mesmo da sua exibição, algo que não aconteceu apenas com essa série e sempre acaba prejudicando bastante a todas que entregam o jogo assim tão fácil enquanto ainda estão tentando a qualquer custo se vender.

Nela temos Mindy, uma médica residente de 31 anos, vivendo em NY, totalmente girlie, meio perua fashionista até (sim, ela também usa Louboutin), que tem a barra de ter passado anos sozinha assistindo comédias românticas (de onde ela acha que adquiriu alguma experiência de vida, rs) ou completamente entregue aos estudos e agora se vê tendo que conciliar uma vida adulta cheia de possibilidades no trabalho e também no âmbito pessoal, onde o seu futuro e a sua felicidade só dependem de suas escolhas, que nem sempre são as mais apropriadas.

Os personagens parecem ser bons, a começar por ela que tem um pouco daquela euforia que todos nós adoramos da sua Kelly Kapoor antiga, mas que dessa vez chegou sendo mais bem sucedida em NY e porque não dizer que chegou também mais segura de si, encarando as possibilidades de crescer na carreira que ela escolheu para a sua vida e de quebra ainda tendo a missão de arrumar um boy magia que a faça feliz, ou que pelo menos a distraia por um tempo.

Para essa vaga temos dois candidatos logo de cara, Danny (Chris Messina, que se fosse 50 cm mais alto eu diria que já ganhou! – no meu caso), que é o residente do tipo convencido do hospital, aquele que se acha o mais esperto do que os demais e que não mede esforços para conseguir o sucesso dentro da profissão, mas que ao que tudo indica, apesar da postura de durão que foi preso no show do Springsteen (que toda vez que eu vou escrever confundo com Springfield, rs) e também ser  do tipo que fala o que pensa, tem um histórico de coração partido e arrisco dizer que esse seu aparente “trauma” escondido nessa pose de badass deve ter vindo da relação com a ex mulher, que descobrimos que ele tem ao longo do episódio. (em um momento totalmente meio assim da personagem da Mindy) #TYPICAL

O outro fica por conta do residente estrangeiro, Jeremy (Ed Weeks) esse bem mais aberto a novas experiências e que é do tipo que sempre está por perto para dizer o que você precisa ouvir quando está mais vulnerável, o que acaba rendendo para o próprio certas “recompensas”, if you know what i mean. Apesar do perfil de devorador, ele aparentemente também parece ser bem foufo, do tipo que não conseguimos odiar facilmente, nem mesmo tendo a certeza de que se trata de um predador daqueles.

Existem ainda outros personagens secundários que não nos foram apresentados adequadamente no piloto, como a amiga que tem aquela filha criança que estava no escritório dela em um determinado momento, ou as recepcionistas do hospital, que ao que tudo indica, terão alguma função dentro da nova comédia. (uma delas é ótima e parece uma aspirante a assistente do seu ídolo, que no caso seria a própria Mindy)

O piloto ainda conta com a participação do Ed Helms, que interpreta um dos pretendentes dos sonhos de Mindy, além do excelente comediante Bill Hader do SNL, que interpreta um de seus ex namorados, o qual ela presenteia com um vexame daqueles no dia do seu próprio casamento. (algo que também vimos em todos dos promos da série)

Digamos que para um primeiro episódio, além dela ter corrido demais, literalmente (rs), estávamos esperando até que um pouco mais da série em si, em termos de histórias e de um algo mais que esperamos encontrar sempre, mesmo encontrando um texto delicioso e piadas sensacionais dentro dela. Mas confiamos no bom humor da Mindy e na parceria de sempre dela com o B.J Novak  que é um dos produtores da nova série (e eu AMO as conversas e provocações dos dois no Twitter) e temos certeza que essa sensação deverá sumir com o tempo, assim que tudo estiver no seu devido lugar. Pelo menos é o que esperamos e desejamos que aconteça nesse caso.

O que nos faz acreditar que entre tantas novas comédias como aposta da maioria das emissoras para essa Fall Seaoson que está apenas começando, The Mindy Project pode ser uma das séries que devemos pelo menos prestar mais atenção para ver no que vai dar, apesar do piloto não nos empolgar tanto assim.

 

ps: boa sorte Mindy! Go girl!

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O novo normal

Setembro 20, 2012

Plot de casal gay querendo ter filhos não chega a ser nenhuma novidade e a gente sabe que sempre acaba rendendo pelo menos algumas boas risadas, além da carga dramática que eles sempre tentam imprimir nesse tipo de situação, o que também é bem natural devido as circunstâncias. Mas não é que o Ryan Murphy conseguiu nos entregar mais uma série bem bacana ou pelo menos bem divertida?

Gostei tanto do piloto de The New Normal, que até assisti duas vezes, não só ele como o segundo episódio (1×02 Sofa’s Choice) que saiu logo na sequência e que conseguiu ser ainda mais divertido (embora a suas audiência tenha caído durante essa semana). Mas o que mais me deixou encantado com a série, além do fato deles seguirem uma linha meio Modern Family, sempre com ótimas risadas e aquele momentinho que te deixa bem emocionado dentro do episódio (Modern Family costuma utilizar desse recurso no final dos seus eps por exemplo), a série conta também com um texto super direto, sem freios e com aquele tipo de acidez que nós tanto adoramos.

E  o casal da vez é sensacional! Nele temos o fashionista (claro), Bryan, que tem cara de “exclamação” (sempre achei que o Andrew Rannells tinha essa cara – ele que fez o ex boyfriend gay da Hannah em Girls e que também foi o protagonista do musical do momento na Broadway, o “The Book Of Mormon”) que é extremamente caricata e nem por isso menos divertido. Sem contar que com ele ganhamos a sua assistente Rocky, que é interpretada pela Nene Leakes, que saiu de Glee (não sei se ela saiu mesmo, mas acredito que sim) para interpretar praticamente o mesmo personagem na nova série, só que com roupas melhores e mais caras, mas que nesse caso eu nem consigo lamentar qualquer coisa, porque ela é sempre ótima com sua língua afiadíssima e respostas atravessadas que são como patadas de sola vermelha de seus Louboutins diretamente na cara da sociedade puritana americana. PÁ! (inclusive, todas super merecidas)

A outra parte do casal é composta pelo típico personagem gay que não parece muito gay (claro²), David, interpretado lindamente pelo Justin Bartha (que eu AMO não é de hoje. Höy!) e seus olhos cor de caixinhas da Tiffany & Co, rs. Esse bem menos caricata, o que também é excelente, médico e um milhão de vezes mais inseguro do que o seu parceiro no crime, Bryan. Só não gosto muito dessa divisão clara que tendem a fazer com personagens gays, onde um sempre é a caricata e o outro a machona da relação (apesar de algumas “coincidências” da série com a vida real de “alguém” ter me assustado um pouco, tisc tisc). Mas esse equilíbrio que sempre faz falta quando o assunto são personagens gays, analisando apenas por esse começo da série, talvez eles tenham conseguido com o personagem do Justin Bartha que apenas por esses dois episódios, me pareceu até ter um pouco dos dois estereótipos, algo que eu acho bem mais natural. Não gosto de labels e não gosto de pensar que alguém é só isso ou aquilo, apesar de ser muito mais fácil de se definir. Não gosto muito do “fácil”. (recentemente o lindíssimo filme “Weekend” conseguiu o feito de uma forma bem bacana e natural também, bem mais próximo da realidade)

Completando a história, temos as adorkables Goldie e Shania (Georgia King e Bebe Wood), mãe e filha que acabam embarcando nessa de proporcionarem uma família para o casal gay, sendo boa parte dessa decisão tomada por conta da vida conturbada da mãe (Goldie), que se vê presa a uma relação abusiva e sem muito respeito por parte da sua outra metade (que é interpretada pelo ator Jayson Blair de The Hard Times of RJ Berger) e por esse motivo resolveu mudar a sua vida, aceitando a proposta financeira de ser a surrogate mom do casal . Ambas são adoráveis, a mãe com toda a sua ingenuidade e doçura e a filha por ser uma figura completamente foufa daquele tipo que é impossível não se apaixonar. (ela me lembrou bastante a “Little Miss Sunshine” até e não acho que isso não tenha sido proposital, rs)

O episódio piloto da série é adorável e conseguiu me emocionar já nos seus primeiros minutos, com aquele vídeo lindo do Bryan para o futuro filho e depois disso fomos presenteados com uma série de piadas sensacionais além de uma acidez precisa encontrada no texto de todos eles, mas principalmente no da personagem que faz o contraponto dessa história (Jane, a bisavó intolerante das meninas) e que pasmem, representa uma boa parte da sociedade, mesmo para os intolerantes que ainda permanecem dentro do armário, tentando esconder seus preconceitos em uma falsa tolerância ou no “politicamente correto”. Talvez por isso a série tenha irritado tanto a America antiga conservadora…

No segundo episódio, tivemos um momento impagável com a Shania (#TEMCOMONAOAMAR esse nome? – ♥)  fingindo ser a Little Edie de “Grey Gardens” (mas não o filme e sim o documentário, que é excelente!), se comportando como a personagem e nos entregando momentos de pura diversão em um comportamento que imprimia exatamente a forma como elas estavam vivendo naquele momento. Até a carater para escola ela acabou indo, #TEMCOMONAOAMAR? Oh mother darling, e nele ainda tivemos um momento flashback onde descobrimos como o casal se conheceu em uma buatchy, que foi ótimo também. (e o cabelo do Justin Bartha estava tipo o do Blane na formatura do último ano de Glee, rs)

E tudo isso faz com que The New Normal seja uma nova série bem bacana, do tipo de comédia que realmente dá vontade de continuar assistindo, mesmo que a gente já consiga ter uma ideia de onde isso tudo vai parar no futuro. (dificuldades para engravidar/perder o bebê/voltar com o ex/desistir da “adoção” porque voltou com o ex ou se apegou ao bebê/todos vivendo juntos como uma grande família). Mesmo assim, eu já me encontro apaixonado e sonho com o convite para ser padrinho do futuro filho do casal. (e quero uma Shania para mim!)

Ao contrário do que muita gente possa achar também (gente estúpida existe em tudo quanto é lugar), The New Normal não é uma série que chega dizendo que “o novo normal é ser gay” e a mensagem da série está mais para que o “novo normal é aceitar que todo mundo pode ser feliz” mesmo que o novo modelo seja um tanto quanto diferente do que o modelo mais comum. (♥)

 

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