Posts Tagged ‘2 Days in Paris’

Before Midnight, o trailer

Março 28, 2013

Awnnnn, como é bom encontrar o casal Jesse e Celine novamente, não? (♥)

Aliás, depois do lindíssimo e animador final de “Before Sunset” (e eu sempre acreditei que aquele final fosse uma final feliz para essa história de amor que é uma das minhas preferidas do cinema, agora só nos resta saber se isso deve continuar, agora novamente quase que 10 anos depois, ainda mais com essa referência as “tragédias gregas” do trailer), essa continuação tornou-se mais do que necessária, além de merecida. (assim como “Before Sunset” acabou sendo para “Before Sunrise”)

No novo filme, encontramos o casal agora visitando a Grecia antiga, nesse que é o terceiro filme da excelente dupla Ethan Hawke (o sonho de consumo antigo da minha amiga para a vida, J., para quem eu dedico esse post- apesar da gente não ter se encontrado mais, acredito que um reencontro nosso seria mais ou menos assim – ♥) e a Julie Delpy (que eu AMO/sou e acredito que sejamos parentes, porque não é possível! E Jesse, se ela é a prefeita da loucura, eu sou o Presidente tentando sem querer virar Rei, rs), dirigidos por Richard Linklater.

Por aqui, o filme chega dia 07/06. Ansiosos? Animados? Vamos todos juntos? Já pode comprar o ingresso? Höy!

 

ps: acreditem ou não, eu que já não me lembrava das gravações da continuação do longa, comecei a chorar ridiculamente, antes mesmo de ver o trailer (que eu nem achei dos melhores, mas confio na força dessa história), de tanto que eu gosto dessa história de amor. Sério. E outro dia fiquei uns 40 minutos convencendo uma menina a comprar o DVD de “Before Sunset” em um loja qualquer, só porque esse é o tipo de filme que a gente não pode aceitar e ou permitir que fique perdido em uma prateleira qualquer. (fiz o mesmo, só que em outra loja, com “2 Days In Paris”. Juro)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

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2 dias adoráveis e infernais em Paris

Abril 11, 2012

Um filme quase antigo, engraçado e de identificação imediata. (pelo menos para mim)

Já faz alguns anos que em um DVD de um filme qualquer, acabei me deparando com um trailer que parecia ser de um longa delicioso, com cara de B-side. Anotei o nome do filme, cheguei até a procurá-lo na época, mas não encontrei e é claro que com o tempo acabei perdendo a anotação em meio às minhas milhares de listas espalhadas por ai. Até que, na semana passada, estava fazendo compras soltas, quando me deparei com o DVD de “2Days In Paris”,que era exatamente o tal filme que acabou ficando perdido na minha memória e que para a minha surpresa, eu acabei me lembrando assim que o avistei naquela prateleira.

Não pensei duas vezes e carreguei o filme para casa, sem saber muito sobre ele, confesso (antes disso, como nem tudo é tão fácil assim nessa vida, cheguei a derrubá-lo dentro da fenda de uma das gôndulas da loja e tive que mobilizar todo mundo para pegá-lo, porque era o único neam? rs), apenas por ter gostado muito do trailer naquela época antiga mesmo e o plano seria o de assistir ao filme no final daquela mesma noite. E quer saber? Foi uma delícia! Tanto que eu já até repeti o feito, por mais uma vez. (fiquei doente essa semana, então, sobrou tempo, rs)

“2 Days In Paris” é um filme já antigo, do ano de 2007, escrito, dirigido e protagonizado pela atriz Julie Delpy, daqueles tipos de dramédias que a gente tanto gosta, com um texto super afiado, inteligente e muito bem humorado falando sobre uma relação de amor. A história do filme é basicamente a de um casal de pouco mais de 30 anos, que se encontra em um relacionamento estável de dois anos e que resolvem fazer uma viagem juntos pela Europa antiga.

Ela é Marion (Julie Delpy), uma fotógrafa (com um certo probleminha de visão) francesa que mora em NY, moderna, feminista, politizada, cheia de coragem e que mantém um relacionamento com o neurótico Jack (Adam Goldberg, que está maravileeeandro no filme. Höy!), que é um americano decorador de interiores e cheio de manias, com um humor negro sensacional e uma personalidade completamente exótica, quase depressiva (uma delícia na verdade) e que por passar mal devido a uma intoxicação alimentar (para o seu desespero, pq ele é meio neurótico com essas coisas todas) no final das duas semanas que o casal passou em Veneza durante as férias, acaba sendo levado para Paris por Marion, para passar os dois últimos dias das férias do casal ao lado de sua família que mora por lá, esperando salvar aquele final de férias com um clima mais cozy, em família. Doce ilusão…

E logo em Paris, terra conhecida como o lugar perfeito para os amantes, se transformando no verdadeiro inferno para aquele casal, que de certa forma, em apenas dois dias, acaba repensando todo um relacionamento de dois anos, embora a cidade continue encantadora como sempre.

O problema é que ele não fala nada em francês e o cara que já se sente totalmente desconfortável naturalmente na vida (qualquer semelhança é mera coincidência, rs), acaba se encontrando em uma situação ainda pior, com todo mundo ao seu redor falando uma língua que ele não consegue entender sequer uma palavra, o que certamente o deixa ainda mais deslocado, além de ser o seu primeiro encontro com a família da sua namorada, o que por si só já não é das situações mais confortáveis de se enfrentar na vida.

Mas o plot maior do filme é mesmo essa relação do casal, que por mais que eles achem que se conhecem bem devido a esses dois anos de relacionamento vivendo juntos em NY, ambos acabam percebendo que a coisa não é bem assim e que no fundo, a gente nunca conhece ninguém por completo, NUNCA e essa é uma grande verdade. Ainda mais com Marion em seu território antigo, cercada do seu passado e com isso consequentemente, todos os seus ex namorados franceses, que eles vão encontrando ao longo do filme nas mais variadas e constrangedoras situações, desde uma visita a exposição c0m teor altamente sexual do pai de Marion, até um momento caloroso de desafeto dentro de um restaurante, quando ela encontra um de seus ex do tipo magia negra nebulosa.

É claro que essa proximidade da personagem com as figuras que fizeram parte do seu passado faz com que Jack fique meio surtado, se sentindo inclusive menos especial quando ele percebe alguns “padrões” do seu relacionamento se repetindo com os ex delas, tendo que lidar com toda aquela dose do passado da sua namorada descarregada de uma só vez no seu colo, sem ele sequer ter a chance de ao menos conseguir entender direito o que estava sendo dito e ainda encontrando meias verdades no discurso de Marion, que se justifica dizendo estar apenas tentando protegê-lo de quem ela foi um dia. Como se esse feito fosse tão fácil assim, não? Mas Jack também tem a sua parcela de culpa nesse “momento” da relação do casal, e a sua função de fotógrafo da vez  durante as férias do casal, mesmo tendo uma mulher fotógrafa profissional ao seu lado, acaba explicando um pouco da sua parte da culpa nisso tudo, algo que mais tarde no filme, ela também acaba explicando muito bem e com uma teoria excelente por sinal. (bem parecida com o que eu penso a respeito do assunto, as vezes…)

Apesar disso tudo, a relação do casal é  mesmo adorável,  em todos os sentidos, com diálogos super sinceros e com o mais alto nível de intimidade, como quando os dois estão na cama e Jack reclama sobre o tamanho “pequeno” das camisinhas italianas ou francesas e que mais tarde, em um momento de discussão entre o casal, ela acaba jogando na cara dele que o problema não é o tamanho dos preservativos locais e sim o tamanho do seu ego, que ele carrega por todos os lados com um certo orgulho (rs). Isso para citar apenas um dos grandes diálogos que encontramos no filme, todos com a dose certa de humor e realidade, que fazem dessa uma relação realmente muito especial, onde fica difícil não se apaixonar por ambas as partes desse casal.

Outros personagens sensacionais também circulam pelo longa, como os pais de Marion (atores que são os pais de verdade da atriz e diretora Julie Delpy, Howcoolisthat?), um casal super liberal, que inclusive mantém uma relação muito parecida com o que seria o futuro do casal Marion e Jack, também carregados com doses sensacionais de humor, além de transmitirem muito bem um pouco do que a sua filha é hoje como pessoa. Sem contar que no filme, a mãe dela teve um caso no passado com ninguém menos do que o Jim Morrison, o que até hoje causa uma certa reação de ciúmes em seu marido, detalhe que fica em evidência quando o personagem de Jack diz que gostaria de visitar o túmulo do vocalista do The Doors enquanto estivesse por esses dois dias em Paris, sendo desaprovado completamente apenas pelo olhar de fúria do seu futuro sogro e isso sem ele entender exatamente o porque. E as conversas do casal (quer dizer, dela) com os taxistas? Todas sensacionais!

E todas as discussões do filme são construídas em argumentos super consistentes, que serviriam para qualquer um de nós por exemplo e embora algumas pessoas que assistam o filme possam achar que aquele casal talvez “overthinking” demais as coisas, eu continuo achando mais do que essencial esse tipo de conversa a dois, ainda mais quando vc tem pelo menos alguma intenção de permanecer ao lado daquela pessoa, seja por um tempo ou considerando até que esse tempo seja o resto da sua vida.

Aliás, esse “para sempre” também aparece como dúvida ao final do filme, mostrando o quanto é difícil tomar essa decisão, ou simplesmente encará-la, encerrando o filme com mais uma deliciosa DR entre aqueles dois (essa bem mais dramática, quase passional com ele depilando o peito no formato da letra “M” (rs), de novo, Howcoolisthat) que finalmente compreendem que apesar da bagagem de cada um deles do passado, eles realmente foram feitos para estarem juntos (… mini pausa dramática), embora isso não seja nada fácil e que de vez em quando, um fantasma do passado ou uma simples discordância banal do dia a dia possa aparecer como obstáculo na vida deles, mas nada que supere o que eles realmente sentem e construíram um com o outro (a não ser que seja algo que tenha uma peso maior). Uma discussão bastante dura, extremamente honesta, mas que para a nossa sorte, revela um “final feliz”, digamos que pelo menos temporário*.

Duas últimas recomendações para quem se animar a assistir o filme e a primeira é que ele seja visto com o áudio original, que além de todo o charme da língua francesa (vcs precisam me ver pedindo um croissant…rs), acaba perdendo completamente o sentido quando dublado (pelo fato dele não falar francês e a dublagem ser feita para todos os personagens, onde  acaba imprimindo que ele é apenas burro e não que ele não fala francês, humpf!) e recomendo também que vcs assistam ao extra com uma entrevista animada e bem divertida com a  própria Julia Delpy (que já pegou o Goldberg, que já pegou a Christina Ricci, ele que já participou até de Friends em seus primórdios e fico feliz dele ter pego um papel principal super bacana como esse),  falando sobre o processo de criação do filme, as várias referências que ela utilizou sutilmente no filme (como o “M” no peito dele, algo que eu vivo fazendo aqui no Guilt e super me identifiquei com ela é claro), onde ela fala também do seu envolvimento com a trilha sonora (que também é bem boa) além de nos revelar um pouco da personalidade encantadora da cineasta, que me lembrou um pouco também do nosso querido Woddy Allen antigo, inclusive na forma de construir o seu filme. Além da identificação imediata com a forma que ela pensa e constrói o seu raciocínio (meio confuso), fiquei morrendo de vontade de conhecê-la. Quer ser minha amiga, hein Julie?

Impossível também é assistir ao filme e não se identificar com o casal, independente do seu gênero. Cheguei a conclusão que eu sou 50/50, metade Marion e metade Jack, sendo as vezes 25% a mais de um ou de outro, dependendo do meu humor.

ps: *digo “final feliz” temporário, porque eu já descobri que o filme ganhou uma continuação em 2011, como o título de “2 Days in New York”, onde descobrimos que no futuro, eles não estão mais juntos, apesar de terem um filho…mas ela agora namora outro, interpretado pelo ator e comediante Chris Rock, que é alguém que eu não consigo suportar (apesar de adorar Everybody Hates Chris, que é o Chaves da nova geração). Sério. Mas decidi ignorar essa sequência e encerrar a história desses dois nesse primeiro filme. Por favor, não me julguem! (rs, talvez eu assista a continuação também com cinco anos de atraso, afinal, todo mundo pode mudar de opinião…)


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