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Agora não tem desculpa para não assistir Doctor Who. YEI!

Março 3, 2012

Digo isso porque Doctor Who vai começar a ser exibido pela TV Cultura a partir do dia 19 de Março (anotem, apesar de não ser mais nenhuma grande novidade…), começando da primeira temporada da nova fase de 2005, com o 9th Doctor interpretado pelo ator Christopher Eccleston. YEI!!!

E digo mais, segundo a própria emissora, a ideia é apresentar todos os capítulos da série até a sua fase atual, com o 11th (My Doctor), interpretado pelo Matt Smith! Howcoolisthat? (♥)

E antes que alguém comece o mimimi sobre o fato da TV Cultura já ter recebido os episódios dublados pela BBC, o canal vai disponibilizar também o áudio original na tecla SAP, ou seja, não adianta nem reclamar, indeed.

Logo que eu comecei a assistir Doctor Who, eu cheguei a comentar com amigos que a série tinha a cara de um canal de TV aberta como a TV Cultura aqui no Brasil por exemplo e não é que confirmou?

E as novidades não param por ai, a Log On Editora já confirmou o lançamento de DVD e Blu-Ray de Doctor Who a partir de 13 de Junho (1 mês e um dia depois do meu niver, ou seja, aceito presentes com mais de um mês de atraso esse ano, em embalagens especiais na cor azul TARDIS e com conteúdo WHO, rs), mas ainda não se sabe se eles vão produzir apenas os especiais de Natal ou se serão os boxes com as temporadas completas da série (aposto e torço para que sejam os boxes). CATAPPLOF!

Porque mesmo que a princípio não sejam lançados os boxes com as temporadas (cruzando os dedos para que sejam lançados todos, da 1ª a 6ª + todos os especiais de Natal e as Proms – que são sensacionais! -, em um box lindo e especial em formato de TARDIS, acompanhado de uma screwdriver maravileeeandra de brinde e uma bow tie! Fica a sugestão…), com a série sendo exibida em um canal de TV aberta, essa possibilidade se torna ainda mais possível. Além do fato de que agora, mais pessoas poderão assistir a Doctor Who, que realmente é uma série muito, mas muito especial! (♥)

Não preciso nem dizer o tamanho do meu sorriso com essa notícia, neam? (mais ou menos igual ao do Matt na imagem acima)

Como nem tudo é perfeito, é possível que a série seja exibida por aqui no horário da tarde (ainda não definido pela emissora), o que para quem trabalha não é muito animador. Mas o canal já avisou também que irá disponibilizar os episódios no site oficial em streaming, para todo mundo conseguir assistir a qualquer momento. Howcoolisthat?

Ainda estou na minha maratona David Tennant, o 10th Doctor, no meio da segunda temporada (com muito atraso), mas já aviso que verei tudo de novo junto com o canal brasileiro e com orgulho, de bow tie (bow ties are cool!), com o meu chapéu fez e dentro da minha own TARDIS imaginária (rs, maluco)! E POR FAVOR, ASSISTAM TODOS VCS TAMBÉM!

Agora, para quem não souber muito sobre a série, ou quiser encontrar algumas opiniões sobre o assunto, pode encontrar nos links abaixo alguns dos meus posts animados sobre Doctor Who e as temporadas que eu já assisti até o momento:

 

9th Doctor (Season 1)

11th Doctor (Season 5) 

11th Doctor (Season 6) 

E aqui, tem tudo que eu já falei no Guilt sobre Doctor Who

 

E desde já, comecem a campanha: Essy como 12th Doctor! (aceito ser companion também)

#ESSYSUPERFELIZRODOPIANDOMAISDOQUEAPROPRIATARDISNAVORTICETEMPORAL

The 9th Doctor

Janeiro 20, 2012

Comecei a assistir Doctor Who a partir da Season 5 e Season 6, já com o 11th Doctor (Matt Smith), mas como a minha relação de amor com a série foi praticamente imediata, uma relação sincera de amor a primeira vista, prometi para mim mesmo que ainda assistiria as temporadas anteriores, pelo menos do ano de 2005 para cá.

Coloquei o meu plano em ação a partir do primeiro dia de 2012 e sendo assim, decidi dividir com vcs um pouco mais do passado dessa que passou a ser a minha série Sci-Fi preferida ever, não tem jeito. (ao lado de Fringe, claro)

Sendo assim, confesso que não foi muito fácil me adaptar a Season 1, que é um tanto quanto diferente do que a gente vem assistindo atualmente em Doctor Who, começando é claro pelo próprio Doutor, que naquela época era o 9th Doctor, interpretado pelo ator Christopher Eccleston.

Eccleston tem um jeito bem diferente do Doutor do Matt Smith (porém com o mesmo tipo de humor já tão característico do personagem) e não tem como negar que o cara tem menos carisma, o que é um fato fácil de se ser notado. Assim, demorei um pouco para me acostumar com o novo (novo pra mim, mas que nessa cronologia nova a partir de 2005, seria o “primeiro” novo Doutor), menos carismático, mas nem por isso menos adorável Doctor Who.

E nessa hora eu descobri que definitivamente a força da série está na grandeza do personagem, sem a menor dúvida, mesmo que ele seja interpretado por diversos atores diferentes ao longo do tempo. Sempre teremos os nossos preferidos, o que é inevitável e até agora o Matt Smith continua sendo o meu, mas é inegável que a força da série esteja mesmo ligada ao Senhor do Tempo que tudo vê e a sua TARDIS, a máquina do tempo mais sensacional da história!

Naquela época, a sua companion era Rose Tyler (Billie Piper), uma garota loira que deixou o namorado e família para trás, para acompanhar o Doutor em suas viagens através do tempo. Um convite certamente irrecusável. (aguardo até hoje o meu…)

Rose lembra de longe a Amy Pond, pela sua postura diante do Doutor, sempre questionando o mesmo e fazendo aquela troca dentro do universo da comédia que nós também adoramos na série. Mas existe algo mais entre ela e o Doutor no ar, talvez por ela ter deixado o namorado para trás (diferente um pouco da Amy), mas ela troca uns olhares com o Doutor que vão além da admiração, tanto que para ser salva no final, o próprio Doutor acaba se sacrificando por ela e tudo “termina” de certa forma em um beijo. Mas ainda é cedo para falar mais sobre esse assunto.

Talvez isso tenha me incomodado um pouco na questão da companion da vez (isso e o fato dela usar muito rímel nos olhos, ficando com aquele olhar de boneca, sabe? rs). Tudo bem que seria bem difícil viajar pelo tempo e espaço acompanhado de um homem como o Doutor e não acabar se apaixonando por ele, mas eu engrosso o time de quem prefere a relação de “tutor” dele com suas companheiras de bordo, algo que pelo menos para mim funciona sempre muito melhor.

E diferente das temporadas atuais também, não tivemos exatamente uma história que acompanhasse toda a temporada para um desfecho final. Nada de fendas na parede, filhos roubados ou a longa espera pela morte do Doutor que tinha dia e hora marcada, como aconteceu durante as temporadas mais recentes (Seasons 5 e 6). Nesse caso, apenas uma palavra, “Bad Wolf”, nos perseguiu durante toda a temporada, mas talvez tivesse até passado despercebido se em um determinado momento eles não fizessem questão de lembrar desse plot “misterioso” e recorrente, que estava relacionado com a conclusão da história para a Season 1.

Mas isso não é de todo ruim e apesar da falta de um plot maior para que a gente pudesse acompanhar a temporada aguardando por sua resolução final mais grandiosa, amarrando toda a história da mesma, os episódios nesse caso funcionam muito bem como episódios soltos, que aproveitam o seu tempo para explicar um pouco da mitologia da série, algo importante para um programa de TV de 1963 que logo estará completando 50 anos e que passou tanto tempo sem ser produzido novamente para a TV até a BBC decidir voltar com a produção em 2005.

Entre os meus episódios preferidos estão aquele com o fim do mundo (1×02 End Of The World), onde encontramos o último sobrevivente da raça humana (ou o que sobrou dele, rs), que tem uma reunião deliciosa de personagens de diversos lugares do universo, assim como o episódio duplo (1×09 The Empty Child 1×10 The Doctor Dances) onde ganhamos a impagável entrada do Capitão Jack Harkness na série (John Barrowman), um viajante do tempo meio trapaceiro e avançadíssimo, vindo diretamente do século 51, que foi uma das melhores companhias a bordo da TARDIS ever, provando que não foi à toa que o seu personagem acabou ganhando mais tarde o seu próprio spin-off de Doctor Who, que é a série Torchwood.

Capitão Jack que acaba até ganhando um merecido beijinho do Doutor, um momento impagável e o melhor de tudo, sem frescura nenhuma. Howcoolisthat?

Durante essa temporada, um personagem real também circulou dentro do universo de Doctor Who, que foi Charles Dickens, um dos romancistas ingleses mais famosos de todos os tempos, responsável por histórias como “Oliver Twist” e “A Christmas Carol” (que já foi nome de episódio de Natal em DW), que o Doutor conheceu na série ainda naquele tempo antigo, sem que o escritor soubesse do tamanho da sua importância para a literatura inglesa e até mesmo no mundo, informação que o próprio Doutor acabou dando de presente para o personagem antes de encerrar o episódio com a sua participação mais do que especial, o que me lembrou muito o delicioso episódio com o Van Gogh da Season 5. Outro fator histórico que figurou na série dessa vez foi a primeira ligação telefônica do mundo, de Alexander Graham Bell.

Percebi também algumas curiosidades a respeito da série, como por exemplo que naquela época, o Doutor usava bem menos a sua chave de fenda sônica, assim como percebi que a atriz que faz a mãe da Rose na série (Camille Coduri) é também a Shelly, amiga da irmã do casal de Him & Her. Reparei também que a Rose mora em um prédio muito parecido com aquele do episódio com os bonecos da Season 6 (6×09 Night Terrors), retratando uma classe mais pobre do povo inglês e eu cheguei até a pensar que fosse o mesmo prédio (mas acho que esse do ep 6×09 foi o mesmo usando em Skins, onde o Maxxie morava/ensaiava, não?). Assim como também temos a participação da atriz Tamsin Greig, que é a mulher (insuportável!) do casal de Episodes.

Um dos últimos episódios da temporada (1×12  Bad Wolf) faz também uma crítica bem engraçada aos realitys shows que já eram bem populares naquela época, colocando cada um dos personagens principais em um cenário diferente dentro desse universo e foi bem divertido ver o Doutor sentado na cadeira do confessionário do Big Brother. Aliás, vale a pena dizer que o humor na série é sempre muito bem explorado, seja pelo Doutor, pela situação ou até mesmo pela própria história e esse recurso é sempre algo recorrente em Doctor Who, o que é sempre bem delicioso também.

Falando um pouco de detalhes mais técnicos, a essa altura eu já gosto bastante que a série não seja daquele tipo que tenta parecer perfeita, com efeitos cada vez mais cinematográficos, como temos visto na TV. Gosto que em Doctor Who tudo é mais fantasioso, porque não dizer “natural” até e acho que esse tipo de “defeito especial” funciona muito bem com o universo riquíssimo de Doctor Who. Não gosto muito do figurino do 9th Doctor, acho um tanto quanto “Matrix” demais para o meu gosto, mas achei bem divertido a brincadeira com a t-shirt da Rose com a bandeira do Reino Unido em uma Londres sendo atacada pelos alemães nos anos 40. Típico humor britânico indeed (rs). Outra coisa que eu preciso dizer é que a abertura da Season 1 tem a vórtice do tempo em uma velocidade acelerada que sempre me deixa meio tonto, rs.

Mas o meu episódio preferido dessa primeira temporada (e talvez seja o de muitos que já viram a série) foi aquele em que o Doutor volta no tempo até o exato momento da morte do pai da Rose (1×08 Father’s Day), onde em uma atitude impensada, ela acaba criando um paradoxo no universo (o que acaba explicando algumas coisas até). Foi lindo ver a filha tendo a chance de conhecer o seu pai, mesmo tendo ela descoberto que os seus pais não viviam aquela relação perfeita que a sua mãe sempre contou para ela e que seu pai não era exatamente como ela havia passado a vida imaginando. E foi sensacional ele ter conseguido reconhecer a filha que ele não teve a chance de ver crescer e no final ainda ter aceitado que aquele teria que ser o seu fim, recriando de certa forma a sua história, justamente por se tratar de um paradoxo. Um episódio excelente de Doctor Who, que eu recomendo até para quem tiver preguiça de assistir toda a série antiga como eu estou fazendo e que confesso estar me deliciando, por isso também recomendo a maratona para quem se animar um pouco mais.

O final da Season 1 acabou me levando para um momento que eu ainda não conhecia de Doctor Who, ou melhor, que eu ainda não havia vivenciado na série, que é a sua regeneração. Já sabia que era o que acontecia, já havia visto a transformação do 10th Doctor no 11th Doctor (apenas essa parte do ep), mas não depois de acompanhar toda a jornada do personagem e me envolver com ele, o que de fato muda tudo em relação ao sentimento de telespectador e fã da série. Um momento lindo, com o Doutor escolhendo ser um “covarde” para os Daleks (vilões pure evil que figuram nessa temporada em 3 episódios), mas que ele acabou ganhando naquele momento a ajuda da Rose, que precisou se tornar algo maior (e próximo ao próprio Doutor, o que eu achei ótimo porque nos deu a chance de conhecer um pouco da sua cabeça também) para conseguir salvá-lo e que mais tarde, em troca do favor que ela havia acabado de fazer para o Doutor, ele teria que se sacrificar para salvar a sua companion (glupt). Certamente um momento importante para a série, feito para emocionar mesmo e que funciona muito bem. E que já serviu também até de preparação para mim, sobre o que deve acontecer com o Matt Smith quando ele deixar a série (apesar dele ter declarado recentemente estar muito feliz continuando em Doctor Who, interpretando um personagem que ele AMA. Ufa!). Algo que eu já disse pelo menos 1 bilhão de zilhões de vezes não estar preparado para o momento da despedida do meu Doutor preferido.

Não sei se foi o nível do meu envolvimento com a série e toda a sua mitologia, mas eu senti que ambos os atores estavam mais do que emocionados naquele momento tão especial para a série, o que não poderia ser diferente para quem viveu um personagem de tamanha importância para a história da TV.

Assim, cheguei ao fim do começo dessa minha maratona de Doctor Who, com a saída de Chistopher Eccleston de cena para a entrada do 10th Doctor: David Tennant.

E será que eu vou me apaixonar pelo 10th Doctor?

To be continued…


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