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A nova cidade, a nova Rachel e a nova Glee

Setembro 18, 2012

Glee voltou e finalmente chegava a hora de enfrentarmos nosso medos com relação ao futuro da série: teria Glee mudado para pior depois do encerramento do ciclo ao final da Season 3? (que diga-se de passagem, foi bem boa)

E a resposta não poderia ter sido melhor: NÃO! Glee não mudou para pior e o primeiro episódio da temporada está aí para provar que tudo continua igual, mas diferente e mesmo assim muito bom. (4×01 The New Rachel)

Já deu para perceber que essa vai ser a nova dinâmica da série, em alguns momentos focadas nos dramas do high school e o coral de losers mais sensacional que já existiu na TV e em outros momentos, seguiremos a vida de Rachel tentando conquistar NY. Poor NY, merecia coisa melhor, rs. Mas pasmem, que nem essa parte da Rachel conquistando o mundo foi chata e ao final do episódio descobrimos que tudo só tende a melhorar. Mas chegaremos lá depois…

No McKinley High os integrantes do coral agora são tratados como celebridades, onde acabaram se tornando os populares da vez. Tanto que a nova vilã do time das Cheerios (uma espécie de Quinn Fabray mais talentosa para o veneno e que vive acompanhada de seus capangas) agora faz questão de sentar na mesa dos antes underdogs da turma. Com a popularidade veio a pressão e os integrantes do Glee Club acabaram cedendo as vilanices do lado desafinado da força e foram se deixando levar pelo momento e se tornando algo próximo daqueles que sempre foram seus principais inimigos na vida.

O que para nossa sorte não durou muito, graças a entrada da nova personagem, Marley Rose (Melissa Benoist), que não poderia ter sido mais foufa. Filha da cozinheira obesa do colégio, da qual todo mundo adora fazer piadinhas por conta do seu shape, Marley é uma menina com menos condições e super bacana, super foufa com a mãe e com uma voz lindíssima, digna de ser a “New Rachel, sem contar a vantagem dela aparentemente não ser nada chata com a Old Rachel.

Aliás, foi uma delícia ver a briga no colégio pelo posto de New Rachel e quando a Unique chegou, eu gritei: já ganhou! Já ganhou! Mas ao que tudo indica e de forma super merecida, a vaga ficou mesmo para Marley, por quem é impossível não passar a torcer logo de cara, mesmo com um Blane rebolando com se não houvesse amanhã ao som de “Call Me Maybe” e uma Unique sendo única. (♥)

Outro que acabou fazendo uma audition para entrar no clube foi o Jake (Jacob Artist), um novo personagem que também tem um talento inegável, mas é dono de um temperamento que não ajuda muito. Tanto não ajuda que ele acabou ficando de fora e ao final do episódio, descobrimos que ele nada mais é do que um meio irmão desconhecido do Puck, o que justifica o seu lado badass. Pelo menos é o que ela acha…

Em NY, foi impossível não gostar da participação da Old Rachel na série, ainda mais pela forma como ela foi tratada por sua nova professora de dança, Cassandra, que ao que tudo indica se coloca pencas antes de entrar em cena, essa interpretada muito bem pela atriz Kate Hudson, que para a nossa total satisfação, está pegando no pé chato da Rachel Berry e todo mundo sabe o quanto todos nós (eu falando por todos nesse momento) adoramos ver a personagem sofrer, mesmo sabendo que no final a tendência é tudo dar certo. (até um boy magia novo que canta no chuveiro ela já conseguiu arrumar. Höy!)

Linda a cena de transição com a Rachel se apresentando na NYADA para a Woopi Goldberg (Tibideaux) enquanto a New Rachel se apresentava na sua audição para entrar no Glee Clube. (aliás, aquela sala ovalada onde a Old Rachel estava se apresentando era maravileeeandra, não?)

Mas algo estava me incomodando bastante nesse primeiro episódio e isso era a forma como a vida do Kurt se encontrava, o que eu já não tinha gostado muito desde o final da Season 3. Vagando pela escola, trabalhando no café da esquina, super entusiasmado com as audições de um clube do qual ele não pertence mais e nem os próprios integrantes pareciam estar tão empolgados assim. Sério, Kurt não merecia esse futuro. Até que para nossa surpresa, esse episódio acabou sendo a sua wake up call e com ajuda de todos que o amam (Blane + Burt), Kurt acabou ganhando a sua passagem para se arriscar em NY, mesmo sem ter nada de concreto por lá o esperando. E como foi linda a despedida dele com o pai, não? Sempre um momento de pura foufurice para a série. (♥²)

Ao final do episódio ganhamos uma cena super foufa e possivelmente inspirada em “My Best Friend’s Wedding” com a Rachel ao telefone finalmente revelando que não, não estava tudo bem com ela em NY e que ela sentia falta de todos, inclusive do Kurt que estava do outro lado da linha, ele que para a sua surpresa, já havia chegado em NY para dividir essa parte da história com ela. Finally!

Assim terminamos o primeiro episódio da Season 4 de Glee, que eu fiz questão de comentar por achar que eles conseguiram sim achar uma boa solução para os atuais rumos da série, equilibrando muito bem esses dois lados da nova dinâmica, o que é preciso manter para não acabar dando maior importância para um deles. Claro que ainda precisamos ver mais para entender onde é que isso vai dar, mas a princípio, já gostamos bastante do novo formato e ficamos bem mais aliviados (nada foi muito surpreendente na verdade e a gente já imaginava como seria, mas foi bem bacana ver que tudo ocorreu bem). E se tudo der certo, quem sabe não teremos a confirmação em breve de um novo The Glee Project? (contando com uma renovação, claro!)

gLee!

 

ps: Finn, Mercedes, Quinn, Puck, Santana, todos em stand by e apenas mencionados durante o primeiro episódio da nova temporada e eu aposto que se der certo do jeito que está, suas participações serão mínimas. Mas cadê a Becky som sua voz de rainha, hein? (só eu não sabia que a voz dela era feita pela própria rainha em si, a atriz Helen Mirren? – segundo o IMDB – Cool Cool Cool!)

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