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Once Upon A Time, a série que foi traída pelo próprio fetiço

Maio 31, 2013

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No caldeirão de feitiços de Once Upon a Time parece que alguém acidentalmente jogou alguma coisa (ou algumas) que não deveria e o feitiço acabou literalmente virando contra o feiticeiro. E não foi uma feitiço qualquer, foi algo verdadeiramente forte, capaz de nos fazer questionar seriamente e quase esquecer do porque que acabamos apaixonados pela série durante a temporada anterior.

OUAT chegou totalmente desacreditada, com a gente achando que a série seria completamente meio assim, justamente por lidar com um tema que é praticamente sagrado e que de um jeito ou de outro, faz parte do repertório de quase todo mundo. Mas em pouco tempo durante a sua Season 1, a série consegui provar seu valor nos mostrando o quanto eles conseguiam ser corajosos o suficiente para nos mostrar histórias que todos nós amamos, mas dessa vez recebendo uma linguagem diferente, encaixando elementos  novos na história e que não feriam o que já existia e ao mesmo tempo colaboravam para deixar tudo mais novo e interessante. Aquela fórmula de um personagem encantado novo sendo descoberto a cada episódio (mesmo que a novidade não tenha acontecido em todos os episódios, com algumas reprises dos personagens principais) parecia ser o caminho certo e talvez o ideal para que esse tipo de história fosse contada. Claro que também não dava para ficar preso apenas a uma fórmula e para a Season 2 já era de se esperar algumas mudanças e ou novidades, mas pelo menos eles deveriam saber que esse era um dos caminhos mais certos a se seguir dentro da proposta da série.

Embora a nossa empolgação e a surpresa das novidades encontradas em histórias que a gente achava que já conhecia, uma reclamação que já havia surgido desde a Season 1, foi o fato deles não terem conseguido resolver muito bem o lado real da história em Storybrooke, onde essa versão não encantada da história acabou ficando completamente sem forças quando comparada a parte mágica e devidamente encantada da trama. Desde sempre, percebemos que o lado de lá era bem mais interessante e Storybrooke precisava reagir de alguma forma para conseguir nos manter interessados nessa parte da trama. E com os acontecimentos do final da primeira temporada, algo já nos dizia que a partir daquele momento, talvez fosse necessário passar mais tempo na parte real da história e isso, sem que os ajustes necessários fossem feitos, certamente se tornaria um problema durante a Season 2. (confirmou!)

E essa season finale parecia que estava prestes a ganhar uma resolução interessante quando vimos aquela nuvem purple tomando conta da cidade, uma nuvem mágica que trouxe de volta as memórias de todos os personagens da série, que até então viviam suas vidas na pacata cidade, sem conhecer suas verdadeiras identidades e ainda nos trazia a promessa de que a mágica estaria de volta. Magic is coming… Naquele momento que encerrou a Season 1 de Once Upon A Time, ganhamos a esperança de que agora, com a mágica presente também em Storybrooke, tudo poderia ficar bem mais interessante por lá, algo que poderia facilmente trazer um melhor equilíbrio entre os dois lados dessa mesma história.

Mas não foi exatamente o que aconteceu e aparentemente, aquela nuvem da magia não passou de uma neblina fraca e passageira, que passou apenas para devolver as memórias de todos os personagens dos contos infantis habitantes da cidade, mas que não havia sido o suficiente para realmente trazer de volta a mágica para todos eles. É, Storybrooke continuava em falta de estoque de pó mágico. Ao trabalho, anões! Podem começar a minerar porque a vida continua difícil.

Escolhendo esse caminho para passar a contar a história da sua segunda temporada, onde tudo continuou praticamente na mesma, exceto pela questão das memórias, tudo acabou ficando bem confuso em OUAT, meio que conveniente demais de acordo com o que eles achavam que precisavam naquele momento. No começo, ninguém tinha mágica, humpf! Depois, magicamente falando, descobrimos que algumas ainda tinham, como Regina e o Rumpel (sempre os vilões), de forma super conveniente, claro. O mesmo vale para a memória de todos eles, que estava de volta mas também não era bem assim, que foi quando nós descobrimos que eles ainda não poderiam cruzar as fronteiras da cidade, caso contrário esqueceriam quem eram de verdade (um recurso até que aceitável, geograficamente falando), mas ao mesmo tempo, mais perto do final da temporada, vimos eles mais uma vez mudando de ideia de acordo com a conveniência para a história àquela altura e resolvendo essa questão da “fronteira de memórias” de forma bem preguiçosa e, wait for it… mágica. Vai entender.

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E brincar dessa forma com algo que foi tão importante para a conclusão da Season 1 acabou não sendo nada bacana para os rumos da Season 2 e assim Once Upon A Time acabou traída pelo próprio feitiço, nos entregando uma segunda temporada confusa, que fazia pouco sentido e com cara de que poderia ser resolvida a qualquer momento de acordo com o que fosse mais conveniente para a história naquele ponto. Por esse motivo, eles acabaram se perdendo e muito em um caminho que já parecia ganho durante a Season 1, caindo naquele problema clássico das segundas temporadas que muitas séries acabam enfrentando em suas trajetórias, normalmente por não conseguirem lidar com os monstros que elas acabaram criando anteriormente.

Do lado encantado da força, começamos a temporada conhecendo novas personagens, como a Mulan (que é muito mais legal no desenho do que na sua versão para TV, o contrário da Snow White, por exemplo) e a Bela Adormecida (Aurora), elas que também tiveram suas histórias contadas como havíamos nos acostumado durante a primeira temporada. Depois foi a vez do Gancho (Hook), que também teve a sua história contada da mesma forma, onde descobrimos que nessa nova leitura, o crocodilo era ninguém menos do que o próprio Rumpel, o megabitch que circula em todos os reinos (apesar de achar meio preguiça o fato dele ter se tornado o pior inimigo de todos. E só aceitamos porque seria algo que a gente já esperaria de alguém com o título de “Senhor das Trevas”, rs). Além disso, ganhamos também uma revelação importante para a trama, com a descoberta da Cora ser na verdade a Rainha de Copas (que chegamos a ver no suspense durante a temporada anterior), algo que todo mundo já desconfiava faz tempo (o próprio nome da personagem já meio que denunciava). Mas basicamente, esses foram os únicos momentos da nova temporada onde descobrimos novos personagens da mesma forma como acontecia durante a Season 1, algo que eles desde sempre conseguiram realizar muito bem e a gente gostava tanto porque além do elemento surpresa da descoberta (que para todos os personagens citados acima acabou sendo prejudicado de alguma forma, diferente do que vimos acontecer anteriormente na série, fato), nos trazia sempre algo novo para a trama.

Nessa primeira parte da temporada, tivemos também a primeira visita da Emma (agora adulta) ao lado encantado da força, com ela e a mãe (Snow), tentando fazer de tudo para voltar para Storybrooke, uma vez que elas se viram presas do outro lado da história, na companhia de Aurora e Mulan, que estavam numa espécie de refúgio da floresta encantada, que acreditava-se anteriormente ter sido completamente destruída pela maldição. Em meio a tudo isso, elas passaram a interagir com os novos personagens (e ganhamos mais um príncipe, Phillip, que nos foi tirado logo em seguida e sentimos falta de mais príncipes nessa história desde sempre, hein?), enfrentando inclusive gigantes (um dos episódios mais chatinhos da temporada, que nem o Hurley de Lost conseguiu salvar, além de ter sido bem no fundamento Chapolin sob o efeito de nanicolina, rs) na tentativa desesperada de voltar para casa, algo que acabou ocupando um tempo até que grande demais durante a temporada (e só eu achei que a Emma foi péssima com o Hook nesse momento?). Mas ao mesmo tempo, foi bem foufo ver os meninos da família Snow, Charming e seu neto Henry convivendo mais de perto, com o Charming fazendo o neto passar por um treinamento adorável antes que um dia ele venha a se tornar príncipe. E foi bem bonitinho ver os dois treinando com espadas de madeira, enquanto tentavam descobrir a forma de trazer as mulheres da família de volta. (aliás, acho que esse laço entre a família Snow/Charming deveria ter sido muito mais explorado do que a relação Henry + Regina, que sempre foi muito mais presente na história)

E em Storybrooke, parece mesmo que a mão de obra anda escassa e por esse motivo (não disse que faltam príncipes nessa história?) o Charming acabou circulando em diversos outros cenários, sendo agora o novo xerife da cidade, assumindo o lugar da Emma enquanto ela estava ausente (e por lá ele ficou até hoje, tisc tisc…), passando a circular com armas e tudo mais (OK, agradecemos pela visão). Ele que além de tudo fez uma ponta como minerador (e toda vez que eu jogava Minecraft, me imaginava encontrando com o Josh Dallas em um buraco qualquer – um perigo essa line, rs – . Mas não dei essa sorte e era só creeper para o meu lado. BOOM!), uma cena que certamente fez muita gente imaginar coisas (Höy/autoafirmação). Mas além da magia, Charming ficou meio apatralhado demais durante essa temporada, correndo de um cenário para o outro tentando resolver de tudo um pouco, envolvido em todas as questões heroicas de Storybrooke e apesar de ainda ser pintado como o herói da história, quase sempre o personagem acabou levando uma porretada na cabeça e ficando inconsciente para que o vilão ou problema da vez tivesse continuidade. Sério, não foi uma nem duas vezes que isso aconteceu, vai? Se eu fosse a Snow, levava o seu homem para um médico com urgência, porque tanta pancada assim pode ter deixado alguma sequela.

JOSH DALLAS

Com a história da volta da Snow e da Emma da floresta encantada, pulamos para a segunda parte da história, com a temida chegada da Cora e do Gancho a Storybrooke. Temida só que nem tanto assim, porque pouco eles fizeram para merecer respeito no clube dos vilões, com a Cora manipuladora tentando desesperadamente conquistar  o coração da filha manipuladora e o Hook figurando como o mesmo pirata de sempre, envolvido em todas as questões de pequenos furtos e golpes para que o plano pudesse ser colocado em prática. Nessa hora, faltou um pouco mais de consistência para a história, principalmente por parte da Cora, que quase passou batido, apesar de ter sido anunciada como a grande bruxa má de todas as bruxas más. O gancho até que ganhou sua redenção, com a sua história fazendo bem mais sentido dentro daquele cenário (gostei bastante do passado dele com a mulher do Rampel) e principalmente em relação ao que descobrimos mais tarde ser os caminhos da terceira temporada da série.

Apesar das histórias encantadas de introdução aos novos personagens, Once Upon A Time perdeu também muito desse que a gente achava ser o seu forte no passado como eu disse anteriormente, nos apresentando uma quantidade bem menor de novas histórias e apostando mais no mergulho dentro da mitologia que eles já nos haviam mostrado. Tudo bem que sabemos que toda Season 1 é basicamente uma temporada de introdução e que a cada novo episódio de OUAT no passado, ficávamos encantados com o novo personagem que descobrimos já conhecer dos nossos livros infantis agora em Storybrooke, muito provavelmente pela surpresa, mas esse detalhe acabou fazendo bastante falta nessa nova fase da série, mesmo porque esse aprofundamento nas histórias dos personagens que já existiam na série, não chegou a ser tão animador quanto no passado, quando tudo ainda era uma novidade e mesmo tento agora esse olhar mais voltado para os personagens já existentes na história, é possível perceber que na verdade pouco andamos em relação a mitologia de cada um deles. Talvez por isso a temporada tenha sido tão arrastada, difícil de se interessar ou acompanhar, algo que antes não acontecia, mas que dessa vez se tornou algo cada vez mais frequente e custoso.

E em meio a uma história que já não estava lá essas coisas, eles ainda resolveram acrescentar o romance do Rampel com a Bela, que só nos fez sentir pena por ela, porque neam? Quem encararia um Rumpel? E isso mesmo considerando o Rumpel de Storybrooke, de banho tomado e sem frizz. Sorry, mas ninguém, mesmo tendo a Bela certa tendência pelo lado mais exótico da beleza bruta, rs. Bela que também ficou bem perdida durante essa temporada e isso logo agora que se tornou fixa (parece até que eles não sabiam muito bem o que fazer com a personagem, mas por algum motivo obscuro gostavam da atriz…), sem saber para onde correr em plots de perda de memória (em uma atuação constrangedora e bem semelhante com o que ela já fez em Lost…) e mais tarde apostando em um B Side completamente fora de propósito. Se no lugar dela encontrássemos a Chapeuzinho nessa papel de badass (que sumiu da série sem maiores explicações, mas que a gente sabe que foi porque ela está no elenco de Intelligence, que é nova série do Josh Holloway), eu até diria que faria mais sentido (não com o Rumpel e sim por ela ter algo selvagem adormecido lá no fundo), mas não foi o caso e podemos dizer que de todas as histórias meio capengas dessa temporada, Bela teve a mais fraca delas.

Rumpel que assim como a Regina, não conseguiu decidir exatamente de que lado ficar durante a história e essa dualidade do personagem passou da tolerância de um tentativa de mostrar as duas faces de um vilão e acabou permanecendo apenas como uma pura indecisão mesmo (Regina também já está quase lá), que foi algo também bastante prejudicial para a série. Uma hora quer ser bom, outra hora não quer mais… não sei, acho que o Rumpel não conseguiu nos convencer em nada das suas reais intenções, por isso a sua história de amor com a Bela parece totalmente fora de propósito, além de não ser das visões mais agradáveis da TV. Sorry de novo, mas é verdade. E forçar uma história de amor entre o “vilão” e uma das mocinhas da trama, só convence quando eles nos atraem por qualquer outro motivo, que não é nem de longe o caso aqui.

Mas outro plot importante para o personagem de Rumpel, esse um pouco mais convincente, continuou sendo a busca pelo seu filho, Bae, que voltou com mais força durante essa Season 2 e que acabou confirmando no final das contas que a nossa intuição estava certa em relação a sua identidade até então ainda não revelada de que Bae seria realmente o pai do Henry, com quem a Emma viveu uma relação de amor no passado. E o encontro de todos eles também acabou sendo bem bonitinho, um momento certamente bem importante para a história, mas que não chegou a ser extremamente emocionante ou qualquer coisa do tipo. Uma pena, porque poderia ter rendido muito mais.

Mas em meio a todos esses ingredientes do feitiço da vez de Once Upon A Time, encontramos alguns outros momentos bastante constrangedores ao longa da temporada, como a morte da Cora e a transformação da Snow para Snow Dark White, com aquela mancha da maldade em seu coração, forçando a Snow encarar o seu lado negro da depressão (compreensível, mas horrível), além da entrada do casal Tamara e Owen, que mais tarde viriam a ser peças chave para a conclusão da temporada e os novos vilões da vez, mesmo sem convencer em nada de suas atuais funções. Sem contar qualquer coisa envolvendo feijões mágicos, gatilhos, diamantes e portais, que foram todas bem meio assim. Pergunta honesta: de uma plantação gigante de feijões do próprio gigante, sobraram apenas 2 feijões? Sério?. Agora, algo que precisamos falar é que a qualidade dos efeitos da série melhoraram visivelmente durante essa nova temporada, exceto por um momento ou outro, mais difíceis de se executar, como a Emma na terra dos gigantes ou o barco do Hook entrando naquele portal para Neverland (para facilitar, custava ele ter jogado o feijão mais próximo do barco? Custava? Nunca vou esquecer Rumpel fingindo estar sentindo a pressão da força do vento e do mar nesse momento, nunca! rs). E sim, ao que tudo indica, Neverland será o ponto de partida para a próxima temporada, com um Peter Pan sombrio que inclusive já apareceu durante essa reta final da temporada, figurando como o novo vilão mais temido do momento.

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OUAT acabou concluindo sua segunda temporada com um final que não poderia ter sido mais porco, por todos os motivos desse mundo e cheios de falhas, como o ato heroico da Emma ajudando a Regina no final das contas e isso do meio do nada, sendo que cinco minutos antes eles haviam dito que só a Regina poderia segurar o tal diamante/gatilho por conta da magia, que ainda é um assunto pendente na vida da Emma e o casal Snow e Charming perdendo o Henry em cinco segundos, sendo que os heróis nada mais tinham o que fazer a não ser cuidar do neto. Sério. Sem contar o casal de vilões da vez, os super temidos (???) Owen e Tamara, que a mando de sabe-se lá quem, pretendiam acabar com toda a magia do mundo usando exatamente o que? MAGIA. Sério de novo, cadê a coerência, Once Upon A Time?

E eu sei que é meio que ridículo exigir algo como coerência em uma série baseada em contos de fadas, mais ao mesmo tempo, é bem difícil achar que podemos engolir qualquer coisa, só porque se trata de um universo inteiro de faz de contas. Um não, nesse caso são dois e estando a série prestes a embarcar no terceiro. Quer dizer, quarto se a gente contar com o Wonderland, que já apareceu na série no passado e mesmo com OUAT não estando nada bem, eles conseguiram garantir um spin-off da série na terra de Alice, que já pelo promo denuncia que tem tudo para ser uma grande ofensa aos fãs da história). Baseado no que já vimos desse universo em OUAT e depois de ver o primeiro trailer da série, alguém realmente acha que dá para confiar em um spin-off em Wonderland, sendo que em Storybrooke, que nem existia e nem precisa de tantos recursos visuais, as coisas já não estão lá muito bem e tendo o histórico de defeitos especiais de Once Upon a Time antigo, quando ainda era uma série com destino incerto e pobrinha? Não, não dá.

Encontrando tamanha falta de coerência durante esse segunda temporada cheia de conveniências, ficou até difícil não se sentir constrangido com os próprios atores da série, correndo de um lado para o outro sem saber exatamente para onde ir, tentando nos convencer de qualquer coisa em meio a uma trama tão ruim (sempre acho que as caras que eles fazem, de surpresa, dor, medo, fúria ou qualquer sentimento do tipo parecem todas forçadas demais para a realidade dos fatos ou no mínimo são super valorizadas pela cena), praticamente sem sentido e totalmente perdida que acompanhamos com muita dificuldade ao longo dessa Season 2, que para não dizer que foi toda ruim, tivemos aquele episódio do flashback importante para a mitologia da série, com o despertar em Storybrooke em 1983, logo após o feitiço ter sido lançado pela Regina no reino encantado e que foi o ponto de partida para a introdução do personagem do Owen (Owen Who?). Isso e a resolução para o Pinóquio com ele finalmente sendo encontrado pelo Geppetto e voltando a ser criança, algo que além de ter sido bem foufo, foi também uma boa surpresa que encontramos durante a temporada. (apesar de ter soado como mais uma resolução conveniente por outras questões que não chegam a incomodar tanto assim)

Considerando tudo o que vimos durante essa Season 2 da série agora e tentando buscar alguma relação com o que gostamos durante a primeira temporada de Once Upon a Time, chegamos a um ponto onde não conseguimos mais encontrar todas aquelas qualidades que enxergamos no passado (mesmo com tudo de ruim que a gente já deixou passar durante a Season 1 por uma questão de boa vontade) e toda aquela impressão que a gente tinha do que poderia acontecer com a série antes mesmo da sua estreia, parece ter sido adiado apenas por um temporada e ter aparecido com força agora durante essa Season 2 só para nos lembrar de que bem lá no fundo, a gente estava certo em achar que essa história se não contada da forma certa o tempo todo, tinha tudo para desandar como acabou desandando demais ao longo dessa nova temporada. (confirmou!)

Atores correndo de um lado para outro sem saber exatamente onde chegar nesse universo ou na floresta encantada, plots fraquíssimos e atores mirins completamente fora do tom (quem contratou a mini Snow só pode ser muito fã de dramalhões exageradamente exagerados, não?), além de tudo o que já foi mencionado ao longo dessa review, realmente fizeram com que eu me questionasse o tempo todo sobre o porque de continuar assistindo uma série como essas, que chegou a me deixar tão constrangido por diversos motivos diferente ao longo da nova temporada, huh? Isso falando honestamente, lembrando da tortura que foi passar por esses novos 22 episódios pouco ou quase nada interessantes, lutando contra o próprio sono e não conseguindo mais ignorar qualquer defeito que eu tenha encontrado na série a essa altura. Por esse motivo, achei que a minha história com Once Upon a Time precisava ter um fim, mesmo sem ter a série chegado a sua página final ainda (btw, o livro do Henry passou a ter importância de 5% para a trama atual, não? Faça cópias Henry, entregue pela cidade para todos os demais personagens, assim quem sabe eles não ficam mais focados no que realmente importa em cada uma de suas histórias, não? rs) Sabe quando em Friends a mãe de Phoebe não a deixava assistir aos finais “ruins” ou apenas “tristes” dos filmes, só para poupá-la e não ver a filha sofrer? Então, acho que nesse momento, mereço o mesmo tratamento e por isso, não volto mais para Storybrooke, nem em sua prometida Neverland e muito menos em sua Wonderland, essa por motivo de “Alice In Wonderland” ser apenas o meu clássico infantil preferido de todos os tempos. (gosto inclusive do filme recente do Tim Burton, claro e fiquei bem triste com o anúncio recente de que “Alice In Wonderland 2” está negociando com o diretor de “Os Muppets” James Bobin para assumir o novo projeto da Disney)

The End.

 

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O final não tão feliz assim de Happy Endings

Maio 16, 2013

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E logo a série que nos prometia finais felizes a começar pelo seu título, acabou não ganhando o seu merecido final feliz. Vai entender a vida. E com tanta comédia bem meio assim continuando na TV, algumas com trajetórias verdadeiramente intermináveis, não tem como não sentir pelo menos uma pontinha de rancor no coração. (nesse momento, no meu curso de bruxaria via correspondência, eu faço questão de amaldiçoar New Girl, The Big Bang Theory – que até melhorou mas né? – Two And A Half Men, Anger Management, entre várias outras ainda vivas na TV. Já não está na hora de mandar desligar esses aparelhos, não?)

Nossa história com Happy Endings pode até ser considerada recente, já que por aqui no Guilt, começamos a assistir a série enquanto a sua deliciosa Season 2 ainda estava sendo exibida, em uma maratona mais deliciosa ainda e que de tão boa, precisou até uma de um repeat logo na sequência, de tão empolgados que ficamos com a descoberta da “nova” comédia. Personagens adoráveis, plots sensacionais sobre qualquer coisa, mitologias que foram aparecendo com o tempo e a Kim Bauer (cuspida de fogo verde no chão seguida de x3 #CREDINCRUZ) que a gente gostaria que tivesse desaparecido junto com aquele boy patinador e ou tivesse sido servida como jantar para um cougar ainda no piloto. Tudo na série parecia AmAUzing, de verdade, como se tivéssemos encontrado uma das nossas novas comédias com cara de antiga preferidas.

Até que chegamos a recém encerrada Season 3, com todos eles reunidos novamente, mas alguma coisa parecia estar fora do lugar. Diferente das outras duas temporadas, essa Season 3 de Happy Endings demorou para acontecer e eu não sei explicar exatamente o porque , mas demorou. O começo não chegou a empolgar muito, embora a série sempre nos tenha arrancado boas risadas, mas nesse início de temporada elas acabaram acontecendo com menos frequência, em plots mais isolados ou bem de vez em quando.  Na verdade, acho que tudo isso aconteceu porque eles começaram a serem pressionados em relação aos números e com isso começaram a se preocupar mais em agradar tentando coisas novas, do que seguir a mesma linha de sempre, que apesar de não ter atingido grandes números, continuava ótima para quem já gostava da série. Um bom exemplo disso foi a forma como eles modificaram do dia para a noite a rotina do casal Jane + Brad (Eliza Coupe e Damon Wayans Jr.), que mudaram de trabalhos como em um passe de mágica, sem a menor explicação plausível (tá, até ganhamos uma explicação qualquer que não convenceu, vai?)  principalmente no caso dela e essa transição acabou parecendo forçada apenas para modificar os ares e quem sabe trazer novos núcleos para a trama, que normalmente não funcionam nesse tipo de comédia e eles já deveriam saber disso.

ADAM PALLY

Mas esse foi só o começo, porque logo os novos seis amigos mais legais da TV conseguiram colocar tudo exatamente em seu lugar novamente e a partir disso voltamos a reconhecer a série como uma das comédias mais bacanas da TV atual. Todos continuaram enlouquecidos, sempre tentando se dar bem em qualquer coisa, naquela eterna competição deliciosa que sempre existiu dentro do grupo, mas de forma bacana. Jane e Brad continuaram excelentes enquanto casal, com uma química fora do comum, Penny (Casey Wilson) estava de volta a velha forma adorkable de sempre (ao lado do casal, a minha preferida desde sempre), Max (Adam Pally) continuou sendo o Max, sempre imundo, a procura de comida e com um drama capilar incontrolável durante essa temporada e o casal Dave + Kim Bauer (Zachary Knighton e a péssima desde sempre, Elisha Cuthbert) agora estava junto novamente e para eles gritamos: e quem se importa? (sorry Dave, mas não gostamos de sair como vocês e sua namorada. Da próxima vez, vê se aparece sozinho…)

Ao recuperar as forças, ganhamos uma séries de novos momentos ótimos para a série, com o Penny e o capacete (sério, eu me descontrolei de tanto rir durante todas as cenas dela com o capacete), a ID fake da Jane porque ela nasceu no Natal e a descoberta de um grupo secreto que sofria do mesmo drama, o papagaio da Alex morto (que foi legal porque envolvia outros personagens e não a Alex), a exemplificação dos tipos diferentes de gays (um dos melhores episódios da temporada e a dupla Jane + Max estava unfirah nesse episódio e novamente mais perto do final, com ela assumindo a tarefa de transformar o Max em um homem nais descente), descobrimos que eles já haviam participado de uma das edições do Real World MTV (que foi meio que onde alguns deles se conheceram), ganhamos também a revelação do ex da Jane na verdade ser uma ex, Penny e seu novo boy magia com quem ela chegou a ficar noiva (Höy!), todos na feira de casamento e uma deliciosa disputa de jogos entre casais, que acabou com o noivado da Penny e teve um discurso excelente do Max em relação a coragem dela de encerrar uma coisa que estava na cara que não daria certo, muito perto de deixá-la acontecer apenas por comodidade, vergonha, desespero ou qualquer coisa do tipo.

Até um plot envolvendo um namorado brasileiro para o Max no melhor estilo Romeo + Juliet acabou acontecendo durante essa Season 3, com direito a briga de comida em meio a coreôs animadas de capoeira e uma decoração típica verde e amarela. Outro ótimo momento foi a peça da Penny sobre o término do seu relacionamento (também AMEI quando ela encontrou com o seu pai, que assumiu ser gay e ela mesmo disse que isso explicava muito do próprio comportamento dela,  como se a partir daquele momento ela finalmente conseguisse entender o porque da sua personalidade, rs), onde a personagem aproveitava para se descrever como a pior namorada do mundo, assumindo uma culpa muito maior do que a que ela tinha na verdade.

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Mas nada disso foi o suficiente para garantir o futuro da série. E mesmo com essa quantidade grande até de bons momentos (o que foi a briga das irmãs Kerkovich?), eles acabaram amargando o drama de serem transferidos para as sextas, que a gente sabe que é o pesadelo de qualquer série. O limbo todo mundo também sabe que é o sábado, que é onde se encontra Smash por exemplo, mais ou menos como se a série estivesse esperando no corredor da morte para ser executada. Nesse momento, eles até chegaram a brincar em uma das promos, pedindo para que os fãs salvassem a série do cancelamento, que a essa altura seguindo uma tendência pavorosa e até desrespeitosas das emissoras durante essa temporada, a série passou a ter dois episódios exibidos por noite até a finale, que descobrimos depois que seria o final da série. The End.

E não foi um final bacana, que a gente conseguisse pelo menos reconhecer ou aceitar como um final feliz para a série. Com um plot até que bacana, envolvendo uma irmã mais velha das irmãs Kerkovich até então desconhecida, que dividiu as atenções do episódio com o plot dramático e totalmente desnecessário da separação do casal que ninguém nunca gostou ou torceu a favor, Dave e Alex (sorry de novo Dave, porque eu gosto de você e sonhava em comer um dos seus lanches. Sério, aquela carne… Yummy!). Assim, de forma bem porca e quase preguiçosa, não sobrou muito tempo para resolver qualquer questão entre os personagens da série, mesmo que naquele momento, quase nada ainda estivesse pendente.

Quase nada exceto os tais “finais felizes” que nos prometeram desde sempre, ou eles realmente acharam que uma dancinha no meio de uma festa de casamento que a propósito não era de nenhum deles (mas tê-los destruindo a festa inteira foi ótimo também) seria o suficiente para nos deixar satisfeitos com essa despedida precoce?

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Por esse motivo, proponho uma lado B o series finale de Happy Endings, com os meus finais felizes para cada um dos personagens da série:

♥  Jane + Brad = continuaram casados e apaixonados para sempre, com dois casais de gêmeos, dois negros, dois germânicos. Devido a boa genética da família comandada na linha dura e de perto pela Jane, dizem que passaram dos 100 anos e chegaram a conhecer a quinta geração da sua família, mesmo com eles já estando na forma de um ectoplasma, rs.

♥  Penny = viajou o mundo a trabalho por um ano inteiro, experimentando uma variedade de boys magias de diferentes lugares do mundo e etnias, com tudo pago e ainda recebendo por isso. Depois disso voltou para Chicago mas se mudou para NY, onde ela continuou experimentando as possibilidades da cidade por mais um ano (fez até uma ponta na season finale de HIMYM, que eu acabei assistindo esperando que a revelação da identidade da mãe tivesse sido sensacional e wait for it… não foi. Humpf!) e depois disso encontrou o amor da sua vida, uma estrela de Hollywood com quem ela se casou anos depois e adotou 5 crianças, pelo menos por enquanto. Mas continuou trabalhando e hoje é dona de metade da 5th Avenue e 2/3 da Broadway, de tão bem sucedida que continuou sendo profissionalmente. Continua dizendo “AmAUzing” e liga para a Jane toda vez que resolve trocar de carro, agora 4 vezes por ano, a cada nova estação. Até hoje, Penny mantem em cada um de suas casas pelo mundo um quarto especialmente reservado para o Max.

 ♥  Max = tomou um banho demorado por dia durante um mês e depois dessa detox encardida, arrumou um emprego normal, onde ele acabou se apaixonando pelo dono da empresa, que em pouco tempo o cobriu de jóias, piñatas mais fáceis de se quebrar e recheadas de doces e participou de uma das edições gay de Real Housewives, onde fez fama e fortuna. Depois do programa, Max cortou o cabelo e removeu aquelas tattoos pavorosas e as substituiu por novas tattoos pavorosas de pegadas de urso e ou nomes de suas conquistas espalhadas pelo corpo e hoje é dono de uma pequena joalheria de peças eróticas super exclusivas downtown Chicago, além de possuir a mair frota de limousines no fundamento 80’s do universo. Só atende com hora marcada em ambos os negócios. Sempre após as 16h00, que é quando ele começa a acordar. Não insista.

♥  Dave =  se casou com a Kim Bauer (e esse foi seu maior castigo na vida), mas ficou viúvo ainda na lua de mel, porque ela finalmente foi comida por um cougar desdentado, por isso podemos imaginar que essa foi uma morte lenta e dolorosa. Depois disso entrou em depressão por cerca de uma semana, superou, foi com seu trailer até a comunidade navajo mais próxima e se tornou um dos palestrantes mais bem sucedidos da história da comunidade. Durante seus cultos, Dave ficou conhecido por distribuir seus famosos lanches de carne, o que era proibido naquela região e por isso ele foi expulso da comunidade. Sem saber o que fazer, se inscreveu no The Voice (sério, tinha um candidato igualzinho a ele até um dia desses no programa chamado Justin Rivers), onde não conseguiu ir muito longe na competição, embora tenha conseguido pelo menos um contrato para lançar o seu único single de sucesso, responsável pela sua fortuna e pelo qual ele é chamado para cantar até hoje em feiras e convenções locais. Continua solteiro e descobriu recentemente que o grande amor da sua vida talvez seja um híbrido do Max + Brad.

Alex = (sem coração de propósito) morreu. Finalmente!

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É, apesar da mágoa, agora realmente só nos resta aceitar que uma série como Happy Endings tenha terminado dessa forma, nos devendo aquele final feliz que todo mundo gostaria de ter visto e isso nem tão cedo, viu? Mas temos que encarar que nem todo final é feliz, mesmo que ele nos tenha sido prometido, então…

R.I.P. Happy Endings

 

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Cancelou! Last Resort, 666 Park Avenue e Partners

Novembro 21, 2012

Sim, todas devidamente canceladas. Humpf!

Last Resort, que eu estava achando ótima apesar de um pouco confusa quando o assunto envolvia sua parte política fora da ilha e juro que toda essa minha boa vontade com a série nem era só porque  ela tinha o Scott Speedman como um dos protagonistas (tá, boa parte até que poderia ser. Speedman= Höy = ♥) e sim porque eu estava realmente começando a me envolver com a sua trama e seus personagens. Mas pelo menos nesse caso, a série contará com os seus 13 episódios encomendados para a  primeira e agora única temporada, o que ajudará a pelo menos concluir de certa forma a trama para quem estava acompanhando a série (algo que eu espero que aconteça, mas que também deve dar um certo desânimo em todo mundo envolvido na sua produção…) que diga-se de passagem, acabou de estrear por aqui no AXN. E segundo a ABC, o mesmo acontecerá com 666 Park Avenue, essa que também foi uma das estreias dessa fall season, mas que eu resolvi ignorar logo de cara. (Confirmou!)

Partners parece mesmo que não terá a mesma sorte, infelizmente. Não se sabe ao certo quantos episódios já foram produzidos e até agora foram exibidos apenas seis deles, que enfrentaram índices bem baixos de audiência , sendo que a CBS inclusive já retirou a série da sua grade de programação. Uma comédia que eu vou acabar sentindo falta, confesso, porque apesar de alguns exageros nas atuações aqui e ali (principalmente por conta do Louis, que apesar de caricata e super exagerado na maior parte do tempo, conseguia ser também o melhor personagem da série) e algumas piadas bem sem gracinha (morri de vergonha dos “trocadilhos” da secretária no último episódio, por exemplo), a série até que vinha conseguindo me fazer rir a cada novo episódio e o Superman me parecia que tinha encontrado o papel perfeito para a sua vida. Nesse caso, achei que faltou tempo para o criadores de Will & Grace acertarem a mão no tom da comédia (algo que eles até já estavam conseguindo), já que todos do elenco estavam funcionando bem juntos. Humpf!

Tristes?

 

ps: por favor Scott Speedman, não fique mais 10 anos longe da TV (e nem resolva ficar morando aí no Hawaii). A não ser que essa distância da TV seja continuar fazendo os filmes indies (alguns bem bons) que vc estava fazendo e até que me surpreendendo. Obrigado!

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Happy Endings Season 3, o promo

Outubro 19, 2012

A pergunta continua sendo a mesma: quem é que não gosta de finais felizes?

23/10 na America antiga e por aqui, o Sony ainda não confirmou a data da estreia…

AmAUzing!

 

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A boa surpresa que encontramos submersa com Last Resort

Outubro 18, 2012

Quando Last Resort foi anunciada como estreia para essa Fall Season, algumas coisas me intrigavam. Primeiro que a sua premissa me parecia um tanto quanto confusa, quase tola quando apenas lida no papel (na verdade, na tela do computador, rs) e segundo que eu só conseguia pensar no que teria levado o Scott Speedman a aceitar fazer o seu retorno na TV depois de 10 amos e em um projeto como esse. Sim, eu tenho uma #CRUSH antiga por ele e quem acompanha o blog já sabe disso (“cubro” o Coachella só para encontrá-lo todos os anos, rs), então superem essa informação. Logo ele que vinha fazendo apenas filmes indies ultimamente, mas sempre envolvido em propostas como algum fundamento, em ótimas escolhas por sinal, seja pela qualidade de suas histórias ou até mesmo pelo elenco. Logo, comecei a achar que ele não arriscaria esse retorno a TV por uma coisa qualquer e talvez algo de bom estivesse a caminho… (SIM, eu confio em que eu gosto, rs)

Prometi que por motivos óbvios da magia + #CRUSH antiga, é claro que eu acabaria assistindo Last Resort, mesmo que a série fosse um submarino capenga pronto para afundar a qualquer momento em uma partida já perdida de Batalha Naval. Claro também que como eu não tenho a mesma agenda dos tempos do Ben Covington de Felicity (Höy para sempre!), tive que adiar esse meu reencontro com o Speedman para agora (que dessa vez interpreta o XO Sam Kendal, a segunda maior autoridade dentro do submarino), algumas semanas após a sua premiere. Mas não é que me peguei completamente surpreso com a premiere de Last Resort?

Tudo bem que lá no passado, lendo a sinopse da série, tudo parecia ser bem meio assim e eu não consegui me empolgar com nada, mas quando tudo aquilo foi colocado em prática em seu excelente episódio piloto, pude perceber que essa provavelmente seria uma das séries entre as novatas que possuía todos os atributos para prender a minha atenção pelos motivos certos e não apenas por uma #CRUSH antiga qualquer (rs). Uma história bem bacana, intrigante, que mesmo que pareça meio confusa a princípio (e no começo do piloto parece mesmo), tem tudo para nos trazer uma proposta bem boa para essa temporada.

Um submarino nuclear, comandado pelo capitão Marcus Chaplin (Andre Braugher) com uma tripulação de 150 pessoas (embora só tenhamos visto umas 20 delas, no máximo), que certo dia em meio a uma festinha “da firma” ao som de “La Bamba” (que o Speedman não dançou, so, good for you!), recebe ordens para atacar o Paquistão com um míssil daqueles. Claro que uma ordem como essa não surgiria do meio do nada e ao ligar a TV para ver se eles perderam alguma coisa durante as últimas horas que pudesse justificar o ataque e encontrar uma programação normal, inclusive passando Hannah Montana (sim, essa megabitch nos persegue até nas profundezas do oceano) eles passam a questionar o governo sobre a tal tarefa, que a princípio eles se recusam a cumprir sem uma confirmação das maiores autoridades no assunto. Tudo isso apenas por precaução, para evitar o caos em meio a uma situação que eles não conseguiam entender seu porque, mas de forma civilizada, apenas aguardando uma justificativa para o ataque.

A partir disso, aparentemente o governo da America antiga não fica muito feliz ao ver a “insubordinação” da tripulação do submarino e resolve atirar um míssil contra eles. Isso mesmo, contra eles mesmo, jogando contra o próprio time nesse caso, algo que eles conseguem se safar, mesmo derramando algum sangue e a partir disso, a situação começa a mudar de figura, onde eles resolvem ocupar uma ilha perto de onde o submarino se encontrava e com a ajuda de dois agentes da OTAN, passam a travar uma batalha contra as autoridades do seu próprio pais, que chegou a mentir e declarar que não foram os culpados pelo míssil contra sua seus próprios militares (inclusive já dados como mortos diante de seus familiares) e sim o inimigo.

Vejam bem, na verdade tudo na série parece ser bem mais complexo do que essa minha introdução acima e ainda não entendemos muito bem o porque disso tudo, principalmente de onde partiram as ordens, tanto a de atingir o inimigo pela primeira vez, quanto a de disparar contra o próprio time e algumas atitudes suspeitas já apareceram ao longo desse piloto (inclusive no começo dele), mas mesmo com o pouco de informação que recebemos dentro desse piloto que tem um texto super alinhado, bem direto e sem deixar a história complexa demais para ser entendida, já deu para perceber que a história parece ser bem boa e tem tudo para ser desenvolvida de uma forma bem bacana daqui para a frente, caso eles consigam manter o mesmo ritmo animador do próprio piloto.

Sem contar que por tratar-se de um piloto, com um considerável volume de histórias, diferentes núcleos e personagens (e o XO do Scott Speedman é ótimo e super onipresente no piloto, principalmente no começo dele. Höy!), já é possível identificar os personagens e começar a entender a motivação de todos eles dentro daquela trama. Alguns mais, outros menos, mas todo mundo teve o seu lugar de destaque já nesse primeiro episódio, onde depois daquele vídeo sensacional do capitão Chaplin encarando a câmera sozinho e exigindo respostas do seu próprio governo ao final do episódio, é praticamente impossível não passar a torcer por aquelas pessoas.

Claro que não querendo supervalorizar nada a partir de um piloto e deixando a minha #CRUSH antiga no ator principal totalmente de lado (mais ou menos neam?), digamos que Last Resort pareceu percorrer um bom caminho dentro da sua proposta de thriller de ação, mantendo a tensão necessária para o que se espera do gênero, o tipo de série que desperta a nossa curiosidade a respeito de tudo que a envolve, além de uma ótima qualidade da sua produção, algo que foi possível de se notar já por esse piloto e as cenas dentro da “sala de comando” (não sei o nome certo) do submarino, me lembraram muito a correria de Battlestar Galactica e até mesmo de Star Trek, claro que considerando suas devidas proporções e sem hiperventilar, rs. (sempre gosto dessas cenas onde é tudo truque, a gente não entende absolutamente nada daquela linguagem utilizada, mas acredita em tudo)

Um sinal claro de que de Last Resort merece sim a nossa atenção daqui para frente e eu já não vejo a hora de colocar os outros 2 (três com o que saí hoje) episódios já disponíveis em dia, para ver se tudo permanece tão bacana quanto me pareceu ser esse piloto. Assistam, já falei que além de parecer ser bem boa, a nova serie tem o Scott Speedman? (♥)

 

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Once Upon A Time Season 2, o promo

Setembro 10, 2012

Promo que já começa com o Charming cavalgando em seu cavalo branco (era ele, não era? Fiquei na dúvida… e se não for também ganhamos um novo príncipe. Yei! rs) como se não houvesse amanhã, merece todo o nosso amor! (♥)

E agora que a maldição foi quebrada em Storybrooke, hein?

Ansiosos?

Anota ae: 30 de Setembro (mais uma) na America antiga e 25 de Outubro por aqui…

ps: Mulan!!!

 

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Modern Family e a sua Season 3 bem corretinha

Junho 14, 2012

Sim, foi uma boa temporada essa Season 3 para a “Família Moderna”, do tipo bem corretinha, mas seria isso o suficiente para uma boa comédia na TV? (…)

Modern Family chegou deixando todo mundo apaixonado pela sua fórmula simples, mostrando o dia a dia de um novo modelo de família e nos fez rir muito com a sua temporada de estreia. Depois, a série acabou caindo na maldição da segunda temporada, onde os personagens embora tenham continuado ótimos e bem engraçados, acabaram todos presos em uma mesma dinâmica, como se estivessem perseguindo eternamente a mesma piada. Algo que no começo foi sim bem engraçado, mas após algumas repetições, acabou se tornando algo bastante cansativo, onde acabamos sentindo falta de algo mais.

Mesmo assim, a série conseguiu permanecer no gosto de uma maioria e com isso, continuou a receber inúmeras indicações aos mais variados prêmios da TV possíveis, algumas bem injustamente, ainda mais por sua Season 2 tão morna. Mas acho que esse incentivo acabou servindo para motivar os criadores da série a fazer algo melhor ainda, que eles sabiam que seriam capazes e nós também, porque já havíamos visto muito desse potencial durante a primeira temporada e com isso, eles acabaram conseguindo recuperar bastante da sua essência, que foi o que fez todo mundo se apaixonar pela série logo de cara lá no passado, alcançando esse objetivo em cheio com essa sua Season 3 corretinha, que voltou a  nos deixar encantados com aquela família.

Por isso, apesar de não ter nos trazido nenhuma grande novidade, considero essa terceira temporada de Modern Family tão boa quanto a primeira. Tudo bem que lá no passado, tudo era novidade e a gente não guardava nenhuma expectativa em relação a essa comédia que nos conquistou em um curto espaço de tempo, mas sem fazer muito esforço (pelo menos aparentemente) e com alguma movimentação dentro daquele grupo de personagens tão bons, eles conseguiram atingir exatamente o ritmo que eles acabaram perdendo durante a temporada anterior, nos garantindo boas risadas novamente, além daquele momento mais emocionadinho que todo bom episódio de Modern Family precisa ter para ser bom de verdade.

Sinto também que acabou acontecendo um rodízio natural dentro do elenco, onde alguns passaram a ter um destaque muito maior durante essa temporada e hoje são apostas certeiras de boas piadas dentro daquele núcleo. Parece que eles finalmente descobriram que alguns daqueles atores podem acabar funcionando muito bem com qualquer um dos demais e essa movimentação se fez necessária para que eles não acabassem presos novamente na mesma piada de sempre, como sentimos que aconteceu durante a Season 2.

Cameron  e Manny por exemplo, que no passado já foram os meus preferidos, hoje já se encontram com bem menos brilho, onde acabou sobrando um pouco mais de espaço para outros personagens, como o Phil (que sempre foi sensacional na verdade e se mantém no mesmo nível desde o começo da série e até hoje) e o Luke, que sempre funcionaram muito bem como uma adorável dupla, mas quando separados, também conseguiram mostrar muito da sua força enquanto personagem e hoje são os meus novos preferidos dentro do elenco da série.

Luke inclusive esteve mais sensacional do que nunca, roubando a cena em diversos momentos. O que foi ele e o Manny dirigindo o carro só para impressionar a garota da vizinhança? Tive um ataque de riso incontrolável nesse momento. Mas nada vai superar o momento em que conhecemos o seu lado feminino, com a introdução mais do que especial de Betty Luke como personagem dessa história. E digo mais, se fosse possível, acharia até bem justo se o ator Noland Gould (que é um foufo e eu AMO essa entrevista dele na Ellen) fosse indicado a algum prêmio por seu trabalho sensacional durante essa temporada. Do Phil eu não preciso nem comentar. Basta olhar para aquele cara de bobo dele e eu já consigo achar graça. Sério!

E o elenco de Modern Family realmente é um dos poucos na TV atualmente onde até as crianças conseguem funcionar muito bem. Elas que geralmente funcionam apenas como figuração na maioria das séries de TV, nesse caso, acabam recebendo a mesma atenção de um ator adulto e que para a nossa sorte, conseguem comparecer de igual para igual. Até mesmo a troca da Lilly, que eu cheguei a rejeitar a princípio por puro apego a outra Lily em sua versão super comportada, acabou parecendo um grande acerto dentro da série, nos trazendo várias novas possibilidades para a dinâmica do casal Cameron e Mitchell.

Além da dupla Phil e Luke, quem também acabou ganhando um certo destaque, além de uma dose extra de foufurice foi o Jay, ele que sempre acaba deixando transparecer que aquele seu lado bem rabugento, nada mais é do que o seu mecanismo de defesa para esconder a moça que mora dentro dele, rs. #TEMCOMONAOAMAR ele dançando no season finale ao lado da Lily? Cheguei até a ficar emocionado naquele momento, que começou com uma conversa linda entre os dois no backstage e terminou com o avô encarando uma coreô ao lado da neta em um momento de pura foufurice. E esse season finale foi também um dos melhores episódios da temporada, onde eles cosneguiram reunir tudo o que que de melhor Modern Family tem para oferecer, nos lembrando do porque que nós gostamos tanto daquela família.

Teve a novela mexicana se tornando realidade no caso da adoção do segundo filho do casal Mitchell e Cameron, que acabou ganhando uma ótima resolução dentro da história do casal que precisava desse alivio para sair de vez dessa zona do plot repetido da adoção, que já estava ficando bem cansativo (ainda mais porque ele já aconteceu tão bem no início da série, que nem precisava insistir). Tivemos também o Jay sendo um foufo com a Lilly, como eu mencionei anteriormente e a Gloria ganhando  a função de tradutora dentro daquele hospital, nos revelando ao final do episódio que ela se encontrava grávida. Algo que eles foram deixando pistas desde o começo do episódio e nós só podemos esperar plots sensacionais para a gravidez dessa mulher durante a próxima temporada da série, não? Espero que eles aproveitem bem toda essa situação. Ai Dios mio!

Outro plot sensacional da temporada foi a briga entre o Jay e o pai do Cameron na disputa inevitável de quem seria o gay alpha da relação gay dos seus filhos. Uma grande bobagem é claro, que eles acabaram percebendo que não faria a menor diferença nessa ou em qualquer situação semelhante, mas acho bacana quando uma série de TV (ou filme) acaba mostrando com honestidade o quanto as pessoas ainda se encontram bastante desconfortáveis com certos assuntos, muitas vezes porque elas ainda se encontram em um estado de adaptação sobre o que ainda é novo para elas, o que é natural para todo mundo também.

Agora, o que eu não consigo entender até hoje é como eles continuam achando a Claire mais engraçada do que a Gloria. Sério, não consigo entender. Toda vez que a Claire está em cena, competindo com alguém só porque ela não gosta de perder, sendo uma total megabitch como ela foi com o Cameron preso no triturador de lixo em sua casa (coisa de psicopata até) ou quando ela está nervosinha por um motivo bobo qualquer (ZzZZZ), em todos esses cenários, eu só consigo enxergar uma mulher totalmente descontrolada, prestes a ter um ataque cardíaco por um motivo bem tolo. Sabe a veia na testa da Mônica em Friends? Claire tem uma no corpo todo (aliás, ela tem o mesmo olhar da Mônica antiga, reparem…) e hoje em dia, se parece apenas como uma enorme veia saltitante para mim. (… percebi logo depois de escrever essa última frase poderia soar esquisito para quem estiver lendo esse texto, rs)

Com as meninas filhas do casal, eu continuo me importando bem pouco, mas adorei o plot do acompanhante “gay” da Alex para o dia da sua formatura (e o que foi o Phil ensinando ela a dançar?), assim como eu achei super foufo o episódio em que o Phil acaba descobrindo sobre a vida sexual da Haley e da forma mais honesta possível, acaba também se sentindo aliviado por sua filha do meio ainda se interessar por bonecas de $200 dólares. E ele escrevendo o nome dela na lua? Foufo mil! Mas o que eu AMEI mesmo foi a volta do Dylan vestido de urso na Disneyland, em um episódio que ainda contou com a Gloria ganhando pantufas no formato dos sapatos da Minnie. #TEMCOMONAOAMAR?

Mas o que eles realmente conseguiram recuperar durante essa Season 3 de Modern Family, foi aquela dose extra de foufurice que no começo de tudo, aproveitava para amarrar muito bem todas as histórias de um episódio da série, nos deixando bem emocionados, um detalhe que a gente sempre adorou no texto dos finais dos episódios e que por algum tempo, ou acabaram perdendo a força ou acabaram sendo deixados de lado sabe-se lá porque. E essa é uma característica que eu insisto que eles devam manter a qualquer custo na série, porque acaba fazendo toda a diferença ao final das contas.

Como no próprio episódio com a briga entre os sogros por exemplo, ou quando a Claire resolve “emprestar” seus óvulos para o irmão gay (algo que eles abortaram e aproveitaram para fazer ótimas piadas sobre essa “naturalidade”!) em um momento em que todos eles se encontravam completamente bêbados, ou naquele episódio super foufo onde o Phil acabou ficando com o carro da família e assim, acabou escutando coisas importantes nas conversas dos seus filhos dentro do carro, coisas que ele sequer imaginava que estava acontecendo com aqueles três e que em outra situação, ele acabaria facilmente perdendo.

Com isso, podemos dizer que Modern Family conseguiu entregar uma terceira temporada corretinha, mantendo o fundamento do seu princípio e dando a oportunidade para novos personagens aparecerem um pouco mais. Mas quando eu digo corretinha, eu nem estou querendo ser irônico, juro. Dentro de uma certa simplicidade, Modern Family consegue realizar muito bem a sua proposta e apesar de não ser a série de comédia mais inteligente no ar hoje em dia (inteligente no sentido de referências e blah blah blah), eles conseguem manter um ótimo nível como qualquer uma de suas concorrentes inteligentonas, mesmo apostando mais nessa tal simplicidade.

Temos tantas comédias do escracho excelentes na TV atualmente, ou aquelas que abusam das referências por minuto, que Modern Family apesar da sua simplicidade,  acaba sempre sendo uma boa opção dentro de tudo o que nos faz rir de verdade na TV atualmente. Com direito a esse carinho a mais de que além de nos fazer rir, eles também conseguem nos emocionar como poucos em uma série de comédia e quando essa mistura de sentimentos se encontra ao final de um episódio como no season  finale por exemplo, onde depois de momentos tão foufos, ainda ganhamos de bônus aquela última cena do Luke entregando toda a correspondência que ele desviava de propósito, onde em questão de segundos, eles acabaram revisitando plots ótimos da temporada de uma forma inteligentíssima e super engraçada, eu diria que em momentos como esse, a série consegue atingir em cheio o seu objetivo.

Por esse motivo e aproveitando para terminar essa review de temporada respondendo a pergunta do início o post, eu diria que sim, Modern Family mesmo apostando em temais mais “simples” do que as suas concorrentes de humor, continua tendo o necessário para ser uma das melhores comédias da TV atualmente.

Era uma vez …

Maio 26, 2012

Once Upon A Time já logo de cara poderia ser considerada como uma série covarde. Digo isso porque me parecia bem fácil, pelo menos a princípio, brincar com uma memória afetiva de histórias e personagens conhecidos e que de uma forma ou de outra, todos nós compartilhamos.

Mas a série da ABC conseguiu ir além disso, onde para tal, eles tiveram que assumir o risco de inovar dentro de histórias tão familiares para uma grande maioria e por esse motivo, a série acabou supreendendo a todos com a sua proposta inovadora, que a essa altura já não me parecia mais ser covarde e sim completamente corajosa.

Tudo bem que logo de cara eu imaginei que toda essa dinâmica tinha tudo para não dar certo. Misturar histórias de contos infantis com a vida real, dividindo-as em duas realidades diferentes me parecia ter tudo para dar errado. E mais uma vez eu me precipitei nas minhas próprias opiniões pessoais antes mesmo de conhecer a proposta e acabei me deparando com uma série super foufa, que tinha tudo para se tornar mais uma história infantil com final feliz, daquelas que a gente custa a esquecer, mesmo com o tempo.

Também, brincando dentro desse universo super conhecido e dando vida a personagens já tão queridos de todos nós e ainda trazendo um algo mais para suas histórias já tão conhecidas, seria praticamente impossível que pelo menos esse layer da série não fosse bem bacana. E mesmo comprovando ao assistir a série o quanto ele conseguiram desenvolver muito bem essa proposta, eu sempre acabava me perguntando: e o que aconteceria do lado de lá, o lado da vida real? …

Mas ok, vamos por partes. Primeiro ainda precisamos falar desse universo encantado, antes de encararmos a vida real.

No lado encantado da história, quase tudo foi bem perfeito o tempo todo. Histórias super conhecidas sendo contadas com algum elemento novo, o que por si só já era o maior trunfo da série e desde já agradecemos por eles terem escolhido esse caminho mais audacioso para transformar em algo novo, uma coisa tão familiar para todos nós. Tirando a falta de qualidade dos efeitos de alguns cenários, de vez em quando um figurino ou um make meio assim, talvez até pelo alto custo que tudo isso acarretaria para uma série estreante (o que eu acho que deva ser superado na próxima temporada, com a entrada do dinheiro dos lucros dessa Season 1 + o investimento que deve ocorrer naturalmente), tirando tudo isso, foi praticamente impossível não achar sensacional as resoluções que eles acabaram encontrando para personagens que já existiam em nossas memórias afetivas e mesmo assim, contando uma história relativamente nova, totalmente baseada nessas figuras que todo nós temos o maior carinho desde muito cedo.

Dentro desse universo, fiquei super emocionado com a história do Grilo Falante, ainda no começo da temporada e também com o plot do amor de um dos Sete Anões pela Fada cor de rosa (♥), em um dos episódios mais foufos dessa primeira temporada. Mas nada foi mais surpreendente e audacioso, do que a revelação de que nessa nova versão para a TV, a Chapeuzinho Vermelho era também ninguém menos do que o próprio Lobo Mau. Howcoolisthat?

Impossível não gostar também de personagens como a nova Snow White, que enquanto personagem de contos de fadas era muito mais legal do que todas as versões que nós já vimos nos livros ou até mesmo no cinema. Uma mulher com características de heroína, lutando pelos seus objetivos e em nome de uma justiça que em terra comandada por uma Rainha Má e Bruxa, seria quase impossível de se conquistar.

Do lado negro da força ganhamos uma Rainha má do tipo beeem má, uma mulher amarga, capaz de tudo para alcançar os seus objetivos, mas que ao mesmo tempo, com o decorrer da história, fomos conhecendo um outro lado da sua personagem, onde descobrimos que nem sempre ela foi tão má assim, construindo assim aquele perfil de vilão que não é apenas vilão, do tipo que a gente adora. Muito embora toda a sua mágoa em relação a Snow White tenha sido um tanto quanto exagerada, não? Por isso considero que apesar do passado mais calminho da personagem, uma Bruxa Má já estava adormecida ali dentro, pronta para botar os seus feitiços para fora a qualquer momento.

Outro vilão que apareceu nesse novo conta de fadas foi o Rumpelstiltskin, personagem que nem é tão popular dentro desse universo (pelo menos não na nossa cultura, eu acho). Para ele sobrou o papel do vilão meio dúbio, que joga dos dois lados o tempo todo, onde nunca ficou realmente claro quais eram suas reais intenções dentro daquela história. Ele que também acabou fazendo as vezes de Fera, ganhando uma Bela para chamar de sua. (tadinha da Claire de Lost… só se dá mal)

Dentre tantas possibilidades, ganhamos diversos personagens queridíssimos, como o Grilo Falante (muito bem executado, por sinal), Gepeto e o seu Pinóquio, a Fada Azul e até mesmo os 8 anões (sim, segundo a série, eles já foram 8), onde obviamente que falar da história da Snow White sem falar dos anões, seria praticamente impossível.

Como na série nem tudo segue a risca as histórias que nós já conhecemos e sempre ganhamos um elemento novo a mais para elas, nessa versão para TV, a Snow White acabou se casando com o Príncipe Encantado (e que princípe, hein? Höy!) e tendo uma filha chamada Emma, a qual seria uma personagem bastante importante para a trama toda, principalmente no lado real da história, sendo descrita desde o início como única capaz de acabar com a maldição da cidade de Storybrooke, cenário para a vida real desses personagens todos do outro lado da história.

Mas eu não vou ficar aqui contanto os plots todos da série e descrevendo cada um dos personagens que nós conhecemos durante esses 22 episódios da sua primeira temporada, porque nesse caso eu deveria escrever um livro infantil e não esse post portanto, após essa pequena introdução aos personagens mais importantes da trama e alguns momentos, vamos logo pulando para o que interessa.

Desde que Once Upon a Time começou, fomos enfrentando uma série de detalhes técnicos meio falhos, principalmente na questão dos efeitos especiais, com cenários bem meio assim e uma plástica nem sempre muito bem cuidada/executada. Mas perdoamos tudo isso pelo apego a suas histórias, sempre tão interessantes pelo lado fantasioso, que a gente até acabava deixando passar um detalhe como uma falha técnica meio assim, aqui ou ali.

No meio dessas histórias de fantasia, não teve como não nos emocionarmos com a história do Grilo Falante, citando apenas um exemplo delas, ele que na vida real era o psicologo do Henry. Aproveitando que falamos nele, Henry era o único que sempre desconfiou que a vida em Storybrooke era baseada no seu livro de contos de fadas e que todos por ali faziam parte de suas histórias, mas por algum motivo não se lembravam desse detalhe. Ele que assim como Emma, ainda não ganharam suas versões encantadas para a série. Fico imaginando quem ele seria… (ou se eles seriam alguém mesmo)

Outro momento extremamente tocante da temporada foi a história do Pinóquio, que havia aparecido apenas no piloto, mas que depois havia sumido na vida real e a gente não sabia exatamente o porque. Até que ele surgiu maravileeeandro e teve uma importância super relevante para o desenrolar da história da própria Emma, a mocinha da trama. Episódio esse que acabou provando que eles conseguem sim tomar um pouco mais de cuidado com o visual da série, onde eles conseguiram dar vida a um boneco de madeira de forma bem digna, mesmo usando os recursos dos efeitos especiais que nem sempre funcionam na série, como eu também já disse.

Já que tocamos no assunto, como esquecer ou ignorar os fundos super falsos do episódio do Principe? Logo ele, que ainda ganhou uma peruquinha pavorosa durante o mesmo e um gêmeo magia que morreu no decorrer do episódio, para o nosso total desespero. Imaginem só, dois Charmings? Höy²! Assim como a tentativa de recriar Wonderland, que só não foi mais falha porque a sua participação/duração em cena foi curta. Eu que as vezes acho os efeitos de Doctor Who bem meio assim, acabei ficando constrangidíssmo com a versão de Once Upon a Time para a minha terra encantada preferida de todos os tempos. Mas o plot do chapeleiro foi bem bacana também então, estão perdoados.

Mas se tudo no lado encantado da história acabou funcionando muito bem, mesmo com todos os seus efeitos especiais meio assim, algo que a essa altura a gente até já deixava passar, em Storybrooke, cidade onde os personagens das histórias infantis estavam todos presos e sem memória de suas reais identidades encantadas, isso por conta de uma maldição da própria Rainha Má (que na cidade ainda mantinha a função de prefeita), do lado de cá, onde as histórias infantis davam espaço para a vida “real” de seus personagens, ou pelo menos ao que eles acreditavam ser real, tudo andava bem lentamente e quase nada de fato acontecia, o que eu acho que foi uma das maiores falhas dessa primeira temporada.

A não ser o principal, como a Prefeita Regina, mãe do Henry (Rainha Má do lado de lá), que ficou naquela disputa interminável pela guarda do garoto ao lado da Emma (que é a sua mãe biológica), mesmo sem que ambas tenham tomado qualquer medida legal a respeito da guarda do garoto. Maria Margarete, a professorinha da cidade (e Snow White do lado de lá), permaneceu sempre com os seus olhares profundos de quem sempre perdoa, mesmo levando um tapa na cara atrás do outro do David (do lado de Lá James, o Príncipe Encantado), o seu príncipe que na vida real e convenhamos que ele era bem bunda molão, vai? O que só nos prova que Príncipes Encantados realmente não existem. Desistam! (Humpf!)

Sempre com a presença do Mr Gold (Rumpel do lado de lá) no meio disso tudo, sempre oferecendo ajuda para quem estava passando por algum tipo de problema, mas não sem antes pedir alguma coisa em troca. Mas tirando tudo isso, do lado real da história, eles realmente ficaram devendo no ritmo e relevância, uma vez que quase nada de importante aconteceu para aqueles personagens. Tudo bem que a gente entende que o apelo maior da série obviamente  seria o lado encantado da história, muito mais apelativo por natureza, mas achei que ficou faltando alguma coisa nessa parte mais pé no chão da série, mesmo que tenha acontecido alguma movimentação nesse sentido também, o que eu considero que talvez não tenha sido o suficiente.

Mas como a série é uma história com um enorme apelo infantil, declaradamente feita para a família, é impossível não gostar de Once Upon a Time, a ponto dos seus defeitos todos se tornarem apenas pequenos detalhes em relação ao tamanho das suas histórias e todo o seu potencial dentro desse universo riquíssimo das histórias infantis e personagens mil. Resta saber até quando a gente consegue passar por cima de tudo isso…

E algo precisava encerrar essa temporada, trazendo assim uma resolução para que aqueles personagens enfim se livrassem do feitiço, com a Emma finalmente acreditando na teoria do Henry e a sua “Operação Cobra”, entendendo de uma vez por todas que o garoto realmente estava falando a verdade, por mais absurdo que isso pudesse parecer. Tudo bem que isso também aconteceu de forma até que fácil demais, com ela apenas tocando o livro (que ela já tinha tocado e lido por diversas vezes) em um momento de desespero (que seria a justificativa para tal) e dessa vez tendo uma espécie de flash sobre o universo de faz de conta. Um start um tanto quanto fácil demais para a história, vai? Mas o episódio em si que encerrou essa primeira temporada foi bem bacana, cheio de aventura, dragões e a Emma cumprindo o seu dever, unindo o começo e o fim dessa história que passamos a acompanhar durante essa temporada, chegando assim a um ponto em comum nos dois universos, encantado e real. (confuso?)

Achei sensacional a hora em que ela se atracou com a Regina naquele quartinho do lado real, estapeando a mulher que envenenou o seu filho, na tentativa de envenenar a própria. E a forma como a maldição foi quebrada, com o verdadeiro amor aparecendo como salvação para o Henry, foi realmente muito foufo, um momento bastante especial para Once Upon A Time. E o mesmo aconteceu para o tão esperado encontro Snow + Charming no lado real dessa história, onde não só eles mas todos os personagens de Storybrooke acabaram recuperando suas memórias “encantadas”.

Só não entendi o porque de ninguém ter voado no pescoço da Regina naquele momento, ou ter pensando em pelo menos mantê-la presa em algum lugar. Outro ponto que eu achei que ficou faltando e que poderia ter aparecido nesse momento, seria o encontro do Chapeleiro com a sua filha. Uma pena isso não ter acontecido…

E ainda nessa reta final, com a maldição finalmente quebrada, algumas dúvidas surgiram no ar, como por exemplo, o porque eles terem permanecido em Storybrooke após a quebra do feitiço? Na verdade, essa era a minha grande dúvida sobre a resolução dessa história e eu não consigo muito bem arriscar alguma teoria sobre o assunto do que poderemos ver durante a próxima temporada da série.

Mas o que eu estou curiosíssimo para ver é como irá ficar a dinâmica familiar entre o casal Snow e Charming com a filha Emma (que tem praticamente a mesma idade que eles, rs) e o neto Henry. Imaginem o primeiro jantar em família desse núcleo? Super foufo! E se esse momento contar com a presença dos anões então… (rs).  Aliás, alguém mais desconfia que o pai do Henry seja o filho desaparecido do Rampel? Hmm…

Com isso, ainda tivemos um momento importante vindo diretamente do Rumpels, que encerrou o episódio devolvendo em formato de uma gigantesca fumaça roxa (o novo monstro de fumaça, rs), toda a magia para os seus devidos personagens. Agora só nos resta saber o que isso trará de novo para a história que deverá seguir a sua Season 2 na próxima Fall Season.

Mas o próximo capítulo dessa história, nós só teremos na próxima temporada. Vejo vcs em Storybrooke!

 

ps: Enquete Guilt – Quem seria vc no universo de Contos de Fadas?

Como destruir uma temporada quase perfeita usando apenas um season finale bem trágico. Estrelando: Shonda Rhimes

Maio 21, 2012

Cá estava eu, pronto para distribuir elogios lindos de belíssimos para a Season 8 de Grey’s Anatomy. Uma temporada que até então estava sendo bem sensacional, principalmente em sua primeira metade, com uma série de episódios que nos mostravam o porque de Grey’s Anatomy ser a única sobrevivente com alguma dignidade das suas séries contemporâneas (Lost, Desperate Housewives…), entregando uma temporada que também nos mostrava toda a vontade de Grey’s de se manter em pé enquanto veterana, pronta para a batalha. Mesmo depois de tantas baixas e algumas temporadas meio assim.

Estava pronto para dizer o quanto Shonda Rhimes conseguiu voltar a me emocionar durante essa Season 8, com todo o drama em relação a guarda da Zola e aquela narração perfeita da própria Grey voltando para casa sem o maior amor da sua vida. Eu pelo menos sempre gosto dos textos da narração da série, mas esse realmente foi muito especial, do tipo que nós vamos nos lembrar por muito tempo. Chorei, chorei e chorei compulsivamente. Voltei, assisti só aquele final pelo menos mais umas duas vezes, de tão sensacional que eu achei (além de me perder em meio a legenda por conta das lágrimas. Awnnnn!). Até Zola voltar de brinde no disk pizza, que ainda bem que não demorou tanto tempo assim para acontecer e todo nós ficarmos como os nossos corações cheios de amor novamente. (♥)

Ai teve a Dra Yang, nos emocionando mais do que nunca com todo o plot da morte do marido da sua mentora pelas suas próprias mãos, em um procedimento corriqueiro para ela que se acha a melhor das melhores (e ao que tudo indica, ela é mesmo! rs), tudo isso as cegas, tratando o presunto do Henry como apenas mais um, até ela ficar sabendo quem de fato ele era e ter aquela reação desesperadora, que nós nem precisamos do audio para compreender o nível do drama daquele momento, que também foi um dos pontos mais altos da temporada. Com isso, aparecia até uma salvação para a Teddy, que com o luto até se tornou uma pessoa mais interessante. Pelo menos no começo, porque depois ela voltou a ser a mesma chata de sempre, principalmente pensando na sua relação com o Owen, o qual ela culpava injustamente pela morte do seu marido. Mas tudo bem, respeitamos a sua dor e aceitamos com alegria a sua demissão ao final na temporada.

Yang ainda passou por várias durante essa temporada e como se o drama de ter “matado” o marido da sua chefe/mentora não fosse o suficiente, ela ainda teve que lidar com os olhares de desejo da Sarah Connor para cima do seu homem, que mais tarde revelou que a traiu, mas não com a Terminator. Ufa! Logo o Owen, um homem ruivo que resistiu a guerra (rs), caindo nesse tipo de tentação sempre tão estúpida. Vai entender. Mas tudo bem também, porque com isso ganhamos uma discussão sensacional entre Cristina e o Owen, do tipo D.R daquelas bem boas sabe? E melhor ainda foi quando a Yang conseguiu perceber a tempo o quanto ela estava colocando de lado todos os outros plots da sua vida, apenas por uma situação, apenas por um homem. Algo que obviamente não valeria a pena e que bom que ela conseguiu perceber isso. Tudo bem que ele poderia ser o homem da sua vida, mas ela também é a mulher da sua vida e nesse empate, Owen acabou perdendo alguém que segundo o próprio, ele só queria magoar.

Enquanto isso a gente tinha todo o resto acontecendo no hospital. Karev sendo o Karev, afastando todo mundo de perto dele para tentar manter aquela postura de badass que ele insiste em forçar, mas que todo mundo já percebeu que ele não passa de um ursinho carinhoso da pediatria (♥), tomando inclusive voltas e mais voltas do próprio (ex) Chief, que seja para ensinar alguma coisa ou apenas para roubar um procedimento que ele adoraria colocar em prática ele mesmo, aproveitava toda a experiência dos seus cabelos brancos para continuar comandando o hospital, mesmo esse já não sendo mais o seu cargo faz tempo. Ele que ainda ganhou a doença da sua mulher, Adele, atingindo um estágio (rápido demais até) que já não permitia mais que eles mantivessem a mesma relação de homem e mulher de antigamente. Triste.

Até nos esportes eles se arriscaram durante essa temporada e tiveram que engolir o gosto da derrota é claro, ou vc imaginou que algum desses Doutores tenha sido destaque nas aulas de educação física? Seriously? (tirando o Mark e o Owen, vai…) E até um plot de Doctor Who eles conseguiram encaixar de forma genial na série. Agora me fala se essa temporada não tinha mesmo de tudo para ser sensacional?

Eu só não estava aceitando muito bem essa “birra” que me parecia que a Shonda tinha criado em relação ao personagem da Dr Bailey, que quase fez apenas figuração durante toda essa temporada, sempre envolvida em algo menos relevante, até ela usar um fio dental para pedir o namorado em casamento, o que também não teve muita relevância assim. No episódio que contou com a participação da menina de Switched At Birth (anteriormente filha do Luke em Gilmore Girls) por exemplo, pela reação dela ao presenciar o  caso da menina que passou anos em cativeiro sendo torturada e a abusada, eu até cheguei a desconfiar que sobraria para ela algum trauma do passado ainda a ser revelado, o que acabou nem acontecendo e só foi mesmo o combustível para ela surtar daquele jeito ao não encontrar o filho na saída da creche durante o mesmo episódio. Drama que durou 2 minutos e logo ele estava de volta. Mas foi só isso mesmo…Humpf!

Outro que permaneceu muito tempo em segundo plano foi o Derek, ele que durante algum tempo foi conhecido como McDreamy e que hoje em dia está muito mais para McPesadelo, do que qualquer outra coisa. O problema nesse caso foi pior ainda, porque antes ele tivesse permanecido como um ignorado pela Shonda durante toda essa Season 8, do que ter aparecido como o cara chatíssimo que ele foi se transformando ao longo do tempo, principalmente ainda no começo da temporada, quando o plot da adoção era o drama da vez para o casal Merder. Eu sinceramente estava até sentindo que uma morte para o seu personagem pudesse estar a caminho, uma vez que o próprio ator andou enrolando para renovar o seu contrato, se dizendo cansado da TV e tudo mais. Dizem até que o fatídico season finale dessa temporada foi gravado sob essas condições, com aquele grupo de doutores ainda sem terem seus contratos renovados e por isso teria sido usado aquele recurso da tragédia em um nível assustador e talvez até irrecuperável. Mas ainda chegaremos lá…

Quem também foi mantida na sombra foi a própria Mini Grey que sem o seu Mark, acabou ficando meio que de lado. Nem consigo me lembrar de quando ela e o Avery começaram ou terminaram a sua relação, para se ter uma ideia da sua importância. E ela ainda acabou sendo usada para substituir a Grey durante o período em que ela e o marido não estavam mais se entendendo, o que não adiantou muito também porque como eu já disse, quem foi o Derek durante toda essa temporada?

Enquanto tudo isso acontecia, os avulsos permaneciam apenas avulsos: Arizona, Callie, Mark, Avery e Kepner, essa última ocupando o posto mais alto dos avulsos insuportáveis. Eu até gosto da Callie e acho ela enquanto profisional uma mulher bem sensacional (e gostei muito que ela tomou um sacode com um erro médico primitivo), mas aí tem o plot de romance dela com a Arizona, que eu acho meio que desnecessário para o tamanho do destaque que ele acaba ganhando dentro da trama. Chato. Já o Mark… ele sempre foi aquele ator meio canastrão mesmo e até aquela cena com ele fazendo um revival do seu clássico momento saindo do chuveiro apenas de toalha no episódio com a realidade alternativa (que de bom, só teve a Yang de chapinha), já não convencia mais (e como ele emagreceu, não?). Mas aí tinha também o bromance dele com o Avery, esse sim um ponto que eu acho que ele conseguiram acertar para ambos os personagens. Mas e a Kepner, hein?

Nunca consegui aceitar muito bem a Kepner, de verdade e acho que a maior burrada da série até então (antes desse season finale…) foi a recontratação dela. Sério, que mulherzinha mais chata, Aff! E nós que imaginamos que o problema dela seria fácil de resolver com uma boa noite de trabalho em outras áreas (if you know what i mean), acabamos ainda tendo que lidar com todo aquele mimimi descabido (para o momento) do episódio final, naquela tentativa de plot cristão que eu tenho certeza que a Shonda só incluiu em Grey’s Anatomy por inveja de Glee, rs. Ahhh, faça me o favor!

Adorei que além dela ter sido reprovada, não ser mais pura aos olhos de Deus (…) e não conseguir vaga em nenhum outro hospital para trabalhar, ela ainda acabou sendo demitida pelo Owen, simplesmente por não ser a melhor para a vaga. Tem melhor pé na bunda do que esse? Que não valeu nem uma morte para a Kepner na série, que a gente sabe que é como eles adoram se despedir de seus personagens meio assim? Já vai tarde… (se ela acabar não saindo, que pelo menos receba o plot de um coma profundo por toda a Season 9, até a sua morte. Amém!)

Tudo estava tão lindo, a temporada estava tão perfeita que a promessa de um season finale “chocante” segundo a própria Shonda Rhimes em seu Twitter, já nem me assustava mais. A essa altura, o que poderia acontecer de pior que fosse capaz de estragar uma temporada tão boa quanto estava sendo essa Season 8 de Grey’s Anatomy? Nem a reprise do episódio de Valentine’s Day (que eu detestei) apresentada como finale, poderia ser capaz de estragar essa delícia. Nem um novo episódio musical, rs.

Até que o impossível aconteceu, para o nosso total desespero e isso já com aqueles segundos finais do episódio anterior (8×23 Migration) onde começamos a sentir o gostinho amargo do que estaria por vir como proposta de encerramento para essa temporada. Depois ainda teve o promo, que me fez passar uma semana inteira tentando digerir aquela proposta trágica toda, que já logo de cara me parecia ser totalmente descabida. Até que chegamos ao momento do play do último episódio dessa Season 8, um momento que uma vez começado, não teria mas volta. Talvez nunca mais até … (a não ser que a resposta quanto ao episódio acabe sendo tão negativa, que a Shonda acabe utilizando o recurso do sonho/pesadelo, o que apesar de bem sem vergonha, eu até aceitaria de coração aberto como alternativa para esquecer esse maldito 8×24 Flight. Sério)

E a pergunta que ecoava na minha cabeça desde o promo era a seguinte: Precisava mesmo disso?

Uma tragédia nesse nível, colocando seis personagens importantes para a história (sendo pelo menos quatro deles bem queridos) naquela situação lamentável, realmente me pareceu um exagero do começo ao fim. É, respondendo a pergunta que ecoava na minha cabeça desde a semana anterior, realmente não precisava disso. Não precisava mesmo. Mas eu juro que mesmo achando que tudo aquilo já tivesse uma cara de UM GRANDE ERRO desde o começo, eu permaneci acreditando que talvez a Shonda (que a partir desse episódio talvez nunca mais consiga ser a mesma para mim, sem exagero…) tivesse uma saída brilhante para aquilo tudo. Ainda mais depois dessa temporada quase perfeita, onde ela voltou a nos emocionar como antes, com casos bacanas, plots e mais plots do coração, uma trilha perfeita para o momento certo, nos fazendo lembrar dos bons tempos de Grey’s antigo até. Mas para a minha própria infelicidade, eu não estava errado e Shonda realmente havia perdido completamente a mão nessa season finale, que eu preferia que não tivesse existido e fiquei até aguardando uma parte dois, com 44 minutos de uma tela em preto, dizendo que tudo aquilo não passou de um grande pesadelo.

Tudo foi tão descabido, tão exagerado e o texto chegou a ser tão medíocre em diversos momentos, que a minha relação com esse episódio foi a pior das possíveis. Nem quando Grey’s Anatomy resolveu encerrar a temporada anterior com uma DR, fugindo totalmente do esperado, eu cheguei a ficar tão decepcionado. Quase não conseguia me lembrar do quanto essa Season 8 havia sido boa até agora, depois dessa desgraça exagerada e e totalmente descabida. Acho até que com esse finale pavoroso, a Shonda Rhimes conseguiu enterrar todo um trabalho de outros 23 episódios, que estava sendo feito muito bem novamente. Uma pena…

E com tantos personagens avulsos (dois deles pelos menos estavam no avião e poderiam ter sido as vítimas da vez), tinha que sobrar logo para a nossa queridíssima Lexie Grey? (R.I.P)

Quase não consegui acreditar naquela cena extremamente triste (e muito bem feita por sinal, pelo menos isso…) dela se despedindo do Mark, completamente ciente de que não teria a menor chance de sobreviver e ele revelando que também a amava, desde sempre. Realmente, foi um momento muito bom, apesar da perda (sim, ela morreu, Humpf!), onde eu até consegui aceitar o Mark melhor enquanto personagem e até mesmo como ator. Pena isso não ter durado muito e minutos depois ele ter uma das lines mais clichês ever, passando também por um momento entre a vida e a morte e dizendo para a Arizona (que ninguém sabe o porque de ainda estar viva até hoje) que iria ficar bem, que a Lexie o estava esperando do outro lado… Ahhhh, faça me o favor Shonda, vc já foi bem melhor do que isso! E bota melhor nisso. Sabe quando alguém atinge o limbo abaixo do fundo do poço? Então…

Tudo bem que essa é uma line típica para um momento como esses, mas não para médicos acidentados que são capazes de dar o seu próprio diagnóstico e sugerir uma opção de tratamento, mesmo quando estão sendo esmagados pelo peso dos destroços de um avião (como aconteceu com a Lexie) e muito menos para um Mark Sloan da vida, neam? Achei sofrível, tanto o momento, quanto mais ainda esse texto da sequência, que não poderia ser pior ou mais preguiçoso. Só não cai em um estado de sono profundo de tamanha raiva que eu estava sentindo naquele momento.

Aliás, o texto desse episódio final foi um dos piores da série, em todos os sentido e ocasiões, exceto pela despedida entre a Lexie e o Mark. Como por exemplo, outro momento que me irritou muito, foram as lines do plot Cristão entre a Kepner e o Avery ainda no hospital, ganhando destaque nessa reta final do caos, momento que eu até já mencionei anteriormente. Kepner que nada justifica não ter ganhado um ticket só de ida para aquela viagem para o inferno que acabou se transformando aquele voo. Quer mais um exemplo? O que foi desnecessário a line da Meredith em um momento de total desespero, falando do meio do nada que a Cristina continua sendo a sua “pessoa” mesmo com ela não sendo mais o correspondente para a amiga? Sério? O que foi aquilo? Ainda mais naquele momento, levando em consideração que ela estava a procura do marido que tinha voado para longe no acidente e sendo que Meredith, além de tudo isso, ainda poderia nunca mais ver a própria filha! Sério, eu fiquei com uma vergonha sem tamanho em todos esses momentos. Fora isso, o que foi cretina a reação da Arizona, primeiro obedecendo um cala boca da Cristina em meio ao apocalipse e depois, rindo da ironia de estar com uma fratura exposta? E o que foi completamente injusto até o piloto sobreviver e não a Lexie?

A única parte que eu achei aceitável dessa finale foi o desempenho prático da Yang diante daquela situação toda. Nessa hora, agradecemos o coração gelado de Dr Yang. Que mulher sensacional, não? Ela e a Grey foram até meio que como o Batman & Robin nessa finale, trabalhando juntas para que a tragédia não se tornasse algo ainda pior. E nada foi mais sincero do que a line da própria Yang ao dizer ainda no começo do episódio que depois disso tudo, ela só poderia mesmo é querer sair do Seatle Grace Mercy Death, o mais rápido possível assim que tudo isso se resolvesse. E quem não faria o mesmo? E como se recuperar de uma tragédia daquelas, ainda mais depois de ter passado por tudo aquilo que aquelas mesmas pessoas já passaram na série?

Arizona por exemplo, mal se recuperou de um acidente de carro e já caiu de um avião. O mesmo vale para Cristina, Derek e Meredith, que quase levaram uma bala no meio de suas fuças, entre todas as outras situações meio assim que eles já enfrentaram e agora também já podem acrescentar uma queda de avião em seus resumés. Sério, como lidar com isso tudo? E o pior, como eu disse quando comentei sobre o promo, como aceitar embarcar em um voo recheado apenas com aquelas pessoas que só atraem esse tipo de situação? Conhecendo o histórico daqueles personagens, eu jamais entraria naquele voo. JAMAIS! (rs)

Sério, eu não estava conseguindo entender o porque de tudo aquilo e na verdade, permaneço na mesma até agora. Tudo bem que não é de hoje que a gente sabe que a Shonda adora um final trágico e nós além de já termos total consciência disso, também passamos a adorar esses plots todos. Mas tudo tem um limite, não é mesmo? Pois bem, Grey’s Anatomy acaba de alcançar o seu. Seriamente falando.

Nesses oito anos de série, eles já tiveram pacientes bombas, já quase foram mortos um zilhão de bilhões de vezes, já passaram por barras de terem colegas de trabalho enfrentando um doença meio assim, ou sendo atropelados por um ônibus do meio do nada, ou até mesmo recebendo uma descarga elétrica daquelas vinda diretamente do céu, assim como já encararam até um maluco atirador dentro daquele hospital. Agora, acumular a tudo isso um acidente aereo e todo o trauma que ele deve agregar para um sobrevivente, mesmo que esse sobrevivente seja uma médico, que acima de qualquer coisa é também um simples pessoa, certamente ultrapassou qualquer limite do bom senso, do bom gosto e até mesmo um certo nível de credibilidade para a história.

Afinal, quais a chances de tudo isso acontecer apenas com um determinado grupo de pessoas? Ainda quando esses plots trágicos envolvem algum tipo de paciente maluco, ou situação inusitada, tudo bem, porque essas coisas devem acontecer mesmo em um hospital daquele porte. Agora, colocar o azar perseguindo apenas aquele grupo de pessoas constantemente, já é um pouco demais. “Premonição” demais para mim. Haja tratamento para recuperar a cabeça daqueles pés frios dessa maré de azar interminável, hein? Xocotô!

Chegando a essa reta final da Season 8, eu espero que eu tenha sido claro o suficiente para expressar o quanto eu ODIEI (sim, em caixa alta & bold) essa season finale, que para mim só serviu para passar um rasteira nessa temporada inteira, que tinha tudo para terminar de forma sensacional, mas que com esse final totalmente desnecessário, acabou fazendo com que a gente conseguisse até esquecer toda a trajetória que nos trouxe a esse ponto trágico que uma história tão boa como essa não merecia.

Grey’s Anatomy a essa altura, realmente não merecia, não precisava e nem estava carente desse tipo de emoção. Errou feio Shonda, mas feio mesmo…

E por esse final pavoroso, essa Season 8 inteira de Grey’s Anatomy vai para o nosso cantinho do “Think Again”, repensar o que eles fizeram com a gente nesse final de temporada totalmente meio assim…

ps: por isso eu não ficaria nada irritado se tudo aquilo não tivesse passado de um pesadelo…

Last Resort, o trailer e a covardia

Maio 18, 2012

A covarida fica por conta do Scott Speedman batendo continência (euri/perfect match) de uniforme, o que no caso do militarismo nem me apetece muito, mas vcs sabem que a minha relação de amor com o Speedman é verdadeira e antiga (rs), portanto, nada mais justo do que o uso do recurso da caixa alta para a nossa saudação a seguir: HÖY!

Ele que agota atende pelo nome de Sam Kendal em Last Resort, série nova da ABC para a Fall Season, que tem assinatura dos criadores de The Shield e deverá estrear nas noites de quinta, durante a Fall Season 2012/2013. O plot da série é meio complexo, se passa em um futuro próximo e tem vários detalhes, mas acho que o trailer explica direitinho do que se trata.

E não vai ter jeito, sério, com o Speedman no elenco, eu vou ter que assistir de qualquer jeito. Höy!


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