Posts Tagged ‘Alan Ball’

Banshee – a nova cidade que talvez mereça a nossa visita

Janeiro 31, 2013

Banshee-poster

Lendo simplesmente a sinopse de Banshee, é possível chegar facilmente a conclusão de que a série tinha boas chances de não passar de um grande clichê ou bobagem qualquer. Bad guy recém saído da cadeia, sem muita perspectiva de vida, sedento de vingança pelos motivos que o fizeram nesse caso passar 15 anos por lá (sem a parte de querer provar que é inocente, o que eu já acho um ponto positivo a seu favor) e tem a sorte de estar no lugar certo na hora certa para assumir uma nova identidade e começar uma nova vida baseada em mentiras, claro, com a diferença de que dessa vez, o ex condenado agora recebe um cargo de poder em uma cidade qualquer, com o cargo de xerife caindo como presente no seu colo do dia para a noite, mas não sem antes acontecer um bom corpo a corpo, para demonstrar um pouco mais das suas habilidades na fila do banho de sol por trás das grades.

Apesar de tudo isso que pode até soar meio assim, ao menos em seu piloto, Banshee conseguiu transformar esse clichê em algo muito bem construído, em um piloto que realmente consegue te prender ao longo da sua quase 1 hora de duração, algo que por si só já é um grande feito. Cenas de ação muito bem executadas no centro de NY (aquela sequência inicial por exemplo, foi bem boa e super bem produzida, que é uma coisa rara de se ver na TV, apesar de que, pilotos foram feitos exatamente para impressionar e para isso eles não poupam esforços, algo que eles acabam poupando depois de conseguir seu lugar ao sol), uma explosão sensacional capaz de destruir qualquer estereótipo de que apenas o machão do momento que é capaz de mandar tudo pelos ares e sair andando lentamente, se sentindo o todo poderoso da vez (e nasce uma nova #MUSE), uma sequência de luta em um bar com mortes com algum requinte de crueldade bem interessante, apesar de exageradas. Tudo muito bacana, mesmo quando a sensação é a de que você está jogando um jogo de videogame (algumas cenas e planos se aproximam bem dessa ideia) e todas essas situações, apesar de excelentes, não chegam a ser muita novidade quando pensamos em um dos nomes por trás de sua produção: Alan Ball.

Mas tirando algumas fórmulas que já vimos ele utilizar muito bem (Six Feet Under) em outros cenários (a cidade afastada, alguns personagens recorrentes, cenas extremamente sexys que nós sabemos que já fazem parte da sua identidade) até elas se tornarem cansativas e ou se perderem no meio do caminho (True Blood), Banshee realmente parece merecer a nossa atenção, tanto pela qualidade, quanto pela sua história, que apesar de não ter sido entregue totalmente logo de cara (claro, embora boa parte dela esteja ali), acabou nos dando boas pistas sobre o que ainda está por vir, algo que parece ser bem digno da nossa atenção daqui por diante.

E quem não ficou extremamente curioso para saber mais sobre o golpe que acabou levando o personagem principal para a prisão, ele que agora devemos chamar de Lucas Hood, assim como o seu passado ao lado da sua ex parceira do crime que agora também se encontra dentro de uma nova identidade, com direito a família e filhos e qual a conexão deles todos com a nossa nova muse hair stylist em NY, hein? (claro que todos eles faziam parte de um mesmo esquema, mas fiquei bem curioso para descobrir mais desse passado). Mas antes de tudo isso, porque um homem finalmente livre, precisaria de uma nova identidade, logo no que foi praticamente o seu primeiro dia depois de 15 anos presos?

Curiosidades que obviamente só serão saciadas a medida que a história for avançando, apesar deles terem deixado escapar algumas coisas, como a possibilidade da filha da ex ser dele (algo que eu achei meio na cara logo no começo) e a identidade dos vilões da vez, que existem dentro e fora da cidade e muito provavelmente, irão se multiplicar e ganhar força daqui por diante, devido a postura do policial que não segue regras do próprio Hood. Além disso, personagens é o que parece não faltar por ali, ainda mais tratando algumas comunidades como a Amish e uma tribo de nativos locais.

Sem contar que já por esse piloto, foi bem bacana ver todo o cinismo do protagonista passando para o outro lado da força, algo que é claro, ele muito provavelmente acabará usando a seu favor (e somente a seu favor e em prol do seu plano e não como um policial corrupto qualquer) até que se torne suspeito, algo que inclusive já aconteceu nesse primeiro episódio. Outro detalhe que também me chamou a atenção logo de cara foi a relação rapidamente estabelecida entre ele e o dono do bar, Sugar, com quem Hood divide algumas afinidades, sendo a maior delas a experiência de ambos por trás das grades, uma relação que logo de cara já acabou funcionando muito bem.

Assim, ganhamos mais uma opção do que parecer ser uma boa série para se acompanhar daqui por diante. Pilotos costumam enganar e isso a gente já sabe, mas ao que tudo indica, Banshee parece realmente não estar para brincadeira e já conseguiu até garantir a sua Season 2 no Cinemax.

Veremos…

ps: só eu achei o protagonista (uma visão) a cara do Scott Speedman? Só eu acho que o Alan Ball também tem alguma pendência com os meninos de Felicity? (lembram do Noel recentemente em True Blood?) Com a diferença de que o Speedman susurra para falar e o Starr faz a terra tremer, Höy! Aliás, nasce também uma nova #CRUSH

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Banshee, o trailer

Dezembro 10, 2012

Série nova criada pelo Alan Ball, dessa vez para o Cinemax. Curiosos?

Eu bem fiquei e por early True Blood e tudo de Six Feet Under (uma das séries da minha vida), com certeza merecemos dar essa chance para a nova série, que terá a sua premiere no dia 11 de janeiro lá na America antiga.

 

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Banshee, o promo

Outubro 23, 2012

Banshee é a nova série do Alan Ball, cuja história gira em torno de um foragido da justiça que busca refúgio para esconder sua verdadeira identidade em uma cidade onde a cultura Amish é predominante. Eles ainda definem a série como um drama de humor negro e sua estreia está prevista para 11/01/13 no Cinemax da America antiga. Por aqui, ainda não sabemos onde poderemos conferí-la.

Ansiosos?

 

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A temporada em que True Blood encontrou sua “True Death” (pelo menos para mim)

Agosto 31, 2012

Sim, esse post é uma despedida. Mas diferente do que se espera do assunto, essa não é uma despedida triste, sofrida ou qualquer coisa do tipo. Essa é a minha caminhada voluntária rumo ao sol, minha aceitação de que já vi de tudo o que me interessava dentro da série e que chegou o momento de finalmente aceitar que esse é o fim de True Blood, pelo menos para mim e antes que tudo piore ainda mais. (PUFF = Essy virando glíter neon furta cor e desaparecendo em forma de raio de sabre de luz ao nascer do sol, rs)

Tudo tem um limite e eu acabo de encontrar o meu dentro do universo de True Blood e ele foi exatamente essa Season 5, do começo ao fim, uma temporada que definitivamente encerrou de vez a minha história com a série. Não consigo mais. Sério. Nada me interessa mais na série. NA-DA (…). E tão pouco eu consigo me importar com ela. Ok, mentira, o nível de magia ainda me interessa e muito na série sim e talvez vá sempre interessar (sejamos sinceros, vai? Höy!). Mas nada sobrevive para sempre apenas de uma bela paisagem e é preciso algo mais para continuarmos interessados na história que nos está sendo contada, que é exatamente quando até mesmo a paisagem por si só acaba perdendo totalmente a sua graça e vai ficando batida, cansada e com menos apelo. Sem contar que magia por magia, nós ainda podemos encontrar boa parte daquela “vista mágica” circulando avulsa por aí, então… (rs)

True Blood já foi uma série muito bacana, lá no passado, onde eu mesmo fui um dos seus maiores entusiastas, sempre escrevendo uma coisa aqui ou ali sobre a série (na época, nem a minha own mãe lia minhas reviews, humpf… #MAGOADECABOCLOANTIGO). Mas não é de hoje que ela vem decaindo, apesar dos números da sua atual audiência indicarem totalmente o contrário. Alguns consideram essa queda a partir da Season 3, que eu até gosto e revi recentemente (só não tive coragem de comprar a Season 4 porque vou me sentir na obrigação de ter que ver novamente e ai já viu neam?) portanto, prefiro estender um pouco mais esse prezo de validade que no meu caso, começou a expirar e cheirar como coisa estragada durante a Season 4, que já havia sido bem arrastada, deixando para ficar realmente boa apenas nos cinco minutos finais do seu último episódio, o que eu já naquela época considerei uma grande sacanagem.

Até que chegamos a Season 5, com uma série de promessas em relação a história, inúmeros nomes na lista de bons atores para o cargo dos novos personagens que entrariam para a trama , a aguardada volta de Russell (que estava com um cabeção gigante durante essa nova temporada por conta da sua perda de peso e daquela escova forte com pontas para dentro que eu bem reparei, viu? rs) e a despedida de Alan Ball no comando de True Blood. Cheguei até a considerar que essa tinha tudo para ser uma boa temporada (boa, porque para uma “ótima” eu já andava meio descrente), ainda mais tratando-se de uma despedida do seu “maker”. Mas não foi o que aconteceu…infelizmente.

Primeiro, eu já creditaria todo e qualquer problema dessa temporada pela nova chance de uma única personagem da qual ninguém sentiria falta se sumisse de vez do mapa: Tara. Ah, Tara sua ______________ (preencha o espaço ao lado com o seu xingamento preferido). Alguém me diz o que é que essa mulher ainda está fazendo viva até hoje na série? (Argh!)

Quer dizer, agora ela não está mais viva. BOOM! Mas não do jeito que a gente torcia para que acontecesse, com seus miolos espalhados na cozinha da Sookie e um funeral com direito a lápide em formato de ovo, em homenagem ao seu grande amor do passado, onde estaria escrito “Tara Tonhão, não morre nunca não” (sorry, esse é o máximo de rima que eu consigo fazer hoje, rs). Mas não, Tara ganhou uma sobrevida e agora como vampira, olha só que bacana? ZzZZZ

Reclamou, fez seu mimimi da revolta de sempre, ficou nervosinha rodopiando feito o diabo da Tasmânia (sem contar que ninguém explicou o porque da sua cabeça não ficar com um buraco para sempre, neam? Se a Jessica que era virgem antes da transformação tem o plot do “virgin again”, pq o contrário não aconteceu com a Tara, ou porque que a sua cabeça não ficou em um looping eterno, abrindo e fechando para sempre, já que ela se feriu antes da sua transformação hein? rs) e de quebra, ainda acabou ganhando a Pam para chamar de sua nessa reta final, pode? E logo a Pam, que sempre foi uma das melhores personagens da série? Sacanagem. Ainda mais agora que conhecemos um pouco do passado da personagem, de como ela conheceu o Eric e tudo mais. Realmente, Pam não precisava dessa conquista na sua lista. Mas não precisava mesmo. Aliás, ninguém precisava, nem o Ovo. (e o que foi aquela performance de pedreira da Tara na pole dance? EW!)

E essa visita ao passado da Pam foi uma das poucas coisas boas dessa temporada sofrida e aleatória de True Blood, onde é sempre bom descobrir um pouco mais dos personagens que ainda nos interessam por algum motivo, seja ele qual for. Mas para variar, eles preferiram seguir caminhos duvidosos e durante essa Season 5, a dupla Eric e Pam (que é sempre ótima e que ainda consegue nos emocionar sempre que necessário) acabou sendo novamente separada, dessa vez por um tempo ainda maior devido ao grande plot da temporada, que só de lembrar chega a me dar um sono quase incontrolável, que eu prefiro evitar ou não consigo terminar essa review. (bocejos)

Dessa vez eles resolveram falar de religião e dos perigos do fanatismo religioso, que foi o grande plot da temporada, colocando em questão duas vertentes do próprio Team Fangs: uma que defendia a política da boa vizinhança entre vampiros e humanos e a outra mais “antigo testamento” (rs) essa, completamente intolerante em relação a diversidade de especies, se é que assim podemos dizer. Mas tudo muito chato, tanto no plot da turma que só dizia “sanguinistas”, palavra cafonérrima que eles faziam questão de repetir pelo menos umas 10 vezes no começo da temporada, só para tentar gravar em nossas cabeças uma coisa que não tinha a menor força (ou importância) para ser gravada naturalmente, quanto no plot da tal Lilith, a garota do Fantástico só que naqueles dias, com patrocínio exclusivo dos tapetes Tabacow (EW EW EW!), que não merecem comentários com muitos detalhes, porque foram plots totalmente meio assim. Sabe quando um assunto não interessa ou pelo menos não consegue te prender à proposta de história de uma temporada? Então…

E é  bem difícil continuar assistindo uma série onde vc não consegue se importar com suas novas propostas, que tirando a mitologia dos próprios vampiros e a Fellowship of the Sun do passado, foram todas extremamente chatas e exageradérrimas para falar bem a verdade, ou pelo menos “decepcionantes”, além de aos poucos a gente ir perdendo todo e qualquer interesse nos personagens que chegamos a gostar um dia, que foram perdendo cada vez mais o seu próprio espaço. E foi exatamente isso que acabou acontecendo durante essa temporada em True Blood, onde o que tinha alguma importância ou relevância, acabou perdendo espaço para histórias novas pouco ou nada interessantes, além de uma série de personagens novos que poderiam ser definidos como “gente certa para encontrar a morte” até o final da temporada. E confirmou, boa parte deles todos morreram. R.I.P. Tanto que boa parte dessas novas histórias foram resolvidas por volta do episódio 9, faltando três inéditos ainda para encerrar a temporada. E se tudo já estava praticamente resolvido, sobrava o que mesmo para eles explorarem nessa reta final? Pouca coisa…

Apesar de me interessar muito mais pela história dos vampiros do que qualquer outro plot sobrenatural da trama (que a essa altura está praticamente descontrolada) eu até acho OK que existam outras criaturas dentro da mitologia da série, que até poderiam contribuir para alguma coisa no final das contas, mas que para isso precisavam ter no mínimo uma boa história para ser contada. E isso também não é exatamente o que tem acontecido em True Blood desde muito tempo com todos esses personagens…

Os lobos por exemplo, serviram para que mesmo durante essa temporada (só essa?)? Apenas para servir de Pet Shop para os caprichos do Russell e nada mais. Ah sim, tem sempre aquela cena especial do Alcide, que nessa temporada esteve exibindo um pouco mais de seus músculos incluindo closes de seu derrièrre, pagando bundinha e rosnando como se não houvesse amanhã. Mas tirando a magia, qual a sua função dentro da série mesmo? (R: ser manipulado lindamente pelo Eric, claro!)

Além dos vampiros e toda a sua hierarquia, já tivemos shapeshifters (nunca gostei do Sam, só para constar e preferia o seu irmão mau caráter…), o Boi-Bumbá (Maryann nunca me enganou), pai panteras (pior elenco já escalado para a série EVA), fadas safadas (pior cenário já construído na série EVA), bruxas (preguiça define), demônios mexicanos (que nos trouxe Jesus, OK, mas levou a dignidade do Lafayette para bem longe), fantasmas (agora com participação da mammis e do papa Stackhouse. ZzZZZ) e de quase tudo já havia aparecido em True Blood, mas ainda faltava uma coisa. E o que seria ela? O monstro de fumaça, claro. Vindo diretamente da promoção da ABC, que não deveria saber mais o que fazer com o efeito e repassou para a HBO naquele precinho camarada de emissoras amigas. Sério. E o Noel (sorry Scott Foley, mas vc é e sempre será o Noel pra mim – ♥) envolvido nessa trama boba com o Terry Bellefleur (Florisbella, aqui no Brasil, rs), perdendo a chance de ser aproveitado em cenas de muito mais ação com um, dois, ou trezentos e vinte cinco vampiros sugando todo o seu corpo nu de ex veterano da faculdade de design em NY. Outra sacanagem… (talvez tenha sido a minha maior frustração durante toda essa temporada. Humpf!)

Tirando tudo isso que nunca foi muito relevante mesmo e a gente sabe, ainda sobraram as histórias dos personagens principais da história, que assim como toda essa temporada, não poderiam ser mais preguiçosas.

Sookie acabou descobrindo um pouco mais do seu passado, onde ela finalmente descobriu a verdade sobre a morte dos seus pais, ou pelo menos parte dela. Um plot que só nos trouxe um nome (Warlow) e nada mais e que por incrível que pareça, foi totalmente ignorado nessa reta final e só apareceu como lembrança para quem assistiu ao bônus do último episódio, com a cena do Jason cercado de vampiras no elevador. Sookie ainda descobriu que o seu “dom” (de ser chata) pode acabar e tentou se livrar dele a todo custo cuspindo raios como se não houvesse amanhã em Bon Temps. Boring. Nessa ela ainda visitou o refúgio das fadas, que era como uma espécie de “Mouling Rouge” em uma versão mais pobrinha & humilde, onde ela ficou de frente com o “oráculo”, que se dizia a mais importante de todas as fadas, mas que morreu em segundos ao encontrar com o Russell, que por sua vez também morreu logo em seguida, deixando o reverendo Newlin, a melhor aquisição de todos os tempos em True Blood (ainda mais agora que ele é um vampiro gay e tem uma crush impagável pelo Jason), viúvo precocemente chorando lágrimas de sangue ao som de “Teenage Dreams”.

Jason continuou sendo o alívio cômico da série e apesar de ser dele (e da Pam) as lines mais divertidas hoje em True Blood (gosto das do Eric também, mas aí é um outro tipo de humor), já estamos meio que cansados dessa sua aura estúpida, apesar da america garantir o seu direito de ser estúpido o quanto vc quiser. Mas convenhamos que ter esse nível de estupidez com aquele silhueta toda ajuda, vai? Höy!

Eric, o motivo sueco que ainda nos prendia em frente a TV durante os mais de 50 minutos de cada episódio da série, foi o único personagem que permaneceu “intacto” diante de tudo o que ele já foi um dia na série. Northman é um dos poucos que continua o mesmo de sempre (apesar da sua fase Dummy Eric da temporada anterior) e dessa vez ainda ganhou uma relevância como herói da temporada (se bem que eu odiei a desconfiança dele para cima da Pam no começo dessa Season 5, uma desconfiança completamente infundada…), sendo ele quem parecia ser o único capaz de enxergar a realidade escondida em toda a bizarrice que estava acontecendo na série naquele momento, deixando para o Bill o posto de vilão megabitch coberto de sangue de Lilith da vez.

Sim, perdemos o Bill e agora não tem mais volta. Já era. WOO! Não, ele não morreu. Fuén. Infelizmente, não, mas quase isso. Primeiro ele virou uma poça de sangue gosmento ressurgiu da sua menarca e agora tem presas enormes, apesar de não nos ter revelado o que a gente mais queria conferir (Lilith mostrava o tapetão a todo momento, mas o Bill fez miguelinha de peru. Inaceitável!) se também acompanhava o tamanho de seus novos brinquedinhos (rs). Um personagem que já havia perdido totalmente o seu espaço para o nível de magia do Eric desde que ele apareceu pela primeira vez sentado no seu trono dentro do Fangtasia (morro de saudades do Eric lá, para falar bem a verdade), além do xerife da região sempre ter sido muito mais cool do que o ex vampiro boa praça que nem era tão boa praça assim. Bill agora é do lado negro da força, ou melhor, do lado vermelho da força , se rendendo aos poderes de Lilith (sério, ZzZZZ), virando um fanático religioso e nesse momento eu nem imagino uma ligação qualquer que ele ainda possa ter com a Sookie, que sequer chegou a sofrer muito pela ausência do ex na sua vidinha pacata durante toda essa temporada. (Sookie certamente foi poupada por conta da gravidez da Anna Paquin, algo que deve ter inclusive acelerado as gravações dessa temporada)

Isso para dizer o mínimo de coisas bisonhas que aconteceram durante toda essa temporada. E é claro que alguém vai me dizer “Mas Essy, não é de hoje que True Blood vem sendo levada dessa forma, neam?” e eu respondo, que realmente, não é de hoje que a gente vem aguentando tudo isso em troca de pouca coisa realmente interessante. Mas antes a série ainda tinha um texto super bacana e apesar de muitas das propostas deles também terem terminado de uma forma não muito bacana, antes eu não cheguei a sofrer tanto para acompanhar a série como aconteceu durante toda essa temporada (e isso já havia começado na Season 4). Chegamos a um ponto onde nada mais me importa em Bon Temps e True Blood se encontra cínica demais, onde até mesmo os próprios personagens que um dia foram tão bacanas, agora se encontram totalmente rendidos as bizarrices que acontecem naquele lugar o tempo todo. Vide a cena do parto da fada dentro do Merlotte’s, para citar apenas um excelente e claro exemplo do quão baixo e cínico eles conseguiram ficar.

E True Blood não era isso. Ou pelo menos, nunca foi apenas isso. Aí eu vejo a HBO elogiando a audiência da série e declarando estar satisfeita com seus resultados, dizendo que não pensa em um cancelamento tão cedo (nem para GOT) porque aqueles personagens ainda podem render boas histórias, mesmo com a saída do Alan Ball do seu time. Sério, que eles realmente acreditam nisso ou nem assistem a própria série que produzem?

Pra mim, boa parte do que poderia ser interessante em True Blood já foi aproveitado e o que ainda não aconteceu mas poderia acontecer, eu não tenho a menor paciência ou interesse de esperar mais para que aconteça. Cansei. Sinceramente acho que a série se perdeu por completo e hoje eu não vejo mais recuperação para algo que um dia já foi realmente bem bacana. Lembra da Season 1? E a Season 2? Pois é, faz tempo que True Blood não consegue fazer mais nada parecido com o que já vimos no seu passado e por isso fica cada vez mais difícil continuar acompanhando uma série que não consegue mais entregar uma história interessante o suficiente para que a gente continue tendo pelo menos vontade de acompanhá-la. Isso, mesmo com a vantagem dela se passar na Summer Season, onde não temos muitas opções na TV.

Juntando tudo isso e deixando muita coisa ruim de lado que eu nem fiz questão de mencionar por pura preguiça, ignorando até mesmo a Jessica, o Hoyt e o próprio Lafayette, declaro que True Blood realmente encontrou a sua True Death para mim nessa Season 5. Não vejo mais o porque voltar. Não tenho mais vontade, não tenho o interesse e tenho certeza que só sentirei falta da paisagem mágica. Por isso caminho em direção ao sol, abandonando de vez essa minha vida na escuridão de uma série que merecia ter um futuro bem melhor do que o que já é possível ver com clareza que não está sendo bom nem no seu presente.

R.I.P True Blood

ps: prefiro também ficar com a imagem do Eric sendo o meu vampiro preferido EVER, antes que alguém resolva estragá-lo também. Eric Northman = Höy! (e isso para toda a eternidade viking sueca)

ps2: quem continuar tendo paciência de acompanhar a série, pode vir aqui e me atualizar, ok? E se tiver alguma cena animada que eu realmente precise assistir, deixem um recado, rs

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt


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