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Walter White, Heisenberg, Mr Lambert e o final para se lembrar de Breaking Bad

Novembro 18, 2013

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Oito episódios finais, em uma temporada covardemente dividida em duas partes, como agora parece ser o novo costume (também covarde) do canal AMC. Damn you AMC! Oito episódios excelentes do começo ao fim, onde cada um deles poderia muito bem ter encerrado a série de forma até que bem satisfatória. Claro que alguns teriam nos deixado muito mais satisfeitos do que os outros e nenhum deles teria se comparado com o que acabou sendo o series finale de Breaking Bad, mas ainda assim, se quisessem, eles bem que poderiam. Episódios que nos deixaram completamente orgulhosos, apesar de imperfeitos em alguns detalhes mínimos que não chegaram a estragar absolutamente nada (detalhes como o fator sorte, a generosidade de alguns bandidos, o fator sorte de novo), que nos deixaram completamente aflitos, terminando de forma tão covarde quanto a divisão dessa temporada final (novamente, precisava manifestar de alguma forma a minha indignação quanto a esse detalhe, por isso a repetição da palavra “covarde” e suas variações em um mesmo parágrafo) e sempre em um momento de pura tensão, para enlouquecer ou matar qualquer um de ansiedade. Ou as duas coisas.

Desde o começo de Breaking Bad acompanhamos um pouco de tudo da trajetória do seu personagem principal, Walter White e podemos dizer que conhecemos tanto o seu melhor, quanto o seu pior (e falamos sobre o assunto por diversas vezes aqui no Guilt e para resumir, vocês podem encontrar o assunto aqui e aqui). De cara, já fomos apresentados a sua sentença de morte com o diagnóstico (nada esperançoso e por isso estamos falando em sentença de morte) do seu “irônico” câncer (um homem saudável e não fumante que do dia para a noite descobre que está com câncer no pulmão, por isso “irônico”. Notem que hoje eu estou me justificando, leitor, talvez por gostar demais da série e não querer ser mal compreendido), que foi quando descobrimos e entendemos seu plano de vida a partir daquele ponto da história e daquele momento em diante, acompanhamos os altos e baixos de sua vida conturbada e até certo ponto secreta, com a sua nova identidade de traficante de metanfetamina. E não de uma metanfetamina qualquer e apenas a melhor do mercado. Ponto. Um homem de família, professor, competente, que aos poucos foi acreditando demais no próprio personagem que criou por acaso/necessidade, o “temido” Heisenberg, que a princípio tratava-se apenas de uma espécie de lenda, que de certa forma servia para fortalecer seus negócios ilícitos, mas que em pouco tempo, acabou se tornando o recurso de defesa mais utilizado pelo seu próprio criador, que gostou tanto do gostinho do poder que acabou experimentando através dessa nova versão dele mesmo, um gostinho de ser temido por todos os cantos e acima de tudo, de ser o mais competente naquilo que se propunha a fazer, que o seu alterego acabou se tornando algo muito maior do que ele mesmo sempre foi e ou estava preparado para ser, o obrigando no final a assumir desesperadamente uma nova identidade, a terceira delas como Mr Lambert, que lhe trazia a falsa ideia de um “recomeço”, novamente e ironicamente no dia do seu aniversário.

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Mas antes de assumir essa nova terceira identidade (e acertou quem apostou que aquele flashforward que iniciou a Season 5 no passado tratava-se exatamente de uma espécie de adiantamento do final da série. Confirmou!), Walter ainda tinha alguns pontos de sua história para acertar, começando por algo que talvez fosse o maior deles (ou pelo menos o mais perigoso e ou mais complicado deles), quando chegou a hora de encarar o cunhado chefão da polícia, Hank , que havia terminado a primeira parte da temporada de encerramento finalmente chegando a conclusão de que a sigla WW que o perseguiu por todo esse tempo, só poderia corresponder ao nome do cunhado, que a propósito, ele sempre considerou um bunda molão de primeira e talvez por isso nunca tenha desconfiado do mesmo. Um momento que foi aguardado por todos nós desde muito tempo, onde ambos atores conseguiram nos transmitir exatamente o que aqueles personagens estavam sentindo naquele momento. Apesar da fúria no olhar do Hank e a sua explosão para cima do Walter, que naquela hora até tentou se beneficiar com a volta do seu câncer em um pedido desesperado de misericórdia, estava meio que na cara que não haviam muitas alternativas para toda a questão do Hank depois dele finalmente ter tomado consciência de toda a situação, isso mesmo antes de descobrirmos o desenrolar dessa história, com o plano absolutamente corajoso e nada bunda molão do próprio Walter, gravando uma fita de confissão que repassava toda a culpa para o próprio cunhado, em um golpe de gênio dissimulado e apoiado pela própria mulher (Skyler que mais uma vez nos revelou ter um caráter ainda mais duvidoso quando o assunto é o seu próprio pescoço em jogo, isso sem mencionar quando ela sugeriu e praticamente exigiu a cabeça do Jesse em troco do “bem estar e segurança” da sua família), que a essa altura estava mais do que envolvida e disposta a manter tudo aquilo que eles conquistaram com muito custo (e por custo eu quero dizer sangue, corpos de desconhecidos espalhados pela cidade, um ex boy magia inválido e noites de pânico e pura tensão dormindo apavorada ao lado do inimigo que ela achava que já não conhecia mais) até agora. Aliás, aquela cena com o encontro duplo de casais no restaurante mexicano, que marcou a entrega da tal fita de confissão do casal Walter e Skyler para os cunhados, foi sensacional, de uma tensão absurda e com o tipo de humor certo e porque não dizer até que inesperado para a ocasião. (a cada interferência do garçom, um aplauso, por favor! Clap Clap Clap!)

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Apesar de ter chegado o momento pelo qual mais aguardamos ao longo da mitologia da série (um deles, para ser mais justo, porque haviam outros, vai?) e de qualquer reviravolta que ainda poderia estar a caminho, estava mais do que na cara que para o Hank, só existiam duas possibilidades: ser ridicularizado eternamente dentro da polícia, por nunca ter sequer desconfiado do comportamento do cunhado, que esteve ao seu lado durante esse tempo todo, além do fato dele mesmo ter sido beneficiado com o dinheiro que o mesmo fazia vendendo seus preciosos cristais azuis ou, Hank teria que acabar morto, para que o desenrolar da trama pudesse se arrastar por mais algum tempo, além de consequentemente gerar uma culpa ainda maior para o próprio Walter carregar junto com o seu império. Optando por essa segunda alternativa, Breaking Bad escolheu nos entregar um tiroteio daqueles, que encerrou um dos episódios dessa temporada nos deixando a base de ansiolíticos de tamanha ansiedade por esse desfecho, que só aconteceu no episódio seguinte. Dessa forma, Hank se despediu como o herói que sempre foi e de quebra, ainda deixou para o Walter um peso na consciência bem difícil de se carregar e principalmente de se dividir com a família, a qual ele precisou encarar logo em seguida e nesse momento, é claro, encontrou sua maior barreira nesse que talvez tenha sido o momento exato em que o personagem mesmo que involuntariamente, acabou cruzando o seu próprio limite, quando em um briga doméstica com a mulher (uma briga ótima por sinal), acabou enxergando no filho toda a decepção de ter se tornado aquele homem que ele talvez nem tenha percebido exatamente que havia se tornado, mas que naquele momento, com a intervenção do Flynn e com o mesmo entregando o pai para a polícia, talvez tenha sido o momento exato do despertar do Walter para o homem monstruoso que ele havia se tornado. Tentando evitar a morte do cunhado, Walter inclusive chegou a propor dividir parte de sua fortuna com os nazistas (que voltaram para ajudar a contar o desfecho da trama, naquelas histórias menores e paralelas que também sempre fizeram parte da mitologia de Breaking Bad), seus ajudantes da vez. Mas Walter teve que se contentar em sair apenas vivo daquela situação, carregando um único barril com pouco dos vários milhões que havia acumulado ao longo desses dois anos (em uma cena pra lá de especial e divertidíssima, em um momento de pura tensão como esse portanto, entendam o quão especial é essa série, meus queridos leitores), sem receber a cabeça do seu maior inimigo a essa altura, Jesse, que por ter se tornando um aprendiz tão dedicado (e talvez melhor ainda do que o seu mestre, pelo menos na prática), acabou valendo muito mais sendo mantido como escravo pelo novo lado negro da força. (chamar os nazistas de “lado negro da força” talvez seja tão politicamente incorreto quanto dizer “lado negro da força”, embora qualquer tipo de ofensa, inclusive para o lado negro da força, não seja a nossa intenção nesse momento, rs). O único erro desse episódio, além da espantosa generosidade dos nazistas por terem permitido o Walter seguir com seu barril de dinheiro a pé e com vida pelo deserto (de novo, que cena! Me arrancou gargalhadas. Juro!), talvez tenha sido a revelação de que o Jesse estava debaixo do carro esse tempo todo e nenhum deles havia se dado conta disso. Come on, Breaking Bad! Mas ok, perdoamos. Sem ressentimentos.

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Jesse que passou boa parte desse retorno quase que em transe, desconfiando que o Walter havia propositalmente e culposamente mandando o Mike fazer aquela “viagem para Belize” (rs) e ainda tentando lidar com as consequências de todos os seus atos mais recentes além de qualquer culpa e mágoa antiga, incluindo a morte daquele garoto perto da linha do trem. Apesar de estar completamente fora de si, Jesse ainda parecia consciente da parcela de culpa do Walter em relação ao sumiço inexplicado do Mike e o personagem que até então havia passado boa parte da temporada monossilábico e atirando montes de dinheiro pela vizinhança (e mesmo mudo, o Aaron Paul sempre foi excelente com suas caras de louco psicótico maniaco depressivo, vai?), não precisou de muito tempo para ele chegar a conclusão do quanto Walter o havia manipulado durante todo esse tempo, assim como o quanto o personagem esteve envolvido em plots importantes relacionados a pessoas próximas a ele, como a ex namorada e o filho dela, que nós sabemos que foi o Walter quem envenenou para se safar de um drama antigo qualquer. E bastou despertar para a realidade, que ganhamos o velho e bom Jesse sem limites de volta (Yo, bitch!), despejando gasolina por toda a casa do Walter, com seus #CRAZYEYES em close novamente, planejando transformar o lugar em cinzas em nome do começo de sua vingança. Mas sabemos que apesar de parecer o mesmo, Jesse não era mais apenas aquele moleque inconsequente do passado que parecia usar roupas do irmão mais velho (aguardem o final desse post, e vocês verão que essa piada não é minha), ou pelo menos ele não era só mais isso e para conseguir se vingar do seu novo arqui-inimigo e ex-sócio, nada melhor do que unir forças com o lado da lei da história (além de possivelmente aliviar um pouco mais para o seu lado), que foi quando ganhamos a parceria Jesse e Hank, antes da morte do mesmo e antes do próprio Walter ter encomendado a cabeça do Jesse, influenciado inclusive pela Skyler, como já comentamos.

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E o plano dos dois para conseguir pegar o Walter foi sensacional também, do começo ao fim, com as pistas falsas sobre a localização do dinheiro (achei bem bacana a localização da fortuna do Walter ser a mesma de onde eles cozinharam pela primeira vez no deserto. Cool!), assim como quando Jesse foi acertar as contas com o Saul, ou quando o Hank deixou um de seus capangas aterrorizado com a foto falsa da morte do Jesse, deixando o cara muito que provavelmente, esperando naquela sala até hoje. Engraçado como desde o começo, nutrimos um amor especial por esses personagens, mesmo com eles persistindo em um caminho mais do que duvidoso, mas o mais engraçado disso tudo foi ver como com o passar do tempo, passamos a torcer muito mais para o Jesse do que para o próprio Walter, muito provavelmente pela transformação que vimos acontecer com ambos diante dos nossos olhos ao longo dessas cinco temporadas, quando Walter deixou de ser apenas um homem injustiçado pela vida e se tornou uma espécie de monstro (apesar de não gostar muito dessa descrição) muito maior do que ele mesmo conseguia administrar, assim como o Jesse, que deixou de ser apenas um viciado inconsequente e foi se tornando aquele por quem a gente torcia com mais força e entusiasmo para que saísse ileso dessa história toda, principalmente depois de tudo que vimos o mesmo passar (e pastar), muitas vezes as cegas (quase sempre apenas desconfiando…), sem ter o conhecimento sobre tudo aquilo que estava realmente acontecendo com ele. Mas isso não foi nada até encontrarmos o Jesse enjaulado, acorrentado e mantido como escravo nessa reta final da série (glupt = nó na garganta), vivendo apenas com a companhia da sua própria culpa e o carcereiro Todd (odioso desde sempre!) e a tarefa de continuar cozinhando perfeitamente os cristais mais puros do deserto a troco  apenas de manter os dois únicos sobreviventes com quem ele ainda se importava na vida (a ex namorada e o filho dela). Algo que ele conseguiu manter até certo ponto, quando em uma medida desesperada de tentativa de fuga, foi obrigado a assistir de longe o odioso Todd tirando a vida da sua ex namorada, apenas para provar que não adiantava ele tentar escapar.

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Mas outro momento importantíssimo dessa reta final de Breaking Bad também aconteceu no deserto, ainda no mesmo cenário da morte do Hank, antes dela acontecer, quando se sentido traído pelo fato do Jesse ter passado para o outro lado, Walter não pensou duas vezes e jogou na cara do ex parceiro Jesse, que havia assistido de perto a sua namorada morrer de overdose anos atrás e que não havia feito nada de propósito, por conveniência (que foi exatamente o que ele fez), revelando o maior segredo (e mais um deles), que ainda existia entre os dois, muito provavelmente, o mais doloroso de todos eles e aquele para o qual não se teria mais volta. Aliás, vale dizer que nesse mesmo episódio, a cena com o Walter finalmente se rendendo para o cunhado, foi outra das que merece ser lembrada por um bom tempo, com cara de series finale e tudo mais e isso foi logo no começo da temporada. (também achei excelente a cena com o Walter e o Hank no telefone com a Skyler e depois ela desesperada encontrando com o Hank, achando que estava sendo presa e surtando lindamente)

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Com todos os personagens encontrando seus respectivos destinos e se revelando a essa altura da história, onde já não havia mais uma falsa identidade para ninguém, exceto para o Walter, que havia aceitado o serviço de nova identidade oferecido pelo Saul (recusado no passado pelo Jesse e o qual o próprio Saul acabou utilizando na mesma ocasião que o professor de química, se tornando seu companheiro de confinamento – detalhe que o personagem deve mesmo ganhar seu spin-off de Breaking Bad e ainda não consegui decidir se gosto muito da ideia…) e a essa altura já havia se transformado no Mr Lambert, vivendo afastado em um lugar que não poderia ser mais frio e ou distante (em todos os sentidos, e chegou a dar pena de encontrar o Wal… o Mr Lambert naquela situação, pagando por uma partidinha de rouba monte, rs), chegava a hora do acerto de contas do personagem, que antes disso ainda tentou bancar o Heisenberg novamente (em uma cena linda, diga-se de passagem), mas que naquele momento acabou entendendo que com o estado avançado do seu câncer e a falta de opções de ainda conseguir sair ileso daquela situação, só lhe restava mesmo esperar pela hora certa de agir e encerrar de vez a sua história abraçando o que fosse necessário para isso.

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Que foi quando chegamos ao series finale de Breaking Bad, que eu arriscaria em dizer que de todos os que eu já vi até hoje, foi de longe o meu preferido. É, foi, assumo. Sorry Sopranos (sorry Fringe, sorry até para The Office, que recentemente fez um despedida daquelas. E essa não é uma “desculpa comparativa”, que fique bem claro). Em uma sequência de acertos de contas deliciosos, encontramos Walter enfrentando de frente todos os seus inimigos e questões ainda pendentes em sua vida, a começar pelos ex-sócios do negócio que ele acabou desistindo no meio do caminho e consequentemente, por mais uma ironia do destino, acabou perdendo a chance de se tornar uma milionário de forma lícita (e com uma ideia que foi dele e não desconfiamos em nenhum momento disso porque conhecemos muito bem aquela mente brilhante). Walter sentado no escuro, esperando o casal chegar em casa, despejando o dinheiro que ainda lhe restava, exigindo que os ex-sócios colaborassem com o seu plano de finalmente conseguir amparar a sua família de alguma forma, para que tudo aquilo não tivesse sido de fato em vão, foi absolutamente brilhante, ainda mais contando com dois personagens dos quais pouco ouvimos falar e ou nos importamos, ainda mais naquela altura do campeonato. Mas brilhante mesmo foram os atiradores de longe com suas miras nos corpos dos dois personagens em questão sendo ameaçados pelo Walter, atiradores “profissionais” que mais tarde descobrimos ser apenas os amigos do Jesse fazendo um freela para a malandragem (rs), aqueles dois que viviam se colocando na casa dele, que voltavam para uma despedida super bem humorada para a série.

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Depois tivemos a sequência da irmã ligando para a Skyler, que estava vivendo em um outro lugar, bem mais humilde até, avisando sobre a presença do Walter na cidade, a essa altura super temida por todos os lados depois que a sua história já havia se tornado pública, quando ao final da tal ligação, descobrimos que Walter já estava na casa, ao lado da Skyler durante o tal telefonema, ela que o havia recebido para a despedida que ambos mereciam ter, mesmo depois do plano diabólico e friamente calculado do Walter sequestrando a filha durante aquela sequência desesperadora da briga do casal em casa, que teve o Junior interferindo e entregando o pai para a polícia em um dos melhores episódios dessa reta final da série. Uma despedida que ela entendia que o marido merecia, mesmo depois de tudo o que aconteceu, principalmente em relação aos filhos, dos quais, ele teve a chance apenas de se despedir de perto da pequena Holly (e não sei como eles conseguiram fazer esse tipo de coisa, mas até a bebê acabou se revelando uma excelente atriz a essa altura. Sério!) e teve que se contentar em apenas observar o Junior voltando para casa de longe, sem arriscar nenhuma aproximação com o garoto (que ele amava, não temos a menor dúvida disso), que estava mais do que decepcionado com a revelação da verdadeira identidade do pai e acima de tudo, com o que acabou acontecendo com o próprio tio (aliás, a cena da tia e a mãe revelando a verdade sobre o Walter para o seu filho, também foi bem boa!). Uma cena dolorosa na medida certa, sem nenhum exagero ou qualquer coisa do tipo, algo que não caberia em uma série tão bacana e bem cuidada como sempre foi Breaking Bad e por isso agradecemos que esse tenha sido o caminho escolhido para encerrar essa história, que a propósito, conseguiu manter todo o seu fundamento até o fim, com as cores todas de volta (o verde, o amarelo, o roxo), cenas e sequências com olhares diferentes e sempre muito bem vindas dentro da série mesmo a essa altura, a volta do figurino antigo do Walter e diversas referências a mitologia da série que foram excelentes nessa reta final.

Até para a Lydia havia sobrado o resto do veneno que Walter manteve esse tempo todo escondido em sua própria casa, o qual ele fez questão de buscar para o acerto de contas com a mulher que havia se tornado a responsável pelos negócios. Nesse hora, poderíamos até considerar que Walter acabou sendo mais imprudente do que nunca, arriscando demais ao aparecer naquele café onde estavam Lydia e Todd (que a essa altura haviam se tornado uma espécie de casal, e por isso havíamos acompanhado tantas cenas com os dois durantes as aberturas dos episódios dessa reta final), principalmente se considerarmos a instabilidade da personagem diante de situações como essa, mas ao mesmo tempo, considerando o que Walter tinha a perder naquele momento, achamos que até que tudo bem ele ter agido daquela forma.

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Mas ainda restavam as duas últimas pontas soltas nessa história toda: os nazistas, que acabaram roubando toda a fortuna do Walter após a resolução da história com o Hank e o Jesse, o qual ele considerava seu maior inimigo/traidor/pure evil ainda vivo naquele momento. Após descobrir que os nazistas estavam com o Jesse, passamos a acompanhar algumas cenas aleatórias do Walter no deserto, construindo alguma coisa que a gente ainda não tinha muita certeza do que se tratava, mas sentíamos que aquilo tudo fazia parte de mais um de seus planos infalíveis, frutos de sua mentre calculista e sempre brilhante. E não deu outra, e antes do fim, Walter fez sua última visita para o tio do Todd (o chefe do clã nazista da série), que além dos vários milhões que havia lhe roubado, ainda lhe devia a cabeça do Jesse. E o reencontro de ambos personagens não poderia ter sido melhor, com Walter sedento pela cabeça do Jesse, o encontrando praticamente como um zombie de The Walking Dead, todo sujo e descuidado (mas ainda assim revoltado e sedento por aquele reencontro), mantido como escravo mesmo, que foi quando ele finalmente entendeu que o pior já havia acontecido com seu ex-aprendiz e a sua morte naquele momento já não se fazia mais necessária, porque Jesse já havia sido punido o suficiente pela quebra com o seu parceiro de longa data.

E foi quando descobrimos também que aquelas cenas aleatórias do Walter construindo algo no deserto, tratava-se de um plot à la Tarantino que se instaurava em Breaking Bad para encerrar essa história, com uma espécie de robô metralhadora (lembra do Jesse pedindo para o Mr White construir um robô para salvá-los de um plot dramático no passado da série? Então…), sim, eu disse um robô metralhadora e nada poderia ser mais inimaginável e ou legal para esse momento do que um robô metralhadora, que colocou fim na vida de todos aqueles nazistas, acertando de uma vez por todas a dívida que eles mantinham com o Walter. E foi lindo perceber que antes de apertar o botão para acionar o tal robô que havia sido construído com esse propósito, Walter já havia pensando rapidamente em salvar o Jesse, que apesar de qualquer coisa, a essa altura já não estava mais incluso no combo da vingança da carnificina que se transformou aquele lugar, sobrando inclusive e coincidentemente o Todd (que era o carcereiro do Jesse e eles nunca foram amigos) para o Jesse finalizar e a gente vibrar junto, sem a menor culpa. (cuspida no chão, seguida de um BITCH, em caixa alta)

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A essa altura, já não restava mais nada para Breaking Bad, a não ser a despedida entre Jesse e Walter e para isso, por mais que tenhamos torcido desde o começo para esse desfecho (sempre achei que o destino da série seria esse, não que eu tenha imaginado o caminho exatamente dessa forma, mas ainda assim…), confesso que não estávamos assim tão preparados para esse momento. E até nessa hora o Walter tentou manipular o Jesse pela última vez, oferecendo a arma que poderia acabar com a sua vida (detalhe que além do câncer em estado avançado e o personagem estar visivelmente debilitado nesse episódio final, durante o tiroteio do seu robô metralhadora – repararam que eu adorei esse conceito e não canso de repetir, não? – Walter já havia sido ferido por um das balas disparadas na ocasião), colocando o Jesse em uma posição semelhante a qual já encontramos o personagem no passado (por outros motivos, claro). Mas Jesse acabou fazendo a escolha certa dessa vez, optando por deixar o Mr Walter encarar o seu destino por ele mesmo e com um simples olhar a distância, ainda com medo e sem confiar muito um no outro, ambos se distanciaram e Jesse ganhou o seu momento “Need For Speed” (próximo projeto do ator no cinema), escapando em alta velocidade e finalmente encontrando a liberdade, além do seu final feliz, que demorou para chegar mas que precisava acontecer, pelo menos para algum deles e achamos ótimo que tenha sido para o Jesse.

Para Walter, sobrou a única opção de morrer como a grande lenda que além das circusntâncias e alguma ajuda do destino, ele acabou criando sobre ele mesmo. Despencando diante do grande  laboratório utilizado pelos nazistas a essa altura da história, Walter encarou pela última vez sua imagem distorcida e com a chegada da polícia ao local, o personagem acabou de fato assumindo toda a culpa daquela história e assim encerrou a sua trajetória, em uma cena recheada de simbolismo e a trilha sonora perfeita para a ocasião (mais uma utilização da trilha sonora com perfeição para o momento, diga-se de passagem). Um momento para se aplaudir de pé e enxugar as lágrimas na sequência. (que foi exatamente o que eu fiz, quatro dias depois do episódio ter ido ao ar, que foi apenas quando eu finalmente consegui assistir ao series finale e imaginem o meu desespero para tentar fugir de todo e qualquer spoiler sobre o assunto durante todo esse período interminável? #DRAMA)

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Dessa forma absurdamente sensacional, nos despedimos de uma vez por todas de Breaking Bad, com o final que não poderia ter sido mais perfeito, apesar de qualquer uma de suas falhas. Uma história que desde muito tempo nos apontava para esse desfecho, do qual seria bem difícil se sair completamente ileso, principalmente no que dizia a respeito a todos os principais envolvidos. Uma série que conseguiu manter seus padrões desde sempre e que como se não fosse o suficiente, conseguiu elevá-los ainda mais nessa reta final, nos deixando completamente satisfeitos com a forma com que eles escolheram para encerrar essa história. Um dos melhores finais para uma das melhores temporadas finais de uma das melhores séries de TV de todos os tempos. SÉRIE OBRIGATÓRIA PARA VOCÊ QUE ACHA QUE GOSTA DE SÉRIES DE TV E ASSIM MESMO, EM CAIXA ALTÍSSIMA.

E agora fazer o que para suprir essa necessidade de cristais azuis em nossas vidas? Encarar uma rehab e colocar tudo na conta do Vince Gilligan? (que eu queria dar um beijo na boca) Esperar para ver se aparece um novo vício bem bom? (por enquanto, está bem difícil, hein?) Ou morrer de medo de um dia receber de presente um convite para uma viagem para Belize?

Bem, por enquanto podemos ficar com esse final alternativo que acabou de sair no box de DVD com a Season 5 completa, que por lá chega no próximo dia 26 (por aqui estão vendendo um box da Season 5 dizendo “A 5ª Temporada Completa” de forma mentirosa, porque ele só contém os 8 primeiros episódios da Season 5, que está disponível também no Netflix até o 5×08), que nos insinua que tudo o que acompanhamos em Breaking Bad durante essas cinco temporadas, não passou de um sonho de um velho conhecido de  Malcolm in the Middle. Sério, #TEMCOMONAOAMAR e ou já estar morrendo de saudades?

R.I.P BrBa

 

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A temporada da quebra de silêncio em Mad Men

Outubro 31, 2013

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Tem gente que mesmo seis temporadas depois, ainda acha que pouca coisa acontece em Mad Men. Eu mesmo de vez em quando bem acho que pouca coisa de fato aconteceu em Mad Men e já inclusive reclamei disso aqui no Guilt. Não sei se reclamar seria exatamente a palavra para se usar nesse casp, mas é isso, já pelo menos falamos sobre o assunto por aquii. (da última vez, falamos sobre a série aqui ó)

Mas nós, que permanecemos até aqui enquanto sua audiência, já percebemos que o ritmo da série é realmente outro mesmo e isso não significa que ela seja ruim. Muito pelo contrário, porque a série do AMC mesmo basicamente sobrevivendo da rotina do dia a dia de uma agência de publicidade dos anos 60 e das histórias dos personagens que a cercam, consegue se reinventar o tempo todo, mesmo continuando falando sobre o mesmo assunto.

Durante a Season 6 por exemplo, tivemos novamente alguns assuntos bastante recorrentes para a série. A agência em crise, a infidelidade do Don Draper, a concorrência acirrada com as demais agências, velhos inimigos reaparecendo, Don vs Peggy. Coisas que nós sempre amamos, mas não podemos dizer que foram assuntos tão novos assim. E não foram, mas ao mesmo tempo, não podemos reclamar, nem disso, nem da qualidade da série, que continua sendo uma das mais bem cuidadas da TV atual.

Avançando na década de 60 (inclusive no colocón, utilizado nessa época inclusive medicinalmente), encontramos uma das temporadas mais coloridas de Mad Men até então. E as cores não ficaram restritas apenas aos figurinos invejáveis (como são bem cuidados e cheios de referências, não?) e cenários capazes de nos deixar com vontade de embarcar imediatamente para uma viagem no tempo. Nela encontramos os Drapers (os novos, Don e Megan) no Hawaii, com a Megan finalmente conseguindo algum sucesso na carreira de atriz, achando que estava vivendo um casamento feliz. Mas para sua surpresa (e nossa também), pouco tempo depois descobrimos que a personalidade infiel de Don Draper estava mais presente do que nunca e dessa vez estava bem mais perto do que ela poderia imaginar, com a revelação do seu caso com a vizinha também casada e com quem ele mantinha uma relação de amizade inclusive com o seu marido, que era médico.

Nesse ponto da história, mais uma traição no resumé de Draper não chegava a ser nenhuma surpresa, tão pouco novidade, até que nos foi revelado durante a nova temporada, um pouco mais do seu passado e sua infância traumatizante vivendo ao lado da mãe em um bordel, onde de acordo com a sua educação (ou a falta de), descobrimos pelo menos de onde havia surgido toda essa questão em sua vida. Apesar de conhecermos o personagem, a história da nova traição até parecia um pouco mais do mesmo a essa altura, além de parecer também bastante injusta com a personagem da Megan, da qual sempre gostamos. Mas foi bem bacana e inteligente da parte deles nos mostrar um pouco mais do fundamento do Draper, para que a gente entendesse mais a fundo sobre quem de fato é aquele homem ou pelo menos no porque dele ter se transformado naquele homem.

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E o que foi bacana mesmo nessa nova história de traição foi ver a forma como Draper tratava a nova amante (colocando-a em uma posição totalmente submissa), algo um tanto quanto diferente de como ele vinha agindo com as demais até então (não que as demais não fossem tão submissas quanto). E foi mais legal ainda poder ver que dessa vez ele não conseguiu sair completamente ileso dessa situação, com a Sally encontrando o pai em um momento meio assim e ele se vendo em um lugar oposto ao que já ocupou ainda quando criança, repetindo o comportamento dos próprios pais e possivelmente marcando a própria filha para a vida. E aquele diálogo dele com a Sally por trás da porta, foi uma das cenas mais dolorosas e bacanas de toda a série até hoje. Naquele momento raro, encontramos Draper completamente rendido aos seus verdadeiros sentimentos e realmente se importando com alguma coisa ao ver a filha perdendo de uma vez por todas a imagem de herói que sempre teve sobre o pai. As vezes, tenho a impressão que na vida daquele homem apenas os filhos importam… (daquele jeito, claro)

É claro que outros assuntos não poderiam ter sido ignorados ao longo da nova temporada da série, e eles foram surgindo naturalmente, como o discurso do Paul Newman (e as mulheres animadíssimas com a ideia da proximidade a uma magia como aquela, acabou nos representando muito bem, não?) em um premiação, sendo interrompido por ativistas que lutavam contra a forma trágica que morreu Martin Luther King, além das grandes contas que acabaram surgindo para a agência, com a Avon, a Jaguar e a prória Chevy chegando para deixar os cofres bem mais recheados.

Mas além de tudo isso, o mais legal da série realmente sempre foi a relação Don vs Peggy e a forma como ambos se mantém sempre em constante atrito, mesmo se admirando cada vez mais e dessa vez não foi nada diferente. Admiração essa que apareceu de forma linda como quando o Don novamente por trás de uma porta (plot recorrente da temporada, talvez para começar a despir o personagem aos poucos), se mostrou completamente orgulhoso da forma como sua ex-funcionária havia o superado em uma apresentação e para o mesmo cliente que ele sentiu que havia perdido, minutos antes. Perder nunca é muito fácil, mas perder para quem a gente gosta de verdade, realmente não deixa de ser um ganho para ninguém. Isso até ele se encontrar completamente decepcionado com o relacionamento da Peggy com o seu atual chefe (na verdade, ele sempre acaba decepcionado com quem repete o mesmo tipo de comportamento que ele próprio), que além de tudo vinha a ser uma espécie de nêmesis do próprio Draper e mais tarde se tornaria um dos novos sócios da agência.

Peggy que sempre foi o nosso girl power preferido dentro do universo de Mad Men, mesmo quando errando feio como no quesito caso com o chefe. E é sempre bom ver a personagem em cena, ganhando ou perdendo, quase matando o namorado (quase como um encontro de Girls com Mad Men) e encerrando a temporada assumindo um lugar que ela jamais achou que assumiria, pelo menos não daquela forma. Para Peggy, ainda acho que falta o reconhecimento profissional que a personagem sempre fez por merecer, embora a gente tente se lembrar que estamos falando de um outro tempo e que sua trajetória profissional até aqui já alcançou níveis muito além do que a de muitas mulheres na época, mas de qualquer forma, nos encontramos satisfeitos sabendo que mesmo sem demonstrar muito, Don se sente sim pra lá de realizado com o trabalho da sua protegida, que a essa altura parece conseguir caminhar perfeitamente com as próprias pernas, mesmo quando ela ficou com a sensação que não estava conseguindo se livrar assim tão facilmente do ex-chefe. (e o triângulo entre ela, o Draper e o novo chefe foi algo sensacional!)

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Do lado feminino da série, ainda tivemos a Joan se sentindo menor pelo que fez no passado para que a empresa (da qual agora ela também faz grande parte no momento e justamente por conta dessa “ajudinha”) conseguisse sair do buraco, com o Draper no seu pé, lembrando o tempo todo de suas atitudes meio assim naquela ocasião. Nessa hora, apesar do personagem achar que agindo daquela forma ele nada mais estava fazendo do que a protegendo, não conseguimos deixar passar um exercício que caberia muito bem ao próprio Draper naquele momento, sobre tudo aquilo que ele já foi “obrigado” a fazer em nome de uma conta e ou trabalho. Nessa hora, valeria para o personagem lembrar que não só sexo pode ser considerado como jogo sujo. Sexo que por sinal, reapareceu na vida do ex casal Betty e Draper, em uma pequena escapada de suas atuais vidas conjugais, escapada essa que por ele até que poderia ter alguma continuidade (claro…), mas que para ela funcionou apenas como um flashback para tentar se lembrar do porque que ela havia se separado do marido no passado, além de ter aberto espaço para uma excelente reflexão sobre como Betty via a Megan na vida do Draper no momento.

E ainda tivemos o fiasco do funeral da mãe do Roger (uma excelente abertura de temporada), o novo personagem gay e totalmente creep da agência (mas magia, apesar do nano shorts. Höy!), a demência e a morte da mãe do Pete (que foi um plot ótimo, apesar de continuar detestando o Pete), Betty Draper morena, Betty Draper magra de novo, Sally mostrando que já está crescida, mas ainda continua bastante inocente em outros assunto, como quando uma mulher estranha invadiu a casa do seu pai e se passou por alguém de sua família, a qual diga-se de passagem, a filha de Don Draper pouco ou nada conhecia até então.

Mas talvez o ponto mais alto dessa nova temporada realmente tenha sido o mergulho que acabamos fazendo para dentro da personalidade misteriosa e reclusa do personagem principal. Amparado na nova conta da Hershey’s, e uma história pra lá de honesta do próprio Draper diante do novo cliente e de seus sócios. Um homem que até então poucas vezes havia se aberto para alguém mas que dessa vez parecia bem disposto a quebrar seu silêncio, escancarando um lado da sua vida que até então ele sempre manteve na escuridão. Momento esse que foi o suficiente para uma espécie de “intervenção” para o Draper, que foi afastado do seu cargo por tempo indeterminado (que foi quando ganhamos a Peggy no seu lugar) do seu posto.

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Algo que apesar de até que surpreendente devido a toda a genialidade que eles sempre pintaram para o personagem em relação aos negócios, não deixa de ser algo extremamente real também, porque não é de hoje que percebemos que apesar de ser dono de um talento natural para a coisa, ele não parece estar muito feliz com a profissão ou pelo menos não com os rumos do seu trabalho atualmente. Sem contar que essa intervenção acabou abrindo uma possibilidade importante para o personagem se abrir e talvez a forma mais honesta que Draper pudesse encontrar naquele momento fosse realmente levar os filhos até as ruínas do bordel onde ele foi criado durante boa parte de sua infância, em uma cena lindíssima que encerrou a temporada, para deixar os olhos cheios de lágrimas.

Na verdade, como encerramos a Season 6 de Mad Men nesse ponto exato da história, ainda não sabemos ao certo o quanto o personagem esteve disposto a se abrir com os filhos, mesmo contando com o fato de que a essa altura, ele já não tinha quase mais nada o que perder, com o personagem finalmente ganhando dois lados. Mas a boa notícia é saber que chegamos a um ponto decisivo para a mitologia da série, abrindo espaço para o personagem resolver algumas questões pendentes em sua vida até hoje e com a Season 7 sendo confirmada como a última da série, sabemos que não poderemos perder por nada o final dessa história.

A única sacanagem é que o canal AMC anunciou recentemente que assim como fez com Breaking Bad, também irá dividir a temporada de encerramento da série em duas partes de 7 episódios cada, onde os sete primeiros serão exibidos em 2014 e os restantes apenas em 2015. Humpf!

Mas digamos que se for para fazer o que eles conseguiram realizar com a reta final da história do Walter White, nós, apesar de extremamente ansiosos e de ainda acharmos uma sacanagem gigantesca, não achamos tão ruim assim ter que esperar, vai?

 

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Breaking Bad termina hoje e você reclamando que não tem coisa boa na TV

Setembro 29, 2013

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Breaking Bad termina hoje, daqui algumas horas (e desde já começamos a correr de todo e qualquer spoiler) e nem parece que já faz tanto tempo assim que embarcamos no deserto, naquele trailer meio assim com um homem de meia idade vestindo apenas cuecas e seu aprendiz na arte de “cozinhar” metanfetamina, um viciado que foi nos conquistando aos poucos e hoje é por quem nós mais torcemos dentro do universo da série.

Uma das melhores séries da TV atual (se não a melhor… e definitivamente por essa segunda metade da Season 5, a melhor!), uma das séries da minha vida, sem a menor dúvida. Termina hoje e vai direto para a prateleira especial assim que sair completa em DVD. (já tenho as 3 primeiras temporadas e já me preparo para me irritar com o lançamento de um box com a série completa, muito provavelmente bem mais barato do que a última temporada lançada em DVD. Humpf!)

Apesar de ser sempre triste ver algo que a gente gosta chegando ao fim, nesse caso, temos que reconhecer que foi lindo ver como Breaking Bad nos trouxe para o seu final. Todos os passos, toda a sua trajetória merece o nosso reconhecimento. Clap Clap Clap!

E a essa altura, queremos a cabeça do anti-herói que aprendemos a amar e agora odiamos como nunca, queremos que o Jesse consiga se livrar dessa e precisamos descobrir como é que a Skyler vai conseguir passar ilesa por tudo isso. Tudo indica que WW deva mesmo morrer, só assim sua história poderia ter um final feliz para os demais personagens restantes. Ainda mais agora que ele já virou lenda, ganhando um status maior do que o seu ego e talvez um pouco menor apenas do que a sua ambição. Mas ainda restam algumas contas a acertar, seja com os antigos sócios de um negócio milionário que ele acabou perdendo por uma simples ironia da vida ou uma escolha errada, seja com o seu câncer mais irônico ainda ou seja com o seu atual maior inimigo, que ele acha ser o Pinkman (pobre Pinkman a essa altura…), mas na verdade, apenas não se deu conta de que essa figura pode ser representada por ele mesmo, Heisenberg, Mr Lambert, ou seja lá qual o seu nome atualmente.

E para essa despedida, acho que vale a pena dar uma olhada em tudo o que nós já falamos sobre essa série sensacional até então:

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

Season 5 1/2

E agora só nos resta esperar, bitch! (queria tanto dar um abraço no Aaron Paul e olhar de longe e com medo para o Bryan Cranston e mesmo assim deixar transparecer toda a minha admiração e respeito, rs)

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Por favor, me digam que vocês estão assistindo Breaking Bad?

Setembro 20, 2013

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Porque eu estou praticamente entrando em depressão por não ter com quem comentar no trabalho (fora quem está começando a assistir a série agora e não gosta de spoilers) e ou tempo para escrever sobre cada um dos novos episódios aqui.

E recentemente o canal AMC divulgou que os dois últimos episódios da série serão estendidos em 15 minutos cada. Cool!

#SÓFALTAM2

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Sensacionalmente dramática essa capa da EW com Breaking Bad, não?

Junho 6, 2013

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Dia 11/08 , o começo do fim de Breaking Bad.

Ansiosos? (what? desde a Season 1… rs)

 

ps: só eu queria muito, mas muito mesmo ser amigo do Aaron Paul? Me aceita na sua vida, Aaron? Me abraça, me manda um bem casado do seu casamento de um dia desses (sim, ele casou e o Bryan Cranston foi padrinho!) me conta o final de Breaking Bad, vai? Me dá uma pedra azul cristalina do set da série para eu fazer um chaveiro? Sou bom no artesanato, rs

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Os Simpsons versão Breaking Bad

Abril 12, 2013

E quem não desconfiava que eles já tinham passados dos 500 episódios a troco de algo especial, do bom e azul, hein?

Se cuida Heisenberg, que a concorrência nesse caso pode ser ainda mais desleal do que a de costume, rs

 

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A temporada do aguardado acerto de contas em The Walking Dead

Abril 4, 2013

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Sim, The Walking Dead estava em dívida com a gente já tem algum tempo. Uma dívida que até deixamos passar depois da Season 1, levando muito em consideração o fato da série ser uma grata novidade, diferente de tudo o que havia na TV naquele momento (além da temática, será que é mesmo tão diferente assim? Pensem nisso…), fingindo ignorar alguns detalhes meio assim que não gostamos muito e deixando passar uma série de dúvidas que pairavam no ar em relação a sua mitologia. E se essa dívida já existia desde então, durante a Season 2 podemos dizer que ela pelo menos triplicou, porque tudo o que já não estava bom na série continuou aparecendo e ficando cada vez mais evidente, além do ritmo da sua caminhada não ser dos mais animadores. Mas tudo bem, decidimos que mesmo assim permaneceríamos enquanto sua audiência, certamente por pelo menos mais uma temporada, só para ter certeza de que realmente não estávamos caminhando para lugar nenhum e se apenas isso seria o suficiente daqui por diante.

E foi exatamente quando decidimos ser mais leves com The Walking Dead, que a série realmente ganhou um ritmo muito mais interessante e intenso e apesar de qualquer controvérsia, é notável que isso só aconteceu a partir dessa Season 3. Apesar de boa parte do seu fundamento ter permanecido o mesmo, inclusive as falhas que sempre nos incomodaram profundamente, ganhamos uma agilidade em sua história que antes praticamente nunca existiu, ainda mais se considerarmos toda a Season 2, que foi notoriamente sofrível. Ganhamos novos personagens, alguns muito mais interessantes do que pelo menos 75% dos sobreviventes na série até agora, que aos poucos foram tomando o espaço e em pouco tempo se tornaram grandes personagens ou pelo menos suas histórias nos pareciam ser bem mais interessantes.

Nesse novo grupo encontramos Michonne (Danai Gurira), sempre um tom acima no mau humor, amarga, desconfiando de tudo e de todos sempre, na maioria das vezes com razão, mas ainda assim de forma bem exagerada, totalmente over e fazendo bico. Apesar disso, perdoamos porque a personagem tinha dois mascotes sensacionais (que foram descartados cedo demais até) e matava zombies com uma classe assustadora, quase que como um verdadeiro samurai. Do Lado Negro da Força encontramos ele, o odioso Governador (David Morrissey), um tirano disfarçado de bom moço, quase como um neo político pós apocalipse, prometendo cuidar de todos, mas escondendo muito bem todo o custo dessa proteção. Ele que além de tudo chegou com o plus de ser magia, algo que sentimos falta em TWD, confessamos, embora qualquer espécie de clima mais animado dentro da série acabe sempre soando como algo meio nojento, devido a todas as circunstâncias e questões de higiene pessoal para quem for mais exigente. Mas no caso dele não, porque o personagem tinha aquele ar de mistério que nós sempre compramos, além de ter casa, cama com lençóis limpos, um pouco de conforto e alguns drinks para oferecer a troco de cabeças colecionáveis dentro do seu aquário gigantesco de zombies. E já disse que além disso tudo isso, ele ainda tinha uma filha zombie, em quem se não fosse tão descontrolada e ou faminta, a gente tem certeza que ele até arriscaria fazer tranças? Pois bem, ele tinha. (R.I.P²)

Além dos novos personagens, ganhamos também um novo cenário para essa nova fase de The Walking Dead, com a descoberta da prisão pelos sobreviventes, que encontraram naquele cenário de pesadelos para muitos, o abrigo ideal para a atual situação em que se encontravam. E a primeira parte dessa nova temporada (da qual nós já falamos anteriormente por aqui) foi exatamente uma introdução a todas essas novidades que encontramos na série. Com o detalhe de que os personagens antigos agora estavam amadurecidos, visivelmente mais preparados para a realidade que enfrentavam, nada dispostos a arriscar o pouco que conseguiram acumular nesse até que curto período de tempo, como se tivessem aprendido a lição da cartilha da sobrevivência que foram forçados a devorar caso quisessem ter alguma chance de continuarem vivos.

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Todas essas novidades acabaram dividindo a Season 3 em dois grandes blocos, o primeiro com a introdução de tudo o que havia de novo nos cenários da série e seus personagens, até que chegou o momento do confronto entre o novo e o que já existia dentro desse universo de corpos andantes em decomposição, que foi quando ganhamos o segundo bloco da temporada, com a guerra declarada entre os dois lados dessa história. Uma guerra motivada pela vingança (sempre ela), de um Governador totalmente sem limites e agora querendo justiça em nome da morte da filha, que havia morrido pela segunda vez, uma vez que já como zombie, ela acabou não conseguindo passar ilesa pela espada afiada da Michonne, a qual ele exigiu a cabeça por conta disso tudo (ela que de quebra ainda lhe arrancou um olho #CREDINCRUZ) e chegou até a ser o plot de resolução da temporada, colocando Rick (Andrew Lincoln) e os demais sobreviventes novamente diante daquele dilema de sempre, entre continuar tentando ser o Xerife da cidade, ou esquecer tudo o que aprenderam anteriormente enquanto pessoas e abraçar a ideia de que nesse mundo novo, princípios e outros detalhes importantes no caráter de qualquer um agora pouco importavam.

Estivemos presos nessa batalha entre os dois lados da história durante toda essa segunda metade da temporada, algo que não tem como não reconhecer que foi muito mais interessante do que toda a primeira metade da Season 2 por exemplo, onde ficamos girando em torno do próprio rabo a procura de Sophia e ela esteve o tempo todo bem mais perto do que todo mundo imaginava, algo que apesar de ter sido um dos grandes momentos para a história da série, acabou sendo também bastante custoso e exaustivo. Mas é preciso reconhecer também que a série do AMC continua presa naquele ciclo da “constante inconstante” que acaba sempre dando aquela desanimada (agora mais de leve), onde temos sempre um episódio excelente seguido de um completamente meio assim, onde quase nada acontece ou o que realmente importa só aparece no final. Durante essa Season 3 então, essa “constante inconstante” foi cada vez mais nítida e a cada semana em que recebíamos um episódio bem bom, recebíamos junto a certeza de que a sequência não seria tão animadora.

E mesmo tendo falado do lado positivo da nova temporada até aqui, não podemos esquecer do que não foi tão bacana assim, afinal, estamos tratando da dívida que a série ainda tinha pendente com a gente e precisamos lembrar de tudo. Incoerências, conveniências, dúvidas honestas que sempre tivemos a respeito desse universo (como por exemplo, se os zombies são atraídos pelo barulho, como apenas os que estão distantes do carro em movimento parecem notar a aproximação do mesmo e os que estão mais perto do tal carro não correm em direção ao veículo em movimento?), tudo isso nós até conseguimos deixar passar quando optamos por passar a assistir The Walking Dead de forma mais leve e cínica até, mas o que nós nunca perdoamos foi a presença de personagens odiosos por quem nunca ou pouco nos importamos e que desejamos a morte desde muito tempo dentro da série. Isso nós não perdoamos nunca e boa parte dessa dívida estava acumulada nesse detalhe de algumas cabeças.

Nesse time dos insuportáveis infelizmente ainda vivos, encontramos pelo menos 4 nomes sobrevivendo a troco da nossa paciência: Lori, T-Dog, Merle e Andrea. Todos odiáveis por motivos distintos, mas igualmente odiáveis. Dessa lista nos despedimos sem nenhuma saudade do T-Dog (IronE Singleton), que nada fez na série desde sempre a não ser figuração, além das suas quatro falas até a sua morte, isso contando com o seu suspiro final e a Lori (Sarah Wayne Callies), de quem nos despedimos com gosto, até compramos coroa de flores e mandamos entregar na casa da atriz (adoraria ter feito isso na verdade), de tão odiosa e detestável que sempre foi, algo que beirou o insuportável principalmente em sua fase gravidíssima. Tudo bem que a sua despedida nos trouxe outro grande momento para série, com o Carl (Chandler Riggs) se despedindo de vez da sua infância e fazendo o que ele precisava fazer naquele momento, em um ritual de passagem absolutamente cruel para qualquer um, mas de extrema importância e profundidade para a trama e para tudo que o personagem ainda irá se tornar. Mas de qualquer forma vibramos e só não ficamos mais felizes porque Lori continuou aparecendo em espírito, em um plot que o Rick que já não é dos mais amados (fato), também não precisava acumular para a sua história já tão pouco interessante e a essa altura também já bastante custosa. É, não precisava. (mas vou confessar que Rick me irritou muito menos durante essa temporada. Fato)

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Mas ainda restava o acerto de contas para o Merle e a Andrea, que precisava acontecer. Turn! Turn! Turn! (gritavam os mais animados de suas casas seguindo o coro que eu mesmo comecei da minha). Merle (Michael Rooker) talvez tenha sido o maior arrependimento daqueles sobreviventes até hoje, não pelo acontecido no passado, mas sim por não ter sido preso pela língua naquele terraço ainda durante a Season 1. Sério, se não fosse a sua língua incontrolável, talvez ele nem irritasse tanto. Sem contar que o Daryl (Norman Reedus), que sempre foi um dos personagens mais amados da série e que passou a ganhar um destaque merecidíssimo durante essa temporada, não precisava carregar um irmão como aquele nas costas. É, não precisava e essa tortura do insulto até que durou demais, com o Merle encontrando o seu fim bem perto do encerramento da temporada, mas não sem antes ter encontrado também a sua remissão, tomando a decisão certa no final das contas e colaborando para o sucesso do grupo do qual ele nunca conseguiu pertencer. Acho até que ele durou mais do que merecia apenas para agradar os fãs xiitas da série, que por algum motivo desconhecido de quem tem coração (rs) sempre adoraram o personagem, mas ainda assim essa sua sobrevida acabou valendo a pena por conta do momento em que o Daryl desmoronou feito uma criança, exatamente como o irmão caçula que sempre foi, diante do irmão mais velho agora em sua versão zombie. (fiquei morrendo de pena dele e com vontade de colocá-lo no colo naquele momento, embora não tenha conseguido não rir com o seu choro, Norman Reedus. Desde já ofereço as minhas sinceras desculpas e condolências. Sorry!)

A propósito, já que estamos falando nele, eu gostaria de propor aqui no Guilt nesse momento uma campanha para arrumar alguém para fazer o Daryl, pelo amor de Cher ainda não transformada em Transformers zombie. Só não aceitamos que a sua parceira nessa questão seja a Carol, algo que seria um verdadeiro castigo para o personagem e não a recompensa que a gente gostaria de dar para o mesmo apenas por ter sido desde sempre um dos personagens por quem nós mais torcemos dentro da série. E se até o Glenn (Steven Yeun) conseguiu se dar bem já tem duas temporadas, porque não o Daryl? (e alguém mais acha que a nova personagem, sobrevivente do lado de lá, encontrada dentro do caminhão, poderia ser a sua nova parceira no crime do arco e flecha, dessa vez usando mais a flecha do que o arco?)Aliás, preciso dizer que eu quase morri de nojo de todas as cenas envolvendo o Glenn e a irmã que deveria fazer dupla caipira com a outra irmã cantora dos olhos arregalados e sair em turnê por toda Nashville por tempo indeterminado. Não sei se pela circunstância, ou por não conseguir comprar a história de amor dos dois (que realmente pouco me interessa), achei um total desperdício toda e qualquer cena envolvendo ambos em uma meia luz e zombies voyers ao fundo. Sério, EW!

Isso sem contar aquele mimimi interminável do Glenn revoltado pelo que aconteceu com a sua amada, que nada mais teve que suportar a não ser mostrar um peitinho (de forma cruel, sim, entendemos, mas ainda assim… precisava tanto? Um discurso sexista demais até…) e ouvir os gritos do namorado na sala ao lado, enquanto ele, o namorado na sala ao lado, estava com o olho parecendo um pogobol de tanto apanhar e de quebra ainda teve que encarar um zombie faminto, mesmo estando desarmado e amarrado a uma cadeira, todo quebrado e sozinho em um quarto semi escuro. Sério, eu teria terminado essa discussão em 2 segundos, reconhecendo que ele sofreu muito mais do que ela e ponto. #MOVEON. Agora, mais constrangedora do que qualquer cena do casal se pegando em guaritas, só mesmo aquela irmã (que ninguém sabe dizer como se chama a não ser se olhar no IMDB e até isso temos preguiça de fazer quando o assunto é ela, mesmo estando com a página aberta na janela ao lado e tudo mais, rs) que não consegue se decidir se lança seus olhares languidos para o Carl (que ela bem fez no começo, vai?) ou para o Rick (só eu notei o climão em um dos primeiros surtos do Rick depois do nascimento da bebê?) e enquanto isso tem sempre tempo para uma canção a beira da fogueira. Sério, rezo para que um dragão de Game Of  Thrones resolva fazer uma cameo na série do canal vizinho toda vez que isso acontece e que ele esteja com tosse nesse dia, que é para chamuscar geral. (rs)

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Até que chegamos a ela, aquela a quem preferimos nos referir como “megabitch sortuda que pegou os dois boys magia da série oferecendo trabalhos manuais para um e um bafo morno pela manhã para o outro”, a detestável desde sempre, Andrea (Laurie Holden). #CREDINCRUZ (x3). Sério, de todos os personagens de The Walking Dead até hoje, sempre a odiei. Sempre. Por mim, Andrea tinha morrido ainda durante a Season 1, quando nos foi apresentada. Teria caído em um buraco ACME ou recebido uma bigorna na cabeça, não importa (desde que fosse algo dentro dessas duas opções, rs), mas pelo menos teria morrido. Mas ela resistiu e chegou a Season 2, ainda mais detestável, aprendeu a usar armas na velocidade da luz (todos eles na verdade aprenderam), aprendeu também a usar as mãos para outras coisas, pegou o Shane e sobreviveu mais uma vez, apesar de ter sido esquecida pela turma durante a viagem de férias de todos para qualquer lugar Far Far Away From Hell, o que nos faz ter certeza de que se fosse realmente querida pelo grupo, jamais teria sido deixada para trás. Andrea penou e nós sorrimos com o seu sofrimento pós abandono, mas logo a personagem encontrou Michonne e nada consegue nos convencer de que ela não experimentou como aprendemos em Glee recentemente (e todo filme americano) que sempre fazem as garotas da faculdade com as coleguinhas mais próximas, apesar de ambas terem cara de que teriam idade o suficiente para já ter frequentado a faculdade da vida por pelo menos cinco vezes, rs.

Depois disso Andrea traiu a nova amiga (e olhando para aquela cara de quem nunca prestou desde a Season 1 eu pergunto: quem não diria que isso aconteceria?), preferindo ficar com o novo macho alpha da vila a troco de míseros 14 meses de aluguel (sorry, mas não resisti), ao invés de seguir ao lado da amiga com potencial para amante, talvez formando uma dupla de banquinho e violão especializada em MPB ou R&B, porque nada também me tira da cabeça que Michonne não é a Lauryn Hill disfarçada, tentando não precisar declarar falência novamente. W H A T A B I T C H. Trocando de lugar de abandonada por abandonadora, Andrea fez a rehab da terapia do amor e passou a servir o seu homem como ninguém, oferecendo aquele cafuné gostoso pós coito, isso tudo a troco de casa, comida e roupa mal lavada por ela mesmo (como sempre estão encardidos todos eles e até mesmo os que moravam bem, não?), além de um drink ou outro de vez em quando. Isso até o seu homem ficar caolho, porque nada também nos tira da cabeça de que ela só se arrependeu de ficar com o novo boy magia surtado da cidade, somente depois desse pequeno probleminha e se não fosse por isso, talvez Andrea já estivesse até sendo nomeada como a prefeita da vila. Depois disso ficou arrependida, percebendo que trocou dreads corajosos e reconfortantes por um peito cabeludo totalmente sem limites, pronto para acabar com qualquer pessoa que cruzasse o seu caminho ou tentasse pular o muro sem autorização prévia.

Nesse momento, apesar de todo o tom de humor utilizado nos parágrafos acima para descrever a trajetória da odiosa personagem e que como parte de uma realização pessoal eu estava esperando ansiosamente para usar todas as minhas piadas reservadas ao longo da minha história com TWD desde então, Andrea acabou ganhando também uma espécie de redenção, com a personagem tendo a chance de avisar os antigos amigos em relação as verdadeiras intenções do Governador com o grupo, além de ter tido também a chance de acabar com a vida daquele homem por quem apesar de tudo, ela nunca conseguiu convencer que estava tão arrependida assim. (e ela sempre teve uma queda pelo Lado Negro da Força. Fato)

Isso até ganhar seu tratamento VIP com requintes de crueldade em uma caçada impiedosa e deliciosa para quem sempre torceu contra a personagem (digitando com o queixo e com todos os dedos dos pés e das mãos apontados para a minha cara nesse momento), com o Governador himself na sua cola, brincando de esconde esconde da morte, sendo aterrorizada aos poucos, fazendo delirar quem sempre usou a hashtag #MORRAANDREAMORRA (e sim, esse encerramento na verdade se tornou um acerto de contas bem pessoal da minha parte com a personagem, confesso). Algo que ela até tentou com todas as suas forças escapar, mas que não foi o suficiente para combater o temido Governador que de quebra, ganhou a chance de estrear sua salinha da tortura com a ex, antes da chegada da sua convidada especial, Michonne, a qual ele já havia negociado anteriormente com o Rick e acreditava estar a caminho. (quase o convencendo, diga-se de passagem e nada foi mais cruel do que ele falando na cara do Rick que além de ser um bundão – o que a gente também sempre achou- ele ainda criava um filho que provavelmente nem era dele #INYOURFACE)

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Até esse ponto, apesar de reconhecer que a forma com que a Andrea vinha sendo tratada dentro da série, se pararmos para pensar bem no assunto, até agora havia até que sido bastante animadora e porque não dizer recompensadora para quem nunca gostou da personagem, confesso que fiquei com medo de que no momento final, ela acabasse sendo pintada como a nova heroína da série, algo que inclusive eles já haviam tentado emplacar durante essa temporada. Mas para a minha grata surpresa, o destino reservado para Andrea havia sido ainda mais cruel, com a personagem presa a uma cadeira da tortura, ensanguentada, tendo poucos minutos para tentar escapar antes que uma recente vitima do governador (personagem ótimo por sinal) e que havia se recusado a matá-la e por isso acabou encontrando o seu trágico destino, se transformasse e acabasse a matando de qualquer forma. Howcruelisthat? E como se não fosse o suficiente, esse ainda não foi o destino final da personagem, que acabou acontecendo logo em seguida, após ter sido mordida e que para se despedir sem que se transformasse  ainda precisou se suicidar. Sério, poderia haver um final mais perfeito para uma personagem tão insuportável? AMEI e aplaudi lentamente, de pé, como repito nesse exato momento. (aplausos de 15 minutos em pé, volte depois para terminar de ler a review)

Notaram que pouco falamos do personagem principal da série até agora, não? E apesar de continuar sendo o grande herói de TWD, estando naturalmente presente em boa parte da recém encerrada temporada, foi importante deixar um pouco mais de lado a história do Rick no atual momento da série, para que outras e novas histórias ganhassem a chance de se desenvolver. Com todo o drama da Lori, sua relação com a filha recém nascida, as mudanças no comportamento do Carl que o assustam e ao mesmo tempo o deixam orgulhoso do filho, para o  Rick sobrou um respiro ao longo dessa temporada, muito embora em The Walking Dead, parar simplesmente para dar uma respirada possa ser uma ação de alto risco para qualquer um.

Tirando a metáfora dele tendo visões com a mulher morta, todo o trauma que levou a sua morte e suas consequências, um dos grandes momentos do personagem acabou acontecendo em um episódio com cara de filler, onde em uma missão aleatória, pai e filho acompanhados da Michonne, voltaram a antiga vizinhança da família Grimes, em uma visita que nos trouxe de volta um personagem praticamente esquecido durante a Season 1, a primeira pessoa que na verdade ajudou o Rick a sobreviver depois de ter despertado do coma. Tudo bem que esse momento trouxe algumas questões, como qual a verdadeira distância do ponto onde eles se encontravam naquele atual momento até o ponto de partida do Rick no começo da série por exemplo, porque já observamos aquelas pessoas caminhando demais em várias direções diferentes e mesmo assim, Rick conseguiu voltar a antiga vizinhança com certa facilidade e rapidamente até, mas talvez essa seja mais uma licença poética utilizada como recurso para contar sua história, o que também não significa que nós e ou o capeta, não estamos todos de olho…

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Uma revisita ao passado bastante importante para o personagem, para que ele se desse conta do homem que é hoje e do que ele escapou de ter se tornado quando encontrou as pessoas que seguiram adiante na sua companhia, algo que não foi possível para o antigo amigo. Sem contar que esse momento ainda acabou sendo também de grande importância para a aceitação de uma vez por todas da Michonne pelo grupo (que eles rejeitaram muito sem motivos também), principalmente por parte dos membros da família Grimes.

Ao final da temporada encontramos aquele grupo de pessoas pela primeira vez se encontrando como os grandes vitoriosos em meio a um universo onde já não há mais muito espaço para esperança. Pela primeira vez tivemos um final de temporada em The Walking Dead onde encontramos aquele grupo de pessoas seguindo adiante como os grandes sobreviventes da vez, ganhando de quebra alguns novos membros para a turma. Mas o governador continua a solta, completamente fora de si e certamente essa vitória não vai deve sair barato e essa conta deverá aparecer mais tarde na série.

Ou seja, com um avanço importante na história da série, um novo ritmo, novos personagens e principalmente com a morte de alguns pesos mortos dentro da série que ninguém aguentava mais, é possível que The Walking Dead tenha entregue a sua melhor temporada como um todo. Apesar das falhas continuarem existindo e a season finale não ter sido perfeita (aquela cena com o Governador matando aquelas 20 pessoas, uma a uma e ninguém enfiando um tiro na cabeça dele por exemplo, foi quase surreal, além de ter sido uma saída fácil demais para o personagem), The Walking Dead conseguiu sim com essa Season 3 quitar uma dívida antiga que a série matinha com a gente.

Podemos dizer que agora estamos quites e o que vier daqui para frente pode vir a ser lucro ou começar a contar como uma nova dívida. Veremos…

 

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Mad Men Season 6, o promo

Março 21, 2013

Na verdade, o promo acima nada mais é do que uma reunião de cenas que nós já vimos durante a temporada anterior de Mad Men, mas como estamos morrendo de saudades da série, já está valendo de alguma coisa.

Mad Men volta dia 07/04 (até que enfim!), com uma premiere dupla de duas horas. E por aqui, a TV Cultura anunciou recentemente que começará a exibir a série, ainda sem data definida para a estreia. (dizem que a previsão é que a Season 1 da série do AMC chegue ao canal brasileiro ainda em Abril)

Aproveitando o momento, o Huffington Post fez recentemente uma matéria super engraçada, falando sobre a piada interna recorrente que circula nos bastidores de Mad Men a respeito de um hábito que nós por aqui também já percebemos do Jon Hamm (The New Normal inclusive fez uma piada ótima a respeito também, mas nós fizemos primeiro…), dizendo que inclusive, eles que sempre tiveram uma grande preocupação com a dimensão dos gêmeos da Christina Hendricks na hora de tratar as imagens promocionais da série, na verdade, começaram a perceber que esse não era exatamente o MAIOR problema na hora de aplicar esse tratamento. Sério, #TEMCOMONAOAMAR essa lenda aprovada & comprovada?

 

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The Walking Dead voltando a nos animar com a interminável caminhada dos mortos ou quase mortos vivos

Dezembro 14, 2012

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É fato que desde o final da Season 2 eu já estava bem desanimado com The Walking Dead. Um desânimo que na verdade já vinha de antes, por vários fatores, desde a falta de coerência em diversos aspectos da série, até a falta de interesse por grande maioria dos seus personagens e até mesmo em sua história, que além de caminhar a passos muito lentos (naquele ritmo já conhecido das séries do AMC), não nos levava a lugar algum. Apesar disso, não consegui descartar a série assim tão facilmente da minha lista, uma vez que apesar de mediana, ela ainda continuava me distraindo. Mesmo assim, decidi que essa Season 3 seria uma temporada decisiva para garantir a minha permanência enquanto audiência da série e para que isso acontecesse, algo precisava mudar com urgência.

Enquanto isso, decidi também pegar mais leve em relação as minhas dúvidas e críticas sobre vários detalhes da série, coisas que apesar da ficção, eu nunca consegui deixar passar ou silenciar por completo o meu lado questionador e curioso sobre a série e o assunto. Achei melhor seguir os conselhos de uma maioria que continuava se entretendo com a série e tentar pelo menos continuar me divertindo com a caminhada semanal dos mortos vivos na minha TV, algo que por si só sempre foi um dos maiores atrativos da mesma. Eu só não achava muito justo que esse fosse o único motivo que continuasse me prendendo enquanto audiência e por isso, apesar da decisão de agora tentar assistir a The Walking Dead de uma forma mais leve e relevando toda a sua falta de coerência e defeitos, mantive em mente que outros fatores precisavam sim aparecer na série de uma vez por todas para que eu pelo menos continuasse interessado nela. Uma coisa precisava compensar a outra.

Para minha surpresa, esses fatores apareceram já logo de cara, com a passagem de tempo que percebemos logo no começo dessa primeira metade da Season 3 com o salto no temido inverno que eles estavam prometendo (e morrendo de medo, mas que foi descartado logo de cara. Culpa da procissão de zombies de GOT? Talvez hein? rs), inclusive feito de uma forma meio assim, mas que no final das contas acabou colaborando para que a série encontrasse o seu atual ritmo, esse muito melhor ao que nós já estávamos nos acostumando a não gostar muito.

Algo que não engrenou assim logo de cara, apesar de um dinamismo muito maior e perceptível até mesmo na premiere , mas que em pouco tempo foi ganhando ritmo e forma, se aproximando da atual realidade da série, essa muito mais interessante do que quase tudo que nós já passamos durantes as outras duas temporadas. Aos poucos, fomos percebendo que aquelas pessoas já não eram mais as mesmas (e não poderiam ser mesmo e nesse ponto, eu acho bem importante que tenha havido esse salto no tempo) e que definitivamente o tempo havia deixado sua marca em cada uma delas. Todos estavam amadurecidos, mais preparados para a atual realidade de suas vidas e de longe, já não eram mais os mesmos de antes. No começo, cheguei a considerar essa passagem de tempo como uma alternativa fácil demais para tentar levar a série adiante, mas aos poucos fui percebendo que tudo isso acabou sendo mais do que necessário para os rumos atuais da série. Se a minha reclamação durantes as temporadas anteriores foi a de que para continuar, The Walking Dead não poderia permanecer na mesma, parecia que o que estava me incomodando tanto no passado, dessa vez estava finalmente ganhando algumas correções importantes. (e todos dizem o que? #ATÉQUENFIM)

Apesar da ocupação do grupo da tão falada prisão ter sido bem bacana e cheia de ação e tensão (além de profissionalismo, rs), assim como a descoberta de outros sobreviventes por lá, os presos mais burros da face da Terra (sério, criminosos de quinta), a história começou a ficar realmente interessante a partir do terceiro episódio desse começo de temporada, quando para a nossa surpresa, Rick e companhia sequer apareceram e chegava a vez de conhecermos uma nova possibilidade para The Walking Dead, algo que talvez tenha sido até um teste para o que estaria por vir como um possível futuro da série.

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Isso aconteceu no episódio que serviu como introdução para a chegada do aguardadíssimo Governador e a “cidade zombie free” comandada por ele (3×03 Walk with Me). Um lugar dos sonhos em meio ao apocalipse de zombies, mas que ao mesmo tempo parecia ser uma oferta grande demais dentro de um mundo enfrentando um caos como aquele. Nesse cenário, fomos apresentados a uma nova realidade, novos personagens e com exceção da Andrea, que teve a “sorte” (e mais um pouco de sobrevida. Bi-a-tch) de parar naquele lugar graças a companhia da Michonne, não tivemos a participação de mais ninguém do elenco da série que nós já estávamos familiarizados, a não ser um personagem antigo, Merle (que continua sendo o mesmo detestável e em pouco tempo já se tornou o mais novo insuportável do elenco), que dessa vez voltava com sua prótese adaptada, na promessa de assombrar os demais sobreviventes e ex companheiros de caminhada do passado.

Um episódio que foi mais do que sensacional e acabou levando a série para um outro nível, encontrando talvez o que ela estava precisando faz tempo: uma renovação. O Governador é sem dúvida um grande personagem para a série (dizem que na HQ também, ou seja, confirmou!) e isso é possível de se perceber já com a sua chegada, apesar do nível de magia acabar nos distraindo em alguns momentos sobre o que realmente interessa. Um homem misterioso, que faz questão de parecer distante e que acabamos descobrindo que escondia alguns detalhes medonhos revelados aos poucos em seus hábitos e manias enquanto era reconhecido com autoridade máxima naquele local. Aquários repletos de cabeças de pessoas mortas, filha zombie guardada dentro do armário, ataque ao acampamento do exército na maior crueldade, esses foram apenas alguns dos plots que nos foram revelados em pouco tempo sobre o novo personagem e que já reúne muito mais história do que boa parte do elenco fixo da série desde a Season 1, por exemplo.

Analisando friamente, quando se pega uma série que já tem duas temporada em andamento e se tem a ousadia de colocar um episódio praticamente inteiro sem rostos conhecidos (sim, isso já aconteceu anteriormente em Lost e eu só não consigo lembrar exatamente se da mesma forma, sem a participação dos demais personagens…) e no meio dessa nova proposta você acaba nem sentindo falta de nenhum deles, fica nítido que realmente há algo errado com os personagens restantes da série, que se fossem exterminados a qualquer momento, a essa altura já não fariam a menor falta. Sério, quem se importaria com a morte de uma Carol (que já parece uma morta viva e agora resolveu fazer a sexy cougar do apocalipse, rs), ou de um Hershel (agora quase pela metade, o que na correria, atrasaria e muito todo o grupo, fato e não preconceito…)e qualquer uma de suas filhas a essa altura? (a mais nova inclusive com olhares esperançosos para cima do Carl, um menino que até outro dia tinha o que, 12 anos? Ew! #ILLEGAL) Rick a gente ainda deixa passar, só porque ele deu uma melhorada bem considerável e também importante desde o começo da nova temporada e talvez dentro da cadeia ele tenha recuperado suas bolas que estavam perdidas faz tempo. Talvez o comportamento do Carl, o novo macho alpha do grupo o tenha inspirado… (mas sério, eles estão ou não estão nas mãos daquele menino? Ele que aparentemente é o mais competente e com os nervos no lugar do que todos eles juntos)

Mas o mais importante disso tudo, ainda falando desse terceiro episódio, nem foi a ausência dos personagens já conhecidos da série e sim a presença de muito mais história em um único episódio de The Walking Dead, que não costuma se prender a esse tipo de detalhe (algo que na verdade, eu sempre senti falta na série). Nele tivemos uma trama bacana com a apresentação do novo cenário e das novas histórias que ele carregava e quase não tivemos cenas com a matança costumeira que sempre nos deixou grudados de frente com a TV a espera de zombies partidos ao meio ou com a cabeça indo pelos ares, mesmo quando o episódio não era lá essas coisas (e foram vários…). O que prova que a série tem sim o necessário para desenvolver uma história bacana quando eles sentem vontade e esse me pareceu o momento exato para que essa tal vontade viesse a tona.

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Outro momento importantíssimo dessa primeira parte da nova temporada foi a despedida de uma das personagens mais odiosas de todos os tempos dentro da série: Lori. E apesar de toda a sua trajetória não ter sido das melhores, ainda mais julgando o caráter duvidoso da personagem, sua passagem para o além foi bastante emocionante, não por qualquer tipo de apego a própria, que na verdade, ninguém suportava mais já fazia tempo, inclusive o próprio marido e ninguém se importaria se ela acabasse sofrendo horrores e sim pela situação em si, com a mãe abrindo mão da própria vida, sendo “obrigada” a fazer um parto de última hora, uma cesária a sangue frio, na presença do filho, encarando um procedimento do qual ela já sabia que não sairia viva. (e conseguiu segurar bem a dor naquela hora, não?)

É óbvio que esse momento foi inteiro construído para deixar a audiência comovida e talvez tenha até sido a tentativa de redenção da própria Lori, mas o que foi bastante emocionante nessa hora foi a reação do Carl assumindo uma postura que não se espera de uma criança, principalmente diante de uma situação como aquela, diante da própria mãe fazendo as vezes de vítima da vez. Nesse momento, achei importantíssimo aquele flashback do celeiro (um momento lindo, por sinal), com a conversa entre pai e filho, com o Rick explicando para o filho que aquela era a sua vida agora e que infelizmente estava na hora de crescer para sobreviver. Um momento importantíssimo, que nos fez lembrar o porque de tudo aquilo, ainda mais se tratando de uma criança (sorry Carl, mas para mim você é uma criança, embora a filha do Hershel de 17 anos pareça estar confusa em relação a isso. EW de novo!) e também foi bem importante para a série o momento em que ele assumiu o controle da situação, colocando de vez um ponto final na história da própria mãe. (que diga-se de passagem, em tempos de caos, não poderia nem ser considerada como a mãe do ano e eu AMEI quando Carl colocou ela em seu lugar em um determinando momento dessa temporada, quando ele saiu sozinho por dentro da prisão, trouxe um monte de coisas úteis para todo o grupo e a mãe adultera/manipuladora/preguiçosa/carente/prenha de outro/rainha do mimimi/megabitch mesmo sem ter sentido falta do menino, achou que poderia reclamar sobre o fato dele ter saído sem avisar. Sério, já foi tarde, Lori!)

Outro que ganhou o seu momento durante essa passagem foi o próprio Rick e mesmo não sendo muito ou nada fã do personagem que deveria ser o herói da série (que pra mim sempre foi o Daryl e agora passou a ser também o próprio Carl) foi bem emocionante aquela cena onde ele descobriu o que havia acontecido com a mãe do seu filho, certamente, outro ponto alto da mitologia de The Walking Dead.

Agora, só eu achei que mesmo com a despedida que a gente tanto desejou, Lori se foi mas como toda boa megabitch, deixou um problemão para o Rick? Pensem naquela correria de sempre, só que agora carregando um bebê recém nascido? Lori, dificultando até depois de morta. Que megabitch, não? Nesse caso, considerando a nova situação e o novo bebê, eu só consigo pensar em duas alternativas para a série: uma nova passagem de tempo (algo que se acabar se tornando recorrente, vai acabar soando como uma resolução fácil demais para tudo), dando tempo para o bebê crescer um pouco ou o grupo acabar se estabelecendo em algum lugar, que bem poderia/deveria ser a cidade do Governador. Veremos…

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Tirando todos esses pontos positivos para pelo menos essa metade da Season 3, é claro que eu não consegui ficar completamente satisfeito com a série, apesar de reconhecer que agora pelo menos, eles estão percorrendo caminhos muito melhores. Eu até gostaria conseguir deixar passar batido alguns detalhes, mas esse sou eu e infelizmente eu não consigo, por isso vou ter que falar. Ainda me incomoda muito o fato dos zombies não terem uma velocidade definida, assim como o seu nível de capacidade intelectual. Alguns correm muito, outros andam como uma tartaruga, muitos não tem a menor coordenação motora, outros atiram coisas e tiram objetos do lugar, como aquele lutador de MMA preso na sala de tortura com o Glenn. Isso tudo ainda me deixa meio assim com a série, mas OK, eu já entendi que tudo isso pode passar como um mero detalhe, desde que pelo menos a história da série esteja boa e que ela me distraía de certas perguntas que sempre vão surgir na minha cabeça, não tem jeito.

Assim como o Governador, outra personagem que acabou gerando todo um falatório desde que apareceu na série pela primeira vez ao final da temporada anterior foi a Michonne (Machonne, Bichonne, como preferir), que todo mundo dizia ser sensacional. E ela realmente é, carregava seus zombies escravos, lutava como ninguém com sua espada… mas vamos combinar que ela acabou se livrando cedo e fácil demais dos seus dois animais de estimação, não? Realmente, me pareceu cedo demais para essa despedida, ainda mais porque ela ainda não contou quem eram (e conhecendo sua história da HQ eu consideraria esse como um detalhe importante) e como ela descobriu o que fazer com os dois para que ambos trabalhassem a seu favor.

E vamos combinar que apesar de ter uma função durante essa metade da Season 3, Michonne bem esteve pelo menos uns trinta e três tons acima no quesito interpretação suspeita, não? Sempre amarga, com a cara amarrada demais, sem fazer a menor questão de disfarçar que estava achando tudo muito suspeito, sempre segurando a badass face. Não sei não, achei tudo um pouco demais (ainda mais porque não conhecemos nada da sua história dentro da série para entender o porque dela ser tão assim, diferente das HQs) e por vários momentos acabei tendo dúvidas se aquela cara toda amarrada não seria porque Michonne teria guardado uma espada em algum lugar que a incomodava profundamente… Sorria Michonne. Perder uma Andrea não quer dizer nada. Aliás, quer dizer sim, quer dizer que você não perdeu nada, só ganhou. WOO! Supere essa separação garota. Seja mais você e seus dreads. Cante alguma música da Lauryn Hill. Reaja! (PÁ! Três tapas na sua cara)

Mas embora esses detalhes todos que poderiam ser mais bem cuidados para que a série ganhasse mais coerência, digamos que realmente foi notável que The Walking Dead com essa metade da sua Season 3 acabou caminhando finalmente para uma melhora bastante considerável, algo que acabou deixando todo mundo mais animado com os atuais rumos da série. O último episódio desse ano então foi uma prova que estava faltando de que definitivamente eles resolveram mudar os rumos da série para algo melhor e foi tudo tão tenso e tão cheio de acontecimentos realmente importantes para o decorrer da série daqui para frente, que chega a ser uma covardia a gente agora ter que esperar até Fevereiro para a segunda metade da nova temporada que voltou tão melhorada assim. (muito diferente do que eles fizeram no final da Fall Season da segunda temporada, com um único momento importante, que foi a saída da Sophia de dentro do celeiro, nos cinco minutos finais da temporada)

Por esse motivo e pelo menos por enquanto, posso considerar que boa parte das minhas reclamações sobre The Walking Dead foram ouvidas e resolvidas durante essa primeira metade da temporada. Se eles vão optar por continuar seguindo esse caminho nós ainda não sabemos, mas que realmente parece que é a pela primeira vez em três temporadas que eles estão seguindo o caminho mais acertado para garantir um futuro pelo menos interessante de novo para a série, isso parece.

#KeepWalkingWalkers

 

ps: perguntas honestas sobre #TWD- Se ao final da temporada anterior eles já estavam ao lado da prisão, porque demorou tanto tempo para tomá-la?  Porque de todos eles, o cabelo da Carol é o único que não cresce? Alguém que se ame e se respeite o suficiente vai sentir falta do T-Dog? (R.I.P)

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Um zombie que a gente adoraria encontrar nesse Halloween

Outubro 31, 2012

Andrea (Laurie Holden). Quem aguenta essa mulher viva até hoje em The Walking Dead?

Pior que ela, agora só mesmo a Lori, que a gente deseja que seja comida pelo seu próprio baby zombie. (sim, estamos nesse nível hoje)

E alguém duvida que ela ainda vai conseguir um vale suíte presidencial do governador?

Aposto que logo logo ela oferece uma mãozinha…

#ALGUÉMDOALÉMPODERIAMORDERESSACHATALOGO

 

ps: diga-se de passagem que #TWD conseguiu fazer o seu melhor episódio depois de muito tempo (3×03 Walk With Me), introduzindo novos personagens com a chegada do Governador (Höy!), uma nova história (e história é algo que sempre sentimos falta na série), mesmo ignorando todos os demais personagens que nós já conhecemos tem duas temporadas e praticamente não suportamos mais. Até me animei, porque antes eu só não caia no sono porque não se deve dormir desse jeito em meio a uma apocalipse de zombies, rs

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