Posts Tagged ‘AMC’

Os Drapers vão para o Hawaii na nova temporada de Mad Men

Outubro 25, 2012

Segundo consta, há grandes chances de começarmos a Season 6 de Mad Men com essa viagem dos Drapers para o Hawaii, que de acordo com algumas especulações da imprensa americana, pode se tratar de um trabalho que a Megan tenha conseguido como atriz na série clássica Hawaii Five-O e o Don tenha a acompanhado até lá, ou que ambos foram apenas convidados para um casamento por lá. Claro que torcemos muito mais para a primeira opção.

Ansiosos?

 

ps: Hoy!²

ps2: curiosidade… estava pensando outro dia que todas as minhas #CRUSHS acabam em algum momento indo trabalhar no Hawaii. Primeiro o Matthew Fox, onde nossa relação que começou em Party Of Five, terminou em Lost e agora o Scott Speedman de Felicity, que atualmente também está no Hawaii gravando Last Resort. Sem contar o Krasinski que passou por lá nas férias desse ano. Ou seja, será que confirmou e eu devo considerar uma mudança? #STALKERMODEON

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O novo Walter e a velha e boa Breaking Bad de sempre

Setembro 6, 2012

Walter White não é mais o mesmo. Além do poster que já denunciava que ele agora era o rei, até começamos essa nova e última temporada de Breaking Bad com a imagem de um “novo” Walter, uma nova versão que até lembrava um pouco do personagem como conhecemos, anos atrás. Ele que dessa vez estava comemorando sozinho o seu aniversário de 52 anos, se identificando como uma outra pessoa, medicado e se armando sabe-se lá contra quem. Algo que a gente até imaginou que poderia ser um flashforward do que estaria por vir como proposta de conclusão para essa primeira metade da temporada, algo como um adiantamento, mas que por enquanto ainda permanece como uma incógnita que foi deixada de lado, para ser esclarecida em um outro momento. Seria essa cena o começo do fim de Breaking Bad?

Mas tirando essa primeira imagem já bastante diferente (com barba e cabelos crescidos) do personagem que um dia nos fez torcer e muito por ele e seu fiel escudeiro Jesse Pinkman, mesmo sabendo o quanto era errado o caminho que ele estava seguindo para resolver a sua vida, pouco reconhecemos de um Walter White que passamos a conhecer bem ao longo desses anos todos e o que passamos a enxergar foi a transformação do personagem para o homem que ele viria a ser daqui por diante, o rei. Mesmo assim, nas cenas da sequência a esse suposto flashforward, agora no presente da série, acompanhamos o que aconteceu logo após o final explosivo da Season 4,  onde Walter já não parecia ser mais o mesmo, embora muito do que nós conhecemos e aprendemos a gostar do personagem ainda estivesse ali, escondido em algum lugar dentro dele mesmo.

Agora sem grandes obstáculos no seu caminho, Walter White se sentiu livre para arriscar mais e transformar o seu negócio em um império de grandes proporções, assumindo de vez um posto que ele sempre sonhou em ter e só não imaginava que a realização viria por esse caminho duvidoso. Se tornar um milionário, uma pessoa bem sucedida na vida. Afinal, esse é ou não é o sonho de todo mundo? Ainda descobrimos que no passado, Walter teve sua chance de se tornar exatamente esse homem que ele sonhava ser, o bom provedor. Chance que ele deixou escapar vendendo parte de uma empresa que ele ajudou a criar nos tempos da faculdade, que mais tarde viria a se tornar um negócio de bilhões, para seu total arrependimento. Sim, Walter teve que amargar mais essa derrota em sua vida, por anos, acompanhando de longe o sucesso dos ex colegas de classe, muito provavelmente para se torturar dessa culpa que ele sentia por ter perdido o que ele achava ter sido a chance da sua vida de ter se dado muito bem. E isso nós só descobrimos agora, quando achamos que já conhecíamos o suficiente do personagem. Mas realmente, a gente ainda não tinha visto nada e o Mr White ainda tinha muito para nos mostrar de um lado “desconhecido” até então.

E quem diria que do alto da sua meia idade, Walter iria alcançar uma nova chance de se tornar uma lenda? Ainda mais agora que ele se via sem grandes obstáculos no seu caminho, o inimigo já havia sido explodido, mais um que acabou pagando com a própria vida para que ele continuasse vivendo a sua mentira. O câncer ao que tudo indica estava controlado (até o flashforward e a cena do scan do episódio final que levantou novamente essa questão), parte do dinheiro que ele precisava já estava garantido, parte dele inclusive já havia sido gasto. Mas porque parar com um negócio onde a partir de agora ele poderia se tornar o dono e consecutivamente teria muito mais lucro?

Que foi exatamente quando Walter se perdeu em meio ao seu próprio ego inflado, enxergando apenas uma possibilidade de negócios e esquecendo completamente que dentro desse ramo os contras são muito maiores do que os prós. Mesmo assim, ele assumiu o risco, mostrou a cara, bateu no peito e falou para quem quisesse ouvir que ele fabricava o melhor produto do mercado, que com ele a concorrência seria desleal e portanto, seria melhor se afiliar ao seu negócio do que tentar ir contra a sua proposta. Algo mais ou menos como pegar ou morrer. Mas não era apenas a questão de maiores lucros que atraía a o Mr White nessa história e sim o reconhecimento da sua genialidade, onde o seu ego acabou realmente falando mais alto a partir do momento onde ele percebeu que era um homem capaz de tudo dentro daquela situação.

Assim ele continuou fabricando mais e mais do seu produto quase 100% clean, dessa vez aderindo a um novo método itinerante, uma ideia genial inclusive para não atrair grandes suspeitas e não criar raízes e rastros em lugar nenhum. Mas a medida que o dinheiro foi entrando, os custos daquela produção acabaram sendo altíssimos, mesmo porque, ele não contava com uma parcela extra de custo que ele teria que assumir mesmo tendo explodido o Gus ao final da temporada anterior. E lá estava o Mike para lembrá-lo que se ele achava que o Gus vivo era o seu problema, ele não tinha a menor ideia do tamanho do problema que seria tê-lo como morto.

Mas Walter não se deixou intimidar, bateu de frente até mesmo com o Mike, de quem ele já morreu de medo no passado, que mesmo no papel de um “matador de aluguel” mostrou ter o mínimo de princípios e limitações dentro daquilo que ele acreditava ser certo (falar de certo e errado em Breaking Bad é quase um paradoxo). Aliás, diga-se de passagem que Mike foi um dos grandes destaques dessa primeira parte da temporada final, nada mais do que justo pela força que ele demonstrava ter dentro daquela história. E desde que aceitou ser sócio da dupla Walter e Jesse, Mike passou a ser o novo obstáculo na vida do Mr White, sempre com um problema ligado ao passado para ser resolvido, precisando de um montante que não teria fim para comprar o silêncio daqueles que faziam a operação do Gus funcionar sem falhas e de quebra, ainda estava com o Hank na sua cola, seguindo os seus passos e suspeitando que aquele frio senhor de idade avançada (sorry Mike) escondia muito mais do que a sua rotina comum de passeios durante o dia com a neta no parquinho da vizinhança.

E se Walter se perdeu durante esse novo caminho mais aberto e cheio de novas possibilidades, quem precisou colocar os pés no chão novamente foi o Jesse, que esteve muito mais consciente em relação ao negócio e que foi também quem precisou estabelecer um limite para que ele continuasse ou não envolvido com toda aquela história, que já havia deixado um rastro de sangue bem grande a essa altura e que todos nós sabemos que desde que ele teve que matar a sangue frio o outro químico para livrar a sua pele e a do Walter no passado, ele jamais se recuperou e passou apenas a conviver com mais esse fantasma em sua vida.

Seu limite acabou aparecendo em um dos melhores episódios da temporada (5×05 Dead Freight), com eles todos envolvidos em uma trama absurda para roubar um trem em movimento que transportava o ingrediente fundamental para que eles continuassem com sua produção a longo prazo. Episódio esse que me lembrou muito da adrenalina do começo da série, com a dupla correndo perigo no meio do deserto e presa dentro daquele trailer velho, sempre deixando a gente com o coração na mão, apenas brincando com a possibilidade deles serem descobertos a qualquer momento. E esse limite acabou aparecendo para o Jesse, onde depois de ter conseguido realizar com sucesso o tal roubo, eles acabaram sendo surpreendidos por um garoto que circulava pela região e que como medida desesperada do Todd, o novo “estagiário” do grupo, acabou morrendo ali mesmo, para o total desespero de Pinkman, que não conseguia aceitar o destino daquela nova vítima que eles acabaram fazendo e a partir disso passou a considerar que o fim da sua participação nos negócios havia chegado.

Esse momento foi onde todos eles encontraram o seu limite. Para que continuar? Quantas pessoas ainda seriam mortas para que eles seguissem com o próprio negócio? E a troco de que? Mais dinheiro? E para quem até pouco tempo não tinha muita coisa, o que eles conseguiram acumular já não era o suficiente? E foi quando Jesse e Mike resolveram vender suas partes da sociedade, abandonando de vez um negócio que para eles já havia sido lucrativo e doloroso o suficiente e que naquela ocasião havia extrapolado os seus próprios princípios do mundo do crime. Limite esse que não foi o suficiente para o Walter, que naquela hora decidiu cruzar essa barreira e tratar a morte da criança como um “mal necessário”, mesmo reconhecendo mais tarde o quanto foi difícil para ele enquanto pai ter uma vítima criança marcada pela sua própria história, mas que mais uma vez ele justificou com a velha desculpa do “antes ele do que eu”.

Como se não bastasse a arrogância do personagem que passou a ficar cada vez mais evidente desde o começo da temporada, o que deixava toda a operação ainda mais perigosa do que o de costume, Walter havia perdido completamente o limite, não aceitando encerrar um negócio que para ele agora parecia ser uma fonte inesgotável de renda, com lucros cada vez maiores uma vez que agora ele era o dono do próprio negócio de gente grande. E o personagem tanto perdeu o limite, que acabou aceitando a venda da parte dos seus sócios, mas não sem antes mostrar para o adversário o quanto ele seria necessário dentro daquela operação toda. Assumindo a morte do Gus com orgulho e como um crime que ele mesmo cometeu, Walter gritou na cara do concorrente “Say My Name” em outro momento excelente da temporada (5×07 Say My Name – momento do tipo inesquecível!), onde Heisenberg se tornava uma grande lenda dentro daquele mercado e assumia o posto de novo rei do pedaço.

Mas nem tudo seria tão fácil assim para todo mundo enquanto Walter se transformava nesse homem incontrolável e perigoso e o primeiro a sofrer as consequências do seu descontrole foi o Jesse, que teve o pagamento da sua parcela dos lucros com a venda do negócio adiada e depois recebeu a informação do próprio Walter, em forma de cobrança pelo que ele considerava ser uma grande forma de “ingratidão”, de que ele ele não iria mais receber o seu dinheiro e que agora ele nem precisava mais dos seus serviços porque já havia arranjando um novo “estagiário” (o mesmo que atirou contra o garoto do episódio do trem), esse muito mais parecido com o homem que Walter estava se tornando, com cara de aspirante no mundo do crime.

Uma prova a mais de que Walter realmente não era mais o mesmo e a essa altura do campeonato já estava difícil de continuar torcendo por ele, mesmo que isso desde o começo da série não tenha parecido muito certo. E não é de hoje que o personagem nos deu indícios de que esse seu ego incontrolável ainda iria se tornar um problema na sua vida. Foi assim com o Hank em um jantar em família do passado, onde Walter sugeria que Gus deveria ter uma mente brilhante por trás de toda a sua operação e foi assim também com o Gus, quando ele tentou impor ser o único capaz de produzir o produto dos sonhos, sendo superado pelo próprio Jesse mais a frente, tornando-se totalmente descartável dentro do seu próprio universo. Na verdade, Walter como todo psicopata, só queria o reconhecimento da sua genialidade (/crime), só isso.

E se nas ruas Walter agora era uma ameaça e inclusive gostava de reforçar e utilizar isso a seu favor, em casa também ele vinha sendo temido até mesmo pela sua mulher, que ao observar de perto a transformação do marido no homem que ele é hoje, acabou se encontrando completamente aterrorizada com toda aquela situação, onde ela mesmo disse se sentir com uma refém de tamanho envolvimento dela com tudo aquilo. Skyler que teve uma participação também excelente durante essa temporada, sempre morrendo de medo do marido, com olhar de assustada e ao mesmo tempo bancando a passiva agressiva quando ela não conseguiu mais se controlar, transformando a vida do Walter em um inferno também dentro da sua própria casa. Sem contar que ela até aceitou continuar naquela posição que ela não conseguia enxergar uma forma de escapar, continuando lavando o dinheiro sujo do marido, desde que os filhos fossem mantidos longe deles e assim Walter acabou perdendo também toda a sua família, onde mesmo a Skyler que teve que permanecer ao seu lado, não estava exatamente lá.

Com essa participação maior da Skyler no lado negro da força, tivemos momentos ótimos com ela e o Jesse, personagens que quase nunca se encontravam dentro da série. Aquela cena onde Walter convidou o Jesse para ver de perto o inferno que a sua vida se encontrava naquele momento dentro da sua própria casa, foi simplesmente sensacional, com um clima pesadíssimo instaurado dentro daquela casa por conta da nova dinâmica do casal e um Jesse completamente sem graça, tentando puxar assunto e desviar as atenções do climão que estava no ar. Tudo isso dentro de uma série que até hoje manteve o seu fundamento, com cenas lindíssimas e takes ousados, como se suas histórias e personagens já não fossem um grande atrativo. Cenas muito bem cuidadas, takes quase alternativos, com a câmera aparecendo em ângulos nada óbvios, sempre tentando nos surpreender de alguma forma. Até a bebê, filha do casal, foi usada para demonstrar a passagem de tempo na série no episódio final, com ela agora andando ao lado do seu irmão Flynn, que não é mais Junior, rs. (detalhe que a Camis do Séries em Série/Seriadores me lembrou no Twitter. Thnks Camis!)

Dentro dessa transformação do personagem ainda encontramos resoluções sensacionais para o final dessa primeira parte da temporada, com Mr White mais uma vez perdendo o controle e finalizando até mesmo com o Mike, que por muitas vezes foi quem salvou a sua pele dentro dessa história mas que naquele momento havia se tornado mais um obstáculo no seu caminho. E diferente de outras situações, onde ele acabou manipulando todo mundo a seu favor, sempre colocando outras pessoas como executores das mortes que aconteceram por sua culpa ou que foram “necessárias” para que a sua história tivesse a continuidade que ele desejava, Walter teve que finalizar o Mike ele mesmo, a sangue frio, meio assustado com a situação e se arrependendo logo em seguida, onde ao pensar um pouco mais, ele acabou percebendo que a morte do ex sócio nem era tão necessária assim.

E como o ciclo do personagem parece nunca ter fim, sempre com outras pessoas envolvidas no seu caminho, como último passo antes da sua aposentadoria após ganhar inclusive o mercado internacional com a ajuda da nova personagem descontroladíssima e responsável pela logística desde os tempos do Gus, acabamos ganhando uma das melhores cenas dessa finale, com a execução dos protegidos do Mike que se encontravam em três prisões diferentes e que estavam sendo pagos para manter o silêncio em relação ao caso. Uma cena linda, com a trilha sonora perfeita (e a sequência onde o personagem e seu novo assistente seguiam cozinhando como se não houvesse amanhã, também foi bem boa) para aquela execução em massa que precisava acontecer simultaneamente, em dois minuntos, novamente apoiada naquela desculpa recorrente e que nesse caso fez todo o sentido  do “antes eles todos do que eu”.

Apesar das medidas dignas de um grande criminoso para resolver todos os seus novos problemas, Walter chegou a conclusão de que não adiantava nada ele ter se construído aquele império todo, que ele nem faz ideia do quanto valia devido a falta de controle da própria Skyler, que sozinha não conseguiu dar conta de simplesmente contar os lucros que não paravam de chegar a todo momento. Nessa hora, o personagem viu todo o seu esforço em meio a pilhas de montes de dinheiro trancadas dentro de um depósito qualquer alugado. E o que fazer com isso tudo, agora que ele já conseguiu ultrapassar seus próprios limites?

Esse talvez tenha sido o momento em que Walter percebeu o quão pouco valia toda aquela sua trajetória, onde ele ganhou sim muito dinheiro, mas deixando um rastro de sangue agora gigantesco, envolvendo inúmeras vítimas e de quebra acabou afastando também sua própria família do monstro que ele havia se tornado. Talvez tenha sido também quando Walter se deu conta de que não havia mais motivação para continuar fazendo o que ele fazia. Não havia mais câncer, não haviam mais “grandes obstáculos” no seu caminho, não haviam mais grandes dependentes do seu trabalho e não haviam mais desculpas para continuar, assim como também não havia sobrado ninguém para comemorar com eles a sua grande pilha de dinheiro trancada dentro daquele depósito simples e que no fundo nem parecia ser tão grande assim. (pilha grande mesmo era  a o Coringa em “The Dark Knight”)

Mas faltavam ainda algumas pontas pendentes nessa história toda e a primeira delas envolvia o Jesse, que havia passado todo esse tempo ao seu lado e que mesmo assim acabou saindo dessa sem levar a sua parte, apenas por Walter não aceitar que o ex viciado conseguiu encontrar o seu próprio limite e se livrar daquela história toda antes dele. Naquela cena final, onde os dois se encontraram na casa do Jesse, apesar do clima de nostalgia com ambos relembrando algumas de suas passagens do passado a bordo daquele trailer velho, a tensão estava no ar a todo instante naquela cena, onde de acordo com o que acabamos conhecendo do Walter nessa reta final da série, tudo indicava que ele estava ali para acertar suas contas com o Jesse da forma como ele vinha fazendo com todo mundo. BANG! (e não fomos os únicos que pensamos nisso, como percebemos ao final da cena com a reação do Jesse)

E foi quando descobrimos que o antigo Walter ainda está dentro daquele homem, adormecido, mas ele está lá e embora ele tenha perdido bastante do seu espaço para o novo Walter que passamos a conhecer nessa reta final da série (o rei), quando ele deixou a casa do Jesse, o personagem acabou deixando também na varanda da casa as malas com o dinheiro da parte da sociedade que ele devia ao garoto e sendo assim, restava alguma esperança de que talvez o Mr White ainda tivesse recuperação. Dessa forma ele achou que resolveu a sua vida, tendo mais dinheiro para gastar do que ele imaginava que teria um dia (e talvez até por isso ele tenha feito questão de pagar o Jesse, porque a essa altura, não dá mais para confiar no coração do Walter e sim apenas na sua razão) e acabou anunciando para a Skyler a sua aposentadoria de vez do mundo de crystal blue.

O que ele não contava é que em um jantar em família, com uma simples ida ao banheiro do Hank, seu cunhado da policia que já esteve a frente do caso, algumas vezes bem próximo de descobrir a verdade e que quase perdeu os movimentos por sua culpa,  um momento simples como esse acabasse revelando o que sempre esteve debaixo do nariz do Hank e que ele nunca conseguiu enxergar: WW. Simples assim, com as iniciais do nome de Walter White na dedicatória de um livro largado dentro do banheiro, Hank se deu conta de que o seu pior inimigo esteve ao seu lado o tempo todo e ele sequer chegou a suspeitar. WW = Walter White (Hank até chegou a fazer essa ligação no passado, mas logo abandonou a hipótese por jamais suspeitar do cunhando que ele sempre achou ser meio loser)

E com esse momento que a gente estava aguardando por anos desde que a série estreou, encerramos as primeira parte da temporada final que foi bem da sensacional, provando mais uma vez o porque que Breaking Bad é uma das melhores séries da atualidade, status que ela conquistou desde que surgiu na TV e que foi mantido até quando a série não foi lá essas coisas todas, mas que para o nosso total desespero, ainda teremos que aguardar essa mesma época na metade do ano que vem para descobrir como é que essa história irá de fato terminar.

Por isso eu não canso de repetir: SACANAGEM AMC. SACANAGEM!

E qual é o meu palpite para o final?

Walter consegue se livrar de tudo e joga a culpa toda no Jesse, que por sua vez consegue escapar, descobre tudo o que Walter fez na sua vida e resolve ele mesmo a questão de um vez por todas, entregando o Walter morto para o cunhado que chega tarde demais para a sua prisão. BANG! Também seria bacana um final com o Jesse fugindo com todo o dinheiro, torrando tudo como se não houvesse amanhã e Walter fosse preso, onde de dentro da cadeia ele acabaria pensando em um plano mirabolante para fugir de lá e ir acertar as contas com a Skyler, que seria quem o entregou para a polícia, mas que acaba sendo salva pelo Hank, que aparece no final e finaliza o cunhado. BANG!

ps: e se vc perdeu alguma coisa das temporadas anteriores ou não se lembra muito bem de tudo que já aconteceu em Breaking Bad, talvez esse post amigo possa ajudar

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Breaking Bad volta hoje. Mas será que lembramos de tudo que já aconteceu na série até agora?

Julho 15, 2012

SIM! E com essas carinhas tranquilas de senhores que gostam de ler seu velho e bom jornal dessa foto do Instagram do próprio Aaron Paul, nosso drama dramático volta hoje (lá na america antiga) e como nós já estamos mais do que carecas de saber, mais ainda do que o próprio Mr Walter (bate na madeira até ela se partir em três pedaços), essa será a quinta e última temporada de Breaking Bad, que de quebra, chega com o aviso prévio de que vamos ficar ainda mais ansiosos, já que essa última parte da série será dividida em duas e assim, só teremos o final dessa história nesse mesmo período, só que em 2013. (Humpf!)

Pelo menos eles dizem que esses primeiros 8 episódios da parte final da série serão todos semanais e sem interrupções, o que já pode funcionar como um alívio. (se bem que, sabendo-se que os outros 8 eps só chegarão nessa mesma época em 2013, a gente já vai sofrendo por antecedência…)

Mas será que nós lembramos de tudo que já aconteceu dentro dessa história? Hmm mmm

Como nós sabemos que o nosso forte não é a memória, preparamos um post amigo com links mais amigos ainda, para quem quiser dar um F5 na sua própria memória e lembrar tudo o que nós já comentamos sobre as quatro temporadas da série até agora:

 

♥  Season 1

♥  Season 2

♥  Season 3

♥  Season 4

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

A pergunta que não quer calar não é mais quem matou Rosie Larsen e sim o que matou The Killing?

Junho 26, 2012

Não, eu não me decepcionei com The Killing. Acho bom já começar essa review da segunda temporada dizendo que eu fiquei satisfeito com o desenrolar da série, que demorou uma temporada a mais do que a original para nos revelar quem de fato foi o assassino de Rosie Larsen. Me encontro tão satisfeito com a série que pra mim já deu e considero esse caso totalmente encerrado na minha vida. #CASECLOSED

Por isso, se a pergunta durante a Season 1 da série foi “mas afinal, quem matou Rosie Larsen?“, agora, ao final da Season 2, me parece mais adequado que a pergunta seja: mas afinal, o que matou The Killing?

Sim, The Killing  foi muito bacana. Sim, a série tem a Seatle chuvosa como plano de fundo e uma investigação policial bem boa, com recursos limitados e tudo bem diferente do que costuma acontecer “magicamente” em um CSI da vida e nós já sabemos de tudo isso a essa altura, porque acredito estar falando apenas com os poucos sobreviventes da audiência nesse momento. E sim, nós finalmente descobrimos quem foi (ou quem foram…) o assassino de Rosie Larsen e a resolução dessa história foi super bem feita e amarrada, com a emoção necessária para esse momento que todo mundo estava aguardando faz tempo, do tipo bem bacana de se ver. Mas sinceramente falando, precisávamos mesmo de duas temporadas para isso? …

Desde que a série começou, eu me peguei encantado com essa nova forma de se fazer uma série policial, que nunca foi o meu gênero preferido, confesso. Cheguei a achar bem bacana que nada se resolvia de forma tão simples dentro daquele cenário e tudo era muito mais profundo do que a gente imaginava, que foram os detalhes que acabaram me conquistando logo de cara. Fomos descobrindo que todos os suspeitos dessas história tinham o seu lado B muito bem escondido, o que tornava tudo muito mais interessante para cada um deles.

Mas ao mesmo tempo que eu entendia que The Killing seguia um outro padrão de série policial e mantinha aquele ritmo que nós já nos acostumamos de certa forma a ver no canal AMC (que faz escola dentro desse padrão), algumas coisas me deixavam bastante irritado com a série também, como os suspeitos todos que foram levantados durante a primeira temporada e que eram descartados logo em seguida, ainda no mesmo episóio, ou quando toda a sujeira da vida de diversas daquelas pessoas embora tivessem sido descobertas e estivessem relacionadas a vida da vítima em questão por um motivo ou outro, pouco serviram para a conclusão do caso em si, como a história das garotas de programa, por exemplo, que de certa forma só serviu para Rosie levar alguma fama. E é claro que uma das coisas que mais me incomodou na série desde o começo, foi a apatia da protagonista Sarah Linden, com quem eu nunca simpatizei muito (apesar de admirar sua competência até a página 7) e que de tão gélida, ficava cada vez mais difícil da gente se importar ou pelo menos se relacionar de forma amigável com a personagem.

E se a brincadeira durante a Season 1 foi levantar um suspeito por episódio e depois descartá-los logo em seguida, durante essa Season 2 a história foi bem diferente, onde acabamos conhecendo um pouco mais profundamente cada um dos personagens principais e que realmente importavam dentro daquela história.

Tivemos a família Larsen se desfazendo, com a mãe vagando em um hotel de beira de estrada, saindo com desconhecidos, tentando salvar a vida de jovens perdidas e doppelganger de sua filha morta e tomando um golpe logo em seguida, o que a fez voltar para casa, finalmente (só eu achei que ela só voltou pq foi roubada?). O pai, cada vez mais revoltado com o pouco caso que a polícia local o tratava, muitas vezes com razão e se sentindo injustiçado com o abandono da mulher, voltando a se relacionar com a máfia na tentativa de fazer justiça com as próprias mãos e ainda sendo explorado por gente sem a mínima compaixão por toda a sua dor naquele momento de fragilidade. Sem contar o plot do seu envolvimento com a cunhada, que por sua vez, sempre pareceu nutrir uma certa inveja da família que a sua irmã conseguiu construir e que para ela parecia ser tarde demais. Ela que além de tudo, sempre foi bem da esquisita…

Ainda dentro do cenário da família Larsen, descobrimos que Rosie na verdade não era filha biológica de Mitch Larsen, mas eu achei mais do que injusto a sua mãe usar isso como arma para dizer que fugiu porque ela era a sua mãe de verdade e por isso sentiu mais a dor da sua morte. Sério, quanta insensibilidade, hein dona Larsen?

Na ala política da série, Richmond, o político preso pela morte da garota, além de ter sido preso injustamente, acabou perdendo os movimentos devido ao tiro que acabou levando do Belko na cena que encerrou a temporada anterior, personagem que também sempre foi bem esquisito e não poderia ter tido um final melhor. Claro que com esse plot de homem injustiçado e preso a uma cadeira de rodas levaria o então candidato a vencer a eleição no final das contas, que foi o cenário inclusive para parte da resolução do caso e a gente tinha certeza que alguma parcela de culpa eles precisavam ter no lado político para conectar os dois núcleos dessa história. Bingo! Foi quando nós descobrimos que um dos assassinos de Rosie se encontrava realmente dentro daquele núcleo e estava entre os dois assistentes da campanha de Richmond: Jamie ou Gwen? Mas afinal, quem matou Rosie Larsen?

E enquanto isso, na sala da justiça, tivemos a certeza do que nós já desconfiávamos quando o Holder ganhou ares de suspeito ao final da temporada anterior, onde descobrimos que ele realmente só foi usado dentro dessa história toda, que envolvia outros interesses muito maiores dentro da própria polícia. Aquele jogo de poderes de sempre. Já a Linden, essa parece ter aceito as críticas em relação a sua expressão única durante a temporada anterior e aprendeu uns dois tipos de sorrisos diferentes para tentar dar uma compensada e desperdiçou um bom tempo dessa Season 2 desconfiando a toa do seu parceiro. Nesse meio tempo ela ainda quase perdeu a guarda do filho por maus tratos e passou a encarar uma batalha na justiça com o ex marido magia (Helo, que saiu diretamente de Battlestar Galactica e que merecia ter tido mais espaço. Höy!) por conta da guarda do próprio. Custava ter alugado um quarto e sala Linden? Nó sabemos que Seatle não é NY…

Holder continuou sendo Holder, o policial que não segue regras e que parece pertencer mais ao outro lado da força do que qualquer outra coisa. Mas ele permaneceu sendo o mesmo foufo de sempre de cabelo ensebado, seja com o seu sobrinho com quem ele mantém uma relação adorável e fundamentada na linguagem das ruas (Yo! Wassup Bro? rs), até o momento em que ele chegou a levar uma surra daquelas do núcleo indígena, tentando colaborar como freelancer ao lado da Linden na solução do caso. Surra essa que para o estado em que ele foi encontrado, até que ele conseguiu se recuperar muito bem não? Estamos de olho AMC…

Como em The Killing é comum que a gente acabe descobrindo algo mais profundo em cada um de seus personagens, nessa caso, descobrimos que Linden teve um passado mais complicado do que a gente imaginava, tendo passagem em clínicas para tratamento psiquiátrico e tudo mais, com o plot sensacional dela ter mantido um caso com o seu terapeuta (o mesmo homem com quem ela iria se casar no começo da temporada anterior) o que a garantia uma certo “passe livre” para a liberdade. Esperta, não? Ou seja, fria my ass e a desconfiança que a gente tinha de que aquela não poderia ser uma mulher “normal” se confirmava nesse exato momento. Linden tinha sim probleminhas.

Mas é triste reconhecer que tudo isso acabou acontecendo em um ritmo pra lá de devagar, onde em vários episódios ficou quase impossível continuar interessado nesse drama todo sendo levado nesse ritmo tão lento. ZzzZZZ. Tenho certeza que muita gente só permaneceu por conta  da curiosidade em relação a identidade do assassino e nada mais, o que não foi exatamente o meu caso, porque apesar de todas as minhas reclamações, continuo achando The Killing uma série muito boa. Recomendo até que quem não tenha resistido até o final da segunda temporada, que veja pelo menos o último episódio, que eu garanto que vc não vai se sentir muito perdido dentro da história, pode acreditar!

Algo que eu considero uma falha enorme na série, onde toda essa grande investigação do caso, apesar de interessante em alguns momentos, acabou sendo um detalhe mínimo para a resolução do caso em si, mais ou menos como se a gente tivesse assistido o passo a passo dessa investigação, conhecido coisas que pouco interessavam da história de cada uma daquelas pessoas durante esse percurso, quando a resolução final pouco tinha alguma relação com essa trajetória toda e se encontrava escondida no último passo dessa história, simples assim.

E praticamente como detetives freelancers, Linden e Holder conseguiram resolver esse mistério, nos revelando o verdadeiro nome do assassino de Rosie: Jamie. Ele que acabou a matando apenas por ela estar no lugar errado e na hora mais errada possível (fumando e apreciando a vista). Mas ele não foi o único colaborador desse crime e disso nós também já desconfiávamos…

Acho até que se não fosse o grande peso na consciência da Linden de ter tido um homem condenado no passado por um crime que ele não cometeu, quando ela ainda tinha um outro parceiro e acabou levando o crédito por isso, que foi algo que nós descobrimos no decorrer da temporada, isso não teria acontecido (ainda mais com o final da história do Jamie. BANG!) e talvez o medo de repetir o mesmo erro do passado, mesmo que dessa vez um dos assassinos pelo menos já tivesse confessado a sua participação no crime, ainda faltava uma peça desse quebra-cabeças na mente dela, que não poderia lidar com mais um caso resolvido de forma porca.

Que foi quando ganhamos o segundo nome, ela que sempre nos pareceu ser bem estranha e certamente escondia alguma coisa: titia Terry. Sempre “tão controlada (só que ao contrário e a base de muito antidepressivo), estava na cara que aquela mulher escondia alguma coisa, mas a gente só não imaginava que ela teria sido a grande responsável pela morte da sobrinha. Jamie deu uns catiripapos, perseguiu a menina no parque no meio da noite, deu mais uns catiripapos, amarrou e prendeu ela dentro do carro, mas a finalização do crime ficou por conta de sua própria titia. Detalhe que ela fez isso sem saber de quem se tratava (apesar de saber que havia alguém presa dentro do carro…), apenas por estar magoada por ter que  continuar sua vida infeliz ao lado de um homem casado e segundo a própria, ela “apenas” jogou o carro no rio, sem saber quem estava dentro dele. Que ironia do destino não?

Confesso que nessa hora, cheguei a ficar bastante emocionado com todas as atuações dentro daquela cena, que foram todas primorosas, não só nesse momento de grande importância para a série, como em todo o caso (exceto pela Mireille Enos, sorry), principalmente no caso dos Larsens. Engraçado que quando titia Terry estava chorando, dizendo que ninguém a entenderia e que ela não sabia quem estava dentro daquele porta-malas, ninguém conseguiu sequer assimilar toda aquela história e dizer na cara dela” mas e daí, vc continua sendo uma assassina sua crazy bi-a-tch, porque alguém estava dentro da mala daquele carro e morreria de qualquer forma, sendo sua sobrinha ou não, só por vc ter essa sua vidinha infeliz e disso vc sabia, assassina”. PÁ! (e dava até para ouvir os gritos da menina enquanto o carro se afundava… #DRAMADRAMATICO)

Sendo assim, terminamos a série tendo o caso finalmente resolvido, com a família Larsen tentando se refazer naquela casa antiga que o seu patriarca havia comprado, tivemos o núcleo político dando continuidade a sua politicagem escrota, sem nenhum ato heróico de desistir da eleição por conta de todo o seu “envolvimento” com o assassinato em si e ainda se relacionando com o pessoal do cassino (que a gente sabe de que não são gente boa) e Linden abandonando o carro do Holder no momento em que eles estavam sendo chamados para uma nova investigação, deixando em aberto se aquele seria mesmo o fim da sua carreira, pelo menos dentro da polícia de Seatle.

Nesse momento, apesar de me encontrar satisfeito com a conclusão do caso e até mesmo emocionado com aquele vídeo lindo da Rosie entregue “de surpresa” na casa de sua família, que nesse momento ganhava uma despedida mais apropriada da filha, confesso que chegou a hora de admitir que esse foi o fim de The Killing pelo menos para mim, que eu aceito de bom grado mas declaro já ter sido o suficiente. Até agora, o canal AMC ainda não disse nada em relação a uma possível renovação da série, mas eu diria que essa história, apesar de que com muito custo e de forma extremamente lenta, conseguiu ser encerrada muito bem, com um ponto final importante, onde apesar de conseguir enxergar todas as suas qualidades, não sinto a menor vontade de voltar para assistir uma próxima temporada com um caso diferente, por exemplo. Mesmo porque, nem isso eles se propuseram fazer nesse season finale.

Com isso, respondendo a pergunta do título do post, encerro essa review dizendo que considero que a morte de The Killing tenha acontecido por meio de um suicídio (além de todos os pontos negativos que eu já comentei), que aconteceu quando eles resolveram estender para mais um temporada algo que poderia sim ter sido encerrado ainda durante a Season 1. Vou ter saudades? Vou, mas o que eu posso fazer para mudar essa história? Na-da. Portanto, esse é o fim da série para mim,  sem sentir a menor culpa, sem me arrepender de ter assistido suas duas primeiras temporadas (que foram sim bem bacanas, mas também tiveram suas falhas e foram bem lentas) me sentindo apenas satisfeito e aceitando que esse tenha sido de fato o seu fim.

Vcs querem que eu fale outro erro antes de me despedir de vez? Com eu disse, eles encerraram essa história sem deixar um gancho suficientemente bom para que despertasse pelo menos a nossa curiosidade ou o desejo de voltarmos para mais uma temporada de The Killing, se é que essa possiblidade ainda existe e esse não tenha sido um sinal bem claro de que a série encontrou o seu fim. Se Linden vai voltar para a polícia? Quem se importa? Sério? Talvez seja a hora mesmo dela voltar para a casa, recuperar seu filho e parar de viver em quartos xexelentos de hotel barato com direito a luz do corredor que pisca igual em filme de terror bem vagabundo preguiça porém medonho. Boa sorte Linden, aprenda a sorrir mais para a vida (rs) e Yo Holder, vamos sentir falta da sua magia, mesmo tendo a impressão que vc passou 26 dias (sim, só se passaram 26 dias nessas duas temporadas) sem tomar banho = Höy!

R.I.P The Krilling (sim Krilling, que me lembra o barulho dos grilos, rs)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

A temporada “feeling blue” de Don Draper

Junho 19, 2012

Don Draper está mais triste do que de costume. Essa foi a maior impressão que eu tive durante esse Season 5 de Mad Men e por isso eu digo que essa foi uma temporada “feeling blue” até mesmo para a série. Apesar de estar vivendo um bom momento pessoal, casado com uma mulher mais de acordo com o que ele esperava e obtendo cada vez mais sucesso na  Sterling Cooper Draper Pryce, foi ficando cada vez mais evidente que Don ainda possuí um vazio dentro dele.

Agora, falando totalmente do que eu penso sobre a série em seu momento atual, eu sinto que essa foi uma forma sútil que o seu criador Matthew Weiner encontrou para demonstrar os seus próprios sentimentos em relação ao futuro da série. Eu sei que tudo isso pode parecer um achismo muito grande, mas todo mundo sabe o drama que foi para a série ser renovada pelo AMC, que relutou para atender a todas as exigências do próprio Weiner para essa recém encerrada temporada que estamos falando nessa review e talvez todo esse climão meio “feeling blue” no ar seja um forte indício de que a série talvez esteja perto de começar a considerar o seu fim, por mais que isso possa doer em todos nós, fãs de Mad Men.

Sendo muito sincero nesse momento, eu reconheço que talvez seja realmente a hora de considerar o encerramento dessa história. Tudo bem que com Mad Men no ar, temos a chance de assistir uma das melhores séries de TV da atualidade, das mais bem cuidadas e que inclusive, acabou fazendo escola com o seu ritmo antigo e mais pausado escolhido para contar a sua história. O que eu até acho que nesse caso, esse ritmo bem menos acelerado casa perfeitamente com a proposta da série, combinando muito bem com o clima da década de 60, onde as coisas eram bem diferentes de hoje (algumas nem tanto), o que não chega a me incomodar quanto as demais séries que insistem em seguir esse mesmo padrão que só consegue ser suportável e bem aproveitado em uma série como Mad Men. Sorry para as demais… (The Walking Dead, The Killing, GOT, Bordwalk Empire…)

Mas sinceramente, eu tenho a sensação de que já vimos o suficinete de Mad Men durante todos esses anos (Season 1Season 2Season 3 e Season 4). Boas histórias, cenários sensacionais, atuações de deixar qualquer um com orgulho, prêmios acumulados nas prateleiras de todos os envolvidos na produção, ou seja, só coisa boa. Mas fico com medo de que insistindo em se manter viva por muito mais tempo, a série acabe se perdendo e se torne mais uma das quais a gente só continua assistindo por apego ou respeito. Sinto inclusive que nós já passamos pelos grandes plots dessa história, mesmo com eles nos surpreendendo a cada temporada com algo novo e mesmo assim, por esse motivo, eu acho honestamente que o prazo de validade de Mad Men precisa ser determinado, afinal, não é porque um produto é bom, que ele vem validade eterna.  O que eu até sinto que talvez tenha sido a intenção quando a série foi criada lá no passado, onde sempre me pareceu que ela foi criada para que durasse apenas uma década dentro do tempo deles (o que não significa que ela tenha que durar 10 anos). Ou seja, por todo os 60’s. E já nos encontramos em 66 nesse exato momento, o que demonstra que o tempo está sim passando na NY antiga. Ou vcs conseguem imaginar um Don Draper chegando no escritório vestindo calças boca de sino, ou uma Joan de Ginger Power?

Ao mesmo tempo que sentimos essa necessidade de encarar que a série esteja perto do seu fim, é inegável que é sempre uma delícia acompanhar o texto sempre excelente que encontramos em Mad Men, mesmo quando a série não é inteira tão genial assim, como chegamos a comentar sobre a temporada anterior. E mesmo no meio de toda aquela “aparente seriedade” da década antiga, ela sempre acaba nos rendendo momentos de bastante humor também, como quando o Don Draper chegou a chamar a sua ex e o seu novo marido de casal Morticia e Tropeço, ou quando os funcionários da empresa resolvem encarar as suas diferenças no tapa e dentro da sala de reuniões.

Mas para uma temporada feeling blue, até que começamos mais animados essa Season 5 de Mad Men, com um Don Draper completando 40 anos (fiquei chocado quando descobrimos que ele só tem 40, apesar da magia do Jon Hamm continuar a mesma desde sempre. Höy!), ganhando uma festinha surpresa, além de uma performance inesquecível da sua nova mulher ao som de “Zou Bisou Bisou”, que mais tarde ganharia uma versão sensacional em formato de piada no episódio ao vivo de 30 Rock, que contou inclusive com a participação do próprio Jon Hamm.

E ao lado da sua nova parceira, bem mais nova do que ele, diga-se de passagem, Draper parecia ainda mais confiante, principalmente enquanto ambos dividiam o trabalho, o que acabou mudando bastante quando ela decidiu abandonar a sua carreira de primeira dama da publicidade, para perseguir o sonho de ser atriz. Mas a dinâmica do casal em casa também foi bem divertida, com a Megan deixando bem claro que ela não tem nada da ex do Don, que se contentava em ser apenas a esposa ideal e mãe dos seus filhos, o que também eu não acho nenhum crime, mas certamente estamos falando de um tipos de mulheres bem diferentes. Megan além de muito mais jovens, é cheia de sonhos que ainda não foram realizados e que ela não quer mais perder tempo sem correr atrás de todos eles, antes que seja tarde demais e que ela se torne mais uma pessoa infeliz e não realizada.

Com isso, ganhamos também um conflito inevitável dessa diferença de idade, que naquela época deveria parecer muito maior do que seria hoje em dia (considerando que com 40 anos, Draper já se sente como uma ancião) e foi ficando cada vez mais visível que o próprio Don Draper acabou percebendo essa diferença, sentindo na pele que ele já não tinha o mesmo ritmo da sua atual esposa. E pra mim, um dos grandes destaques dessa temporada foi realmente o personagem da Megan, interpretada lindamente pela atriz Jessica Paré, que além de maravileeeandra, demonstrou-se bastante talentosa a ponto de conseguir segurar muito bem esse maior destaque que a sua personagem acabou ganhando durante a temporada. Megan que aprendeu a se posicionar muito bem dentro daquela história, não aceitando tudo tão facilmente e batendo de frente com o seu marido quando necessário. É Don Draper, os tempos mudaram…

Um dos meus momentos preferidos dessa Season 5, foi aquele episódio em que os dois foram viajar juntos, onde ele acabou ignorando todas as vontades da nova esposa e acabou sofrendo as consequências dessa falta de atenção com a sua pareceira de vez. E foi delicioso ver que com a Megan a coisa é bastante diferente e esse negócio da mulher frágil, já não funciona mais (isso já naquela época hein atrasados?) e temos certeza de que depois daquele chá de cadeira sem saber o paradeiro da sua amada, Don Draper deve ter aprendido a lição de que com uma mulher com personalidade não se brinca. Aliás, com a resolução do casal depois desse plot (Höy!), fica também cada vez mais claro de que Megan é mesmo a Senhora Draper ideal para aquele homem, que parece gostar muito dessa nova dinâmica na sua relação conjugal, tanto que surpreendentemente, ele se manteve fiel a nova esposa.

Também é sempre bacana ver Mad Men falando de coisa séria e assuntos reais que fazem parte da nossa história, como o movimento dos negros logo no começo da temporada, lutando por uma chance no mercado de trabalho e ganhando o seu merecido espaço (como para todos) dentro da SCDP, agência que sempre se mostrou estar a frente do seu tempo, mesmo com muito para aprender ainda aqui ou ali. E é bastante importante ver como um assunto como o preconceito racial ainda pode ser abordado de forma digna como aconteceu na série, em cenas do tipo quando o Lane não quis deixar a carteira esquecida dentro do taxi com o próprio taxista, muito provavelmente por ele ser negro, ou quando a Peggy ficou meio assim em deixar a nova secretária do Don Draper dormir em sua casa, tão perto da sua bolsa cheia de dinheiro, descobrindo nela um preconceito que até então ela desconhecia e recebendo um tapa na cara como resposta a esse comportamento na manhã seguinte, que é como a gente se sente quando se vê sendo alguém que vc não gostaria de ser. Cenas lindíssimas por sinal, delicadas, sutis, mas que não deixaram de tocar no ponto exato dessa ferida exposta até hoje, quase 50 anos depois.

Outra surpresa foi encontrar a Rory de Gilmore Girls aparecendo lindíssima em Mad Men do meio do nada e sem nenhum aviso prévio. Se bem que, eu não consegui lidar muito bem com a Alexis Bledel assumindo um lado mais sensual na série, com pele demais a mostra (meu lado cidadão de Stars Hollow protetor das Gilmore falando mais alto), o que eu achei que acabou demais para mim, fã assumido de GG, apesar de achar que aquela sua cara linda combina perfeitamente com o ambiente de agora. Ela que chegou para abalar as estruturas do casamento do Pete, que se encontra o mesmo chato de sempre, casado com a mesma chata de sempre e vivendo a vida chatíssima também de sempre. ZzZZZ. Mas que nós descobrimos ao final da temporada que ele poderia ser ainda pior, quando o personagem assumiu de vez o posto de amante na relação, algo que eu acho que ainda pode render mais no futuro da série… (vejo um final trágico e passional para os dois)

Dos plots mais interessantes da temporada, tivemos o Lane sofrendo por estar sem dinheiro devido a problemas com impostos, ele que acabou revelando uma amizade bem bacana com a Joan, até ser revelado que aquela relação de amizade, pelo menos por parte dele, poderia ir bem além, o que eu achei totalmente desnecessário. Se bem que, quem não se apaixonaria pela Christina Hendricks? Ele que chegou até a falsificar a assinatura do Don Draper para tentar dar um jeito em suas finanças, mas que ao ser descoberto, acabou sendo despedido pelo próprio, ainda ganhando a última chance de não sair com o bandido da história. O que foi a gota d’água para o personagem que não resistiu a pressão do fracasso a essa altura de sua vida, se sentido completamente injustiçado pela empresa que ele ajudou a reerguer (em partes, com toda razão…) e resolveu encerrar com a própria vida, não sem antes deixar uma parcela de culpa bem grande para o Don Draper carregar adiante, assim como um cheque bem gordo do seu seguro de vida para a Joan.

Joan que também ganhou ótimos momentos durante essa temporada, a princípio com o plot do seu casamento falido com o patriota viciado em guerra, que realmente já foi tarde e eu achei que agora, finalmente ela ganharia o Roger para chamar de seu, mas esse romance entre os dois ficou bastante adormecido durante essa temporada. E o ex marido se foi, mas não sem antes deixar mais uma mágoa para Joan carregar, com ele mesmo entrando com o pedido de divórcio, o que levou a personagem a quase perder a linha que ela sempre pareceu conseguir controlar muito bem co a sua pose de total lady. E mais para o final da temporada, ela ainda ganhou o que talvez tenha sido o seu maior momento dentro da história de Mad Men, com o plot da proposta indecente para salvar a conta da Jaguar, que viria a ser a conta de maior importância para o futuro da empresa.

Tudo isso em um episódio sensacional (5×11 The Other Woman), onde todos os sócios mantiveram-se a favor de colocar um preço no decote farto da Joan, tendo apenas o Don Draper como oposição. Algo que ele tentou evitar que ela caísse em tentação até o último momento, onde com isso, ganhamos momentos preciosos entre os dois personagens, que caso fossem um casal, seriam o casal com a maior magia da TV atualmente, sem o menor exagero. HÖY! Achei lindo quando ele revelou que nunca tentou nada com ela por se sentir totalmente intimidado com a sua postura e ela admitindo que sempre achou ele lindo demais. Demais inclusive para ela. #TEMCOMONAOAMAR?

Um episódio que causou um certo barulho em torno da série por conta de sua resolução, com a personagem aceitando a tal proposta indecente em troca da inclusão do seu nome naquela sociedade. O que pensando friamente e deixando de lado qualquer julgamento de valores, acabou fazendo todo o sentido para a personagem naquele momento, que nada tinha a perder (tá, eu sei que tinha, mas na verdade não tinha, não naquele momento da sua vida…) e que talvez não tivesse uma outra forma de acabar sendo reconhecida como peça fundamental da engrenagem daquela empresa, como o próprio Lane chegou a reconhecer enquanto ela estava totalmente insegura durante o seu período de licença maternidade.

Esse que talvez tenha sido o ponto mais alto da temporada, com as mulheres demonstrando as suas diferenças e revelando suas armas para conseguirem aquilo que desejam, principalmente com o contraponto da história da Peggy nesse mesmo episódio, que ao também não conseguir o que lhe era de direito (acho muito engraçado esse termo na verdade, rs) acabou tendo que se virar de outra forma para alcançar os seus objetivos profissionais. Duas mulheres totalmente diferentes desde o começo, onde a reação de cada uma delas é totalmente compreensível dentro da trajetória dos seus personagens, o que não aconteceria se tivesse sido trocado com uma no lugar da outra, por exemplo.

Mas embora eu até consiga aceitar essa resolução pensando na Joan desde o começo da série, eu acho fundamental que o Don Draper tenha mantido a sua postura contrária a essa plot todo, deixando bem claro que na cabeça dele, existiam outros meios para que a Joan conseguisse o que acabou conquistando dessa forma (e a ironia dela ter recebido o cheque do seguro do Lane depois disso tudo, hein?), evidenciando assim os lados opostos dessa história. Ele que agora sempre vem com uma indireta e parece que já até se esqueceu do seu próprio passado pessoal e profissional. Nós sabemos o que vc fez na campanha do verão passado, senhor Draper. Nós sabemos!

E é claro que quem nos emocionaria mais uma vez durante essa temporada, seria novamente ninguém menos do que ela, Peggy, que em parceria com o Don Draper, se torna ainda mais imbatível. Sempre fui um fã incondicional da personagem, sempre a admirei como mulher, como profissional e em todos os sentidos. Eu seria uma Peggy, tenho certeza disso e me vejo nela em diversos momentos, rs. E nessa temporada, Peggy mais uma vez se viu inferiorizada na empresa por ser mulher, o que para ela já não era mais aceitável, não depois do brilhantismo da sua trajetória de trabalho dentro daquela agência. E com a forma com que o Draper acabou a tratando naquela cena onde ela estava apensas exigindo os seus direitos, de forma errada mas com razão,  se tornou extremamente necessário que ela tomasse alguma atitude a respeito do que ainda a fazia infeliz dentro daquela empresa, colocando a prova o seu valor naquele universo.

Esse que foi outro momento sensacional da série para essa temporada, com a Peggy sendo reconhecida como profissional na agência concorrente e que fica a cargo do aqrui-inimigo do Draper e o momento onde ela anunciou a saída da agência para o seu mentor, não poderia ter sido mais especial, com ambos magoadíssimos dentro daquela sala perante a postura um do outro, engolindo o choro para não admitir o grande erro que estavam cometendo naquele momento e tentando manter uma postura no mínimo profissional (embora o corpo acabasse denunciando o verdadeiro sentimento de cada uma deles naquele momento) diante daquela situação que ambos não gostariam de estar enfrentando.

Foi lindo ver que mesmo fragilizada e enfrentando um momento importante na sua carreira, Peggy segurou firme a sua postura diante daquela situação e não precisou ser ingrata naquele momento, reconhecendo diante do Draper a sua total importância não só para a sua carreira, como também para a vida dela. Nesse momento, se Draper já havia passado por diversas situações de desconforto ao longo dessas cinco temporadas de Mad Men, acabou ficando bem claro que a despedida da Peggy talvez tenha sido o que mais doeu para o personagem e não tem divórcio certo e nem morte de ex melhor amiga, deixando-o visivelmente abalado naquele que talvez tenha sido mesmo o pior rompimento da sua vida. Talvez nessa hora ele tenha sentido pela primeira vez algo próximo do que é a sensação de estar perdendo o amor da sua vida. (outro tipo de amor, claro)

Nessa hora, vale reconhecer mais uma vez o excelente trabalho do ator Jon Hamm, que nesse momento parecia que teria um ataque cardiaco a qualquer momento, nos convencendo de toda a sua dor e ódio durante aquele rompimento que o pegou totalmente de surpresa. Coisa de ator bem bom mesmo, que não injustamente é indicado todo ano a quase todos os prêmios da TV por sua atuação sempre tão boa. Clap Clap Clap!

E a série ainda tem o Roger sendo o Roger, tomando LSD e entrando em uma viagem sensacional, tem visita ao backstage do show dos Rolling Stones, tem o drama de conseguir uma música dos Beatles para uma de suas propagandas,  além da Sally Draper, que está crescendo e vem se destacando bastante ao longo dos anos, encarando até o ciumes do seu pai por ela não querer mais se vestir como uma criança, rs. Quem andou sumida foi a January Jones durante essa temporada, que teve zero de importância para a trama e quase não nos lembramos mais do porque dela ainda fazer parte daquela história. E esse conjunto de fatores somados a qualidade da série e ao excelente texto de cada episódio, garantem que Mad Men seja notada todos os anos pelos mais variados prêmios, onde seria absolutamente impossível que algo tão bem feito como a série, passasse sem ser no mínimo notada por sua indiscutível qualidade.

Mas apesar de tudo isso, a sensação que fica dessa Season 5 é exatamente a de que essa não foi uma temporada feliz para o Don Draper enquanto personagem e isso ficou ainda mais claro durante o episódio final, onde ele terminou encostado em um balcão de bar qualquer, sendo notado pela mulherada sempre disponível para a sua magia, sem demonstrar a menor empolgação além do seu 1/2 sorriso naquele balcão. A sensação que temos é que Draper já se encontra cansado e um tanto quanto decepcionado, encarando o fato de que uma nova geração se aproxima com grandes ideias (por isso a rivalidade com o novo personagem da criação, que tem ótima ideias e que ele chegou até a sabotar em um determinado momento) e com um talento compatível ao dele, o que de certa forma o deixa inseguro em relação a sua própria vocação, o que todos nós sabemos que é uma grande bobagem e que qualquer outra mente brilhante que apareça do dia para a noite dentro do mundo publicitário, vai precisar de um longo caminho para acumular a bagagem de um Don Draper da vida.

Talvez Draper esteja realmente infeliz, ou talvez ele esteja apenas encarando o fato de que está envelhecendo. Será que o peso da idade também vai alcançar Mad Men?

Veremos na próxima temporada…


♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Breaking Bad Season 5, o promo #1

Junho 12, 2012

Walter assumindo de uma vez por todas a posição de rei do pedaço no primeiro promo da última temporada de Breaking Bad.

Algo que me diz que essa Season 5 da série, além de imperdível (como toda a série até agora), provavelmente nos trará a queda do rei…

Ansiedade? Não conheço essa palavra… (vestindo a camisa de força)

Chrystal is coming (back)

Junho 5, 2012

O verdadeiro rei sentado em seu modesto trono, que pode não ser o disputado trono de ferro (do qual falaremos sobre a Season 2 de GOT em breve…), mas é seu e de mais ninguém. PÁ!

Em 15 de Julho, Breaking Bad estará de volta para a sua quinta e última temporada . Já chegou? Já chegou?

ps: continuo achando uma sacanagem sem tamanho essa história de dividir a temporada final em duas, com apenas metade para esse ano e a outra metade para o segundo semestre de 2013. Humpf!

Zou Bisou Bisou ♪

Março 31, 2012

Finalmente estamos de volta aos 60’s. Yei!

E que delícia que é poder voltar no tempo com Mad Men, hein? Quando estou assistindo a série, eu sempre sinto como se tivesse aberto uma janela para o passado, com todo aquele figurino antigo, cenários e objetos de cena que a gente pagaria uma fortuna para ter nos tempos de hoje (fato, vintage é caro, rs) e uma beleza que hoje em dia é cada vez mais difícil de se encontrar.

Sim, Mad Men voltou e diga-se de passagem, essa sua volta foi mesmo deliciosa e ainda com direito a um episódio duplo, para matar a saudade de todos os fãs da série que já estavam desesperados com esse “hiatus” de mais de 17 meses.

Nesse começo de temporada (5×01, 5×02 A Little Kiss), senti como se eles estivessem ainda se situando, colocando as coisas em seus devidos lugares, introduzindo assim a atual dinâmica da série. Mas tudo isso de forma bastante movimentada, divertida até, com um episódio (um não, dois) recheado de piadinhas super bem humoradas, que conseguiram me arrancar boas risadas.

Quase não me aguentei por exemplo, quando o Roger disse para a sua esposa com a maior cara de pau e sinceridade desse mundo “Porque é que vc não canta assim?”,  referindo-se a linda e animada apresentação de Megan Draper, que se arriscou nos vocais de “Zou Bisou Bisou” na festa surpresa de 40 anos de Don Draper e recebendo de volta da sua esposa, sem exitar por um segundo sequer,” E porque é que vc não se parece com ele?”. Sério? #TEMCOMONAOAMAR?

Antes de continuar, preciso dizer que Roger esteve afiadíssimo durante esses dois primeiros episódios, com um senso de humor brilhante e ao final deles, ainda acabou caindo em uma “pegadinha” super bem humorada, feita pelo Pete. (que continua insatisfeito com tudo e como aquele humor meio assim de sempre, mesmo estando casado com a Annie de Community, rs).

Na agência, tudo caminha lentamente como se eles ainda estivessem se acostumando com os novos rumos do negócio, porém de volta ao cenário já conhecido de todos nós, se estabelecendo aos poucos, onde eles se encontram enfrentando os problemas de sempre, como a questão dos egos, a rejeição dos clientes com medo de aceitar as novas propostas visionárias da agência e até mesmo a disputa pelo “maior espaço” dentro da empresa. Literalmente.

E como é sempre uma delícia ver a Peggy e o Draper dividindo a cena, não?

Ela que ainda tem que se acostumar com o fato de estar “dividindo” funções com a nova senhora Draper, que pouco teve que fazer para conseguir a sua nova posição no trabalho, algo bem diferente ao que aconteceu com a sua personagem no passado, dividiu apenas poucos minutos do episódio com Draper e mesmo assim foram minutos mágicos, de pura honestidade. Acho tão sensacional como sempre parece que ele está tentando ensinar algo para ela, sabe? E quem não queria ter um tutor como Don Draper?

Mas o grande nome de Mad Men é claro que é Don Draper. Höy! Ele que acabou de completar 40 anos e com isso, acabou nos mostrando o quanto a questão da idade era muito diferente naquela época.

Em uma crise existencial, Draper se encontra em uma situação inusitada, com “colegas” de trabalho dividindo a intimidade da sua lindíssima cobertura em NY, algo que certamente ele detestou. Além disso, o personagem encontra-se entregue ao peso da idade, se sentindo um idoso do alto dos seus 40 anos, o que hoje em dia, com homens de 40 se comportando cada vez mais como os homens de 20, seria um comportamento completamente fora do comum. Me pareceu até que naquela época, talvez os 40 fossem  mesmo os novos (velhos) 60, rs.

Com isso, acaba sobrando para a sua nova esposa, mais jovem, cheia de vontades e com uma visão maios moderna, completamente diferente a dele, onde talvez toda essa diferença acabe tornando o casal ainda mais interessante. Megan tem a ousadia, vontade e Draper tem o conhecimento, a experiência. E se por um lado eles andam se estranhando devido a esse probleminha da idade, do outro, basta um toque que o casal pega fogo, seja no corredor do prédio ou até mesmo no carpete branco da sala, completamente destruido pela festa surpresa da noite anterior.

Aliás, e que casal, hein? Höy!

Outro plot excelente da nova temporada foi a Joan tendo que enfrentar a sua nova realidade como mãe de primeira viagem e em um período de licença de maternidade. Ela que se encontra em um conflito interno, desejando voltar ao trabalho o quanto antes, mesmo como um bebê recém nascido em casa e por isso, se sentindo cada vez mais culpada como mãe ou mulher (ainda mais naquela época e ainda com a pressão da sua própria mãe). E toda a insegurança dela em achar que aquela agência estaria conseguindo sobreviver sem o seu comando? Até parece neam Joan? Todo mundo sabe que é a senhora quem manada naquele pedaço e mais ninguém.

E o episódio começa e termina de forma genial, definindo o período em que estamos vivendo em Mad Men , colocando a luta dos movimentos pelos direitos civis ainda mais em evidência, com mulheres e negros saindo as ruas e exigindo os seus direitos, algo que marcou a segunda metade da década de 60. E tudo isso muito bem amarrado, com bastante humor até, usando uma disputa entre eles e a agência concorrentes para ilustrar essa nova realidade da série.

E todo esse humor encontrado nesse episódio duplo da nova temporada, eu tenho pra mim que será o novo ingrediente secreto na série. Não que ele não existisse antes, mas dessa vez parece que chegou com muito mais força. Veremos…

Bacana também que em Mad Men eles conseguem demosntrar uma mesma situação por diversos ângulos diferentes. Como por exemplo, o preconceito racial aparecendo em momentos diferentes do episódio, com uma piadinha solta na festa do próprio Draper (onde também aconteceu ao mesmo tempo uma piadinha homofóbica) e depois, com o Lane se recusando a deixar a carteira perdida e encontrada por ele com o motorista do táxi, que a propósito, também era negro. E por incrível que pareça, mesmo com a história se passando em um passado distante, ainda ouvimos ou presenciamos hoje em dia, cenas tão pavorosas quanto essas. (muitas vezes até piores)

Assim chegamos ao fim desses primeiros dois episódios deliciosos da Season 5 de Mad Men, que prepararam muito bem o terreno para o que possivelmente vem por ai. Alguém tem alguma dúvida que só pode ser coisa boa?

Welcome (back) to the 60’s

Ainda não descobrimos quem matou Rosie Larsen em The Killing, mas sabe o que nós quase descobrimos?

Março 30, 2012

Se o carpete da Mireille Enos combinava com a sua cortina. WOO!

E bastava uma levantadinha de braço para a situação ficar realmente embaraçosa…

Que vestidinho curto, não? (ainda mais para ela neam?)

Mas seria bem bom se ela voltasse com pelo menos mais uma cara para a nova temporada de The Killing, já que agora descobrimos que ela é capaz, não? Tudo bem que nós sabemos que toda essa felicidade não combina com a série, mas quem sabe uns 7 e 1/2 tons abaixo?

Mad Men de volta ao batente!

Março 26, 2012

Estou bem ansioso para assistir ao episódio de retorno de Mad Men para a sua Season 5, ainda mais depois desses 17 longos meses de hiatus, que um episódio com duas horas de duração parece até pouco para matar a saudade.

E maravileeeandra essa capa da Newsweek com o elenco principal dentro de um elevador, não?

Dizem que para essa temporada estaremos em 1966, ano em que Don Draper completava 40 anos. Xóvem, não?

E eu adorei a ideia do Mathew Weiner que andou dizendo por ai que adoraria encerrar a série trazendo o Don Draper para os dias de hoje. Imaginem Don Draper com mais de 80 anos? Howcoolisthat?


%d bloggers like this: