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American Horror Story – Freak, chic, porém tola

Dezembro 26, 2011

Quando American Horror Story começou, eu logo fui me empolgando com a série. Gostei da proposta, do tipo de terror mais refinado misturado com o climão trash e um pouco de fetiche no meio da trama, tanto que até escrevi sobre o assunto por aqui no Guilt.

Mas a medida que o tempo foi se passando e com o desenrolar da história contada durante a Season 1, eu comecei a achar uma série de falhas e isso ficou bem claro para mim, quando eu comecei a acertar exatamente qual seria o rumo da temporada. E eu quase não errei nada, o que acabou com o elemento surpresa da série pra mim e foi o que começou a me deixar com uma certa preguiça da nova série do Ryan Murphy.

Continuei me assustando, continuei gostando do tipo de terror freak chic, mas passei a achar as explicações e resoluções bem tolas ou fáceis demais, meio preguiça até.

E também convenhamos que aquelas pessoas não poderiam ficar morando naquela casa por muito tempo, não com tudo que acontecia por lá, não sem ter a menor noção do que estava de fato acontecendo naquele lugar.

Imaginei desde o começo que eles teriam um final parecido com o que acabou acontecendo na season finale, cheguei até a comentar aqui e ali em conversas soltas que a série estava caminhando por esse rumo.

Se bem que isso não faz de American Horror Story uma série totalmente ruim, mas essas resoluções preguiçosas acabaram estragando a série aos poucos.

Ainda falando do princípio e do fundamento da série, gostei bastante das histórias dos fantasmas contadas como flashback, sempre com alguma coisa bizarra, medonha, ou simplesmente assustadora por trás de cada história. Essa parte da trama eu achei bem interessante e me diverti até, em diversos momentos, além de me assustar, é claro.

Mas ai chegamos ao momento de tratar quem ainda estava vivo naquele lugar. A família Harmon, pai (Ben, Höy!), mãe (Vivien, Yöh!) e filha (Violet), que circulavam entre mortos com a maior naturalidade desse mundo (tudo bem que eles não sabia o que estava acontecendo…), mas sinceramente, dos três, a única que acabou oferecendo alguma coisa de bom como história naquela família foi a Violet mesmo, porque os seus pais…quem se importa?

Comecei a suspeitar que algo trágico estaria por vir no futuro da série também logo de cara, porque das duas uma: ou todo mundo acabaria morrendo e aconteceria uma troca de elenco a cada temporada (essa era a minha aposta inicial) “sobrevivendo” como fantasma apenas os personagens mais interessantes, ou eles teriam que concluir a sua história dentro daquela casa assustadora e se mudar, o que também inviabilizaria a presença dos Harmons por muito tempo naquele cenário. Não conseguia enxergar um outro caminho para aquela história, desde o começo da temporada, fato.

E o meu pensamento estava certo, o que não me causou nenhum espanto no final das contas e para falar bem a verdade, acabou me decepcionando. Humpf…

Além disso, tivemos várias outras explicações tolas para coisas diversas/importantes que aconteceram durante a curta estadia da família naquela casa. Por exemplo:

1) Quem matou o casal de moradores anterior? 

Resposta: Tate

2) Quem matou os jovens dentro da escola?

Resposta: Ta-te

3) Quem colocou fogo no ex Ronaldo Esper em True Blood? 

Resposta: T-a-t-e

4) E quem era o homem borracha?

Resposta: TA-TE.

Assim não dá, não é mesmo? Para tudo a resposta vai ser: Blame Tate? (preguiça define)

Tudo bem que desde o começo, ficou bem claro que aquele garoto (ótimo por sinal, certamente o melhor personagem da série) era perturbado, sempre foi, e ficou claro também que ele tinha alguma ligação pelo menos com o crime da escola, o que na minha visão seria o crime ideal para o seu personagem. Agora, não dava para justificar todas as outras coisas, ou grande parte delas no Tate. É, não dava.

Mas a gota d’água pra mim foi mesmo o Tate, aquele garoto magrelo, frágil até, ser no final das contas o homem de borracha, que quando aparecia em cena, desde o começo da série, parecia ser um homem bem maior ou pelo menos mais forte, não?

Isso não me convenceu e não me convence até hoje. Não consigo aceitar. Não, Ryan Murphy, NÃO! (sem contar que todo mundo abria o zíper daquela máscara com a maior facilidade do mundo e nunca ninguém ficou com o cabelo preso nele…)

Comecei a torcer o nariz porque achei que culpar a mesma pessoa por quase tudo que havia acontecido de importante naquele cenário me pareceu uma opção fácil demais, mesmo com eles pintando o Tate como um psicopata durante toda a temporada. Sem contar que eles tinham outros personagens ótimos para explorar dentro daquela casa e se eles já não existiam, bastava criar.

Falando em personagens ótimos, preciso que o Zachary Quinto estava sensacional interpretando um personagem gay daqueles bem caricatas e delicioso e que dividia a cena com o seu parceiro promíscuo e infiel, uma tentativa descarada de “Novo Alexander Skarsgard”, Höy! Achei muito bom mesmo e esperei pela sua participação no episódio final, mas fiquei frustrado porque ele nem deu as caras, humpf! Aliás, ele teve ótimas lines durante a temporada e preciso ser justo e dizer que o texto dos atores em alguns momentos era realmente muito bom.

Bom, e já que eu mencionei o episódio final, vamos falar dele (1×12 Afterbirth). E eu já vou começar falando que não foi nada bom. É, não foi.

Primeiro que eles acabaram com o mistério em torno da família em cinco segundos, resolveram aquele issue e deixaram o Ben aguardando a dona morte a qualquer momento para se juntar ao resto de sua família fantasma do outro lado (Zzzz). Sem contar que aquela sequência, antes dele tentar o suicídio, com ele todo metódico, deixando as chaves da casa com post-it indicando a função de cada uma delas, senhas, documentos arrumadinhos e tudo mais,  foi um chupisco na cara dura de “A Single Man” do Tom Ford e eu bem reparei nisso. Não só reparei, como achei um absurdo!

Fora isso, tivemos a entrada da nova família latina, que estava na cara pela falta de carisma e ou falta de talento,  que não seriam os novos moradores da mansão mal assombrada (sério, o que era aquela mulher gritando? Euri). Tudo isso para mostrar que os fantasmas presos naquele lugar, não são todos do lado negro da força e que existe o time Gasparzinho, o fantasminha camarada. Daf*ck?

Achei bem tola e quase vergonhosa,  aquela cena do casal Harmon se matando na frente do outro casal, só para deixá-los em pânico, a ponto de não voltarem nunca mais para aquele lugar. Muito embora tenha sido uma cena até que engraçada, no melhor estilo “Beetlejuice”, eu ainda prefiro o humor do filme antigo (que já começa nesse tom, diferente da série) do que o que aconteceu durante a season finale.

Nesse momento, tivemos a nova família fantasma se reunindo na sala para curtir o Natal e ó, aquele outro bebê que nasceu morto, não estava morto, ele chegou a dar um último suspiro dentro da casa e por isso também virou um fantasminha cute. Sério? Não gente, sério?

Eu morri de vergonha. CATAPLOFT!

Mas antes que alguém fale “não gostou faz melhor” eu deixo aqui registrado o que eu achei que aconteceria em American Horror Story… (ou o que seria a minha ideia para a continuidade da série)

Achei que eles acabariam morrendo mesmo, todos, ou talvez sobrasse um para contar história, mas que se mudaria de lá no final (talvez o pai). E eu sinto também que nem todos naquela casa se tornaram fantasmas interessantes, eu por exemplo não tenho a menor curiosidade de saber o que a Vivien tem a dizer depois de morta tocando violoncelo (Zzzz). Não tinha nem o menor interesse enquanto ela estava viva, imaginem morta…

Na minha opinião, além do Tate, que foi sensacional do começo ao fim (embora tenha levado a culpa de quase tudo) e da história da Violet, que não tem como negar que foi muito boa e eu fiquei bem feliz quando ela descobriu que estava morta (algo que eu já desconfiava também porque ela já não saia mais de casa fazia tempo), o casal Vivien e Ben por exemplo, pouco tem para acrescentar na série, vivos ou mortos.

Sem contar aquela cena final, com a Jessica Lange, que é uma atriz que merece respeito, sendo colocada 3 anos depois, ao lado da criança pure evil, com marcas de sangue pela casa toda e a promessa de que aquele menino sorridente e coberto de sangue é o filho do cão, uma cena que eu achei completamente desnecessária. Achei isso tão interessante como uma Fanta Uva sem gelo e fora do prazo de validade.

Com isso, eu não consigo imaginar um sentido para a série para a próxima temporada, que eu desconfio que seja mais ou menos como foi até agora. Uma nova família chega até a casa, vai viver sendo assombrada e no final, todos morrem, ou se mudam e a gente vai ficando com um acúmulo enorme de gente pouco interessante vagando naquele porão. Ou eles vão optar pela história de amor do casal Violet e Tate (Violate) e os fantasmas vão ser o novo hype do momento, roubando o lugar que já foi dos vampiros e que atualmente é ocupado pelos zombies. Ou, teremos uma espécie de Big Brother, com todos os fantasmas sendo obrigados a viver na mesma casa, com votação e direito a paredão do fogo do inferno toda semana, rs. Ou pior, MMA de crianças pure evil, de um lado Pluft, o fantasminha do bem e do outro o seu irmão gêmeo do lado negro da força, Mr Bloody, hein?

Brincadeiras a parte, existe uma corrente que acredita que a cada temporada eles vão propor contar uma história diferente e em um lugar diferente, mudando completamente os personagens e os cenários, inclusive a casa, porém talvez mantendo os atores interpretando diversos personagens diferentes. Algo que eu não confio muito… (será? Hmm mmm)

Não sei, eu pelo menos não consigo imaginar como prosseguir com essa história e não consegui decidir ainda se é porque eu não me importo, ou se é porque eu não me interesso mais.

Sendo assim, pra mim, American Horror Story acabou perdendo totalmente o sentido e eu não vejo porque continuar assistindo a uma série que tem uma ideia até que bacana, embora bem difícil de ser desenvolvida a longo prazo e que além de tudo, ainda prefere apostar na resolução mais fácil para a sua mitologia.

Talvez funcionasse melhor como uma obra fechada para apenas uma temporada, ou filme. Achei o episódio de Halloween (1×4 e 1×05)  bem legal por exemplo, mas tirando isso, realmente eu não tenho a menor vontade de voltar para uma Season 2.

Eu passo. BOO!

ps1: acho imperdoável que a Adelaide não tenha virado um fantasma, mesmo contrariando a sua vontade

ps2: e se a série melhorar muito, alguém me avisa tsá? Mas tem que ser muito, muito mesmo.

O freak chic de American Horror Story

Outubro 24, 2011

Muito se falou sobre o seu lançamento e pouco a gente sabia sobre o que esperar de American Horror Story.

Assim que foi lançada muitos torceram o nariz, disseram não sentir o menor medo com a sua proposta de terror e as críticas não foram das melhores para a nova série que tem uma assinatura conhecida de todos nós, que é a do Ryan Murphy. (Nip/Tuck, Glee, The Glee Project)

Pois bem, a série esta atualmente em seu terceiro episódio e eu já posso dizer que estou bem envolvido com a sua proposta. Envolvido e AMANDO!

Diferente daquele terror óbvio dos blockbusters americanos, de grandes sustos e clichês de mocinhos bocós e pouco inteligentes, American Horror Story tem identidade, estilo e opta por assustar de outras formas, muito mais interessantes por sinal, do que aqueles sustos inevitáveis que só nos fazem desperdiçar a pipoca que acaba voando do nosso balde em momentos como esses, rs. Desconfio até que esse tipo de terror tenha uma forte relação com a máfia da pipoca, mas agora não tenho tempo para elaborar mais sobre isso, rs.

Com um clima fetichista e cheio de estranhezas, a série reúne alguns pontos fortes de clássicos do terror, além de uma linguagem bem moderna e refinada para esse tipo de terror, que podemos obseravar em sua direção, arte e em todos os cuidados que a série esta envolvida. Algo quase que como uma reunião de tudo que já foi feito com bom gosto dentro dessa temática até hoje. Cool!

Mas não me surpreende que a série ainda não tenha caído no gosto popular. Pessoas que tem esse tipo de gosto mais popular, tendem a esperar por grandes sustos, mocinhas correndo de lingerie pelo jardim escuro e por aí vai (Zzzz). E isso definitivamente não é o que podemos ver na série até agora, muito embora o elemento sexy seja extremamente explorado, as vezes de forma estranha, e não por isso menos sexy do que o convencional que todos conhecemos. Mas talvez por isso, talvez por ser “diferente”, American Horror Story precise de mais tempo para ser digerida pela grande maioria, o que confirma a teoria de que o novo assusta, e por isso é rejeitado a princípio.

Aqui o terror é mais refinado e vai brincando com a cabeça do telespectador a medida com que brinca também com seus personagens, dando poucas pistas sobre o terror que estamos de fato lidando até então. Gosto do fato de já ter ficado bem claro que aquela família já percebeu que tem algo errado com aquela casa e de certa forma, acabaram todos presos naquele lugar com todos os fantasmas de pessoas que já passaram por ali e que nos são apresentados a cada episódio. Gosto também do fato dos personagens serem cheios de falhas, culpas e completamente impossíveis de serem rotulados como heróis, um rótulo que tende ser um papel recorrente em filmes de terror para os mocinhos da história.

Outro fator interessante é poder conhecer em formato de flashbacks um pouco da história daquele lugar, que realmente me dá calafrios e da forma certa, do modo como eu gosto de me assustar, lidando com o sobrenatural de forma inteligente, com uma edição bem bacana, além de incrementar a história com o elemento da “loucura”, que nesse caso faz uma  grande diferença para a trama, que fica ainda mais interessante.

O lado do fetiche também é muito presente em American Horror Story e disso nós já sabemos que o Ryan Murphy entende, ainda mais para quem conseguir se lembrar dos bons tempos de Nip/Tuck. Acho extremamente sedutor que esse elemento seja incorporado em uma história de terror, dando vida a essa fantasia S&M, de uma forma muito mais sombria do que a sexy e vulgar de sempre. Höy!

Tudo isso ainda misturado com uma série de desejos dos mais obscuros, muita maldade e um confuso limite entre a realidade e a fantasia dos seus personagens, algo perturbador e no mínimo interessante.

Tenho achado todos os episódios excelentes, bem cuidados, com uma direção bacana e com boas referências de um tipo de terror mais moderno e acho que pode até demorar para a maioria entender, porque é uma série que definitivamente causa uma estranheza logo de cara e nem tudo fica muito claro o tempo todo, caminho que é bem mais difícil de agradar a maioria, do que um Supernatural ou True Blood da vida (que eu já adianto que pouco se parecem com AHS). Mas como estamos lidando com algo sobrenatural, quem é que precisa de grandes explicações para poder entender o assunto não é mesmo?

Eu tenho me assustado e me surpreendido além de tudo,  a cada episódio e sempre por um bom motivo, algo nada gratuito e só isso eu já acho um ponto alto para que a série faça o sucesso que esta parecendo merecer.

Por enquanto ainda estamos lidando com o  desconhecido e tudo pode parecer até bastante aleatório a princípio,  mas tudo isso é feito de uma forma tão bacana, que se eu fosse vc daria uma chance de se encantar com o freak chic de American Horror Story. Quem sabe aproveitar o Halloween de logo mais para fazer uma maratona? Aproveita que está só no começo…

BOO!

ps: AMO essa tipografia que eles usam, AMO!

American Horror Story

Setembro 9, 2011

Nova série do FX, que foi criada pelo Ryan Murphy e que anda me deixando bem curioso para ver do que se trata realmente.

Dizem que a história gira em torno da família de um terapeuta, que acaba se mudando para uma casa mal assombrada em San Francisco, isso após um pequeno issue de família envolvendo uma traição.

Não temos ainda grandes informações sobre a nova série, mas vários teasers vem saindo, com imagens no mínimo curiosas, vale a pena dar uma olhada (no Youtube tem vários…)

Um dos spoilers que eu andei lendo por ai é que o Zachary Quinto já assinou contrato para entrar na produção, onde ele deverá viver o dono antigo e gay da casa para qual a família irá se mudar, mas que ele só deverá aparecer em 4 episódios da temporada, humpf…

E digamos que o retrato de família do trailer é maravileeeandro e com certeza vai deixar vc no mínimo curioso…

Estréia 05 de Outubro, no FX da America antiga.

Ansioso mil!


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