Posts Tagged ‘Anna Gunn’

E quem ganhou o Emmy 2014, hein?

Agosto 27, 2014

66th Emmy

Podemos dizer que eles até foram bem honestos com os vencedores esse ano, não?

 

Série Dramática

Breaking Bad

Sério, alguém consegue considerar esse prêmio uma surpresa? Claro que Breaking Bad merecia todo o reconhecimento por sua excelente temporada final e que bom que isso aconteceu. Clap Clap Clap! emmy para todo mundo!  (saudades do tempos de ouro e riqueza da platéia da Oprah)

 

Série Cômica

Modern Family

Mais uma vez. Pior que a série continua boa, mas é sempre tão a mesma coisa. Pior ainda é que temos outras boas séries por aí. Quem sabe no próximo ano eles finalmente ganham alguma concorrência. Mas que foi melhor do que ver o prêmio cair na mão de uma The Big Bang Theory, isso foi…

 

 

Minissérie

Fargo

Só vi o piloto. AMEI. Todos dizem que é muito boa e por enquanto, eu só tenho motivos para acreditar. Vou ver logo…

 

 

Telefilme

The Normal Heart

Nada mais do que merecido. Clap Clap Clap uncle Ryan! A grande surpresa ficou por conta dos atores não terem levado nenhum dos prêmios em sua categorias. Suspeito que eles preferiram valorizar os atores de TV mesmo… #SHADE

 

 

Ator de Série Dramática

Bryan Cranston por Breaking Bad

Clap Clap Clap! Por melhor que qualquer outro dos indicados tenha se saído durante essa temporada, o trabalho do Bryan Cranston merecia ser reconhecido e não só por isso, mas por toda a sua trajetória dentro dele. 

 

 

Ator de Série Cômica

Jim Parsons por The Big Bang Theory

Sono. TLIM! Acho que meu bolo de cenoura ficou pronto. Vou ali preparar a cobertura. Volto já. 

 

 

Ator de Minissérie ou Telefilme

Benedict Cumberbatch por Sherlock

ÊEEEEEEEEEEE! Finalmente! Uma pena o nosso Cumberbatchman não ter aparecido para receber o prêmio. Uma pena mesmo indeed… Humpf! #CHUTANDOLATAS

 

 

Atriz de Série Dramática

Julianna Margulies por The Good Wife

Sono de novo. Ó, aproveitei para fazer uma cobertura que ó, já ficou até pronta. Vamos decorar?

 

 

Atriz de Série Cômica

Julia Louis-Dreyfus por Veep

Sempre muito boa porém, ainda pouco vista. Tenho curiosidade, mas tenho que superar meu trauma de Seinfeld

 

 

Atriz em Minissérie ou Telefilme

Jessica Lange por American Horror Story

Jessica é outra que é sempre muito boa, mesmo quando em uma série ruim. Tisc, tisc…

 

 

Ator Coadjuvante em Série Dramática

Aaron Paul por Breaking Bad

 De novo, fiquei mais do que feliz com o prêmio desse cara. Como eu AMO o Aaron Paul, gente! Quero ser amigo, quero ser padrinho dos filhos dele, quero ser companheiro de laboratório e ou do mesmo time no paintball. Sério, #AMOR!

 

Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Martin Freeman por Sherlock

ÊEEEEEEEEEEE! Finalmene! Um bom Sherlock não funciona se não tiver um Watson tão bom quanto. Outra pena da noite foi ele também não ter ido. E vestido de Hobbit, o que seria mais legal ainda…

 

Ator Coadjuvante em Série Cômica

Ty Burrell por Modern Family

Gosto do Ty mas… preguiça. Hora de cortar o bolo que já deu aquela esfriada. Alguém quer um pedaço?

 

 

Atriz Coadjuvante em Série Dramática

Anna Gunn por Breaking Bad

Merecidíssimo. A trajetória dessa personagem foi da insuportável a megabitch sofredora e desesperada, vítima do próprio marido e pesadelo endinheirado em 3, 2, 1. E ela conseguiu segurar muito bem, em todas as etapas. Hazô!

 

 

Atriz Coadjuvante em Série Cômica

Allison Janney por Mom

Alguém já viu? É boa mesmo? Alguém aceita outro pedaço de bolo? Acompanha café, leite, ou chá, senhor?

 

Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Kathy Bates por American Horror Story

Um dos poucos papéis ruins que ela já fez na vida foi em The Office, porque o resto, sempre mereceu. 

 

 

Roteiro – Série Dramática

Moira Walley-Beckett por Breaking Bad – Eps. Ozymandias

Clap Clap Clap!

 

 

Roteiro – Série Cômica

Louis C.K. por Louie – Eps. So Did The Fat Lady

Choro com Louis C.K. ganhando prêmio de roteiro. Essa sim é uma comédia que vale muito a pena e que deveria ser muito mais premiada. Um dia eles ainda vão descobrir isso. Espero… 

 

 

Roteiro – Minissérie, Telefilme ou Especial

Steven Moffat por Sherlock – His Last Vow

Clap…………….. Clap………………Clap, lentamente… Se estivesse lá, daria um beijo no Moff igual o Bryan Cranston fez na Julia Louis-Dreyfus. Muah!

 

 

Direção – Série Dramática

Cary Fukunaga por True Detective – Eps. Who Goes There

E não é que descobrimos que além de bom, esse diretor é magia e poderia facilmente entrar para o cast de Sons Of Anarchy? Uma magia de bastidor para ficar de olho, anotem..

 

 

Direção – Série Cômica

Gail Mancuso por Modern Family – Eps. Vegas

Tá, melhor deixar a preguiça de lado e aceitar que depois do bolo, chega a hora de lavar louça. 

 

 

Direção – Minissérie, Telefilme ou Especial

Colin Bucksey por Fargo – Eps. Buridan’s Ass

 

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Walter White, Heisenberg, Mr Lambert e o final para se lembrar de Breaking Bad

Novembro 18, 2013

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Oito episódios finais, em uma temporada covardemente dividida em duas partes, como agora parece ser o novo costume (também covarde) do canal AMC. Damn you AMC! Oito episódios excelentes do começo ao fim, onde cada um deles poderia muito bem ter encerrado a série de forma até que bem satisfatória. Claro que alguns teriam nos deixado muito mais satisfeitos do que os outros e nenhum deles teria se comparado com o que acabou sendo o series finale de Breaking Bad, mas ainda assim, se quisessem, eles bem que poderiam. Episódios que nos deixaram completamente orgulhosos, apesar de imperfeitos em alguns detalhes mínimos que não chegaram a estragar absolutamente nada (detalhes como o fator sorte, a generosidade de alguns bandidos, o fator sorte de novo), que nos deixaram completamente aflitos, terminando de forma tão covarde quanto a divisão dessa temporada final (novamente, precisava manifestar de alguma forma a minha indignação quanto a esse detalhe, por isso a repetição da palavra “covarde” e suas variações em um mesmo parágrafo) e sempre em um momento de pura tensão, para enlouquecer ou matar qualquer um de ansiedade. Ou as duas coisas.

Desde o começo de Breaking Bad acompanhamos um pouco de tudo da trajetória do seu personagem principal, Walter White e podemos dizer que conhecemos tanto o seu melhor, quanto o seu pior (e falamos sobre o assunto por diversas vezes aqui no Guilt e para resumir, vocês podem encontrar o assunto aqui e aqui). De cara, já fomos apresentados a sua sentença de morte com o diagnóstico (nada esperançoso e por isso estamos falando em sentença de morte) do seu “irônico” câncer (um homem saudável e não fumante que do dia para a noite descobre que está com câncer no pulmão, por isso “irônico”. Notem que hoje eu estou me justificando, leitor, talvez por gostar demais da série e não querer ser mal compreendido), que foi quando descobrimos e entendemos seu plano de vida a partir daquele ponto da história e daquele momento em diante, acompanhamos os altos e baixos de sua vida conturbada e até certo ponto secreta, com a sua nova identidade de traficante de metanfetamina. E não de uma metanfetamina qualquer e apenas a melhor do mercado. Ponto. Um homem de família, professor, competente, que aos poucos foi acreditando demais no próprio personagem que criou por acaso/necessidade, o “temido” Heisenberg, que a princípio tratava-se apenas de uma espécie de lenda, que de certa forma servia para fortalecer seus negócios ilícitos, mas que em pouco tempo, acabou se tornando o recurso de defesa mais utilizado pelo seu próprio criador, que gostou tanto do gostinho do poder que acabou experimentando através dessa nova versão dele mesmo, um gostinho de ser temido por todos os cantos e acima de tudo, de ser o mais competente naquilo que se propunha a fazer, que o seu alterego acabou se tornando algo muito maior do que ele mesmo sempre foi e ou estava preparado para ser, o obrigando no final a assumir desesperadamente uma nova identidade, a terceira delas como Mr Lambert, que lhe trazia a falsa ideia de um “recomeço”, novamente e ironicamente no dia do seu aniversário.

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Mas antes de assumir essa nova terceira identidade (e acertou quem apostou que aquele flashforward que iniciou a Season 5 no passado tratava-se exatamente de uma espécie de adiantamento do final da série. Confirmou!), Walter ainda tinha alguns pontos de sua história para acertar, começando por algo que talvez fosse o maior deles (ou pelo menos o mais perigoso e ou mais complicado deles), quando chegou a hora de encarar o cunhado chefão da polícia, Hank , que havia terminado a primeira parte da temporada de encerramento finalmente chegando a conclusão de que a sigla WW que o perseguiu por todo esse tempo, só poderia corresponder ao nome do cunhado, que a propósito, ele sempre considerou um bunda molão de primeira e talvez por isso nunca tenha desconfiado do mesmo. Um momento que foi aguardado por todos nós desde muito tempo, onde ambos atores conseguiram nos transmitir exatamente o que aqueles personagens estavam sentindo naquele momento. Apesar da fúria no olhar do Hank e a sua explosão para cima do Walter, que naquela hora até tentou se beneficiar com a volta do seu câncer em um pedido desesperado de misericórdia, estava meio que na cara que não haviam muitas alternativas para toda a questão do Hank depois dele finalmente ter tomado consciência de toda a situação, isso mesmo antes de descobrirmos o desenrolar dessa história, com o plano absolutamente corajoso e nada bunda molão do próprio Walter, gravando uma fita de confissão que repassava toda a culpa para o próprio cunhado, em um golpe de gênio dissimulado e apoiado pela própria mulher (Skyler que mais uma vez nos revelou ter um caráter ainda mais duvidoso quando o assunto é o seu próprio pescoço em jogo, isso sem mencionar quando ela sugeriu e praticamente exigiu a cabeça do Jesse em troco do “bem estar e segurança” da sua família), que a essa altura estava mais do que envolvida e disposta a manter tudo aquilo que eles conquistaram com muito custo (e por custo eu quero dizer sangue, corpos de desconhecidos espalhados pela cidade, um ex boy magia inválido e noites de pânico e pura tensão dormindo apavorada ao lado do inimigo que ela achava que já não conhecia mais) até agora. Aliás, aquela cena com o encontro duplo de casais no restaurante mexicano, que marcou a entrega da tal fita de confissão do casal Walter e Skyler para os cunhados, foi sensacional, de uma tensão absurda e com o tipo de humor certo e porque não dizer até que inesperado para a ocasião. (a cada interferência do garçom, um aplauso, por favor! Clap Clap Clap!)

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Apesar de ter chegado o momento pelo qual mais aguardamos ao longo da mitologia da série (um deles, para ser mais justo, porque haviam outros, vai?) e de qualquer reviravolta que ainda poderia estar a caminho, estava mais do que na cara que para o Hank, só existiam duas possibilidades: ser ridicularizado eternamente dentro da polícia, por nunca ter sequer desconfiado do comportamento do cunhado, que esteve ao seu lado durante esse tempo todo, além do fato dele mesmo ter sido beneficiado com o dinheiro que o mesmo fazia vendendo seus preciosos cristais azuis ou, Hank teria que acabar morto, para que o desenrolar da trama pudesse se arrastar por mais algum tempo, além de consequentemente gerar uma culpa ainda maior para o próprio Walter carregar junto com o seu império. Optando por essa segunda alternativa, Breaking Bad escolheu nos entregar um tiroteio daqueles, que encerrou um dos episódios dessa temporada nos deixando a base de ansiolíticos de tamanha ansiedade por esse desfecho, que só aconteceu no episódio seguinte. Dessa forma, Hank se despediu como o herói que sempre foi e de quebra, ainda deixou para o Walter um peso na consciência bem difícil de se carregar e principalmente de se dividir com a família, a qual ele precisou encarar logo em seguida e nesse momento, é claro, encontrou sua maior barreira nesse que talvez tenha sido o momento exato em que o personagem mesmo que involuntariamente, acabou cruzando o seu próprio limite, quando em um briga doméstica com a mulher (uma briga ótima por sinal), acabou enxergando no filho toda a decepção de ter se tornado aquele homem que ele talvez nem tenha percebido exatamente que havia se tornado, mas que naquele momento, com a intervenção do Flynn e com o mesmo entregando o pai para a polícia, talvez tenha sido o momento exato do despertar do Walter para o homem monstruoso que ele havia se tornado. Tentando evitar a morte do cunhado, Walter inclusive chegou a propor dividir parte de sua fortuna com os nazistas (que voltaram para ajudar a contar o desfecho da trama, naquelas histórias menores e paralelas que também sempre fizeram parte da mitologia de Breaking Bad), seus ajudantes da vez. Mas Walter teve que se contentar em sair apenas vivo daquela situação, carregando um único barril com pouco dos vários milhões que havia acumulado ao longo desses dois anos (em uma cena pra lá de especial e divertidíssima, em um momento de pura tensão como esse portanto, entendam o quão especial é essa série, meus queridos leitores), sem receber a cabeça do seu maior inimigo a essa altura, Jesse, que por ter se tornando um aprendiz tão dedicado (e talvez melhor ainda do que o seu mestre, pelo menos na prática), acabou valendo muito mais sendo mantido como escravo pelo novo lado negro da força. (chamar os nazistas de “lado negro da força” talvez seja tão politicamente incorreto quanto dizer “lado negro da força”, embora qualquer tipo de ofensa, inclusive para o lado negro da força, não seja a nossa intenção nesse momento, rs). O único erro desse episódio, além da espantosa generosidade dos nazistas por terem permitido o Walter seguir com seu barril de dinheiro a pé e com vida pelo deserto (de novo, que cena! Me arrancou gargalhadas. Juro!), talvez tenha sido a revelação de que o Jesse estava debaixo do carro esse tempo todo e nenhum deles havia se dado conta disso. Come on, Breaking Bad! Mas ok, perdoamos. Sem ressentimentos.

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Jesse que passou boa parte desse retorno quase que em transe, desconfiando que o Walter havia propositalmente e culposamente mandando o Mike fazer aquela “viagem para Belize” (rs) e ainda tentando lidar com as consequências de todos os seus atos mais recentes além de qualquer culpa e mágoa antiga, incluindo a morte daquele garoto perto da linha do trem. Apesar de estar completamente fora de si, Jesse ainda parecia consciente da parcela de culpa do Walter em relação ao sumiço inexplicado do Mike e o personagem que até então havia passado boa parte da temporada monossilábico e atirando montes de dinheiro pela vizinhança (e mesmo mudo, o Aaron Paul sempre foi excelente com suas caras de louco psicótico maniaco depressivo, vai?), não precisou de muito tempo para ele chegar a conclusão do quanto Walter o havia manipulado durante todo esse tempo, assim como o quanto o personagem esteve envolvido em plots importantes relacionados a pessoas próximas a ele, como a ex namorada e o filho dela, que nós sabemos que foi o Walter quem envenenou para se safar de um drama antigo qualquer. E bastou despertar para a realidade, que ganhamos o velho e bom Jesse sem limites de volta (Yo, bitch!), despejando gasolina por toda a casa do Walter, com seus #CRAZYEYES em close novamente, planejando transformar o lugar em cinzas em nome do começo de sua vingança. Mas sabemos que apesar de parecer o mesmo, Jesse não era mais apenas aquele moleque inconsequente do passado que parecia usar roupas do irmão mais velho (aguardem o final desse post, e vocês verão que essa piada não é minha), ou pelo menos ele não era só mais isso e para conseguir se vingar do seu novo arqui-inimigo e ex-sócio, nada melhor do que unir forças com o lado da lei da história (além de possivelmente aliviar um pouco mais para o seu lado), que foi quando ganhamos a parceria Jesse e Hank, antes da morte do mesmo e antes do próprio Walter ter encomendado a cabeça do Jesse, influenciado inclusive pela Skyler, como já comentamos.

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E o plano dos dois para conseguir pegar o Walter foi sensacional também, do começo ao fim, com as pistas falsas sobre a localização do dinheiro (achei bem bacana a localização da fortuna do Walter ser a mesma de onde eles cozinharam pela primeira vez no deserto. Cool!), assim como quando Jesse foi acertar as contas com o Saul, ou quando o Hank deixou um de seus capangas aterrorizado com a foto falsa da morte do Jesse, deixando o cara muito que provavelmente, esperando naquela sala até hoje. Engraçado como desde o começo, nutrimos um amor especial por esses personagens, mesmo com eles persistindo em um caminho mais do que duvidoso, mas o mais engraçado disso tudo foi ver como com o passar do tempo, passamos a torcer muito mais para o Jesse do que para o próprio Walter, muito provavelmente pela transformação que vimos acontecer com ambos diante dos nossos olhos ao longo dessas cinco temporadas, quando Walter deixou de ser apenas um homem injustiçado pela vida e se tornou uma espécie de monstro (apesar de não gostar muito dessa descrição) muito maior do que ele mesmo conseguia administrar, assim como o Jesse, que deixou de ser apenas um viciado inconsequente e foi se tornando aquele por quem a gente torcia com mais força e entusiasmo para que saísse ileso dessa história toda, principalmente depois de tudo que vimos o mesmo passar (e pastar), muitas vezes as cegas (quase sempre apenas desconfiando…), sem ter o conhecimento sobre tudo aquilo que estava realmente acontecendo com ele. Mas isso não foi nada até encontrarmos o Jesse enjaulado, acorrentado e mantido como escravo nessa reta final da série (glupt = nó na garganta), vivendo apenas com a companhia da sua própria culpa e o carcereiro Todd (odioso desde sempre!) e a tarefa de continuar cozinhando perfeitamente os cristais mais puros do deserto a troco  apenas de manter os dois únicos sobreviventes com quem ele ainda se importava na vida (a ex namorada e o filho dela). Algo que ele conseguiu manter até certo ponto, quando em uma medida desesperada de tentativa de fuga, foi obrigado a assistir de longe o odioso Todd tirando a vida da sua ex namorada, apenas para provar que não adiantava ele tentar escapar.

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Mas outro momento importantíssimo dessa reta final de Breaking Bad também aconteceu no deserto, ainda no mesmo cenário da morte do Hank, antes dela acontecer, quando se sentido traído pelo fato do Jesse ter passado para o outro lado, Walter não pensou duas vezes e jogou na cara do ex parceiro Jesse, que havia assistido de perto a sua namorada morrer de overdose anos atrás e que não havia feito nada de propósito, por conveniência (que foi exatamente o que ele fez), revelando o maior segredo (e mais um deles), que ainda existia entre os dois, muito provavelmente, o mais doloroso de todos eles e aquele para o qual não se teria mais volta. Aliás, vale dizer que nesse mesmo episódio, a cena com o Walter finalmente se rendendo para o cunhado, foi outra das que merece ser lembrada por um bom tempo, com cara de series finale e tudo mais e isso foi logo no começo da temporada. (também achei excelente a cena com o Walter e o Hank no telefone com a Skyler e depois ela desesperada encontrando com o Hank, achando que estava sendo presa e surtando lindamente)

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Com todos os personagens encontrando seus respectivos destinos e se revelando a essa altura da história, onde já não havia mais uma falsa identidade para ninguém, exceto para o Walter, que havia aceitado o serviço de nova identidade oferecido pelo Saul (recusado no passado pelo Jesse e o qual o próprio Saul acabou utilizando na mesma ocasião que o professor de química, se tornando seu companheiro de confinamento – detalhe que o personagem deve mesmo ganhar seu spin-off de Breaking Bad e ainda não consegui decidir se gosto muito da ideia…) e a essa altura já havia se transformado no Mr Lambert, vivendo afastado em um lugar que não poderia ser mais frio e ou distante (em todos os sentidos, e chegou a dar pena de encontrar o Wal… o Mr Lambert naquela situação, pagando por uma partidinha de rouba monte, rs), chegava a hora do acerto de contas do personagem, que antes disso ainda tentou bancar o Heisenberg novamente (em uma cena linda, diga-se de passagem), mas que naquele momento acabou entendendo que com o estado avançado do seu câncer e a falta de opções de ainda conseguir sair ileso daquela situação, só lhe restava mesmo esperar pela hora certa de agir e encerrar de vez a sua história abraçando o que fosse necessário para isso.

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Que foi quando chegamos ao series finale de Breaking Bad, que eu arriscaria em dizer que de todos os que eu já vi até hoje, foi de longe o meu preferido. É, foi, assumo. Sorry Sopranos (sorry Fringe, sorry até para The Office, que recentemente fez um despedida daquelas. E essa não é uma “desculpa comparativa”, que fique bem claro). Em uma sequência de acertos de contas deliciosos, encontramos Walter enfrentando de frente todos os seus inimigos e questões ainda pendentes em sua vida, a começar pelos ex-sócios do negócio que ele acabou desistindo no meio do caminho e consequentemente, por mais uma ironia do destino, acabou perdendo a chance de se tornar uma milionário de forma lícita (e com uma ideia que foi dele e não desconfiamos em nenhum momento disso porque conhecemos muito bem aquela mente brilhante). Walter sentado no escuro, esperando o casal chegar em casa, despejando o dinheiro que ainda lhe restava, exigindo que os ex-sócios colaborassem com o seu plano de finalmente conseguir amparar a sua família de alguma forma, para que tudo aquilo não tivesse sido de fato em vão, foi absolutamente brilhante, ainda mais contando com dois personagens dos quais pouco ouvimos falar e ou nos importamos, ainda mais naquela altura do campeonato. Mas brilhante mesmo foram os atiradores de longe com suas miras nos corpos dos dois personagens em questão sendo ameaçados pelo Walter, atiradores “profissionais” que mais tarde descobrimos ser apenas os amigos do Jesse fazendo um freela para a malandragem (rs), aqueles dois que viviam se colocando na casa dele, que voltavam para uma despedida super bem humorada para a série.

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Depois tivemos a sequência da irmã ligando para a Skyler, que estava vivendo em um outro lugar, bem mais humilde até, avisando sobre a presença do Walter na cidade, a essa altura super temida por todos os lados depois que a sua história já havia se tornado pública, quando ao final da tal ligação, descobrimos que Walter já estava na casa, ao lado da Skyler durante o tal telefonema, ela que o havia recebido para a despedida que ambos mereciam ter, mesmo depois do plano diabólico e friamente calculado do Walter sequestrando a filha durante aquela sequência desesperadora da briga do casal em casa, que teve o Junior interferindo e entregando o pai para a polícia em um dos melhores episódios dessa reta final da série. Uma despedida que ela entendia que o marido merecia, mesmo depois de tudo o que aconteceu, principalmente em relação aos filhos, dos quais, ele teve a chance apenas de se despedir de perto da pequena Holly (e não sei como eles conseguiram fazer esse tipo de coisa, mas até a bebê acabou se revelando uma excelente atriz a essa altura. Sério!) e teve que se contentar em apenas observar o Junior voltando para casa de longe, sem arriscar nenhuma aproximação com o garoto (que ele amava, não temos a menor dúvida disso), que estava mais do que decepcionado com a revelação da verdadeira identidade do pai e acima de tudo, com o que acabou acontecendo com o próprio tio (aliás, a cena da tia e a mãe revelando a verdade sobre o Walter para o seu filho, também foi bem boa!). Uma cena dolorosa na medida certa, sem nenhum exagero ou qualquer coisa do tipo, algo que não caberia em uma série tão bacana e bem cuidada como sempre foi Breaking Bad e por isso agradecemos que esse tenha sido o caminho escolhido para encerrar essa história, que a propósito, conseguiu manter todo o seu fundamento até o fim, com as cores todas de volta (o verde, o amarelo, o roxo), cenas e sequências com olhares diferentes e sempre muito bem vindas dentro da série mesmo a essa altura, a volta do figurino antigo do Walter e diversas referências a mitologia da série que foram excelentes nessa reta final.

Até para a Lydia havia sobrado o resto do veneno que Walter manteve esse tempo todo escondido em sua própria casa, o qual ele fez questão de buscar para o acerto de contas com a mulher que havia se tornado a responsável pelos negócios. Nesse hora, poderíamos até considerar que Walter acabou sendo mais imprudente do que nunca, arriscando demais ao aparecer naquele café onde estavam Lydia e Todd (que a essa altura haviam se tornado uma espécie de casal, e por isso havíamos acompanhado tantas cenas com os dois durantes as aberturas dos episódios dessa reta final), principalmente se considerarmos a instabilidade da personagem diante de situações como essa, mas ao mesmo tempo, considerando o que Walter tinha a perder naquele momento, achamos que até que tudo bem ele ter agido daquela forma.

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Mas ainda restavam as duas últimas pontas soltas nessa história toda: os nazistas, que acabaram roubando toda a fortuna do Walter após a resolução da história com o Hank e o Jesse, o qual ele considerava seu maior inimigo/traidor/pure evil ainda vivo naquele momento. Após descobrir que os nazistas estavam com o Jesse, passamos a acompanhar algumas cenas aleatórias do Walter no deserto, construindo alguma coisa que a gente ainda não tinha muita certeza do que se tratava, mas sentíamos que aquilo tudo fazia parte de mais um de seus planos infalíveis, frutos de sua mentre calculista e sempre brilhante. E não deu outra, e antes do fim, Walter fez sua última visita para o tio do Todd (o chefe do clã nazista da série), que além dos vários milhões que havia lhe roubado, ainda lhe devia a cabeça do Jesse. E o reencontro de ambos personagens não poderia ter sido melhor, com Walter sedento pela cabeça do Jesse, o encontrando praticamente como um zombie de The Walking Dead, todo sujo e descuidado (mas ainda assim revoltado e sedento por aquele reencontro), mantido como escravo mesmo, que foi quando ele finalmente entendeu que o pior já havia acontecido com seu ex-aprendiz e a sua morte naquele momento já não se fazia mais necessária, porque Jesse já havia sido punido o suficiente pela quebra com o seu parceiro de longa data.

E foi quando descobrimos também que aquelas cenas aleatórias do Walter construindo algo no deserto, tratava-se de um plot à la Tarantino que se instaurava em Breaking Bad para encerrar essa história, com uma espécie de robô metralhadora (lembra do Jesse pedindo para o Mr White construir um robô para salvá-los de um plot dramático no passado da série? Então…), sim, eu disse um robô metralhadora e nada poderia ser mais inimaginável e ou legal para esse momento do que um robô metralhadora, que colocou fim na vida de todos aqueles nazistas, acertando de uma vez por todas a dívida que eles mantinham com o Walter. E foi lindo perceber que antes de apertar o botão para acionar o tal robô que havia sido construído com esse propósito, Walter já havia pensando rapidamente em salvar o Jesse, que apesar de qualquer coisa, a essa altura já não estava mais incluso no combo da vingança da carnificina que se transformou aquele lugar, sobrando inclusive e coincidentemente o Todd (que era o carcereiro do Jesse e eles nunca foram amigos) para o Jesse finalizar e a gente vibrar junto, sem a menor culpa. (cuspida no chão, seguida de um BITCH, em caixa alta)

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A essa altura, já não restava mais nada para Breaking Bad, a não ser a despedida entre Jesse e Walter e para isso, por mais que tenhamos torcido desde o começo para esse desfecho (sempre achei que o destino da série seria esse, não que eu tenha imaginado o caminho exatamente dessa forma, mas ainda assim…), confesso que não estávamos assim tão preparados para esse momento. E até nessa hora o Walter tentou manipular o Jesse pela última vez, oferecendo a arma que poderia acabar com a sua vida (detalhe que além do câncer em estado avançado e o personagem estar visivelmente debilitado nesse episódio final, durante o tiroteio do seu robô metralhadora – repararam que eu adorei esse conceito e não canso de repetir, não? – Walter já havia sido ferido por um das balas disparadas na ocasião), colocando o Jesse em uma posição semelhante a qual já encontramos o personagem no passado (por outros motivos, claro). Mas Jesse acabou fazendo a escolha certa dessa vez, optando por deixar o Mr Walter encarar o seu destino por ele mesmo e com um simples olhar a distância, ainda com medo e sem confiar muito um no outro, ambos se distanciaram e Jesse ganhou o seu momento “Need For Speed” (próximo projeto do ator no cinema), escapando em alta velocidade e finalmente encontrando a liberdade, além do seu final feliz, que demorou para chegar mas que precisava acontecer, pelo menos para algum deles e achamos ótimo que tenha sido para o Jesse.

Para Walter, sobrou a única opção de morrer como a grande lenda que além das circusntâncias e alguma ajuda do destino, ele acabou criando sobre ele mesmo. Despencando diante do grande  laboratório utilizado pelos nazistas a essa altura da história, Walter encarou pela última vez sua imagem distorcida e com a chegada da polícia ao local, o personagem acabou de fato assumindo toda a culpa daquela história e assim encerrou a sua trajetória, em uma cena recheada de simbolismo e a trilha sonora perfeita para a ocasião (mais uma utilização da trilha sonora com perfeição para o momento, diga-se de passagem). Um momento para se aplaudir de pé e enxugar as lágrimas na sequência. (que foi exatamente o que eu fiz, quatro dias depois do episódio ter ido ao ar, que foi apenas quando eu finalmente consegui assistir ao series finale e imaginem o meu desespero para tentar fugir de todo e qualquer spoiler sobre o assunto durante todo esse período interminável? #DRAMA)

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Dessa forma absurdamente sensacional, nos despedimos de uma vez por todas de Breaking Bad, com o final que não poderia ter sido mais perfeito, apesar de qualquer uma de suas falhas. Uma história que desde muito tempo nos apontava para esse desfecho, do qual seria bem difícil se sair completamente ileso, principalmente no que dizia a respeito a todos os principais envolvidos. Uma série que conseguiu manter seus padrões desde sempre e que como se não fosse o suficiente, conseguiu elevá-los ainda mais nessa reta final, nos deixando completamente satisfeitos com a forma com que eles escolheram para encerrar essa história. Um dos melhores finais para uma das melhores temporadas finais de uma das melhores séries de TV de todos os tempos. SÉRIE OBRIGATÓRIA PARA VOCÊ QUE ACHA QUE GOSTA DE SÉRIES DE TV E ASSIM MESMO, EM CAIXA ALTÍSSIMA.

E agora fazer o que para suprir essa necessidade de cristais azuis em nossas vidas? Encarar uma rehab e colocar tudo na conta do Vince Gilligan? (que eu queria dar um beijo na boca) Esperar para ver se aparece um novo vício bem bom? (por enquanto, está bem difícil, hein?) Ou morrer de medo de um dia receber de presente um convite para uma viagem para Belize?

Bem, por enquanto podemos ficar com esse final alternativo que acabou de sair no box de DVD com a Season 5 completa, que por lá chega no próximo dia 26 (por aqui estão vendendo um box da Season 5 dizendo “A 5ª Temporada Completa” de forma mentirosa, porque ele só contém os 8 primeiros episódios da Season 5, que está disponível também no Netflix até o 5×08), que nos insinua que tudo o que acompanhamos em Breaking Bad durante essas cinco temporadas, não passou de um sonho de um velho conhecido de  Malcolm in the Middle. Sério, #TEMCOMONAOAMAR e ou já estar morrendo de saudades?

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E o red carpet do Emmy 2013 conseguiu ser tão preguiçoso quanto a própria premiação…

Setembro 29, 2013

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Sim já faz uma semana que aconteceu o Emmy 2013 e sim, ficamos morrendo de preguiça (não vou mais usar a desculpa da falta de tempo, prometo… #CRUZANDOOSDEDOS) de comentar a premiação que foi um excelente sonífero para o último domingo (sério gente, o que foi aquilo?), mas como não somos do tipo que deixa qualquer red carpet passar tão batido assim, resolvemos comentar as escorregadas e os acertos delas todas mesmo assim. Então levanta a barra dessa saia, segura a respiração toda presa nessa cinta emagrecedora sem furo para facilitar qualquer emergência no banheiro (como podem vender esse tipo de cinta, me respondam?) e reza para o guache vermelho do Louboutin do truque não resolver ficar perdido por aí e entregar sua atual condição no cheque nada especial.

E já começamos colocando o NPH no nosso cantinho do #ThinkAgain, porque por mais que até eles tenham feito piada sobre o fato do ator apresentar 24 a cada 24 premiações, suas piadas já estão ficando tão recorrentes como qualquer plot sem gracinha de HIMYM, assim como seus números musicas, todos muito bem feitos, temos que reconhecer pelo menos isso, que mesmo assim já estão com cara do mesmo do mesmo, imprimindo como se estivéssemos assistindo a uma reprise de quando tudo aquilo ainda era novidade. Saudades no NPH provocando o Hugh Jackman no palco do Tonny? Sim, talvez, porque sempre aceitamos ver duas amigas ameaçando uma a outra com grampos de cabelo afiados, mas confessamos que já estamos cansados e não é possível que em toda Hollywood não exista um outro ator, gay, que saiba cantar, dançar, representar e sapatear. (se eu descer e fizer uma audição agora na esquina da minha casa, certeza que aparecem pelo menos uns 358 em 5, 4, 3, 2, 1, jazz hands!

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himym

Mas Neil não foi o único do seu elenco que errou e suas companheiras de série, também não estavam tão inspiradas assim.

Alyson Hanigan insistiu no look sereia, que ficou pesado demais e mesmo com o tom certo de cabelo para tal, acabou imprimindo mais halloween do que qualquer outra coisa. Ela até tentou fazer piada postando um vídeo com toda a sua dificuldade para sentar no carro com esse modelo, mas a verdade é que tudo isso poderia ter sido evitado com algo simples chamado bom gosto. Apenas…

Já a Cobie Smulders, essa fez a linha lençol de rica com 387 mil fios egípcios que a gente sabe que apesar da qualidade do “ticido”, quase nunca funciona. Sinto que alguém que ainda se importe com HIMYM (não me importo, mas vou ver o series finale, claro) deveria falar para a Cobie todos os dias que ela é uma das mulheres mais lindas da TV atual e que nem por isso ela precisa se esforçar quase nada ou tentar ficar horrorenda toda vez que decidir sair em público. Obrigatô!

Girls

Das Girls que nós AMAMOS (estou revendo a Season 1 agora em DVD, e tenho me emocionado tudo de novo e continuo achando Girls uma das melhores séries de dramédia da atualidade, categoria que deveria passar a fazer parte das premiações para que elas fiquem mais justas), quem se deu melhor foi a Zosia Mamet, que apostou no fundamento da estampona bacana, sem ser muito óbvia e com um modelo todo bem pensado e renovado, apesar de ter uma certa cara de “clássico”.

Já a Lena Dunham….

Lena

Tenho sempre a impressão que ela vai de pernas de pau em toda e qualquer premiação (lembra quando ela ganhou aquele outro prêmio e caminhou até o palco parecendo estar com mais dificuldades do que uma senhora da terceira idade em seu andador?) e ela realmente deveria evitar modelos que além de aumentar a sua silhueta, ainda podem servir como motivo de piada do tipo que ela provavelmente deve ter escondido todo o buffet de salgadinho + a fonte de chocolates debaixo dessa saia.

#NAOTABOMNAO (mas a estampa e as cores estavam lindas, vai?)

zooey

Além da própria premiação em si, nada foi mais preguiçoso nesse Emmy 2013 do que a escolha da Zoey Deschanel, que até que fugiu do fundamento 50’s/60’s de sempre, mas ainda assim ficou naquela cartela de cores batida dela.

É, nada foi mais preguiçoso que isso exceto sua atuação em New Girl, que continua lamentavelmente sofrível.

amanda-peet-

OK, apesar da excelente companhia (Höy!), algo de muito ruim deve estar acontecendo com a Amanda Peet. não? Porque apenas alguém com sérios problemas emocionais e ou espirituais escolheria algo desse tipo, não é verdade? (R: SIM!)

Hey Netflix, já pensou em trazer de volta Jack & Jill e quem sabe salvar uma atriz da depressão? (pelo menos as reprises, vai? Já estou cansado daquele catálogo capenga, exceto pelas sérias originais e a 6 dúzia de coisas que eu não vi ainda…)

Claire Danes

Claire Danes provou que além de vencedora, é uma mulher de peito (pequenos, mas é) e apesar de não ter muito do que se orgulhar de seus gêmeos, ela conseguiu segurar um decotão como esse com cara de vencedora e deitou com todas. Sem contar que só pelo Hugh Dancy que a acompanha, ela já pode dizer que venceu na vida. #RESPECT

Julianna

Já a Julianna Margulies pode até continuar nos irritando, pode até ser a boa esposa demais, pode até ter ido vestida também de lençol com detalhes de origami (sim, o vestido tinha alguns detalhes do outro lado de quem vê), mas vai sempre merecer o nosso respeito se continuar aparecendo em premiações com o acessório certo. Höy!

gunn

Quem resolveu aparecer de bonita foi a Anna Gunn (que eu nunca achei uma mulher lindíssima em Breaking Bad, mas nos últimos tempos vem aparecendo sempre linda nos red carpets todos) com um vestido que não nos diz nada de novo, mas mesmo assim não deixou de ser uma boa escolha para ela. #NICE

bb

E os meninos de Breaking Bad podem até não ter levado nada para casa (nos prêmios individuais, claro), mas ano que vem, a gente já sabe onde as estatuetas de melhor ator coadjuvante em série dramática e melhor ator em série dramática, devem parar, não?

Se deus for mesmo uma mulher justa, ninguém tira essa deles. (e toda e qualquer outra futura indicação de Breaking Bad também!)

Brody

Venho a público dizer que mesmo com uma cabeça do tamanho do lado maior de um Kinder Ovo de Páscoa, o Brody continua com a magia confirmada, sendo o meu terrorista arrependido e ruivo preferido EVA.

Höy!

Downton

De todas as lindas mais lindas da noite, vou ter que dizer que a minha preferida foi a Michelle Dockery e isso porque apesar do seu vestido ter cara de clássico e quase nenhuma inovação, ele tinha cor, mais do que uma, um laço gigantesco nas cotas (imaginem isso sentada e apoiada naquela poltrona?) e isso a diferenciou das demais.

Isso e o fato dela ser inglesa, claro. Höy!

A propósito, sinto que ela vai sofrer da síndrome do Jon Hamm em toda e qualquer premiação, ele que é sempre (ou quase sempre) lembrado, mas nunca leva. Humpf!

E por falar em Jon Hamm…

hamm

Nada nem ninguém…

Wolk

(nem o James Wolk, o novo boy magia do momento que a gente já está de olho faz tempo e isso mesmo antes dele namorar o Max de Happy Endings, que fique bem claro)

… esteve mais magia mágica do que ele e sua barba (e a companhia na imagem acima acima, sem contar que eu ofereceria meu dedo mindinho para ter ido na festa dos perdedores, organizada por ele e a Amy Poehler)). Höy!

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E não adianta tentar esconder aquilo que todos nós desejamos, Hamm… (e seria esse tom de loiro o equivalente a barba do Jon Hamm para a Elizabeth Moss quando de férias de Mad Men?)

HÖY!

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E como prêmio do pior look do Emmy 2013, e por pior querendo dizer extreamente cafona, gostariamos de agraciar a Connie Britton com nossas honras nesse veludo com dourado pesadíssimo. Isso sem contar o make e ou o cabelo também nada acertados. #CREDINCRUZ

#NAOTABOMNAO

poehler fey

E para finalizar, Emmy, por favor, no ano que vem considere essas duas como a salvação para a premiação de vocês. (dupla que a gente encararia até na TV Senado, não? #PoehlerFey #FeyPoehler)

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O novo Walter e a velha e boa Breaking Bad de sempre

Setembro 6, 2012

Walter White não é mais o mesmo. Além do poster que já denunciava que ele agora era o rei, até começamos essa nova e última temporada de Breaking Bad com a imagem de um “novo” Walter, uma nova versão que até lembrava um pouco do personagem como conhecemos, anos atrás. Ele que dessa vez estava comemorando sozinho o seu aniversário de 52 anos, se identificando como uma outra pessoa, medicado e se armando sabe-se lá contra quem. Algo que a gente até imaginou que poderia ser um flashforward do que estaria por vir como proposta de conclusão para essa primeira metade da temporada, algo como um adiantamento, mas que por enquanto ainda permanece como uma incógnita que foi deixada de lado, para ser esclarecida em um outro momento. Seria essa cena o começo do fim de Breaking Bad?

Mas tirando essa primeira imagem já bastante diferente (com barba e cabelos crescidos) do personagem que um dia nos fez torcer e muito por ele e seu fiel escudeiro Jesse Pinkman, mesmo sabendo o quanto era errado o caminho que ele estava seguindo para resolver a sua vida, pouco reconhecemos de um Walter White que passamos a conhecer bem ao longo desses anos todos e o que passamos a enxergar foi a transformação do personagem para o homem que ele viria a ser daqui por diante, o rei. Mesmo assim, nas cenas da sequência a esse suposto flashforward, agora no presente da série, acompanhamos o que aconteceu logo após o final explosivo da Season 4,  onde Walter já não parecia ser mais o mesmo, embora muito do que nós conhecemos e aprendemos a gostar do personagem ainda estivesse ali, escondido em algum lugar dentro dele mesmo.

Agora sem grandes obstáculos no seu caminho, Walter White se sentiu livre para arriscar mais e transformar o seu negócio em um império de grandes proporções, assumindo de vez um posto que ele sempre sonhou em ter e só não imaginava que a realização viria por esse caminho duvidoso. Se tornar um milionário, uma pessoa bem sucedida na vida. Afinal, esse é ou não é o sonho de todo mundo? Ainda descobrimos que no passado, Walter teve sua chance de se tornar exatamente esse homem que ele sonhava ser, o bom provedor. Chance que ele deixou escapar vendendo parte de uma empresa que ele ajudou a criar nos tempos da faculdade, que mais tarde viria a se tornar um negócio de bilhões, para seu total arrependimento. Sim, Walter teve que amargar mais essa derrota em sua vida, por anos, acompanhando de longe o sucesso dos ex colegas de classe, muito provavelmente para se torturar dessa culpa que ele sentia por ter perdido o que ele achava ter sido a chance da sua vida de ter se dado muito bem. E isso nós só descobrimos agora, quando achamos que já conhecíamos o suficiente do personagem. Mas realmente, a gente ainda não tinha visto nada e o Mr White ainda tinha muito para nos mostrar de um lado “desconhecido” até então.

E quem diria que do alto da sua meia idade, Walter iria alcançar uma nova chance de se tornar uma lenda? Ainda mais agora que ele se via sem grandes obstáculos no seu caminho, o inimigo já havia sido explodido, mais um que acabou pagando com a própria vida para que ele continuasse vivendo a sua mentira. O câncer ao que tudo indica estava controlado (até o flashforward e a cena do scan do episódio final que levantou novamente essa questão), parte do dinheiro que ele precisava já estava garantido, parte dele inclusive já havia sido gasto. Mas porque parar com um negócio onde a partir de agora ele poderia se tornar o dono e consecutivamente teria muito mais lucro?

Que foi exatamente quando Walter se perdeu em meio ao seu próprio ego inflado, enxergando apenas uma possibilidade de negócios e esquecendo completamente que dentro desse ramo os contras são muito maiores do que os prós. Mesmo assim, ele assumiu o risco, mostrou a cara, bateu no peito e falou para quem quisesse ouvir que ele fabricava o melhor produto do mercado, que com ele a concorrência seria desleal e portanto, seria melhor se afiliar ao seu negócio do que tentar ir contra a sua proposta. Algo mais ou menos como pegar ou morrer. Mas não era apenas a questão de maiores lucros que atraía a o Mr White nessa história e sim o reconhecimento da sua genialidade, onde o seu ego acabou realmente falando mais alto a partir do momento onde ele percebeu que era um homem capaz de tudo dentro daquela situação.

Assim ele continuou fabricando mais e mais do seu produto quase 100% clean, dessa vez aderindo a um novo método itinerante, uma ideia genial inclusive para não atrair grandes suspeitas e não criar raízes e rastros em lugar nenhum. Mas a medida que o dinheiro foi entrando, os custos daquela produção acabaram sendo altíssimos, mesmo porque, ele não contava com uma parcela extra de custo que ele teria que assumir mesmo tendo explodido o Gus ao final da temporada anterior. E lá estava o Mike para lembrá-lo que se ele achava que o Gus vivo era o seu problema, ele não tinha a menor ideia do tamanho do problema que seria tê-lo como morto.

Mas Walter não se deixou intimidar, bateu de frente até mesmo com o Mike, de quem ele já morreu de medo no passado, que mesmo no papel de um “matador de aluguel” mostrou ter o mínimo de princípios e limitações dentro daquilo que ele acreditava ser certo (falar de certo e errado em Breaking Bad é quase um paradoxo). Aliás, diga-se de passagem que Mike foi um dos grandes destaques dessa primeira parte da temporada final, nada mais do que justo pela força que ele demonstrava ter dentro daquela história. E desde que aceitou ser sócio da dupla Walter e Jesse, Mike passou a ser o novo obstáculo na vida do Mr White, sempre com um problema ligado ao passado para ser resolvido, precisando de um montante que não teria fim para comprar o silêncio daqueles que faziam a operação do Gus funcionar sem falhas e de quebra, ainda estava com o Hank na sua cola, seguindo os seus passos e suspeitando que aquele frio senhor de idade avançada (sorry Mike) escondia muito mais do que a sua rotina comum de passeios durante o dia com a neta no parquinho da vizinhança.

E se Walter se perdeu durante esse novo caminho mais aberto e cheio de novas possibilidades, quem precisou colocar os pés no chão novamente foi o Jesse, que esteve muito mais consciente em relação ao negócio e que foi também quem precisou estabelecer um limite para que ele continuasse ou não envolvido com toda aquela história, que já havia deixado um rastro de sangue bem grande a essa altura e que todos nós sabemos que desde que ele teve que matar a sangue frio o outro químico para livrar a sua pele e a do Walter no passado, ele jamais se recuperou e passou apenas a conviver com mais esse fantasma em sua vida.

Seu limite acabou aparecendo em um dos melhores episódios da temporada (5×05 Dead Freight), com eles todos envolvidos em uma trama absurda para roubar um trem em movimento que transportava o ingrediente fundamental para que eles continuassem com sua produção a longo prazo. Episódio esse que me lembrou muito da adrenalina do começo da série, com a dupla correndo perigo no meio do deserto e presa dentro daquele trailer velho, sempre deixando a gente com o coração na mão, apenas brincando com a possibilidade deles serem descobertos a qualquer momento. E esse limite acabou aparecendo para o Jesse, onde depois de ter conseguido realizar com sucesso o tal roubo, eles acabaram sendo surpreendidos por um garoto que circulava pela região e que como medida desesperada do Todd, o novo “estagiário” do grupo, acabou morrendo ali mesmo, para o total desespero de Pinkman, que não conseguia aceitar o destino daquela nova vítima que eles acabaram fazendo e a partir disso passou a considerar que o fim da sua participação nos negócios havia chegado.

Esse momento foi onde todos eles encontraram o seu limite. Para que continuar? Quantas pessoas ainda seriam mortas para que eles seguissem com o próprio negócio? E a troco de que? Mais dinheiro? E para quem até pouco tempo não tinha muita coisa, o que eles conseguiram acumular já não era o suficiente? E foi quando Jesse e Mike resolveram vender suas partes da sociedade, abandonando de vez um negócio que para eles já havia sido lucrativo e doloroso o suficiente e que naquela ocasião havia extrapolado os seus próprios princípios do mundo do crime. Limite esse que não foi o suficiente para o Walter, que naquela hora decidiu cruzar essa barreira e tratar a morte da criança como um “mal necessário”, mesmo reconhecendo mais tarde o quanto foi difícil para ele enquanto pai ter uma vítima criança marcada pela sua própria história, mas que mais uma vez ele justificou com a velha desculpa do “antes ele do que eu”.

Como se não bastasse a arrogância do personagem que passou a ficar cada vez mais evidente desde o começo da temporada, o que deixava toda a operação ainda mais perigosa do que o de costume, Walter havia perdido completamente o limite, não aceitando encerrar um negócio que para ele agora parecia ser uma fonte inesgotável de renda, com lucros cada vez maiores uma vez que agora ele era o dono do próprio negócio de gente grande. E o personagem tanto perdeu o limite, que acabou aceitando a venda da parte dos seus sócios, mas não sem antes mostrar para o adversário o quanto ele seria necessário dentro daquela operação toda. Assumindo a morte do Gus com orgulho e como um crime que ele mesmo cometeu, Walter gritou na cara do concorrente “Say My Name” em outro momento excelente da temporada (5×07 Say My Name – momento do tipo inesquecível!), onde Heisenberg se tornava uma grande lenda dentro daquele mercado e assumia o posto de novo rei do pedaço.

Mas nem tudo seria tão fácil assim para todo mundo enquanto Walter se transformava nesse homem incontrolável e perigoso e o primeiro a sofrer as consequências do seu descontrole foi o Jesse, que teve o pagamento da sua parcela dos lucros com a venda do negócio adiada e depois recebeu a informação do próprio Walter, em forma de cobrança pelo que ele considerava ser uma grande forma de “ingratidão”, de que ele ele não iria mais receber o seu dinheiro e que agora ele nem precisava mais dos seus serviços porque já havia arranjando um novo “estagiário” (o mesmo que atirou contra o garoto do episódio do trem), esse muito mais parecido com o homem que Walter estava se tornando, com cara de aspirante no mundo do crime.

Uma prova a mais de que Walter realmente não era mais o mesmo e a essa altura do campeonato já estava difícil de continuar torcendo por ele, mesmo que isso desde o começo da série não tenha parecido muito certo. E não é de hoje que o personagem nos deu indícios de que esse seu ego incontrolável ainda iria se tornar um problema na sua vida. Foi assim com o Hank em um jantar em família do passado, onde Walter sugeria que Gus deveria ter uma mente brilhante por trás de toda a sua operação e foi assim também com o Gus, quando ele tentou impor ser o único capaz de produzir o produto dos sonhos, sendo superado pelo próprio Jesse mais a frente, tornando-se totalmente descartável dentro do seu próprio universo. Na verdade, Walter como todo psicopata, só queria o reconhecimento da sua genialidade (/crime), só isso.

E se nas ruas Walter agora era uma ameaça e inclusive gostava de reforçar e utilizar isso a seu favor, em casa também ele vinha sendo temido até mesmo pela sua mulher, que ao observar de perto a transformação do marido no homem que ele é hoje, acabou se encontrando completamente aterrorizada com toda aquela situação, onde ela mesmo disse se sentir com uma refém de tamanho envolvimento dela com tudo aquilo. Skyler que teve uma participação também excelente durante essa temporada, sempre morrendo de medo do marido, com olhar de assustada e ao mesmo tempo bancando a passiva agressiva quando ela não conseguiu mais se controlar, transformando a vida do Walter em um inferno também dentro da sua própria casa. Sem contar que ela até aceitou continuar naquela posição que ela não conseguia enxergar uma forma de escapar, continuando lavando o dinheiro sujo do marido, desde que os filhos fossem mantidos longe deles e assim Walter acabou perdendo também toda a sua família, onde mesmo a Skyler que teve que permanecer ao seu lado, não estava exatamente lá.

Com essa participação maior da Skyler no lado negro da força, tivemos momentos ótimos com ela e o Jesse, personagens que quase nunca se encontravam dentro da série. Aquela cena onde Walter convidou o Jesse para ver de perto o inferno que a sua vida se encontrava naquele momento dentro da sua própria casa, foi simplesmente sensacional, com um clima pesadíssimo instaurado dentro daquela casa por conta da nova dinâmica do casal e um Jesse completamente sem graça, tentando puxar assunto e desviar as atenções do climão que estava no ar. Tudo isso dentro de uma série que até hoje manteve o seu fundamento, com cenas lindíssimas e takes ousados, como se suas histórias e personagens já não fossem um grande atrativo. Cenas muito bem cuidadas, takes quase alternativos, com a câmera aparecendo em ângulos nada óbvios, sempre tentando nos surpreender de alguma forma. Até a bebê, filha do casal, foi usada para demonstrar a passagem de tempo na série no episódio final, com ela agora andando ao lado do seu irmão Flynn, que não é mais Junior, rs. (detalhe que a Camis do Séries em Série/Seriadores me lembrou no Twitter. Thnks Camis!)

Dentro dessa transformação do personagem ainda encontramos resoluções sensacionais para o final dessa primeira parte da temporada, com Mr White mais uma vez perdendo o controle e finalizando até mesmo com o Mike, que por muitas vezes foi quem salvou a sua pele dentro dessa história mas que naquele momento havia se tornado mais um obstáculo no seu caminho. E diferente de outras situações, onde ele acabou manipulando todo mundo a seu favor, sempre colocando outras pessoas como executores das mortes que aconteceram por sua culpa ou que foram “necessárias” para que a sua história tivesse a continuidade que ele desejava, Walter teve que finalizar o Mike ele mesmo, a sangue frio, meio assustado com a situação e se arrependendo logo em seguida, onde ao pensar um pouco mais, ele acabou percebendo que a morte do ex sócio nem era tão necessária assim.

E como o ciclo do personagem parece nunca ter fim, sempre com outras pessoas envolvidas no seu caminho, como último passo antes da sua aposentadoria após ganhar inclusive o mercado internacional com a ajuda da nova personagem descontroladíssima e responsável pela logística desde os tempos do Gus, acabamos ganhando uma das melhores cenas dessa finale, com a execução dos protegidos do Mike que se encontravam em três prisões diferentes e que estavam sendo pagos para manter o silêncio em relação ao caso. Uma cena linda, com a trilha sonora perfeita (e a sequência onde o personagem e seu novo assistente seguiam cozinhando como se não houvesse amanhã, também foi bem boa) para aquela execução em massa que precisava acontecer simultaneamente, em dois minuntos, novamente apoiada naquela desculpa recorrente e que nesse caso fez todo o sentido  do “antes eles todos do que eu”.

Apesar das medidas dignas de um grande criminoso para resolver todos os seus novos problemas, Walter chegou a conclusão de que não adiantava nada ele ter se construído aquele império todo, que ele nem faz ideia do quanto valia devido a falta de controle da própria Skyler, que sozinha não conseguiu dar conta de simplesmente contar os lucros que não paravam de chegar a todo momento. Nessa hora, o personagem viu todo o seu esforço em meio a pilhas de montes de dinheiro trancadas dentro de um depósito qualquer alugado. E o que fazer com isso tudo, agora que ele já conseguiu ultrapassar seus próprios limites?

Esse talvez tenha sido o momento em que Walter percebeu o quão pouco valia toda aquela sua trajetória, onde ele ganhou sim muito dinheiro, mas deixando um rastro de sangue agora gigantesco, envolvendo inúmeras vítimas e de quebra acabou afastando também sua própria família do monstro que ele havia se tornado. Talvez tenha sido também quando Walter se deu conta de que não havia mais motivação para continuar fazendo o que ele fazia. Não havia mais câncer, não haviam mais “grandes obstáculos” no seu caminho, não haviam mais grandes dependentes do seu trabalho e não haviam mais desculpas para continuar, assim como também não havia sobrado ninguém para comemorar com eles a sua grande pilha de dinheiro trancada dentro daquele depósito simples e que no fundo nem parecia ser tão grande assim. (pilha grande mesmo era  a o Coringa em “The Dark Knight”)

Mas faltavam ainda algumas pontas pendentes nessa história toda e a primeira delas envolvia o Jesse, que havia passado todo esse tempo ao seu lado e que mesmo assim acabou saindo dessa sem levar a sua parte, apenas por Walter não aceitar que o ex viciado conseguiu encontrar o seu próprio limite e se livrar daquela história toda antes dele. Naquela cena final, onde os dois se encontraram na casa do Jesse, apesar do clima de nostalgia com ambos relembrando algumas de suas passagens do passado a bordo daquele trailer velho, a tensão estava no ar a todo instante naquela cena, onde de acordo com o que acabamos conhecendo do Walter nessa reta final da série, tudo indicava que ele estava ali para acertar suas contas com o Jesse da forma como ele vinha fazendo com todo mundo. BANG! (e não fomos os únicos que pensamos nisso, como percebemos ao final da cena com a reação do Jesse)

E foi quando descobrimos que o antigo Walter ainda está dentro daquele homem, adormecido, mas ele está lá e embora ele tenha perdido bastante do seu espaço para o novo Walter que passamos a conhecer nessa reta final da série (o rei), quando ele deixou a casa do Jesse, o personagem acabou deixando também na varanda da casa as malas com o dinheiro da parte da sociedade que ele devia ao garoto e sendo assim, restava alguma esperança de que talvez o Mr White ainda tivesse recuperação. Dessa forma ele achou que resolveu a sua vida, tendo mais dinheiro para gastar do que ele imaginava que teria um dia (e talvez até por isso ele tenha feito questão de pagar o Jesse, porque a essa altura, não dá mais para confiar no coração do Walter e sim apenas na sua razão) e acabou anunciando para a Skyler a sua aposentadoria de vez do mundo de crystal blue.

O que ele não contava é que em um jantar em família, com uma simples ida ao banheiro do Hank, seu cunhado da policia que já esteve a frente do caso, algumas vezes bem próximo de descobrir a verdade e que quase perdeu os movimentos por sua culpa,  um momento simples como esse acabasse revelando o que sempre esteve debaixo do nariz do Hank e que ele nunca conseguiu enxergar: WW. Simples assim, com as iniciais do nome de Walter White na dedicatória de um livro largado dentro do banheiro, Hank se deu conta de que o seu pior inimigo esteve ao seu lado o tempo todo e ele sequer chegou a suspeitar. WW = Walter White (Hank até chegou a fazer essa ligação no passado, mas logo abandonou a hipótese por jamais suspeitar do cunhando que ele sempre achou ser meio loser)

E com esse momento que a gente estava aguardando por anos desde que a série estreou, encerramos as primeira parte da temporada final que foi bem da sensacional, provando mais uma vez o porque que Breaking Bad é uma das melhores séries da atualidade, status que ela conquistou desde que surgiu na TV e que foi mantido até quando a série não foi lá essas coisas todas, mas que para o nosso total desespero, ainda teremos que aguardar essa mesma época na metade do ano que vem para descobrir como é que essa história irá de fato terminar.

Por isso eu não canso de repetir: SACANAGEM AMC. SACANAGEM!

E qual é o meu palpite para o final?

Walter consegue se livrar de tudo e joga a culpa toda no Jesse, que por sua vez consegue escapar, descobre tudo o que Walter fez na sua vida e resolve ele mesmo a questão de um vez por todas, entregando o Walter morto para o cunhado que chega tarde demais para a sua prisão. BANG! Também seria bacana um final com o Jesse fugindo com todo o dinheiro, torrando tudo como se não houvesse amanhã e Walter fosse preso, onde de dentro da cadeia ele acabaria pensando em um plano mirabolante para fugir de lá e ir acertar as contas com a Skyler, que seria quem o entregou para a polícia, mas que acaba sendo salva pelo Hank, que aparece no final e finaliza o cunhado. BANG!

ps: e se vc perdeu alguma coisa das temporadas anteriores ou não se lembra muito bem de tudo que já aconteceu em Breaking Bad, talvez esse post amigo possa ajudar

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