Posts Tagged ‘Anna Kendrick’

Alguém que se importe poderia avisar para Anna Kendrikc que não há necessidade de combinar o look com o cabelo?

Junho 14, 2013

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Não há necessidade além de ser bem cafona, claro.

E se essa mesma pessoa estiver bem disposta nesse dia, aproveita para dar aquela consultoria amiga sobre o tom do cabelo que #NAOTABOMNAO

Obrigatô!

 

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Frankenweenie + Wreck-it Ralph + ParaNorman

Março 8, 2013

Frankenweenie

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“Frankenweenie” tem cara de um sonho realizado do Tim Burton e quando um amigo realiza um sonho qualquer (e sim eu me sinto próximo daqueles que eu gosto, mesmo que eles não saibam exatamente da minha existência), a gente acaba ficando feliz por ele de qualquer jeito e muitas vezes, esse sentimento acaba contando muito mais do que a realização em si.

Um curta que estava adormecido desde 1984, querendo se tornar gente grande e que finalmente acabou ganhando essa chance. Somos apaixonados por ele desde os extras de “The Nightmare Before Christimas”, onde encontramos pela primeira vez, Victor e seu melhor amigo, um cachorro moribundo dos mais adoráveis possíveis.

Primeiro, é preciso dizer que não tem como não se apaixonar pelo universo do Tim Burton e toda a sua estranheza em cada um de seus trabalhos e o filme é exatamente mais um convite à sua imaginação (que é como eu gostaria que fosse todos os meus pesadelos). Tudo é muito bem cuidado, inclusive as esquisitices todas e peculiaridades de cada um daqueles personagens, assim como todo o universo que o diretor sempre acaba criando em seus projetos, que são todos lindíssimos e sempre nos despertam o sonho de viver no seu pesadelo. Sem contar o detalhe do filme ter sido realizado todo em preto e branco, utilizando características bem oldschool para o tipo, algo que certamente colaborou e muito para o fundamento do próprio. (e o time de dubladores ainda conta com nomes como a Catherine O’Hara, o Martin Short e a Winona Ryder)

E quem não gostaria de poder trazer de volta a vida aquele cachorrinho da infância, que acabamos nos despedindo em uma fase da vida onde normalmente ainda não estamos preparados ou pouco entendemos sobre o assunto? Nem vou contar para vocês sobre a morte do meu primeiro cachorro, porque ela foi bem trágica e poderia acabar facilmente com esse sonho em stop-motion. Mas esse na verdade poderia ser facilmente o sonho de qualquer criança que tenha perdido seu animal de estimação e por isso a ideia do filme funciona muito bem. Ainda mais que sabemos que todo esse fundamento “Frankenstein” não é de hoje que é sucesso garantido.

De qualquer forma, preciso dizer que apesar de ter ficado bem empolgado com tudo em relação ao filme (sempre quero todas as miniaturas de tudo do Tim Burton e ou de quase todas as outras animações), não cheguei exatamente a me empolgar na hora de assisti-lo. Acho que não preciso nem dizer o quanto eu gosto do diretor a essa altura para justificar qualquer coisa que eu venha a falar daqui para frente, mas fato é que “Frankenweenie” não conseguiu despertar muita coisa em mim.

Pensando em uma justificativa para tal, eu creditaria essa “decepção” inicial pelo fato do filme não se tratar de uma prequel do que vimos em “Corpse Bride” por exemplo, mesmo com todas as coincidências entre ambos (semelhanças físicas entre os personagens, seus nomes e inclusive alguns de seus animais). Até cheguei a imaginar que seria algo do tipo, mas na verdade essa não era a ideia de “Frankenweenie”, algo que pode ser justificada se pensarmos que essa provavelmente tenha sido uma das ideias mais antigas do diretor.

Mas mesmo assim, toda essa semelhança entre personagens e cenários acabou prejudicando seriamente o novo filme para o meu olhar. Não que eu não tenha conseguido enxergar os pontos altos dele, mas a sensação que fica é a de que já vimos e por mais de uma vez, algo muito semelhante com aquilo tudo e essa sensação consegue acabar facilmente com parte da graça. Tudo bem que tudo isso é uma questão de identidade e não é de hoje que nós somos completamente apaixonados por esse universo do próprio Tim Burton, mas talvez o filme funcionasse melhor se não fosse tão semelhante com algo que nós já conhecemos.

E entendam que eu sou do tipo que acha lindo quando reconhece que a cidade de plano de fundo de “Frankenweenie” é bem parecida com a que conhecemos em “Edwards Scissorhands” por exemplo ou aquelas árvores retorcida bem no estilo “The Nightmare Before Christimas” e esse tipo de referência ao próprio repertório do diretor eu acho sensacional. Mas manter algo tão semelhante soa como se o Tim Burton estivesse rodando atrás do próprio rabo, sem aquela vontade de nos introduzir um universo realmente novo (como ele fez lindamente em “Alice In Wonderland”) ou pelo menos revisitando tudo aquilo que já saiu da sua cabeça no passado, só que de outra forma.

Mesmo assim, vale a pena assistir por todo o seu fundamento (e acho sensacional como as crianças adoram esse tipo de universo e nem chegam a se assustar com tamanha esquisitice, tão pouco com a experiência de assistir algo em preto e branco por exemplo, que em nada faz parte da realidade ou costume deles) e como eu bem já disse no início dessa review, se o nosso amigo está feliz, é isso que importa.

 

 

Wreck-it Ralph

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Aceito doações de Kit Kats e M&Ms de pasta de amendoim e ou coco (meus preferidos. AMO!) para construir o meu próprio carro de corrida e me mudar imediatamente para Sugar Rush. Sério, podem começar a me enviar!

Eu não sei onde é que eu estava com a cabeça que não tinha assistido “Wreck-It Ralph” ainda (do diretor Rich Moore, que já trabalhou em Os Simpsons, Futurama). Shame on me. Na verdade, eu bem sei e a minha cabeça estava ocupada com a dificuldade de se encontrar animações em versões legendadas por aí, mesmo em sessões a noite e em uma cidade cheia de opções como SP.

O filme que traz o vilão de um jogo de videogame tentando ser bonzinho, é realmente umas das animações mais bacanas dos últimos tempos e eu acho uma pena ele não ter feito tanto sucesso por aqui como se imaginava. (não sei se em todo mundo aconteceu a mesma coisa, mas o que eu sei é que já foi confirmada uma sequência e na qual dizem que teremos a participação do Mario. Que Mario? Aquele que… que é encanador mesmo, rs)

Na verdade, até imagino que isso tenha acontecido devido a uma questão simples do público vs suas várias referências a jogos de outras épocas que nós, jovens mais velhos e adeptos de um bom console (ok trocamos uma letra nessa última line e partimos para uma conversa totalmente diferente, hein? rs), conhecemos bem. Certamente, quem tem algum conhecimento ou vivência dentro desse universo, deve ter aproveitado muito mais a experiência, que de qualquer forma, funciona muito bem de qualquer jeito, pelo volume de coisas brilhantes, saltitantes e linguagem gamer que o filme carrega deliciosamente.

Da reunião dos vilões que estão “cansados” de ser apenas os malvados da história até as aventuras do grandalhão ruivo (mais um para a nossa coleção de ruivos queridos do ♥) tentando provar a todos que apesar do seu trabalho dentro do jogo, ele também era uma cara bem bacana e merecia ser da turma como todos os outros mocinhos da história.

Nessa hora inclusive, eu achei que o roteiro do filme acabou fazendo toda a diferença, porque a história é realmente encantadora, não só por tudo que eu já descrevi até agora mas também porque ela é muito bem escrita, cheia de reviravoltas e uma profundidade que não estamos muito acostumados a encontrar dentro do gênero. Pelo menos não dessa forma intensa e leve mesmo tempo. E tudo fica ainda mais especial quando Ralph, que é um brutamontes de mãos e pesadas, vai acabar em um mundo colorido e todo fofinho (onde eu poderia morar facilmente) e nessa viagem, ele acaba ganhando a companhia da adorável Vanellope, que nada mais é do que um bug do jogo e que por isso não é muito bem aceita pelas mean girls da região açucarada, que são todas umas foufas totalmente amargas por sinal.

A relação que ambos vão criando é adorável, uma identificação quase que imediata por se tratar exatamente de dois underdogs que não são nada bem vindos dentro de seus próprios universos. Universos esses que são sensacionais, com o Raplh vivendo em um game oldschool no melhor estilo 8-bit e Vanellope fazendo parte de um jogo mais contemporâneo de corrida de carros dentro de um universo que mais parece um sonho de coisas gostosas e fofinhas. Sério, tudo dentro desse universo é muito foufo e poderia ser um item de decoração da minha própria casa. Sério mesmo, rs. (gosto muito mais desse tipo de jogo. Porque será? rs)

Com uma referência visual absurda, o filme embarca em uma excelente proposta dentro do mundo dos games, criando um universo próprio por trás das telas, seguindo uma escola bem “Toy Story” de ser, daquele tip que a brincadeira nunca termina e que todos os seus personagens tem uma vida própria quando não estão em suas funções, divertindo quem quer que seja. Eles viajando de um game para o outro, entrando em territórios que não pertencem, encontrando jogos poderosos e ultra modernos, outros já descontinuados e na sarjeta (muito triste, tadinhos!) e morrendo de medo de apresentar algum defeito para que seus jogos não acabem na manutenção ou sejam desligados de uma vez por todas, também são detalhes super bacanas para esse universo que além de ser um novidade, foi realmente muito bem construído e é uma delícia deliciosa de ser ver.

Isso sem contar o time de dubladores oficiais da animação, como nomes como John C. Reilly, Sarah Silverman, Jack McBrayer, Jane Lynch, Mindy Kaling, Ed O’Neill, todos eles uma delícia de ir reconhecendo aos poucos enquanto seus respectivos personagens vão fazendo suas entradas no longa. Me disseram que na versão dublada, a voz da Vanellope acabou ficando por conta da Mari Moon e eu só não lamento que as crianças tenham sido obrigadas a viver essa experiência porque elas não sabem exatamente de quem se trata, mas desde já me solidarizo com seus pais. #StayStrong! (rs, embora o Felix tenha ficado por conta do excelente Rafael Cortez)

O final do filme também é bastante especial e eu juro que cheguei a ficar comovido (tá, eu chorei mesmo ou talvez fosse o meu corpo expulsando todo o açúcar ingerido de uma forma mais criativa. Vai saber…) com todas aquelas resoluções, principalmente com a história de ambos poderem se ver de dentro dos seus jogos durante o dia e tudo mais. E vale a pena assistir até os créditos finais, que tem todo um fundamento baseado na tipografia de games que nós bem conhecemos e que é uma delícia a parte. (até o logo da Disney entra com defeito e se mistura com o Pac-Man no final, howcoolisthat?)

Embora tudo isso, devido a todas as referências de jogos antigos e o mundo do fliperama não ser mais como as crianças estão acostumadas a encontrar seus jogos atualmente, talvez o filme acabe agradando muito mais os próprios pais mesmo. Mas tenho certeza que todo aquele visual maravileeeadro, com todas aquelas luzes e aquela quantidade de coisas fofinhas na tela deve ter deixado toda uma nova geração encantada ou no mínimo hipnotizada.

Eu terminei de assistir o filme tendo praticamente a minha own Sugar Rush. Sério. #YOUWIN

 

 

ParaNorman

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Uma animação infantil paranormal e que ainda é recheada de zombies por todos os lados. #TEMCOMONAOAMAR?

Não, realmente não tem como não amar “ParaNorman” (dirigido por Chris Butler – que trabalhou em “Coraline” e “Corpse Bride” e Sam Fell- que trabalhou em “Flushed Away” e “The Tale of Despereaux”) que apesar de ser uma animação infantil, traz alguns temas de forma bastante corajosa para um público que não está acostumado a receber esse tipo de opção.

O filme gira em torno do menino Norman, que é uma paranormal que consegue ver e se comunicar com os mortos. Sim, começamos o filme já levando esse susto, com ele conversando normalmente com a avó (que tem a voz da atriz Elaine Stritch, que para quem não se lembra, era a mãe do Jack em 30 Rock e a animação ainda conta com a nomes com o da Anna Kendrick, Casey Affleck e o John Goodman) sentada no sofá da sala da família e que logo na sequência, descobrimos tratar-se de um fantasma. BOO!

Dentro desse universo e brincando de forma bem bacana com o lado de lá, passamos a observar o dia a dia desse garoto, que obviamente não é dos mais fáceis, por todos de sua cidade estarem ciente desse seu dom e a sua própria família não conseguir entender muito bem esse seu pequeno issue. Muito bacana aquela cena de transição, onde observamos o garoto caminhando sozinho pela rua, falando sozinho, cumprimentando pessoas que não podemos ver (quer dizer, eu pelo menos não consigo e isso graças a Cher, porque esse seria um pesado demais para mim. Amém) e logo em seguida, ganhamos uma visão do mundo através do olhar do próprio Norman, com fantasmas aparecendo por todos os lados, se comunicando e inclusive fazendo piadas ótimas com os motivos de suas mortes.

Nesse detalhe, o filme emprega uma honestidade absurda, ainda mais tratando-se de um universo infantil, onde os mortos vivos no mundo de Norman são vistos exatamente da exata forma que morreram e não simplesmente como eram enquanto vivos. Lindo que dentro desse universo, até os animais acabaram ganhando o seu espaço. Em um determinado ponto do filme, eles inclusive chegam a dar uma pequena explicação, do tipo fácil de se entender (pensando em uma fácil compreensão para as crianças), sobre o assunto do porque apenas alguns dos mortos estarem perambulando pelos quatro cantos.

Aficionado pelo universo dos mortos vivos, o quarto do menino é repleto de detalhes sensacionais e tudo dentro da temática zombie. Pantufas, luminárias, escova de dentes, posters forrando uma parede quase que por completo, tudo é sensacional e tem alguma informação desse universo. E encontrar isso tudo dentro de uma animação, acabou deixando esse universo ainda mais especial (e foufo) para o próprio longa.

Acostumado a viver sozinho porque ninguém vê com bons olhos a paranormalidade do garoto, Nornam acaba ganhando um amigo para compartilhar suas esquisitices, Neil, que é um gordinho ruivos dos mais foufos ever (mais um ruivo para nossa coleção e até agora eu estou querendo uma miniatura dele vestido de árvore. Alguém sabe onde vende? rs). Sério, o personagem é infinitamente adorável e em determinado momento do filme, faz um discurso super bem humorado sobre bullying, apresentando uma forma mais leve e bem humorada de se aprender a lidar com ele.

A animação também foi toda feita em stop-motion, mas nesse caso, diferente do que encontramos em “Frankenweenie” e a opção por aqui provavelmente foi a de dar uma modernizada no modo de se fazer algo do gênero. Detalhes, texturas, cabelos, tudo é absurdo dentro desse contexto em “ParaNorman”, além de lindo visualmente. Sem contar que por se tratar de uma história que circula dentro de um universo “assustador”, apesar de ter seus momentos de pequena tensão ou susto, tudo na verdade acaba sendo adorável, inclusive os próprios zombies.

Outro detalhe importante no longa além da história (que gira em torno da tarefa de Norman de quebrar uma maldição dentro da sua cidade), é o tipo de humor encontrado no filme, que realmente é bem especial e divertidíssimo. Acho sensacional a naturalidade  com que o irmão do Neil acaba revelando que é gay no final do filme por exemplo, um detalhe que acaba emprestando uma honestidade ainda maior para o seu tom, que conversa muito bem sobre assuntos não tão comuns para o universo infantil e isso com a maior naturalidade possível, sem rodeios e falando diretamente para crianças. (inclusive na questão sobrenatural, que é o plot central da história)

E todo essa honestidade encontrada na animação além do assunto nada comum para o gênero, “ParaNorman” acaba se destacando facilmente das demais animações mais recentes, mostrando que com criatividade e histórias novas, ainda conseguimos nos encantar com universos que já visitamos outras vezes e ou de outras formas. (sem querer mandar recado para ninguém, mas já mandando um especialmente para o Tim Burton)

Isso sem contar que a animação ainda terminada de forma super divertida, com os créditos em uma tipografia bem trash, velha conhecida do gênero do terror antigo e ao som da excelente “Little Ghost” do The White Stripes. Eu não consegui me conter e já fui logo sacando as baquetas da bolsa. Sempre acabo achando que esse tipo de situação é um típico convite para um dueto, rs (para todos os pais baterem o pé no ritmo da música no final, rs)

 

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We are Sex Bob-omb

Novembro 15, 2010

Sabe aquele tipo de filme que vc assistiria todo o dia? Um dia estava eu escolhendo um filme para assistir com o afilhado da minha mãe, um garoto de 10 anos que veio passar o finde na nossa casa. Ficamos um tempão diante da minha coleção, tentando chegar a alguma conclusão de afinal, qual filme assisstir?  Ele queria ver “300”, de novo (toda vez ele quer levar o filme para casa e eu sempre prometo que vou comprar para ele mas esqueço, humpf!) pela 105 vez  e já eu queria diminuir a minha lista dos meus próprios filmes que eu ainda não assisti. Em meio a nossa pequena briga (rs), chegamos a conclusão de que iriamos assistir “Meet The Robinsons” da Disney, que ele me confessou ter assistido naquela mesma semana na tv. Mesmo tendo assistido ao mesmo filme naquela mesma semana, ele olhou pra mim e disse: tá bom vai, vamos assistir esse de novo, porque esse é o tipo de filme que a gente não consegue enjoar”. Achei tão foufo e é claro que  euri.

Então,  contei essa pequena história antes de mais nada para ilustrar que é exatamente o que acontece com “Scott Pilgrim vs The World”, um filme que vai te deixar com vontade de viver dentro de um game.

Primeiro de tudo, a linguagem de video game que o diretor Edgard Wright usa para contar a sua história é sensacional! Divertida, moderna, cool! Talvez um marco para a cultura pop contemporânea e como eu já disse por aqui, nada me surpreende se a nova safra de filmes do gênero para os próximos 2 anos seguirem essa mesma linha, fikdik

Preciso confessar que desde quando foi anunciado que finalmente sairia um filme baseado na HQ do Scott Pilgrim, eu já tinha ficado bem animado. Acho a HQ linda, gosto do traço, do preto e branco, dos personagens que são super atuais e da simplicidade moderna da revista. Ou seja, me empolguei desde o começo (e contei tudo para vcs aqui).

Até que, já tem duas semanas (sim, assisti no outro feriado pq tenho amigos influentes e infelizmente o filme estreou por aqui em poucas salas na semana seguinte, humpf…) que eu finalmente consegui assistir ao filme e todas as minhas expectativas foram confirmadas. E quer saber? Eu adoro quando isso acontece. Porque eu sou uma pessoa que acredita neam? Zzz, rs

O filme já tinha tudo para dar certo só pelo fato do próprio Pilgrim ser interpretado pelo muso indie que não tem nada de muso mas é muso mesmo assim, o ator Michael Cera, a quem eu dedico um amor de irmão (sério, eu queria muito que ele fosse meu irmão!) desde os tempos de Arrested Development e o seu querido George Michael. Em “Juno”, ele conquistou de vez o meu coração com suas pernas de saracura e o seu vício em tic tac de laranja. E sem contar o sensacional e mais recente “Paper Heart”, que é muito, mas muito foufo.

Com a atitude loser característica de Michael e os super poderes em nome do rock, o Scott Pilgrim do cinema traz acima de tudo uma nova linguagem que vai além do visual e chega ao modo novo de se contar uma história. Nada muito revolucionário, técnológico ou qualquer coisa do tipo. Mas o fato de montar o filme com se fosse uma história em quadrinhos, com intervenções, tipografias e abusando de referências a jogos de video game, isso trouxe um ar de novidade para a produção, além de nos deixar feliz por tratar-se de algo novo, ainda mais quando se trata de um filme sobre um “super herói”, onde todos os estereótipos das mais diversas franquias já foram tão explorados em diversas linguagens, algumas até já desgastadas. Scott Pilgrim é diferente dos demais e isso por si só já deveria ser um grande atrativo para vc levantar essa bunda do sofá e correr para o cinema. Now!

E o elenco é sensacional, cheio de jovens talentos e rostos conhecidos do mundo das séries. Tem a filha da Tara (Brie Larson) de United States Of Tara, tem a filha da dark porém ainda cool Lorelai em Parenthood (Mae Withman)e  o sensacional cara de Bored To Death (Jason Schwartzman), como o maior vilão da história e a Anna Kendrick, na pele da irmã de Scott. Além de rostos conhecidos, como Chris Evans (Fantastic 4, Captain America The First Avenger) e o Brandon Routh (Superman Returns) ,  coincidência ou não, ambos com histórico de super heróis em suas carreiras.

Outro que faz parte do elenco é o ator Johnny Simmons, que eu tenho visto em várias produções atualmente, um menino que eu acho bem talentoso por sinal, embora o seu espaço seja pequeno nesse filme.

Agora, todo o destaque vai para o irmão do Macaulay Culkin, o sensacional melhor amigo gay e roommate de Pilgrim no filme, o ator Kieran Culkin. Primeiro que a semelhança com o seu irmão é algo notável a assustador (eu até achei que era o próprio Macaulay quando eu vi o trailer pela primeira vez) e segundo que o garoto é divertido mil e me pareceu ser bem talentoso tmbm. Fofoqueiro, direto, promíscuo,  folgado e mais esperto, é dele os momentos mais divertidos do filme. O que foi ele pegando o namorado da irmã do Scott? E a sua fixação por meninos de óculos? E ele fazendo fofoca até dormindo? Euri

Outra bem foufa, de quem eu chegue a ficar com pena durante o filme é a Ellen Wong, a namorada com status de stalker de Scott Pilgrim. Mas achei sensacional a sua relação com o final da história. E quem nunca conheceu uma garota(o)  assim que atire a primeira tintura para cabelos azul celeste hein?

E tem a Ramona neam? O motivo de toda essa agitação na vida do herói. Com um atitude meio blase e too cool 4 u, ele não me conquistou tanto assim, cofesso. Mas ai tem a música, do Beck e com o título “Ramona”, que me faz repensar os meus sentimentos por ela. Fato tmbm que o seu figurino é o mais legal de todos e a luta onde ela tira aquele “martelo” gigante da bolsa é algo de incrível, não?

A trilha, que tem em sua grande parte a assinatura do Beck (que assina as músicas da Sex Bob-Omb, banda de Scott) não poderia ser melhor e a interpretação animada dos integrantes da banda de Scott Pilgrim é bem boa. Alias, os momentos musicais do filme são bem excelentes viu? Vale a pena encomendar a trilha tmbm, vão por mim (que eu bem já tenho a minha, rs)

Para mim, além dos momentos de luta do filme, que são sensacionais e te fazem ter a sensação de estar em um jogo de video game (sem sangue), que são muito bem coreografadas e que sempre terminam com aquela chuva de paetes gigantes + gliter prata + moedas, além disso, eu destacaria as cenas de insegurança de Scott, com sua aparência e principalmente com o seu cabelo, como as minhas preferidas do filme. Sério, ro-lei em cada uma delas. Michael Cera, vc realmente deveria ser meu irmão viu? (euri)

E quando Scott ganha a espada com o “poder do amor”  e logo depois usando a sua outra vida, quando ele ganha a espada do poder do “amor próprio” hein? Achei sensacional! Clap Clap Clap! Ahhh, e os quadrinhos originais tmbm fazem a sua participação afetiva no filme. Well done!

O saldo final é dos mais positivos para o filme, nem entendi muito bem o pq que ele não foi tão bem nas bilheterias americanas e tão pouco o porque que quase não passou pelos cinemas daqui. É, talvez o Michael Cera seja realmente too cool para a maioria…

Ainda assim acho que vale comprar aquela barra de chocolates gigante (TOBLERONE!!!) e aproveitar o feriado para se divertir e muito com Scott Pilgrim!

Espero ansiosamente pelo DVD Edição de Colecionador para colocar na minha prateleira especial ao lado dos meus outros heróis preferidos, fatão!


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