Posts Tagged ‘Argo’

Look 4 Today

Fevereiro 27, 2013

Ben

Pq hoje é dia de look incrédulo da superação.

(Clap Clap Clap Ben!)

 

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A lista bem boa e equilibrada dos vencedores do Oscar 2013

Fevereiro 25, 2013

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Sim, ontem ficamos acordados até tarde (smacks especiais para todos do Twitter), vestindo os nossos melhores PJ’s e tudo isso é claro que para acompanhar o Oscar 2013, uma premiação que chegou confirmando as  expectativas de que em 2013, parece que estamos mesmo retomando os rumos das grandes e memoráveis premiações novamente. Amém!

Primeiro foi o Golden Globes, com a impagável dupla Poehler + Fey que foi tipo a realização do nossa premiação perfeita dos sonhos, elas que estiveram sensacionais durante toda a premiação e nos fizeram nem sentir muito bem o tempo passar naquela noite. Sério, daquele jeito, a premiação poderia ter durado 7 dias e 7 noites, que todos nós resistiríamos bravamente.

Para o Oscar 2013 tivemos o Seth McFarlane como hostess da noite, algo que já me dizia que viria coisa bem boa pela frente (eu AMO e sempre AMEI o Seth, desde quando ele era outro homem e não tinha todo aquele nível de magia bem humorada – mas o bom humor ele sempre teve – Höy! Gosto tanto dele que me lembro muito bem da sua participação como ator em um dos episódios de Gilmore Girls, além de AMAR Family Guy, é claro). O meu medo era que o seu tipo de humor não fosse muito bem compreendido por uma maioria… (o que de fato pode até ter acontecido, mas não em grandes proporções)

Mas nada disso aconteceu e McFarlane esteve unfirah e afiadíssimo também (tanto quanto as meninas no GG) e ele não fez feio, falando de tudo e de todos com aquele tipo de humor mais ácido que ele tem e que mesmo assim conseguiu arrancar boas gargalhadas da platéia ali presente. A primeira piada, já trazendo à tona o assunto da não indicação do Ben Affleck ao prêmio de melhor direção desse ano foi simplesmente sensacional e quase tão debochado quanto o próprio texto de “Argo” em relação a Hollywood e suas façanhas do tipo.

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Sem contar que esse ano, tivemos uma premiação mais pop, com apresentações de tirar o fôlego e que todos gostariam de ouvir. Adele, Shirley Bassey, Barbra (♥), todas aparecendo divando, maravileeeandras e com vozes arrebatadoras, mas isso não foi quase nada se comparado aos momentos musicais que aconteceram durante a premiação, com  a Catherine Zeta-Jones deitando todas e ainda segurando perfeitamente o seu número em “Chicago” (Renée se ainda tivesse alguma expressão facial, teria demonstrado que ficou abaixo do limbo nessa hora) de forma lindíssima e isso dez anos depois, além de uma Jennifer Hudson demônia, soltando uma voz que mais parecia um tornado passando dentro daquele teatro, deixando todos completamente sem ar (e foi lindíssimo mesmo!) e para encerrar, um dos números mais emocionantes da noite, com cara de musical de verdade, com o elenco de “Les Mis” inteiro reunido e cantando suas músicas e deixando todo mundo que ousou falar de suas performances musicais no longa com a cara literalmente no chão. Juro, tudo foi perfeito, de chorar.

E a cerimônia além de ter sido muito mais bacana do que qualquer outra dos últimos tempos (leia-se qualquer outra cerimônia do Oscar) ainda nos trouxe uma lista bem boa equilibrada com os vencedores do ano (e a grande maioria deles nós AMAMOS!), confirmando quase todas as nossas impressões a respeito dos seus indicados (isso principalmente depois de ter visto parte deles no cinema, pelo menos):

 

Filme

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Indomável sonhadora

O lado bom da vida

A hora mais escura

Lincoln

Os miseráveis

As aventuras de Pi

Amor

Django livre

Argo

 

Depois de ter ignorado completamente o Ben Affleck na indicação pelo seu trabalho como diretor esse ano (e ele ter vencido na categoria em quase todos os demais prêmios), eles estavam mesmo devendo esse prêmio para ele. E não só por isso (nem por ter pego por tanto tempo no seu pé, porque em alguns momentos  reconhecemos que Ben fez por merecer), mas porque “Argo” realmente é um filme excelente, do começo ao fim, com uma história contada da forma certa e pelas pessoas certas e já estava na hora de Hollywood superar certas birras, ainda mais quando se depara com um trabalho tão bacana. Sem contar que é um filme que brinca como ninguém com Hollywood, debochando da sua cara, fazendo piada da suas falhas. Realmente um trabalho muito bom, ainda mais considerando esse ano onde tivemos excelentes performances, histórias deliciosas, mas nenhum filme chegou a ser grandioso demais, do tio épico e arrebatador, daqueles que acabam levando tudo sem dar chance para os demais, por isso achei bem justo. E o seu discurso, apesar de esbaforido, foi ótimo, falando inclusive de tudo que ele teve que engolir por tanto tempo #BenAffleckRises

ps: aqui, a nossa review sobre “Argo”

 

Diretor

Michael Haneke, “Amor”

Benh Zeitlin, “Indomável sonhadora”

Ang Lee , “As aventuras de Pi”

Steven Spielberg, “Lincoln”

David O. Russell, “O lado bom da vida”

 

Ang Lee parecia o azarão da lista, mas acabou levando. Apesar de não ter visto o seu filme ainda (e esse sim estar amargamente arrependido de não ter ido ver em 3D), acho um trabalho de imagens sensacional, do tipo que mais parece um sonho. Apesar de tudo, a minha torcida nessa hora era mesmo para o Haneke, que com uma história bem simples, conseguiu emocionar o mundo com o seu “Amour”. Mas nada nesse mundo vai conseguir pagar a cara de Coca Zero do Spielberg ao perceber que o seu épico da vez não foi tão épico assim… (embora tenha interpretações épicas sim!)

 

Ator

Denzel Washington, “Voo”

Hugh Jackman, “Os miseráveis”

Daniel Day-Lewis, “Lincoln”

Bradley Cooper, “O lado bom da vida”

Joaquin Phoenix, “O mestre”

 

Esse prêmio seria quase impossível de alguém tirar das mão do Daniel Day-Lewis, que ainda me apareceu mais maravileeeandro do que nunca para recebê-lo, das mãos da Meryl (♥), com quem ele aproveitou para fazer piadas sobre uma inversão de papéis, trazendo um humor super bacana para o seu discurso, além de uma declaração de amor linda para a sua esposa. Daniel Day-Lindo! Mesmo assim, temos que reconhecer que o Hugh Jackman também foi grandioso esse ano e merecia pelo menos um pedacinho desse prêmio pelo seu Jean Valjean. Aliás, o que foi aquela apresentação com o elenco de “Les Mis”? De arrepiar a alma e fazer ter vontade de sair cantando feito uma pessoa desequilibrada na rua segurando uma baguete, caso não tenha achado uma bandeira da França, rs

 

Atriz

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Naomi Watts, “O impossível”

Jessica Chastain, “A hora mais escura”

Jennifer Lawrence, “O lado bom da vida”

Emmanuelle Riva, “Amor”

Quvenzhané Wallis, “Indomável sonhadora”

 

OK, nessa hora, eu confesso que o meu coração estava completamente dividido. Estava torcendo para a Emmanuelle Riva, confesso, ela que estava de aniversário ontem e teria sido um acontecimento caso o prêmio fosse parar em suas mãos. Fiquei com pena dela, imas isso só durou até a J-Law subir ao palco, com seu Dior (meio assim, mas isso é assunto para depois) e se estabacar no meio do caminho. CATAPLOFT! (enérgias negátivas + afobação) Juro, sabe toda aquela vontade que a gente teve de ajudar o casal de “Amour” durante todo o filme? Tive exatamente a mesma sensação depois daquele tombo ela e a minha vontade era a de ir até lá ajudar a Katniss (fiquei impressionado como nenhum do meninos levantou imediatamente para ajudá-la. Shame on you! – apesar do Dujardin ter dado aquela forcinha depois. Aliás, Höy!). E sim, apesar da nossa torcida por uma história melhor (e que exigia muito mais de uma atriz), Jennifer Lawrence vem fazendo por merecer e por isso, também ficamos extremamente felizes com o seu momento e por aqui, nada de imagens da sua queda, porque não somos desse tipo de gente (até somos, mas só com quem não gostamos muito ou quando a piada rende mais do que qualquer outra coisa. Go Katniss! Go Katniss!

ps: aqui, a nossa review sobre “O Lado Bom da Vida”

 

Ator coadjuvante

Alan Arkin, “Argo”

Christoph Waltz, “Django livre”

Philip Seymour-Hoffman, “O mestre”

Robert De Niro, “O lado bom da vida”

Tommy Lee Jones, “Lincoln”

 

Waltz roubou “Django” para ele, quase que naturalmente e não teve para mais ninguém. E que belo ator, não? Aliás, ele, a passagem do DiCaprio (mais do que o seu personagem) e o humor especial do Tarantino, são as melhores coisas do filme. Sem contar a trilha. Sensacional!

ps: aqui, nossa review sobre “Django Livre”

 

Atriz coadjuvante

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Amy Adams, “O mestre”

Anne Hathaway, “Os miseráveis”

Helen Hunt, “The sessions”

Jacki Weaver, “O lado bom da vida”

Sally Field, “Lincoln”

 

Outro prêmio que parecia ser impossível que fosse acabar em outras mãos. Anne realmente fez algo muito especial em “Les Mis”, segurando muito bem a força do seu papel e nos emocionou com toda a fragilidade da sua personagem, mesmo aparecendo apenas nos primeiros 40 minutos do filme. Maravileeeandra!

ps: aqui, nossa review sobre “Les Mis”

 

Roteiro original

Michael Haneke, “Amor”

Quentin Tarantino, “Django livre”

John Gatins, “Voo”

Wes Anderson e Roman Coppola, “Moonrise Kingdom”

Mark Boal, “A hora mais escura”

 

Tarantino merece todos os prêmios do mundo só por ser essa figura que manda a orquestra ficar quieta que ele ainda tem o que falar. Em “Django” eu não consegui encontrar o seu melhor, apesar do seu fundamento estar todo ali e ainda assim, acho que faltaram algumas coisas. O que também não significa que seja uma filme ruim, apenas não o melhor deles. 

 

Roteiro adaptado

Lucy Alibar e Benh Zeitlin, “Indomável sonhadora”

David Magee, “As aventuras de Pi”

Chris Terrio, “Argo”

Tony Kushner, “Lincoln”

David O. Russell, “O lado bom da vida”

 

Nada mais do que justo sendo “Argo” um filme basicamente sobre um roteiro “adaptado” àquela situação, rs

 

Filme estrangeiro

“Amor” (Áustria)

“Kon-tiki” (Noruega)

“O amante da rainha” (Dinamarca)

“No” (Chile)

“War witch” (Canadá)

 

Alguma surpresa? Um filme estrangeiro com força o suficiente para chegar a concorrer entre os grandes filmes do ano merecia pelo menos esse carinho. Justo. 

ps: aqui, a nossa review sobre “Amour”

 

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Animação

“Detona Ralph”

“Frankenweenie”

“ParaNorman”

“Piratas pirados!”

“Valente”

 

Gosto muito de “Valente”, apesar de não ser dos meus preferidos da Pixar. E foi o prêmio ruivo da noite, então…

 

Curta-metragem de animação

“Adam and dog”

“Fresh guacamole”

“Head over heels”

“Maggie Simpson in ‘The Longest Daycare'”

“Paperman”

 

Alguém sabe me dizer se “Paperman” tem alguma relação com “Signs” (que eu AMO já tem alguns anos). Acho tudo muito dentro do mesmo fundamento, apesar das diferenças…

 

Edição

“As aventuras de Pi”

“Argo”

“A hora mais escura”

“O lado bom da vida”

“Lincoln”

 

E o filme tem mesmo um edição bem boa!

 

Fotografia

“007 – Operação Skyfall”

“Anna Karenina”

“As aventuras de Pi”

“Django livre”

“Lincoln”

 

E foi mesmo o filme das grandes paisagens/imagens do ano. Merecido. 

 

Efeitos visuais

“Branca de Neve e o caçador”

“O hobbit: Uma jornada inesperada”

“As aventuras de Pi”

“Prometheus”

“Os Vingadores”

 

Sério, alguma surpresa?

 

Figurino

“Branca de Neve e o caçador”

“Espelho, espelho meu”

“Anna Karenina”

“Lincoln”

“Os miseráveis”

 

Desde o trailer (que dizem que engana bem em termos de qualidade do longa), conseguimos perceber a qualidade e grandeza do figurino do filme. 

 

Maquiagem e cabelo

“Hitchcock”

“Os miseráveis”

“O hobbit: Uma jornada inesperada”

 

Tirando toda e qualquer peruca que o Hugh Jackman tenha usado no longa (todas horrorendas), acho que o prêmio já valia só pela caracterização do Sacha Baron Cohen, que está sensacional e ou aquelas mulheres das ruas. 

 

Canção original

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“Before my time”, de “Chasing ice” – J. Ralph (música e letra)

“Everybody needs a best friend”, de “Ted” – Walter Murphy (música) e Seth MacFarlane (letra)

“Pi’s lullaby”, de “As aventuras de Pi” – Mychael Danna (música) e Bombay Jayashri (letra)

“Skyfall”, de “007 – Operação Skyfall” – Adele (música e letra)

“Suddenly”, de “Os miseráveis” – Claude-Michel Schönberg (música), Herbert Kretzmer (letra) e Alain Boublil (letra)

 

“Skyfall” deve muito disso para a sua interpretação, apesar de ser uma música linda também

 

Trilha sonora original

Dario Marianelli (“Anna Karenina”)

Alexandre Desplat (“Argo”)

Mychael Danna (“As aventuras de Pi”)

John Williams (“Lincoln”)

Thomas Newman (“007 – Operação Skyfall”)

 

Mixagem de som

“007 – Operação Skyfall”

“As aventuras de Pi”

“Os miseráveis”

“Argo”

“Lincoln”

 

Edição de som

“Argo”

“As aventuras de Pi”

“A hora mais escura”

“007 – Operação Skyfall”

“Django livre”

 

Empate. Deveriam usar esse recurso em categorias mais disputadas também, como essa ano foram as de atriz e ator, por exemplo…

 

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Design de produção

“Anna Karenina”

“As aventuras de Pi”

“Lincoln”

“O hobbit: Uma jornada inesperada”

“Os miseráveis”

 

Melhor curta-metragem

“Asad”

“Buzkashi boys”

“Curfew”

“Death of a shadow (doos van een schaduw)”

“Henry”

 

Documentário em longa-metragem

“5 broken cameras”

“The gatekeepers”

“Searching for Sugar Man”

“How to survive a plague”

“The invisible war”

 

Documentário em curta-metragem

“Kings point”

“Mondays at Racine”

“Inocente”

“Open heart”

“Redemption”

 

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Argo

Fevereiro 22, 2013

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Ben Affleck rises.

Irã em conflito, interno e externo (sempre), americanos em pé de guerra com o mundo, sempre envolvidos com questões relacionadas ao petróleo do lado de lá (também sempre), morrendo de medo dos soviéticos e dependendo única e exclusivamente do Canada para livrar a sua pele dessa vez. Aparentemente, “Argo” pode até parecer um filme politico como qualquer outro do gênero, mas ele vai muito além disso e caminha livremente dentro do drama, do suspense e até da comédia, surpreendentemente sem fazer feio em nenhum deles e acreditem, Ben Affleck conseguiu nos entregar uma excelente história através do seu olhar de diretor, talvez realmente a melhor delas esse ano, da forma certa e com a turma certa para contá-la.

Ben que quase nunca foi levado a sério e já apanhou muito em sua carreira desde o começo, algumas vezes merecidamente devido a suas escolhas ou entregas do passado, sejamos justos, mas outras vezes por pura implicância ou intolerância. Sim, o mundo torce o nariz para o bonitão que resolve provar que pode ser mais que apenas isso ao invés de encorajar os que aparentemente tem algum talento para isso ou frear aqueles que parecem ter perdido o controle de suas próprias limitações (rs). As portas se abrem facilmente para o rostinho bonito da vez, mas para mantê-las abertas, algumas vezes chega a ser duas ou três vezes mais difícil e apenas os mais fortes sobrevivem. Fortes no sentido de talento e isso acabamos descobrindo com o tempo que aquele jovem garoto que já ganhou um Oscar como roteirista tem de sobra, ainda mais chegando nesse ponto da sua vida, calmo, agora pai de família, uma família linda por sinal para a qual ele faz questão de dedicar o seu melhor trabalho nos créditos finais do mesmo. (#TEMCOMONAOAMAR?)

Sim, “Argo” é um filme excelente e por diversos motivos diferentes. A começar pela sua história verídica com ares de ficção, como se estivéssemos de fato assistindo apenas a mais uma criação de Hollywood para o mundo do entretenimento. Hollywood que se faz presente de um jeito importante no filme, de forma deliciosa, extremamente debochada, rindo da sua própria desgraça e é parte fundamental para o desenrolar desse plot do espião que acabou fazendo história devido ao seu talento (e muita coragem quando necessário, algo que naturalmente esperamos desse tipo de perfil, mas que nem sempre pode ser a realidade) e mais do que isso, imaginação para bolar um plano tão sensacional e ao mesmo tão fantasioso como esse.

Retirar seis reféns de um pais como o Irã, naquela época (e talvez até hoje) odiando os USA como nunca, não seria tarefa fácil para nenhum país. A princípio, surge uma ideia ridícula da força tarefa da CIA responsável pelo caso de tentar fazer com que eles cruzem a fronteira de bicicleta, como se fosse muito simples pedalar por quilômetros em um território onde rostos americanos nunca foram muito bem vistos. Até que Tony Mendez (Ben Affleck), o grande e verdadeiro herói dessa história toda, em uma simples conversa com o filho ao telefone enquanto eles assistiam a distância a “A Batalha do Planeta dos Macacos”, tem a brilhante ideia de envolver Hollywood para tornar aquele fuga possível, planejando um  filme de Sci-Fi de mentira, que serviria como o disfarce perfeito para garantir a liberdade daquelas pessoas. Claro que nessa hora, é possível pensar que o próprio Ben Affleck poderia ter deixado seu ego de lado ao optar por interpretar o grande herói da história, mas ao mesmo tempo, colocar-se naquela posição talvez seja a sua forma de dizer que ele não está querendo abandonar isso para seguir com aquilo e pretende manter os dois enquanto houver espaço. Sem contar que a sua atuação no filme está bem correta e ultimamente (talvez desde sempre), temos visto atores muito, mas muito piores, se tornando nomes de destaque em Hollywood, por isso não temos do que reclamar e talvez a crítica tenha sido megabitch demais com eles ao longo desses anos.

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Mas é claro também que um plano mirabolante como esse precisava das pessoas certas para ter alguma chance de dar certo, profissionais reais da industria do cinema que estivessem dispostos a colaborar secretamente com o plano de resgate cinematográfico, forjando toda uma produção em nome de uma tentativa super arriscada que tinha tudo para não dar certo desde o começo. E é claro que nessa hora, Hollywood se deixou ser usada para contar mais essa história sensacional, ainda mais tendo ela personagens reais que poderiam encontrar nessa a sua única chance de se verem livres novamente.

Nesse momento ganhamos dois ótimos personagens para o filme, o responsável pela criação das mascaras utilizadas em “Planetas dos Macacos”, o artista John Chambers (especialmente interpretado pelo ator John Goodman) e o produtor de sucesso Lester Siegel, que ganha vida através da interpretação deliciosa do ator Alan Arkin, que está impossível no filme, com seu texto afiadíssimo e um humor extremamente de bom gosto e exatamente na medida para o alívio cômico da trama.

E para contar essa história tão bem, Ben Affleck precisava do elenco certo, algo que ele consegui acertar em cheio, trazendo alguns rostos bem conhecidos de todos nós das séries de TV para se juntarem a esses grandes veteranos do cinema, como o Bryan Cranston (Breaking Bad), Victor Garber (participação sempre afetiva e que nós AMAMOS desde Alias e exatamente por Alias), Tate Donovan (Damages), Clea DuVall (Carnivale), Kyle Chandler (Friday Night Lights) Zeljko Ivanek (True Blood e também Damages), Titus Welliver (Lost), Chris Messina (The Newsroom, The Mindy Project e segundo o BuzzFeed, quase tudo na TV ou no cinema atual, rs) além de vários outros em participações menores.

Principalmente através desses dois personagens envolvidos com a indústria do cinema, acabamos ganhando momentos excelentes de puro cinismo, recheado com o que podemos chamar de “Hollywood talk”, com ambos debochando de um indústria que conhecem como ninguém, algo que acaba dando um certo toque especial para “Argo”, que apesar de todo o clima de suspense e tensão do filme, consegue ser leve e até mesmo bem cretino ao mesmo tempo, quando decide não se levar muito a sério e debochar de quem comanda isso tudo. #TEMCOMONAOAMAR quando em uma conversa com o personagem de Goodman, Affleck questionando se é possível transformar qualquer um em diretor do dia para a noite, temos o próprio Goodman respondendo que não só é possível, como Hollywood faz isso o tempo todo. Ou quando Affleck pede para que o seu personagem seja feito de produtor dentro do plano e Goodman responde que com aquela cara, no máximo ele passaria como um co-produtor e nada mais que isso. Sério, um cinismo sensacional!

E o equilíbrio que eles conseguiram encontrar dentro do longa para passar ambos os lados da situação, tanto quanto os absurdos de um mundo de mentiras em Hollywood até a parte séria daquela situação toda, como o conflito se agravando cada vez mais no Irã no final da década de 70 e começo de 80 (com uma caracterização bem bacana, inclusive), em um mix de imagens reais cedidas pela TV com as produzidas para filme, também acabou sendo super importante para dar maior credibilidade para aquela história, que apesar de se tratar de uma fantasia dentro de uma outra fantasia, também precisa encontrar alguma dignidade para ser contada de forma interessante.

Um ótimo exemplo de como eles conseguiram isso foi aquela cena em que uma mulher no Irã estava fazendo uma declaração para a imprensa em inglês, afirmando que eles não serão mais tolerantes em relação àqueles americanos mantidos como reféns por lá e ao mesmo tempo, em um cenário luxuoso das festas e eventos típicos de Hollywood, os envolvidos no projeto estão fazendo um grande teatro, exibindo as fantasias do tal filme Sci-Fi para atrair a imprensa em uma leitura aberta do script (que é negociado de forma brilhante pelo diretor, novamente mostrando um lado do business dessa indústria que nós não estamos acostumados a ver). Entre as fantasias encontramos de tudo, de heróis a mocinha indefesas com pouca roupa (sempre aquela preguiça que se repete mesmo quando elas não são mocinhas indefesas e sãos as heroínas  Humpf!), até um wannabe Chewbacca e um robô possivelmente inspirado no Cybermen de Doctor Who. (sério, achei igual)

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Aliás, esse lado Sci-Fi da história também é tratado de foma decente, com uma série de referências e inclusive menções aos clássicos Star Wars e Star Trek, que naquela época, estavam dominando quase que completamente a industria cinematográfica. Sem contar as action figures vintages que acabam aparecendo no filme, no quarto do filho do Tony Mendez, que são todas altamente desejáveis, além dos detalhes dos storyboards do filme dentro do filme, “Argo” (título de um dos roteiros que eles encontraram que tratava de um plot Sci-Fi em pleno Oriente Médio, que era exatamente do que eles precisavam), que são excepcionais e tem uma função bacana dentro da história acima de tudo. (e OK Tony, eu também teria guardado um deles, só não sei se seria para o meu filho, rs)

Enquanto tudo isso acontece na parte fictícia da história, os seis fugitivos que conseguiram escapar do ataque violento a embaixada (ilustrado no começo do filme com uma narração lenta, mas que lembra muito o estilo adotado na época), que resultou em uma série de vítimas feitas como reféns pelo povo local, esses seis conseguiram ganhar refúgio através de um diplomata canadense, que acaba arriscando a própria cabeça ao acolher aquelas pessoas que passaram dias na sua casa, sem poder colocar a cara para fora. Eles que até então achavam que ninguém sabia da sua existência no pais e não contavam com uma equipe gigantesca de homens e mulheres e principalmente crianças locais, montando um verdadeiro quebra cabeças de papel picado (que eles mesmos tentaram destruir antes da invasão na embaixada, para não deixar nenhum vestígio ou prova do que faziam por ali), na tentativa de identificar quem eram aquelas pessoas e quais eram as suas intenções. Sério, uma operação assustadora de tão minuciosa e simplesmente deixada nas mãos de crianças, que não poderiam ser figuras melhores para resolver aquele grande quebra cabeças.

“Argo” também conta com um ritmo interessante para contar essa história, que apesar do conflito político, não chega a ficar nada arrastado ou qualquer coisa do tipo. Isso além da praticidade com que eles resolveram explorar todos os seus plots, porque o filme tem apenas quase duas horas de duração, o que não poderia ser mais adequado, umas vez que eles conseguiram se resolver muito bem sem se complicar dentro da sua proposta. E a visão do Ben Affleck como diretor também começa a ficar mais forte, com planos mais interessantes dos cenários, principalmente quando em outras terras, como na Turquia por exemplo ou no próprio Irã, quando ele faz questão de mostrar um corpo enforcado em praça pública, além de mostrar que a questão cultural apesar de extremamente diferente, também pode ser bem próxima, mostrando pessoas locais comendo no Kentucky Fried Chicken (naquela época, ainda não era apenas KFC e teve uma piada bem boa sobre esse assunto recentemente em uma série qualquer que eu não me recordo bem qual agora…). Isso sem contar os cortes do filme, a forma de ilustrar uma conversa com frames de storyboards (simples, mas ainda eficaz e apropriada para a época em que o filme se passava), assim como as cenas de conflito, todas muito bem realizadas e ou encaixadas (no caso das cenas reais). E tudo isso somado a todos os outros atributos do filme (a história, o ritmo, o elenco certo) faz com que a sua qualidade se torne indiscutível.

Apesar de tudo isso, é preciso lembrar que “Argo” é um filme de suspense e isso eles fazem questão de refrescar a nossa memória perto do final, quando essa sensação de suspense vai se agravando, exatamente quando chega a hora de enganar o mundo com a tal equipe de filmagens fictícia e ao mesmo tempo o cerco vai se fechando em relação as suspeitas de que os seis fugitivos estavam na casa do diplomata. Aquela caminhada da equipe no grande mercado local para dar credibilidade ao plano é extremamente apavorante, principalmente quando um dos comerciantes resolve criar caso por conta de uma simples foto, algo que acaba gerando uma confusão que poderia ter tomado grandes proporções devido ao calor humano e ódio em relação aos americanos encontrados por lá.

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Claro que perto do fim, algo precisava acontecer para tentar acabar com aquele plano mirabolante e nesse caso, tudo acabou quase não acontecendo graças as ordens vindas diretamente dos USA, com medo de serem ridicularizados devido ao plano envolvendo uma grande mentira como essa e resolvendo assumir o risco de colocar aquelas 6 pessoas para morrerem como heróis, pura e simplesmente por uma história melhor para contar para o resto do mundo. Em pensar que isso deve acontecer a todo momento, não só com eles, e nós nem ficamos sabendo. (esse caso inclusive era confidencial até pouco tempo e só se tornou público através do mandato do ex presidente Bill Clinton)

Mas em termos de tensão e agonia, nada supera aquela reta final da história, com Tony Mendez contrariando suas ordens e se arriscando mesmo assim a tentar trazer os seis de volta à America antiga seguindo seu plano, algo que não teria dado certo se o seu chefe, Jack O’Donnell (Bryan Cranston), não tivesse comprado a ideia de qualquer forma, contrariando as ordens de seus superiores e assumindo o risco. Aquela sequência com todos eles encarando a inspeção no aeroporto, não sendo tratados muito bem, colocados naquela salinha de espera pavorosa, tendo que se comunicar em uma língua que muitos não conheciam (aliás, um detalhe importante no filme é que eles não fazem questão de traduzir outros idiomas, justamente para dar uma impressão mais próxima do desespero que é esse se encontrar envolvido em uma situação com esse tipo de falha de comunicação) até o momento em que finalmente todos eles conseguem embarcar, ouvindo já no avião que agora que não estavam mais em solo do Irã, as bebidas estavam liberadas. (sem contar aquela corridinha dos carros de polícia e milicia vs avião em plena pista de voo, que foi sensacionalmente aflitiva até o momento em que vimos o avião finalmente deixar de tocar o solo)

Um final espetacular, digno de Hollywood e acima de tudo, digno de toda essa atenção que o filme acabou recebendo recentemente, sendo indicado em todas as premiações (levando quase todas elas) e consagrando o Ben Affleck como o grande diretor do ano, que ele, mesmo com uma concorrência de nomes fortíssimos e consagrados como Spielberg, Ang Lee, David O. Russell vem conseguindo surpreendentemente roubar a cena de todos eles durante as últimas premiações do cinema, algo que Affleck não vai ter a chance de fazer no Oscar 2013, pelo menos não como diretor, porque acabou não sendo indicado em mais um daqueles casos de pura implicância/injustiça. É claro que no final do longa, todos eles acabaram recebendo as mais altas condecorações do serviço secreto americano, isso sem poder fazer nenhum alarde, por se tratar de uma história extremamente confidencial e tendo que amargar o Canada recebendo todas as honras de grande herói da vez, além da libertação das vitimas mantidas como reféns após 444 dias de cativeiro.

Por todos esses motivos, “Argo” pode e deve ser considerado como um grande filme, o melhor deles para esse ano, porque com uma reunião tão bacana entre elenco e uma história sensacional como essa, não temos como contestar a grandeza do filme, que consegue te prender facilmente do início ao fim, sem o menor custo. Claro que em meio a tudo isso, temos que ressaltar o trabalho de diretor do Ben Affleck, que apesar de ter o ouro nas mãos nesse caso, poderia não ter escolhido a melhor forma de retratar essa história, mas isso ele não fez e acabou assim conseguindo a sua grande redenção, entregando paro mundo do entretenimento o seu melhor trabalho, esse que talvez seja e merecidamente, o melhor trabalho do ano nessa industria que não costumava lhe tratar muito bem. E ao que tudo indica, essa situação está prestes a mudar ainda mais. Clap Clap Clap!

E por esse motivo, ficaremos todos felizes caso seja você quem suba naquele palco no próximo domingo (todos live no Twitter comigo, sim e ou com certeza), com as mãos rabiscadas pelas filhas e tudo mais. (♥)

A propósito, preciso dizer antes de encerrar que howcoolisthat que exatamente esse filme tenha sido realizado (ainda mais dessa forma) pelo marido da  Sydney Bristow, hein? Coincidência?

Argo fuck yourself! (nesse caso significando boa sorte)

 

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Suck it, academia! #BenAffleckRises

Fevereiro 4, 2013

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Ben (Höy!) levou mais um hein? Dessa vez foi o DGA Award (Directors Guild of America Awards), que a Lena Dunham também acabou levando pelo excelente piloto de Girls. (Só eu AMO essas tattoos dela de ilustrações de livros infantis?)

E será que todas as demais premiações que o indicaram como melhor diretor estavam todas erradas, hein Oscar?

#BenAffleckRises

 

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#TEMCOMONAOAMAR a família Garner/Affleck?

Outubro 29, 2012

O que é o Ben Affleck brincando de casinha com as filhas e a mulher nessa loja onde você pode decorar o seu próprio bolo com seus filhos, hein? (quero já esse endereço para levar todos os meus filhos quando chegar a hora. Se cuida Angelina, não vai ter para ninguém depois os Essys aparecerem pela primeira vez em público, rs)

Ele que está viajando de um lado para o outro, divulgando o seu “Argo”, que a propósito, esteve em primeiro lugar nas bilheterias americanas nesse finde.

Agora eu me pergunto, #TEMCOMONAOAMAR essa família?

E tem pai que ainda inventa um monte de desculpa e que acha que ser presente é dar presente. Humpf! (aquele magoado neam?Já passou…)

 

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Mr White mostrando que também sabe ser adorkable

Outubro 18, 2012

#TEMCOMONAOAMAR o atrevimento do Bryan Cranston para cima do Mr White John Goodman na premiere de “Argo” em London?

Não, não tem. (♥)

 

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Mr White vs Patty Hewes

Outubro 10, 2012

Imaginem o nível de um encontro como esses…

Bryan Cranston e Glenn Close na premiere de “Argo”, o novo filme do Ben Affleck. (que todo mundo está dizendo que é ótimo!)

Só eu fiquei imaginando como seria o crossover desses dois se encontrando no tribunal?

Imaginem isso minha gente. Tenho certeza que não sobrava espaço para mais ninguém na TV.

#HUGE

#MUSE

 

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Amizade antiga que a gente consegue perceber pelo carinho no olhar (♥)

Setembro 17, 2012

Bemon ou Matten, para os íntimos. Höy! (AMO combinar nome de casal, embora isso seja muito da década passada…)

#TEMCOMONAOAMAR a amizade antiga desses dois reunida no último TIFF para a premiere de “Argo”?

Eu acho impossível! (♥)

ps: e é possível enxergar muito mais carinho nessa relação de amizade entre os dois atores, do que o que vamos mostrar no nosso próximo post…

 

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Argo, o trailer

Maio 10, 2012

Filme novo com direção do Ben Affleck, que tem muita gente boa no elenco viu? (Bryan Cranston, John Goodman)

Acho que está na hora do povo parar um pouco de pegar no pé dele… sabe deixar o preconceito de lado?

Achei o trailer bem bom. Vou ver!


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