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Run you clever boy and remember – A segunda metade da Season 7 de Doctor Who e o começo de uma triste despedida…

Junho 1, 2013

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E depois de uma longa espera desde o especial de Natal de 2012 (esperar pelo que a gente realmente gosta, sempre deixa a sensação de que a espera foi muito maior, não?), finalmente continuamos a acompanhar Season 7 de Doctor Who, mas a sensação era a de que estávamos acompanhando uma nova temporada. Nova companion, nova TARDIS (pelo menos o seu interior), novo figurino (preferia o antigo…) e até uma nova abertura nós ganhamos para essa nova fase da temporada e com todas essas mudanças, não dava mesmo para sentir como se fosse a mesma coisa. Pelo menos não exatamente.

Talvez pelo sentimento de luto que ainda estava no ar pela despedida dos Ponds (glupt!), que marcou a primeira parte dessa Season 7 ou até mesmo pelo grande volume de novidades que acabamos encontrando nessa nova fase da série, essa sensação de estar acompanhando algo novo tenha sido intensificada, mas de qualquer forma, comparando suas duas metades, preciso admitir que eu ainda prefiro a primeira e não só pelo fator óbvio dela conter os últimos momentos da minha companion preferida de todos os tempos (na verdade, eu faria um time ruivo de companions, com Amy + Donna, que nós sabemos que seria uma afronta para o Doutor, que sempre sonhou ser ruivo, rs), mas também porque ela me pareceu melhor em todos os sentidos. Um pouco mais grandiosa (pensando em sua produção mesmo), com histórias mais interessantes e até mesmo divertidas, mesmo seguindo essa nova linha de Doctor Who com histórias mais “independentes”, muito mais bem cuidada também (alguns efeitos dos primeiros episódios dessa volta foram vergonhosos), isso sem contar o carisma dos personagens que a gente já conhecia de outras duas temporadas anteriores e que é sempre custoso de se desapegar.

Mas confesso que com a nova companion, Clara (Jenna-Louise Coleman), sendo um mistério desde a sua primeira aparição, ainda como a “souffle girl”, que foi como a conhecemos no excelente episódio que abriu a sétima temporada (7×01 Asylum Of The Daleks), realmente foi um recurso inteligente para fazer com que a gente se interessasse pela nova personagem logo de cara, ainda mais a encontrando pela primeira vez habitando um corpo odioso de um Dalek, que nos fez inclusive imaginar algumas teorias a seu respeito. Depois disso passamos um tempo sem vê-la, até que a reencontramos na Londres vitoriana no último Especial de Natal da série (7×06 The Snowmen, que contou como o sexto episódio da temporada), em um outro tempo, com outra função, algo que não só havia deixado todos nós bastante curiosos a seu respeito, assim como o Doutor, que mesmo sendo uma das mentes mais brilhantes do universo, não conseguia desvendar o segredo de Clara, para seu total desespero. Um recurso que parece ser uma das tendências do momento, a revelação de um grande mistério, onde várias séries da temporada tem apostado bastante nesse recurso até antigo da TV e do cinema e em alguns casos, bem preguiçosamente diga-se de passagem (porque algumas séries dependem apenas disso e é óbvio que a nossa curiosidade acaba nos prendendo a elas apenas por esse motivo também), mas não é o que encontramos no cenário de uma série como Doctor Who, que tem uma mitologia muito maior do que qualquer segredo misteriosamente misterioso do momento.

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No início dessa segunda metade da Season 7 da série inglesa prestes a se tornar uma cinquentona, depois de já termos nos despedido covardemente e aos prantos do Ponds (sim, eu sou passional mesmo) e já termos também esbarrado por pelo menos duas vezes com a Clara dentro do universo da série, voltamos a Londres dos dias atuais, onde o Doutor ainda precisava encontrar Clara e tentar descobrir o seu segredo. Doutor que para a nossa surpresa a princípio apareceu como um monge, com aquele senso de humor delicioso de sempre, mas que logo bateu a porta da Clara tentando descobrir mais sobre a garota impossível, em um novo primeiro encontro bem foufo. (apesar de que, vai ficar difícil para qualquer companion superar o primeiro encontro da Amy Pond com o Doutor. É, vai…)

Confesso que esse primeiro episódio não é dos meus preferidos (7×07 The Bells of St. John, não sei porque até agora a maioria dos sites numerou os episódios errados…), mesmo porque, um plot muito semelhante ao das pessoas sendo sugadas via Wi-Fi nós já vimos acontecer de forma parecida anteriormente na série, mas perdoamos, porque além desse ser o o nosso reencontro com o Doutor depois de uma longa espera, principalmente agora que a BBC resolveu manter uma agenda mais “americanizada” e não mais tão rigorosamente pontual como a inglesa (para nosso desespero), ainda contávamos com toda a curiosidade de finalmente descobrir quem seria a Clara. E esse acabou sendo o plot central de toda essa nova fase da temporada, com o segredo sobre a garota impossível sendo mantido até o final, algo que mesmo prometendo uma sequência de episódios mais soltos e com pouca ou nenhuma ligação entre si (os tais episódios mais independentes), mais ou menos como acontecia no começo da nova série (na Season 1 de 2005 por exemplo), acabou se tornando o nosso ponto em comum ao longo da temporada e me agrada muito perceber que apesar dessa vontade de tentar “algo novo” (de novo) na série, eles tenham mantido esse detalhe da continuidade, como se a gente tivesse pelo menos a sensação de saber para qual direção a temporada estava nos apontando naquele momento.

Um recurso que apesar de ter funcionado bem, mantendo pelo menos essa constante dentro da nova proposta da série, também poderia ter sido melhor aproveitado, uma vez que até a resolução final, poucas pistas nós recebemos em relação a identidade da Clara e isso eles poderiam ter resolvido de um outro jeito. Mas de qualquer forma é preciso reconhecer que a atriz Jenna-Louise Coleman se saiu muito bem na tarefa de substituir uma das companions mais queridas pelos fás da série (da qual a gente gostava até do seu companion na vida, Rory), enfrentando uma tarefa que não seria nada fácil, mas que com o seu carisma e perfil do personagem (que tem aquele lado mais “petulante” e “insolente” que a própria Amy tinha, não vamos negar), ela conseguiu até que se sair muito bem. Gosto também de sentir que eles não optaram por fazer o Doutor rejeitá-la, como vimos acontecer tão injustamente com a Freema Agyeman no passado – que se encontrou em The Carrie Diaries. You go girl! -, quando sua personagem veio a substituir a Rose, a primeira companion da série de 2005. Tudo bem que nesse caso temos uma série de outros fatores a se levar em consideração, como os sentimentos do Doutor em relação a Rose, mas essa abordagem nunca me pareceu justa com a personagem de Agyeman, que nesse quesito acabou sim sendo bem prejudicada. (mas acho a sua resolução enquanto companion e mulher simplesmente excelente!)

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Nessa segunda metade da temporada, já vimos que o Doutor ficou bastante recluso depois das despedida dos Ponds, que foi o que acompanhamos durante o especial de Natal da série, com o personagem se isolando entre as nuvens e de vez em quando até o pegamos usando os óculos de leitura que a própria Amy sempre usava, como um sinal claro da saudade que ele deve certamente sentir falta da personagem, mas ainda assim, ele recebeu a Clara muito bem em sua TARDIS (sem ficar mencionando o passado com o 10th fazia constantemente, tisc tisc…), com o convite irrecusável de sempre de viajar entre o tempo e espaço, que obviamente ninguém recusaria. (eu espero até hoje uma caixa azul surgir no meu jardim. Se eu tivesse um jardim, é claro, rs. Tenho vasos com plantas, serve? Sinta-se livre para destruí-los quando quiser, Doutor. Tudo em nome de um convite, claro)

Seguimos a temporada explorando o universo, chegando a um lugar onde se acreditava que ele tivesse sido criado, em mais um daqueles episódios da série onde nos deparamos com diversas criaturas bisonhas que nós amamos. Esse que também não foi dos meus episódios preferidos da temporada (7×08 The Rings of Akhaten), que além do plot da menina rainha e aquele coral, na verdade valeu mais por uma espécie de fábula que encontramos no início do mesmo episódio, com a Clara nos contando como foi que seus pais se conheceram no passado, tudo por uma simples coincidência envolvendo uma folha vagando no ar, que foi uma momento bem bacana para a série, do tipo que tricota sozinho um cachecol e luvas para o próprio coração.

Na sequência seguimos para um submarino soviético (será que eles reaproveitaram os cenários de Last Resort? rs), com Doctor Who trazendo a tona um plot também bastante recorrente do momento (7×09 Cold War), com a guerra fria (que andamos acompanhando lindamente em The Americans) também aparecendo na série inglesa, aproveitando para fazer aquela “mea culpa” americana que estamos encontrando com frequência no momento. Episódio esse que ainda nos trouxe um outro bom momento, com um de seus personagens arriscando uma das letras do Duran Duran. (ele que só eu acho que ficou bem interessado no Doutor? rs)

E a Season 7 só começou a ficar mais animada mesmo quando o assunto foram os fantasmas, em um plot meio “Ghostbusters”, quando o Doutor ao lado da sua nova companion encararam uma aventura atrás de um fantasma preso em um universo de bolso (7×10 Hide). Nessa hora, não teve como não lembrar da saudosa Fringe e o Walter seguindo para a sua verão do universo de bolso, com o Doutor inclusive usando as cores azul e vermelho para ilustrar o seu plano de ação. OK, tá certo que tudo pode ter sido uma grande coincidência (já mencionei algumas outras entre as duas séries por aqui, mas até então, sempre seguindo o caminho contrário, tendo qualquer uma delas primeiro aparecido em Doctor Who e depois em Fringe), mas não há como não suspeitar que talvez tudo não tenha passado de uma referência a série americana, uma vez que a BBC agora parece estar se empenhando um pouco mais nessa conquista da America antiga. Episódio esse que nos trouxe um elemento a mais, com Doctor Who se arriscando muito bem dentro de um território mais pertencente ao terror do que a própria fantasia (apesar de ter continuado fantasioso como sempre), nos entregando um Doutor correndo sem rumo em uma floresta para deixar os cabelos de qual um em pé.

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Exceto por esse último episódio mais assombroso da série, essa foi realmente a parte mais morna dessa segunda metade da temporada, que a essa altura já estava precisando desesperadamente de mais animação. Que foi quando ganhamos o meu episódio dos sonhos (algumas pessoas até lembraram dos meus comentários por aqui sobre esse sonho e chegaram a me avisar sobre a sua realização. Thnks!), do qual eu já havia falado em um dos meus outros textos sobre a série desse ser um dos meus maiores sonhos dentro da mitologia de Doctor Who, que foi quando ganhamos uma deliciosa excursão por dentro da TARDIS (7×11 Journey to the Centre of the TARDIS), que foi exatamente quando a série voltou a me ganhar novamente durante essa Season 7. E é claro que eu acho que esse episódio foi feito para mim (se até Fringe fez um episódio para mim em sua reta final… #Guilt), por isso desde já agradeço Moffat pelo feito! (rs, só falta aquele convite que não chega nunca. Topo companion, novo Doutor e ou figuração. Topo até ficar bem ruivo para o 12th, daqui alguns bons anos, claro, porque quero o Matt Smith exatamente onde ele está ainda por muitos anos. #AMEM – sim, esse texto foi escrito antes de qualquer notícia, por isso resolvi deixá-lo dessa forma)

Um episódio delicioso, onde embarcamos em uma mini excursão por dentro da TARDIS, onde devido a sua grandiosidade (além de outras coisas importantes que aprendemos sobre a sua mitologia nesse episódio) não seria possível que fosse mais completo. E ter a Clara explorando aqueles inúmeros corredores foi ótimo, assim como foi bem especial vê-la encontrando o berço do Doutor (que já vimos anteriormente ele presentear a Amy como o berço oficial da sua filha, Melody Pond AKA River) até que passamos pela piscina gigantesca e chegamos até a biblioteca. Mas espera aê, não tinha uma piscina dentro da biblioteca? Sim, claro que eu reparei nesse detalhe e fiquei esperando ansiosamente por esse momento, que não aconteceu (humpf!). Procurando a respeito por aí, encontrei uma teoria de que apesar deles terem dito isso na série, dizem que na verdade a intenção foi dizer que a piscina foi parar na biblioteca apenas por conta da queda da TARDIS  (sei… mas OK, pode ter sido tudo uma questão simples de interpretação mesmo), algo que eu não cheguei a imaginar na época e já tinha inclusive comprado o conceito de decoração, rs . Detalhes a parte, o importante mesmo é que durante esse episódio fomos presenteados com uma das bibliotecas mais lindas do universo, um verdadeiro sonho. Sério! Além do excelente tour pelo interior da TARDIS, o episódio também nos trouxe de volta a discussão a respeito da Clara, do porque que a própria “máquina do tempo” a rejeitava e um Doutor enfurecido, quase perdendo a paciência apenas por não conseguir desvendar o segredo da garota impossível, que mais um vez, foi a responsável pelo resgate do plot dramático da vez e talvez essa tenha sido uma das pistas a respeito da sua história.

A partir desse momento, ganhamos uma leva de excelentes episódios novamente e já era de se esperar, uma vez que até essa altura da temporada após o retorno, tudo estava bem morno mesmo. Dando continuidade a temporada, visitamos Yorkshire em 1893 e nos deparamos com a pavorosa cidade de Sweetville (7×12 The Crimson Horror), que por trás de toda a sua perfeição escondia um plot secreto de na verdade tentar descaradamente acabar com o imperfeito ao seu redor. Nesse episódio, encontramos um Doutor impossível e praticamente disfarçado de “Hellboy”, usando apenas seus trajes de baixo de inverno, vivendo como o monstrinho de estimação da herdeira do lugar. Acho que vale dizer também que o Matt Smith esteve em sua melhor forma ao longo dessa temporada (na verdade ele só vem crescendo dentro do papel, por isso seria uma pena ter que nos despedir tão cedo) e esse episódio foi um exemplo perfeito disso. Cheio de trejeitos e toda aquela loucura adorável, o 11th Doctor esteve impossível ao longo de toda essa temporada, nos conquistando cada vez mais com o seu enorme carisma e alma de criança, que é mais ou menos como eu o enxergo. Não sei porque, mas sempre achei o Doutor do Matt Smith o mais infantil de todos eles (contando os três últimos). E digo mais infantil no sentido de inocente mesmo  e todos os seus trejeitos, caras e bocas, sempre reforçaram essa minha impressão. Gosto da forma como ele fica extremamente excitado de vez em quando (ele baixando a sonic screwdriver durante um desses episódios foi ótimo, rs) e ao mesmo tempo consegue ficar extremamente tímido quando o assunto são os seus sentimentos, como quando a Clara o provoca dizendo que ele parece ser do tipo que só namoraria alguém que a mãe (referindo-se a TARDIS) aprovasse. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

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Como os vilões conhecidos sempre precisam retornar a série e pelo fato dos Daleks estarem de folga da sua eterna briga com o Doutor (por conta da Clara, inclusive), dessa vez nos deparamos com os Cybermens reaparecendo em um cenário que parecia ser um grande parque de diversões (7×13 Nightmare in Silver), para onde o Doutor acabou levando as crianças que a Clara tomava conta na Londres atual. Apesar do episódio ter sido muito bem feito, ele não chegou a empolgar muito, talvez pelo fato do episódio anterior ter terminado com o cliffhanger das crianças descobrindo a relação da Clara com o Doutor e na sequência isso sequer ter aparecido de forma mais adequada. Tudo bem que tratavam-se de crianças, que dentro de uma máquina do tempo e se deparando com todas aquelas possibilidades, a última coisa que elas iriam questionar naquele momento seria qualquer coisa em relação a isso, mas ainda assim, crianças são sempre tão curiosas e ter deixado esse detalhe passar sem uma explicação mínima pelo menos, foi meio preguiçoso vai? Enfim…

Até que chegamos ao episódio que encerraria a Season 7, ele que já nos trazia a maior mitologia da série em seu próprio título, anunciado como “The Name Of The Doctor” (7×14). Detalhe que no episódio onde conhecemos um pouco mais o interior da TARDIS, vimos que a Clara acabou descobrindo em um de seus livros qual seria o verdadeiro nome do Doutor, algo que desconfiamos que até poderia ter alguma relação com o plot da vez. Mas não, o episódio prometia nos trazer sim, o nome do Doutor, seu maior segredo desde sempre, revelado de uma outra forma e para isso, seria necessário uma visita até Trenzalore, que foi quando descobrimos que se tratava do lugar onde ele foi enterrado após a sua morte e como ele mesmo chegou a mencionar ao longo do episódio, um homem nunca deveria visitar o próprio túmulo. (glupt!)

Um episódio que apesar de contar com algumas falhas em relação principalmente a sua resolução (algumas fáceis demais, quase que muito convenientes para a história) e isso nós precisamos lembrar antes de dizer que foi tudo maravilhoso, foi mais do que um episódio de encerramento da temporada e acabou chegando como uma espécie primeiro presente para todos os fãs da série em comemoração aos 50 anos de Doctor Who de logo mais. Nele, além do título que já aguaçava a curiosidade de todos os seu fãs, havia também uma promessa que se anunciava desde o seu começo de que finalmente iriamos descobrir quem ou o que de fato era a Clara, algo que ainda ecoava na nossa imaginação, mas que até então não havia encontrado nenhuma explicação.

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E já começamos o episódio com a Clara circulando entre os outros doutores (sim, os clássicos! E não me perguntem como isso foi feito porque eu me recuso a criticar os efeitos especiais nesse momento) e descobrimos que ela na verdade esteve presente na vida de cada um deles, sempre tentando despertar a sua atenção, mas que o 11th foi um dos únicos que a conseguiu ouvir. Mas como isso? Bem, para ajudar a contar essa história, contamos também com outros personagens recorrentes dessa nova fase da série, que na verdade foram aqueles que deram asilo para o Doutor durante o seu período nebuloso pós Ponds, Strax, Madame Vastra e sua amada Jenny Flint (AMO o Strax muito provavelmente confuso com a relação das duas, chamando a Jenny de menino o tempo todo, rs), que ganharam também o reforço de ninguém menos do que ela, River Song, a esposa do Doutor, que finalmente voltava para a série. (só fiquei com muita pena que ela e o Doutor nem tiveram um momento daqueles para lembrar da família antiga, humpf! Mas de qualquer forma, fomos compensados…)

Assim embarcamos até o túmulo do Doutor, que não poderia ser outro a não ser a própria TARDIS, só que em uma versão gigantesca, o maior dos monumentos daquele cemitério. Em meio a um plano do vilão da vez, o Dr Simeon (o mesmo do episódio de Natal, quando reencontramos a Clara), fomos atraídos para dentro do túmulo do próprio, com a River interagindo apenas com a Clara e os demais personagens, por se tratar daquela River da qual nós conhecemos o seu destino ainda no episódio da biblioteca, ainda com o 10th Doctor do David Tennant. Nessa hora, quando estávamos prestes a descobrir o nome do Doutor (que na verdade todo mundo já desconfiava que seria algo que não aconteceria por motivos óbvios), ganhamos aquele tal recurso fácil que eu mencionei anteriormente, com a River sussurrando o seu nome para que o túmulo pudesse se abrir e a gente não precisasse ficar sabendo o seu maior segredo (sendo que nem vimos esse momento, por isso a preguiça maior…), que a essa altura, apenas ela e a Clara dizem saber. Aliás, o encontro entre as duas personagens foi ótimo nesse episódio e acabou nos rendendo alguns diálogos deliciosos de puro ciúmes que sempre acontecem quando as mulheres do Doutor se encontram.

Em seu túmulo encontramos uma “cicatriz” em forma de DNA (e não um corpo, esqueleto ou cinzas, rs), com um luz forte que na verdade reunia toda a sua timeline, que para um Time Lord, a gente não consegue sequer imaginar a sua proporção e foi bem bonita a forma com que eles através do próprio Doutor, nos introduziram àquele conceito. Claro que eu não vou ficar aqui agora explicando todas as resoluções do episódio, mas foi no momento em que a Clara se deparou com o Doutor sofrendo com o paradoxo da sua vida diante dos seus olhos e dois corações, que descobrimos quem era a garota impossível, que para salvá-lo daquela situação, precisou se jogar na tal “cicatriz” dele através do universo (que nós sabemos que é um herói que carrega uma série de culpas, por isso a “cicatriz”), que foi a forma como ela acabou sendo dividida em diversas versões, se tornando um eco na vida do Doutor e por isso ele a encontrava em diversos momentos como presenciamos ao longo da temporada, com ela tendo sempre a missão de tentar salvá-lo de alguma coisa, algumas vezes perdendo até a própria vida.

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E por esse motivo vimos Clara circulando nos cenários antigos da série, em meio aos demais Doutores, porque na verdade, ela sempre esteve ali (algo que foi bem bacana, apesar dos efeitos e de ser quase a mesma desculpa para a presença da River ainda na série. E sim, eu disse “quase”, que fique bem claro) e com o detalhe de que quando o Doutor roubou a sua TARDIS, Clara foi inclusive a responsável pela sua escolha por essa TARDIS, que viria a se tornar sua maior companheira ao longo da vida. Uma resolução super foufa e surpreendente até, apesar de qualquer semelhança com a história da River ou qualquer falha que o episódio tenha nos apresentado.

Aliás, antes da descoberta da identidade da Clara, tivemos um outro momento extremamente emocionante para a série, com o Doutor finalmente enxergando a River durante o episódio (que estava em um outro plano e não podia ser vista), dizendo que na verdade ele sempre a viu e ouviu depois dos acontecimentos todos entre eles, mas nunca teve coragem de admitir ou responder por medo do quanto poderia doer esse reencontro. Sério, apesar do beijo (é gente, teve um beijo), tenho que confessar que a essa altura do episódio eu já estava completamente entregue as lágrimas, achando tudo absolutamente foufo e carinhoso com todos os personagens. River que se despediu lembrando que ela estava “conectada” a Clara, anunciando mais um dos seus famosos “spoilers!” que na verdade não foi nada mais do que uma porta aberta que eles aproveitaram para deixar para o personagem retornar algum dia a série.

Com tudo resolvido e mantendo o mistério sobre o seu nome, restava ao Doutor a missão de resgatar Clara, que depois de ter invadido sua timeline, acabou presa dentro do fluxo temporal dele, em meio a silhuetas de todos os doutores correndo de uma lado para outro, até que o seu Doutor a encontrasse (e o recurso da folha nesse momento também não poderia ter sido mais delicado ou especial), para tirá-la de lá. Nesse momento, uma outra silhueta aparecia ao fundo, com um homem de costas, pelo qual Clara ficou interessada por não reconhecer, uma ver que descobrimos que ela conheceu todos os 11 Doutores até agora, que foi quando o Doutor apavorado e confuso, disse que aquele foi quem o traiu (?), que foi quem quebrou a promessa em relação ao nome que todos eles resolveram usar (??), completando dizendo que aquele era o seu segredo (???) e quando achamos que o episódio se encerraria por aí, o tal homem misterioso ganhou voz, dizendo que não teve escolha e aos poucos foi virando para a câmera sendo, onde nos deparamos com o ator John Hurt (antes disso eu só conseguia pensar no Leonard Nimoy ou no Ian McKellen), sendo anunciado como The Doctor. BOOM! (créditos finais)

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Sério, naquele momento eu quase tive um ataque cardíaco, pesando qualquer coisa a respeito. Na verdade eu entrei em um surto semi psicótico, onde não conseguia chegar a nenhuma conclusão em relação ao plot da vez e sobre qual seria esse segredo. Que é algo que eles prometeram revelar ao final do episódio, no especial de 50 anos de Doctor Who, no dia 23/11, que a gente já sabe que é quando temos um compromisso certo no tempo e espaço, ou talvez seja o momento ideal para sumir do próprio tempo e espaço, isso para quem quiser evitar algum spoiler antes de assisti-lo, a respeito das surpresas que o mesmo deverá nos trazer. (além da presença da Billie Piper e do David Tennant, que já foram anunciados faz tempo como presenças garantidas no especial que marca o encontro entre os dois Doutores)

E da melhor forma possível (entendam que isso foi escrito antes do que vem no parágrafo abaix0), nos despedimos da Season 7 de Doctor Who, que pensando na temporada como um todo, chegou a ser bastante completa, apesar de demonstrar certa fraqueza em alguns momentos, como eu disse anteriormente me referindo principalmente aos primeiros episódios dessa segunda fase, mas que ao mesmo tempo talvez seja a temporada que mais tenha nos despertado a curiosidade, além de ter nos entregue emoções bem variadas, com a despedida dos Ponds, as novidades com a chegada da Clara, todo o mistério sobre a sua identidade e esse final de temporada que não poderia ter sido mais especial ou enigmático, elevando ao máximo as expectativas para a grande comemoração do dia 23 de novembro, com o especial de 50 anos da série.

Para o final, ficam as informações mais tristes em relação ao futuro da série (respira fundo, Essy). Essa semana, a BBC anunciou a renovação nada surpreendente de Doctor Who para a sua Season 8 em 2014, sendo que eles ainda haviam deixado em aberto as suspeitas sobre a permanência do ator Matt Smith como o nosso adorkable e queridíssimo 11th Doctor. Uma permanência que inclusive por aqui vocês chegaram a me ver comentando por diversas vezes a respeito das minhas suspeitas de que o especial de Natal de 2013 talvez pudesse ser mesmo a despedida do ator Matt Smith a frente do personagem, algo que foi confirmado quase agora (glupt), enquanto eu ainda estava editando esse post antes de sua publicação aqui no Guilt (confirmou!), com a declaração oficial de que o Matt Smith realmente deixará a série após o especial de Natal desse ano, que vai contar com a sua regeneração para 12th Doutor, que por enquanto ainda permanece em segredo em relação a sua identidade.

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Uma notícia que não poderia ser mais triste para os fãs do ator e do 11th Doctor (que todo mundo sabe que é o meu Doutor e eu venho me preparando para essa momento desde o nosso primeiro encontro, lá no jardim da Amy Pond e confesso que foi bem sofrido ler a notícia nesse momento) mas que ao mesmo tempo chegou com essa declaração linda do ator, que está disponível no site oficial da série na BBC, para quem quiser conferir todas as informações com mais detalhes:

 

Doctor Who has been the most brilliant experience for me as an actor and a bloke, and that largely is down to the cast, crew and fans of the show. I’m incredibly grateful to all the cast and crew who work tirelessly every day, to realise all the elements of the show and deliver Doctor Who to the audience. Many of them have become good friends and I’m incredibly proud of what we have achieved over the last four years.

Having Steven Moffat as show runner write such varied, funny, mind bending and brilliant scripts has been one of the greatest and most rewarding challenges of my career. It’s been a privilege and a treat to work with Steven, he’s a good friend and will continue to shape a brilliant world for the Doctor.

The fans of Doctor Who around the world are unlike any other; they dress up, shout louder, know more about the history of the show (and speculate more about the future of the show) in a way that I’ve never seen before, your dedication is truly remarkable. Thank you so very much for supporting my incarnation of the Time Lord, number Eleven, who I might add is not done yet, I’m back for the 50th anniversary and the Christmas special!

It’s been an honour to play this part, to follow the legacy of brilliant actors, and helm the TARDIS for a spell with ‘the ginger, the nose and the impossible one’. But when ya gotta go, ya gotta go and Trenzalore calls. Thank you guys. Matt.”

 

E assim, agora mais tristes do que nunca, começamos oficialmente a nos preparar a grande despedida, contando com apenas mais 2 episódios na companhia do nosso 11th Doctor, com o especial de 50 anos da série e o especial de Natal desse ano (ambos episódios que mereciam um Confidential, não?), para os quais certamente eu já vou começar a estocar caixinhas e mais caixinhas de Kleeex, porque não vai ser fácil essa nova experiência de ter que me despedir do meu Doutor. (tears)

Aproveitando algo que eu li nessa mesma declaração a respeito da notícia, pedindo licença e utilizando uma line escrita sabiamente pelo próprio Moffat em seu texto sobre o assunto, eu não consigo pensar em um forma mais foufa de começar essa despedida do Matt Smith como o 11th, pelo menos por enquanto, a não ser repetindo as seguintes palavras:

 

Steven Moffat –  Thank you Matt – bow ties were never cooler.

 

Realmente as bow ties nunca foram tão sensacionais e muito provavelmente serão inesquecíveis para todos nós!  (tears = ♥ + ♥)

ps: para quem se animar para uma maratona  de Doctor Who, se interessar mais pela série ou quiser relembrar alguma coisa, temos posts bem especiais para cada uma das demais temporadas também: Season 1, Season 2, Season 3, Season 4, Season 5  Season 6 e a primeira parte da Season 7.

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Doctor Who: P.S. (o ponto final que não vimos na despedida dos Ponds)

Outubro 12, 2012

O que eu disse no no final da minha review sobre a despedida dos Ponds? CONFIRMOU!

No vídeo acima, descobrimos o que de fato aconteceu com Amy e Rory após aquela despedida dramática com o Doutor em The Angels Take Manhattan, em uma cena lindíssima, escrita por Chris Chibnall, que foi feita para o episódio de despedida do casal, mas que acabou não sendo filmada, por isso temos apenas o storyboard para esse que teria sido mais um momento mais do que especial para a história desses personagens tão queridos por todo mundo. Uma conclusão que a gente adoraria ter visto, embora o episódio tenha sim terminado na hora certa. (quem sabe eles não decidem incluir essa cena no especial de Natal? Eu bem acho que alguém deveria considerar esse possibilidade…)

Nele encontramos Brian (o pai do Rory) recebendo uma carta escrita pelo próprio filho, sendo entregue por um homem misterioso, que ao final descobrimos ser quem eu disse no final da minha review que poderia vir a “existir”. E esse meu palpite certeiro só pode estar ligado com a minha relação de amor desde que descobri a série (♥). Ou o Moffat roubou a minha ideia… (rs)

Um final lindo, onde dessa vez pelo menos, ganhamos mais certeza de que ele foi feliz mesmo, embora essa não seja a sensação que carregamos após aquela despedida. (glupt)

E quando uma série de TV consegue nos emocionar novamente e nesse nível, nos apresentando apenas um storyboard com uma narração lindíssima dessas (do próprio Rory), nós entendemos o porque que gostamos tanto dela.

(♥+♥+♥)

#ANTHONY

ps: presente de dia das crianças para todos Whovians!

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O último dia dos Ponds (♥+♥)

Outubro 3, 2012

Se vc já se emocionou no finde com a despedida dos Ponds em Doctor Who, espere até vc assistir a esse vídeo super especial, que entre outras coisas, nos mostra como foi o último dia de Karen Gillan e Arthur Darvill no set de Doctor Who.

Primeiro que tudo já começa da forma mais emocional possível, com ambos gravando pela última vez dentro da TARDIS, encontrando com o Matt que após fazer graça, pede para que ambos não o abandonem. Cute.

Na sequência ganhamos uma série de declarações de como os atores se conheceram pela primeira vez, com o Arthur revelando que Karen estava de salto no primeiro encontro dos dois e parecia ser mais alta do que ele, o que ele achou que seria um pesadelo. Howsweetisthat?

Karen também faz uma declaração linda, dizendo que os primeiros dias de gravações vivendo a Amy Pond foram uma loucura, porque eles (os 3) estavam assumindo algo que era uma instituição britânica  e ela não tinha a menor ideia do que deveria fazer a respeito e só desejava fazer o seu melhor. Sim, Karen, vc fez. (♥)

Até que chegamos a parte das gravações do episódio final, com um momento lindo dos bastidores da cena de despedida da Amy, com todos visivelmente emocionados durante aquele momento. Mas muito mais lindo do que isso, foi ela ter se comprometido a estar com o Matt durante a gravação da cena que encerrou o episódio, com ele lendo o epílogo escrito por Amy na última página do livro, que foi descobrimos que Karen esteve do seu lado naquele momento (off camera), lendo bem baixinho a carta para ninguém acabar ouvindo, porque tinha muita gente acompanhando a gravação no Central Park e tudo precisava ser mantido em segredo, e terminando com aquele beijinho super foufo que ele deu nela ao final da cena, com ambos chorando de emoção. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Sem contar a fraude que nos foi revelada pelo próprio Steve Moffat, que nos contou que na verdade, a última cena deles enquanto personagens aconteceu ao final do episódio “The Power Of Three”, com aquele momento que já virou um clássico, com os três de frente com a TARDIS, prontos para viajar juntos novamente. O que não poderia ter sido mais sensível por parte de todos os envolvidos em terem pesando em deixar esse momento para ser marcado como o último dos Ponds dentro da série. (AMO o Matt revelando que os Ponds dividiram uma lágrima dentro da TARDIS, mas que ele não, ele não é desse tipo. Sei…rs)

Fora isso tem todo aquele clima delicioso dos bastidores da série (dos saudosos Confidencials!), onde podemos observar que aqueles três realmente se deram muito bem dentro e fora das câmeras, algo que era possível de se sentir assistindo a qualquer um dos episódios. AMO quando a Amy diz que se despedir dos dois era como se despedir de dois irmãos irritantes. De novo, #TEMCOMONAOAMAR? (e não tem como negar que o hairstyle do próprio Doutor acabou afetando até mesmo o Rory ao longo desses anos, não? rs)

Um vídeo especialíssimo para qualquer fã da série. Eu que achei que já tinha me emocionado (também conhecido como chorado feito criança) na despedida dos Ponds da série (7×05 The Angels Take Manhattan), que eu já assisti por cinco vezes até agora, sério, acabei ganhando mais um bom motivo para disputar a vaga de acionista na fábrica de Klennex, rs.

 

ps: esperamos ver ambos (Karen e Arthur) muito ainda na TV e no cinema. Geronimo!

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The Angels Take Manhattan (Goodbye Ponds!)

Outubro 1, 2012

Sábado, 17h00

Me desconectei  de todas as fontes que pudessem me trazer qualquer tipo de spoiler sobre a despedida dos Ponds em Doctor Who e passei a torcer para que ninguém que cruzasse o meu caminho durante as horas seguintes, acabasse me trazendo qualquer tipo de notícia antecipada…

Domingo, 14h00

Ainda sem ter assistido o episódio de despedida (embora estivesse extremamente ansioso para), finalmente fiz minha encomenda do mesmo, mas sem pressa, apesar da euforia e ansiedade e fiquei aguardando pelo melhor momento ideal para assistí-lo, uma vez que considerava esse como um momento bastante especial no meu own vício de séries de TV e principalmente dentro da mitologia de Doctor Who

20h05

Finalmente a hora havia chegado. Play…

20h10

Disse o meu primeiro “Confirmou” após uma certa aparição dentro do próprio episódio (sobre um spoiler que eu não consegui evitar)

20h17

Como não gosto nada de cemitérios, comecei a sentir uma certa energia negativa vindo na direção daquela história… um sinal que não me  parecia ser nada bom (glupt)

20h18

Meu segundo “Confirmou” da noite, esse que confirmava que a minha sensação parecia estar certa em relação ao andamento da história…

20h27

Tive um primeiro momento de alegria, com Melody aparecendo aparentemente intacta depois de um certo plot. Yei!

20h28

Alegria que durou apenas 1 minuto porque novamente, nada parecia estar bem como cheguei a imaginar no minuto anterior e a partir disso, meu coração já estava praticamente saltando pela boca de tanta ansiedade…

20h32

Chorei, pela segunda vez. Não mencionei que já havia chorado anteriormente? SIM, algo que também aconteceu às 20h28

20h36

Depois de um grito animadíssimo de “Go Amy”, comecei a vomitar arco-íris e corações saiam dos meus olhos como se não houvesse amanhã. Ahhh, e havia alguma esperança de novo…Yei!

20h38

Vertigo… (não posso com o mix altura + falta de segurança. Não tenho problema com altura, desde que tenha segurança, rs)

20h40

Gritei mais alto que o próprio Doutor (apesar de já ter visto a cena no promo)

20h41

Me auto abracei, voltei a ver corações ao meu redor, mas o cenário ao fundo me fazia sentir que algo ainda poderia não acabar tão bem assim daqui para o final e faltavam menos de 8 minutos para acabar…

20h42

Meu coração ficou pequeno, bem pequeno e quase desapareceu…

20h43

Comecei a perder o controle e chorar feito criança, mesmo sendo um homem adulto. Não, esse não poderia ser o final dos Ponds… #TENSO

20h44

No “maltrapilho”, eu já não conseguia mais enxergar as legendas e estava completamente rendido ao momento (tears²)

20h44 e alguns segundos depois,

tentei abraçar o Doutor… mas não consegui, humpf!

20h46

meu coração estava acelarado como se estivesse correndo naquela ponte do Central Park de mãos dadas com o Doutor em busca da última página (que eu tinha certeza que teria alguma importância desde o começo)

20h47 e mais alguns segundos,

encontramos o epílogo, que eu só pude ouvir, porque enxergar a essa altura e com os olhos cheios de lágrimas como eu estava, já era uma tarefa praticamente impossível 

20h48

não haviam mais palavras para mim naquele momento… (depois de chegar ao fim, voltei novamente para 20h42, para ver tudo de novo e ter certeza de que eu não havia perdido nada e mais tarde, antes de dormir, assisti tudo de novo)

Fiz questão de descrever a minha experiência assistindo a despedida dos Ponds em Doctor Who, porque eu não conseguia imaginar uma outra forma (ou qualquer forma) para começar esse post. Essa que é uma despedida e a gente sabe que despedidas são sempre dolorosas, mesmo quando elas são para algo bom ou positivo para todos os envolvidos. Depois disso tudo fui tomar banho, ainda extremamente triste com o final dos Ponds, muito embora ele não tenha sido exatamente tão “triste” assim. Mas foi triste, beeem triste… (#COERENCIAWHO). É, foi legitimamente triste. (barulho do meu coração se despedaçando e virando poeira cósmica)

The Anglels Take Manhathan (7×05), o momento que todos nós enquanto fãs da série e principalmente dos Ponds temíamos que chegasse, mas que finalmente havia chegado e agora não adiantava mais tentar fugir. Piscar então, nem pensar!

Vamos combinar que toda aquela introdução do episódio acabou sendo um tanto quanto desnecessária, embora tenha nos situado sobre o que enfrentaríamos dentro dele (mas durou 5 minutos. Precisava? Sério?). Talvez esse seja o meu lado Team Pond falando mais alto, reclamando que em um momento de despedida como esse, a nossa vontade era a de permanecer ao lado dos Ponds o máximo possível, mas entendo que tenha sido a fórmula que Moffat encontrou para nos situar dentro da sua proposta de história para Manhattan e esse final anunciado que a gente sabia que agora havia chegado a hora e não havia mais escapatória. O fim estava próximo e o clima não era dos melhores…

E lá estavam eles, talvez as criaturas mais pavorosas e medonhas da mitologia da série (eu pelo menos morro de medo), os Weeping Angels, por todos os lados em NY, inclusive assumindo como forma o que que certamente é um dos maiores símbolos da cidade e dos americanos, a Estátua da Liberdade, embora esse fato não tenha sido exatamente uma surpresa para mim, porque esse spoiler eu não consegui evitar ao longo desse tempo todo. (ainda bem que ela acabou fazendo mais figuração do que qualquer outra coisa). NY, uma cidade que não poderia ter sido um cenário melhor para a história dos vilões da vez, que assim como a grande maioria dos grandes centros urbanos, é uma cidade repleta de estátuas por todos os lados, por isso, nem pensem em piscar quando forem visitar qualquer uma delas.

Embora algumas coisas tenham ficado pendentes no meio do caminho (como o porque da perseguição a princípio apenas do próprio Rory, sendo que o Central Park sempre foi muito frequentado, mas OK, ele pode ter sido a pessoa errada na hora errada e naquele momento estava sozinho…), a história envolvendo os anjos e aquela espécie de hotel/prédio que se sustentava através da energia vital de suas vítimas foi bem bacana, apesar de ter sido bastante simples até, assim como também foi bem bacana a utilização dos pequenos anjos dessa vez, além da própria Estátua da Liberdade com seus dentes afiadíssimos no alto daquele prédio. Cool!

Tão bacana quanto a história toda envolvendo os Weeping Angels, foi a introdução dos Ponds em meio a isso tudo, por um livro vindo diretamente do futuro e escrito pela própria filha do casal, que finalmente nos dava o ar da sua graça nessa nova temporada. Aliás, foi bem divertido ver o Doutor todo vaidoso diante do seu reflexo, se preparando para o encontro com sua esposa, a Professora (para ele, rs) River Song. E nada mais do que justo que River estivesse presente na despedida dos próprios pais. (embora eu tenha achado que faltou um pouco de emoção por parte dela para aquele momento final…)

Apesar disso tudo e até mesmo da simplicidade da história (que a princípio parecia ser muito mais complicada do que acabou realmente sendo), o episódio brincou com os nossos sentimentos de forma cruel, nos dando falsas esperanças de que tudo acabaria bem no final e aniquilando todas elas logo em seguida, sem dó e nem piedade. Quem não vibrou com o Doutor quando viu a River solta do Weeping Angel que a segurava naquela sala e logo depois recebeu um soco no estômago e três bofetadas através daquele grito de dor dela ao ter o Doutor a puxando pelo braço, que não teve outro jeito e ela teve mesmo que quebrar para se libertar da tal criatura, contrariando o que ele achava que havia acontecido, para sua total decepção? (e foi lindo ele usando a energia da regeneração para curá-la depois disso. Lindo!- mas que eu acho também que é mais um sinal de que o 11th Doctor não vai muito longe… GLUPT!)

O mesmo aconteceu depois, quando juntamente com todos eles, encontramos Rory dentro daquele cenário, onde fomos surpreendidos novamente com mais uma pista de que essa história não poderia acabar bem, uma vez que no mesmo local, encontramos também uma versão do próprio Rory envelhecido, ficando feliz por finalmente ter encontrado a sua Amy Pond de volta, após todos aqueles anos que a sua atual aparência denunciava. E mais uma vez Moffat brincou com a nossa esperança (ele que dessa vez escreveu o episódio de despedida himself) e nos fez acreditar em um paradoxo, algo que pudesse garantir um final feliz para aqueles dois personagens por quem nós torcemos tanto ao longo desses anos todos.

Um momento bem bacana também, foi quando para que tudo isso tivesse pelo menos uma chance de ter o final feliz que merecia, Rory e Amy tiveram que se sacrificar em uma atitude suicida que parecia ser a única resolução possível para toda aquela situação, o que eles não teriam conseguido fazer de outra forma senão juntos. Esse que foi um outro momento lindo do episódio e que mais uma vez colocava a vida dos dois em risco, sem a gente ter muita certeza do que estaria por vir daqui para frente com ambos saltando juntos do alto daquela prédio em Manhattan.

Foi quando descobrimos logo na sequência que o plano suicida havia dado certo sim, com Amy e Rory acordando naquele cemitério em NY, um cenário que não combinava exatamente como um final feliz e onde nós já havíamos visto ainda no começo do episódio, uma lápide com o nome de Rory Williams escrito nela. E essa alegria realmente acabou durando bem pouco novamente, quando Rory finalmente se deu conta da tal lápide com seu nome e foi surpreendido por um dos sobreviventes dos Weeping Angels (malditos! Meus novos maiores inimigos!), que o fez desaparecer diante dos nossos olhos de uma vez por todas e pior, diante da sua Amy.

Naquele momento, eu já havia perdido qualquer esperança sobre um possível final feliz para os dois e as minhas suspeitas quanto ao destino de ambos só se confirmavam, embora o próprio Doutor tenha prometido no episódio anterior para o pai do Rory que nunca deixaria nada acontecer com eles, não com os Ponds. (o que eu até cheguei a alertar que poderia ser um sinal de que esse final poderia não ser tão feliz quanto a gente gostaria)

E foi quando fomos surpreendidos com a atitude da Amy (mais ou menos surpreendidos, porque naquele momento, Amy foi mais Amy Pond do que nunca!), que não pode se ver longe do seu agora marido e grande amor da sua vida, onde ela finalmente entendeu que estava mesmo na hora de se despedir do Doutor, sendo que aquela poderia ser a sua única chance de voltar a viver ao lado do grande amor da sua vida e quem sabe assim ainda ter alguma chance de envelhecer ao lado dele. E isso tudo em questão de poucos minutos. PUFF! E assim, Amy Pond se despediu do seu Doutor maltrapilho, desviando o olhar do tal Weeping Angel e se despedindo do Doutor de uma vez por todas, o deixando naquele lugar apenas na companhia da River, totalmente desesperado por ter perdido a sua Amelia e não ter cumprido com a sua promessa, onde logo em seguida, descobrimos com a imagem da lápide do Rory, que ambos ainda tiveram uns bons anos de vida juntos, tendo ela morrido aos 87 anos, cinco a mais do que o grande amor da sua vida. Um final feliz triste demais para qualquer Whovian ou qualquer pessoa que seja dona de um coração que funcione pelo menos um pouquinho, não?

Uma despedida que não poderia ter sido mais dolorosa para todos nós, fãs dos Ponds, que nos trouxe esse conflito de emoções com falsas esperanças, mas que por outro lado também acabou nos garantindo um futuro feliz para o que o casal sempre desejou viver juntos, onde embora agora não tenhamos mais ambos para acompanhar o Doutor daqui por diante a bordo de sua TARDIS no tempo atual, a história dos dois acabou continuando ainda por muitos anos, como se a gente só tivesse ganhado uma visita ao futuro que sempre desejamos para o casal, só que esse futuro já faz parte do nosso passado e já se encontra com sua história encerrada. Triste. Feliz. Triste inconsolável. Nessa ordem. (♥ ♥)

Com esse momento, acabei vivenciando uma nova experiência dentro da série, onde pela primeira vez eu estava me despedindo de uma companion com quem eu tinha me envolvido desde o começo de sua história. Durante a minha maratona dentro da série, eu já havia vivenciado a despedida de outras três companions (Rose + Martha + Donna), mas de uma forma totalmente diferente da minha relação com Amy Pond. Comecei a assistir Doctor Who a partir da sua Season 5 (que já havia até sido exibida) e por isso, Amy Pond acabou sendo a minha primeira companion, o que por si só, já era um bom motivo para torná-la tão especial para mim. (além dela ser a mais legal e badass de todas, claro. Ela e a Donna, que fica em segundo lugar e todo mundo sabe que eu sou Team Red, portanto, lidem com isso, rs)

Foi através da sua história que eu comecei a conhecer e me apaixonar perdidamente pela série, a partir daquela rachadura em seu quarto, com Amy ainda criança e extremamente adorkable, em seu primeiro encontro com o Doutor (que também foi o meu primeiro encontro com o mesmo e foi amor a primeira vista). Assim como ele mesmo disse no episódio anterior, Amy também foi a primeira que esse rosto aqui (Essy) conheceu dentro da série, assim como foi para ele e depois de ter acompanhado a sua mitologia desde 2005 (Season 1, Season 2, Season 3, Season 4, Season 5 e Season 6), eu não poderia dizer algo diferente a não ser afirmar categoricamente que a sua história enquanto companion foi a mais especial de todas. Sorry todas as outras, mas é verdade. (por isso até resolvi fazer essas reviews de cada um dos cinco episódios que marcaram a sua despedida… Asylum Of the Daleks, Dinosaurs on a Spaceship, A Town Called MercyThe Power Of Three e agora o The Angels Take Manhattan)

E Amy foi a mais especial de todas elas porque pela primeira vez na série (falando apenas de 2005 até então, que é o que eu conheço), acompanhamos a evolução da vida de uma companion também fora da TARDIS. Conhecemos Amelia criança, voltamos anos depois já encontrando a mesma adulta e completamente fã do Doutor, descobrimos que ela era noiva e conhecemos o noivo que ela deixou para depois, Rory, só para conhecer o universo a bordo da TARDIS (e quem não teria feito o mesmo? Mesmo com o casamento pronto para dia seguinte…). Nos apaixonamos por ele, assistimos a história de amor dos dois crescer, vimos ele desaparecer uma outra vez e ficamos desesperados, tempos depois encontramos com ele como o último centurião, que ficou protegendo e  esperando por 2000 anos o amor da sua vida, a sua Amy. Apóis isso, assistimos o casamento dos dois, em um dos momentos mais sensacionais dentro da série, acompanhamos pouco da sua gravidez, fato, mas conhecemos a sua filha, Melody Pond (outro momento lindo da série), que a gente até já conhecia e que acabou sendo sequestrada dos próprios pais praticamente no mesmo momento em que eles a conheceram. #DRAMA

Depois disso tivemos Amy virando sogra do Doutor (algo que eu adoraria que tivesse sido mais explorado dentro da série), algum tempo depois encontramos ela  sofrendo para manter a relação de amor com o homem de sua vida, uma vez que ela havia descoberto não poder ter mais filhos e por esse motivo, estava prestes a assinar o divórcio com o Rory e após toda essa sua trajetória que até pode ser considerada como atípica dentro da série, finalmente tivemos os dois se acertando e decidindo ficar juntos para sempre, porque a essa altura, já não existia mais Amy sem o seu Rory Pond (rs). Só faltava agora descobrir se poderia existir os Ponds sem o próprio Doutor, que era o que vinha atormentando o casal ultimamente. Ou seja, em nenhuma outra das histórias encontramos uma trajetória tão completa para uma companion e por isso, apesar de ter ficado inconsolável com a sua despedida e a forma como tudo aconteceu (que foi sim, bem cruel!), consigo aceitar que esse tenha sido o fim da nossa adorável Amelia Pond. E foi lindo ter a participação da little Amy ao final do episódio, em uma história que realmente havia encerrado todas as suas etapas e que com esse capítulo final, acabou ganhando um prelúdio bem mais feliz.

Durante as férias da série, ainda naqueles especiais sobre Doctor Who que foram exibidos pela BBC America, naquele que contava um pouco mais sobre as mulheres de Doctor Who (The Women Of Doctor Who), alguém usou a melhor definição para Amy Pond, dizendo que ela nada mais era uma groupie do Doutor, uma fã mesmo, um pouco como todos nós, que colecionava coisas sobre o seu ídolo (no caso, brinquedos e desenhos que ela mesmo havia feito como lembrança daquele homem misterioso que surgiu em sua caixa azul no meio do seu quintal e que havia prometido voltar em cinco minutos), o que não poderia ser uma definição mais precisa e perfeita para a personagem, que sempre foi isso mesmo, uma grande fã do seu Doutor maltrapilho.

E dessa forma maravileeeandra, porém absolutamente triste (ainda estou inconsolável, sério), nos despedimos dos Ponds, em um episódio que esvaziou os nossos corações e onde os Weeping Angels não só tomaram NY, como tomaram também a nossa Amy Pond. Mas como em Doctor Who nada é tão definitivo assim, quem sabe um dia ainda ganhamos uma visita a esse casal envelhecendo juntos no passado? Quem sabe eles não conseguiram ter um filho e iremos conhecer ele mais para o futuro da série? (isso já é a minha imaginação indo adiante. Aproveite as free ideas, Moffat e me pague com produtos licenciados, além de uma visita ao set de gravações e uma volta na TARDIS, de verdade!)

Agora, o pior de tudo isso é saber também que esse foi o penúltimo episódio da Season 7 de Doctor Who desse ano, onde só poderemos ver como o Doutor estará lidando com a perda dos Ponds no especial de Natal de logo mais (e pelo curto teaser acima, parece que ele não está nada bem), que também marcará a entrada de Oswin Oswald como a sua nova companion. E é isso, agora só nos resta engolir esse choro e nos recompor. (DETESTAVA quando minha mãe dizia isso para mim quando criança, rs)

Goodbye Ponds! (♥ ♥)

 

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The Power Of Three

Setembro 26, 2012

 

You were the first—the first face this face saw. You are seared onto my hearts (♥ ♥)

 

Dizer que o episódio da última semana de Doctor Who foi excelente (7×04 The Power Of Three), chega a ser pouco para ser justo ao quanto ele acabou sendo especial para quem acompanha a série e principalmente para quem assim como eu, também é completamente apaixonados pelos Ponds.

Mais um episódio super completo dessa Season 7, onde vimos de tudo um pouco, como uma invasão de cubos que ninguém no mundo inteiro sabia do que se tratava, eles que passaram a ser observados 24 horas por dia durante bastante tempo mas que permaneciam ali, estáticos, sendo apenas cubos aparentemente inofensivos, até que começaram a interagir com o universo e descobrimos que eles faziam parte de um plano muito maior. E a presença desse inimigo atípico da série acabou trazendo de volta a participação da UNIT, da qual nós não ouvíamos falar já tem bastante tempo. (onde ganhamos também a participação da personagem Kate Stewart, que na verdade era filha de um antigo personagem recorrente em Doctor Who no passado, o Brigadier Lethbridge-Stewart)

Mas apesar do inimigo silencioso, do tipo paciente e mais tarde revelando ser parte de uma lenda que assustava até mesmo as crianças de Gallifrey (Shakri), o episódio teve mesmo uma outra importância e relevância muito maior, focando em algo que sempre nos perguntamos sobre a série, mas que pouco acabamos vendo dentro dela.

E a vida real?

Dessa vez foi justamente o que observamos durante o episódio que nos trouxe um pouco do dia a dia dos Ponds da vida real, um ponto bastante importante a ser tocado,  ainda mais agora que o Doutor está enfrentando essa nova dinâmica com a sua companion, viajando a maior parte do tempo sozinho e passando de vez em quando para uma aventura a três, só para relembrar os velhos tempos. Por isso “The Power Of Three” foi bem especial, a começar pela narração da própria Amy no seu início, com flashs de fatos importantes que eles já passaram juntos a bordo da TARDIS ao longo dessas três últimas temporadas e na sequência voltando para a realidade, a vida real do Ponds, que obviamente não é tão movimentada quanto a vida ao lado do Doutor explorando o universo, mas que também tem a sua importância. Excelente quando o Doutor fez pouco caso do trabalho na vida real do Rory e ele respondeu “E vc pensa que o que vc faz é tudo?”, colocando o próprio para pensar que existe muito mais a se levar em consideração nesse caso.

Foi quando passamos a entender o grande conflito dos Ponds em relação ao seu futuro, sobre o fato de se comprometerem com a vida real, com seus trabalhos, amigos, família e deixar o Doutor seguir o seu caminho, ou se de fato a essa altura, eles já se encontravam completamente viciados em viagens no tempo e seria tarde demais para tentar viver uma vida normal. E  através desse conflito foi possível perceber até a exaustão dos Ponds, principalmente quando a Amy diz que já se passaram 10 anos (para eles ao lado do Doutor e não para o resto do universo) e tudo parece ter um peso muito maior agora, depois desse tempo todo na companhia do Doutor, onde eles acumularam uma experiência que jamais teriam na vida se não fosse por aquele homem, mas que também para isso tiveram que deixar de lado coisas importantes da vida real deles e consequentemente de todos que os cercam.

Mas esse conflito não se deu apenas para o lado humano da história e com a invasão silenciosa dos cubos, que demoraram para se manifestar (1 ano e 1 dia), o próprio Doutor teve que se adaptar a vida real, passando a viver junto e na casa dos Ponds por muito mais tempo, algo que para ele também foi custoso, porque com a infinidade de possibilidades lá fora no universo, ficar sentado em casa jogando Wii poderia até ter sua diversão, mas cansava. Enquanto esse conflito nos foi apresentado, ganhamos excelentes cenas do Doutor fazendo mil e uma coisas na casa dos Ponds (até aspirar a sala ele aspirou, rs) e se entendiando logo em seguida, quando ele percebeu que só havia passado 1 hora na vida real. Um sinal claro de que para um Time Lord, o Doutor não tem uma boa percepção em relação ao tempo. (talvez por isso tenha atrasado novamente para devolver os Ponds depois da festa de aniversário de casamento deles, rs)

Brian, o pai do Rory, também voltou para esse episódio, colaborando com a UNIT no caso dos cubos, mas principalmente colaborando para a relação Ponds + Doctor. Sua curiosidade e dedicação acabou lhe rendendo até mesmo um convite para viajar na TARDIS junto com eles todos, algo que o próprio recusou justificando que alguém precisava ficar para regar as plantas. Mas o personagem também questionou o Doutor sobre o seu passado, perguntando sobre as demais pessoas que o acompanharam ao longo do tempo e o que aconteceu com todas elas, fazendo o próprio reviver alguns momentos que nós sabemos que ele não gosta muito de lembrar, além de ter que lidar com a sua parcela de culpa nas histórias de todas essas pessoas. “Algumas me deixaram, algumas foram deixadas para trás e algumas, não muitas, morreram”. (glupt)

Após soltar essa line, ele prontamente diz que isso não vai acontecer com eles, não com os Ponds, que ele jamais deixaria que tivessem esse fim. Nesse momento, senti um peso a mais para essa relação, ainda mais nessa reta final com clima de despedida, o que me deixou com bastante medo sobre o que está por vir logo no próximo episódio, que todos nós sabemos que será a grande despedida dos Ponds. E esse foi apenas o primeiro sinal de que ambos significam demais para o Doutor e seguindo um sensação pessoal que eu mesmo venho tendo em relação ao que o Doutor parece já saber sobre o futuro dos personagens (que pode ser também apenas medo por mais um vez ser deixado), fico morrendo de medo que a despedida dos Ponds seja algo definitivo ou trágico. Espero mesmo que o caminho não seja esse. Não para eles. Não os Ponds! (glupt – tremendo)

Tudo bem que do começo mais lento do episódio com a invasão dos cubos até o caos que se instaurou no mundo após a manifestação deles, que passaram a atacar os corações das pessoas no mundo todo, inclusive do próprio Doutor, que também teve momentos excelentes com um coração só, até ser “reanimado” pela Amy e receber de volta os batimentos do seu “esquerdinho” (quase morri quando ele levantou praticamente incontrolável com a volta do seu segundo coração), tudo isso acabou sendo resolvido rápido demais, em poucos minutos antes do final do episódio e essa questão do ritmo em relação a quantidade de história, personagens e fatos importantes para um único episódio, que é a nova fórmula que eles vem apostando durante essa Season 7 ao meu ver ainda precisa ser melhor acertada, para que as resoluções não acabem parecendo corridas ou até mesmo fáceis demais como aconteceu agora por exemplo. (no episódio com os dinossauros foi a mesma coisa)

Mas tudo isso foi necessário para desenvolver melhor esse dilema que a Amy estava enfrentando e que até mesmo o próprio Doutor já havia percebido que estava acontecendo. E foi quando ganhamos aquela cena linda com os dois observando Londres na ponte, onde eles acabaram enfrentando uma D.R sobre o fim do relacionamento que ambos sentiram que estava se aproximando. Apesar do meu envolvimento emocional ser gigantesco com ambos os personagens e já esperar algo bem especial para um momento como esse, fui meio que pego de surpresa com as palavras do próprio Doutor, que não poderiam ter sido mais carregadas de sentimento e tão precisas para aquele momento.

Quando Amy questionou o porque dele acabar sempre voltando para buscá-los, mesmo sabendo da dúvida que ela e o Rory estavam enfrentando em continuar ao seu lado ou não e ele respondeu com uma doçura impressionante que ele volta sempre para ela porque ela foi uma “primeira”, a primeira pessoa que ele viu após a regeneração e que por isso, ela e o Rory estavam gravados no seu coração para sempre, foi exatamente quando eu me vi totalmente entregue as lágrimas, para um momento que seria impossível de ter sido mais doce. (juro, tive um ataque de choro do meio do nada e senti a maior vontade desse mundo de abraçar os dois naquela ponte, tanto que na mesma noite, acabei sonhando que eu estava no episódio seguinte, nas despedida dos Ponds, correndo de um lado para o outro com o próprio Doutor e pedindo para tirar uma foto com ele em meio a umas projeções na parede, que me respondia dizendo”Para que tirar uma foto Essy, se vc vai poder viver tudo isso comigo daqui para frente?”. SIM, no meu sonho eu myself virei uma companion, lidem com isso. #HOWCOOLISTHAT?)

Até que chegamos a uma pré despedida deles todos ainda na casa dos Ponds, que quase aconteceu se não fosse a intervenção do próprio Brian, que disse que uma oportunidade como aquela que os Ponds estavam ganhando, de poder explorar o universo ajudando quem quer que seja, não poderia ser desperdiçada daquela forma e que eles deveriam sim seguir com o Doutor, ainda mais agora que eles já experimentaram esse gostinho e sabem da infinidade que os aguarda lá fora e que além disso, a vida real sempre estaria ali, esperando por eles. Que foi quando eles decidiram seguir em frente com o Doutor, um momento onde eles também acabaram entendendo e recuperando o “The Power Of Three”.

Um episódio excelente, principalmente em termos de edição, que foi todo construído com pequenos saltos no tempo e uma série de cenas aleatórias, mas que faziam todo o sentido para estarem naquele ponto da história. Episódio esse que veio nos preparando para o inevitável, que acontece no próximo sábado, com a despedida dos Ponds como companions (glupt glupt). Sinceramente, meus olhos encheram de lágrimas só de escrever essa line e eu espero do fundo do meu único coração (sim Doutor, há quem viva com apenas um deles, rs) que não seja uma despedida dolorosa, o que vai ser praticamente impossível de acontecer, eu sei que despedidas de quem a gente gosta são sempre um drama, mas que ela seja justa com o nosso sentimento com esses dois personagens adoráveis.

E é isso, semana que vem temos os medonhos Weeping Angels, River Song, Manhattan e aquele goodbye que a gente não gostaria que chegasse tão cedo. Desde já aceito abraços de consolação, porque vai ser um drama dramático perder a minha companion. Amy também foi a primeira para essa cara aqui, que começou a assistir a série na sua Season 5 e por isso, vcs podem imaginar a barra que vai ser essa despedida… (já não há mais espaço para caixas de Klennex na minha casa)

 

ps: me lembrei esses dias que quando eu era criança, minha mãe dizia que o coração ficava do lado esquerdo, mas ao colocar a mão no meu peito eu meio que sentia ele batendo dos dois lados e por isso, sempre achei que eu tivesse dois corações. Será que isso significa?

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A Town Called Mercy

Setembro 19, 2012

Terceiro episódio da Season 7 de Doctor Who, ele que nos trouxe de volta o Doutor a um cenário mais uma vez bem típico americano, Western para ser mais exato, motivo mais do que suficiente para ele investir novamente no seu chapéu Stetson em sua passagem pelo Velho Oeste. Stetsons are cool.

Mas tenho que ser sincero ao admitir que não morri de amores pelo episódio (7×03 A Town Called Mercy), embora ele nos tenha trazido algumas pistas importantes sobre o atual clima da série e talvez até mesmo sobre o seu futuro. Disse no post anterior que o Doutor estava mais amargo e que a atitude dele ter deixado o Solomon encarar a sua morte já indicava que talvez ele estivesse tempo demais longe de sua companion, o que nós já sabemos que meio que o transforma em um homem diferente do que o que estamos acostumados (ele precisa desse contato para se equilibrar). Um detalhe que dessa vez foi notado pela própria Amy, que teve que agir ao perceber o comportamento do Doutor mudar drásticamente e ele passar a agir de uma forma que não se parece em nada com o Doutor que ela conhece. (acho que esse é mais um forte indício de que talvez a era Matt Smith esteja perto do fim, mais do que apenas um climão para a troca de companions de daqui a pouco…)

Dessa vez tivemos um “vilão” que também era um Doutor, Kahler Jex, ele que chegou na cidade de Mercy e com sua sabedoria acabou trazendo algumas melhorias para o local, como a energia elétrica e que por isso acabou ganhando asilo do próprio xerife da cidade que o defendia a todo custo do seu maior inimigo, um cowboy cyborg que cercava a região exigindo a sua cabeça. O que a gente não sabia (mas foi fácil de desconfiar) é que o tal cyborg nada mais era do que uma criação do próprio Jex, em um experimento que não deu muito certo e que por esse motivo ele acabou sendo caçado pelo mesmo.

O mais bacana desse episódio, além da fotografia excelente e o Doutor revelando que ele também “fala cavalos” (rs), foi que tivemos um episódio mais centrado no próprio Doutor, que dessa vez encarava alguém muito parecido com ele mesmo e com quem ele dividia uma parcela de culpa bem parecida com a que ele carrega. A cena em que ele joga o Rex para fora da cidade foi sensacional, colocando o inimigo para sofrer as consequências de seus atos, algo que ele mesmo se culpa por não acontecer com ele com tanta frequência. Uma cena linda, revelando um outro lado do Doutor, dessa vez ainda mais pesado do que no episódio anterior, quase impiedoso e se não fosse pela intervenção da própria Amy Pond, que teve que lembrá-lo sobre quem ele era e o que ele representava naquele momento, ele teria acabado agindo de uma forma que ninguém espera normalmente de um herói. Ou pelo menos não de um herói como o nosso Doutor. (esse meu, que fique bem claro…)

Um resolução lindíssima, cheia de simbologia com o próprio nome da cidade, apesar do final do Rex ter sido o suicídio, o que naquele momento acabou funcionando como um ato de nobreza, o que certamente fez o Doutor pensar ainda mais sobre a sua existência e tudo o que ela já fez. Achei bem bacana o final proposto para o tal cyborg, que depois da morte do xerife da cidade, não poderia ter ganhado uma ocupação melhor. (e o que foi o agente funerário medindo o corpo do Doutor por duas vezes? rs)

O chato desse episódio é que estando a apenas dois episódios da despedida dos Ponds (no próximo sábado já teremos o penúltimo… glupt!), eles pouco tiveram alguma participação nele e estando tão perto de nos despedirmos desses personagens tão queridos, chega a parecer um grande desperdício de tempo quando eles acabam não ganhando muito destaque como aconteceu dessa vez. O que nós até entendemos o porque, mas mesmo assim achamos um desperdício. Humpf!

E só eu ficquei morrendo de pena do Doutor visivelmente triste e cabisbaixo quando a Amy e o Rory recusaram o convite para uma próxima aventura? (nessa hora, é claro que eu levantei imediatamente a minha placa “Pick Me Doctor! PICK ME!)

Mas essa reclamação sobre a pouca participação dos Ponds nesse episódio parece que será suprida com o próximo, onde teremos o Doutor sendo obrigado a encarar a vida real dos Ponds por mais tempo, nesse que será a preparação para a grande despedida de logo mais onde no próprio promo, já ganhamos o casal se questionando em relação ao futuro na companhia do Doutor. (estocando Klennex desde já e como se não houvesse amanhã!)

Geronimo! (dessa vez, montado na minha “cavala”, sim eu disse “cavala”, a antes Joshua, agora Susan!)

 

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Dinosaurs on a Spaceship

Setembro 12, 2012

Outro excelente episódio da Season 7 de Doctor Who e mais um a menos para a despedida dos Ponds. (glupt)

E em Dinosaurs on a Spaceship (7×02), já foi possível perceber que a dinâmica da série realmente mudou e que o Doutor já suspeita que a hora de se despedir definitivamente dos Ponds se aproxima. Apesar de já sabermos quando isso deverá acontecer, ainda não sabemos como e nem porque, mas ao ser questionado pela própria Amy se ele já estava se esquecendo dela e do Rory e o porque de agora suas visitas terem um período de tempo muito maior (dessa vez foram dez meses sem aparecer), com um beijo dos mais carinhosos possíveis (Awnnn!), o Doutor tentou acalmar Amy Pond dizendo que estava tudo certo, que nada estava acontecendo e que ele ficaria ao seu lado “sempre”, mas ao final do episódio, percebemos pela cara que ele fez dentro da TARDIS ao fundo do casal, que ele sabe de algo que nós ainda não sabemos em relação aos Ponds…

Falando neles, nesse episódio além da Rainha Neffertiti (Neffy para os íntimos. E por “íntimos” leia-se o próprio Doutor, pelo qual ela estava super interessada, rs) e Riddell fazendo as vezes de Indiana Jones, ganhamos também a participação de mais um membro da família Pond… bem, não foi exatamente isso, mas ganhamos a participação do pai do Rory, Brian, que sem querer acabou embarcando a bordo da TARDIS para uma missão no espaço, ganhando do próprio Doutor o apelido de Brian Pond. Bacana foi que com a introdução do personagem, rapidamente foi possível observar que sua relação com o Rory tem alguns issues, como a constante desaprovação do pai com o filho e o fato de talvez ele considerará-lo um tanto quando “inferior” ou até mesmo covarde. Mas tudo muito leve, divertido e com soluções bem foufas para os problemas entre os dois, que foram resolvidos durante o próprio episódio com a descoberta de que apesar das diferenças, eles eram bem parecidos, provando que na família do Rory tudo é uma questão sobre o que carregar nos bolsos, rs.

Outra coisa que é possível de se perceber assistindo a nova temporada é o quanto tudo vem se tornando cada vez mais grandioso e muito bem produzido. Cenários sensacionais, paisagens excelentes, efeitos visuais muito bem realizados (coisa que nem sempre foi um mérito da série) e tudo isso para colocar dinossauros dentro de uma nave espacial, dominada por dois robôs (sensacionais e que viviam algo como um bromance) e uma espécie de pirata espacial. Uma história sensacional, diga-se de passagem, apesar de bastante corrida e mais uma seguindo essa nova linha de roteiro que eles disseram ter planejado para essa nova temporada, com histórias muito mais independentes do que as anteriores.

E se gravatas borboletas são cool, quão cool é ter o Doutor, Rory e o sogro de Amy Pond montados em um Triceratops, que eles passaram boa parte do episódio tratando como uma cachorro? Sério, #TEMCOMONAOAMAR? E dentro da história ainda tivemos uma breve participação dos Silurians, os quais eram os donos da tal nave que na verdade era uma “arca” e que foram jogados no espaço por Solomon, o vilão com ares de pirata interesseiro da vez que acabou se apoderando do que pertencia aos Silurians. Um triste fim para a espécie, não? (talvez esse não tenha sido o fim deles ainda…). Outro ponto interessante do episódio foi o fato do Doutor ter deixado o vilão da vez encontrar o seu destino, já que ele estava mesmo na mira de misseis enquanto a nave roubada se aproximava da Terra e acabou encontrando o seu fim ali mesmo, explodindo no espaço.

Algo que não é muito comum em Doctor Who, porque normalmente o Doutor é contra esse tipo de solução, mas das duas uma: ou dessa vez ele simplesmente deixou o destino tomar o seu rumo sem tentar bancar o herói com quem demonstrou que não merecia por mais de uma vez, ou ele já estava tempo demais longe de sua companion, o que nós já percebemos e sabemos que é algo que o torna um homem diferente quando sozinho em sua TARDIS.

Outro ponto a se destacar é o humor na série, que vem ficando cada vez mais sensacional e nesse episódio sobraram bons momentos para todos eles. Amy na dinâmica com a Rainha Neffertiti, declarando-se a Rainha do Rory, se arrependendo do que disse logo em seguida e ainda tendo que aguentar um homem de outro tempo bancando o machista no pé das duas (Riddell, que foi interpretado pelo ator Rupert Graves, que faz o Lestrade em Sherlock). O Doutor por sua vez continuou o mesmo de sempre, atirando para todos os lados, comemorando o fato de agora ter sua própria gangue (rs) e fazendo piada inclusive sobre a semelhança entre Rory e seu pai. Mas o grande destaque pelo lado cômico do episódio realmente ficou com  o Rory, que esteve sensacional como alívio cômico não só nesse episódio, como também no anterior e como fã do personagem, fico feliz que ele esteja sendo melhor aproveitado até.

E #TEMCOMONAOAMAR o momento de euforia do Doutor em relação a uma ideia brilhante do Rory, que ele acabou retribuindo com um beijão daqueles, se arrependendo logo em seguida e bancando a passiva agressiva dando tapas na cara do personagem ao perceber que a ideia não havia sido tão brilhante assim para tanto? rs

Sem contar aquele final lindíssimo, com o pai do Rory pedindo para o Doutor fazer o que qualquer mortal gostaria de fazer a bordo da TARDIS: observar a Terra do espaço, tomando chá e comendo sanduíches (no meu caso, quero chocolate e cookies, rs). Howcoolisthat?

Assim chegamos ao final dessa triste contagem até a despedida dos Ponds, com Brian mandando até um post card do Rio de Janeiro para o casal. #TEMCOMONAOAMAR? Mas mesmo tendo gostado bastante do episódio, não tem como não esquecer que agora faltam apenas mais três para a despedida? (glupt de novo)

E no próximo sábado: Space Cowboys!

Geronimo! (dessa vez saindo montado em um Triceratops, rs)

 

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Asylum Of The Daleks

Setembro 5, 2012

Excelente retorno esse com primeiro episódio da Season 7 de Doctor Who, não?

Um episódio completíssimo, com tudo que nós sempre AMAMOS na série (7×01 Asylum Of The Daleks). Com cara de épico, o episódio já começou com o Doutor sendo capturado em meio a uma emboscada planejada pelos próprios Daleks, seus maiores inimigos que de quebra, ainda capturaram os Ponds, eles que para a nossa total surpresa, não estavam vivendo mais sua melhor fase enquanto casal, a ponto de estarem encarando o divórcio. E essa foi apenas a primeira surpresa do episódio de estreia.

A segunda ficou por conta dos próprios Daleks que dessa vez, ao contrário do que esperávamos, estavam precisando da ajuda do Doutor para assim continuar com o próprio Asylum, que era para onde eles mandavam todos os Daleks que deram defeito ao longo o tempo. Mas bacana mesmo foram as explicações carregadas na vilanice, com os próprios assumindo descaradamente que não suportariam simplesmente “extinguir” tanto ódio conforme a sugestão do próprio Doutor, o que eles até reconheceram ser um dos fatores que eles acham que justifica o fato deles nunca terem conseguido finalizar de vez o seu “Predador”, apelido carinhoso que nós descobrimos ser como eles o chamam “internamente”, rs. Isso e o fato do Doutor ser muito melhor do que qualquer um deles, claro. Suckers! (quase morri quando ao final do episódio, o Doutor saiu de sua TARDIS gritando “Suckers” para os próprios Daleks. #TEMCOMONAOAMAR)

Mas a terceira e maior surpresa ainda estava por vir, com a primeira aparição daquela que a gente sabe que virá a ser a nova companion do Doutor, assim que nos despedirmos dos Ponds daqui mais quatro episódios (glupt). Seu nome é Oswin Oswald (tipo trava língua e eu ainda acho que ela deve ser rebatizada como “Carmen”) ou “Souffle Girl” que foi como o Doutor já a apelidou. Ela que embarcou na expedição “Alaska”, que não deu muito certo e que por isso acabou ficando presa e sozinha por mais de um ano. Sim, um ano. E se Amy Pond esperou por 14 anos, o que seria esperar apenas por 1 ano, não é verdade? (rs)

Oswin é linda e já tem aquele ar de companion destemida e desbocada, do tipo que a gente AMA. Sua dinâmica com o Doutor, apesar deles terem se falado apenas a distância por boa parte do episódio, já foi bem excelente e ficou bem claro que ele já ficou todo encantado com a genialidade da garota, que passou um ano inteiro enfrentando os Daleks sozinha e fazendo suflês (Dr que como boa parte dos homens, parece que foi conquistado pelo estômago, rs). Mas onde é que ela arrumava o leite para fazer seus suflês? …

Uma pergunta que o Doutor chegou a fazer por duas vezes durante o episódio e que seria a chave para a grande surpresa do episódio. Oswin na verdade, havia sido “transformada” em um Dalek e foi assim que o Doutor a viu pela primeira vez, acorrentada e no formato do seu maior inimigo de todos os tempos. Bem bacana vai? (apesar do próprio poster liberado pela BBC1 já entregar bastante o que estaria para acontecer no episódio)

E com essa primeira aparição da nova companion e de tal forma, minha cabeça quase explodiu de tantos pensamentos sobre como poderia ser a história desses dois enquanto dupla. Nesse caso, cheguei a conclusão que embora eu não seja nada fã da tensão sexual Doctor vs Companion dentro da série (já cansei de dizer isso), acho até que nesse caso seria o melhor caminho para a construção da história desses dois. Primeiro que o Doutor já está muito tempo sozinho (considerando a Rose como seu último “amor” ou pelo menos “interesse”, vai…) e segundo que seria sensacional tê-lo em conflito encontrando-se apaixonado por um Dalek. Imaginem?

Mas por enquanto ainda não sabemos como vai ser o futuro da história da Souffle Girl e do seu Chin Man (apelido que ela deu para ele poro conta do seu queixão, rs). E apesar desse ter sido apenas o primeiro encontro dos dois e a gente não ter muita ideia de como isso será resolvido daqui para frente, Oswin acabou dando um presente inesquecível para o Doutor, que foi apagá-lo da memória dos Daleks (ela é meio hacker), que não se lembram mais quem ele é ao final do episódio. Cool Cool Cool. Doctor Whom? (rs)

E como se o episódio não tivesse sido excelente o suficiente, com cenas lindas da Amy delirando com Daleks como pessoas e uma bailarina ruiva criança super foufa dançando lindamente ao som de uma trilha sonora encantadora, além do Doutor passando por um corredor cercado dos Daleks que já o enfrentaram ao longo do tempo, ainda tivemos um ótimo desfecho para o divórcio dos Ponds, em uma cena linda e super emocionada, com o Rory jogando na cara dela que ele sempre foi quem amou mais dentro da relação dos dois (em um plot de perigo que envolvia o amor e que não poderia ter sido mais foufo) e Amy Pond ficando extremamente ofendida e explicando o porque dela ter aberto mão da história dos dois daquela forma.

Na verdade, Amy estava magoada porque devido as circunstâncias do passado, ela não pode mais ter filhos e sabendo o quanto o Rory gostaria de ser pai (e ele já não é? rs), ela não achava justo prendê-lo naquela relação. E toda essa resolução do plot dos dois se deu por meio da interferência do Doutor, claro, que percebeu que algo estava errado entre o casal logo no começo do episódio e em um determinado momento do mesmo chegou até a questionar o que ele poderia fazer para melhorar aquela situação.

E quem foi que disse que o Doutor não pode resolver todos os problemas com a mesma facilidade que ele arruma sua bow tie? (chorei uma single tear igual a Amy no momento dessa cena, que foi muito especial! Aliás, Amy que já consegue interpretar o Doutor como ninguém, não?)

Com um episódio sensacional como esse, começamos da melhor forma possível a sétima temporada de uma das nossas séries mais queridas do momento. Clap Clap Clap!

E no próximo sábado teremos dinossauros dentro de uma nave espacial. Howcoolisthat? (e tem também a Rainha Nefertiti. Cool!)

Sei que eu não costumo fazer reviews por episódio durante as temporadas de quase nenhuma série, mas como Amy Pond é e sempre vai ser a minha companion (sorry, mas ele foi a minha primeira, então…), acho justo que ela ganhe o seu arco de pelo menos cinco reviews aqui no Guilt até o momento da sua despedida, rs

Geronimo!

 

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Week WHO?

Agosto 27, 2012

Como a Season 7 de Doctor Who tem a sua premiere no próximo sábado (7×01 Asylum of the Daleks) e a partir de hoje nós vamos poder saber um pouco mais sobre o que aconteceu na vida dos Ponds entre as seasons 6 e 7 com a webserie Pond Life (a parte 1 até já saiu, com 1 min, tipo os “Tardisodes” antigos. Humpf!) nada mais justo do que a gente fazer uma maratona dentro da nossa própria maratona recente da série de 2005 até agora, aqui no Guilt, não?

Portanto, durante toda essa semana e até o próximo sábado (dia da premiere da Season 7), vamos republicar todas as nossas reviews sobre as seis temporadas da série inglesa (que eu AMO), sendo que teremos uma delas por dia, para que a gente possa relembrar tudo o que já vimos da série nova até agora.

Sendo assim, está declarada a nossa Doctor Who Week (♥)

E lembrem-se:

 

Bow ties are cool!

 

ps: e o que foi o Doutor fazendo backing vocal no Ponds Life? Não sei quanto a vcs, mas toda vez que eu vejo o Doutor (ainda mais depois de tanto tempo longe), sinto vontade de abraçá-lo como se não houvesse amanhã. Bem sério. (♥)

 

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Pond Life

Agosto 23, 2012

E não é que os Ponds ganharam um webserie? (♥)

Serão cinco episódios que nos mostrarão um pouco mais do dia a dia dos Ponds, sobre o que aconteceu com a vida do casal entre as Seasons 6 e 7,  eles que vão se despedir da série ainda nessa primeira parte da Season 7 de Doctor Who, que tem estreia marcada para o dia 01/09. (glupt)

A webserie começará a ser exibida no próximo dia 27 e vc pode assistir no site oficial ou no canal da BBC1 no Youtube.

E que delícia ter mais um pouquinho dos Ponds antes dessa cruel/injusta/desnecessária porém quase que obrigatória despedida, não? Super merecido!

 

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