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Glee-ality

Agosto 16, 2012

Encerramos essa segunda temporada de The Glee Project com um lindo baile de formatura, seguindo os próprios rumos da série que encerrou recentemente a sua Season 3 da mesma forma e que é de onde o reality é um derivado, em uma noite onde finalmente ficamnos sabendo quem foi escolhido para ser rei ou rainha do baile e agora, depois de passar novamente por essa experiência deliciosa que é assistir TGP, já podemos dizer que estamos todos devidamente graduados. Mas será que tivemos um resultado feliz?…

Nessa temporada tivemos os temas Individuality, Dance-ability, Vulnerability, Sexuality, Adaptability, Fearlessness, Theatricality, Tenacity, Romanticality e Actability, dez etapas que nos trouxeram aquela sensação que a gente AMA sentir enquanto assistimos TGP, onde nos envolvemos com seus personagens, que nada mais são do que pessoas talentosas porém normais, algumas com histórias mais interessantes, outros nem tanto, mas com todos eles dividindo algo em comum que é o sonho de fazer parte de Glee. Torcemos por eles, sofremos, ficamos com os corações apertados ou vibramos como se não houvesse amanhã quando alguns deles foram eliminados, tudo isso para chegar em Glee-ality (2×11) que finalmente escolheria um único nome entre os três concorrentes que sairia como o grande e único vencedor da Season 2 The Glee Project. (e nós esperamos que a série dure por muito mais tempo, assim ganhamos mais edições do programa. Tipo promoção, leve 2 pague 1, rs)

Claro que novamente tivemos uma excelente temporada, não só por tudo que nós já conhecemos e AMAMOS do melhor reality dos últimos tempos e sim porque tivemos ótimos candidatos para torcer durante essa Season 2. Ótimos, não muitos. Começamos com 14 competidores, um número maior do que a temporada anterior, o que já indicava que essa Season 2 seria diferente, mais numerosa, além do detalhe que eles faziam questão de reforçar a todo momento de que dessa vez, apenas um deles seria escolhido como vencedor. DRA-MA. Ou seja, quanto mais participantes, mais duraria o nosso sofrimento.

Sofremos quando vimos a Dani sendo eliminada ainda tão cedo na competição, achamos justo quando finalmente chegou a hora do Tyler dizer adeus por falta de talento e muito justa também foi a eliminação do Mario, que tinha um ego enorme, que ainda precisa ser trabalhado. Depois disso voltamos a sofrer quando ficamos viúvos do Charlie, que até agora a gente não conseguiu entender o porque dele ter sido eliminado tão cedo, ainda mais com todo aquele talento (tem como esquecer a sua versão de “Fix You” do Coldplay?) e carisma que poderia ter facilmente o levado até a final. Depois tivemos uma sequência de dar sono, que foi o combo Nellie (ZzZZZ) e a dupla Abraham e Shanna, que poderiam ter saído de uma forma melhor (de preferência todos juntos e de mãos dadas, rs), sem apelar por puro desespero na reta final e ter amargado aquela vergonha que nós bem vimos. (a dele então, foi bem pior do que a participação fantasma dela…BOO!)

Até chegarmos a eliminação mais sofrida de todas, porque foi covarde e não nos deixou digerir direito nossas emoções, com o nosso grito de #FORALILY (ela que foi o “projeto de megabitch” da vez e que acabou nem dando muito certo até mesmo por esse lado) ficando preso na garganta porque quando o nosso maior sonho dessa temporada finalmente havia se tornando realidade, junto com ele chegava o pesadelo, com a eliminação do Michael, que sempre foi um foufo (meu preferido ao lado do Charlie entre os meninos) e mesmo assim prejudicadíssimo pela Nikki no estúdio semana pós semana (que essa sim foi a grande vilã da temporada) e que no momento onde ele conseguiu ganhar algum destaque e entregar um excelente trabalho com a sua performance, acabou sendo também a sua despedida. Uma eliminação parte injusta (Michael) e parte justíssima, com a Lily finalmente deixando a competição, não como a gente sonhava, mas que pelo menos aconteceu. Ufa! (foi difícil…)

Mas aí chegamos a final, com Blake, Ali e Aylinda, nessa ordem no palco, tensos e aguardando a decisão final do Ryan Murphy, que estava visivelmente confuso nessa reta final e parecia mesmo não saber o que fazer. Mas espera ai, isso até a gente descobrir o resultado juntamente com a sua justificativa, que foi quando acabamos entendendo que na verdade, tudo aquilo parecia estar muito mais do que programado para acontecer e talvez o próprio Ryan Murphy esteja se revelando como um bom ator. Mas depois eu explico esse plot…

Como convidado da semana, tivemos ele que na minha opinião sempre foi a grande estrela de Glee: Chris ♥ Colfer. Awnnn! (#SÓAMOR)

SIM! Kurt finalmente apareceu em TGP e é claro que foi uma total comoção entre o grupo inteiro, que dessa vez estava todo reunido novamente (exceto pela participante que pediu para sair, que eu não lembro mais o nome porque não gosto de gente fraca que acaba desistindo e ocupando por 5 min uma vaga que poderia ser de outro) e como já era de se esperar, foi lindo o reencontro de todos eles e o Charlê então, estava que era pura ansiedade no corpo todo.  E vamos lá, com a sua participação tivemos o primeiro “confirmou” da noite. Adivinha só qual foi a música que eles escolheram para o homework da semana? “You can’t stop the beat” do musical “Hairspray”, que eu disse em um dos meus últimos posts que seria o musical ideal para a Lily, que parecia saber interpretar um único papel, que seria o pepel principal desse musical. Ou seja: CONFIRMOU (assisti o ep live e antes de começar o programa estava até passando “Hairspray” no Oxigen, tsá?)

E é claro que o Kurt foi aquele foufo de sempre, com uma cara linda e uma postura que a gente sente vontade de abraçar como se não houvesse amanhã. Nesse momento, descobrimos que ele havia feito teste para entrar em Glee para o papel do Artie (eu pelo menos não sabia disso) e que acabou não se saindo muito bem no tal teste para o papel. Mas o Robert se apaixonou tanto por ele (sempre o Robert neam? O papai Smurf do programa, rs), que levou o assunto para o Ryan Murphy que ao conhecê-lo também se apaixonou e acabou criando o personagem ideal para o ator. Sério. #TEMCOMONAOAMAR? Kurt ainda encerrou a sua participação em TGP dando de presente a vitória do último homework para os três, o que naquela reta final não poderia ser diferente para não ser injusto. (mas o que foi o sapateado frenético do Blake durante essa performance, hein?)

Depois disso tivemos uma série de despedidas. Primeiro com o Zach, sempre um foufo que transpira corações cintilantes com glíter, pedindo um último abraço do grupo, mas não sem antes dar um daqueles seus xoxos que a gente tanto AMA desde sempre. E o que eu mais gosto no Zach (passei a gostar bem mais nessa temporada) é a forma verdadeira que ele tem de se expressar. Tudo bem que as vezes não precisa de muito para deixar o coreógrafo com os olhos cheios de lágrimas nas apresentações finais, mas ele representa um pouco de cada um de nós que AMAMOS o programa e é o único que se expressa da mesma fora que a gente se expressaria. Achei bem bacana que nessa final eles deixaram os microfones mais abertos em momentos aleatórios, onde em um deles, após as apresentações dos finalistas e apenas entre a equipe que faz a série, a gente pode ouvir o Zach dando a sua opinião sincera sobre cada um deles, se sentindo culpado em favorecer apenas esse ou aquele e dizendo um “Eu odeio isso” bem baixinho e de uma forma que me parecia ser bem honesta. Sem contar como ele se manisfestava ao final da apresentação de cada um deles nesse episódio, sempre com um gritinho daqueles que só ele consegue dar (Michael também já estava alcançando o tom, rs) e um autoabraço. #TEMCOMONAOAMAR

Com a coreografia já ensaiada, era hora de enfrentar pela última vez o calabouço da bruxa má dessa edição, Nikki, a miss Harmonia (rs), que roubou inclusive o papel da Lily de grande vilã da temporada (sorry Lily, mas vc perdeu até nisso…), ela que escolheu muito bem suas vítimas durante essa Season 2 sendo bem impiedosa e acabou as perseguindo até o final (Mario + Abraham + Michael foram os mais evidentes para mim). E até quando ela se sentia culpada, era possível enxergar logo em seguida todo a sua megabitchness, que durante essa temporada esteve presente em níveis altíssimos. Claro que com uma pessoa não tão legal como os outros dois, a despedida aconteceria de forma mais morna e bem da sem graça, praticamente tão sem emoção quanto o assistente que fica ao seu lado no estúdio. Tenha uma boa hora Nikki, mas ainda sonhamos com a sua própria eliminação em TGP

A terceira etapa dessa despedida ficou por conta do diretor Erik White, que dessa vez trouxe a proposta de uma baile de formatura para encerrar essa temporada de TGP. E não disse que a Ali estava com cara de rainha do baile na preview do ep anterior? E esse foi o segundo CONFIRMOU da noite. PÁ! (não costumo ver o vídeo que sempre sai na semana que antecede o episódio, então pra mim foi tudo surpresa) Todo estavam lindos, especialmente as meninas. Ali estava maravileeeandra, pronta para ser coroada como a rainha do baile, assim como Aylinda, que estava que era pura magia no vídeo. Uma despedida que novamente contou com os demais participantes além de um elemento surpresa que chegou para o final da festa: Damian! (♥)

SIM! O vencedor da temporada anterior (um deles vai, sorry Samuel e Unique… – para aquela outra eu não vou pedir não, rs) finalmente também apareceu para apoiar os candidatos naquele momento de tensão que ele como ninguém conhecia muito bem e também estava o mesmo foufo irlandês de sempre. E aquele sotaque? Höy! Foufo, mas sem um grande destaque, sejamos sinceros também, vai?

Confesso para vcs que nesse reencontro de todos eles no episódio final, estava bem ansioso para o retorno de Charlê, de quem nos despedimos precocemente no programa e ficamos morrendo de saudades. Mas além da sua visível tensão e ansiedade nesse episódio final, ele acabou ficando meio que apagadinho, sem aquele destaque que a gente estava esperando que acontecesse. Agora, quem praticamente roubou a cena foi o Michael (♥), que esteve impagável nesse final, super participativo em diversos momentos, inclusive no vídeo (aliás, ele foi ótimo no vídeo, hein?) e além disso com caras e bocas deliciosas enquanto torcida para os três finalistas. Não sei se é a minha predileção falando mais alto nesse momento, mas eu só enxergava o Michael no meio de todos eles, gritando “We love you” para a Ali ao final da sua performance, dando uma força no olhar caprichado de bromance para a apresentação do Blake e vibrando com o groove da música da Aylin. Michael estava UNFIRAH e aposto que alguém deve ter se arrependido de tê-lo desperdiçado… (sim, estou falando com vc, uncle Ryan. E suck it, Nikki!)

Bom, aí tivemos o momento do tudo ou nada, da última performance individual de cada um deles, dessa vez diante de todos os ex participantes, mais boa parte dos convidados dessa temporada (inclusive o Damian), além do mesmo roteirista da outra vez e os jurados de sempre.

Vou ter que ser sincero em reconhecer que todos eles foram bons, mas apenas um conseguiu entregar uma performance excelente, que realmente foi a melhor da noite se comparada as outras duas. Feito que ficou por conta da Ali ao som de “Popular” de outro musical que nós e eles também AMAM, que é “Wicked”. Sério, Ali estava no seu melhor momento, fazendo uma performance bem digna de Broadway, que talvez tenha sido o elemento que a fez saltar nos nossos olhos naquela noite. E foi lindo vê-la dominando o palco com a sua cadeira e ao final agradecendo o Ryan Murphy pela oportunidade, que para ela foi um grande desafio ter que se adaptar em vários sentidos para ter permanecido na competição até o final. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

O segundo a se apresentar foi Blake e eu poderia repetir tudo o que eu já disse a seu respeito sobre qualquer uma de suas apresentações, inclusive essa. Corretinha, bem cantada (na verdade, achei a voz dele linda nessa música), bem representada (a letra de “I’ll Be”  de Edwin McCain super ajudou também), mas novamente foi só o que eu consegui enxergar. Isso, até que em seu discurso após a sua performance, Blake tirou da manga a sua cartada final em forma de um poema, onde em palavras simples porém cheias de emoção e com um certo humor delicioso, ele acabou mostrando para todos que ali estavam presentes naquela noite, o que é que ele tinha a mais e que muita gente poderia não ter visto (apontando o dedo para a minha própria cara e dizendo #INYOURFACE). Um texto lindo, preciso, quase inocente, mas que finalmente acabou nos mostrando quem o Blake era de verdade e que estava escondido atrás daquela aparência de boy magia, que era o que mais chamava a atenção nele desde o começo e a gente até achava que era tudo o que ele tinha para entregar. E é claro que como bom fã passional da série e do programa, eu acabei me rendendo as lágrimas, junto com alguns deles que estavam lá naquela hora, porque foi realmente um momento lindo, sem a menor dúvida.

Eu sei, eu sei que fiz um discurso recentemente dizendo o porque de dentre os três, Blake era o único que não deveria vencer essa temporada. Disse tudo isso mostrando o meu ponto de vista e ressaltando exatamente o que até o próprio Ryan Murphy ainda estava carente de ver do Blake e que ele mesmo chegou a pedir que o candidato mostrasse nessa final (uncle Ryan fez até uma piadinha antes do momento do poema, perguntando se o que ele tinha para mostrar que ainda não havia mostrado era o truque que o garoto fez com o microfone no começo da sua apresentação, rs) , que era um algo mais que realmente me convencesse que ele era de fato uma estrela. E foi nesse exato momento que o Blake me convenceu de que ele poderia sim ser o vencedor dessa edição de The Glee Project, mesmo sendo a escolha mais óbvia e o cara que parecia perfeito demais, porque ele tinha sim aquele algo mais que eu não consegui enxergar muito bem nos demais dez episódios mas que agora já estava mais do que claro, mesmo sendo ele um garoto normal, sem ser o personagem mais interessante de todos os remanescentes.

Na hora em que ele tirou o tal poema do bolso, eu fui logo pensando “perdeu” (fiz a mesma cara que o Michael nessa hora), claro e vai se juntar ao time dos que não precisavam ter saído desse jeito, junto com a Shanna e o Abraham. Mas pelo contrário, não sei se foi a Nikki que soprou que ele deveria fazer alguma coisa na hora do tudo ou nada e contratou um roteirista qualquer daqueles como freela para escrever o discurso (sim, sempre desconfio dessas coisas que surgem do nada) , ou se ele acabou recebendo uma luz divina naquele momento, mas fato é que Blake acabou falando a coisa certa na hora certa e com aquele seu poema ele deu três tapas na minha cara, com força e sem dó. PÁ! (embora eu ainda defenda o que disse, aceito os tapas Blake…)

Até que chegamos a Aylin, a minha grande favorita da noite e de todo o programa. Aylin já tinha uma grande vantagem na sua escolha de “Rolling In The Deep” da Adele, que é uma música conhecidíssima e que já traz uma emoção meio que naturalmente para todo mundo. E ela a executou lindamente, com aquela voz que a gente já havia gostado desde o começo do programa, que não parecia muito com a das demais candidatas. Mas uma coisa que eu esperei para falar sobre a Aylin para não prejudicá-la (sim, eu sou tendencioso e tenho os meus preferidos, me julguem!), é que ela precisa aprender urgentemente a respirar direito enquanto canta. E Aylin estava mesmo cansada como a gente já havia observado durante suas últimas apresentações, além de concentradíssima para não errar a letra da música (que ela saiu comemorando em mais um daqueles momentos de microfone aberto que eu mencionei antes) e talvez tenha se perdido ao não entregar a emoção que a música pedia. E dessa vez ela acabou também apenas entregando uma apresentação tão corretinha quanto a do Blake, só que no seu caso, sem poema.

Com as três apresentações já realizadas, chegava a hora dos comentários. Era notável que uma grande maioria ali presente estava a favor da Ali, isso contando entre a maioria dos roteiristas e os próprios atores, que votaram em grande número a favor da candidata, para desespero do Charlie, que parecia não estar acreditando no que estava vendo acontecer diante dos seus olhos. Blake não parecia ser o mais querido pelo atores e nem pelos ex participantes da competição, mas entre aqueles que realmente mandam e escrevem tudo aquilo (jurados e roteiristas), ele também era o preferido, com uma torcida menor do que a da Ali, mas com bem mais peso. E por último tivemos a manifestação do team Aylinda, esse bem menor até, que disseram que ela era o grande personagem que estava faltando em Glee (o que a gente sempre achou também), além de ter um voz sensacional!

Nessa hora, talvez Aylin tenha sido prejudicada pela ansiedade do Charlie, que não se conteve e precisou se manifestar naquele momento a favor da sua amada (o melhor era a cara do Abraham ao fundo não acreditando no que o Charlê estava tendo coragem de fazer sem sequer ter sido solicitado). E ok, nós amamos gente espontânea, heroica, que não tem medo de dizer o que pensa e tudo mais, mas digamos que Charlie não soube escolher as palavras certas para aquele momento, ainda mais começando o seu discurso de defesa da Aylin dizendo “tudo bem, ela não é a melhor atriz entre eles”, rs. Não precisava ter evidenciado esse detalhe, neam Charlie?

Mas quando chegou a hora de dar a palavra final, ficou mais do que claro que tudo aquilo já estava meio que planejado para aquele momento desde o começo, com uma declaração que o próprio Robert (se eu não me engano) deu durante o episódio 2×00 (se não foi ele, foi o próprio uncle Ryan), onde observamos um pouco da seleção dos 14 participantes dessa edição. Até aqui o placar era mais ou menos o seguinte: Ali era a melhor atriz, Blake era o novo Finn e Aylin era a melhor personagem pronta dentre todos os 14 deles. E nesse momento ganhamos o terceiro “confirmou” da noite, com o anúncio de que o Blake era o vencedor da segunda edição de The Glee Project. CONFIRMOU. (sem exclamação, porque embora merecido, foi visivelmente um momento meio assim)

Um final um tanto quanto óbvio, ainda mais depois que nós já havíamos ouvido que eles estavam mesmo a procura do novo Finn (e o Zach fez um comentário totalmente desnecessário sobre o Blake ser o novo Finn, só que com talento, rs) e por isso o Blake que já havia começado essa temporada com postura ideal para o rei do baile de formatura, só passou para pegar a sua coroa no final e saiu lindamente com o seu arco de sete episódios para a Season 4 de Glee, que estreia em Setembro. Tudo bem que eu teria ficado muito mais magoado se nesse momento final ele não tivesse me desarmado completamente com o seu poema de pouco minutos antes da decisão, mas é preciso reconhecer que além de uma ótima pessoa (não me esqueço dele aconselhando a Ali no ep do “Eye Of The Tiger” por exemplo) Blake estava mesmo preparado para ser o que Glee precisava naquele momento, segundo o próprio Ryan Murphy no seu discurso final. (que era o tal plot que eu mencionei no começo da review)

Mas talvez tivesse sido bem mais honesto ter feito um casting para um tipo específico já que essa era a necessidade desde o começo, do que nos enrolar com tantos personagens interessantíssimos e acabar escolhendo aquele que desde o começo já tinha cara de rei do baile. Por outro lado, o mundo não é feito apenas de minorias e como eles utilizaram bem menos a palavra “underdog” durante essa temporada, já era de se esperar no que eles estavam de olho dessa vez.

Tirando tudo isso, o fato de apenas um deles ter sido escolhido também foi um fator que acabou deixando essa finale bem menos emocionada (assistindo pela segunda vez foi melhor…). Eu pelo menos fiquei esperando por esse elemento surpresa, nem que fosse a eliminação/demissão da Nikki, mesmo sabendo que grávida daria processo trabalhista, rs. E mesmo amargando a derrota de todos os meus preferidos durante toda essa temporada em The Glee Ptoject, confesso que no final, nem acabei ficando tão decepcionado assim com a escolha que embora óbvia, me pareceu merecida sim. Ok Blake, faça um bom trabalho garoto. E corte esse cabelo, pelo amor de Edward Scissorhands. (e morda menos o lábio para parecer menos canastrão, pq com essa magia, vc nem precisa disso. Höy!)

E é isso, conversamos pencas sobre o nosso reality preferido durante toda essa temporada (o que é sempre uma delícia, por isso obrigado por não me deixarem aqui falando sozinho – ♥) e agora pela última vez, já podemos dizer que foi isso o que vcs perderam nessa semana final de T-H-E-G-L-E-E-P-R-O-J-E-C-T!

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Escolhability: Quem deve ganhar a segunda temporada de The Glee Project?

Agosto 13, 2012

Porque Ali deve ganhar a Season 2 de The Glee Project?

Ali não nos conquistou logo de cara não e vamos ter que ser sinceros em dizer que a sua voz lá no começo não era das melhores, mas desde sempre ela foi se posicionando como uma das participantes com mais carisma dentro da competição. O que também sempre me chamou atenção nela foi toda a habilidade que Ali demonstrava ter enquanto cadeirante, algo que sempre foi notável e admirável na sua personagem desde que ela apareceu pela primeira vez no vídeo, sempre competindo no mesmo nível dos demais participantes, inclusive quando o assunto era coreô. Mas Ali tinha algo que ainda me incomodava, que era uma “felicidade” exagerada”, que a princípio me parecia meio que forçada demais…

E o tempo transformou Ali dentro dessa segunda edição de TGP e a medida em que ele foi passando, fomos vendo a transformação da garota em uma forte candidata ao prêmio. E foi quando eu comecei a entender que Ali era sim dona de toda aquela felicidade, que durante todos esses episódios até agora, ela conseguiu manter firme e forte e com um certa naturalidade, provando que aquele positivismo todo é mesmo dela. Talvez o start dessa “nova Ali” tenha começado durante aquela sua apresentação ao lado do Abraham, onde ela não só salvou o candidato daquele fiasco (acho até que ele deveria ter sido eliminado naquela ocasião, embora tenha ficado bastante feliz com o eliminado daquela vez também) como acabou roubando a cena, dando os primeiros indícios de que ela tinha sim um grande personagem para nos entregar dentro da série, mesmo com o seu plot não sendo mais nenhuma novidade.

Daí por diante, Ali se transformou para melhor. Começou a garantir cada vez mais o seu espaço vencendo as tarefas da semana e foi se destacando cada vez mais, onde até a sua voz que no começo não era das minhas preferidas (pelo contrário), acabou melhorando e muito, a ponto de começarmos a enxergar a cantora dentro dela, que pode não ser o mais importante para vencer a competição (e há quem ainda não tenha entendido isso. Beijo Shanna!), mas também tem o seu peso. Além disso, Ali foi transbordando carisma do meio para o final dessa temporada, ganhando o carinho de todos os jurados (e de nós todos também) e mostrando que além de tudo isso, ela ainda guardava um excelente talento para a comédia, que talvez seja o seu ponto forte enquanto atriz. Se bem que, adoro ela revoltada, nervosa & demônia em momentos como a sua parte em “You Oughta Know”.

Mas nada disso que eu já disse até aqui foi o que mais me chamou a atenção para a personagem de Ali a ponto de me fazer passar a torcer também por ela nessa reta final da competição. Diferente de outros personagens que disputaram um vaga para entrar em TGP e que conseguiram de fato o seu lugar entre os 14 escolhidos da vez, Ali foi a única que nós não vimos se “apoiar” na sua condição para tentar garantir a sua vaga até o final, que é o que eu considero como o seu maior mérito. Muito pelo contrário, dentro de todas as suas limitações, a participante acabou demonstrando uma vontade de não ser tratada diferente desde o começo, sem criar caso ou chamar demais a atenção para esse “detalhe” da sua vida, mesmo que isso nunca tenha sido muito evidenciado na edição, com um discurso qualquer de superação que no final das contas poderia até parecer meio que apelativo demais.

Nada disso. Ali mergulhou na piscina quando necessário, pediu para levar as slushies na cara como todo mundo e quase morreu congelada, dançou, pulou e o fato dela ser uma cadeirante acabou praticamente desaparecendo dentro da competição, se tornando apenas uma mero detalhe de tudo que ela representava. E por essa postura que ela veio se apresentando dentro da competição até aqui, exigindo competir de igual para igual e não fazendo questão de um tratamento diferencial por conta da sua condição e nunca usando isso como desculpa para quando ela acabou não se saindo tão bem assim (Beija Tyler, Abraham, Mario, Nellie e Lily), por esse motivo, hoje nos encontramos assim, dispostos a torcer por ela e até ficarmos felizes caso ela saia como a grande vencedora dessa edição de TGP. (apesar dela não ser a #1 no meu coração e todo mundo que acompanha o Guilt já estar mais careca do que a Naomi de saber disso).

 

Porque o Blake deve ganhar a Season 2 de The Glee Project?

Sinceramente? Eu não vejo porque. Sorry.

Me desculpe quem for da torcida do Blake, mas desde o começo da competição eu não consigo enxergar a grande estrela que muitas pessoas enxergam nele. Simplesmente não consigo.

Sim, eu vejo um garoto lindo, forte, grande & atlético (Höy), do tipo que as garotas vão se apaixonar e alguns garotos também. Até a Nikki se apaixonou (e o Darren também, rs). Sim eu vejo uma boa voz que canta direitinho e tudo mais, mas que se vc fechar os olhos poderia ser de qualquer outro cantorzinho desses que surgem por aí todo dia. Sim, eu vejo um ator que consegue entregar o que está sendo pedido sem precisar fazer muito sacrifício, mas nada demais também, nada que emocione ou que me faça torcer por ele. Mas o que eu mais vejo dentro de tudo isso é um candidato apenas OK dentro da sua própria zona de conforto, o que eu considero fácil demais e por isso não vejo ele como um merecedor da vaga em Glee. E entendam, acho ele um bom rapaz, do tipo foufo e tudo mais, mas isso eu também sou e talvez vcs também sejam (quem lê sempre o blog eu sei que é… quem estiver chegando agora ainda precisamos nos conhecer para eu poder dizer alguma coisa…) e nem por isso vamos todos ser os novos personagens de Glee. (se bem que eu poderia, hein? rs)

Blake tem tudo para ser uma estrela conforme eu disse acima, preenchendo tudo o que é preciso para isso, mas falta aquele algo mais que poderia diferenciá-lo de tantos outros garotos bonitões fortões e que sabem cantar e atuar e que existem em toda e qualquer esquina de Ohio e muito provavelmente do mundo todo. E esse algo mais eu não consigo enxergar nele, não tem jeito. Dentro da competição, até acho que ele merecia menos estar nessa final do que o Michael e o Charlie por exemplo, mas isso alguém poderia considerar tendencioso, desde que a minha torcida entre os meninos sempre foi declarada para esses dois. Mas tudo bem, deixando esse meu lado fã passional de lado, eu preciso dizer que o que tanto o Michael quanto o Charlie conseguiram fazer durante o tempo que cada um deles permaneceu dentro do programa em termos de surpresa, Blake ficou nos devendo até hoje. Me conte uma cena em que vc ficou emocionado com a atuação do boy magia (de alguns…) dessa edição, ou que tenha pelo menos te surpreendido?

Não existe. Blake foi corretinho do começo ao fim, mas é só isso.

Desde o começo ele foi o mesmo, sem nenhuma surpresa ou um grande momento. Pra mim, Blake é a versão masculina da Shanna por exemplo, que foi o fantasma dessa edição, com a diferença de que pelo menos ele tinha um certo nível de magia que não o fazia passar tão despercebido assim. Esteve ali, confortável na sua posição de galã, esperando ver quem iria sair por último para competir com ele na final e só. Até acho que ultimamente ele não foi tão bem assim e o seu nervosismo nas duas últimas apresentações diante do uncle Ryan talvez denunciem que ele não esta muito preparado para ser uma estrela. Não agora. Não em Glee. Mas desde o começo eles disseram que estavam a procura do novo Finn, o que para essa exata posição, Blake realmente parece perfeito.

Mas a pergunta que fica no ar é a seguinte: será que queremos mesmo ver o novo Finn sendo praticamente a mesma caricatura do Finn antigo? (NOT)

O bonitão da escola, esportista, que poderia ficar com qualquer garota do colégio, que namora a menina mais linda do pedaço e que um dia se vê apaixonado pela talentosa e menos popular da turma. Sério. Até quando?

Esse é um estereotipo que já foi muito usado na TV americana, com bons e péssimos exemplos do gênero, mas em uma série como Glee, já está mais do que claro que quem acaba fazendo mais sucesso dentro daquele coral são os underdogs e Blake não é um e nem nunca foi um deles (nem quando disse que foi um garoto magrelo no passado…) e talvez por isso não mereça ganhar essa edição de TGP, por representar uma maioria que sempre vimos aos montes na TV. Desculpa qualquer coisa Blake, mas preferimos o que não é tão óbvio assim.

 

Porque Aylin deve ganhar a Season 2 de The Glee Project?

Aylinda apareceu como mais uma daquelas meninas que nós conhecemos muito bem, do tipo que parece mais interessada nos meninos do que qualquer outra coisa. Mas isso de um jeito até que legal e super assumido desde sempre, o que a gente até aceita de coração aberto de vez em quando. Até já tivemos uma representante bem parecida na edição passada, que acabou indo para a casa bem mais cedo. Com a diferença de que Aylin tinha algumas camadas ainda para serem reveladas com o tempo. E em um curtíssimo espaço de tempo, digamos assim…

A participante tinha algo mais na sua personalidade que foi nos conquistando aos poucos, uma garota com um nível de carisma absurdamente absurdo. Primeiro pela sua voz, totalmente diferente das demais competidoras dessa edição e a que mais me agradou logo de cara. E segundo que qualquer pessoa que tenha coragem de falar para sabe-se lá quantos milhões de pessoas  no mundo e para o dono de tudo aquilo que vinha de uma família muçulmana, que não fazia a menor ideia do seu “sucesso” com os meninos e que a sua mãe não deixava nem ela usar absorvente interno com medo de qualquer coisa (rs), já merece todo o nosso respeito, não? Se naquele momento o próprio uncle Ryan reconheceu que ela o ganhou por essa declaração tão sem vergonha, para todos nós também não foi diferente. E isso lá no começo de tudo, hein?

Depois disso, a nossa história de amor só foi crescendo pela alma livre que  Aylin demonstrava ter a cada novo episódio e que ia totalmente contra ao estereotipo de uma garota muçulmana que todos nós já temos construído “preconceituosamente” na nossa imaginação. E isso não só por ela ser atirada, decidida, por se jogar para cima do boy magia que ela escolheu dentro da competição (Charlie) e sim pela forma como ela sempre tratou tudo aquilo, sempre com uma naturalidade muito rara de ser vista em participantes de  qualquer reality, que tendem a ser sempre tão apelativos e pouco honestos ou até mesmo sinceros.

Seu momento decisivo durante essa Season 2 foi quando ela teve que enfrentar o seu Charlie nos três piores da semana ainda no meio da competição. Drama. Naquele momento, percebi que Aylin fez a decisão certa, optando pelo seu grande sonho e fazendo o Zach até se levantar para aplaudi-la de pé durante a sua melhor apresentação dessa temporada, que eu não me canso de ouvir em looping até hoje e antes não ligava a mínima para a música da Riwanna. Sério. Após essa apresentação, que começou com as risadas dos jurados em coro ao ver aquela menina entrar toda saltitante no seu vestido vermelho curtíssimo e cheio de babados, com uma doçura absurda no olhar e que acabou com lágrimas nos olhos de todos eles (fora o orgulho que transbordava naquele momento) com o potencial daquela voz, que naquela hora perceberam a força que Aylin tinha dentro da competição. Nesse mesmo episódio, ela acabou recebendo o feedback mais sincero do Ryan Murphy durante essa temporada, que a fez despertar para a sua grande chance de sair como a vencedora dessa edição.

E sinceramente? Gosto de tudo na Aylin. TU-DO. Deixando um pouco de lado a sua personalidade, que é difícil de não se apaixonar ou ignorar, ela consegue reunir tudo o que a gente espera de um personagem em Glee: tem uma voz linda, atua bem, parece ser uma ótima pessoa fora do personagem, o que é sempre muito importante e é o que nos faz ter vontade de torcer por um participante, daquele tipo que a gente sente vontade de ser amiga e tudo mais e somado a tudo isso, é dela o melhor personagem pronto dessa temporada, sem a menor dúvida.

A força desse personagem que ainda não vimos em Glee (ou em qualquer outro lugar) talvez tenha ficado mais do que evidente na imagem daquela garota que parece ter lutado tanto pela sua liberdade, se vendo completamente presa dentro de um estereotipo que deve trazer uma série de memórias fortes e importantes para ela (e tantas outras meninas dentro dessa mesma situação), isso no penúltimo episódio dessa temporada. Agora, deixando de lado também o meu lado de grande fã declarado da Aylin durante toda essa temporada, preciso dizer que de uma perspectiva de alguém que gosta muito de séries de TV e que AMA Glee desde sempre (mesmo quando não é tão boa assim), nada foi mais impactante do que essa imagem do conflito da participante com parte de suas raízes que ela como boa representante de uma garota moderna e dona do seu próprio nariz, se recusa sabiamente a aceitar. NADA!

Talvez esse momento só empate com o discurso dela mesmo sobre estar pronta para aceitar esse fardo de ser a primeira representante de uma nova geração de garotas que assim como ela, tem que enfrentar uma dura batalha apenas pela chance de ser livre ou poder demonstrar quem elas são de verdade e quais são suas verdadeiras vontades. Um discurso que não foi nada pedante, nada apelativo e que mesmo assim me faz escrever esse parágrafo com lágrimas nos olhos, só de lembrar desse momento.

De todos os 14 participantes dessa segunda temporada de The Glee Project, Aylin é sim quem tem o personagem pronto mais interessante de todos eles e seria verdadeiramente uma delícia ver na TV mais um estereotipo ser quebrado, como Glee vem conseguindo fazer tão bem ao longo de suas três temporadas até agora e de uma forma sempre tão bacana, como poucas vezes vimos na TV.

Mas não só por isso ela merece ser a grande vencedora da Season 2 de TGP e sim porque além de ser uma personagem inédita e interessantíssima, ela sempre se mostrou com uma pessoa adorável, do tipo que te faz torcer por ela sem precisar de muito esforço, sem contar que levando tudo isso em consideração, Aylin é a participante mais completa em todos os sentidos para vencer essa edicção de The Glee Project e por isso a nossa torcida vai com mais força para ela na próxima terça-feira, que é o dia da grande final e que a gente espera ouvir o seu nome sendo escolhindo pelo uncle Ryan na hora da decisão final. (♥²)

E agora só nos resta torcer, tentar fugir dos spoilers (por favor hein?) e voltar aqui para escrever sobre a season finale, que a gente espera que tenha um final bem feliz (Aylin) ou pelo menos feliz (Ali) neam e que não seja nada injusto (Blake).

 

ps: querido Ryan Murphy, já que vc manda nisso tudo e mesmo tendo declarado desde o começo que dessa vez apenas um deles iria ganhar, seria lindo ver uma final totalmente feminina, com Aylin e Ali saindo como as grandes vencedoras dessa edição hein? Pense nisso… (e quem sabe reconsiderar o Charlie? Too far? OK, considere apenas a dupla vitória feminina então que todos nós já vamos ficar mais do que felizes! (só não escolha o Blake, pleeease! Desculpa qualquer coisa de novo, Blake. Juro que não é nada pessoal)

ps2: sim, as imagens estão meio assim porque é tudo GIF e eu não sei se esse é um problema meu aqui, mas o WordPress aqui no Guilt não abre a imagem em movimento, a não ser que ela  é clicada. Humpf!

 

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