Posts Tagged ‘BBC3’

Us & Them Season 1, o trailer

Maio 15, 2013

Nova aposta de comedia da FOX, que na verdade é um remake americanizado da inglesa Gavin & Stacey da BBC3, que apesar desse detalhe (e da nossa experiência que sempre nos alerta que remakes tendem a não ser muito bons, exceto por The Office) parece ser bem boa (e o trailer é animador mesmo. Eu pelo menos já fiquei com vontade de assistir tipo, NOW!), além do fato de nos trazer de volta a Rory Gilmore, também conhecida como Alexis Bledel.

Animados?

Agora, só eu acho muito estranho a Rory estar pegando o ex da mãe dela, Lorelai, atualmente Sarah em Parenthood? (apesar de ter AMADO o casal e não conseguir pensar em uma recomendação melhor da Lorelai – se tivesse  conhecido o moço na biblioteca ou na fila do banco e não tivesse frequentado aquelas partes – para a própria filha antiga. PS: eu mandaria dinheiro para uma vaquinha de um filme de Gilmore Girls, fácil fácil!)

 

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Os zombies em fase de readaptação de In The Flesh

Maio 3, 2013

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In The Flesh é aquela série que causa uma estranheza complicada como primeira impressão, afinal, encontrar com zombies tentando se reintegrar a sociedade não parece nada natural, pelo menos não a princípio. Vampiros, lobisomens, alienígenas, mutantes, super heróis com poderes exóticos e roupa intima por cima do spandex tudo bem, mas zombies? Não, não parece de Deus. (como somos hipócritas, não?)

Tirando toda a estranheza da novidade no piloto, que gasta boa parte do seu tempo tratando exatamente dessa nova proposta de zombie, In The Flesh conseguiu se tornar algo que foi muito além da temática do momento, apesar de contar apenas com o mísero número de três episódios para a sua Season 1. Mesmo assim, passando do piloto até o preview da temporada que veio logo a seguir, já dava para perceber que a série tinha tudo para se tornar bem mais interessante, uma vez que toda essa estranheza fosse colocada um pouco mais de lado para dar mais espaço aos dramas comuns do cotidiano de todo mundo, nesse caso aplicados a uma espécie de “segunda vida” ou “segunda chance”. De qualquer forma, agradecemos pela chance de ter visto um dos Skins como zombie. (sim, aquele era  o “Rich”)

Aceitação, preconceito, intolerância, tudo isso eles conseguiram discutir de forma bem bacana durante essa primeira temporada, amparados a essa nova temática que apesar de soar bem estranha a princípio, com o tempo vai se tornando algo mais normal e até mesmo aceitável a medida que vamos nos informando sobre o assunto, além de ser bem interessante e uma novidade. Diferente de outras séries do gênero, aqui não temos o massacre dos sobreviventes vs zombies devorando uns aos outros e ficamos mais com a carga dramática da situação inusitada de mortos vivos maquiados tentando viver como pessoas comuns. Apesar de algumas situações de confronto bem extremas entre os dois lados da história, a série optou por não dar muito esse foco para os seus personagens, onde foram poucas as cenas mais sanguinárias que tivemos durante essa primeira temporada.

Apesar de poucas, elas não deixaram de aparecer e também foram aterrorizantes, como os pesadelos do Kieren (Luke Newberry) lembrando da vítima que ela acabou instintivamente fazendo dentro do supermercado logo após a sua “transformação” e mais tarde, com tudo ficando ainda mais sombrio com a cena dele acordando debaixo da terra (que apareceu por meio de um ataque de pânico do personagem ao se ver preso em um lugar apertado novamente) e surgindo em meio a outros corpos que foram despertados no momento da ascensão. Um momento que inclusive eu gostaria de ter visto mais na série e acho que seria bem bacana se ele tivesse sido mostrado, já que o foco de In The Flesh no presente está mais no conflito das relações interpessoais do que o combate em si e toda a questão da sobrevivência de outros cenários mais “apocalípticos”  do mesmo tema, se é que assim podemos dizer.

E a história ficou bem mais interessante quando descobrimos que Kieren na verdade se suicidou por conta de um amigo morto na guerra, que descobrimos mais tarde que não foi morto (quer dizer, foi, mas também havia sido reintegrado à sociedade da mesma forma que ele) e estava prestes a voltar para a pequena vila de Lancashire. Detalhe que o tal soldado da guerra era ninguém menos do que Rick (David Walmsley), o filho do mais intolerante e chefe da oposição que era absolutamente contra a ideia de conviver em meio a essa nova realidade. Mas fora isso, um outro detalhe ainda não havia nos sido revelado sobre essa questão toda até então, que se você prestou bem atenção no quarto do personagem principal durante o episódio piloto (tisc tisc… nos quadros… tisc tisc), talvez tenha percebido alguma coisa e ou “inclinação”, rs.

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Engraçado é que Rick ganha um outro tipo de recepção em meio àquela comunidade e tudo isso graças a fama do seu pai, que faz questão de tratá-lo como um herói de guerra, exigindo que todos façam o mesmo, ignorando completamente o fato de que apesar da cara cheia de pontos grotescos (apesar dele ser lindo. Höy!) super visíveis, Rick também é um morto vivo, assim como os demais que ele e seu grupo (que percebem que ele é um zombie, mas não tocam no assunto) não aceitam por perto da vizinhança (lembra da mulher que eles mataram sem a menor piedade durante o primeiro episódio?). Apesar do pai intolerante, Rick tem um outro perfil e mesmo tentando contornar a situação, forçando que o Kieren seja tratado da mesma forma quando ao seu lado, o mesmo acaba fazendo de tudo para tentar agradar o pai, se forçando a fazer coisas que talvez ele não fizesse se pensasse apenas por ele mesmo, o que demonstra um certo nível de covardia em relação a todo momento ele estar evitando o confronto com o pai, algo que não combina em nada com o perfil de herói da história. (se bem que nós sabemos que muitos dos chamados “heróis de guerra” não passam de covardes. Fato)

Com a sua chegada, de uma hora para a outra o clima muda na cidade, que passa a ter uma maior tolerância em relação aos zombies readaptados, provavelmente por terem ganhado a chance de enxergar o problema mais de perto (além de ser uma exigência do governo) e perceber que talvez o problema não fosse tão grande assim e na verdade tratava-se apenas do medo do desconhecido falando mais alto do que qualquer outra coisa. Algo que permitiu que o Kieren saísse de casa para circular pelas ruas com certa frequência (escondido a princípio), mesmo com todo o make e lentes que ele precisava usar diariamente para ser visto com outros olhos, quase como se para ser aceito ele não pudesse ser quem ele realmente era. Algo bem triste, até mesmo dentro desse cenário.

Além do seu trauma passado de suicida e a chegada do antigo amigo que foi o motivo do seu atentado contra a própria vida, a história de Kieren também ganhou um plus com a chegada da sua amiga também morta viva, Amy Dyer (Emily Bevan) que estava muito mais acostumada com tudo aquilo do que ele. Do encontro dos dois no cemitério, aos passeios pelo parque ou jantares em família, acabou surgindo essa relação de amizade e a dupla acabou funcionando muito bem dessa forma, embora a sua família tivesse alguma esperança de que Amy representasse algo mais para ele.

Amy que funcionou muito bem como alívio cômico da série, trazendo um pouco mais de humor para o lado sombrio da força zombie, com seu jeito mais desbocado e a coragem de enfrentar a sociedade de cara limpa, mostrando exatamente aquilo que ela era. Até se dar bem a personagem conseguiu (EW! Mas de novo… wait, ver o Eric pegar geral em True Blood tudo bem, neam? Tudo bem que ele é um morto magia, mas é um morto – conservado de outra forma, rs) e além do lado cômico, sua personagem também teve bons momentos dramáticos, como a conversa entre ela e o Kieren sobre como ambos morreram ou quando Amy foi pega por um dos membros do grupo intolerante dentro da sua própria casa de forma cruel e totalmente meio assim, o que acabou despertando a vontade da personagem de tentar a sorte em uma cidade grande e mais preparada para a diversidade.

Mas o grande destaque da série foi mesmo a relação Kieren e Rick, que ainda que ambos não tenham assumido (e nem precisava) durante esses três episódios da Season 1, ficou mais do que evidente que algo mais existia entre eles do que apenas uma grande amizade. Da discussão sobre a separação de ambos, Kieren por conta da faculdade e o Rick por conta do exército (com o detalhe de uma falha de comunicação muito provavelmente provocada pela família ao perceber qualquer coisa), até a revelação do esconderijo dos dois mais próximo do final da temporada (que inclusive foi onde o próprio Kieren foi achado morto por seu pai), começamos a entender um pouco mais sobre a proximidade da relação daqueles dois e toda a carga dramática que isso havia acarretado para ambos, que já eram vítimas do preconceito mesmo antes de se encontrarem daquela forma, o que tornava tudo ainda pior. E a abordagem para esse plot foi bem bacana, sem que nada precisasse ser dito de forma óbvia, onde o sentimento que percebemos que existia entre os dois acabou funcionando muito mais do que qualquer explicação detalhada sobre o que realmente se tratava toda aquela história.

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Dessa relação, pré e pós morte, acabamos encontrando a resolução final da temporada, com todas as pontas soltas dessa curta história se encontrando e deixando tudo muito bem amarrado, apesar do curto espaço de tempo, onde descobrimos o trauma da irmã (chatinha…), que havia encontrado o Kieren já transformado dentro do mercado, onde a vítima que o atormentava em seus pesadelos era ninguém menos do que sua melhor amiga, passamos também pelo trauma de seus pais em relação ao suicídio do filho, com a mãe se colocando a disposição para entender qualquer coisa que ele quisesse compartilhar com ela para evitar que a sua história se repetisse (um momento lindo também), até o merecido acerto de contas do vizinho que teve a mulher morta em frente a porta de casa de forma cruel pelas mãos do grupo intolerante da história.

Na verdade, In The Flesh usou muito bem a temática zombie para abordar a intolerância com o diferente e ou desconhecido, como se as pessoas preferissem (ou fossem convencidas a) maquiar quem elas realmente eram para que fossem aceitas de forma melhor pela sociedade. Algo do tipo “Não mostre a sua cara, mostre o que eles querem ver”. Nesse caso, toda a estranheza de zombies se adaptando a viver como pessoas comuns, recuperando suas memórias e tudo mais, acabou funcionando como uma alusão a um mergulho dentro de si mesmo, a sua verdade e aquilo que você gostaria de ser, mesmo que para isso não fosse necessário uma segunda chance, como nesse cenário. Algo que eles conseguiram realizar muito bem, tanto em termos de história, quanto pela abordagem mais delicada e sensível em relação ao tema, que embora pareça bem absurdo, tirando o fato de encontrarmos na série mortos vivos circulando como pessoas comuns, inclusive fingindo comer como qualquer um (sério, AMO esse plot!), todo o resto seria algo bem possível de acontecer na vida de todo mundo. (e quem não conhece alguém que mais parece um zombie do que qualquer outra coisa? E não estamos falando da aparência, hein?)

Como resolução para o plot principal da temporada, tivemos o pai do Rick exigindo que ele tirasse de uma vez por todas a vida do Kieren, algo que ele não conseguiu recusar a princípio pela falta de coragem de enfrentar o pai autoritário (e até tentou avisar o amigo), mas que nos final das contas nos levou àquela cena linda com ele aparecendo sem maquiagem pela primeira vez diante do pai, que apegado a alguns motivos religiosos e entendendo que o filho não iria mudar por ele (mudar quem ele já era mesmo antes de morto), não conseguiu entender e acabou o matando de forma cruel, roubando a chance que todos os envolvidos ainda tinham de se acertar de alguma forma. Ainda bem que o seu troco não demorou muito para chegar.

Funcionando como uma espécie de “Romeo + Romeo” dos tempos modernos dos zombies (uma novidade surpreendente eu diria) e nos entregando um final nada feliz, In The Flesh conseguiu fazer uma boa primeira temporada em todos os sentidos, funcionando muito bem inclusive como uma obra fechada, caso não aconteça uma renovação (embora mereça ser renovada), uma vez que além da vontade de ver essa história seguindo adiante, pouca coisa foi deixada no ar sobre o que ainda esperar da série.

De qualquer forma, a série é uma boa pedida tanto pela novidade da abordagem do tema,  quanto pelas boas surpresas no caminho e também por ser inglesa, curtinha, fácil de acrescentar na watchlist. E vai que o apocalipse zombie realmente acaba acontecendo algum dia e a realidade seja algo mais próxima de In The Flesh do que de The Walking Dead, huh? Precisamos estar preparados para tudo crianças. Para TU-DO!

 

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In The Flesh – o extreme makeover zombie edition da TV

Março 27, 2013

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In The Flesh é mais uma daquelas séries que já nasceu com cara de que seria algo que tinha tudo para ser totalmente meio assim e dessa vez com sotaque inglês indeed. Tudo bem que os zombies nunca estiveram tão na moda como atualmente, mas uma série que traria como proposta principal a reinclusão social dos mortos vivos, inclusive substituindo o termo zombie por algo mais politicamente correto como “Síndrome de Falecimento Parcial”, não parecia ser cenário ideal para se imaginar uma história do tipo as que estamos acostumados a acompanhar dentro do gênero, só que de outra forma. Mas acreditem, apesar de ter cara de piada, a série até que parece ser bem boa.

Se na maioria de filmes e séries sobre o gênero, o plot central é e sempre foi a carnificina em busca dos cérebros de zombie em nome da sobrevivência daqueles que ainda não fizeram a passagem, em In The Flesh da BBC3 a história parecer ser bem diferente, embora também exista uma vertente bem violenta dentro da mesma, que até chegamos a acompanhar em seu primeiro episódio. (mas de uma outra forma e por incrível que pareça, muito mais cruel devido a sua temática)

Pode parecer estranho a princípio, mas o plot central da série é exatamente esse, a integração dos mortos vivos à sociedade, eles que receberam a chance de se tratar após a ascensão (que é como eles chamam o “apocalipse zombie” na série e nós ainda não sabemos muito bem como tudo começou), isso através de uma droga descoberta pelo governo, que não chega a funcionar para todo mundo, mas que dá a chance de pelo menos alguns deles que conseguiram reagir ao tratamento, tentar viver uma vida “normal” mesmo após a morte. (normal na medida do possível, porque eles ainda não se alimentam e também não podem fazer tudo o que uma pessoa realmente normal pode, pelo menos aparentemente…)

E para isso eles não medem esforços e além da tal droga capaz de controlá-los, trazendo de volta as memórias antigas de quem eles já foram um dia (e na série são mostrados também os pesadelos do personagem principal, esses já depois da transformação e medonhos, seguindo a linha que já conhecemos do gênero), os zombies nesse caso também são submetidos a um makeover completo, com direito a muita maquiagem para tentar disfarçar a pele pálida e totalmente sem vida (além das imperfeições, que por incrível que pareça não são muitas por aqui, um ponto um tanto quanto negativo para a série) e lentes de contato, para tentar esconder a morte por trás do olhar de cada um deles.

Nessa hora, uma série de dúvidas chegam a passar por nossas cabeças em relação a tudo que nós já sabemos e ou conhecemos sobre o gênero, como se a carne deles é podre ou não, ou o porque de que na série, todos os zombies que nós já vimos até agora, estão todos em um estado de decomposição super suave, bem diferentes daqueles que encontramos a todo instante em The Walking Dead.

O piloto é pouco interessante em seu começo, talvez porque eles optaram por começar já mostrando os zombies em tratamento, com o personagem principal, Kieeren Walker (Walker… só eu achei que foi proposital?), prestes a receber alta e voltar para casa ao lado da sua família, que ainda não sabe muito bem como lidar com a volta do filho morto vivo e ainda tem a irmã militante mala, que já chegou irritando bastante e naquela cena da visita do casal à casa da família, eu se fosse mãe daquela garota, teria batido a porta na sua cara antes mesmo que ela tivesse qualquer chance de terminar a sua line (chatinha…). E começando a série já dentro desse cenário repleto de zombies em recuperação causa certa estranheza, provavelmente porque ainda não estamos acostumados com esse novo clã de zombies in treatment, que eu confesso que a princípio, com todas aquelas conversas e piadinhas dentro da clínica, parece tudo bem ridículo sim e ou bem absurdo, confirmando o que sentimos ao ler a sinopse da série.

In The Flesh tem também um pouco de True Blood na questão da adaptação do “real e o sobrenatural” (zZZZ), principalmente por conta da reação de algumas pessoas que não conseguem lidar muito bem com a possibilidade de receber de volta aqueles que já se foram e juntos, eles formam uma espécie de exército intolerante e absolutamente contra essa possibilidade, envolvendo inclusive algumas questões políticas e religiosas, o que não chega a ser novidade para ninguém.

Apesar de bem arrastado e beirando o ridículo por conta desse estranhamento todo de encontramos mortos vivos agindo naturalmente como se estivessem apenas prontos um tanto quanto cedo demais para o Halloween, a segunda parte do piloto passa a ficar bem mais interessante, quando descobrimos como foi que o personagem principal morreu, onde a história começa a ganhar uma maior profundidade e uma notícia que chega de última hora acaba fazendo com que você tenha vontade de dar mais uma chance para a série e muito disso por conta das cenas ainda inéditas que nos foram mostradas ao final do episódio, que foram todas bem boas e animadoras.

Por esse motivo, acho que vale a pena tentar dar uma chance para In The Flesh, que tem uma nova proposta para um cenário já conhecido de todos nós e que apesar de parecer bem ridícula a princípio, além de nos despertar uma série de questionamentos (como se a gente já não tivesse o suficiente para esse mesmo cenário que já conhecemos tão bem), ela acaba também despertando a nossa curiosidade em relação ao desconhecido, que nesse caso até parece e pode se tornar uma história bem interessante daqui para frente, além de ser bem original, o que já é um ponto super a seu favor. Acho que vale assistir pelo menos os três primeiros episódios, para ter uma ideia melhor sobre o que podemos de fato esperar da série.

Veremos…

ps: agora, o logo e o material promocional da série são muito ruins, mas muito mesmo! Precisando de um designer, estamos aí!

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Him & Her Season 3, o trailer

Outubro 31, 2012

O casal mais sujinho do mundo indeed (Season 1, Season 2) está de volta para a sua Season 3, dessa vez um pouco mais limpos do que o normal e porque não dizer até organizados?

Será que vai ter pedido de casamento mesmo?

Russell Tovey = Höy + (♥)

 

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Cuckoo indeed

Outubro 25, 2012

Continuando a nossa maratona dessa semana dentro das estreias na TV da terra da rainha, encontramos mais uma comédia, dessa vez estrelada por um rosto conhecido de todos nós, um dos ex boys magia do SNL, o ator Andy Samberg e a sua Cuckoo.

Cuckoo é uma série da BBC3 que tem como plot central a história de uma família inglesa que em um belo dia, tem a sua rotina virada de pernas para o ar com a chegada de um novo membro, o marido da filha que havia passado um ano fora tentando se descobrir e que para a surpresa de seus pais, acabou voltando para casa casada com uma figura um tanto quanto exótica como Cuckoo (Andy Samberg).

Ele por sua vez é um daqueles personagens totalmente sem limites (do tipo que nós já vimos antes), que se adapta facilmente a qualquer situação invadindo completamente o espaço alheio e sem perceber muito isso, de forma até que inocente. Folgado, espaçoso e ainda sem trabalho, Cuckoo chega como um pesadelo para aquela casa, principalmente para o pai da garota Ken (Greg Davies), que é quem encontra a maior dificuldade em aceitar o novo membro da família.

O piloto funciona como uma boa introdução para esse cenário, onde descobrimos rapidamente onde eles se conheceram, quem são aquelas pessoas e até temos uma tentativa de suborno do pai da garota para tentar se livrar do seu “novo filho”, o que é claro que não acaba dando muito certo e ainda acaba lhe rendendo um certo prejuízo, além de uma oportunidade de emprego para o próprio Cuckoo, que parece mesmo que veio para ficar.

Nesse caso, as piadas deixam a desejar no piloto e tudo parece meio requentado de histórias e situações que nós já vimos anteriormente no cinema ou na TV. A situação melhora no segundo episódio (a primeira temporada terá 6 eps), onde a série passa a ganhar mais corpo e as situações passam a ficar mais engraçadas, apesar de pouco originais.

E apesar disso, Cuckoo ainda pouco tem do típico humor inglês que nós gostamos tanto e parece mais um hibrido com o modelo americano de se fazer comédia. Além desse detalhe, a série apesar de contar com outros personagens (mãe, irmão, vizinhos e amigos), parece girar em função da dinâmica entre Cuckoo e o sogro Ken, o que com o tempo pode acabar cansando a audiência.

Mesmo assim, acho que vale a pena acompanhar pelo menos a primeira temporada para ver no que vai dar (só porque eu gosto do Andy), ainda mais sendo curtinha desse jeito, do tipo que a gente assiste sem fazer muito esforço. Ou seja, a série pode até não ser nenhuma novidade tão animadora assim, mas é o que temos para hoje.

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A nova má educação indeed

Outubro 23, 2012

Comédia inglesa da BBC3  com o melhor do humor da terra da Rainha, que obviamente eles melhor do que ninguém, sabem muito bem como fazer na medida certa.

Confesso que eu gosto muito desse tipo de humor inglês, que quando é ácido é ácido mesmo, sem meio termo e é exatamente isso que encontramos em Bad Education.

Seu cenário é uma escola, um high school qualquer repleto das mais diferentes figuras, mas o foco da série não são exatamente os seus alunos e sim o pior professor de todos os tempos, Alfie. Irresponsável, muitas vezes bem mais infantil e imaturo do que os próprio alunos, ele apesar de todas as suas falhas é super querido entre os estudantes (não do tipo que todos ficam o observando como se ele fosse um grande exemplo de comportamento e mais como amigo mesmo, como mais um da turma), que é claro que adoram o perfil do professor, isso até a coisa apertar e todos eles se encontrarem prestes a repetir de ano.

Apesar de título de um dos piores professores dos últimos tempos, Alfie também poderia ser considerado com um ótimo professor, pelo que ele consegue fazer com a sua sala de aula, tornando suas aulas bem mais interessantes (e elas ficam mesmo bem interessantes), mesmo que cinco minutos depois ele perca totalmente o foco. Na verdade, nunca entendi muito bem o porque que para ser considerado um bom professor, o profissional precisa ser extremamente sério. Meus melhores professores ao longo da vida (ou os que eu lembro com saudades) foram todos contadores de histórias e super bem humorados.

Claro que dentro desse cenário, todos os personagens acabam sendo umas figuras, como o diretor invejoso, a vice-diretora que fica no pé de Alfie, além da professora de biologia, interpretada pela Sarah Solemani, de Him & Her. Sem contar os alunos, que são todos caricatas e divertidíssimos. As piadinhas com o cadeirante ou o aluno gay da turma, foram todas excelentes nesse piloto.

O bacana também é que a série é uma criação do próprio Jack Whitehall (Höy!), que interpreta o professor Alfie, uma das grandes apostas do novo humor inglês. Tanto que a série mesmo com apenas dois episódios exibidos, já havia garantido a sua segunda temporada.

Uma comédia divertidinha, inglesa, o que por si só significa que é curta, objetiva e sem muita enrolação, mas que não é nada demais também,  do tipo para assistir sem muita ansiedade ou compromisso. (sabe quando nossas preferidas entram naquele hiatus e ficamos todos carentes? Então…)

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