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Mad, Fat e absolutamente adorável (♥)

Março 15, 2013

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No momento, a grande maioria das nossas séries preferidas estão em hiatus (humpf!), algumas estão voltando aos poucos, lentamente, não muitas se encontram em suas melhores fases e algumas delas para falar bem a verdade, andam super medíocres. Várias estão chegando ao final e nesse momento, nos encontramos exatamente assim, carentes de algo novo e realmente bacana para ver na TV. Até que, surge uma inesperada faísca de possível new crush em neon, apontando diretamente em direção a terra da Rainha, de onde sejamos justos ao reconhecer que recebemos constantemente coisas bem boas (Doctor Who, Downton Abbey, Sherlock, Skins). Como recebemos agora, com a surpresa grunge encontrada em My Mad Fat Diary, mais uma excelente série do Chanel 4 (o mesmo de Skins) e que é absolutamente adorável. E já vou avisando que a partir dessa faísca de new crush, acabamos vivendo uma intensa relação de amor a primeira vista. Hell Yeah!

Obs: a partir de agora, como todos sabem, já que eu também sou um designer gráfico, apesar de meio preguiçoso e sem tempo para realmente fazer o que eu vou sugerir agora, imaginem esse post inteiro ilustrado com intervenções super foufas aparecendo quando descritas entre parenteses. Aliás, imaginem todos os meus textos assim desde sempre, rs

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Nela temos Rae (a excelente novata Sharon Rooney), uma menina obesa e recém saída de um hospital psiquiatro após atentar conta a própria vida em um surto emocional até então desconhecido, tendo que se reajustar a sua vida de antes, evitando que todos descubram a verdade a seu respeito e acabem se afastando ainda mais do seu mundo já tão sozinho e quase sem amigos (carinha triste). Até aqui, podemos dizer que não encontramos nenhuma grande novidade, porque quem nunca assistiu uma série sobre um adolescente desajustado que atire o primeiro box contrabandeado de undreground mais obscuro de The Wonder Years (dealer do underground repassando o box). Mas, My Mad Fat Diary não é só isso e facilmente conseguimos reconhecer o que a série tem de tão especial, capaz  de fazer com que todo mundo acabe apaixonado por seu universo em pouco tempo.

A começar pelo fato de que a série se passa na década de 90 (mais precisamente, estamos no ano de 1996), o que já a a coloca automaticamente em uma posição diferente de suas colegas do gênero, apenas pela ambientação. Outro universo, outras formas de pensar e se relacionar, tudo parece bem diferente na série, apesar da sensação não ser exatamente a de que estamos sim vivendo em outra época dentro desse cenário, muito por conta dos assuntos em comum atemporais dessa fase da vida de todo mundo e também porque nem o cenário e nem a caracterização de seus personagens parecem forçados. Exceto por sua trilha sonora, que é sensacional e extremamente saudosista. Dá até uma certa palpitação quando é possível reconhecer os primeiros acordes de qualquer um dos hits da época ao som de Blur (e a Rae tem um poster sensacional do Damon Albarn), Lemonheads, Prodigy, Beck (♥), The Stone Roses (que a Rae AMA e carrega o CD de forma toda especial), New Order, Radiohead, Oasis (ahhhh o Oasis antigo – desenho de um Essy antigo com aquele cabelo antigo e óculos redondinhos do Oasis). E essa é uma saudade bacana, de uma época que vivemos situações semelhantes com a da personagem (nesse momento, falando bem por mim na verdade), que tirando a parte do seu excesso de peso e o seu surto emocional que chegou a levá-la a uma atitude extrema (podemos até não ter chegado a esse ponto, mas isso também não significa que nunca pensamos sobre o assunto… triste, mas é verdade), tudo na série acaba circulando dentro de um universo bem comum para qualquer adolescente, dessa ou daquela época. (menino flutuando em uma nuvem de saudade)

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Sem contar que a série tem aquele tratamento especial que o Channel 4 (E4) sempre acaba fazendo (acertadamente sempre!), com imagens com filtros bacanas (algo que eles já faziam antes do Instagram e até eu já fazia faz tempo. Suck it, Instagram!), amarelados, dando um pouco mais de cor para as paisagens frias de uma pequena cidade inglesa. A série conta também com um edição que acaba fazendo toda a diferença quando assistimos qualquer um de seus episódios por exemplo, além daquela vontade de quase sempre de nos apresentar algo realmente novo. Vontade essa que dessa vez ficou por conta das intervenções gráficas na tela (isso falando apenas da questão da estética da série), com desenhos super foufos que vão aparecendo na tela a medida em que Rae vai narrando a sua história (os mesmo que vocês estão imaginando desde quando eu mencionei no começo do texto), que basicamente gira em torno de plots comuns da adolescência, que ela vai registrando em seu diário, que faz parte da sua tentativa de recuperação sugerida pelo doutor Kester (Ian Hart), com quem ela mantém uma relação deliciosa que vai sendo desenhada aos poucos, em meio ao clima de provocação entre os dois. (aliás, gosto muito sempre desse detalhe de que até os psiquiatras são cheios de falhas em suas próprias vidas. Acho honesto)

Eu poderia até arriscar em dizer que a série consegue reunir tudo o que nós mais gostamos de outras velhas ou não tão velhas assim conhecidas de todos nós. Tem aquela linguagem direta, principalmente quando o assunto é sexo, masturbação (assunto quase que inexistente no universo das meninas dessa idade, claro que imaginando aquela época) como em Sex And The City por exemplo e ao mesmo tempo, temos aquele perfil do perdedor, de que nunca as coisas são tão simples ou tão fáceis assim como muitas vezes nos foram prometidas, que é algo bem próximo do que nós gostamos tanto da atual e sensacional Girls. A série tem ainda aquele climão de série adolescente bacana, mais próxima da realidade, que atualmente encontramos em Awkward e The Carrie Diaries, combinados com o hype dos adolescentes ingleses imperfeitos de Skins, além da questão toda da terapia, que não tem como não lembrar com saudades da excelente relação Erica + Doctor Tom em Being Erica. (milhares de corações saltitando na tela com cheiro de tutti frutti)

Embora as semelhanças sejam muitas com outros produtos que nós gostamos tanto, My Mad Fat Diary conseguiu rapidamente firmar a sua própria identidade, mantendo um ritmo excelente em relação a todos os seus seis primeiros episódios (e a boa notícia é que já temos mais seis encomendados para uma Season 2. Yei! – em neon), onde é impossível escolher esse ou aquele como favorito. Tudo bem, isso pode até ser possível e talvez o que não dê mesmo é para encontrar um episódio mediano em meio a todos eles. Sério, são todos muito, mas muito bons.

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Tudo isso porque a série embora circulando dentro da temática adolescente, que tende sempre ser mais leve e até mesmo mais fácil de ser digerida, consegue tratar todos os assuntos da forma como eles merecem ser tratados. Damos boas risadas com a imaginação fértil da Rae em relação a tudo na sua vida, principalmente quando o assunto são as suas fantasias com os meninos (e a honestidade dela nesses momentos chega a ser impressionante, coisa rara de ser ver na TV, ainda mais em uma série do gênero), ou algum surto criativo que ela tenha pensado em como resolver algum problema ao seu modo (todos divertidíssimos), mas ao mesmo tempo, quando precisamos falar de coisa séria, como tentativas de suicídio, drogas, sexualidade, problemas com a própria imagem e distúrbios alimentares, My Mad Fat Diary também consegue caminhar dentro da abordagem mais adequada para cada uma de suas propostas de problema, tratando com seriedade assuntos dramáticos que não poderiam e nem deveriam ter a menor graça.

Do período em que passou clínica (que a sua mãe inventou para a vizinhança que ela esteve na França), Rae trouxe com ela sua amizade com a doce Tix (Sophie Wright, que ninguém tira da minha cabeça que não seja uma parente super próxima do Kurt de Glee, se não for ele mesmo se arriscando do outro lado do oceano…), uma menina que assim como Rae, também sofre de distúrbios alimentares, só que exatamente da forma oposta que a melhor amiga. Com ela, Rae divide as melhores conversas de banheiro entre  meninas, todas extremamente sinceras, revelando as novidades da sua vida agora que é uma mulher livre. Tix é realmente uma personagem tão adorável quanto Rae, mesmo que a sua participação tenha sido bem pontual durante essa Season 1 e todo aquele drama envolvendo a personagem em sua reta final (aliás, adorei o detalhe de um dos episódios ter começado com a narração dela, mostrando o quanto ela admirava a Rae), mesmo em pouco tempo de convivência, já consegue deixar qualquer um aflito em relação ao futuro da personagem (ainda incerto) que aprendemos a gostar tão rapidamente. Aliás, dentro daquele cenário, torcemos por todos eles, inclusive pelo Danny (Darren Evans), outro paciente da clínica que apareceu na festa da casa da Rae para fingir ser seu ex namorado e foi divertidíssimo, além de linda a forma como ele foi bem recebido pelos atuais amigos da personagem, inclusive quando tiveram a chance de vê-lo em um momento crítico da sua condição.

Pelo fato da série se tratar da superação da personagem em torno de todos esses obstáculos desse atual momento da sua vida (e não só os obstáculos dela), passamos boa parte dessa primeira temporada observando Rae se readequando ao mundo real, fora da clínica onde esteve internada, tendo que fazer novos amigos e superar alguns traumas sérios da sua vida. Nessa hora, ganhamos a participação dos seus também adoráveis novos amigos, que entram na sua vida por intermédio da sua amiga de infância, que na verdade, é a pior de todos eles, do tipo megabitch passiva agressiva passiva de novo, da qual falaremos depois. Entre eles temos três meninos, os boys magia da série (surge um Höy! gigante em formato de objeto fálico, rs. Sorry, mas esse é o tom da série, rs), Archie (Dan Cohen, meu amor a primeira vista e que ninguém tira da minha cabeça também que tenha algum parentesco com o Cameron, participante do primeiro The Glee Project) meio nerd, músico e adorkable com seus óculos arredondados (tenho uma queda séria por quem usa óculos, confesso e essa também deveria ser um intervenção gráfica), Chop (Jordan Murphy), que é o engraçadão e meio que líder de todos eles e o Finn (Nico Mirallegro, magia para se perceber ao primeiro instante), que nos é apresentado como o mais distante de todos eles, pouco interessante, mas que logo percebemos que na verdade, ele é o verdadeiro príncipe da turma e logo acaba se tornando o amor adolescente da Rae. (príncipe para ela, porque pra mim continua sendo o Archie. Se bem que, neam? Estamos aí, disposto a viver a quarta geração de Skins a qualquer momento, rs)

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Como nem tudo costuma acontecer facilmente na vida de ninguém, Rae acaba encontrando alguns obstáculos antes de realmente estabelecer uma relação de amizade com todos eles. Mas tudo isso ela acaba vencendo sabiamente com seu bom humor, além do seu excelente gosto musical, que são suas maiores armas na hora da conquista, inclusive na hora da conquista de novos amigos (ainda bem que ela descobriu esse detalhe cedo). Apesar disso, Rae está longe de ser a gordinha engraçada da turma, tão pouco aquela sofredora que se acha completamente inadequada ao mundo como ele é, muito pelo contrário, e na verdade, a sua maior vontade é pertencer a alguma coisa, sair fora da sua zona de conforto e experimentar coisas que ela jamais se permitiria (o drama dela na pool party do primeiro episódio é sensacional, ainda mais por um detalhe, que acaba roubando totalmente a atenção dela presa no escorregador e que inclusive é a arma que Rae utiliza para sair daquela situação constrangedora) e sua personagem tem um perfil mais cínico, irônico e ela é visivelmente a mais rápida no gatilho entre todos eles (em todos os sentidos), o que certamente lhe dá alguma vantagem em relação aos demais.

Entre as meninas dessa parte da vida real, temos Izzy (Ciara Baxendale), uma ruiva super foufa e que tem uma certa queda pelo Chop, que logo Rae e todos nós conseguimos perceber e ela, aquela que está disfarçada de melhor amiga de infância, a detestável a primeira vista, Chloe (Jodie Comer, que sem o menor exagero é exatamente a cara de uma das minhas “melhores amigas” dessa mesma fase, que não demorou muito para eu descobrir que se tratava da mesma espécie de megabitch. Sério – desenho da cara de satanás) mas que na verdade, talvez seja uma das suas grandes inimigas para a vida ou um dos seus maiores obstáculos para seguir em frente. Chloe tem aquele perfil odioso da garota perfeita e super disponível para os meninos, para todos e qualquer um eles. Aquela que todo mundo acaba pegando porque está disponível ou porque hoje resolveu sorrir para aquele menino que você estava de olho fazia meses (menino com sangue nos olhos e fumaça saindo dos ouvidos), mas que nunca teve coragem de chegar perto. E tudo isso como se ela soubesse disso tudo e estivesse de olho nos seus interesses o tempo todo (magoa contida & antiga descarregada. Ufa – bigorna de 50 KG caindo do alto com aquele efeito sonoro de coisas caindo). Sim temos certa inveja de quem consegue tudo “facilmente”, admitimos e temos mesmo, sem culpa, mas até isso eles conseguiram mostrar de uma forma interessante dentro da série, mostrando que a personagem, apesar de não ter que lidar quase nunca com a rejeição, algo super presente da vida da Rae e da maioria dos simples mortais, na verdade, também sofria por ser aceita apenas por sua aparência e ninguém nunca parecer estar muito disposto a conhecê-la de verdade (se conhecessem, correriam…). Sim, precisamos lembrar de vez em quando que até as megabitches tem coração, algo que só costumamos lembrar quando retiramos ele com as próprias mãos… (desenho do Essy tirando o coração de uma megabitch com as próprias mãos e um #YOUWIN gigante piscando na tela em 8-bit)

Digo que ela tem tudo para ser uma das grandes inimigas da vida da Rae ou seu grande obstáculo na vida, porque ambas sempre mantiveram uma relação um tanto quanto esquisita, pautada na inveja dos dois lados, de uma nunca ser ou poder ser exatamente como a outra. Embora ambas façam parte da vida uma da outra desde sempre e tenham passado por alguns momentos bastante importantes juntas, é visível que entre elas, Rae é a que parece estar sempre muito mais disponível para aquela amizade, sempre oferecendo alguma coisa e recebendo bem pouco ou quase nada em troca. Um simples exemplo que vai além da situação crítica do aborto que a Chloe acaba optando por fazer e que Rae é a única pessoa ao seu lado naquele momento e que na hora em que ela finalmente teve coragem de contar que ficou internada na clínica durante as férias, a amiga antiga acabou fazendo pouco caso porque algo mais “importante” apareceu na sua vida naquela hora, pra mim, foi o momento em que vimos um dos flashbacks da amizade delas quando criança, com ambas rodando de mãos dadas e Rae totalmente entregue ao momento, acabou ganhando em troco a sabotagem de Chloe, que solta a sua mão só para ver a amiga cair, demonstrando desde cedo como de fato seria a relação futura com a amiga. Sabe aquela amizade que apesar de ter raízes, precisa deixar de existir? Então… mas Rae tem tempo para descobrir isso.

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E quem nunca teve uma amiga como a Chloe na vida? E quando essa amiga faz parte da sua família, que sempre vem te procurar quando precisa falar algo mas que nunca está disposta a ouvir o que você tenha para falar, mesmo que seja uma bobagem qualquer? (desenho de uma foto de família fazendo uma pausa dramática e que vai se aproximando da tela a cada cinco segundos) Mas fato é que além de tudo isso, Rae é uma pessoa grata as portas que foram abertas pela própria Chloe para essa nova fase da sua vida, sendo que foi ela que a incluiu na sua turma de amigos, algo que nós também conseguimos perceber que Chloe se arrependeu quase que imediatamente, quando percebeu que a amiga, mesmo não apresentando nenhum risco para o seu sucesso dentro da turma em termos de beleza ou porte físico, acabou roubando todas as atenções para ela rapidamente, simplesmente por ser muito mais bacana. Obviamente que em alguma altura dessa história, elas acabariam apaixonadas pelo mesmo cara e que esse seria o grande desfecho da temporada para a relação das duas (com Chloe descobrindo a magia do Finn), que infelizmente, para a nossa falta de sorte, teve uma final feliz para ambas e não apenas para aquela que nós estávamos torcendo desde o começo. Aliás, por mim, essa Chloe ganhava uma bolsa de estudos para algum lugar em clima de guerra durante 1996, para ontem.

Em casa, sua relação com a mãe (Claire Rushbrook) também não é das mais amigáveis e o conflito está sempre presente. Vamos combinar que aquela mãe também não é das mais fáceis, do tipo que não consegue enxergar a seriedade dos problemas da filha, continuando a rechear a dispensa da casa com coisas que Rae não pode comer (armário cheio de coisas gostosas reluzentes e com carinhas foufas, tipo Sugar Rush em “Wreck-it Ralph”), porque como ela mesmo disse, para pessoas como ela, o ato de apenas “beliscar” simplesmente não existe, sem contar que sua mãe também parece estar sempre muito ocupada correndo atrás do novo namorado, um imigrante ilegal no país que por motivos óbvios, precisa ser mantido em segredos dentro da sua própria casa. Apesar das dificuldades dessa relação, também foi bem bacana vê-las conseguindo se acertar por hora, principalmente com toda a história do pai ausente da Rae, que descobrimos mais tarde que foi um dos motivos do tal surto.

Outro ponto alto da série é a forma como eles retratam o bullying naquela época, que ainda não tinha esse mesmo nome (pelo menos não para a gente aqui), mas que acontecia da mesma forma estúpida de sempre. O engraçado é que nessa hora, a reflexão da personagem quando de frente com um de seus maiores bullies foi exatamente a mesma sobre o que eu sempre pensei a respeito de todos os meus, que foi quando ela disse que até entendia que eles pegassem no pé dela, mas porque eles precisavam ser sempre tão repetitivos e pouco criativos, além de cruéis, é claro. Aliás, esse foi um momento ótimo dentro da série e totalmente inesperado porque foi relacionado ironicamente a resolução dessa Season 1.

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E foi bem especial também a forma como a relação dela com o seu boy magia, Finn, acabou sendo construída aos poucos dentro da série. Desde o despertar da suspeita de que havia algum interesse no ar (que Rae sequer sonhava que estava sendo correspondida), até a confirmação de que eles realmente estavam interessados um pelo outro, ambos foram acrescentando momentos importantes para a construção dessa adorável relação, super improvável na cabeça dela, mas que para ele, por Rae ser uma menina tão bacana e cheia de personalidade, muito provavelmente poderia ter até acontecido bem antes. Mas os elogios nesse momento também valem para o próprio Finn, que mostrou-se um menino super bem resolvido (raridade rara nessa idade e depois não melhora muito não, não querendo desanimar ninguém, mas o que a gente aprende com o tempo é que exatamente esse tipo, não é o que queremos por perto, por isso deixamos de nos importar com eles – imagem do Essy ganhando a espada encantada do poder do amor + auto suficiência, tipo Scott Pilgrim) e pouco preocupado com a opinião das pessoas, ele que chegou inclusive a defender a Rae em um momento totalmente meio assim em meio ao seus bullies. Achei tão lindo quando ele foi a sua casa pela primeira vez e levou seus discos, para “aperfeiçoar e completar” o seu gosto musical (que por parte dele, ainda circulava nos 80’s, com The Smiths – “There Is A Light That Never Goes Out”, que eu sempre vai me fazer sentir vontade de dançar na vida – e The Cure) e ela toda carrancuda, seguindo a cartilha de comportamento sugerida por seus amigos, tratando ele com certa distância, evitando um contato físico para não se tornar amiga demais (o Archie tudo bem abraçar, agora o Finn, NÃO!). Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (outro momento que eu AMO/sou é quando ele está jogando sem camisa no parque e vem dar um abraço daqueles nela. Sério, me vejo fazendo os mesmos comentários. Aliás, faço os mesmos tipos de comentário diariamente por aqui, rs)

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Outra relação super foufa que acaba acontecendo na série é a da Rae com o Archie, que na verdade, foi o seu primeiro interesse dentro da turma de boys magia e chegou inclusive a acontecer um beijo entre os dois, mas que logo depois, nós descobrimos ter sido apenas uma fase de experimentação do próprio Archie, tentando descobrir se ele realmente era gay ou não (lembrando que estamos nos 90’s, onde nem tudo era como hoje). Uma descoberta que acabou levando algum tempo, até que em um momento super bacana e depois de uma experiência com meninos, Archie acabou revelando que na verdade ele era gay mesmo e estava super feliz de ter finalmente descoberto isso. E esse detalhe é bacana também para ilustrar o quanto as histórias de cada um dos personagens acabou se desenvolvendo, com todos eles, apesar de estarem envolvidos em histórias bem menores, conseguindo encontrar suas respectivas resoluções. (imagem de um little Essy andando abraçada com a Rae e o Archie pela Londres antiga)

Como final de temporada, tivemos como proposta um novo surto de Rae, que se encontrava novamente em um estado crítico depois de tudo que andou acontecendo na sua vida. Da narração da sua carta suicida(que se ela não corresse no final, eu mesmo tiraria das mãos de sua mãe, a força) até o momento em que ela cruza a rua lentamente até ser atropelada (meu coração saltando na tela), tudo foi feito lindamente e de forma super corajosa, apesar da sequência, reunindo uma série de clichês que nós já vimos em outras histórias, mas que de qualquer forma, apesar de não ser nenhuma novidade, eles também conseguiram resolver muito bem. Apesar de torcer pela recuperação da personagem desde sempre, a sensação de honestidade ao vê-la não conseguindo lidar muito bem ainda com todas esses novas situações, parece uma alternativa mais honesta do que simplesmente mostrar a menina contornando todos os plots dramáticos da sua vida facilmente. Mostrar as dificuldades, que nem tudo acontece na primeira tentativa, as consequências de cada ato, tudo foi realmente muito importante nesse caso para dar uma maior credibilidade para essa história, que precisava desse cuidado para torná-la ainda mais especial.

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Acho importante dizer que embora essa review tenha ficado bastante longa, a Season 1 da série tem apenas míseros 6 episódios, repetindo aquela covardia covarde de sempre da terra da Rainha. Mas são seis episódios excelentes, capazes de fazer qualquer um se encontrar exatamente assim como eu estou nesse momento, totalmente prolixo e procurando desesperadamente por minha camiseta antiga do Oasis (que eu adoraria ainda ter), que só eu tinha e usava sempre que possível para ir para o colégio (as vezes por baixo do uniforme, só para provocar, rs), uma pessoa que quando falava sobre Radiohead, recebia aquele olhar torto dos demais, do tipo “sobre o que é que essa alma estranha está falando?”. (desenho da minha cara estranha coberta pelo símbolo do Radiohead, cercado dos “normais” da escola)

My Mad Fat Diary é realmente das mais especiais, para aguardar ansiosamente pela próxima temporada e torcer para que as séries inglesas cheguem cada vez mais em DVD por aqui, para que possamos colocá-la um dia em nossa prateleira especial e quem sabe fazer até umas intervenções gráficas nessa parte da prateleira? Para terminar de assistir, ir correndo procurar os diários antigos (que eu tenho e de vez em quando me divirto. Inclusive usava uma caneta com luz para escrever neles também, só que a minha tinha um sapo na ponta, mas já não brilha mais, humpf!) e matar a saudade dos hits de uma época especial, que embora tenha sido bem difícil (adolescência é difícil para todo mundo), a gente escolheria viver tudo de novo sendo exatamente a mesma pessoa, talvez com um pouco mais de coragem e desenvoltura como a própria adorável Rae. (tela cheia de corações despencando como no final de uma partida de Paciência, rs)

ps: gostaria de ter ido naquele (ou em qualquer outro) show do Oasis com a Rae. 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

The Modern Guilt Awards 2012, a quarta edição do prêmio mais sensacional de todos os tempos

Dezembro 31, 2012

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A premiação mais esperada e concorrida de todos os tempos finalmente chegou a sua 4ª edição, o The Modern Guilt Awards 2012, que dessa vez veio mais feminino do que nunca, furando o Globe de Ouro de logo mais e contando com a apresentação da dupla Tina Fey e Amy Poehler e comentários nas entrelinhas delas, Mindy Kaling, Aubrey Plaza, Lena Dunham e todas as meninas de Girls, nessa noite que com esse time completíssimo, agora sim está mesmo com cara da nossa noite de premiação dos sonhos! (favor imaginar todas essas vozes a cada prêmio revelado, inclusive os comentários além dos nossos próprios comentários, é claro. Estou numa fase voiceover…)

Como todos já sabem, essa é uma premiação pouco ou nada democrática, assumidamente parcial e recheada daquele favoritismo que vocês sempre encontram aqui no Guilt (lidem com isso), onde com um nível ainda mais alto de cinismo e a honestidade honesta de sempre, resolvemos deitar com toda e qualquer premiação já existente (Suck it Oscar, Golden Globe, Hugh Jackman rebolando mais que eu quando toca qualquer diva antiga na buatchy, durante o Tony de uns anos atrás), provando que é possível sim fazer uma premiação digna porém bem honesta, sem deixar o nosso lado mais ácido e ou meio amargo de lado. Mas apesar de todas essas variações de sabores, acreditem, somos extremamente doces. (rs)

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Então preparem aquela roupa boa de domingo e assinada (apesar de hoje ser segunda), que é hora de tocar a música, é hora de ascender as luzes, é hora do nosso show! Que entrem Os Muppets, porque o The Modern Guilt Awards 2012 já vai começar! (gargalhadas de Poehler Fey)

(acho que tudo nessa vida deveria começar com essa trilha. TU-DO!)

 

Höy do ano> Ryan Gosling, ele que é sempre uma visão!

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(já disse para você nunca mais nos olhar assim, não disse Ryan? Mas continue, por favor… rs)

Não adianta, alguns até que se esforçaram bastante, mas desde que depositamos toda a nossa atenção no Ryan Gosling, não conseguimos mais prestar atenção em outra coisa. Sorry, but I’m not sorry…

Quer dizer, até conseguimos, claro, porque afinal, somos todos tomados pelo calor da magia à sedução a qualquer momento do dia ou da noite, mas desde que ele entrou nessa sua atual fase de magia mágica (que nesse caso, deve ter começado ainda no Mickey Mouse Club, rs), nenhum outro conseguiu superá-lo em nossa imaginação.

Acompanhamos tudo a seu respeito. Suas chegadas ao aeroporto enfeitiçando todo mundo com o seu nível máximo de magia mágica, suas voltas com sweaters foufos e pacotes de bagels de sabores sortidos,  suas idas a academia que acabaram nos revelando um plot importante a se considerar devido ao seu pé de hobbit. Teve também aquele outro dia, onde seguramos a raiva, mas quase fizemos nós mesmos uma tattoo de dragão na cara da Rooney Mara, tamanha ousadia e falta de amor a própria vida da mesma. Até que chegamos a um momento dramático, quando passamos a acompanhá-lo ao lado dela, a temida (principalmente pelo George), Evil Mendes (cuspida de fogo verde no chão e tiques nervosos nos músculos todos do rosto), algo que foi bem difícil de digerir, eu sei  e até agora não conseguimos superar essa dor dolorida. Quer dizer, mais ou menos também, porque mesmo assim, mesmo enfrentando essa afronta, nós aprendemos a rir até dessa tragédia e isso só porque somos fortes. É, mas não podemos negar que o Ryan fez o óbvio. Logo ele… Humpf (- 0,0001/2 ponto no seu nível de magia)

Apesar desse detalhe, Fassbender, Skarsgard, Speedman, Krasinski, Sturgess, Levi, Quinto, Pine, Greenberg, Driver, DallasAmell, Bell, Jackson, Canet, Levitt e algum outro que eu não tenha lembrado agora (e provavelmente estou esquecendo de vários feitiços) que nos desculpem, mas novamente, o nosso Höy mais representativo vai para ele esse ano.

Vamos lá, todos juntos enquanto escorre aquela single tear pelo seu atual status e principalmente com quem temos que aturá-lo circulando por aí (escorre uma lágrima de sangue em um close bem dramático ao som de “Lose Your Soul” do Dead Man’s Bones): HÖY!

 

Hecatombe da magia mágica 2012> O massagismo do Fassbender no Ryan Gosling. #CATAPLOFTKABOOMBANGPOWTOIN

Fassy Gosling

Durante o ano, chegamos a ilustrar o dia em que a terra entrou em estado de alerta, além desse outro momento aqui que não poderia ter nos causado outro tipo de reação a não ser um CATAPLOFT daqueles, com o encontro das magias mais desejadas do momento, Gosling + Fassbender nos bastidores do novo filme do Terrence Malick (que atualmente está na sua fase mais produtiva, diga-se de passagem), mas nada se compara com essa imagem que descobrimos tardiamente, reconhecemos, mas que pela graça dos poderes da Santa Cher, foi lembrada a tempo de poder ganhar o merecidíssmo prêmio de Hecatombe da Magia Mágica 2012, o dia em que muita roupa intima se dissolveu no ar misteriosamente e nada mais do que justo para ambas as partes e todos os envolvidos.

(♥) Representando a magia mágica: GOSLING, Ryan. Höy!

(♥) Representando a magia mágica ruiva: FASSBENDER, Michael Fassy Magmetros. Höy!

Pregunta: o que você faria se fosse a terceira pessoa nesse date?

(R: ninguém precisa responder na verdade, porque nós bem já imaginamos o que todo mundo faria. Deixem isso para o nosso projeto de soft porn, rs)

 

Maravileeeandra do ano> Anne Magia Hathaway

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Estou achando que o segredo para se alcançar o nível máximo dessa categoria se resume a uma tesoura e não daquelas do tipo de picotar…

Ano passado foi a vez da Michelle Williams (outra que é sempre uma visão) e esse ano, depois que ela também se encontrou com seu novo corte de cabelo, Anne Hathaway nunca esteve tão linda. Talentosa a gente sempre soube que ela é e isso não é mais novidade para ninguém. Se bem que, linda também a gente sempre achou que ela fosse… (insuportavelmente até)

Tá, ela estava magrona, estava gatona e estava gostosa também no novo Batman (#TDKR), mas mesmo assim, Anne está ou não está maravileeeandra nessa sua fase atual?

Detalhe: linda e casadíssima. #AMEMSIS

#GHOLMAGIA

 

Nova #CRUSH totalmente inesperada do momento > Blake Shelton (♥)

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Apesar de não comentar muito por aqui, quem me acompanha pelo Twitter sabe que eu AMO o The Voice (US) e vivo comentando tudo o que acontece por lá (na preguiça de fazer um post sobre o assunto, porque são muitos episódios e aí já viu… diferente de The Glee Ptoject, que é bem mais curtinho e comentamos tudo por aqui mesmo). E durante a Season 3 que acabou de acabar, a primeira que eu passei a assistir seriamente, sem pular nenhum episódio e comentando de um tudo por lá (tentando me conter nos spoilers, é claro), acabei me encontrando em um dilema seríssimo.

De um lado estava ele, Adam Levine e suas t-shirts de $600 cheia de furos, para quem eu até já cheguei a pedir desculpas por aqui, devido a alguns comentários de um passado recente e do nosso histórico meio assim (apesar de que, é claro que continuo na torcida para que as nossas suspeitas de sempre sejam todas verdade…). Ele que deu os melhores abraços dessa temporada no The Voice, fato, e que eu aprendi a gostar bastante do seu lado todo foufo e até profissional com os participantes do programa, que me surpreendeu bastante ao longo da temporada. Tanto que resolvi fazer as pazes com ele e a partir de agora eu só tenho coisas gracinhas para falar do Adam. Sim, estamos de bens.

Mas do outro lado estava ele, um cantor country com suas botas de couro pavorosas, sotaque de quem parecia ter saído de Bon Temps em True Blood (i wish) e três metros de altura de pura foufurice= Blake Shelton.

Cheguei a dizer lá no Twitter (eu acho) que caso eu fosse um candidato do The Voice e ambos, Adam + Blake apertassem o botão para mim, eu muito provavelmente teria um AVC e não saberia qual dos dois escolher. Ficaria catatônico naquele palco por horas, imaginando todas as possibilidades…

Mas ao longo da temporada, acabei desenvolvendo uma relação de amor toda especial com o Blake, com que em sonho em viver um bromance, porque ele é casadíssimo e de tanto que ele fala da mulher, eu já aprendi até a gostar dela também. Pode?

Ele que no programa vive esse bromance com o próprio Adam e é uma das pessoas mais engraçadas da TV atual. Além de parecer ser super gente boa, um foufo na verdade, super divertido e extremamente bem resolvido, a ponto de reconhecer a sua atração até mesmo pelos participantes meninos do programa a todo momento e sem o menor pudor. E quando Blake morde seus lábios, sabemos que ele gostou do que viu/ouviu, rs.

E detalhe, não é que além de tudo isso ele ainda canta super bem? (já achava isso no passado, mas agora passei a admirá-lo ainda mais por isso. Sério mesmo- e nessa apresentação ele não estava na sua zona de conforto, mas foi a melhor e a que ele mais pareceu se divertir durante a temporada)

Por mais que os meus CDs indies se sintam traídos nesses exato momento e eu não duvido nada que eles comecem a desafinar e ou pular faixas em sinal de protesto, tamanha é a minha atual #CRUSH pelo Blake, que eu já até prometi para mim mesmo que vou comprar um dos seus CDS ou DVD em sinal de respeito e admiração. Sim, lidem também com isso.

E se eu fosse cantar no The Voice (algo que eu faço direito no banho), iria com um coração na cabeça escrito Blake, tipo o que a Amy usava no passado… (♥)

Höy!

 

Listen Up do ano> Mumford & Sons

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E esse foi ou não foi um bom ano para o Mumford & Sons?

A banda apareceu na soundtrack de tudo o que foi mais legal em 2012 (em nossas mixtapes por aqui então, eles apareceram bastante), fizeram aparições em quase todos os programas bacanas e se tornaram muito mais conhecidos no mundo todo.

Apesar daquele ciúme que a gente sempre fica quando nossas bandas preferidas do momento se tornam conhecidas pela maioria (e não tem jeito, sempre ficamos com ciúmes) é bem bacana ver algo tão sensacional como o novo álbum da banda, “Babel”, ecoando pelo mundo inteiro.

Bacana mesmo, para ouvir a todo momento e exatamente por esse motivo, eles são o nosso primeiro (e o mais recorrente dessa edição) momento musical dessa quarta edição do The Modern Guilt Awards 2012, com o lindíssimo vídeo de  “Lover Of The Light”

 

Popcorn do ano> Novamente, não consegui e nem achei justo decidir por apenas um filme, portanto…

Fomos menos ao cinema esse ano, eu sei. Não só por nossa culpa, porque também não acho que 2012 foi um dos melhores anos para o cinema, apesar de ter encontrado bastante coisa boa. (e muitas estreias ficaram para esse fim de ano, além da dificuldade de sempre de encontrar alguns filmes que a gente adoraria ter visto, por exemplo)

Conferindo tudo o que assistimos durante 2012, encontramos 30 longas (que ganharam reviews por aqui, porque é claro que acabei assistindo muito mais coisas que não cheguei a comentar aqui no Guilt) e muitos deles ainda figuravam nas listas de 2011, daqueles que a gente não poderia deixar de ter visto e precisava conferir antes que fosse tarde demais. (“Shame” ,  “The Artist” ,  “We Need to Talk About Kevin” ,  “Carnage” ,  “The Descendants” ,  “My Week With Mariyln” ,  “Tomboy” ou o excelente documentário “Bill Cunningham New York, para citar apenas alguns ótimos exemplos)

Além disso, encontramos algumas surpresas assistindo DVDs antigos também, como delicioso “2 Days In Paris” ou o apaixonante “Lars And The Real Girl”, que apesar de não serem nenhuma novidade, poderiam muito bem entrar nessa lista, já que essa premiação nunca foi das mais coerentes. (rs)

Mas, em termos de novos filmes ou novidades novas de verdade, de tudo o que nós assistimos durante esse ano que passou, acabei separando novamente três opções, que pra mim foram as melhores do ano e isso por motivos diferentes que fazem todo o sentido na minha cabeça. Eu juro.

 

Moonrise Kingdom

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Uma reunião de tudo que o Wes Anderson sabe fazer de melhor, com uma história de amor extremamente foufa, referências visuais que vão te dar vontade de mudar para aquele lugar e nunca mais voltar (eu moraria fácil em qualquer um de seus filmes, como já disse antes) e ainda um elenco de coadjuvantes dos mais estrelados de todos os tempos.

Por todos esse motivos além de tudo o que o filme representa, é humanamente impossível não se apaixonar por “Moonrise Kingdom”. Simplesmente não tem como! (♥)

Pensei inclusive em virar escoteiro depois de assistir o longa. Cheguei a considerar a possibilidade, mas pensando bem e levando em consideração o meu próprio humor e personalidade, tenho a sensação de que estou muito mais para Suzy Bishop observando o mundo com seu binóculo do que qualquer outra coisa, rs. (além do que, o sobrenome Bishop me deixaria mais perto de pertencer a uma outra família Bishop que eu adoraria pertencer na verdade, rs #FRINGE)

ps: e o longa quase empatou com “The Perks Of Being A Wallflower”, um filme também muito especial, mas acabou levando vantagem na questão visual e por ser o filme mais completo do diretor até hoje. Sorry! (mas assistam aos dois que super vale a pena)

 

The Dark Knight Rises

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“The Dark Knight Rises” não é um filme qualquer de super-herói (esse sim foi um filme qualquer sobre um super-herói em 2012, por exemplo…). Ele na verdade se tornou a redefinição de um gênero e após passar por essa experiência que fechou de forma excelente a trilogia mais recente do homem morcego (tirando a cena da morte de uma certa atriz que só pode ter tentado sabotar o filme com aquele trabalho sujo ou ter honestamente faltado na aula de “como morrer dignamente no cinema”, porque fora isso, nada justifica o que vimos), eu diria que daqui para frente, não tem como a gente se contentar com menos quando o assunto for filmes do gênero. Que ele tenha servido de escola, porque se tudo o que estiver por vir pela frente for pelo menos inspirado em 50% do que TDKR foi, teremos uma boa leva de novos filmes de super-heróis. Stan Lee diz amém para essa esperança. (ele que fez 90 anos na última sexta, com corpinho de herói de no máximo 70, vai? Howcoolisthat?)

E qualquer um que vier depois, se pelo menos não se esforçar, terá grandes chances de não conseguir ultrapassar as barreiras de acabar sendo considerado apenas como mais uma grande bobagem.

Damn you Nolan!

Para sair do cinema escondendo os olhos vermelhos de choro e procurando compulsivamente por gadgets no seu cinto de homem/mulher bem nascida e abastada. :[

 

Weekend

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OK, podem começar a reclamar pelo fato de “Weekend” não ser exatamente um filme novo, porque ele também é do ano de 2011 e eu não vou dar nem ouvidos. (assoviando “Carry On My Wayward Son” em Lá menor…)

Um dos filmes de amor mais lindos que eu já vi na vida. E nesse caso, essa história de amor tão especial tem a cruel duração de apenas um fim de semana. Triste, não?

Sim, mas a vida é assim, uma megabitch injusta mesmo. (Essy, também no sabor meio amargo)

Um finde que pode mudar a sua vida para sempre. Maravileeeandro! (♥)

 

Coffee And Tv do ano> Breaking Bad vs Girls

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Apesar da minha implicância atual com Breaking Bad pelo fato deles terem decidido dividir essa temporada final da série em duas partes, arrastando o series finale para o segundo semestre de 2013 (preguiça + abstinência), não tem como não reconhecer que a série é mesmo uma das melhores coisas da TV. É e sempre foi, desde que Walter apareceu de cuecas no deserto. Fato.

Além de personagens sensacionais e uma história que consegue ficar cada vez melhor, eles contam também com atuações primorosas da dupla Bryan Cranston + Aaron Paul. Cranston vem merecidamente sendo reconhecido por seu trabalho a cada nova temporada em quase todas as premiações e apesar do mesmo não ter acontecido com a mesma frequência com o Aaron Paul, fico extremamente realizado quando vejo o seu nome em qualquer lista de indicados, de tanto que eu gosto do seu personagem e sonho em ser seu melhor amigo na vida real, rs. Mas sério. Aliás, desde muito tempo e principalmente nessa reta final da série, passei a torcer mais do que nunca para que o Jesse tivesse um final feliz em Breaking Bad. Feliz de acordo com as possibilidades, claro.

E se você estiver desperdiçando 40 e poucos minutos com qualquer outra coisa na sua vida e Breaking Bad não estiver na sua lista, me desculpe, mas vai ser difícil continuar respeitando uma pessoa que faz esse tipo de escolha contra a própria vida, rs

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Girls. Sabe quando você começa a assistir alguma coisa sem a menor expectativa e em pouco tempo se encontra completamente apaixonado por tudo relacionado a ela?

Essa foi a minha relação com Girls desde o seu começo. Personagens deliciosas, cenários conhecidos e que todos nós amamos, mas principalmente, uma história contada sobre um período de nossas vidas que foi pouco explorado na TV ou no cinema, ainda mais com esse tipo de honestidade e com a voz de alguém dessa mesma faixa etária. E tudo bem pé no chão, com um realismo bem bacana e super possível, mostrando que as grandes realizações em nossas vidas não acontecem do dia para a noite e muitas vezes também não tão cedo, como costumam nos enganar por aí e por isso, é importante ir se divertindo com as menores por enquanto, elas que também são realizações bem importantes para a vida de todo mundo.

Quatro personagens extremamente diferentes e apaixonantes, cada uma por um motivo particular e bem especial. E ainda tem o Adam, o personagem que conseguiu ir do total douchebag delivery ao boy magia do momento em apenas um episódio divisor de águas para a sua história dentro desse grupo de garotas adoráveis, que foi quando ele nos deixou conhecer o seu coração e consequentemente, PLIM! Nos apaixonamos junto com a Hannah. (e por ela, nós já estávamos apaixonados desde o começo, que fique registrado – ♥)

Aliás, se houvesse uma categoria nessa premiação para o namorado boy magia do ano, esse prêmio seria do Adam. Oh wait… mas essa premiação é ou não é minha mesmo? Logo…

 

Namorado boy magia do ano> Adam, Girls (♥)

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Pronto. Resolvido o problema, rs.

Sério gente, nem que o seu namorado seja o Ryan Gosling, eu duvido que ele tenha conseguido ser tão foufo quanto o Adam de Girls. (e nesse caso, considerando o seu atual par, a gente torce bem contra, rs de nervoso + #MAGOADECABOCLO + #RECALQUEFORTE)

Sério mesmo, estou apaixonado. (♥)

 

<Pausa para o comercial>

E sabe aquele coração gigante no calendário de 2013 no dia 13/01? Então, significa que elas voltam nesse dia. YEI!

 

Euri do ano> Raising Hope (sim, eu disse Raising Hope) + Louie, Louie, Louie, Louie e e

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Raising Hope pode não ser a comédia mais assistida ou comentada de todos os tempos, mas quem se importa?

Desde a sua estreia, ela sempre esteve em uma constante de episódios super engraçados e extremamente foufos e esse ano não foi diferente. Quem vai conseguir se esquecer tão cedo daquele episódio de Valentine’s Day, por exemplo, com a melhor declaração de amor ever, hein?

Se no passado a gente sonhava com um John Cusack segurando um boombox na nossa janela, hoje, depois desse episódio super especial de Raising Hope, não aceitamos menos do que um musical do improviso contando a história de como nos apaixonamos. E não tem conversa! (mas continuamos aceitando o boombox oldschool, que os menos criativos porém destemidos não se intimidem…)

Mesmo com a ameaça de um possível cancelamento durante o final da temporada anterior, que foi uma loucura de tão absurda e ao mesmo tempo tão boa, os Chances se mantiveram firmes e fortes como a família de pouca condição mais engraçada e adorkable da TV. Sem o menor exagero.

Atualmente em sua Season 3 (de onde suspeitamos que a série talvez não passe… infelizmente. Humpf! Mas que essa declaração também não funcione como uma praga. Amém!), continuamos nos divertindo como sempre a cada episódio. E detalhe, a Hope agora fala e recentemente chamou a Sabrina de “Mãe”. #TEMCOMONAOAMAR

Juro que eu chorei como se fosse comigo, rs

Smacks do uncle Essy, Hope! (muah!)

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Louie é extremamente engraçado e boa parte disso está em todo o desconforto que ele sente apenas sendo ele mesmo.

Algumas notáveis mudanças aconteceram durante a Season 3, nada muito drástica na verdade e todas para melhor e a série que passou a ganhar o devido reconhecimento em diversas premiações a partir disso, acabou indo parar em um outro nível. Cool!

Tivemos participações sensacionais e momentos divertidíssimos encontrados nesse que é um outro tipo de humor, bem diferente de tudo o que encontramos facilmente por aí. Louie é apenas ele mesmo, sem se esforçar, sem tentar ser engraçado. Ele é apenas aquele cara ruivo esquisito e com um humor meio assim que nós gostamos tanto.

Aliás, adoraria assistir ao seu stand up, Louis C.K ou comer um pedaço de pizza na saída do Metrô com você ao som de “Brother Louie”. Call me!

 

Relação de amor do ano> A especialíssima maratona de Being Erica

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Todos nós temos problemas, uma complicaçãozinha aqui ou ali, mas nada foi mais bacana do que poder dividir um pouco disso tudo com Erica em sua terapia. E eu posso jurar que nesse caso foi uma troca, rs.

A sensação é a de que a gente esteve ali, abrindo portas com a personagem, revivendo momentos da sua vida, tentando consertar erros do seu passado e enquanto isso, era impossível não acabar pensando na nossa própria vida e o que aconteceria no caso da gente acabar ganhando a mesma chance que Erica. Algo que ao que tudo indica, não é muito possível (se bem que eu mantenho sempre a esperança a cada porta que abro), mas estamos aí para tentar o que for possível sem viagens no tempo mesmo. (infelizmente. Alôr Doctor Who? Posso pegar uma carona na TARDIS?)

E quem não queria um Doutor Tom para chamar de seu terapeuta/tutor/mentor/BFF? (♥)

Só de pensar em escrever qualquer coisa aqui sobre a série, meus olhos já se enchem de lágrimas porque são tantas lembranças boas e a minha relação com essa história além de imediata, foi tão especial, que eu fico super emocionado só de lembrar. Inclusive, eu não me lembro de ter chorado tanto em um series finale, que desde então está na categoria dos mais perfeitos EVA. Aliás, toda a série está.

Se como castigo e pura ironia do destino eu fosse parar na ilha de Lost (eu daria um tapa na cara do Jacob e me declararia rei, sem ter que tomar aquela água suja e exigiria o poder de aparatar onde eu bem quisesse, inclusive fora da ilha e com uma fumaça purple, tipo a de Once Upon a Time. Além de é claro, ter o poder de me comunicar com o Carlton Cuse e o Damon Lindelof, assim como fazem os personagens da Turma da Mônica em suas historinhas por exemplo, só para poder reclamar muito daquele roteiro capenga da “ilha”) e só pudesse levar 10 séries para passar o tempo (completas, porque eu estou sendo razoável comigo mesmo afinal, me comportei super bem durante esse ano que passou), certamente Being Erica estaria entre elas. (qualquer dia eu faço uma lista com as outras nove. Prometo/Não prometo. Tudo depende de uma questão de tempo e humor. #RIVOTRILNELE)

O tipo de série para se levar para a vida. Para deixar guardadinha atrás daquela porta que você sabe que poderá abrir quando sentir vontade/necessidade/saudade. Vão por mim… (algum dia eu já recomendei alguma porcaria? Pergunta retórica #AUTOANALISE)

Série nada, terapia mesmo, de verdade e super eficiente (e eu já disse que planejo revê-la pelo menos uma vez por ano. Se saíssem os DVDS por aqui então… Alguém com contatos fortes no Canada? Alôr, Ryan Golsing?)

 

Agora o Mumford & Sons volta para mais um momento musical no nosso The Modern Guilt Awards, com umas das minhas músicas preferidas deles e dessa vez de um jeito que a gente gostaria que fossem todas as nossas visitas a livraria (♥)

 

Decepção da temporada> A Season 2 bem meio assim de GOT e a fase de observação da morte de Grey’s Anatomy, humpf!

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Só de lembar o quanto foi lenta toda a segunda temporada de Game Of Thrones, já sinto uma vontade incontrolável de dormir por pelo menos todo o verão. (prefiro viver no inverno, inclusive, me avisem quando ele chegar, rs)

Foi bem difícil, uma temporada arrastadíssima, com vários personagens novos e pouca relevância para a história como um todo. É, não foi muito boa mesmo, apesar de toda a qualidade da série e tudo mais. E continuamos andando, andando e andando… sem chegar muito a lugar algum.

Sim, teve o episódio da guerra com direito a fogo verde (cool cool cool), pedregulhos sendo jogados do alto do castelo e amassando cabeças mil, Tyrion sendo reconhecido como o grande herói da série e tudo mais, algo que foi sim bem sensacional além de umas das coisas mais bem cuidadas da TV. Mas e todo o resto super preguiça? ZzZZZ

Sinceramente, nem aquele Zombie Parade do final da temporada chegou a me animar…

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Outra decepção que tivemos durante 2012 foram os rumos que a Shonda Rhimes decidiu dar para a sua Grey’s Anatomy, encerrando da forma mais porca possível, uma temporada que tinha tudo para ser uma das melhores da série.

Até que voltamos para a nova temporada, a atual bocejante Season 9, onde estamos observando com muito custo, Shonda tentando consertar os erros do final trágico da temporada passada. E está ficando cada vez mais difícil de aguentar…infelizmente.

E mais triste que isso é ver uma série que nós já gostamos tanto, acabar assim, em uma morte lenta, sofrida, dolorosa, só porque alguém não conseguiu reconhecer que errou ou que já estava na hora de começar a pensar em parar…

Agora a série se transformou em qualquer coisa, com um Doutora Bailey que sempre foi a Queen B daquele hospital e todo mundo sabe disso, se transformando na personagem de alívio cômico mais patética da história, novos internos por quem nós não conseguimos nos importar muito e ou até mesmo pouco, entre eles a nova Izzie, a qual eu já consigo desejar a morte só para me sentir mais vingado, além daquela mesmice de sempre.

Sinceramente, #NAOTABOMNAO e anda sendo a última série que eu assisto na semana. Mentira. Assisto Greysa, fico com preguiça, raiva e logo assisto Parenthood, porque eu preciso de um abraço daqueles para começar bem a nova semana e Greysa ultimamente só tem me dado tapas, puxões de cabelo e beliscões.

#WENEEDTOTALKABOUTSHONDA

 

Série que vamos ficar com saudade quando acabar de verdade> Fringe e a sua excelente temporada final (até agora)

#GUILT

Fringe sempre foi uma série genial, escorregou pouco ou quase nada em sua mitologia, sempre nos entregou uma das histórias mais inventivas da TV e mesmo assim, a cada nova temporada, ficávamos com o coração na mão, morrendo de medo do cancelamento.

Até que conseguimos garantir a nossa Season 5, algo que parecia ser um sonho distante para todo o fã da série, assim como para seus produtores, que com essa façanha que enfim aconteceu, acabaram garantido que a série alcançasse o número de 100 episódios, além do final que eles dizem que gostariam de dar para a mesma. (estamos confiando nisso. E até agora, deu para confiar)

E essa Season 5 de Fringe tem sido uma delícia de se acompanhar. Tudo bem que estamos caminhando até que bem devagar considerando que estamos em uma temporada de encerramento, mas até agora, cada passo além de super importante, tem sido também muito, mas muito especial.

Honestamente? Me encontro extremamente feliz com os rumos da série. Sério. Tenho pouca esperança de um final feliz para todos aqueles personagens e apesar dos traumas anteriores com séries que nós também já gostamos e que não tiveram uma boa conclusão (sim, eu estou falando principalmente de Lost), por tudo o que nós vimos até agora durante essa temporada, sinto que algo bem especial está por vir nesse series finale de logo mais. (e por especial não entendam nada como algo extremamente otimista ou feliz para todo mundo)

Sem contar que nessa reta final, faltando pouquíssimos episódios para encerrarmos essa história, ainda ganhamos um presente mais do que especial com a surpresa que foi o episódio “5×09 Black Blotter”, com a sensacional viagem do Walter a base de muito LSD, que além de ser super ousado a essa altura,  um episódio fantástico, debochado e com cara de uma instalação de arte, ele ainda nos presenciou com o glyph code que nós aceitamos como um presente de despedida de Fringe e a nossa experiência junto com a série: #GUILT

E digo sem medo de estar exagerando  que os maiores personagens da TV atual e que já figuram nela por alguns anos, são dois Walters = Walter Bishop (sempre um honra) e Walter White (sempre uma reação química)

E como somos uma premiação justa com quem a gente gosta, se houvesse um prêmio de personagem mais querido dos últimos tempos, esse prêmio hoje iria para o Walter. Oh wait de novo… mas quem é que manda nessa premiação mesmo?

 

Personagem mais querido dos últimos tempos> Walter Bishop, Fringe

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TA-DA! E para comemorar o prêmio, nada melhor como um momento musical mais do que especial que dividimos com o maior carinho desse mundo com o nosso querido Walter Bishop e que inclusive emprestamos de outro momento bastante especial para essa reta final da série. Walter que é a única pessoa do mundo com quem eu pensaria em dividir o último disco ever do Bowie. (♥)

(as apresentações ao vivo no Youtube para essa música estavam todas bem meio assim e por isso, durante esse momento em nossa premiação, teremos que nos contentar com um vinil do Bowie, rs. Mas nem pensem em reclamar e imaginem a sorte que vocês teriam se esse fosse o último deles no universo e estivesse em minhas mãos? rs)

 

Foufurice foufa do ano> Flynn Bloom

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Com uma série de foufurices foufas que nós já AMAMOS faz tempo (Kingston, Violet, Zuma, Seraphina, Archie, Abel), mais uma série de novas foufurices que apareceram nos últimos tempos (Marcel, Luca, Xander), esse ano, apesar de continuar achando todos eles uns foufos, ninguém conseguiu superar esse sorrisinho delicioso do Flynn e todo o seu fundamento em acessórios para a cabeça. Ninguém, sorry.

Foufo mil! (♥)

 

Da série casais que nós mais amamos do ano> Andrew Garfield + Emma Stone

Emma Stone + Andrew Garfield

Tem algum casal mais foufo no momento do que o Andrew Garfield e a Emma Stone ?

Não, não tem. Para ligar e combinar de sair de amigas em um double date mais tarde. (#SONHO)

Emma Stone and Andrew Garfield

(♥)

Aproveitando o momento de pura foufurice, como nosso próximo momento musical da premiação temos o Kasabian, com o melhor cover do ano para “Video Games” da Lana Del Rey. Sério, maravileeeandro! (eu pelo menos ouvi o ano inteiro)

 

Delírios de consumo de Essy Bloom do ano> Tudo em vinyl, tudo da Funko

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Se tem uma empresa covarde nessa vida, essa empresa é a Funko, que tem a coragem de lançar tudo o que a gente gostaria de comprar na vida no formato de miniaturas foufas dos nossos personagens mais queridos ever.

Não consigo lidar com todos esses lançamentos. Já não há mais espaço ou prateleiras/livreiros no mundo para tanta coisa que eu penso em adquirir…

#COVARDIACOVARDE

 

Eu sou ricah porém bem cafona do ano> A moda sem limites ficando super cafona

Anna Dello Russo já foi uma das nossas pessoas preferidas no mundo da moda e isso não tem muito tempo.

Continuamos achando ela ótima, divertida e adorando todos os seus exageros, que combinam perfeitamente com ela e toda a sua personalidade, mas a sua coleção toda em dourado para a H&M + esse vídeo completamente sem limites, foi uma das coisas mais cafonas da moda recente.

Sorry, Dello Russo, mas… #NAOTABOMNAO

 

Capa do ano> Azealia Banks para a Dazed & Confused

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Apesar de ter achado as capas do elenco Downton Abbey para a LOVE maravileeeandras (especialmente a com o odioso magia do Tom), também as GQs com a magia do Alexander Skarsgard e o Michael Fassbender, assim como a simplicidade da capa da Jessica Chastain para a T Magazine, nada como uma capa polêmica com a da Azealia Banks para a Dazed & Confused para roubar a nossa atenção, não?

Sério, até hoje eu não entendo essa “proibição”. Estamos ou não estamos ficando muito caretas?

 

E encerrando a sua participação na nossa premiação desse ano, o Mumford & Sons volta para dizer que eles vão nos esperar… rs (para cantar gritando, pulando, como se não houvesse amanhã mais mágico)

 

Catwalk do ano> O desfile só como nomes da Prada

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Eu teria passado o ano inteiro de 2012 usando somente essa coleção da Prada e ou desfilando em looping nesse desfile só com nomes.

Alinhadíssimo, maravileeeandro e sensacional. PÁ!

 

Prontofalei do ano> Lá vem a chatinha da Coco Rocha, de novo

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Até quando o mundo da moda vai conseguir viver da “ingenuidade” também conhecida como falta de profissionalismo da Coco Rocha?

Se está reclamando tanto, agora até de mostrar algo que ela considera como “muita pele”, está na hora de começar a vender gola rolê na feira e ou macacão longo de neoprene para surfista/mergulhador na praia, não?

#CHATINHA

 

Post do ♥ > Zilhões de Bilhões

#DOORBELL

O dia em que o Guilt alcançou um número bastante significativo para um blog que pouco ou nada se auto divulga e que resolvemos agradecer por todas as pessoas que andaram tocando a nossa campainha.

#SUPERBEMACOMPANHADOS

 

<Pausa para mais um comercial>

 

Xoxo do ano> It Girl em crise. Preguiça, mas segundo ela, em crise

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Quando a It Grill finalmente entendeu que ela não estava sendo tão exclusiva quanto imaginava ser e ao perceber que estava compartilhando de um sonho comum ao de uma grande maioria, resolveu falar a respeito, mas de forma equivocada e achei importante deixar uma opinião contrária, de quem não consegue acreditar tão fácil assim nessa nova visão da menina louca por esmaltes de graça e ou convite VIP para a festinha de logo mais que dá sacolinha de brindes patrocinados na saída. $$$ch-ching ch-ing

Certas coisas não colam assim tão fácil, não por aqui. Drop your smartphone it girl e venha tomar um chá/café que a gente tem umas coisinhas para te falar/mostrar. Vem…

E se quiser esmalte novo a gente não vai te dar, mas pode te indicar onde comprar e pagar um preço justo, como a maioria dos mortais. Que tal?

Quer ser realmente de verdade? Então, desça agora desse Louboutin que todo mundo já tem (nem que seja parcelado em 48 vezes em dois cartões diferentes) e vai para o mundo. Não escolha ser tola. Seja maravileeeandra!

PÁ!

 

Trucão do ano> Kristen Stewart + Robert Pattinson = que seja eterno enquanto dure a divulgação da saga e ou comecem as gravações da sequência da Branca de Neve agora na versão trucker  e rumo a Copa Pistão

Stewart + Pattinson

Sério que alguém ainda acredita na relação desses dois?

Sério que algum dia, alguém acreditou?

Sério que há quem olhe para a Kristen e além da dificuldade de enxergar um alma habitando aquele corpo, não consiga apenas ouvir de longe o barulho da buzina de um caminhão híbrido?

OK, não precisamos falar mais nada. ZzZZZZ

 

#NAOTABOMNAO do ano> Kristen Stewart

Kristen Stewart

Kristen Stewart

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Kristen nunca foi das mais queridas por aqui e isso todo mundo que acompanha o Guilt está cansado de saber. Sempre suspeitamos sobre quem realmente estaria por trás daquele olhar morto e nunca confiamos muito em suas escolhas, tão pouco no seu talento (que reconheçamos, tem bem pior) ou no mito de que de fato ela tenha uma alma, porque não conseguimos enxergá-la até hoje.

Mas em 2012, ela realmente andou fazendo suas piores escolhas, em todo e qualquer sentido e superando até mesmo as figurinhas fáceis de sempre nessa categoria, como a Riwanna, Katya Pérrola, a Vanessa Hudgens… principalmente quando o assunto foi transparência, que agora é no que ela mais vem apostando ultimamente, já que não foi muito transparente no passado… (#INYOURFACE)

Apesar de já ter uma coleção de looks pavorosos para chamar de seu e que ela não consegue segurar tão bem quanto a Ellen DeGeneres e suas camisas com colete e ou terninhos (referência totalmente aleatória, rs) por exemplo, nada foi pior, repito, nada foi pior, nem a história toda envolvendo a traição com o tal diretor do seu primeiro outro grande filme depois da saga mais preguiçosa de todos os tempos (e esse foi apenas o primeiro deles…), do que essa sua escolha da primeira imagem, que não poderia ter ficado mais horrorenda.

Detalhe, algum tempo depois, vimos a nossa maravileeeandra do ano humilhando com o mesmo look em renda e transparência a própria Kristen. Suck it!

Até hoje, ao olhar para essa imagem, uma gargalhada ecoa por todo o meu corpo, além de um grito de MY EYES! MY EYES! #TODAVEZ

#NAOTABOMNAO e se alguém não soprar uma vida nesse corpo, talvez nunca fique bom.

 

Como toda boa premiação guarda o seu melhor para o final, como última apresentação da noite temos ele, que devido a tantas referencias e menções durante todo esse ano, resolveu aparecer por aqui para encerrar a nossa premiação de forma mágica, que é como a gente gosta e merece. E ele não vem sozinho…

E para quem resistiu bravamente até aqui, esse foi mais um The Modern Guilt Awards, que encerra a sua 4ª edição revivendo todos os nossos momentos mais mágicos e preferidos do ano de 2012. Se ano que vem a gente volta? Alguém ainda duvida? (e para começar 2013, nos encontramos no próximo dia 07, combinado?)

 

ps: e mais uma vez, obrigado a todos os guilters pela companhia durante todo esse ano de 2012. (♥)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Maratonas que todos deveriam ter feito em 2012

Dezembro 27, 2012

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Estava eu triste comigo mesmo, fazendo um balanço sobre tudo o que eu assisti durante essa ano que passou, achando que não tinha me dedicado o suficiente a minha vida televisiva (talvez fosse apenas o efeito do hiatus falando mais alto nesse atual momento), quando resolvi fazer a matemática das maratonas que acabei encarando em 2012 e não é que eu fiquei até surpreso com o resultado?

De um total de 8 séries, apenas apenas 2 já estavam completas (para não dizer canceladas) e as outras 6 foram acrescentadas a minha agenda de sempre, todas excelentes e muito bem vindas por sinal. Desse total, 3 delas são americanas, 4 inglesas (meu atual fraco) e 1 delas canadense. Fazendo um cálculo básico na minha calculadora científica da Hello Kitty, foram 21 temporadas, somando um total de 226 episódios. Ou seja, na verdade, somando esse número a tudo que eu já assisto normalmente (e vocês sabem que não é pouca coisa), na verdade, eu realmente não tenho muito do que me envergonhar em relação ao meu desempenho em frente a TV durante o ano de 2012. (na verdade, talvez eu tenha que me envergonhar pelo total de horas gastas apenas nessa tarefa, rs #SHAMEONME)

Para encerrar o ano, resolvi fazer uma lista reunindo todas as maratonas sensacionais que nós dividimos aqui no Guilt durante esse ano de 2012 , aproveitando esse período de marasmo na TV que é sempre essa época de hiatus, na esperança de quem sabe assim acabar influenciando mais alguém a assistir a pelo menos uma dessas séries que merecem e muito serem vistas por todos. Isso pensando em quem eu não consegui convencer ainda… porque em todas elas, eu já trabalhei bastante nesse plot, rs

 

Doctor Who

DOCTOR WHO

A essa altura, já não é mais segredo para ninguém o meu amor por Doctor Who. Apesar da ter começado a assistir a série através da sua Season 5, a primeira com o 11th Doctor e na companhia dos Ponds, me apaixonei tanto por esse personagem e por toda a sua mitologia, que prometi para mim mesmo que eu precisava conhecer mais dessa história fantasiosa e tão especial.

Assim, me aventurei em uma maratona deliciosa nas quatro temporadas anteriores dessa nova fase da série (a partir de 2005), onde acabei conhecendo e também me apegando bastante aos outros dois doutores que ajudaram a criar a mitologia desse personagem que sem a menor dúvida é o que justifica toda a grandeza da série, que está prestes a completar 50 anos agora em 2013. SIM, eu disse 50 anos!

Realmente não é a toa que Doctor Who vem conquistando cada vez mais fãs pelo mundo todo com suas histórias, que tem um universo riquíssimo a ser explorado, onde essa jornada passa a ser uma verdadeira delícia deliciosa, seja lá qual for a sua idade.

E foi bem importante fazer essa volta ao passado recente da série, para conhecer e aprender um pouco mais sobre o personagem, além de compreender melhor algumas situações nas quais o Doutor se encontra até mesmo hoje em dia, no alto da atual Season 7, por exemplo. Algo que eu recomendo para todo mundo que for fã da série atual. Sem contar a experiência de conhecer e se despedir das companions todas ao longo desses últimos anos, além de vivenciar como é difícil nos despedir de um doutor, quando chega o momento da sua regeneração. Ambos momentos importantíssimos para a série, além de lindos e bastante especiais, é claro.

Apesar de já ter dito por várias vezes que o 11th Doctor é o meu Doutor, também é impossível enfrentar essa maratona na série antiga e não acabar se envolvendo e se apegando completamente aos outros dois Doutores dessa nova fase, aprendendo a gostar de cada um deles por motivos diferentes, conhecer e se apaixonar pelas diferenças de cada um e esse tipo de relação eu mais uma vez atribuo a grandeza desse personagem, que é realmente muito especial. Sem exageros.

Doctor Who passou a ser exibida em 2012 pela TV Cultura aqui no Brasil, que ao longo desse ano já exibiu pelo menos duas vezes cada um de seus episódios até a Season 6. Esse ano também foi lançado por aqui o box da primeira temporada da série, com o 9th Doctor e segundo a Log On Editora, os demais serão lançados em breve.

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

 

 

Sherlock

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Assistir a Sherlock chega a ser uma covardia com qualquer um dos demais que tenham se aventurado dentro do já tão explorado e conhecido universo de Sherlock Holmes. E por mais que atualmente tenhamos alguns bons representantes (e bem diferentes) para o mesmo personagem, é difícil não conseguir reconhecer logo de cara que sem muita dúvida, o Sherlock Holmes interpretado pelo excelente ator Benedict Cumberbatch é muito melhor do que qualquer um dos outros. A partir da série, acabei decidindo então que esse é o meu Sherlock Holmes e não aceito outro. Pelo menos não com tanto amor, rs. (♥ – Sorry Downey Jr, Lee Miller)

Muitas pessoas torcem ao nariz para a duração de cada um dos episódios da série, com cerca de 1h30 cada, mas ao deixar esse detalhe de lado e se atentar a excepcional forma que eles escolheram para nos contar suas histórias nessa série de TV,  é bem fácil perceber que realmente esse tempo a mais para cada episódio acaba fazendo toda a diferença, de tão excelente que a Sherlock consegue ser e sem fazer com que eles pareçam arrastados demais ou qualquer coisa do tipo. Tudo dentro desses muitos minutos acaba se fazendo necessário. Tudo.

Personagens queridos, muito bem “recriados”, uma parceria espetacular entre os atores Benedict Cumberbatch e o Martin Freeman, Sherlock é sem dúvidas um dos melhores produtos da TV atual, em todo e qualquer sentido. Uma série muito bem construída, muitíssimo bem cuidada por todos os lados, cheia de referências visuais e um estilo que já se transformou em uma identidade própria (e quem copiar vai ficar com cara de cópia, não tem jeito) e que com certeza vai te deixar de queixo caído de tão boa que essa versão inglesa consegue ser. Sem contar, a especialíssima participação de um dos melhores vilões da história, Moriarty, que não deixou nada a dever para o nível do seu pior inimigo. Sério, outro dos melhores personagens da TV atual, sem a menor dúvida.

Até agora, foram exibidas duas temporadas com apenas 3 episódios cada e uma terceira já confirmada, está sendo aguardada apenas para o final de 2013, começo de 2014, devido a agenda dos dois atores principais (Humpf). Uma pena ter que esperar tanto para ter algo novo da série, mas para quem se animar, os DVDs das duas temporadas de Sherlock já se encontram disponíveis por aqui, também pela Log On Editora. Um ótimo investimento indeed.

Season 1

Season 2

 

 

Being Erica

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Assistimos um monte de séries na TV o tempo todo e isso já faz parte da nossa rotina desde sempre. Algumas duram muito, outras pouco, mas somente algumas acabam ficando com a gente para sempre, seja por uma memória afetiva ou por qualquer outro detalhe, mas geralmente, quando isso acontece, é porque elas foram realmente especiais.

E esse é o caso de Being Erica, uma surpresa deliciosa que eu tive durante esse ano de 2012, quando decidi encarar uma maratona dentro dessa série canadense que eu sempre acabava deixando para depois, por um motivo ou outro. Talvez estivesse esperando inconscientemente pelo momento certo…

Being Erica é mesmo muito especial porque além da jornada pessoal da personagem ser uma delícia deliciosa, ela é um convite para terapia ao lado da própria Erica. E detalhe, essa não é um terapia chata ou comum, algo que deixa a série ainda mais especial. Ao lado do Doctor Tom, o terapeuta dos sonhos de qualquer um  (quem eu espero encontrar até hoje, toda vez que abro uma porta qualquer. Sério. , vamos abrindo portas e mais portas juntamente com a personagem e todas elas acabam nos levando para momentos importantes da vida da Erica e que são todos momentos muito fáceis de se relacionar com a nossa própria vida, independente das nossas diferenças.

Sério, nunca uma série havia se relacionado tanto com a minha vida (e meio que serve para todo mundo) e apesar de soar extremamente clichê  o que eu tenho a dizer sobre ela, eu realmente acabei fazendo terapia durante essas quatro deliciosas e mais do que especiais temporadas da série. Também não me lembro de ter ficado tão emocionado com um series finale por todos os motivos possíveis e imagináveis. Chorei, chorei, chorei e saí renovado. WOO!

O tipo de série para se levar para a vida e recomendar para quem a gente gosta de verdade (♥). Talvez eu a reveja pelo menos uma vez por ano, para sempre! (aquele que acha que nunca será liberado da terapia)

São quatro temporadas curtas, com uma média de 12 episódios cada, que você deve assistir acompanhado da sua caixa de Kleenex, porque é difícil conter as lágrimas. Por aqui, dizem que a série será exibida pelo recém chegado canal da BBC HD…

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

 

 

Downton Abbey

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Todo mundo sempre falou muito bem de Downton Abbey, algo que naturalmente acabava me deixando bastante curioso a respeito da série inglesa. Confesso que histórias de época nunca foram o meu forte na TV, mas Downton Abbey acabou mudando completamente a minha visão com a sua história, que é sim antiga e apaixonante.

E tudo isso sem precisar ir muito fundo em nada, apenas aproveitando uma época distante que não vivemos e nos trazendo o dia a dia da família Crawley em Downton e a rotina de seus empregados. Apesar do tema parecer ser simples, as histórias são todas muito especiais, cheias de acontecimentos, reviravoltas e acaba acontecendo de tudo naqueles muitos cômodos daquela casa grandiosa, além dos acontecimentos históricos da época que acabam se fundindo com a história em determinados momentos. E o elenco também acaba fazendo toda a diferença para a qualidade da série, que chega a ser absurda.

Desde que a conheci, em pouco tempo a série conseguiu se transformar no meu novo novelão, daqueles onde a gente consegue encontrar de tudo um pouco do que mais gostamos. E apesar de se tratar de um drama daqueles, Downton Abbey é também uma série bem leve, sobre coisas simples como eu já disse anteriormente e recheada com momentos de pura doçura, uma inocência de outros tempos e muito daquele humor típico inglês que nós gostamos tanto.

Atualmente com três temporadas já exibidas na terra da rainha e com os DVDs recém lançados por aqui das duas primeiras temporadas, foi anunciado recentemente que a série será exibida pelo GNT a partir de Abril de 2013 e na sequência das Seasons 1 e 2.

Ainda falta falarmos da recém encerrada Season 3 aqui no Guilt (estava esperando o especial de Natal para poder fazer uma review completa da temporada), eu sei, mas logo resolveremos esse problema indeed…

Season 1

Season 2

 

 

The It Crowd

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Como nem só de dramas e Sci-Fi se vive o homem moderno e cheio de culpa (rs), estava faltando uma comédia para começar a alegrar os meus dias durante a maratona de 2012. E foi na comédia nerd The It Crowd que eu encontrei a minha diversão garantida ao lado desses três personagens adoráveis, presos em um porão no departamento de TI da Reynholm Industries.

A série tem aquele típico humor inglês que nós adoramos, esse bem escrachado e bem politicamente incorreto em vários momentos. Sem contar todas as situações do cotidiano daquela equipe de TI, que apesar de bem simples e comum, são recheadas de piadinhas nerds e momentos de puro pastelão.

Uma típica comédia do absurdo inglesa, que é uma pena que tenha sido cancelada tão cedo. Humpf!

São quatro temporadas com apenas 6 episódios cada uma delas, do tipo que você consegue assistir sem ter que fazer muito esforço e de quebra, ainda acaba se divertindo e muito.

Já tentou desligar e ligar de novo? (♥)

ps: se alguém souber em que porão dos bastidores da TV inglesa que se encontram os toys todos utilizados no cenário da série, por favor entre em contato para que possamos planejar esse roubo do século nerd, rs.

Seasons 1,2,3,4

 

 

Awkward

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Awkward é um tapa na cara bem dado e usando o anel do humor para quem achava que uma série produzida pela MTV não poderia ser realmente boa. Tapa na cara que eu mesmo acabei tomando, quando vivia torcendo o nariz para a série mas, devido a muita insistência e comentários positivos por todos os lados, acabei dando uma chance para a mesma e isso para a minha sorte, claro, porque Awkward é realmente muito boa.

Primeiro que a série tem cara de filme da década de 80, se passa em um high school bem pé no chão, com cara de possível e tem personagens sensacionais, aproveitando muito bem essa onda do humor do “perdedor” que todo mundo sabe que ironicamente ou não, é quem mais vem se dando bem atualmente. Suck it!

Apesar de ter achado a primeira temporada bem mais especial do que a segunda, Awkward continua sim sendo uma ótima opção para que estiver a procura de uma nova “dramédia”. Ainda inédita no Brasil, a série é da MTV já recebeu a encomenda de uma terceira temporada, essa com o dobro de episódios que estavam sendo exibidos normalmente.

“Sorry, but i’m not sorry. You’re welcome” (queixo para frente + cara de megabitch)

Seasons 1 e 2

 

 

Happy Endings

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Outra série americana que eu havia decidido ignorar por pura implicância boba, até que um belo dia resolvi dar uma chance e acabei me vendo completamente apaixonado por quase todos os seus personagens e com raiva imensa de mim mesmo por não ter assistido essa comédia sensacional antes. Damn you Essy!

Seis amigos que vivem na mesma cidade e que acabam dividindo uma série de eventos do dia a dia que garantem a nossa diversão a cada novo episódio. Onde é que nós já vimos isso mesmo antes, hein?

E antes mesmo de você pensar em dizer Friends, saibam que eles mesmo já fizeram essa piada e ela não poderia ter sido mais descarada ou especial. Uma típica sitcom americana, mas muito bem escrita e editada, cheia de referência as séries do mesmo gênero e com personagens divertidíssimos e completamente apaixonantes. Amauzing!

Exceto pela filha do Jack Bauer, que continua a mesma insuportável e que não consegue ter a menor graça, até hoje. Ahhh se aquele puma antigo estivesse com um pouquinho mais de fome e ou sorte…(24)

Atualmente em suas Season 3 (que anda meio irregular, confesso…), Happy Endings pode ser uma boa pedida para você que está a procura de novos amigos, rs.

Seasons 1 e 2

 

 

The Newsroom

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O drama que estava faltando na nossa TV. Apesar de ser uma série nova, lançada esse ano, acabei deixando para assistir a primeira temporada da estreante The Newsroom quando ela já havia se encerrado e por isso a considerei como uma maratona juntamente com as demais.

A série que marcava a volta do texto sempre excelente do Aaron Sorkin a TV, mas que já chegava dividindo opiniões. Alguns odiaram. Outros morreram de amor. Apesar de um piloto excelente, a série deu sim algumas deslizadas ao longo da temporada, principalmente na questão da construção da vida pessoal dos personagens e até mesmo de suas histórias. Demorou para deslanchar no começo, mas assim que eles descobriram o caminho certo a ser percorrido, meio que como uma fórmula, ganhamos uma sequência de episódios sensacionais, do tipo para se aplaudir de pé. Como esquecer aquele momento “Fix You” de um dos episódios mais especiais dessa primeira temporada, por exemplo?

Apesar da série ser sobre o núcleo de jornalismo de um programa de TV, deixando de lado a parte mais ideológica da coisa, que na prática, nós todos entendemos e já aprendemos que na vida real não é bem assim que as coisas funcionam, ainda assim, The Newsroom acaba servindo de inspiração para todos que sonham em se tornar grandes profissionais, seja lá qual for a sua área de atuação. E também, apesar de se tratar de um drama, a série tem seus momentos de pura comédia (alguns bem divertidinhos, outros nem tanto), assim como seus momentos que são só amor. (alguns funcionam melhor, outros nem tanto assim)

Já renovada para uma Season 2, a série é da HBO.

Season 1

 

E essas foram as nossas deliciosas maratonas do ano de 2012. Quem diria que a gente daria conta de assistir tantas séries e no meio de tudo isso, encontrar tanta coisa boa, hein?

Estou bem feliz com as minhas escolhas para 2012. E que venha o próximo ano!

 

ps: em 2013, começo a assistir a já encerrada Merlin (que eu pretendo começar logo) e finalmente decidi assistir Queer As Folk como eu deveria ter feito adequadamente no passado. Não prometo nenhuma review. Mentira, prometo sim. E por enquanto, para o próximo ano é isso… sugestões?

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Sherlock WHO? (♥³)

Maio 28, 2012

Steven Moffat e os seus meninos de ouro, Benedict Cumberbatch (Sherkock) e o Matt Smith (o meu doutor! Doctor Who) no BAFTA Awards 2012. Moffat que recebeu o prêmio de melhor roteiro por Sherlock, ele que ainda foi um dos homenageados da noite por sua contribuição para o crescimento da TV britânica indeed. SUPER MERECIDO!

Quem também saiu premiado foi o ator Andrew Scott, pelo seu impagável, enlouquecido e sensacional Moriarty em Sherlock. Outro prêmio mais do que merecido da noite. Clap Clap Clap!

#CLAPCLAPCLAPFORMOFFAT

ps: e a BBC HD acaba de chegar ao Brasil pela NET e começa as suas atividades hoje mesmo e diz que a partir de Junho eles vão exibir a Season 2 de Sherlock (por isso o lançamento do DVD da segunda temporada foi adiado por aqui) e Being Erica (a série que roubou o meu ♥) que é uma co-produção canadense com o canal inglês indeed e que deverá ser exibida a partir da sua Season 1. Resumindo, só falta a Rainha me convidar para um chá das cinco. YEI!

Being Erica/ Being Essy

Maio 12, 2012

Quando comecei a assistir Being Erica, não tinha muita ideia de onde exatamente eu estava me metendo. Conhecia um pouco da história, já havia ouvido algumas boas recomendações, mas sinceramente, eu não esperava que a série acabasse se tornando o que ela hoje representa para mim.

Uma maratona deliciosa de quatro temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4, a qual esse post é referente) que talvez eu nunca esqueça. E assim espero, porque todas a lições apresentadas na série, juntamente com os ensinamentos do Doctor Tom, são dignos de se carregar para a vida. E digo isso sinceramente, sem brincadeira, sem o menor medo de parecer cafona ou soar totalmente clichê. Se durante essas quatro temporadas Erica foi para a terapia, nós fomos de mãos dadas com a personagem, abrimos juntos cada porta que reservava o início de uma sessão, sentamos ao seu lado no consultório do Doctor Tom, o que acabou fazendo com que fosse praticamente impossível não nos relacionarmos diretamente com a série de forma bem pessoal.

Impossível porque estamos todos diretamente ligados de alguma forma a todos os dramas e plots que a Erica enfrentou no seu cotidiano durante a série. Quem nunca teve problemas no trabalho? Quem nunca se encontrou meio perdido, pelo menos uma vez na vida? Quem nunca teve problemas em casa? Quem nunca sentiu uma saudade absurda de alguém que já se foi? Quem nunca se apaixonou pela pessoa totalmente errada? E quem nunca se apaixonou pela pessoa certa e a deixou escapar? …

E Being Erica tratou todos esses clichês e vários outros que representam muito bem um pouco da vida de todo mundo, da melhor forma possível, sempre dignamente e deixando todos com uma sensação bem leve ao final de cada episódio, por mais dramático que ele fosse e o nosso coração ficasse bem apertado com a sua resolução, que nem sempre foi a esperada ou teve o final feliz que gostaríamos. Mas assim é a vida, a minha, a sua, não é mesmo?

E logo eu dizendo uma coisa dessas, aquele que passa longe da estante de auto-ajuda na livraria, aquele que jamais leu “O Segredo” e já fez muita piada sobre isso (sorry para quem acabou lendo). Talvez por isso mesmo, esse post ganhe o título (tão especial para mim) de “Being Erica/Being Essy”, porque apesar da minha vida ser pouco interessante para a maioria de vcs que estão lendo essa review nesse exato momento, eu já vou logo de cara dizendo que Being Erica no mínimo mudou de algum jeito a minha forma de ver o mundo. Sério, construí uma relação de amor com a série tão profunda, do tipo que eu nem imaginava que seria possível a essa altura do campeonato, afinal, com o nível alto do meu vício, eu já posso dizer que estou no mínimo escolado em séries de TV. Mas foram tantas semelhanças que eu encontrei com a personagem, além de por diversos momentos acabar considerando que a história do episódio do dia só poderia ser mesmo um sinal sei lá de onde, que eu não consegui me relacionar com a série de outro jeito a não ser dessa forma bem pessoal. Coisa de gente que continua abrindo portas esperando encontrar uma boa surpresa do outro lado, neam? (rs. Knoc Knoc!)

Não que a série seja uma espécie de auto-ajuda, ou o novo “O Segredo”, longe disso até, que fique bem claro (e eles mesmo fazem piada sobre isso o tempo todo), mas todos os plots envolvendo a terapia foram tratados da forma mais simples possível e mesmo com a sua fórmula fantasiosa de viagens no tempo, todos os eles se tornaram super plausíveis, assim como bem possíveis até. Sempre traçando uma metáfora, com Erica aprendendo com os próprios erros, por mais clichê também que isso possa parecer. Até a questão das deliciosas viagens no tempo de Erica se tornaram algo totalmente normal e possível nas nossas cabeças (de aceitar e entender), mesmo com a gente morrendo de inveja de não ter a mesma chance que a personagem, de poder revisitar o passado daquela forma sensacional e assumidamente invejável. Mas todos nó temos uma coisa chamada memória e nesse pequeno detalhe, eu sempre achei que estava escondida a maior metáfora da série.

Por isso não foi nada fácil me despedir de uma série como Being Erica. NADA fácil. Me peguei extremamente emocionado durante toda essa Season 4 que encerrou a série da melhor forma possível (achei mesmo uma temporada bem perfeita, que conseguiu até ser melhor do que a Season 1), ficando com os olhos cheios de lágrimas a ponto de não conseguir mais acompanhar as legendas em diversos momentos e por motivos diferentes, nem sempre relacionados a própria série (Ahhh, a memória!). Tudo bem, eu sei que eu ando/sou meio emotivo (e nesse momento, estar no meu inferno astral tem colaborado bastante para isso), mas eu duvido que quem aceite a proposta de uma maratona da série canadense, não se encontre ao final de tudo nas mesmas condições que eu me encontrei depois de toda essa jornada na terapia ao lado de Erica Strange. Só para dar um gostinho, me peguei soluçando com aquele series finale primoroso e super emocionante. Sério, soluçando!

Mas chegou a hora de nos despedir adequadamente e como a própria Erica disse no episódio final, toda história precisa ter um fim, apesar desse series finale ter mais uma cara de recomeço para a própria Erica.

E começamos essa Season 4 com a resposta da pergunta que não queria calar: quem seria o primeiro paciente de Erica? Hein?

E confesso que ter o Josh, o ex cunhado asshole como resposta, me deixou absolutamente surpreso (4×01 Doctor Who?). Primeiro, eu já fui logo pensando “mas que sacanagem hein Doctor Tom?”, colocando a Erica na posição de ter que ajudar a quem talvez ela mais tenha odiado durante a série toda. Mas como Being Erica não é tão simples assim e tudo é sempre muito especial e muito bem pensado, na verdade, Josh era apenas o primeiro dos demais pacientes que Erica teria que ajudar antes de se tornar uma Doutora, sendo todos eles relacionados diretamente à sua vida.

O bacana foi que dessa forma, Erica teve a chance de amarrar todas as pontas da sua história, ajudando cada um dos personagens coadjuvantes da série a de certa forma a também se beneficiarem com a sua terapia invejável.  Algo que eu considerei como nada mais do que justo, uma vez que várias dessas pontas ainda estavam pendentes, como a história mal resolvida entre Josh e Erica, ele que escondia um amor por ela desde o começo, mas que ambos para se afastarem de algo que poderia causar todo um drama familiar que talvez nunca tivesse volta (além de que, ele não era correspondido por parte dela), acabavam mantendo uma postura bastante parecida um com o outro, evitando até mesmo de se conhecerem melhor a ponto de não conseguirem sequer encontrar algumas fortes semelhanças que ambos dividiam. E a forma como o próprio Doctor Tom (que usou quotes ótimas nessa última temporada) a fez enxergar tudo isso, foi também muito especial.

O mesmo eu digo para o Ethan, que muito mais do que um simples namorado para Erica, foi o seu melhor amigo por boa parte da sua vida e não teria sido nada justo se a sua história com ela terminasse sem um final feliz, mesmo que os dois não tenham ficado juntos como um casal, como a gente chegou a imaginar como seu par ideal lá no começo de tudo. Linda a forma como os dois se reconectaram e mais linda ainda a forma como os dois se ajudaram durante o episódio (4×07 Being Ethan), com Erica cumprindo assim mais uma etapa do seu treinamento, que de quebra, ainda resolvia as suas próprias questões pessoais. Howcoolisthat?

Outra coisa que eu achei interessante, foi o modo como eles conduziram a história do Adam com a Erica durante essa Seaaon 4, ele que assim como ela, também era um dos pacientes do Doctor Tom. E com esse ponto em comum, a dinâmica do casal ficou ainda mais interessante, com Erica ganhando um confidente para poder dividir suas experiências na terapia, sem que ele a considerasse uma maluca. Tudo bem que estava tudo feliz demais para a vida amorosa da personagem e por experiência em séries de TV, nós já guardávamos alguma intuição de que algum drama entre o casal viria pela frente nessa reta final. E não deu outra: confirmou! (4×06 If I Could Turn Back Time – Smacks Cher! rs)

Adam e Erica dividiram um química que ela não teve com nenhum outro namorado durante a série, fato. Ambos eram muito parecidos em sua força e coragem, mas ao mesmo tempo mantinham algumas diferenças que mesmo quando em conflito, acabavam servindo para manter  o casal em harmonia. Com isso, as discussões (frutos de uma convivência mais próxima) começaram a surgir, com Erica sempre querendo discutir (Being Essy…humpf!) e o Adam sempre evitando o conflito para não perder a linha na sua fúria as vezes incontrolável, vide o seu passado que nós já conhecemos. Mas tudo isso mais uma vez sem exageros, mantendo o pé no chão, trazendo para a história algumas discussões que todos nós já vivenciamos algum dia. E #TEMCOMONAOAMAR o Adam de moto, trazendo um capacete de joaninha para a Erica? E a jaqueta de couro do tipo “biker”, presente dela que ele disse que nunca mais iria tirar? E a viagem para a Irlanda? Cool Cool Cool. Aliás, achei bem especial que até esse detalhe da briga pela moto do Adam não foi ignorado e apareceu antes do final, com a Erica finalmente pegando uma carona na moto dele, demonstrando que ela realmente já não era mais a mesma e nesse caso, para o seu próprio bem.

E mesmo com a presença de Kai circulando pela vizinhança enquanto Adam e Erica estiveram separados, ele que havia voltado por conta de um “arrependimento”, ficou bem evidente que o homem ideal para a Erica era realmente o Adam e toda a sua magia irlandesa + cabeça bem resolvida. E o que foi aquele Milo, construção do próprio Doctor Tom baseado no ideal de homem perfeito da Erica? Ele que serviu para ilustrar o quanto o nosso ideal imaginário é bem diferente na prática, quando chega a hora de encarar a realidade e nem tudo é como a gente idealizou um dia, nas nossas mais profundas fantasias. E a gente aqui, perdendo tempo criando cada ideal de boy magia totalmente à toa, humpf! (rs)

Kai chegou mesmo para abalar um pouco as estruturas dessa reta final, colocando a Erica em dúvida dos seu sentimentos, uma vez que o Adam havia terminado tudo com ela. Sempre achei que o romance entre a Erica e o Kai tratava-se mais de uma fantasia, do que qualquer outra coisa e não conseguia enxergar as possibilidades para o futuro dos dois como casal, tanto na prática (por conta da linha do tempo diferente dos dois), quanto considerando a própria intensidade da relação que ambos dividiram . E isso ficou bem claro perto da reta final da série, com a Erica percebendo que seria mesmo impossível manter uma relação com o Kai e mesmo que fosse possível, essa já não era mais a relação ideal para ela e isso ficou evidente para a personagem, quando ela viu o reflexo da sua imagem de vestido de noiva cor de “Via Láctea” (rs) ao lado do Kai naquela loja e certamente chegou a conclusão de que ele não era o personagem ideal para aquele cenário. Com isso, Kai finalmente entendeu qual era na verdade o seu arrependimento (onde talvez fosse a sua missão “salvar” a Erica. Thnks Kai!) no nosso presente e aceitou o seu destino, deixando o caminho aberto para que o Adam ficasse com ela de uma vez por todas.

Um episódio bastante importante para a mitologia da série e que além de tudo nos trouxe a participação da Erica em dobro, foi aquele com ela recebendo a visita dela mesmo vinda diretamente do futuro (4×08 Please, Please Tell Me Now – Smacks Duran Duran!), para ajudá-la a entender o que de fato iria acontecer em 2019, provocando uma saída bastante inteligente para um final trágico que a nossa Erica não merecia ter que enfrentar. Aliás, que nenhum deles merecia como resolução para suas histórias e fiquei bem feliz que esse não tenha sido o caminho escolhido para essa reta final da série para nenhum dos personagens. Well done!

E a despedida do Kai assim como a volta da Erica com o Adam, aconteceu no cenário do casamento do casal Ivan e Dave, sempre super foufos, mas com menos destaque durante essa temporada (e o Dave sumiu por um bom tempo neam?). Festa organizada por Julianne, que contou com uma ótima participação do Doctor Tom dançando juntinho com a Erica na pista, fazendo com que ela entendesse que se ela realmente queria o Adam, logo ela precisava fazer alguma coisa e não simplesmente aceitar as circunstâncias atuais da sua vida.

Impossível também falar bem da série, sem mencionar o quanto a Julianne cresceu como personagem, garantindo para ela também um espaço especial em nossos corações. Personagem que no começo era apenas uma total megabich, acabou se revelando no decorrer da história como uma das grandes amigas da Erica, daquelas que se carrega para a vida. Acho até que toda a cumplicidade e a parceria de sucesso ao lado da Erica, além de todas as afinidades e até mesmo as deliciosas diferenças entre as duas, a fez roubar merecidamente o posto de melhor amiga da Erica, deixando qualquer uma das amigas antigas do passado no chinelo. (sempre achei a Judith e a Jenny meio assim para melhores amigas…onde dentre elas, apenas a Jenny teve algum destaque nessa temporada final, hein? Inclusive, achei bem importante e justa a resolução da sua história com a Erica também)

Nessa reta final, Erica também teve a Julianne como paciente (4×02 Osso Barko), o que acabou nos revelando o porque de toda aquela sua postura de megabitch do passado, quando Erica foi a sua assistente na River Rock e que no presente, se repetia como uma espécie de comportamento padrão em relação a nova assistente da 50/50. Na verdade, Julianne era apenas uma mulher insegura em relação a sua própria inteligência, onde ela aproveitava do seu cargo superior para tentar intimidar toda e qualquer pessoa que ela considerasse mais inteligente e que estivesse em uma posição inferior a ela. Comportamento mais do que comum em toda empresa…

Aliás, esqueci de mencionar na minha review anterior o quanto foi excelente também aquele episódio especial de Natal depois do encerramento da Season 3 (3×13 Fa La Erica), com a Erica vivendo a noite de Natal no lugar e no passado da própria Julianne, um momento também bem divertido para a série, onde podemos conhecer um pouco da família dessa personagem hoje também tão querida por todos nós. E quão foufo foi a Erica dando de presente a portinha da casa de biscoito para o Adam? Awnnn! (♥)

Outro que precisava de uma conclusão era o Brent, afinal, toda aquela postura de megabitch que ele revelou na temporada anterior precisava ser justificada de alguma forma, mesmo com todo mundo já desconfiando dos seus motivos. Sem contar que a gente precisava que ele saísse de dentro do armário de uma vez por todas. E com a ajuda da Erica em mais uma etapa do seu treinamento para Doutora, assim ele fez (4×04 Born This Way – que não poderia ter um título melhor), revelando ser apenas um novo tipo de homem, o “pavão urbano” como ele mesmo chegou a se classificar. Tá…sei…Nessa hora, comecei até a entender um pouco mais do seu perfil (afinal, hoje em dia nem tudo é tão simples, ou apenas gay ou straight, neam?) e quando ele revelou que sempre teve um interesse pela Julianne (algo que sempre deu na cara, apesar dele dar uma boa pinta de vez em quando, rs) eu logo imaginei que eles na verdade seriam perfeitos um para o outro, como o casal Barbie & Ken. E quando em um determinado momento da temporada, a Julianne acabou reconhecendo exatamente isso, após já estar apaixonada por ele, eu não me contive e gritei: confirmou! Barbie e Ken tem mesmo é que ficar juntos, não tem jeito! (rs)

E quando a gente imaginava que em casa, com a família da Erica estaria tudo resolvido a essa altura, me surge o plot surpresa da mãe dela também nessa reta final, ela que teve um filho ainda na adolescência e acabou abrindo mão do mesmo para a adoção naquela época, onde descobrimos tudo isso por meio de uma deliciosa viagem ao ano de 1969, com a Erica se tornando a melhor amiga da sua mãe já grávida, quase tendo a chance de ir a um show do John Lennon (passou perto hein Erica? Humpf…aliás, adorei quando ela questionou essa possibilidade com o Doutor Tom, rs).

E tudo isso justificou muito bem a postura contrária da mãe dela em relação a gravidez da Sam, que mais tarde, teria o seu primeiro filho, Leo, nome que não poderia ser diferente para o primeiro neto de Barb. Sério, fiquei profundamente tocado com a reação da personagem quando a Sam revelou o nome daquele que viria a ser o primeiro neto da sua mãe (algo que eu suspeitei que aconteceria logo que a Sam anunciou a sua gravidez). E foi bem bacana também a Barb revelando esse drama escondido no passado para toda a sua família e mais tarde tendo o seu primeiro contato com o tal filho, que além de ser um homem lindo, ainda era super bem resolvido em relação a essa questão toda do passado.

Como a vida estava revelando resoluções e finais até que felizes para todos os personagens, nada mais justo do que o próprio Doutor Tom começasse a receber parte da sua recompensa, por ter sido esse homem tão sensacional que ele foi enquanto Doutor, o terapeuta dos sonhos de todos e que de certa forma, chegou até a ter a sua própria vida pessoal prejudicada por conta do seu envolvimento com os pacientes e suas terapias. Com isso ganhamos uma nova personagem, Amanda (Suzy Joachim), uma mulher lindíssima que havia dividido uma história de amor no passado com o Doutor, algo que inclusive havia ficado pendente em sua vida e que nos foi apresentado apenas nesse momento, como proposta de final para o personagem. E esse momento foi quando havia chegado a hora de Tom (agora como homem e não Doutor) começar a pensar um pouco mais no seu próprio final feliz, algo que ele escondia por trás do acúmulo de trabalho, evitando ao máximo lidar com a sua vida pessoal.

Super emocionante a visita que ele fez ao seu pai também, descobrindo que o grande herói da sua vida, aquele com quem ele dividia inúmeras semelhanças (inclusive em seus escritórios), na verdade, não foi um homem tão realizado assim quanto ele imaginava e  para a sua sorte, Tom descobriu isso ainda com tempo de sobra para tentar modificar a sua própria vida e chegar ao ponto comum que é o sonho de todo mundo. Com isso, ele acabou descobrindo que realmente chegou a hora de considerar uma aposentadoria, mas foi realmente uma pena que para isso (embora seja super justificável), ele não pudesse mais manter contato algum com nenhum de seus pacientes, Doutores ou qualquer coisa relacionada a terapia, inclusive com a Erica, que foi o que acabou nos levando para o series finale. (glupt)

Fico feliz também, que muito mais do que qualquer drama pessoal da própria Erica ou a resolução de com quem de fato ela iria ficar no final, que tudo isso tenha se resolvido antes, dando espaço para o grande plot que encerraria a série da melhor forma possível. Apesar da jornada, apesar dos arrependimentos, Being Erica sempre foi a história de dois personanges = Erica e Doctor Tom, não tem jeito. E nada mais justo do que um final totalmente dedicado a relação lindíssima dos dois.

(imagem para imprimir, fazer corações e colar na agenda)

Com a sua vida toda resolvida em vários aspectos, inclusive profissionalmente, com os amigos todos encaminhados e felizes, finalmente dividindo uma nova casa lindíssima com o Adam e dessa forma, mantendo o seu coração devidamente preenchido com toda a magia irlandesa que lhe era de direito (rs), chegava a hora da Erica assumir a responsabilidade de ter se tornado uma Doutora, ganhando dessa vez o seu real primeiro paciente, que a princípio, aparecia apenas em flashes confusos, até que ele atingisse o pico do seu desespero e ela pudesse oferecer a sua ajuda. Mas antes disso, ainda faltava uma ponta a ser amarrada nessa história, que seria a grande e inevitável despedida (para nosso desespero) entre a Erica e o próprio Doutor Tom. Nessa hora, estava instaurado o conflito da vida da Erica e do Doutor Tom, onde para seguir adiante com suas histórias, um teria que abrir mão do outro de uma vez por todas. (glupt)

Nesse momento, eu já estava completamente entregue as lágrimas (desde os créditos iniciais do episódio, na verdade), tomado por uma emoção que eu não me lembro de ter sentido em nenhum outro series finale por exemplo, e olha que dentro desse meu universo vicioso de séries de TV, eu já tenha alguma experiência no assunto. E esse é um mérito de Being Erica que deve ser exaltado. Quando a gente escolhe assistir uma série de TV qualquer por exemplo, a gente faz essa escolha baseada numa série de fatores que variam de pessoa para pessoa, como o gosto pessoal de cada um, a história em si, a identificação com os seus personagens e por ai vai. Mas um ponto em comum dentro de todas essas escolhas é que elas acabam nos levando para um outro lugar durante a sua duração, quase como se a gente se desligasse por alguns minutos de qualquer outra coisa no mundo, para vivenciar apenas aquilo e se entreter.

E com Being Erica essa experiência foi totalmente o contrário disso, onde ao mesmo tempo em que a gente foi conhecendo a história apresentada (muito bem por sinal), fomos também repensando alguns conceitos, lembrando de alguns momentos das nossas próprias vidas bem semelhantes aos da personagem, o que de certa forma nos colocava dentro daquela terapia a cada episódio. Algo que eu considero como uma experiência nova, onde ao assistir a série, ficava praticamente impossível não se relacionar com ela de alguma forma, trazendo essa relação para a nossa própria vida, nos fazendo pensar nela a todo momento, enquanto durasse um episódio e até mesmo depois. Falando assim, pode até parecer um mimimi ou até mesmo qualquer tipo de filosofia barata, mas acreditem, Being Erica não só nos apresentou a um novo tipo de terapia, como nos fez passar por ela. SÉRIO!

Mas voltando ao final (4×11 Dr. Erica), obviamente que ambos os personagens (Erica + Doctor Tom)  tentaram evitar a todo custo que essa separação definitiva de fato acabasse acontecendo, onde uma relação como a que foi construída entre esses dois personagens, de forma tão intensa e praticamente de pai e filha como vimos acontecer na série, essa história realmente não poderia ser encerrada de forma simples e sem aquele turbilhão de emoções ligadas a ideia de um  estar prestes a perder o contato com o outro, para sempre. E tudo isso já teria um peso enorme para o episódio que encerraria a série de forma brilhante e com um excelente nível de emoção, mas um reforço ainda chegaria nessa reta final para deixar essa história realmente completa em todos os sentidos, sem deixar nada sem ser resolvido. Um nome que eu ainda não mencionei durante toda essa minha review de despedida da série enquanto personagem (pq eu bem já falei o seu nome antes sim, rs), o qual eu não havia entendido exatamente do porque dele não ter aparecido até agora nessa reta final de Being Erica, mas como tudo na série tem um porque, ele ficou guardadinho para essa etapa final: Leo. Personagem que foi responsável por momentos bem emocionantes para a série e que sem dúvidas era o maior arrependimento da vida da Erica.

Como se não fosse o suficiente a emoção do rompimento entre a Erica e o Doutor Tom, ela ainda teve como última tarefa a mando da Dra Naadiah (que eu sempre achei meio fria demais, apesar de correta…), um encontro lindo com o seu irmão morto no passado, Leo, ele que estava preso em meio as suas próprias lembranças (em uma espécie de limbo), em um corredor de portas muito parecido com o que já vimos Erica em algumas outras situações, em mais uma cena para deixar qualquer coração bem apertado. Para Erica naquele momento final, sobrava a difícil tarefa de fazer com que seu irmão aceitasse o seu recomeço escondido atrás da única porta que ele se recusava abrir naquele corredor e do outro lado da história, esse com o Doctor Tom, era a vez de fazê-lo aceitar o fim da sua trajetória como terapeuta e seguir em frente com a sua vida. Sério e eu me pergunto: e o nosso coração em uma hora dessas, como é que fica?

E a despedida entre a Erica e o seu Doctor Tom não poderia ter sido mais emocionante, sério, acho que não caberia mais emoção naquela cena, com ambos visivelmente entregues a aquele momento final da relação que eles criaram tão bem por todo esse tempo, com o momento de encerrar uma história para que outras continuassem a partir disso. Momento que contou com uma cena lindíssima, depois de um abraço longo e super sincero entre os personagens, com o Dr Tom saindo da sua sala para enfim viver o seu final feliz ao lado da Amanda e com a Erica ficando ainda lá dentro, observando toda a mobília do consultório sumindo lentamente (tears + tears + tears). Certamente, um dos momentos mágicos dessa dolorosa porém necessária despedida. (e tears de novo)

Apesar de achar extremamente cruel uma resolução como essa para a história da dupla Erica e Doutor Tom, foi extremamente justificável que aquela relação tivesse um fim, ainda mais considerando a aposentadoria do Doutor Tom, que seria um caminho sem fim para a sua história enquanto terapeuta e todo o seu passado dentro da sua profissão.

Mas como Being Erica foi uma série que resolveu nos deixar COMPLETAMENTE (sim, em caixa altíssima!) satisfeitos com o seu final, uma surpresa ainda estava para ser revelada, com a Erica enfim indo a encontro da sua primeira paciente nos minutos finais do episódio, depois de encarar o seu final com o Doutor Tom. E para a nossa surpresa, a primeira paciente dela era ninguém menos do que a Sarah, a filha problemática do Doutor Tom que já havia aparecido antes em momentos importantes da série, com a revelação de que ela era o maior arrependimento do próprio, que chegou a implorar para que a sua filha tivesse a chance de ganhar a terapia em algum momento do passado da série. Sério, querido leitor que esta resistindo bravamente ao final desse post, me diga: HOWCOOLISTHAT?

E com uma Doutora Erica caminhando lindamente e totalmente confiante ao seu encontro, Sarah ganhou a chance de tentar encontrar o seu próprio final feliz, mantendo assim a relação da Erica com o próprio Doutor Tom, provando que aquele laço entre os dois não poderia realmente ter um final, fazendo com que de certa forma eles ainda estivessem ligados um ao outro e assim, Erica tivesse a chance de retribuir a grande ajuda que ela recebeu daquele homem sensacional por todo esse tempo. Sério, alguém conseguiria imaginar um final mais perfeito do que esse? Acho bem difícil… CLAP CLAP CLAP!

Tudo bem que esse momento para mim, acabou sendo um pouco prejudicado pelos spoillers que eu cheguei a ouvir sem querer e até mesmo por uma ligeira desconfiança que eu tinha de que Sarah ganharia a Erica como sua Doutora. Mas mesmo assim, me encontrei profundamente emocionado com esse series finale de Being Erica, que desde já entra para  o topo da minha lista de melhores series finales ever.

Que série linda, não? Ai ai (chorei mais umas cinco ou seis vezes enquanto eu escrevia essa review, acreditem!).

Eu sei que é difícil nos despedir do que a gente gosta, ainda mais de uma série como essa, com quatro temporadas praticamente perfeitas (na verdade, acho apenas a Season 2 mais fraca, mas mesmo assim, muito boa também) e personagens que dificilmente a gente vai conseguir esquecer tão cedo, além de toda a sua história, sempre tão coerente, positiva e ainda terminando dessa forma perfeita, com os mais altos níveis de emoção nesse ciclo que se fechava naquele momento, mas que nem por isso seria o fim. Sabe aquela lista com nossos personagens preferidos ever? Aquele lista que tem nomes como Chandler, Lorelai, Carrie, Jack, Karen Walker, Pacey, Kevin Arnold (fui longe agora), Seth, Doctor, Bishops, Spock, Soprano, Ned, a família Fisher inteira, dentre alguns outros? Então, já podemos incluir mais dois nomes: Erica e Doctor Tom. (♥²)

Sinceramente, com esse final, Being Erica acaba de empurrar várias séries da minha concorridíssima prateleira especial, entrando de vez para a categoria de séries da minha vida. Sabe aquela série do tipo que a gente recomendaria para a mãe, para o melhor amigo, ou para os queridos leitores que nos acompanharam durante toda essa maratona? Então…Being Erica, anotem!

E quando comecei a assistir Being Erica, cheguei a questionar na minha review se eu receberia alta de pelo menos essa terapia (rs) e ao chegar ao final dessa deliciosa maratona, eu só posso dizer que me sinto totalmente revisado, questionado e muito melhor resolvido depois dessa experiência inesquecível ao lado da Erica e do Doctor Tom. Fico pensando que mesmo com a sensação de que eu iria adorar se tivessem mais episódios da série por vir, que diga-se de passagem, eu conseguiria acompanhar por anos sem a menor dificuldade, sinto que com esse finale, a série realmente conseguiu atingir o seu nível máximo, encerrando essa história de forma perfeita!

Para finalizar, preciso confessar que ao final da temporada anterior, quando a Erica ganhou o seu espaço em branco para ser o seu próprio consultório, fiquei imaginando como seria a versão do meu próprio espaço, caso eu tivesse essa mesma oportunidade. Até que cheguei a conclusão de que eu já tenho o meu próprio consultório e ele tem exatamente a cara do Guilt (♥). E depois da alta e da terapia finalizada, estando bem próximo de ficar mais velho na próxima semana, nesse post eu acho que eu mereço ser chamado de Doctor Essy, não? (rs)

Sinceramente eu espero que a experiência tenha sido tão boa para todos vcs que seguiram as minhas recomendações em relação a Being Erica, como foi para mim. Para terminar de ler ouvindo pela última vez…

ps: só lamento que os DVDs da série não existam por aqui. Uma pena…

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Concluindo mais uma fase da terapia com Being Erica

Abril 14, 2012

Não sei quanto a vcs que já assistiram a série, mas a minha relação de amor com Being Erica só tem aumentado. Que série deliciosa, não?

E a série é mesmo tão boa, que eu acabei sendo superado pelos meus próprios leitores que se sentiram influenciados pelo meu post de início da terapia e já chegaram ao seu final, leitores esses que gentilmente tem me polpado de spoilers. Super queridos, não?

Mas enfim, estou assistindo tudo lentamente, talvez pelo medo de ter essa delícia acabando rápido demais. Porém, depois de continuar com a minha terapia em Being Erica, finalmente cheguei ao final da Season 3, novamente com os olhos cheios de lágrimas, mas dessa vez por outros motivos, que é claro que eu vou deixar para o final desse post. (Essy, que depois de assistir Sherlock, acredita que tudo se resume ao suspense, rs)

Nessa Season 3, chegamos na segunda fase da terapia da Erica (Erin Karpluk) e finalmente descobrimos o que estava atrás daquela misteriosa porta que ela escolheu no “buraco do coelho” no final da temporada anterior. E do outro lado da porta, encontramos um grupo de outras 4 pessoas (Rebecca, Darryl, Camilla e Adam), todos também pacientes do Doctor Tom, para surpresa de Erica (e de todos nós), sendo que ele nunca havia mencionado a existência de outros pacientes passando por suas mãos, o que deixou a própria Erica super desconfortável a princípio, além de extremamente enciumada ao descobrir não ser a única queridinha do melhor terapeuta de todos os tempos. (Sério, #TEMCOMONAOAMAR o Doctor Tom? Doctor Who? Doctor Tom! rs)

Como eu já havia imaginado (apesar dos spoilers que eu não consegui evitar), descobrimos que essa segunda fase da terapia nada mais era do que a preparação para que ela possa se tornar uma Doutora um dia no futuro, que viria a ser a terceira fase do tratamento, uma forma dos pacientes retribuírem a chance que receberam com esse tipo de terapia, que eu já disse por mais de uma vez, ser bem da invejável. (ainda abro portas mantendo a esperança, não consigo evitar, rs)

O novo grupo trouxe uma nova dinâmica para a série, com a promessa de que eles pudessem a partir de agora se ajudar, interferindo no tratamento um do outro, compartilhando suas experiências e opiniões a respeito dos arrependimentos de cada um deles. A princípio foi algo que me deixou meio assim, imaginando como funcionaria essa entrada repentina de outros tantos personagens para a história da Erica, mas que acabou sendo algo que não aconteceu de fato, porque pouco vimos da história de cada um dos outros pacientes do Doctor Tom, porque obviamente esse não é o foco da série. Exceto por um deles que já chamou a atenção de Erica logo de cara (também pudera neam?), Adam, o boy magia irlandês da vez. Höy!

Primeiro que é impossível não ser conquistado logo de cara por todo aquele sotaque carregado do personagem, além dos seus olhos claros hipnotizantes. Höy! Mas depois descobrimos que a situação é ainda pior, porque além de boy magia, Adam (Adam Fergus) também possui uma história tão interessante quanto a de Erica, em todos os sentidos, no presente, passado e “no futuro”, além de uma personalidade forte (apesar de parecer um tanto quanto agressivo muitas vezes), o que nos deixa em uma situação ainda mais complicada nessa relação de amor também com o novo personagem e isso em pouquíssimo tempo, diferente do que aconteceu com o Ethan ou o Kai, durante as temporadas anteriores por exemplo.

E todos os episódios centrados na história de Adam (ou com a participação dela) são sensacionais, onde vamos descobrindo camadas e mais camadas que vão deixando o personagem ainda mais interessante, se é que isso é possível. Do passado violento, presenciando um pouco do abuso dentro da sua própria família, passando pelo mundo do crime até chegarmos a porta florida do Adam, que indica muito da sua personalidade como possível futuro paisagista (ainda não consegui sentir o que a porta da Erica tentou transmitir…), o personagem ganha um destaque enorme na temporada, a ponto de deixar Erica completamente apaixonada (e quem não ficaria?), até que, do nada, ele dá um fora homérico nela e vc se pergunta: COMOASSIM? (Ahhh esses homens…Humpf!)

Mas nada que não seja explicado com o tempo e a dificuldade em se relacionar que ele sente, acaba vindo a tona quando descobrimos uma pouco mais da sua relação familiar e até mesmo quando tivemos a chance de observar o futuro do seu personagem, imaginando como seria a sua vida no caso se ele tivesse abraçado no passado a sua verdadeira paixão e vocação, encontrando uma vida feliz no futuro, com esposa e filha (que embora seja de certa forma uma concorrente para a Erica, ela também é bem foufa, vai?) e que nos dá até uma noção de que o destino do Adam já foi meio que traçado, basta ele enfim aceitá-lo. (ou quem sabe tentar pelo menos modificar parte da sua história…)

Se do lado da terapia a coisa anda bem diferente para Erica com toda essa movimentação agora na versão terapia em grupo, na vida pessoal também é hora de encarar as novidades do risco do novo negócio ao lado de Julianne (Reagan Pasternak), a megabitch do passado que acaba se revelando uma verdadeira nova amiga para Erica (talvez a melhor de todas, porque as outras de vez em quando deixam bem a desejar…), onde juntas elas passam a enfrentar o desafio de montar uma editora. E põe desafio nisso.

E  o que eu gosto na série é que aquele “romantismo” de tudo dar certo não é realidade em Being Erica, e para que as coisas aconteçam, se é que elas vão mesmo acontecer, o caminho é sempre cheio de obstáculos e nada é muito fácil, como na vida de qualquer pessoa menos iludida, o que empresta um tom muito mais real e mais honesto para a série canadense e talvez seja um dos pontos que a faz tão especial para quem a assiste.

Também foi bem bacana ver como os demais personagens acabaram desenvolvendo um pouco mais as suas histórias, ganhando assim algum destaque, como a Sam (Joanna Douglas), a irmã da Erica tentando se relacionar com professor da Rosie Larsen em The Killing (Zzzz), a Judith (Vinessa Antoine) revelando que não estava vivendo um casamento tão feliz assim (sempre achei estranho o marido dela quase nunca ter aparecido muito na série) e que acaba ganhando até um novo pretendente. Também ganharam destaque o casal gay adorável do Goblins, Dave (Bill Turnbull) e Ivan (Michael P. Northey), que são sempre super engraçados e indispensáveis como alívio cômico da série (e eles são super foufos juntos também!), além do plot da doença da mãe da Erica, Barb (Kathleen Laskey) que me deixou com o coração bem pequeno. No momento em que ela revelou para a Erica que tinha câncer, mesmo já sabendo da notícia, não consegui me conter e chorei junto com a personagem, quase que na mesma intensidade, de tamanho o meu envolvimento com a série a essa altura do campeonato. (glupt)

E apesar dessa carga emocional dramática que a doença da mãe da Erica nos trouxe, foi lindo vê-la enfrentando o câncer cheia de coragem e da melhor forma possível, recebendo mais tarde a feliz notícia de que havia sido curada, para a felicidade de todas. I ♥ The Strangers

Mas vamos combinar que essa foi a temporada mais dramática da série até agora hein? Com uma carga emocional elevadíssima, senti que os episódios dessa temporada foram todos mais “pesados” até. Citando apenas um bom exemplo deles, o que foi a revelação do abuso que o Leo sofreu na sua experiência mais do que traumática na Faculdade? Sério? Eu teria feito o mesmo ou pior que a Erica quando ela descobriu sobre o que havia acontecido com Leo, sem pensar duas vezes. Isso antes de assistir ao episódio, porque agora eu me lembraria do Doctor Tom dizendo que a gente precisa evoluir e não agir da mesma forma que o nosso inimigo, ou o problema não se resolve, apenas se repete. E não é a toa que o Leo tenha desistido de ir para a Faculdade, não? Uma pena que eles não tenham tido a chance de discutir o assunto em casa (situação mais do que comum), algo que poderia ter melhorado a relação entre pai e filho, por exemplo. Humpf!

E como não se emocionar com a narração da Erica no episódio onde ela precisa superar a falta do ex, Ethan (Tyron Leitso), onde ela diz que perder um namorado é barra, perder um amigo também, agora perder um namorado que é o seu melhor amigo, é pior ainda (humpf!), ou quando ela tem que terminar o relacionamento com uma de suas melhores amigas, Jenny (Paula Brancati), que sempre foi  meio “oportunista” mesmo (o que também nunca é fácil) e finalmente a Erica conseguiu enxergar isso, para o bem das duas até, além de todos os plots da relação dela com o Adam, que foram sensacionais e também super carregados na emoção. (apesar do “primeiro encontro” deles parecer um filme do Tarantino, como ela mesmo disse, rs). Me fala, como não se emocionar?

Dessa temporada, eu realmente gostei de quase todos os episódios, da mesma forma que aconteceu com a Season 1. Entre os meus preferidos dessa vemos, temos aquele que é justamente quando ela tem que esquecer de vez o Ethan (3×02 Moving On Up) para conseguir seguir adiante (momento difícil para todo mundo) e eu sinceramente ainda espero que eles tenham uma conclusão melhor para o relacionamento dos dois. Gosto muito daquele (3×03 Two Wrongs) que foi onde descobrimos o que aconteceu com o Leo na faculdade (não gosto nem de lembrar…), também teve o Being Adam (3×06), onde descobrimos um pouco da sua história em diversas fases diferentes, como eu disse antes, onde descobrimos o seu passado como presidiário, o porque dele as vezes parecer tão agressivo e guardar tanta raiva dentro de si e #COMONAOAAMAR  o episódio na gay pride (3×06 Bear Breasts), com o Adam super seguro de si, circulando com a Erica vestida de wannabe Pocahontas versão drag queen, no alto daquele carro alegórico cercados das amigués canadenses magias, hein? Aliás, esse episódio é realmente divertidíssimo, com aquele pênis gigante de gelo no meio do bar (que mais tarde seria quebrado pela própria Erica, rs), com a Julianne e o Ivan dividindo um momento de intimidade super climão, depois de terem presenciado uma cena daquelas acontecendo na dispensa do bar (Quemnunca? rs), além do que, o episódio ainda contou com a volta da Cassidy, a amiga lez da Erica que diz que vive aqui perto, nos Jardins em SP. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Aliás, uma das minhas leitoras já havia me avisado sobre a relação da série com o Brasil, que aparece em diversas referências bem divertidas durante essa temporada até. Só achei que o moço da limpeza exagerou ao preparar feijoada e churrasco para aquela irmã super frágil da Erica em um único almoço e tudo de uma só vez. Imagino que se aquele almoço tivesse sido bem sucedido, que ela terminaria boa parte dele presa no banheiro mais próximo, rs.

E mesmo com os novos personagens e ainda com os antigos ganhando suas próprias histórias, ainda sobrou tempo para o sempre excelente Doctor Tom (Michael Riley) roubar as atenções mais uma vez.

Com uma novidade, onde pela primeira vez na série (3×08 Physician, Heal Thyself), vimos a sua vida no seu presente, em casa, ainda com a mulher antiga e recebendo a visita de Sarah, dessa vez quase que irreconhecível por conta do seu vício em heroína, para a nossa total surpresa, esclarecendo bastante da mitologia do personagem e ainda voltando ao momento pós tentativa de suicídio do Doctor Tom. Um episódio perfeito, com uma carga dramática excelente, que desenvolveu também muito bem a história desse homem que sempre foi um verdadeiro mistério para todos nós, nos dando a chance de ver como é a sua vida fora do seu consultório. E é nesse momento em que ele percebe que está repetindo com a Erica o mesmo tipo de postura que muitas vezes ele manteve com a sua filha, que foi o que levou a afastá-la de vez, revelando que a relação entre os dois a essa altura, já está muito além do que deve ser a relação doutor e paciente, beirando a intimidade e o afeto de uma relação de pai e filha. Howcuteisthat? (♥)

Doctor Tom que chega a implorar para que Sarah tenha a chance de ganhar o seu próprio Doutor, algo que por enquanto ainda lhe é negado. (embora eu tenha fortes suspeitas, além de uma intuição para o futuro já escrito da série. Mas por favor, não esclareçam as minhas suspeitas! PLEASE!)

Outro momento bem bacana da temporada foi a visita relâmpago do Kai (Sebastian Pigott), onde ele aparece dizendo que vai voltar em duas semanas para passar uma noite com e Erica (que acontece depois e Höy!), o que até ai tudo bem, só que do meio do nada, ele me joga a notícia bombástica de que tentou procurar a Erica em 2019 e lá no futuro ele não conseguiu encontrá-la (3×04 Wash, Rinse, REPEAT, que também marca o momento onde ela descobre sobre a doença da sua mãe, fazendo um contraponto lindo com a história toda do episódio), quebrando toda e qualquer regra da terapia que ambos participam e ainda deixando a Erica assim, com a notícia de que ela pode estar morta em 2019 e sem maiores informações a respeito. Como assim Kai? E esse episódio é realmente muito bom, porque ele novamente nos traz uma outra possibilidade para a série, onde ele coloca a Erica para repetir em incontáveis vezes, esses minutos da visita do Kai naquele dia onde ele trouxe a tal notícia bombástica, provando por A mais B de que não adianta o quanto a Erica saiba sobre seu futuro (e nem ninguém), que isso em nada vai mudar o seu presente, a não ser que ela viva o momento, aqui e agora, que é o que ela deve focar em fazer, aproveitando a sua vida no presente. Um momento lindo, de verdade. Ainda mais com aquele final, com o Doctor Tom também quebrando uma regra regra e visitando o futuro apenas para buscar informações sobre a Erica, só para deixá-la mais tranquila com o spoiler de que “ela não deveria se preocupar com 2019”. AMO a sutileza do Doctor Tom. AMO!

Ele que nessa síndrome de “pai” da Erica, não só quebra essa regra, como chega a quebrar uma outra, também muito importante, mudando o destino da própria Erica ao saber que os seus negócios com a 50/50 (empresa em sociedade com a Julianne)  não vão terminar nada bem devido a uma fraude do primeiro autor que elas contrataram, onde ganhamos um Doctor Tom provando do próprio veneno da sua terapia, mais uma vez, rs. E como é bacana ver o seu personagem passando para o outro lado do divã, não?

Antes de continuar, eu só preciso mais uma vez fazer uma pausa e dizer que alguém na série precisa urgentemente avisar para ao Brent (Morgan Kelly) que ele é mais gay do que um mash up dos melhores momentos da “Gaiola das Loucas” vs “Priscilla a Rainha do Deserto” passando como plano de fundo em finde de feriado da parada gay na The Week, ao som de uma versão remix de “I Am What I Am”. Sério! E isso pra ontem! rs (SNAP!)

Agora, voltando ao que interessa…

Mas nada se compara com o susto que eu tomei com o episódio final da temporada (3×12 Erica, Interrupted). Nele, Erica após finalmente ter a sua vida aparentemente resolvida por todos os lados, com a questão da quase falência da sua sociedade com a Julianne agora estar tudo certo (com a lealdade da Erica falando mais alto, em outro momento bem bacana da temporada), depois das coisas com a sua família estarem praticamente resolvidas e após ela finalmente conseguir ficar com o Adam (que a partir de agora, é o meu preferido para ficar com ela no final, que como bem disse a Cassidy, é exatamente o tipo de homem forte e resolvido que a Erica precisa ao seu lado), passando a primeira noite juntos da forma mais foufa ever (e quando é assim, a gente sente que vem coisa especial por ai, apesar de que ao contrário, também funcionar muito bem, Höy!) e quando ela imagina que está tudo perfeito demais para ser verdade, a personagem se vê de volta ao passado, descobrindo que esteve em coma por duas semanas (voltando ao cenário do primeiro episódio da série), onde toda a questão da terapia e das viagens no tempo parece ter sido algo construído por ela durante esse período do coma, substituindo os personagens da sua “vida imaginária” pelas figuras do hospital, como o Doctor Tom, que nesse caso seria o médico que a estava tratando naquele período, a enfermeira Julianne e por ai vai, o que acaba levando a personagem até a considerar um possível suicídio. CATAPLOFT!

Juro, quase enlouqueci pensando que talvez aquela fosse uma resolução que os produtores teriam encontrado na época, no caso deles acharem que a série poderia ser cancelada (teorias mil, rs), ou que a Season 4 seria sobre a Erica reviver tudo o que ela já passou sem a ajuda das viagens no tempo, com o Doutor Tom sendo apenas o seu médico de verdade, ou ainda que talvez eu tivesse pulado por acidente o episódio, indo parar direto no series finale, que se fosse esse o caso, eu não ficaria nada satisfeito (Humpf!). Mas para a minha sorte, eu estava redondamente enganado (Ufa!) e tudo aquilo não passava de um teste aplicado propositalmente pelo próprio Doutor Tom, que seria o teste final para que Erica Strange pudesse prosseguir com a sua terapia para a próxima e última fase: o treinamento para ser Doutora. SIM! Doutora Erica! Howcoolisthat? Vou dizer de novo e em caixa alta agora: HOWCOOLISTHAT?

E não tem como não ficar emocionado com os olhos do Doutor Tom transbordando de orgulho ao ver o resultado do seu trabalho no comportamento da Erica, ele que também estava visivelmente emocionado e com os olhos cheios de lágrimas assim como a Erica, com ele dando a notícia de que ela havia passado pela terapia, atingindo o seu principal objetivo e que agora estaria na hora de retribuir, se tornando uma Doutora ela mesmo. Tive até que voltar essa cena umas 5 vezes, porque toda hora os meus olhos se enchiam de lágrimas e eu não conseguia mais acompanhar a legenda e nem ouvir direito, rs.

Uma pena o Adam não ter conseguido atingir o objetivo final também (esses meninos de temperamento difícil…), ele que sempre pareceu estar bem preparado para a nova fase de treinamento de Doutor, apesar da pouca paciência reconhecida por ele mesmo em um determinado momento da temporada. Mas talvez essa tenha sido a alternativa dos roteiristas como solução para conseguir manter os dois agora como um casal a parte do lado da terapia em grupo, não sei. Veremos…

E dessa forma linda, Erica ganha o seu próprio consultório, um espaço em branco que ela pode preencher com o que ela quiser, do jeito que ela quiser (Howcoolisthat? Fiquei só imaginando como seria o meu own consultório…), ganhando inclusive a sua primeira remessa de cartões com o título de “Doutora Erica” e ao final do episódio, sendo surpreendida com o seu primeiro paciente, que eu só vou descobrir quem é, quando eu começar a Season 4. (ansiolíticos, cadê vocês?)

Pode até parecer meio que um exagero da minha parte, mas Being Erica em tão pouco tempo desde que eu a descobri, se transformou rapidamente em uma das minhas séries foufurices preferidas ever. Por isso tenho a assistido com muita calma, estendendo ao máximo a sua duração na minha vida. Mas como tudo precisa de um final e eu finalmente cheguei perto dele, decidi então deixar essa última temporada (Season 4) para assistir nas semanas que antecedem o meu desaniversário agora em Maio (14), como parte da minha own terapia para quem sabe eu ter a chance de envelhecer mais um ano como uma pessoa mais digna e quem sabe até curada, rs. Me desejem sorte! (e quem sabe no dia 14 eu não abro uma porta qualquer e recebo uma surpresa daquelas de presente? Noc Noc?)

To be continued… (agora pela última vez, glupt!)

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FYI: continuo em terapia com Being Erica…

Março 28, 2012

Cheguei até a metade do caminho de uma possível alta nessa minha terapia e para quem ainda não entendeu, eu estou falando da minha atual maratona em Being Erica, série canadense daquelas bem boas, que já está mais do que recomendada aqui no Guilt, mesmo que eu ainda não tenha chegado ao seu final. (que torço desde já para que seja bem sensacional, como a série tem sido até agora)

Pois bem, continuo em tratamento e Being Erica continua sendo o meu prazer sem culpa dos finais de noite. Tudo bem que essa Season 2 perdeu um pouco da emoção da primeira temporada por exemplo, mas mesmo assim, continua sendo uma delícia acompanhar as viagens no tempo na tentativa de consertar o passado de Erica Strange. (que quase sempre acabam valendo para a vida da gente também)

Dessa vez, ainda ganhamos um novo personagem chamado Kai (Sebastian Pigott), 0 boy magia do café da esquina que a Erica descobre fazer o mesmo tipo de “tratamento” que o dela, mas que a princípio não gosta muito de falar sobre o assunto, para nosso desespero.

Durante a Season 2, Erica esteve experimentando um pouco mais de felicidade, com a sua vida se ajeitando em todos os lados, crescendo profissionalmente fazendo o que ela gosta de fazer e de quebra, ainda namorando o Ethan, seu melhor amigo de longa data que mora logo ao lado e que em um determinado ponto da temporada acaba dividindo o apartamento com Erica, passo importante em todo relacionamento. (as vezes, importante até demais…)

A verdade é que essa segunda temporada tem bem menos drama do que a primeira, ou pelo menos essa foi a minha sensação. Erica enfrentou o namorado gay do passado, conflitos de interesses com as amigas e muito mais tumulto no trabalho por exemplo, com a personagem recebendo a tarefa de editar um livro sobre sexo, algo que a deixou pouco confortável, além de se tornar a editora responsável pelo lançamento do livro da sua ex pior amiga megabitch do colégio, que para ajudar, ainda era melhor sucedida na vida, pelo menos profissionalmente. Muitos plots profissionais, mas os dramas familiares e até mesmo pessoais, dessa vez tiveram uma carga dramática menor para a sua personagem. Mas deixem grifado esse “sua personagem“, que mais tarde vocês vão entender melhor o porque…

O grande plot dessa temporada foi mesmo o amor (♥). Será que agora que Erica definitivamente conseguiu um Ethan (o próprio, rs) para chamar de seu, ela finalmente seria feliz no amor?

E a resposta não foi das mais positivas, porque embora ambos continuassem super foufos juntos durante toda a temporada, foi ficando cada vez mais claro que aquela relação funcionava infinitamente melhor quando eles eram apenas bons amigos. Uma pena, mas acontece. Sabe quando você idealiza demais uma relação quando ainda não a está vivendo e quando isso finalmente acontece, você percebe que nem era tudo isso? (…)

Com uma série de problemas por todos os lados da relação e com um Ethan cada vez mais conformado e rejeitando toda e qualquer mudança na vida de Erica, o final desse relacionamento começou a parecer inevitável, mesmo ainda torcendo para a felicidade do casal, que sempre foi o meu caso, onde durante a temporada anterior também cheguei a idealizar o Ethan como o namorado perfeito. Humpf! E isso ficou ainda mais evidente quando o jovem Kai entrou na jogada, confundindo ainda mais a cabeça da personagem. Até que chegou o momento do fim, o que é sempre uma barra e que foi retratado em uma cena linda e cheia de emoção, com os dois enfrentando aquela última noite interminável da season finale. (E quem nunca encarou uma season finale como essa na vida real?)

Em casa a dinâmica continuou a mesma e com os pais separados, Erica passou a perceber o quanto o pai vivia uma vida solitária, em arrependimento ao que fez de errado no passado, enquanto sua mãe andava namorando o Harrison Ford (segundo o próprio pai dela, rs). Sua irmã, Sam, finalmente percebeu a roubada que sempre foi o seu casamento, mas não sem antes cometer o grande erro de se mudar para Londres pelos motivos errados, ainda mais com um marido daqueles que só precisava da esposa troféu e corretinha para se exibir e cumprir o seu papel de “homem de família” para a sociedade. É claro que feminista como a Erica sempre foi, essa mudança na vida da irmã pelos motivos errados não passaria em branco e obviamente que ela precisou deixar bem claro a sua opinião a respeito, mesmo colocando em risco mais uma vez a relação das duas. Well done! E é isso mesmo, quem ama cuida e dá bronca quando necessário. E ainda tivemos a visita do Leo, que é sempre um momento especial para a série, considerando o seu passado trágico, com uma entrada quase no final da temporada, em um episódio onde Erica precisava aprender que nem todo mundo é perfeito e que as vezes projetamos essa imagem de alguém quando não conseguimos aceitar que essa pessoa seja passível de falhas e mil defeitos, como todo mundo, ainda mais depois que as perdemos.

A entrada de Kai também trouxe uma dinâmica nova para a série, trazendo uma história também nova para um personagem que passava por uma situação semelhante a de Erica, algo que nós ainda não havíamos presenciado. Com ele acabamos conhecendo um novo Doutor e ainda ganhamos uma grande surpresa com a revelação de que Kai na verdade veio do futuro e se encontrava na mesma timeline do presente de Erica apenas para resolver o seu maior arrependimento do passado, que foi o suicídio do seu melhor amigo. Simplesmente genial! Eu pelo menos nem cheguei a suspeitar dessa hipótese e AMEI a surpresa.

E ficou bem claro que a Erica acabou de certa forma se encantando com Kai, que convenhamos que nesse momento, ele tinha bem mais atrativos do que o próprio Ethan, que foi ficando meio chatildo, fato, e isso mesmo com o Kai sendo bem mais novo (o que poderia ser algo positivo também) e bem menos maduro. Nem achei ele tão magia assim e acho mesmo que o encantamento da Erica em relação a ele se deu mais pela semelhança de suas histórias do que qualquer outra coisa. Pelo menos até esse ponto da história.

Esse encontro entre os dois ainda rendeu mais uma nova possibilidade para a série, que foi o episódio em que Erica teve a chance de refazer o seu dia, sem mudar o seu destino em absolutamente nada, algo que não tinha acontecido até então. E essas novidades na dinâmica de Being Erica são sempre deliciosas e eles sempre dão um jeitinho de encaixá-las quando a gente imaginava que já tinha visto de tudo na série. Clap Clap Clap!. E também foi bem bacana ter os doutores usando a própria Erica na história do Kai, enviando ela diretamente para o futuro como reporter da Rolling Stone para entrevistá-lo no presente dele, todo famosão em 2019. Cool! Talvez ela já esteja sendo preparada para o seu futuro (e o título spoilerento do series finale indica isso na maior cara lavada. Humpf!)

Mas foi de cortar o coração a forma como ambos se despediram, com Kai finalmente aceitando a sua terapia, resolvendo o seu issue e consequentemente esquecendo a Erica no minuto seguinte. Triste.

Engraçado também é observar a moda quando a personagem circula em cenários do passado. Quase morri com o momento “calça big” da Erica, além de uma figurante que apareceu no episódio sobre bullying e assédio na escola (2×06 Shhh…Don’t Tell), que me apareceu do nada com a calça baggy mais pavorosa do universo. Sério, era uma coisa enorme, alta, volumosa e pavorosa. WOO!

Entre os meus episódios preferidos dessa vez estão a primeira visita de Ethan como seu namorado oficial em uma festa da família (2×02 Battle Royale), a viagem para a China com a amiga piriguetchy da turma (2×04 Cultural Revolution), o episódio com o clube Delicious (2×06 Yes We Can), com Ethan e Erica tentando apimentar a relação em um climão de dominatrix muito avançado para ele (bunda molão, rs) além da visita do Leo que eu já mencionei anteriormente (2×09  A River Runs Through It),  com direito a uma viagem sensacional a um parque chamado Wonderland (e houve também uma citação linda de Alice no ep final, feita pelo Doctor Tom, é claro) e tem também o episódio onde Erica pode observar a sua vida em uma outra perspectiva completamente diferente a sua realidade (2×11 What Goes Up Must Come Down), que também foi sensacional! Além de um episódio bastante especial, onde Erica teve que resolver os seus problemas apenas encarando a realidade, como todos nós que não temos a sorte de passar pelo mesmo tipo de terapia dos sonhos que ela (I wish!), sem a ajuda das viagens no tempo, que também foi outro momento bem bacana, com um detalhe todo especial nesse episódio, que foi ela pegando o Ethan em uma situação pra lá de constrangedora (2×08 Under My Thumb), if you know what i mean…

Ainda assim, mesmo AMANDO cada dia mais a Erica (que poderia ser eu mesmo de tão parecidos que somos. Sério! Tem dias que eu acho que o episódio só pode ser um sinal, rs), tenho que dizer que os melhores episódios dessa temporada foram aqueles que estiveram centrados no personagem do Doctor Tom, onde neles encontramos toda aquela carga emocional que dessa vez eles deixaram um pouco mais de lado para a personagem da Erica, como eu disse no começo do post, quando pedi para grifarem o “sua personagem”. Uma atenção especial que o Doctor Tom já estava mais do que merecendo, afinal, todo mundo morre de curiosidade de saber mais sobre o seu personagem. E por todo mundo é claro que eu quero dizer eu mesmo, rs. (e ele andou mais saidinho nessa temporada hein? Segurando até um shirtless e um trabalho como stylist, tsá? rs)

Começamos a temporada com a briga entre ele e Erica (2×01 Being Doctor Tom), que já tem esse título sensacional, onde ela pode observar pela primeira vez um pouco da vida do seu terapeuta entrando no passado da sua história, antes mesmo dele se tornar o homem que é hoje. Um episódio lindo e totalmente triste ao mesmo tempo, onde conhecemos um homem completamente diferente do que havíamos visto anteriormente, que nos levou a um momento de total descontrole do personagem (sempre tão equilibrado até então), o momento suicida do Doctor Tom no alto de um prédio, com a própria Erica observando tudo e dividindo esse momento do passado com ele (e com a sua “nova doutora”, Naadiah), tentando evitar o inevitável. Nele conhecemos um pouco mais desse misterioso Doutor e conhecemos também um de seus maiores arrependimentos, que ele revela ter sido a sua relação totalmente meio assim com a filha, Sarah, a qual saiu de casa e ele nem imagina o seu paradeiro. O tipo de episódio que te deixa com um nó enorme na garganta do princípio ao fim. E mesmo podendo observar que ele de fato se jogou daquele prédio, não é possível saber ao certo o que realmente aconteceu depois disso (mas é possível se imaginar) ou quem afinal seria aquele homem. Mas essas são perguntas que segundo o próprio personagem, serão respondidas ao seu tempo… (e eu espero conseguir chegar lá logo, prometo!)

O outro episódio super emocionado dessa temporada ficou por conta do encontro do Doctor Tom com a sua filha Sarah (2×10 Papa Can You Hear Me? – que me lembrou o Jack  de Will & Grace cantando essa música em um momento divertidíssimo da série antiga, rs), momento mais do que especial, com ele experimentando um pouco do que é tentar consertar o seu passado através dessas viagens no tempo do tipo que a Erica faz sempre. Um Doctor Tom de hoje, diferente do homem amargurado do passado que descobrimos no começo da temporada, um homem que dessa vez aparecia de peito aberto, tentando entender a filha e finalmente conhecê-la melhor, ficando totalmente surpreso com os reais aptidões dela, que ele não ligou muito e tentou reprimir no passado. Mesmo sem um final muito feliz, foi bem bacana vê-lo passar por aquela situação de desespero, tentando reaver o que talvez seja o seu maior arrependimento na vida e ainda voltando para o seu escritório com pelo menos uma lembrança linda daquele dia onde ele pode conhecer um pouco mais da sua filha (e nós também). Um presente lindo, não? Chorei litros, obviamente. Precisamos de mais momentos como esse com o Doctor Tom daqui para a frente, hein? Que finalmente descobrimos ter uma história tão sensacional quanto a de Erica. Espero que esses momentos aconteçam…

Ao final dessa Season 2, Erica se encontra novamente na estaca zero do seu projeto de vida. Mais uma vez sem emprego, sem namorado e sem muita perspectiva do futuro que todos temem, ela encontra-se exatamente como começou a série. Com a diferença de que dessa vez, segundo a própria, embora reconheça que ainda esteja bem assustada com a sua atual situação, ela tem muito mais coragem e não tem medo de enfrentar o que vier pela frente. Uma força que certamente ela deve a essa terapia invejável, diga-se de passagem.

E aquela cena final, com ela escolhendo uma porta em meio a tantas delas, sem o menor medo do que ela poderia encontrar do outro lado, foi realmente um momento encorajador. Mal posso esperar para ver o que Erica Strange irá encontrar do outro lado daquela porta.

E a terapia continua…

ps: continuo também abrindo portas na esperança de encontrar um Doctor para chamar de meu do outro lado. Me adota Doctor Tom, que eu também tenho certeza de que só posso ser mesmo um alien, rs

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Esse ano eu decidi fazer terapia, esse ano eu decidi assistir Being Erica

Fevereiro 8, 2012

E por terapia, eu quero dizer que esse ano eu comecei a assistir Being Erica e me encontro em tratamento, junto com a personagem. (pelo menos na minha timeline, porque a série já foi encerrada ano passado)

Saindo um pouco do estereótipo das séries americanas, Being Erica é uma produção canadense em parceria com a BBC, que conta a história de Erica Strange (Erin Karpluk, que é uma ótima atriz por sinal), uma mulher que se vê já com uma certa idade, vivendo um momento da sua vida que não foi exatamente como ela imaginou que seria, no passado.

A beira de entrar em um colapso por não ser exatamente quem ela gostaria de ser e nem o que a maioria das pessoas ao seu redor esperavam que ela fosse, principalmente devido as suas péssimas escolhas em alguns momentos considerados por ela importantes em sua vida,  Erica acaba encontrando o Doctor Tom (Michael Riley, mais um doutor para a gente se apaixonar, ♥), que é uma espécie de terapeuta , o rei das quotes. Um homem misterioso, que a oferece a chance de tentar uma nova espécie de terapia, para quem sabe “consertar” os seu erros do passado. A partir disso, Erica acaba escrevendo uma lista com os momentos que ela mais se arrepende em sua vida e que ela gostaria de ter vivido de forma diferente e magicamente, com a ajuda do Doctor Tom, ela ganha a oportunidade de voltar ao passado em cada episódio, tentando superar os seus problemas antigos e quem sabe dessa vez fazer a coisa certa. (ou pelo menos tirar uma lição disso tudo)

É claro que vc deve estar se perguntando: mas como assim ela consegue mudar o seu passado? Bom, isso é bem simples para a série e segundo o próprio Doctor Tom, a vida de Erica não tem tanta importância assim para a história da humanidade, por isso ela não seria capaz de criar nenhum paradoxo no universo, modificando uma coisa aqui ou ali na sua própria vida insignificante (rs) para os demais, diferente do que já vimos em diversas outras séries que também tratam de viagens no tempo, ou até mesmo no cinema. Isso porque ela só conseguirá mudar o que estiver sobre o seu controle e for diretamente ligado às suas decisões e não às demais pessoas que fazem parte da sua vida. Howcoolisthat?

Com uma lista de arrependimentos sem fim (e podendo adicionar novos ao longo da temporada) e viagens deliciosas ao passado de Erica, ganhamos uma das séries mais foufas ever. Juro! Eu pelo menos já estou completamente apaixonado/viciado. (♥)

Digo isso porque não tem como não se identificar com os diversos momentos da vida da Erica e eu confesso que nos primeiros episódios, eu cheguei a me identificar de forma assustadora com a personagem e por isso a série se encaixou perfeitamente como meu tipo de terapia preferida nesse momento (já tentei outras…fail!). Me sinto até em processo de cura para me tornar uma pessoa melhor (rs, mas é sério). Tudo bem que levando em consideração algumas diferenças óbvias de gênero, número e grau, foi impossível não me identificar logo de cara com a personagem e acredito que isso seja bem fácil para vc também, querido leitor que se encontra lendo esse texto nesse exato momento e talvez se anime a assistir a série.

Acabei de terminar a primeira temporada, terminando também com uma caixa inteira de Kleenex. O que foi aquele último episódio minha gente?

Para que vcs consigam entender o tamanho do drama, Erica tem um irmão, Leo (Devon Bostick, que também é um ótimo ator e que fez “Adoration” ao lado do Scott Speedman, Höy!), que morreu ainda quando jovem e ao longo da temporada, a medida em que ela vai voltando ao passado, eles tem a chance de se reencontrar em diversos momentos diferentes e com isso, também é humanamente impossível não se encontrar com os olhos cheios de lágrimas, da mesma forma que a personagem fica quando acontecem esses encontros na série. Sério, muito, mas muuuito foufo. (glupt)

Assim, eu sentia que algo em relação ao Leo viria a ser o encerramento da temporada e não deu outra. Confirmou! Chorei compulsivamente assistindo aquela família passando por aquele dia que certamente eles gostariam de esquecer, mas que ainda assim, acabou tendo um final um pouco mais feliz, dadas as circunstâncias,  mesmo que aquele final trágico e já esperado tenha sido inevitável (mas ela bem que tentou mudar isso. E quem não tentaria?). Coisa linda, sensível e extremamente tocante. Juro que a minha vontade era a de abraçar a Erica naquele momento, junto com toda a sua família, ou tirar o Leo daquele celeiro eu mesmo. (tears)

Mas nem só de tragédias sobrevive Being Erica, longe disso até, porque a série trata de uma temática até que bem simples e foufa, com a personagem enfrentando situações no presente ou no passado, que certamente eu e vc já enfrentamos um dia. (ou ainda enfrentaremos, por isso preparem-se!)

O mais engraçado é que mesmo sendo uma série leve e divertida, Being Erica consegue te fazer pensar em tentar reescrever a sua própria história, caso vc tivesse essa chance. E quem não gostaria de ter um Doctor Tom na sua vida? Eu pelo menos, não abro mais nenhuma porta sem esperar entrar inexplicavelmente em seu consultório. Eu tenho essa esperança, que a partir de hoje nem é mais segredo. (por mais ridículo que isso possa parecer)

E  ao longo da temporada, ainda ganhamos a revisita de diversos clichês conhecidos de todos nós, como a reunião dos os ex alunos do colégio (pavor de todos), a primeira vez (sempre um drama), a separação dos pais (barra), brigas em família (climão), os melhores amigos da vida (♥), as meninas do tipo mean girls do passado (bi-a-tchs), o novo trabalho como assistente quando vc já tem idade o suficiente para ser chefe (acontece…) e a paixão pelo melhor amigo mais foufo de todos os tempos, Ethan (Ai ai…♥ + ♥)

E quem nunca teve um Ethan na sua vida?

Das duas uma, ou vc teve um Ethan, aquele cara super foufo que sempre esteve ao seu lado e vc nunca deu valor porque estava ocupada demais tentando com aqueles tipos mais errados, que sempre chamam mais a nossa atenção quando ainda não estamos preparados ou experientes o suficiente para resistir bravamente a esse tipo de magia (ou aproveitar sem se envolver muito, rs), ou vc não conseguiu enxergar e descobrir o seu próprio Ethan ainda, o que pode ser algo positivo, desde que ele não descubra um outro alguém antes.

Ethan (Tyron Leitso) é o cara perfeito, tipo o simbolo máximo do boy magia. Inteligente, prestativo, foufo, nerd, um amigo de longa data que ainda vai morar ao lado da sua casa. Quer mais o que?

Tá, então além de tudo ele é boy magia, bem resolvido, com bom humor e ainda aceita te ajudar a qualquer momento, fazendo seja lá o que for. Agora está bom para vc? Höy!

Eu sei que ainda é cedo (e graças ao IMDB, eu acabei descobrindo que ele participa de apenas 25 eps da série e essa informação desnecessária já me deixou bem tenso. Obrigatô IMDB, humpf!), mas pra mim, ela já tinha que ficar com o Ethan, rs. Tudo bem que além dos adjetivos bacanas, ele tem alguns probleminhas a serem adicionados nessa lista, como o fato dele ainda estar casado com a mulher que o traiu (em processo de separação, porque nós não aprovamos quem aceita e se contenta em ser a “segunda esposa”), além do fato de ser um pouco bunda mole demais quando o assunto é a  própria ex esposa. Mas tirando isso, vale a pena lembrar que além de tudo o que eu já disse antes, ele ainda é professor. Tá, agora eu pergunto: #TEMCOMONAOAMAR?

Entre os meus episódios preferidos dessa Season 1, temos aquele em que ela enfrenta o professor bitch que a deixou meio travada no passado, ganhando a simpatia intelectual do “cabecista” recitando Britney Spears (euri, sério. Tem coisa mais engraçada?), ou quando conhecemos a versão mais jovem da Erica, a única até agora interpretada por outra atriz (por motivos óbvios) enfrentando lindamente o pesadelo que estava se transformando o seu Bat Mitzvah. Gosto muito também da briga com a irmã no dia do seu casamento, quando Erica acabou descobrindo que o cunhado era apaixonado por ela (um cara totalmente asshole e nesse dia foi explicado o porque). Tem também outros dois episódios bem especiais, como aquele com o último dia perfeito entre os três irmãos e aquele outro em que a Erica descobre a verdade sobre a separação dos seus pais. Sem contar o episódio final da temporada, que é bem bom e super emocionante. Mas na verdade, para sem bem sincero, eu gostei muito de todos os episódios, sem exceção. Morri de rir, achei foufo e me emocionei em diversos momentos dessa Season 1.

E a essa altura, o meu nível de amor pela série só tem crescido, mesmo tendo terminado apenas a primeira de um total de quatro temporadas, com uma média de 12 episódios cada uma, o que de certa forma pode acabar encorajando algum leitor que também esteja em débito com a série (que terminou em 2011) e queira colocá-la em dia, assim como eu, ou que simplesmente esteja carente de alguma foufurice em sua vida.

Sabe aquela sensação gostosinha, cozy e caseira que a gente sentia enquanto assistia Gilmore Girls, por exemplo? Então, assim está sendo Being Erica para mim. Minha dose de foufurice diária.

Agora me digam, #TEMCOMONAOAMAR essa música da abertura?

E de vez em quando, faz bem dar uma voltinha longe da america antiga viu?

ps:vamos ver se até o final da série eu consigo ter alta neam? Se continuar desse jeito, eu prometo um post com uma declaração de amor maior ainda. Mesmo assim: to be continued…

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt


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