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The 10th Doctor (parte 3 – final)

Junho 15, 2012

Finalmente chegamos a reta final dessa matatona de Doctor Who aqui no Guilt e como toda boa despedida, ela não poderia ter sido mais emocionada e tão pouco menos especial.

Uma temporada mais do que importante, onde tivemos a despedida do 10th Doctor, vivido adoravelmente pelo ator David Tennant, trazendo a segunda regeneração do personagem nessa nova fase de Doctor Who a partir do ano de 2005. Um momento doloroso para quem é fã da série, ainda mais contando nesse caso com uma trajetória muito maior do que a do Doutor anterior (9th Doctor), onde David Tennant acabou dando vida a esse personagem icônico por três temporadas, com três companions diferentes e o seu momento de despedida do personagem não poderia ter sido nem menos e nem mais especial.

Quem já assistiu a série deve saber bem do que eu estou falando, agora quem se sentir com vontade de encarar uma maratona na série inglesa a partir dessa minha maratona, eu vou logo avisando que é importante deixar reservado uma boa caixa de Klennex a disposição, porque será necessário, acreditem. Já adianto que fiquei profundamente emocionado com essa despedida, mas falaremos melhor dela mais tarde, é claro.

Começamos essa Season 4 com um especial sensacional de Natal (4×00 Voyage of the Damned), que nos trouxe uma versão do Titanic no espaço, invertendo um pouco o espaço físico dessa história, mas colocando o famoso navio também em apuros, prestes a afundar no céu e cair sobre o solo da Londres antiga, ou melhor, quase caindo no quintal da própria rainha. Nele, contamos ainda com a participação mais do que especial do ator Russell Tovey (♥), que enquanto personagem, serviu para realizar um sonho antigo do próprio Doutor que era o de ter um Alonso para ele enfim poder falar o seu clássico “Allons-y” para a pessoa certa. No mesmo episódio e fazendo companhia para o Doutor, tivemos ninguém mendo do que a Kylie Minogue, onde a sua personagem acabou sendo de grande importância para a história do especial, com ela arriscando a sua própria vida para que o Doutor pudesse evitar uma catástrofe maior. Cool! (mas poderia ter cantado… hein Kylie?)

Em seguida tivemos a chegada da companion da vez, uma velha conhecida de todos nós, a aguardadíssima: Donna Noble (Catherine Tate – ♥). Ela que já havia participado anteriormente também em um episódio de Natal da série e que dessa vez voltava para dividir a cena com o Doutor dentro de sua famosa TARDIS durante toda essa temporada. Desde que a Donna apareceu pela primeira vez naquele especial, foi notável a grande química que acabou acontecendo entre os dois, algo que ultrapassou o limite da preguiça de sempre de um tensão sexual óbvia e esteve mais para uma parceria no crime mesmo, inclusive sendo esse o nome do seu primeiro episódio como companion.

Donna além de mais madura, também tem aquele perfil meio loser e “diminuído”, com uma autoestima um tanto quanto abalada por conta de suas decepções com a vida. Mas ao mesmo tempo, ela tem um humor bastante especial e acaba usando esse detalhe a seu favor, onde ela acaba provocando muito mais o próprio Doutor, com quem a personagem divide momentos divertidíssimos. Acho ótimo quando em um episódio qualquer, alguém assume que eles são um casal e ela faz sempre questão de esclarecer que eles são apenas amigos. Donna inclusive me lembra muito da Amy Pond, não só pelo fundamento do ruivismo, mas pela postura das duas diante as situações inusitadas a bordo da TARDIS e na troca direta com o Doutor. Eu diria até que Donna é uma Amy Pond mais magoada, do tipo que a vida ainda não lhe sorriu tanto assim, sabe?

Com uma diferença notável dentre todas as companions que estiveram ao lado do Doutor desde 2005, onde de todas elas, Donna me pareceu ser a que mais se importava com tudo o que acontecia ao seu redor. Não que as outras fossem absolutamente frias ou totalmente egoistas, mas ficou claro desde o começo, que ela não se contentava em resolver apenas o problema da vez e sempre acabava se preocupando também com as demais pessoas envolvidas indiretamente a todos eles, provocando inclusive o Doutor a ir mais além, dizendo que ele poderia fazer muito mais para aliviar a culpa que ele sempre acaba carregando, como no episódio em Pompeii por exemplo, onde ela se recusa a deixar aquela história para trás sem ao menos salvar a vida de alguém.

Quem acompanha o Guilt sabe que eu sou Team Ponds e AMO a Amy desde que ela apareceu assustada em seu quarto ainda criança, no início da Season 5, que foi quando eu comecei a assistir e me apaixonei completamente pela série. Mas tenho que reconhecer que a essa altura, Donna Noble também acabou conseguindo um lugar bem especial no meu coração, se tornando a minha segunda companion preferida ever. Gostei muito dessa postura de igual para igual dela com o Doutor, dessa troca no mesmo nível que acabou acontecendo entre os dois, assim como achei importante esse lado mais humano da personagem acabar sendo mais explorado, o que de certa forma, acabou servindo para aliviar um pouco da culpa que o próprio Doutor carrega em diversas ocasiões, como eu disse anteriormente.

E esse é outro aspecto que ficou bem claro durante essa Season 4, que é o porque da necessidade do personagem em manter uma companion sempre por perto. Ficou evidente que ele mantém esse padrão porque necessita de alguém humano por perto para lembra-lo de coisas que ele não consegue perceber por si só e até mesmo para mantê-lo no controle, para que o próprio não caia em uma espécie de “complexo de Deus”, digamos assim. Em alguns momentos inclusive dessa temporada, foi possível observar o quanto o Doutor pode ser “diferente” quando sozinho, nos revelando um outro lado da sua personalidade que a gente não costuma ver muito por trás daquela armadura de herói e grande defensor da humanidade. Mas ele pode sim ser uma pessoa pior, desde que esteja desacompanhado, como chegamos a observar em pelo menos dois momentos importantes dessa temporada e por isso descobrimos o porque da necessidade de uma companheira ao seu lado o tempo todo.

Ainda falando da Donna, seria impossível não mencionar a sua adorável relação com o avô Wilfred (Bernard Cribbins), um senhor de cabeça branca que sonhava com o espaço e adorava observar as estrelas. Fiquei torcendo para que ele fosse convidado pelo menos uma vez para visitar o tempo e o espaço a bordo da TARDIS e adorei quando a Donna fez o Doutor parar a máquina do tempo perto do seu quintal, para que ela pudesse se despedir do avô, mostrando para o mesmo que ele estava certo a respeito do espaço o tempo todo. E mal sabia eu que mais tarde, o avô da Donna ainda teria uma papel fundamental para essa história e que sim, ele teria a sua chance enquanto companion…

E como em Doctor Who é comum que algum personagem real da nossa história acabe fazendo parte da série, dessa vez ganhamos a participação de ninguém menos do que a escritora Agatha Christie, famosa por suas histórias encolvendo crimes misteriosos e que nesse caso não poderia ser diferente e a sua participação dentro da série foi marcada justamente por um desses crimes (4×07  The Unicorn and the Wasp), esse que foi um dos meus episódios preferidos da temporada. E foram ótimas as tentativas da Donna de ganhar algum crédito nos best-sellers da escritora, algo que de certa forma, chegou até a acontecer. Howcoolisthat?

Outro momento bastante importante da temporada foi a primeira aparição da misteriosa River Song (Alex Kingston), em um episódio lindo em um universo dentro de uma biblioteca fantástica (que eu imagino que seria o lugar perfeito para a minha mãe morar), em mais um dos melhores episódios dessa Season 4 (4×08 Silence in the Library + 4×09 Forest of the Dead). E esse primeiro encontro entre o Doutor e a até então ainda mais misteriosa River, deve ter sido uma verdadeira tortura para todos os fás da série que acompanharam Doctor Who naquele momento, onde nesse caso eu até acabei me sentindo bastante privilegiado por já ter visto o futuro da série anteriormente, sabendo exatamente de quem ela se tratava e qual a sua importância para a série, algo que nós  só acabamos descobrindo durante a Season 6. E na linha do tempo confusa da River Song e do Doutor, esse seria exatamente o último encontro entre os dois, antes mesmo dele ser o Doutor que ela conheceu em sua timeline. Ou seja, apesar da confusão da linha de tempo entre os dois, sabemos que esse foi o ponto final da história da personagem, o que não deixa de ser bem triste. Uma curiosidade que eu acabei observando nesse episódio é que ele contou com uma pequena participação do ator Josh Dallas, ainda na fase do começo da sua carreira, muito antes de se tornar conhecido por seu papel com o Prince Charming em Once Upon a Time, fazendo uma ponta como uma das criaturas daquela biblioteca.

Entre os meus outros episódios preferidos dessa Season 4 que eu já disse ser bem especial, estão a primeira aventura da Donna a bordo da TARDIS ao lado do Doutor, encarando a Roma antiga (4×02 Fires of Pompeii), assim como a visita ao planeta dos Oods (4×03  Planet of the Ood), que como sempre, estavam sendo tratados como escravos. Em um outro momento, acabamos ganhando uma “filha do Doutor” (4×06  The Doctor s Daughter), em outro episódio que é mais curioso do que bacana (ainda mais com aquela resolução ficando em aberto), onde temos a participação do ator Joe Dempsie, o Chris de Skins. Ainda tivemos aquela sequência super especial dos três episódios que marcaram uma grande reunião de personagens da série (4×11 Turn Left/ 4×12 The Stolen Earth/ 4×13 Journey s End) que nos trouxeram ótimos momentos, como a Donna vivendo uma espécie de realidade alternativa, caso ela tivesse escolhido um oferta de emprego ao invés do Doutor, ou o surgimento da sua versão “Doctor Donna” (que eu cheguei a torcer para que tivesse durado mais) para a conclusão dessa trilogia, assim como os os dois episódios que encerraram a temporada e que marcaram a despedida definitiva do 10th Doctor (4×17 The End of Time (Parte 1)/ 4×18 The End of Time (Parte 2), que obviamente foram muito especiais mesmo e eu não estou exagerando.

E é impossível também passar por essa quarta temporada de Doctor Who sem reconhecer o quanto a série evoluiu em relação aos seus recursos visuais, nos levando para cenários fantasiosos e grandiosos, com uma beleza notável e surpreendentemente muito bem executados, diferente do que já vimos na série durante a Season 1, por exemplo e de vez em quando em um ou outro episódio meio assim em termos visuais da atualidade (mas nada no nível de Once Upon A Time, para a nossa sorte). Mas é obvio que o grande sucesso dessa nova fase desde 2005, deve ter contribuído bastante para esse ganho, onde certamente eles devem ter passado a investir muito mais na produção da série e nós enquanto audiência, só ganhamos com isso. E #TEMCOMONAOAMAR os monstros de Doctor Who? Eu AMARIA ter uma miniatura de cada um deles. Sério. Cadê essa franquia de brinquedos que não chega logo por aqui, hein?

Essa quarta temporada de Doctor Who também é bastante especial porque além de ser marcada pela despedida do David Tennant, ela acabou revisitando diversos cenários já conhecidos de todos nós, mesmo contando uma nova história e com isso, acabamos ganhando participações mais do que especiais ao longo dela.

A começar pela Martha (Freema Agyeman), a ex companion do Doutor que preferiu encerrar suas viagens a bordo da TARDIS por não ter conseguido conquistar o amor do próprio. Obviamente que seria impossível que depois da sua jornada ao lado do Doutor, que Martha continuasse a mesma de sempre e sendo assim, acabamos ganhando uma versão da personagem com ainda mais características de heroína (como ela encerrou a sua participação na série durante a Season 3), com ela mantendo um cargo importante na UNIT e de certa forma e mesmo que de longe, continuando um trabalho que certamente um único Doutor não seria capaz de dar conta sozinho. (mais ou menos como a mesma função de Torchwood, por exemplo)

Outra que aparece em diversos momentos da temporada, tentando se comunicar com o Doutor mas não conseguindo sucesso por um longo período e para nossa total surpresa foi a Rose (Billie Piper), ela que estava em um universo paralelo alternativo e que não poderia mais manter nehnum contato com o Doutor, segundo o encerramento da sua parceria com o Doutor, ainda no final da Season 2. Dessa forma, aquilo que eu reclamei nas duas primeiras temporadas, que era o fato delas não trazerem exatamente um plot central que unisse toda a história da temporada (como estamos acostumados atualmente e que eu gosto muito, mas que eles já avisaram também que vão mudar para a Season 7, deixando os episódios com histórias mais soltas a partir da entrada da nova companion, como nesse começo da série desde 2005), acabou acontecendo nessa temporada através da participação da Rose, que achou um jeito de cruzar o universo em busca do seu (tisc tisc) Doutor.

Tudo bem que eu nunca fui muito fã assim da sua personagem, mas não consegui não me emocionar com o reencontro dos dois, que aconteceu em um episódio mais do que especial, triplo, em uma cena super clichê mas nem por isso não aceitável, onde acabamos ganhando uma reunião com boa parte do elenco de cada uma das três primeiras temporadas: Rose + sua mãe Jackie + Mickey + Martha + sua família + Capitão Jack + Torchwood + Sarah Jane Smith + K-9. Howcoolisthat?

Uma sequência de episódios que trouxe uma nova dinâmica temporária para a série, com as três últimas companions do Doutor finalmente se conhecendo e ainda com a participação mais do que especial da Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen) e o seu adorável K-9. Achei ótimo que não foi tão fácil assim para que a Rose conseguisse finalmente fazer algum contato com o Doutor e o modo como ela acabou sofrendo ao ver o rosto de suas substitutas ganhando uma atenção que um dia foi exclusivamente sua, foi bem emocionante. Apesar de considerar irritante essa tensão sexual que eles insistem em tentar na relação Doutor + Companion e que eu nunca fui muito fã inclusive na história da Rose, nesse caso, acabou sendo totalmente justificável a reação da personagem diante daquela situação. E #TEMCOMONAOAMAR a relação Martha vs Donna, ou o interesse da própria Donna para cima do Capitão Jack (John Barrowman)?

A conclusão desse arco da reunião de todos esses personagens também foi excelente, com todos unindo forças para ajudar o Doutor contra os Daleks (sempre eles. Argh!) e nos trazendo de volta o plot da mão cortada do Doutor, que a gente não entendia muito bem o que ainda estava fazendo dentro da TARDIS, mas que teria alguma função no final das contas. A partir dela, ganhamos um doppelganger de Doutor (nesse caso, metade humano) e uma nova Donna, a Doctor Donna (Howcoolisthat?), que acabou ganhando a sua “parte Doutor” e foi de extrema importância para a conclusão dessa história. Mas apesar do final feliz para mais esse plot, esse episódio ainda contou com uma carga dramática a parte, com uma nova despedia do Doutor para cada uma de suas companions, inclusive a Donna. (glupt)

Confesso que eu achei um tanto quanto cruel a forma como ele se despediu da Donna, com ela perdendo a memória e sem sequer poder lembrar dos seus momentos ao lado do Doutor, correndo inclusive risco de morte por isso. Logo ela ter esse destino, não me pareceu nada justo. Mas como em Doctor Who nada é definitivo, acabei nem me preocupando tanto assim (mas fiquei sentindo falta de um momento de despedida entre os dois, do tipo bem emocionado, sabe?). Mas foi bem bacana ver o Doutor deixando cada um dos seus companheiros em seu devido lugar, agradecido por saber que apesar de ser um homem sozinho no universo, ele sempre poderá contar com cada um deles, que de certa forma, são a sua família. E nesse caso, quem ainda se deu muito bem foi a Rose, que acabou ganhando o dopplelganger de Doctor para chamar de seu, que até pode estar sem poderes, sem TARDIS e sem chave sônica, mas é exatamente igual ao homem por quem ela se apaixonou no passado e dessa vez, tivemos a certeza de que ela foi a única das companions atuais que foi correspondida por ele, detalhe que no final das contas eu achei bem foufo!

Três episódios mais do que especiais, que marcaram o “encerramento” da temporada, com essa reunião pra lá de especial com todos eles a bordo da TARDIS (que segundo o próprio Doutor, foi projetada para ter 6 pilotos e por isso ele sofre para controlar sozinho a máquina do tempo mais legal de todos os tempos, rs), o que certamente foi um grande acontecimento para quem é fã de Doctor Who, eu diria até que o maior deles até então. Mas digo “encerramento”, porque após esses três episódios que de certa forma encerrariam a Season 4 com o número de costume de 13 episódios, ainda tivemos mais 5 especiais como presente, três deles com uma história mais solta, como costumam ser os episódios de Natal por exemplo e os dois últimos que foram necessários para a grande despedida do David Tennant.

O primeiro desses especias nos trouxe inclusive uma nova experiência para a série, com o Doutor encontrando um outro Doutor e sua companion (4×14 The Next Doctor), que a princípio ele acreditava ser de uma timeline futura (por ele a essa altura já estar ciente de que sua morte se aproximava), algo que nunca havia acontecido nessa nova fase da série (não sei se já aconteceu no passado, então…). Uma pena que esse plot foi abortado com a sua resolução de que na verdade, aquele novo personagem apenas achava que era um Senhor do Tempo por conta dos temidos Cybermens, mas que no final das contas não era bem verdade. Mas fiquei imaginando que isso poderia ser utilizado como recurso para promover um encontro entre os 3 Doutores dessa nova geração, Eccleston + Tennant + Smith = ♥³. Quem sabe não ganhamos algo parecido no ano que vem, quando a série irá comemorar os seus 50 anos de vida e ao que tudo indica, teremos uma temporada semelhante a essa, com pencas de especiais, hein? #SONHO!

O segundo deles é um especial de Páscoa (4×15  Planet of the Dead), que já começa com o Doutor comendo um ovo de Páscoa daqueles, capaz de te fazer sentir vontade de sair de casa no meio da madrugada para comprar (que é sempre o meu caso quando não tem chocolate em casa. #DRAMA/ I ♥ Chocolate) e que chegou com uma “tentativa de companion” do mundo do crime. Uma menina lindísisima por sinal, mas segura demais e um tanto quanto do lado negro da força, o que em nada combina no posto de companheira oficial do Doutor. Mas foi bem bacana vê-lo libertar a personagem ao final do episódio, naquele ônibus de dois andares típico inglês e nesse caso com o plus a mais dele ser voador (me lembrou ônibus em Harry Potter até). Cool!

O terceiro marca exatamente o que eu falei para vcs ainda no começo dessa review (4×16 The Waters of Mars), com um Doutor revelando o seu lado negro da força, quando ele resolveu aceitar a sua importância para o universo, onde cego por conta de sua arrogância, acabou causando um paradoxo que seria imperdoável, mesmo para um Senhor do Tempo. Um episódio bem bacana, que além de nos revelar um outro lado do Doutor, esse muito mais obscuro do que o que nós já conhecemos, justamente enquanto ele ainda viajava sem companhia nenhuma (algo que se repetiu a partir do primeiro desses três episódios em questão), ainda nos trouxe aquelas pessoas medonhas da tripulação que habitava Marte, com água saindo por todos os cantos de seus corpos. #MEDO.

Uma sequência de especias que nos trouxe para o momento da grande despedida. Ao longo da temporada, pequenas pistas foram espalhadas a respeito da morte do Doutor e nesses dois últimos episódios, chegou a hora dele encarar a sua inevitável regeneração. E nessa hora, tudo foi construído de forma brilhante, com o anúncio de que a sua morte aconteceria pelo sinal das quatro batidas (que nada mais era do que a representação do batimento do coração dos Senhores do Tempo) e que de quebra, ainda nos trouxe Gallifrey de presente, terra natal do próprio Doutor e que inclusive chegou a se aproximar (literalmente) da Terra no formato de uma grande ameaça, a qual ele teve que destruir no passado (e carrega uma culpa enorme por conta disso, se tornando o último de sua espécie) e que por diversas vezes já ouvimos parte de sua história durante esses seis últimos anos da série desde 2005.

Apesar de sempre ter morrido de vontade de conhecer um pouco mais sobre Gallifrey e toda a sua mitologia (em flashback talvez? …) , acabei não gostando muito de ver o planeta aparecer de fato e no presente da temporada, embora a forma como tudo isso acabou acontecendo tenha sido no mínimo justificável. Ainda mais que a sua presença nessa reta final acabou trazendo algumas revelações, surpresas e até mesmo a volta de um dos vilões mais temidos pelo próprio Doutor: Master (John Simm).

Ele que foi usado como ferramenta para que os demais Senhores do Tempo conseguissem a sua “liberdade” e com isso ganhassem a chance de reconstruir a sua história. Nesse momento, acabamos descobrindo um pouco mais da mitologia da espécie do próprio Doutor e descobrimos o que de fato o motivou a levar o seu povo a ser extinto. Bacana também foi ver a forma com o Master foi usado como ferramente fundamental para todo essa história, a deixando ainda mais muito bem amarrada. Só achei que a sua participação durante a temporada anterior acabou sendo muito mais impactante do que a sua presença massiva durante essa Season 4.

Nessa reta final, o que nos foi reservado como surpresa, foi a presença de uma mulher que a princípio, aparecia apenas para o avô da Donna, guiando aquele senhor a ajudar o Doutor da forma correta nesses dois últimos episódios, algo que seria fundamental nesse último momento de sua vida. E a sua presença misteriosa foi algo que acabou ficando no ar, deixando uma possibilidade de que aquela mulher na verdade seria a própria mãe do Doutor, com ela e um outro homem sendo os únicos contra o plano dos demais Senhores do Tempo ainda em Gallifrey, que como castigo, tiveram que se manter em posição de Weeping Angels. (castigo terrível, mas sensacional, não?). Nessa hora eu logo imaginei que os dois que foram contra o plano todo, só poderiam ser seus pais, mesmo sem ter tido uma pista até então. Mas foi algo que talvez eles não tiveram muita coragem de explorar (o que eu acho bacana, porque poderia acabar levando a série para uma área obscura e arriscada para uma série de quase 50 anos de sucesso) e optaram por deixar apenas no ar essa ideia. (o que pode também ter sido apenas uma sensação minha…)

Até que chegamos a fatídica hora da despedida, onde por um momento, chegamos até a nos enganar, assim como o próprio Doutor, que se encontrou surpreso por ainda estar vivo, mesmo depois de ter conseguido derrotar (com uma ajuda importantíssima do próprio Master) o povo de Gallifrey. Mas ao enfim ouvir as 4 batidas que apareceram no pedido de ajuda do avô da Donna logo em seguida desse curto momento de alivio para o personagem, ele se deu conta de que realmente aquela era a sua hora e não tinha mais por onde escapar. (glupt de novo)

Nessa hora, vale a pena lembrar que dessa vez, embora fosse totalmente justificável, o Doutor acabou novamente se revelando como um ser que como todo mundo, também mantém o seu lado obscuro, soltando palavras duras para cima do próprio senhor Wilfred, mostrando claramente e por mais uma vez, um outro lado da sua personalidade, mesmo que por questão de pouco tempo. (mas também, que não se revoltaria ao encarar a sua própria morte depois de quase conseguir escapar? Hein?)

Confesso que nessa hora, eu já estava bastante tenso com a regeneração, que poderia acontecer a qualquer momento e embora já estivesse familiarizado com essa cena, apenas da parte em que ele caminha dentro da TARDIS para o momento da regeneração em si (que eu já havia visto por curiosidade no passado, quando comecei a assisti a série), eu não poderia sequer imaginar o que viria antes disso…

E da forma mais emocional possísvel, o 10th Doctor aproveitou para viajar no tempo nos seus últimos momentos de vida antes da regeneração para reencontrar cada uma das pessoas que foram importantes para ele durante essa trajetória de três ótima temporadas, uma forma linda de retribuir com carinho o precioso trabalho que o ator David Tennant deixou com o seu legado, algo nada mais do que merecido, para aquele que também deu vida a esse personagem grandioso da melhor forma possivel, conseguindo deixar a sua forte identidade e marca em todos os fãs da série até hoje.

E foi lindo, lindo, lindo, ele se despedindo de cada uma de suas companions, aparecendo para cada uma delas de forma especial para dizer o seu adeus, mesmo que de longe, distante, sem dizer uma só palavra, apenas observando cada uma delas pela última vez e visivelmente triste. Martha foi a primeira e em campo de batalha, ele acabou salvando a sua pele mais uma vez, onde descobrimos que ela além de agora usar tranças (rs), ela também se encontrava casada com o Mickey, o ex preguiça da Rose (mas cadê o pediatrão, hein Martha?). Apesar de formarem um casal totalmente avulso, achei foufa a resolução também, vai?

Ainda em um ato heroico, tivemos o Doutor salvando o filho da Sarah Jane Smith e consequentemente se despedindo da personagem. Mas especial mesmo foi o capitão Jack Harkcness sentado em um bar repleto de criaturas exóticas e conhecidas da série, recebendo um drink do próprio Doutor, que de brinde ainda arranjou o Alonso (sim, o Tovey voltou. Yei) para o capitão Jack chamar de seu, ou pelo menos para começarem algo. Höy! Um momento excelente como despedida entre os dois, não? (eu fiquei super surpreso com a aparição do personagem novamente e AMEI a resolução. Aliás, não sei se eu já disse isso, mas adoraria ter o Russel Tovey como Doutor, o que após suas participações na série, eu nem acredito mais que seja possível, humpf!)

Encerrando as despedidas, é claro que não poderia faltar ela, Rose Tyler, a companion capaz de mexer com os dois corações do Doutor, com um detalhe de que por uma questão burocrática dentro da própria história, ele acabou a visitando no passado, antes mesmo dela ter sido a escolhida com a companheira do 9th Doctor, completando assim a etapa final da sua despedida.

Mas o meu momento preferido mesmo foi ele indo até uma sessão de autógrafos dos livros que a bisneta da mulher por quem ele se apaixonou no passado estava publicando. Aquela que ele conheceu ainda durante a Season 3, naquele episódio em que ele se torna “humano” por um certo tempo e passa a viver com um homem comum (John Smith). Ela que encontrou o diário que o Doutor deixou para a sua amada no passado e que escreveu um livro sobre a história dos dois, que acabou ganhando a confirmação de que aquela foi uma história de amor real entre a sua bisavó e o Doutor, com o próprio aparecendo de corpo presente durante uma sessão de autógrafos para lançamento do livro. Uma detalhe que eu achei mais do que foufo e totalmente inesperado. (♥)

Nessa hora, eu realmente me peguei surpreso com a caraga emocional dessa despedida, que realmente foi muito especial, ainda mais contando com a trajetória inteira do 10th Doctor ao longo dessas três últimas temporadas, com três companions diferentes e tanta mitologia da série sendo revelada durante esse percurso, que é impossível não se emocionar com a hora em que o David Tennant se despede dizendo que não quer ir (desabei, sério). A minha primeira experiência com regenerações em Doctor Who aconteceu durante essa maratona, lá atrás, no final da primeira temporada, onde eu também cheguei a ficar bastante emocionado com a saída do Christopher Eccleston para a entrada do Tennant. Mas realmente, esse tempo maior que acabamos passando na companhia do décimo Doutor, fez com que dessa vez, essa despedida fosse muito mais dolorosa e eu me peguei entregue as lágrimas ao final dessa jornada (assim como aconteceu com a experiência anterior, só que agora com muito mais intensidade), sem a menor vergonha de admitir isso em público. Chorei litros, feito criança.

Tudo bem que ter a carinha do Matt Smith logo na sequência e já ter visto o que aconteceu depois disso por duas temporadas a frente, acabou me confortando bastante sobre a troca, ainda mais com as piadinhas sobre ele ainda não ser ruivo, ou pelo 11th Doctor achar que é uma menina por conta do seu cabelo maior do que o de costume. Mas tenho que admitir que não foi nada fácil me despedir do 10th Doutor, que realmente fez um excelente trabalho vivendo esse personagem que sozinho já tem uma força absurda, mas que o trabalho sensacional do ator David Tennant na pele do nosso 10th Doctor acabou deixando ainda mais especial. Well done!

Encerro aqui a minha maratona de Doctor Who (pelo menos com vcs, porque eu pretendo rever a Season 5 e a Season 6 antes da Season 7 começar e já estou inclusive fazendo isso com a nossa velha e as vezes boa TV aberta – na Cultura, que começou a apresentar a Season 5 recentemente e tem sido a minha companhia durante os jantares semanais aqui em casa e tem opção com audio original – embora o closed caption seja um verdadeiro drama) onde antes de me despedir de vez dessa adorável e altamente recomendável maratona, eu preciso ser bem  justo em reconhecer que qualquer coisa que eu não tenha gostado no trabalho do ator David Tenntant no começo de sua trajetória enquanto esse icônico personagem, acabou se tornando absolutamente miníma em relação ao seu lindo trabalho a frente do 10th Doctor, do qual eu me despeço agora com o maior carinho desse mundo. Clap Clap Clap!

Mas antes de terminar essa review, tenho que reafirmar publicamente o quanto eu sou totalmente encantado com a série e o quanto o meu amor por Doctor Who só tem crescido desde que nos conhecemos. Sempre tive uma curiosidade enorme por esse universo (Paolo Torrento sempre me tentava a respeito), mas sempre acabava me faltando tempo. Até que finalmente eu decidi enfrentar essa maratona da série inglesa a partir de 2005, que hoje eu reconheço ter sido uma experiência maravileeeandra, em todos os sentidos e por isso recomendo para todo mundo, de verdade (♥). Sempre gostei desses universos mais fantasiosos, de Sci-Fi e coisas do gênero, mas a mitologia que Doctor Who consegue envolver em seu universo é realmente das mais especiais ever e não é a toa que a série está prestes a comemorar 50 anos (sim, 50 ANOS!), reunindo gerações e mais gerações de fãs, agora também no mundo todo. Tanto que logo eu, com anos de experiências sentado à frente da TV, acumulando uma lista de heróis preferidos desde a infância dos meus filmes ou HQs do coração, acabei assumidamente ganhando um novo representante dentro dessa categoria (embora ele não seja exatamente como os outros), que com seu sotaque inglês indeed e sua gravata borboleta (que foi como eu o conheci, portanto essa sempre será a sua imagem para mim. Bow ties are cool!), acabou deixando todos os seus concorrentes de lado, assumindo de vez o posto mais alto e importante da minha lista, que nesse momento eu declaro ser do dono da cabine azul que é muito maior por dentro e de mais ninguém. I ♥ DOCTOR WHO

Dito isso e para finalizar de verdade essa maratona (que ficou enorme e eu demorei pencas para fazer, eu sei), trago o placar final dessa disputa de Doutores no meu coração: Matt Smith 10 vs David Tennant 9,85. Onde mesmo que o 10th Doctor tenha me ganhado ao longo dessas três temporadas, o meu coração realmente ainda pertence ao Matt Smith, que foi amor a primeira vista mesmo e que vai ser para sempre o meu Doutor. Mas e quem foi que disse que eu não posso ter 2 Doutores? Se eles tem dois corações, eu posso ter dois doutores também e fim de papo. (rs)

O bom também é que agora que Doctor Who finalmente chegou ao Brasil, seja pela TV aberta ou com a recém chegada da BBC por aqui, ganhamos grandes chances de alguns produtos da franquia também acabarem chegando por aqui, com os DVDS da série por exemplo, onde a Season 1 já se encontra disponível em DVD para venda e mal posso esperar para ter essa coleção completa na minha prateleira especialíssima.

E agora, o nosso último porém bem especial:

ALLONS-Y! (♥)

ps: novamente, ganhamos um episódio animado ao final dessa Season 4 (Dreamland), que traz um diferente tipo de animação do que nós já haviamos visto durante a Season 3 e que também é bem bacana de ser visto. Assim como as Proms que por enquanto temos a de 2009 e a de 2010, que são o tipo de espetáculo dos meus sonhos, com uma apresentação lindíssima da trilha sonora da série ao vivo com sua orquestra (trilha que é bem boa por sinal) e a presença de alguns atores como apresentadores do evento, que ainda conta também com a presença dos monstros mais sensacionais da série vagando em meio ao público e causando as mais variadas reações. Só não entendi o porque do David Tennant não ter aparecido de corpo presente na dele em 2009 … o que o Matt Smith fez na sua primeira de 2010 e foi mais do que sensacional! 

ps2: agora uma bronca para a TV Cultura, que esteve apresentando a série na ordem, tudo certinho e lindamente, inclusive com os especiais de Natal de cada uma das temporadas (porque eu bem andei conferindo), mas que acabou pulando os tês últimos episódios dessa Season 4, deixando totalmente de lado a regeneração do décimo Doutor, um momento mais do que importante para quem passou a acompanhar a série através da TV aberta. Sacanagem! (depois do especial de Páscoa, eles pularam direto para o 5×01 The Eleventh Hour, que é o primeiro com o 11th Doctor. Humpf!)

ps3: talvez essa tenha sido a minha maior review aqui no Guilt. Thnks a todos que conseguiram sobreviver até o final desse post.


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