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O final não tão feliz assim de Happy Endings

Maio 16, 2013

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E logo a série que nos prometia finais felizes a começar pelo seu título, acabou não ganhando o seu merecido final feliz. Vai entender a vida. E com tanta comédia bem meio assim continuando na TV, algumas com trajetórias verdadeiramente intermináveis, não tem como não sentir pelo menos uma pontinha de rancor no coração. (nesse momento, no meu curso de bruxaria via correspondência, eu faço questão de amaldiçoar New Girl, The Big Bang Theory – que até melhorou mas né? – Two And A Half Men, Anger Management, entre várias outras ainda vivas na TV. Já não está na hora de mandar desligar esses aparelhos, não?)

Nossa história com Happy Endings pode até ser considerada recente, já que por aqui no Guilt, começamos a assistir a série enquanto a sua deliciosa Season 2 ainda estava sendo exibida, em uma maratona mais deliciosa ainda e que de tão boa, precisou até uma de um repeat logo na sequência, de tão empolgados que ficamos com a descoberta da “nova” comédia. Personagens adoráveis, plots sensacionais sobre qualquer coisa, mitologias que foram aparecendo com o tempo e a Kim Bauer (cuspida de fogo verde no chão seguida de x3 #CREDINCRUZ) que a gente gostaria que tivesse desaparecido junto com aquele boy patinador e ou tivesse sido servida como jantar para um cougar ainda no piloto. Tudo na série parecia AmAUzing, de verdade, como se tivéssemos encontrado uma das nossas novas comédias com cara de antiga preferidas.

Até que chegamos a recém encerrada Season 3, com todos eles reunidos novamente, mas alguma coisa parecia estar fora do lugar. Diferente das outras duas temporadas, essa Season 3 de Happy Endings demorou para acontecer e eu não sei explicar exatamente o porque , mas demorou. O começo não chegou a empolgar muito, embora a série sempre nos tenha arrancado boas risadas, mas nesse início de temporada elas acabaram acontecendo com menos frequência, em plots mais isolados ou bem de vez em quando.  Na verdade, acho que tudo isso aconteceu porque eles começaram a serem pressionados em relação aos números e com isso começaram a se preocupar mais em agradar tentando coisas novas, do que seguir a mesma linha de sempre, que apesar de não ter atingido grandes números, continuava ótima para quem já gostava da série. Um bom exemplo disso foi a forma como eles modificaram do dia para a noite a rotina do casal Jane + Brad (Eliza Coupe e Damon Wayans Jr.), que mudaram de trabalhos como em um passe de mágica, sem a menor explicação plausível (tá, até ganhamos uma explicação qualquer que não convenceu, vai?)  principalmente no caso dela e essa transição acabou parecendo forçada apenas para modificar os ares e quem sabe trazer novos núcleos para a trama, que normalmente não funcionam nesse tipo de comédia e eles já deveriam saber disso.

ADAM PALLY

Mas esse foi só o começo, porque logo os novos seis amigos mais legais da TV conseguiram colocar tudo exatamente em seu lugar novamente e a partir disso voltamos a reconhecer a série como uma das comédias mais bacanas da TV atual. Todos continuaram enlouquecidos, sempre tentando se dar bem em qualquer coisa, naquela eterna competição deliciosa que sempre existiu dentro do grupo, mas de forma bacana. Jane e Brad continuaram excelentes enquanto casal, com uma química fora do comum, Penny (Casey Wilson) estava de volta a velha forma adorkable de sempre (ao lado do casal, a minha preferida desde sempre), Max (Adam Pally) continuou sendo o Max, sempre imundo, a procura de comida e com um drama capilar incontrolável durante essa temporada e o casal Dave + Kim Bauer (Zachary Knighton e a péssima desde sempre, Elisha Cuthbert) agora estava junto novamente e para eles gritamos: e quem se importa? (sorry Dave, mas não gostamos de sair como vocês e sua namorada. Da próxima vez, vê se aparece sozinho…)

Ao recuperar as forças, ganhamos uma séries de novos momentos ótimos para a série, com o Penny e o capacete (sério, eu me descontrolei de tanto rir durante todas as cenas dela com o capacete), a ID fake da Jane porque ela nasceu no Natal e a descoberta de um grupo secreto que sofria do mesmo drama, o papagaio da Alex morto (que foi legal porque envolvia outros personagens e não a Alex), a exemplificação dos tipos diferentes de gays (um dos melhores episódios da temporada e a dupla Jane + Max estava unfirah nesse episódio e novamente mais perto do final, com ela assumindo a tarefa de transformar o Max em um homem nais descente), descobrimos que eles já haviam participado de uma das edições do Real World MTV (que foi meio que onde alguns deles se conheceram), ganhamos também a revelação do ex da Jane na verdade ser uma ex, Penny e seu novo boy magia com quem ela chegou a ficar noiva (Höy!), todos na feira de casamento e uma deliciosa disputa de jogos entre casais, que acabou com o noivado da Penny e teve um discurso excelente do Max em relação a coragem dela de encerrar uma coisa que estava na cara que não daria certo, muito perto de deixá-la acontecer apenas por comodidade, vergonha, desespero ou qualquer coisa do tipo.

Até um plot envolvendo um namorado brasileiro para o Max no melhor estilo Romeo + Juliet acabou acontecendo durante essa Season 3, com direito a briga de comida em meio a coreôs animadas de capoeira e uma decoração típica verde e amarela. Outro ótimo momento foi a peça da Penny sobre o término do seu relacionamento (também AMEI quando ela encontrou com o seu pai, que assumiu ser gay e ela mesmo disse que isso explicava muito do próprio comportamento dela,  como se a partir daquele momento ela finalmente conseguisse entender o porque da sua personalidade, rs), onde a personagem aproveitava para se descrever como a pior namorada do mundo, assumindo uma culpa muito maior do que a que ela tinha na verdade.

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Mas nada disso foi o suficiente para garantir o futuro da série. E mesmo com essa quantidade grande até de bons momentos (o que foi a briga das irmãs Kerkovich?), eles acabaram amargando o drama de serem transferidos para as sextas, que a gente sabe que é o pesadelo de qualquer série. O limbo todo mundo também sabe que é o sábado, que é onde se encontra Smash por exemplo, mais ou menos como se a série estivesse esperando no corredor da morte para ser executada. Nesse momento, eles até chegaram a brincar em uma das promos, pedindo para que os fãs salvassem a série do cancelamento, que a essa altura seguindo uma tendência pavorosa e até desrespeitosas das emissoras durante essa temporada, a série passou a ter dois episódios exibidos por noite até a finale, que descobrimos depois que seria o final da série. The End.

E não foi um final bacana, que a gente conseguisse pelo menos reconhecer ou aceitar como um final feliz para a série. Com um plot até que bacana, envolvendo uma irmã mais velha das irmãs Kerkovich até então desconhecida, que dividiu as atenções do episódio com o plot dramático e totalmente desnecessário da separação do casal que ninguém nunca gostou ou torceu a favor, Dave e Alex (sorry de novo Dave, porque eu gosto de você e sonhava em comer um dos seus lanches. Sério, aquela carne… Yummy!). Assim, de forma bem porca e quase preguiçosa, não sobrou muito tempo para resolver qualquer questão entre os personagens da série, mesmo que naquele momento, quase nada ainda estivesse pendente.

Quase nada exceto os tais “finais felizes” que nos prometeram desde sempre, ou eles realmente acharam que uma dancinha no meio de uma festa de casamento que a propósito não era de nenhum deles (mas tê-los destruindo a festa inteira foi ótimo também) seria o suficiente para nos deixar satisfeitos com essa despedida precoce?

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Por esse motivo, proponho uma lado B o series finale de Happy Endings, com os meus finais felizes para cada um dos personagens da série:

♥  Jane + Brad = continuaram casados e apaixonados para sempre, com dois casais de gêmeos, dois negros, dois germânicos. Devido a boa genética da família comandada na linha dura e de perto pela Jane, dizem que passaram dos 100 anos e chegaram a conhecer a quinta geração da sua família, mesmo com eles já estando na forma de um ectoplasma, rs.

♥  Penny = viajou o mundo a trabalho por um ano inteiro, experimentando uma variedade de boys magias de diferentes lugares do mundo e etnias, com tudo pago e ainda recebendo por isso. Depois disso voltou para Chicago mas se mudou para NY, onde ela continuou experimentando as possibilidades da cidade por mais um ano (fez até uma ponta na season finale de HIMYM, que eu acabei assistindo esperando que a revelação da identidade da mãe tivesse sido sensacional e wait for it… não foi. Humpf!) e depois disso encontrou o amor da sua vida, uma estrela de Hollywood com quem ela se casou anos depois e adotou 5 crianças, pelo menos por enquanto. Mas continuou trabalhando e hoje é dona de metade da 5th Avenue e 2/3 da Broadway, de tão bem sucedida que continuou sendo profissionalmente. Continua dizendo “AmAUzing” e liga para a Jane toda vez que resolve trocar de carro, agora 4 vezes por ano, a cada nova estação. Até hoje, Penny mantem em cada um de suas casas pelo mundo um quarto especialmente reservado para o Max.

 ♥  Max = tomou um banho demorado por dia durante um mês e depois dessa detox encardida, arrumou um emprego normal, onde ele acabou se apaixonando pelo dono da empresa, que em pouco tempo o cobriu de jóias, piñatas mais fáceis de se quebrar e recheadas de doces e participou de uma das edições gay de Real Housewives, onde fez fama e fortuna. Depois do programa, Max cortou o cabelo e removeu aquelas tattoos pavorosas e as substituiu por novas tattoos pavorosas de pegadas de urso e ou nomes de suas conquistas espalhadas pelo corpo e hoje é dono de uma pequena joalheria de peças eróticas super exclusivas downtown Chicago, além de possuir a mair frota de limousines no fundamento 80’s do universo. Só atende com hora marcada em ambos os negócios. Sempre após as 16h00, que é quando ele começa a acordar. Não insista.

♥  Dave =  se casou com a Kim Bauer (e esse foi seu maior castigo na vida), mas ficou viúvo ainda na lua de mel, porque ela finalmente foi comida por um cougar desdentado, por isso podemos imaginar que essa foi uma morte lenta e dolorosa. Depois disso entrou em depressão por cerca de uma semana, superou, foi com seu trailer até a comunidade navajo mais próxima e se tornou um dos palestrantes mais bem sucedidos da história da comunidade. Durante seus cultos, Dave ficou conhecido por distribuir seus famosos lanches de carne, o que era proibido naquela região e por isso ele foi expulso da comunidade. Sem saber o que fazer, se inscreveu no The Voice (sério, tinha um candidato igualzinho a ele até um dia desses no programa chamado Justin Rivers), onde não conseguiu ir muito longe na competição, embora tenha conseguido pelo menos um contrato para lançar o seu único single de sucesso, responsável pela sua fortuna e pelo qual ele é chamado para cantar até hoje em feiras e convenções locais. Continua solteiro e descobriu recentemente que o grande amor da sua vida talvez seja um híbrido do Max + Brad.

Alex = (sem coração de propósito) morreu. Finalmente!

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É, apesar da mágoa, agora realmente só nos resta aceitar que uma série como Happy Endings tenha terminado dessa forma, nos devendo aquele final feliz que todo mundo gostaria de ter visto e isso nem tão cedo, viu? Mas temos que encarar que nem todo final é feliz, mesmo que ele nos tenha sido prometido, então…

R.I.P. Happy Endings

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Happy Endings Season 3, o promo

Outubro 19, 2012

A pergunta continua sendo a mesma: quem é que não gosta de finais felizes?

23/10 na America antiga e por aqui, o Sony ainda não confirmou a data da estreia…

AmAUzing!

 

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Hello, Hello Giggles!

Maio 25, 2012

Só eu queria uma t-shirt do Hello Giggles?

E a pergunta que não quer calar é: e a t-shirt do Guilt, sai quando mesmo? (quem sabe um dia…)

A minha maior culpa por largar New Girl é a saudade que eu vou sentir do Schmidt… Humpf!

E eu que nem achava ele tão magia assim e detestava os seus shirtless sebosos do começo da temporada, já mudei completamente a minha opinião por conta da sua fofurice, portanto: Höy!

I ♥ Schmidt

B.J. Novack, eu queria ser seu amigo só para fazer toda e qualquer piada escrota com o seu nome.

Call me maybe…

Não é de hoje que eu venho falando que o Schmidt deveria estar em Happy Endings e embora Penny Hartz esteja com o boy magia errado na foto, acho que com toda essa aproximação, eu já posso dizer que confirmou, hein?

E #TEMCOMONAOAMAR Penny Hartz saindo de olho fechado na foto? Tipo eu, sempre, rs

#GÊMOLASOLSEN

I ♥ Penny Hartz (amAzing)

By The Cobra Snake

Mas afinal, quem é que não gosta de finais felizes?

Maio 4, 2012

Secretamente, junto com todas as outras séries que eu venho acompanhando nessa temporada, somadas as minhas duas grandes maratonas do momento (Doctor Who + Being Erica, que já estão em suas retas finais), venho acompanhando uma outra série bem de perto, porém silenciosamente, sem fazer alarde dessa vez. A princípio, por ter ouvido falar muito bem sobre ela, comecei a pedí-la secretamente para o Paolo Torrento, mas fui deixando-a na espera, para um momento de sobra de tempo.

Até que esse momento finalmente chegou (acompanhado de um dia de cama, humpf…) e compulsivamente eu não só assisti a Season 1, como devorei a Season 2 em questão de dois ou três dias. Sim meus leitores, pausei toda e qualquer maratona que eu estava fazendo naquele momento, sem a menor culpa ou vergonha, para me dedicar a uma das “novas” comédias do momento. Estão curiosos para saber qual é ela? Duas palavras: Happy Endings.

Sim, confesso que eu me encontrei viciado em bem pouco tempo, assistindo inúmeros episódios por dia (nada como um dia de cama para nos fazer sobrar algum tempo) a ponto de conseguir terminar as duas primeiras temporadas da série em um curtíssimo prazo. Tudo bem que a série é comédia neam? E isso já é uma grande vantagem de tempo, mas se não fosse realmente boa, eu duvido que a minha paciência teria permitido que eu chegasse ao seu fim tão rapidamente. E sim, eu não precisava de mais uma comédia de 20 minutos para a minha vida, mas fazer o que se secretamente todos nós adoramos finais felizes?

Happy Endings é uma comédia da ABC que estreou em 2011 e que fala  sobre seis amigos que vivem em Chicago e enfrentam juntos plots divertidíssimos do dia a dia. Já vou dizer logo de cara que é uma série de comédia tola, com os personagens mais bobos do mundo (e ao mesmo tempo adoráveis), mas que mesmo assim, é impossível não se divertir com todos eles e eleger os seus preferidos logo de cara. Tudo bem também que a série começa com um deles sendo abandonado pelo outro no dia do seu casamento, o que poderia ser uma barra (e até foi nesse episódio piloto, uma barra divertidíssima com direito a casal de noivos em tamanho real, feitos de chocolate), mas no fundo, eu senti que eles tentaram brincar com esse plot comum de séries de comédias da década anterior, que sempre começava com alguém que abandonava o próprio casamento na última hora, ou vcs já se esqueceram dos pilotos de Friends ou de Will & Grace?

Falando em Friends, inúmeras comparações são feitas entre a nova série e o eterno ícone da comédia americana e isso até mesmo em Happy Endings, quando em um determinado momento da Season 2, eles chegam a brincar com essa comparação, com um dos personagens da série sob o efeito de “drogas” após sua visita ao dentista, onde ele acaba nomeando cada um dos seus amigos como um dos personagens de Friends antigo, na maior cara de pau, rs. Mas como nós já estamos escolados com esse tipo de tentativa de “novo Friends”, não vamos ainda elevar a série a essa patamar tão alto, porque já tivemos experiências pouco positivas nessa área, ou vcs já se esqueceram também da nossa animação exagerada com o começo de How I Met Your Mother, que em nada se parece com a série que assistimos hoje? (quer dizer, eu já abandonei desde a temporada anterior, então…)

Embora a série tenha seis bons personagens, poucos deles funcionariam bem sozinhos por exemplo e a dinâmica de Happy Endings funciona bem mais quando eles estão todos juntos, ou quando pelo menos existem plots para todos eles, o que sempre deixa o episódio bem mais divertido. E apesar dessa questão soar como uma crítica nesse momento do post, não levem por esse lado.

Mas para falar da série que é a minha mais nova queridinha entre as comédias (embora não chegue a ser genial como algumas das outras que eu também acompanho), eu preciso traçar um perfil rápido e bem sincero de cada um dos personagens. Vamos lá:

 

Jane + Brad

Juntos eles formam o único casal do grupo. Casados já tem algum tempo, ambos são adoráveis, apesar dos exageros de cada um dos seus personagens. Jane (Eliza Coupe) é a controladora do grupo, completamente obsessiva, que deve ter uns 13 milhões de zilhões de TOCs, do tipo que sempre mantém aquele “crazy eyes” que todos nós já conhecemos e mesmo assim, consegue ser uma das mais divertidas. Na série ela tem um irmã (Alex), que é totalmente diferente dela, mas já já chegaremos lá. Jane é uma mulher bem sucedida, que não mede esforços para manter a sua vida no controle, aliás, controle talvez seja uma das suas palavras preferidas. Na outra metade do casal temos Max (Damon Wayans Jr.), que exagera naquele típico humor negro americano, exagerando nas expressões, trejeitos e no humor físico de uma escola que todos nós também já conhecemos bem (Eddie Murphy, ou de My Wife And Kids, onde o personagem principal da série faz até uma ponta em Happy Endings, vivendo o próprio pai do Brad). Mesmo trabalhado no exagero, Brad consegue ser um bom personagem, tanto na dinâmica do casal, que é adorável e super engraçada, onde eles formam um dupla sensacional e que sempre rende boas piadas, ou quando ele se encontra com o resto do grupo, sempre pagando a conta (rs) e com um detalhe que faz do seu personagem praticamente uma moça, que é a sua alma extremamente feminina. Melhor dizendo, Brad tinha tudo para ser o gay afetado da turma, rs. E se vc quiser irritar o casal, basta não ter a menor intenção de sugerir um ménage, o que embora eles não sejam adeptos, seria uma grande ofensa, quase como xingar pai e mãe no meio de uma briga. (rs)

 

Dave

O homem abandonado no altar. Humpf!. Apesar desse plot do começo da temporada e disso amarrar a sua história de certa forma com a sua ex noiva na série (infelizmente), Dave (Zachary Knighton) também é um personagem do tipo adorável, sem dúvida. Para ele sobra o humor da depressão, com suas piadas mais emotivas, quase sempre não compreendidas por seus outros cinco amigos, que nunca levam o cara a sério. Ele é o tipo de personagem que precisa mostrar o tempo todo o quanto ele é cool, o que imprime o contrário disso quase que o tempo todo também, para o seu total desespero. Mas mesmo assim ele é o boy magia da turma, ou pelo menos tem seu público. Dave também é dono do seu próprio negócio, uma espécie de “caminhão de lanches”, que ele mantém em Chicago, como primeiro passo para que ele tenha no futuro o seu próprio restaurante. Mas acho engraçado que quase nunca eles todos se encontrem no trailer dele para comer, ou façam algum tipo de elogio em relação aos dotes culinários do amigo. Eu pelo menos, já fiquei com vontade de experimentar um daqueles lanches de carne, sério (bem sério!). Sem contar o seu vício por golas em V, profundo ou não profundo, que lhe rende uma intervenção divertidíssima. No episódio que ele briga com o Max e tem todas as suas t-shirts cortadas com um V super profundo, eu quase rolei de tanto rir, ainda mais com aquele final, com o Max provando do seu próprio veneno e depois com ele aparecendo pavoroso com o seu cabelo na versão curly. (euri)

 

Alex

Kim Bauer de novo? NÃÃÃÃÃÃOOOO! Ai, como eu posso dizer delicadamente para que eles matem esse “Um Show de Vizinha”? Nunca fui fã da Kim Bauer, na verdade, sempre a odiei (sendo bem sincero, nunca gostei muito de 24, prontofalei!). Não gosto da atriz (Elisha Cuthbert) e fica visível que na dinâmica do grupo na série, ela é a mais fraca, do tipo quase sem força nenhuma. Tudo bem que para Alex sobrou o papel da noiva que abandonou o Dave no altar, sem grandes motivos por sinal, o que por si só já não é um peso muito agradável de se carregar, ainda mais sendo ele um amigo em comum do grupo. Mas como esse plot do abandono no altar pouco tem importância no decorrer da série (embora eles voltem e insistam nesse clima entre os dois por algumas vezes), sua personagem acaba não funcionando muito bem, onde até agora eu não consegui enxergar a graça da tal Alex. Pra mim, ela funciona como aquele personagem anti-clima, onde quando a piada esta lá no alto, pronta para atingir um bom nível, vem ela com suas frases medíocres de “loirinha bonitinha burrinha” e joga tudo lá no chão novamente. Basta reparar na própria reação dos demais personagens para perceber o quanto ela não funciona, tão pouco suas piadas. Aliás, Dave, vc merece coisa melhor, muito melhor… Minha sugestão é que Alex vá estudar Álgebra na Alemanha e não volte nunca mais. PÁ! A propósito, gostaria de levantar aqui uma bandeira, a de que todos nós do universo da moda, já estamos cansado do personagem burrinho ou totalmente superficial, ser aquele que acaba se interessando pelo assunto. Humpf! Que estereótipo mais caricata hein? Eu pelo menos, me distancio dele e fico constrangido toda vez que me deparo com um personagem com esses traços. Para não dizer que ela não teve nenhum momento, eu ri com ela roendo o milho no formato de “Happy Hollydays” no formato Helvética e com o seu encontro, tendo como cockblock o Fred Savage (Wonder Years) em pessoa, rs. Mas foi só…

 

Max

O personagem gay menos gay do mundo. Max (Adam Pally) é o contrário de todo esterótipo gay que nós já vimos na TV. Não é a bee do salão, não é a Barbie da academia, não é aquela que luta pelos seus direitos no jurídico e tão pouco é o bear bem resolvido em suas calças de couro sem fundo, rs. Ele é meio sujo (completamente), não liga muito para moda ou higiene pessoal (rs), quase não trabalha e por isso está quase sempre duro. Mas o cara é bem engraçado, do tipo que não tem como não se divertir ao seu lado. Ele faz a linha que não quer se apegar a ninguém e  é super bem resolvido até a página dois, onde basta alguém chamá-lo de “chubby” para que Max acabe revelando o seu outro lado, completamente inseguro e preocupado com a sua atual forma física, que segundo consta (e nós vimos isso na sua versão “Mandonna” da season finale) já foi bem melhor no passado. Apesar de pouco afetado, o seu personagem de vez em quando, tem os seus momentos bem gays e todos eles são divertidíssimos. Sem contar que ele funciona muito bem ao lado de todos eles. Morando com o Dave (e o cara que mora no forro deles. Sério, tem um boy magia que mora no forro do apartamento deles), competindo com a Jane para descobrir quem sobreviveria em um mundo dominado por zombies, sendo o amor platônico da Alex, ou o melhor amigo do Brad e até mesmo como o marido gay inseparável da Penny, com quem um dia ele até já foi um casal (e era até pouco tempo, só que de mentirinha), o seu personagem sempre funciona. O episódio em que ele sai do armário e os pais dele achavam que o gay da turma era o Dave, é simplesmente sensacional, assim como aquele onde ele entra em hibernação e aos poucos vai ficando a cara do ursinho Pooh versão “The Hangover”. E o que é ele apaixonado pelo bully do Dave na academia? Sem contar, o dia em que ele resolve encontrar um gay bem gay para a Penny, onde no final do episódio, ele revela que o gay afetado da turma é ela, e não ele. Foufo mil!

 

I ♥ Penny

Penny Hartz (Casey Wilson), minha mais nova MUSE. AmAUzing! (porque esse “A” do meio tem um som mais alto e puxado, semi anasalado e eu AMO quando ela usa esse bordão, AMO!). Solteira, 30 anos (as vezes 26 e de vez em quando 29), procura. Sinceramente, entre todos eles, logo de cara, quem roubou o meu coração foi mesmo a Penny, Penny Hartz (#TEMCOMONAOAMAR esse nome? ♥). Sempre divertidíssima em todos os momentos (até quando ela aparece no plano de fundo e sem falas), ela sem a menor dúvida é quem carrega a maior parte da comédia da série (dividindo de vez em quando esse peso com o Max). Talvez seja por isso até que a Season 2 tenha sido o ano da Penny (rs). Sempre a procura de um novo namorado e se envolvendo com os tipos mais variados possíveis, Penny está sempre na caça do seu homem, que nunca chega e essa eterna procura passa a ser muito, mas muito divertida. Sem a menor culpa de ser uma mulher moderna (assumindo sem querer que até toma “o banho das vadias” de vez em quando, rs. Quem nunca?), bem sucedida e dona do seu próprio nariz (e da sua própria casa. Go Penny!), ela segue na intenção de encontrar a sua outra metade, mesmo que para isso ela tenha que se adaptar totalmente a personalidade da sua nova tentativa de boy magia. Existe até uma intenção de aproximá-la do Dave, que já apareceu por duas vezes, a primeira no episódio em que ela começa a namorar o terapeuta dele e depois no season finale dessa temporada, o que eu acho que talvez seja mais ou menos como quando tentaram algo entre a Rachel e o Joe em Friends antigo (fail). Torço pela Penny, mas não espero que ela encontre o seu boy magia tão cedo (sorry), porque essa jornada tem sido muito boa e também não acredito que ele esteja dentro do grupo. A não ser que ela encontre alguém á sua altura e isso talvez signifique a entrada de um novo personagem na série (sugiro que ele tome o lugar da Alex). E para falar bem a verdade, ela já até encontrou essa sua cara metade e o seu marido é mesmo o Max neam? Ou melhor, ela é o marido gay do Max. Com o Dave, acho mesmo que eles acabaram funcionando muito mais como meio irmãos, naquele episódio em que os pais de ambos começaram a namorar, do que qualquer outra coisa. Veremos…

E como não amar a relação da Penny com a sua mãe, que é interpretada pela atrix Megan Mullally (a Karen de Will & Grace – ♥), onde ambas tem a tradição de cantar os seus problemas no momento de DR em família, hein? Aliás, reparei que em Happy Endings, eles tem uma certa queda pelos atores de Childrens Hospital, onde diversos deles já garantiram pelo menos uma aparição na série. Vale a pena dizer também que todos os coadjuvantes da série são muito bem escolhidos e alguns deles que se tornaram recorrentes, como o amigo gay super afetado do Max e da Penny (DRAMA! – jazz hands) e a própria Megan Mullally, são simplesmente sensacionais! SENSACIONAIS!

Juntos, todos eles funcionam muito bem e nas mais variadas situações e variações de dupla por exemplo (a não ser quem tiver o azar de ficar com a Kim Bauer, que é a café com leite do grupo). Sempre metidos em situações absurdas, como a o chá de bebê fake da Jane, só porque a Penny não consegue se livrar de uma amiga pedante do passado (2×20 Big White Lies), ou em um episódio super foufo de dia dos namorados, onde no final, Max é o único deles que tira a sorte grande e recupera o boy magia do passado que destruiu o seu coração (The St. Valentine’s Day Maxssacre). Aliás, tem um outro episódio na sequência, onde todos eles, que costumam ser super críticos com todo e qualquer candidato a novo namorado de qualquer um deles, acabam se apaixonando pelo namorado do Max, o que se torna uma grande disputa entre o grupo, algo que é simplesmente sensacional também. (2×14 Everybody Loves Grant)

Entre os meus episódios preferidos da Season 1, estão aquele em que o Max encontra o gay afetado perfeito para ser a mais nova companhia da Penny, alegria que não dura muito (1×02 The Quicksand Girlfriend). Tem também aquele em que a Jane  convence a Penny a fazer aulas de defesa pessoal com ela, o que se torna um arrependimento logo em seguida, graças ao total descontrole emocional da Jane (1×06 Of Mice & Jazz-Kwon Do), ou aquele outro onde a Penny descobre que sabe falar italiano quando bêbada (1×05 Like Father, Like Gun), que é bem engraçado (na verdade, todos os episódios em que a Penny é destaque por qualquer motivo, já são bem sensacionais). Gosto muito também daquele onde o Max dá o fora no novo boy magia inglês, para o total desespero da Jane (1×08 The Girl With the David Tattoo), além daquele em que o Dave  e o Max formam uma dupla inspirada no Steven Seagal (rs), para dar um pau no cara que ajudou a arruinar o seu casamento com a Alex (que diga-se de passagem, ela não ficou com nenhum dos dois…). Mas nada se compara ao episódio onde o Max ensina a Penny as regras de como se tornar uma hipster, onde além de tudo ganhamos um plot muito bom também com a competição entre o Max e a Jane, de quem sobreviveria a um ataque de zombies (com os hipsters fazendo o papel de zombies nesse momento) que talvez seja o melhor de toda a primeira temporada (1×07 Dave of the Dead). Rolei de rir compulsivamente com cada uma de suas regras. E não é que a Penny ficou linda na versão hipster? Mesmo ficando a cara da Punky, com tantas camadas de outfit.

A Season 2, que é maior (21 eps contra 13 da primeira temporada), tem também episódios mais divertidos, embora eles tenham conseguido manter um bom equilíbrio entre as duas temporadas. A sequência de abertura do primeiro episódio por exemplo (2×01 Blax, Snake, Home), com aquele “massacre” na suite de hotel dos ex noivos, foi realmente muito boa. Muito boa mesmo! Ai vem uma sequência de episódios excelentes, como aquele inspirado em “Mean Girls”, onde Penny e Alex se tornam BFFs das garotas mais populares do colégio (de onde ambas já saíram faz tempo), além da visita da mãe da Penny, que foi um ganho para a série (2×03 Yesandwitch), seguido do episódio em que o novo chefe não gosta do Brad, que ainda tem a nova namorada do Dave, que é do tipo super sincera e que acaba irritando todos eles (2×04 Secrets And Limos), até chegarmos ao episódio de Halloween da série, que não só trouxe o Dave vestido de Austin Powers (e ele estava ótimo), que todo mundo achava que era o Elton John (conflito de gerações, rs), como colocou o casal Jane e Brad em uma situação bem complicada, encarando o inferno do Halloween no subúrbio (2×05 Spooky Endings). Uma sequência de episódios bem sensacionais!

Depois só melhora, com a visita da ex namorada do Max (2×07 The Code War), e a Penny quase enlouquecendo com a presença dela, ou quando a própria resolve bancar a tia perfeita para os sobrinhos do Max (2×08 Full Court Dress), onde ela acaba assustando eles com uma visita a uma espécie de museu de bonecas antigas totalmente medonhas. Nessa temporada, ainda ganhamos mais uma excelente competição entre o Max e a Jane, dessa vez  por conta de uma blusa que ambos tinham em comum (2×10 he Shrink, The Dare, Her Date And Her Brother), ganhamos também o plot do namoro entre o pai do Dave e a mãe da Penny, onde ele se tornou uma criança birrenta e ela a irmã mais velha super pé no saco (2×11 Meet the Parrots), além de uma visita animada ao dentista feita por Brad, ele que nunca teve um cárie até que enfrenta o dia do aparecimento da sua primeira, que é o mesmo do dia dos namorados. Muito bom também, é o episódio onde eles enfrentam o inverno (2×15 The Butterfly Effect Effect), que só dá espaço para a primavera, quando o casal Jane e Brad tem a sua briga anual, que custa para acontecer esse ano, mas que quando chega é muito engraçada também. Na verdade, para resumir esse post que já está ficando enorme, tenho que dizer que essa segunda temporada é realmente bem boa por completo e ponto. (rs)

Mas o seu ponto alto durante essa Season 2, sem dúvida foi o episódio com a Corrida da Rosalitta (que é o bar que eles mais frequentam na série), episódio esse que faz uma homenagem aos vários filmes gravados em Chicago, além  de fazer uma série de referências ao trabalho cinematográfico de John Hughes e vários dos seus clássicos da década de 80, que todos nós somos órfãos até hoje (graças a Sessão da Tarde). Um episódio primoroso, que além de ser uma ótima homenagem, consegue também ser hilário, como uma boa série de comédia deve ser.

E esse papel de entretenimento até que fácil enquanto comédia, Happy Endings consegue alcançar com maestria. Pode não ser uma série das mais genias do mundo, embora faça várias referências a cultura pop em todos os seus episódios, sempre muito bem feitas ou executadas por sinal, pode ter algumas falhas aqui ou ali no elenco (a maior delas sendo a Kim Bauer permanecendo na série) e pode até utilizar de alguns clichês que todos nós já conhecemos de algum outro lugar (todos eles trabalhados de forma diferente, muitas vezes se tornando superiores à suas referências), mas nada que chegue a incomodar, muito pelo contrário, a série consegue o feito de ser fácil de se digerir, mesmo mantendo um bom nível de inteligência em quase todas as suas piadas, em um equilíbrio perfeito que não é tão fácil de se alcançar. E essa despretensão de Happy Endings, de não tentar parecer cool ou inteligente demais, talvez seja o seu maior trunfo, recuperando até mesmo um pouco daquele humor antigo mais simples dos anos 90, que todos nós gostamos tanto até hoje.

Ou seja, acho que eu já falei o suficiente para tentar convencê-los a adquirir mais uma série de comédia em suas listas não? Juro que vcs não vão se arrepender! JURO! (penso até em adquirir uma nova virose, só para assistir tudo de novo, rs). E para quem tiver meio sem tempo, dá para aproveitar a Summer Season de logo mais, que é sempre aquele marasmo que todos nós já conhecemos bem, para quem sabe encarar uma maratona de Happy Endings, hein? Para se divertir facilmente e com coisa boa, vale super a pena.

#AmAUzing!


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