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Ceremony – Aproveitando a boa leva de casamentos fundamento de ultimamente

Setembro 7, 2011

Gostosinho. Aproveitando que ultimamente tivemos alguns casamentos que nos fizeram repensar os conceitos sobre o assunto  (assim espero), como com aquele fundamento todo do casamento da Kate Moss e nesse finde a surpresa do casamento do Mark Ronson, resolvi tirar da minha lista à assistir  “Ceremony”, filme do Diretor Max Winkler que tem um casamento como tema central da sua história e que tem também no elenco nomes animadores como Uma Thurman e Lee Pace. Höy!

Mas por mais incrível que possa parecer, ambos acabam figurando como coadjuvantes para a revelação de um novo talento, que para mim foi uma total surpresa: Michael Angarano

Para quem não esta se lembrando, sim, ele foi o filho do Jack em Will & Grace, ainda quando criança. Mas o garoto cresceu, nem tanto assim porque ele é baixinho e a Uma até usa isso como artifício para piada no meio do filme, mas acabou revelando nesse trabalho que tem um enorme talento e assim foi o grande personagem em destaque no meio de figuras onde uma tarefa como essa não é nada fácil. Clap Clap Clap! (fiquei bem impressionado meeesmo!)

Ele interpreta Sam Davis, um escritor meio falido de histórias infantis, que aproveita da total inocência do seu melhor amigo, para convencer o cara a seguir em uma viagem em sua companhia, da qual ele esconde o seu verdadeiro propósito. Na verdade, a sua intenção é ir até o casamento da mulher que ele ama (Uma Thurman, “Zoe”) e arruinar com o seu casamento, mesmo tendo passado apenas uma noite com essa mulher no passado e após isso, apenas se comunicar por cartas ou cartões postais. E para o seu amigo, ele inventa uma história qualquer que essa seria uma viagem para recuperar a amizade dos dois, o que é claro que é apenas um papo furado usado como desculpa para ele ganhar um cúmplice.

O filme inteiro gira em torno desse tal casamento, que tem um cenário sensacional de um casarão a beira do mar (talvez se passe em Hamptons, não sei), com inúmeros convidados passando o final de semana dentro daquele ambiente repleto de figuras exóticas, tudo isso para comemorar o casamento do casal e tmbm o aniversário do noivo (Lee Pace, Höy!).

Festas regadas a muita bebida, confort food e convidados colocados surgindo por todos os cantos da casa. Muita fita pendurada (o que me lembrou a capa da Jalouse de 2009 com o Mark Ronson, que eu mostrei para vcs aqui), texturas diferentes pelo local, passando pelos vestidos das convidadas até as mantas que eles usam em diversos momentos do filme. O figurino também é um caso a parte, sempre com muito fundamento mas sem nenhuma forçação de barra ou hype, onde todo mundo parece estar confortável o tempo todo, algo que não é muito comum em casamentos. E aquela iluminação antiga que é linda, repleta de pequenas luzes e luminárias que compõem o cenário, além de uma iluminação natural belíssima (e que me lembrou o casamento da Kate, que eu também já mostrei aqui no Guilt). Em um dos momentos da festa, durante um jantar no meio do jardim a noite, aquela mesa gigante e improvisada, com muita comida, bebida e aquelas luminárias em tons de laranja até o amarelo, me lembraram muito a cena do chá com o Chapeleiro Maluco de “Alice In Wonderland”. Foufo mil.

O filme é carregado de diálogos sinceros sobre todos os tipos de relação, desde a amizade entre Sam e o seu amigo poblemático Marshall (Reece Thompson), até a discussão do relacionamento entre a noiva + noivo + o jovem escritor. Tudo bem direto, sincero e com aquele tom de dramédia que a gente tanto gosta.

Sam é um sonhador, que jura que esta sendo honesto com ele mesmo, até que chega a conclusão no decorrer do filme que talvez ele não esteja sendo tão honesto assim. A sua intenção naquele momento era realmente a de destruir aquela festa e roubar a mulher que ele amava, mas talvez ele não tenha pensado essa história por todos os lados, com os olhos de todos os envolvidos na questão. Imaturo, mas encantador.

Lee Pace que é o noivo (Whit), tmbm esta encantador com o seu sotaque very british, meio paspalhão e ao mesmo tempo tmbm bem apaixonado por sua futura mulher. Até que perto do final, descobrimos que ele estava ciente o tempo todo da aventura no passado entre a sua noiva e o jovem escritor, algo que aparentemente ele até parecia estar bem resolvido sobre o assunto. Mas como ninguém é tão desprendido assim, é claro que em alguns momentos ele se comporta como um homem normal, competitivo e tentando mostrar quem tem mais força dentro daquele ambiente, a velha briga para provar quem é o macho alpha, mesmo quando em um certo momento ele até baixa a guarda e deixa no ar que ele esta ciente de que não será o suficiente para as necessidades da sua futura esposa e tudo bem para ele se tiver que ser assim. Moderno não?

Uma Thruman, que interpreta a noiva (Zoe) já me pareceu a mais inconstante dentro desse relacionamento. Sabe aquele tipo de pessoa que consegue se apaixonar por qualquer coisa e se desinteressar com a maior facilidade desse mundo? Então ela é meio assim, o que já não é surpresa nehuma para o seu até então noivo, que se conforma e aceita estar com alguém assim, mas que esse fato acaba se revelando ser um problema para Sam Davis, o que de certa forma acaba um pouco com a magia da ideia que ele tinha para essa relação de amor, que ele pretendia roubar para ele mesmo.

Sam apesar de menor (rs), muito mais jovem do que o casal (acho que ele tinha uns 25 anos no filme) e parecer bem mais imaturo em diversas circunstâncias, é um personagem com um carisma absurdo, cheio de trejeitos e cuidados especias com quem ele se importa e certamente o personagem mais corajoso e forte do longa. A relação entre ele e o amigo problemático, embora revele ter algum interesse a mais e um certo “oportunismo”, acaba sendo uma das mais foufas no filme, uma relação de carinho que certamente não foi construída do dia para a noite.

Muito mais do que o propósito até um tanto quanto egoísta de Sam, de tentar estragar o dia do casamento da sua amada (embora ele não faça nada durante o filme quase todo que leve realmente a esse fato), o personagem tem uma missão muito clara, que é a de mostrar para aquela mulher que não consegue se decidir, que talvez aquele não seja o melhor momento para começar um casamento, muito provavelmente com um homem que não é o seu verdadeiro amor. Não enquanto vc tem outro em mente como possibilidade…mesmo que distante e improvável. Mas isso é uma decisão dela e o papel do escritor no filme é apenas de demonstrar essas possibilidades.

O filme é curto, solto e vc se sente como um convidado para aquela festa de casamento. Apesar do desfecho não ser exatamente o final para o qual vc passou boa parte do filme torcendo, podemos dizer que a missão do escritor foi realizada, mesmo que para isso ele tenha feito uma lista de prós a favor do seu rival, que ele deixou de “presente” para os noivos. (euri)

Uma delícia de filme e que só pelo casamento fundamento já valeria a pena para quem sabe animar uma grande maioria a ter novas ideias para um dia que deve ser mesmo tão especial. Se vc estiver perto ou pensando em encarar o altar, fikdik…


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