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Encontros e desencontros, mas na verdade, apenas encontros mesmo…

Outubro 29, 2013

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E quem é que não tem uma boa história de encontros meio assim (e os bons também) para contar, hein?

Sair para um encontro pela primeira vez é sempre um risco, porque as possibilidades são sempre assustadoras, para os dois lados. Você pode gostar muito e não sentir a hora passar, pode detestar e não ver a hora de conseguir sair daquele lugar ou pode simplesmente gostar da companhia e decidir ficar para ver no que vai dar. Basicamente, essas são as três opções mais óbvias quando o assunto são dates, mas a verdade é que essas opções podem ser infinitas e é exatamente nessa imprevisibilidade que o criador de Skins, Bryan Elsley resolveu focar as forças do seu novo trabalho, com a deliciosa Dates.

Uma série curtinha, com apenas 9 episódios com aproximadamente 22  minutos de duração com alguns primeiros encontros deliciosos, mesmo quando desastrosos. Quem assistiu True Love no passado e também se apaixonou, talvez goste bastante da nova proposta de Dates, que tem o mesmo fundamento de histórias soltas com alguns personagens em comum entre elas (ou não), com a diferença de que nesse caso, o assunto é muito mais cômico do que dramático nessa incessante busca de alguém.

Uma busca que parece não ter fim quando se está sozinho (tisc tisc… aquele falando por ele mesmo no momento… tisc tisc), cheia de erros e alguns acertos, mas que de certa forma, não deixa de ser uma grande diversão, mesmo que você não tenha motivos para voltar para casa com um sorriso largo de mamilo a mamilo. E Dates consegue brincar perfeitamente dentro desse universo de incertezas e possibilidades, nos trazendo uma série de situações que são obviamente muito fáceis de se relacionar. Assistindo a série, cheguei a conclusão que já estive em alguns daqueles dates, e poderia render material o suficiente para mais algumas temporadas, rs.

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Na série, observamos de tudo: o homem com mais de trinta anos, a procura de alguém para dividir a vida, sem muito trato (mas um foufo, vamos admitir, vai?), mas que ao mesmo tempo consegue deixar qualquer um completamente apaixonado por ele por tamanha honestidade, até mesmo a garota do seu blind date que chega mentindo o nome, o insulta de diversas maneiras, mas por algum motivo acaba ficando ali até o final da noite, como se algo naquele homem desconhecido e tão diferente do seu ideal estivesse a prendendo de alguma forma. Nessa primeira história, por exemplo, é impossível não reconhecer logo de cara que alguma coisa estava acontecendo entre aqueles dois e é mais impossível ainda não se encontrar completamente apaixonado pelo David (o tal cara de mais de trinta anos, vivido pelo ator Will Mellor. Höy!), nesse ou em seu segundo encontro ao longo da temporada, com uma menina que mentiu a idade, mas que com toda a coragem amparada na sua juventude, acabou trazendo para ele exatamente o que o personagem estava precisando naquele momento para resolver algumas questões de sua vida.

Em outro momento, encontramos uma adorável professora com tendência cleptomaníacas, que se vê em um encontro com o tipo coxinha creme, aquele que se acha o mais desejado do buffet de salgadinhos, meio arrogante e ou prepotente, mas que no fundo estava usando toda a sua agressividade para tentar esconder algumas tendências que ele talvez já não tivesse conseguindo esconder mais, a ponto de se arriscar dessa forma durante um primeiro encontro. Sem contar que essa história tem o melhor final de todos, com a finalização do date que não foi o melhor da vida daquela mulher, mas que de certa forma acabou sendo bastante compensador, mesmo que essa satisfação tenha vindo como brinde de um furto e um lucrativo “bilhete único” recém carregado, rs.

Mia (Oona Chaplin, de Game Of Thrones) também foi uma personagem bastante enigmática, apesar de extremamente irritante durante o seu primeiro encontro com o David, na premiere da temporada. Na verdade, ela representava exatamente aquela mulher (que poderia ser um homem também) bonita demais, do tipo que sempre teve as coisas muito fáceis e talvez por isso não soubesse até hoje exatamente o que queria. Mas a personagem era mais complexa do que isso e talvez a sua profissão também tenha colaborado e bastante para que ela não conseguisse se sentir segura com uma pessoa apenas. Seu segundo encontro não é dos meus preferidos. assim como toda a história do Stephen (que é o personagem oposto do mesmo), que não chegou a me convencer muito e na verdade, me parecia uma versão mais bem sucedida e exatamente com o mesmo perfil dela.

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E durante essa Season 1 ainda tivemos um delicioso primeiro encontro lésbico, com duas personagens extremamente diferentes. Uma completamente aberta, dona da própria vida e a segunda ainda presa a uma família oriental extremamente conservadora e com valores muito diferentes aos dela. Um primeiro encontro que apesar de ter passado para a próxima etapa (somos gratos quando isso acontece, sejamos honestos, vai?), acabou resultando em uma saída do armário acidental, o que nos levou ao segundo encontro de Erica com um homem completamente fora de seus padrões, algo que ia muito além do detalhe dele ser apenas um “homem”. Ele que ao perceber que não estava sendo bem visto, acabou provocando sua parceira, fazendo com que ela saísse da sua zona de conforto e enfrentasse de uma vez por todas a sua família, algo que foi divertidíssimo de se acompanhar. Aliás, achei bem bacana esse desprendimento de todos os personagens, do tipo que sabiam que já não tinham mais nada a perder e talvez por isso estivessem tão abertos a serem eles mesmos durante todos os encontros, apesar dos disfarces que acabamos inevitavelmente carregando para uma primeira vez.

Depois tivemos a professora cleptomaníaca de volta, achando que tinha se dado bem com uma cara que aparentemente era super bacana, gostava de artes e dividia alguns pontos em comum com ela. Isso até a manhã seguinte e as ideias começarem a se distanciar de forma assustadora, sem contar o detalhe da chegada da mulher do mesmo, que ela sequer sabia que existia (porque há quem se arrisque nesse campo mesmo sabendo da existência de um outro alguém). Mas nesse caso, temos que reconhecer que Jenny (a professora, vivida pela atriz Sheridan Smith), acabou sendo muito ingenua ou talvez não tenha assistido Sherlock, porque todo mundo sabia que sair com o Moriarty (Andrew Scott) himself, só poderia trazer consequências um tanto quanto perturbadoras. (só eu acho ele excelente e acho inclusive que o ator poderia ter sido muito mais explorado em Dates? Descubram logo esse boy, Hollywood!)

Como proposta de encerramento dessa temporada, tivemos David e Mia resolvendo suas pontas soltas, nos trazendo a mensagem de que um primeiro encontro apesar de ser sempre um risco, pode sim trazer a surpresa de algo mais, mesmo que dure apenas o tempo de uma boa história. A verdade é que a gente jamais saberia se não se arriscasse e talvez essa seja a maior mensagem da série. Se é bom ou ruim ou se vai dar certo ou não, realmente não importa. O importante mesmo é seguir em frente e no mínimo acumular boas histórias para contar. Sem contar que em menos de 22 minutos por episódio, a série conseguiu nos dar uma boa noção de cada um de seus personagens, basicamente como se estivéssemos em um encontro mesmo, ainda naquela fase de decisão para ver se você quer ficar ou não. Resumindo, a série vale mais do que um único date, confie.

 

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Fire + Pure + Rise = a despedida de Skins

Outubro 28, 2013

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Desde que surgiu, Skins conseguiu facilmente se firmar como uma das melhores séries ever do gênero adolescente, sem a menor dúvida. Até quando não foi tão boa assim (e isso todo mundo sabe que aconteceu durante a sua segunda geração, com as sofríveis Seasons 3 e 4), Skins conseguiu manter pelo menos o seu fundamento, que sempre foi o melhor da série inglesa indeed.

Adolescentes com cara de adolescentes de verdade, imperfeitos (sem dentes altamente clareados e peles impecáveis), cheios de dúvidas e fazendo as escolhas mais erradas possíveis ao longo dessa fase de suas vidas, impulsividade, irresponsabilidade, insanidade, de tudo vimos um pouco ao longa dessas 6 primeiras temporadas da série, que dividiram o seu elenco em um total de três gerações (uma a cada duas temporadas). É claro que desde então, morremos de saudade da primeira geração, que sem dúvida foi a mais bacana de todas (além de ter nos revelado alguns nomes como o Nicholas Hoult – que a gente já conhecia de criança – e o Dev Patel), tanto pela novidade (e realmente parecia algo novo na TV, apesar do formato e da temática) quanto pelo todo, que realmente foi o mais acertado de todas elas.

Mas deixando qualquer reclamação ou mágoa do passado de lado (assim como não engolimos as Season 3 e 4 da série originalmente inglesa, engolimos menos ainda a tentativa vergonhosa de remake versão americana da MTV. EW!), chegamos a reta final da série, com a promessa de 3 episódios para sua Season 7, Fire, Pure e Rise (cada um deles divididos em duas partes) como proposta de encerramento para o universo de Skins. Neles nos deparamos com alguns personagens conhecidos de todos nós anos depois: Cassie, da primeira geração, e coincidentemente ou não, Effy e Cook, da segunda geração, aquela que não engolimos muito bem até hoje (apesar desses dois terem sido ótimos. Mas ele do que ela, mas amamos Effy 4 ever). Apesar do medo de reencontrá-los e ter a possibilidade de encontrar coisa bacana da mitologia de cada um deles sendo destruído gratuitamente com essa nova história, encaramos com boas esperanças esse ponto final que tinha tudo para ser algo bem bacana se encarado da forma correta,  mas confiando em tudo que eles já fizeram até aqui (e por eles eu quero dizer Jamie Brittain e Bryan Elsley), a ideia parecia ser uma ótima maneira de encerrar uma série adolescente como essa, mostrando o amadurecimento e as consequências na vida de seus personagens, anos após acompanharmos o dia a dia nada regrado e completamente livre de cada um deles, ou pelo meno de 3 partes deles todos.

E foi muito bacana ver que a série conseguiu nos entregar uma conclusão muito respeitosa e bacana em relação aos personagens em questão, com o passado de cada um deles ainda os assombrando de alguma forma, nos mostrando um presente bem real para cada uma de suas histórias, sem renegar suas origens. Sem muitas surpresas também (tirando o cenário atual da Effy, acho que os outros dois estavam exatamente onde a gente imaginava que estariam) e trazendo de volta pontos importantes da mitologia dos três personagens escolhidos para colocar para a sua temporada final, Skins encerrou a sua história mostrando o quanto uma série adolescente pode sim amadurecer de forma natural e honesta e realmente foi uma  verdadeira delicia nos despedir de algo tão bacana dessa forma, com o sentimento de que a vida segue para todo mundo e não há como ficar preso no passado (até há, mas nunca é muito saudável), por isso precisamos seguir em frente, de uma forma ou de outra e aceitar as conclusões de algumas etapas de nossas vidas, mesmo que elas não sejam exatamente como a gente imaginou que seria, quando ainda adolly.

Para facilitar a nossa vida, a partir desse ponto da review, vamos falar de cada um dos episódios separadamente:

 

 

Fire

(7×01 + 7×02)

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De todos eles, a maior surpresa talvez tenha sido encontrar a Effy (Kaya Scodelario) em um cenário como o mercado financeiro, encarando uma carreira corporativa em grande parte dominada por engravatados que parecem ser exatamente o oposto dela e de todos que a cercavam até então. Longe do colocón e da loucura de antes, Effy parecia estar seguindo em frente e com sucesso (inclusive, sem muita culpa pelos acontecimentos do passado, embora ela continue com aquele olhar meio distante e de vez em quando até triste), já que de cara, percebemos que ela estava no controle de sua atual situação. Trabalhando, pagando contas, com um cotidiano bem comum, Effy estava de volta bem diferente de como nos despedimos da personagem no passado, quando ela demonstrava ainda estar cheia de dúvidas e com a sua mente em um lugar ainda bastante obscuro. Amparada em sua história encontramos também com Naomi (Lily Loveless), velha conhecida de quem acompanhou a série (até hoje acho ela e a sua namorada o segundo casal lez pior da TV, que só consegue perder para o Calzona de Greysa), ela que dividia o apartamento com a Effy em Londres e nesse momento, ganhamos um ótimo comparativo entre a evolução de ambas as personagens que pertenceram a uma mesma geração.

Enquanto Effy estava seguindo em frente, conseguindo ficar no controle da situação, Naomi ainda permanecia perdida no limbo dos resquícios de sua adolescência, presa em algo muito semelhante ao que já conhecemos de sua história, inclusive a ex namorada Emily (Kathryn Prescott) e a relação meio assim do casal. Para ela, além da tentativa de ser uma comediante de stand up, sobrou o plot da doença, com a descoberta de um câncer em estágio avançado e a tarefa de finalmente ter que encarar a realidade e pelo menos encontrar coragem para contar para a namorada qual era a sua atual condição. Apesar dessa ter sido uma história bem menor dentro de Fire, tivemos ótimas conclusões também dentro desse cenário, mesmo com ele não sendo nada otimista e isso incluiu o fato de Naomi finalmente conseguir fazer algum sucesso no mundo da comédia fazendo piada sobre a própria doença e sua atual condição, trazendo para o episódio aquele alívio cômico típico inglês que nós gostamos tanto e que em qualquer outro cenário, poderia não ser muito bem vindo.

Mas o centro das atenções nesse momento realmente era a Effy, que estava se dando bem no mercado financeiro recebendo uma ajudinha do concorrente,  Dom (Craig Roberts do excelente “Submarine”), que apaixonado pela garota de grandes olhos azuis, lhe passava algumas informações importantes em relação a manipulação do mercado de ações. Basicamente como se estivesse “colando” na escola apenas para se dar bem (naquele momento) e se livrar do problema, Effy parecia não ver nenhum problema no que estava fazendo, até que algumas coisas começaram a fugir do seu controle e o seu rostinho bonito acabou não sendo mais o suficiente para driblar a situação que estava prestes a ficar séria de verdade, inclusive para o Dom, a quem ela manipulava sim a seu favor, mas não chegava a ser má ou qualquer coisa do tipo, apesar da primeira vez completamente traumatizante dos dois.

Em meio a tudo isso, Effy revelando um lado mais inconsequente e muito mais parecido com as raízes que conhecemos tão bem da personagem, acabou tendo um caso com o chefe (e quem resistiria ao Kayvan Novak, hein?) e no trabalho, a irmã do Tony acabou sendo beneficiada, obviamente. É claro que tudo isso acabou gerando comentários no bebedouro da empresa, assim como acabou causando a mágoa de uma mulher que no passado, já havia estado exatamente no mesmo lugar que Effy, com quem por uma ironia enorme do destino (e essas coisas acontecem de verdade, acreditem), elas viriam a se reencontrar para a conclusão desse excelente episódio.

Novamente em uma relacionamento meio assim (como foram todos os demais relacionamentos dela que conhecemos), Effy se viu perdendo o controle da situação quando percebeu que o chefe não estava se importando muito com tudo que poderia acontecer com ela e a partir disso, a própria resolveu assumir de volta o controle da situação, aceitando a sua parcela de culpa nessa história e livrando a cara de quem ela podia livrar naquele momento. Claro que ainda contamos como o elemento da vingança, que nessa hora provou mais uma vez que uma mulher ferida nunca devem ser provocada (e por mulheres eu quero dizer  qualquer pessoa que pareça ser vingativa, tipo eu mesmo, rs #WARNING) e além disso, tivemos uma ótima lição do quanto ainda pode existir uma relação bacana entre mulheres e o quanto elas podem se ajudar unindo forças e não indo contra umas as outras apenas por um corpo mais em dia e ou um cabelo mais arrumadinho.

Como final da sua história, tivemos Effy seguindo para a cadeia para cumprir a sua pena e mesmo assim, tivemos certeza que com aquele 1/2 sorriso no olhar, Effy conseguirá sair dessa mais uma vez e o tempo que ela passará reclusa talvez seja exatamente o remédio que ela estivesse precisando naquele momento.  Boa sorte, Effy! #TooPrettyForPrison

 

 

Pure

(7×03 + 7×04)

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E quem é que não estava morrendo de saudades da Cassie, hum? (♥)

De volta apenas dois vezes viajando por aí, encontramos Cassie (Hannah Murray) ainda vivendo em um universo bastante particular, quase que poético e um tanto quanto semelhante ao que já conhecemos da personagem. Mesmo com a sua rotina de trabalho em um café e a preocupação com o pai e irmão vivendo longe dela e visivelmente traumatizados pela morte recente da mãe, Cassie parecia ser exatamente a mesma pessoa, exceto pela sua distanciação de substâncias que a faziam embarcar para outro lugar. Mas convenhamos que com aquela cabeça, Cassie nunca precisou muito de qualquer tipo de recurso para embarcar para outro lugar qualquer, não é mesmo?

Trabalhando para pagar as contas e vivendo em uma espécie de cortiço distante do centro de Londres, encontramos a personagem tentando lidar com a solidão e isso ficou bem claro quando escutamos a própria explicando para a vizinha que havia terminado seu último relacionamento porque sabia que se tivesse continuado, ele não teria fim, visivelmente falando sobre o Syd, que foi atrás dela em NY no final da Season 2, ou nós apenas assumimos esse detalhe como um fato porque sempre imaginamos os dois como o casal perfeito dentro do universo de Skins. Lidem com isso. Alguns relacionamentos quando não evoluem ou te prendem a algo por muito tempo, precisam mesmo de um tipo de ponto final desses e esse tipo de coisa nós só conseguimos enxergar quando amadurecemos, ou seja, mais um sinal de que Cassie apesar de ainda muito familiar, não era exatamente a mesma pessoa de quando a conhecemos no passado.

Em meio a sua história, além da morte da mãe e das consequências em sua família tentando lidar com a nova situação, descobrimos ainda alguns pontos importantes para a construção da personagem, como a relação meio assim com a própria mãe e a sua tentativa de suicídio em um verão qualquer.

Nesse novo cenário, apesar de sempre aparecer sozinha, percebemos que Cassie estava sendo observada de longe, algo que descobrimos mais tarde tratar-se de uma espécie de stalker meio creep mas totalmente foufo, que estava mais perto do que a gente poderia imaginar e que de quebra, ainda tinha dotes artísticos sensacionais. Ele era Jakob (Olly Alexander), ajudante de cozinha que dividia o expediente com Cassie no café, um garoto que tinha três empregos, ainda estava pagando a câmera que usava para fotografá-la de longe e que ainda bem cedo em sua vida, acabou se dando conta que ele provavelmente seria virgem para sempre. Estranho, mas foufo, vai? Apesar de assustador, ele mantinha um site com as fotos que tirava de longe da própria Cassie, que ele fazia questão de manter no anonimato, mas que de tamanho sucesso, uma hora acabou sendo reconhecida por uma das frequentadoras do café onde ela trabalhava, para a sua total surpresa e desconforto.

Obviamente que ela acabou surtando com toda aquela situação, mas a pureza da Cassie acabou falando mais alto e ela acabou enxergando no Jakob algo muito semelhante ao que ela carregava com ela mesmo e a partir disso, ambos passaram a se relacionar e ficou cada vez mais claro que para uma tentativa de novo namorado, apesar de qualquer estranheza, o Jakob parecia ser o boy poeticamente ideal para Cassie.

Mas como precisamos de algum tipo de confusão, é claro que a relação dos dois acabou se complicando principalmente porque ela ainda envolvia um terceiro personagem, também funcionário do mesmo café onde ambos trabalhavam. Isso e o fato do trabalho do Jakob ter sido o ponto de partida para a descoberta da Cassie pelo mundo da moda, ela que passou a fazer alguns trabalhos como modelo por conta disso e Jakob por ter aquela alma antiga de artista, não achava que ela tinha o direito de de expor dessa forma. Vai entender… (nessa hora achei ele bem machista até e aposto que a Cassie pensou a mesma coisa. Meninos…)

Mas na verdade, toda essa história envolvendo o garoto e a personagem, acabou sendo apenas uma espécie de “ponte” para a redescoberta da própria Cassie, que acabou se sentindo vista novamente e havia deixado de ser apenas um fantasma que andava pela multidão. Além disso, todo o seu envolvimento afetivo acabou de certa forma provando para ela mesmo, o quando ela já estava pronta para seguir em frente também nessa área da sua vida, podendo se aventurar novamente na procura de um novo amor afinal, por maior que ele tenha sido, quem foi que disse que só temos direito a encontrá-lo uma vez na vida, não é mesmo? (que isso seja verdade, que isso seja verdade… #CRUZANDOOSDEDOS)

Apesar de tudo isso, a conclusão de sua história realmente foi outra e talvez tenha sido a mais bonita de todas elas. exatamente como a personagem sempre fez por merecer. Para Cassie, restava entender que ela já não tinha mais tempo para embarcar dentro do seu próprio universo (exceto quando com seus fones de ouvido e a música alta, claro), que foi quando ela acabou descobrindo que naquele momento, ela precisava colocar os pés no chão e se estabelecer como a força da sua família, ganhando a tarefa de cuidar do irmão menor que estava sendo negligenciado pelo pai, que naquele momento partia para uma viagem em busca de se encontrar e lidar de uma vez por todas com o luto em relação a perda da mulher. Um final sútil, delicado e bem pé no chão, que nos deixou com a sensação que seja lá o que for que aconteça desse ponto em diante, Cassie ficará bem, temos certeza disso!. You go girl!

 

 

Rise

(7×05 + 7×06)

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Cook, Höy! James Cook ( Jack O’Connell) sempre foi o nosso amor bandido em Skins, mesmo sabendo que ele não valia meia libra esterlina. Buscando na memória um pouco da sua participação na série antiga, vale a pena começar esse review lembrando que do fiasco das Seasons 3 e 4, seus episódios conseguiram ser o que elas tiveram de melhor naquela época. Fato.

Ao contrário do estágio de evolução que encontramos nas história das duas personagens anteriores, Cook foi quem menos conseguiu se distanciar do universo ao qual sempre pertenceu. Ainda envolvido com drogas e agora trabalhando como uma espécie de “mula”, sem ter onde morar e passando dias e noites no próprio carro, evidenciando que nem nesse ramo ele conseguiu evoluir mesmo anos depois, encontramos o personagem encarando as consequência de suas escolhas completamente meio assim do passado, além do peso de algo que provavelmente irá assombrá-lo para o resto de sua vida, De todos eles, é totalmente justificável que seu personagem seja quem mais perdeu dentro desse cenário e muito além disso, é totalmente compreensível que a culpa que o atormentava fosse muito maior do que a da Effy, por exemplo, com quem ele dividia parte do seu passado trágico. (só achei meio estranho essa questão sequer ter passado pela cabeça dela ao longo do seu episódio)

Com uma morte nas costas, a sensação era a de que o personagem havia permanecido exatamente no mesmo lugar apenas para se punir de alguma forma, já que não era possível voltar atrás no que fez e tão pouco esquecer o ocorrido assim tão facilmente. Algo como se ele tivesse mergulhado ainda mais dentro do mesmo universo, apenas por acreditar que chegando onde ele chegou, já não havia mais para onde correr. Fim da linha.

Vivendo como uma espécie de fugitivo, nos reencontramos com o personagem tentando sobreviver ao seu modo, trabalhando para o lado negro da força e tentando seguir adiante como um fantasma dele mesmo. Mulheres, drogas, apesar de tudo isso ainda ser presente na sua vida (e foi bem bacana ver que fisicamente, sua relação com as drogas também já não era mais a mesma), a sensação era a de que nada daquilo fazia mais sentindo para o personagem como no passado e talvez por isso ele até tenha optado agora por uma relação mais estável, apesar de não ter demonstrado muita força quando testado pela dopplelganger da Effy (eu achei a cara dela!), que por um acaso, também era bem maluca e além de tudo isso, era apenas a namorada do chefe traficante da vez.

Apesar do triângulo amoroso, sua história acabou ganhando força novamente quando Cook teve que enfrentar a morte de perto mais uma vez, mesmo que a principio, ele não tivesse alguma relação tão direta com o acontecido (mas de certa forma, ele tinha). Nessa hora, percebemos o quanto o personagem havia ficado marcado por seu passado semelhante de anos atrás e o quanto ele havia tentando incessantemente fugir da culpa que o perseguia por todos esse tempo.

Preciso dizer que de todas as histórias, para a minha total surpresa, essa me pareceu a mais fraca de todas elas (juro que para qual eu mantinha as maiores expectativas), apesar da honestidade e de sua conclusão também ter sido bastante satisfatória. Talvez eu tenha ficado com essa sensação por minha #CRUSH no personagem falar mais alto do que qualquer outra coisa. Mas digamos que foi sim, um tanto quanto decepcionante, apesar de não ter deixado de gostar do seu episódio.

Em meio a um clima de terror, nos despedimos do personagem mais uma vez tentando fugir da realidade, até ter que encarar de frente uma mente muito mais doentia novamente. Naquele momento, apesar de ainda não conseguir controlar seus impulsos muito bem e quase acabar manipulado pela garota da vez, ao perceber que mais uma vez o seu descontrole acabou fazendo uma nova vítima, Cook chegou a conclusão que não havia mais para onde correr e chegava a hora de encarar as consequências dos seus atos para quem sabe assim, conseguir por um ponto final em toda aquela culpa que ele sentia.

Para o personagem, seu final pode até não ser sido compensatório e ou não ter nos deixado nenhuma esperança de que daquele ponto ele conseguiria se reerguer, mas o que ficou claro mesmo foi que naquele momento, Cook conseguiu se libertar do peso que carregou em liberdade por todo esse tempo e finalmente chegava a hora de parar de vez e lidar com a consequências de tudo aquilo que ele já havia feito. I’m fucking Cook! (engraçado como ele e a Effy acabaram tendo uma conclusão com cenários semelhantes, não?)

 

Sem um final extremamente feliz e ou muito fora da realidade, com ambos os pés fincados no chão, Skins realmente acabou se despedindo da melhor forma possível, mantendo todo o seu fundamento até o final, fazendo uma série de TV através de um novo olhar (algo que eles mantiveram inclusive nessa sequência final(, sempre com aqueles figurinos invejáveis e uma trilha sonora sensacional (prestem atenção no título das músicas de cada um dos três episódios finais e me digam se não foi perfeitamente perfeito?), nos mostrando que não é preciso exatamente de um final feliz para que a gente se encontre completamente satisfeitos com os resultados e na verdade é preciso apenas encarar a realidade e talvez o mais importante seja realmente amadurecer, como a série nos provou que conseguiu fazer lindamente. Para guardar na prateleira especial (i wish, mas não vende por aqui) e mostrar para as gerações futuras.

R.I.P Skins

ps: jamais esqueceremos aquela primeira festa com direito a cortina de macarrão. (♥)

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Mad, Fat e absolutamente adorável (♥)

Março 15, 2013

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No momento, a grande maioria das nossas séries preferidas estão em hiatus (humpf!), algumas estão voltando aos poucos, lentamente, não muitas se encontram em suas melhores fases e algumas delas para falar bem a verdade, andam super medíocres. Várias estão chegando ao final e nesse momento, nos encontramos exatamente assim, carentes de algo novo e realmente bacana para ver na TV. Até que, surge uma inesperada faísca de possível new crush em neon, apontando diretamente em direção a terra da Rainha, de onde sejamos justos ao reconhecer que recebemos constantemente coisas bem boas (Doctor Who, Downton Abbey, Sherlock, Skins). Como recebemos agora, com a surpresa grunge encontrada em My Mad Fat Diary, mais uma excelente série do Chanel 4 (o mesmo de Skins) e que é absolutamente adorável. E já vou avisando que a partir dessa faísca de new crush, acabamos vivendo uma intensa relação de amor a primeira vista. Hell Yeah!

Obs: a partir de agora, como todos sabem, já que eu também sou um designer gráfico, apesar de meio preguiçoso e sem tempo para realmente fazer o que eu vou sugerir agora, imaginem esse post inteiro ilustrado com intervenções super foufas aparecendo quando descritas entre parenteses. Aliás, imaginem todos os meus textos assim desde sempre, rs

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Nela temos Rae (a excelente novata Sharon Rooney), uma menina obesa e recém saída de um hospital psiquiatro após atentar conta a própria vida em um surto emocional até então desconhecido, tendo que se reajustar a sua vida de antes, evitando que todos descubram a verdade a seu respeito e acabem se afastando ainda mais do seu mundo já tão sozinho e quase sem amigos (carinha triste). Até aqui, podemos dizer que não encontramos nenhuma grande novidade, porque quem nunca assistiu uma série sobre um adolescente desajustado que atire o primeiro box contrabandeado de undreground mais obscuro de The Wonder Years (dealer do underground repassando o box). Mas, My Mad Fat Diary não é só isso e facilmente conseguimos reconhecer o que a série tem de tão especial, capaz  de fazer com que todo mundo acabe apaixonado por seu universo em pouco tempo.

A começar pelo fato de que a série se passa na década de 90 (mais precisamente, estamos no ano de 1996), o que já a a coloca automaticamente em uma posição diferente de suas colegas do gênero, apenas pela ambientação. Outro universo, outras formas de pensar e se relacionar, tudo parece bem diferente na série, apesar da sensação não ser exatamente a de que estamos sim vivendo em outra época dentro desse cenário, muito por conta dos assuntos em comum atemporais dessa fase da vida de todo mundo e também porque nem o cenário e nem a caracterização de seus personagens parecem forçados. Exceto por sua trilha sonora, que é sensacional e extremamente saudosista. Dá até uma certa palpitação quando é possível reconhecer os primeiros acordes de qualquer um dos hits da época ao som de Blur (e a Rae tem um poster sensacional do Damon Albarn), Lemonheads, Prodigy, Beck (♥), The Stone Roses (que a Rae AMA e carrega o CD de forma toda especial), New Order, Radiohead, Oasis (ahhhh o Oasis antigo – desenho de um Essy antigo com aquele cabelo antigo e óculos redondinhos do Oasis). E essa é uma saudade bacana, de uma época que vivemos situações semelhantes com a da personagem (nesse momento, falando bem por mim na verdade), que tirando a parte do seu excesso de peso e o seu surto emocional que chegou a levá-la a uma atitude extrema (podemos até não ter chegado a esse ponto, mas isso também não significa que nunca pensamos sobre o assunto… triste, mas é verdade), tudo na série acaba circulando dentro de um universo bem comum para qualquer adolescente, dessa ou daquela época. (menino flutuando em uma nuvem de saudade)

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Sem contar que a série tem aquele tratamento especial que o Channel 4 (E4) sempre acaba fazendo (acertadamente sempre!), com imagens com filtros bacanas (algo que eles já faziam antes do Instagram e até eu já fazia faz tempo. Suck it, Instagram!), amarelados, dando um pouco mais de cor para as paisagens frias de uma pequena cidade inglesa. A série conta também com um edição que acaba fazendo toda a diferença quando assistimos qualquer um de seus episódios por exemplo, além daquela vontade de quase sempre de nos apresentar algo realmente novo. Vontade essa que dessa vez ficou por conta das intervenções gráficas na tela (isso falando apenas da questão da estética da série), com desenhos super foufos que vão aparecendo na tela a medida em que Rae vai narrando a sua história (os mesmo que vocês estão imaginando desde quando eu mencionei no começo do texto), que basicamente gira em torno de plots comuns da adolescência, que ela vai registrando em seu diário, que faz parte da sua tentativa de recuperação sugerida pelo doutor Kester (Ian Hart), com quem ela mantém uma relação deliciosa que vai sendo desenhada aos poucos, em meio ao clima de provocação entre os dois. (aliás, gosto muito sempre desse detalhe de que até os psiquiatras são cheios de falhas em suas próprias vidas. Acho honesto)

Eu poderia até arriscar em dizer que a série consegue reunir tudo o que nós mais gostamos de outras velhas ou não tão velhas assim conhecidas de todos nós. Tem aquela linguagem direta, principalmente quando o assunto é sexo, masturbação (assunto quase que inexistente no universo das meninas dessa idade, claro que imaginando aquela época) como em Sex And The City por exemplo e ao mesmo tempo, temos aquele perfil do perdedor, de que nunca as coisas são tão simples ou tão fáceis assim como muitas vezes nos foram prometidas, que é algo bem próximo do que nós gostamos tanto da atual e sensacional Girls. A série tem ainda aquele climão de série adolescente bacana, mais próxima da realidade, que atualmente encontramos em Awkward e The Carrie Diaries, combinados com o hype dos adolescentes ingleses imperfeitos de Skins, além da questão toda da terapia, que não tem como não lembrar com saudades da excelente relação Erica + Doctor Tom em Being Erica. (milhares de corações saltitando na tela com cheiro de tutti frutti)

Embora as semelhanças sejam muitas com outros produtos que nós gostamos tanto, My Mad Fat Diary conseguiu rapidamente firmar a sua própria identidade, mantendo um ritmo excelente em relação a todos os seus seis primeiros episódios (e a boa notícia é que já temos mais seis encomendados para uma Season 2. Yei! – em neon), onde é impossível escolher esse ou aquele como favorito. Tudo bem, isso pode até ser possível e talvez o que não dê mesmo é para encontrar um episódio mediano em meio a todos eles. Sério, são todos muito, mas muito bons.

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Tudo isso porque a série embora circulando dentro da temática adolescente, que tende sempre ser mais leve e até mesmo mais fácil de ser digerida, consegue tratar todos os assuntos da forma como eles merecem ser tratados. Damos boas risadas com a imaginação fértil da Rae em relação a tudo na sua vida, principalmente quando o assunto são as suas fantasias com os meninos (e a honestidade dela nesses momentos chega a ser impressionante, coisa rara de ser ver na TV, ainda mais em uma série do gênero), ou algum surto criativo que ela tenha pensado em como resolver algum problema ao seu modo (todos divertidíssimos), mas ao mesmo tempo, quando precisamos falar de coisa séria, como tentativas de suicídio, drogas, sexualidade, problemas com a própria imagem e distúrbios alimentares, My Mad Fat Diary também consegue caminhar dentro da abordagem mais adequada para cada uma de suas propostas de problema, tratando com seriedade assuntos dramáticos que não poderiam e nem deveriam ter a menor graça.

Do período em que passou clínica (que a sua mãe inventou para a vizinhança que ela esteve na França), Rae trouxe com ela sua amizade com a doce Tix (Sophie Wright, que ninguém tira da minha cabeça que não seja uma parente super próxima do Kurt de Glee, se não for ele mesmo se arriscando do outro lado do oceano…), uma menina que assim como Rae, também sofre de distúrbios alimentares, só que exatamente da forma oposta que a melhor amiga. Com ela, Rae divide as melhores conversas de banheiro entre  meninas, todas extremamente sinceras, revelando as novidades da sua vida agora que é uma mulher livre. Tix é realmente uma personagem tão adorável quanto Rae, mesmo que a sua participação tenha sido bem pontual durante essa Season 1 e todo aquele drama envolvendo a personagem em sua reta final (aliás, adorei o detalhe de um dos episódios ter começado com a narração dela, mostrando o quanto ela admirava a Rae), mesmo em pouco tempo de convivência, já consegue deixar qualquer um aflito em relação ao futuro da personagem (ainda incerto) que aprendemos a gostar tão rapidamente. Aliás, dentro daquele cenário, torcemos por todos eles, inclusive pelo Danny (Darren Evans), outro paciente da clínica que apareceu na festa da casa da Rae para fingir ser seu ex namorado e foi divertidíssimo, além de linda a forma como ele foi bem recebido pelos atuais amigos da personagem, inclusive quando tiveram a chance de vê-lo em um momento crítico da sua condição.

Pelo fato da série se tratar da superação da personagem em torno de todos esses obstáculos desse atual momento da sua vida (e não só os obstáculos dela), passamos boa parte dessa primeira temporada observando Rae se readequando ao mundo real, fora da clínica onde esteve internada, tendo que fazer novos amigos e superar alguns traumas sérios da sua vida. Nessa hora, ganhamos a participação dos seus também adoráveis novos amigos, que entram na sua vida por intermédio da sua amiga de infância, que na verdade, é a pior de todos eles, do tipo megabitch passiva agressiva passiva de novo, da qual falaremos depois. Entre eles temos três meninos, os boys magia da série (surge um Höy! gigante em formato de objeto fálico, rs. Sorry, mas esse é o tom da série, rs), Archie (Dan Cohen, meu amor a primeira vista e que ninguém tira da minha cabeça também que tenha algum parentesco com o Cameron, participante do primeiro The Glee Project) meio nerd, músico e adorkable com seus óculos arredondados (tenho uma queda séria por quem usa óculos, confesso e essa também deveria ser um intervenção gráfica), Chop (Jordan Murphy), que é o engraçadão e meio que líder de todos eles e o Finn (Nico Mirallegro, magia para se perceber ao primeiro instante), que nos é apresentado como o mais distante de todos eles, pouco interessante, mas que logo percebemos que na verdade, ele é o verdadeiro príncipe da turma e logo acaba se tornando o amor adolescente da Rae. (príncipe para ela, porque pra mim continua sendo o Archie. Se bem que, neam? Estamos aí, disposto a viver a quarta geração de Skins a qualquer momento, rs)

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Como nem tudo costuma acontecer facilmente na vida de ninguém, Rae acaba encontrando alguns obstáculos antes de realmente estabelecer uma relação de amizade com todos eles. Mas tudo isso ela acaba vencendo sabiamente com seu bom humor, além do seu excelente gosto musical, que são suas maiores armas na hora da conquista, inclusive na hora da conquista de novos amigos (ainda bem que ela descobriu esse detalhe cedo). Apesar disso, Rae está longe de ser a gordinha engraçada da turma, tão pouco aquela sofredora que se acha completamente inadequada ao mundo como ele é, muito pelo contrário, e na verdade, a sua maior vontade é pertencer a alguma coisa, sair fora da sua zona de conforto e experimentar coisas que ela jamais se permitiria (o drama dela na pool party do primeiro episódio é sensacional, ainda mais por um detalhe, que acaba roubando totalmente a atenção dela presa no escorregador e que inclusive é a arma que Rae utiliza para sair daquela situação constrangedora) e sua personagem tem um perfil mais cínico, irônico e ela é visivelmente a mais rápida no gatilho entre todos eles (em todos os sentidos), o que certamente lhe dá alguma vantagem em relação aos demais.

Entre as meninas dessa parte da vida real, temos Izzy (Ciara Baxendale), uma ruiva super foufa e que tem uma certa queda pelo Chop, que logo Rae e todos nós conseguimos perceber e ela, aquela que está disfarçada de melhor amiga de infância, a detestável a primeira vista, Chloe (Jodie Comer, que sem o menor exagero é exatamente a cara de uma das minhas “melhores amigas” dessa mesma fase, que não demorou muito para eu descobrir que se tratava da mesma espécie de megabitch. Sério – desenho da cara de satanás) mas que na verdade, talvez seja uma das suas grandes inimigas para a vida ou um dos seus maiores obstáculos para seguir em frente. Chloe tem aquele perfil odioso da garota perfeita e super disponível para os meninos, para todos e qualquer um eles. Aquela que todo mundo acaba pegando porque está disponível ou porque hoje resolveu sorrir para aquele menino que você estava de olho fazia meses (menino com sangue nos olhos e fumaça saindo dos ouvidos), mas que nunca teve coragem de chegar perto. E tudo isso como se ela soubesse disso tudo e estivesse de olho nos seus interesses o tempo todo (magoa contida & antiga descarregada. Ufa – bigorna de 50 KG caindo do alto com aquele efeito sonoro de coisas caindo). Sim temos certa inveja de quem consegue tudo “facilmente”, admitimos e temos mesmo, sem culpa, mas até isso eles conseguiram mostrar de uma forma interessante dentro da série, mostrando que a personagem, apesar de não ter que lidar quase nunca com a rejeição, algo super presente da vida da Rae e da maioria dos simples mortais, na verdade, também sofria por ser aceita apenas por sua aparência e ninguém nunca parecer estar muito disposto a conhecê-la de verdade (se conhecessem, correriam…). Sim, precisamos lembrar de vez em quando que até as megabitches tem coração, algo que só costumamos lembrar quando retiramos ele com as próprias mãos… (desenho do Essy tirando o coração de uma megabitch com as próprias mãos e um #YOUWIN gigante piscando na tela em 8-bit)

Digo que ela tem tudo para ser uma das grandes inimigas da vida da Rae ou seu grande obstáculo na vida, porque ambas sempre mantiveram uma relação um tanto quanto esquisita, pautada na inveja dos dois lados, de uma nunca ser ou poder ser exatamente como a outra. Embora ambas façam parte da vida uma da outra desde sempre e tenham passado por alguns momentos bastante importantes juntas, é visível que entre elas, Rae é a que parece estar sempre muito mais disponível para aquela amizade, sempre oferecendo alguma coisa e recebendo bem pouco ou quase nada em troca. Um simples exemplo que vai além da situação crítica do aborto que a Chloe acaba optando por fazer e que Rae é a única pessoa ao seu lado naquele momento e que na hora em que ela finalmente teve coragem de contar que ficou internada na clínica durante as férias, a amiga antiga acabou fazendo pouco caso porque algo mais “importante” apareceu na sua vida naquela hora, pra mim, foi o momento em que vimos um dos flashbacks da amizade delas quando criança, com ambas rodando de mãos dadas e Rae totalmente entregue ao momento, acabou ganhando em troco a sabotagem de Chloe, que solta a sua mão só para ver a amiga cair, demonstrando desde cedo como de fato seria a relação futura com a amiga. Sabe aquela amizade que apesar de ter raízes, precisa deixar de existir? Então… mas Rae tem tempo para descobrir isso.

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E quem nunca teve uma amiga como a Chloe na vida? E quando essa amiga faz parte da sua família, que sempre vem te procurar quando precisa falar algo mas que nunca está disposta a ouvir o que você tenha para falar, mesmo que seja uma bobagem qualquer? (desenho de uma foto de família fazendo uma pausa dramática e que vai se aproximando da tela a cada cinco segundos) Mas fato é que além de tudo isso, Rae é uma pessoa grata as portas que foram abertas pela própria Chloe para essa nova fase da sua vida, sendo que foi ela que a incluiu na sua turma de amigos, algo que nós também conseguimos perceber que Chloe se arrependeu quase que imediatamente, quando percebeu que a amiga, mesmo não apresentando nenhum risco para o seu sucesso dentro da turma em termos de beleza ou porte físico, acabou roubando todas as atenções para ela rapidamente, simplesmente por ser muito mais bacana. Obviamente que em alguma altura dessa história, elas acabariam apaixonadas pelo mesmo cara e que esse seria o grande desfecho da temporada para a relação das duas (com Chloe descobrindo a magia do Finn), que infelizmente, para a nossa falta de sorte, teve uma final feliz para ambas e não apenas para aquela que nós estávamos torcendo desde o começo. Aliás, por mim, essa Chloe ganhava uma bolsa de estudos para algum lugar em clima de guerra durante 1996, para ontem.

Em casa, sua relação com a mãe (Claire Rushbrook) também não é das mais amigáveis e o conflito está sempre presente. Vamos combinar que aquela mãe também não é das mais fáceis, do tipo que não consegue enxergar a seriedade dos problemas da filha, continuando a rechear a dispensa da casa com coisas que Rae não pode comer (armário cheio de coisas gostosas reluzentes e com carinhas foufas, tipo Sugar Rush em “Wreck-it Ralph”), porque como ela mesmo disse, para pessoas como ela, o ato de apenas “beliscar” simplesmente não existe, sem contar que sua mãe também parece estar sempre muito ocupada correndo atrás do novo namorado, um imigrante ilegal no país que por motivos óbvios, precisa ser mantido em segredos dentro da sua própria casa. Apesar das dificuldades dessa relação, também foi bem bacana vê-las conseguindo se acertar por hora, principalmente com toda a história do pai ausente da Rae, que descobrimos mais tarde que foi um dos motivos do tal surto.

Outro ponto alto da série é a forma como eles retratam o bullying naquela época, que ainda não tinha esse mesmo nome (pelo menos não para a gente aqui), mas que acontecia da mesma forma estúpida de sempre. O engraçado é que nessa hora, a reflexão da personagem quando de frente com um de seus maiores bullies foi exatamente a mesma sobre o que eu sempre pensei a respeito de todos os meus, que foi quando ela disse que até entendia que eles pegassem no pé dela, mas porque eles precisavam ser sempre tão repetitivos e pouco criativos, além de cruéis, é claro. Aliás, esse foi um momento ótimo dentro da série e totalmente inesperado porque foi relacionado ironicamente a resolução dessa Season 1.

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E foi bem especial também a forma como a relação dela com o seu boy magia, Finn, acabou sendo construída aos poucos dentro da série. Desde o despertar da suspeita de que havia algum interesse no ar (que Rae sequer sonhava que estava sendo correspondida), até a confirmação de que eles realmente estavam interessados um pelo outro, ambos foram acrescentando momentos importantes para a construção dessa adorável relação, super improvável na cabeça dela, mas que para ele, por Rae ser uma menina tão bacana e cheia de personalidade, muito provavelmente poderia ter até acontecido bem antes. Mas os elogios nesse momento também valem para o próprio Finn, que mostrou-se um menino super bem resolvido (raridade rara nessa idade e depois não melhora muito não, não querendo desanimar ninguém, mas o que a gente aprende com o tempo é que exatamente esse tipo, não é o que queremos por perto, por isso deixamos de nos importar com eles – imagem do Essy ganhando a espada encantada do poder do amor + auto suficiência, tipo Scott Pilgrim) e pouco preocupado com a opinião das pessoas, ele que chegou inclusive a defender a Rae em um momento totalmente meio assim em meio ao seus bullies. Achei tão lindo quando ele foi a sua casa pela primeira vez e levou seus discos, para “aperfeiçoar e completar” o seu gosto musical (que por parte dele, ainda circulava nos 80’s, com The Smiths – “There Is A Light That Never Goes Out”, que eu sempre vai me fazer sentir vontade de dançar na vida – e The Cure) e ela toda carrancuda, seguindo a cartilha de comportamento sugerida por seus amigos, tratando ele com certa distância, evitando um contato físico para não se tornar amiga demais (o Archie tudo bem abraçar, agora o Finn, NÃO!). Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (outro momento que eu AMO/sou é quando ele está jogando sem camisa no parque e vem dar um abraço daqueles nela. Sério, me vejo fazendo os mesmos comentários. Aliás, faço os mesmos tipos de comentário diariamente por aqui, rs)

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Outra relação super foufa que acaba acontecendo na série é a da Rae com o Archie, que na verdade, foi o seu primeiro interesse dentro da turma de boys magia e chegou inclusive a acontecer um beijo entre os dois, mas que logo depois, nós descobrimos ter sido apenas uma fase de experimentação do próprio Archie, tentando descobrir se ele realmente era gay ou não (lembrando que estamos nos 90’s, onde nem tudo era como hoje). Uma descoberta que acabou levando algum tempo, até que em um momento super bacana e depois de uma experiência com meninos, Archie acabou revelando que na verdade ele era gay mesmo e estava super feliz de ter finalmente descoberto isso. E esse detalhe é bacana também para ilustrar o quanto as histórias de cada um dos personagens acabou se desenvolvendo, com todos eles, apesar de estarem envolvidos em histórias bem menores, conseguindo encontrar suas respectivas resoluções. (imagem de um little Essy andando abraçada com a Rae e o Archie pela Londres antiga)

Como final de temporada, tivemos como proposta um novo surto de Rae, que se encontrava novamente em um estado crítico depois de tudo que andou acontecendo na sua vida. Da narração da sua carta suicida(que se ela não corresse no final, eu mesmo tiraria das mãos de sua mãe, a força) até o momento em que ela cruza a rua lentamente até ser atropelada (meu coração saltando na tela), tudo foi feito lindamente e de forma super corajosa, apesar da sequência, reunindo uma série de clichês que nós já vimos em outras histórias, mas que de qualquer forma, apesar de não ser nenhuma novidade, eles também conseguiram resolver muito bem. Apesar de torcer pela recuperação da personagem desde sempre, a sensação de honestidade ao vê-la não conseguindo lidar muito bem ainda com todas esses novas situações, parece uma alternativa mais honesta do que simplesmente mostrar a menina contornando todos os plots dramáticos da sua vida facilmente. Mostrar as dificuldades, que nem tudo acontece na primeira tentativa, as consequências de cada ato, tudo foi realmente muito importante nesse caso para dar uma maior credibilidade para essa história, que precisava desse cuidado para torná-la ainda mais especial.

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Acho importante dizer que embora essa review tenha ficado bastante longa, a Season 1 da série tem apenas míseros 6 episódios, repetindo aquela covardia covarde de sempre da terra da Rainha. Mas são seis episódios excelentes, capazes de fazer qualquer um se encontrar exatamente assim como eu estou nesse momento, totalmente prolixo e procurando desesperadamente por minha camiseta antiga do Oasis (que eu adoraria ainda ter), que só eu tinha e usava sempre que possível para ir para o colégio (as vezes por baixo do uniforme, só para provocar, rs), uma pessoa que quando falava sobre Radiohead, recebia aquele olhar torto dos demais, do tipo “sobre o que é que essa alma estranha está falando?”. (desenho da minha cara estranha coberta pelo símbolo do Radiohead, cercado dos “normais” da escola)

My Mad Fat Diary é realmente das mais especiais, para aguardar ansiosamente pela próxima temporada e torcer para que as séries inglesas cheguem cada vez mais em DVD por aqui, para que possamos colocá-la um dia em nossa prateleira especial e quem sabe fazer até umas intervenções gráficas nessa parte da prateleira? Para terminar de assistir, ir correndo procurar os diários antigos (que eu tenho e de vez em quando me divirto. Inclusive usava uma caneta com luz para escrever neles também, só que a minha tinha um sapo na ponta, mas já não brilha mais, humpf!) e matar a saudade dos hits de uma época especial, que embora tenha sido bem difícil (adolescência é difícil para todo mundo), a gente escolheria viver tudo de novo sendo exatamente a mesma pessoa, talvez com um pouco mais de coragem e desenvoltura como a própria adorável Rae. (tela cheia de corações despencando como no final de uma partida de Paciência, rs)

ps: gostaria de ter ido naquele (ou em qualquer outro) show do Oasis com a Rae. 

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Have you tried turning it off and on again? (The It Crowd)

Agosto 24, 2012

Se vc achava que já conhecia os nerds mais legais da TV (que hoje em dia nem são mais tão legais assim e mesmo sem citar nomes, todo mundo sabe de quem é que nós estamos falando), espera só até vc conhecer os  representantes vindos diretamente da terra da rainha em The It Crowd.

Comédia inglesa caricata ao extremo, o que também pode ser muito bom quando é assumidamente assim desde o começo, que é o que acontece aqui e de uma forma quase única que os ingleses conseguem fazer muito bem sem deixar a série insuportável com o tempo (só me lembrava de Ab Fab enquanto fazia minha maratona da série) e que com certeza vai te fazer dar boas risadas com as situações mais simples e comuns do cotidiano da equipe de TI da Reynholm Industries.

Sim, eles são os nerds que entendem tudo de computadores e trabalham com isso, meio que jogados no porão com todas as outras tralhas da empresa, um lugar onde nenhum outro departamento costuma frequentar e que ninguém costuma dar muito valor ou atenção, mas que é exatamente para onde todo mundo acaba ligando quando seus computadores não estão funcionando muito bem e eles precisam de alguma ajuda, o que para o total desespero do departamento de informática funciona quase que como um insulto, uma vez que quase sempre todos esses problemas poderiam ser resolvidos com uma simples pergunta que eles já estão mais do que cansados de fazer repetidamente a todo instante: vc já tentou desligar e ligar de novo? (e quase sempre aí está a solução para todos esses problemas, rs)

Essa é The It Crowd, uma comédia sobre o cotidiano dessa equipe nerd de TI que é quase impossível de não se apaixonar. Seus personagens são hilários, mesmo sendo uma caricatura exagerada deles mesmos ou de um estereótipo qualquer. Na série, eles estão sempre envolvidos em situações típicas de comédias do absurdo, onde aqueles situações todas muito provavelmente não fariam o menor sentido em um escritório comum qualquer, por exemplo. Outro fator que diferencia esses personagens das outras séries do gênero é que eles são nerds bem possíveis e não são exatamente as mentes mais brilhantes do mundo e tão pouco se acham superiores no quesito inteligência (embora eles aproveitem dessa vantagem para fazer piada com os menos favorecidos desse tipo específico de conhecimento que ele dominam). Fora que eles tem interesses bem comuns para todo mundo, apesar do universo nerd aparecer com bastante força na série, mas sempre de uma forma bem natural e nada forçada.

Roy (Chris O’Dowd, nosso header do mês aqui no Guilt, Höy) é um grandalhão irlandês sem o menor talento para lidar com as garotas, mas que nem por isso deixa de se arriscar nesse campo, mesmo obtendo pouco sucesso em suas investidas (ainda mais quando vc sai para um date com “cocô” na cara, rs). É dele a quote mais famosa da série (Have you tried turning it off and on again? – do título do post) além das t-shirts mais invejáveis da TV (esqueçam todas as que o Sheldon usa em The Big Bang Theory – na verdade, esqueça TBBT, rs -, porque as do Roy são muito mais legais. Mas muuuito!). Ele também é meio que o lider da turma, pelo menos é o que parece que ele imagina ser, aquele que tem mais contato com o mundo exterior devido a total falta de habilidade nessa área do seu parceiro de trabalho.

E tudo no personagem é bem engraçado (um tipo que o Chris O’Dowd consegue fazer muito bem, que é o perdedor adorável que nós AMAMOS já faz tempo), desde a sua voz que mais parece a de um ad0lescente ainda enfrentando a puberdade, até a forma como ele quase sempre está metido em situações absurdas, como quando ele acabou fingindo ser um deficiente físico apenas para sustentar uma “mentira forçada” na visita do grupo a um musical gay no teatro (2×01 The Work Outing), ou quando ele acabou preso do lado de fora da empresa por ter perdido sua camisa para uma senhora acidentada no trabalho e fica sem camisa por duas horas naquele frio de Londres (3×03 Tramp Like Us), onde o personagem acaba na mesma situação de um “morador de rua” que cruza seu caminho pela manhã pedindo dinheiro e ele naturalmente fica bem desconfiado com a desculpa do tal para estar naquela condição (quem nunca?), até o seu plot mais desastroso de todos dentro da série (3×02 Are We Not Men?), que foi quando apenas para se sentir pertencendo a turma dos meninos que gosta de futebol (coisa que eles não gostam, não entendem e na verdade pouco se importam ou se interessam. Alguma semelhança?), Roy acabou se encontrando como cúmplice de um assalto que ele mesmo denunciou para a polícia. Isso para citar apenas algumas das suas melhoreres situações dentro da série dentre várias que também são bem especiais.

Moss (Richard Ayoade) é o parceiro de departamento do Roy, aquele sem o menor talento para lidar com outras pessoas fora do seu universo que é muito particular, que eu mencionei ateriormente. E Moss é um personagem adorável, cheio de manias (#TEMCOMNAOAMAR o plot das duas canecas para o seu momento dramático do dia? pensando em adotar…), mesmo sendo uma caricatura super exagerada do que se espera de um nerd antigo. E nesse exagero inclusive está toda a genialidade do personagem, que é muito especial dentro de suas “deficiências” e genialidade. AMO quando ele vai salvar o Roy do plot do assalto e acaba fingindo ser seu namorado, tascando um beijo daqueles no amigo como se não houvesse amanhã no meio da rua, enquanto passam vários carros de polícia procurando pelos tais assaltantes, ou quando ela se oferece para ser o marido fake da Jen (3×05 Friendface)  e acaba assumindo uma nova identidade divertidíssima, até o seu grande ato heroico no episódio onde ele resolve sair da sua zona de conforto e acaba meio maluco, roubando coisas que ele nem queria ou precisava e acaba envolvido em uma situação com uma suposta bomba no quarteirão da empresa em que eles trabalham (4×05 Bad Boys). Sério, howcoolisthat?

E a terceira personagem do grupo fica por conta da Jen (Katherine Parkinson), ela que como quase todo mundo, acaba mentindo para conseguir um emprego na empresa e mesmo sem saber absolutamente nada sobre computadores, acaba indo trabalhar como chefe do departamento de TI e se vê tendo que trabalhar no porão (sendo que o resto da empresa é tudo lindo, rs), com aqueles dois malucos com quem ela nem imagina ter tanta coisa em comum. E apesar da Jen não fazer exatamente parte da turma dos nerds, ela também é uma personagem divertidíssima com momentos excelentes, como quando ela resolve comprar um sapato vários números menores do que o que ela usa (1×02 Calamity Jen – quem nunca?), ou quando ela me fez rolar de tanto rir fingindo que sabia falar italiano, soltando várias palavras aleatórias e com um sotaque impagável (só de lembrar eu já não me aguento, rs), se achando garantida confiando em um app qualquer (4×04 Italian For Beginners), até a gente conhecer o seu desktop recheado dos mais variados a antigos vírus e spywares que ela não tinha a menor ideia de que não deveriam estar ali e estava apenas acumulando todos eles, já acostumadas com aquelas 300 janelas que não deveriam estar ali. Algo que acontece no mesmo episódio onde Moss tem o seu surto na companhia do Ross, eles resolvem matar o dia de trabalho, justamente quando finalmente o Douglas resolve reconhecer e homenagear o trabalho da equipe dentro da empresa. Humpf! (4×05)

É claro que não pertencendo exatamente ao grupo, Jen acaba sendo uma vítima certa para os outros dois personagens, que a princípio relutam em aceitá-la, mas depois acabam comprando a ideia de ter uma menina por perto só para variar um pouco, além de que agora com ela no departamento, eles estavam ganhando uma presa fácil para garantir a diversão naquele lugar onde não costumava acontecer muita coisa. Outro plot sensacional envolvendo todos eles foi quando a Jen teve que fazer um discurso na empresa e eles inventaram que uma caixa preta qualquer era a “internet” em pessoa (3×04 The Speech), retirada do Big Ben especialmente para aquela ocasião (rs), que é claro que ela acreditou sem nem ao menos duvidar e acabou levando a história a público em um momento que terminou com uma gargalhada quase incontrolável da dupla Roy & Moss, além do completo caos dentro do local de trabalho, quando todos os outros funcionários acharam que a internet havia de fato morrido. #TEMCOMONAOAMAR (episódio que tem uma luta de corpo a corpo entre o chefe e sua nova namorada, que é simplesmente impagável!)

Dentro da empresa, ainda ganhamos a participação de alguns personagens coadjuvantes tão bons quanto os principais, como o dono da empresa, o Denholm Reynholm (Christopher Morris), que acabou saindo da série até que precocemente (achava ele super engraçado) em um plot suicida super aleatório e nem por isso menos divertido, para a entrada do seu filho Douglas (Matt Berry), um playboy bem do preguiçoso que não faz muita ideia de qual a sua função dentro daquela empresa que ele acabou herdando do meio do nada, além do personagem nutrir uma amor platônico pela própria Jen e uma certa coleção de arte erótica além de um gosto um tanto quanto duvidoso, o que também é bem bacana.

Mas o melhor deles surge mesmo do meio do nada, em uma porta vermelha secreta que a gente sequer havia notado (rs) na sala de TI, que é o Richmond (Noel Fielding), uma espécie de “vampiro” (e nada nos convence que de vampiro ela só tenha a aparência, ainda mais depois de uma cena onde ele vai parar no teto da cozinha, rs) que só trabalha a noite, também não faz a menor ideia de qual é a sua função dentro daquela empresa e que é mantido trancado atrás da porta vermelha pela dupla Roy & Moss sem dó e nem piedade, só porque eles acham que o Richmond deprime demais o ambiente (o que ele realmente faz quando aparece). Sério, tem plot mais aleatório, cruel e adorável do que esse? Sem contar que o seu episódio de introdução ainda termina com a nossa descoberta de uma outra porta, dessa vez verde, que segundo eles também nunca deve ser aberta. #MISTERIO (só eu fiquei morrendo de curisosidade de saber o que tinha atrás daquela porta?)

Sem contar aquele cenário sensacional da série, que mesmo com boa parte dela se passando naquele porão com monitores velhos e peças de computadores antigos que eles nunca usam, tem um contraste feito de forma adorável com centenas de brinquedos do tipo toy art espalhados por todos os cantos (invejáveis, diga-se de passagem), além de todos aqueles stickers e posters com design super bacana e quase sempre bem foufos, pendurados por todas as paredes. Engraçado é que a medida em que as temporadas vão se passando, vão aparecendo novos posters, mais stickers e novos brinquedos, mais é tudo meio que acumulativo e o resultado final é de um contraste absurdo em meio a toda aquela bagunça e cacarecos, que me lembra muito o meu próprio quarto, principalmente pela quantidade de objetos na mesa do Roy. (marry me Roy? Vamos multiplicar esses brinquedos e dividir tees maravileeeandras – as suas podem até servir em mim, mas as minhas…). Tenho até dois iguais aos deles. Confirmou!

E apesar de funcionarem super bem dentro do seu departamento na empresa, nem só de trabalho vivem todos eles e quando saímos de dentro desse ambiente, também acabamos ganhando momentos divertidíssimos com todos os personagens. Meus preferidos são quando eles acabam todos se convidando para um jantar na casa da Jen, o que nos rende plots divertidíssimos envolvendo os demais convidados, ou quando o Ross fica aflito para ver o novo filme do Tarantino antes que o seu amigo meio assim acaba estragando sua experiência com spoilers (2×03 Moss And The German), episódio que também conta com a Jen enfrentando sérios obstáculos pelo seu direito de fumar (rs) e tem também aquele outro bem bacana com a mudança do Roy e o Moss participando de um programa de TV (4×02 The Final Countdown). Sem contar aquele outro com o processo do Ross contra o massagista que beijou a sua bunda. (4×03 Something Happened)

The It Crowd também é uma prova de como os ingleses conseguem fazer esse tipo de humor tão bem e quanto os americanos ainda precisam aprender a transformar uma caricatura em algo que se feito da forma certa, também pode ser bem bacana. É claro que a america de vez em quando insiste em viver de boas ideias do mundo que eles resolvem “readaptar”, o que também é conhecido como “fazer tudo igual só que sem sotaque, para que a sociedade americana aceite melhor sem torcer o nariz” e é claro que eles tentaram fazer o mesmo como a série britância, o que nós agradecemos imensamente por não ter dado certo. (versão que tinha o Joel McHale no papel do Roy e o Richard Ayoade repetindo o seu Moss – Why god, Why? –  e vcs podem apreciar essa vergonha aqui)

Agumas curiosidades sobre o elenco que eu acabei descobrindo ao assistir a série é que a Jen participou do excelente episódio final da Season 2 de Sherlock, vivendo aquela jornalista meio assim que se atira para cima do próprio Sherlock e que mais tarde descobrimos ser parceira do Moriarty que dizia não ser o Moriarty (informação que eu recebi de um dos leitores do Guilt, thnks!) e o ator que interpreta o Moss na série foi ninguém menos do que o diretor de “Submarine” um filme sensacional do qual nós já falamos muito bem por aqui (e que eu AMO). Chris O’Dowd atualmente está envolvido em duas produções (e quem sabe ele ainda volte em Girls), uma que é um projeto escrito por ele mesmo e baseado na sua infância no final dos anos 80 na Irlanda, chamada “Moone Boy”, que é uma produção da BBC e já está sendo produzida tem algum tempo, inclusive já tendo garantida uma segunda temporada, mesmo sem a primeira ter sequer estreado. Recentemente, ele também acabou entrando para o elenco de um novo projeto da HBO em parceria com a BBC2 chamado “Family Tree “, onde ele viverá o personagem principal da história.

Infelizmente The It Crowd já foi cancelada e os boatos de um retorno do elenco para a gravação de uma quinta e última temporada (que eles mereciam, pq aquele final poderia ter sido melhor, apesar de ser bem justo o foco no Douglas, além de ter sido super engraçado  já foram negados pelo próprio criador e único roteirista da série, Graham Lineham, que alegou que todas as histórias daqueles personagens já foram contadas. O que eu acho uma pena. São apenas 4 temporadas com 6 episódios cada uma e com isso ganhamos apenas 24 deliciosos episódios para morrer de rir e lamentar por a série já ter encontrado o seu final. Um humor super bacana, bem simples, quase idiota, mas que conseguiu conquistar uma legião de fãs em todo mundo.

Para assistir como se não houvesse amanhã, depois se arrepender de ter visto tão rápido e não existirem mais novos episódios. Além de lamentar pelos DVDs da série nunca terem chegado até aqui, claro. Humpf!

ps: e o que é foufa aquela abertura, hein?

 

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Everyone – a despedida da terceira e última geração de Skins

Março 30, 2012

Chegou aquela hora que ninguém gosta de encarar, a hora da despedida (glupt). Embora Skins já tenha garantido mais três episódios especiais para o que será considerada como a sua Season 7, onde eles pretendem nos mostrar um pouco mais da vida de alguns personagens que já passaram pela série ao longo de todos esses anos, esse último episódio da Season 6 (6×10 Everyone) seria realmente a despedia definitiva da série como conhecemos até hoje, trazendo o ponto final para a história da sua terceira e última geração.

Mas não adianta, chegou mesmo o momento de nos despedirmos de Franky, Matty, Mini, Alo, Liv, Alex, Rich, Grace e Nick, os jovens ingleses da vez que nos fizeram relembrar novamente os bons e velhos tempos de Skins, lá no começo da sua história antiga, quando tudo ainda era novidade, mostrando a que veio com muita identidade de personalidade já na sua primorosa primeira temporada, trazendo para a TV uma série jovem das mais corajosas de todos os tempos. Corajosa e ousada, indeed. E essa terceira geração conseguiu encerrar a história de Skins da mesma forma como nos despedimos da sua primeira turma, com bastante saudade.

Tudo bem que não foi um final primoroso e isso eu tenho que ser sincero em dizer. É, não foi. Mas ao mesmo tempo foi uma boa conclusão para a história de todos eles e principalmente para aqueles que ainda tinham pendências para resolver naquele momento de suas vidas. E mesmo que não tenha sido uma despedida daquelas, o clima de saudosismo esteve no ar o tempo todo, com os personagens vagando pelos cenários da série com se estivessem se preparando para da grande despedia, refletindo e aceitando que havia chegado o “último dia de liberdade” de todos eles, com o final do ano letivo no colégio e o momento de começar a encarar a vida adulta, momento esse que aguardamos ansiosamente quando mais novos, mas que quando finalmente ele chega, nunca é fácil para ninguém, além de ser assustador. E todo esse climão de despedida somado a certeza de que não teríamos uma nova geração pela frente, acabou garantindo para a série toda a emoção que esperamos de um momento como esse. Apesar de considerar o episódio de despedida até que fraco, reconheço que me peguei emocionado em diversos momentos, contando o tempo para que o episódio não chegasse de fato ao seu fim.

Considero um empate técnico entre essa atual geração de Skins com a primeira por exemplo. Digo isso porque os personagens foram todos extremamente interessantes assim como foram durante as duas primeiras temporadas da série, cheios de camadas e com suas histórias muito bem amarradas entre as duas temporadas das quais fizeram parte (1 e 2 = 5 e 6). E essa terceira geração ainda teve uma vantagem maior porque suas histórias pareceram ter maior continuidade, com início, meio e fim, sem deixar nada pendurado para depois ou na imaginação do público, que foi o grande pecado da primeira geração por exemplo. Por esse motivo e por ainda considerar a primeira geração insuperável, considero as duas gerações bem semelhantes (1 e 3), tão boas quanto, com histórias construídas muito bem e personagens capazes de te deixar ansioso para assistir ao episódio seguinte, algo que pouco aconteceu com a segunda geração, essa sim que apesar de eu também ter gostado bastante da sua dinâmica, é inegável que podemos considerá-la como a mais fraca entre as três.

E como nunca havia sido feito antes em Skins (não dessa forma), tivemos as consequências aparecendo em boa parte dos episódios dessa temporada final da série, o que antes não era muito comum de se ver e foi o que sempre me deixou com a sensação de que ainda faltava alguna coisa em Skins para deixá-la perfeita em todos os sentidos. Seria possível que aquelas pessoas passassem pelas mais diversas situações sem deixar marcas em suas vidas? Sem que as consequências de fato aparecessem? Sempre achei que faltava esse “senso de responsabilidade”, não pelos personagens é claro, que dos alto dos seus 16 ou 17 anos seria esperar demais de qualquer um deles, mas digo isso em relação a quem escreve a série, por exemplo, que precisava mostrar esse outro lado da história. Faltava mostrar que é possível sim viver uma vida sem regras, tomada pelos impulsos e a coragem que se tem quando ainda se é jovem, porque não? Mas que é preciso encarar as consquências disso tudo quando elas aparecerem. E acreditem, elas aparecem…

Poderia até parecer um assunto super careta (o que não combina em nada com o clima da série), se essas consequências não tivessem chegado para essa terceira geração amarradas a culpa que todos eles sentiram de certa forma pela morte da Grace, ela que certamente sempre foi a mais doce e talvez até promissora do grupo. Com a sua morte, todos eles tiveram que lidar com a sua parcela de culpa nesse história com final nada feliz, ainda mais quando não tiveram nem a chance de se despedir da amiga, um momento que é sempre importante quando se perde alguém.

E como tudo isso aconteceu ainda no começo da temporada, conseguimos observar a vida de todos eles virando de cabeça para baixo por conta dessa situação, com cada uma deles enfrentando em sua individualidade (outro fator sempre importante e muito bem retratado na série) a melhor forma de lidar com essa questão.

Como conclusão disso tudo, tivemos Matty encerrando a sua história de fugitivo, se entregando para a policia e encarando as consequências dos seus atos (embora ele tenha sido considerado o culpado de algo que teve tanta culpa quanto os demais envolvidos), mas não sem antes se desculpar com Rich pelo acidente fatal com a sua namorada, Grace, sem aquele drama óbvio que seria facilmente explorado por qualquer outra série do gênero, e ainda ele finalizou de uma vez por todas a eterna disputa com o seu irmão Nick, em um momento bem foufo entre os dois que estavam disputando a mesma garota e talvez considerassem até mesmo dividi-la se necessário. (só eu tive essa impressão?)

Alo e Mini tiveram que enfrentar o momento do parto da sua filha, um momento doloroso e que certamente transformaria a vida daqueles dois para sempre a partir daquele momento, algo que eles já tinham consciência até. Mas Mini não teve apenas a companhia do pai do seu filho nessa hora e para encorajá-la naquele momento tão difícil, ela contou também com a força da Liv, que resolveu de uma vez por todas o problema com a sua melhor amiga, permanecendo ao seu lado até o fim. Liv que teve uma das cenas mais bacanas no episódio, ao lado do seu novo melhor Alex, dividindo os últimos momentos dessa adorável relação de amizade entre os dois (quase um amor platônico por parte dela), antes dele partir para a Tailândia. Ela que apesar de parecer não se encaixar ou pertencer a nenhum lugar, talvez tenha entendido que a vida continua e que para isso bastava ela encarar a sua realidade ao invés de tentar fugir e se esconder em um estado de colocação eterno.

E de todos eles, quem de certa forma foi “compensado” por isso tudo foi o próprio Rich, ele que talvez tenha sido quem sofreu com maior intensidade a perda de Grace, com que dividiu uma história de amor super foufa. Ao contrário do caminho de voltar para a sua alma de “black metal” do passado (embora tenha mantido dentro dele as suas origens, como no momento da comemoração da boa notícia que recebeu nesse episódio), Rich conseguiu encontrar na tragédia a força que ele precisava para seguir em frente, sem ignorar os fatos  que aconteceram e que marcariam a sua vida para sempre, agindo como gente grande, para a nossa total surpresa. Com isso, foi bem bacana vê-lo sendo aceito na faculdade (muito provavelmente o único deles) e ganhando aquele final com uma metáfora linda, antes do amor da sua vida sumir de vez no fundo daquela piscina. E foi através dele que nos despedimos da série, talvez na intenção de deixar um pouco de esperança para essa nova geração de jovens que se encontram em um momento parecido em suas vidas nesse exato momento, encerrando a história dessa ultima geração de Skins com o pensamento de que no final, por pior ou mais difícil que tenha sido o seu caminho, ainda pode dar certo. Um final esperançoso e com a trilha sonora perfeita para encerrar a série de forma sensacional. Impossível de não se emocionar!

Engraçado também que Rich e o Alo, eles que sempre foram os garotos que ninguém queria na escola, acabaram se tornando os personagens com a trajetória mais bacana da série, encerrando suas histórias muito bem, saindo do posto de losers do passado para ocupar o novo posto de sobreviventes da adolescência, cumprindo todas as etapas dessa fase sempre tão complicada (primeiro amor, primeira vez), de forma bem digna até então. Digna e não perfeita, o que eu acho bem importante de se destacar.

Agora, para a Franky, sobraram todos os plots dramáticos da temporada. Aff… A garota que começou lindamente a sua geração sem um gênero definido e com uma personalidade artística super interessante, acabou deixando de lado essas  suas características (bem mais interessantes até) encontrando em diversos parceiros diferentes nessa temporada o que ela acabou conhecendo como “amor”, em níveis e intensidades completamente diferentes, mesmo sem ela não parecer nunca estar apaixonada por nenhum deles. Mas talvez Franky não conseguisse entender o significado dessa palavra, devido ao seu trauma do passado, com a história do seu abandono ainda quando criança e o issue da sua adoção. Uma barra para qualquer um, mas que por outro lado, por ter tido a chance de encontrar pais adotivos tão sensacionais, o que não é regra e nem acontece para todo mundo nessa situação (infelizmente…), ela deveria se sentir recompensada de alguma forma. Mas a vida não é assim tão simples para ninguém, não é mesmo? Ainda mais para quem é o dono do problema.

Só não entendi o porque da sacanagem que aquela irmã dela fez com ela no episódio final. Poxa vida, não bastava a mãe ter aberto mão dela quando criança, mas precisava mesmo ela ter escondido que no final das contas a mãe ainda estava viva? What a  megabitch! Viva e com aptidões bem parecidas com a da Franky em todos os sentidos, da arte até a loucura e o encontro entre as duas foi bem maravileeeandro também (sua mãe estava internada no mesmo lugar que a Effy? Achei a locação super parecida…). Sendo assim, para ela eu achei que pesou um pouco demais toda essa carga dramática descontrolada e o seu personagem que apareceu de forma tão interessante no começo da temporada anterior, foi se transformando em uma megabitch sem muitos motivos aparentes para tal, mesmo que os existentes e visíveis fossem todos justificáveis. (e faltou uns tapas na cara daquela irmã sacana, não? Eu teria partido-lhe a cara. PÁ!)

Tirando tudo isso, eu só achei imperdoável  que justo a última festa da série tenha acontecido daquela forma tão meio assim. Faltou tudo para ser uma festa digna de Skins, para dizer o mínimo sobre o assunto, rs.

E mesmo com um episódio final não tão genial como merecia, Skins encerrou muito bem a sua proposta, mantendo o seu fundamento do começo ao fim, mesmo com alguns atropelos e escorregões durante essa trilogia de gerações. Fico feliz que a série tenha encerrado dessa forma a sua história de seis temporadas (e mais uma de bônus  ainda por vir), com personagens que a gente conseguia facilmente se identificar em alguns momentos e porque não até lembrar de coisas do passado que todos nós certamente vivemos. Embora a sensação seja a de tristeza por uma série tão bacana ter “chegado ao fim”, ao mesmo tempo eu me sinto aliviado por Skins não ter se tornando mais uma daquelas séries arrastadas, que passaram do prazo de validade. Antes sentir saudades com carinho do que lamentar que uma série que sempre foi tão bacana, tivesse um final totalmente descabido e sem deixar a menor saudade. Sem contar toda a coragem de bancar uma série tão cheia de assuntos polêmicos por tanto tempo, lembrando que a sua origem foi no ano de 2007, ou seja, não é de hoje que Skins vem dando tapas atrás de tapas na cara da sociedade, mostrando que é possível sim fazer uma série adolescente digna, sem apelar para o combo do sorriso perfeito do clareamento dentário a laser + bronzeamento artificial preguiça.

Dessa forma, termino essas três gerações de Skins me sentindo completamente satisfeito com o que assisti durante esse tempo todo, além de já ficar morrendo de saudades de todo o fundamento da série na moda, com todo aquele figurino sensacional e nada óbvio, de deixar qualquer um super inspirado, além da trilha da série, que eu arrisco dizer ser a melhor de todos os tempos (sério!), recheada de muitas boas novidades que sempre acabavam parando nas minhas playlists todas e que só por esses detalhes todos da produção, a série já merceria um grande mérito por toda a sua originalidade, algo que sempre foi indiscutível. E vc vai me dizer que também não ficou morrendo de vergonha quando a MTV americana tentou fazer a sua própria versão da série inglesa?

Mas agora só nos resta mesmo é morrer de saudades de Skins e torcer para o retorno dos nossos personagens preferidos para os especiais da próxima temporada. Quem será que volta, hein?

(♥³)

ps: como esquecer esse promo, ao som do Radiohead? (quando fui ao show deles eles tocaram “Nude”, me imaginei como o Maxxie , só que “flutuando in rainbows” na platéia rs)

Liv + Mini & Frank

Março 23, 2012

Liv

Na companhia de Liv, a garota mais forte da turma dessa terceira e última geração, certamente ganhamos mais um dos melhores episódios ever em Skins. (6×08 Liv)

Inconformada pela reação dos demais à morte da amiga Grace e ainda magoada pelo fato de ninguém nunca ter considerado que ela também esteve no acidente, Liv soltou toda a ira contida dentro dela, provocando as mais diversas reações e tirando sangue de quem estava fazendo por merecer, embora tudo fosse justificável nesse caso.

Linda até mesmo vestindo um dos vestidos antigos da falecida avó do Alex (que bem disse ela, não era velho, era vintage, rs), cheia de personalidade, Liv seguia sofrendo sozinha enquanto tentava reconstruir ao seu modo o que aquele grupo já foi um dia, algo que ela não conseguiria nem com muito esforço. Isso até que o seu próprio corpo não conseguiu conter aquele turbilhão de sentimentos que ela provavelmente estava sentindo naquele momento e começou a mostrá-la que alguma coisa estava errada e que que algo precisava ser feito a respeito.

Tudo isso ainda acompanhado da relação linda que ela mantém com a irmã mais nova, uma relação de cuidado e atenção, mas tudo ao seu modo, deixando bem claro que ela até pode ser um bad girl, mas que sabe muito bem como agir quando necessário. Detalhe que o episódio ainda teve uma conclusão super foufa para a história da saudosa Grace. (e que menina linda, não?)

Sinceramente? Um dos melhores episódios de Skins de todos os tempos, daquele que vc assiste de olho no timer do player, torcendo para não chegar logo ao fim. E desde já eu declaro que eu adoraria ser o Alex da Liv. Call me, bitch! (♥)

 

Mini & Franky

O novo Thema & Louise. Mini escondendo a gravidez (quanto tempo a mãe dela ficou em lua de mel, hein?) ganhando Franky como sua parceira para todas as horas, nesse momento tão complicado da sua vida.

Skins mais uma vez provando que não é uma série teen qualquer e também não é uma série apenas sobre colocação (como muitos preconceituosamente dizem), mostrando que na série inglesa os assuntos são densos sim, fortes, como foi nesse caso quando a própria mãe da Mini disse que ela deveria ter considerado a hipótese do aborto quando ainda era tempo e que agora deveria considerar abrir mão de sua filha que está perto de nascer, por não considerar a filha madura o suficiente. Tudo isso dito de forma prática e objetiva, sem rodeios ou pudores bocós e isso na TV, em uma série adolescente, o que só prova que estamos (Brasil) a quilômetros de distância em alguns assuntos. Um assunto que eu imagino que para a nossa realidade, não seria encarado nada bem. (uma pena…e enquanto isso, ficamos emburrecendo os nossos adolescentes com Malhação ou Rebeldes)

E enquanto Mini tentava fugir desesperadamente das resoluções de sua mãe para a sua própria vida, Franky enxergava uma possibilidade da sua história não se repetir com mais uma criança. Nesse caminho, Mini conseguiu perceber que fugir não seria a melhor alternativa para ela naquele momento e com a ajuda do Alo (o pai do seu filho), ela ganhou uma alternativa para manter o seu bebê. E restou a Franky o papel daquela que ainda precisa se encontrar…algo que deverá continuar ainda no próximo episódio.

E na semana que vem a série  se despede de vez com o seu episódio final que marcará a última geração ever de Skins (depois disso só a Season 7, com o crossover das gerações em 3 episódios especiais de 2 horas de duração cada). Alguém mais espera uma festa daquelas de despedida da melhor série teen de todos os tempos? (diz que a festa será na casa do Alex…estão todos convidados!)

Como são duras as despedidas, não?

Confirmou! Chegamos a última geração de Skins, humpf!

Março 12, 2012

Desde que Skins surgiu, toda e qualquer outra série adolescente já feita até hoje, querendo ou não, acabou parecendo amadora perto da série britânica do Channel 4 e isso não tem como negar.

Seja por sua linguagem inovadora, ou por seus temas super ousados ou simplesmente pela coragem de mostrar jovens imperfeitos na TV, Skins se tornou rapidamente uma das séries  mais fundamento dentro do universo adolescente. Tudo isso é claro, somado a qualidade indiscutível da série, que já chegou a ser absurda (como durante a inesquecível Season 1) com suas histórias corajosas, totalmente diretas ao ponto, sem muitos rodeios ou limites, onde tudo parecia ser possível dentro daquele universo de festas intermináveis ao som de muita música boa (e vale dizer que a trilha da séries sempre foi bem bacana e inspiradora, de verdade!) e muitas outras coisas que antes, nunca foram mostradas, pelo menos não de forma tão direta, e isso na TV.

E mesmo com alguns escorregões aqui e ali, principalmente com a sua segunda geração, a mais fraca das três, eles conseguiram manter até hoje a sensação de novidade que todo mundo consegue sentir ao assistir a um episódio de Skins. Seja essa sensação fruto da forma moderna e bacana de como a história é contada, ou até mesmo pela trilha sonora, sempre trazendo coisas novas e pouco divulgadas, frescor que é visível até mesmo em seu figurino, cheios de camadas e detalhes  em uma mistura deliciosa para quem gosta do assunto.

Até que na semana passada, o Channel 4 resolveu soltar a notícia de que a série seria renovada apenas para mais uma temporada, alcançando o marco da sua Season 7, porém, não teríamos uma nova geração, ou seja, a atual terceira geração de Skins seria a última de todas elas. Humpf!

A ideia seria a de tentar reunir alguns do personagens que já fizeram parte da série ao longo das suas três gerações, colocando-os juntos em 3 episódios de duas horas de duração cada durante essa sétima temporada, algo que seria a despedida de vez da série adolescente mais corajosa de todos os tempos.

Engraçado que no começo dessa temporada, cheguei a sentir que essa talvez fosse a última geração de Skins, intuitivamente até, talvez pelo fato de que pela primeira vez os personagens estavam sofrendo as consequências de seus atos, algo que nem sempre acontecia na série, ou pelo menos não dessa forma e talvez fosse o que faltava ser feito dentro do seu universo. Depois, com novos personagens surgindo a cada novo episódio, mesmo que para pequenas participações bem menos importantes, comecei a desconfiar de que talvez no meio de algum deles estivesse escondido uma próxima geração de Skins, como foi o caso da Effy na primeira temporada, por exemplo.

Mas essa foi apenas um sensação, que se encerra de vez agora com a confirmação do cancelamento da série após a tal Season 7 já confirmada, feita pelo próprio Channel 4, algo que seguindo essa ideia de mostrar um pouco de diversos personagens que já fizeram parte da série, trazendo de volta atores como o Dev Patel  e a  Kaya Scodelario ao elenco (como foram anunciados),  acaba de certa forma também com o boato da possibilidade de um filme sobre Skins, não?

Acho que na verdade, esses 3 últimos episódios vão acabar preenchendo essa lacuna, funcionando muito bem como a conclusão para a história desses adolescentes que já nos deixam com a maior saudade só de considerar o final definitivo da série. Adoraria vê-los todos reunidos nessa Season 7, os sobreviventes dessas três gerações, algo que é claro que eu considero difícil de acontecer (por mil e uma razões). Mas que seria bem bacana ver as histórias dessas três gerações se encontrando e terminando tudo com uma house party daquelas, com direito a uma cortina de macarrão ainda maior do que a da inesquecível primeira festa da Season 1, isso seria.

Notícia triste na verdade e com certeza ficaremos com saudades de Skins!

E vc, qual personagem de Skins vc gostaria de ver de volta?

ps: minha resposta = Cassie + Maxxie + Cook (se é que ele não morreu, rs)+ Effy

ps2: as imagens acima são de um ensaio feito com o elenco da terceira geração para a i-D Magazine, do início desse ano

Alex (♥)

Fevereiro 11, 2012

Quando conhecemos um dos melhores personagens de Skins.

Sim, Alex, o novo personagem da série poderia fácilmente ser colocando entre os melhores personagens que Skins já teve ao longo de suas gerações. Ou pelo menos, ele certamente seria um dos mais adoráveis.

O novo aluno da escola, misterioso, ligado a jogos de sorte, com um certo nível elevado de TOC, evidenciado ao arrumar a bandeja de café da manhã de sua hóspede ilustre e sempre grudado em seu dado da sorte, porque para ele, tudo é uma questão de números.

Com o detalhe todo especial da sua avó, uma senhora pra lá de animada (me lembrou muuuito a minha representante antiga de avó, de quem eu morro de saudades e talvez por isso tenha me apegado tanto com o personagem) de quem ele cuida como ninguém e mantém um relação adorável de carinho a ponto de ficar enrolando o seu pai para não deixá-lo colocar a jovem senhora em um asilo. Algo que quando não teve mais jeito, ela acabou preferindo encarar a morte, mas não sem antes ensaiar a última dança com o neto tão especial.

Skins sempre “pecou” por retratar os adultos como idiotas, talvez por tentar sempre mostrar a visão dos jovens diante de um representante de maior idade. Mas nesse caso, achei que a avó de Alex foi um dos poucos adultos tratados com alguma dignidade na série e eu senti uma inspiração em “Grey Gardens” para a construção do seu personagem. Uma delícia!

Ela que ficou bem surpresa ao ver o neto trazer uma amiga (dica) para casa e disse ter adorado a cor dela. Howcoolisthat?

Nessa hora, eu tive a certeza que teríamos o novo personagem gay da história e não teve outra. Confirmou! Conectado ao “wanna fuck”, apostador de mão cheia e apesar de ter confundido um pouco a cabeça da Liv com a sua chegada sedutora no colégio, considero que a sua chegada foi uma ótima aquisição para essa nova geração. Pena só ter chegado agora.

Mas Alex chegou em um momento importante, trazendo com ele a chance daquele grupo de jovens ainda abalados com a morte da amiga, ter a chance de alguma forma velar a alma da amiga que morreu recentemente, mesmo que não sendo ela propriamente a morta da vez. Um momento extremamente corajoso para uma série adolescente, tragicômico até, mas que funcionou como uma excelente despedida, no melhor estilo de Skins e isso para ambos os lados envolvidos com aquele momento que é sempre uma barra para qualquer um.

E que tal fazer uma lista pela manhã das coisas que vc gostaria de fazer pelo resto do dia, sorteando no dado qual dos itens vc deverá colocar em prática hoje? (será que estamos velhos demais para isso? rs)

E se der 6, tem que fugir!

Everyone + Rich

Fevereiro 3, 2012

Skins voltou e voltou mais corajosa do que nunca para essa sua Season 6, que finaliza a história dessa sua terceira geração.

Com uma viagem para o Marrocos, colocando todos eles juntos em um casa meio prodrinha, com a cara da série na verdade, eles começaram a sua Season 6 (6×01 Everyone). Em meio a festas animadas em um cenário de terras estrangeiras maravileeeandro ao fundo, tivemos o que Skins sempre teve de melhor, que é aquele climão de “juventude perdida” que todos nós amamos tanto na série.

Mas além da colocação, traficantes barra pesada, Matty virando um fugitivo e muito calor, esse primeiro episódio foi importante para dar o tom da temporada. Dessa vez, o grupo que a princípio foi apresentado como pessoas se conhecendo para a formação desse mesmo grupo atual, agora estavam todos juntos, desenvolvendo os seus relacionamentos e ganhando novas camadas para essas relações. E com um  sério acidente de carro, tivemos uma pausa forçada em todo aquele clima animado de férias de verão para ganhar o que provavelmente será o plot da temporada, com o peso da culpa e do arrependimento figurando na cabeça daqueles jovem ingleses que representam tão bem essa nova geração.

Na sequência, tivemos o episódio centrado no Rich (6×02 Rich), que já não é mais aquele metaleiro de antigamente, para a nossa sorte, porque a trilha do seu episódio anterior foi pesada demais (pelo menos para os meus ouvidos). Dessa vez, Rich teve que lidar com o fato de ter que ficar longe da menina por quem ele é apaixonado, Grace, que foi a vítima do tal acidente em Marrocos e que se encontrava em coma no hospital, com o seu pai, o diretor linha dura do colégio, fazendo plantão para evitar o contato do garoto com a sua filha em recuperação.

Primeiro que foi até que divertido ver o personagem rastejando para conseguir ter algum contato com a sua namorada e mais tarde, com a sua vingança planejada para destruir a casa da família do diretor, o episódio acabou ficando ainda mais interessante.

Com a turma recebendo a notícia de que Grace estava melhor, eles resolveram sair daquele estado de tristeza em que se encontravam, para festejar no melhor estilo de Skins, com um show sensacional e destruidor da banda que o Rich mantém com Alo (que estava meio que vestido de Ziggy Stardust, uma ótima referência por sinal, considerando que esse ano, o personagem icônico e antigo do David Bowie completa 40 anos), no meio da casa maravileeeandra da família da amiga em recuperação, deixando o lugar em um completo caos.

Falando um pouco do fundamento em Skins, a trilha sonora da série continua absurda e menos presente (sério, na temporada anterior tocava 3 músicas por minuto, rs) e os figurinos continuam deliciosos. Vale a pena ficar de olho no fundamento da Minni, que foi a personagem que o figurino mais me chamou a atenção nesse início de temporada. Ela que continua apostando no dourado, inclusive para underwear e usou um t-shirt verde larga e inteira de paetês , que eu achei invejável. (euquero!)

Rich passou o episódio inteiro quase que em transe, se comunicando com a sua amada com alguma dificuldade, sempre sozinho, aliás, sozinhos, apenas os dois dividindo esses momentos. O que de certa forma já nos dava algumas pistas do que estava por vir…

Em meio as memórias do quarto da garota, Rich lutava contra o sentimento de ter que ficar distante de quem ele ama, completamente perdido e sem saber o que fazer sozinho, e foi bem bonitinho ver o coração de um ex metaleiro sofrendo por amor nesse nível e a essa altura da sua vida.

Mas realmente o destino já estava traçado e ao final do episódio, tivemos a confirmação pelo próprio pai da Grace de que ela havia morrido na tarde do dia anterior a festa e todos aqueles encontros e a comunicação entre os dois que rolou durante o episódio inteiro, não passou de alucinações do próprio Rich.

Há quem considere apenas que esse tipo de ligação entre os dois nesse momento tenha se dado devido ao nível alto de colocação do personagem, mas eu acredito que aqueles dois dividiram algo muito maior do que qualquer substância exótica e por isso estiveram juntos até o fim. Um final que apesar de triste, foi justo, para que o grupo de fato comece a encarar as consequências de tudo o que eles aprontam sem pensar muito no que pode acontecer como resultado final daquilo tudo no futuro, seja ele próximo ou não.

Um episódio absurdamente sensível, porém sutil, sem  fortes apelos ou qualquer coisa do tipo, para marcar a despedida de uma das personagens que mais lutou por manter sua identidade em Skins. Aliás, foi bem bacana aquela cena final com o pai que sempre viveu de aparências, com um certo orgulho exagerado do seu patrimônio, pouco se importando com o estado caótico e atual da sua casa, quando a perda da sua filha acaba falando mais alto do que qualquer outra coisa e tendo que dividir esse momento com quem ele tentou manter longe da sua filha a todo custo.

Agora só nos resta saber como é que o resto do grupo vai lidar com essa perda definitiva. E semana que vem, temos a entrada do novo personagem na trama, que parece que vai bagunçar com a mente do grupo.

E a Season 6 de Skins está chegando. Yei!

Janeiro 6, 2012

Não tem série adolescente mais sensacional do que Skins. Simplesmente, não tem!

Com data prevista para s sua premiere em 23 de Janeiro lá na Europa antiga, Skins volta para a sua Season 6 ainda com a terceira geração de personagens, mas com a novidade da introdução de um novo integrante ao grupo, Alex (Sam Jackson, da última foto).

Diz que a temporada começa com uma viagem do grupo para Marrocos (? Será mesmo? Bom, que eles estão viajando, dá para perceber no trailer) e os roteiristas e produtores da série estão garantindo que dessa vez eles vão ir fundo nos temas, carregados de drama e ainda prometem explorar novos caminhos que as temporadas anteriores não tiveram coragem. (e falar de coragem em Skins é uma covardia com qualquer outra série do gênero)

Como a Season 5 voltou a nos deixar cheios de esperança, estou bem ansioso para essa premiere hein?

ps: e a trilha sonora que é sempre uma delícia (até no trailer) e esses figurinos que fazem a gente morrer de vergonha só de lembrar do nosso tempo de adolly hein?


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