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Da série casais que nós amamos: Ron Swanson e Karen Walker

Setembro 20, 2012

Karen Walker nos surpreendendo (mentira pq eu já sabia, rs) e mostrando que não tem Stan certo e o seu negócio é mesmo um Ron Swanson.

AMO esse casal. AMO!

(♥)

ps: já disse que Parks & Rec volta hoje, mas preciso dizer também que a Season 4 de Childrens Hospital já começou também e está sensacional! (série que tem a Megan Mullaly no elenco)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Mas afinal, quem é que não gosta de finais felizes?

Maio 4, 2012

Secretamente, junto com todas as outras séries que eu venho acompanhando nessa temporada, somadas as minhas duas grandes maratonas do momento (Doctor Who + Being Erica, que já estão em suas retas finais), venho acompanhando uma outra série bem de perto, porém silenciosamente, sem fazer alarde dessa vez. A princípio, por ter ouvido falar muito bem sobre ela, comecei a pedí-la secretamente para o Paolo Torrento, mas fui deixando-a na espera, para um momento de sobra de tempo.

Até que esse momento finalmente chegou (acompanhado de um dia de cama, humpf…) e compulsivamente eu não só assisti a Season 1, como devorei a Season 2 em questão de dois ou três dias. Sim meus leitores, pausei toda e qualquer maratona que eu estava fazendo naquele momento, sem a menor culpa ou vergonha, para me dedicar a uma das “novas” comédias do momento. Estão curiosos para saber qual é ela? Duas palavras: Happy Endings.

Sim, confesso que eu me encontrei viciado em bem pouco tempo, assistindo inúmeros episódios por dia (nada como um dia de cama para nos fazer sobrar algum tempo) a ponto de conseguir terminar as duas primeiras temporadas da série em um curtíssimo prazo. Tudo bem que a série é comédia neam? E isso já é uma grande vantagem de tempo, mas se não fosse realmente boa, eu duvido que a minha paciência teria permitido que eu chegasse ao seu fim tão rapidamente. E sim, eu não precisava de mais uma comédia de 20 minutos para a minha vida, mas fazer o que se secretamente todos nós adoramos finais felizes?

Happy Endings é uma comédia da ABC que estreou em 2011 e que fala  sobre seis amigos que vivem em Chicago e enfrentam juntos plots divertidíssimos do dia a dia. Já vou dizer logo de cara que é uma série de comédia tola, com os personagens mais bobos do mundo (e ao mesmo tempo adoráveis), mas que mesmo assim, é impossível não se divertir com todos eles e eleger os seus preferidos logo de cara. Tudo bem também que a série começa com um deles sendo abandonado pelo outro no dia do seu casamento, o que poderia ser uma barra (e até foi nesse episódio piloto, uma barra divertidíssima com direito a casal de noivos em tamanho real, feitos de chocolate), mas no fundo, eu senti que eles tentaram brincar com esse plot comum de séries de comédias da década anterior, que sempre começava com alguém que abandonava o próprio casamento na última hora, ou vcs já se esqueceram dos pilotos de Friends ou de Will & Grace?

Falando em Friends, inúmeras comparações são feitas entre a nova série e o eterno ícone da comédia americana e isso até mesmo em Happy Endings, quando em um determinado momento da Season 2, eles chegam a brincar com essa comparação, com um dos personagens da série sob o efeito de “drogas” após sua visita ao dentista, onde ele acaba nomeando cada um dos seus amigos como um dos personagens de Friends antigo, na maior cara de pau, rs. Mas como nós já estamos escolados com esse tipo de tentativa de “novo Friends”, não vamos ainda elevar a série a essa patamar tão alto, porque já tivemos experiências pouco positivas nessa área, ou vcs já se esqueceram também da nossa animação exagerada com o começo de How I Met Your Mother, que em nada se parece com a série que assistimos hoje? (quer dizer, eu já abandonei desde a temporada anterior, então…)

Embora a série tenha seis bons personagens, poucos deles funcionariam bem sozinhos por exemplo e a dinâmica de Happy Endings funciona bem mais quando eles estão todos juntos, ou quando pelo menos existem plots para todos eles, o que sempre deixa o episódio bem mais divertido. E apesar dessa questão soar como uma crítica nesse momento do post, não levem por esse lado.

Mas para falar da série que é a minha mais nova queridinha entre as comédias (embora não chegue a ser genial como algumas das outras que eu também acompanho), eu preciso traçar um perfil rápido e bem sincero de cada um dos personagens. Vamos lá:

 

Jane + Brad

Juntos eles formam o único casal do grupo. Casados já tem algum tempo, ambos são adoráveis, apesar dos exageros de cada um dos seus personagens. Jane (Eliza Coupe) é a controladora do grupo, completamente obsessiva, que deve ter uns 13 milhões de zilhões de TOCs, do tipo que sempre mantém aquele “crazy eyes” que todos nós já conhecemos e mesmo assim, consegue ser uma das mais divertidas. Na série ela tem um irmã (Alex), que é totalmente diferente dela, mas já já chegaremos lá. Jane é uma mulher bem sucedida, que não mede esforços para manter a sua vida no controle, aliás, controle talvez seja uma das suas palavras preferidas. Na outra metade do casal temos Max (Damon Wayans Jr.), que exagera naquele típico humor negro americano, exagerando nas expressões, trejeitos e no humor físico de uma escola que todos nós também já conhecemos bem (Eddie Murphy, ou de My Wife And Kids, onde o personagem principal da série faz até uma ponta em Happy Endings, vivendo o próprio pai do Brad). Mesmo trabalhado no exagero, Brad consegue ser um bom personagem, tanto na dinâmica do casal, que é adorável e super engraçada, onde eles formam um dupla sensacional e que sempre rende boas piadas, ou quando ele se encontra com o resto do grupo, sempre pagando a conta (rs) e com um detalhe que faz do seu personagem praticamente uma moça, que é a sua alma extremamente feminina. Melhor dizendo, Brad tinha tudo para ser o gay afetado da turma, rs. E se vc quiser irritar o casal, basta não ter a menor intenção de sugerir um ménage, o que embora eles não sejam adeptos, seria uma grande ofensa, quase como xingar pai e mãe no meio de uma briga. (rs)

 

Dave

O homem abandonado no altar. Humpf!. Apesar desse plot do começo da temporada e disso amarrar a sua história de certa forma com a sua ex noiva na série (infelizmente), Dave (Zachary Knighton) também é um personagem do tipo adorável, sem dúvida. Para ele sobra o humor da depressão, com suas piadas mais emotivas, quase sempre não compreendidas por seus outros cinco amigos, que nunca levam o cara a sério. Ele é o tipo de personagem que precisa mostrar o tempo todo o quanto ele é cool, o que imprime o contrário disso quase que o tempo todo também, para o seu total desespero. Mas mesmo assim ele é o boy magia da turma, ou pelo menos tem seu público. Dave também é dono do seu próprio negócio, uma espécie de “caminhão de lanches”, que ele mantém em Chicago, como primeiro passo para que ele tenha no futuro o seu próprio restaurante. Mas acho engraçado que quase nunca eles todos se encontrem no trailer dele para comer, ou façam algum tipo de elogio em relação aos dotes culinários do amigo. Eu pelo menos, já fiquei com vontade de experimentar um daqueles lanches de carne, sério (bem sério!). Sem contar o seu vício por golas em V, profundo ou não profundo, que lhe rende uma intervenção divertidíssima. No episódio que ele briga com o Max e tem todas as suas t-shirts cortadas com um V super profundo, eu quase rolei de tanto rir, ainda mais com aquele final, com o Max provando do seu próprio veneno e depois com ele aparecendo pavoroso com o seu cabelo na versão curly. (euri)

 

Alex

Kim Bauer de novo? NÃÃÃÃÃÃOOOO! Ai, como eu posso dizer delicadamente para que eles matem esse “Um Show de Vizinha”? Nunca fui fã da Kim Bauer, na verdade, sempre a odiei (sendo bem sincero, nunca gostei muito de 24, prontofalei!). Não gosto da atriz (Elisha Cuthbert) e fica visível que na dinâmica do grupo na série, ela é a mais fraca, do tipo quase sem força nenhuma. Tudo bem que para Alex sobrou o papel da noiva que abandonou o Dave no altar, sem grandes motivos por sinal, o que por si só já não é um peso muito agradável de se carregar, ainda mais sendo ele um amigo em comum do grupo. Mas como esse plot do abandono no altar pouco tem importância no decorrer da série (embora eles voltem e insistam nesse clima entre os dois por algumas vezes), sua personagem acaba não funcionando muito bem, onde até agora eu não consegui enxergar a graça da tal Alex. Pra mim, ela funciona como aquele personagem anti-clima, onde quando a piada esta lá no alto, pronta para atingir um bom nível, vem ela com suas frases medíocres de “loirinha bonitinha burrinha” e joga tudo lá no chão novamente. Basta reparar na própria reação dos demais personagens para perceber o quanto ela não funciona, tão pouco suas piadas. Aliás, Dave, vc merece coisa melhor, muito melhor… Minha sugestão é que Alex vá estudar Álgebra na Alemanha e não volte nunca mais. PÁ! A propósito, gostaria de levantar aqui uma bandeira, a de que todos nós do universo da moda, já estamos cansado do personagem burrinho ou totalmente superficial, ser aquele que acaba se interessando pelo assunto. Humpf! Que estereótipo mais caricata hein? Eu pelo menos, me distancio dele e fico constrangido toda vez que me deparo com um personagem com esses traços. Para não dizer que ela não teve nenhum momento, eu ri com ela roendo o milho no formato de “Happy Hollydays” no formato Helvética e com o seu encontro, tendo como cockblock o Fred Savage (Wonder Years) em pessoa, rs. Mas foi só…

 

Max

O personagem gay menos gay do mundo. Max (Adam Pally) é o contrário de todo esterótipo gay que nós já vimos na TV. Não é a bee do salão, não é a Barbie da academia, não é aquela que luta pelos seus direitos no jurídico e tão pouco é o bear bem resolvido em suas calças de couro sem fundo, rs. Ele é meio sujo (completamente), não liga muito para moda ou higiene pessoal (rs), quase não trabalha e por isso está quase sempre duro. Mas o cara é bem engraçado, do tipo que não tem como não se divertir ao seu lado. Ele faz a linha que não quer se apegar a ninguém e  é super bem resolvido até a página dois, onde basta alguém chamá-lo de “chubby” para que Max acabe revelando o seu outro lado, completamente inseguro e preocupado com a sua atual forma física, que segundo consta (e nós vimos isso na sua versão “Mandonna” da season finale) já foi bem melhor no passado. Apesar de pouco afetado, o seu personagem de vez em quando, tem os seus momentos bem gays e todos eles são divertidíssimos. Sem contar que ele funciona muito bem ao lado de todos eles. Morando com o Dave (e o cara que mora no forro deles. Sério, tem um boy magia que mora no forro do apartamento deles), competindo com a Jane para descobrir quem sobreviveria em um mundo dominado por zombies, sendo o amor platônico da Alex, ou o melhor amigo do Brad e até mesmo como o marido gay inseparável da Penny, com quem um dia ele até já foi um casal (e era até pouco tempo, só que de mentirinha), o seu personagem sempre funciona. O episódio em que ele sai do armário e os pais dele achavam que o gay da turma era o Dave, é simplesmente sensacional, assim como aquele onde ele entra em hibernação e aos poucos vai ficando a cara do ursinho Pooh versão “The Hangover”. E o que é ele apaixonado pelo bully do Dave na academia? Sem contar, o dia em que ele resolve encontrar um gay bem gay para a Penny, onde no final do episódio, ele revela que o gay afetado da turma é ela, e não ele. Foufo mil!

 

I ♥ Penny

Penny Hartz (Casey Wilson), minha mais nova MUSE. AmAUzing! (porque esse “A” do meio tem um som mais alto e puxado, semi anasalado e eu AMO quando ela usa esse bordão, AMO!). Solteira, 30 anos (as vezes 26 e de vez em quando 29), procura. Sinceramente, entre todos eles, logo de cara, quem roubou o meu coração foi mesmo a Penny, Penny Hartz (#TEMCOMONAOAMAR esse nome? ♥). Sempre divertidíssima em todos os momentos (até quando ela aparece no plano de fundo e sem falas), ela sem a menor dúvida é quem carrega a maior parte da comédia da série (dividindo de vez em quando esse peso com o Max). Talvez seja por isso até que a Season 2 tenha sido o ano da Penny (rs). Sempre a procura de um novo namorado e se envolvendo com os tipos mais variados possíveis, Penny está sempre na caça do seu homem, que nunca chega e essa eterna procura passa a ser muito, mas muito divertida. Sem a menor culpa de ser uma mulher moderna (assumindo sem querer que até toma “o banho das vadias” de vez em quando, rs. Quem nunca?), bem sucedida e dona do seu próprio nariz (e da sua própria casa. Go Penny!), ela segue na intenção de encontrar a sua outra metade, mesmo que para isso ela tenha que se adaptar totalmente a personalidade da sua nova tentativa de boy magia. Existe até uma intenção de aproximá-la do Dave, que já apareceu por duas vezes, a primeira no episódio em que ela começa a namorar o terapeuta dele e depois no season finale dessa temporada, o que eu acho que talvez seja mais ou menos como quando tentaram algo entre a Rachel e o Joe em Friends antigo (fail). Torço pela Penny, mas não espero que ela encontre o seu boy magia tão cedo (sorry), porque essa jornada tem sido muito boa e também não acredito que ele esteja dentro do grupo. A não ser que ela encontre alguém á sua altura e isso talvez signifique a entrada de um novo personagem na série (sugiro que ele tome o lugar da Alex). E para falar bem a verdade, ela já até encontrou essa sua cara metade e o seu marido é mesmo o Max neam? Ou melhor, ela é o marido gay do Max. Com o Dave, acho mesmo que eles acabaram funcionando muito mais como meio irmãos, naquele episódio em que os pais de ambos começaram a namorar, do que qualquer outra coisa. Veremos…

E como não amar a relação da Penny com a sua mãe, que é interpretada pela atrix Megan Mullally (a Karen de Will & Grace – ♥), onde ambas tem a tradição de cantar os seus problemas no momento de DR em família, hein? Aliás, reparei que em Happy Endings, eles tem uma certa queda pelos atores de Childrens Hospital, onde diversos deles já garantiram pelo menos uma aparição na série. Vale a pena dizer também que todos os coadjuvantes da série são muito bem escolhidos e alguns deles que se tornaram recorrentes, como o amigo gay super afetado do Max e da Penny (DRAMA! – jazz hands) e a própria Megan Mullally, são simplesmente sensacionais! SENSACIONAIS!

Juntos, todos eles funcionam muito bem e nas mais variadas situações e variações de dupla por exemplo (a não ser quem tiver o azar de ficar com a Kim Bauer, que é a café com leite do grupo). Sempre metidos em situações absurdas, como a o chá de bebê fake da Jane, só porque a Penny não consegue se livrar de uma amiga pedante do passado (2×20 Big White Lies), ou em um episódio super foufo de dia dos namorados, onde no final, Max é o único deles que tira a sorte grande e recupera o boy magia do passado que destruiu o seu coração (The St. Valentine’s Day Maxssacre). Aliás, tem um outro episódio na sequência, onde todos eles, que costumam ser super críticos com todo e qualquer candidato a novo namorado de qualquer um deles, acabam se apaixonando pelo namorado do Max, o que se torna uma grande disputa entre o grupo, algo que é simplesmente sensacional também. (2×14 Everybody Loves Grant)

Entre os meus episódios preferidos da Season 1, estão aquele em que o Max encontra o gay afetado perfeito para ser a mais nova companhia da Penny, alegria que não dura muito (1×02 The Quicksand Girlfriend). Tem também aquele em que a Jane  convence a Penny a fazer aulas de defesa pessoal com ela, o que se torna um arrependimento logo em seguida, graças ao total descontrole emocional da Jane (1×06 Of Mice & Jazz-Kwon Do), ou aquele outro onde a Penny descobre que sabe falar italiano quando bêbada (1×05 Like Father, Like Gun), que é bem engraçado (na verdade, todos os episódios em que a Penny é destaque por qualquer motivo, já são bem sensacionais). Gosto muito também daquele onde o Max dá o fora no novo boy magia inglês, para o total desespero da Jane (1×08 The Girl With the David Tattoo), além daquele em que o Dave  e o Max formam uma dupla inspirada no Steven Seagal (rs), para dar um pau no cara que ajudou a arruinar o seu casamento com a Alex (que diga-se de passagem, ela não ficou com nenhum dos dois…). Mas nada se compara ao episódio onde o Max ensina a Penny as regras de como se tornar uma hipster, onde além de tudo ganhamos um plot muito bom também com a competição entre o Max e a Jane, de quem sobreviveria a um ataque de zombies (com os hipsters fazendo o papel de zombies nesse momento) que talvez seja o melhor de toda a primeira temporada (1×07 Dave of the Dead). Rolei de rir compulsivamente com cada uma de suas regras. E não é que a Penny ficou linda na versão hipster? Mesmo ficando a cara da Punky, com tantas camadas de outfit.

A Season 2, que é maior (21 eps contra 13 da primeira temporada), tem também episódios mais divertidos, embora eles tenham conseguido manter um bom equilíbrio entre as duas temporadas. A sequência de abertura do primeiro episódio por exemplo (2×01 Blax, Snake, Home), com aquele “massacre” na suite de hotel dos ex noivos, foi realmente muito boa. Muito boa mesmo! Ai vem uma sequência de episódios excelentes, como aquele inspirado em “Mean Girls”, onde Penny e Alex se tornam BFFs das garotas mais populares do colégio (de onde ambas já saíram faz tempo), além da visita da mãe da Penny, que foi um ganho para a série (2×03 Yesandwitch), seguido do episódio em que o novo chefe não gosta do Brad, que ainda tem a nova namorada do Dave, que é do tipo super sincera e que acaba irritando todos eles (2×04 Secrets And Limos), até chegarmos ao episódio de Halloween da série, que não só trouxe o Dave vestido de Austin Powers (e ele estava ótimo), que todo mundo achava que era o Elton John (conflito de gerações, rs), como colocou o casal Jane e Brad em uma situação bem complicada, encarando o inferno do Halloween no subúrbio (2×05 Spooky Endings). Uma sequência de episódios bem sensacionais!

Depois só melhora, com a visita da ex namorada do Max (2×07 The Code War), e a Penny quase enlouquecendo com a presença dela, ou quando a própria resolve bancar a tia perfeita para os sobrinhos do Max (2×08 Full Court Dress), onde ela acaba assustando eles com uma visita a uma espécie de museu de bonecas antigas totalmente medonhas. Nessa temporada, ainda ganhamos mais uma excelente competição entre o Max e a Jane, dessa vez  por conta de uma blusa que ambos tinham em comum (2×10 he Shrink, The Dare, Her Date And Her Brother), ganhamos também o plot do namoro entre o pai do Dave e a mãe da Penny, onde ele se tornou uma criança birrenta e ela a irmã mais velha super pé no saco (2×11 Meet the Parrots), além de uma visita animada ao dentista feita por Brad, ele que nunca teve um cárie até que enfrenta o dia do aparecimento da sua primeira, que é o mesmo do dia dos namorados. Muito bom também, é o episódio onde eles enfrentam o inverno (2×15 The Butterfly Effect Effect), que só dá espaço para a primavera, quando o casal Jane e Brad tem a sua briga anual, que custa para acontecer esse ano, mas que quando chega é muito engraçada também. Na verdade, para resumir esse post que já está ficando enorme, tenho que dizer que essa segunda temporada é realmente bem boa por completo e ponto. (rs)

Mas o seu ponto alto durante essa Season 2, sem dúvida foi o episódio com a Corrida da Rosalitta (que é o bar que eles mais frequentam na série), episódio esse que faz uma homenagem aos vários filmes gravados em Chicago, além  de fazer uma série de referências ao trabalho cinematográfico de John Hughes e vários dos seus clássicos da década de 80, que todos nós somos órfãos até hoje (graças a Sessão da Tarde). Um episódio primoroso, que além de ser uma ótima homenagem, consegue também ser hilário, como uma boa série de comédia deve ser.

E esse papel de entretenimento até que fácil enquanto comédia, Happy Endings consegue alcançar com maestria. Pode não ser uma série das mais genias do mundo, embora faça várias referências a cultura pop em todos os seus episódios, sempre muito bem feitas ou executadas por sinal, pode ter algumas falhas aqui ou ali no elenco (a maior delas sendo a Kim Bauer permanecendo na série) e pode até utilizar de alguns clichês que todos nós já conhecemos de algum outro lugar (todos eles trabalhados de forma diferente, muitas vezes se tornando superiores à suas referências), mas nada que chegue a incomodar, muito pelo contrário, a série consegue o feito de ser fácil de se digerir, mesmo mantendo um bom nível de inteligência em quase todas as suas piadas, em um equilíbrio perfeito que não é tão fácil de se alcançar. E essa despretensão de Happy Endings, de não tentar parecer cool ou inteligente demais, talvez seja o seu maior trunfo, recuperando até mesmo um pouco daquele humor antigo mais simples dos anos 90, que todos nós gostamos tanto até hoje.

Ou seja, acho que eu já falei o suficiente para tentar convencê-los a adquirir mais uma série de comédia em suas listas não? Juro que vcs não vão se arrepender! JURO! (penso até em adquirir uma nova virose, só para assistir tudo de novo, rs). E para quem tiver meio sem tempo, dá para aproveitar a Summer Season de logo mais, que é sempre aquele marasmo que todos nós já conhecemos bem, para quem sabe encarar uma maratona de Happy Endings, hein? Para se divertir facilmente e com coisa boa, vale super a pena.

#AmAUzing!

Childrens Hospital e Sirens arruinaram Grey’s Anatomy pra mim

Agosto 19, 2011

Midseason é um boa época para se fazer descobertas. Algumas boas, outras nem tanto. Também é hora de colocar os boxes em dia, além de tentar diminuir aquela lista interminável de sempre das séries que a gente gostaria de assistir se tivesse mais tempo disponível.

E foi o que eu fiz, mas dessa vez me arrisquei no território das séries médicas, mas nada muito convencional como estamos acostumados desde E.R e Grey’s Anatomy, pq essa cota na minha vida já esta preenchida (rs). Da minha própria lista eu aproveitei para colocar em dia Childrens Hospital, série que eu sempre tive vontade de assistir, mas faltava tempo e que atualmente se encontra em sua Season 3. Agora, por ouvir boas recomendações de diversos lugares diferentes, acabei encarando também uma maratona de Sirens (UK), essa encarando ainda a sua recém encerrada Season 1. E quer saber? Fiz excelentes escolhas no quesito diversão e fundamento…

Childrens Hospital

Uma série total nonsense. Não sei nem se pode ser considerado como uma comédia de escracho, acho que esta até mais para uma classificação como “comédia do absurdo”, de tão imprevisível e realmente absurda que a série consegue ser.

Tudo começou como web série e depois ganhou o seu espaço na tv. O elenco reune pencas de excelentes comediantes conhecidos de todos nós por seus outros trabalhos na tv e a história da série conta a rotina de um hospital infantil nada convencional (e que embora seja um hospital infantil, não trata apenas de crianças, rs).

Todos os médico são completamente malucos, donos das técnicas mais absurdas e sem o menor compromisso com a realidade. A começar por Blake (Rob Corddry, que também é o criador da série) médico palhaço, que dá até arrepios com o mix do seu make foufurice (e para alguns de pavor, rs) e mancha de sangue na sua roupa de cirurgião em formato de coração/borboleta. Assustador, mas foufo.

E tudo é tão absurdo na série, que fica até difícil de escrever. Detalhe que eles afirmam que o hospital fica no Brasil em diversos momentos soltos na série e a uma certa altura eles resolvem provar isso, com dois dos médicos do elenco saindo para comprar um churros na praia no meio do expediente, caminhando por paisagens do Rio de Janeiro de ver-da-de. Há quem tenha ficado ofendido com a piada no Rio, que envolve um vendedor ambulante de substâncias ilícitas, mas essa indignação fica para quem não tem humor. Ou pelo menos para quem não entende esse tipo de humor.

Atualmente em sua Season 3, eles aproveitam também para tirar o maior sarro de todo e qualquer clichê das séries médicas, principalmente de Grey’s Anatomy (e na carona Private Practice), que me parece ser o alvo preferido deles. As piadas sobre a narração na série por exemplo, são inesgotáveis e talvez por isso eu nunca mais consiga encarar um narração poética e fundamento da Dr Grey sobre a vida, sem lembrar das piadas de Childrens Hospital. É, Grey’s nunca mais será a mesma para mim e eu já estou ciente disso.

E como a comédia é recheada de absurdos, tudo é possível, mesmo com o plano de fundo sendo um hospital infantil. Religião, pegação nos corredores, limpar o nariz na cara do paciente. Pode tudo, rs.

Existem momentos musicais na série, episódio de flashback, um episódio ao vivo fake e um episódio primoroso de terror envolvendo crianças e seus lápis super apontados. Todos momentos hilários, que vc que gosta de um humor mais pesado, certamente vai adorar, fikdik.

As participações são sensacionais tmbm, como o Jason Sudeikis, a Eva Longoria e pasmem, até o Jon Hamm dá o ar da sua graça em um dos episódios e sobrevive na série no corpo de uma loira. Sério, acreditem. Até o Michael Cera empresta a sua voz para alguns momentos bem divertidos na série, fikdik.

Outro que aparece de vez em quando é o Nick Offerman, o sensacional Ron de Parks And Recreation e que interpreta um policial ex parceiro de um dos médicos na série. Ele que na vida real é casado com a Megan Mullally (a Karen de Will & Grace), que interpreta a chefe da equipe do Childrens Hospital e que rouba a cena como sempre. Tem um episódio no qual ela é perseguida por um maníaco (aparentemente até então), que me fez rolar de rir e tudo isso por conta da sua deficiência física, pode? Só para dar um gostinho do tipo de piada que eles conseguem fazer na série.

Além da deliciosa Megan, o elenco tem também vários outros atores que fazem papéis menores em algumas séries que conhecemos, como o namorado da Holly em The Office, o ator Rob Huebel, ou o Ron (Ken Marino) de Party Down, ou a Rachel de How To Make It in America (Lake Bell), que em alguns casos, até para a minha surpresa, se revelaram como excelentes comediantes.

E o ponto alto da série esta no momento “previously’, que é sempre muito, mas muito engraçado. (amo a sequência do Glenn falando com a mãe de um dos pacientes que se repete por alguns episódios, rs)

Mas tem que assistir sem aquele filtro do politicamente correto que algumas pessoas insistem em forçar de vez em quando para tentar parecer pessoas melhores (…), porque o humor aqui é pesado e nem todo mundo entende ou gosta. Para animar todos vcs a assistirem a série, vale a pena comentar que cada episódio tem apenas 10 minutos, ou seja, dá para ver fácil fácil hein?

Sirens (UK)

Outra grande surpresa do midseason foi a descoberta de Sirens, série inglesa do Channel 4.

A série tmbm fala de um ambiente hospitalar, mas nesse caso temos paramédicos em sua ambulância percorrendo as ruas atrás de suas vítimas, tudo bem very britsh.

Sirens tem até mais características bem parecidas com Grey’s Anatomy por exemplo, como a narração que fica por conta do personagem Stuart (Rhys Thomas), que ao contrário do que acontece na série americana, não tenta empurrar nenhuma lição de vida, ou faz um pensamento muito filosófico sobre um assunto qualquer. A narração nessa caso é mais direta e soa até mais honesta, com algumas verdades que ninguém quer ouvir sendo despejadas pelo personagem ao longo do texto. Ele que tem excelentes teorias sobre diversos assuntos e certamente vai fazer vc no mínimo repensar/concordar com os seus pensamentos. Coisa phina, bem humorada e com aquele clássico humor britânico que a gente tanto gosta, já tão característico das dramédias.

Outra característica que distancia um pouco a série inglesa dos médicos do Seatle Grace é o fato do elenco principal ser praticamente todo masculino. Temos Stuart, o mais inteligente da turma e responsável pelas teorias mais sensacionais na trama, aquele que aproveita para esconder atrás de uma armadura muitas vzs prepotente e até mesmo prática ou fria, toda a sua insegurança e seus medos.  Ashley (Richard Madden, que nós conhecemos tmbm como o Robb Stark de Game Of Thrones)  que é o escape gay da trama e que repete um pouco daquele estereotipo que a gente tinha e adorava em Queer As Folks, com o gay bem resolvido e com uma cabeça bem “masculina” para quebrar um pouco do estereotipo (mais ou menos quebrar e mais para entender mesmo, fikfik), Por fim, temos o terceiro elemento do grupo de paramédicos, Rachid (Kayvan Novak) o novato/estagiário estrangeiro e boy magia do deserto (Höy!), que é o mais descontraído entre eles, a veia cômica mais goofy da série.

No meio de todos esses meninos temos também uma representante do sexo feminino para quebrar um pouco dessa testosterona toda. E ela é Maxine (Amy Beth Hayes), que apesar de ser loira e insegura como a maioria das mulheres/pessoas normais desse mundo quando o assunto é a sua vida, talvez seja o lado de maior força da série, muito disso por conta do seu cargo como policial, mostrando que muitas vezes as mulheres são muito mais duronas do que qualquer cara. Suck it!

Os três dividem o espaço em uma ambulãncia verde e amarela pelas ruas inglesas, a procura de socorrer novas vítimas e enquanto isso, vão vivendo e discutindo várias situações do cotidiano, como o medo de compromisso que todo mundo tem, inseguranças, sexo e até as relações muitas vezes complicadas com a própria família que muita gente pode se identificar.

Aqui temos um humor bem menos escrachado do que em Childrens Hospital por exemplo, mas nem por isso a série perde a graça. As piadas são todas muito bem construídas e geralmente em torno do fracasso, o que ultimamente vem sendo o meu tipo de humor preferido.

Eu sempre acho as produções do Channel 4 bem modernas e essa vontade hipster é possível de ser percebida facilmente em Sirens e isso pelas sequências fundamento, sempre com a câmera buscando algum ângulo diferente ou uma nova perspectiva para que a gente possa enxergar a série. Cool! Algo que me lembrou o começo de Skins, lá em sua famosa Season 1 e em um dos episódios, eles aproveitam bem o fundamento da melhor série teen para começar o ep e melhor, ainda fazem piada com isso, com todo o delicioso e amargo sarcasmo inglês.

Apesar de poder soar a princípio como mais uma série médica, Sirens foge logo de cara de qualquer um desses estereótipos que nós já conhecemos e é possível perceber isso logo de cara, onde em um curto espaço de tempo vc já começa a se importar com a história dos personagens que até então vc desconhece, se envolvendo cada vez mais com a rotina daqueles caras e a relação de amizade e intimidade que eles vão criando ao longo da temporada. Impossível não torcer para que no final da temporada, o trio de paramédicos permaneça juntos.

Stuart e Ashley mantém uma relação de amizade sincera, que com o tempo vc vai percebendo que algo importante foi construído entre eles, provavelmente por conta da convivência no trabalho, além de uma óbvia identificação é claro. Um respeita o espaço do outro e consegue entender os seus limites. Tipo BFF, tanto que um é o “I.C.E.”  (piada para quem já assistiu a série…) do outro, mesmo que ele não saiba disso. Já o Rachid chega para bagunçar um pouco a relação e balançar as estruturas. Apesar de mais cara de pau, tentando se intrometer em assuntos que ele não tem a menor noção de até onde ele pode chegar, fica claro que ele esta tentando conquistar o seu espaço dentro daquela relação. Rola até uma disputa divertidíssima pelo posto de macho alpha da ambulância, howcoolisthat? E ao final da temporada é possível perceber o orgulho dos outros 2 personagens, em ver o grandalhão crescendo na profissão e merecendo de vez o seu espaço dentro da ambulância.

Acho excelente o episódio com o primeiro “roxo” do Rachid, um dos meus preferidos. Honesto e algo que eu sempre me perguntei quando penso em qualquer pessoa que trabalha na área da saúde e tem que enfrentar aquele tipo de situação, ainda mais pela primeira vez.

Outro ponto alto da série é a competitividade entres os paramédicos e bombeiros, bombeiros esses que sempre acabam chamando mais a atenção por sua mangueira imensa (Höy!) e a fama de herói que eles carregam. Além das piadas com a eterna arrogância dos médicos que se acham no topo da pirâmide da saúde e que ainda não entenderam que trata-se de um trabalho em conjunto.

Ao final da temporada, ainda ganhamos um grande descoberta (que eu já desconfiava da suas intenções desde o princípio) e uma versão super foufa de um deles em miniatura. Além de uma excelente representação nada óbvia do que pode ser o luto para algumas pessoas.

E a série ainda mostra que tem fundamento, pq é baseada no livro escrito por Tom Reynolds, um paramédico da vida real e que conta um pouco dessa rotina. Cool!

E se nada do que eu falei agora fez vc ter vontade de assistir Sirens, fikdik de que a série tem uma das trilhas mais deliciosas e com fundamento da tv atualmente. No mesmo nível de Skins, mas com a diferença de que eles não são muito “temáticos”, rs

Por enquanto encerramos a Season 1, com apenas 6 eps de 45 min, ou seja, larga de tanta preguiça porque não tem porque não assistir hein?

E com certeza depois dessa maratona de midseason, nunca mais Grey’s Anatomy será a mesma para mim, rs. O que não significa que eu tenha desistido do Seatle Grace, só que agora não tem mais como eu não enxergá-lo com outros olhos…


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