Posts Tagged ‘Chris O’Dowd’

Seria normal se sentir enfeitiçado pelo Chris O’Dowd mesmo nessas condições?

Março 27, 2014

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Porque entre um James Franco com look antigo e arcada dentária de Tutubarão e um Hoyt de True Blooring meio sujinho, somos muito mais um Chris O’Dowd de overall, sujinho e com cara de figurante de “Fight Club”.

Höy!

 

ps: e quem estiver em NY pode encontrá-los em Of Mice and Men na Broadway

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The It Crowd pode voltar. YEI! Mas espera que não é bem assim…

Maio 10, 2013

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Não, o Netflix não vai resgatar mais uma das séries que a gente sabe que merecia ser resgatada, infelizmente. Humpf! (como fez com Arrested Development que estreia no próximo dia 26)

Mas The It Crowd, série inglesa que não teve um final a sua altura (lembrando que a série foi cancelada a pedido do seu criador, Graham Linehan, que achava que já tinha contado aquilo que ele gostaria de contar) e que vinha nos prometendo um especial para encerrar melhor essa história desde 2012, parece que finalmente irá ganhar o tal especial de encerramento, que já estaria em fase de produção e seria gravado logo mais, dizem inclusive que daqui três semanas e que ele teria 40 minutos de duração. YEI!

Animados?

 

ps: atualizando, o Channel 4 já confirmou a notícia e disse que o especial está agendado para o segundo semestre desse ano. YEI!

 

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What a girl wants? (Girls – Season 2)

Abril 5, 2013

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(para começar ouvindo essa faixa aqui, a qual responde a questão acima)

Uma garota sempre quer muitas coisas. Na verdade, todo mundo sempre quer muitas coisas. Mas o que fazer quando conseguimos atingir o nosso objetivo? E quando você descobre que o seu objeto de desejo não é mais tão desejável assim? Ou pior, continua sento altamente desejável mais uma vez que você o alcança, tudo muda e você não sabe muito bem como lidar com aquela nova situação?

Mais ou menos dessa forma, reencontramos com as nossas garotas preferidas do momento, elas que continuavam as mesmas, tentando sobreviver às incertezas de uma idade que se aproxima cada vez mais do futuro e mesmo assim, nós continuamos ainda não tendo muita certeza sobre o que vai ser dele (ou de qualquer outra coisa) e enquanto isso, vamos aproveitando um pouco mais para experimentar e tentar coisas novas enquanto ainda há tempo de não se sentir tão ridículo (algo que inclusive é importante manter, rs). NY também continuava a mesma de sempre, oferecendo o cenário perfeito para uma história como essa, cheia de possibilidades para se explorar e ao mesmo tempo engolindo sonhos na velocidade impiedosa de qualquer cidade grande, que parece nunca ter tempo a perder com ninguém. Mas Girls parecia diferente. Alguma coisa na série estava bem diferente do que já conhecemos da mesma, de sua adorável Season 1 até que recente, pela qual nos apaixonamos facilmente e nos viciamos quase que instantaneamente. Mas se os personagens e o cenário dessa história continuavam os mesmos, o que estaria tão diferente nessa Season 2 de Girls?

E essa diferença estava principalmente nas realizações de cada uma delas, que conseguiram alcançar parte do que parecia importante para cada uma durante a primeira temporada e agora chegava a hora de aprender a lidar com essas novas situações. Uma precisava conseguir um trabalho e se sustentar sozinha com a própria arte. Done (✓). A outra precisava colocar os pé nos chão e provar para ela mesmo que seria possível estabelecer uma relação com endereço fixo, pelo menos uma vez na vida. Done (✓). Havia também aquela que estava desesperada por um namorado, alguém para finalmente poder dividir seus momentos e quem sabe equilibrar a sua ansiedade e ao mesmo tempo, havia aquela outra que precisava se libertar do namorado que ela não conseguia mais aguentar porque estava sempre presente. Done (✓) e Done (✓). Claro que a vida dessas meninas não se resume apenas nisso, como a de ninguém se resume (e se isso está acontecendo com você, pode ter certeza que tem algo errado com a sua vida) e elas também tinham outros desejos além do óbvio. Alguns escondidos, algo que só fomos descobrir agora, quando passamos a conviver um pouco mais com todas elas e fomos nos tornando mais íntimos e outros estavam escancarados o tempo todo na personalidade de cada uma das personagens.

E agora que finalmente alcançaram parte dos seus sonhos, as meninas de Girls realmente pareciam não saber muito bem como lidar com toda aquela situação e essa sensação é tão honesta. Querer alguma coisa é natural para todo mundo, desejar muito algo que parece distante, quase inalcançável, todo mundo deseja. Mas as vezes fantasiamos tanto essa conquista que esquecemos da prática, de que na hora em que acontece, tudo pode ser bem diferente do que na teoria dos nossos sonhos. Sabe quando você encontra aquele artista ou pessoa que admira por algum motivo qualquer e que sempre quis estar perto e quando isso finalmente acontece, você não sabe nem o que dizer e a acaba reagindo de uma forma inesperada e provavelmente se arrependendo e ou se envergonhando disso logo depois? Então… acho que esse exemplo bobo serve bem para ilustrar o atual momento dessas garotas.

Girls recap It's Back

Talvez por esse motivo, essa Season 2 de Girls tenha sido tão recheada de momentos pouco eufóricos e muito mais profundos do que durante a anterior, apesar de se tratar de uma temporada de realizações para todas elas. A sensação foi a de que conseguimos atingir o nosso objetivo, tínhamos motivos para estarmos mais felizes do que nunca, mas não ficamos. E porque? Por isso também essa temporada pode ser considerada como uma temporada “experimental”, porque além de novas situações, experimentamos também novos sentimentos em relação àqueles personagens, que em tão pouco tempo se tornaram tão queridos, mesmo não sendo os mais engraçados da TV, ou os mais bonitos, algo que ainda parece ser relevante para alguns (o que eu acho e sempre achei uma grande bobagem, além de soar como um “preconceito velado” quase que escancarado). Dessa forma, acho que podemos dizer que a primeira temporada de Girls foi a nossa “fase inicial de namoro”, onde nos apaixonamos completamente e finalmente conseguimos conquistar o nosso alvo e essa Season 2 seria algo mais como aquela fase pós-começo de namoro, quando a realidade começa a ficar mais evidente e chega a hora de conhecer o outro mais a fundo, conviver com seus medos, falhas, defeitos e aceitar que ninguém é feito apenas de qualidades. Algo difícil para os dois lados, o de aceitar tudo isso e encarar que nem tudo é tão perfeito assim e também o de ter coragem de deixar transparecer toda essa verdade que muitas vezes preferimos deixar escondida, principalmente no começo de qualquer relacionamento.

Apesar das diferenças no tom da série, não podemos negar que esse equilíbrio entre o drama e a comédia sempre foi o seu grande atrativo, fazendo parte da sua mitologia desde o princípio. Girls pode não ser a série mais engraçada (embora tenha ganhado alguns prêmios por isso e todos merecidos por sinal), aquela que vai te fazer rolar no chão de tanto rir (algo cada vez mais raro hoje em dia), pode não ser também aquela série que vai te dar um banho de referências da cultura pop por segundos a cada novo episódio, mas mesmo assim, a série consegue ter seus momentos de pura diversão e isso explorando perfeitamente o cotidiano, o comum, o possível de acontecer na vida de todo mundo que um dia já se encontrou em alguma situação semelhante (o que é bem provável para uma maioria). Como não achar graça por exemplo, da Hannah demonstrando toda a sua teimosia em uma cena simples de higiene pessoal, com ela indo longe demais com o uso do cotonete e por consequência indo parar no médico por conta daquela situação embaraçosa, sozinha, sem ninguém para cuidar dela? (sabe quando ela quebra alguma coisa de vidro e não tem pai ou mãe para consertar o ocorrido? Um ótimo exemplo de um dos primeiros momentos onde você se dá conta de que realmente está sozinho) E a forma completamente cínica com que o médico conversava com a personagem? E toda a teimosia aparecendo novamente no final, com a personagem persistindo no erro, ilustrando perfeitamente o atual momento da sua vida? #TEMCOMONAOAMAR e ou achar graça? Sério?

Essa é a graça de Girls. Rir dos próprios problemas sem ignorá-los ou transformá-los em comédia pastelão (apesar de também se arriscar e com sucesso dentro desse universo, vide a Hannah cortando o próprio cabelo, inspiradíssima no curto da Carey Mulligan. Quem nunca?), mostrando que a gente pode até ter vontade de gargalhar depois, mas na hora, nada é tão divertido assim quanto pode até parecer. Há também quem reclame das cenas de nudez, dos excessos que a série comete dentro desse universo mais animador e muitas vezes constrangedor, mostrando os personagens em momentos bem realistas e altamente íntimos, com detalhes que normalmente a gente esconde quando resolvemos contar algo semelhante, mesmo para as nossas amigas mais intimas. Algo que a essa altura também parece tão irrelevante, porque quem ainda não entendeu que Girls é uma série da HBO, um canal a cabo que tem muito mais liberdade para mostrar o que quiser e ou ainda não se acostumou que Girls é uma série que “faz xixi de porta aberta” (sorry, não consegui encontrar uma definição politicamente correta mais adequada), hein? Realmente, não é possível entender o que uma pessoa que ainda não entendeu ou se acostumou com tudo isso continua fazendo enquanto sua audiência.

Mas agora precisamos falar de cada uma delas individualmente, elas que embora estivessem envolvidas em situações completamente diferentes, estavam todas enfrentando um momento bem parecido na questão de estarem experimentando algo novo, seja um novo sentimento, um novo amor, ou até mesmo uma droga nova. Novos sentimentos, novas possibilidades, cada uma dentro do seu próprio fundamento, tentando ou involuntariamente aprendendo algo novo. E esse é outro detalhe bacana de Girls, que consegue encontrar naturalmente essa ligação entre personagens tão diferentes, inclusive os meninos, dos quais nós falaremos depois, claro.

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De todas elas, Marnie (Allison Williams) foi quem mais surpreendeu de forma positiva durante essa temporada. A garota certinha, controlada e controladora acabou soltando os freios pelo menos uma vez e viu a sua vida despencar em uma velocidade assustadora, que ela mesmo quase que não conseguiu controlar. Com Booth Jonathan (Jorma Taccone), Marnie nos entregou um dos seus melhores momentos dentro da série, com ela finalmente perdendo totalmente o controle, se deixando levar e se entregando para alguém tão controlador e distante quanto ela estava acostumada a ser, se colocando exatamente no lugar do seu ex, Charlie (Christopher Abbott). Nesse simples detalhe, estava explicada toda a química que sempre existiu entre os dois personagens. Simples assim (e o detalhe da profundidade do Booth também foi bem importante para a história). Além disso, Marnie perdeu de vez o namorado, porque fez essa escolha durante a temporada anterior, se arrependeu logo em seguida, mas teve que amargar encontrá-lo constantemente com sua nova namorada. Tem situação mais constrangedora? Tem sim, mas certamente essa é um bom exemplo de uma delas. Outro momento importante para a personagem foi quando a sua relação de amizade com a Hannah foi confrontada de forma dura até, com ela tendo que ouvir que nunca foi uma amiga tão boa quanto imaginava ser. E isso nós sabemos que é verdade, embora ambas tenham suas falhas e complete perfeitamente a outra. E talvez essa tenha sido a grande descoberta da personagem durante essa temporada, a de que ela não era tão perfeita como imaginava ser. Aí descobrimos que Marnie não era apenas aquela cold bitch que nasceu para ser uma executiva em Wall Street mas estava se aventurando em galerias de arte em NY só porque achava “cool”, Marnie tinha sonhos, o sonho de ter uma vida incerta como artista, revelando só agora o seu desejo secreto de se tornar uma cantora. E que momento lindo foi aquela sua apresentação na empresa do boy magia agora rico por conta inclusive da relação complicadíssima dos dois? (não entendi até agora o porque que os hipsters da empresa torceram tanto o nariz naquele momento. Quer dizer, até entendi, mas não achei justo, porque a apresentação foi ótima!) E esse momento só não foi mais lindo do que a declaração de amor super sincera entre ela e o Charlie no final da temporada, com ambos sendo completamente honestos em relação aos seus sentimentos, nos entregando uma declaração de amor das mais lindas da TV. Pena que tudo isso talvez tenha sido prejudicado com a recente notícia de que por um desentendimento do ator com a Lena Dunham e os rumos de sua série, ele não estará mais no elenco da Season 3 de Girls, que começa a ser gravada em breve e está prevista para 2014. E isso logo agora (e só agora) que o seu personagem havia ficado mais legal. Humpf!

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Shoshanna (Zosia Mamet) também estava se sentindo uma garota realizada agora que não era mais a última virgem de NY e de quebra, havia descolado um boy magia para chamar de seu. Mas o seu maior sonho acabou se tornando um verdadeiro pesadelo, com a realidade da convivência e a rotina de uma vida a dois se transformando em algo muito maior ao que ela poderia suportar na atual fase da sua vida eufórica e cheia de sonhos. Para a sua personagem, sobrou o plot das grandes diferenças, com a Shoshanna sendo a euforia da juventude e o Ray (Alex Karpovsky) sendo o representante da amargura de alguém que teve os sonhos roubados pela própria idade a mais que ele carregava. E uma rotina que acabou acontecendo sem ela perceber, com o Ray ficando em sua casa sem pedir ou avisar, por se encontrar sem ter para onde ir. Se não fosse o detalhe de que ambos estavam apaixonados um pelo outro, algo que descobrimos ao mesmo tempo em que ela percebeu que ele havia ficado porque não tinha mais para onde ir, tudo seria uma grande sacanagem. Mas não foi (felizmente) e só assim percebemos que algo importante estava acontecendo entre aqueles dois. Algo realmente importante, só que na hora errada, com a Shoshanna querendo tudo e o Ray já se encontrando em um estágio da vida onde já não existe mais a fantasia de que tudo ainda é possível. Percebendo o atual rumo da relação, Shoshanna acabou se aventurando com outro e obviamente não conseguiu lidar muito bem com o peso da culpa após esse plot da infidelidade. Mas na verdade, apesar da imaturidade da personagem, ao contrário do que se poderia imaginar, ela não pareceu estar arrependida do que fez e sim “do porque fez”, algo que acabou pesando ainda mais, levando o casal ao final da relação. Apesar disso, a sensação que fica é a de que o Ray vai tentar ser aquele homem que a Shoshanna gostaria que ele fosse e que talvez ele mesmo também gostaria e só não achava que ainda seria possível. Veremos… (e #TEMCOMONAOAMAR ela saindo depois do break-up e ficando com um cara exatamente com o estereotipo que o agora ex descreveu anteriormente? Repito: quem nunca?)

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Agora, quem não tinha certeza de que o casamento da Jessa (Jemima Kirke) não duraria quase nada, que atire o primeiro bem casado congelado desde a cerimônia? Estava na cara que aquela relação, embora até que adorável (muito disso por conta do Chris O’Dowd, que é sempre ótimo. Höy!), não duraria nada. Jessa sempre teve um espirito livre demais para se apegar a alguém daquele tipo e a visão dela para os motivos que levaram o marido a se interessar por ela não poderiam ser mais claros. Óbvio que ele a enxergava como uma aventura, como se tudo que ele quis ser na vida e não conseguiu, pudesse pelo menos ser absorvido por osmose através convivência. Na verdade, ele parecia estar apenas interessado em alguém que tivesse melhores histórias para contar. Divorciada, em crise por ter que encarar a derrota de ainda não ter conseguido realizar a tarefa de se estabelecer em algum lugar, Jessa esteve visivelmente decepcionada com a própria falha, para nossa surpresa até, porque ela nunca nos pareceu ser esse tipo de pessoa. E o que a princípio poderia soar como um exagero para a mitologia da personagem, mais tarde descobrimos que vinha do exemplo que ela mesmo teve em casa, quando conhecemos o seu pai e descobrimos que Jessa, apesar de condenar o comportamento do próprio pai, nada mais fazia do que repetir o mesmo tipo de comportamento em sua própria vida. Um momento excelente, diga-se de passagem, com uma profundidade importante para a série e para o personagem, com ela se encontrando desolada ao perceber que o pai mais uma vez a havia abandonado (lindíssima aquela cena dela sentada no balanço com o pai). E como a personagem ainda não tinha maturidade o suficiente para lidar com a situação aprendendo alguma coisa com tudo aquilo (poucos adquirem esse tipo de maturidade tão cedo na vida), ela fez exatamente o mesmo que seu pai e abandonou a Hannah deixando apenas um bilhete, dizendo que foi ali comprar bagels fresquinhos e que voltava logo mais.

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Mas de todas elas, não tem como não reconhecer que quem mais “experimentou” em todos os sentidos foi mesmo a Hannah (a bola é minha e eu faço o que eu quiser, rs). Ela que até tentou emplacar um novo relacionamento, mas acabou não sendo muito bem sucedida, ainda mais tendo o Adam para cuidar, devido aos acontecimentos do final da temporada anterior e uma boa parcela de culpa da sua parte sobrando como consequência de tudo aquilo. Apesar de sozinha, Hannah parecia estar muito bem resolvida quanto a isso, se dedicando mais ao seu lado profissional, encontrando a possibilidade de escrever o seu primeiro livro. OK, um eBook, mas ainda assim, já era o seu primeiro passo literário e que além de tudo iria lhe render alguma coisa financeiramente. Mas sob pressão, Hannah acabou travando e não conseguindo realizar tudo aquilo que ela havia se comprometido a fazer e como efeito colateral dessa pressão toda, acabamos descobrindo um outro lado da personagem, que exatamente por esse motivo voltou a sofrer de um trauma antigo, trazendo a tona o seu nível de TOC avançado, que descobrimos que já havia sido tratado durante a sua adolescência, mas que dessa vez voltava para desestabilizar a coitada, em repetitivas sequências de ciclos de oito. Não sei se por sofrer de algo muito parecido (é, confesso, mas os meus vão até 10. Suck it Hannah Horvath), acabei me identificando completamente com esse plot da personagem e apesar de entender e dividir um pouco do mesmo problema (para se ter uma ideia, quando criança, eu gostava de ir ao supermercado com a minha mãe só para organizar o seu carrinho de compras. Sério, essa era a minha diversão, isso ou quando ela me “deixava” organizar a dispensa, rs), acabei achando divertidíssimas todas aquelas cenas com os surtos obsessivos compulsivos da personagem (o primeiro deles me fez dar gargalhadas compulsivas sem precisar do meu ciclo de 10 e ainda tem gente que acha que Girls não é uma grande comédia. O capeta está de olho, viu?) e nessa hora, não teve também como não achar deliciosa a relação que ela mantém com seus pais, com a mãe sendo extremamente rigorosa com ela sempre, forçando a filha a crescer a todo custo e o pai morrendo de preocupação e culpa ao perceber que a filha não estava nada bem e para ele não custava muito ajudar. (aliás, pelo pouco que conhecemos dos seus pais eu já acho que a Hannah tem muito dos dois)

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Dividindo o apartamento com o Elijah (Andrew Rannells) durante essa temporada, Hannah acabou ganhando uma dinâmica nova e adorável quando em casa, dividindo muito mais semelhanças com o antigo ex agora melhor amigo gay, do que todo o tempo em que ela passou morando com a Marnie, que  vamos combinar que mais parecia sua mãe do que amiga. Fato. E os dois viveram momentos ótimos juntos e obviamente que o melhor deles foi aquele “experimento” sugerido pelo novo chefe, para que Hannah encontrasse algum material mais interessante para escrever sobre. Uma sequência sensacional, ilustrando de forma bem real os absurdos e excessos que podemos cometer quando não estamos no nosso estado normal e aquela discussão entre os dois onde o Elijah voltou para o armário e contou que semi transou com a Marnie foi sensacional e a reação da Hannah não poderia ter sido melhor e ou mais honesta. Quem não se sentiria exatamente da mesma forma, apesar das circunstâncias e levando em consideração todo o histórico dos envolvidos, que atire o primeiro poster do George Michael, do Ricky Martin ou do Lance Bass, dependendo da sua geração. NOW! Aliás, acho que vale dizer que apesar de repetir algo bem próximo do que ele já vive adoravelmente em The New Normal (outra série que todo mundo deveria assistir), o ator Andrew Rannells foi uma excelente aquisição para a série e a boa notícia é que ele já assinou com a HBO e está garantido para retornar durante a já confirmada faz tempo Season 3. (Yei!)

Agora, o ponto alto dessa temporada foi um episódio que a princípio poderia parecer super aleatório (2×05 “One Man’s Trash”), mas que na verdade foi praticamente um desabafo da própria Lena Dunham, que nitidamente estava usando sua voz através do personagem para desabafar um pouco do que ela mesmo sentia naquele momento a respeito de todas as expectativas em torno do seu nome, que recentemente acabou se tornando algo gigantesco, com todo o destaque e reconhecimento (repito, merecido) que Girls andou recebendo da mídia e em quase todas as premiações. Episódio esse que contou com a magia mágica do Patrick Wilson (Höy!), vivendo o sonho do futuro da Hannah (e de boa parte de todos nós. Aquela casa dele então é exatamente a minha casa dos sonhos em NY e que eu sempre construo no The Sims e isso desde o The Sims 1. Sério), encontrando o homem perfeito na casa perfeita e que a fez enxergar que tudo que ela mais queria na vida na verdade era exatamente o que todo mundo quer: ser feliz e ter uma família, uma casa com a geladeira e os armários forrados com as coisas certas (rs). E forma com que a personagem chegou a essa conclusão, se sentindo desolada por ser tão comum, foi de uma honestidade absurda, algo importante para aquela situação (me lembro de sentir algo muito parecido quando cheguei a mesma conclusão de que na verdade, eu nem era tão diferente assim…). Sem contar que o episódio foi maravilhoso do começo ao fim, quase que como se ele tivesse sido inteiro inspirado nos filmes do Woody Allen, por exemplo. Aliás, acho que ele poderia ser exatamente um dos filmes do Woody Allen. (até a trilha que encerrou o episódio lembrava o seu fundamento)

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Episódio esse que ainda trouxe uma história excelente de bastidores, com várias pessoas usando o Twitter para fazer críticas no mínimo absurdas, sobretudo preconceituosas, dizendo que jamais uma menina como a Hannah (considerando seus próprios padrões de beleza) conseguiria despertar o interesse de um cara nível Patrick Wilson de magia. Um comentário preconceituoso e imbecil que não poderia ter ganhado uma resposta melhor no formato de um tapa na cara com direito a solitário de diamantes caros, com a própria esposa do Patrick Wilson se manifestando a favor da personagem e respondendo uma dessas pessoas cretinas no Twitter, dizendo que não só isso era possível, como ela que é casada com o ator, também era uma mulher que não se encaixava perfeitamente em um padrão de beleza que quem é inteligente sabe que não precisa ser regra para todo mundo. PÁ! E essa é uma crítica que vem sendo feita de forma cruel e pouco inteligente em relação a personagem na série e para essas pessoas eu só tenho a dizer que nada foi mais sexy durante essa Season 2 de Girls do que o corpo nu da Lena Dunham em meio àqueles lençóis de 180 fios egípcios na cama do personagem do Patrick Wilson, cheia de curvas e encarando lindamente uma cena de nudez, mostrando que a sorte e a beleza existe para todo mundo, basta você estar confortável com o que tem para oferecer e pronto, a mágica acontece. E a propósito, nada é mais feio do que o pensamento de que apenas corpos esculpidos em mármore a base de suplementos alimentares e outras substâncias, dietas da depressão ou gente com os dentes extremamente clareados, são as únicas pessoas que devem ocupar um espaço na TV. NA-DA. (irônico é procurar a imagem de quem diz esse tipo de bobagem e se dar conta de que em sua grande maioria, eles também não fazem parte desse padrão)

Bacana também foi ver que mesmo com a Hannah e o Adam (Adam Driver) já não sendo mais um casal, isso não acabou prejudicando o personagem dele, que durante a primeira temporada chegou com ar de sociopata, mas que perto do final acabou roubando os nossos corações todos com o seu nível adorável de foufurice. Confesso que esse era o meu grande medo em relação a essa dinâmica específica, uma vez que seria cedo demais para a Hannah se estabelecer com alguém definitivamente (considerando a sua idade e o atual momento da sua vida, seria até injusto), sem antes explorar novas possibilidades e também não seria nada justo com o Adam, se ele acabasse sendo descartado como se não fosse uma peça importante para o cenário mint (já disse que elas não são cor de rosa) dessas garotas. Aproveitando o seu personagem, ganhamos outro grande momento da temporada, com um episódio focado na perspectiva dos garotos, como se pelo menos uma vez, a visão mais importante e ou em evidência fosse apenas a deles. E foi ótimo ver o Adam e o Ray dividindo alguns momentos sozinhos, encontrando uma conexão quase que instantânea entre eles e a propósito, com uma química bem bacana também (mais até do que a do Ray ao lado do Charlie…), algo que deveria até ser mais explorado. Inclusive, esse foi um ótimo recurso que a série usou para demonstrar como pensam diferentes os meninos e as meninas, com eles resolvendo tudo de forma mais fácil, sendo apenas honestos e diretos ao ponto, sem rodeios, brigando quando achavam que tinham que brigar e se resolvendo até que facilmente e elas no final (Marnie + Hannah) optando por esconder a verdade em falsos sentimentos, não querendo dar o braço a torcer para a outra e fingindo estar tudo bem, quando todo mundo conseguia ver que não estava tudo bem. Só acho que esse episódio tinha tudo para ser mais corajoso e poderia ter ganhado uma tipografia na abertura bem de menino e ter sido inteiro focado neles, com elas apenas como figurantes ou nem aparecendo, algo que eu acho que seria bem bacana para a série. Pense nisso, Lena.

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E é impossível falar de Girls sem fazer um parágrafo inteiro para o Adam, que é um dos grandes personagens da série (Adam + Ray + Elijah + Charlie, nessa ordem para os boys). Ele que assim como elas, esteve experimentando novas possibilidades, que no seu caso poderiam ser resumidas ao momento em que ele se deu conta de que estava realmente apaixonado pela Hannah, que diferente do que aconteceu com a Marnie e o Charlie (onde ela descobriu o que queria depois de perder, naquele comportamento típico que conhecemos bem), Adam acabou ficando arrasado quando percebeu que talvez ele não representasse o mesmo que a Hannah representava para ele naquele momento da sua vida. Entre alguns momentos ótimos e alguns até assustadores que ambos dividiram durante a temporada, um dos meus preferidos foi aquele desabafo super honesto do Adam na reunião do AA, entregando o seu coração com o mesmo tom de honestidade que nós sempre encontramos em Girls, demonstrando uma vulnerabilidade que nós não imaginávamos encontrar em alguém como ele. Talvez nem a Hannah nunca tenha imaginado, visto ou conhecido esse Adam e espero que ele finalmente consiga apresentá-lo para ela.

Encerrando a temporada, tivemos todas as histórias encontrando suas resoluções e até para a Jessa, que esteve ausente nessa reta final, acabou sobrando um recado na caixa postal bem do malcriado porém super merecido da própria Hannah, no momento do ápice do seu surto, ao se encontrar prestes a ser processada por não conseguir entregar o seu livro conforme combinado e entrando em total desespero ao se dar conta disso. Um momento tragicômico para a série, que novamente foi o caminho escolhido para encerrar essa temporada experimental e muito mais profunda de Girls. Para quem aprendeu a gostar daqueles personagens, foi praticamente impossível não se emocionar com todos os acontecimentos do encerramento dessa temporada, especialmente com a declaração da Marnie para o Charlie mencionada anteriormente (e só por isso vamos conseguir lamentar a saída do Charlie da série) e principalmente com a Hannah ligando para o Adam em um momento de total desespero,  com uma cara de maluca adorável e seu cabelo picotado na tesoura sem ponta (rs) e ele não pensando duas vezes ao decidir sair correndo por NY, sem camisa, claro (e eu bem besta vibrando com o detalhe aqui em casa, de PJ e comendo sorvete, que é como normalmente eu assisto Girls e só não faço máscara de pepino porque dificultaria a experiência de assistir a série), pronto para resgatar aquela que ele descobriu que amava. Apesar do clima de comédia romântica onde já era possível prever o que estaria para acontecer, confesso que me encontrei chorando e sorrindo ao mesmo tempo, ridiculamente como vocês podem imaginar, gritando “Awww… ele correu atrás dela!”. Sim, eu fiz isso, não me envergonho e inclusive contei para a Lena Dunham no Twitter. Sério, procuram o meu histórico por lá. (rs)

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(Sorry Lena, mas tive que roubar essa imagem do seu Instagram…)

Um final até que bastante otimista para uma temporada bem mais profunda do que foi toda a Season 1. E essa profundidade pode até ter causado certo estranhamento para boa parte das pessoas que acompanham Girls, mas é como eu disse anteriormente, talvez essa temporada tenha sido realmente um teste para a nossa relação com a série, onde tivemos a chance de conhecer mais daquelas garotas e descobrimos um pouco mais dos seus defeitos, deixando o lado mais cool da história um tanto quanto de lado e mostrando que elas também ainda não estão preparadas para encarar suas derrotas, tanto quanto não estão preparadas para encarar suas realizações.

E se esse foi realmente um teste, posso dizer que apesar dos seus defeitos, continuo em um relacionamento sério e AMANDO cada vez mais Girls.

(e terminar dançando ao som da faixa acima)

ps: um sonho – trocar de camiseta com a Lena Dunham na pixxxta. Apenas. #IDONTCAREILOVEIT

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Family Tree, o promo

Março 21, 2013

Family Tree é uma nova comédia criada por Christopher Guest em parceria com Jim Piddock para a HBO, que tem como plot central a história de Tom Chadwick (com o sensacional Chris O’Dowd que nós AMAMOS e fizemos uma maratona até que recente em sua excelente série antiga, The It Crowd e adorkable Moone Boy), que após ver a sua vida desmoronando aos poucos, perdendo a namorada, o trabalho e nada indo muito bem no seu presente (aquele perfil do perdedor que a gente vem gostando cada vez mais), acaba herdando de sua avó uma caixa antiga com algumas coisas pessoais da mesma, algo que desperta o seu interesse em procurar saber mais sobre a história da sua família, investigando assim sua árvore genealógica para tentar entender um pouco mais sobre quem ele realmente é e de onde vem suas raízes.

O elenco é sensacional e tem a participação de vários veteranos da comédia do cinema e da TV americana, como já podemos perceber pelo promo, além de contar com o detalhe de que a comédia no estilo mockumentary nos trará diálogos improvisados entre seus atores.

Curiosos ou ansiosos?

Diz que a série chega em maio, ainda sem data definida.

 

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Moone Boy, a série mais adorkable de toda a Irlanda antiga

Outubro 26, 2012

Uma série sobre uma garoto e seu melhor amigo imaginário vivendo na Irlanda antiga do final da década de 80. Apenas por essa breve descrição e com o plus da promessa de que a séria ainda traria algumas animações para suas histórias, Moone Boy já tinha boas chances de conquistar o seu espaço na minha agenda televisiva, ainda mais contando com o detalhe de que a série tratava-se de uma criação do ator Cris O’Dowd (The It Crowd, e recentemente participando também da excelente Girls), sobre a sua própria infância em terras verdes. Dito isso eu pergunto, teria como a série ser mais fofa?

E a resposta é sim, teria e dentre todas as novatas da temporada do outro lado do oceano a nova série foi a que me conquistou logo de cara, tamanha a sua foufurice. Apesar da temática aparentemente “infantil”, Moone Boy vai além disso e consegue incluir uma série de detalhes históricos e da própria cultura irlandesa daquele período para a sua história e tudo isso de uma forma leve e extremamente muito bem humorada. Sem grandes pretensões ou a intensão de fazer uma crítica a qualquer um dos assuntos que eles acabaram tocando ao longo da temporada (apesar de sempre acabar sobrando um faísca aqui ou ali), é sempre uma delícia ver uma série tão leve conseguindo alcançar um espaço importante entre o lado sério da coisa e a comédia pastelão.

Apesar de suas histórias e a forma como elas nos são contadas serem sensacionais, o grande mérito da série está mesmo no pequeno Martin Moone (David Rawle), que é uma criatura das mais adoráveis possíveis, a miniatura perfeita para o que a gente imagina que pode ter sido o próprio Chris O’Dowd quando criança (que cresceu e virou esse foufo que ele é hoje), já que a série é praticamente toda baseada nas suas próprias experiências e lembranças daquele período da sua vida. Além de adorável, Martin também é dono de uma maturidade dentro do limite, onde ele consegue manter um equilíbrio bacana entre o seu lado totalmente inocente e infantil, algo completamente adequado para a sua idade, com o seu lado quase adulto, que até surpreende de vez em quando. (não como as crianças que estamos acostumados a ver na TV com esse perfil, que tendem a parecer mini adultos)

A dinâmica entre ele e seu o melhor amigo imaginário, Sean Murphy (Chris O’Dowd) também não poderia ser mais divertida, amigo que de vez em quando aparece de salto, mas que quase sempre está alinhadíssimo em seu terno bem cortado ou está dividindo o mesmo figurino que o garoto. Ao lado dele, Martin tem ótimas conversas sobre os plots nos quais ele se vê envolvido naquele momento, seja quando ele precisa construir um buraco no muro da própria casa para chegar mais cedo na escola, ou quando ele se encontra completamente surtado no plot de fazer história na escola que ele vai deixar para trás por estar crescendo e agora estar na hora dele seguir em frente para sua nova fase. Cenas ótimas que de vez em quando nos dão a chance de serem vistas por um outro ângulo, o das pessoas normais que cercam o Martin, que já estão mais do que acostumadas de encontrar o garoto conversando “sozinho” pelas ruas do bairro.

Em casa, o menino da família Moone divide seu espaço com seus país, Liam e Debra Moone (Peter McDonald e Deirdre O’Kane), que também não poderiam ser melhores, donos de uma sinceridade e praticidade absurda na hora de educar os filhos, além das três irmãs que fazem questão de infernizar a vida do caçula da família, Fidelma (AMO esse nome, AMO), Sinead e Trisha (Clare Monnelly, Sarah White e Aoife Duffin), ele que além de tudo faz parte da minoria naquela casa e por isso acaba sofrendo como ninguém na mão de todas elas. (sendo ele e o pai os únicos meninos da casa)

Dentre todas as figuras extras dentro dessa história, o meu preferido é o melhor amigo de Martin, Padraic (Ian O’Reilly), ele que também tem o seu próprio amigo imaginário (que o próprio Sean Murphy inveja por se vestir como um lutador e ter um nome de macho de verdade, rs) e está sempre envolvido em situações ótimas. Quase morri de rir quando Martin aparece sem querer de maquiagem no colégio pela manhã e o Padraic acaba se sentindo motivado a copiar o fundamento do amigo, apostando ele também em um make pesado para a manhã e se achando o moderno da turma, ou quando ele participa  de igual para igual em uma conversa com as mulheres da vizinhança dentro do salão. Isso para citar apenas alguns dos seus momentos, que são todos ótimos e divertidíssimos.

Falando um pouco do lado adulto de Moone Boy, logo no começo da temporada temos um encontro sensacional com todos os pais da vizinhança, que assumem sem a menor culpa que de vez em quando, inventam alguma coisa para fazer só para ficar longe dos filhos, dos quais eles reconhecem que precisam de um certo espaço de distância de vez em quando para conseguir aguentar a jornada. Um detalhe importante dentro de uma série inglesa que normalmente não costuma tratar os adultos de tal forma, onde quando a temática é infantil ou adolescente, não é muito comum encontrar adultos que são tratados de forma tão digna e não parecendo apenas os alienados que não conseguem compreender mais a juventude, como quase sempre foram tratados os adultos em Skins, por exemplo.

E a série tem aquele clássico humor da derrota que nós gostamos tanto e já começamos a temporada com Martin ganhando a sua tão sonhada bicicleta, que ele acaba perdendo logo em seguida por conta dos bullies do bairro. Sem contar que o presente só se tornou realidade porque seus pais recortaram cupons e mais cupons das embalagens de Readybix, onde depois caminhamos entre vários outro plots ótimos, como quando o garoto teve que iniciar uma amizade só para garantir jantares melhores na casa do seu novo amigo e fugir dos Readbixes da sua própria casa e tudo isso sempre com um plano de fundo tentando retratar a realidade da época, como a primeira vez em que uma mulher foi eleita no governo da região (ótimo plot para todas as mulheres da cidade por sinal), além de um outro momento onde tivemos dentro da série o ato histórico da queda do muro de Berlim.

Aliás, esse foi um dos melhores episódios da temporada, porque é o mesmo onde Martin teve que destruir o próprio muro da sua casa para poder chegar a escola no horário, isso tudo para fugir das maldades de um de suas irmãs, que aproveitava o sono pesado do garoto pela manhã para cobri-lo de maquiagem e fazê-lo ir para a escola carregado de blush, sombra e batom. Plot que acabou nos rendendo uma cena ótima com os meninos “andróginos” da escola se identificando com a “coragem” de Martin, cantando Culture Club pelos corredores da escola ao vê-lo passar coberto de make, ou ganhando assobios e o apelido de Madonna dos bullies da turma.

E outro detalhe que acaba emprestando para a série um lado mais cool é a trilha sonora antiga, que embora não seja nenhuma novidade para ninguém, é recheada de um saudosismo bacana dos hits da época que nós sempre adoramos ouvir novamente. Assim como as animações (que são maravileeeandras!) em cada um dos episódios, que dão um toque todo especial para a série, ainda mais da forma como elas foram inseridas, fazendo parte de um hábito do próprio Martin de desenhar em seus cadernos. Acho que vale até dizer que a série é toda feita de pequenos detalhes, pequeno cuidados (o figurino é um deles), que acabam colaborando para que ela seja essa delícia irlandesa.

Mas os meus momentos preferidos da temporada ficaram por conta de dois episódios hilários, um por conta da descoberta da “primeira ereção” do garoto (1×04 Dark Side Of The Moone), na frente de toda a sua família, inclusive um tio que está de passagem e que jura que viajou com o U2 (outra piada ótima da temporada e é bem bacana ver uma série tocando em um assunto praticamente ignorado, mas que faz parte da vida de todo menino, assim como a primeira menstruação para as meninas, por exemplo), o que acaba afastando o seu amigo imaginário, que vai parar em uma espécie de bar para amigos imaginários esquecidos por seus “donos”. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? Quase não me aguentei com o Martin desesperado sem entender o que estava acontecendo com o seu corpo e acordando mais cedo para enterrar os lençóis “danificados” no quintal. (rs)

O outro foi o divertidíssimo episódio com a máfia dos coroinhas da igreja local (1×05 Godfellas), onde Martin acaba se infiltrando e vai ganhando cada vez mais responsabilidades com o tempo, mas que ele acaba descobrindo ser uma barra pesada demais para a sua boa alma de jovem cristão. Sério, o treinamento dele para se tornar o melhor coroinha da paróquia é sensacional e eu duvido que alguém tenha conseguido segurar a risada naquela sequência.

A primeira temporada com apenas seis episódios acaba sendo encerrada de forma morna (já tendo uma segunda temporada garantida), muito provavelmente por focar demais o seus finale em suas irmãs, que apesar de serem todas ótimas, nenhuma delas ainda tem a força necessária para carregar a história. Apesar disso, tivemos ótimos momentos dentro do mesmo episódio, como Martin se despedindo da sexta série (o que para mim aconteceu na quinte, onde eu inclusive mudei de colégio e foi uma barra) e pensando em planos mirabolantes para deixar sua marca na escola, a qual ele acha que nunca mais vai ver novamente, mesmo com ela fazendo fundo a sua própria casa.

Uma Season 1 realmente adorkable em todos os sentidos, com um humor adorável do tipo que não tem como não se apaixonar ou pelo menos lembrar com muita saudade da própria infância. Excelente trabalho Chris O’Dowd, eu sabia que a minha #CRUSH atual por vc e seu trabalho não seria a toa. Clap Clap Clap!

 

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Have you tried turning it off and on again? (The It Crowd)

Agosto 24, 2012

Se vc achava que já conhecia os nerds mais legais da TV (que hoje em dia nem são mais tão legais assim e mesmo sem citar nomes, todo mundo sabe de quem é que nós estamos falando), espera só até vc conhecer os  representantes vindos diretamente da terra da rainha em The It Crowd.

Comédia inglesa caricata ao extremo, o que também pode ser muito bom quando é assumidamente assim desde o começo, que é o que acontece aqui e de uma forma quase única que os ingleses conseguem fazer muito bem sem deixar a série insuportável com o tempo (só me lembrava de Ab Fab enquanto fazia minha maratona da série) e que com certeza vai te fazer dar boas risadas com as situações mais simples e comuns do cotidiano da equipe de TI da Reynholm Industries.

Sim, eles são os nerds que entendem tudo de computadores e trabalham com isso, meio que jogados no porão com todas as outras tralhas da empresa, um lugar onde nenhum outro departamento costuma frequentar e que ninguém costuma dar muito valor ou atenção, mas que é exatamente para onde todo mundo acaba ligando quando seus computadores não estão funcionando muito bem e eles precisam de alguma ajuda, o que para o total desespero do departamento de informática funciona quase que como um insulto, uma vez que quase sempre todos esses problemas poderiam ser resolvidos com uma simples pergunta que eles já estão mais do que cansados de fazer repetidamente a todo instante: vc já tentou desligar e ligar de novo? (e quase sempre aí está a solução para todos esses problemas, rs)

Essa é The It Crowd, uma comédia sobre o cotidiano dessa equipe nerd de TI que é quase impossível de não se apaixonar. Seus personagens são hilários, mesmo sendo uma caricatura exagerada deles mesmos ou de um estereótipo qualquer. Na série, eles estão sempre envolvidos em situações típicas de comédias do absurdo, onde aqueles situações todas muito provavelmente não fariam o menor sentido em um escritório comum qualquer, por exemplo. Outro fator que diferencia esses personagens das outras séries do gênero é que eles são nerds bem possíveis e não são exatamente as mentes mais brilhantes do mundo e tão pouco se acham superiores no quesito inteligência (embora eles aproveitem dessa vantagem para fazer piada com os menos favorecidos desse tipo específico de conhecimento que ele dominam). Fora que eles tem interesses bem comuns para todo mundo, apesar do universo nerd aparecer com bastante força na série, mas sempre de uma forma bem natural e nada forçada.

Roy (Chris O’Dowd, nosso header do mês aqui no Guilt, Höy) é um grandalhão irlandês sem o menor talento para lidar com as garotas, mas que nem por isso deixa de se arriscar nesse campo, mesmo obtendo pouco sucesso em suas investidas (ainda mais quando vc sai para um date com “cocô” na cara, rs). É dele a quote mais famosa da série (Have you tried turning it off and on again? – do título do post) além das t-shirts mais invejáveis da TV (esqueçam todas as que o Sheldon usa em The Big Bang Theory – na verdade, esqueça TBBT, rs -, porque as do Roy são muito mais legais. Mas muuuito!). Ele também é meio que o lider da turma, pelo menos é o que parece que ele imagina ser, aquele que tem mais contato com o mundo exterior devido a total falta de habilidade nessa área do seu parceiro de trabalho.

E tudo no personagem é bem engraçado (um tipo que o Chris O’Dowd consegue fazer muito bem, que é o perdedor adorável que nós AMAMOS já faz tempo), desde a sua voz que mais parece a de um ad0lescente ainda enfrentando a puberdade, até a forma como ele quase sempre está metido em situações absurdas, como quando ele acabou fingindo ser um deficiente físico apenas para sustentar uma “mentira forçada” na visita do grupo a um musical gay no teatro (2×01 The Work Outing), ou quando ele acabou preso do lado de fora da empresa por ter perdido sua camisa para uma senhora acidentada no trabalho e fica sem camisa por duas horas naquele frio de Londres (3×03 Tramp Like Us), onde o personagem acaba na mesma situação de um “morador de rua” que cruza seu caminho pela manhã pedindo dinheiro e ele naturalmente fica bem desconfiado com a desculpa do tal para estar naquela condição (quem nunca?), até o seu plot mais desastroso de todos dentro da série (3×02 Are We Not Men?), que foi quando apenas para se sentir pertencendo a turma dos meninos que gosta de futebol (coisa que eles não gostam, não entendem e na verdade pouco se importam ou se interessam. Alguma semelhança?), Roy acabou se encontrando como cúmplice de um assalto que ele mesmo denunciou para a polícia. Isso para citar apenas algumas das suas melhoreres situações dentro da série dentre várias que também são bem especiais.

Moss (Richard Ayoade) é o parceiro de departamento do Roy, aquele sem o menor talento para lidar com outras pessoas fora do seu universo que é muito particular, que eu mencionei ateriormente. E Moss é um personagem adorável, cheio de manias (#TEMCOMNAOAMAR o plot das duas canecas para o seu momento dramático do dia? pensando em adotar…), mesmo sendo uma caricatura super exagerada do que se espera de um nerd antigo. E nesse exagero inclusive está toda a genialidade do personagem, que é muito especial dentro de suas “deficiências” e genialidade. AMO quando ele vai salvar o Roy do plot do assalto e acaba fingindo ser seu namorado, tascando um beijo daqueles no amigo como se não houvesse amanhã no meio da rua, enquanto passam vários carros de polícia procurando pelos tais assaltantes, ou quando ela se oferece para ser o marido fake da Jen (3×05 Friendface)  e acaba assumindo uma nova identidade divertidíssima, até o seu grande ato heroico no episódio onde ele resolve sair da sua zona de conforto e acaba meio maluco, roubando coisas que ele nem queria ou precisava e acaba envolvido em uma situação com uma suposta bomba no quarteirão da empresa em que eles trabalham (4×05 Bad Boys). Sério, howcoolisthat?

E a terceira personagem do grupo fica por conta da Jen (Katherine Parkinson), ela que como quase todo mundo, acaba mentindo para conseguir um emprego na empresa e mesmo sem saber absolutamente nada sobre computadores, acaba indo trabalhar como chefe do departamento de TI e se vê tendo que trabalhar no porão (sendo que o resto da empresa é tudo lindo, rs), com aqueles dois malucos com quem ela nem imagina ter tanta coisa em comum. E apesar da Jen não fazer exatamente parte da turma dos nerds, ela também é uma personagem divertidíssima com momentos excelentes, como quando ela resolve comprar um sapato vários números menores do que o que ela usa (1×02 Calamity Jen – quem nunca?), ou quando ela me fez rolar de tanto rir fingindo que sabia falar italiano, soltando várias palavras aleatórias e com um sotaque impagável (só de lembrar eu já não me aguento, rs), se achando garantida confiando em um app qualquer (4×04 Italian For Beginners), até a gente conhecer o seu desktop recheado dos mais variados a antigos vírus e spywares que ela não tinha a menor ideia de que não deveriam estar ali e estava apenas acumulando todos eles, já acostumadas com aquelas 300 janelas que não deveriam estar ali. Algo que acontece no mesmo episódio onde Moss tem o seu surto na companhia do Ross, eles resolvem matar o dia de trabalho, justamente quando finalmente o Douglas resolve reconhecer e homenagear o trabalho da equipe dentro da empresa. Humpf! (4×05)

É claro que não pertencendo exatamente ao grupo, Jen acaba sendo uma vítima certa para os outros dois personagens, que a princípio relutam em aceitá-la, mas depois acabam comprando a ideia de ter uma menina por perto só para variar um pouco, além de que agora com ela no departamento, eles estavam ganhando uma presa fácil para garantir a diversão naquele lugar onde não costumava acontecer muita coisa. Outro plot sensacional envolvendo todos eles foi quando a Jen teve que fazer um discurso na empresa e eles inventaram que uma caixa preta qualquer era a “internet” em pessoa (3×04 The Speech), retirada do Big Ben especialmente para aquela ocasião (rs), que é claro que ela acreditou sem nem ao menos duvidar e acabou levando a história a público em um momento que terminou com uma gargalhada quase incontrolável da dupla Roy & Moss, além do completo caos dentro do local de trabalho, quando todos os outros funcionários acharam que a internet havia de fato morrido. #TEMCOMONAOAMAR (episódio que tem uma luta de corpo a corpo entre o chefe e sua nova namorada, que é simplesmente impagável!)

Dentro da empresa, ainda ganhamos a participação de alguns personagens coadjuvantes tão bons quanto os principais, como o dono da empresa, o Denholm Reynholm (Christopher Morris), que acabou saindo da série até que precocemente (achava ele super engraçado) em um plot suicida super aleatório e nem por isso menos divertido, para a entrada do seu filho Douglas (Matt Berry), um playboy bem do preguiçoso que não faz muita ideia de qual a sua função dentro daquela empresa que ele acabou herdando do meio do nada, além do personagem nutrir uma amor platônico pela própria Jen e uma certa coleção de arte erótica além de um gosto um tanto quanto duvidoso, o que também é bem bacana.

Mas o melhor deles surge mesmo do meio do nada, em uma porta vermelha secreta que a gente sequer havia notado (rs) na sala de TI, que é o Richmond (Noel Fielding), uma espécie de “vampiro” (e nada nos convence que de vampiro ela só tenha a aparência, ainda mais depois de uma cena onde ele vai parar no teto da cozinha, rs) que só trabalha a noite, também não faz a menor ideia de qual é a sua função dentro daquela empresa e que é mantido trancado atrás da porta vermelha pela dupla Roy & Moss sem dó e nem piedade, só porque eles acham que o Richmond deprime demais o ambiente (o que ele realmente faz quando aparece). Sério, tem plot mais aleatório, cruel e adorável do que esse? Sem contar que o seu episódio de introdução ainda termina com a nossa descoberta de uma outra porta, dessa vez verde, que segundo eles também nunca deve ser aberta. #MISTERIO (só eu fiquei morrendo de curisosidade de saber o que tinha atrás daquela porta?)

Sem contar aquele cenário sensacional da série, que mesmo com boa parte dela se passando naquele porão com monitores velhos e peças de computadores antigos que eles nunca usam, tem um contraste feito de forma adorável com centenas de brinquedos do tipo toy art espalhados por todos os cantos (invejáveis, diga-se de passagem), além de todos aqueles stickers e posters com design super bacana e quase sempre bem foufos, pendurados por todas as paredes. Engraçado é que a medida em que as temporadas vão se passando, vão aparecendo novos posters, mais stickers e novos brinquedos, mais é tudo meio que acumulativo e o resultado final é de um contraste absurdo em meio a toda aquela bagunça e cacarecos, que me lembra muito o meu próprio quarto, principalmente pela quantidade de objetos na mesa do Roy. (marry me Roy? Vamos multiplicar esses brinquedos e dividir tees maravileeeandras – as suas podem até servir em mim, mas as minhas…). Tenho até dois iguais aos deles. Confirmou!

E apesar de funcionarem super bem dentro do seu departamento na empresa, nem só de trabalho vivem todos eles e quando saímos de dentro desse ambiente, também acabamos ganhando momentos divertidíssimos com todos os personagens. Meus preferidos são quando eles acabam todos se convidando para um jantar na casa da Jen, o que nos rende plots divertidíssimos envolvendo os demais convidados, ou quando o Ross fica aflito para ver o novo filme do Tarantino antes que o seu amigo meio assim acaba estragando sua experiência com spoilers (2×03 Moss And The German), episódio que também conta com a Jen enfrentando sérios obstáculos pelo seu direito de fumar (rs) e tem também aquele outro bem bacana com a mudança do Roy e o Moss participando de um programa de TV (4×02 The Final Countdown). Sem contar aquele outro com o processo do Ross contra o massagista que beijou a sua bunda. (4×03 Something Happened)

The It Crowd também é uma prova de como os ingleses conseguem fazer esse tipo de humor tão bem e quanto os americanos ainda precisam aprender a transformar uma caricatura em algo que se feito da forma certa, também pode ser bem bacana. É claro que a america de vez em quando insiste em viver de boas ideias do mundo que eles resolvem “readaptar”, o que também é conhecido como “fazer tudo igual só que sem sotaque, para que a sociedade americana aceite melhor sem torcer o nariz” e é claro que eles tentaram fazer o mesmo como a série britância, o que nós agradecemos imensamente por não ter dado certo. (versão que tinha o Joel McHale no papel do Roy e o Richard Ayoade repetindo o seu Moss – Why god, Why? –  e vcs podem apreciar essa vergonha aqui)

Agumas curiosidades sobre o elenco que eu acabei descobrindo ao assistir a série é que a Jen participou do excelente episódio final da Season 2 de Sherlock, vivendo aquela jornalista meio assim que se atira para cima do próprio Sherlock e que mais tarde descobrimos ser parceira do Moriarty que dizia não ser o Moriarty (informação que eu recebi de um dos leitores do Guilt, thnks!) e o ator que interpreta o Moss na série foi ninguém menos do que o diretor de “Submarine” um filme sensacional do qual nós já falamos muito bem por aqui (e que eu AMO). Chris O’Dowd atualmente está envolvido em duas produções (e quem sabe ele ainda volte em Girls), uma que é um projeto escrito por ele mesmo e baseado na sua infância no final dos anos 80 na Irlanda, chamada “Moone Boy”, que é uma produção da BBC e já está sendo produzida tem algum tempo, inclusive já tendo garantida uma segunda temporada, mesmo sem a primeira ter sequer estreado. Recentemente, ele também acabou entrando para o elenco de um novo projeto da HBO em parceria com a BBC2 chamado “Family Tree “, onde ele viverá o personagem principal da história.

Infelizmente The It Crowd já foi cancelada e os boatos de um retorno do elenco para a gravação de uma quinta e última temporada (que eles mereciam, pq aquele final poderia ter sido melhor, apesar de ser bem justo o foco no Douglas, além de ter sido super engraçado  já foram negados pelo próprio criador e único roteirista da série, Graham Lineham, que alegou que todas as histórias daqueles personagens já foram contadas. O que eu acho uma pena. São apenas 4 temporadas com 6 episódios cada uma e com isso ganhamos apenas 24 deliciosos episódios para morrer de rir e lamentar por a série já ter encontrado o seu final. Um humor super bacana, bem simples, quase idiota, mas que conseguiu conquistar uma legião de fãs em todo mundo.

Para assistir como se não houvesse amanhã, depois se arrepender de ter visto tão rápido e não existirem mais novos episódios. Além de lamentar pelos DVDs da série nunca terem chegado até aqui, claro. Humpf!

ps: e o que é foufa aquela abertura, hein?

 

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Moone Boy, o trailer

Agosto 24, 2012

Trailer teaser mas com cara de promo na verdade (sempre uma confusão confusa) de Moone Boy, que é a nova série do Sky1 com 6 episódios produzidos para sua Season 1, que estreia logo mais em Setembro.

Nela vamos acompanhar a vida de Martin (David Rawle), um garoto irlandês de 11 anos que vive acompanhado do seu amigo imaginário (O’Dowd) enquanto tenta lidar com toda a excentricidade dos seus familiares.

Além de atuar, Chris O’Dowd também é um dos criadores da série que é baseada na sua própria infância na Irlanda antiga da década de 80, que vem com um plus de que para algumas sequências eles vão utilizar o recurso da animação. Cool. Apesar de ainda inédita, a série já foi até renovada para sua Season 2, que inclusive já está até sendo produzida.

Curiosos? (eu bem fiquei e é claro que vou ver)

 

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O’DOWD, Chris

Agosto 2, 2012

Irlandês, tem todos os metros de altura, é super engraçado (lembrem-se de assistir tudo do Craigson, sempre!), de verdade, sério, do tipo que #NAOTEMCOMONAOAMAR. Cute, canta bem, esteve em “The Boat That Rocked” (que é o melhor filme de piratas de todos os tempos!) mas a maioria o conhece por seu policial magia em “Bridesmaids”. Todo mundo quer todas as tees que ele já usou em The It Crowd (que é a minha nova maratona inglesa do momento indeed, mas depois eu falo mais sobre) e sem contar que, qualquer pessoa que tenha esse grau de intimidade com o Michael Fassbender, merece todo o nosso respeito irlandês. Höy!

E daqui a pouco a gente vai poder vê-lo em Moone Boy, série baseada na sua infância nos anos 80 da Irlanda antiga e que o ator ainda assina como roteirista. Cool Cool Cool!

E a partir de hoje eu declaro que a senha para ganhar o meu coração é me chamar de Sugar Pie Honey Bunch. E não precisa nem cantar… (se cantar bem como o O’Dowd leva uns pontos extras, rs)

Hey, August! (♥)

 

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Girls – A vez das garotas que nós não estamos acostumados a ver toda hora na TV

Junho 22, 2012

Para começar a ler ouvindo essa faixa aqui ♪

Séries que se passam no período do High School/Faculdade, onde todos os personagens ainda estão lidando com os sonhos de se tornarem quem eles desejam ser um dia, existem aos montes e todos nós já passamos por algumas delas a essa altura de nossas vidas televisivas. Séries que falam da vida  adulta, quando os personagens estão prestes a solidificarem suas histórias, com tudo em andamento, encaminhados e prontos para uma grande conclusão para cada um deles, seja no trabalho ou na vida pessoal, também estamos cheios de bons exemplos na TV ao longo desses anos todos e guardamos com orgulho a memória afetiva das nossas preferidas desses do gênero.

Mas uma série que falasse tão abertamente de um período que é um grande ponto de interrogação para todo mundo, que é exatamente quando você sai da faculdade e ainda se encontra em um ponto de transição entre a ex criança e o jovem adulto, disso a gente ainda estava carente de ver na TV (que até já pode ter existido antes, mas não é tão comum) e é exatamente sobre esse período que Girls aproveita para situar a sua história. Um período onde não somos mais crianças, não somos mais adolescentes, mas ainda não somos exatamente adultos, não por completo e ainda nos sentimos perdidos em meio aos nossos vinte e poucos anos, quando já nos encontramos formados e não temos mais a certeza de nada e tão pouco fazemos ideia de onde isso tudo vai dar. Now what? É a pergunta que não quer calar para todo mundo que enfrenta esse período…

E como representantes dessa geração de incertezas, menos euforia e cada vez mais responsabilidades, temos essas quatro novas garotas do momento, cada uma com a sua personalidade e identidade muito bem definida, onde todas se encontram exatamente nessa fase de ainda estar no meio do caminho (certo ou errado) para se tornar aquilo que cada uma delas realmente gostaria de ser lá na frente.

Apesar do título, Girls não é uma série cor de rosa do tipo “menininha” ou cheia de mimimis intermináveis como se espera (preconceituosamente até) de um estereótipo que estamos acostumados a ver a todo instante na TV. Eu diria que essas garotas estão mais para um mint (que é a cor do momento e todos nós já sabemos disso, rs) embora todo esse universo “feminino” esteja super presente na série também, mas de uma forma bem menos óbvia, parece mesmo é que elas chegaram na intenção de dar uma balançada naquela mesmice de sempre, mostrando que se é para facilitar o mundo com estereótipos e rótulos, existem vários outros que ainda não estavam sendo representados na TV e agora seria a chance desses outros tipos finalmente aparecerem.

Entre elas temos Marnie (Allison Williams), a certinha quase adulta e ridiculamente linda do grupo. Sabe aquela sua amiga com os pés enfiados demais no chão, que as vezes sofre da síndrome de se achar a representante oficial dos seus pais quando eles não estão por perto? Então, essa é Marnie. Super responsável, com um emprego bacana que garante ela estar com suas contas todas em dia, embora ela mantenha um grande débito em seu coração. Apesar de ser a mais centrada de todas elas, do alto de toda essa postura responsável e corretinha, foi possível observar que Marnie ainda está longe de se realizar quando o assunto é o amor, quando vimos ela totalmente insatisfeita e sem nenhuma certeza sobre a sua atual relação com o namorado (foufo até), o qual ela nem consegue tratar muito bem e parece não suportar em diversos momentos, sem saber ao certo se gosta ou não dele. Até que ela se vê sem ele e para piorar, acaba dando de cara com a imagem do seu ex com outra, que aparentemente o está fazendo mais feliz do que quando ao seu lado, o que mesmo que a gente não goste muito de admitir, é sempre como a sensação de um soco na boca do estômago, para não dizer outra coisa. (ou um torcidão nos peitos, no caso das meninas, rs – não se esqueçam que eu sou um menino e por isso diria a outra coisa, rs)

Ainda no lado puritana da turma, temos Shoshanna (Zosia Mamet) como a representante de um espécie cada vez mais rara nos dias de hoje, sendo ela provavelmente a última virgem de NY. Mas ao contrário de outros exemplos de personagens que nós já vimos seguir esse mesmo padrão,  seja usando o seu anel da castidade ou se escondendo atrás de uma pureza forçada ou apoiada no discurso de uma religião qualquer, Shoshanna não vê a hora de se libertar desse estigma. O que ela não quer é resolver esse probleminha com qualquer um, apenas para se libertar do peso de ser a última virgem de NY, o que de certa forma, não deixa de ser bem bacana por parte da personagem, que mostra que apesar de seguir certos princípios, não é preciso ser ridiculamente radical quanto a um assunto tão natural para todo mundo. Tudo tem sua hora e ela só não tinha encontrado a sua ainda. Mas é claro que ela é a inocente da turma, a mais romântica e sentimental de todas elas e através de um ótimo momento da personagem em meio a uma festa sensacional, descobrimos que o crack é o ecstasy da nova geração.

Representando o sonho de ser livre, temos Jessa (Jemima Kirke), que logo de cara, conquistou o meu coração com seu figurino e personalidade fundamento e permaneceu empatada com a Hannah até o final da temporada como minhas personagens preferidas da série (eu seria um bom mix das duas). Com ares de new hipster (sim, já temos os new hipsters), Jessa tenta preservar a sua alma livre, de não querer se apegar a qualquer coisa no mundo e com isso vai adiando o momento em que ela precisa parar para se permitir ser quem ela ainda não se encontra pronta para ser e tem consciência disso, como bem foi dito em um dos melhores diálogos da temporada, entre ela e a sua ex patroa, discutindo o interesse do marido dela para cima da até então funcionária. Para ela, tudo é possível desde que se esteja com vontade e até um plot de aborto acabou sobrando para a sua personagem logo de cara, algo que eles conseguiram resolver de forma super bacana e extremamente realista, algo que chegou a incomodar muita gente. Mas quem nunca teve pelo menos uma amiga que já se encontrou nessa mesma situação, que atire agora a primeira pílula do dia seguinte… (não ouço o barulho de nada caindo no chão)

E como grande representante desse grupo das novas garotas e sendo dela a voz por trás da série, temos Hannah (Lena Dunham), que se fosse mais sensacional, seria insuportável. Hannah é uma espécie de heroina para a nossa geração, sendo ela uma  garota inteligente, distante dos padrões de beleza que estamos acostumados a ver a todo momento por todos os lados e mesmo assim ela é muito confortável com tudo isso, encarando super bem por exemplo, cenas de nudez que não são assim tão fáceis para ninguém, além dela vir com o bônus do humor que a faz ser capaz de rir dos próprios defeitos e assim garantir o tom exato de comédia para a série. Para ela sobra a tarefa de provar que é possível se virar sem a ajuda dos nossos pais, mas é claro que para isso, nada acontece muito fácil e para conseguir ser aquilo que ela sonha em ser um dia, o caminho parece ser longo e cheio de obstáculos, sem fantasiar ou enfeitar demais essa trajetória, o que também não o faz perder a graça ou a diversão. E tudo isso sem o  menor esforço para tentar nos enganar, mostrando o quanto é difícil para quase todo mundo conseguir alcançar o sucesso nas mais diferentes áreas de nossas vidas, o que faz ser ainda mais impossível não torcer por sua personagem dentro da série.

Aliás, muito bacana a forma como o plot dos seus pais forçarem de certa forma ela a “crescer”, o que a princípio pode até aparecer meio injusto, acabou funcionando muito bem dentro da história da personagem e temos que reconhecer que não deixa de ser um método eficaz, apesar de achar que nem tudo precisar ser tão radical assim. Bacana também é que apesar dessa forçação de barra por parte deles, existe um grande respeito dentro daquela relação familiar e não há espaço para grandes mágoas, não por esse motivo.

Desde o começo da série, tivemos Hannah frequentando um certo apartamento meio assim, onde ela se encontrava com Adam (Adam Driver), o boy magia aparentemente também meio assim,  que ela se recusava a apresentar para suas amigas por enxergar exatamente todos os seus defeitos, desde o modo como ele a tratava, até a forma como ele realmente parecia ser enquanto pessoa dentro daquele cenário. E esses defeitos todos foram ficando bem claros enquanto ambos dividiam alguns momentos dentro daqueles poucos metros quadrados, nos chamando a atenção desde o começo dessa história,  fazendo com que a gente acabasse se perguntando (apesar de enxergar alguma magia, entre outros detalhes, rs) o porque dela ainda estar do lado de um cara como o Adam?

E a resposta veio em meio ao episódio com o melhor título da temporada “Weirdos Need Girlfriends Too” onde descobrimos  um lado do Adam que até então a gente desconhecia, onde bastou colocar o personagem fora do seu ambiente natural para que ele nos revelasse suas outras camadas, essas muito mais interessantes do que o que já havíamos visto. Que foi o que fez o personagem saltar do posto de boy magia semi negra para o namorado dos sonhos de todo mundo. Quem não queria um Adam para chamar de seu que delete agora a primeira pasta de fotos do Ryan Gosling de suas HDs… Viu? E tudo isso de uma forma muito honesta, sem grandes transformações e mantendo todo o seu fundamento de antes, apenas revelando um lado desconhecido do Adam para todos nós, inclusive para a própria Hannah, que visivelmente surpresa ao conhecer essa nova versão do Adam, não conseguiu esconder a sua felicidade dentro daquele táxi, quando ela finalmente conseguiu o objetivo de conseguir ganhar o status de namordada dele. (e o que foi esse momento dos dois super “E.T” na bicicleta e na sequência aquele tombo? Eu ri sem parar!)

Sonho esse que acabou logo na sequência, com o pesadelo da convivência transformando a versão foufa do Adam que acabamos de conhecer, em um garoto que não sabe muito bem como se comportar dentro de um universo mint, como o dessas garotas, fazendo com que a sua presença fosse notada a todo instante. Agora me fala, qual outra série foi capaz de colocar o namorado com uma cara de psicopata de dar medo, fazendo xixi na namorada durante um momento a dois no chuveiro, com a maior naturalidade desse mundo, provocando uma reação também muito honesta, que com certeza muitos de nós (muitos, pq já que estamos sendo naturais e honestos, a gente sabe que tem público para uma golden shower…ew!) reagiríamos da mesma forma que a Hannah naquele momento, hein? Mas mesmo se tornando um pesadelo super presente na vida da Hannah, ocupando todos os espaços possíveis desse que antes era apenas um confortável vazio, Adam continuou sendo um foufo, onde o seu lado totalmente meio assim acabou sendo compensado por tamanha foufurice que ele foi revelando aos poucos enquanto namorado, como quando ele resolveu fazer aquele muro de lambe-lambes coberto com a palavra “Sorry” que nem era exatamente para ela. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? Nesse momento, Adam não só ganhou o coração da Hannah, como de brinde levou os de todos nós, com certeza.

E vale a pena reconhecer que Girls não fala só bem desse universo de meninas, como consegue transformar os seus meninos em grandes personagens, mesmo não sendo eles o foco da história. Gosto muito da forma com que a série conseguiu transmitir de forma bastante simples até, o quanto esses dois universos tem em dificuldade de se comunicar e entender cada um de seus lados. Tudo é muito desconfortável para o outro e vice versa, como vimos na cena dos meninos explorando com a maior curiosidade desse mundo o apartamento delas, agindo quase como crianças . Talvez seja por isso que  as meninas são tão fascinadas por seus amigos gays ao longo da vida e os meninos se saiam tão bem com suas amigas lésbicas também, que de certa forma, são os representantes do sexo oposto que mais conseguem se aproximar de suas realidades (com limitações, claro) e que circulam muito bem dentro desses universos. Por isso dizemos que o novo gay  é o hétero do futuro. Anotem. (rs)

O mais bacana dentro da proposta de Girls é que todos os personagens são super fáceis de indentificar, independente do seu sexo. Quem nunca se comportou como uma Shoshanna (isso ficou engraçado), tendo que encarar o drama da primeira vez? Ou se viu no lugar da Marnie, presa em uma relação meio assim e sem ter a certeza de querer ficar ou querer realmente sair? Ou quem nunca sonhou ou já teve os seus momentos bem Jessa, em nome da liberdade? E eu gostaria muito de saber quem é que nunca se apaixonou por um Adam da vida, assim como a Hannah? Não valendo mentir nessa hora, posso até dizer sem medo que muitos de nós já nos comportamos até como todos os meninos da série, basta parar para pensar um pouquinho no passado…

Mas entendam que Girls, apesar de ser encarada como “comédia” e ter os seus momentos de pura diversão (quase não me aguentei quando as colegas de um dos trabalhos da Hannah resolveram dar um tapa na sua sobrancelha, rs), é mais uma das séries que acabaram sendo classificadas de forma errada. Imaginem que logo de cara a nova série da HBO já ganhou status do novo Sex And The City, o que elas conseguiram provar já logo no piloto, o quanto todos que chegaram a considerar essa semelhança estavam totalmente equivocados, que a não ser pela quantidade de personagens principais e NY como fundo para essa história, elas nada tinham para se comparar com SATC. Nada a não ser a falta de freios, talvez? Girls tem mais aquela cara de dramédia e o perfil meio loser e mais próximo da realidade que a gente tanto tem gostado atualmente, com um texto sem freios ou grandes pudores, onde elas conseguem tratar todo e qualquer assunto com a maior naturalidade desse mundo, como se a gente estivesse em uma conversa com nossas próprias amigas, uma linguagem que nesse caso sim, teria algo parecido com o que também acontecia na série antiga de sucesso da HBO. Sem contar todo o charme da cidade de NY e aquelas 4 meninas lindíssimas e nada óbvias (inclusive na beleza de cada uma delas), cada uma com características tão pessoais e tão diferentes, capazes de deixar todos nós completamente apaixonados por todas elas, pelos motivos mais variados possíveis. Höy!

Muita gente chegou a achar a série apelativa, exagerada em alguns momentos, algo que eu discordo completamente. Sinceramente, apesar de alguns momentos bem “desconfortáveis”, toda aquela verdade, muitas vezes confundida com apelação, fez parte da proposta da série e seria absolutamente impossível contar essa mesma história deixando de lado essas situações mais exageradas ou até mesmo ridículas em algumas circunstâncias, que muitas vezes a gente também passa ou já passou na vida, mas tem vergonha de admitir em público assim abertamente. E vale a pena lembrar que Girls é uma série da HBO, um canal pago da TV de lá, onde esse detalhe permite que a série vá um pouco mais além do que é aceitável e comum na TV aberta, por exemplo.

Em meio a essa primeira temporada primorosa, eu acho bem difícil não se identificar com cada uma daquelas situações, onde mesmo que você não tenha vivido algumas delas, certamente deve conhecer alguém que já passou por algo semelhante. E acho bacana que tudo isso tenha sido escolhido para ser mostrado dentro desse período de nossas vidas onde tudo ainda está dando bem errado, em uma fase ainda muito indefinida das nossas histórias onde a nossa única certeza é um grande ponto de interrogação em neon piscando em direção ao nosso futuro e que como eu disse anteriormente, não costuma ser retratado na TV ou no cinema a todo momento e tão pouco com essa carga de honestidade emprestada de uma série como Girls. Muito bem feito meninas, a minha alma feminina agradece. Clap Clap Clap!

Imagino que todas aquelas garotas estão vivendo um período que ninguém imagina que vai ser tão difícil, principalmente no passado, quando somos questionados sobre como imaginamos que seriam  nossas vidas cinco anos a frente e que quando chegamos exatamente a essa ponto delas, no presente, tudo é muito diferente e menos fantasioso de como já foi um dia em nossa imaginação. Os sonhos já não são os mesmos e a euforia da nossa pouca idade já não faz mais tanto parte do nosso dia a dia como antigamente.

E uma temporada sensacional com foi essa Season 1 de Girls, precisava mesmo de um season finale do tipo bem bom, mesmo que os nossos lugares já estivessem todos garantidos para a Season 2 da série (confirmada quase que desde a sua estreia), que é claro que nós não vamos perder por nada nesse mundo. Nele tivemos o casamento surpresa da Jessa (que mais uma vez contou com a participação do excelente Chris O’Dowd, que eu acho ótimo & maravileeeandro. Höy!), que pelo primeiro encontro dos dois, naquele outro momento ótimo da temporada onde rolou o beijo entre a Jessa e uma versão mais permissiva da Marnie, eu até cheguei a achar que talvez eles já tivessem dividido um passado juntos, pela tensão sexual que eu cheguei a sentir no ar entre os dois personagens naquele primeiro momento, mas que parece que foi só uma impressão minha mesmo.

Um casamento ótimo e maravileeeandro, que ainda contou com a Soshanna magoadíssima por ter ido ao casamento da prima vestida de branco (todas elas estavam lindíssimas por sinal), ela que ao final do episódio, ainda acabou resolvendo aquele seu pequeno problema chamado virgindade, onde também tivemos a Marnie fazendo o que nossas amigas (tá, a gente também em algum lugar do passado, admitindo com bastante vergonha esse plot) já fizeram um dia, que é encher a cara e se encantar com o primeiro que aparecer pela frente, só para ter a sensação de estar seguindo em frente, quando na verdade você acabou de ter dado 25 passos para trás, além de ter enfiado o pé em um ressaca brava e sofrível de se sair na manhã seguinte. Aposto também que no dia seguinte, ela mudou o seu estado no Facebook para “Muito feliz! 😉 ” que é o que todas com esse perfil fazem, eu eu sempre morro de rir quando me deparo com frases como essas em redes sociais, que a gente sabe que quer dizer exatamente o contrário e para alguém em específico.

Episódio que ainda contou com o grande momento da noite, com a Hannah finalmente descobrindo uma sensibilidade ainda mais profunda no Adam, que ela deixou magoadíssimo por não levar a sério o fato dele estar realmente apaixonado por ela, algo que Hannah não consegue acreditar com tanta facilidade. Ele que teve ótimas lines ao lado da personagem, dizendo as coisas mais francas e diretas na cara da Hannah, quase sempre com uma certa dose de foufurice no ar, principalmente a partir de quando eles passaram a namorar. Mas  nada foi mais sincero do que aquelas lines dele aos berros perto do final do episódio, do lado de fora da festa, falando sobre a auto-sabotagem da própria. Sério, sabe quando você consegue se ver exatamente na outra pessoa? Então nesse momento eu poderia me chamar Hannah Horvath, rs. Me senti até naquele “walk of shame” ao lado dela, dividindo aquele pedaço de bolo de casamento na manhã seguinte. Quem nunca? (AMO bolos de festa e bem casados na manhã seguinte, Yummy!)

Isso sem contar o excelente momento com o Adam não deixando de propósito ela entrar na ambulância com ele, depois daquele pequeno acidente que poderia ter sido o maior clichê desse mundo (fiquei tão aflito naquela hora), mas que mais uma vez fomos surpreendido com o tipo de humor delicioso da própria Lenna Dunham, que interpreta e escreve lindamente essa série, que com apenas 10 episódios em sua primeira temporada, conseguiu nos deixar completamente apaixonados por essas quatro novas garotas do momento e que representam muito bem esse perfíl que não estamos acostumados a ver toda hora na TV e que para a nossa sorte, ganhamos quatro novas representantes de primeira.

O tipo de série que você acaba de ver e se sente muito bem representado (seja você a boy or a girl) e fica com vontade de abrir aquele potão de sorvete caro de doce de leite, ligar paras as amigas, pedir para elas trazerem os cupcakes com tops variados daquela confeitaria bacana e passar a noite fazendo trança uma na outra, colocando pepino em volta dos olhos e falando sem a menor vergonha desse mundo o quanto todos nós conseguimos ser ridículos, principalmente quando o assunto somos nós mesmos e a nossa própria vida.

O difícil vai ser ficar sem essas meninas agora até a próxima temporada, que nós esperamos que seja um pouco maior hein HBO? Vamos liberar a verba que essas meninas merecem, vai? Humpf! (embora temporadas curtas estejam na moda atualmente…)

Uma série bem especial para toda uma nova geração de quase adultos, independente do seu sexo e que pode parecer não ter sido feita para qualquer um, mas que pare entendê-la e passar a se apaixonar, basta encarar tudo da forma mais natural possível.

Começamos ouvindo a outra faixa e temos que terminar ouvindo essa essa aqui ♪

 

ps: dizem que a Season 2 de Girls está prevista para Janeiro de 2013. Yei!

ps2: post dedicado para todos os leitores do Guilt, meninos e meninas que eu chamo secretamente de Guilters e que merecem assistir a essa delícia de série (♥)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt


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