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Django Unchained

Fevereiro 20, 2013

Django Unchained Poster Tarantino

É sempre bom encontrar com o Tarantino bem humorado e cheio de sede de vingança. Mas seria Django realmente o gatilho mais rápido do sul?

Dizem que o Tarantino está trabalhando em uma espécie de trilogia da vingança, aproveitando para revisitar e se vingar de algumas das histórias mais pavorosas do nosso passado, daquelas que ninguém deveria se orgulhar, nem mesmo quem esteve do outro lado, porque sempre resta um. Primeiro foram os nazistas que ganharam seu tratamento especial através da visão do diretor no excelente “Inglorious Basterds” e agora chegou a vez dos negros receberem a chance de vingar parte da sua história dos tempos da escravidão, antes da Guerra Civil. E isso em um território western, praticamente dominado pelo homem branco ao longo dos anos da história do cinema, como cenário de plano de fundo para essa sua nova história, dirigida e escrita pelo próprio.

Django (Jamie Foxx) é um escravo de sorte (se é que podemos assim dizer) que acabou caindo nas mãos certas, um caçador de recompensas que precisava de alguém que tivesse vivido tudo aquilo de perto e pudesse reconhecer as cabeças que ele deveria colocar sob sua mira. Sorte my ass, porque antes disso, ele que teve um passado de escravidão, além de ter sido torturado e passado por tudo aquilo que já conhecemos bem da história, também teve que amargar o gosto de ver a sua mulher sendo tratada de forma extremamente cruel, sendo inclusive retirada a força do seu lado.

Dessa forma, motivos não faltavam para que aquele homem tivesse uma sede de vingança gigantesca contra aqueles homens brancos que faziam parte dessa história sórdida de escravidão, mas com esse detalhe, tudo acabou se tornando ainda mais pessoal para esse personagem, que pela primeira vez estava experimentando também o gostinho da liberdade. Mas ele nada seria se não fosse a companhia que acabou ganhando através da chegada do Dr Schultz na sua vida, um homem que certamente acabou colaborando e muito para mudar (e roubar) a sua história.

Ele que é vivido de forma sensacional pelo sempre excelente ator Christoph Waltz, indicado ao Oscar e a todos os demais grandes prêmios (que ele vem recolhendo) por sua excelente performance no longa. Um caçador de recompensas que só vai atrás das grandes cabeças, dos culpados pelos piores crimes e que precisava de certa ajuda para concluir o que talvez fosse uma de suas maiores recompensas até então. Coincidentemente (e o filme brinca bastante nesse território perigoso da dependência da coincidência, um ponto bastante negativo por sinal) ele e Django descobrem interesses em comum, porque sua mulher se encontra nas mãos de um dos tais procurados do doutor e assim, eles acabam firmando um trato de cooperação para que ambos possam sair satisfeitos e recompensados dessa história.

Django

É preciso dizer que o personagem de Waltz acaba roubando quase que completamente a cena se não fosse por seu antagonista (chegaremos nele em breve), por puro mérito do próprio ator, que foi apresentado para o mundo em grandes proporções também pelo próprio Quentin Tarantino em seu trabalho anterior, que é um ator que vem nos entregando excelentes trabalhos desde então, um atrás do outro. Além disso, o personagem por si só já tem um carisma grandioso, além da empatia imediata que ele consegue nos transmitir e despertar por ser um dos poucos personagens não preconceituosos dessa história, que é carregada de insultos super preconceituosos cabíveis para a época (odiando ter que admitir isso, mas é o que se espera de um plot como esse), maus tratos absurdos e ou piadas bem cretinas a respeito do tema. Ironicamente (ou de forma inteligente, para tentar retirar um peso que poderia ficar sobrecarregado demais para ser carregado por qualquer um, além de trazer um lado cômico também especial para a história) boa parte desses xingamentos e insultos acabam saindo da boca do personagem do Samuel L. Jackson (que reencontra o diretor nesse trabalho, ele que em “Inglorious Basterds” fez apenas uma participação como narrador), Stephen, que aparece praticamente irreconhecível no filme como o “cotton candy”, apelidado carinhosamente por Django, rs. E logo ele, o mais preconceituoso entre todos. (recurso inteligente Quentin. Um recurso bastante inteligente)

Apesar de Django ser o grande herói dessa história, Dr Schultz acaba sendo o personagem mais significante da mesma, grande parte disso por conta do seu humor, algo que aprendemos também recentemente que o Christoph Waltz  sabe fazer muito bem desde “Carnage” (outro excelente trabalho do mesmo). Um humor bacana, quase sútil, escondido nos trejeitos e na própria personalidade característica do personagem. Enquanto Django queria se tornar um herói e estava aprendendo o que fazer para tal com o seu excelente e novo tutor, Dr Schultz já estava pronto e era exatamente esse herói disfarçado de dentista. A propósito, seu personagem é alemão. Coincidência?

Em sua trajetória, Django tem excelentes momentos, como quando ele tem a chance de escolher a sua roupa de guerra e me aparece inteiro de azul, investindo no estilo dandy em meio ao velho oeste (nesse caso, Sul) e sendo ridicularizado até mesmo pelos próprios escravos. Eles que não estavam nada acostumados a ver um homem negro naquele tipo de situação, montado em seu próprio cavalo e sendo tratado com respeito, mesmo que o seu papel naquele momento fosse o de uma espécie de mordomo. Não estavam acostumados, mas logo passavam a admirá-lo ou invejá-lo ao mesmo tempo. Da mesma forma que os escravos não estavam acostumados e pareciam incrédulos ao ver um negro naquela posição (que até então nem era tão favorável assim), os brancos se revoltavam, exigiam que o doutor colocasse o empregado em seu lugar, mas tiveram que aprender a lidar com isso rapidamente, porque a dupla acabou fazendo historia naquele lugar, mostrando que a partir daquele momento, as coisas seriam bem diferentes. BANG!

História a troco de muito sangue por todos os lados (Tarantino deve estar muito apaixonado por esse novo formato de explosão de sangue que andamos vendo por aí ultimamente), o que sempre esperamos animados dos trabalhos do Tarantino. Cabeças e corpos dilacerados por muitas balas, quando não por cachorros, tiros e mais tiros que fazem grandes buracos e deixam uma notável marca em slow, jorrando muito sangue por todos os lados, algumas vezes de forma completamente exagerada, quase como se um balde de sangue fosse arremessado no momento da morte daquelas pessoas (sabe quando morre um dos vampiros em True Blood? Então…), mas tudo de forma esteticamente interessante.

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Apesar de uma lista de vilões que aparecem brevemente no filme como vítimas da agora dupla de caçadores de recompensa, o maior deles fica mesmo por conta do ator Leonardo DiCaprio na pele do temido Calvin Candie, que só chega depois de uma hora de filme, mas vem claramente para dividir o brilho do longa com o Christoph Waltz. Ele que também tem um perfil todo carismático, apesar de seus ataques de loucura assustadores. Mas para o seu personagem sobram cenas ótimas de conflito de ideias, regadas a muito bom humor e uma performance impressionante quando o personagem finalmente percebe que estava sendo enganado durante esse tempo todo em relação as verdadeiras intenções da dupla em sua propriedade. Ele que tratava os escravos como objetos do seu próprio divertimento, promovendo lutas mortais na sala da sua casa, apenas por prazer e diversão. Se pagou $500 por um escravo, exigia pelo menos 5 lutas do mesmo, essa era a lógica da sua cabeça desequilibrada. Mas apesar da crueldade, tirando o seu acesso de loucura em determinado ponto do filme, o vilão acaba ficando mais no território de que tudo aquilo acontece sob o seu comando, mas na verdade, não temos a chance de vê-lo praticando algo odioso de verdade, a ponto de torcermos para que seu fim seja doloroso e totalmente impiedoso (apesar dessa torcida existir naturalmente pelo plot em si e ele ter um único momento “teatral” digno de um grande vilão). Tirando isso, a impressão que fica é que apesar de ser o grande vilão dessa história, Calvin é apenas aquele que autoriza a crueldade, mas não está muito acostumado a sujar suas próprias mãos e depende de gente melhor preparada para isso. O menino rico que tem o dinheiro necessário para comandar, mas falta força.

Esse que talvez seja mais um grande erro do filme (sorry Quentin!). No passado, quando vimos o Christoph Waltz nessa mesma posição de vilão da história, aprendemos a temer aquele personagem odioso logo de cara, com aquela inesquecível e agoniante cena inicial de “Inglorious Basterds”. Mas nesse caso, toda a vilanice do personagem acaba parecendo maquiada, amparada na língua solta do personagem do Samuel L. Jackson, esse sim odioso, por todos os motivos possíveis. Da boca dele saem os insultos mais pesados, talvez por seguir aquela máxima de que “é preciso pertencer a determinado clã para poder falar absurdos e não parecer tão ofensivo assim” ou apenas na tentativa de trazer o lado cômico da história (que é bem presente e um dos pontos mais positivos do longa) através de mais esse personagem. Mas fato é que sem esse aparato, o personagem de DiCaprio, apesar de grandioso, acaba perdendo a força porque não conseguimos enxergar até onde vai o nível da sua tirania ou loucura e a sua despedida no longa é breve (além da sua resolução também ser bem prática) e com ele, infelizmente acabamos perdendo também o Dr Schultz, esse sim um personagem que acabou fazendo falta no restante do filme (que tem 2h45 de duração), em um cena fantástica e que dá inicio ao grande conflito sangrento do longa, trazendo a tona uma das mais notáveis características do diretor.

Sem contar que aquele Stephen acaba ganhando um tratamento de “sábio” demais do qual eu também não sou muito fã e acredito ser um recurso fácil demais para uma justificativa qualquer, seja ela no cinema ou na TV. No filme, eles dizem perceber uma forte conexão entre Django e Hilda (Broomhilda von Schaft, que é a sua esposa e atual escrava de Calvin, interpretada pela atriz Kerry Washington, que quase passa despercebida no filme) e isso é dito pela personagem irmã de Calvin no longa e também é percebido por Stephen, quase que “magicamente”, ele que do meio do nada começa a achar que Django e Hilda escondem algum tipo de relação e não demora muito para que o personagem acabe chegando a brilhante conclusão de que eles só podem ser marido e mulher. Sério, tudo isso acontece fácil demais. Ainda se algum deles tivesse algum conhecimento da língua alemã… mas tudo bem, talvez nessa hora a gente tenha que acreditar na sabedoria dos mais velhos com cabeça de algodão doce, rs.

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Da compra da liberdade de Hilda, até o grande massacre que acaba acontecendo em Candyland, que retira os dois grandes personagens da trama do caminho (e não conseguiu convencer muito na questão da durabilidade e resistência dos escudos humanos usados pelo personagem principal, mas falar em “convencer” em um filme como esse – que diga-se de passagem, eu AMO o gênero e ainda mais o diretor – pode deixar muita gente frustrada e ou irritada, então, fingimos que engolimos mais essa), encontramos Django prestes a voltar a sua posição de escravo e mais um vez longe da sua esposa. Outra justificativa que eu acabei achando nobre demais para a personagem da irmã do DiCaprio no filme (que presenciava de perto as leis na terra da sua família, apesar dela parecer ser extremamente submissa e não ter o menor destaque), mas entendemos que essa era a sua maneira de ver o culpado pela morte do seu irmão sendo obrigado a sofrer até o resto dos seus dias. Mas esse destino acaba sendo interrompido pelo próprio Django, que enxerga uma oportunidade de ainda ter a chance da sua vingança antes de ser vendido como escravo, além de fazer o resgate da sua Hilda.

Nesse momento, o próprio Tarantino aproveita para se divertir em uma cameo e se auto explode, voando pelos ares em uma grande explosão de sangue em meio àquele cenário de camadas laranjas e azul, algo que acaba abrindo os caminhos para que Django tivesse o seu acerto de contas com os remanescentes de Candyland, além de encerrar a missão do próprio Dr Schultz, matando com seu rápido gatilho os irmãos da gangue que ele estava à procura e que havia sido o motivo do encontro dos dois personagens no começo do longa.

Um final merecido para o personagem, que teve a chance de pegar todas as cabeças que estiveram em seu caminho durante esse percurso, especialmente a do Stephen, que acabou ganhando um tratamento todo especial do herói antes de morrer, mas que nem por isso soube calar a boca (sério, faltou um tiro na boca daquele velho ou retirar a sua pele. Tarantino, você foi café com leite nessa hora…). Ele e aquele que aproveitou para pegar suas partes anteriormente no filme (e algo me diz que ele tinha gostado, rs). Em meio a uma grande explosão e uma exibição em seu cavalo de trote, encontramos Django finalizando sua tarefa e seguindo finalmente em frente com Hilda, enfrentando a sua proposta de final feliz ou missão cumprida.

Mas nessa hora, o sentimento é que a vingança da vez acabou sendo minimizada, principalmente se comparada a vingança anterior proposta pelo próprio diretor, que reunia grandes nomes conhecidos da história em um cenário perfeito, apesar de “Django Unchained” também ser muito bacana e trazer aquele mesmo sentimento de satisfação de volta, de ver uma injustiça qualquer sendo “corrigida”, mesmo que seja de forma tão particular. Além disso, senti falta de um lado feminino no longa, uma mulher forte em meio àquele cenário, algo que não vimos e pessoalmente eu acho que o Tarantino sabe trabalhar esse perfil como ninguém, por isso acabei sentindo uma enorme falta dessa presença feminina em cena. (todas elas parecem figurantes na verdade, inclusive a própria Hilda, algo que podem até tentar justificar com a história da submissão e traumas daquele período, mas ainda assim…)

De qualquer forma, “Django Unchained” é um bom filme (não o melhor), tem todas as características que se espera de um filme do Quentin Tarantino e além disso conta com o seu detalhe mais especial, que dessa vez não ficou por conta de uma referência estética ou o próprio texto do longa e sim por sua soundtrack, essa extremamente especial e muito bem pontuada durante o filme, ainda mais misturando tão bem estilos completamente diferentes.

Respondendo a pergunta do começo do texto, se Django seria mesmo o gatilho mais rápido do sul, digamos que se por lá ele encontrasse a The Bride, ou o Sgt. Donny Donowitz carregando seu bastão e até mesmo a Shosanna em seu caminho, mesmo tendo a força de quem é capaz de derrubar um homem e seu cavalo no braço (sim, os dois juntos), nossas apostas não seriam nele. Sorry Django. Contra um Mr __________ (insira aqui a sua cor preferida entre Orange, Pink, White, Blue, Brown ou Blonde) quem sabe? Nesse caso, talvez ele tivesse alguma chance…

 

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Confirmou! A lista dos vencedores da nossa premiação dos sonhos, o Golden Globes Awards 2013

Janeiro 14, 2013

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Premiação agora também conhecida como o dia em que a Tina Fey e a Amy Poehler dominaram a TV com o melhor do humor atualmente. Sério, não teve para mais ninguém, Liz Lemon e Leslie Knope estiveram naquele palco e não deixaram por menos. Elas dominaram tudo. TU-DO!  Portanto, todos ajeitando os decotes e ou as gravatas borboletas (segunda opção destinada especialmente para a Diane Keaton e a Ellen DeGeneres, dando aquela checada para ver se a fenda está no poder e direcionada para o ponto focal certo e de pé: CLAP CLAP CLAP! (em caixa alta, que é para fazer mais barulho)

Sério, fui dormir tão feliz, extremamente orgulhoso e por motivos dos mais variados e diferentes possíveis na noite de ontem, depois do Golden Globes, que consegui esquecer até toda e qualquer injustiça que tenha acontecido durante a premiação e é possível que eu tenha desenvolvido o meu próprio ovário + útero durante o meu sono da realização dessa noite. Sério, eu não estou brincando.

Piadas afiadíssimas que funcionaram perfeitamente dentro da intimidade de anos que uma tem com a outra e elas nunca estiveram tão naturais e ao mesmo tempo tão dentro dos seus próprios personagens em toda a história de suas vidas. Foi como um grande SNL antigo, sem a parte chata onde todo mundo tem que aparecer um pouquinho, rs. Só aquele discurso de abertura, merece ser visto 137 vezes em looping, onde é possível continuar rindo e muito, mesmo depois da 137 vez.

Sério, tem como se segurar na piadinha envolvendo a Kathryn Bigelow e o seu ex derrotado em um Oscar anterior por ela mesma, o James Camarão Azul? Não, não tem e se eu estivesse presente, teria rolado da mesa de Homeland até a do Tarantino, três vezes. (by the way Tina, dividimos o mesmo sentimento a respeito do assunto pesadelos sexuais + Tarantino)

Aliás, vale a pena usar esse momento para fazer uma pausa e avaliar a diferença entre tipos de humor que podem dizer muito a respeito de muita coisa. Reparem no discurso de abertura, na audiência, quem realmente estava se divertindo entre os convidados presentes naquelas mesas todas enquanto Tina e Amy entregavam o seu melhor em um verdadeiro bombardeio de bom humor inteligente sem ser pedante e ou exagerado e tão pouco apelativo. Basta um pouquinho de atenção para perceber que esses eram os mais inteligentes, bem humorados ou que nós gostamos mais desde sempre, fato. Robert Pattinson por exemplo, por quem nós nunca nos importamos muito, nesse momento, apareceu ao fundo, apático, se colocando de free drinks, naquela preguiça de sempre, sem prestar muita atenção em coisa alguma. Agora, reparem no vídeo abaixo, nesse outro momento que muita gente gostou durante a premiação (tisc tisc), com a dupla Wiig + Ferrell tentando, mas ficando para trás no quesito “nosso tipo de humor”. (AMO a Wiig, mas acho que ela merecia uma dupla melhor e talvez daqui uns anos, ela possa fazer um trio com certas duas aí. Eu diria que até que Fey e Poehler são as formandos do ano, enquanto Wiig ainda está na 7ª série, avançada, mas ainda na 7ª, da mesma escola pelo menos). E a cara do Tommy Lee Jones para esse momento pode provar essa teoria, rs.

E dizem que ambos da segunda dupla podem ser os apresentadores do Golden Globes no próximo ano. Começamos a rezar ou já deixamos o DVR programado na opção “corta o Will Ferrell”?

Enfim, fora isso tudo que não foi pouco, tivemos momentos excelentes, como o discurso inspiradíssimo da Jodie Foster, a homenageada da noite, que nunca esteve tão confortável e ou tão maravileeeandra, do alto dos seus 50 anos. Sério, that’s a woman! E a família ruiva dela toda presente? AMO/me passa esse contato Jodie, porque daqui uns anos, terei essa necessidade necessária. (se bem que, com meu novo ovário+útero em desenvolvimento, talvez u só precise mesmo é do contato do Fassbender… rs)

E como se tudo isso já não tivesse sido o suficiente, tivemos boas surpresas na lista de vencedores do Golden Globes 2013, que resolveu fugir bastante do óbvio e talvez nunca tenha provocado tanto o Oscar como fez dessa vez? Duvida? (para lembrar a lista completa de indicados com nossos comentários de sempre, veja aqui)

 

Filme – Drama: “Argo”

A surpresa da noite. Com grandes nomes na disputa, ficava difícil apostar em “Argo” do Ben Affleck, mesmo que ele tivesse feito por merecer. Mas não podemos nem dizer que esse foi o seu tapa na cara da sociedade das premiações americanas, porque esse não foi o seu único prêmio da noite e só faltou ganhar um para levar para o Samuel, porque temos certeza que seus dois prêmios terão donas ou protetoras mais do que especiais: Violet e Seraphina. (♥)

 

Atriz – Drama: Jessica Chastain – “A Hora Mais Escura”

Essa não foi uma grande surpresa e surpresos mesmo nós ficamos com a sua escolha para encarar essa noite de glória. Mas sobre isso falaremos depois… 

 

Ator – Drama: Daniel Day-Lewis – “Lincoln”

Só faltou os indicados levantarem a placa “Eu já sabia”. É, todo mundo já sabia e mesmo sem ter assistido ao filme é impossível não arriscar que deve ter sido muito merecido. (avaliando o que vimos com nossos próprios olhos dos teasers, trailes, imagens e comentários sobre, claro)

 

Filme – Comédia ou musical: “Os Miseráveis”

Feito exatamente para isso, Les Mis é o tipo de filme figurinha fácil nesse tipo de premiação. O que não tira o seu mérito, apesar de nos deixar com preguiça, um pouco, confesso… (mas super quero ver/chorar/cantar junto com todos eles, especialmente o Anne Hathaway)

 

Atriz – Comédia ou musical: Jennifer Lawrence – “O Lado Bom da Vida”

Yei! J-LAW! Super merecido. Ela que encara qualquer tipo de desafio com bastante dignidade e unfirah. Só acho um saco todo mundo ter que ficar esclarecendo que ela ganhou por esse filme e não pode “Hunger Games”, que segundo a Tina Fey, foi a dieta mágica que a fez entrar dentro daquele vestido, rs 

 

Ator – Comédia ou musical: Hugh Jackman – “Os Miseráveis”

Entendam, gosto de filmes épicos, feito para premiações, apesar de ter um pouco de preguiça. Mas ver o Hugh Jackman de outra forma, como não estamos acostumados a ver, também é muito bacana e por isso, merecido também. 

 

Animação: “Valente”

Apesar da represente da vez da magia ruiva não ter sido o meu preferido (mesmo pq, os dois que eu vi dentro da categoria não eram), é inegável que “Brave” com seus avanços, levou a animação para um outro nível. 

 

Filme estrangeiro: “Amor”

Todo mundo falando de “Amor”. Quero ver. Todo mundo quer ver. Onde será que vamos conseguir ver? Tem em VHS? Paolo?

 

Atriz coadjuvante: Anne Hathaway – “Os Miseráveis”

Oh Anne, como nós torcemos por você. Seu vestido não era dos melhores, nem o seu discurso foi, mas mesmo assim, a sua cara na platéia morrendo de rir de tudo e ou totalmente sem graça com a piadinha da Tina Fey sobre sua parceria como apresentadora do Oscar, foi algo sensacional. Valeu só por isso e pela Amy Poehler cantando “I Dreamed A Dream Da Da Ri Da”, rs

 

Ator Coadjuvante: Christoph Walts – “Django Livre”

Walts rouba a cena. Walts amedronta. Walts diverte. Walts é reconhecido a cada novo trabalho. Talvez Walts seja a nova Meryl Streep. Anotem…

 

Direção: Ben Affleck – “Argo”

POW! Esse sim, foi o tapa na cara de mão fechada e com anel caro de formatura na vida ou gangue na cara da sociedade dos votantes do Oscar. Não ganhou a sua indicação lá, mas por aqui, não só foi indicado como levou os dois prêmios do cinema mais importantes da noite. Suck it! Ps: talvez esteja passando da hora do Ben começar a acreditar que ele faz muito melhor uma coisa do que a outra, embora a sua carinha linda ficando escondida seja quase que um crime contra a sociedade da magia. Mas pense nisso, Ben, nos contentamos em vê-lo indo levar as meninas no colégio. Mas não se entregue aos donuts e comidas dos sets. 

 

Roteiro: Quentin Tarantino – “Django Livre”

AMO/queria conhecer o Tarantino para convencê-lo a dirigir o capítulo mais dramático e aterrorizante da história da minha vida. Aceitaria também ser o moço do cafezinho em qualquer um de seus filmes, de hoje e de ontem  caso a gente consiga aquele DeLorean ou aquela TARDIS emprestado. Não cobro cachê, mas não reclame caso objetos cênicos sumam misteriosamente do seu acervo, mas nada muito grande, no máximo uma “Pussy Wagon” e certa mala preta onde eu pretendo carregar certa peruca preta, um uniforme amarelo completo e um bastão. E sim, eu vivo de referências…

 

Trilha sonora: Mychael Danna – “As Aventuras de Pi”

Dizem que o filme é mais bonito do que qualquer outra coisa. Sabe diretor que se empolga com uma nova linguagem ou uma nova possibilidade de tecnologia? Essa é a minha sensação…

 

Canção original: “Skyfall” – “007 – Operação Skyfall

Impagável o ‘high five” da Adele para o 007 himself quando anunciado o seu prêmio. Foi quase melhor do que o 1/2 sorriso e o olho de cobra da cara de alface da Taylor Swift fazendo um giro completo de 360º de trás para frente, que segurou as lágrimas, mas talvez toda aquele líquido contido dentro dela tenha encontrado uma outra saída ao sul da mesma, de tanto ódio concentrado em um corpinho tão pequenininho e ao que tudo indica, sambado. Se solta Taylor, deixa o mundo conhecer quem você realmente é! Sua lista nós já bem conhecemos…

 

Série – drama: “Homeland”

OK, Homeland é tudo isso mesmo quando não é tudo isso, mas ela não foi a melhor série do ano. Teve seus momentos, mas nem de longe foi como foi no passado. Não, não foi. Sorry, mas aqui eu enxerguei uma injustiça. 

 

Atriz – série de drama: Claire Danes – “Homeland”

Se a série não mereceu ganhar como melhor drama, o mesmo nós não podemos dizer da Claire Danes, nunca, porque ela sempre faz por merecer. Sempre!

 

Ator – série de drama: Damian Lewis – “Homeland”

O mesmo vale para o Brody. E suas subidas no palco sempre valem um plus a mais para a divulgação do culto & adoração da magia ruiva. Höy!

 

Série – comédia ou musical: “Girls”

Há quem não ache Girls uma série engraçada, mas a assistindo pela segunda vez antes da premiere da nova temporada (que também foi ontem), eu posso garantir que quase nada na TV atualmente tem um humor tão bacana como Girls, por isso o prêmio foi mais do que merecido. Mas é outro tipo de humor, em um outro tipo de série, que nós ficamos mais do que felizes que tenha sido reconhecida. Clap Clap Clap!

 

Atriz – série de comédia ou musical: Lena Dunham – “Girls”

Meu grito mais alto da noite. AHHHHH! Lena Dunham com a sua estranheza (para alguns) e estando completamente fora de qualquer padrão (também para alguns, porque pra gente, ela é uma das mulheres mais interessantes a quem fomos apresentados recentemente. Höy!), ela representa um pouco de cada um de nós nessa fase da vida que não é nada do que nos foi prometido. Além disso, ela é ótima, inteligente, divertida, debochada e me faria um nerd feliz caso fosse a primeira celebridade a me responde no twitter. Sério, eu ficaria insuportável! Mais do que nunca. Tina, Amy, vocês já ganharam o melhor prêmio da noite como as donas da brincadeira toda, então, está declarado um empate de três das mulheres mais engraçadas ever. Me liguem, vamos fazer uma festa do pijama e depois sair para um brunch e falar bem e mal dos meninos. 

 

Ator – série de comédia ou musical: Don Cheadle – “House of Lies”

Barulho de grilos. Série que ninguém vê e  que achamos que já estava cancelada. A minha recomendação é que as próximas premiações incluam os prêmios de “dramédias”, “pedantes” e “séries que ninguém vê ou ouve falar” em suas próximas edições. Acho que seria mais justo. Gratô. 

 

Minissérie ou filme para a TV: “Game Change”

Todos amam. Ainda não vi pela temática. Mas vou ver, um dia… Quando é o próximo feriado prolongado mesmo?

 

Atriz – Minissérie ou filme para a TV: Juliane Moore – “Game Change”

E lá estava ela novamente, linda e ruiva. Höy!

 

Ator – Minissérie ou filme para a TV: Kevin Costner – “Hatfields & McCoys”

Kevin deveria ter cantado, porque, ô discursinho chato, hein? Mas ele é o Ben Affleck da sua geração, portanto, mais um tapa na cara. PÁ!

 

Atriz coadjuvante – série, minissérie ou filme para a TV: Maggie Smith – “Downton Abbey”

Maggie Smith merece todo e qualquer prêmio em forma de um feitiço. Até hoje, sonho com o dia em que ela chegará de surpresa em uma apresentação qualquer, aparatando herself live para todo o mundo #MUSERECLUSE

 

Ator coadjuvante – série, minissérie ou filme para a TV: Ed Harris – “Game Change”

Sempre digno.

 

E esses foram os resultados da nossa premiação dos sonhos. Será que algum canal de TV poderia comprar a ideia de deixar um estúdio live, 24 horas por dia, com um microfone aberto para a Tina Fey e a Amy Poehler falarem o que elas quiserem, como quiserem, quando quiserem? Seria a glória da TV. A volta dos anos dourados! Imaginem? Aliás, desde já, deixo o convite do meu casamento futuro e por enquanto imaginário, para as duas. Quero ambas fazendo discursos sensacionais de como nos conhecemos através da TV. Lena Dunham, você e todas as ghols estão convidadas também. E quem quiser ir, pode tentar uma carona no caminhão da Jodie Foster, que também já disse que vai.

ps: imaginem a fila de candidatos a novos BFFs na porta da casa da Amy Poehler e da Tina Fey, nesse exato momento. Se a gente ao menos soubesse onde será realizado esse casting… rs

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Django Unchained, o trailer

Junho 11, 2012

Tarantino + Western + Christoph Waltz + Leo DiCaprio como vilão = Höy!

Trailer sensacional do novo filme do Tarantino “Django Unchained”, do qual nós já falamos um pouquinho aqui e que só pelas imagens, já me pareceu bem sensacional.

E parece mesmo que o Quentin Tarantino anda com uma nova obsessão que no momento, é prover uma espécie de vingança para todos os interessados. Gosto dessa mágoa…

Ansioso mil!

Django Unchained, o poster + coisinhas

Abril 27, 2012

Filme novo do Tarantino que chegará como presente de Natal (deles) desse ano, vindo diretamente do faroeste antigo, com o Leonardo DiCaprio na pele do vilão Calvin Candie e que também conta com a dupla Jamie Foxx (Django) e o sempre excelente Christoph Waltz (Dr. King Schultz) como os mocinhos da vez.

No Brasil, diz que só chega em 18 de Janeiro de 2013, um presente de Natal um tanto quanto atrasado, não?

ps: AMEI esse primeiro poster do filme. Simples, clean, contemporâneo e maravileeeandro!

A Carnificina “educada” de Roman Polanski

Janeiro 27, 2012

Uma discussão sobre o bullying, onde o próprio assunto acaba se tornando pequeno demais perto dos outros problemas maiores da elite americana.

Roman Polanski tocando na ferida americana no seu novo longa “Carnage”, com um elenco de peso e uma deliciosa discussão de 90 minutos dentro de um apartamento no Brooklyn, NY.

Pais se confrontando para discutir o comportamento violento dos filhos. Representando os pais da vítimas, de um lado temos John C. Reilly e Jodie Foster (ela que está excelente bancando a mãe super protetora e irritadinha) e do outro lado, os pais do suposto agressor, Christoph Waltz e Kate Winslet (ambos em excelentes performances), todos discutindo um assunto relativamente simples, mas que acaba ganhando proporções muito maiores do que o verdadeiro problema em questão, que é o comportamento violento dos seus filhos.

O filme é baseado na peça “Le Dieu Du Carnage” da escritora francesa Yasmina Reza e curiosamente, teve que ser gravado inteiro em Paris, por conta da proibição da entrada do diretor em território americano por conta daquele seu problema de sempre na america antiga. O que nesse caso não fez a menor diferença, porque o filme se passa inteiro dentro do apartamento do casal, entre inúmeros ensaios de saída no corredor do prédio e uma breve passada pela cozinha e banheiro desse mesmo apartamento.

“Carnage” na verdade funciona como uma grande provocação do diretor em relação ao atual comportamento da sociedade americana (copiada pelo mundo…), com suas regras comportamentais e uma “falsa tolerância” em nome da aparente boa convivência, que esconde na verdade uma grande leva de hipocrisia e ideologias furadas que eles insistem em sustentar, mesmo ficando cada vez mais impossível de acreditar nesse modelo.

Ao longo do filme, vamos percebendo como a história vai ganhando novas proporções a medida em que os outros assuntos entram em questão durante a discussão dos casais, quando ambos tem que confrontar as diferenças que se encontram naquele monento, naquela sala, sem a opção de poder fugir do problema e tendo assim que encarar a própria hipocrisia, a crueldade, o preconceito e uma série de outros fatores que vão dando material para que esses quatro excelentes atores consigam nos fazer ficar presos naquela sala junto com eles por 90 minutos. E isso com a maior facilidade do mundo.

O roteiro é excelente e é bem engraçado como o jogo vai mudando de figura a todo momento. Ao mesmo tempo que eles passam a se odiar por um motivo qualquer que surge como assunto durante a conversa, cinco minutos depois eles já estão vestindo a camisa do mesmo time, defendendo os seus ideais e provocando uns aos outros o tempo todo.

E é muito engraçado também a forma como o diretor consegue achar a graça dentro daquela discussão tão séria entre os personagens, onde até em uma cena de pura escatologia, por sinal, muito bem encarada pela atriz Kate Winslet, cena essa que consegue ser engraçada e ao mesmo tempo passar a mensagem da discussão maior do longa, que se esconde atrás do problema em comum dos casais em questão.

Outro que está impagável em “Carnage” é o ator Christoph Waltz, vivendo um homem “comprometido” com o seu trabalho, que vive pendurado no seu smartphone, mas que aproveita os poucos minutos que eles se encontra longe do seu gadget para alfinetar o casal oponente, provocando principalmente a ira da mulher do outro (Jodie Foster), em uma série de situações divertidíssimas de conflito, testando os limites da educação e tolerância do próximo.

Um conflito quase que gratuito, causado pela intolerância de não conseguir lidar muito bem com pessoas que pensam ou são completamente diferentes de vc mesmo. E o curioso, é que mesmo parecendo ser tão diferentes, ou pelo menos tendo ideias tão distintas, ambos acabam se assemelhando e muito em diversos momentos do filme e isso acontece quando eles vão mudando de time ao longo dessa deliciosa discussão.

E como a gente esconde muita coisa tentando parecer educado quando não sentimos vontade de praticar essa boa educação, não? Uma questão para se pensar…

O filme além de provocativo em relação a essa postura atual da sociedade americana, que julga, aponta o dedo e tenta parecer superior ao resto do mundo, forçando o politicamente correto, mas deixando rastros bem evidentes de que eles não são tão corretos assim (mas isso não é uma exclusividade dos americanos…), chega também como um ótimo ponto de reflexão sobre o atual momento do mundo em relação a diversos assuntos e ainda assim, funciona muito bem como uma comédia com atores de primeira.

E o bullying, assunto recorrente que começa e encerra os créditos do longa e que certamente é a palavrinha da moda, no filme, acaba tendo uma solução muito mais simples do que muitas vezes a gente imagina para qualquer tipo de conflito, com os meninos resolvendo os seus problemas entre eles mesmo, de uma forma muito mais civilizada do que os seus pais “super educados”, que certamente ficariam naquela sala discutindo o problema por muito tempo, coisa que os seus filhos resolveram de forma bem mais simples, mostrando que muitas vezes o problema é muito menor do que a importância que acabamos atribuindo a ele.

Um delicioso exercício de paciência, educação e civilidade, simples assim e também ao contrário, rs.

O Besouro Verde de Michel Gondry

Abril 8, 2011

Filme de herói antigo, clássico. Desde que foi anunciado o nome de Michel Gondry a frente da direção de “The Green Hornet” eu fiquei imaginando o que o diretor iria fazer com um filme como esse, tendo como tema principal um super herói em suas talentosas mãos. Fiquei curioso na verdade, imaginando que talvez pela primeira vez, um filme do tipo blockbuster de heróis famosos e queridos por todos nós nerds, teria a chance de ganhar um olhar mais interessante para a grandeza de sua produção. Hmm mmm

É claro que quem for assistir “The Green Hornet” esperando algo parecido com o que já vimos no cimema atual em relação a super heróis vai acabar se decepcionando, como parece ter sido a opnião da maioria da crítica. No meu caso, eu acho que cosegui enxergar o propósito do olhar do diretor para o filme, que parece olhar mais para o passado e tem aquele climão delicioso dos seriados antigos de tv, como o Batman, sabe? Não sou daquela época, obviamente, mas me lembro de assistir as reprises na tv, completamente fascinado com aquele universo tão diferente do que estamos acostumados no mesmo gênero.

Naquela época, o herói, além de ser o cara poderoso do pedaço, também carregava uma carga de humor, as vezes até ingênua e esse é o espirito de “The Green Hornet” e talvez esse pensamento justifique por exemplo o ator Seth Rogen como o próprio Besouro Verde, além de talvez o filme vir com a idéia de reverenciar a clássica série antiga do herói para a tv. E no longa, isso fica bem claro em diálogos sobre o quanto assustador é encontrar um homem de meia idade vestindo uma mascara, ou algo sobre capas e as calças super coladas da maioria dos heróis. (euri)

Nesse caso, o Besouro Verde em meio as suas tentativas fashion de prova de figurino ao som de “Icky Thump” do White Stripes, acaba escolhendo um terno alinhado, chapéu e mascara. E não tem spandex certo! rs

Seth é grandalhão, desengonçado, totalmente goofy e mesmo estando bem mais magro para o papel, ele não se encaixa no estereótipo de corpos perfeitos e musculosos de atores que interpretam heróis no cimema, nem de longe e isso eu já achei sensacional. Odeio escolhas óbvias… Só achei que talvez ele tenha exagerado um pouco demais no seu lado comediante, principalmente na entonação da voz, que tem aquele peso dark característico do Batman (de novo e o curiso é que o Green Hornet e seu fiel amigo Kato já apareceram na série antiga da morcegona) por exemplo, em contraponto com a voz forte do Shrek, rs. Sério, em alguns momentos do filme eu fiquei bem irritado com o exagero da voz dele de “ogro gritão”, rs.

E foi legal terem colocado o James Franco no início do filme, sendo atacado pelo vilão cafona da trama, interpretado pelo sensacional . Senti que esse papel do James no longa foi uma homenagem a Freaks And Geeks, série que eu revi ano passado e onde no elenco, ele tinha como um de seus melhores amigos o próprio Seth Rogens. Cool!

Uma pena eles não terem nenhuma cena juntos no longa, humpf!

E Michel deve ser mesmo um nerd dos nossos, porque além da possível homenagem a excelente série teen dos anos 90, tivemos também a participação mais do que especial do Almirante Adama de Battlestar Galactica (Edward James Olmos), fazendo uma ponta no longa. Cool!

Eu sou muito fã do trabalho do diretor Michel Gondry, AMO ou seus filmes, que circulam na minha own lista entre os meus filmes preferidos ever e tmbm AMO os clipes que ele dirigiu ao longo de sua carreira. E como fã do seu trabalho, achei sensacional ele ter usado um recurso tão característico de suas produções no filme, como na cena de luta, onde os carros aparecem em repetição, estendendo a imagem, uma referência ao clipe do White Stripes “The Hardest Button to Button” e tmbm do sensacional “Let Forever Be” do  Chemical Brothers. Cool!

Falando um pouco mais das cenas de luta, um outro ponto importante que eu reparei no filme, além das cenas maravileeeandras e coreografas de luta em slow motion, é que tivemos a participação do áudio como recurso importante da cena. A interferência do som, enquanto rolava a pancadaria das cenas era impressionante e o uso desse recurso, usado dessa forma, me pareceu algo novo no cinema hein? Achei bem bacana.

Muito bom tmbm a forma com que o diretor escolheu para destacar as armas, em meio a toda aquela ação, como se o herói tivesse mesmo aquela visão mais apurada dos inseto (o besouro), que enxerga por todos os ângulos e que praticamente isola os elementos do inimigo para iniciar o combate. Outra característica que remete ao passado no filme é a ausência de sangue, até mesmo nas cenas mais violentas. Ahhhh e eu achei o máximo aquela arma de gás paralisante. E como foi divertida foi aquela cena do protótipo da arma hein? Ro-lei

O filme tem aquela clássica história do menino rico que não quer saber de nada na vida, até que se encontra na situação de ter que cuidar do império da família por um motivo dramático qualquer. Dou outro lado temos o garoto pobre, extremamente inteligente e habilidoso , que juntos acabam funcionando perfeitamente como dupla, mas que separados não são ninguém.

E ainda temos uma “homenagem aos baristas no filme, bem cool. Sério, a primeira vez que eu pedi um café e que ele veio com o desenho de um coração, eu quase que nem tive coragem de toma-lo, de tão linda e delicada que eu achei aquela arte, fatão!

É claro que o melhor dessa história fica por conta do ciúme entre irmãos que rola entre os dois e que rende uma luta bem animada utilizando os objetos mais inusitados da casa como arma. Euri

Dois meninos sem ter muito o que fazer e cheios de recursos ($$$Catchim!), só poderia dar nisso neam? Euri de novo.

Aliás, excelente essa nova versão do Kato (Jay Chou), não? E interpretar um papel que já foi do Bruce Lee, não deve ter sido fácil, não?

O filme é de um extremo bom gosto, que vai do figurino até os elementos de cena. E o mais engraçado, é que de certa forma ele zomba do esterótipo dos endinheirados e suas caragens com 37 carros antigos exageradamente polidos (euri). E para quem gosta de design gráfico, vale a pena assistir os créditos finais, cheio de referências dos quadrinhos, pop art, tipo  coisa phina. (só não gostei daquele besourão em meio a tudo isso, fikdik)

Só não vou perdoar o Michel Gondry por ele não ter usado Lego para ilustrar aquela parte do filme onde o personagem principal chega a um conclusão do que tem acontecido na sua vida. Tinha que ter usado, fikoutradik

E o que é o carro preto que eles usam para o combate hein? Meosonho de consumo atual (se eu soubesse dirigir e tivesse a intenção de ter um carro, rs)

Agora, como total figurantes ficaram a Cameron Diaz, que não teve qualquer importância para a trama ou relevância e para minha supresa também, o papel de vilão que ficou por conta do excelente Christoph Waltz, que teve o seu talento pouco explorado por aqui. E isso, mesmo ele tendo a arma com dois canos mais rápida do Oeste hein? rs

Na verdade, pensando no filme como um todo e lembrando que trata-se de um filme de uma dupla de heróis, eu acabei também sentindo falta de mais momentos de ação durante o longa, como na sequência absurda do carro dentro do prédio da redação do jornal, por exemplo. Talvez se eles tivessem uma chance de fazer uma sequêcia isso fosse possível e eu incluiria mais cenas como essa por exemplo, mas eu não sei não se a genialidade do Michel Gondry nesse caso será bem interpretada…(mas eu AMEI, Michel, Clap Clap Clap!)

“The Green Hornet” vale totalmente a pena para fugir do óbvio que vem se tornando os filmes de ação em geral, onde o herói fica com cara de personagem de game ultramoderno, o que não é o caso por aqui, ufa!

Bom esse elenco do Green Hornet hein?

Dezembro 3, 2010

Estou falando de “Green Hornet”, ou “O Besouro Verde”, que conta a história de Britt Reid, muito ricoh e dono do jornal O Sentinela Diária, que após a morte do seu pai se transforma no herói Green Hornet. E ele ainda conta com ajuda do seu seu mordomo Kato, mestre em artes marcias.

O herói não é dos mais populares, mas ficou bem famoso em uma série dos 60’s onde o Bruce Lee interpretava o personagem Kato, mas que logo foi cancelada (fom forom fom fom).

E esse elenco hein? Achei bem bom, principalmente com a presença do Christoph Waltz (Inglorious Basterds) e do Seth Rogen vivendo o herói.

Agora eu sinceramente não sei onde eu estava com a cabeça esse tempo todo, que eu não me dei conta de que o Michel Fucking Gondry era o diretor do longa. OMFG!

Acho muito chic, mas muuuito chic  ter um diretor como ele a frente de um projeto de super herói hein? E esse é o seu primeiro. Ansioso mil!

Fico imaginando só o que vem por ai. Mas isso só em 2011…14/01 para eles da america antiga e no dia 25/02 para nós, o resto da sociedade (rs) humpf! Pelo menos já temos programa certo para o carnaval neam?

Será que esse será o novo Iron Man? Acho bem possível, pelo menos pra mim…

LOVE U Michel Gondry!


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