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The Time Of The Doctor – a inevitável hora da despedida do nosso 11th Doctor

Janeiro 6, 2014

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Desde sempre, tive consciência de que cedo ou tarde, esse momento chegaria. Aliás, ao me ver completamente apaixonado por Doctor Who desde o seu primeiro episódio (dele e o meu, 5×01 “The Eleventh Hour”), venho dizendo não estar preparado para esse momento que a própria mitologia da série já anunciava como certo. Até que ganhamos à notícia de que esse ano, o Natal tinha tudo para ser mais triste, com o anuncio da regeneração do 11th Doctor, o meu Doutor, Matt Smith, que deixaria o personagem logo após o especial de 50 anos da série, também comemorado recentemente (e lindamente) e isso aconteceria exatamente no já tradicional especial de Natal.

Despedidas são sempre muito tristes, ainda mais de quem ou do que a gente gosta. Logo, sentimos aquele nó na garganta que custa a passar, um frio no coração que parece não ter fim e uma tristeza infinita se confunde na maioria das vezes com lágrimas. Tudo bem que esse sou eu, um ser de alma dramática nível avançado falando (aliás, lendo esse pequeno paragrafo acima me dei conta do meu potencial para escrever novelas mexicanas e ou dramalhões gregos), mas ainda assim, acredito que despedidas nessas condições devam ter um gosto semelhante para todo mundo. E apesar de ter sido anunciado, do episódio em si ter nos trazido aquele gostinho esperado de Natal e de o mesmo ter parecido muito mais uma grande homenagem (e foi) ao adorável 11º Doutor que ganhou vida através do Matt Smith, a todo instante, pelo decorrer do pouco mais de uma hora de sua duração, parecia que a pergunta que ecoava a todo instante (Doctor Who?)  nada mais era do que uma constatação, a de que a qualquer momento dentro daquele período do tempo e espaço, o 11th Doctor teria o seu fim.

Até que ele de fato aconteceu, em uma sequência memorável mas completamente diferente da despedida do 10th Doctor(que também foi memorável, mas de uma forma completamente diferente e também muito especial por outros motivos, como já reconheci aqui), que certamente foi o suficiente para deixar esse Natal com um gostinho entre um misto de azedume e muito mais amargo. Mas antes disso, a despedida começou extremamente doce, com um Doutor falando sozinho, ou melhor, carregando a cabeça de um Cybermen como uma espécie de seu novo co-piloto a bordo da TARDIS (que eu finalmente consegui adquirir recentemente e fiquei feito criança quando o meu pacote finalmente chegou – e chegou na mesma semana do “The Day Of The Doctor” – . E olha que ela é minúscula, mas dizem que é muito maior por dentro, rs), seguindo em direção a casa da Clara para bancar o papel de seu namorado (sério, leiam esse post do BuzzFeed dizendo o porque que o Doutor seria o pior namorado do mundo), fazendo uma adorável visita a sua família, visita essa que havia começado com um Doutor pelado. E sim, eu disse pelado. #TEMCOMONAOAMAR?

Dividindo momentos deliciosos com sua companion da vez, ficou difícil aceitar que aquela notável química entre os dois tinha apenas mais alguns minutos de duração, uma vez que a sua regeneração se aproximava, mas mesmo assim, ambos conseguiram nos divertir com piadas ótimas e várias referencias a série, quase que em um tentativa de nos fazer esquecer o momento de pura tristeza que ainda estávamos a caminho de presenciar. Nessa hora, foi bacana com o típico humor inglês acabou ganhando ainda mais espaço em Doctor Who, com a inesperada (porém já conhecida de todos os fãs da série) assumida do próprio Doutor sobre o fato dele estar usando peruca (algo que ficou notável ao longo do episódio), com espaço para piadas sobre suas orelhas que mais pareciam duas nadadeiras ganhando como resposta um sorriso com cara de maluco de um dos mais adoráveis doutores de todos os tempos. (outro fato inegável)

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Como plot para o especial da vez, ganhamos uma fábula um tanto quanto diferente dos últimos episódios de Natal protagonizados pelo próprio Matt Smith (que tinham aquela clássica linguagem de fábulas, sabe?),  com amarrações importantes em relação ao que vimos no próprio especial de 50 anos da série, que foi quando eles de certa forma, aproveitaram para reescrever uma parte importante dessa história tão querida e de forma bem simples e coerente (na medida do possível e quando eles acharam que não havia ficado bem claro, aproveitaram o momento para fazer piada sobre o assunto), tudo isso acabou ficando bem compreensível ao longo do episódio, mesmo com alguns (me incluindo nesse momento) ainda torcendo o nariz para a “nova contagem” dos doutores.

Ameaçado pelo ressurgimento de Gallifrey (que ainda não apareceu, mas havia voltado para assombrar o Doutor naquela mesma rachadura no Universo que encontramos no primeiro episódio da Season 5), ganhamos um episódio de despedida que na verdade foi uma grande e merecida homenagem a toda a trajetória do 11th Doctor e do próprio Matt Smith, repleto de referências importantes à sua mitologia do começo ao fim. Daleks, Cybermens, Weeping Angels, Silence (achei importante eles reaparecerem nesse final de trajetória do Doutor, porque a história do vilão da vez  – daquela vez – não havia sido explicada completamente, não é mesmo?), entre outras criaturas, todos estiveram presentes nessa despedida, demonstrando claramente a importância do trabalho do Matt Smith a frente do personagem durante esse últimos anos, principalmente ultimamente contando com toda a popularidade da série pelo mundo. Um claro reconhecimento ao seu trabalho e carisma, sem a menor dúvida. Clap Clap Clap!

O bacana foi que além dessas referências e elementos todos que estiveram presentes no episódio, ele foi completamente construído para o tipo de Doutor que foi o 11th, doce, meio goofy, apatralhado, muitas vezes infantil até (de uma forma bacana), que foram detalhes que acabaram deixando essa despedida mais doce e muito mais leve até. Dedicando sua vida a salvar uma cidade chamada Christmas (que para o seu assombro ainda ficava em Trenzalore, que descobrimos recentemente que é onde fica o seu túmulo), observamos o Doutor abdicando mais uma vez de suas vontades e desejos para tentar salvar alguma coisa e obviamente para que isso de fato acontecesse, ele teria que acabar decepcionando alguém, como ele fez com a Clara, mentindo para a mesma por duas vezes ao longo do episódio (fiquei morrendo de pena dela voltando para casa com aquele peru cru e ainda tendo que explicar o sumiço do “namorado para a família”. Imaginem que drama? rs), relembrando algo que a própria River Song (que fez falta nesse momento) já havia nos alertado anteriormente, quando nos disse que o Doutor sempre mente. Ou seja, confirmou!

Ao optar por ajudar aquela cidade, que estava ameaçada por uma guerra que poderia vir a acontecer uma vez que Gallifrey surgisse novamente (e para isso contamos com um outro plot “religioso” sensacional dentro da série), tivemos a oportunidade (mais uma vez, porque de outra forma, isso já havia acontecido com o Doutor do David Tennant) de poder ver um Doutor envelhecido, finalmente demonstrando os sinais do tempo, que para ele sempre pareceu que não surtia muito efeito. Quase que assumindo o posto de “bom velhinho”, meio Geppetto e ainda se mantendo com o Xerife da cidade (relembrando seu velhos tempos na america antiga, talvez), ganhamos um adorável Matt Smith de cabeça branca, bengala, evidenciando os 300 anos que ele havia permanecido naquele lugar, longe de todos, inclusive de sua TARDIS e consequentemente, companion (achei engraçado que ele não ficou amargo dessa vez, passando tanto tempo longe de uma companion, mas talvez isso não tenha acontecido porque companhia não lhe faltava naquele lugar). Ainda falando desse novo cenário, ficou impossível também não relacionar o personagem de Barnable, aquele garotinho que ficou tomando conta da TARDIS durante o mesmo com o Rory e seus tempos antigos de centurião, esperando por sua Amy Pond do lado de fora da Caixa Pandórica. (eu pelo menos fiz essa conexão na mesma hora, ainda mais ao notar todo o ruivismo do ator. Mas talvez esse seja o meu coração saudosista falando mais alto nesse momento…)

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É claro que como esse seria mais um conto de Natal para a série, tudo seria resolvido e haveria de sobrar algum tempo para a parte mais importante dele, que seria exatamente a despedida do Doutor, mas dessa vez, os caminhos foram outros e eles decidiram aproveitar a resolução final do episódio para já provocar o começo da regeneração do (meu) Doutor, algo que ao encontrá-lo de cabeça branca e bem diferente de quando nos encontramos pela primeira vez, ao meu ver, se tivesse de fato acontecido naquele momento, teria sido totalmente injusto com o Matt Smith, por diversos motivos, apesar de tê-lo dançando de bengala no telhado também tenha se tornado um momento inesquecível para o seu icônico Doutor.

Me lembro de já estar completamente rendido as lágrimas já lá pelos 30 minutos do episódio e cada referência (tipo “Don’t Blink” ou a “dança da girafa bêbada” – a mesma do casamento dos Pons -, ou quando ele ficou gritando com as crianças “Cool is not cool!”, rs) e ou cada aparição de um ícone importante da mitologia desse que é o meu Doutor assumidamente preferido, mesmo antes de ter conhecidos os anteriores, já era motivo para me deixar completamente emocionado. Mas nada poderia se comparar com a sequência final do episódio, que diferente ao que aconteceu com o 10th Doctor (que tem uma sequência final lindíssima e recheada de momentos importantíssimos), foi muito mais simples e pontual, mas nem por isso foi menos especial. Mas não foi mesmo. Aliás, vale ressaltar o quanto o roteiro do episódio fez questão de ressaltar a importância do 11º Doutor, dizendo que naquele momento (em um link com a história do próprio episódio), aquele homem havia se tornado lenda e a essa altura era amado por todos, algo que de certa forma, não deixa de ser verdade, não é mesmo?

Apesar da regeneração já ter começado no alto daquele lugar, ao entrar na TARDIS e encontrar peças de suas roupas espalhadas por todos os lados além de alguns icones do seu surgimento como 11th Doutor, juntos com a Clara nos desesperamos ao imaginar que a qualquer momento poderíamos dar de cara com um novo Doutor, mas com uma sequência dos pés a cabeça, nos encontramos aliviados ao ainda nos depararmos com o nosso 11th novamente, lindo com o seu cabelo invejável (mesmo sendo peruca), se preparando para seus últimos momentos como “o seu próprio Doutor”.

Uma despedia para despedaçar qualquer coração por cada palavra dita pelo ator Matt Smith, que naquela hora já não dizia mais nada como o 11th e sim como ele mesmo, dizendo que nunca iria conseguir se esquecer do tempo em que foi o Doutor, tornando ainda mais difícil essa já tão sofrida despedida. Nessa hora ele até ganhou uma olhada direto para a câmera, como se estivesse falando diretamente com cada um de nós, se despedindo lindamente desse personagem que ele conseguiu desenvolver tão bem (personagem que sempre foi o maior trunfo da série), ele que certamente encontrou dificuldades ao substituir o não menos carismático 10th Doctor do David Tennat e que naquele momento, junto com a sua bow tie, deixava um de seus dois corações dentro daquela TARDIS. Sério, essa sequência, por mais simples que tenha sido do que o 10º Doutor do David Tennant se despedindo de todos aqueles que foram importantes durante a sua jornada enquanto o personagem, foi de uma sinceridade absurda, do tipo que sendo fã da série e sobretudo do 11th Doctor, ficou bem díficil conter as lágrimas.

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Ainda em seus últimos momentos na pele do Doutor, ganhamos uma participação super foufa da pequena Amy Pond (interpretada por outra atriz, por motivos óbvios do passar do anos para uma criança) correndo por dentro da TARDIS, a primeira (e mais importante) pessoa que aquele Doutor havia encontrado em sua trajetória. Nessa hora, era impossível não lamentar a ausência da própria Amy Pond, que deveria estar presente em um momento tão importante como esse. Até que, nos minutos finais do episódio, uma câmera mudou de posição e uma mão foi vista descendo as escadarias da TARDIS e nesse momento, ganhamos o que talvez tenha sido o maior carinho para os fãs da série, especialmente para os fãs do 11th Doctor, com a Amy Pond entrando em cena para se despedir do seu maltrapilho, dividindo um carinho no rosto de uma doçura sem tamanho, libertando o nosso 11th Doctor para finalmente aceitar a sua regeneração, sem se arrastar muito mais depois desse momento importantíssimo para ambos, onde rapidamente acabamos surpreendidos pelo 12th Doctor, Peter Capaldi, assumindo definitivamente o posto do novo Doutor (ele que já havia aparecido apenas com seus grandes olhos durante o especial de 50 anos da série) e ainda em fase de adaptação ao seus novos rins, rs.

Juro que antes disso, depois da aparição surpresa (mas que a gente já esperava, é claro) da Amy Pond no episódio, meu player ficou preso nos minutos finais do mesmo, com o Matt Smith ainda repetindo ininterruptamente suas últimas palavras, algo que eu acabei aceitando com uma interferência cósmica do meu assumido desejo de que ele continuasse no papel do meu Doutor preferido. Sério, isso aconteceu de verdade, eu juro. (♥ + ♥)

Após enxugar as lágrimas e tentar me recompor desse momento que eu confesso que foi dificílimo na minha longa relação com séries de TV e seus personagens, ao relembrar os momentos desse especial de Natal com gosto amargo de despedida, antes de escrever essa review, foi impossível não reconhecer que apesar de extremamente dolorosa, essa despedida do Doutor do Matt Smith não poderia ter sido diferente, em nenhum aspecto. Algumas pessoas acharam o episódio complicado de se acompanhar e outras podem ter achado essa despedia menor ao que vimos da regeneração anterior, mas a verdade é que ela provavelmente tenha sido escrita como uma grande homenagem ao 11th Doctor e pensando por esse lado, não tem como não reconhecer que eles conseguiram atingir em cheio esse objetivo.

E se você achou pouco o que assistimos no Natal desse ano, a BBC liberou esse vídeo aqui, que tem os bastidores dessa despedida e é humanamente impossível não acabar se emocionando novamente, principalmente ao presenciar a reação do ator Matt Smith lendo suas últimas palavras durante a leitura do script do episódio de Natal, se confundindo exatamente com a mesma emoção que encontramos na voz e no olhar do ator durante a cena em si, algo que apesar de triste, nos deixa completamente satisfeitos por uma papel de tamanha grandeza ter caído nas mãos de um homem que parece ser tão adorável e absolutamente carismático com o seu personagem.

Do 11th Doutor nos despedimos com lágrimas e já sustentando o peso de uma saudade absurda, repetindo um feito que eu já reconheci que também aconteceu comigo quando experimentei a despedida do David Tennant e até mesmo do Christopher Eccleston (esse segundo menos, porque também passamos menos tempo em sua companhia) com seus respectivos Doutores, mas dessa vez foi realmente muito mais especial, algo que eu preciso reconhecer em nome do meu Doutor preferido entre todos eles. E para o 12th Doutor, boa sorte! Nos encontramos em breve. E para o meu Doutor, obrigado!

Geronimo!

 

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The 10th Doctor (parte 3 – final)

Junho 15, 2012

Finalmente chegamos a reta final dessa matatona de Doctor Who aqui no Guilt e como toda boa despedida, ela não poderia ter sido mais emocionada e tão pouco menos especial.

Uma temporada mais do que importante, onde tivemos a despedida do 10th Doctor, vivido adoravelmente pelo ator David Tennant, trazendo a segunda regeneração do personagem nessa nova fase de Doctor Who a partir do ano de 2005. Um momento doloroso para quem é fã da série, ainda mais contando nesse caso com uma trajetória muito maior do que a do Doutor anterior (9th Doctor), onde David Tennant acabou dando vida a esse personagem icônico por três temporadas, com três companions diferentes e o seu momento de despedida do personagem não poderia ter sido nem menos e nem mais especial.

Quem já assistiu a série deve saber bem do que eu estou falando, agora quem se sentir com vontade de encarar uma maratona na série inglesa a partir dessa minha maratona, eu vou logo avisando que é importante deixar reservado uma boa caixa de Klennex a disposição, porque será necessário, acreditem. Já adianto que fiquei profundamente emocionado com essa despedida, mas falaremos melhor dela mais tarde, é claro.

Começamos essa Season 4 com um especial sensacional de Natal (4×00 Voyage of the Damned), que nos trouxe uma versão do Titanic no espaço, invertendo um pouco o espaço físico dessa história, mas colocando o famoso navio também em apuros, prestes a afundar no céu e cair sobre o solo da Londres antiga, ou melhor, quase caindo no quintal da própria rainha. Nele, contamos ainda com a participação mais do que especial do ator Russell Tovey (♥), que enquanto personagem, serviu para realizar um sonho antigo do próprio Doutor que era o de ter um Alonso para ele enfim poder falar o seu clássico “Allons-y” para a pessoa certa. No mesmo episódio e fazendo companhia para o Doutor, tivemos ninguém mendo do que a Kylie Minogue, onde a sua personagem acabou sendo de grande importância para a história do especial, com ela arriscando a sua própria vida para que o Doutor pudesse evitar uma catástrofe maior. Cool! (mas poderia ter cantado… hein Kylie?)

Em seguida tivemos a chegada da companion da vez, uma velha conhecida de todos nós, a aguardadíssima: Donna Noble (Catherine Tate – ♥). Ela que já havia participado anteriormente também em um episódio de Natal da série e que dessa vez voltava para dividir a cena com o Doutor dentro de sua famosa TARDIS durante toda essa temporada. Desde que a Donna apareceu pela primeira vez naquele especial, foi notável a grande química que acabou acontecendo entre os dois, algo que ultrapassou o limite da preguiça de sempre de um tensão sexual óbvia e esteve mais para uma parceria no crime mesmo, inclusive sendo esse o nome do seu primeiro episódio como companion.

Donna além de mais madura, também tem aquele perfil meio loser e “diminuído”, com uma autoestima um tanto quanto abalada por conta de suas decepções com a vida. Mas ao mesmo tempo, ela tem um humor bastante especial e acaba usando esse detalhe a seu favor, onde ela acaba provocando muito mais o próprio Doutor, com quem a personagem divide momentos divertidíssimos. Acho ótimo quando em um episódio qualquer, alguém assume que eles são um casal e ela faz sempre questão de esclarecer que eles são apenas amigos. Donna inclusive me lembra muito da Amy Pond, não só pelo fundamento do ruivismo, mas pela postura das duas diante as situações inusitadas a bordo da TARDIS e na troca direta com o Doutor. Eu diria até que Donna é uma Amy Pond mais magoada, do tipo que a vida ainda não lhe sorriu tanto assim, sabe?

Com uma diferença notável dentre todas as companions que estiveram ao lado do Doutor desde 2005, onde de todas elas, Donna me pareceu ser a que mais se importava com tudo o que acontecia ao seu redor. Não que as outras fossem absolutamente frias ou totalmente egoistas, mas ficou claro desde o começo, que ela não se contentava em resolver apenas o problema da vez e sempre acabava se preocupando também com as demais pessoas envolvidas indiretamente a todos eles, provocando inclusive o Doutor a ir mais além, dizendo que ele poderia fazer muito mais para aliviar a culpa que ele sempre acaba carregando, como no episódio em Pompeii por exemplo, onde ela se recusa a deixar aquela história para trás sem ao menos salvar a vida de alguém.

Quem acompanha o Guilt sabe que eu sou Team Ponds e AMO a Amy desde que ela apareceu assustada em seu quarto ainda criança, no início da Season 5, que foi quando eu comecei a assistir e me apaixonei completamente pela série. Mas tenho que reconhecer que a essa altura, Donna Noble também acabou conseguindo um lugar bem especial no meu coração, se tornando a minha segunda companion preferida ever. Gostei muito dessa postura de igual para igual dela com o Doutor, dessa troca no mesmo nível que acabou acontecendo entre os dois, assim como achei importante esse lado mais humano da personagem acabar sendo mais explorado, o que de certa forma, acabou servindo para aliviar um pouco da culpa que o próprio Doutor carrega em diversas ocasiões, como eu disse anteriormente.

E esse é outro aspecto que ficou bem claro durante essa Season 4, que é o porque da necessidade do personagem em manter uma companion sempre por perto. Ficou evidente que ele mantém esse padrão porque necessita de alguém humano por perto para lembra-lo de coisas que ele não consegue perceber por si só e até mesmo para mantê-lo no controle, para que o próprio não caia em uma espécie de “complexo de Deus”, digamos assim. Em alguns momentos inclusive dessa temporada, foi possível observar o quanto o Doutor pode ser “diferente” quando sozinho, nos revelando um outro lado da sua personalidade que a gente não costuma ver muito por trás daquela armadura de herói e grande defensor da humanidade. Mas ele pode sim ser uma pessoa pior, desde que esteja desacompanhado, como chegamos a observar em pelo menos dois momentos importantes dessa temporada e por isso descobrimos o porque da necessidade de uma companheira ao seu lado o tempo todo.

Ainda falando da Donna, seria impossível não mencionar a sua adorável relação com o avô Wilfred (Bernard Cribbins), um senhor de cabeça branca que sonhava com o espaço e adorava observar as estrelas. Fiquei torcendo para que ele fosse convidado pelo menos uma vez para visitar o tempo e o espaço a bordo da TARDIS e adorei quando a Donna fez o Doutor parar a máquina do tempo perto do seu quintal, para que ela pudesse se despedir do avô, mostrando para o mesmo que ele estava certo a respeito do espaço o tempo todo. E mal sabia eu que mais tarde, o avô da Donna ainda teria uma papel fundamental para essa história e que sim, ele teria a sua chance enquanto companion…

E como em Doctor Who é comum que algum personagem real da nossa história acabe fazendo parte da série, dessa vez ganhamos a participação de ninguém menos do que a escritora Agatha Christie, famosa por suas histórias encolvendo crimes misteriosos e que nesse caso não poderia ser diferente e a sua participação dentro da série foi marcada justamente por um desses crimes (4×07  The Unicorn and the Wasp), esse que foi um dos meus episódios preferidos da temporada. E foram ótimas as tentativas da Donna de ganhar algum crédito nos best-sellers da escritora, algo que de certa forma, chegou até a acontecer. Howcoolisthat?

Outro momento bastante importante da temporada foi a primeira aparição da misteriosa River Song (Alex Kingston), em um episódio lindo em um universo dentro de uma biblioteca fantástica (que eu imagino que seria o lugar perfeito para a minha mãe morar), em mais um dos melhores episódios dessa Season 4 (4×08 Silence in the Library + 4×09 Forest of the Dead). E esse primeiro encontro entre o Doutor e a até então ainda mais misteriosa River, deve ter sido uma verdadeira tortura para todos os fás da série que acompanharam Doctor Who naquele momento, onde nesse caso eu até acabei me sentindo bastante privilegiado por já ter visto o futuro da série anteriormente, sabendo exatamente de quem ela se tratava e qual a sua importância para a série, algo que nós  só acabamos descobrindo durante a Season 6. E na linha do tempo confusa da River Song e do Doutor, esse seria exatamente o último encontro entre os dois, antes mesmo dele ser o Doutor que ela conheceu em sua timeline. Ou seja, apesar da confusão da linha de tempo entre os dois, sabemos que esse foi o ponto final da história da personagem, o que não deixa de ser bem triste. Uma curiosidade que eu acabei observando nesse episódio é que ele contou com uma pequena participação do ator Josh Dallas, ainda na fase do começo da sua carreira, muito antes de se tornar conhecido por seu papel com o Prince Charming em Once Upon a Time, fazendo uma ponta como uma das criaturas daquela biblioteca.

Entre os meus outros episódios preferidos dessa Season 4 que eu já disse ser bem especial, estão a primeira aventura da Donna a bordo da TARDIS ao lado do Doutor, encarando a Roma antiga (4×02 Fires of Pompeii), assim como a visita ao planeta dos Oods (4×03  Planet of the Ood), que como sempre, estavam sendo tratados como escravos. Em um outro momento, acabamos ganhando uma “filha do Doutor” (4×06  The Doctor s Daughter), em outro episódio que é mais curioso do que bacana (ainda mais com aquela resolução ficando em aberto), onde temos a participação do ator Joe Dempsie, o Chris de Skins. Ainda tivemos aquela sequência super especial dos três episódios que marcaram uma grande reunião de personagens da série (4×11 Turn Left/ 4×12 The Stolen Earth/ 4×13 Journey s End) que nos trouxeram ótimos momentos, como a Donna vivendo uma espécie de realidade alternativa, caso ela tivesse escolhido um oferta de emprego ao invés do Doutor, ou o surgimento da sua versão “Doctor Donna” (que eu cheguei a torcer para que tivesse durado mais) para a conclusão dessa trilogia, assim como os os dois episódios que encerraram a temporada e que marcaram a despedida definitiva do 10th Doctor (4×17 The End of Time (Parte 1)/ 4×18 The End of Time (Parte 2), que obviamente foram muito especiais mesmo e eu não estou exagerando.

E é impossível também passar por essa quarta temporada de Doctor Who sem reconhecer o quanto a série evoluiu em relação aos seus recursos visuais, nos levando para cenários fantasiosos e grandiosos, com uma beleza notável e surpreendentemente muito bem executados, diferente do que já vimos na série durante a Season 1, por exemplo e de vez em quando em um ou outro episódio meio assim em termos visuais da atualidade (mas nada no nível de Once Upon A Time, para a nossa sorte). Mas é obvio que o grande sucesso dessa nova fase desde 2005, deve ter contribuído bastante para esse ganho, onde certamente eles devem ter passado a investir muito mais na produção da série e nós enquanto audiência, só ganhamos com isso. E #TEMCOMONAOAMAR os monstros de Doctor Who? Eu AMARIA ter uma miniatura de cada um deles. Sério. Cadê essa franquia de brinquedos que não chega logo por aqui, hein?

Essa quarta temporada de Doctor Who também é bastante especial porque além de ser marcada pela despedida do David Tennant, ela acabou revisitando diversos cenários já conhecidos de todos nós, mesmo contando uma nova história e com isso, acabamos ganhando participações mais do que especiais ao longo dela.

A começar pela Martha (Freema Agyeman), a ex companion do Doutor que preferiu encerrar suas viagens a bordo da TARDIS por não ter conseguido conquistar o amor do próprio. Obviamente que seria impossível que depois da sua jornada ao lado do Doutor, que Martha continuasse a mesma de sempre e sendo assim, acabamos ganhando uma versão da personagem com ainda mais características de heroína (como ela encerrou a sua participação na série durante a Season 3), com ela mantendo um cargo importante na UNIT e de certa forma e mesmo que de longe, continuando um trabalho que certamente um único Doutor não seria capaz de dar conta sozinho. (mais ou menos como a mesma função de Torchwood, por exemplo)

Outra que aparece em diversos momentos da temporada, tentando se comunicar com o Doutor mas não conseguindo sucesso por um longo período e para nossa total surpresa foi a Rose (Billie Piper), ela que estava em um universo paralelo alternativo e que não poderia mais manter nehnum contato com o Doutor, segundo o encerramento da sua parceria com o Doutor, ainda no final da Season 2. Dessa forma, aquilo que eu reclamei nas duas primeiras temporadas, que era o fato delas não trazerem exatamente um plot central que unisse toda a história da temporada (como estamos acostumados atualmente e que eu gosto muito, mas que eles já avisaram também que vão mudar para a Season 7, deixando os episódios com histórias mais soltas a partir da entrada da nova companion, como nesse começo da série desde 2005), acabou acontecendo nessa temporada através da participação da Rose, que achou um jeito de cruzar o universo em busca do seu (tisc tisc) Doutor.

Tudo bem que eu nunca fui muito fã assim da sua personagem, mas não consegui não me emocionar com o reencontro dos dois, que aconteceu em um episódio mais do que especial, triplo, em uma cena super clichê mas nem por isso não aceitável, onde acabamos ganhando uma reunião com boa parte do elenco de cada uma das três primeiras temporadas: Rose + sua mãe Jackie + Mickey + Martha + sua família + Capitão Jack + Torchwood + Sarah Jane Smith + K-9. Howcoolisthat?

Uma sequência de episódios que trouxe uma nova dinâmica temporária para a série, com as três últimas companions do Doutor finalmente se conhecendo e ainda com a participação mais do que especial da Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen) e o seu adorável K-9. Achei ótimo que não foi tão fácil assim para que a Rose conseguisse finalmente fazer algum contato com o Doutor e o modo como ela acabou sofrendo ao ver o rosto de suas substitutas ganhando uma atenção que um dia foi exclusivamente sua, foi bem emocionante. Apesar de considerar irritante essa tensão sexual que eles insistem em tentar na relação Doutor + Companion e que eu nunca fui muito fã inclusive na história da Rose, nesse caso, acabou sendo totalmente justificável a reação da personagem diante daquela situação. E #TEMCOMONAOAMAR a relação Martha vs Donna, ou o interesse da própria Donna para cima do Capitão Jack (John Barrowman)?

A conclusão desse arco da reunião de todos esses personagens também foi excelente, com todos unindo forças para ajudar o Doutor contra os Daleks (sempre eles. Argh!) e nos trazendo de volta o plot da mão cortada do Doutor, que a gente não entendia muito bem o que ainda estava fazendo dentro da TARDIS, mas que teria alguma função no final das contas. A partir dela, ganhamos um doppelganger de Doutor (nesse caso, metade humano) e uma nova Donna, a Doctor Donna (Howcoolisthat?), que acabou ganhando a sua “parte Doutor” e foi de extrema importância para a conclusão dessa história. Mas apesar do final feliz para mais esse plot, esse episódio ainda contou com uma carga dramática a parte, com uma nova despedia do Doutor para cada uma de suas companions, inclusive a Donna. (glupt)

Confesso que eu achei um tanto quanto cruel a forma como ele se despediu da Donna, com ela perdendo a memória e sem sequer poder lembrar dos seus momentos ao lado do Doutor, correndo inclusive risco de morte por isso. Logo ela ter esse destino, não me pareceu nada justo. Mas como em Doctor Who nada é definitivo, acabei nem me preocupando tanto assim (mas fiquei sentindo falta de um momento de despedida entre os dois, do tipo bem emocionado, sabe?). Mas foi bem bacana ver o Doutor deixando cada um dos seus companheiros em seu devido lugar, agradecido por saber que apesar de ser um homem sozinho no universo, ele sempre poderá contar com cada um deles, que de certa forma, são a sua família. E nesse caso, quem ainda se deu muito bem foi a Rose, que acabou ganhando o dopplelganger de Doctor para chamar de seu, que até pode estar sem poderes, sem TARDIS e sem chave sônica, mas é exatamente igual ao homem por quem ela se apaixonou no passado e dessa vez, tivemos a certeza de que ela foi a única das companions atuais que foi correspondida por ele, detalhe que no final das contas eu achei bem foufo!

Três episódios mais do que especiais, que marcaram o “encerramento” da temporada, com essa reunião pra lá de especial com todos eles a bordo da TARDIS (que segundo o próprio Doutor, foi projetada para ter 6 pilotos e por isso ele sofre para controlar sozinho a máquina do tempo mais legal de todos os tempos, rs), o que certamente foi um grande acontecimento para quem é fã de Doctor Who, eu diria até que o maior deles até então. Mas digo “encerramento”, porque após esses três episódios que de certa forma encerrariam a Season 4 com o número de costume de 13 episódios, ainda tivemos mais 5 especiais como presente, três deles com uma história mais solta, como costumam ser os episódios de Natal por exemplo e os dois últimos que foram necessários para a grande despedida do David Tennant.

O primeiro desses especias nos trouxe inclusive uma nova experiência para a série, com o Doutor encontrando um outro Doutor e sua companion (4×14 The Next Doctor), que a princípio ele acreditava ser de uma timeline futura (por ele a essa altura já estar ciente de que sua morte se aproximava), algo que nunca havia acontecido nessa nova fase da série (não sei se já aconteceu no passado, então…). Uma pena que esse plot foi abortado com a sua resolução de que na verdade, aquele novo personagem apenas achava que era um Senhor do Tempo por conta dos temidos Cybermens, mas que no final das contas não era bem verdade. Mas fiquei imaginando que isso poderia ser utilizado como recurso para promover um encontro entre os 3 Doutores dessa nova geração, Eccleston + Tennant + Smith = ♥³. Quem sabe não ganhamos algo parecido no ano que vem, quando a série irá comemorar os seus 50 anos de vida e ao que tudo indica, teremos uma temporada semelhante a essa, com pencas de especiais, hein? #SONHO!

O segundo deles é um especial de Páscoa (4×15  Planet of the Dead), que já começa com o Doutor comendo um ovo de Páscoa daqueles, capaz de te fazer sentir vontade de sair de casa no meio da madrugada para comprar (que é sempre o meu caso quando não tem chocolate em casa. #DRAMA/ I ♥ Chocolate) e que chegou com uma “tentativa de companion” do mundo do crime. Uma menina lindísisima por sinal, mas segura demais e um tanto quanto do lado negro da força, o que em nada combina no posto de companheira oficial do Doutor. Mas foi bem bacana vê-lo libertar a personagem ao final do episódio, naquele ônibus de dois andares típico inglês e nesse caso com o plus a mais dele ser voador (me lembrou ônibus em Harry Potter até). Cool!

O terceiro marca exatamente o que eu falei para vcs ainda no começo dessa review (4×16 The Waters of Mars), com um Doutor revelando o seu lado negro da força, quando ele resolveu aceitar a sua importância para o universo, onde cego por conta de sua arrogância, acabou causando um paradoxo que seria imperdoável, mesmo para um Senhor do Tempo. Um episódio bem bacana, que além de nos revelar um outro lado do Doutor, esse muito mais obscuro do que o que nós já conhecemos, justamente enquanto ele ainda viajava sem companhia nenhuma (algo que se repetiu a partir do primeiro desses três episódios em questão), ainda nos trouxe aquelas pessoas medonhas da tripulação que habitava Marte, com água saindo por todos os cantos de seus corpos. #MEDO.

Uma sequência de especias que nos trouxe para o momento da grande despedida. Ao longo da temporada, pequenas pistas foram espalhadas a respeito da morte do Doutor e nesses dois últimos episódios, chegou a hora dele encarar a sua inevitável regeneração. E nessa hora, tudo foi construído de forma brilhante, com o anúncio de que a sua morte aconteceria pelo sinal das quatro batidas (que nada mais era do que a representação do batimento do coração dos Senhores do Tempo) e que de quebra, ainda nos trouxe Gallifrey de presente, terra natal do próprio Doutor e que inclusive chegou a se aproximar (literalmente) da Terra no formato de uma grande ameaça, a qual ele teve que destruir no passado (e carrega uma culpa enorme por conta disso, se tornando o último de sua espécie) e que por diversas vezes já ouvimos parte de sua história durante esses seis últimos anos da série desde 2005.

Apesar de sempre ter morrido de vontade de conhecer um pouco mais sobre Gallifrey e toda a sua mitologia (em flashback talvez? …) , acabei não gostando muito de ver o planeta aparecer de fato e no presente da temporada, embora a forma como tudo isso acabou acontecendo tenha sido no mínimo justificável. Ainda mais que a sua presença nessa reta final acabou trazendo algumas revelações, surpresas e até mesmo a volta de um dos vilões mais temidos pelo próprio Doutor: Master (John Simm).

Ele que foi usado como ferramenta para que os demais Senhores do Tempo conseguissem a sua “liberdade” e com isso ganhassem a chance de reconstruir a sua história. Nesse momento, acabamos descobrindo um pouco mais da mitologia da espécie do próprio Doutor e descobrimos o que de fato o motivou a levar o seu povo a ser extinto. Bacana também foi ver a forma com o Master foi usado como ferramente fundamental para todo essa história, a deixando ainda mais muito bem amarrada. Só achei que a sua participação durante a temporada anterior acabou sendo muito mais impactante do que a sua presença massiva durante essa Season 4.

Nessa reta final, o que nos foi reservado como surpresa, foi a presença de uma mulher que a princípio, aparecia apenas para o avô da Donna, guiando aquele senhor a ajudar o Doutor da forma correta nesses dois últimos episódios, algo que seria fundamental nesse último momento de sua vida. E a sua presença misteriosa foi algo que acabou ficando no ar, deixando uma possibilidade de que aquela mulher na verdade seria a própria mãe do Doutor, com ela e um outro homem sendo os únicos contra o plano dos demais Senhores do Tempo ainda em Gallifrey, que como castigo, tiveram que se manter em posição de Weeping Angels. (castigo terrível, mas sensacional, não?). Nessa hora eu logo imaginei que os dois que foram contra o plano todo, só poderiam ser seus pais, mesmo sem ter tido uma pista até então. Mas foi algo que talvez eles não tiveram muita coragem de explorar (o que eu acho bacana, porque poderia acabar levando a série para uma área obscura e arriscada para uma série de quase 50 anos de sucesso) e optaram por deixar apenas no ar essa ideia. (o que pode também ter sido apenas uma sensação minha…)

Até que chegamos a fatídica hora da despedida, onde por um momento, chegamos até a nos enganar, assim como o próprio Doutor, que se encontrou surpreso por ainda estar vivo, mesmo depois de ter conseguido derrotar (com uma ajuda importantíssima do próprio Master) o povo de Gallifrey. Mas ao enfim ouvir as 4 batidas que apareceram no pedido de ajuda do avô da Donna logo em seguida desse curto momento de alivio para o personagem, ele se deu conta de que realmente aquela era a sua hora e não tinha mais por onde escapar. (glupt de novo)

Nessa hora, vale a pena lembrar que dessa vez, embora fosse totalmente justificável, o Doutor acabou novamente se revelando como um ser que como todo mundo, também mantém o seu lado obscuro, soltando palavras duras para cima do próprio senhor Wilfred, mostrando claramente e por mais uma vez, um outro lado da sua personalidade, mesmo que por questão de pouco tempo. (mas também, que não se revoltaria ao encarar a sua própria morte depois de quase conseguir escapar? Hein?)

Confesso que nessa hora, eu já estava bastante tenso com a regeneração, que poderia acontecer a qualquer momento e embora já estivesse familiarizado com essa cena, apenas da parte em que ele caminha dentro da TARDIS para o momento da regeneração em si (que eu já havia visto por curiosidade no passado, quando comecei a assisti a série), eu não poderia sequer imaginar o que viria antes disso…

E da forma mais emocional possísvel, o 10th Doctor aproveitou para viajar no tempo nos seus últimos momentos de vida antes da regeneração para reencontrar cada uma das pessoas que foram importantes para ele durante essa trajetória de três ótima temporadas, uma forma linda de retribuir com carinho o precioso trabalho que o ator David Tennant deixou com o seu legado, algo nada mais do que merecido, para aquele que também deu vida a esse personagem grandioso da melhor forma possivel, conseguindo deixar a sua forte identidade e marca em todos os fãs da série até hoje.

E foi lindo, lindo, lindo, ele se despedindo de cada uma de suas companions, aparecendo para cada uma delas de forma especial para dizer o seu adeus, mesmo que de longe, distante, sem dizer uma só palavra, apenas observando cada uma delas pela última vez e visivelmente triste. Martha foi a primeira e em campo de batalha, ele acabou salvando a sua pele mais uma vez, onde descobrimos que ela além de agora usar tranças (rs), ela também se encontrava casada com o Mickey, o ex preguiça da Rose (mas cadê o pediatrão, hein Martha?). Apesar de formarem um casal totalmente avulso, achei foufa a resolução também, vai?

Ainda em um ato heroico, tivemos o Doutor salvando o filho da Sarah Jane Smith e consequentemente se despedindo da personagem. Mas especial mesmo foi o capitão Jack Harkcness sentado em um bar repleto de criaturas exóticas e conhecidas da série, recebendo um drink do próprio Doutor, que de brinde ainda arranjou o Alonso (sim, o Tovey voltou. Yei) para o capitão Jack chamar de seu, ou pelo menos para começarem algo. Höy! Um momento excelente como despedida entre os dois, não? (eu fiquei super surpreso com a aparição do personagem novamente e AMEI a resolução. Aliás, não sei se eu já disse isso, mas adoraria ter o Russel Tovey como Doutor, o que após suas participações na série, eu nem acredito mais que seja possível, humpf!)

Encerrando as despedidas, é claro que não poderia faltar ela, Rose Tyler, a companion capaz de mexer com os dois corações do Doutor, com um detalhe de que por uma questão burocrática dentro da própria história, ele acabou a visitando no passado, antes mesmo dela ter sido a escolhida com a companheira do 9th Doctor, completando assim a etapa final da sua despedida.

Mas o meu momento preferido mesmo foi ele indo até uma sessão de autógrafos dos livros que a bisneta da mulher por quem ele se apaixonou no passado estava publicando. Aquela que ele conheceu ainda durante a Season 3, naquele episódio em que ele se torna “humano” por um certo tempo e passa a viver com um homem comum (John Smith). Ela que encontrou o diário que o Doutor deixou para a sua amada no passado e que escreveu um livro sobre a história dos dois, que acabou ganhando a confirmação de que aquela foi uma história de amor real entre a sua bisavó e o Doutor, com o próprio aparecendo de corpo presente durante uma sessão de autógrafos para lançamento do livro. Uma detalhe que eu achei mais do que foufo e totalmente inesperado. (♥)

Nessa hora, eu realmente me peguei surpreso com a caraga emocional dessa despedida, que realmente foi muito especial, ainda mais contando com a trajetória inteira do 10th Doctor ao longo dessas três últimas temporadas, com três companions diferentes e tanta mitologia da série sendo revelada durante esse percurso, que é impossível não se emocionar com a hora em que o David Tennant se despede dizendo que não quer ir (desabei, sério). A minha primeira experiência com regenerações em Doctor Who aconteceu durante essa maratona, lá atrás, no final da primeira temporada, onde eu também cheguei a ficar bastante emocionado com a saída do Christopher Eccleston para a entrada do Tennant. Mas realmente, esse tempo maior que acabamos passando na companhia do décimo Doutor, fez com que dessa vez, essa despedida fosse muito mais dolorosa e eu me peguei entregue as lágrimas ao final dessa jornada (assim como aconteceu com a experiência anterior, só que agora com muito mais intensidade), sem a menor vergonha de admitir isso em público. Chorei litros, feito criança.

Tudo bem que ter a carinha do Matt Smith logo na sequência e já ter visto o que aconteceu depois disso por duas temporadas a frente, acabou me confortando bastante sobre a troca, ainda mais com as piadinhas sobre ele ainda não ser ruivo, ou pelo 11th Doctor achar que é uma menina por conta do seu cabelo maior do que o de costume. Mas tenho que admitir que não foi nada fácil me despedir do 10th Doutor, que realmente fez um excelente trabalho vivendo esse personagem que sozinho já tem uma força absurda, mas que o trabalho sensacional do ator David Tennant na pele do nosso 10th Doctor acabou deixando ainda mais especial. Well done!

Encerro aqui a minha maratona de Doctor Who (pelo menos com vcs, porque eu pretendo rever a Season 5 e a Season 6 antes da Season 7 começar e já estou inclusive fazendo isso com a nossa velha e as vezes boa TV aberta – na Cultura, que começou a apresentar a Season 5 recentemente e tem sido a minha companhia durante os jantares semanais aqui em casa e tem opção com audio original – embora o closed caption seja um verdadeiro drama) onde antes de me despedir de vez dessa adorável e altamente recomendável maratona, eu preciso ser bem  justo em reconhecer que qualquer coisa que eu não tenha gostado no trabalho do ator David Tenntant no começo de sua trajetória enquanto esse icônico personagem, acabou se tornando absolutamente miníma em relação ao seu lindo trabalho a frente do 10th Doctor, do qual eu me despeço agora com o maior carinho desse mundo. Clap Clap Clap!

Mas antes de terminar essa review, tenho que reafirmar publicamente o quanto eu sou totalmente encantado com a série e o quanto o meu amor por Doctor Who só tem crescido desde que nos conhecemos. Sempre tive uma curiosidade enorme por esse universo (Paolo Torrento sempre me tentava a respeito), mas sempre acabava me faltando tempo. Até que finalmente eu decidi enfrentar essa maratona da série inglesa a partir de 2005, que hoje eu reconheço ter sido uma experiência maravileeeandra, em todos os sentidos e por isso recomendo para todo mundo, de verdade (♥). Sempre gostei desses universos mais fantasiosos, de Sci-Fi e coisas do gênero, mas a mitologia que Doctor Who consegue envolver em seu universo é realmente das mais especiais ever e não é a toa que a série está prestes a comemorar 50 anos (sim, 50 ANOS!), reunindo gerações e mais gerações de fãs, agora também no mundo todo. Tanto que logo eu, com anos de experiências sentado à frente da TV, acumulando uma lista de heróis preferidos desde a infância dos meus filmes ou HQs do coração, acabei assumidamente ganhando um novo representante dentro dessa categoria (embora ele não seja exatamente como os outros), que com seu sotaque inglês indeed e sua gravata borboleta (que foi como eu o conheci, portanto essa sempre será a sua imagem para mim. Bow ties are cool!), acabou deixando todos os seus concorrentes de lado, assumindo de vez o posto mais alto e importante da minha lista, que nesse momento eu declaro ser do dono da cabine azul que é muito maior por dentro e de mais ninguém. I ♥ DOCTOR WHO

Dito isso e para finalizar de verdade essa maratona (que ficou enorme e eu demorei pencas para fazer, eu sei), trago o placar final dessa disputa de Doutores no meu coração: Matt Smith 10 vs David Tennant 9,85. Onde mesmo que o 10th Doctor tenha me ganhado ao longo dessas três temporadas, o meu coração realmente ainda pertence ao Matt Smith, que foi amor a primeira vista mesmo e que vai ser para sempre o meu Doutor. Mas e quem foi que disse que eu não posso ter 2 Doutores? Se eles tem dois corações, eu posso ter dois doutores também e fim de papo. (rs)

O bom também é que agora que Doctor Who finalmente chegou ao Brasil, seja pela TV aberta ou com a recém chegada da BBC por aqui, ganhamos grandes chances de alguns produtos da franquia também acabarem chegando por aqui, com os DVDS da série por exemplo, onde a Season 1 já se encontra disponível em DVD para venda e mal posso esperar para ter essa coleção completa na minha prateleira especialíssima.

E agora, o nosso último porém bem especial:

ALLONS-Y! (♥)

ps: novamente, ganhamos um episódio animado ao final dessa Season 4 (Dreamland), que traz um diferente tipo de animação do que nós já haviamos visto durante a Season 3 e que também é bem bacana de ser visto. Assim como as Proms que por enquanto temos a de 2009 e a de 2010, que são o tipo de espetáculo dos meus sonhos, com uma apresentação lindíssima da trilha sonora da série ao vivo com sua orquestra (trilha que é bem boa por sinal) e a presença de alguns atores como apresentadores do evento, que ainda conta também com a presença dos monstros mais sensacionais da série vagando em meio ao público e causando as mais variadas reações. Só não entendi o porque do David Tennant não ter aparecido de corpo presente na dele em 2009 … o que o Matt Smith fez na sua primeira de 2010 e foi mais do que sensacional! 

ps2: agora uma bronca para a TV Cultura, que esteve apresentando a série na ordem, tudo certinho e lindamente, inclusive com os especiais de Natal de cada uma das temporadas (porque eu bem andei conferindo), mas que acabou pulando os tês últimos episódios dessa Season 4, deixando totalmente de lado a regeneração do décimo Doutor, um momento mais do que importante para quem passou a acompanhar a série através da TV aberta. Sacanagem! (depois do especial de Páscoa, eles pularam direto para o 5×01 The Eleventh Hour, que é o primeiro com o 11th Doctor. Humpf!)

ps3: talvez essa tenha sido a minha maior review aqui no Guilt. Thnks a todos que conseguiram sobreviver até o final desse post.

Agenda Who?

Março 17, 2012

Anotem todos em seus moleskines azul TARDIS: segunda feira 19/03 Doctor Who começa a ser exibida na Tv Cultura (um canal que sempre nos encheu de orgulho, não?), diariamente às 20h20 (de segunda a sexta) e com isso ninguém tem mais desculpas para não assistir a série, hein?

O canal importou todas as temporadas produzidas dessa nova safra da série inglesa (Season 1 à Season 6), 6 especiais de uma hora de duração e uma animação. Ou seja, TU-DO! YEI!

Lembrando que como eu disse anteriormente, Doctor Who  será exibida dublada, com opção de audio original na tecla SAP, para quem preferir um sotaque inglês indeed, assim como eu. E os episódio exibidos estarão disponíveis também em streaming no site do canal para quem não conseguir assistir na TV por uma drama qualquer. Ou seja, sem desculpas mesmo hein?

Tipo imperdível! (sério, quero ver todo mundo assistindo!)

E quer melhor companhia para a hora do jantar?

Allons-y!

The 10th Doctor (parte 1)

Março 16, 2012

Anteriormente em Doctor Who…(sempre quis fazer um “previously” aqui no Guilt, rs)

 

Essy começava a sua incansável maratona pelas 4 primeiras temporadas de Doctor Who que ele havia deixado para depois, quando decidiu começar a assistir a série por sua Season 5 (e Season 6 até agora), onde acabou conhecendo e se encantando por Matt Smith na pele do 11th Doctor, a quem ele passou a chamar de seu Doutor, esse que capturou o seu coração e o escondeu em uma sala secreta dentro da própria TARDIS (dramático). Nesse caminho, esse jovem aspirante descarado a companion e forte concorrente em segredo público para a vaga de 12th Doctor (rs, I wish!) conhecia e se despedia do 9th Doctor e se preparava para a era David Tennant, terminando a sua review com a pergunta que não queria calar: será que Essy se apaixonaria pelo 10th Doctor?

 

Bobagens e devaneios a parte (rs), terminei o meu último post sobre Doctor Who com a despedida do ator Christopher Eccleston deixando o personagem para a chegada do David Tennant, o 10th Doctor. Muitos já haviam me avisado sobre os poderes de encantamento do 10º Doutor, que é quase que uma unanimidade entre os fãs da série, que adoram a herança do trabalho realizado por Tennant durante as suas três temporadas na pele do último Senhor do Tempo. Muitos dizem que ele foi o melhor Doctor desses últimos tempos (da nova safra de 2005), mas a minha opinião eu vou deixar por último, porque desde que eu assisti Sherlock (Seasons 1 e 2, que eu também mais do que recomendo!), ando AMANDO cada vez mais o velho e bom clima de total suspense. Faço isso também em homenagem ao Steven Moffat, ele que é o responsável por esses dois grandes personagens na TV do momento. (embora eu tenha deixado algumas pistas ao longo do texto)

Agora chegou a hora de falar da minha own experiência com o David Tennat na pele de um dos meus personagens preferidos de todos os tempos. Mas conforme o prometido, vou falar de cada uma das temporadas que eu ando assistindo nessa minha incansável e deliciosa maratona de Doctor Who, portanto, esse post é relacionado a Season 2, a primeira com o 10th Doctor.

E não tem como negar que a chegada do David Tennant ao universo da série só tenha acrescentado em todos os sentidos, porque o cara é realmente muito bom. Muito bom (clue). Tem uma agilidade visivelmente maior do que o Doutor anterior por exemplo, inclusive no modo de falar, que é todo especial e carregado de diversas entonações diferentes, algo notado até mesmo pela própria Rainha Vitória durante essa temporada (ela que até declarou o Doutor como inimigo da corte, rs). Sem contar o carisma, que nesse caso também é bem maior, o que faz com que mesmo em pouco tempo ao lado da nova companhia, já seja possível se acostumar com a grande mudança e começar a se simpatizar com o mesmo.

E as mudanças não param por ai não viu? Muda-se também o figurino, em uma cena sensacional com ele revelando o interior do closet da TARDIS durante o episódio de Natal que abre a temporada (2×00 The Christmas Invasion), parte que pra mim (e quem acompanha o Guilt sabe porque), foi mais do que especial. Aliás, adoraria se outros ambientes da máquina do tempo mais sensacional ever também nos fossem revelados. Com isso, saí o peso do couro preto do figurino do 9th Doctor,  para a entrada de um terno de risca de giz, gravata e um sobretudo enorme e marrom. Aliás, muito marrom (que é sempre uma cor problemática pra mim, mas que eu já estou aceitando melhor). E ele ganha também óculos nessa nova versão, que ele usa em alguns momentos e que acabam deixando-o ainda mais com cara de professor de História, rs. Mas para quebrar um pouco dessa seriedade que não caberia em Doctor Who, o personagem ganha nos pés um toque especial com o seu Converse de cano alto, um sinal claro e evidente de que esse Doutor está diferente e possivelmente tem uma alma mais jovem, mais leve, apesar da sua idade avançadíssima (rs, que ele não nos ouça).

E como não amar ele completamente decepcionado por não ter se transformado finalmente em um ruivo depois da sua regeneração? Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (viu com eu não sou único na preferência pelo ruivismo? Go gingers!)

Ao seu lado, temos mais uma vez a companhia de Rose Tyler (Billie Piper), a companion que veio como uma das poucas heranças da temporada anterior. Ela que permanece completamente apaixonada pelo Doutor, que dessa vez parece se envolver um pouco mais com a sua companion do que no passado, demonstrando em vários momentos que talvez ela esteja sendo correspondida, ou pelo menos ele vai deixando a dúvida no ar. Novamente, eu tenho que dizer que essa relação de amor em Doctor Who pouco me interessa e isso desde a temporada anterior, apesar de entender a fascinação de qualquer pessoa ao lado de uma homem como o Doutor. O problema é que eu sempre achei a Rose um tom acima, atirada demais sabe? Um tanto quanto desesperada e isso fica bem claro na forma como ela se desprende completamente do seu ex namorado (o irritante Michey Smith, que para piorar volta duplamente durante essa temporada) por mais de uma vez, para continuar viajando com o Doutor. E sinceramente, eu acho que esse não seria o tipo de mulher preferida do Doutor (ciúmes talvez? rs), que sempre me pareceu ser do tipo que se encantaria muito mais pela personalidade de alguém do que qualquer outro atributo físico ou apelativo (embora ele tenha os seus momentos). Mas vamos deixar o assunto Rose Tyler para o final, por motivos óbvios (isso para quem já assistiu a série) que vocês vão entender melhor no encerramento desse post.

Durante essa Season 2, notei também uma produção mais bem feita do que a Season 1, em diversos episódios e principalmente no começo da temporada. Como por exemplo, naquele episódio com aquela espécie de “monges ninjas” (2×02 Tooth and Claw), com uma excelente sequência de luta em sua abertura. Episódio esse que ainda  contou com uma espécie de lobisomem, que foi realizado dignamente, o que nem sempre é um mérito da série quando o assunto são efeitos especiais e isso nem é uma crítica, porque eu já bem disse anteriormente que acho que dentro daquele universo fantasioso de Doctor Who, as “precariedades” da produção sempre acabam funcionando, mesmo quando poderiam ter sido cuidadas com mais carinho (ou com mais $$$ mesmo).

Ainda falando da parte técnica da série, percebi também que dessa vez eles fizeram mais questão de evidenciar o azul “TARDIS”, presente em diversos momentos ao longo da temporada nos mais diversos objetos de cena. Como no furgão utilizado pelo amigos do “Mickey” do universo paralelo, ou na própria scooter do Doutor, que aparece no episódio do dia da coroação da Rainha Elizabeth II em 1953.

Algumas curiosidades que eu notei também ao assistir essa Season 2 foi que pela primeira vez nós vimos o papel mediúnico em funcionamento, com algo realmente escrito nele (eu pelo menos não me lembro de ter visto isso acontecer antes nas demais temporadas que eu já assisti), descobrimos também que no passado, o Doutor utilizava o pseudônimo de John Smith para se identificar em alguns casos (Jonh Smith = Matt Smith = Confirmou! rs), além de alguns detalhes da cultura pop que apareceram durante essa temporada, como o Doutor dizendo AMAR o filme dos Muppets de 1979, ou a referência aos “Caça Fantasmas” durante o último episódio, além do momento musical com “The Lion Sleeps Tonight” ainda no quinto episódio. (detalhes que eu reparo por conta do meu nível avançado de DDA)

E novamente eu senti a falta de um plot maior para a história, algo que estivesse relacionado com o todo e se revelasse no final, que é mais ou menos o que tem acontecido na série atualmente, como eu disse no post sobre a Season 1. E como na primeira temporada, essa Season 2 foi marcada apenas pela repetição do nome “Torchwood” mencionado em diversos episódios e em momentos diversos, dessa vez mais evidente do que o timido “Bad Wolf” da temporada anterior, em uma tentativa de evidenciar qual seria o plot do final da temporada. Algo que comparada a atual dinâmica de Doctor Who durante a Season 5, ou a Season 6, com histórias mais cheias de camadas e totalmente envolvidas com o plot maior da temporada (ou de parte dela pelo menos), acaba deixando um pouco a desejar nesse sentido em relação a conclusão da história contada durante aquele período.

Outra diferença bem clara em relação a temporada anterior é a questão da ação na série, que dessa vez esteve muito mais presente do que a emoção por exemplo, algo que eles exploraram mais durante a Season 1, como naquele encontro da Rose com o pai que ela não chegou a conhecer,  um momento quase que impossível de conseguir não se envolver e não se emocionar por exemplo (1×08 Father’s Day). A ação durante essa temporada realmente teve um destaque maior, trazendo um outro ritmo para a série também, que já havia se tornado mais ágil, até mesmo pela interpretação do próprio David Tennant, como eu mencionei anteriormente.

Por isso continuo considerando essas duas primeiras temporadas bem mais fáceis de se acompanhar, mesmo que você tenha se perdido durante o caminho ou tenha perdido algum episódio por um motivo qualquer. Algo que hoje em dia eu nem sei mais se ainda funciona como desculpa, porque opções nunca nos faltam nessas horas, não é mesmo? (Beija SOPA! Beija PIPA!)

Diretamente do passado, tivemos participações mais do que especiais de personagens conhecidos da vida real, como a Rainha Vitoria, em um dos episódios mais bem cuidados da série (que termina com uma piadinha bem boa sobre a Família Real), além de Reinette Poisson, ou Madame de Pompadour, figura conhecida dos ingleses por ter sido uma das amantes do Rei Luiz XV da França e que na série, chega até a ter um momento mais animado ao lado do Doutor, rs (que fica bem metido por isso). Como fato histórico real, dessa vez tivemos a coroação da Rainha Elizabeth, nesse caso mostrado com a chegada da TV na década de 50 para a maioria das casas de Londres, onde o fato foi mostrado com o país inteiro diante de suas TVs pela primeira vez na história, para acompanhar um dia tão importante para a cultura dos ingleses, nesse que foi um dos meus episódios preferidos da temporada (2×07  The Idiots Lantern) com a Rose e o Doutor chegando a caráter, prontos (e equivocados) para conhecer o Elvis, dirigindo a scooter azul TARDIS que eu falei no começo da review.

Falando dos meus episódios preferidos, estão o primeiro da temporada (2×01 New Earth) com a nova Terra, que é um episódio futurista e que nos trouxe de volta a participação mais do que especial de Cassandra, o último ser humano (ou o que sobrou dele, ela que tem um final lindo nesse episódio) e a Face de Boe, que nós já conhecemos anteriormente, além das sensacionais freiras felinas do lado negro da força. Gostei muito também da saudosa visita da Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen, que faleceu em 2011, triste mil), companion antiga do Doutor, enfrentando sem mendo a Rose, que agora ocupa um lugar que já foi seu, em um diálogo divertidíssimo, episódio esse em que ganhamos também a impagável visita do K9, uma espécie de cachorro robô, mascote do Doutor de outros tempos.

Assim como a segunda parte da chegada do Cybermen é bem boa (2×06 The Age of Steel) e que nos ajudou a desvendar um pouco da mitologia do personagem, além de trazer a tona a questão de universos paralelos em Doctor Who, onde não tem como não chegar a conclusão de que Fringe tenha usado bastante da referência sobre o assunto em relação a série inglesa, não? Inclusive esteticamente, diga-se de passagem. Além do episódio onde o Doutor fica de frente com Satã em pessoa (2×09 The Satan Pit), realizando um monólogo excelente ao lado do coisa ruim (rs), que é outro episódio sensacional da temporada e que traz o 10th Doctor vestido de “astronauta”, além de ser também o episódio onde ele quase acaba se revelando para a Rose.

A verdade é que a temporada quase que inteira é bem sensacional, inclusive os seus episódios fillers (que nós sabemos que são feitos para “preencher” a temporada), como o da menina possuída que fazia desenhos que ganhavam vida própria (2×11 Fear Her), onde tivemos um encontro com um futuro bem próximo da nossa realidade de agora, com uma prévia das Olimpíadas de Londres, que esta prestes a acontecer agora em 2012 e que nos trouxe o Doutor carregando a tocha olímpica. Howcoolisthat? Aliás, poderiam passar essa tarefa  de logo mais para o Matt Smith, hein? Fica a sugestão. E outro episódio bem bacana e importante de ser destacado foi aquele que é tipo um documentário (2×10 Love & Monsters)  feito por pessoas que observavam as aparições do Doutor no presente (algo que eu sempre fiquei me perguntando: e as demais pessoas do universo, como lidam com tudo isso? rs) e mostra um grupo de estudos sobre o misterioso Doutor, o LINDA (ou L.I.N.D.A), que é bem divertido e o mais curioso é que o episódio conta com uma mínima participação do próprio Doutor e sua companion.

Mas toda a emoção que eu disse que quase não apareceu durante a temporada, talvez tenha sido guardada como estratégia para o season finale, que já anunciava desde seu início ser o dia da morte de Rose Tyler (2×12 Army of Ghosts e o 2×13 Doomsday). Dra-ma! E esse era outro dos grandes momentos que estava sendo aguardado por mim, o de vivenciar o que seria a despedida de uma companion, algo que na série atual ainda não aconteceu propriamente com a Amy Pond, por exemplo (apesar de já sabermos que ela não será mais a companion do 11th Doctor. Glupt – ♥). Assim como aconteceu na Season 1 com a regeneração d 9th Doutor (minha primeira vez nesse assunto), essa acabou sendo a minha primeira experiência marcando a despedida de uma das fiéis companheiras do Doutor e já começo dizendo que foi bem emocionante, mesmo com a minha relação meio assim com Miss Rose Tyler.

E o episódio não poderia ter sido mais emocional, reunindo vilões como milhares de Cybermens e Daleks por todos os cantos, aliados a um exército fantasma (que ao final se revela não tão fantasma assim), também com direito a fendas e portais entre o universo paralelo que já havia nos sido apresentados anteriormente durante a temporada, além de finalmente ganharmos a introdução clara e objetiva de Torchwood, que já havia sido mencionada por diversas vezes durante essa temporada (e que é o nome do spin-off de Doctor Who), mas que somente nesse episódio final passamos a conhecer um pouco mais de sua mitologia, que diga-se de passagem, ainda não ficou exatamente muito clara. E é nessa hora que nós nos damos contas de que as menções anteriores a Torchwood não foram em vão e faziam parte desse “plot maior” para o final da temporada, assim como aconteceu anteriormente com “Bad Wolf”.

Obviamente que o episódio que marcaria a despedida da Rose tinha que ser especial afinal, foram duas temporadas com a sua participação e dois Doutores diferentes ao seu lado. Rose teve que se adaptar ao novo Doutor e de certa forma, reconstruir a sua história com aquele homem, que poderia até ser o mesmo, mas que fisicamente em nada se parecia com o que ela havia conhecido a princípio. Quase que como se ela tivesse que se apaixonar novamente pelo mesmo homem, algo que foi construído até que muito bem durante toda essa Season 2.

Uma relação que como eu disse, eles construíram direitinho até, sem ignorar o fato da estranheza a princípio, embora eu continue achando esse climão de romance no ar como algo totalmente desnecessário. E diga-se de passagem, os dois funcionaram muito bem como dupla (o que também aconteceu na temporada anterior, mas dessa vez, talvez tenha funcionado um pouco mais até), com uma série de piadinhas internas e uma intimidade que eles demonstraram que só fez aumentar ao longo da temporada. Well done!

Mas havia chegado a hora de Rose Tyler se despedir e nunca mais poder ter contato com o Doutor, algo bastante cruel até com a personagem (mas entendo que seja um caminho escolhido para a série não ter virado uma bagunça) para finalizar a sua história como companion do último Senhor do Tempo. De certa forma, a sua despedida foi compensada pela reunião da sua família em um universo paralelo, tendo a chance de viver juntos pela primeira vez, pai, mãe e filhas, em um tentativa de que a personagem fosse compensada de alguma forma por sua saída da série. Ou seja, um final parcialmente feliz.

A cena em que ela está prestes a ser sugada pelo vazio nos momentos finais do episódio, com o Doutor entrando em desespero, onde ela acaba sendo salva pelo seu pai do universo paralelo, isso nos minutos finais, com direito a um rápido “último” olhar para o Doutor, no susto, como se ele estivesse sendo arrancado dela a força, foi um momento realmente de cortar qualquer coração, mesmo para aqueles sem sentimentos e que fazem o tipo Cybermen, rs. Apesar desse momento épico, ainda tivemos mais alguns minutos para a então despedida dos personagens, minutos merecidos e necessários, diga-se de passagem, em uma cena que foi bem bonita, recheada de emoção, com o Doutor quase entregando o seu verdadeiro sentimento por ela nos segundos finais daquela curta última conversa entre o 10th Doctor e a sua companion, até que ele sumisse para nunca mais voltar (Glupt). Momento com direito até a uma lágrima do Doutor, que nós já aprendemos que toda vez que o Doutor chora, é porque ele realmente conseguiu sentir algo de verdade, o que o deixa mais próximo dos humanos. Um final realmente emocionante, digno de despedida para uma companion, elas que também tem um papel importantíssimo dentro da série. Clap Clap Clap!

Pois bem, chegamos ao final da minha review e eu ainda não respondi se eu me apaixonei ou não pelo 10th Doctor do David Tennant, questão que eu deixei no ar no final do post sobre a Season 1. Então,  chegou a hora da verdade…

Tennant realmente fez um ótimo trabalho com o seu 10th Doctor, com todos os seus trejeitos, a sua própria loucura (característica que eu AMO no personagem), até mesmo com a sua forma toda especial de dar voz ao personagem. Com eu já disse antes, interpretar o Doutor, um personagem tão querido por várias décadas, não deve ser uma tarefa fácil, ao mesmo tempo que o próprio personagem já é grandioso por si só, o que faz com que fique praticamente impossível que alguém consiga realizar um péssimo trabalho na pele de alguém tão adorável, por exemplo (se bem que, atores medíocres é o que não falta, não é mesmo?). Ele realmente conseguiu realizar um trabalho super bacana, trazendo um frescor para o personagem, uma força com uma linguagem mais jovem mesmo, tornando impossível de não se apegar com toda a sua doçura e o humor emprestados ao seu 10th Doctor. Mas, (sempre tem uma mas…), só acho ele um pouquinho caricata demais em alguns momentos, parecendo muitas vezes quase que como um personagem de cartoon sabe? Que acabou sendo um pouco quase que demais para o meu gosto, isso para se tornar o meu own doctor por exemplo (esse detalhe é preciso entender, rs). Sejamos justos e vamos reconhecer que o Matt Smith também tem um pouco dessa característica, mas nele eu acho mais na medida, mais equilibrada talvez.

E que fique bem claro que eu disse “quase que demais”, o que não chega a ser de todo (e nem muito) negativo e apesar de qualquer crítica que eu tenha feito, acho o seu trabalho bem bom dando vida a esse personagem que nós amamos. Sendo assim, tenho que declarar também para o fim do mistério, que eu continuo sendo Team Matt Smitth (Sorry Team Tennant), que continua sendo o meu Doutor preferido ever.

Por enquanto, o placar é o seguinte:  Smith, 10+ vs Tennant, 9,25 

Mas vamos com calma, a nossa relação está apenas começando e ainda tenho toda as seasons 3 e 4 pela frente para mudar toda e qualquer impressão sobre o 10th Doutor.

 

Allons-y!

 

To be continued…(vou tentar não demorar tanto de uma temporada para outra, ok?)

ps: sempre acho meio assim imagens com marca d’água, mas é o que temos para hoje (e os créditos estão dados)

Agora não tem desculpa para não assistir Doctor Who. YEI!

Março 3, 2012

Digo isso porque Doctor Who vai começar a ser exibido pela TV Cultura a partir do dia 19 de Março (anotem, apesar de não ser mais nenhuma grande novidade…), começando da primeira temporada da nova fase de 2005, com o 9th Doctor interpretado pelo ator Christopher Eccleston. YEI!!!

E digo mais, segundo a própria emissora, a ideia é apresentar todos os capítulos da série até a sua fase atual, com o 11th (My Doctor), interpretado pelo Matt Smith! Howcoolisthat? (♥)

E antes que alguém comece o mimimi sobre o fato da TV Cultura já ter recebido os episódios dublados pela BBC, o canal vai disponibilizar também o áudio original na tecla SAP, ou seja, não adianta nem reclamar, indeed.

Logo que eu comecei a assistir Doctor Who, eu cheguei a comentar com amigos que a série tinha a cara de um canal de TV aberta como a TV Cultura aqui no Brasil por exemplo e não é que confirmou?

E as novidades não param por ai, a Log On Editora já confirmou o lançamento de DVD e Blu-Ray de Doctor Who a partir de 13 de Junho (1 mês e um dia depois do meu niver, ou seja, aceito presentes com mais de um mês de atraso esse ano, em embalagens especiais na cor azul TARDIS e com conteúdo WHO, rs), mas ainda não se sabe se eles vão produzir apenas os especiais de Natal ou se serão os boxes com as temporadas completas da série (aposto e torço para que sejam os boxes). CATAPPLOF!

Porque mesmo que a princípio não sejam lançados os boxes com as temporadas (cruzando os dedos para que sejam lançados todos, da 1ª a 6ª + todos os especiais de Natal e as Proms – que são sensacionais! -, em um box lindo e especial em formato de TARDIS, acompanhado de uma screwdriver maravileeeandra de brinde e uma bow tie! Fica a sugestão…), com a série sendo exibida em um canal de TV aberta, essa possibilidade se torna ainda mais possível. Além do fato de que agora, mais pessoas poderão assistir a Doctor Who, que realmente é uma série muito, mas muito especial! (♥)

Não preciso nem dizer o tamanho do meu sorriso com essa notícia, neam? (mais ou menos igual ao do Matt na imagem acima)

Como nem tudo é perfeito, é possível que a série seja exibida por aqui no horário da tarde (ainda não definido pela emissora), o que para quem trabalha não é muito animador. Mas o canal já avisou também que irá disponibilizar os episódios no site oficial em streaming, para todo mundo conseguir assistir a qualquer momento. Howcoolisthat?

Ainda estou na minha maratona David Tennant, o 10th Doctor, no meio da segunda temporada (com muito atraso), mas já aviso que verei tudo de novo junto com o canal brasileiro e com orgulho, de bow tie (bow ties are cool!), com o meu chapéu fez e dentro da minha own TARDIS imaginária (rs, maluco)! E POR FAVOR, ASSISTAM TODOS VCS TAMBÉM!

Agora, para quem não souber muito sobre a série, ou quiser encontrar algumas opiniões sobre o assunto, pode encontrar nos links abaixo alguns dos meus posts animados sobre Doctor Who e as temporadas que eu já assisti até o momento:

 

9th Doctor (Season 1)

11th Doctor (Season 5) 

11th Doctor (Season 6) 

E aqui, tem tudo que eu já falei no Guilt sobre Doctor Who

 

E desde já, comecem a campanha: Essy como 12th Doctor! (aceito ser companion também)

#ESSYSUPERFELIZRODOPIANDOMAISDOQUEAPROPRIATARDISNAVORTICETEMPORAL

The 9th Doctor

Janeiro 20, 2012

Comecei a assistir Doctor Who a partir da Season 5 e Season 6, já com o 11th Doctor (Matt Smith), mas como a minha relação de amor com a série foi praticamente imediata, uma relação sincera de amor a primeira vista, prometi para mim mesmo que ainda assistiria as temporadas anteriores, pelo menos do ano de 2005 para cá.

Coloquei o meu plano em ação a partir do primeiro dia de 2012 e sendo assim, decidi dividir com vcs um pouco mais do passado dessa que passou a ser a minha série Sci-Fi preferida ever, não tem jeito. (ao lado de Fringe, claro)

Sendo assim, confesso que não foi muito fácil me adaptar a Season 1, que é um tanto quanto diferente do que a gente vem assistindo atualmente em Doctor Who, começando é claro pelo próprio Doutor, que naquela época era o 9th Doctor, interpretado pelo ator Christopher Eccleston.

Eccleston tem um jeito bem diferente do Doutor do Matt Smith (porém com o mesmo tipo de humor já tão característico do personagem) e não tem como negar que o cara tem menos carisma, o que é um fato fácil de se ser notado. Assim, demorei um pouco para me acostumar com o novo (novo pra mim, mas que nessa cronologia nova a partir de 2005, seria o “primeiro” novo Doutor), menos carismático, mas nem por isso menos adorável Doctor Who.

E nessa hora eu descobri que definitivamente a força da série está na grandeza do personagem, sem a menor dúvida, mesmo que ele seja interpretado por diversos atores diferentes ao longo do tempo. Sempre teremos os nossos preferidos, o que é inevitável e até agora o Matt Smith continua sendo o meu, mas é inegável que a força da série esteja mesmo ligada ao Senhor do Tempo que tudo vê e a sua TARDIS, a máquina do tempo mais sensacional da história!

Naquela época, a sua companion era Rose Tyler (Billie Piper), uma garota loira que deixou o namorado e família para trás, para acompanhar o Doutor em suas viagens através do tempo. Um convite certamente irrecusável. (aguardo até hoje o meu…)

Rose lembra de longe a Amy Pond, pela sua postura diante do Doutor, sempre questionando o mesmo e fazendo aquela troca dentro do universo da comédia que nós também adoramos na série. Mas existe algo mais entre ela e o Doutor no ar, talvez por ela ter deixado o namorado para trás (diferente um pouco da Amy), mas ela troca uns olhares com o Doutor que vão além da admiração, tanto que para ser salva no final, o próprio Doutor acaba se sacrificando por ela e tudo “termina” de certa forma em um beijo. Mas ainda é cedo para falar mais sobre esse assunto.

Talvez isso tenha me incomodado um pouco na questão da companion da vez (isso e o fato dela usar muito rímel nos olhos, ficando com aquele olhar de boneca, sabe? rs). Tudo bem que seria bem difícil viajar pelo tempo e espaço acompanhado de um homem como o Doutor e não acabar se apaixonando por ele, mas eu engrosso o time de quem prefere a relação de “tutor” dele com suas companheiras de bordo, algo que pelo menos para mim funciona sempre muito melhor.

E diferente das temporadas atuais também, não tivemos exatamente uma história que acompanhasse toda a temporada para um desfecho final. Nada de fendas na parede, filhos roubados ou a longa espera pela morte do Doutor que tinha dia e hora marcada, como aconteceu durante as temporadas mais recentes (Seasons 5 e 6). Nesse caso, apenas uma palavra, “Bad Wolf”, nos perseguiu durante toda a temporada, mas talvez tivesse até passado despercebido se em um determinado momento eles não fizessem questão de lembrar desse plot “misterioso” e recorrente, que estava relacionado com a conclusão da história para a Season 1.

Mas isso não é de todo ruim e apesar da falta de um plot maior para que a gente pudesse acompanhar a temporada aguardando por sua resolução final mais grandiosa, amarrando toda a história da mesma, os episódios nesse caso funcionam muito bem como episódios soltos, que aproveitam o seu tempo para explicar um pouco da mitologia da série, algo importante para um programa de TV de 1963 que logo estará completando 50 anos e que passou tanto tempo sem ser produzido novamente para a TV até a BBC decidir voltar com a produção em 2005.

Entre os meus episódios preferidos estão aquele com o fim do mundo (1×02 End Of The World), onde encontramos o último sobrevivente da raça humana (ou o que sobrou dele, rs), que tem uma reunião deliciosa de personagens de diversos lugares do universo, assim como o episódio duplo (1×09 The Empty Child 1×10 The Doctor Dances) onde ganhamos a impagável entrada do Capitão Jack Harkness na série (John Barrowman), um viajante do tempo meio trapaceiro e avançadíssimo, vindo diretamente do século 51, que foi uma das melhores companhias a bordo da TARDIS ever, provando que não foi à toa que o seu personagem acabou ganhando mais tarde o seu próprio spin-off de Doctor Who, que é a série Torchwood.

Capitão Jack que acaba até ganhando um merecido beijinho do Doutor, um momento impagável e o melhor de tudo, sem frescura nenhuma. Howcoolisthat?

Durante essa temporada, um personagem real também circulou dentro do universo de Doctor Who, que foi Charles Dickens, um dos romancistas ingleses mais famosos de todos os tempos, responsável por histórias como “Oliver Twist” e “A Christmas Carol” (que já foi nome de episódio de Natal em DW), que o Doutor conheceu na série ainda naquele tempo antigo, sem que o escritor soubesse do tamanho da sua importância para a literatura inglesa e até mesmo no mundo, informação que o próprio Doutor acabou dando de presente para o personagem antes de encerrar o episódio com a sua participação mais do que especial, o que me lembrou muito o delicioso episódio com o Van Gogh da Season 5. Outro fator histórico que figurou na série dessa vez foi a primeira ligação telefônica do mundo, de Alexander Graham Bell.

Percebi também algumas curiosidades a respeito da série, como por exemplo que naquela época, o Doutor usava bem menos a sua chave de fenda sônica, assim como percebi que a atriz que faz a mãe da Rose na série (Camille Coduri) é também a Shelly, amiga da irmã do casal de Him & Her. Reparei também que a Rose mora em um prédio muito parecido com aquele do episódio com os bonecos da Season 6 (6×09 Night Terrors), retratando uma classe mais pobre do povo inglês e eu cheguei até a pensar que fosse o mesmo prédio (mas acho que esse do ep 6×09 foi o mesmo usando em Skins, onde o Maxxie morava/ensaiava, não?). Assim como também temos a participação da atriz Tamsin Greig, que é a mulher (insuportável!) do casal de Episodes.

Um dos últimos episódios da temporada (1×12  Bad Wolf) faz também uma crítica bem engraçada aos realitys shows que já eram bem populares naquela época, colocando cada um dos personagens principais em um cenário diferente dentro desse universo e foi bem divertido ver o Doutor sentado na cadeira do confessionário do Big Brother. Aliás, vale a pena dizer que o humor na série é sempre muito bem explorado, seja pelo Doutor, pela situação ou até mesmo pela própria história e esse recurso é sempre algo recorrente em Doctor Who, o que é sempre bem delicioso também.

Falando um pouco de detalhes mais técnicos, a essa altura eu já gosto bastante que a série não seja daquele tipo que tenta parecer perfeita, com efeitos cada vez mais cinematográficos, como temos visto na TV. Gosto que em Doctor Who tudo é mais fantasioso, porque não dizer “natural” até e acho que esse tipo de “defeito especial” funciona muito bem com o universo riquíssimo de Doctor Who. Não gosto muito do figurino do 9th Doctor, acho um tanto quanto “Matrix” demais para o meu gosto, mas achei bem divertido a brincadeira com a t-shirt da Rose com a bandeira do Reino Unido em uma Londres sendo atacada pelos alemães nos anos 40. Típico humor britânico indeed (rs). Outra coisa que eu preciso dizer é que a abertura da Season 1 tem a vórtice do tempo em uma velocidade acelerada que sempre me deixa meio tonto, rs.

Mas o meu episódio preferido dessa primeira temporada (e talvez seja o de muitos que já viram a série) foi aquele em que o Doutor volta no tempo até o exato momento da morte do pai da Rose (1×08 Father’s Day), onde em uma atitude impensada, ela acaba criando um paradoxo no universo (o que acaba explicando algumas coisas até). Foi lindo ver a filha tendo a chance de conhecer o seu pai, mesmo tendo ela descoberto que os seus pais não viviam aquela relação perfeita que a sua mãe sempre contou para ela e que seu pai não era exatamente como ela havia passado a vida imaginando. E foi sensacional ele ter conseguido reconhecer a filha que ele não teve a chance de ver crescer e no final ainda ter aceitado que aquele teria que ser o seu fim, recriando de certa forma a sua história, justamente por se tratar de um paradoxo. Um episódio excelente de Doctor Who, que eu recomendo até para quem tiver preguiça de assistir toda a série antiga como eu estou fazendo e que confesso estar me deliciando, por isso também recomendo a maratona para quem se animar um pouco mais.

O final da Season 1 acabou me levando para um momento que eu ainda não conhecia de Doctor Who, ou melhor, que eu ainda não havia vivenciado na série, que é a sua regeneração. Já sabia que era o que acontecia, já havia visto a transformação do 10th Doctor no 11th Doctor (apenas essa parte do ep), mas não depois de acompanhar toda a jornada do personagem e me envolver com ele, o que de fato muda tudo em relação ao sentimento de telespectador e fã da série. Um momento lindo, com o Doutor escolhendo ser um “covarde” para os Daleks (vilões pure evil que figuram nessa temporada em 3 episódios), mas que ele acabou ganhando naquele momento a ajuda da Rose, que precisou se tornar algo maior (e próximo ao próprio Doutor, o que eu achei ótimo porque nos deu a chance de conhecer um pouco da sua cabeça também) para conseguir salvá-lo e que mais tarde, em troca do favor que ela havia acabado de fazer para o Doutor, ele teria que se sacrificar para salvar a sua companion (glupt). Certamente um momento importante para a série, feito para emocionar mesmo e que funciona muito bem. E que já serviu também até de preparação para mim, sobre o que deve acontecer com o Matt Smith quando ele deixar a série (apesar dele ter declarado recentemente estar muito feliz continuando em Doctor Who, interpretando um personagem que ele AMA. Ufa!). Algo que eu já disse pelo menos 1 bilhão de zilhões de vezes não estar preparado para o momento da despedida do meu Doutor preferido.

Não sei se foi o nível do meu envolvimento com a série e toda a sua mitologia, mas eu senti que ambos os atores estavam mais do que emocionados naquele momento tão especial para a série, o que não poderia ser diferente para quem viveu um personagem de tamanha importância para a história da TV.

Assim, cheguei ao fim do começo dessa minha maratona de Doctor Who, com a saída de Chistopher Eccleston de cena para a entrada do 10th Doctor: David Tennant.

E será que eu vou me apaixonar pelo 10th Doctor?

To be continued…


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