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A temporada que a gente preferia não ter visto de Community…

Maio 22, 2013

Community TV Show[4]

É, essa Season 4 de Community realmente não foi das melhores. Mas se fosse apenas isso, até que estaria tudo bem, porque a gente até consegue entender que a série passou por várias situações não tão bacanas recentemente, como a saída do Dan Harmon, as brigas do Chevy Chase com todo mundo, o adiamento que a NBC resolveu obrigar a nova temporada da série a ter que enfrentar, deixando como indefinida a data da sua estreia e tudo mais. Detalhes e situações que a gente até poderia entender e já até esperava que talvez acabassem prejudicando a série de alguma forma, mas o problema é que os danos acabaram sendo muito mais sérios e mais graves do que a gente poderia imaginar e durante essa Season 4 foi praticamente impossível relacionar a série que estávamos assistindo hoje com algo que vimos e chegamos a AMAR no passado. É, foi bem difícil mesmo.

Com apenas 13 novos episódios, Community voltou com pouca ou quase nenhuma força, com uma quantidade vergonhosa de episódios bem chatinhos e difíceis de se acompanhar. E difíceis no sentido relacionado ao sono e a falta de paciência com o que a série estava se tornando e não difíceis pela quantidade absurda de referências por segundo que nós todos já estávamos tão acostumados a encontrar na série. Referências que dessa vez estiveram praticamente em extinção, aparecendo apenas bem de vez em quando e de forma bem preguiçosa e praticamente informativa. (e olha que antes a gente recebia algumas referências que só conseguia entender nas reprises, hein? Bons tempos…)

Na verdade, a sensação que ficou no ar durante toda essa nova temporada, foi a de que Community estava lutando para se tornar uma outra coisa que pudesse agradar um público maior (e por motivo de forças maiores) e aos poucos foi se esquecendo que embora em menor número, a minoria que continuou acompanhando a série até agora, gostava mesmo é do seu fundamento antigo e não esperava que a série se transformasse em mais uma comédia qualquer da TV. Para isso já encontramos tantas outras disponíveis por aí, que não precisávamos que algo que já foi tão bom no passado, se tornasse em um pouco mais do mesmo. E chega a ser uma grande pena ter que reconhecer que a série se tornou exatamente isso.

Os personagens continuaram os mesmos (pelo menos isso) e nós continuamos gostando (ou odiando no caso da Annie) cada um deles exatamente pelos mesmos motivos, mas eles não parecem combinar muito bem com a nova temporada da série. Apesar de ainda ser possível reconhecê-los, parecia que a atual história da série já não funcionava mais para aquelas pessoas, como se seus personagens e cada uma de suas novas propostas de história estivessem correndo em sentidos totalmente opostos, em um tentativa desesperada de se desvincular de uma vez por todas.

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Apesar também das mudanças que a série acabou inevitavelmente sofrendo devido a todos os acontecimentos recentes em torno da sua produção, eles até tentaram manter um pouco do que já havia dado certo em sua mitologia no passado, mas nem tentando se garantir por esse lado deu certo. E um exemplo claro disso ficou por conta do documentário do Señor Chang, que foi mais ou menos o que eles genialmente fizeram com o Dean no passado, só que dessa vez em nada conseguiu funcionar e foi bem medíocre, além de extremamente chato e cansativo. Até um episódio no melhor estilo Scooby-Doo eles tentaram nos empurrar durante essa Season 4, mas nem isso eles conseguiram realizar muito bem.

E quando durante uma temporada inteira de uma série que já foi tão bacana no passado como ainda nos lembramos (é, ainda.. só nos resta saber até quando conseguiremos viver de memórias), encontramos um dos episódios mais alinhados da série centrado em uma festa na casa da Shirley (sim, eu disse da Shirley) e um plot dramático envolvendo o pai do Jeff, chega a hora de encarar os fatos e reconhecer que realmente algo de muito errado estava acontecendo com Community

Para ser bem honesto, dos 13 episódios dessa Season 4, o único que eu achei verdadeiramente bom foi aquele com os puppets, que foi um recurso absolutamente covarde que Community acabou utilizando dessa vez para conseguir nos ganhar novamente e que funcionou perfeitamente bem, como todas as outras vezes em que a série se aventurou em diversas outras linguagens. E olha que durante essa temporada ainda tivemos um momento “Doctor Who” do Paraguai, com direito a participações dos Dylan e da Kelly de 90210 antigo, um episódio inteiro no fundamento “Sexta-Feira Muito Louca” (Abed como Troy foi ótimo, Troy como Abed foi vergonhoso), um mini momento Muppet Baby que a propósito, aconteceu bem fora do “propósito” logo no começo da temporada e um outro onde descobrimos que todos eles se conheceram de alguma forma em 2008, mas nenhum deles conseguiu ser tão bacana como já vimos a série fazer durante as temporadas anteriores com diversas outras referências, infelizmente. Nem os incontáveis shirtless do Jeff durante essa temporada conseguiram nos convencer de qualquer coisa, apesar de ser sempre uma boa distração… (rs)

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Agora, eu vou precisar ser bem sincero e dizer que eu não sei qual foi a ordem dos fatos da história meio assim do Chevy Chase com todos da série, mas levando em consideração a forma como o seu personagem foi tratado durante toda essa Season 4, dá até para entender um pouco da mágoa do ator em relação a série, não? E quando eu digo que não sei exatamente a ordem dos fatos eu não estou querendo justificar qualquer uma das bobagens que ele tenha dito ou feito até então, porque realmente não sabemos se ele passou a ser tratado assim devido à suas encrencas com todos os envolvidos com a série, ou se ele passou a ficar incontrolável mesmo quando percebeu que estava sendo tratado como um idiota por conta do roteiro e dos plots todos do seu personagem, o que de certa forma não justifica suas atitudes, mas poderia muito bem explicar boa parte delas. Sério, um verdeiro horror!

Mas realmente, a maior parte dos episódios dessa nova temporada foram todos bem entediantes (quase morri de tédio e vergonha com o episódio de Natal por exemplo) e quase nos fizeram esquecer o porque que nós gostamos tanto da série, que se não fosse pelo histórico de cada um dos personagens e por tudo que ela já conseguiu ser anteriormente, talvez essa tivesse se confirmado como a nossa temporada de despedida de Community. (fato que merecia ter sido reconsiderado pela NBC, tanto que o fato do Jeff ter se formado ao final da temporada, talvez tenha sido uma clara evidência que nem eles mesmos achavam que conseguiriam passar dessa…)

De qualquer forma, por um milagre, reza brava ou trabalho feito, Community que já parecia uma série dada como desaparecida, com fortes indícios de uma possível morte, acabou sendo salva no último momento pela NBC, que nós não conseguimos entender o porque resolveu apostar em algo que acabou ficando tão ruim como foi toda essa Season 4 da série. Mas entendemos que talvez eles sejam apenas teimosos e ficaram com vergonha de não ver um das melhores séries novas de comédia que eles já tiveram em sua grade, alcançando a marca pré-estabelecida por ela mesmo de “Six Seasons and a Movie”. Só acho que se continuar nesse ritmo, além da já prometida Season 5, eles deveriam considerar mais uma redução de episódios por temporada. Quem sabe fazer a inglesa e começar a apostar em 6 episódios para cada um delas, hein? Talvez seja exatamente o que a gente ainda consiga suportar desse cenário…

 

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Algo de ruim aconteceu com a minha TV. Mas talvez não tenha sido apenas com a minha…

Abril 23, 2013

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Não, esse não é um post em defesa do consumidor contra uma marca de TV qualquer e tão pouco uma reclamação sobre a dificuldade de entender como funcionam as TVs mais modernas, porque sempre fui do tipo de pessoa que se dedica voluntariamente a ler todos os tipos de manuais tecnológicos por prazer (não riam porque é sério) e desde pequeno, já sabia até como programar e acertar o relógio do vídeocassete dos meus pais, para que eles não passassem vergonha com o relógio do aparelho piscando sem parar quando recebíamos visita em casa (rs) portanto, esse não é exatamente o caso.

Mas esse é sim um post de reclamação sobre as nossas viciantes séries de TV que atualmente não andam assim muito animadoras. É, não andam. Talvez estejamos até enfrentando a nossa safra mais fraca em muito tempo, onde as novidades não chegam a animar tanto assim em sua maioria e o que já foi tão bom no passado, hoje em dia mal consegue nos manter diante da TV por 20 míseros minutos. Isso tratando-se de uma comédia, porque se for uma drama de 40 minutos então, nos perdemos nos primeiros 10 com certeza. Sim, estamos crise.

Eu que já cheguei a acompanhar quase 50 séries (não se assustem, porque estou contando fall, mid e summer season), hoje tenho que observar a minha watchlist diminuindo consideravelmente, parte disso por conta das séries recém encerradas ou que estão perto de acabar nesse exato momento (30 Rock, The Office – que tem forçado a barra durante essa reta final tentando criar um climão desnecessário entre o até então sempre adorável casal Jim + Pam -, Fringe), mas também porque as que estão sobrando não andam colaborando muito a estimular a vontade de continuar enquanto audiência. Tudo bem que eu sou um caso atípico de viciado em séries de TV, mas fico pensando para uma pessoa mais normal que acompanha sei lá 3, 5 ou 7 séries ao mesmo tempo, o que é que anda sobrando em suas listas que realmente continua valendo a pena?

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Community por exemplo, que um dia já foi excelente, hoje chega a ser um sofrimento quando aparece algum episódio novo, quase como uma tortura. A série que teve a estreia da sua Season 4 adiadíssima por diversos motivos envolvendo seu criador, o canal onde é exibido e algumas questões entre seus atores, agora não passa de mais uma comédia na TV e não das melhores. Até Modern Family anda melhor do que Community, que já foi algo próximo de uma 30 Rock, por exemplo. 30 Rock que recém encerrou a sua história de forma digna e como de vez em quando vira moda falar bem ou mal de alguma coisa, em sua reta final, seus até então desconhecidos fãs resolveram sair do armário e aparecer falando super bem dá série, postando quotes e relembrando momentos memoráveis de suas sete temporadas. Fico me perguntando por onde andava toda essa gente que nunca apareceu enquanto a série ainda estava no ar e era uma das coisas mais sensacionais ever. Mas tudo bem, porque o capeta está de olho. Do fundamento antigo de Community sobraram apenas algumas referências agora bem mais contidas, poucas ou quase nenhuma risada e aqueles personagens tentando fazer render algo que parece estar morto desde o final da Season 3. Apodrecendo seria a palavra certa. De todos os episódios exibidos até agora, só consegui realmente gostar daquele com os puppets (de quase agora), que foi excelente, mais pela novidade e apelo do que qualquer outra coisa. E quem aguenta o Señor Chang sem camisa e desmemoriado, agora vivendo como Kevin? E quem aguenta a Britta fazendo a chata mais feminista do que qualquer feminista no lado feminista da terra feminista? E quem aguenta a cara de choro da Annie e seus gêmeos sempre em evidência em generosos decotes V e voz de criança pedante e manhosa? E quem aguenta o Jeff sem camisa? OK, para essa última questão conseguimos encontrar um ou outro motivo cabível para a sua insistência (que se não pela visão, sempre vale pela interação do Dean e sua mão que sempre sobra pelo corpo do personagem), mas mesmo assim, não dá para assistir a essa Community de hoje e conseguir lembrar do que a série já foi um dia para todos nós. Mas não dá mesmo e por isso, de vez em quando até esquecemos de ver.

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O mesmo infelizmente vale também para Parks And Recriation, que depois de uma temporada eleitoral sensacional, chegou extremamente cansada para a sua atual Season 5, mesmo tendo a Amy Pohler, um dos maiores nomes da comédia no momento em seu elenco. Talvez eles estejam tão cansados assim também por estarem sofrendo nas mãos da NBC, que agora resolveu gastar os episódios da série exibindo dois por noite, quando estamos em uma fase onde mal conseguimos aguentar assistir a um deles. E o meu coração de fã da série fica partido em 3546578 pedaços nesse momento em ter que reconhecer que se Parks acabasse, talvez fosse a melhor opção, antes de ver a série indo parar no limbo junto com Community. Juro que esse drama não é um exagero, porque de toda a atual temporada, eu consigo lembrar de apenas alguns bons momentos em meio a plots capengas e ou personagens que ficaram presos dentro deles mesmo. Me pergunto até se essa temporada realmente teve algum episódio do tipo bem especial, mas tem que ser inteiro especial. Mas caso pensem em terminar de fato com a série, eles bem que poderiam pelo menos satisfazer a minha vontade pessoal e construir um parque sensacional na cidade e cercá-lo com os ossos da Ann e do Chris, personagens que deixam tudo o que já está ruim ainda mais difícil de ser assistido. Sério, quem se importa ou não previa desde o começo a conclusão do plot da “produção independente” entre eles? Sem contar que de alguns episódios para cá, sentimos que eles andaram apressando as coisas enquanto ainda havia tempo e como prova disso podemos até citar esse mesmo plot do casal que já deveria estar morando em qualquer outro lugar menos em Pawnee (talvez naquela cidade vizinha inimiga), ou o casamento da Leslie com o Ben e a sua vontade de já começar a construir uma família, mesmo tendo casado tem apenas 2 ou 3 episódios. (mas tudo bem, Leslie sempre foi intensa, rs)

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Mas esse não é um mérito apenas das comédias e tão poucos das séries americanas, porque do lado da terra da rainha, as coisas não estão lá tão melhores assim também não. Após observar Downton Abbey perdendo peças fundamentais para a sua história durante a Season 3, peças que talvez eles jamais consigam substituir ou reparar daqui para frente, fomos maltratados também pelas agendas do atores ingleses tentando fazer carreira na America antiga, arrastando maravilhas como Sherlock para sabe-se lá quando. Tudo bem que eles já voltaram a gravar e até deixaram escapar a intenção de continuar com a série certamente por mais um temporada e talvez até por uma outra, mas ainda assim, quanto tempo precisamos esperar para que isso de fato aconteça sem se esquecer de boa parte de tudo que já vimos antes? De qualquer forma, nem tudo é  só reclamação, porque também da terra da Rainha recebemos de presente surpresa a adorável My Mad Fat Diary, que é uma série apaixonante e pelo menos uma delas precisava nos salvar dessa má fase. Pena ser tão curta e já ter nos deixado na saudade, apesar de ser melhor sentir saudade do que não ter a menor vontade de voltar.

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Ainda na terra da rainha temos Doctor Who, que todo mundo sabe o quanto eu AMO e sou um entusiasta para que todos acompanhem, mas talvez aqueles que ainda não sentiram vontade de assistir a série devam todos começar de qualquer outro ponto dessa história, porque o atual também não está dos melhores. Mas não está mesmo. A sensação é a de que eles gastaram tudo o que tinham em cash durante a primeira metade da Season 7 e agora que precisam encerrar a temporada para começar as festividades em comemoração aos históricos 50 anos da série, precisam também economizar para não chegar a terceira idade sem ter algum guardado. Parte disso vem inclusive do sucesso da série na America antiga, algo que até fez com que a série inglesa tivesse que se adaptar ao calendário americano, colocando os fãs na espera sem pensar duas vezes. Damn you, America! Sério, tudo está tão custoso atualmente na série e meio que perdido em episódios completamente aleatórios (que dizem ser intencional para essa nova fase de Doctor Who), que quase não existe mais aquela euforia de aguardar ansiosamente o próximo episódio para ver o que vai acontecer. E o que vai acontecer? Provavelmente a Clara vai “morrer” ou vai pelo menos quase morrer e o Doutor vai continuar achando que ela é a garota impossível. Mas impossível mesmo está sendo continuar desse jeito com uma das séries mais bacanas e cheia de possibilidades da atualidade. E eu juro que essa não é uma mágoa a mais de alguém que sentiu que perdeu a sua melhor companion (R.I.P Ponds). Uma pena indeed.

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Mas nem a mágica anda conseguindo segurar a atual temporada das séries e até Once Upon a Time anda deixando a desejar e muito. E isso desde o começo da sua Season 2, que não foi dos melhores e de lá para cá as coisas só tem piorado em Storybrooke. Podemos usar mágica. Yei! But wait… que agora não podemos mais usar mágica. Humpf! Eu posso usar mágica, você não pode usar mágica. Mas isso talvez só até amanhã, onde provavelmente eu já não possa mais usar mágica e você possa. Nessa confusão que recorre ao Twitter dos produtores para ser explicada a cada novo episódio que não conseguimos engolir ou simplesmente entender a sua proposta, permanecemos perdidos em meio a uma gigante nuvem de fumaça purple, que confiando em seu sucesso, jura que tem força inclusive para render um spin-off em Wonderland. Lembra do episódio de recursos vergonhosos onde eles tentaram recriar Wonderland? Então, ME-DO. Sério, ou essa fumaça toda nos fez viajar para um lugar onde nada mais faz sentido nessa vida encantada ou realmente tem gente muito confiante e ou se contentando com bem pouco por aí.

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E pensar em quem se contenta com pouco me faz lembrar de Game Of Thrones, série que todo mundo ama/é a cada novo episódio e que por aqui, pela primeira vez estamos conseguindo acompanhar ao mesmo tempo que o resto do mundo (isso para quem tem HBO, claro, porque para quem não tem, basta aguardar algumas poucas horas como sempre também, rs). Uma temporada que chegou de acordo com a grandiosidade da série, cheia de promessas e fãs mais entusiasmados dos seus livros nos garantindo que tudo deveria melhorar a partir de agora. “Agora vai!”, diziam eles. O que não é muito bem verdade (ou nada verdade), porque até agora continuamos caminhando sem saber o quanto falta para chegar a lugar algum e onde exatamente cada um deles de fato quer chegar além do trono (ou porque não nos foi informado, ou porque a essa altura e com os seus 812 personagens, nós já não nos lembramos mais). Nessa caminhada vamos conhecendo personagens novos, mesmo sem ainda ter decorado parte dos nomes daqueles já existentes na série, que pouco sabemos quem são ou o quanto devemos nos apegar. E isso desde sempre, porque esse problema não é novo em sua mitologia. Tudo isso para que mesmo? Para gastar 50 minutos de um episódio qualquer mostrando situações nada importantes (Sansa observando barcos, sonhos recorrentes com corvos de três olhos, Jon Snow ainda caminhando na neve com cara de chorão bundão bobão) e de pouca relevância para a história em si e gastando apenas os últimos minutos de cada episódio com algo para chocar e ou nos deixar com vontade de ver o próximo. Atualmente, assistir a GOT anda quase como se estivéssemos aprendendo uma receita de feijoada aos poucos. Uma pata hoje, amanhã um mamilo, mas nada desse feijão engrossar e tudo em fogo baixo, até os dragões chegar para dar aquela chamuscada. E a farofa? Já entendemos a sua fórmula GOT e é preciso acordar, porque precisamos de mais do que apenas a promessa de que a Khalessi ainda vai botar fogo em tudo porque ela é a personagem mais sensacional de todos os tempos. ZzZZZ. Insistindo muito nessa fórmula, GOT tem tudo para acabar desrespeitada justamente como True Blood ou pelo menos ainda vai penar e muito como The Walking Dead, que pelo menos consegue alternar um episódio bom com um completamente morno.

Hannibal - Season 1

Em meio a tudo isso é necessário ser justo e reconhecer que encontramos sim boas novatas também durante esse período: The Americans e os russos mais bacanas da TV atual e também dos anos 80 (estão vendo? Continua bem boa…). Hannibal, que acabou de chegar e já uma grande promessa (da qual falaremos entusiasmadamente em breve). Entre as comédias tivemos boas surpresas também com The Carrie Diaries, uma série adolescente da CW (sim, eu disse CW), prequel da veterana Sex And The City, que tinha tudo para ser um verdadeiro vexame mas que para a nossa sorte não foi e The New Normal (duas das quais também falaremos em breve, aguardem), que não foi exatamente uma surpresa só porque ainda confiamos no humor do uncle Ryan (ele que em Glee tem feito a sua melhor temporada, tanto que a série acaba de ser renovada para um quinta e sexta temporada e podemos dizer sem a menor dúvida que merecidamente, mesmo como boa parte da sociedade pedante torcendo o nariz. Yei!) e The Mindy Project, que depois de alguns ajustes passou a ser uma série bem divertida, principalmente nessa reta final da temporada (os últimos quatro episódios foram divertidíssimos). Mas nenhuma delas com força o suficiente para se aproximar das grandes comédias que tanto aprendemos a gostar ao longo desses anos todos ou no caso dos dramas, nada que as faça ser a nova Mad Men, ou Breaking Bad, por exemplo.

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Que por falar nelas, também andaram brincando com a nossa cara. Principalmente Breaking Bad, por ser tão boa e não se dar ao respeito, dividindo sua temporada final covardemente em duas partes, com sei lá, um ano de diferença entre elas? Sacanagem. Mad Men nem tanto, voltou mantendo o mesmo padrão de sempre apesar da demora (sempre acho que demora demais para voltar. Talvez seja porque as temporadas são sempre curtas…), com os personagens bem evoluídos depois desses anos todos onde embora em um ritmo próprio e que realmente não é para qualquer um, muita coisa já aconteceu entre e para aquelas pessoas, apesar de não parecer muito ou de pelo menos essa não ser a sensação a princípio. Mas ainda assim, é uma série para poucos, onde dificilmente você vai encontrar uma rodinha de amigos puxando assunto sobre o último episódio, que provavelmente só você e mais 2 pessoas em um raio de 5367 KM deve ter assistido, rs. (e a série começa a ser exibida na TV Cultura em breve, desde a Season 1. Assistam!)

E aí nos encontramos assim, carentes de séries realmente boas, que mereçam os nossos elogios ou entusiamo, que nos dê vontade de entrar no GetGlue para pegar todos os adesivos de cada um de seus episódios, que nos faça pensar ou que simplesmente nos divirta, seja lá qual for a sua proposta. Chega de séries medíocres, novas ou antigas. Chega de histórias que não nos levam a lugar nenhum fazendo a escola Lost em suas duas últimas temporadas. Chega de incoerência e textos vergonhosos, cheios de furos de roteiro e resoluções porcas que precisam ser explicadas via Twitter depois, o que eu acho uma total vergonha porque uma série de TV precisa se valer por ela mesmo, sem a necessidade de um livro ou explicações dos produtores para cada um de seus plots. Parece até que eles esqueceram que hoje tudo anda tão rápido que ninguém tem muito tempo para perder com algo que realmente não está tão bom assim. Talvez seja até por isso que atualmente eu esteja com muito mais vontade de assistir os meus boxes de séries antigas ou esteja quase passando a assistir as novas temporadas de The Voice em três países diferentes (a versão americana que eu já vejo e a versão australiana + UK que eu ainda não vejo) e ao mesmo tempo, para vocês sentirem o drama ou a falta de coisa boa para se ver entre as séries de TV do momento.

Em pensar que Girls acabou de acabar e só deve voltar no ano que vem. Homeland só chega em setembro/outubro (o que seria ver a Claire Danes e o seu Hugh Dancy – Hannibal – ao mesmo tempo na TV, hein?) e Breaking Bad só começa em 11 de agosto. Pelo menos por enquanto temos Awkward, uma série adolescente da MTV (sério que vocês todos estão perdendo para uma comédia da MTV?) que acabou de voltar e dessa vez para um temporada completa. Agora, não gosto nem de lembrar que Louie novo só mesmo em 2014, que o meu coração já fica azedo de novo.

Humpf…

 

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Acho que podemos dizer: já vai tarde Chevy Chase!

Novembro 22, 2012

Todo mundo sabe que o Chevy Chase sempre foi um problema em Community (apesar do seu personagem ser bem bacana dentro da série, ele que certamente fará mais falta do que se a Annie e seus gêmeos deixassem Greendale por exemplo) e isso por conta da sua personalidade totalmente meio assim.

Ele já brigou com todo mundo, já ofendeu muita gente, já reclamou, já fez mimimi e agora está oficialmente fora da série.

Apesar disso, a Season 4 que a essa altura além de piada já está quase virando lenda, ainda contará com a participação do ator e de seu personagem, que dos 13 eps encomendados para a temporada, já havia gravado boa parte deles, ficando de fora apenas de um ou dois episódios finais da temporada.

Tristes? Eu confesso que achei que isso até que demorou para acontecer…

R.I.P Pierce Hawthorne

 

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07 de fevereiro é o novo 19 de outubro

Novembro 6, 2012

Diz que agora é oficial e Community finalmente estará de volta para a sua Season 4 no novo 19 de outubro, que agora é em 07 de fevereiro de 2013.

Isso se a NBC não acabar mudando de novo de ideia e o quarto ano da série acabar virando lenda… humpf!

#SACANAGEMSACANA

 

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Community volta dia 19 de Outubro, seja lá quando 19 de Outubro realmente for…

Outubro 22, 2012

Sim, 19 de Outubro agora está dentro de nós segundo Troy e Abed nesse vídeo excelente acima de divulgação da Season 4 de Community, que eles dizem que voltaria nessa data (e uma vez que já até passamos dela), que desde então pode acontecer a qualquer dia e o novo 19 de Outubro pode ser no próximo Hanukkah, no Ano Novo ou até mesmo no Dia do Índio.

Aguardemos…

 

ps: enquanto isso, Chevy Chase continua sendo um idiota e a última que ele aprontou no set de gravação foi ter usado a palavra com “N” proibida na America Antiga, que é equivalente ao nosso “M” (nosso não, que esse tipo de coisa não me pertence), que diga-se de passagem, também deveria ser proibida e abolida por aqui…

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Louie novo só em 2014 e Community então, só Deus (Cher) sabe…

Outubro 10, 2012

É isso mesmo, Louie adiou a sua Season 4 para 2014 (sim, você não leu errado e está mesmo escrito 2014), alegando entre outras coisas, um pouco de falta de tempo para escrever, dirigir e atuar na série a seu modo. Mas nós sabemos que tudo isso só pode ser porque Louie agora está bem mainstream e isso deve ter assustado o Louie C.K., que sempre nos pareceu ser do tipo que prefere as coisas pequenas e controladas do seu jeito. #Typical

E a NBC acabou de adiar a Season 4 de Community para uma data indeterminada, ou seja, mais uma vergonha para um das melhores comédias da atualidade. A esse ponto eu juro que eu me pergunto se não teria sido melhor já terem cancelado a série… (Whitney também foi adiada. E sim, vivemos em um mundo onde Whitney e Community são tratadas da mesma forma pelo seu canal – o que talvez seja apenas uma questão de horário…)

#HUMPF

 

ps: já aviso que estou sim devendo uma review da Season 3 de Louie, que deverá acontecer em breve e prometo não prorrogá-la até 2014, rs

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E a Comic-Con 2012 foi ou não foi bem meio assim?

Julho 26, 2012

Tirando o painel de Breaking Bad, que a gente adoraria ter participado, o de Doctor Who que é o nosso sonho do momento enquanto não temos ainda a nossa própria TARDIS (na esperança…)  e o de Fringe, porque somos curiosos no nínel mais alto do colapso entre os universos azul & vermelho, eu diria que a Comic-Con 2012 foi no mínimo bem preguiçosa.

Pouquíssimas novidades, uma ou outra informação sem muita relevância e quase nenhum acontecimento capaz de fazer nós, os nerds que ficaram em casa, a realmente sentir inveja deles, os nerds que compareceram ao evento desse ano… (quem eu quero enganar? Essa inveja vai sempre existir no coração 8-bit de todos nós…humpf!)

Falando em Breaking Bad, que foi sim o painel mais animado EVA da edição desse ano da Comic-Con, cheguei a ficar impressionado com a forma como a série vem se promovendo com muito mais força durante essa sua Season 5, que diga-se de passagem, não está nada menos do que sensacional! (sério, o que foi aquele segundo episódio? Clap Clap Clap! – de pé)

Mas é claro que eles regularam spoilers. Mas vcs querem saber a minha opinião para o final da série?

Walter percebe o monstro que se tornou e o caminho sangrento que percorreu para chegar na sua reta final e acaba se rendendo a morte (por esse ou por aquele momento) e quem deverá sobreviver dessa história toda é mesmo o Jesse, gritando “Yeah Bitch! Magnetics” como se não houvesse amanhã.

Esse é o meu palpite/desejo não mais secreto. Sem mais.

Alguém precisa falar: como a  Anna Torv estava magrona, estava gatona e estava gostosa no painel de Fringe hein?

HÖY! (em caixa alta)

HÖY! (de novo pq ela interpreta 2 papeis na série, rs)

Peter Pacey agradece a sinceridade. 

Mas a nossa mágoa com Fringe esse ano na Comic-Con fica por conta daquele trailer preguiçoso que eles passaram por lá dizendo ser da sua nova temporada, que de novo não tinha nada. NA-DA!

Custava filma 2 segundos em um cenário aleatório com cara de futuro e dizer “2036 is coming…”?

Não, não custava.

#CHATIADO

Agora, vamos falar de moda na Comic-Con?

Que preguiça é essa minha gente? Tô odiando essa postura “sou nerd e não ligo para as modas”, que todo mundo sabe muito bem que não é verdade e sim recalque.

E como lidar com as escolhas do elenco de Community?

Até na festa de aniversário do meu vizinho irritante com filhos mais irritantes ainda da qual eu não fui convidado a participar (sem ressentimentos, mas é sempre de bom tom mandar um kit festa para o vizinho, com bolo, doces sortidos e no mínimo quatro brigadeiros e toda a família brasileira sabe disso) tinha gente mais bem vestida do que isso, ou pelo menos mais esforçada…

Vou fingir que não vi esse amarelo pavor da Gillian Jacobs e continuar a amando loucamente. Te AMO Britta/Gillian! (♥)

E continuar desejando a morte da Annie na próxima temporada. Lá e em Mad Men, claro. Desculpa qualquer coisa, Annie’s boobs!

Já a Mayim Bialik, eu não ligo a mínima que seja cafonona, só porque eu respeito a Blossom até a morte. Ainda mais porque nada que ela vista hoje, seria pior do que o que ela já usou com orgulho no seriado antigo. A não ser que seja algo vintage daquela época antiga, rs.

E quem é vc para falar o contrário, se eu não vejo nenhuma coroa de diamantes na sua cabeça nesse exato momento. Hein?

#RESPECT

I ♥ Amy Farrah Fowler

Se eu encontro o Howard vestido assim na Comic-Con, vou logo achando que é um assistente do office boy e vou logo pedindo o meu mocca chocolata yah yah. Mas tem que ser bem quente.

Não foi buscar ainda querido? (tá, eu me visto assim de vez em quando e se vc me pedir um café eu te mando o doce. WOO)

Gostaria de dizer que mesmo com a Michelle Williams aparecendo maravileeeandtra assim na Comic-Con (e o target? Confere? Mesmo? São pergunta que ela deverá fazer assim que receber o próximo convite), ela não foi a minha muse desse ano. Fuém!

Desculpa qualquer coisa, Mi! (rs)

Falando em muse, gostaria de deixar bem claro que por motivos pessoais, seremos audiência certa na série Arrow, só por conta da magia do Stephen Amell, claro.

Höy!

OK, a gente ama o Zachary Levi, que é o nosso príncipe Disney preferido,  mas não tanto assim a ponto de conseguir ignorar esse outfit em um nível alto de preguiça. Certo?

Certo. Precisa nos conquistar primeiro para depois relaxar Zachy, regra básica para qualquer relacionamento (para o começo e/ou o fim deles, rs)

#NAOTABOMNAO

MUSO da Comic-Con 2012 = Darren Criss

Achamos que ele deve esquecer o gel de vez e assumir o seu curly com orgulho na nova temporada de Glee (que a gente torce para que seja bem boa, só para ter outro TGP, que é melhor ainda, claro!)

Höy!

ps: mantenha a barba. A puberdade deve chegar no McKinley High!

Já que chegamos a essa ponto, vamos falar de magia?

Magia ruiva =  Michael C. Hall = Höy!

A gente não liga mais para o Dexter já faz duas temporadas, pelo menos. Mas é humanamente impossível ignorar o Michael C. Hall em qualquer coisa que ele faça na vida.

Magia da Barba Ruiva = Dave Annable = Höy!

Não temos a menor vontade de assistir sua nova série, a 666 Park Avenue, mas achamos importante alguém em Hollywood escolher assumir o grisalho, mesmo tão novo como o Dave. Acho corajoso e honesto.

ps: beijo para os Walkers antigos, que empatam com a minha própria família no nível de fofoca ao telefone, rs. 

Magia sueca =  Alexander Skarsgard = Höy!

Sempre 3 metros dele. PÁ!

O Frodo a gente nunca vai ter certeza se é legal, por isso passamos…

Mas quem nunca sonhou em fazer a Maria Garupa em Sons Of Anarchy com o agora magia (o único por lá) chefe de tudo?

TODAS! Höy!

Agora parece que é oficial: acabou para o Bill!

Depois dessas 5 últimas temporadas de True Blood, vc ainda consegue achar que ele se parece em alguma coisa com aquele vampiro sentado no Merlotte’s no começo da Season 1?

Eric continua o mesmo desde que cortou o cabelo e fez balaiagem pela primeira vez, tornando-se assim um vampiro de respeito

Mas não parece mesmo!

#NAOTABOMNAO

ps: do Sam eu morro de preguiça, por isso prefiro ignorar e bastava colocar a Tara ali do lado para completar o time daqueles que se morressem, a gente não sentiria a menor falta em True Blood. Sim. 

Agora sim, o meu painel preferido ever dessa Comic-Con. Painel Who?

Karen Gillan, Arthur Darvill e Matt Smith, também conhecido como o melhor Doutor de todos os tempos. Höy!

Posso dizer que foram os que menos se esforçaram e que mesmo assim conseguiram imprimir da magia a sedução?

Cool Cool Cool! (♥³)

E para a Karen Gillan com esse cabelo maravileeeandro em ruivo, vai o posto de nossa MUSE da Comic-Con 2012.

Não só por ela ser a garota que esperou (♥), nem só por ela ter aparecido linda assim (com essa bolsa que é só amor!) e sim por ela ter dito que adoraria ver um episódio de Doctor Who com todos eles presos dentro de um piano (sério, quem diria uma coisa dessas?) e praticamente se convidar para participar de Community, no episódio especial em que eles vão a um evento do Inspetor do Tempo. Howcoolcouldbethat?

I ♥ Amy Pond

Höy!

ps: e não, não tivemos uma preview da Season 7 de Doctor Who esse ano. Humpf!

 

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Os vencedores da lista dos sonhos (e um grande pesadelo) do Critic’s Choice Television Awards 2012

Junho 20, 2012

Tudo bem que eu não tenho muita certeza de aceitar continuar vivendo em um mundo onde temos uma premiação que apesar de parecer bem digna com sua lista de indicados, consegue cometer o crime de emparar uma Amy Poehler com a Jess da Zooey Deschanel em New Girl, esse que foi o grande pesadelo da noite. Sério, queria ver alguém tentar me convencer que elas são equivalentes? Mas tirando isso, tivemos bons resultado…

 

Série Dramática

Homeland – Showtime

 Nada mais do que justo. Nenhuma outra série foi tão dramática quanto Homeland em sua Season 1. E quanto nós estamos ansiosos para a próxima temporada? Quase nada… (roendo os cotovelos)

 

Ator de Série Dramática

Bryan Cranston – Breaking Bad – AMC

 Enquanto Breaking Bad e Mad Men estiverem no ar, esse prêmio vai permanecer entre esses dois e isso de forma bem justa

Atriz de Série Dramática

Claire Danes – Homeland – Showtime

 Vamos lá leitores, todos de pé agora: Clap Clap Clap!

 

Ator Coadjuvante em Série Dramática

Giancarlo Esposito – Breaking Bad – AMC

 Apesar de gostar do Gus, achei que aqui tivemos a nossa primeira injustiça da noite. Digamos que pensando em um jogo como “rock paper scissors lizard spock” Giancarlo Esposito não ganha de um Peter Dinklage, ou de um Aaron Paul e tão pouco de um John Noble, nem aqui e nem em qualquer outro universo paralelo. E para não ser injusto, basta reparar no seu atual desempenho como “espelho” em Once Upon a Time

 

Atriz Coadjuvante em Série Dramática

Christina Hendricks – Mad Men – AMC

 Ela que sempre faz um ótimo trabalho sim e não temos como negar. Além de ser lindíssima e hipnotizante, claro!

 

Atriz Convidada em Série Dramática

Lucy Liu – Southland – TNT

 Não vou julgar porque não vi… mas fico feliz pelo prêmio não ter ido parar nas mãos da Loretta Devine (que tem esse nome sensacional para uma carreira de importância na noite não? Copiem coleguinhas!)

 

Série Cômica

Community – NBC

 Um prêmio que eles estavam devendo para a série desde a sua temporada de estreia. Super merecido, mas uma pena a série estar encarando esse climão de ultimamente. Clap Clap Clap!

 

Ator de Série Cômica

Louis C.K. – Louie – FX

 Quão bacana é ter  uma premiação que consegue enxergar o Louie C.L. como o melhor ator de comédia na TV de hoje? Meu prêmio preferido desse ano (♥)

 

Atriz de Série Cômica (o empate preguiça)

Zooey Deschanel – New Girl – FOX

Amy Poehler – Parks and Recreation – NBC

 Uma premiação com uma lista de indicados tão bacana e com resultados tão justos, não merecia encarar esse empate vergonhoso entre a Amy Poehler com a Zooey Deschanel. Sério, não consigo entender como alguém pode achar que as duas estão no mesmo nível. Seria algo como comparar uma Merryl Streep em qualquer um de seus filmes, incluindo as comédias, com uma Britney Spears em “Crossroads” por exemplo…

 

Ator Coadjuvante de Série Cômica

Ty Burrell – Modern Family – ABC

Por mais legal que pudesse ser ter um dos meninos de Community no palco, o Ty Burrell merece todo e qualquer prêmio pelo seu sempre excelente Phil

 

Atriz Coadjuvante de Série Cômica

Julie Bowen – Modern Family – ABC

 Sério? Não vejo a menor graça nela. Sério. E não vejo como ela ter ganhado da Casey Wilson…

 

Ator Convidado de Série Cômica

Paul Rudd – Parks and Recreation – NBC

 Jura? Achei a pior participação ever do Paul Rudd… até preferia o Justin Long, mesmo reconhecendo isso com toda a vergonha desse mundo

 

Série Animada

Archer – FX

 

Telefilme ou Minissérie

Sherlock – (série britânica da BBC exibida nos EUA pela PBS)

 Competir com Sherlock em qualquer categoria, chega a ser até covardia… ainda mais por sua Season 2 que é muito da sensacional! (nunca vou esquecer aquele episódio final)  Clap Clap Clap!

 

Ator de Telefilme ou Minissérie

Benedict Cumberbatch – Sherlock – BBC/PBS

 De novo leitores, todos de pé: Clap Clap Clap! Estou tão curioso para ver a sua interpretação de vilão no novo Star Trek

 

Atriz de Telefilme ou Minissérie

Julianne Moore – Game Change – HBO

 Outra que sempre hipnotiza. E viva a magia ruiva! VIVA!

 

As Melhores Estreias da Temporada 2012-2013

The Following (Fox/Warner Bros.)

The Mindy Project (Fox/Universal)

Nashville (ABC/Lionsgate)

The Newsroom (HBO)

Political Animals (USA/Warner Bros.)

 Olha que linda a Mindy nessa lista? E The Newsroom, claro, que todos estão ansiosos para assistir!

 

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Parks And Recreation transformando política em um dos plots mais divertidos da temporada

Junho 2, 2012

Leslie Knope esteve impossível durante essa Season 4, hein?

Ano passado resolvi encarar a minha maratona dentro de Parks And Recreation (Seasons 1 + 2 e Season 3) e digo hoje com orgulho que foi uma sábia decisão. Sabe aquela comédia legítima, que vc assiste com prazer e surpreendentemente não precisa do menor esforço para entender ou te fazer rir de verdade? Então…

Tudo bem que a gente também adora uma boa comédia inteligente, do tipo recheada de referências vindas diretamente da escola de 30 Rock, ou da sua prima mais nova (e mais literal) Community. Mas de vez em quando é bom também rir de situações mais tolas, escrachadas e que são genuinamente engraçadas, sem fazer o menor esforço para atingir o objetivo básico de toda comédia. E assim é Parks And Recreation para mim, uma comédia que eu assisto para me divertir e muito. Pura e simplesmente.

E dessa vez tivemos uma temporada política para a série, com a candidatura da Leslie que todo mundo sabe que nasceu para a política, não tem jeito. Dentro de Pawnee, ninguém é mais apaixonada por aquela cidade, além do que, Leslie veio se preparando para ter uma carreira política por toda a sua vida (como tivemos a chance de ver naquele seu vídeo antigo ótimo dela ainda quando criança). Tudo bem que o seu sonho era mais uma carreira política do tipo “respeitável” e o que nós acabamos ganhando foi um começo para essa carreira no mínimo bem apatralhada, para a nossa total sorte.

Dentre a maioria das comédias no ar hoje, Parks é a que mais conseguiu manter uma continuidade para a sua história (mesmo tendo abandonado plots antigos, como a construção do famoso parque das primeiras temporadas) e por isso, durante toda essa Season 4, mesmo com diversos plots mais avulsos a casa episódio, a base de toda dessa temporada foi mesmo a carreira política da Leslie Knope, passando por diversas fases, com começo, meio e fim. O que no universo da maiorias das séries de comédia hoje em dia, não é algo tão comum assim. (Community e Modern Family por exemplo, vc pode até assistir episódios soltos e mesmo assim fica tranquilo de acompanhar)

Nesse caminho, Leslie foi passando por todas as fases dessa sua trajetória política, desde o plot de ter tido a sua vida amorosa sendo julgada pelo conselho da cidade, o que acabou levando a demissão do Ben da sua posição dentro da Prefeitura (o que eu achei meio cretinice por parte do Chirs, mas que é “justificável” pelo lado profissional da coisa), que acabou nos revelando um lado mais depressivo do Ben durante o período em que ele ficou desempregado (e que foi ótimo também), passando pela fase de conseguir votos em todos os clãs da cidade, em um dos episódios mais sensacionais da temporada, com aquele seu discurso na pista de patinação onde tudo deu errado. Até a apresentação do seu principal concorrente na eleição, personagem interpretado pelo ator Paul Rudd, que mais tarde acabou nos levando a outro dos melhores episódios dessa Season 4, com aquele debate que quase me fez cair da cadeira, de tanto que eu dei risada.

E tudo isso da maneira mais divertida possível, com tudo dando errado o tempo todo, naquele típico humor loser que a gente tanto ama. O que não poderia ser diferente dentro de um plot central como a política, o que não costuma ser um dos assuntos mais divertidos do mundo para uma maioria. (apesar de que para a nova temporada, algumas séries irão se arriscar dentro desse cenário político… e até já temos Veep seguindo esse fundamento).

Uma campanha política divertídissima e boa parte dela graças ao envolvimento dos demais personagens da série, que em um momento de pura foufurice com direito a maquete de biscoito e tudo mais, declararam o seu total apoio a candidatura de uma das melhores chefes ever. Também pudera, Leslie além de ser uma pessoa ótima, faz quase todo o trabalho sozinha e ainda acerta em cheio quando resolve presentear os seus amigos. Ou seja, #TEMCOMONAOAMAR? E esse é outro ponto bastante importante que eu consigo enxergar facilmente em Parks, que é o envolvimento entre todos aqueles personagens que em nome de uma amizade e do carinho que foram construindo ao longo desses anos trabalhando juntos, acabam se arriscando uns pelos outros e o que já seria bastante engraçado por si só, acaba ganhando uma camada extra de foufurice com esse envolvimento todo. Por isso Parks and Recreation consegue alcançar a mistura na dose certa entre a comédia e a foufurice.

Engraçado também é o quanto a gente consegue se importar com a maioria os personagens da série, mesmo aqueles que praticamente só fazem figuração, como a Donna ou o Jerry por exemplo, que apesar de terem um menor destaque, sempre aparecem em momentos pontuais que acabam sendo super engraçados também. O que foi o episódio em que eles foram buscar o Jerry em casa por conta da sua festa surpresa totalmente fail? Ou a Donna revoltada porque alguém bateu no seu bebê? (e por bebê, leia-se carro)

Ainda temos o casal Andy e April, que juntos também são sempre excelente. Aliás, seguindo uma tradição que só pode ter vindo de The Office, eles também conseguem fazer os casais mais foufos da TV em Parks. Tenho reparado que cada vez mais a April anda ganhando uma alma de “Ursinho Carinhoso” agora que ela é uma senhora casada (rs), fazendo contraponto com a sua alma antiga de Emily Strange de 70 anos de idade. Até com a Ann ela conseguiu se importar durante essa temporada e olha que com a Ann, quase ninguém se importa. Andy tem ficado um pouco caricata demais, quase roubando o posto de novo “Tracy Jordan” do Tom, mas obviamente que ele não me incomoda tanto assim e continuo achando bem bacana toda a sua burrice exagerada. E o que foram aqueles apelidos que ele enquanto chefe de segurança da campanha, acabou dando para cada um dos demais personagens? Essa eu já peguei. Essa eu estaria mentindo se dissesse que nunca pensei em pegar e esse se eu fosse gay, eu pegava. GENIAL! (acho que eu fiquei rindo sem parar por uns 10 minutos depois dessa cena)

Os mais fracos realmente continuam sendo o Tom, Ann e o Chris, esses dois últimos bem mais até. Sinceramente? Eu não consigo me lembrar de um plot relevante vindo do casal Chris e Ann, além do “desejo contido” do Chris pelo corpinho roliço do Jerry, rs.  Se bem que aquele comecinho de um dos episódios, com a Leslie e a Ann se deliciando com as frescuras todas da casa do Tom, também foi bem especial. Mas foi só isso também para a Ann. Realmente eu ainda não consigo me preocupar com os dois e acho que eles deveriam aproveitar o momento para deixar ambos personagens seguirem seus rumos longe de Pawnee no próximo ano. Gosto muito mais de alguns personagens que são recorrentes na história, como qualquer uma das Tammys ou o Louie como ex da Leslie (e o que foi o Ben morrendo de medo dele e de todos os outros policiais da cidade?), do que da Ann ou o Chris, por exemplo.

Tom eu ainda acho que tem salvação e dependendo da sua dupla, eu até acho que ele acaba funcionando bem (volta Jean-Ralphio!). Mas em pequenas doses, sem exagero. O que ele teve de melhor no últimos tempos, que foi aquela empresa sensacional que ele montou em sociedade com o amigo e que seria o emprego dos sonhos de muitos (o cenário da empresa parecia umas casas que eu já construí no The Sims, rs), acabou sendo tomado do personagem, que até agora foi um dos seus poucos plots que realmente teve graça (de novo, volta Jean-Ralphio!). Agora, eu não consigo suportar ele e a sua voz de “Catatau” (do Zé Colméia, sabe?) ao lado da Ann. ZzZZZ

E o que foi a reação do Ron com a chegada da Tammy #1, sua ex que a gente ainda não conhecia? Eu sinceramente acho o Ron Swanson um dos melhores personagens da série, talvez até da TV atual. #TEMCOMONAOAMAR aquele bigodudo? Ele que é o tipo de chefe que prefere não fazer muito esforço no trabalho e odeia quando alguém tenta mudar a sua rotina, por isso mantém a April como seu “leão de chácara”, filtrando todo e qualquer aborrecimento que possa atrapalhar a sua vidinha de pouco esforço e que se viu completamente perdido com a chegada da sua ex ex esposa durante essa temporada, que para a nossa surpresa, era capaz de provocar um surto ainda maior do que a presença da Tammy #2, que também aparece de vez em quando para assombrá-lo. E nessa ainda tivemos a chance de conhecer a Tammy #0, mãe do Ron (claro!), que entrou para a história para colocar a cabeça do filho de volta no lugar e tudo isso a base de litros de licor de milho. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

E o desespero do personagem para manter o anonimato do seu alterego enquanto saxofonista de sucesso, no episódio onde eles foram gravar o jingle da campanha da Leslie? E preciso dizer que eu continuo AMANDO a cumplicidade entre o Ron e a April, que nesse caso, foi mais do que essencial para que ele conseguisse permanecer no anonimato.

Aliás, Ron é sempre um foufo e eu AMO as briguinhas dele com a Leslie, que sempre se transformam em plots super foufos, como aquela no episódio do acampamento de meninos e meninas, onde Leslie conseguiu destruir todo o fundamento da alma de lenhador antigo do Ron. Episódio esse que ainda contou com um excelente momento de “day care” entre o Tom e a Donna, que por piedade acabaram incluindo o Ben no grupo e graças a essa boa vontade da dupla, ganhamos um Ben vestido de Batman ainda mais depressivo do que o comum da própria morcegona, que foi mais do que especial! Sério, de novo, #TEMCOMONAOAMAR?

Agora me digam, o quanto a gente consegue amar e se importar pelo casal Beslie? Sério? Eu sou puro amor por esse casal e a essa altura nem consigo mais imaginar os dois separados e já sonho com esse casamento no parque (construído por ela para pagar a sua dívida, é claro), com direito a filhos que podem ser interpretados pelos próprios filhos adoráveis da Amy Poehler, Archie + Abel. Sério, não aceito mais Leslie sem Ben, que tem que permanecer juntos para todo o sempre! (aquele que confunde a vida real com a ficão e acredita, rs)

Juro que a única coisa que realmente me incomoda muito na série, são os inesgotáveis hiatus que a NBC insiste em forçar dentro da série. Não sei se é pelo fato de gostar demais da série e por isso eu tenha uma sensação diferente das demais (que também passam por um período ou outro de hiatus), mas só nessa temporada foram pelo menos 4, o que além de sempre nos deixar com saudade, acaba sendo bastante irritante também. Vamos melhorar isso NBC?

Tirando o episódio do boliche, que foi o primeiro com a participação do Paul Rudd na série, eu não consigo lembrar de nenhum outro episódio que eu tenha achado meio assim durante essa temporada de Parks And Recreation, sinceramente. Sabe aquela temporada redondinha e quase perfeita? E a sequência final com as resoluções da campanha política, foram realmente os melhores, reforçando toda e qualquer teoria sobre a excelente qualidade dessa Season 4 da série.

Não sei se eu acabei rindo mais com a história do ônibus da campanha, que acabou destruindo o velório do pai do oponente da Leslie, ou se eu gostei mais ainda do momento do debate, com uma candidata atriz pornô, que era praticamente uma sósia da Leslie, que não só era idêntica a personagem, como também apoiava todos os seus ideais de campanha. Sério? Tem coisa mais absurda e mais divertida do que isso?

Até chegarmos ao excelente dia da eleição, onde já no começo, Leslie teve que enfrentar urnas eletrônicas patrocinadas pelo seu oponente, que não só tentavam sabotar a sua candidatura, como ainda recompensavam quem votasse no outro candidato. Tudo isso para chegarmos ao ponto final dessa trajetória política de Leslie Knope, que se ninguém conseguir segurar, vai acabar sendo a primeira mulher presidente do USA. Escrevam o que eu estou dizendo…

Um momento final recheado de foufurices, mas que também ganhou alguns dramas, como a oferta de emprego do Ben em Washington (DRA-MA), o Jerry que não conseguiu chegar a tempo de votar na chefe e poderia acabar sendo o voto que faria toda a diferença (AMEI a culpa que ele carregou durante todo o episódio), até o momento em que descobrimos que Leslie havia perdido a eleição. Humpf! E a gente fica como em uma hora de total decepção como essa? Mas para a nossa sorte, nada como uma bela de uma recontagem para garantir a vitória da nossa candidata preferida ever: Leslie Knope!

Não sei quanto a vcs, mas eu cheguei até a ficar emocionadíssimo com a personagem pendurando a sua foto naquele mural recheado de candidatos homens, em um momento super simbólico e super importante para a série. E dessa forma vitoriosa e cheios de orgulho, mal podemos esperar para o retorno de Parks And Recreation, que não mais do que merecidamente foi renovada para a sua Season 5 completa e nada de temporada pela metade. Tá bom para vcs?

E digo mais, se algum dia eu me cansar da vida agitada da cidade e resolver me mudar para algum lugar mais calmo, pretendo revesar minha temporada interiorana entre Stars Hollows (Gilmore Girls) e Pawnee, quando eu sentir a necessidade de gargalhar um pouquinho.

#LESLIEKNOPEFORPRESIDENT

A temporada do caos em Greendale

Maio 25, 2012

Logo de cara eles já chegaram avisando em formato de musical que estavam sem grana para essa temporada, completamente cientes de que estavam também um tanto quanto desacreditados pelo seu próprio canal, mas mesmo assim, prometiam fazer uma terceira temporada sensacional. E assim fizeram e não tem como negar que a Season 3 de Community foi tão excelente como de costume, mesmo com tantos obstáculos em seu caminho atualmente.

Mas essa temporada realmente foi bastante turbulenta e também não tem como negar que todo esse clima caótico em Greendale acabou afetando a série negativamente. Sobre a mira do cancelamento eles permaneceram por boa parte dessa temporada, amargando números cada vez mais baixos na audiência da NBC, o canal que hoje mantém as melhores comédias no ar, mas que também está a um passo de perder até mesmo esse status em um futuro próximo, já tendo anunciado a última temporada de 30 Rock por exemplo, que é uma das melhores séries de comédia na TV atualmente e uma redução para 13 episódios da própria Community, que com muito esforço conseguiu garantir a sua Season 4, pelo menos pela metade. Ufa! Mas tudo indica que o famoso sonho das #SixSeasonsAndaMovie esteja bem longe de acontecer.

No meio de tudo isso ainda tivemos um hiatus forçado, praticamente no meio da temporada, onde a série chegou até a ficar sem previsão de data de retorno. Depois, ficamos sabendo da briga entre o Chevy Chase e o Dan Harmon (criador da série), algo que acabou vindo a tona no Twitter, além da NBC anunciar nos últimos dias a mudança do dia de exibição de Community, que para a próxima temporada irá ocupar uma vaga nas sextas mortas da TV americana, que todo mundo sabe que é o dia do castigo para as séries desacreditadas ou pouco lucrativas. As vezes os dois, rs. E quando a gente imaginava que estaria tudo mais calmo após a renovação, veio a última surpresa de Community, com o afastamento do Dan Harmon como o showrunner da série, que aconteceu de uma forma não muito amigável ou profissional, segundo o próprio. Uma sacanagem que com certeza ainda irá repercutir muito em Greendale, ainda mais considerando que a Season 4 provavelmente deva ser a última temporada da série. O que a essa altura parece mais do que certo. Uma mudança que logo na sua possível temporada de encerramento e depois de tantos problemas, me parece mais do que preocupante também. Será que Community nunca mais será a mesma?

Mas colocando tudo isso de lado, ainda assim tivemos uma temporada memorável, com diversos momentos sensacionais, o que pensando no passado da série, chega até a ser um hábito comum. E quando uma série como Community, mesmo com esse total clima de caos em seus bastidores, ainda consegue nos entregar uma temporada super bacana, nós que somos fãs da série ficamos ainda mais sem entender o porque deles serem pouco queridos de uma maioria.

Mas durante essa retal final da temporada, em um episódio bem específico, até que eu cheguei  a conseguir entender na prática, onde talvez esteja essa resposta…

E isso aconteceu no super elogiado episódio onde eles seguiram a estrutura de um clássico episódio de Law & Order (3×17 Basic Lupine Urology). Passei o dia seguinte lendo uma série de críticas positivas falando desse episódio e a minha sensação em relação a ele não foi das melhores. Muito provavelmente, eu acabei não gostando do mesmo porque eu não suporto o formato de Law & Order, nunca gostei na verdade, que definitivamente é o tipo de série que não é foi feita para mim. E digo mais, nunca sequer consegui assistir a um episódio inteiro da série. BOOM! E nesse momento, pela primeira vez eu acabei entendendo o que deve ser Community para alguém que não entende o seu banho de referências a cada episódio, o que pode fazer dessa uma experiência bem chata mesmo, como acabou sendo esse “aclamado” episódio para mim. Zzzz

Nessa hora eu acabei vivenciando na prática o que a série pode representar para muitas pessoas, que provavelmente é o que a distancia de uma grande audiência, por exemplo. Não que eu ache que qualquer pessoa para assistir Community tenha que ser super inteligente ou ser um poço sem fundo de referências, não é isso. Mas digamos que ter um certo repertório bem específico, acaba ajudando na compreensão da série a ponto de torná-la tão especial para quem é fã de Community. Talvez por isso ela seja uma série de tanto amor e de tanto ódio ao mesmo tempo.

Tirando isso, preciso dizer o quanto eu me diverti com o Greendale 7, que estiveram ainda mais enlouquecidos e cheios de referências durante toda essa temporada. De episódios geniais como aquele com as seis realidades alternativas do começo da temporada (3×04 Remedial Chaos Theory) , até algo muito mais simples e ainda assim sensacional, como um episódio inteiro com cara de “foto jornalismo” (3×14 Pillows And Blankets) acompanhando a guerra entre os reinos de Troy e Abed em uma clara referência a Game Of Thrones, passamos por momentos bem bacanas durante essa temporada, o que só tornaria ainda mais injusto o seu cancelamento. Ainda bem que isso não acabou acontecendo no final das contas.

O meu preferido de todos os episódios durante essa Season 3 foi aquele com o documentário do Dean (3×08 Documentary Filmmaking: Redux). Que sensacional, não? Uma ideia relativamente simples, com um dos personagens secundários da série (dos mais queridos por sinal e acho que faz tempo que ele nem é mais tão secundário assim), um episódio que realmente foi um dos mais especiais da temporada. Aliás, acho que vale a pena até dizer o quanto o próprio Dean cresceu dentro da série, se tornando hoje um dos personagens principais dentro daquele cenário. Go Dean! Go Dean!

E #TEMCOMONAOAMAR sua tara por dálmatas, ou suas 1001 fantasias, todas espremidas em um cubículo dentro da sua própria sala, que são a sua marca para distribuir boas e más (geralmente más) notícias para todo o Greendale 7, onde sempre acaba sobrando uma mão boba no corpo do Jeff? Sério, eu sempre gostei demais do personagem, mas durante essa temporada ele acabou mesmo roubando a cena.  Ainda mais quando nos foi revelado que aquele grupo de 7 estudantes é de fato o seu preferido e que ele acabava os favorecendo o tempo todo, algo que a gente no mínimo já desconfiava, vai? Clap Clap Clap!

O que eu gosto bastante em Community é que eles não se importam muito em arriscar e em toda temporada nós acabamos ganhando uma série de episódios que além das referências mil, hoje já tão comuns e até esperadas, acabam trazendo também uma nova linguagem meio que experimental para a série. Como dessa vez tivemos o episódio onde conhecemos a versão criança de cada um deles e com isso ganhamos também suas versões em anime, ou o mais do que sensacional episódio dessa reta final da temporada, todo em 8-Bit, onde todos eles ganharam vida dentro de um jogo de videogame  que tinha como objetivo final ganhar a herança do Peter e que ainda ganhou a participação do Gus de Breaking Bad (R.I.P, rs). Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Pior é que além de super foufos em 8-Bit, eu não consegui me conter com o personagem do Troy pulando de um lado para o outro, totalmente desgovernado, como normalmente eu mesmo costumo jogar esse tipo de game multiplayer, para desespero dos meus parceiros todos, rs (sorry!). Sem contar que o episódio inteiro além de muito especial é também recheado de piadinhas, como o formato fálico ao fundo quando eles estão passando pelo cenário gay do game, onde o Peter aproveita para dizer que o Jeff se saiu muito bem naquela fase, além da piadinha super escrota sobre a preguiça no cenário da parte mexicana do jogo, o que pra gente aqui seria o equivalente as piadinhas de preguiça sobre o povo baiano. (#SHAMEONYOU)

A referência a Game Of Thrones no episódio da batalhas dos fortes no comando do Abed vs Troy também foi sensacional e eu só fico imaginando o trabalho para construir todo aquele cenário sem que ele acabasse desabando por competo. Minhas cabanas quando criança nunca tiveram uma sustentação tão boa assim, rs. E a descoberta de que Greendale vem sendo alugada para Raves de finais de semana? Tudo isso com um corredor da escola todo em fluo e um Dean dançando freneticamente e esperando se dar bem na noite. Howcoolisthat?

E no meio disso tudo nós ainda tivemos outros momentos excelentes como o episódio meio Glee que eles tiveram a cara de pau em arriscar (eles que sempre se declararam inimigos da série), além daquela festa onde cada um deles teve que ir representando um sósia de uma celebridade/personagem, tudo isso para livrar a cara do Abed que havia gastado uma fortuna contratando o serviço de sósias para representar cenas de filmes em sua vida real, onde o próprio me apareceu na sua versão feminina, vestido de Jamie Lee Curtis, onde eu quase não consegui me conter de tanto que eu acabei dando risada naquele momento.

Mas eu preciso ser sincero e reconhecer pelo menos um ponto fraco da série que chega a me incomodar muito e esse ponto fica por conta dela: Annie. Ela sozinha até que tudo bem, eu acho menos irritante, mas o meu problema maior é mesmo quando eles insistem em forçar essa tensão sexual entre ela e o Jeff. Sinceramente? Eles não me convencem nem um pouco juntos e isso desde sempre. Gosto muito mais do Jeff com a Britta por exemplo, onde a tensão sexual deles quase não se suportarem por serem tão diferentes, poderia ser muito melhor explorada na minha opinião. Além disso, acho a Annie infantil demais, mesmo com ela sendo declaradamente a mais nova do grupo. Além do que, Britta ao lado do Jeff funcionaria muito mais também do que tentar colocá-la ao lado do Troy por exemplo, que todo mundo sabe que a sua alma gêmea é o Abed e estamos completamente satisfeitos com esse bromance entre os dois, onde qualquer outro plot do coração para ambos se torna totalmente desnecessário. (se bem que foi bem foufo o Abed 8-Bit se apaixonando pela princesa do jogo, hein? Awnnn!)

Dupla que é sempre excelente e até naquelas “tirinhas” finais de episódios conseguem nos fazer rolar de tanto rir com um simples olhar ou uma “placa” escrito “falha técnica” em uma folha de papel qualquer, rs. O que foi também os dois tentando ser normal no casamento da Shirley? Ou suas viagens no “dreamatorium” a lá Doctor Who? (e a série inglesa aparecendo mais uma vez na TV americana. WHO!)

A reta final da série também foi bem excelente, mas eu achei uma pena eles terem escolhido passar os 3 últimos episódios na mesma noite. Mais um indício de que a relação entre Community e a NBC não anda das melhores e a sensação que fica é a de que eles queriam se livrar logo de tudo aquilo que deve ter se acumulado devido ao enorme hiatus que a série sofreu na metade dessa temporada. Sem contar a cartilha que acabou “vazando” entre ontém e hoje, sobre como a NBC gostaria que os atores se comportassem depois da saída do Dan Harmon…

Mas ainda assim foram três episódios sensacionais (um deles foi exatamente esse do 8-Bit que me deixou completamente apaixonado, ♥), mas que assim como aconteceu em Fringe durante essa temporada por exemplo, poderiam ter sido os episódios finais da série e por isso tivemos um certo clima de series finale no ar, mesmo que discretamente ou até mesmo de forma bem preguiçosa. Eu até acho o penúltimo episódio (3×21 The First Chang Dynasty), que foi o que marcou o resgate do Dean das mãos da Dinastia Chang (que se encontrou como segurança do campus, cercado dos seus soldados mirins e também esteve impagável nessa reta final da temporada) e que marcava também a volta do Greendale 7 antes expulso e agora tendo a chance de  finalmente conseguir terminar suas graduações. Um episódio muito melhor do que o que realmente encerrou essa temporada (3×22  Introduction to Finality), que apesar de apresentar algumas resoluções para a maioria dos personagens, acabou sendo relativamente mais fraco.

E ainda assim, mesmo com o caos totalmente instaurado em Greendale, Community conseguiu sobreviver bravamente a essa sua turbulenta Season 3. Mas um conselho de super fã da série que eu dou para todos eles é que considerem essa Season 4 como uma possibilidade de final e cheguem derrubando tudo com força e com vontade, como se fosse a última chance. Assim, se a série conseguir sobreviver a mais um ano, ainda estaremos todos no lucro. Pensem nisso…


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