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Renovou! Homeland ganha sua Season 3 (alguma surpresa?)

Outubro 23, 2012

Apesar de ter achado o começo da Season 2 mais lenta do que de costume (isso até a metade do segundo episódio e eu disse lenta – o que para a história atual é bem justificável – e não ruim), Homeland continua sensacional, mantendo-se como uma das melhores séries da TV atual e não é a toa que o Showtime já anunciou a renovação da série para uma Season 3. YEI!

O que é claro que não nos surpreende em nada. Alguém duvidava que isso aconteceria?

Clap Clap Clap!

 

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A lista (ruiva) com os vencedores do Emmy 2012

Setembro 24, 2012

Tudo  bem que a lista de indicados do Emmy 2012  já não nos agradou muito logo de cara, mas mesmo assim, mesmo sem conseguir levar muito a sério uma premiação de TV que resolveu ignorar Parks & Rec, Community e o trabalho do John Noble em Fringe, chegou a hora de encararmos os resultados, que para esse ano, não poderiam ter sido mais mais ruivos! Não acredita? Então vem cá:

 

Melhor atriz em Série Cômica

Zooey Deschanel – New Girl

Lena Dunham – Girls

Edie Falco – Nurse Jackie

Amy Poehler – Parks and Recreation

Tina Fey – 30 Rock

Julia Louis-Dreyfus – Veep

Melissa McCarthy – Mike & Molly

 

Embora nossa torcida fosse total para Amy Poehler, todo munda já sabia que esse prêmio iria para a Julia Louis-Dreyfus (devo muito mesmo assistir Veep?). Mas eu concordo com ela em seu discurso, quando a própria atriz disse que esse Emmy deveria ter sido da Amy Poehler… Humpf! #POEHLER2013

 

Melhor Ator em Série Cômica

Larry David – Curb Your Enthusiasm

Jon Cryer – Two and a Half Men

Louis C.K. – Louie

Jim Parsons – The Big Bang Theory

Don Cheadle – House of Lies

Alec Baldwin – 30 Rock

 

Vamos a polêmica da noite. Apesar de não gostar da série ACDC Charlie Sheen, parte de sua graça sempre esteve no personagem do Jon Cryer (só vejo as reprises da TV aberta, rs) então, até não me sinto tão ofendido que ele tenha levado o prêmio nessa categoria. Mas é claro que eu estava torcendo para o Louie, Louie, Louie. Louie e e. (que estava lindamente ruivo, todo arrumadinho na platéia. Primeiro sinal de que esse seria o ano dos ruivos no Emmy)

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica

Maylim Bialik – The Big Bang Theory

Merritt Wever – Nurse Jackie

Julie Bowen – Modern Family

Kristen Wiig – Saturday Night Live

Sofia Vergara – Modern Family

Kathryn Joosten – Desperate Housewives

 

Não consigo ver graça nessa mulher. Acho ela de um exagero sem tamanho e tenho a impressão de que o coração da personagem vai explodir a qualquer momento dentro da série. Até torço para isso de vez em quando, sorry Phil. Preferia até a Maylim Bialik nesse caso, que desde que chegou em TBBT, roubou a cena dentro de uma série que está rodando atrás do próprio rabo já tem pelo menos 2 temporadas. 

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica

Ed O’Neil – Modern Family

Jesse Tyler Ferguson – Modern Family

Ty Burrell – Modern Family

Eric Stonestreet – Modern Family

Bill Hader – Saturday Night Live

Max Greenfield – New Girl

 

Eu AMO  o Cameron, mas a verdade é que ele não fez muito por merecer durante essa temporada de Modern Family e até o Jay merecia mais. Mas não vou nunca poder dizer que qualquer um deles é ou foi melhor do que o Phil. Isso eu não digo!, porque não é verdade… (e cadê a Charlize? Dizem que eles estão se pegando… – só se for no tapa, rs)

 

Melhor Série Cômica

Curb Your Enthusiasm

Girls

30 Rock

Veep

Modern Family

The Big Bang Theory

 

Depois dos resultados todos, alguém tinha alguma dúvida? Mas OK, dentre as concorrentes, essa vitória foi até aceitável, apesar da nossa torcida ter sido de Girls nesse caso, já que Parks não estava nem na lista. Mas pelo menos as meninas de Girls estiveram na premiação, todas lindas e mostrando para a sociedade quem são as garotas mais legais do momento. E o Adam também foi = (♥)

 

Melhor Atriz em Série Dramática

Julianna Margulies – The Good Wife

Michelle Dockery – Downton Abbey

Elizabeth Moss – Mad Men

Kathy Bates – Harry’s Law

Claire Danes – Homeland

Glenn Close – Damages

 

Clap Clap Clap de pé! Teve personagem mais sensacional na TV no último ano? Tá, ficaram devendo para a Glenn Close (que encerrou Damages com sua cara de pedra)… para a Michelle Dockery (que se casou recentemente em Downton!)… e para a Elizabeth Moss também, rs (que vem enfrentado o Don Draper como ninguém)

 

Melhor Ator em Série Dramática

Steve Buscemi – Boardwalk Empire

Michael C. Hall – Dexter

Bryan Cranston – Breakign Bad

Hugh Bonneville – Dowton Abbey

Jon Hamm – Mad Men

Damian Lewis – Homeland

 

Surpresa da noite vai? Fiquei bem feliz e achei super merecido, apesar de alguns dos concorrentes também estarem na minha torcida. Mas fico com pena do Jon Hamm, que nunca leva mas sempre é indicado e é sempre tão bom também… (Damian Lewis = ruivo magia. Ou seja, o primeiro sinal concreto de que esse foi mesmo o ano dos ruivos no Emmy. E a piadinha dele depois na coletive, dizendo que ele quer ver só o que vai acontecer quando o bebê da Clare Danes nascer ruivo? #TEMCOMONAOAMAR?

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática

Archie Panjabi – The Good Wife

Anna Gunn – Breaking Bad

Maggie Smith – Downton Abbey

Joanna Froggatt – Dowton Abbey

Christina Hendricks – Mad Men

Christine Baranski – The Good Wife

 

Clap Clap Clap, de pé e com suas varinhas apontando para o céu! Fico imaginando ela em casa, tomando um chá vestida de Condessa de Grantham, e fazendo os comentários que só ela saberia fazer no momento em que recebeu o prêmio. #TEMCOMONAOAMAR?

 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática

Giancarlo Esposito – Breaking Bad

Aaron Paul – Breaking Bad

Brendan Coyle – Downton Abbey

Jim Carter – Downton Abbey

Jared Harris – Mad Men

Peter Dinklage – Game of Thrones

 

Yeah Bitches! Magnets! Gosto tanto desse menino (não sei porque, mas acho ele um menino, rs), que não consegui me conter com a sua vitória. Agora só falta permanecer vivo na série até o seu final (fico morrendo de medo do destino do seu personagem). E ele tem a barba ruiva e estava lindíssimo no red carpet, ou seja, confirmou!

 

Melhor Série Dramática

Boardwalk Empire

Breaking Bad

Downton Abbey

Mad Men

Game of Thrones

Homeland

 

E que briga boa hein? Esse ano quem levou foi Homeland, que tem uma primeira temporada realmente muito da excelente e impossível de ser ignorada por isso, o prêmio não é nada mais do que justo! Clap Clap Clap! (série sobre um vilão que nos faz torcer por ele e que é ruívo. Mais uma pista…)

 

Melhor Atriz Convidada em Série Cômica

Dot-Marie Jones – Glee

Maya Rudolph – Saturday Night Live

Melissa McCarthy – Saturday Night Live

Elizabeth Banks – 30 Rock

Margaret Cho – 30 Rock

Kathy Bates – Two and a Half Men

 

Sempre uma excelente atriz, mesmo participando da série errada. 

 

Melhor Ator Convidado em Série Cômica

Michael J. Fox – Curb Your Enthusiasm

Greg Kinnear – Modern Family

Bobby Cannavale – Nurse Jackie

Jimmy Fallon – Saturday Night Live

Will Arnett – 30 Rock

Jon Hamm – 30 Rock

 

Eu só queria entender o que o Jimmy Fallon fez com aquela cara. Comediantes precisam ter expressão, Jimmy! (tenho impressão que a testa dele foi substituída por uma placa de adamantium)

 

Melhor Atriz Convidada em Série Dramática

Loretta Devine – Grey’s Anatomy

Jean Smart – Harry’s Law

Martha Plimpton – The Good Wife

Julia Ormond – Mad Men

Joan Cusack – Shameless

Uma Thurman – Smash

 

Gente, essa mulher é sensacional, apesar de não assistir TGW e eu adoraria vê-la ganhando alguma coisa por Raising Hope também! 

 

Melhor Ator Convidado em Série Dramática

Mark Margolis – Breaking Bad

Dylan Baker – The Good Wife

Michael J. Fox – The Good Wife

Jeremy Davies – Justified

Ben Feldman – Mad Men

Jason Ritter – Parenthood

 

Daniel Faraday. Esperamos que vc tenha dado mais sorte e tenha sido levado mais a sério em Justified. Abraço.

 

Melhor Programa de Variedades, Comédia ou Musical

The Colbert Report

Real Time With Bill Maher

Saturday Night Live

Jimmy Kimmel Live

Late Night With Jimmy Fallon

The Daily Show With Jon Stewart

 

Uma pena não ver nunca o nome do Craig Ferguson nessas listas. E ele é o melhor, por isso o nosso Emmy handmade a base de muita cola, fita adesiva e papelão vai para ele. Sempre!

 

Melhor Reality Show de Competição

So You Think You Can Dance

The Amazing Race

Project Runway

The Voice

Dancing With the Stars

Top Chef

 

Já assistiu The Glee Project? Hein Emmyli?

 

Melhor Apresentador de Reality Show

Betty White – Betty White’s Off Their Rockers

Cat Deeley – So You Think You Can Dance

Phil Keoghan – The Amazing Race

Tom Bergeron – Dancing With the Stars

Ryan Seacrest – American Idol

 

Um beijo para vc Betty White! Te AMO!

 

Melhor Minissérie ou Filme Para TV

Game Change

American Horror Story

Hemingway & Gellhorn

Sherlock

Luther

Hatfields & McCoys

 

Dizem que é bem bom, mas eu não assisti ainda. E eu só gostaria de entender o que é que American Horror Story está fazendo nesse meio… (mas Sherlock gente, Sherlock é tipo a coisa mais phina desse mundo atual! #RAFINADO)

 

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme Para TV

Julianne Moore – Game Change

Connie Britton – American Horror Story

Nicole Kidman – Hemingway & Gellhorn

Emma Thompson – The Song Of Lunch

Ashley Judd – Missing

 

Vi algumas coisas e é sensacional com conseguiram transformar a Julianne Moore que é lindíssima naquela mulher pavorosa da Sarah Palin. E Julianne é um dos símbolos máximos da magia ruiva, então podemos repetir novamente que: CONFIRMOU! O Emmy 2012 foi mesmo dos ruivos. 

 

Melhor Ator em Minissérie ou Filme Para TV

Woody Harrelson – Game Change

Clive Owen – Hemingway & Gellhorn

Benedict Cumberbatch – Sherlock

Idris Elba – Luther

Kevin Costner – Hatfields & McCoys

 

Todo mundo estava dizendo que esse prêmio era dele. Nossas mães agradecem a visão, Kevin. 

 

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV

Sarah Paulson – Game Change

Frances Conroy – American Horror Story

Jessica Lange – American Horror Story

Judy Davis – Page Eight

Mare Winningham – Hatfields & McCoys

 

Jessica Lange é mesmo uma atriz sensacional e super merece qualquer prêmio. Só não consegui entender o que AHS ainda está fazendo nessa lista de minissérie e de indicações, porque não merecia…

 

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Filme Para TV

Ed Harris – Game Change

Denis O’Hare – American Horror Story

David Strathairn – Hemingway & Gellhorn

Martin Freeman – Sherlock

Tom Berenger – Hatfields & McCoys

 

Devemos muito assistir? Alguém? 

 

Melhor Direção Série Cômica

Robert B. Weide – Curb Your Enthusiasm

Lena Dunham – Girls

Louis C.K. – Louie

Jason Winer – Modern Family

Steven Levitan – Modern Family

Jake Kasdan – New Girl

 

Esse prêmio merecia ser de qualquer pessoa que tenha dirigido qualquer episódio de Community, enquanto a série existir. Sem mais. 

 

Melhor Direção em Série Dramática

Vince Gilligan – Breaking Bad

Tim Van Patten – Boardwalk Empire

Brian Percival – Downton Abbey

Michael Cuesta – Homeland

Phil Abraham – Mad Men

 

Vince Gilligan também merecia esse, hein? Apesar de BE ser uma série linda de se ver. (embora eu a tenha abandonado)

 

Melhor Roteiro em Série Dramática

 Julian Fellowes – Downton Abbey

Alex Gansa, Gideon Raff e Howard Gordon – Homeland

Semi Chellas e Matthew Weiner – Mad Men

Andre Jacquemetton e Maria Jacquemetton – Mad Men

Erin Levy e Matthew Weiner – Mad Men

 

Homeland, a grande série da noite. Sem a menor dúvida. 

 

Melhor Roteiro em Série Cômica

Chris McKenna – Community

Lena Dunham – Girls

Louis C.K. – Louie

Amy Poehler – Parks and Recreation

Michael Schur – Parks and Recreation

 

Mesmo com o coração dividido entre a Lena Dunham, a Amy Poehler e o Louie C.K., não tem como não ficar morrendo de orgulho do nosso ruivão, que ainda levou mais uma prêmio para casa pelo seu show. 

 

E terminar a lista de vencedores do Emmy 2012  com o nome do Louie C.K. e com essa imagem sensacional, com ele segurando os seus dois prêmios da noite não só é uma delícia e uma prova de que ainda há muita coisa boa na TV e algumas delas conseguem até ganhar algum reconhecimento (mesmo que tardio), como prova que esse ano, tivemos mesmo uma premiação mais ruiva do que nunca!

#RUIVISMO

ps: sei que a Claire Danes não está ruiva atualmente, mas ela já investiu nessa magia no passado em My So Called Life, portanto…

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Hey Brody? Nossos sentimentos ainda são bem confusos em relação a você, mas de uma coisa temos certeza…

Setembro 10, 2012

… que é a de que esse terno da premiere da Season 2 de Homeland não foi a sua melhor escolha na vida. (talvez ter considerado se explodir no passado também não tenha sido um dos seus melhores momentos e talvez também tenha sido algo que já nos indicava que suas escolhas nem sempre são as mais sensatas…)

Gosto da ousadia, mas esse tecido imprimiu um blue jeans medonho, hein?

#NAOTABOMNAO

Claire Danes continua linda, talentosa e gravidíssima do nosso sobrinho Dancy Danes e o Showtime acabou de divulgar um vídeo com os primeiros 25 minutos do primeiro episódio da Season 2, que é claro que eu não vou postar aqui porque não me contento com pouco quando o assunto é Homeland (e muitas outras coisas), por isso acho melhor esperar até Setembro.

 

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Homeland – A melhor série (nova) da temporada

Dezembro 22, 2011

(sério, ainda estou com falta de ar depois dessa season finale de quase 1h30 que foi muito da sensacional, a qual eu acabei de assistir no exato momento em que eu comecei a escrever esse post, porque não consegui me conter de tamanha ansiedade e eu já começo dizendo que isso quase nunca acontece, o que só pode ser um sinal da qualidade da série e se você ainda não assistiu Homeland, ou não chegou ao final da temporada, recomendo que interrompa a sua leitura agora e volte depois que fizer a lição de casa. Depois não diga que eu não avisei…)

Quando Homeland começou, já havia muita conversa sobre a série e uma vaga promessa de que viria coisa boa pela frente. Acabei não dando muita atenção, mas assisti ao episódio piloto logo, que eu até já achei bem bom, mas resolvi deixar a série para depois, para assistir sem pressa nenhuma, com calma, quando tivesse um tempo sobrando, embora encomendasse semanalmente os episódios novos para o meu amigo Paolo, só para garantir.

Isso, até eu achar algum tempo disponível e começar a fazer a minha maratona no que eu descobriria mais tarde ser a série (nova) mais sensacional dessa temporada. Sério, sem brincadeira e longe de qualquer tipo de exagero.

Digo série nova entre parênteses, porque esse ano tivemos outras coisas boas, como a Season 4 de Breaking Bad por exemplo, entre outras séries (como algumas comédias que estão em hiatus nesse momento), então não sei se eu acho justo colocar Homeland como melhor série do ano, sem o parenteses do “nova”.  Mas eu colocaria a série mesmo sendo uma estreante, no mesmo patamar de qualidade de Breaking Bad, ou Damages em sua melhor fase. Pelo menos ela chegou a me provocar a mesma reação que eu já senti no passado assistindo a ambas as outras duas séries.

Homeland começa colocando a agente bipolar da CIA, Carrie Mathison (Claire Danes, que merece todos os prêmios do mundo por sua atuação na série) investigando um possível militar convertido pelo terrorismo e que como principal suspeito, ela tem o sargento dos fuzileiros navais, Nicholas Brody (Damian Lewis), um militar americano mantido em cativeiro por 8 anos, que acaba sendo resgatado depois desse tempo todo pelos soldados americanos, praticamente no mesmo momento em que ela descobre que temos um impostor na jogada. Embora com esse resgate todo mundo passe a ver o cara como um herói, voltando para casa depois de passar anos sendo torturado e não se rendendo ao inimigo, Carrie imagina que talvez ele possa ser o tal “vira casaca” a serviço do terrorismo, uma possibilidade que ela acaba descobrindo através de uma fonte segura local e assim, começa uma investigação por conta própria, ficando de olhos grudados 24 horas por dia no novo herói americano.

Uma série clássica de polícia e ladrão, só que de uma forma muito melhor do que você possa imaginar. Eles se reinventam o tempo todo, quando vc imagina que esta chegando à alguma conclusão, vem um fato qualquer e muda completamente a sua percepção sobre as coisas,  isso contantemente, até que você chega ao final da temporada a ponto de ter um ataque cardíaco de tão tenso que foi aguentar aquela 1h24 minutos de duração episódio, onde tudo poderia acontecer a qualquer momento e que teve uma das melhores resoluções de todos os tempos. Uma plano bem mais simples do que a gente poderia imaginar, mas complexo ao mesmo tempo, ou seja, uma delícia.

E as propostas parecem ser infinitas na série. Eles começam com uma espécie de Big Brother montado ilegalmente na casa do sargento Brody, de onde Carrie observa 24 horas por dia todos os passos do sargento dentro daquela casa e na convivência da sua família. E tudo parece suspeito, tudo parece tão estranho, que você começa a tentar montar esse quebra cabeça para tentar desvendar quem de fato é aquele homem, ou pelo menos tentar entender em quem ele se transformou depois desses últimos oito anos.

Enquanto tudo isso acontece, vamos conhecendo um pouco mais da vida do misterioso sargento Brody, o seu cotidiano em casa, ao lado da sua família, a esposa que acabou tendo um caso com o seu melhor amigo por achar que o seu marido estava morto e também, o dia a dia desse homem tentando recuperar esses oito anos que passou distante, agora ao lados dos seu filhos já crescidos e que ele mal conhece. Um comportamento completamente esquisito, mas totalmente justificável pelos seus oito anos em cativeiro, o que só de imaginar já me deixa sem ar.

Claro que se a série continuasse apenas nessa “vigilância” tudo seria resolvido muito facilmente, mas  logo no quarto episódio (1×04 Semper I) eles resolvem que já não podem mais permanecer apenas nesse jogo de espera e Carrie é obrigada a abandonar o seu projeto de reality show em busca do inimigo. Como plano B, ela resolve arriscar alto e passa a ter um contato direto com Brody, fingindo ser por acaso, buscando ajuda no mesmo centro que ele passa a frequentar para resolver os seus problemas com a questão da readaptação à sua família.

Só que eles começam a fica íntimos demais depois de sair trançando as pernas daquela bar e acabam “se conhecendo melhor” no banco de trás do carro dela, que parece não ter limites quando se trata sobre algo do seu interesse profissional. (o que muita gente pode achar meio assim, mas que é um perfil comum dentro desse meio de espionagem e nós já vimos isso antes)

E o que parece uma aproximação inocente, vai se transformando em algo maior, com Carrie se arriscando em um fim de semana ao lado do inimigo, deixando todo mundo aflito com as consequencia que poderiam vir depois desse encontro. Na cabana da família de Carrie eles começam a se entender, usando aquela linguagem de poucas palavras e muita ação que todo nós já conhecemos bem qual é, rs.

Nesse momento, Homeland acabou demonstrando o porque merece ser considerada uma das melhores séries da temporada (se não a melhor), porque acabou arriscando tudo em um episódio ainda na metade da temporada, que poderia ter funcionado muito bem como um season finale, por exemplo, mas que para nossa surpresa foi utilizado antecipadamente, virando completamente o jogo em questão até então.

Que foi quando por um erro da Carrie no episódio 7 (1×07 The Weekend),  Brody acabou percebendo que ela estava mesmo ali se envolvendo com ele porque desconfiava de algo mais e a partir disso, a história começa a mudar de figura. Os dois se encaram, ele sem se intimidar com o fato de que ela acha que ele pode ser o tal terrorista, enfrenta de cara limpa as perguntas da Carrie, armada (arma que ele achou, mas devolveu para ela em sinal de confiança), enlouquecida, assustada, cheia de dúvidas com o fato dele ter mentido descaradamente no teste do polígrafo, sem provocar nenhuma alteração no resultado, aproveitando a chance de talvez resolver todo aquele mistério ali naquele momento vulnerável, frente a frente com o possível inimigo, mesmo que para isso ela tivesse que arriscar a sua própria vida. Um episódio sensacional!

Aqui, pela primeira vez, podemos ver a história com os olhos do sargento Brody, que antes a gente só conseguia enxergar em alguns flashbacks confusos, sem uma timeline definida. Percebemos então que talvez aquele homem não seja realmente o vilão que estamos procurando, já que a sua versão da história ao lado de Abu Nazir (o grande terrorista pure evil da série) é no mínimo convincente e até justificável.

E assim eles vão brincando com a nossa cabeça, plantando sempre a dúvida de que se o agente Brody seria ou não o terrorista da vez. Confesso que eu achei esse jogo sensacional e embarquei em todas as versões da história. Comecei achando que só poderia ser ele mesmo o tal terrorista, não tinha a menor dúvida disso e sabia que cedo ou tarde ele mostraria a sua cara. Depois fiquei em dúvida, comecei a achar que talvez ele pudesse sim ser inocente, uma vítima e passei a achá-lo um homem “normal”, honesto, algo próximo do herói como ele vinha sendo pintado. Ou seja, fui enganado o tempo todo e mesmo assim aceitei com a maior felicidade desse mundo esse truque, sem me sentir um completo idiota, o que é ainda melhor.

Caminhamos para a reta final da história onde passamos a entender as verdadeiras intenções do sargento Brody e o porque do seu envolvimento com Abu Nazir, momento onde passamos a entender que o instinto de Carrie em relação a essa história fazia todo o sentido desde o começo. De uma forma bastante delicada e com uma cena linda de um momento pavoroso de guerra, eles conseguiram até “humanizar”, se é que a gente pode falar assim, essa ideologia terrorista do vilão da série, mostrando que violentamente, ambos os lados tem a sua culpa. Well done!

O pior de tudo é que nós vamos percebendo que tudo vai acontecendo e apenas a Carrie consegue enxergar as coisas como elas realmente são, embora a essa altura ela já esteja completamente apaixonada pelo novo herói americano, o que certamente acaba comprometendo a sua visão sobre o caso. Isso e o fato do sargento Walker se encontrar vivo, começa também a deixar cada vez mais distante a ideia de que o sargento Brody tenha alguma relação com esse possível ataque terrorista que está por vir a qualquer momento. Ou seja, reviravolta atrás de reviravolta. (quando ele apareceu sentado na cadeira da casa do diplomata gay, eu quase cai da minha própria cadeira e eu não estou brincando)

Apesar de parecer que a Carrie caminha sozinha nessa busca, ela tem como braço direito o Saul, que trabalha ao lado dela na investigação toda e é a única pessoa que confia no seu trabalho, mesmo quando ela acaba dando motivos para ele pensar o contrário. Os dois tem uma relação de cumplicidade bem bacana (embora ele não saiba da sua bipolaridade) e ele funciona como uma espécie de mentor dela dentro da CIA. Em um momento da temporada Carrie enxerga no amigo o seu futuro, sozinha, afundada no trabalho e sem ter conseguido ter uma vida completa, algo que ela acaba dizendo em um momento enquanto desabafa com Saul algumas de suas frustrações no trabalho, o que chega a ser um momento bem triste na série, levando em consideração a recém separação dramática de Saul, justamente por conta do seu trabalho.

Até que chegamos ao que pra mim (e acho que para todo mundo), foi o momento mais aguardado da temporada, o show da Claire Danes enfrentando a primeira crise séria de bipolaridade da sua personagem, Carrie. Sério, o que foi aquilo? Todo mundo me falou sobre o episódio 11 (1×11 The Vest), cheguei a ler também em vários lugares sobre a sua atuação primorosa nele, mas quando de fato cheguei a esse momento sensacional da temporada, fiquei de boca aberta com o talento dessa mulher, que vai ter que levar algum prêmio por essa sua atuação, ou será a maior injustiça desse mundo, hein?

Uma Carrie enloquecida, descontrolada, assustando todo mundo que ainda não sabia sobre a sua doença (e até quem sabia), vendo a sua timeline genial da investigação ser destruída sem sequer ser entendida pelos seus superiores, entregando que ela é uma mulher doente, o que certamente a deixará distante da posição que exerce no momento dentro da CIA. Dra-ma! Aquela sequência final, com ela berrando, a música ficando mais alta e a Carrie seguindo completamente descontrolada e tendo que ser contida por todos em sua casa, foi um dos melhores momentos da TV atualmente. Sem a menor dúvida, uma cena para se lembrar por muito tempo.

Isso tudo para chegarmos ao excepcional season finale (1×12 Marine One), um episódio perfeito, do começo ao fim. Brody assumindo de vez a posição de terrorista, gravando inclusive um vídeo onde ele contava as suas verdadeiras intenções, trabalhando em conjunto com o Walker, um sniper de primeira que deixou todo mundo aterrorizado com seus olhões arregalados quando começou a aparecer na série. E essa história toda ainda escondia um plano para o crime perfeito, onde o sniper (Walker) acabaria fornecendo apenas uma isca, um motivo para que todas aquelas pessoas importantes ali presentes, mais o vice presidente e o chefe da segurança nacional fossem colocados no mesmo lugar e na mesma hora, uma banker, para que o sargento Brody tivesse enfim a chance de colocar o seu plano em ação como homem bomba, completando a vingança de Abu Nazir em relação ao seu filho morto, Issa, com o qual o sargento Brody manteve uma relação de afeto (praticamente de pai e filho) por algum tempo, depois que ganhou certos “privilégios” em seu cativeiro.

Fiquei tenso, suando (bem menos que ele é claro), a cada segundo daquela cena, com o sargento Brody caminhando ao lado do vice presidente para finalizar a sua tarefa, uma vingança à covardia do governo americano por ter matado crianças inocentes do lado de lá em um de seus ataques (onde Issa acabou sendo vítima), tudo isso em nome de uma ideologia, que nesse caso não tinha a máscara da religião ou qualquer outra muleta para se apoiar, a não ser a sede de vingança contra a impunidade de quem se diz ser o herói da história.

Vale dizer também que não só nesse momento, mas em toda a temporada, que o ator Damian Lewis também esteve muito bem no papel do misterioso sargento Brody, o que justifica totalmente a sua indicação ao Globo de Ouro e por essa season finale eu passo a torcer ainda mais para que ele leve esse prêmio para casa. (já que o Aaron Paul não está nessa disputa)

E ele tenta uma, duas, sei lá quantas vezes explodir aquele colete (aliás, muito bem pensando como ele conseguiu passar pelo detector de metais hein?), vai ao banheiro, tenta arrumar o que não deu certo no colete, volta para o banker e quando está prestes a detonar a bomba, recebe o telefonema da sua filha, convencida pela Carrie (em mais um de seus sensacionais surtos em busca do que ela acredita) e por todas as estranhezas que ela veio observando em seu pai nos últimos dias de convívio, fazendo ele jurar que voltaria vivo para casa e assim, ele decide que talvez aquele não seja o melhor momento para colocar o seu plano em ação.  Sério, que momento, não?

Sinceramente? Um dos melhores finais de temporada ever. Fazia bastante tempo que eu pelo menos não ficava tão aflito, grudado na minha cadeira laranja esperando para que toda aquela aflição acabasse logo, mas curtindo cada segundo dessa tortura, rs.

Para o agente Brody (que realmente era o vilão, para quem ainda estiver se perguntando) sobrou a tarefa de convencer o terrorista Abu Nazir que mesmo depois de não ter conseguido seguir com o plano de vingança, por problemas técnicos (e familiares) ele ainda tinha algum valor, por conta da sua influência política a essa altura como herói nacional e por ter passe livre no governo americano, o que acaba nos levando para o plot da Season 2, que já foi confirmada faz tempo pelo Showtime, para a nossa alegria. (até o Obama chegou a declarar por esse dias que Homeland é uma das suas séries preferidas do momento)

Enquanto isso, encerrando essa temporada primorosa, do outro lado da história temos Carrie, a única que conseguiu chegar a entender exatamente tudo aquilo que estava acontecendo, mesmo com toda a sua loucura e descontrole, só que a essa altura, afastada do serviço secreto, provavelmente sem poder ter acesso novamente as informações top secrets por conta da sua doença, se sentindo traída pelo homem que ela chegou a amar e acreditar (lembrando que ela não sabe ainda que o Brody era exatamente quem ela sempre achou que ele fosse), seguindo para a clínica para tentar um tratamento de choque, colocando em risco a sua memória, acreditando que nesse momento ela não tem mais nada a perder mesmo, uma vez que por essa história toda ela acabou perdendo tudo. Até que naquela contagem regressiva dos segundos finais do episódio, enquanto ela estava sendo anestesiada para começar o seu tratamento, Carrie acabou se lembrando de algo importante que liga o motivo do crime combinado entre Brody e o Abu Nazir (adorava ela falando Abu Nazir na série) á aquele período nebuloso em amarelo da sua timeline e só nos resta agora torcer para que essa parte da sua memória não seja perdida por completo para a próxima temporada. UOW!

Só sei que eu terminei de assistir Homeland e bati palmas, de pé até. Que série sensacional, não?

Uma ideia simples até, tratando um assunto com um vilão comum, fácil de ser odiado,  só que de forma bem diferente ao que estamos acostumados a ver por ai, com um roteiro fora do comum, capaz de te deixar completamente em dúvida o tempo todo sobre o desenrolar da história, que para a nossa sorte é muito bem amarrada e no final tudo faz muito sentido, a ponto de me fazer terminar esse ano de 2011 com uma maratona (digo isso pq eu corri para chegar a acompanhar o ep final com todo mundo da america antiga)  que me deixou completamente satisfeito, do começo ao fim. O que eu recomendo para cada um de vocês que não tenha assistido Homeland ainda. Aproveita esse fim de ano, que eu tenho certeza que você não vai se arrepender. GARANTO!

Mas antes de terminar o meu post, preciso fazer uma denúncia séria que os meus anos como agente duplo da inteligência inglesa (rs) não me deixam passar batido: eles copiaram ou não o fundamento do meu “E” invertido no logo da série do logo do Guilt, hein? Exijo explicações senhorita Carrie Mathison, fiz uma timeline gigante aqui na parede do meu quarto e na parte do magenta, tudo me leva a crer que sim hein? rs

 

ps: como a série foi tão excelente, eu digo que tudo bem vocês terem emprestado o meu fundamento para o logo de vocês. Sem ressentimentos. (mas: Confirmou!)


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