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A temporada do aguardado acerto de contas em The Walking Dead

Abril 4, 2013

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Sim, The Walking Dead estava em dívida com a gente já tem algum tempo. Uma dívida que até deixamos passar depois da Season 1, levando muito em consideração o fato da série ser uma grata novidade, diferente de tudo o que havia na TV naquele momento (além da temática, será que é mesmo tão diferente assim? Pensem nisso…), fingindo ignorar alguns detalhes meio assim que não gostamos muito e deixando passar uma série de dúvidas que pairavam no ar em relação a sua mitologia. E se essa dívida já existia desde então, durante a Season 2 podemos dizer que ela pelo menos triplicou, porque tudo o que já não estava bom na série continuou aparecendo e ficando cada vez mais evidente, além do ritmo da sua caminhada não ser dos mais animadores. Mas tudo bem, decidimos que mesmo assim permaneceríamos enquanto sua audiência, certamente por pelo menos mais uma temporada, só para ter certeza de que realmente não estávamos caminhando para lugar nenhum e se apenas isso seria o suficiente daqui por diante.

E foi exatamente quando decidimos ser mais leves com The Walking Dead, que a série realmente ganhou um ritmo muito mais interessante e intenso e apesar de qualquer controvérsia, é notável que isso só aconteceu a partir dessa Season 3. Apesar de boa parte do seu fundamento ter permanecido o mesmo, inclusive as falhas que sempre nos incomodaram profundamente, ganhamos uma agilidade em sua história que antes praticamente nunca existiu, ainda mais se considerarmos toda a Season 2, que foi notoriamente sofrível. Ganhamos novos personagens, alguns muito mais interessantes do que pelo menos 75% dos sobreviventes na série até agora, que aos poucos foram tomando o espaço e em pouco tempo se tornaram grandes personagens ou pelo menos suas histórias nos pareciam ser bem mais interessantes.

Nesse novo grupo encontramos Michonne (Danai Gurira), sempre um tom acima no mau humor, amarga, desconfiando de tudo e de todos sempre, na maioria das vezes com razão, mas ainda assim de forma bem exagerada, totalmente over e fazendo bico. Apesar disso, perdoamos porque a personagem tinha dois mascotes sensacionais (que foram descartados cedo demais até) e matava zombies com uma classe assustadora, quase que como um verdadeiro samurai. Do Lado Negro da Força encontramos ele, o odioso Governador (David Morrissey), um tirano disfarçado de bom moço, quase como um neo político pós apocalipse, prometendo cuidar de todos, mas escondendo muito bem todo o custo dessa proteção. Ele que além de tudo chegou com o plus de ser magia, algo que sentimos falta em TWD, confessamos, embora qualquer espécie de clima mais animado dentro da série acabe sempre soando como algo meio nojento, devido a todas as circunstâncias e questões de higiene pessoal para quem for mais exigente. Mas no caso dele não, porque o personagem tinha aquele ar de mistério que nós sempre compramos, além de ter casa, cama com lençóis limpos, um pouco de conforto e alguns drinks para oferecer a troco de cabeças colecionáveis dentro do seu aquário gigantesco de zombies. E já disse que além disso tudo isso, ele ainda tinha uma filha zombie, em quem se não fosse tão descontrolada e ou faminta, a gente tem certeza que ele até arriscaria fazer tranças? Pois bem, ele tinha. (R.I.P²)

Além dos novos personagens, ganhamos também um novo cenário para essa nova fase de The Walking Dead, com a descoberta da prisão pelos sobreviventes, que encontraram naquele cenário de pesadelos para muitos, o abrigo ideal para a atual situação em que se encontravam. E a primeira parte dessa nova temporada (da qual nós já falamos anteriormente por aqui) foi exatamente uma introdução a todas essas novidades que encontramos na série. Com o detalhe de que os personagens antigos agora estavam amadurecidos, visivelmente mais preparados para a realidade que enfrentavam, nada dispostos a arriscar o pouco que conseguiram acumular nesse até que curto período de tempo, como se tivessem aprendido a lição da cartilha da sobrevivência que foram forçados a devorar caso quisessem ter alguma chance de continuarem vivos.

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Todas essas novidades acabaram dividindo a Season 3 em dois grandes blocos, o primeiro com a introdução de tudo o que havia de novo nos cenários da série e seus personagens, até que chegou o momento do confronto entre o novo e o que já existia dentro desse universo de corpos andantes em decomposição, que foi quando ganhamos o segundo bloco da temporada, com a guerra declarada entre os dois lados dessa história. Uma guerra motivada pela vingança (sempre ela), de um Governador totalmente sem limites e agora querendo justiça em nome da morte da filha, que havia morrido pela segunda vez, uma vez que já como zombie, ela acabou não conseguindo passar ilesa pela espada afiada da Michonne, a qual ele exigiu a cabeça por conta disso tudo (ela que de quebra ainda lhe arrancou um olho #CREDINCRUZ) e chegou até a ser o plot de resolução da temporada, colocando Rick (Andrew Lincoln) e os demais sobreviventes novamente diante daquele dilema de sempre, entre continuar tentando ser o Xerife da cidade, ou esquecer tudo o que aprenderam anteriormente enquanto pessoas e abraçar a ideia de que nesse mundo novo, princípios e outros detalhes importantes no caráter de qualquer um agora pouco importavam.

Estivemos presos nessa batalha entre os dois lados da história durante toda essa segunda metade da temporada, algo que não tem como não reconhecer que foi muito mais interessante do que toda a primeira metade da Season 2 por exemplo, onde ficamos girando em torno do próprio rabo a procura de Sophia e ela esteve o tempo todo bem mais perto do que todo mundo imaginava, algo que apesar de ter sido um dos grandes momentos para a história da série, acabou sendo também bastante custoso e exaustivo. Mas é preciso reconhecer também que a série do AMC continua presa naquele ciclo da “constante inconstante” que acaba sempre dando aquela desanimada (agora mais de leve), onde temos sempre um episódio excelente seguido de um completamente meio assim, onde quase nada acontece ou o que realmente importa só aparece no final. Durante essa Season 3 então, essa “constante inconstante” foi cada vez mais nítida e a cada semana em que recebíamos um episódio bem bom, recebíamos junto a certeza de que a sequência não seria tão animadora.

E mesmo tendo falado do lado positivo da nova temporada até aqui, não podemos esquecer do que não foi tão bacana assim, afinal, estamos tratando da dívida que a série ainda tinha pendente com a gente e precisamos lembrar de tudo. Incoerências, conveniências, dúvidas honestas que sempre tivemos a respeito desse universo (como por exemplo, se os zombies são atraídos pelo barulho, como apenas os que estão distantes do carro em movimento parecem notar a aproximação do mesmo e os que estão mais perto do tal carro não correm em direção ao veículo em movimento?), tudo isso nós até conseguimos deixar passar quando optamos por passar a assistir The Walking Dead de forma mais leve e cínica até, mas o que nós nunca perdoamos foi a presença de personagens odiosos por quem nunca ou pouco nos importamos e que desejamos a morte desde muito tempo dentro da série. Isso nós não perdoamos nunca e boa parte dessa dívida estava acumulada nesse detalhe de algumas cabeças.

Nesse time dos insuportáveis infelizmente ainda vivos, encontramos pelo menos 4 nomes sobrevivendo a troco da nossa paciência: Lori, T-Dog, Merle e Andrea. Todos odiáveis por motivos distintos, mas igualmente odiáveis. Dessa lista nos despedimos sem nenhuma saudade do T-Dog (IronE Singleton), que nada fez na série desde sempre a não ser figuração, além das suas quatro falas até a sua morte, isso contando com o seu suspiro final e a Lori (Sarah Wayne Callies), de quem nos despedimos com gosto, até compramos coroa de flores e mandamos entregar na casa da atriz (adoraria ter feito isso na verdade), de tão odiosa e detestável que sempre foi, algo que beirou o insuportável principalmente em sua fase gravidíssima. Tudo bem que a sua despedida nos trouxe outro grande momento para série, com o Carl (Chandler Riggs) se despedindo de vez da sua infância e fazendo o que ele precisava fazer naquele momento, em um ritual de passagem absolutamente cruel para qualquer um, mas de extrema importância e profundidade para a trama e para tudo que o personagem ainda irá se tornar. Mas de qualquer forma vibramos e só não ficamos mais felizes porque Lori continuou aparecendo em espírito, em um plot que o Rick que já não é dos mais amados (fato), também não precisava acumular para a sua história já tão pouco interessante e a essa altura também já bastante custosa. É, não precisava. (mas vou confessar que Rick me irritou muito menos durante essa temporada. Fato)

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Mas ainda restava o acerto de contas para o Merle e a Andrea, que precisava acontecer. Turn! Turn! Turn! (gritavam os mais animados de suas casas seguindo o coro que eu mesmo comecei da minha). Merle (Michael Rooker) talvez tenha sido o maior arrependimento daqueles sobreviventes até hoje, não pelo acontecido no passado, mas sim por não ter sido preso pela língua naquele terraço ainda durante a Season 1. Sério, se não fosse a sua língua incontrolável, talvez ele nem irritasse tanto. Sem contar que o Daryl (Norman Reedus), que sempre foi um dos personagens mais amados da série e que passou a ganhar um destaque merecidíssimo durante essa temporada, não precisava carregar um irmão como aquele nas costas. É, não precisava e essa tortura do insulto até que durou demais, com o Merle encontrando o seu fim bem perto do encerramento da temporada, mas não sem antes ter encontrado também a sua remissão, tomando a decisão certa no final das contas e colaborando para o sucesso do grupo do qual ele nunca conseguiu pertencer. Acho até que ele durou mais do que merecia apenas para agradar os fãs xiitas da série, que por algum motivo desconhecido de quem tem coração (rs) sempre adoraram o personagem, mas ainda assim essa sua sobrevida acabou valendo a pena por conta do momento em que o Daryl desmoronou feito uma criança, exatamente como o irmão caçula que sempre foi, diante do irmão mais velho agora em sua versão zombie. (fiquei morrendo de pena dele e com vontade de colocá-lo no colo naquele momento, embora não tenha conseguido não rir com o seu choro, Norman Reedus. Desde já ofereço as minhas sinceras desculpas e condolências. Sorry!)

A propósito, já que estamos falando nele, eu gostaria de propor aqui no Guilt nesse momento uma campanha para arrumar alguém para fazer o Daryl, pelo amor de Cher ainda não transformada em Transformers zombie. Só não aceitamos que a sua parceira nessa questão seja a Carol, algo que seria um verdadeiro castigo para o personagem e não a recompensa que a gente gostaria de dar para o mesmo apenas por ter sido desde sempre um dos personagens por quem nós mais torcemos dentro da série. E se até o Glenn (Steven Yeun) conseguiu se dar bem já tem duas temporadas, porque não o Daryl? (e alguém mais acha que a nova personagem, sobrevivente do lado de lá, encontrada dentro do caminhão, poderia ser a sua nova parceira no crime do arco e flecha, dessa vez usando mais a flecha do que o arco?)Aliás, preciso dizer que eu quase morri de nojo de todas as cenas envolvendo o Glenn e a irmã que deveria fazer dupla caipira com a outra irmã cantora dos olhos arregalados e sair em turnê por toda Nashville por tempo indeterminado. Não sei se pela circunstância, ou por não conseguir comprar a história de amor dos dois (que realmente pouco me interessa), achei um total desperdício toda e qualquer cena envolvendo ambos em uma meia luz e zombies voyers ao fundo. Sério, EW!

Isso sem contar aquele mimimi interminável do Glenn revoltado pelo que aconteceu com a sua amada, que nada mais teve que suportar a não ser mostrar um peitinho (de forma cruel, sim, entendemos, mas ainda assim… precisava tanto? Um discurso sexista demais até…) e ouvir os gritos do namorado na sala ao lado, enquanto ele, o namorado na sala ao lado, estava com o olho parecendo um pogobol de tanto apanhar e de quebra ainda teve que encarar um zombie faminto, mesmo estando desarmado e amarrado a uma cadeira, todo quebrado e sozinho em um quarto semi escuro. Sério, eu teria terminado essa discussão em 2 segundos, reconhecendo que ele sofreu muito mais do que ela e ponto. #MOVEON. Agora, mais constrangedora do que qualquer cena do casal se pegando em guaritas, só mesmo aquela irmã (que ninguém sabe dizer como se chama a não ser se olhar no IMDB e até isso temos preguiça de fazer quando o assunto é ela, mesmo estando com a página aberta na janela ao lado e tudo mais, rs) que não consegue se decidir se lança seus olhares languidos para o Carl (que ela bem fez no começo, vai?) ou para o Rick (só eu notei o climão em um dos primeiros surtos do Rick depois do nascimento da bebê?) e enquanto isso tem sempre tempo para uma canção a beira da fogueira. Sério, rezo para que um dragão de Game Of  Thrones resolva fazer uma cameo na série do canal vizinho toda vez que isso acontece e que ele esteja com tosse nesse dia, que é para chamuscar geral. (rs)

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Até que chegamos a ela, aquela a quem preferimos nos referir como “megabitch sortuda que pegou os dois boys magia da série oferecendo trabalhos manuais para um e um bafo morno pela manhã para o outro”, a detestável desde sempre, Andrea (Laurie Holden). #CREDINCRUZ (x3). Sério, de todos os personagens de The Walking Dead até hoje, sempre a odiei. Sempre. Por mim, Andrea tinha morrido ainda durante a Season 1, quando nos foi apresentada. Teria caído em um buraco ACME ou recebido uma bigorna na cabeça, não importa (desde que fosse algo dentro dessas duas opções, rs), mas pelo menos teria morrido. Mas ela resistiu e chegou a Season 2, ainda mais detestável, aprendeu a usar armas na velocidade da luz (todos eles na verdade aprenderam), aprendeu também a usar as mãos para outras coisas, pegou o Shane e sobreviveu mais uma vez, apesar de ter sido esquecida pela turma durante a viagem de férias de todos para qualquer lugar Far Far Away From Hell, o que nos faz ter certeza de que se fosse realmente querida pelo grupo, jamais teria sido deixada para trás. Andrea penou e nós sorrimos com o seu sofrimento pós abandono, mas logo a personagem encontrou Michonne e nada consegue nos convencer de que ela não experimentou como aprendemos em Glee recentemente (e todo filme americano) que sempre fazem as garotas da faculdade com as coleguinhas mais próximas, apesar de ambas terem cara de que teriam idade o suficiente para já ter frequentado a faculdade da vida por pelo menos cinco vezes, rs.

Depois disso Andrea traiu a nova amiga (e olhando para aquela cara de quem nunca prestou desde a Season 1 eu pergunto: quem não diria que isso aconteceria?), preferindo ficar com o novo macho alpha da vila a troco de míseros 14 meses de aluguel (sorry, mas não resisti), ao invés de seguir ao lado da amiga com potencial para amante, talvez formando uma dupla de banquinho e violão especializada em MPB ou R&B, porque nada também me tira da cabeça que Michonne não é a Lauryn Hill disfarçada, tentando não precisar declarar falência novamente. W H A T A B I T C H. Trocando de lugar de abandonada por abandonadora, Andrea fez a rehab da terapia do amor e passou a servir o seu homem como ninguém, oferecendo aquele cafuné gostoso pós coito, isso tudo a troco de casa, comida e roupa mal lavada por ela mesmo (como sempre estão encardidos todos eles e até mesmo os que moravam bem, não?), além de um drink ou outro de vez em quando. Isso até o seu homem ficar caolho, porque nada também nos tira da cabeça de que ela só se arrependeu de ficar com o novo boy magia surtado da cidade, somente depois desse pequeno probleminha e se não fosse por isso, talvez Andrea já estivesse até sendo nomeada como a prefeita da vila. Depois disso ficou arrependida, percebendo que trocou dreads corajosos e reconfortantes por um peito cabeludo totalmente sem limites, pronto para acabar com qualquer pessoa que cruzasse o seu caminho ou tentasse pular o muro sem autorização prévia.

Nesse momento, apesar de todo o tom de humor utilizado nos parágrafos acima para descrever a trajetória da odiosa personagem e que como parte de uma realização pessoal eu estava esperando ansiosamente para usar todas as minhas piadas reservadas ao longo da minha história com TWD desde então, Andrea acabou ganhando também uma espécie de redenção, com a personagem tendo a chance de avisar os antigos amigos em relação as verdadeiras intenções do Governador com o grupo, além de ter tido também a chance de acabar com a vida daquele homem por quem apesar de tudo, ela nunca conseguiu convencer que estava tão arrependida assim. (e ela sempre teve uma queda pelo Lado Negro da Força. Fato)

Isso até ganhar seu tratamento VIP com requintes de crueldade em uma caçada impiedosa e deliciosa para quem sempre torceu contra a personagem (digitando com o queixo e com todos os dedos dos pés e das mãos apontados para a minha cara nesse momento), com o Governador himself na sua cola, brincando de esconde esconde da morte, sendo aterrorizada aos poucos, fazendo delirar quem sempre usou a hashtag #MORRAANDREAMORRA (e sim, esse encerramento na verdade se tornou um acerto de contas bem pessoal da minha parte com a personagem, confesso). Algo que ela até tentou com todas as suas forças escapar, mas que não foi o suficiente para combater o temido Governador que de quebra, ganhou a chance de estrear sua salinha da tortura com a ex, antes da chegada da sua convidada especial, Michonne, a qual ele já havia negociado anteriormente com o Rick e acreditava estar a caminho. (quase o convencendo, diga-se de passagem e nada foi mais cruel do que ele falando na cara do Rick que além de ser um bundão – o que a gente também sempre achou- ele ainda criava um filho que provavelmente nem era dele #INYOURFACE)

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Até esse ponto, apesar de reconhecer que a forma com que a Andrea vinha sendo tratada dentro da série, se pararmos para pensar bem no assunto, até agora havia até que sido bastante animadora e porque não dizer recompensadora para quem nunca gostou da personagem, confesso que fiquei com medo de que no momento final, ela acabasse sendo pintada como a nova heroína da série, algo que inclusive eles já haviam tentado emplacar durante essa temporada. Mas para a minha grata surpresa, o destino reservado para Andrea havia sido ainda mais cruel, com a personagem presa a uma cadeira da tortura, ensanguentada, tendo poucos minutos para tentar escapar antes que uma recente vitima do governador (personagem ótimo por sinal) e que havia se recusado a matá-la e por isso acabou encontrando o seu trágico destino, se transformasse e acabasse a matando de qualquer forma. Howcruelisthat? E como se não fosse o suficiente, esse ainda não foi o destino final da personagem, que acabou acontecendo logo em seguida, após ter sido mordida e que para se despedir sem que se transformasse  ainda precisou se suicidar. Sério, poderia haver um final mais perfeito para uma personagem tão insuportável? AMEI e aplaudi lentamente, de pé, como repito nesse exato momento. (aplausos de 15 minutos em pé, volte depois para terminar de ler a review)

Notaram que pouco falamos do personagem principal da série até agora, não? E apesar de continuar sendo o grande herói de TWD, estando naturalmente presente em boa parte da recém encerrada temporada, foi importante deixar um pouco mais de lado a história do Rick no atual momento da série, para que outras e novas histórias ganhassem a chance de se desenvolver. Com todo o drama da Lori, sua relação com a filha recém nascida, as mudanças no comportamento do Carl que o assustam e ao mesmo tempo o deixam orgulhoso do filho, para o  Rick sobrou um respiro ao longo dessa temporada, muito embora em The Walking Dead, parar simplesmente para dar uma respirada possa ser uma ação de alto risco para qualquer um.

Tirando a metáfora dele tendo visões com a mulher morta, todo o trauma que levou a sua morte e suas consequências, um dos grandes momentos do personagem acabou acontecendo em um episódio com cara de filler, onde em uma missão aleatória, pai e filho acompanhados da Michonne, voltaram a antiga vizinhança da família Grimes, em uma visita que nos trouxe de volta um personagem praticamente esquecido durante a Season 1, a primeira pessoa que na verdade ajudou o Rick a sobreviver depois de ter despertado do coma. Tudo bem que esse momento trouxe algumas questões, como qual a verdadeira distância do ponto onde eles se encontravam naquele atual momento até o ponto de partida do Rick no começo da série por exemplo, porque já observamos aquelas pessoas caminhando demais em várias direções diferentes e mesmo assim, Rick conseguiu voltar a antiga vizinhança com certa facilidade e rapidamente até, mas talvez essa seja mais uma licença poética utilizada como recurso para contar sua história, o que também não significa que nós e ou o capeta, não estamos todos de olho…

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Uma revisita ao passado bastante importante para o personagem, para que ele se desse conta do homem que é hoje e do que ele escapou de ter se tornado quando encontrou as pessoas que seguiram adiante na sua companhia, algo que não foi possível para o antigo amigo. Sem contar que esse momento ainda acabou sendo também de grande importância para a aceitação de uma vez por todas da Michonne pelo grupo (que eles rejeitaram muito sem motivos também), principalmente por parte dos membros da família Grimes.

Ao final da temporada encontramos aquele grupo de pessoas pela primeira vez se encontrando como os grandes vitoriosos em meio a um universo onde já não há mais muito espaço para esperança. Pela primeira vez tivemos um final de temporada em The Walking Dead onde encontramos aquele grupo de pessoas seguindo adiante como os grandes sobreviventes da vez, ganhando de quebra alguns novos membros para a turma. Mas o governador continua a solta, completamente fora de si e certamente essa vitória não vai deve sair barato e essa conta deverá aparecer mais tarde na série.

Ou seja, com um avanço importante na história da série, um novo ritmo, novos personagens e principalmente com a morte de alguns pesos mortos dentro da série que ninguém aguentava mais, é possível que The Walking Dead tenha entregue a sua melhor temporada como um todo. Apesar das falhas continuarem existindo e a season finale não ter sido perfeita (aquela cena com o Governador matando aquelas 20 pessoas, uma a uma e ninguém enfiando um tiro na cabeça dele por exemplo, foi quase surreal, além de ter sido uma saída fácil demais para o personagem), The Walking Dead conseguiu sim com essa Season 3 quitar uma dívida antiga que a série matinha com a gente.

Podemos dizer que agora estamos quites e o que vier daqui para frente pode vir a ser lucro ou começar a contar como uma nova dívida. Veremos…

 

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True Love indeed (♥)

Junho 29, 2012

True Love é uma minissérie inglesa indeed da BBC (canal que eu assisto sozinho, acompanhado dos meus gatos – mentira, não tenho gatos, mas poderia ter porque segundo Girls, esse é o estereotipo, rs), bem curtinha,  com aquele sotaque que a gente ama, uma fotografia maravileeeandra mostrando um outro lado britânico que nós não estamos muito acostumados a ver e uma trilha sonora que por si só já valeria por toda a série. Ahhh e ela fala de amor de uma forma bem bacana e eu diria até que bem inglesa também. Precisa de mais alguma coisa?

Precisa sim, honestidade e isso nós encontramos fácil nessas cinco pequenas histórias de amor que nos foram contadas durante o que se pode chamar de “temporada” de True Love (não sei se a intenção é a que existam mais temporadas, já que trata-se de uma minissérie… mas não duvido), um projeto que além de todas as qualidades que eu mencionei acima, ainda conta com o detalhe do improviso, onde os atores acabaram criando suas próprias lines dentro daquelas histórias todas, tendo apenas uma direção de por onde elas deveriam percorrer. Howcoolisthat?

Sem contar que a minissérie conseguiu reunir um time de atores que é sempre bom rever, com nomes como o David Tennant (o meu outro Doctor), Billie Piper (Rose), Kaira Scodelario (I ♥ Effy) e David Morrissey (que será o aguardado Governador de The Walking Dead – ZzZZZ) separados em histórias de amor bem honestas, com um certo mood bem inglês, as vezes tristes, nem sempre com finais felizes, mas que nem por isso deixam de ser histórias bem bacanas. Tudo isso com uma trilha sonora perfeita, de chorar de tão linda e sem contar um grande detalhe que no final das contas acaba fazendo toda a diferença, mas que eu não vou contar agora… (sim, eu ainda invisto no suspense, rs)

O que é bem bacana de se ver também e vai um pouco na contramão do que se espera ao ler o título “True Love”. Mas quem disse que o amor verdadeiro não pode se encontar em formas bem menos óbvias de se retratar um sentimento tão familiar e comum para todo mundo e ao mesmo tempo tão particular para cada um, hein?

Dentro dessas cinco histórias, tivemos um pouco de tudo. A primeira delas foi a de um homem, Nick (1/1),  que acaba traindo a família que construiu dentro de um casamento aparentemente OK e com filhos já adolescentes (…), por conta de um amor mal resolvido do passado, que a gente sabe que cedo ou tarde sempre volta para nos assombrar (…), mas que nesse caso, os envolvidos não conseguiram achar a coragem de seguir em frente com esse sentimento, mesmo tendo se rendido por um certo tempo, o que pode significar também que talvez eles não fossem mais o verdadeiro amor um do outro como imaginavam, o que é bem melhor de se pensar do que admitir que eles foram apenas mais dois covardes no mundo. Uma pena que nesse caminho sempre acabe sobrando uma mágoa para os demais envolvidos nessa história, mas como nos foi mostrado nesse episódio, as vezes apenas o arrependimento sincero revelado em um pedido simples de desculpas pode ser o necessário para “consertar” esse erro.

A segunda delas foi a mais custosa das cinco, confesso, mas não por isso deixou de ser bacana. Digamos que foi a menos bacana delas, também trazendo um marido infiel, Paul (1/2) mas que  nesse caso vivia um outro tipo de relação, diferente do primeiro caso, inclusive em momentos diferentes da vida de casal, que nesse segundo caso, não parecia estar muito feliz. Aqui ganhamos aquele perfil do homem que não consegue lidar muito bem com a sua nova família ainda em construção, com filho pequeno chorão e uma mulher fria e distante (…). Bacana que aqui, a história de amor em si acabou ganhando a recompensa da lição para aquele homem, que tentando fugir da sua realidade sem tentar pelo menos resolver o seu problema, acabou levando um golpe daqueles que a gente olha e diz um “bem feito” sonoro e cheio de vontade. O que a gente só não esperava é que nessa história, essa grande lição acabasse valendo para as duas partes desse casal infeliz…

O terceira delas trouxe um nível de magia a mais para a história, com a Billie Piper com menos rímel (como bem me lembraram no Twitter, rs) interpretando uma professora infeliz com sua vida pessoal, Holly (1/3) mantendo um caso com um homem casado em uma relação que tão pouco a satisfazia (…) e isso estava mais do que na cara. Até que ela acabou se apaixonando por uma de suas alunas (…), com quem ela passa a manter uma relação e que mais tarde é descoberta por seus alunos (adolescentes do tipo que não respeitam os professores e que também existem do outro lado do oceano, por incrível que pareça, ZzZZZ) e acaba vindo a tona em um momento super constrangedor para ambas, que apesar de friamente, conseguem resolver muito bem o tal problema, nos levando para mais um final feliz. (não com o calor que a gente gostaria, mas tudo bem, os ingles parecem ser assim mesmo…)

Pausa: como a Kaira é linda, não? Höy!

A quarta história também chega com uma protagonista mulher, Sandra (1/4) dessa vez com um pouco mais de idade, mas também infeliz dentro da frieza do seu casamento, que parece não andar nada bem em todos os sentidos. Sabe quando vc não tem mais assunto com o seu parceiro? DRA-MA. Até que ela conhece um homem bem mais humilde e encantador e passa a se relacionar com o mesmo as escondidas. Mas a sua ausência em casa acaba sendo percebida pelo marido (…), que chega a confirmar com os próprios olhos a traição da mulher e que mesmo assim até tenta reconstruir aquela relação, que para o seu total desespero, já havia ganhado o seu ponto final e ele só não havia sido oficialmente comunicado ainda. Mas digamos que não temos nem como sentir pena dele…

E para fechar essa primeira temporada da minissérie, tivemos a quinta história com um pai de meia idade, Adrian (1/5) que estava vivendo uma relação pela internet com quem parecia ser a sua alma gêmea, onde tudo parecia perfeito, inclusive quando ambos finalmente passaram algum tempo juntos, nesse caso fora do ambiente virtual e para desespero da filha adolescente, que acha aquela relação absurda. Tudo parecia caminhar para um final feliz, até que ele descobriu que a amiga da sua filha adolescente bem pedante (…), começou a nutrir um amor não correspondido pelo mesmo, que se viu em meio a um grande mal entendido por parte da garota, que quase acabou custando a sua atual relação com aquela que parecia ser a mulher da sua vida, ele que após passar anos em sua vida solitária, finalmente estava vivendo um momento feliz. Mas para a nossa sorte, tudo acabou bem nesse caso, encerrando esse ciclo de cinco histórias com um voto de confiança e uma final feliz para mais essa história de amor.

Até aqui a série pode até não parecer nada demais, mas o bacana foi a forma como essas cinco histórias se encontraram e estavam totalmente ligadas entre si, envolvendo cada um de seus personagens nas histórias um do outro. Mais ou menos assim: a amante do personagem da primeira história era na verdade a irmã da mulher traída no segundo episódio, onde o seu par viria a ser o pai da garota que se envolveu em um amor platônico do tipo bem doentio com o personagem da quinta história, que por sua vez era o pai da garota que viveu um romance com a professora da terceira história. Complicado? Juro que na prática é bem mais fácil.

Para tentar facilitar, ao longo da review, usei várias pausas (…) para indicar cada um desses personagens descritos acima, que tinham alguma relação direta com as histórias dos outros. Espero que tenha ajudado a entender o fundamento e ligar todos esses pontos.

O mais bacana é que em alguns casos, conseguimos observar a história por outro ângulo e o tapa na cara maior de todas elas foi realmente a irmã da amante do plot da história mal resolvida do passado da primeira história, que chegou a pedir para que o cara considerasse viver um romance com a sua irmã, mesmo com ele falando que era casado e tudo mais e na sequência, quando vimos a sua verdadeira história, presa em um casamento absolutamente infeliz e sendo traída mais ou menos como ela tentou induzir o personagem da primeira história a ficar com a sua irmã, realmente foi um momento bem bacana em True Love.

Até já estava esperando que as histórias se encontrassem no final de tudo, mas não achei que tudo seria feito de forma tão sútil, onde esses detalhes todos e essa ligação entre todas essas figuras acabaram sendo importantes apenas para nós enquanto audiência e foi bem bacana ver uma série tentando falar do “amor de hoje em dia” de uma forma mais real e contemporânea ao seu tempo. Bem bacana mesmo, indeed.

Sem contar a trilha sonora da série que é mais do que especial, a começar pela música de abertura, que não poderia ser mais perfeita para essa história (que ficou na minha cabeça por pelo menos uma semana). E cada episódio é marcado por pelos menos duas músicas muito fortes que acabam roubando a cena, não por serem apenas do tipo bem boa, mas por completarem e transmitirem exatamente o sentimento do que estamos observando naquele momento da vida dos seus personagens.

Uma minissérie super bacana, leve e gostosinha, para assistir num tapa. Do lado de lá do oceano, ela foi trasnmitida durante uma semana seguida e recomendo a mesma experiência para quem se animar a assistir, onde um episódio por dia passa rapidinho e é a nossa dose ideal de histórias de amores verdadeiros indeed.

Para assistir tomando o chá da noite, que pode não ser o horário da rainha, mas é o que temos para oferecer nessas noites frias. (♥)

ps: vale a pena o click nos links de cada história, onde eu separei as minhas trilhas preferidas de cada uma delas e para quem quiser saber mais sobre a trilha da minissérie, pode dar uma olhada aqui

 

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