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My Blue Valentine

Fevereiro 14, 2011

Um filme de amor nada bocó. Uma história de amor linda, de um casal em crise, que passa a reviver alguns dos momentos importantes daquela relação. Triste, mas sem grandes dramas ou exageros, apenas a tristeza de ver o amor desaparecer.

Assim é “Blue Valentine” filme do diretor Derek Cianfrance , que traz o casal Ryan Gosling e a muse Michelle Williams para viver os personagens principais dessa história que fala da crise na relação desse adorável casal.

Ela vive Cindy, uma jovem enfermeira que trabalha mais do que deveria, é mais séria, a parte mais triste do casal e parece estar sempre com muita pressa de tudo. Com daddy issues, vindo de uma família de pais infelizes com o seu casamento e talvez por isso ela carregue essa tristeza, insatisfação e até mesmo a violência que ela presencia em sua casa para a sua relação. E Michelle Williams empresta todo o seu charme para essa personagem, que parece distante, decepcionada e parece sempre estar querendo mais daquilo que ela já conquistou com a sua relação estável, com marido e filha.

Ryan Gosling é o marido, Dean, o  goofy do casal, o que garante a parte de foufurice da trama e que vale a pena lembrar que o filme conta uma história de amor. Infantil, talvez um tanto quanto acomodado, uma pessoa mais simples e que espera menos da vida. Dean parece contente com a sua relação e a vida simples que o casal leva, com sua casa + cachorro + família. Até que, o cachorro morre e talvez tenha sido esse o botão de start para a grande DR  da relação e do filme. Ryan Gosling esta particularmente encantador interpretando o seu Dean, do tipo impossível de não se apaixonar. Mesmo quando ele aparece meio loser, careca, bêbado ou com a roupa suja de tinta. Höy!

Sabe quando vc para e pensa: o quanto essa relação significa para vc? E para o outro? Então, mais ou menos isso.

Em meio a crise que o casal vive no tempo presente do filme, vamos observando o passado desses dois jovens adoráveis, do momento em que se conheceram e que ele ficou completamente apaixonado por ela durante uma visita ao asilo onde a avó de Cindy está internada e Dean por um acaso está fazendo um trabalho por lá. O mais engraçado é que o amor acontece a primeira vista, pelo menos da parte dele e isso fica visível (talvez tenha acontecido com ele pelo fato dele ser mais infantil e estar mais aberto a esse tipo de coisa), já ela, ao vê-lo pela primeira vez dentro de um quarto do asilo contando dinheiro, acaba achando que ele usa o seu trabalho para se aproveitar dos velhinhos indefesos. Foufo mil!

O primeiro encontro do casal é lindo, simples, mas muito foufo. Eu já sabia que o Ryan Gosling tinha uma banda na vida real, mas não imaginava que ele era tão bom nisso também. O que é ele cantando “You Always Hurt the Ones You Love” para ela (que é a música do trailer abaixo), que faz um número bem tímido de sapateado em frente aquela porta da loja que tem um coração pendurado, hein? Música que conquistou o meu coração, além da sensacional “You And Me” (que está na minha mixtape do finde), que é a música do casal e eu duvido vc não se apaixonar por ela a ponto de querer emprestá-la, rs. Maravileeeandra!

Como nenhuma relação sobrevive a base muitas vezes “perfeita” do seu início, durante o tempo presente vamos observando a crise do casal. Mais por parte dela (e isso eu acho que fica bem claro no filme), que se encontra completamente insatisfeita com a sua rotina e a falta de perspectiva do seu relacionamento. Ok, quem nunca passou por isso? Dos dois lados da história até, humpf!

E esse é um grande problema na vida de muitos casais, quando apenas um dos dois deseja algo mais, enquanto o outro parece satisfeito com o que construiram juntos. Uma coisa eu aprendi e passo essa sabedoria adiante: quando o peso da relação é constantemente maior para uma das partes, seja por qualquer motivo, isso é um sinal claro de que as coisas não vão terminar bem, fikdik.

Durante o filme, vamos mergulhando um pouco mais na profundidade do casal e vamos descobrindo o porque que eles acabaram juntos. O drama maior da história fica por conta de um aborto que ela tenta fazer, quando descobre que esta grávida do seu ex namorado e não doDean. Mas nada em segredo, ela acaba contando para ele, que a acompanha durante todo o processo e aceita a decisão dos dois começarem uma família a partir disso. Uma atitude linda, diga-se de passagem e para poucos…Com isso ganhamos Frankie, a menina filha do casal, que é pura foufurice!

Como só descobrimos isso perto do fim do filme, ai sim vc passa a entender o drama todo que ele faz quando Cindy encontra o seu ex em um supermercado.

E o que era aquele quarto futurista do motel, hein? Divertido mil! Eu já teria me animado e feito uma performance à la Star Trek. Se bem que, cama giratória é um pouco demais pra mim e acho que eu ficaria bem tonto. Sorry, acho que fui sincero demais agora, rs

Assim como eu disse, no filme fica bem claro que a relação chega ao fim muito mais por ela do que por ele, que embora ainda tenha vontade de ficar junto, acaba usando os argumentos errados para justificar a sua vontade (quando ele usa a carta de “vamos pensar na nossa filha”, por exemplo), fikdik. Sempre achei que a sua felicidade tem que vir a frente de tudo, mesmo quando temos filhos  na jogada. Pais e filhos são para sempre, marido, namorado, esses a gente muitas vezes até gostaria que também fossem, mas nem sempre acontece.

O azul esta presente no filme o tempo todo, o que acaba garantindo uma certa melancolia no ar. Em alguns momentos entra o vermelho, bem mínimo, talvez representando o desgaste do amor naquela relação. Cool! Gosto do figurino tmbm, que é bem simples, mas que tem um fundamento de jovem moderno. Achei a direção bem moderna tmbm, com takes e enquadramentos pouco óbvios. Cool!

Gostei muito da caracterização dos personagens no longa tmbm. O Ryan Gosling foi quem teve a mudança mais drástica durante o filme e eu bem achei que ele ficou a cara do Terry Richardson, rs. Outro ponto a ser destacado são os créditos finais, com aquelas fotos inspiradoras do casal em meio a chuva de fogos de artifício, foufo mil!

Outro ponto altíssimo do filme é que a trilha ficou por conta da banda Grizzly Bear (banda da qual vcs já ouviram a minha recomendação), que foi uma das minhas bandas preferidas do ano passado. E aquele instrumental de “Foreground”, que aparece durante uns dois momentos no filme é de partir o coração. Aliás, essa é uma das músicas da banda que mais me comove. Já garanti até a minha Original Soundtrack do filme, que é bem digna.

“Blue Valentine” é o meu tipo de história de amor preferido, do tipo que comove sem apelar e sem ser bocó, passando longe dos clichês . Sem muito drama gratuito, simples, mas que te deixa com um nó na garganta o tempo todo. Típico filme que eu acabo de ver e quero assistir de novo em seguida.

O final é triste e vc acaba se entregando as lágrimas junto com a Frankie, que é a filha do casal. Mas vc percebe que aquela relação já viveu tudo o que tinha para viver e que as vezes é melhor mesmo por um ponto final na história do que reviver algo que já não é mais o mesmo para vc. Triste, mas honesto, como eu imagino que deva ser.

Se bem que, o meu coração ficou apertado com aquele final e eu teria dado uma outra chance para ele.

Filme perfeito para o dia de hoje, para quem esta acompanhado, ou não…

Happy (Blue) Valentine’s Day

Ahhh São Valentin, não se esqueça e mande aquela magia para mim! (euri com o desespero. AMO rimas, talvez eu também tenha um rapper dentro de mim, rs)

ps: não custa nada pedir neam? rs


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