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Esse ano eu decidi fazer terapia, esse ano eu decidi assistir Being Erica

Fevereiro 8, 2012

E por terapia, eu quero dizer que esse ano eu comecei a assistir Being Erica e me encontro em tratamento, junto com a personagem. (pelo menos na minha timeline, porque a série já foi encerrada ano passado)

Saindo um pouco do estereótipo das séries americanas, Being Erica é uma produção canadense em parceria com a BBC, que conta a história de Erica Strange (Erin Karpluk, que é uma ótima atriz por sinal), uma mulher que se vê já com uma certa idade, vivendo um momento da sua vida que não foi exatamente como ela imaginou que seria, no passado.

A beira de entrar em um colapso por não ser exatamente quem ela gostaria de ser e nem o que a maioria das pessoas ao seu redor esperavam que ela fosse, principalmente devido as suas péssimas escolhas em alguns momentos considerados por ela importantes em sua vida,  Erica acaba encontrando o Doctor Tom (Michael Riley, mais um doutor para a gente se apaixonar, ♥), que é uma espécie de terapeuta , o rei das quotes. Um homem misterioso, que a oferece a chance de tentar uma nova espécie de terapia, para quem sabe “consertar” os seu erros do passado. A partir disso, Erica acaba escrevendo uma lista com os momentos que ela mais se arrepende em sua vida e que ela gostaria de ter vivido de forma diferente e magicamente, com a ajuda do Doctor Tom, ela ganha a oportunidade de voltar ao passado em cada episódio, tentando superar os seus problemas antigos e quem sabe dessa vez fazer a coisa certa. (ou pelo menos tirar uma lição disso tudo)

É claro que vc deve estar se perguntando: mas como assim ela consegue mudar o seu passado? Bom, isso é bem simples para a série e segundo o próprio Doctor Tom, a vida de Erica não tem tanta importância assim para a história da humanidade, por isso ela não seria capaz de criar nenhum paradoxo no universo, modificando uma coisa aqui ou ali na sua própria vida insignificante (rs) para os demais, diferente do que já vimos em diversas outras séries que também tratam de viagens no tempo, ou até mesmo no cinema. Isso porque ela só conseguirá mudar o que estiver sobre o seu controle e for diretamente ligado às suas decisões e não às demais pessoas que fazem parte da sua vida. Howcoolisthat?

Com uma lista de arrependimentos sem fim (e podendo adicionar novos ao longo da temporada) e viagens deliciosas ao passado de Erica, ganhamos uma das séries mais foufas ever. Juro! Eu pelo menos já estou completamente apaixonado/viciado. (♥)

Digo isso porque não tem como não se identificar com os diversos momentos da vida da Erica e eu confesso que nos primeiros episódios, eu cheguei a me identificar de forma assustadora com a personagem e por isso a série se encaixou perfeitamente como meu tipo de terapia preferida nesse momento (já tentei outras…fail!). Me sinto até em processo de cura para me tornar uma pessoa melhor (rs, mas é sério). Tudo bem que levando em consideração algumas diferenças óbvias de gênero, número e grau, foi impossível não me identificar logo de cara com a personagem e acredito que isso seja bem fácil para vc também, querido leitor que se encontra lendo esse texto nesse exato momento e talvez se anime a assistir a série.

Acabei de terminar a primeira temporada, terminando também com uma caixa inteira de Kleenex. O que foi aquele último episódio minha gente?

Para que vcs consigam entender o tamanho do drama, Erica tem um irmão, Leo (Devon Bostick, que também é um ótimo ator e que fez “Adoration” ao lado do Scott Speedman, Höy!), que morreu ainda quando jovem e ao longo da temporada, a medida em que ela vai voltando ao passado, eles tem a chance de se reencontrar em diversos momentos diferentes e com isso, também é humanamente impossível não se encontrar com os olhos cheios de lágrimas, da mesma forma que a personagem fica quando acontecem esses encontros na série. Sério, muito, mas muuuito foufo. (glupt)

Assim, eu sentia que algo em relação ao Leo viria a ser o encerramento da temporada e não deu outra. Confirmou! Chorei compulsivamente assistindo aquela família passando por aquele dia que certamente eles gostariam de esquecer, mas que ainda assim, acabou tendo um final um pouco mais feliz, dadas as circunstâncias,  mesmo que aquele final trágico e já esperado tenha sido inevitável (mas ela bem que tentou mudar isso. E quem não tentaria?). Coisa linda, sensível e extremamente tocante. Juro que a minha vontade era a de abraçar a Erica naquele momento, junto com toda a sua família, ou tirar o Leo daquele celeiro eu mesmo. (tears)

Mas nem só de tragédias sobrevive Being Erica, longe disso até, porque a série trata de uma temática até que bem simples e foufa, com a personagem enfrentando situações no presente ou no passado, que certamente eu e vc já enfrentamos um dia. (ou ainda enfrentaremos, por isso preparem-se!)

O mais engraçado é que mesmo sendo uma série leve e divertida, Being Erica consegue te fazer pensar em tentar reescrever a sua própria história, caso vc tivesse essa chance. E quem não gostaria de ter um Doctor Tom na sua vida? Eu pelo menos, não abro mais nenhuma porta sem esperar entrar inexplicavelmente em seu consultório. Eu tenho essa esperança, que a partir de hoje nem é mais segredo. (por mais ridículo que isso possa parecer)

E  ao longo da temporada, ainda ganhamos a revisita de diversos clichês conhecidos de todos nós, como a reunião dos os ex alunos do colégio (pavor de todos), a primeira vez (sempre um drama), a separação dos pais (barra), brigas em família (climão), os melhores amigos da vida (♥), as meninas do tipo mean girls do passado (bi-a-tchs), o novo trabalho como assistente quando vc já tem idade o suficiente para ser chefe (acontece…) e a paixão pelo melhor amigo mais foufo de todos os tempos, Ethan (Ai ai…♥ + ♥)

E quem nunca teve um Ethan na sua vida?

Das duas uma, ou vc teve um Ethan, aquele cara super foufo que sempre esteve ao seu lado e vc nunca deu valor porque estava ocupada demais tentando com aqueles tipos mais errados, que sempre chamam mais a nossa atenção quando ainda não estamos preparados ou experientes o suficiente para resistir bravamente a esse tipo de magia (ou aproveitar sem se envolver muito, rs), ou vc não conseguiu enxergar e descobrir o seu próprio Ethan ainda, o que pode ser algo positivo, desde que ele não descubra um outro alguém antes.

Ethan (Tyron Leitso) é o cara perfeito, tipo o simbolo máximo do boy magia. Inteligente, prestativo, foufo, nerd, um amigo de longa data que ainda vai morar ao lado da sua casa. Quer mais o que?

Tá, então além de tudo ele é boy magia, bem resolvido, com bom humor e ainda aceita te ajudar a qualquer momento, fazendo seja lá o que for. Agora está bom para vc? Höy!

Eu sei que ainda é cedo (e graças ao IMDB, eu acabei descobrindo que ele participa de apenas 25 eps da série e essa informação desnecessária já me deixou bem tenso. Obrigatô IMDB, humpf!), mas pra mim, ela já tinha que ficar com o Ethan, rs. Tudo bem que além dos adjetivos bacanas, ele tem alguns probleminhas a serem adicionados nessa lista, como o fato dele ainda estar casado com a mulher que o traiu (em processo de separação, porque nós não aprovamos quem aceita e se contenta em ser a “segunda esposa”), além do fato de ser um pouco bunda mole demais quando o assunto é a  própria ex esposa. Mas tirando isso, vale a pena lembrar que além de tudo o que eu já disse antes, ele ainda é professor. Tá, agora eu pergunto: #TEMCOMONAOAMAR?

Entre os meus episódios preferidos dessa Season 1, temos aquele em que ela enfrenta o professor bitch que a deixou meio travada no passado, ganhando a simpatia intelectual do “cabecista” recitando Britney Spears (euri, sério. Tem coisa mais engraçada?), ou quando conhecemos a versão mais jovem da Erica, a única até agora interpretada por outra atriz (por motivos óbvios) enfrentando lindamente o pesadelo que estava se transformando o seu Bat Mitzvah. Gosto muito também da briga com a irmã no dia do seu casamento, quando Erica acabou descobrindo que o cunhado era apaixonado por ela (um cara totalmente asshole e nesse dia foi explicado o porque). Tem também outros dois episódios bem especiais, como aquele com o último dia perfeito entre os três irmãos e aquele outro em que a Erica descobre a verdade sobre a separação dos seus pais. Sem contar o episódio final da temporada, que é bem bom e super emocionante. Mas na verdade, para sem bem sincero, eu gostei muito de todos os episódios, sem exceção. Morri de rir, achei foufo e me emocionei em diversos momentos dessa Season 1.

E a essa altura, o meu nível de amor pela série só tem crescido, mesmo tendo terminado apenas a primeira de um total de quatro temporadas, com uma média de 12 episódios cada uma, o que de certa forma pode acabar encorajando algum leitor que também esteja em débito com a série (que terminou em 2011) e queira colocá-la em dia, assim como eu, ou que simplesmente esteja carente de alguma foufurice em sua vida.

Sabe aquela sensação gostosinha, cozy e caseira que a gente sentia enquanto assistia Gilmore Girls, por exemplo? Então, assim está sendo Being Erica para mim. Minha dose de foufurice diária.

Agora me digam, #TEMCOMONAOAMAR essa música da abertura?

E de vez em quando, faz bem dar uma voltinha longe da america antiga viu?

ps:vamos ver se até o final da série eu consigo ter alta neam? Se continuar desse jeito, eu prometo um post com uma declaração de amor maior ainda. Mesmo assim: to be continued…

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt


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