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Jovem (insuportável) adulto

Maio 9, 2012

Um filme que tinha tudo para ser bom: diretor + roteiro + atores. Só faltou ter uma personagem protagonista no mínimo aceitável…

“Young Adult” é mais um daqueles filmes que os nomes por trás da produção nos convencem logo de cara a assisti-lo. Nesse caso, temos a direção de Jason Reitman (“Juno”, “Up In The Air”), um roteiro da Diablo Cody e a Charlize Theron no papel de protagonista. Uma combinação perfeita para gerar pelo menos algum interesse pelo longa, vai? Mas não se animem, ou cometam o mesmo erro da voz por trás desse blog.

Nele temos a história de Mavis (Charlize Theron) uma escritora de trinta e poucos anos aparentemente bem sucedida, que passou os últimos anos da sua vida se dedicando a uma série de livros voltada para o público “jovem adulto”, o que “justifica” o título do filme.

Prestes a encerrar a franquia com o seu último volume, ela se encontra em um impasse criativo para terminar essa história, ainda mais porque a personagem vem sendo assombrada pelo fantasma de um ex namorado da época do colégio, de quem ela recebe um email inesperado, contando sobre o nascimento de sua primeira filha. Ele, Buddy (Patrick Wilson, Höy!), que hoje se encontra casado com a mãe da sua filha recém nascida, vivendo uma vida também aparentemente feliz, ainda em sua antiga cidade, cenário onde no passado ambos dividiram alguns momentos juntos.

Acreditando com todas as forças que aquele é o amor da sua vida e isso do meio do nada, sem que a gente enquanto audiência tenha algum material para acreditar nesse amor todo, Mavis segue em uma viagem até sua antiga cidade, encarando de frente um passado que passamos a conhecer aos poucos enquanto a trama é desenrolada, com o encontro de diversas figuras daquela época que ela acaba esbarrando durante essa sua missão de reconquistar um amor antigo.

E o problema já começa por ai, porque esse tal amor é um homem casado, com uma filha recém nascida e tudo mais, detalhe que já deixa a sua missão completamente meio assim. Além do que, como eu já disse antes, pouco sabemos sobre o que esses dois dividiram naquela época que fosse capaz de fazer com que ela acreditasse até hoje que aquele amor ainda seria possível, mesmo com ela tendo uma total noção de como anda a vida do seu projeto de boy magia atualmente e sem ele ter demonstrado qualquer tipo de interesse da sua parte naquele email d0 começo do filme, que foi o ponto de partida para essa história toda, por exemplo.

Mas esse é apenas um dos detalhes que colaboram para que a história não tenha a menor força, mas a grande responsável por isso é realmente a personagem de Mavis, que é uma total megabitch super convencida e com zero carisma, isso para poupá-la de mais adjetivos pouco agradáveis. E vamos tomando conhecimento do seu nível de megabitch à medida em que vamos conhecendo um pouco mais da personagem ao longo do filme, que vai nos dando cada vez mais motivos para não ir muito com a sua cara, tornando essa experiência algo nada agradável, tão pouco engraçada e nem sequer ok. Sério, Mavis é impossível de se digerir. Sério, IMPOSSÍVEL!

Uma mulher pavorosa, com hábitos alimentares poucos saudáveis (olha quem fala, rs), visto o seu café da manhã a base de goles diet Coke direto da garrafa (o que me lembrou pessoas do meu own passado. Xocotô!). Mavis também é uma viciada em programas de TVs de gosto duvidoso, onde ela passa boa parte do seu tempo sozinha acompanhada da família Karsdashian por exemplo, detalhe que já poderia muito bem nos dar algumas dicas certeiras do tipo de pessoa que estávamos lidando. Fora isso, ela também revela um certo vício que é o ato de arrancar os cabelos compulsivamente, o que já indica um outro lado da sua personagem, deixando cada vez mais claro que apesar do perfil gratuito de megabitch (o que é sempre ainda pior), talvez algo não esteja muito bem com aquela mulher, de fato. (algo que mais tarde no filme até acaba sendo justificado de onde vem esse hábito pavoroso, ou pelo menos o porque dele)

Mas o problema é que a personagem é fria demais e como ela mesmo chega a reconhecer no filme, parece que Mavis não consegue sentir nada. Absolutamente NADA e isso é possível de se perceber inclusive pelo seu olhar, por isso acredito que essa tenha sido a intenção do personagem desde o começo. Assim, fica ainda mais difícil comprar essa sua idéia (absurda) de reviver esse grande amor, além de ser impossível de se adquirir qualquer tipo de simpatia pela personagem, a qual eu pelo menos só consegui torcer contra durante os pouco mais de 100 minutos de duração do longa. (100 longos minutos de pura irritação, rs)

Começando pela ideia de querer reconquistar um homem que já tem uma vida feliz e em andamento com alguém, o que por si só já é algo que funciona bastante contra a personagem, mas depois, além disso, vamos percebendo que o problema parece ser ainda maior e aquela mulher realmente só pode mesmo é estar sofrendo de sérios problemas. Mas mesmo assim, mesmo aceitando o fato de que ela talvez tenha algum problema, o que poderia justificar muito do seu comportamento meio assim, nada na história a deixa mais humana a ponto de fazer com que vc se relacione melhor com a personagem, mesmo quando alguns plots dramáticos do seu passado são revelados por exemplo e essa é uma das maiores falhas na construção do personagem.

Outro pornto que me incomodou bastante foi o seguinte, quando comprei a ideia de assistir “Young Adult”, confesso que fui enganado pelo título do filme. Logo, quando eles deram a explicação sobre o título estar relacionado com a classificação do público alvo para quem ela escrevia, acabei achando até que ok a justificativa, mesmo estando ela com uma t-shirt da Hello Kitty, muito rosa e o que me pareceu ser “pijamas” no poster e imagens de divulgação do filme, o que reforçava a minha ideia inicial sobre a sua temática. Mas o problema é que depois, observando melhor o próprio poster, me deparei com a frase “Everyone Gets Old. Not everyone grows up” e me lembrei do porque eu ter comprado a personagem de uma outra forma, antes mesmo de assistir ao longa, imaginando que ele tratasse de alguém que se recusasse crescer, ou algo do tipo.

Algo que eu senti que acabou funcionando como uma propaganda enganosa, porque Mavis em nenhum momento me pareceu ser uma mulher que se recusava crescer, apesar da sua t-shirt com estampa da Hello Kitty na imagem do poster. No filme, ela não me pareceu uma mulher infantilizada e a personagem chega até a tirar o sarro de um outro personagem que coleciona bonecos, da forma mais preconceituosa possível, algo que vai totalmente contra a tal frase mencionada acima ou a ideia dela ser uma mulher infantilizada. Em outro momento do longa, ela escuta algo mais ou menos como “vc escreve para jovens adultos porque é do que entende, porque vc é uma mulher que não cresceu” e blah blah blah, algo que eu discordo totalmente. A impressão que eu tive ao assistir “Young Adult” foi a de que Mavis cresceu sim, mas ela só não foi modificada pelo tempo e continuou sendo a mesma megabitch do tempo de high school, só que agora, em sua versão envelhecida e isso talvez porque aquele seja o seu verdadeiro eu, o que não significa necessariamente que ela não tenha crescido. O que eu tenho certeza que deve acontecer com muita gente, porque nós sabemos muito bem que nem todo mundo necessariamente se modifica ao longo da vida, infelizmente (crescer é diferente de evoluir). Por isso considero esse um outro ponto negativo do filme, no qual eu me senti totalmente enganado e por duas vezes.

E esse comportamento de megabich não vem de hoje, o que é ainda pior, como nos é revelado no filme através da memória das demais pessoas que dividiram esse passado em comum com a personagem, onde dentre eles, quem acaba se destacando é o personagem Matt (Patton Oswalt), um nerd meio loser, que além de ter sido perseguido pela própria durante todo o high school, ainda carrega as marcas da violência de um crime de ódio daquela época.

No longa, Matt tem a função de consciência da personagem (algo que por ela mesmo parece não existir), permanecendo o tempo todo tentando convencê-la da grande bobagem que ela estava fazendo ao perseguir um homem casado. Mesmo porque, Buddy não parece corresponder a nenhuma das expectativas dela, que passa o filme inteiro interpretando de forma errada toda e qualquer reação do personagem. Algo que vai além do olhar cego de uma mulher apaixonada, que poderia estar completamente a parte da realidade, idealizando aquela situação de uma forma mais conveniente para ela mesmo e a impressão que fica é mais a de que a personagem carrega mesmo uma forte obsessão, como se ela achasse que aquela seria a sua única chance de ser feliz na vida e talvez por esse motivo, ela não medisse esforços para alcançá-la. Mesmo que para isso, algumas pessoas fossem magoadas no meio desse caminho, como a própria reconheceu em um de seus textos.

E todas as suas investidas para cima do seu ex namorado são de dar pena, dela e de qualquer pessoa que se preste a esse tipo de papel (recado dado, rs). Além de deixar qualquer um totalmente constrangido com o quão baixo alguém pode jogar para conseguir o que deseja. Algo que mais tarde, percebemos que aquele seu comportamento atual vergonhoso, nada mais era do que um reflexo do seu antigo comportamento, que refletia até hoje na sua forma de encarar a vida e de se relacionar com ela. (o que não significa necessariamente que ela não tenha crescido)

Não sei se a cena foi mal conduzida, ou se essa era realmente a intenção, mas ao meu ver, naquele momento em que ela foi ao bar acompanhada do ex boy magia para assistir a mulher dele tocar com a sua banda e a “concorrente” acaba dedicando uma música para o marido, que é a mesma que ele gravou no passado para Mavis, em uma mixtape antiga que ela ouve em looping enquanto viajava até a cidade no começo do filme, mas exatamente naquela hora, eu senti que ela entendeu direitinho o recado de que ela não teve a mesma importância que ele teve para a vida dela e a partir disso, eu sinceramente achei que ela seguiu em frente com o seu plano por pura maldade e inveja, por não ter uma vida que ela gostaria para ela, mas que naquele momento pertencia a outra pessoa. Deixando a loucura de lado, se ela conseguiu de fato enxergar esse detalhe naquela hora como pareceu no longa, além da inveja que ela deixou transparecer no olhar, nada justificaria as suas investidas depois disso, a não ser o mais alto nível de maldade. Sabe aquele tipo de gente escrota (as vezes psicótica) que acha que “se não é meu, não vai ser de mais ninguém”? Então,  mais ou menos por ai…

Apesar de ficar bem claro também que Mavis não está em seu estado normal durante o filme e de tudo de certa forma ser justificado com um drama qualquer do seu presente ou passado, ambos pouco felizes, fica impossível ter pelo menos pena da personagem, porque ela carrega um perfil extremamente arrogante e muitas vezes até agressivo, onde a sua sinceridade e a falta de freios no seu caráter a tornam insuportável. Sério, eu não consegui sentir pena, eu não consegui torcer por ela, além de já ter dito que eu não consegui nem gostar da personagem, em nenhum momento e eu não sinto a menor culpa em admitir isso, mesmo AMANDO a Diablo Cody. Mesmo porque, percebemos pela história contada que Mavis de certa forma sempre teve tudo aquilo que quis, a vida inteira. Foi uma garota popular no colégio, das mais desejadas e tirou muito bem o proveito dessa situação, chegou a se casar (mas já se encontra divorciada) e mantém uma carreira de sucesso hoje em dia (até a página dois). Ou seja, tinha poucos motivos para se tornar a mulher que ela de fato era hoje (e que na verdade sempre foi), mesmo estando infeliz com a sua trajetória ou com as suas conquistas. A não ser a sua confissão de que “nunca foi feliz”, o que também diz muito do seu comportamento diante da vida, mas que nem por isso justifica a sua postura atual de total megabitch sem causa.

Engraçado também como a personagem, mesmo tendo traçado o objetivo de reconquistar o ex namorado do colégio, circulava pelas ruas da cidade sempre em trajes com cara de largado, tudo meio que desleixado, largo demais, como se ela tivesse se arrastando, quase que sem forças. E se ela encontrasse com o boy magia daquele jeito, hein? Afinal, ela encontrou todo mundo naquela cidade… E só por esse detalhe, eu respeito ainda menos uma personagem insuportável como Mavis, que além de tudo não era das mais inteligentes e preparadas para qualquer surpresa ou “oportunidade” da vida, rs.

Nesse caso, acho que vale a pena dizer que é bacana ver uma mulher como a Charlize Theron se depreendendo totalmente da vaidade, aparecendo de cara limpa em boa parte do filme. Nem acho que a sua atuação tenha prejudicado a história, porque todos nós sabemos que ela é de fato uma ótima atriz e nesse caso, ela me pareceu ter entregue exatamente o que lhe foi proposto. O problema nesse caso seria realmente o personagem, que com todo aquele histórico negativo a seu favor, somado a toda a sua problemática e o seu atual estado apático, fizeram com que ele implorasse por algum carisma durante todo o longa, algo que acabou não acontecendo, mesmo com aquele final “feliz”, dela pelo menos ter finalmente acordado para a vida, aceitando que do jeito que estava, não dava para continuar.

O que é uma pena, porque o texto em alguns momentos chega a ser bem bom, como no diálogo super sincero entre Mavis e Matt a respeito do cadeirante do colégio, que por parte dela chega a ser de uma cretinice que beira o mau gosto, mas que por parte dele é salvo pelo confronto com uma outra forma de encarar um problema que ambos (ele e o deficiente) compartilhavam na vida.

Confesso que fiquei bastante constrangido pelo personagem ao final do filme, com aquele fora homérico que ela acaba tomando do ex namorado e na frente de todo mundo (super merecido), no ápcice do seu total descontrole, quando Mavis acabou entendendo finalmente que todo mundo naquele lugar, que ela considerava inferior e medíocre, que todos naquela cidade haviam entendido perfeitamente que ela só poderia mesmo estar com algum problema e por isso estavam todos sendo pelo menos simpáticos com ela, sem serem reativos à suas provocações, por sentirem pena e não por covardia ou por se sentirem intimidados com a sua presença. E que mesmo tendo conquistado coisas “menores” na vida, todos eles alcançaram de alguma forma a sua felicidade, algo que ela do alto da sua própria arrogância de ser uma mulher bem sucedida (em decadência, diga-se de passagem) combinado com a sua postura que ultrapassava até mesmo a barreira do insuportável, ainda estava longe de encontrar, tomando consciência de que continuando desse jeito, talvez ela nunca encontre a felicidade, que é o ponto comum de chegada para todo mundo.

Uma história até que boa (apesar de irritante em diversos momentos), só que para o personagem errado.

Red Band Trailer hosted by Diablo Cody- o melhor programa de entrevistas do momento

Dezembro 28, 2011

Quase sempre os leitores do Guilt me presenteiam com algumas delicinhas e novidades que eles encontram por ai e o Red Band Trailer foi uma delas (Thnks Monica!)

Um programa de entrevista totalmente diferente, que se passa dentro de um trailer e que tem como apresentadora a sempre sensacional Diablo Cody, que eu nem preciso dizer quem é, preciso? (tem um Oscar por “Juno”…)

O programa é curtinho, com entrevistas de aproximadamente 13 minutos dentro de um trailer que parece uma torradeira (meosonho nº 414544782 era ter um trailer quando criança, sério!), onde a Diablo aproveita para fazer aquelas perguntas que certamente vc não vai ouvir o Jay Leno, nem o Letterman ou o Conan fazer. Mas talvez o Craig Fergusson faça…rs

Ou seja, não preciso nem dizer que o Red Band Trailer já se tornou o meu programa de entrevistas preferido do momento neam? AMO! (e o que é o Oscar dela sendo exibido descaradamente como objeto de decoração na mesa, hein?)

A entrevista com o John Krasinski por exemplo é mais do que especial (por motivos óbvios de perferct match, Höy!), onde ele conta como foi o seu teste para entrar em The Office e quais foram as suas gafes nesse dia. E confirmou, ele e o Jim só podem ser a mesma pessoa mesmo, rs. Detalhe que no final da entrevista, eles ainda invadem (com permissão) a casa do vizinho para que o Krasinski dê uma aula de como jogar basquete para a Diablo, que não é assim das mais esportistas. Howcoolisthat?

Outra das minhas preferidas é a entrevista com a Zooey Deschanel (por motivos também óbvios, Höy e tmbm porque além de tudo ela tem também um blog em parceria com outras pessoas, que é bem do sensacional! Howcoolisthat?), Zooey que também é bem foufa e explica o porque ela confia mais em pessoas que investem no fundamento da franja, rs.

Agora, nada supera o Joel McHale (Höy!) alimentando aquela pobre e adorável criança no quiz do final da sua entrevista. Sério, esperem até o final para ver o que ele faz com aquele bebê, que eu fiquei imaginando que só pode ser seu filho (dele ou da Diablo, rs).

Por isso, achei que vcs mereciam conhecer essa delícia de programa, que eu não tenho a menor ideia de com que frequência ela faz as suas entrevistas (na verdade, eu acho que não tem uma regra ainda, mas me parece que é mensal, isso a cada temporada, e já estamos na Season 2), mas só sei que o programa agora faz parte do L Studio, que tem também Web Therapy, a série da Lisa Smelly Cat Kudrow também feita para internet. Mas vale a pena dar sempre uma conferida para ver quem será o próxima a entrar no trailer da Diablo.

Aliás, existe nome mais badass em Hollywood do que Diablo Cody? Eu acho que não…

#TEMCOMONAOAMAR

Todas Taras Choram – O final de United States Of Tara

Junho 24, 2011

O final perfeito para uma série deliciosa.

United States of Tara nunca foi uma série fácil, do tipo que agrada todo mundo. Mas mesmo com a sua temática difícil acabou agradando uma legião de fãs (onde eu me incluo!). Não o suficiente para manter a série por mais algumas temporadas (humpf…), mas antes terminar a série no seu auge, do que acabar no limbo e sem deixar saudades alguma, não?

Sinceramente, quando começamos essa Season 3 eu me peguei pensando: hmmm, onde é que isso vai parar hein? Ou melhor, quando é que isso vai parar?

Não conseguia ver um futuro distante para a série, infelizmente, mesmo achando deliciosa a ideia da introdução de novas personalidades para Tara. Mesmo assim, estava feliz com o seu caminho até então.

E foram 3 temporadas deliciosas, de muita insanidade e momentos que certamente vamos lembrar com saudade por muito tempo.

É óbvio que o melhor da série sempre foi mesmo a interpretação primorosa da atriz Tony Collette, que mereceu todos os prêmios que ganhou pelo seu papel na série e também os que ela não ganhou (rs) e que conseguia mudar de um personagem para o outro em questão de segundos, demonstrando uma facilidade assustadora para isso. E foi uma delícia conhecer todas as suas personalidades, ou melhor, todas as Taras. A minha preferida? Shoshana, só porque eu gosto de dizer Shoshanna (ainda vou dizer esse nome na Starbucks e vou demorar para pegar o meu pedido, só para ficar ouvindo o atendente chamando “Shoshana” rs)

O final foi uma delícia, com resoluções bacanas para todos os personagens. E a carga dramática maior da série que sempre foi de Tara e sua várias versões dela mesmo, dessa vez ficou por conta de Moosh e Max. Algo merecido até, pq depois da Tara e todas as sua versões, os dois sempre foram os meus preferidos.

Moosh ganhou uma força maior ainda com a morte do seu ex boy magia e no episódio anterior, quando ele enfrentou Bryce, a versão psicopata da sua mãe, depois daquele tapa na cara dentro do seu próprio quarto, foi realmente uma delícia. No final eu já esperava por aquela resolução e somente a Tara, que sempre teve uma relação invejável com o seu filho poderia ajudá-lo em uma situação tão difícil como aquela e naquele momento recuperar tudo o que eles construíram dentro dessa relação mãe e filho.

Agora, para o Max chegou a hora de botar para fora tudo aquilo que estava contido dentro dele afinal, aguentar aquele “rotina” por tanto tempo, não deve ter sido nada fácil. E aquele alívio que deram para ele durante esse episódio final foi delicioso, primeiro com alguns momentos de alívio fake, apenas imaginários, até um surto completo com direito ao pato do jantar sendo esmurrado e jogado contra a parede. Algo que eu confesso que me comoveu e me fez rir ao mesmo tempo. Uma situação totalmente compreensível para um homem que segurou lindamente toda essa barra de ter que lidar com uma Tara diferente a cada instante por todo esse tempo. Super merecido o seu solo Max! Clap Clap Clap!

Para Tara, sobrou a tarefa de afogar em uma sessão de tortura o seu pior inimigo, Bryce. Algo que só poderia acontecer vindo dela mesma, em uma atitude bem mais corajosa do que o psicopata de 14 anos poderia pensar. Suck it Bryce!

Os demais personagens todos também tiveram suas resoluções, tudo com muito carinho, apesar da pouca importância deles para a história. E só eu gritei “Yrra!” quando o Neil negou o pedido de casamento da Charmaine? Depois ele voltou atrás, mas ela merecia aquele primeiro não, hein?

No final tivemos Tara partindo para o seu tratamento em Boston, mas carregando junto o que ela apenas suas partes boas, além de sua coragem: Alice, T e Buck, ainda meio quebrados do pesadelo com a chegada de Bryce em suas vidas, mas resistindo fortemente até o final e acompanhando Tara em sua vida, pq afinal, quem não é um pouco maluco nessa vida, não é mesmo?

E sem dúvida  nenhuma United States Of Tara foi umas das séries mais originais dos últimos tempos, muito bem escrita, com piadas inteligentes e situações completamente nonsenses. Certamente, vamos sentir saudades de todas vc Tara. Bye Bye!


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