Posts Tagged ‘Doc’

Mademoiselle C, o trailer

Agosto 26, 2013

Documentário imperdível sobre as novas aventuras de Carine Roitfeld depois do seu au revoir para a Vogue francesa, também conhecida como #SONHODECONSUMODOSSONHOSDASMODASTODAS

E a lista de amigos que aparece no trailer, deitando qualquer um?

Ansiosos? (já estou até separando o modelo)

 

 ♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

A simplicidade apaixonante de Bill Cunningham e a sua NY

Março 2, 2012

Apaixonante, um documentário para assistir com os olhos cheios de lágrimas. (pelo menos funcionou assim pra mim)

O mundo da moda sempre foi conhecido pela sua excentricidade, egos inflados, muito glamour e um certo sonho impossível, distante da realidade da maioria das pessoas. Até que nos deparamos com uma figura como Bill Cunningham, um homem que é exatamente o oposto de tudo isso, mas que com o seu olhar único e o seu grande interesse dentro desse universo, acabou ganhando a moda aos seus pés com suas imagens lindas que sempre serviram de inspiração para o mundo.

Bill é um homem solitário, que vive da sua paixão. Com sua 29ª bicicleta (as outras 28 segundo ele foram todas roubadas, rs) e uma disposição assustadora para um homem de mais de 80 anos de idade, ele mantém o seu emprego no The New York Times, fotografando o estilo da moda de rua e publicando religiosamente aos domingos, a sua coluna de moda, a “On The Street”. Coluna essa que agora tem formato de áudio no site do jornal e pode se tornar um hábito delicioso para os domingos de todas que não estão lá a partir de agora, seguindo esse link aqui. (não precisam nem agradecer…tisc tisc)

Pouco se sabia da vida do icônico fotógrafo até então e esse documentário, embora muito respeitoso ao seu próprio espaço, traz um pouco mais da vida encantadora dessa figura tão importante para o mundo da moda.

Com depoimentos de figuras importantes como Iris Apfel (outro ícone que eu AMO – ♥ – e que se auto-intitula como a adolescente mais velha do mudo, #TEMCOMONAOAMAR?), Anna Piaggi (♥), Anna Wintour, Annette De la Renta, Tom Wolfe, Kim Hastreiter e Editta Sherman (♥), entre muitos outros, acabamos descobrindo um pouco mais da mitologia desse grande personagem que é o Bill Cunningham. Adorado no mundo da moda, Bill tem o seu espaço garantido pelo respeito a sua profissão, que ele trata lindamente até hoje, mantendo-se distante de toda a afetação e egos cada vez mais inflados desse e de qualquer outro meio de pessoas de sucesso.

Lindo ver uma figura como a Anna Wintour por exemplo, a mulher mais poderosa da indústria da moda do nosso tempo, fazendo questão de parar (com direito a 1/2 sorriso) apenas para as lentes de Bill na movimentada entrada de um evento qualquer da semana de moda de NY. Um sinal claro de respeito e admiração à um trabalhador que poderia ser um dos maiores exemplos dentro desse universo tão competitivo e muitas vezes até cruel.

Chega a ser de uma simplicidade absurda o modo como o fotógrafo ainda se comporta nos dias de hoje, recusando-se a comer ou beber em qualquer uma das festas que ela vá cobrir para o Times, seja elas de moda ou da alta sociedade em NY (que é a sua segunda coluna no jornal, a também famosa “Evening Hous”), mesmo circulando muito bem entre os dois meios, sendo sempre super querido por onde passa. Ou a forma simplista com que ele chega em Paris no desfile da Chanel por exemplo, quase que sendo totalmente ignorado por uma fashionista new generation preguiça que administrava as entradas naquela ocasião, salvo por alguém mais bem informado que diz: por favor, ele é a pessoa mais importante na Terra. (rs)

E a forma como o artista ainda trabalha, mantendo o seu fundamento antigo de sempre, tomando um cuidado enorme com todas as etapas do seu trabalho, para que ele consiga manter a sua identidade, é mais do que inspiradora, ainda mais se vc considerar a velocidade dos dias de hoje. Da revelação, até a diagramação de suas páginas para o The New York Times, Cunningham enlouquece qualquer diretor de arte que resolva cruzar o seu caminho, buscando um perfeccionismo dentro do seu trabalho, que é de uma coerência absurda com a sua imaginação e fundamento, que muitas vezes só faz sentido para ele. Simplesmente inspirador! Não preciso nem dizer o quanto eu me projetei aos 80 anos, assistindo a esse senhor exercendo o seu trabalho com tamanha dignidade e maestria, não é mesmo? (I wish!)

Sem a menor vaidade, Bill abre as portas do seu estúdio/apartamento, recheado de gavetões do tipo arquivo, onde ele faz questão de guardar toda a sua linda história, resultado de muito trabalho. Naquele pequeno espaço, ainda estão todas as suas publicações ao longo do tempo  e o seu trabalho para importantes revistas, como a Details antiga, revista para qual ele emprestou o seu olhar único por muitos anos, ganhando merecidamente cada vez mais espaço para experimentar a sua arte.

Aliás, achei sensacional a história dele não se deixar vender junto com a revista para a Condé Nast no passado, se recusando a sequer aceitar o seu cheque de pagamento. #TEMCOMONAOAMAR? Bill tem uma relação bacana com o dinheiro e opiniões fortes e extremamente sinceras a respeito de não deixar-se ser corrompido por ele. De novo eu repito, um grande exemplo de homem.

Um apartamento simples, sem o menor conforto e isso fica ainda mais claro quando nos deparamos com a sua cama, feita no improviso com o que poderia ser uma porta antiga, apoiada em cima de caixa e revistas provavelmente ainda mais antigas. Sem cozinha, sala, ou qualquer outro ambiente, considerados por ele mesmo como “apenas mais uma lugar para se limpar”, até mesmo o banheiro fica no corredor do prédio, para se ter uma noção do modo em que vivia essa amável figura. (vivia, porque ao final do documentário, temos Bill ganhando o seu novo e mais do que merecido espaço, com uma vista maravileeeandra para o Central Park, algo que ele chega a considerar “ridículo”, rs)

Isso porque Bill Cunningham, encabeça a lista dos artistas antigos que resistiram bravamente pelo direito de permanecer no Carnegie Hall, prédio histórico da cidade de NY, que abrigou inúmeros estúdios importantes de artistas famosos de outras épocas. E não é de hoje que esses artistas travam uma briga séria com a prefeitura de NY, que tem outros planos “comerciais” para o prédio, como o de transforma-lo em mais um prédio corporativo de aglomerados de empresas preguiças que surgem a cada 5 minutos no mercado, sejam elas quais forem. (Zzzz)

No Carnegie Hall, ganhamos ainda a companhia de Editta Sherman, amiga de longa data de Bill, que é uma das poucas que permanece com o seu negócio ainda no prédio. Uma mulher sensacional, super bem humorada e cheia de histórias ao lado de grandes atores do cinema, ou até mesmo de Andy Warhol, de quem ela fez uma foto sensacional que faz plano de fundo para a sua aparição no documentário. Editta ainda faz um lindo desfile de moda com os chapéus antigos da coleção de Cunningham, deixando o amigo completamente envergonhado diante das câmeras. (outra com quem eu mais do que me identifiquei, neam? Maravileeeandra!)

E Bill circula por toda NY como se aquelas ruas fossem o quintal da sua casa, ignorando completamente o caos do trânsito da cidade, por exemplo (mesmo já tendo sofrido alguns atropelamentos). Vai a lavanderia, a loja de fotografia, aos eventos durante o dia ou a noite, tudo isso acompanhado da sua inseparável bicicleta, que ele não dispensa por nada nesse mundo. Talvez venha daí toda essa sua disposição para permanecer por tanto tempo dentro do universo da moda com tamanha força. Claro que isso, aliado a  paixão pela sua profissão, que ele deixa bem claro ao longo do documentário dirigido por Richard Press.

O fotógrafo tem um olhar único, primoroso até, sempre atento a pequenos detalhes, ou padrões que possam identificar alguma tendência da moda de rua que ninguém havia percebido ainda. Seu olhar chega a ser tão especial, que ele é reconhecido até mesmo pela Anna Wintour durante o documentário, que chega a dizer que muitas vezes, nem ela e nem todo o seu time consegue enxergar as maravilhas que só mesmo o Bill Cunningham consegue perceber através de suas lentes, mesmo estando todos eles na mesma sala de desfile. Um reconhecimento mais do que especial.

Mas Bill deixa bem claro que esse seu olhar só tem interesse para algo novo ou realmente especial e que ele morre de preguiça da indústria das celebridades e os seus vestidos de graça. O que ele prefere mesmo é gente comum com fundamento e autenticidade. Achei sensacional por exemplo, quando ele declara que os seus dias preferidos em NY são quando o tempo está meio assim, com chuva ou neve e as pessoas tem que passar por situações desastrosas para enfrentar o dia, revelando uma sequência de imagens impagáveis de pessoas com os pés atolados em neve ou pulando poças de chuva. O que revela que apesar da idade, Bill continua mantendo-se como uma criança arteira, achando graça dessas situações comuns do dia a dia de cada um de nós e talvez esse seja outro dos seus segredos de vida. (anotado)

Amo a sinceridade do próprio, quando ele revela que na maioria das vezes, nem consegue retratar exatamente o que ele gostaria durante os desfiles por exemplo, onde ele faz questão de não ficar juntos com os demais fotógrafos, para não ter uma imagem estática do que é a moda para ele. Ou a simplicidade dele seguir para Paris com o seu “poncho” improvisado com plástico e fita adesiva, que ele exibe com orgulho.

E não tem como não se emocionar com aquele senhor de cabeça branca, que revela que compra as suas famosas jaquetas azuis a preço de banana, sendo reconhecido em Paris por sua importância para o mundo da moda, ganhando uma homenagem linda, que ele retribui falando algumas palavras em francês, até ser tomado pela emoção (que também me levou as lágrimas). Clap Clap Clap! E o que a gente faz com a vontade de abraçá-lo, hein?

Sério, quando eu digo que assisti ao documentário inteiro com os olhos cheios de lágrimas eu não estou brincando e passei boa parte dele com a mão no coração também, sem o menor exagero.

Desde que eu comecei a me interessar mais por moda e passei a ficar de olho no assunto, esse personagem sempre me chamou a atenção. Sempre fui um grande interessado pela moda de rua, pelo comportamento das pessoas comuns e foi dentro dessa curiosidade que eu me deparei com o lindo e importante trabalho do Bill Cunningham. Até me senti um pouco ignorante por não conhecer muito da sua história, a ponto de não ter a menor ideia até assistir ao documentário, de que ele chegou a criar chapéus antes de se transformar no profissional que ele é hoje. Certamente, um homem que serviu de escola para todos esses nomes de hoje que também fotografam lindamente a moda de rua, como o Sartorialist, o Face Hunter e o Jack & Jill, de quem eu empresto o fundamento (sempre com muito respeito e admiração) quase todos os dias aqui no Guilt, com o nosso já tradicional Look 4 Today.

O documentário termina lindamente, com uma festa organizada pelos colegas de trabalho do Bill no Times, com todos vestido com o mesmo casaco azul que é a marca do fotógrafo e enormes máscaras com o seu sorriso inconfundível. E ver aquele senhor trabalhando com o que ama e extremamente feliz e disposto a encarar mais um ano da sua vida com tamanha força, chega a ser uma lição para todos nós, que ainda estamos engatinhando lentamente nesse meio e de vez em quando, como qualquer ser humano, nos sentimos meio assim…

Perto desse fim, em um determinado momento Bill é questionado sobre a sua vida amorosa e a sua relação com a igreja, que ele diz frequentar todos os domingos, por necessidade e também para ouvir as músicas (sério, #TEMCOMONAOAMAR). Sem se sentir constrangido e mesmo timidamente, Bill responde a pergunta que não quer calar com maestria, em uma das declarações mais honestas e sinceras, vinda diretamente de um homem de uma geração muito diferente  e bem mais difícil e complicada do que a nossa. (♥²)

Só vou ter que discordar com quando o fotógrafo revela nunca ter vivido uma relação de amor, por não sentir que isso é verdade. Apesar de ter ficado bem claro qual o tipo de amor que ele estava sendo questionado naquele momento, acho sim que o Bill Cunningham viveu e vive até hoje uma grande relação de amor e a sua parceira de muito tempo é a moda, uma amante muitas vezes cruel, mas que para a nossa sorte, tratou esse artista muito bem. (♥)

Um filme para vc assistir toda vez que pensar em desistir e morrer de vergonha de sequer pensar nesse hipótese.

No dia 23 de Abril desse ano, Bill Cunningham receberá um prêmio em NY por toda a sua dedicação ao mundo da moda, onde ele deverá receber o prêmio  Carnegie Hall Media of Excellence, em um evento de gala e beneficente no Waldorf Astoria.  O prêmio deverá lembrar os seus quase 50 anos dedicados a profissão, tendo como chairs Annette e Oscar de La Renta, além da atriz Sarah Jessica Parker. Certamente, mais uma data em que todas irão se vestir especialmente para o Bill. Aliás, alguém que estiver por lá nessa ocasião, poderia fazer o favor de abraçá-lo por todos nós? Obrigado!

ps: motoristas desavisados de NY, todo o cuidado desse mundo quando um senhor de camisa azul e cabeça branca estiver por perto com sua bicicleta ou câmera fotográfica. Please! (fico com o coração na mão com ele correndo feito louco no meio dos carros e táxis amarelos, rs)

T-shirts Stories, o trailer

Julho 8, 2011

Documentário dos jornalistas franceses Dimitri Pailhe e Julien Potart, que conta um pouco da magia das t-shirts e ainda conta com uma série de apaixonados por esse ícone da moda, incluindo o dono da American Apparel, Dov Charney, Johnny Rotten,  o ex-vocalista do Sex Pistols, o skatista Tony Alva além do nosso fotógrafo preferido de festa, o Cobrasnake.

Só sei que teria ajudado se tivesse saído antes do meu TCC, humpf! (que por sinal, ainda não tive resposta alguma…)

Lost, uma série to remember, and let go

Maio 24, 2010

Realmente a noite de ontém foi uma noite que será lembrada por muitos e durante muito tempo. E tinha que ser no dia 23 neam? O número do candidato ao cargo disponível mais importante da tv (será que vale tudo isso mesmo?). Enfim, chegamos a reta final, ao “The End” dessa história, que já foi bem melhor um dia lá no passado, mas que precisava de uma conclusão. O mais legal disso tudo foi fazer parte dessa história, ver a evolução de um hábito tão comum e tradicional nosso de todos os dias que é o ato de assistir tv. E  acompanhar tudo isso em tempo real foi incrível (e dramático, mas valeu como experiência).

Nós como telespectadores fizemos a nossa parte, até o fim. Ficamos todos grudados na frente da tela do computador (pelo menos aqui no Brasil)  esperando a conclusão da história desses sobreviventes do voo 815 da Oceanic, que começou lá em 2004 e na noite de ontém finalmente teve o seu fim. Afirmo novamente que nós fizemos a nossa parte, buscamos teorias, tentamos entender o que se passava por lá, buscamos informações e discutimos, como discutimos! O nosso trabalho foi feito e bem feito eu diria, mas e o deles? Hmm mmm…não sei não viu?

Mas o episódio “6×17/18 The End” colocou um fim nessa história (que eu repito que um dia já foi bem mais interessante), para o bem ou para o mal. Agora não tem mais “Previosly on Lost” e nem o barulho já tão tradicional do final de cada episódio. Chegamos ao final, gostando ou não, não tem mais para onde ir, é isso.

Esse é um post sobre o final de Lost…preciso avisar que tem spoilers?

Ok então, para ser politicamente correto: SPOILERS*

Vou até começar dizendo que eu me emocionei, sério. Mesmo não tendo grandes motivos para isso, eu confesso: cho-rei! Não pela história contada, ou pelo final em si, mas talvez por apego a esses personagens por quem um dia eu torci tanto. Afinal foram 6 anos de dedicação, pesquisa, repetições. Já assisti a todos os epsisódios de Lost por várias vezes (exceto por essa Season 6, que eu só assisti 1 vez cada ep e talvez nunca mais veja, tamanha mágoa) e a cada vez que eu asssitia passava a enxergar a história de forma diferente, ou pelo menos de uma forma mais completa. Elaborava teorias, ficava cada vez mais confuso e ansioso por um novo episódio. Nunca fui daqueles que sentia a necessidade de ter tudo explicado, afinal sempre entendi que o princípio da série é  a ficção e a partir dai eu já sabia que no final, nem tudo faria sentido mesmo e que muito menos todas as questões apresentadas seriam respondidas. Mas alguns dos mistérios eu ainda tinha esperança que sim e esperava ter pelo menos algumas dúvidas esclarecidas com esse final.

Mas o meu maior medo era que a série se perdesse. Quando anunciaram o pacote completo de Lost, que a série duraria até  a sua Season 6 e garantiram que era o tempo necessário para contar essa história eu até fiquei mais tranquilo, mais aliviado, embora tivesse certeza que no meio dessas 6 temporadas, com certeza em algum momento seriamos enrolados e arrastados para a história render um pouco mais é claro. Algo que eu não condeno e até vejo como normal. Mas o meu maior medo se confirmou com a Season 6 e ontém ainda mais com o episódio final da série. Triste mil…

Sinto em dizer mas eles se perderam, fato. E quando eu digo que sinto, eu digo de verdade, como fã da série que sempre fui.

Pausa: a cena inicial com o caixão de Christian chegando no avião da Oceanic e os personagens seguindo com o cotidiano de suas vidas que abriu o episódio foi  bem emocionante e linda. Clap Clap Clap!

Agora o problema aqui é que a reta  final de Lost se tornou quase que uma “série independente” do que já haviamos visto até hoje. Esqueça tudo sobre os sussurros na floresta, o misterioso monstro de fumaça (que eu sempre achei meio canastrão demais), dos Outros sequestrando gente na praia, se infiltrando para ver se descobririam algo mais, viagens no tempo, constante, física, símbolos nas paredes, relatórios Dharma e as escotilhas. No final das contas, como eu já disse por aqui, tudo isso não teve muita (ou nenhuma) relação com o que vimos nessa temporada final da série. Uma pena, porque esses talvez fossem alguns dos pontos mais interessantes dessa história, mas foram totalmente desprezados no final. Que pena.

Me decepcionei muito, muito mesmo com essa reta final da história, até mais do que com esse episódio de encerramento que nos apresentaram ontém. Não consigo achar um sentido para isso tudo, o que me incomoda profundamente. Já me incomodava antes, quando eu achava que não entendia muito do assunto mas que um dia tudo seria explicado e passaria a fazer algum sentido. Pois bem, não rolou…

E ai descobrimos que na verdade, o grande desfecho da série tratava-se da sala de espera do céu. Ahhhhh, faça me o favor neam? Ew!

Como se a briga dos irmãos Jacob e Homem de Preto, apresentada nessa reta final não fosse o suficiente neam?

Não sou religioso nem nada e talvez esse  seja o meu grande pecado ou o meu bloqueio para entender Lost, mas  aquela capela ecumênica não me emocionou em nada, a não ser o fato de todos eles finalmente se encontrarem ali e dessa vez já “compreendendo” tudo. Meio que conformados demais eu diria, mas enfim.  Mas fazer disso uma espécie de “purgatório” ou” um ritual de passagem” é meio cafona demais para mim. Ai eu me lembro da questão: Homem da Ciência vs Homem de Fé. Pois é, eu bem suspeitava que o final poderia ser por ai e confirmar isso não me agradou em nada. Talvez eu seja um homem sem fé mesmo…

Será que ainda veremos alguma série corajosa o suficiente para apostar na ciência? Talvez esse seja o caminho, fikdik.

E todo mundo meio que matou a charada no ínicio da série, de que eles estariam no “purgatório”. Bem, não foi exatamente isso, não desde o ínício como muitos pensaram quando vimos pela primeira vez os sobreviventes da queda do avião. Mas  no final, a viagem do voo 815 da Oceanic que vimos chegando no LAX no começo da Season 6, depois da bomba ter explodido nos 70’s (e o plano ter dado certo segundo a própria Juliet), era na verdade um voo para uma vida espiritual, para a sala de espera do céu, onde lá eles continuariam as suas vidas, teriam filhos (que?), trabalhariam  (como?), se relacionariam (hein?) até estarem prontos para partir. Tudo como na vida real só que com um pequeno (para eles) detalhe: estão todos mortos! MOR-TOS! Howcoolisthat?

E essa eu mesmo respondo: Notcoolatall!!!

Sinceramente eu preferia não acreditar em nada disso, não gostei nem um pouco quando o Christhian Shephard explicou de forma vaga e irritante (como todas as explicações até aqui) que eles estavam ali para relembar e deixar pra lá…

Como assim? Eu no mínimo teria quebrado aquela sala inteira, além de ter dado um griteeenho fino de garota quando o fantasma do meu papai morto falasse : Hello kiddo?

Não dá neam? Não consigo engolir isso… não mesmo. E acho que todos eles engoliram tudo de forma fácil demais. Exceto pelo Dr Jack, que por incrível que pareça foi quem teve a reação mais próxima de uma pessoa de verdade durante essas revelações bocós do final.

Mas como todo mundo que gostou muito do episódio diz que é fácil criticar mas que ninguém consegue propor uma sugestão a questão,  eu, Essy, proponho o meu own final de Lost, ou pelo menos a minha interpretação, já que o final foi assim tão “reflexivo”.

Não vou dizer que eu não gostei do final, não é isso, acho até aceitável, mas também não posso dizer que foi algo brilhante porque não foi. Nem com toda a força da iluminação da gruta dourada protegida por Jacob. É, não foi. Gostei do clima de suspense, da emoção proposta, mas não da finalização da história, isso eu definitivamente não gostei!

Pra mim tudo faria muito mais sentido se um pequeno detalhe tivesse sido mudado nessa reta final. Foi ai que eu criei a minha teoria da “interpretação paralela”. Vamos a ela:

Se quando Chistian Shephard apareceu para o Jack (como fantasma), ele tivesse dito que aquela era uma segunda chance que eles tinham recebido por tudo que passaram na ilha até a morte de cada um deles por lá, uma chance de continuar as sua vidas depois da experiência na ilha e que por algum motivo maior  (destino talvez) todas aquelas histórias e personagens estavam ligadas e que todos eles precisavam enxeragar isso e se lembrar para depois esquecer e seguir em frente com suas vidas no universo paralelo, ai sim eu teria achado bem mais interessante o desfecho da história e  muito mais justo além de tudo. Ai sim, pra mim tudo faria mais sentido.  Do caso contrário, continuo achando o Jacob um cretino sem tamanho! Co-var-de!

Mas como não foi isso que vimos, para mim, a impressão que eu tive foi a que Jacob, a grande promessa de sabedoria da ilha, era na verdade um puta de um sacana que não sabia de quase nada e ainda se achava no direito de brincar com a vida das pessoas dessa forma. Resumindo: um assassino manipulador cretino. Sorry, peguei birra de vc Jacob!

E não venha jogar na minha cara que eu não era feliz em minha vida pacata fora da ilha que essa não cola. Antes tivesse deixando todo mundo onde estava e ter ido ele mesmo resolver o problema da rolha no buraco da caverna dourada, simples assim.  Ou será que ele nunca pensou nisso? Precisava de tantos candidatos assim para colocar a vida em risco por um erro que ele mesmo assumiu que cometeu? Então quer dizer que além sacana, ele era meio burro e covarde? Nossa, esse Jacob nunca me irritou tanto! Ah se eu te pego Jacob!

Sorte dele que seu personagem nem apareceu nesse último ep, rs, de tão importante que foi…

Isso sim eu acho que foi falho e eu vou precisar de alguém muito mais inteligente do que eu para me provar do contrário ou eu jamais vou entender esse grande circo. Alguém se arrisca? Aceito sugestões!

O final foi bonito? Foi! Foi emocionante? Sim (a trilha contribuiu bastante para isso). Mas não foi nada brilhante, inovador ou inesperado neam? É, não foi.

Agora vamos falar das cenas do episódio neam?

Hurley como sempre brilhante! Adorei quando ele disse que o Jacob foi pior que o Yoda, euri

Aliás, achei legal no final das contas a posição de guardião da ilha ficar nas mãos dele, mesmo sem entender muito bem ainda do porque disso tudo. Achei uma forma de demonstrar um carinho ao personagem que mais representou os fãs durante todas essas temporadas de Lost. E Hurley sempre com muito humor, com as lines mais engraçadas da série, tentando fazer o Sayd se lembrar das coisas na realidade paralela (rs), atirando o tranquilizante no Charlie (rs) , ou quando ele faz piada do momento “cutecute” do Jack + Kate (rolei), sempre muito divertido. Everybody Loves  Hugo!

Mas, que nojo ter que tomar aquela água barrenta para se tornar o o novo Jacob/Jack neam? Ew! E dessa vez nem precisou de “reza” ou palavras mágicas? Sei…

Richard Alpert não morreu daquela forma estúpida do episódio anterior que eu havia falado, o que eu já achei digno. E o fato de agora ele se tornar um mortal com o seu primeiro cabelo branco, eu achei bem cool tmbm além de merecida a sua participação nessa reta final.

Desmond tentando abrir os olhos de Jack e a despedida entre os dois foi sensacional, um dos meus momentos preferidos do final  da série.

Várias referências aos primórdios do seriado, como o tênis pendurado no labirinto de bambus, Flocke lembrando de quando Jack e Locke olharam pela primeira vez o buraco da escotilha do Desmond, entre outros. Cool!

Referências ao número 23, começando do número da mesa do filho do Jack até a data de exibição do episódio. Cool!

Kate guardando a sua última bala para finalmente matar o Flocke e salvar Jack. Cool!

Pierre Chang sempre como apresentador em sua aparições, ganhando o seu espaço merecido no episódio final. Cool!

E eu bem já havia dito que a Juliet era a mãe do filho do Jack neam? Cool! Mesmo com o garoto sendo uma espécie de alma aleatória/anjo/fantasma

Os chocolates Apollo tmbm fazendo a sua participação afetiva na série. Cool!

Rever os personagens do passado foi bem cool tmbm! Charlie! Vincent!

Jack devolvendo o que Desmond já havia dito para ele no estádio no primeiro encontro dos dois. Cool!

Agora alguém me explica a função da Eloise? Toda cheia das informações e teorias para no final levar um “decidi ignora-la” do Desmond (euri)? E ficar com medinho do Desmond levar o Faraday? Muito mistério para nada neam? Aff…

As pedras que caiam quando a ilha estava afundando eram do Chapolin neam? euri

E eu fiquei pensando que poderia ter sido figurante fácil nesse ep, como um dos integrantes do Driveshaft, euri. Mas um deles era mesmo a minha cara, fato!

E não entendi o porque de tanta participação do Miles nesse ep, nunca entendi na verdade a sua relevância para a história, fatão! O piloto era até justificável, mas o Miles? Seriously?

Ben se redimindo com Locke foi bom tmbm, mas funcionou para deixar claro que Ben não pertencia a aquele grupo e que ele não veria a tal “luz”. Uma separação  de quem merece ir para o céu ou inferno? Maybe…

E que grande importância Jacob teve para isso tudo que nem deu as caras no ep final?

Tão inútil que ele nem teve coragem de aparecer, deve ter ficado tecendo tapetes na gruta. Tolo…

Agora, os dois maiores personagens desse episódio final foram Desmond & Jack, fatão!

Desmond mostrou o porque que ela era tão especial para a série, com sua resistência ao eletromagnetismo, encarando de frente o desafio de tirar a tal rolha da fonte iluminada de Jacob neam? Mas para que mesmo? Ahhhh  tah, foi para o monstro de fumaça se tornar humano novamente e poder ser morto. Ok.

E foram dele os episódios mais legais e mais bem feitos de Lost durante todos esses anos e isso ninguém pode negar. Deveriam ter se inspirado nesses eps para os demais, fikdik

Agora esse foi o episódio merecido de reconhecimento para o Jack. Foi o melhor episódio do Matthew Foxx, sem sombra de dúvidas e ele fez por merecer. Os momentos mais emocionantes foram dele e as reações mais humanas tmbm. Achei merecido esse reconhecimento a importância do seu personagem para essa história e é dele mesmo o papel de grande  herói de Lost. Mesmo sendo a escolha “óbvia” segundo Flocke, coube ao Doc o papel fundamental de começar e terminar essa história. Que termina em uma espécie de processo reverso do seu começo. Cool!

E é dele tmbm o coração de Kate, nessa e na outra vida, rs. Mas bem que ela não ficou na ilha ao seu lado neam? Te amo mas não sei se tanto assim, algo mais ou menos por ae neam Kate? (bitch)

Adorei tmbm o fato dele ter “consertado” o John Locke, mesmo que isso tenha sido no além e no final de contas não adiantar para muita coisa neam? Acho que foi mais uma metáfora. Cool!

Os flashs de quando eles se reconheciam me incomodavam um pouco, achava um pouco cafona demais aquelas cores, mas me emocionei com alguns deles, como o da Claire + Kate + Charlie, ou Sawyer + Juliet.

A sequência final, com o Jack caminhando ferido na floresta, deitando lentamente onde ele acordou em seu primeiro dia na ilha, tendo Vincent como seu companheiro nesse momento de despedida, observando o avião decolar da ilha levando os seus companheiros sobreviventes dessa jornada  e fechando os seus olhos pela última vez, pode até ter sido meio previsível demais para muitos, mas no fundo eu até já esperava tmbm que fosse algo do tipo e até gostei disso, achei a cena bem emocionante. Acho que temos coisas mais importantes para criticar do que isso e essa imagem do Jack olhando para o avião me lembrou muito o buraco de Alice In Wonderland, obra bastante citada na série. E eu fiquei emocionado, fatão! Clap Clap Clap Foxxy!

Mesmo não enxergando muito a relação entre as primeiras temporadas com essa última, Lost pra mim valeu mesmo a pena por seu ínicio espetacular de 3 temporadas excelentes. Talvez tenhamos aguentado todo o resto por curisosidade, ou por puro entretenimento e isso não podemos negar que tivemos, tanto um quanto o outro. Não sinto que perdemos o nosso tempo, nem que desperdiçamos algo ao nos dedicar a uma das séries mais influentes e importantes da história da tv. Mas sinto que o meu maior medo se confirmou mesmo: Cuse & Lindelof, vcs se perderam!

E criticar não é faltar com respeito ou qualquer coisa do tipo, muito menos desmerecer um mérito que nem tão cedo outra série conseguirá tirar de Lost. Só fico pensando lá na frente, quando esses caras estiverem mais velhos e  com os egos menos inflados, que talvez eles se arrependam de para onde conduziram essa história que tinha tudo para ser épica mas não foi, não com essa conclusão. Algo que certamente discutiremos muito ainda, fatão!

Sempre achei que eu iria gastar pencas de tempo discutindo o último episódio de Lost com vcs, achei tmbm que seria muito mais emocionante do que realmente foi. O mais difícil talvez tenha sido me expressar e talvez ser compreendido, mas com essas 3066  palavras eu consegui finalizar aqui no Guilt o assunto, pelo menos para mim (rs).

E o título desse post não poderia ser mais apropriado, thnks daddy Shepard! Seasons 1,2 e 3 continuam no santuário, para recordar e as Seasons 4,5,6 talvez eu deixe pra lá, na pilha ao lado, rs.

Assim terminamos a nossa trajetória observando os sobreviventes dao voo 815 da Oceanic por todos esses 6 anos. Com muitas duvidas e insatisfações, esse foi o final sugerido por quem “manda” na série e só nos resta aceitar que de fato, Lost chegou ao seu fim. (tears)

E pela última vez, o Guilt diz Namaste!

ps: essa música me da saudades de um tempo em que tudo era mais simples, rs


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