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The 10th Doctor (parte 2)

Abril 27, 2012

Continuando a minha incansável maratona de Doctor Who, cheguei ao final da Season 3, o que marca o penúltimo capítulo dessa minha saga dentro da série de 2005. Uma temporada um tanto quanto diferente, digamos assim. Digo isso porque ela fica no meio do caminho entre o que estamos assistindo hoje em dia em Doctor Who, seguindo o fundamento das Seasons 5 e 6, assim como também ela tem um pouco da minha impressão sobre as Seasons 1 e 2, que são temporadas sem um grande plot central de destaque que reúna toda história ao final de cada uma delas, o que as tornam de certa forma até mais fáceis de se acomapanhar.

Essa Season 3, a segunda temporada com o David Tennant na pele do 10th Doctor, traz o ator ainda mais confortável no papel do último dos Senhores do Tempo, reforçando ainda mais a sua própria identidade enquanto dava vida mais uma vez a esse personagem tão icônico da história da TV.

Mas dessa vez, temos um Doutor um tanto quanto diferente e entristecido em alguns momentos da temporada, se sentindo culpado, ainda sentido com a perda da sua antiga companion, como se ainda estivesse em uma espécie de  “luto” pelo desfecho da história da Rose ainda na temporada anterior, isso embora ele saiba que ela se encontra bem, vivendo a sua vida em outro universo, apenas com o agravante de que ambos não poderão mais manter contato um com o outro, o que não deixa de ser bem triste para os dois lados da história.

A temporada começa com o especial de Natal trazendo uma noiva misteriosa, Donna (3×00 Runaway Bride), que é uma espécie de “Amy Pond” mais velha e um pouco mais amargurada pela vida, digamos assim, rs. Ela que até chega a ganhar um convite para dividir o espaço da TARDIS ao lado do Doutor, mas que naquele momento não vê como aceitar o pedido do próprio, para tristeza de todos, porque a dobradinha entre os dois personagens já nesse episódio foi realmente bem boa. Lindo ele fazendo nevar para ela ao final do mesmo, usando um recurso especial da própria TARDIS para tal. Maravileeeandro!

Na sequência, agora sim no primeiro episódio da Season 3 (3×01 Smith and Jones) e com um plot delicioso que levou um pedaço de Londres para a lua, ganhamos a entrada de Martha Jones (Freema Agyeman), uma estudante de medicina lindíssima (realmente achei ela muito bonita), que logo de cara, mesmo sem entender muito bem o que é que o hospital onde ela faz sua residência está fazendo em solo lunar, acaba se encantando por aquele homem misterioso, o qual ela pouco conhece, mas se aproxima para tentar resolver aquele probleminha que ambos estão enfrentando juntos naquele momento. Nesse episódio da entrada da nova personagem, ainda ganhamos a visita dos Judoons, que são uma espécie de polícia meio corrupta do universo e que eu também adoro.

Assim surge o convite de Martha Jones para ser a companion da vez do Doutor e mesmo com ela tendo uma vida até que estabilizada em Londres, prestes a começar uma carreira para a qual vem dedicando anos de estudo, Martha acaba não resistindo aos encantos do Doutor, que já nesse primeiro encontro, por motivos de forças maiores, acaba dando um beijo nela, algo que a deixa visivelmente balançada já logo de cara. E assim, a possibilidade de viajar entre o tempo e o espaço passa a ganhar prioridade na sua vida, roubando o lugar da Medicina, pelo menos momentaneamente. Dessa forma, o Doutor não só descola a sua nova companion, como ele ganha também uma Doutora para acompanhá-lo a bordo da TARDIS, detalhe que eu achei sensacional.

Além dessa diferença da Martha ser uma personagem bem resolvida na sua vida, mesmo colocando algumas coisas de lado para seguir viagem com o Doutor, como a sua própria profissão, existe também de certa forma uma participação maior dos membros da sua família já nesse primeiro episódio da série, o que acaba fazendo uma boa diferença na relação Doctor + Companion da vez. Eles que mais tarde acabam ganhando algum destaque e aos poucos, vão se amarrando ainda mais a história da personagem, algo que não aconteceu exatamente com a Rose Tyler por exemplo, onde sua mãe e até mesmo o seu namorado, acabaram aceitando até que facilmente que a garota seguisse viagem com um homem misterioso e desconhecido, ideia essa que não agrada em nada a mãe da Martha Jones, que chega a tomar certas providências a respeito, algo que acabaria sendo ligado ao plot do final da temporada.

E apesar de até ter gostado da nova companion, ou pelo menos tem simpatizado com ela logo de cara, fica visível que a sua posição dentro daquela jornada não seria nada fácil. A todo momento, ficava bem claro que Martha estava ocupando um lugar pertencente a alguém que ainda fazia muita falta para o Doutor e esse peso da sombra da Rose, acabou ficando pesado demais para a personagem carregar, a ponto de prendê-la no posto da “coadjuvante da coadjuvante” até o final da temporada, onde merecidamente, pelo menos eles tentaram reescrever sua história para que a nova companion terminasse a sua participação como uma grande heroína. Mas chegaremos nesse ponto ao final dessa review…

Só achei que ela desistiu de competir cedo demais, permanecendo na sombra da Rose por muito tempo e provavelmente por isso, a sensação que fica é a que ela não pertence a aquele lugar. Uma pena, ainda mais que essa competição poderia favorecê-la, uma vez que a sua oponente não esteve presente em nenhum momento até então. Mas talvez os fantasmas do passado sejam até mais fortes também… (nada como uma história mal resolvida para deixar a gente meio assim)

Dessa vez, o personagem da nossa história que entrou em Doctor Who foi ninguém menos do que o próprio Shakespeare, na primeira viagem da Martha como companion oficial do Doutor (3×02 The Shakespeare Code). Ele que se encantou completamente por ela e é pintado na série como um homem com uma sensibilidade absurda (nada mais do que justo), o único do seu tempo capaz de perceber que a dupla que está de passagem em seu teatro não faz parte do seu presente e sim do futuro. O episódio ainda é marcado por vilãs que são bruxas, onde o Doutor acaba fazendo uma menção homenageando a J.K. Rowling e a sua série de livros mais famosa em todo o mundo, Harry Potter. Achei sensacional quando em um determinado momento do episódio, Martha acabou arriscando um “Expelliarmus” com sucesso, para se livrar das bruxas que atormentavam Shakespeare, impedindo-o de escrever sua nova peça. E a piadinha sobre o bafo dele também foi sensacional, assim como a inclusão da lenda da peça perdida de Shakespeare na história.

Nessa temporada também tivemos o terceiro e último contato do Doutor com a Face de Boe, que reaparece em um episódio sensacional, cheio de figuras de outros planetas, além da companhia das gatas enfermeiras/freiras, que nós já havíamos encontrado anteriormente, também em New New York (3×03 Gridlock). Um dos meus episódios preferidos da temporada, com aquele trânsito infernal, dez milhões de vezes pior do que SP em horário de pico em véspera de feriado prolongado (tipo hoje, rs), com milhares de carros cheios de personagens dos mais diversos em busca de algo que eles sequer questionaram o porque, figuras que aceitaram manter a ordem apenas porque alguém mandou e nada mais, o que diz muito do comportamento de muitas pessoas ainda hoje em dia. Aliás, AMO essas metáforas que Doctor Who faz em seus episódios, sempre jogando na nossa cara um tipo de comportamento preguiça da sociedade contemporânea ou do próprio ser humano em geral.

Os vilões da vez que nos deram o ar da sua graça novamente foram os Daleks, que apareceram em um episódio duplo invadindo NY dos anos 40 (3×04), arriscando uma mutação com a raça humana, na esperança de criar um ser mais evoluído, além de estarem tentando a proliferação da sua própria espécie, já que existem poucos deles atualmente. Experiência essa que não deu muito certo, mas que nos revelou a face de como seria um exemplar dessa nova espécie híbrida. Esse episódio duplo (3×04 Daleks in Manhattan e 3×05 Evolution of the Daleks) também conta com a participação especial do ator Andrew Garfield, quando ele ainda não era muito conhecido. Howcoolisthat?

Dentre os meus favoritos dessa Season 3, estão a segunda parte da invasão e a evolução dos Daleks em NY (3×05 Evolution of the Daleks), tem também um outro bem bacana e que no final das contas é bem importante para que a gente possa entender parte do season finale, que é aquele em que o Doutor tem toda a sua história/memória presa a um relógio (3×08 Human Nature), onde ele passar a viver a sua vida como uma pessoa normal (um sonho impossível para ele), como professor em uma escola (e eu já bem havia dito que ele tinha cara de professor, ainda mais com aqueles óculos, sem contar toda a sabedoria do personagem), com direito até a um verdadeiro romance para o próprio, para desespero da Martha, que a essa altura já estava mais do que apaixonada por ele.

Depois disso, chegamos a um dos episódios mais elogiados da série de todos os tempos, “Blink” (3×10), que é aquele com a introdução dos Weeping Angels, que são aquelas estátuas medonhas de anjos com os rostos cobertos pelas próprias mãos, que se aproximam de suas presas quando não estão sendo observados por elas (na minha opinião, eles são as criaturas mais medonhas ever!). Um episódio brilhante, que além de ser super informativo a respeito da mitologia dessas criaturas que nós já conhecemos do presente da série (dizem até que os Ponds se despedirão de Doctor Who em um episódio com os Weeping Angels), ainda conta com a participação da atriz Carey Mulligan, onde fica visível todo o seu talento e a tremenda força da sua atuação, que chega a exigir um espaço maior do que a tela da TV naquele momento. Um episódio que tinha tudo para ser um filler qualquer, mas que no final das contas acabou funcionando surpreendentemente bem, quase como um filme a parte da série, ainda mais que ele é mais um daqueles episódios onde o próprio Doutor e a sua companion são meros coadjuvantes, aparecendo apenas em uma pequena parte dele, como aconteceu na temporada anterior em “Love & Monsters” (2×10), outro grande episódio da série.

Até aqui tudo bem, mas embora a temporada continue bastante movimentada e com uma série de episódios bons ou pelo menos interessantes, continuei achando tudo meio morno, onde mais uma vez eu senti um pouco de falta daquilo que eu venho batendo na tecla desde as duas temporadas anteriores (Seasons 1 e 2), que é a falta de um plot maior que tenha ligação com a história central da temporada, algo que a sua importância fique bem clara desde o começo. Nesse caso, ele até existe, ou melhor dizendo, uma parte dele até existe, mas ainda de forma bem tímida, apenas com a família da Martha sendo contra ela viajar com o Doutor e a sua mãe estar ligada à algumas pessoas  em busca do paradeiro da sua filha na companhia daquele homem do qual ela obteve algumas informações sobre o fato dele ser perigoso, mas isso em dois ou três momentos da temporada apenas. E fora esse detalhe, aparentemente nada mais tem uma conexão.

Digo aparentemente, até a gente chegar nos três últimos episódios da temporada (3×11 Utopia, 3×12 The Sound of Drums, 3×13 Last of the Timelords). Uma sequência sensacional, que começa com uma viagem até o final do universo, encontrando um mundo prestes ao seu fim, onde mais tarde, ganhamos um final excelente para essa Season 3, o qual eles aproveitaram para amarra-lo a alguns plots da temporada, como acontece hoje em dia na série. Um detalhe que certamente fez com que esses últimos três episódios da temporada fossem brilhantes, do tipo imperdíveis!

Nesses episódios finais, ganhamos também o retorno do capitão Jack  Harkness, interpretado por John Barrowman, um personagem que havia ficado para trás ainda na Season 1 e que finalmente teve o seu reencontro com o Doutor. Sobre ele, tivemos também uma série de novas informações da sua mitologia, como o fato dele ter reconstruído Torchwood (que nós sabemos que é o spin-off de Doctor Who) em homenagem ao Doutor, além do fato dele ter se tornado uma espécie de imortal, depois do evento do final da Season 1. Mas nada disso teve um impacto tão grande para a história, como a revelação final de que ele na verdade era ninguém menos do que a Face de Boe (CATAPLOFT). Howcoolisthat? Um personagem já conhecido e adorado por todos nós, que mais cedo na temporada, ainda aproveitou para avisar o Doutor no futuro, que ele não estava sozinho…

Assim, John Smith (AKA Doctor – eu gostava quando a Martha insistia em chamá-lo assim) acabou ganhando a esperança de encontrar um outro membro de sua espécie, que na metade desse caminho, se revelaria ser na verdade, um grande inimigo para o próprio. DRA-MA! The Master (John Simm), um outro sobrevivente do fim de Gallifrey (planeta natal do Doutor que nós tivemos a chance de ver um pouco pela primeira vez nesse final de temporada), mas que nesse caso se renderia ao lado negro da força, colocando inclusive o próprio Doutor em uma posição bastante delicada em relação a suas raízes.

Enfrentando um inimigo a sua altura, com os mesmos tipos de poderes e tecnologia que ele pela primeira vez (ele que tem uma laser screwdriver, porque segundo o próprio, quem ainda usa uma sonic screwdriver nos dias de hoje? rs), a batalha entre os dois últimos Senhores do Tempo foi algo muito sensacional, mesmo com o Doutor levando a pior por boa parte dela. Sendo rendido por seu inimigo, ele foi torturado, exposto ao mundo inteiro como uma espécie alienígena, envelhecido primeiramente por 100 anos e depois por 900 anos (que é a sua real idade), nos mostrando pela primeira vez um Doutor que a gente não sabia que existia. Achei até que aquela versão de 900 anos dele foi muito bem executada, levando em consideração que os efeitos na série nem sempre são executados com excelência (nessa temporada eles até que melhoraram bastante nesse quesito). Mas nesse caso, tudo funcionou muito bem e eu até senti que aquela versão do Doutor seria quase que uma homenagem a algumas outras criaturas do cinema recente… (me lembrei de “Harry Potter” e “Senhor dos Anéis”, por exemplo)

E foi nesse momento da finalização da temporada que eles resolveram colocar a Martha em um lugar de destaque que ela não conseguiu ocupar durante todos os outros episódios em que participou. Com a missão de ser a única esperança de salvação do mundo, Martha Jones ganhou um perfil excelente de heroína, que passou um ano inteiro viajando pelos quatro cantos do mundo a procura de uma arma poderosa o suficiente para derrotar o Master, a ameaça que mais chegou próxima até agora de derrotar o próprio Doutor. Uma resolução que foi extremamente simples até, mas de um impacto gigantesco, com pessoas do mundo inteiro chamando pelo Doutor no mesmo momento, quase que como um mantra, em uma cena linda diga-se de passagem, e bem emocionante.

E é praticamente impossível  assistir a essa temporada de Doctor Who e não encontrar fortes semelhanças com os caminhos atuais de Fringe por exemplo (semelhanças essas que eu já havia encontrado na temporada anterior, com a questão do universo paralelo), com os personagens do futuro voltando ao passado para dominar a terra e tudo mais, assim como também é praticamente impossível não encontrar alguma semelhança entre a loucura do Master com o vilão Moriarty de Sherlock. Nunca assistiram Sherlock? Vou contar até dois então: umdois!

Master tem características bem semelhantes as do vilão da outra série de Steven Moffat, em vários tons abaixo, é verdade, mas ambos são personagens realmente parecidos no perfil de psicótico carismático e bem humorado. E as cenas do Master nesse season finale que ganharam uma trilha sonora, foram simplesmente sensacionais, elevando ainda mais o grau de loucura do grande vilão da vez, além de dar um toque especial no nível de humor da série, que é sempre bem bacana também.

E todos esses detalhes somados fizeram com que esse fosse um dos sesons finales mais bacanas de Doctor Who até agora, muito bem amarrado e executado de forma brilhante, além de deixar aberto algumas possibilidades para o futuro da série. Na minha opinião, ele se compara ao season finale da quinta temporada por exemplo (que foi quando eu conheci a série), que por enquanto, continua sendo o meu preferido.

Esse final de temporada além de ser excelente, ainda marca a despedida da Martha Jones como companion da vez do Doutor, ela que durou apenas uma temporada ao seu lado (fom forom fom fom). Embora pareça precipitada a sua saída, a forma como ela acontece também é bem bacana, porque dessa vez a despedida aconteceu através da liberdade de escolha da própria, que preferiu voltar para a sua vida real, a continuar vivendo em viagens mirabolantes pelo universo, não que isso não seja tentador (e quem não adoraria embarcar na TARDIS?), mas o problema maior mesmo seria continuar nutrindo cada vez mais um amor não correspondido, que sempre foi a base da relação dela com o 10th Doctor. Quase como um término de relacionamento, ela se despediu do Doutor usando inclusive o exemplo de uma amiga que assim como ela, vivia um amor platônico que não mais a fazia feliz, mas por outro lado, ficou também evidente que esse amor não era correspondido por parte dele de forma alguma (talvez na intenção de não se apegar novamente), algo que no caso da Rose, chegou pelo menos a ficar no ar em alguns momentos do passado.

Só que dessa vez, a despedida foi  sem todo o drama de nunca poder voltar como a Rose. Martha se despediu do Doutor deixando as portas abertas para que talvez um dia ambos possam se reencontrar, algo que eu também achei interessante pesando na continuidade da série como um todo e já considerando a possibilidade de uma reunion no futuro, quem sabe? (…) Em relação a gostar ou não da personagem, embora eu já tenha dito que esse tipo de relação de amor entre Doutor + Companion não tenha um grande apelo comigo, achei bastante interessante que nesse caso, a personagem se deu conta disso tudo sozinha e não precisou ser abandonada, ou de um drama qualquer que a distanciasse do seu amor de uma vez por todas (suck it, Rose!). Nesse caso, achei bacana que a personagem tenha escolhido o seu futuro baseado em algo real, quase que como se a Martha tivesse escolhido ela mesmo ao invés de uma relação que ela finalmente enxergou não ter futuro e não ser correspondida, o que é triste, mas é importante quando a própria pessoa toma conhecimento disso por ela mesmo. E de quebra, nesse meio caminho, Martha ainda ganhou um candidato a boy magia para chamar de seu, que além de tudo, divide a mesma profissão que ela. Go girl!

Assim cheguei ao final dessa Season 3 de Doctor Who, a um passo de chegar ao final da minha maratona e finalmente alcançar a era em que eu comecei a assistir a série (Seasons 5 e 6, que eu até pretendo rever já que estou nessa…). A essa altura, ando gostando ainda mais do trabalho do David Tennant no cargo do último dos Senhores do Tempo, onde acho que ele passou a se sentir cada vez mais a vontade no papel, perdendo um pouco daquele ar de caricatura que eu mencionei no post sobre a temporada anterior. E é preciso dizer que mesmo com a postura da Martha como a garota que nunca iria conseguir substituir a ex companion, a dinâmica entre os dois também foi bem bacana durante essa temporada em que estiveram juntos a bordo da TARDIS.

Digamos que no placar, o David Tennant tenha subido após essa Season 3 e agora nos encontramos assim: Matt Smitth 10 vs  David Tennant 9,50. Mas ainda há tempo para que o 10th Doctor roube de vez o meu coração… Quem sabe um convite para companion não facilite? rs

 

Allons-y!

 

To be continued… (e o próximo será a parte final dessa maratona deliciosa. Ufa!)

ps: durante essa parte da maratona, assisti também a animação da série, com o 10th Doctor na companhia da Martha viajando para século 40 (Doctor Who – The Infinite Quest), que eu bem recomendo a todos que se animarem a acompanhar Doctor Who, além do famoso especial “Children in Need”, que no ano de encerramento dessa Season 3, nos proporcionou um encontro sensacional entre o 5th Doctor, vivido pelo ator Peter Davison e o 10th Doctor, no qual, o próprio Tennant revelou que aquele foi o seu own Doutor. Howcuteisthat? Seria demais pedir um especial desses com o encontro dos adoráveis e recentes 10th e 11th Doctors? SONHO!

ps2: sorry pelas imagens novamente com marca d’água, mas é o que temos com qualidade da série antiga para hoje. (e os créditos mais uma vez estão dados)

Olha só quem anda em NY ultimamente…Who?

Abril 13, 2012

Ninguém menos do que ele, Doctor Who, gravando cenas de um dos episódios da Season 7 no Central Park, em NY.

Agora me digam se não seria sensacional um episódio com o Doutor morando como uma pessoa normal no Village ou quem sabe no Brooklyn? (tipo aquele em que ele fica morando em Londres por um tempo, onde ele conhece o Craig, sabe? 5×11)

Ansioso mil para a nova temporada.

E a nova companion de Doctor Who é: Jenna-Louise Coleman

Março 21, 2012

 

 

Conforme já adiantamos para vocês, a nova temporada de Doctor Who (Season 7) que começa em setembro, irá marcar a triste despedida dos Ponds (Amy + Rory)  do elenco da série, o que é claro que não será fácil para ninguém. Humpf!

E hoje foi anunciado o nome de sua substitua como companion do Doutor para a nova temporada, a jovem atriz Jenna-Louise Coleman.

Pouco se sabe sobre o seu personagem, além do fato dela ser a nova companion da vez e a única informação que o Steven Moffat liberou é que o encontro entre o Doutor e a sua nova companheira de viagem dessa vez não será nada simples e segundo o próprio, a entrada da personagem será parte de um dos maiores mistérios que o Doutor já viveu. E o que fazemos com toda a nossa curiosidade agora mesmo, hein?

Enfim, o que nós sabemos de novo sobre a Season 7 é que ela terá 14 episódios, onde os seis primeiros serão exibidos ainda em 2012 e o sexto deles será o especial de Natal desse ano, que será o episódio que marcará a entrada de Jenna-Louise Coleman na série. Agora a notícia triste é que o quinto episódio dessa temporada será o momento para a grande despedida de Amy e Rory, algo que eu nem gosto de imaginar. Detalhe que nesse episódio de despedida, eles encontrarão os Weeping Angels (criaturas das quais eu morro de medo, morro!). Ou seja, muito provavelmente, não só os anjos chorões irão derramar suas lágrimas nesse episódio…#TENSO!

Falta muito para começar a brincadeira?

Agenda Who?

Março 17, 2012

Anotem todos em seus moleskines azul TARDIS: segunda feira 19/03 Doctor Who começa a ser exibida na Tv Cultura (um canal que sempre nos encheu de orgulho, não?), diariamente às 20h20 (de segunda a sexta) e com isso ninguém tem mais desculpas para não assistir a série, hein?

O canal importou todas as temporadas produzidas dessa nova safra da série inglesa (Season 1 à Season 6), 6 especiais de uma hora de duração e uma animação. Ou seja, TU-DO! YEI!

Lembrando que como eu disse anteriormente, Doctor Who  será exibida dublada, com opção de audio original na tecla SAP, para quem preferir um sotaque inglês indeed, assim como eu. E os episódio exibidos estarão disponíveis também em streaming no site do canal para quem não conseguir assistir na TV por uma drama qualquer. Ou seja, sem desculpas mesmo hein?

Tipo imperdível! (sério, quero ver todo mundo assistindo!)

E quer melhor companhia para a hora do jantar?

Allons-y!

The 10th Doctor (parte 1)

Março 16, 2012

Anteriormente em Doctor Who…(sempre quis fazer um “previously” aqui no Guilt, rs)

 

Essy começava a sua incansável maratona pelas 4 primeiras temporadas de Doctor Who que ele havia deixado para depois, quando decidiu começar a assistir a série por sua Season 5 (e Season 6 até agora), onde acabou conhecendo e se encantando por Matt Smith na pele do 11th Doctor, a quem ele passou a chamar de seu Doutor, esse que capturou o seu coração e o escondeu em uma sala secreta dentro da própria TARDIS (dramático). Nesse caminho, esse jovem aspirante descarado a companion e forte concorrente em segredo público para a vaga de 12th Doctor (rs, I wish!) conhecia e se despedia do 9th Doctor e se preparava para a era David Tennant, terminando a sua review com a pergunta que não queria calar: será que Essy se apaixonaria pelo 10th Doctor?

 

Bobagens e devaneios a parte (rs), terminei o meu último post sobre Doctor Who com a despedida do ator Christopher Eccleston deixando o personagem para a chegada do David Tennant, o 10th Doctor. Muitos já haviam me avisado sobre os poderes de encantamento do 10º Doutor, que é quase que uma unanimidade entre os fãs da série, que adoram a herança do trabalho realizado por Tennant durante as suas três temporadas na pele do último Senhor do Tempo. Muitos dizem que ele foi o melhor Doctor desses últimos tempos (da nova safra de 2005), mas a minha opinião eu vou deixar por último, porque desde que eu assisti Sherlock (Seasons 1 e 2, que eu também mais do que recomendo!), ando AMANDO cada vez mais o velho e bom clima de total suspense. Faço isso também em homenagem ao Steven Moffat, ele que é o responsável por esses dois grandes personagens na TV do momento. (embora eu tenha deixado algumas pistas ao longo do texto)

Agora chegou a hora de falar da minha own experiência com o David Tennat na pele de um dos meus personagens preferidos de todos os tempos. Mas conforme o prometido, vou falar de cada uma das temporadas que eu ando assistindo nessa minha incansável e deliciosa maratona de Doctor Who, portanto, esse post é relacionado a Season 2, a primeira com o 10th Doctor.

E não tem como negar que a chegada do David Tennant ao universo da série só tenha acrescentado em todos os sentidos, porque o cara é realmente muito bom. Muito bom (clue). Tem uma agilidade visivelmente maior do que o Doutor anterior por exemplo, inclusive no modo de falar, que é todo especial e carregado de diversas entonações diferentes, algo notado até mesmo pela própria Rainha Vitória durante essa temporada (ela que até declarou o Doutor como inimigo da corte, rs). Sem contar o carisma, que nesse caso também é bem maior, o que faz com que mesmo em pouco tempo ao lado da nova companhia, já seja possível se acostumar com a grande mudança e começar a se simpatizar com o mesmo.

E as mudanças não param por ai não viu? Muda-se também o figurino, em uma cena sensacional com ele revelando o interior do closet da TARDIS durante o episódio de Natal que abre a temporada (2×00 The Christmas Invasion), parte que pra mim (e quem acompanha o Guilt sabe porque), foi mais do que especial. Aliás, adoraria se outros ambientes da máquina do tempo mais sensacional ever também nos fossem revelados. Com isso, saí o peso do couro preto do figurino do 9th Doctor,  para a entrada de um terno de risca de giz, gravata e um sobretudo enorme e marrom. Aliás, muito marrom (que é sempre uma cor problemática pra mim, mas que eu já estou aceitando melhor). E ele ganha também óculos nessa nova versão, que ele usa em alguns momentos e que acabam deixando-o ainda mais com cara de professor de História, rs. Mas para quebrar um pouco dessa seriedade que não caberia em Doctor Who, o personagem ganha nos pés um toque especial com o seu Converse de cano alto, um sinal claro e evidente de que esse Doutor está diferente e possivelmente tem uma alma mais jovem, mais leve, apesar da sua idade avançadíssima (rs, que ele não nos ouça).

E como não amar ele completamente decepcionado por não ter se transformado finalmente em um ruivo depois da sua regeneração? Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (viu com eu não sou único na preferência pelo ruivismo? Go gingers!)

Ao seu lado, temos mais uma vez a companhia de Rose Tyler (Billie Piper), a companion que veio como uma das poucas heranças da temporada anterior. Ela que permanece completamente apaixonada pelo Doutor, que dessa vez parece se envolver um pouco mais com a sua companion do que no passado, demonstrando em vários momentos que talvez ela esteja sendo correspondida, ou pelo menos ele vai deixando a dúvida no ar. Novamente, eu tenho que dizer que essa relação de amor em Doctor Who pouco me interessa e isso desde a temporada anterior, apesar de entender a fascinação de qualquer pessoa ao lado de uma homem como o Doutor. O problema é que eu sempre achei a Rose um tom acima, atirada demais sabe? Um tanto quanto desesperada e isso fica bem claro na forma como ela se desprende completamente do seu ex namorado (o irritante Michey Smith, que para piorar volta duplamente durante essa temporada) por mais de uma vez, para continuar viajando com o Doutor. E sinceramente, eu acho que esse não seria o tipo de mulher preferida do Doutor (ciúmes talvez? rs), que sempre me pareceu ser do tipo que se encantaria muito mais pela personalidade de alguém do que qualquer outro atributo físico ou apelativo (embora ele tenha os seus momentos). Mas vamos deixar o assunto Rose Tyler para o final, por motivos óbvios (isso para quem já assistiu a série) que vocês vão entender melhor no encerramento desse post.

Durante essa Season 2, notei também uma produção mais bem feita do que a Season 1, em diversos episódios e principalmente no começo da temporada. Como por exemplo, naquele episódio com aquela espécie de “monges ninjas” (2×02 Tooth and Claw), com uma excelente sequência de luta em sua abertura. Episódio esse que ainda  contou com uma espécie de lobisomem, que foi realizado dignamente, o que nem sempre é um mérito da série quando o assunto são efeitos especiais e isso nem é uma crítica, porque eu já bem disse anteriormente que acho que dentro daquele universo fantasioso de Doctor Who, as “precariedades” da produção sempre acabam funcionando, mesmo quando poderiam ter sido cuidadas com mais carinho (ou com mais $$$ mesmo).

Ainda falando da parte técnica da série, percebi também que dessa vez eles fizeram mais questão de evidenciar o azul “TARDIS”, presente em diversos momentos ao longo da temporada nos mais diversos objetos de cena. Como no furgão utilizado pelo amigos do “Mickey” do universo paralelo, ou na própria scooter do Doutor, que aparece no episódio do dia da coroação da Rainha Elizabeth II em 1953.

Algumas curiosidades que eu notei também ao assistir essa Season 2 foi que pela primeira vez nós vimos o papel mediúnico em funcionamento, com algo realmente escrito nele (eu pelo menos não me lembro de ter visto isso acontecer antes nas demais temporadas que eu já assisti), descobrimos também que no passado, o Doutor utilizava o pseudônimo de John Smith para se identificar em alguns casos (Jonh Smith = Matt Smith = Confirmou! rs), além de alguns detalhes da cultura pop que apareceram durante essa temporada, como o Doutor dizendo AMAR o filme dos Muppets de 1979, ou a referência aos “Caça Fantasmas” durante o último episódio, além do momento musical com “The Lion Sleeps Tonight” ainda no quinto episódio. (detalhes que eu reparo por conta do meu nível avançado de DDA)

E novamente eu senti a falta de um plot maior para a história, algo que estivesse relacionado com o todo e se revelasse no final, que é mais ou menos o que tem acontecido na série atualmente, como eu disse no post sobre a Season 1. E como na primeira temporada, essa Season 2 foi marcada apenas pela repetição do nome “Torchwood” mencionado em diversos episódios e em momentos diversos, dessa vez mais evidente do que o timido “Bad Wolf” da temporada anterior, em uma tentativa de evidenciar qual seria o plot do final da temporada. Algo que comparada a atual dinâmica de Doctor Who durante a Season 5, ou a Season 6, com histórias mais cheias de camadas e totalmente envolvidas com o plot maior da temporada (ou de parte dela pelo menos), acaba deixando um pouco a desejar nesse sentido em relação a conclusão da história contada durante aquele período.

Outra diferença bem clara em relação a temporada anterior é a questão da ação na série, que dessa vez esteve muito mais presente do que a emoção por exemplo, algo que eles exploraram mais durante a Season 1, como naquele encontro da Rose com o pai que ela não chegou a conhecer,  um momento quase que impossível de conseguir não se envolver e não se emocionar por exemplo (1×08 Father’s Day). A ação durante essa temporada realmente teve um destaque maior, trazendo um outro ritmo para a série também, que já havia se tornado mais ágil, até mesmo pela interpretação do próprio David Tennant, como eu mencionei anteriormente.

Por isso continuo considerando essas duas primeiras temporadas bem mais fáceis de se acompanhar, mesmo que você tenha se perdido durante o caminho ou tenha perdido algum episódio por um motivo qualquer. Algo que hoje em dia eu nem sei mais se ainda funciona como desculpa, porque opções nunca nos faltam nessas horas, não é mesmo? (Beija SOPA! Beija PIPA!)

Diretamente do passado, tivemos participações mais do que especiais de personagens conhecidos da vida real, como a Rainha Vitoria, em um dos episódios mais bem cuidados da série (que termina com uma piadinha bem boa sobre a Família Real), além de Reinette Poisson, ou Madame de Pompadour, figura conhecida dos ingleses por ter sido uma das amantes do Rei Luiz XV da França e que na série, chega até a ter um momento mais animado ao lado do Doutor, rs (que fica bem metido por isso). Como fato histórico real, dessa vez tivemos a coroação da Rainha Elizabeth, nesse caso mostrado com a chegada da TV na década de 50 para a maioria das casas de Londres, onde o fato foi mostrado com o país inteiro diante de suas TVs pela primeira vez na história, para acompanhar um dia tão importante para a cultura dos ingleses, nesse que foi um dos meus episódios preferidos da temporada (2×07  The Idiots Lantern) com a Rose e o Doutor chegando a caráter, prontos (e equivocados) para conhecer o Elvis, dirigindo a scooter azul TARDIS que eu falei no começo da review.

Falando dos meus episódios preferidos, estão o primeiro da temporada (2×01 New Earth) com a nova Terra, que é um episódio futurista e que nos trouxe de volta a participação mais do que especial de Cassandra, o último ser humano (ou o que sobrou dele, ela que tem um final lindo nesse episódio) e a Face de Boe, que nós já conhecemos anteriormente, além das sensacionais freiras felinas do lado negro da força. Gostei muito também da saudosa visita da Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen, que faleceu em 2011, triste mil), companion antiga do Doutor, enfrentando sem mendo a Rose, que agora ocupa um lugar que já foi seu, em um diálogo divertidíssimo, episódio esse em que ganhamos também a impagável visita do K9, uma espécie de cachorro robô, mascote do Doutor de outros tempos.

Assim como a segunda parte da chegada do Cybermen é bem boa (2×06 The Age of Steel) e que nos ajudou a desvendar um pouco da mitologia do personagem, além de trazer a tona a questão de universos paralelos em Doctor Who, onde não tem como não chegar a conclusão de que Fringe tenha usado bastante da referência sobre o assunto em relação a série inglesa, não? Inclusive esteticamente, diga-se de passagem. Além do episódio onde o Doutor fica de frente com Satã em pessoa (2×09 The Satan Pit), realizando um monólogo excelente ao lado do coisa ruim (rs), que é outro episódio sensacional da temporada e que traz o 10th Doctor vestido de “astronauta”, além de ser também o episódio onde ele quase acaba se revelando para a Rose.

A verdade é que a temporada quase que inteira é bem sensacional, inclusive os seus episódios fillers (que nós sabemos que são feitos para “preencher” a temporada), como o da menina possuída que fazia desenhos que ganhavam vida própria (2×11 Fear Her), onde tivemos um encontro com um futuro bem próximo da nossa realidade de agora, com uma prévia das Olimpíadas de Londres, que esta prestes a acontecer agora em 2012 e que nos trouxe o Doutor carregando a tocha olímpica. Howcoolisthat? Aliás, poderiam passar essa tarefa  de logo mais para o Matt Smith, hein? Fica a sugestão. E outro episódio bem bacana e importante de ser destacado foi aquele que é tipo um documentário (2×10 Love & Monsters)  feito por pessoas que observavam as aparições do Doutor no presente (algo que eu sempre fiquei me perguntando: e as demais pessoas do universo, como lidam com tudo isso? rs) e mostra um grupo de estudos sobre o misterioso Doutor, o LINDA (ou L.I.N.D.A), que é bem divertido e o mais curioso é que o episódio conta com uma mínima participação do próprio Doutor e sua companion.

Mas toda a emoção que eu disse que quase não apareceu durante a temporada, talvez tenha sido guardada como estratégia para o season finale, que já anunciava desde seu início ser o dia da morte de Rose Tyler (2×12 Army of Ghosts e o 2×13 Doomsday). Dra-ma! E esse era outro dos grandes momentos que estava sendo aguardado por mim, o de vivenciar o que seria a despedida de uma companion, algo que na série atual ainda não aconteceu propriamente com a Amy Pond, por exemplo (apesar de já sabermos que ela não será mais a companion do 11th Doctor. Glupt – ♥). Assim como aconteceu na Season 1 com a regeneração d 9th Doutor (minha primeira vez nesse assunto), essa acabou sendo a minha primeira experiência marcando a despedida de uma das fiéis companheiras do Doutor e já começo dizendo que foi bem emocionante, mesmo com a minha relação meio assim com Miss Rose Tyler.

E o episódio não poderia ter sido mais emocional, reunindo vilões como milhares de Cybermens e Daleks por todos os cantos, aliados a um exército fantasma (que ao final se revela não tão fantasma assim), também com direito a fendas e portais entre o universo paralelo que já havia nos sido apresentados anteriormente durante a temporada, além de finalmente ganharmos a introdução clara e objetiva de Torchwood, que já havia sido mencionada por diversas vezes durante essa temporada (e que é o nome do spin-off de Doctor Who), mas que somente nesse episódio final passamos a conhecer um pouco mais de sua mitologia, que diga-se de passagem, ainda não ficou exatamente muito clara. E é nessa hora que nós nos damos contas de que as menções anteriores a Torchwood não foram em vão e faziam parte desse “plot maior” para o final da temporada, assim como aconteceu anteriormente com “Bad Wolf”.

Obviamente que o episódio que marcaria a despedida da Rose tinha que ser especial afinal, foram duas temporadas com a sua participação e dois Doutores diferentes ao seu lado. Rose teve que se adaptar ao novo Doutor e de certa forma, reconstruir a sua história com aquele homem, que poderia até ser o mesmo, mas que fisicamente em nada se parecia com o que ela havia conhecido a princípio. Quase que como se ela tivesse que se apaixonar novamente pelo mesmo homem, algo que foi construído até que muito bem durante toda essa Season 2.

Uma relação que como eu disse, eles construíram direitinho até, sem ignorar o fato da estranheza a princípio, embora eu continue achando esse climão de romance no ar como algo totalmente desnecessário. E diga-se de passagem, os dois funcionaram muito bem como dupla (o que também aconteceu na temporada anterior, mas dessa vez, talvez tenha funcionado um pouco mais até), com uma série de piadinhas internas e uma intimidade que eles demonstraram que só fez aumentar ao longo da temporada. Well done!

Mas havia chegado a hora de Rose Tyler se despedir e nunca mais poder ter contato com o Doutor, algo bastante cruel até com a personagem (mas entendo que seja um caminho escolhido para a série não ter virado uma bagunça) para finalizar a sua história como companion do último Senhor do Tempo. De certa forma, a sua despedida foi compensada pela reunião da sua família em um universo paralelo, tendo a chance de viver juntos pela primeira vez, pai, mãe e filhas, em um tentativa de que a personagem fosse compensada de alguma forma por sua saída da série. Ou seja, um final parcialmente feliz.

A cena em que ela está prestes a ser sugada pelo vazio nos momentos finais do episódio, com o Doutor entrando em desespero, onde ela acaba sendo salva pelo seu pai do universo paralelo, isso nos minutos finais, com direito a um rápido “último” olhar para o Doutor, no susto, como se ele estivesse sendo arrancado dela a força, foi um momento realmente de cortar qualquer coração, mesmo para aqueles sem sentimentos e que fazem o tipo Cybermen, rs. Apesar desse momento épico, ainda tivemos mais alguns minutos para a então despedida dos personagens, minutos merecidos e necessários, diga-se de passagem, em uma cena que foi bem bonita, recheada de emoção, com o Doutor quase entregando o seu verdadeiro sentimento por ela nos segundos finais daquela curta última conversa entre o 10th Doctor e a sua companion, até que ele sumisse para nunca mais voltar (Glupt). Momento com direito até a uma lágrima do Doutor, que nós já aprendemos que toda vez que o Doutor chora, é porque ele realmente conseguiu sentir algo de verdade, o que o deixa mais próximo dos humanos. Um final realmente emocionante, digno de despedida para uma companion, elas que também tem um papel importantíssimo dentro da série. Clap Clap Clap!

Pois bem, chegamos ao final da minha review e eu ainda não respondi se eu me apaixonei ou não pelo 10th Doctor do David Tennant, questão que eu deixei no ar no final do post sobre a Season 1. Então,  chegou a hora da verdade…

Tennant realmente fez um ótimo trabalho com o seu 10th Doctor, com todos os seus trejeitos, a sua própria loucura (característica que eu AMO no personagem), até mesmo com a sua forma toda especial de dar voz ao personagem. Com eu já disse antes, interpretar o Doutor, um personagem tão querido por várias décadas, não deve ser uma tarefa fácil, ao mesmo tempo que o próprio personagem já é grandioso por si só, o que faz com que fique praticamente impossível que alguém consiga realizar um péssimo trabalho na pele de alguém tão adorável, por exemplo (se bem que, atores medíocres é o que não falta, não é mesmo?). Ele realmente conseguiu realizar um trabalho super bacana, trazendo um frescor para o personagem, uma força com uma linguagem mais jovem mesmo, tornando impossível de não se apegar com toda a sua doçura e o humor emprestados ao seu 10th Doctor. Mas, (sempre tem uma mas…), só acho ele um pouquinho caricata demais em alguns momentos, parecendo muitas vezes quase que como um personagem de cartoon sabe? Que acabou sendo um pouco quase que demais para o meu gosto, isso para se tornar o meu own doctor por exemplo (esse detalhe é preciso entender, rs). Sejamos justos e vamos reconhecer que o Matt Smith também tem um pouco dessa característica, mas nele eu acho mais na medida, mais equilibrada talvez.

E que fique bem claro que eu disse “quase que demais”, o que não chega a ser de todo (e nem muito) negativo e apesar de qualquer crítica que eu tenha feito, acho o seu trabalho bem bom dando vida a esse personagem que nós amamos. Sendo assim, tenho que declarar também para o fim do mistério, que eu continuo sendo Team Matt Smitth (Sorry Team Tennant), que continua sendo o meu Doutor preferido ever.

Por enquanto, o placar é o seguinte:  Smith, 10+ vs Tennant, 9,25 

Mas vamos com calma, a nossa relação está apenas começando e ainda tenho toda as seasons 3 e 4 pela frente para mudar toda e qualquer impressão sobre o 10th Doutor.

 

Allons-y!

 

To be continued…(vou tentar não demorar tanto de uma temporada para outra, ok?)

ps: sempre acho meio assim imagens com marca d’água, mas é o que temos para hoje (e os créditos estão dados)

The 9th Doctor

Janeiro 20, 2012

Comecei a assistir Doctor Who a partir da Season 5 e Season 6, já com o 11th Doctor (Matt Smith), mas como a minha relação de amor com a série foi praticamente imediata, uma relação sincera de amor a primeira vista, prometi para mim mesmo que ainda assistiria as temporadas anteriores, pelo menos do ano de 2005 para cá.

Coloquei o meu plano em ação a partir do primeiro dia de 2012 e sendo assim, decidi dividir com vcs um pouco mais do passado dessa que passou a ser a minha série Sci-Fi preferida ever, não tem jeito. (ao lado de Fringe, claro)

Sendo assim, confesso que não foi muito fácil me adaptar a Season 1, que é um tanto quanto diferente do que a gente vem assistindo atualmente em Doctor Who, começando é claro pelo próprio Doutor, que naquela época era o 9th Doctor, interpretado pelo ator Christopher Eccleston.

Eccleston tem um jeito bem diferente do Doutor do Matt Smith (porém com o mesmo tipo de humor já tão característico do personagem) e não tem como negar que o cara tem menos carisma, o que é um fato fácil de se ser notado. Assim, demorei um pouco para me acostumar com o novo (novo pra mim, mas que nessa cronologia nova a partir de 2005, seria o “primeiro” novo Doutor), menos carismático, mas nem por isso menos adorável Doctor Who.

E nessa hora eu descobri que definitivamente a força da série está na grandeza do personagem, sem a menor dúvida, mesmo que ele seja interpretado por diversos atores diferentes ao longo do tempo. Sempre teremos os nossos preferidos, o que é inevitável e até agora o Matt Smith continua sendo o meu, mas é inegável que a força da série esteja mesmo ligada ao Senhor do Tempo que tudo vê e a sua TARDIS, a máquina do tempo mais sensacional da história!

Naquela época, a sua companion era Rose Tyler (Billie Piper), uma garota loira que deixou o namorado e família para trás, para acompanhar o Doutor em suas viagens através do tempo. Um convite certamente irrecusável. (aguardo até hoje o meu…)

Rose lembra de longe a Amy Pond, pela sua postura diante do Doutor, sempre questionando o mesmo e fazendo aquela troca dentro do universo da comédia que nós também adoramos na série. Mas existe algo mais entre ela e o Doutor no ar, talvez por ela ter deixado o namorado para trás (diferente um pouco da Amy), mas ela troca uns olhares com o Doutor que vão além da admiração, tanto que para ser salva no final, o próprio Doutor acaba se sacrificando por ela e tudo “termina” de certa forma em um beijo. Mas ainda é cedo para falar mais sobre esse assunto.

Talvez isso tenha me incomodado um pouco na questão da companion da vez (isso e o fato dela usar muito rímel nos olhos, ficando com aquele olhar de boneca, sabe? rs). Tudo bem que seria bem difícil viajar pelo tempo e espaço acompanhado de um homem como o Doutor e não acabar se apaixonando por ele, mas eu engrosso o time de quem prefere a relação de “tutor” dele com suas companheiras de bordo, algo que pelo menos para mim funciona sempre muito melhor.

E diferente das temporadas atuais também, não tivemos exatamente uma história que acompanhasse toda a temporada para um desfecho final. Nada de fendas na parede, filhos roubados ou a longa espera pela morte do Doutor que tinha dia e hora marcada, como aconteceu durante as temporadas mais recentes (Seasons 5 e 6). Nesse caso, apenas uma palavra, “Bad Wolf”, nos perseguiu durante toda a temporada, mas talvez tivesse até passado despercebido se em um determinado momento eles não fizessem questão de lembrar desse plot “misterioso” e recorrente, que estava relacionado com a conclusão da história para a Season 1.

Mas isso não é de todo ruim e apesar da falta de um plot maior para que a gente pudesse acompanhar a temporada aguardando por sua resolução final mais grandiosa, amarrando toda a história da mesma, os episódios nesse caso funcionam muito bem como episódios soltos, que aproveitam o seu tempo para explicar um pouco da mitologia da série, algo importante para um programa de TV de 1963 que logo estará completando 50 anos e que passou tanto tempo sem ser produzido novamente para a TV até a BBC decidir voltar com a produção em 2005.

Entre os meus episódios preferidos estão aquele com o fim do mundo (1×02 End Of The World), onde encontramos o último sobrevivente da raça humana (ou o que sobrou dele, rs), que tem uma reunião deliciosa de personagens de diversos lugares do universo, assim como o episódio duplo (1×09 The Empty Child 1×10 The Doctor Dances) onde ganhamos a impagável entrada do Capitão Jack Harkness na série (John Barrowman), um viajante do tempo meio trapaceiro e avançadíssimo, vindo diretamente do século 51, que foi uma das melhores companhias a bordo da TARDIS ever, provando que não foi à toa que o seu personagem acabou ganhando mais tarde o seu próprio spin-off de Doctor Who, que é a série Torchwood.

Capitão Jack que acaba até ganhando um merecido beijinho do Doutor, um momento impagável e o melhor de tudo, sem frescura nenhuma. Howcoolisthat?

Durante essa temporada, um personagem real também circulou dentro do universo de Doctor Who, que foi Charles Dickens, um dos romancistas ingleses mais famosos de todos os tempos, responsável por histórias como “Oliver Twist” e “A Christmas Carol” (que já foi nome de episódio de Natal em DW), que o Doutor conheceu na série ainda naquele tempo antigo, sem que o escritor soubesse do tamanho da sua importância para a literatura inglesa e até mesmo no mundo, informação que o próprio Doutor acabou dando de presente para o personagem antes de encerrar o episódio com a sua participação mais do que especial, o que me lembrou muito o delicioso episódio com o Van Gogh da Season 5. Outro fator histórico que figurou na série dessa vez foi a primeira ligação telefônica do mundo, de Alexander Graham Bell.

Percebi também algumas curiosidades a respeito da série, como por exemplo que naquela época, o Doutor usava bem menos a sua chave de fenda sônica, assim como percebi que a atriz que faz a mãe da Rose na série (Camille Coduri) é também a Shelly, amiga da irmã do casal de Him & Her. Reparei também que a Rose mora em um prédio muito parecido com aquele do episódio com os bonecos da Season 6 (6×09 Night Terrors), retratando uma classe mais pobre do povo inglês e eu cheguei até a pensar que fosse o mesmo prédio (mas acho que esse do ep 6×09 foi o mesmo usando em Skins, onde o Maxxie morava/ensaiava, não?). Assim como também temos a participação da atriz Tamsin Greig, que é a mulher (insuportável!) do casal de Episodes.

Um dos últimos episódios da temporada (1×12  Bad Wolf) faz também uma crítica bem engraçada aos realitys shows que já eram bem populares naquela época, colocando cada um dos personagens principais em um cenário diferente dentro desse universo e foi bem divertido ver o Doutor sentado na cadeira do confessionário do Big Brother. Aliás, vale a pena dizer que o humor na série é sempre muito bem explorado, seja pelo Doutor, pela situação ou até mesmo pela própria história e esse recurso é sempre algo recorrente em Doctor Who, o que é sempre bem delicioso também.

Falando um pouco de detalhes mais técnicos, a essa altura eu já gosto bastante que a série não seja daquele tipo que tenta parecer perfeita, com efeitos cada vez mais cinematográficos, como temos visto na TV. Gosto que em Doctor Who tudo é mais fantasioso, porque não dizer “natural” até e acho que esse tipo de “defeito especial” funciona muito bem com o universo riquíssimo de Doctor Who. Não gosto muito do figurino do 9th Doctor, acho um tanto quanto “Matrix” demais para o meu gosto, mas achei bem divertido a brincadeira com a t-shirt da Rose com a bandeira do Reino Unido em uma Londres sendo atacada pelos alemães nos anos 40. Típico humor britânico indeed (rs). Outra coisa que eu preciso dizer é que a abertura da Season 1 tem a vórtice do tempo em uma velocidade acelerada que sempre me deixa meio tonto, rs.

Mas o meu episódio preferido dessa primeira temporada (e talvez seja o de muitos que já viram a série) foi aquele em que o Doutor volta no tempo até o exato momento da morte do pai da Rose (1×08 Father’s Day), onde em uma atitude impensada, ela acaba criando um paradoxo no universo (o que acaba explicando algumas coisas até). Foi lindo ver a filha tendo a chance de conhecer o seu pai, mesmo tendo ela descoberto que os seus pais não viviam aquela relação perfeita que a sua mãe sempre contou para ela e que seu pai não era exatamente como ela havia passado a vida imaginando. E foi sensacional ele ter conseguido reconhecer a filha que ele não teve a chance de ver crescer e no final ainda ter aceitado que aquele teria que ser o seu fim, recriando de certa forma a sua história, justamente por se tratar de um paradoxo. Um episódio excelente de Doctor Who, que eu recomendo até para quem tiver preguiça de assistir toda a série antiga como eu estou fazendo e que confesso estar me deliciando, por isso também recomendo a maratona para quem se animar um pouco mais.

O final da Season 1 acabou me levando para um momento que eu ainda não conhecia de Doctor Who, ou melhor, que eu ainda não havia vivenciado na série, que é a sua regeneração. Já sabia que era o que acontecia, já havia visto a transformação do 10th Doctor no 11th Doctor (apenas essa parte do ep), mas não depois de acompanhar toda a jornada do personagem e me envolver com ele, o que de fato muda tudo em relação ao sentimento de telespectador e fã da série. Um momento lindo, com o Doutor escolhendo ser um “covarde” para os Daleks (vilões pure evil que figuram nessa temporada em 3 episódios), mas que ele acabou ganhando naquele momento a ajuda da Rose, que precisou se tornar algo maior (e próximo ao próprio Doutor, o que eu achei ótimo porque nos deu a chance de conhecer um pouco da sua cabeça também) para conseguir salvá-lo e que mais tarde, em troca do favor que ela havia acabado de fazer para o Doutor, ele teria que se sacrificar para salvar a sua companion (glupt). Certamente um momento importante para a série, feito para emocionar mesmo e que funciona muito bem. E que já serviu também até de preparação para mim, sobre o que deve acontecer com o Matt Smith quando ele deixar a série (apesar dele ter declarado recentemente estar muito feliz continuando em Doctor Who, interpretando um personagem que ele AMA. Ufa!). Algo que eu já disse pelo menos 1 bilhão de zilhões de vezes não estar preparado para o momento da despedida do meu Doutor preferido.

Não sei se foi o nível do meu envolvimento com a série e toda a sua mitologia, mas eu senti que ambos os atores estavam mais do que emocionados naquele momento tão especial para a série, o que não poderia ser diferente para quem viveu um personagem de tamanha importância para a história da TV.

Assim, cheguei ao fim do começo dessa minha maratona de Doctor Who, com a saída de Chistopher Eccleston de cena para a entrada do 10th Doctor: David Tennant.

E será que eu vou me apaixonar pelo 10th Doctor?

To be continued…

E a pergunta que nunca deve ser respondida é: Doctor Who?

Outubro 3, 2011

Se ao final da Season 5, que foi uma espécie de introdução pra mim sobre Doctor Who, eu já fiz um post bem animado declarando todo o meu amor pela série, agora posso afirmar com toda honestidade desse mundo que esse amor só cresceu durante a atual Season 6, que terminou ontém pela BBC de lá, a ponto de me obrigar a dizer que Doctor Who é mesmo a minha série preferida da atualidade. Sorry para todas as demais…

Sabe aquela série que vc aguarda ansiosamente pelo novo episódio da semana, que te faz ter prazer em sentar na sua cadeira todo Domingo (a série passa no Sábado por lá e o Paolo traz no Domingo) para se deliciar por pelo menos 40 minutos do seu dia? Quase como que uma viagem a bordo da TARDIS pelo espaço a cada semana, sabe?  Então, assim é Doctor Who para mim.

Não sou daqueles mais aficionados que vão a fundo na mitologia da série, que buscam teorias novas e antigas sobre os personagens, que procuram por spoilers sobre o que está por vir, mesmo que eles acabem chegando até mim de um jeito ou de outro (algo que eu adoraria evitar, tisc tisc). Assisto porque gosto da diversão que a série me proporciona com todo aquele universo fantasioso e sensacional que só eles conseguem fazer dignamente, mesmo quando o orçamento esta pequeno e eles precisam reduzir os gastos e assim também os custos com cenários ou efeitos e tudo acaba ficando com cara de feito a mão pelas crianças inglesas, rs. E pra mim, mesmo que Doctor Who trate de viagens no tempo, algumas vezes até complexas e um tanto quanto confusas (sei que eu já disse que não era tão complicado assim, o que também não é regra, rs), fico contente com as explicações que eu enconntro em cada episódio e só isso já basta, pelo menos para mim.

Mas também, não tem como não se apaixonar por uma série que começa a sua sexta temporada com a morte do seu personagem principal, o próprio Doutor, logo de cara neam? É, não tem…(♥)

Sim, começamos a Season 6 com o Doutor finalmente conquistando a america antiga (uma brincadeira com o atual sucesso da série na BBC America), em uma paisagem sensacional e dessa vez, usando um chapéu Stetson, típico dos cowboys americanos. Só que  naquela paisagem sensacional do lago Silêncio em Utah, tivemos logo no primeiro episódio a grande surpresa da temporada: a morte do Doutor pelas mãos de um astronauta misterioso saído diretamente do fundo do mar. PÁ!

Sapateando uma música country típica americana na nossa cara, começamos um novo ano de Doctor Who anunciando que o dia da sua morte chegaria, mas como na série tudo é possível devido as viagens no tempo, depois voltamos para momentos antes desse triste fim já anunciado (e visto),  mas que ficou para o final da temporada devido ao seu potencial. Mesmo sabendo que só aconteceria depois ou que talvez aquilo nem acontecesse de fato, foi bem triste encarar o corpo do Doutor sendo lançado ao mar naquele funeral hein? Triste mil (glupt)

Embora essa situação tenha sido apresentada logo de cara no começo da temporada (algo no mínimo corajoso), o adiamento desse momento foi necessário para a continuidade da série e o fantasma da morte do Doutor foi o grande plot dessa temporada, ou melhor, pelo menos da segunda metade dela, algo que ficou rondando no ar e nos atormentando até a chegada desse dia pavoroso que quem é fã da série certamente não gosta nem de imaginar.

Com um vilão como o Silêncio (que eu morro de medo), capaz de apagar a sua memória segundos depois de ser visto, ganhamos uma dinâmica mais dramática para um vilão que parecia até ser impossível de se vencer, e aqueles rabiscos no corpo deles todos para tentar se lembrar de presença do inimigo trouxe uma carga damática excelente para a série, além de casuar um efeito lindo de se ver no vídeo. Lindo e assustador ao mesmo tempo. Um dos meus episódios preferidos da temporada.

Outro momento maravileeeandro dessa Season 6 foi a TARDIS ganhando vida. Hello Sexy!

Muito divertida a interação entre ela e o Doutor, que tinha certeza de que ela seria mulher (mesmo ficando bem tímido quando questionado sobre o assunto pela Amy, rs), criando uma relação deliciosa e bem típica de marido e mulher. Euri. Um dos pontos altos de foufurice da temporada, com certeza!

E a despedida entre os dois também foi muito foufa, trazendo todo o lado sentimental do Doutor a tona em um dos momentos mais lindos da série para o 11º Doutor até agora. Ela realizando o sonho de finalmente ver o rosto do seu amado Doutor, mas tendo que se despedir logo em seguida para continuar cumprindo a sua função de ser a máquina do tempo mais sensacional de todos os tempos! (sim, eu chorei…)

Além disso, ficou bem claro nesse episódio quem é que esta no seu comando, não?

Depois disso partimos para um outro momento muito importante da temporada: a gravidez de Amy Pond. E a suspeita de desde o começo da temporada sobre a possível gravidez da Amy  se confirmou com o nascimento da Melody Pond, sua filha com Rory, o último Centurião. Confesso que nesse momento eu comecei a suspeitar da sua verdadeira identidade, isso mesmo antes de ter lido qualquer spoiler sobre o assunto. Hmm mmm, não sei não hein?

Com esse segundo grande plot da temporada, podemos dizer que essa Season 6 de Doctor Who foi mesmo uma temporada dedicada a emoção e com um forte apelo sentimental para todos os personagens. Primeiro com o anúncio da morte do Doutor e segundo com a gravidez e sequestro da Amy Pond e depois o de sua filha. DRA-MA. (falando assim, pode até parecer um dramalhão mexicano barato, mas está longe disso, acreditem!)

E o que o Doutor fez quando a sua companheira estava em perigo e grávida? Jogou na cara da sociedade toda e qualquer ajuda que ele tenha feito por esse universo, exigindo que esse seria um bom momento para retribuir a ajuda que ele um dia deu para cada uma daquelas criaturas. Sencacional! E nada mais do que justo em um momento como esses, com Amy Pond correndo um grande perigo.

O resgate de Amy foi dramático e não poderia ser diferente. E com ele, ainda tivemos a revelação da pergunta que estava na cabeça de todo mundo sobre uma das personagens mais legais da série: afinal, quem é River Song?

E foi exatamente nesse exato momento da história que recebemos a resposta, com a própria River do futuro revelando que na verdade, ela é a Melody Pond, filha da Amy e do Rory (que a essa altura já havia sido sequestrada). PÁ! Howcutewasthat?

Sinceramente, outro dos momentos mais lindos da série até agora, com uma cena super bem cuidada, cheia de simbologia e que ainda de quebra teve o próprio berço que um dia foi do Doutor como objeto de cena. Aliás, presente mais do que de coração esse dele para a filha de Amelia Pond, hein?

E a missão para a segunda parte da temporada também foi anunciada a partir desse momento e ela seria o resgate da Melody, ou melhor, de River Song. Pelo menos achamos que seria isso…

Como as linhas temporais do Doutor e da River são opostas, eu sei que fica um pouco difícil de entender o que de fato está acontecendo (ainda mais para quem esta lendo esse meu texto meio assim, rs), ou a ordem em que os fatos estão realmente acontecendo. Mas no final, como sempre, tudo é muito bem feito e amarrado, as linhas do tempo acabaram se encontrando para a conclusão dessa temporada, deixando tudo bem menos confuso. Cool!

Confesso que essa segunda parte da temporada foi um tanto quanto mais morna em relação ao drama todo da primeira temporada. Tirando a confirmação da morte do Doutor, que ganhou data e hora para acontecer, além do cenário que nós já conhecíamos do primeiro episódio, tivemos uma série de momentos menos importantes nesse caminho até o fim e isso não temos como negar. Não que eles sejam ruins, ou tenham sido tolos, chatos, ou qualquer coisa do tipo. Valeu como diversão, mas parecia que eles estavam tentando adiar o que realmente importava, sabe? (ainda mais para alguém ansioso como eu)

Talvez o encontro do Doutor com a River atual na Alemanha antiga nos tempos de Hitler, logo na volta da série para a segunda metade da Season 6, tenha sido solucionado de forma rápida demais, , deixando tempo de sobra durante todo o resto da temporada para outros assuntos, que tinham uma menor ligação (ou nenhuma) com o evento final da temporada, que como a gente já sabia, seria a morte do Doutor.

Há quem tenha reclamado também que a promessa do Doutor de seguir para matar o Hitler não tenha sido cumprida. Mas é só parar para pensar um pouquinho para chegar a conclusão de que trancar o pure evil dentro do armário, foi de uma simbologia bem mais eficiente do que qualquer tiro no meio da testa. Ro-lei com esse momento, assim como com o desconforto de todos eles de frente com o próprio durante o primeiro encontro deles todos.

Tivemos também alguns fatores importantes nesse reencontro do Doutor e da River Song na Alemanha. O primeiro é que ela já usou todas as suas regenerações e aquela (a atual que conhecemos) seria a sua última, ou seja, essa sua atual forma é também a sua última. E depois descobrimos que ela seria de fato a assassina do Doutor, aquela vestida com a roupa de astronauta e que saia direto das profundezas do Lago do Silencio para atirar no Doutor e causar a sua morte. Além de todos esses detalhes dramáticos, pudemos também  ver o momento exato em que ele a presenteou com o seu diário de bordo, foufo mil.

Mas o que faria River Song, uma mulher visivelmente apaixonada pelo Doutor, se tornar a sua assassina? Hmm mmm

É claro que tudo isso foi explicado depois no episódio final e tinha relação com o seu sequestro ainda quando bebê e o fato dela ter sido criada com o propósito de  matar o Doutor, uma vez que ela é apenas parte humana e parte Time Lady. Uma boa justificativa como saída para esse enigma.

Perto do fim tivemos ainda um Doutor perturbado, se sentindo culpado por colocar todos a sua volta em perigo sempre, com complexo de Deus e se despedindo de vez do casal Rory e Amy, para o que ele acreditava ser um bem maior para todos. Outro momento pra lá de triste foi a despedida do Doutor e da Amy, em Londres, totalmente inesperada,  deixando a sua companheira em casa e se despedindo de vez (e não é que a casa deles tinha uma porta da cor Azul TARDIS? Cool!), em um momento de partir o coração de todos os fãs da série. (glupt glupt)

Ainda bem que pelo menos essa “despedida” da garota que esperou por ele (esperou tanto que até lançou um perfume, rs) nos trouxe de volta um dos personagens mais queridos da Season 5, o adorável Craig, que agora além de estar casado com o seu grande amor, também é pai, tsá? Foufo mil!

Durante essa temporada ainda tivemos uma séries de episódios sensacionais envolvendo piratas (que poderia ter sido melhor), doppelgangers (que eu achei meio assim, mas que pelo menos tinha um propósito), presidentes antigos, garotinhos assustados e seus bonecos medonhos (um dos episódios que preencheu o espaço vago na série…) e até um episódio onde o Doutor acaba sem querer brincando de casal gay na Londres atual (esse com a volta do Craig).

Tudo isso para nos levar ao final da temporada. April 22, 2011, 5h02 PM, o dia da comentada morte do Doutor.

Ele bem que tentou escapar, mas não teve jeito e chegou a hora de encarar o seu fim. É claro que todo mundo sabia que aquele de fato não seria o seu fim, afinal a série tem que continuar, mas ficamos todos curiosos para saber como ele faria para sair daquela situação bem complexa, como ficamos sempre.

E é claro que ele conseguiu sair daquilo tudo de forma brilhante, mas não sem antes se comprometer. River também tinha de fato a missão de matar o Doutor, mas quando chegou o momento de executá-la, o seu amor por ele falou mais alto e ela não conseguiu seguir adiante. Mas como já havia sido anunciado que esse seria um ponto fixo do universo, do tipo que não pode ser mudado, o que aconteceria se o Doutor não chegasse a morrer?

A resposta para essa questão é: tudo aconteceria e ao mesmo tempo.

O tempo ficaria completamente descontrolado, parado na verdade e todos os fatos da história aconteceriam ao mesmo tempo e foi o que pudemos ver nessa deliciosa season finale, com direito a dinossauros que tentam roubar comida das crianças no parque, carros flutuando amarrados em balões e trens que circulam direto de Londres até as pirâmides (euri). Um estética fantasiosa, no mínimo surreal e maravileeeandra ao mesmo tempo! Clap Clap Clap!

Como o Doutor esta sempre passos a frente da humanidade, é claro que ele conseguiu driblar a morte e evitar o seu fim com um fator inesperado, algo que eu não vou comentar com detalhes por aqui.

Mas sensacional mesmo foi a River contando que emitiu sinais pedindo por ajuda para o Doutor em todas as épocas do tempo, no passado, no futuro e que todos estavam dispostos a ajudá-lo naquele momento, devido a toda ajuda que ele já proporcionou para o universo por todo esse tempo. Ou seja, ninguém acredita ou aceita um mundo sem o Doutor. Que coisa mais linda, não? Fiquei bem emocionado nesse momento, de novo…(rs)

Tudo bem que a cena até seria mais emocionante se tivesse mais elementos, como pelo menos o som dessas pessoas, ou algo parecido com o episódio da Pandorica, por exemplo. Mas mesmo sendo apenas narrada pela River Song, foi meio que a sensação de vc estar lendo um livro e se ver imaginando dentro daquele cenário lindo. Outro dos momentos mais emocionantes dessa season finale, certamente.

Mas o que fazer para resolver essa questão de uma vez? E a resposta estava anunciada no título desse episódio final da temporada (6×13 The Wedding Of River Song), com o casamento entre o Doutor e a River, que ocasionou o encontro das linhas temporais dos dois e assim, a volta do tempo normal para o universo, com todo mundo cumprindo a sua missão, inclusive a dela de matar o Doutor (no truque é claro). Coisa linda!

Aliás, o casamento dos dois também nos levou a resposta para a pena que a River cumpre na prisão no futuro, algo que todos nós sempre desconfiamos. Ela sempre disse que estava presa porque tinha assassinado um bom homem e sempre esteve na cara quem seria esse tal bom homem. O que explicou também as suas escapadas da cadeia na calada da noite, na companhia do Doutor, rs, que ela já havia comentado em episódios anteriores para nos causar inveja, claro. E eu só fico imaginando as possibilidades de piadas para a próxima temporada, com a Amy Pond agora sendo sogra do Doutor. Howcoolisthat?

Óbvio que ele não fez isso tudo sozinho e para a conclusão do seu plano o Doutor teve a ajuda de muita gente, inclusive do casal Amy e Rory, que não poderiam ficar de fora nessa estapa final. Rory que sempre esteve se arriscando para cuidar dela e a Amy que teve a sua vingança mais do que merecida com a mulher que sequestrou a sua filha. Algo que certamente, todos nós teríamos feito o mesmo.

O final não poderia ter sido melhor, com a revelação da tal primeira pergunta de todos os tempos, aquela que nunca deve ser respondida: Doctor Who?

E assim terminamos a Season 6 de Doctor Who e já ficamos morrendo de saudades do nosso doutor preferido e as nossas viagens semanais pelo tempo e espaço a bordo da TARDIS. Mas o 11th Doctor volta para a Season 7 (Yei!), mas que antes disso volta também para o tradicional episódio especial de Natal, que eu não perco por nada nesse mundo e vc deveria fazer o mesmo, porque são sempre maravileeeandros!

Mas aquele final, com o discurso do cabeça azul dizendo coisas sobre “A Queda do Décimo Primeiro”, me deixou tenso e deixou também algumas pistas escondidas sobre o que esperar para o futuro hein?

Já vou adiantando com lágrimas nos olhos e com o coração partido em 11 zilhões de pedaços que vou ficar inconsolável com a regeneração para o novo Doutor, seja lá quando isso acontecer. Ainda não estou pronto para dizer adeus para o Matt Smitth, que esteve excelente na pele do melhor Doutor de todos os tempos, também durante toda essa Season 6. Que esse dia não chegue nunca e que ele renove por mais uns 10 anos, rs.

Vou aproveitar o momento também para fazer a minha lição de casa revendo as temporadas anteriores completas, até a volta da Season 7. Prometo.

 

Geronimo!

 

ps: e na história da Amy + Rory e o Doutor eu encontrei semelhanças fortes com o que esta acontecendo em Fringe ultimamente hein? Amy já teve que apelar para o seu coração quando Rory teve a sua existência apagada do universo (algo parecido com o que aconteceu com o Peter) e o mesmo ela teve que fazer para se lembrar do Doutor, depois do segundo Big Bang e garantir a sua existência. Ou seja, depois do discurso da própria Olivia no episódio dessa semana (4×02 One Night In October), nada me surpreende se esse também for o caminho adotado em Fringe para a volta do Peter, hein? Hmm mmm…sinto um cheiro de influência inglesa na série hein?

O melhor doutor de todos os tempos. Doctor Who?

Julho 1, 2011

Esqueça tudo que vc já ouviu falar sobre viagens no tempo, porque se vc não viu Doctor Who ainda, vc não viu nada.

Um doutor alienígena, o último de sua espécie, que vive viajando pelo universo em sua cabine telefônica azul antiga, que por fora pode parecer minúscula, comum, mas que por dentro revela toda a sua grandiosidade em um mundo que mistura muito bem a fantasia com a realidade. Howcoolisthat?

Doctor Who é mesmo uma série brilhante, em todos os aspectos, do tipo que é bem difícil de não se envolver ou não se apaixonar por completo. Isso para quem gosta do gênero, claro. Por exemplo, viagens no tempo costumam ser sempre bem complexas e em algumas vezes até complicadas demais, mas nesse caso, tudo é tão coerente, que as viagens semanais na companhia do Doutor a bordo de sua TARDIS (que é a máquina do tempo mais sensacional ever!) viajando pelo tempo e espaço, acabam se tornando mais do que especiais e são até que bem fáceis de se compreender. Eu confesso que já estou vi-ci-a-do! E apaixonado (♥)

Imagine um universo inteiro de possibilidades, poder conhecer personagens do passado da nossa história e ainda ter a chance de poder de certa forma reescrever essa história, howcoolisthat?

E tudo isso na companhia do 11th doutor, talvez o mais carismático de todos os tempos (sorry, mas eu só conheço os da nova safra e entre eles esse é de longe o meu preferido), que usa suspensório e insiste em dizer que gravatas borboletas são legais. E são mesmo doutor, pode continuar investindo no fundamento que nós todos apoiamos. Höy!

Eu duvido que vc que parar para assistir o primeiro episódio da Season 5, não acabe apaixonado pelo Doutor que é de uma foufurice absurda, além de ser um personagem dos mais interessantes na TV atual. Eu sou até suspeito para falar, porque a essa altura vcs já conhecem a minha tendência a gostar de gênios meio malucos e tudo isso ainda combinado com muito bom humor e a doçura do ator Matt Smith então, resultam em um amor absurdo que eu construí pelo personagem durante essa temporada e em questão de bem pouco tempo.

I ♥ the 11th Doctor

Durante essa Season 5, a sua companheira foi Amy Pond (Karen Gyllan), a garota que esperou pelo doutor durante longos anos, até que ele voltasse com sua TARDIS ao seu jardim. Ela que inclusive foi tratada como maluca, devido a sua grande obsessão por esse homem que apareceu em sua vida do meio do nada, prometendo que voltaria em questão de minutos para buscá-la e que ela cresceu esperando o retorno desse que todo mundo achava ser o seu “amigo imaginário” de infância. E como é lindo aquele seu quarto recheado de memórias que ela construiu ao longo desses anos todos a espera do Doutor, com uma série de desenhos, bonecos e recordações que mantinham a imagem do seu “doutor maltrapilho” ainda vivo pelo menos na sua mente.

 

Até que um certo dia ele retorna e encontra Amelia já adulta, para a sua total surpresa (e a sua recepção também é ótima) e a relação entre os dois personagens é sensacional, extremamente doce e totalmente encantadora. Existe até uma certa tensão sexual no ar em alguns momentos, principalmente no inicio, totalmente por parte dela que meio quer apenas aproveitar os seus últimos momentos ainda solteira (rs), mas eu sinto que é mais uma atração por aquela mentre brilhante + perfil clássico de herói + toda a genialidade do Doutor, muito mais isso do que qualquer outra coisa. Quando Amy passa a ser sua companion, ele se torna uma espécie de guardião dela, um protetor mesmo e com o tempo vai se tornando uma espécie de seu tutor também e ambos vão construindo uma relação de cumplicidade e amizade que é muito especial.

O encontro dos dois personagens se dá por conta de uma fenda na parede no quarto de Amy, quando ela ainda era criança e que fomos apresentado no primeiro episódio da temporada, mas que com o passar dos tempos fomos descobrindo que aquela rachadura na sua parede tratava-se de uma rachadura no universo, que se repetia ao longo da série em diversos momentos e que na verdade escondia toda a trama que levaria ao final da temporada, algo muito maior e porque não dizer até catastrófico.

Com isso, sempre fico pensando na genialidade dos caras que escrevem a série. Porque além de criar universos absurdamente absurdos de total ficção, mas com uma certa coerência, ou até mesmo recriar partes da história real da humanidade, eles ainda encontraram um jeito brilhante de conectar todas as tramas dessa temporada, levando todas as resoluções que já haviam feito muito sentido até então, para um outro patamar, transformando todas essas resoluções em algo ainda maior para o final da Season 5, que ao meu ver foi um dos finais de temporada mais espetaculares de todos os tempos. Fazia tempo que eu não ficava tão surpreso e satisfeito com um season finale hein? Clap Clap Clap!

Na primeira metade do final, com os universos desaparecendo, tivemos os grandes inimigos do Doutor ao longo do tempo, se unindo contra ele para tentar “salvar o universo”. Algo que acabou resultando em um processo inverso, em uma cena linda e desesperadora com todos os personagens centrais da trama envolvidos com aquele momento, uma cena que me fez ficar de boca aberta com aquela caixa se fechando com Doutor sendo preso dentro dela. UOW! (foi a minha reação nessa hora).

Fiquei com vontade de pular no monitor para tentar salva-lo eu mesmo, pode? E duvido que vc não pensaria em fazer o mesmo…

Para a segunda metade do ep final, tivemos um Doctor Who fazendo escola, com uma aula de viagens no tempo coerentes e muito bem explicadas, do tipo que acaba sendo muito esclarecedora e muito bem detalhada para quem esta assistindo a episódio, algo que muitas séries que se arriscam dentro desse universo de saltos no tempo, deveriam ter como inspiração. (tarde demais para Lost, neam?)

Outro fator importante em Doctor Who é toda a mitologia da série, que é encantadora e mesmo que vc não seja um grande fã ao longo de sua existência de longa data na tv inglesa (que é a série de ficção científica de maior duração do mundo, primeiro de 1963 até 1989, e depois de 2005 até então)  é bem possível de se acompanhar facilmente  mesmo assim.

O que eu acho importante na série também é a preocupação com o lado científico da hitória que não fica totalmente de lado, com explicações pelo menos plausíveis para os fatos, embora dentro do universo da série eles tenham uma liberdade que me parece não tem fim. O mesmo cuidado que podemos observar em Fringe por exemplo (mas algo bem menos científico do que estamos acostumados a ouvir das explicações do Walter, claro).

No final da temporada tivemos um segundo Big Bang e o Doutor revelando o porque do seu interesse inicial pela Amy, abrindo mão da sua vida para recriar a história do universos e tornar a vida de Amy Pond mais completa e mais feliz, atitude típica de herói que mesmo antecipando que aquele talvez possa ser o seu fim, a gente lá no fundo já sabe que aquele ato heróico no final vai acabar sendo recompensado de alguma forma. Ou vc nunca leu uma HQ? rs

Eu tinha certeza que no final da temporada Amy Pond iria se lembrar do Doutor afinal, depois de tudo que eles passaram juntos dentro dessa jornada, seria praticamente impossível esquecer aquela pessoa encantadora, não? Eu só não imaginava que ele seria o seu algo velho, algo novo, algo emprestado e algo azul. Foufo mil. (♥)

E essa conclusão para a história de amor do Rory (Arthur Darvill) e da Amy foi mais do que merecido também hein? Primeiro que quando ela partiu com o Doutor para as viagens a bordo da TARDIS, eu já achei uma grande sacanagem, uma vez que isso aconteceu na véspera do seu casamento com ele (ele = Rory, o boy magia da Amy Pond. Höy!). Depois tivemos Rory também seguindo viagem a bordo da TARDIS, ainda magoado e com ciúmes da relação da Amy com o Doutor, com toda razão afinal, aquele era o homem que tinha “roubado a sua Amy”. E a relação entre ele é o Doutor também é bastante especial, com direito até a piadinhas de meninos em relação ao tamanho de suas ferramentas (euri), mas foi algo que não durou muito e terminou com a sua morte e ele tendo toda a sua existência apagada da história. DRA-MA!

Mas no final de tudo, Rory para a nossa total surpresa, acabou voltando como o último centurião e ainda ficou de guarda por 2000 anos protegendo o grande amor da sua vida, Amelia Pond. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Se Amy Pond não se casasse com ele naquela noite (graças as viagens no tempo eles conseguiram voltar até aquela exata data) eu tenho certeza que ninguém a perdoaria nunca. Jamais!

Sem contar que sem aquele casamento, nós nunca teríamos visto os dotes do Doutor na pixxxta neam? Go Doctor! Go Doctor!

Duante a temporada ainda tivemos momentos deliciosos ao lado de Wisnton Churchill, uma viagem  sensacional ao centro da terra, um passeio pelo Reino Unido do futuro e em órbita (howcoolisthat?) na companhia da nova rainha, um momento “Inception” onde sonhos e a relalidade se confundiram, os anjos lamentadores (Weeping Angels) dos quais eu confesso que tenho pavor, vampiros peixes em Veneza (howcoolisthat?) e o meu momento preferido de todos, que certamente foi o episódio com o Van Gogh, que me fez chorar de verdade com o presente do Doutor para um dos maiores artistas que nós já conhecemos.

Mas nem só de viagens no tempo fantasiosas vive Doctor Who e durante essa temporada ainda tivemos um episódio deliciosamente simples e até com cara de comédia romântica, mostrando o Doutor sem poder usar os poderes de sua chave de fenda sônica (que é a sua ferramenta de trabalho/arma) e tendo que dividir o apartamento com um roommate, que também é sensacional. E com isso descobrimos que até futebol ele sabe jogar e muito bem, tsá?

Além desses episódios deliciosos, ainda tivemos o clássico especial de Natal, que foi maravileeeandro. Algo que já é tradição para os ingleses, uma vez que em toda noite de Natal, um episódio especial e temático de Doctor Who vai ao ar. Agora, me fala em que outro lugar do universo vc poderia ver um tubarão puxando o trenó do Papai Noel, hein? Sensacional!

Eu sei que essa matatona foi tardia, uma vez que a série acaba de entrar em sua pausa de midseason para a Season 6 e que volta para a sua segunda metade da temporada em Setembro, mas achei que vcs mereciam saber dessa deliciosa maratona, da qual eu só me arrependo de não ter feito bem antes. Shame on you Essy!

Essa semana começo a ver os 7 primeiros eps da Season 6 que já estão disponíveis (e que o Paolo Torrento já me trouxe, Thnks!) e ai fico em dia com Doctor Who. Mas dessa primeira parte da temporada falaremos depois…

Outro ponto que vale a pena ressaltar é a qualidade do texto da série. Todas as situações que acontecem em Doctor Who são tratadas de forma brilhante, mesmo que pareçam absurdas demais  e sempre  com um texto sensacional, sarcástico e recheado de piadinhas com o típico humor inglês que a gente tanto ama.

Acompanhei pouco da série antes disso, algo que eu também estou tentando recuperar assistindo as temporadas antigas (antigas a partir de 2005, onde ele voltaram a contar a partir da Seson 1), mas depois de uma maratona como essa na companhia do 11th Doctor, vc acaba entendendo totalmente o fundamento de uma série que faz tanto sucesso por muitas décadas. O que não é para qualquer uma, não?

Algo que vc leitor que se animou com o texto, pode até pensar em começar a sua maratona também a partir da Season 5, que eu já disse que não vai deixa-lo perdido na história da série. A atual Season 6 é a segunda com o Matt Smith na pele do Doutor e já foi confirmada uma Season 7 para 2012 (Yei!), com ele permanecendo como o Doutor mais sensacional de todos os tempos. E sinceramente? Vou ficar inconsolável quando chegar o dia da sua substituição…(que esse dia demore muito!)

E vc leitor preguiçoso que nunca embarcou em uma viagem no tempo a bordo da TARDIS, não sabe o que vc esta perdendo viu? E tenham certeza que esse meu texto meia boca é infinitamente inferior ao meu nível de adoração da série a essa altura, que é tão alto, que coloca Doctor Who em empate técnico como minhas séries preferidas ever. Não consigo nem pensar em ver o Doutor sofrer, para vcs entenderem o nível do drama e do meu amor pela série.

E o personagem foi feito para encantar mesmo e deixar todo mundo apaixonado por ele. Bem humorado, divertido, completamente maluco e dono de uma bondade sem tamanho. Foufo mil! E a interpretação do Matt Smith para o Doutor é mesmo muito especial e por isso ele se tornou o meu doutor preferido ever, além dele ter sido o meu primeiro Doutor, claro.

Agora, se vc não se convenceu ainda a largar tudo o que vc estiver fazendo nesse momento para assistir Doctor Who, talvez essa próxima informação possa convencê-lo. Sabe quem também usa a expressão “Höy” em seu vocabulário? O próprio Doutor em pessoa (HOWCOOLISTHAT?) e eu quase caí da minha cadeira laranja quando ouvi ele soltando a minha line preferida aqui no Guilt em um dos episódios (e ele ainda fala bem animado). Ou seja: Confirmou!

E eu tenho um pedido. Já que o Doutor aceitou a Amy Pond como sua companheira, será que eu consigo uma vaguinha como o  companheiro boy magia da TARDIS? Quando eu tenho que comparecer para esse casting, hein BBC?

Para encerrar, a pergunta que não quer calar: Who the hell is River Song (Alex Kingston), hein? (algo que eu já sei, mas não vou contar até a review da  Season 6, Sorry!)

Geronimo!


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