Posts Tagged ‘Don Draper’

A temporada da quebra de silêncio em Mad Men

Outubro 31, 2013

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Tem gente que mesmo seis temporadas depois, ainda acha que pouca coisa acontece em Mad Men. Eu mesmo de vez em quando bem acho que pouca coisa de fato aconteceu em Mad Men e já inclusive reclamei disso aqui no Guilt. Não sei se reclamar seria exatamente a palavra para se usar nesse casp, mas é isso, já pelo menos falamos sobre o assunto por aquii. (da última vez, falamos sobre a série aqui ó)

Mas nós, que permanecemos até aqui enquanto sua audiência, já percebemos que o ritmo da série é realmente outro mesmo e isso não significa que ela seja ruim. Muito pelo contrário, porque a série do AMC mesmo basicamente sobrevivendo da rotina do dia a dia de uma agência de publicidade dos anos 60 e das histórias dos personagens que a cercam, consegue se reinventar o tempo todo, mesmo continuando falando sobre o mesmo assunto.

Durante a Season 6 por exemplo, tivemos novamente alguns assuntos bastante recorrentes para a série. A agência em crise, a infidelidade do Don Draper, a concorrência acirrada com as demais agências, velhos inimigos reaparecendo, Don vs Peggy. Coisas que nós sempre amamos, mas não podemos dizer que foram assuntos tão novos assim. E não foram, mas ao mesmo tempo, não podemos reclamar, nem disso, nem da qualidade da série, que continua sendo uma das mais bem cuidadas da TV atual.

Avançando na década de 60 (inclusive no colocón, utilizado nessa época inclusive medicinalmente), encontramos uma das temporadas mais coloridas de Mad Men até então. E as cores não ficaram restritas apenas aos figurinos invejáveis (como são bem cuidados e cheios de referências, não?) e cenários capazes de nos deixar com vontade de embarcar imediatamente para uma viagem no tempo. Nela encontramos os Drapers (os novos, Don e Megan) no Hawaii, com a Megan finalmente conseguindo algum sucesso na carreira de atriz, achando que estava vivendo um casamento feliz. Mas para sua surpresa (e nossa também), pouco tempo depois descobrimos que a personalidade infiel de Don Draper estava mais presente do que nunca e dessa vez estava bem mais perto do que ela poderia imaginar, com a revelação do seu caso com a vizinha também casada e com quem ele mantinha uma relação de amizade inclusive com o seu marido, que era médico.

Nesse ponto da história, mais uma traição no resumé de Draper não chegava a ser nenhuma surpresa, tão pouco novidade, até que nos foi revelado durante a nova temporada, um pouco mais do seu passado e sua infância traumatizante vivendo ao lado da mãe em um bordel, onde de acordo com a sua educação (ou a falta de), descobrimos pelo menos de onde havia surgido toda essa questão em sua vida. Apesar de conhecermos o personagem, a história da nova traição até parecia um pouco mais do mesmo a essa altura, além de parecer também bastante injusta com a personagem da Megan, da qual sempre gostamos. Mas foi bem bacana e inteligente da parte deles nos mostrar um pouco mais do fundamento do Draper, para que a gente entendesse mais a fundo sobre quem de fato é aquele homem ou pelo menos no porque dele ter se transformado naquele homem.

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E o que foi bacana mesmo nessa nova história de traição foi ver a forma como Draper tratava a nova amante (colocando-a em uma posição totalmente submissa), algo um tanto quanto diferente de como ele vinha agindo com as demais até então (não que as demais não fossem tão submissas quanto). E foi mais legal ainda poder ver que dessa vez ele não conseguiu sair completamente ileso dessa situação, com a Sally encontrando o pai em um momento meio assim e ele se vendo em um lugar oposto ao que já ocupou ainda quando criança, repetindo o comportamento dos próprios pais e possivelmente marcando a própria filha para a vida. E aquele diálogo dele com a Sally por trás da porta, foi uma das cenas mais dolorosas e bacanas de toda a série até hoje. Naquele momento raro, encontramos Draper completamente rendido aos seus verdadeiros sentimentos e realmente se importando com alguma coisa ao ver a filha perdendo de uma vez por todas a imagem de herói que sempre teve sobre o pai. As vezes, tenho a impressão que na vida daquele homem apenas os filhos importam… (daquele jeito, claro)

É claro que outros assuntos não poderiam ter sido ignorados ao longo da nova temporada da série, e eles foram surgindo naturalmente, como o discurso do Paul Newman (e as mulheres animadíssimas com a ideia da proximidade a uma magia como aquela, acabou nos representando muito bem, não?) em um premiação, sendo interrompido por ativistas que lutavam contra a forma trágica que morreu Martin Luther King, além das grandes contas que acabaram surgindo para a agência, com a Avon, a Jaguar e a prória Chevy chegando para deixar os cofres bem mais recheados.

Mas além de tudo isso, o mais legal da série realmente sempre foi a relação Don vs Peggy e a forma como ambos se mantém sempre em constante atrito, mesmo se admirando cada vez mais e dessa vez não foi nada diferente. Admiração essa que apareceu de forma linda como quando o Don novamente por trás de uma porta (plot recorrente da temporada, talvez para começar a despir o personagem aos poucos), se mostrou completamente orgulhoso da forma como sua ex-funcionária havia o superado em uma apresentação e para o mesmo cliente que ele sentiu que havia perdido, minutos antes. Perder nunca é muito fácil, mas perder para quem a gente gosta de verdade, realmente não deixa de ser um ganho para ninguém. Isso até ele se encontrar completamente decepcionado com o relacionamento da Peggy com o seu atual chefe (na verdade, ele sempre acaba decepcionado com quem repete o mesmo tipo de comportamento que ele próprio), que além de tudo vinha a ser uma espécie de nêmesis do próprio Draper e mais tarde se tornaria um dos novos sócios da agência.

Peggy que sempre foi o nosso girl power preferido dentro do universo de Mad Men, mesmo quando errando feio como no quesito caso com o chefe. E é sempre bom ver a personagem em cena, ganhando ou perdendo, quase matando o namorado (quase como um encontro de Girls com Mad Men) e encerrando a temporada assumindo um lugar que ela jamais achou que assumiria, pelo menos não daquela forma. Para Peggy, ainda acho que falta o reconhecimento profissional que a personagem sempre fez por merecer, embora a gente tente se lembrar que estamos falando de um outro tempo e que sua trajetória profissional até aqui já alcançou níveis muito além do que a de muitas mulheres na época, mas de qualquer forma, nos encontramos satisfeitos sabendo que mesmo sem demonstrar muito, Don se sente sim pra lá de realizado com o trabalho da sua protegida, que a essa altura parece conseguir caminhar perfeitamente com as próprias pernas, mesmo quando ela ficou com a sensação que não estava conseguindo se livrar assim tão facilmente do ex-chefe. (e o triângulo entre ela, o Draper e o novo chefe foi algo sensacional!)

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Do lado feminino da série, ainda tivemos a Joan se sentindo menor pelo que fez no passado para que a empresa (da qual agora ela também faz grande parte no momento e justamente por conta dessa “ajudinha”) conseguisse sair do buraco, com o Draper no seu pé, lembrando o tempo todo de suas atitudes meio assim naquela ocasião. Nessa hora, apesar do personagem achar que agindo daquela forma ele nada mais estava fazendo do que a protegendo, não conseguimos deixar passar um exercício que caberia muito bem ao próprio Draper naquele momento, sobre tudo aquilo que ele já foi “obrigado” a fazer em nome de uma conta e ou trabalho. Nessa hora, valeria para o personagem lembrar que não só sexo pode ser considerado como jogo sujo. Sexo que por sinal, reapareceu na vida do ex casal Betty e Draper, em uma pequena escapada de suas atuais vidas conjugais, escapada essa que por ele até que poderia ter alguma continuidade (claro…), mas que para ela funcionou apenas como um flashback para tentar se lembrar do porque que ela havia se separado do marido no passado, além de ter aberto espaço para uma excelente reflexão sobre como Betty via a Megan na vida do Draper no momento.

E ainda tivemos o fiasco do funeral da mãe do Roger (uma excelente abertura de temporada), o novo personagem gay e totalmente creep da agência (mas magia, apesar do nano shorts. Höy!), a demência e a morte da mãe do Pete (que foi um plot ótimo, apesar de continuar detestando o Pete), Betty Draper morena, Betty Draper magra de novo, Sally mostrando que já está crescida, mas ainda continua bastante inocente em outros assunto, como quando uma mulher estranha invadiu a casa do seu pai e se passou por alguém de sua família, a qual diga-se de passagem, a filha de Don Draper pouco ou nada conhecia até então.

Mas talvez o ponto mais alto dessa nova temporada realmente tenha sido o mergulho que acabamos fazendo para dentro da personalidade misteriosa e reclusa do personagem principal. Amparado na nova conta da Hershey’s, e uma história pra lá de honesta do próprio Draper diante do novo cliente e de seus sócios. Um homem que até então poucas vezes havia se aberto para alguém mas que dessa vez parecia bem disposto a quebrar seu silêncio, escancarando um lado da sua vida que até então ele sempre manteve na escuridão. Momento esse que foi o suficiente para uma espécie de “intervenção” para o Draper, que foi afastado do seu cargo por tempo indeterminado (que foi quando ganhamos a Peggy no seu lugar) do seu posto.

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Algo que apesar de até que surpreendente devido a toda a genialidade que eles sempre pintaram para o personagem em relação aos negócios, não deixa de ser algo extremamente real também, porque não é de hoje que percebemos que apesar de ser dono de um talento natural para a coisa, ele não parece estar muito feliz com a profissão ou pelo menos não com os rumos do seu trabalho atualmente. Sem contar que essa intervenção acabou abrindo uma possibilidade importante para o personagem se abrir e talvez a forma mais honesta que Draper pudesse encontrar naquele momento fosse realmente levar os filhos até as ruínas do bordel onde ele foi criado durante boa parte de sua infância, em uma cena lindíssima que encerrou a temporada, para deixar os olhos cheios de lágrimas.

Na verdade, como encerramos a Season 6 de Mad Men nesse ponto exato da história, ainda não sabemos ao certo o quanto o personagem esteve disposto a se abrir com os filhos, mesmo contando com o fato de que a essa altura, ele já não tinha quase mais nada o que perder, com o personagem finalmente ganhando dois lados. Mas a boa notícia é saber que chegamos a um ponto decisivo para a mitologia da série, abrindo espaço para o personagem resolver algumas questões pendentes em sua vida até hoje e com a Season 7 sendo confirmada como a última da série, sabemos que não poderemos perder por nada o final dessa história.

A única sacanagem é que o canal AMC anunciou recentemente que assim como fez com Breaking Bad, também irá dividir a temporada de encerramento da série em duas partes de 7 episódios cada, onde os sete primeiros serão exibidos em 2014 e os restantes apenas em 2015. Humpf!

Mas digamos que se for para fazer o que eles conseguiram realizar com a reta final da história do Walter White, nós, apesar de extremamente ansiosos e de ainda acharmos uma sacanagem gigantesca, não achamos tão ruim assim ter que esperar, vai?

 

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Jon Hammhung

Abril 4, 2013

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Não tão recentemente assim, descobrimos que o “h” faltando no nome do “Jon” Hamm não fazia a menor diferença porque na verdade, a vida já lhe havia sido bastante generosa. Bastante. E isso porque ainda não tivemos acesso ao material bruto de algum momento mais animador e constrangedor do ator, que pode até ser constrangedor para alguns, mas para outros significa sorte grande. Höy!

Por isso também entendemos o porque da sua esposa estar sempre tão sorridente para a vida. E tem motivo para não estar? Nesse caso, podemos pensar em pelo menos 45 (cm) motivos deles… (sorry, não tem como resistir a qualquer coisa nesse caso)

Apesar do bom humor que o próprio Jon Hamm vem lidando com essa situação constrangedora, tenho certeza que ele não fazia muita ideia de que isso poderia acontecer, fazendo o tipo totalmente desavisado (e imagino as piadas internas na família) e acho também bastante importante e um ponto super positivo a seu favor que mesmo assim ele continue investindo no fundamento “Freedom” onde agora, basta uma aparição dele levando o cachorro para passear na pracinha, para sair pelo menos 58 clicks, todos aguardando alguma manifestação de suas partes intimas. Sério, podem contar…

Agora, #TEMCOMONAOAMAR as propostas de algumas marcas de cueca, oferecendo abastecimento vitalicio de cuecas para o ator?

Não, não tem. (♥)

#HOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOY

 

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Os Drapers vão para o Hawaii na nova temporada de Mad Men

Outubro 25, 2012

Segundo consta, há grandes chances de começarmos a Season 6 de Mad Men com essa viagem dos Drapers para o Hawaii, que de acordo com algumas especulações da imprensa americana, pode se tratar de um trabalho que a Megan tenha conseguido como atriz na série clássica Hawaii Five-O e o Don tenha a acompanhado até lá, ou que ambos foram apenas convidados para um casamento por lá. Claro que torcemos muito mais para a primeira opção.

Ansiosos?

 

ps: Hoy!²

ps2: curiosidade… estava pensando outro dia que todas as minhas #CRUSHS acabam em algum momento indo trabalhar no Hawaii. Primeiro o Matthew Fox, onde nossa relação que começou em Party Of Five, terminou em Lost e agora o Scott Speedman de Felicity, que atualmente também está no Hawaii gravando Last Resort. Sem contar o Krasinski que passou por lá nas férias desse ano. Ou seja, será que confirmou e eu devo considerar uma mudança? #STALKERMODEON

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A temporada “feeling blue” de Don Draper

Junho 19, 2012

Don Draper está mais triste do que de costume. Essa foi a maior impressão que eu tive durante esse Season 5 de Mad Men e por isso eu digo que essa foi uma temporada “feeling blue” até mesmo para a série. Apesar de estar vivendo um bom momento pessoal, casado com uma mulher mais de acordo com o que ele esperava e obtendo cada vez mais sucesso na  Sterling Cooper Draper Pryce, foi ficando cada vez mais evidente que Don ainda possuí um vazio dentro dele.

Agora, falando totalmente do que eu penso sobre a série em seu momento atual, eu sinto que essa foi uma forma sútil que o seu criador Matthew Weiner encontrou para demonstrar os seus próprios sentimentos em relação ao futuro da série. Eu sei que tudo isso pode parecer um achismo muito grande, mas todo mundo sabe o drama que foi para a série ser renovada pelo AMC, que relutou para atender a todas as exigências do próprio Weiner para essa recém encerrada temporada que estamos falando nessa review e talvez todo esse climão meio “feeling blue” no ar seja um forte indício de que a série talvez esteja perto de começar a considerar o seu fim, por mais que isso possa doer em todos nós, fãs de Mad Men.

Sendo muito sincero nesse momento, eu reconheço que talvez seja realmente a hora de considerar o encerramento dessa história. Tudo bem que com Mad Men no ar, temos a chance de assistir uma das melhores séries de TV da atualidade, das mais bem cuidadas e que inclusive, acabou fazendo escola com o seu ritmo antigo e mais pausado escolhido para contar a sua história. O que eu até acho que nesse caso, esse ritmo bem menos acelerado casa perfeitamente com a proposta da série, combinando muito bem com o clima da década de 60, onde as coisas eram bem diferentes de hoje (algumas nem tanto), o que não chega a me incomodar quanto as demais séries que insistem em seguir esse mesmo padrão que só consegue ser suportável e bem aproveitado em uma série como Mad Men. Sorry para as demais… (The Walking Dead, The Killing, GOT, Bordwalk Empire…)

Mas sinceramente, eu tenho a sensação de que já vimos o suficinete de Mad Men durante todos esses anos (Season 1Season 2Season 3 e Season 4). Boas histórias, cenários sensacionais, atuações de deixar qualquer um com orgulho, prêmios acumulados nas prateleiras de todos os envolvidos na produção, ou seja, só coisa boa. Mas fico com medo de que insistindo em se manter viva por muito mais tempo, a série acabe se perdendo e se torne mais uma das quais a gente só continua assistindo por apego ou respeito. Sinto inclusive que nós já passamos pelos grandes plots dessa história, mesmo com eles nos surpreendendo a cada temporada com algo novo e mesmo assim, por esse motivo, eu acho honestamente que o prazo de validade de Mad Men precisa ser determinado, afinal, não é porque um produto é bom, que ele vem validade eterna.  O que eu até sinto que talvez tenha sido a intenção quando a série foi criada lá no passado, onde sempre me pareceu que ela foi criada para que durasse apenas uma década dentro do tempo deles (o que não significa que ela tenha que durar 10 anos). Ou seja, por todo os 60’s. E já nos encontramos em 66 nesse exato momento, o que demonstra que o tempo está sim passando na NY antiga. Ou vcs conseguem imaginar um Don Draper chegando no escritório vestindo calças boca de sino, ou uma Joan de Ginger Power?

Ao mesmo tempo que sentimos essa necessidade de encarar que a série esteja perto do seu fim, é inegável que é sempre uma delícia acompanhar o texto sempre excelente que encontramos em Mad Men, mesmo quando a série não é inteira tão genial assim, como chegamos a comentar sobre a temporada anterior. E mesmo no meio de toda aquela “aparente seriedade” da década antiga, ela sempre acaba nos rendendo momentos de bastante humor também, como quando o Don Draper chegou a chamar a sua ex e o seu novo marido de casal Morticia e Tropeço, ou quando os funcionários da empresa resolvem encarar as suas diferenças no tapa e dentro da sala de reuniões.

Mas para uma temporada feeling blue, até que começamos mais animados essa Season 5 de Mad Men, com um Don Draper completando 40 anos (fiquei chocado quando descobrimos que ele só tem 40, apesar da magia do Jon Hamm continuar a mesma desde sempre. Höy!), ganhando uma festinha surpresa, além de uma performance inesquecível da sua nova mulher ao som de “Zou Bisou Bisou”, que mais tarde ganharia uma versão sensacional em formato de piada no episódio ao vivo de 30 Rock, que contou inclusive com a participação do próprio Jon Hamm.

E ao lado da sua nova parceira, bem mais nova do que ele, diga-se de passagem, Draper parecia ainda mais confiante, principalmente enquanto ambos dividiam o trabalho, o que acabou mudando bastante quando ela decidiu abandonar a sua carreira de primeira dama da publicidade, para perseguir o sonho de ser atriz. Mas a dinâmica do casal em casa também foi bem divertida, com a Megan deixando bem claro que ela não tem nada da ex do Don, que se contentava em ser apenas a esposa ideal e mãe dos seus filhos, o que também eu não acho nenhum crime, mas certamente estamos falando de um tipos de mulheres bem diferentes. Megan além de muito mais jovens, é cheia de sonhos que ainda não foram realizados e que ela não quer mais perder tempo sem correr atrás de todos eles, antes que seja tarde demais e que ela se torne mais uma pessoa infeliz e não realizada.

Com isso, ganhamos também um conflito inevitável dessa diferença de idade, que naquela época deveria parecer muito maior do que seria hoje em dia (considerando que com 40 anos, Draper já se sente como uma ancião) e foi ficando cada vez mais visível que o próprio Don Draper acabou percebendo essa diferença, sentindo na pele que ele já não tinha o mesmo ritmo da sua atual esposa. E pra mim, um dos grandes destaques dessa temporada foi realmente o personagem da Megan, interpretada lindamente pela atriz Jessica Paré, que além de maravileeeandra, demonstrou-se bastante talentosa a ponto de conseguir segurar muito bem esse maior destaque que a sua personagem acabou ganhando durante a temporada. Megan que aprendeu a se posicionar muito bem dentro daquela história, não aceitando tudo tão facilmente e batendo de frente com o seu marido quando necessário. É Don Draper, os tempos mudaram…

Um dos meus momentos preferidos dessa Season 5, foi aquele episódio em que os dois foram viajar juntos, onde ele acabou ignorando todas as vontades da nova esposa e acabou sofrendo as consequências dessa falta de atenção com a sua pareceira de vez. E foi delicioso ver que com a Megan a coisa é bastante diferente e esse negócio da mulher frágil, já não funciona mais (isso já naquela época hein atrasados?) e temos certeza de que depois daquele chá de cadeira sem saber o paradeiro da sua amada, Don Draper deve ter aprendido a lição de que com uma mulher com personalidade não se brinca. Aliás, com a resolução do casal depois desse plot (Höy!), fica também cada vez mais claro de que Megan é mesmo a Senhora Draper ideal para aquele homem, que parece gostar muito dessa nova dinâmica na sua relação conjugal, tanto que surpreendentemente, ele se manteve fiel a nova esposa.

Também é sempre bacana ver Mad Men falando de coisa séria e assuntos reais que fazem parte da nossa história, como o movimento dos negros logo no começo da temporada, lutando por uma chance no mercado de trabalho e ganhando o seu merecido espaço (como para todos) dentro da SCDP, agência que sempre se mostrou estar a frente do seu tempo, mesmo com muito para aprender ainda aqui ou ali. E é bastante importante ver como um assunto como o preconceito racial ainda pode ser abordado de forma digna como aconteceu na série, em cenas do tipo quando o Lane não quis deixar a carteira esquecida dentro do taxi com o próprio taxista, muito provavelmente por ele ser negro, ou quando a Peggy ficou meio assim em deixar a nova secretária do Don Draper dormir em sua casa, tão perto da sua bolsa cheia de dinheiro, descobrindo nela um preconceito que até então ela desconhecia e recebendo um tapa na cara como resposta a esse comportamento na manhã seguinte, que é como a gente se sente quando se vê sendo alguém que vc não gostaria de ser. Cenas lindíssimas por sinal, delicadas, sutis, mas que não deixaram de tocar no ponto exato dessa ferida exposta até hoje, quase 50 anos depois.

Outra surpresa foi encontrar a Rory de Gilmore Girls aparecendo lindíssima em Mad Men do meio do nada e sem nenhum aviso prévio. Se bem que, eu não consegui lidar muito bem com a Alexis Bledel assumindo um lado mais sensual na série, com pele demais a mostra (meu lado cidadão de Stars Hollow protetor das Gilmore falando mais alto), o que eu achei que acabou demais para mim, fã assumido de GG, apesar de achar que aquela sua cara linda combina perfeitamente com o ambiente de agora. Ela que chegou para abalar as estruturas do casamento do Pete, que se encontra o mesmo chato de sempre, casado com a mesma chata de sempre e vivendo a vida chatíssima também de sempre. ZzZZZ. Mas que nós descobrimos ao final da temporada que ele poderia ser ainda pior, quando o personagem assumiu de vez o posto de amante na relação, algo que eu acho que ainda pode render mais no futuro da série… (vejo um final trágico e passional para os dois)

Dos plots mais interessantes da temporada, tivemos o Lane sofrendo por estar sem dinheiro devido a problemas com impostos, ele que acabou revelando uma amizade bem bacana com a Joan, até ser revelado que aquela relação de amizade, pelo menos por parte dele, poderia ir bem além, o que eu achei totalmente desnecessário. Se bem que, quem não se apaixonaria pela Christina Hendricks? Ele que chegou até a falsificar a assinatura do Don Draper para tentar dar um jeito em suas finanças, mas que ao ser descoberto, acabou sendo despedido pelo próprio, ainda ganhando a última chance de não sair com o bandido da história. O que foi a gota d’água para o personagem que não resistiu a pressão do fracasso a essa altura de sua vida, se sentido completamente injustiçado pela empresa que ele ajudou a reerguer (em partes, com toda razão…) e resolveu encerrar com a própria vida, não sem antes deixar uma parcela de culpa bem grande para o Don Draper carregar adiante, assim como um cheque bem gordo do seu seguro de vida para a Joan.

Joan que também ganhou ótimos momentos durante essa temporada, a princípio com o plot do seu casamento falido com o patriota viciado em guerra, que realmente já foi tarde e eu achei que agora, finalmente ela ganharia o Roger para chamar de seu, mas esse romance entre os dois ficou bastante adormecido durante essa temporada. E o ex marido se foi, mas não sem antes deixar mais uma mágoa para Joan carregar, com ele mesmo entrando com o pedido de divórcio, o que levou a personagem a quase perder a linha que ela sempre pareceu conseguir controlar muito bem co a sua pose de total lady. E mais para o final da temporada, ela ainda ganhou o que talvez tenha sido o seu maior momento dentro da história de Mad Men, com o plot da proposta indecente para salvar a conta da Jaguar, que viria a ser a conta de maior importância para o futuro da empresa.

Tudo isso em um episódio sensacional (5×11 The Other Woman), onde todos os sócios mantiveram-se a favor de colocar um preço no decote farto da Joan, tendo apenas o Don Draper como oposição. Algo que ele tentou evitar que ela caísse em tentação até o último momento, onde com isso, ganhamos momentos preciosos entre os dois personagens, que caso fossem um casal, seriam o casal com a maior magia da TV atualmente, sem o menor exagero. HÖY! Achei lindo quando ele revelou que nunca tentou nada com ela por se sentir totalmente intimidado com a sua postura e ela admitindo que sempre achou ele lindo demais. Demais inclusive para ela. #TEMCOMONAOAMAR?

Um episódio que causou um certo barulho em torno da série por conta de sua resolução, com a personagem aceitando a tal proposta indecente em troca da inclusão do seu nome naquela sociedade. O que pensando friamente e deixando de lado qualquer julgamento de valores, acabou fazendo todo o sentido para a personagem naquele momento, que nada tinha a perder (tá, eu sei que tinha, mas na verdade não tinha, não naquele momento da sua vida…) e que talvez não tivesse uma outra forma de acabar sendo reconhecida como peça fundamental da engrenagem daquela empresa, como o próprio Lane chegou a reconhecer enquanto ela estava totalmente insegura durante o seu período de licença maternidade.

Esse que talvez tenha sido o ponto mais alto da temporada, com as mulheres demonstrando as suas diferenças e revelando suas armas para conseguirem aquilo que desejam, principalmente com o contraponto da história da Peggy nesse mesmo episódio, que ao também não conseguir o que lhe era de direito (acho muito engraçado esse termo na verdade, rs) acabou tendo que se virar de outra forma para alcançar os seus objetivos profissionais. Duas mulheres totalmente diferentes desde o começo, onde a reação de cada uma delas é totalmente compreensível dentro da trajetória dos seus personagens, o que não aconteceria se tivesse sido trocado com uma no lugar da outra, por exemplo.

Mas embora eu até consiga aceitar essa resolução pensando na Joan desde o começo da série, eu acho fundamental que o Don Draper tenha mantido a sua postura contrária a essa plot todo, deixando bem claro que na cabeça dele, existiam outros meios para que a Joan conseguisse o que acabou conquistando dessa forma (e a ironia dela ter recebido o cheque do seguro do Lane depois disso tudo, hein?), evidenciando assim os lados opostos dessa história. Ele que agora sempre vem com uma indireta e parece que já até se esqueceu do seu próprio passado pessoal e profissional. Nós sabemos o que vc fez na campanha do verão passado, senhor Draper. Nós sabemos!

E é claro que quem nos emocionaria mais uma vez durante essa temporada, seria novamente ninguém menos do que ela, Peggy, que em parceria com o Don Draper, se torna ainda mais imbatível. Sempre fui um fã incondicional da personagem, sempre a admirei como mulher, como profissional e em todos os sentidos. Eu seria uma Peggy, tenho certeza disso e me vejo nela em diversos momentos, rs. E nessa temporada, Peggy mais uma vez se viu inferiorizada na empresa por ser mulher, o que para ela já não era mais aceitável, não depois do brilhantismo da sua trajetória de trabalho dentro daquela agência. E com a forma com que o Draper acabou a tratando naquela cena onde ela estava apensas exigindo os seus direitos, de forma errada mas com razão,  se tornou extremamente necessário que ela tomasse alguma atitude a respeito do que ainda a fazia infeliz dentro daquela empresa, colocando a prova o seu valor naquele universo.

Esse que foi outro momento sensacional da série para essa temporada, com a Peggy sendo reconhecida como profissional na agência concorrente e que fica a cargo do aqrui-inimigo do Draper e o momento onde ela anunciou a saída da agência para o seu mentor, não poderia ter sido mais especial, com ambos magoadíssimos dentro daquela sala perante a postura um do outro, engolindo o choro para não admitir o grande erro que estavam cometendo naquele momento e tentando manter uma postura no mínimo profissional (embora o corpo acabasse denunciando o verdadeiro sentimento de cada uma deles naquele momento) diante daquela situação que ambos não gostariam de estar enfrentando.

Foi lindo ver que mesmo fragilizada e enfrentando um momento importante na sua carreira, Peggy segurou firme a sua postura diante daquela situação e não precisou ser ingrata naquele momento, reconhecendo diante do Draper a sua total importância não só para a sua carreira, como também para a vida dela. Nesse momento, se Draper já havia passado por diversas situações de desconforto ao longo dessas cinco temporadas de Mad Men, acabou ficando bem claro que a despedida da Peggy talvez tenha sido o que mais doeu para o personagem e não tem divórcio certo e nem morte de ex melhor amiga, deixando-o visivelmente abalado naquele que talvez tenha sido mesmo o pior rompimento da sua vida. Talvez nessa hora ele tenha sentido pela primeira vez algo próximo do que é a sensação de estar perdendo o amor da sua vida. (outro tipo de amor, claro)

Nessa hora, vale reconhecer mais uma vez o excelente trabalho do ator Jon Hamm, que nesse momento parecia que teria um ataque cardiaco a qualquer momento, nos convencendo de toda a sua dor e ódio durante aquele rompimento que o pegou totalmente de surpresa. Coisa de ator bem bom mesmo, que não injustamente é indicado todo ano a quase todos os prêmios da TV por sua atuação sempre tão boa. Clap Clap Clap!

E a série ainda tem o Roger sendo o Roger, tomando LSD e entrando em uma viagem sensacional, tem visita ao backstage do show dos Rolling Stones, tem o drama de conseguir uma música dos Beatles para uma de suas propagandas,  além da Sally Draper, que está crescendo e vem se destacando bastante ao longo dos anos, encarando até o ciumes do seu pai por ela não querer mais se vestir como uma criança, rs. Quem andou sumida foi a January Jones durante essa temporada, que teve zero de importância para a trama e quase não nos lembramos mais do porque dela ainda fazer parte daquela história. E esse conjunto de fatores somados a qualidade da série e ao excelente texto de cada episódio, garantem que Mad Men seja notada todos os anos pelos mais variados prêmios, onde seria absolutamente impossível que algo tão bem feito como a série, passasse sem ser no mínimo notada por sua indiscutível qualidade.

Mas apesar de tudo isso, a sensação que fica dessa Season 5 é exatamente a de que essa não foi uma temporada feliz para o Don Draper enquanto personagem e isso ficou ainda mais claro durante o episódio final, onde ele terminou encostado em um balcão de bar qualquer, sendo notado pela mulherada sempre disponível para a sua magia, sem demonstrar a menor empolgação além do seu 1/2 sorriso naquele balcão. A sensação que temos é que Draper já se encontra cansado e um tanto quanto decepcionado, encarando o fato de que uma nova geração se aproxima com grandes ideias (por isso a rivalidade com o novo personagem da criação, que tem ótima ideias e que ele chegou até a sabotar em um determinado momento) e com um talento compatível ao dele, o que de certa forma o deixa inseguro em relação a sua própria vocação, o que todos nós sabemos que é uma grande bobagem e que qualquer outra mente brilhante que apareça do dia para a noite dentro do mundo publicitário, vai precisar de um longo caminho para acumular a bagagem de um Don Draper da vida.

Talvez Draper esteja realmente infeliz, ou talvez ele esteja apenas encarando o fato de que está envelhecendo. Será que o peso da idade também vai alcançar Mad Men?

Veremos na próxima temporada…


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Zou Bisou Bisou ♪

Março 31, 2012

Finalmente estamos de volta aos 60’s. Yei!

E que delícia que é poder voltar no tempo com Mad Men, hein? Quando estou assistindo a série, eu sempre sinto como se tivesse aberto uma janela para o passado, com todo aquele figurino antigo, cenários e objetos de cena que a gente pagaria uma fortuna para ter nos tempos de hoje (fato, vintage é caro, rs) e uma beleza que hoje em dia é cada vez mais difícil de se encontrar.

Sim, Mad Men voltou e diga-se de passagem, essa sua volta foi mesmo deliciosa e ainda com direito a um episódio duplo, para matar a saudade de todos os fãs da série que já estavam desesperados com esse “hiatus” de mais de 17 meses.

Nesse começo de temporada (5×01, 5×02 A Little Kiss), senti como se eles estivessem ainda se situando, colocando as coisas em seus devidos lugares, introduzindo assim a atual dinâmica da série. Mas tudo isso de forma bastante movimentada, divertida até, com um episódio (um não, dois) recheado de piadinhas super bem humoradas, que conseguiram me arrancar boas risadas.

Quase não me aguentei por exemplo, quando o Roger disse para a sua esposa com a maior cara de pau e sinceridade desse mundo “Porque é que vc não canta assim?”,  referindo-se a linda e animada apresentação de Megan Draper, que se arriscou nos vocais de “Zou Bisou Bisou” na festa surpresa de 40 anos de Don Draper e recebendo de volta da sua esposa, sem exitar por um segundo sequer,” E porque é que vc não se parece com ele?”. Sério? #TEMCOMONAOAMAR?

Antes de continuar, preciso dizer que Roger esteve afiadíssimo durante esses dois primeiros episódios, com um senso de humor brilhante e ao final deles, ainda acabou caindo em uma “pegadinha” super bem humorada, feita pelo Pete. (que continua insatisfeito com tudo e como aquele humor meio assim de sempre, mesmo estando casado com a Annie de Community, rs).

Na agência, tudo caminha lentamente como se eles ainda estivessem se acostumando com os novos rumos do negócio, porém de volta ao cenário já conhecido de todos nós, se estabelecendo aos poucos, onde eles se encontram enfrentando os problemas de sempre, como a questão dos egos, a rejeição dos clientes com medo de aceitar as novas propostas visionárias da agência e até mesmo a disputa pelo “maior espaço” dentro da empresa. Literalmente.

E como é sempre uma delícia ver a Peggy e o Draper dividindo a cena, não?

Ela que ainda tem que se acostumar com o fato de estar “dividindo” funções com a nova senhora Draper, que pouco teve que fazer para conseguir a sua nova posição no trabalho, algo bem diferente ao que aconteceu com a sua personagem no passado, dividiu apenas poucos minutos do episódio com Draper e mesmo assim foram minutos mágicos, de pura honestidade. Acho tão sensacional como sempre parece que ele está tentando ensinar algo para ela, sabe? E quem não queria ter um tutor como Don Draper?

Mas o grande nome de Mad Men é claro que é Don Draper. Höy! Ele que acabou de completar 40 anos e com isso, acabou nos mostrando o quanto a questão da idade era muito diferente naquela época.

Em uma crise existencial, Draper se encontra em uma situação inusitada, com “colegas” de trabalho dividindo a intimidade da sua lindíssima cobertura em NY, algo que certamente ele detestou. Além disso, o personagem encontra-se entregue ao peso da idade, se sentindo um idoso do alto dos seus 40 anos, o que hoje em dia, com homens de 40 se comportando cada vez mais como os homens de 20, seria um comportamento completamente fora do comum. Me pareceu até que naquela época, talvez os 40 fossem  mesmo os novos (velhos) 60, rs.

Com isso, acaba sobrando para a sua nova esposa, mais jovem, cheia de vontades e com uma visão maios moderna, completamente diferente a dele, onde talvez toda essa diferença acabe tornando o casal ainda mais interessante. Megan tem a ousadia, vontade e Draper tem o conhecimento, a experiência. E se por um lado eles andam se estranhando devido a esse probleminha da idade, do outro, basta um toque que o casal pega fogo, seja no corredor do prédio ou até mesmo no carpete branco da sala, completamente destruido pela festa surpresa da noite anterior.

Aliás, e que casal, hein? Höy!

Outro plot excelente da nova temporada foi a Joan tendo que enfrentar a sua nova realidade como mãe de primeira viagem e em um período de licença de maternidade. Ela que se encontra em um conflito interno, desejando voltar ao trabalho o quanto antes, mesmo como um bebê recém nascido em casa e por isso, se sentindo cada vez mais culpada como mãe ou mulher (ainda mais naquela época e ainda com a pressão da sua própria mãe). E toda a insegurança dela em achar que aquela agência estaria conseguindo sobreviver sem o seu comando? Até parece neam Joan? Todo mundo sabe que é a senhora quem manada naquele pedaço e mais ninguém.

E o episódio começa e termina de forma genial, definindo o período em que estamos vivendo em Mad Men , colocando a luta dos movimentos pelos direitos civis ainda mais em evidência, com mulheres e negros saindo as ruas e exigindo os seus direitos, algo que marcou a segunda metade da década de 60. E tudo isso muito bem amarrado, com bastante humor até, usando uma disputa entre eles e a agência concorrentes para ilustrar essa nova realidade da série.

E todo esse humor encontrado nesse episódio duplo da nova temporada, eu tenho pra mim que será o novo ingrediente secreto na série. Não que ele não existisse antes, mas dessa vez parece que chegou com muito mais força. Veremos…

Bacana também que em Mad Men eles conseguem demosntrar uma mesma situação por diversos ângulos diferentes. Como por exemplo, o preconceito racial aparecendo em momentos diferentes do episódio, com uma piadinha solta na festa do próprio Draper (onde também aconteceu ao mesmo tempo uma piadinha homofóbica) e depois, com o Lane se recusando a deixar a carteira perdida e encontrada por ele com o motorista do táxi, que a propósito, também era negro. E por incrível que pareça, mesmo com a história se passando em um passado distante, ainda ouvimos ou presenciamos hoje em dia, cenas tão pavorosas quanto essas. (muitas vezes até piores)

Assim chegamos ao fim desses primeiros dois episódios deliciosos da Season 5 de Mad Men, que prepararam muito bem o terreno para o que possivelmente vem por ai. Alguém tem alguma dúvida que só pode ser coisa boa?

Welcome (back) to the 60’s

Mad Men de volta ao batente!

Março 26, 2012

Estou bem ansioso para assistir ao episódio de retorno de Mad Men para a sua Season 5, ainda mais depois desses 17 longos meses de hiatus, que um episódio com duas horas de duração parece até pouco para matar a saudade.

E maravileeeandra essa capa da Newsweek com o elenco principal dentro de um elevador, não?

Dizem que para essa temporada estaremos em 1966, ano em que Don Draper completava 40 anos. Xóvem, não?

E eu adorei a ideia do Mathew Weiner que andou dizendo por ai que adoraria encerrar a série trazendo o Don Draper para os dias de hoje. Imaginem Don Draper com mais de 80 anos? Howcoolisthat?

Don is back

Fevereiro 23, 2012

Voltamos do feriado e não voltamos sozinhos. Aliás, estamos de volta e muito bem acompanhados, Höy!

Isso porque Don Draper está conosco e volta para a Season 5 de Mad Men no dia 25 de Março.

Vai ter coragem de perder?

Don Draper de volta ao batente. Höy!

Setembro 27, 2011

Tá pensando que a vida na america antiga bem antiga é moleza?

Tem que suar essa camisa Draper, porque nós já estamos mais do que ansiosos por essa Seaoson 5 de Mad Men, hein?

Algo que só vai acontecer no ano que vem, humpf…

Mas enquanto isso, vamos tentar manter a compostura Roger?

Tenha modos!

O crossover de The O.C + Mad Men

Junho 30, 2011

Summer e Don Draper? Por essa ninguém esperava…

Mas antes que todas pensem bobagens, os dois se encontraram por um acaso na lojinha de refresco, que pela cor, me pareceu ser de tamarindo hein? Euri

E que saudade que me deu de Mad Men agora hein? Höy!

January Jones e o seu Mad Sexy para a W de Maio

Abril 13, 2011

January Jones na capa da W de Maio. Vai ser linda assim lá na casa do Don Draper, vai!

ps: ando acordando com o cabelo igual ao da capa (bem + ou – é claro, rs), vcs acham que eu deveria adotar? Hmm mmm, pensando no assunto…


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