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Maratonas que todos deveriam ter feito em 2012

Dezembro 27, 2012

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Estava eu triste comigo mesmo, fazendo um balanço sobre tudo o que eu assisti durante essa ano que passou, achando que não tinha me dedicado o suficiente a minha vida televisiva (talvez fosse apenas o efeito do hiatus falando mais alto nesse atual momento), quando resolvi fazer a matemática das maratonas que acabei encarando em 2012 e não é que eu fiquei até surpreso com o resultado?

De um total de 8 séries, apenas apenas 2 já estavam completas (para não dizer canceladas) e as outras 6 foram acrescentadas a minha agenda de sempre, todas excelentes e muito bem vindas por sinal. Desse total, 3 delas são americanas, 4 inglesas (meu atual fraco) e 1 delas canadense. Fazendo um cálculo básico na minha calculadora científica da Hello Kitty, foram 21 temporadas, somando um total de 226 episódios. Ou seja, na verdade, somando esse número a tudo que eu já assisto normalmente (e vocês sabem que não é pouca coisa), na verdade, eu realmente não tenho muito do que me envergonhar em relação ao meu desempenho em frente a TV durante o ano de 2012. (na verdade, talvez eu tenha que me envergonhar pelo total de horas gastas apenas nessa tarefa, rs #SHAMEONME)

Para encerrar o ano, resolvi fazer uma lista reunindo todas as maratonas sensacionais que nós dividimos aqui no Guilt durante esse ano de 2012 , aproveitando esse período de marasmo na TV que é sempre essa época de hiatus, na esperança de quem sabe assim acabar influenciando mais alguém a assistir a pelo menos uma dessas séries que merecem e muito serem vistas por todos. Isso pensando em quem eu não consegui convencer ainda… porque em todas elas, eu já trabalhei bastante nesse plot, rs

 

Doctor Who

DOCTOR WHO

A essa altura, já não é mais segredo para ninguém o meu amor por Doctor Who. Apesar da ter começado a assistir a série através da sua Season 5, a primeira com o 11th Doctor e na companhia dos Ponds, me apaixonei tanto por esse personagem e por toda a sua mitologia, que prometi para mim mesmo que eu precisava conhecer mais dessa história fantasiosa e tão especial.

Assim, me aventurei em uma maratona deliciosa nas quatro temporadas anteriores dessa nova fase da série (a partir de 2005), onde acabei conhecendo e também me apegando bastante aos outros dois doutores que ajudaram a criar a mitologia desse personagem que sem a menor dúvida é o que justifica toda a grandeza da série, que está prestes a completar 50 anos agora em 2013. SIM, eu disse 50 anos!

Realmente não é a toa que Doctor Who vem conquistando cada vez mais fãs pelo mundo todo com suas histórias, que tem um universo riquíssimo a ser explorado, onde essa jornada passa a ser uma verdadeira delícia deliciosa, seja lá qual for a sua idade.

E foi bem importante fazer essa volta ao passado recente da série, para conhecer e aprender um pouco mais sobre o personagem, além de compreender melhor algumas situações nas quais o Doutor se encontra até mesmo hoje em dia, no alto da atual Season 7, por exemplo. Algo que eu recomendo para todo mundo que for fã da série atual. Sem contar a experiência de conhecer e se despedir das companions todas ao longo desses últimos anos, além de vivenciar como é difícil nos despedir de um doutor, quando chega o momento da sua regeneração. Ambos momentos importantíssimos para a série, além de lindos e bastante especiais, é claro.

Apesar de já ter dito por várias vezes que o 11th Doctor é o meu Doutor, também é impossível enfrentar essa maratona na série antiga e não acabar se envolvendo e se apegando completamente aos outros dois Doutores dessa nova fase, aprendendo a gostar de cada um deles por motivos diferentes, conhecer e se apaixonar pelas diferenças de cada um e esse tipo de relação eu mais uma vez atribuo a grandeza desse personagem, que é realmente muito especial. Sem exageros.

Doctor Who passou a ser exibida em 2012 pela TV Cultura aqui no Brasil, que ao longo desse ano já exibiu pelo menos duas vezes cada um de seus episódios até a Season 6. Esse ano também foi lançado por aqui o box da primeira temporada da série, com o 9th Doctor e segundo a Log On Editora, os demais serão lançados em breve.

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

 

 

Sherlock

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Assistir a Sherlock chega a ser uma covardia com qualquer um dos demais que tenham se aventurado dentro do já tão explorado e conhecido universo de Sherlock Holmes. E por mais que atualmente tenhamos alguns bons representantes (e bem diferentes) para o mesmo personagem, é difícil não conseguir reconhecer logo de cara que sem muita dúvida, o Sherlock Holmes interpretado pelo excelente ator Benedict Cumberbatch é muito melhor do que qualquer um dos outros. A partir da série, acabei decidindo então que esse é o meu Sherlock Holmes e não aceito outro. Pelo menos não com tanto amor, rs. (♥ – Sorry Downey Jr, Lee Miller)

Muitas pessoas torcem ao nariz para a duração de cada um dos episódios da série, com cerca de 1h30 cada, mas ao deixar esse detalhe de lado e se atentar a excepcional forma que eles escolheram para nos contar suas histórias nessa série de TV,  é bem fácil perceber que realmente esse tempo a mais para cada episódio acaba fazendo toda a diferença, de tão excelente que a Sherlock consegue ser e sem fazer com que eles pareçam arrastados demais ou qualquer coisa do tipo. Tudo dentro desses muitos minutos acaba se fazendo necessário. Tudo.

Personagens queridos, muito bem “recriados”, uma parceria espetacular entre os atores Benedict Cumberbatch e o Martin Freeman, Sherlock é sem dúvidas um dos melhores produtos da TV atual, em todo e qualquer sentido. Uma série muito bem construída, muitíssimo bem cuidada por todos os lados, cheia de referências visuais e um estilo que já se transformou em uma identidade própria (e quem copiar vai ficar com cara de cópia, não tem jeito) e que com certeza vai te deixar de queixo caído de tão boa que essa versão inglesa consegue ser. Sem contar, a especialíssima participação de um dos melhores vilões da história, Moriarty, que não deixou nada a dever para o nível do seu pior inimigo. Sério, outro dos melhores personagens da TV atual, sem a menor dúvida.

Até agora, foram exibidas duas temporadas com apenas 3 episódios cada e uma terceira já confirmada, está sendo aguardada apenas para o final de 2013, começo de 2014, devido a agenda dos dois atores principais (Humpf). Uma pena ter que esperar tanto para ter algo novo da série, mas para quem se animar, os DVDs das duas temporadas de Sherlock já se encontram disponíveis por aqui, também pela Log On Editora. Um ótimo investimento indeed.

Season 1

Season 2

 

 

Being Erica

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Assistimos um monte de séries na TV o tempo todo e isso já faz parte da nossa rotina desde sempre. Algumas duram muito, outras pouco, mas somente algumas acabam ficando com a gente para sempre, seja por uma memória afetiva ou por qualquer outro detalhe, mas geralmente, quando isso acontece, é porque elas foram realmente especiais.

E esse é o caso de Being Erica, uma surpresa deliciosa que eu tive durante esse ano de 2012, quando decidi encarar uma maratona dentro dessa série canadense que eu sempre acabava deixando para depois, por um motivo ou outro. Talvez estivesse esperando inconscientemente pelo momento certo…

Being Erica é mesmo muito especial porque além da jornada pessoal da personagem ser uma delícia deliciosa, ela é um convite para terapia ao lado da própria Erica. E detalhe, essa não é um terapia chata ou comum, algo que deixa a série ainda mais especial. Ao lado do Doctor Tom, o terapeuta dos sonhos de qualquer um  (quem eu espero encontrar até hoje, toda vez que abro uma porta qualquer. Sério. , vamos abrindo portas e mais portas juntamente com a personagem e todas elas acabam nos levando para momentos importantes da vida da Erica e que são todos momentos muito fáceis de se relacionar com a nossa própria vida, independente das nossas diferenças.

Sério, nunca uma série havia se relacionado tanto com a minha vida (e meio que serve para todo mundo) e apesar de soar extremamente clichê  o que eu tenho a dizer sobre ela, eu realmente acabei fazendo terapia durante essas quatro deliciosas e mais do que especiais temporadas da série. Também não me lembro de ter ficado tão emocionado com um series finale por todos os motivos possíveis e imagináveis. Chorei, chorei, chorei e saí renovado. WOO!

O tipo de série para se levar para a vida e recomendar para quem a gente gosta de verdade (♥). Talvez eu a reveja pelo menos uma vez por ano, para sempre! (aquele que acha que nunca será liberado da terapia)

São quatro temporadas curtas, com uma média de 12 episódios cada, que você deve assistir acompanhado da sua caixa de Kleenex, porque é difícil conter as lágrimas. Por aqui, dizem que a série será exibida pelo recém chegado canal da BBC HD…

Season 1

Season 2

Season 3

Season 4

 

 

Downton Abbey

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Todo mundo sempre falou muito bem de Downton Abbey, algo que naturalmente acabava me deixando bastante curioso a respeito da série inglesa. Confesso que histórias de época nunca foram o meu forte na TV, mas Downton Abbey acabou mudando completamente a minha visão com a sua história, que é sim antiga e apaixonante.

E tudo isso sem precisar ir muito fundo em nada, apenas aproveitando uma época distante que não vivemos e nos trazendo o dia a dia da família Crawley em Downton e a rotina de seus empregados. Apesar do tema parecer ser simples, as histórias são todas muito especiais, cheias de acontecimentos, reviravoltas e acaba acontecendo de tudo naqueles muitos cômodos daquela casa grandiosa, além dos acontecimentos históricos da época que acabam se fundindo com a história em determinados momentos. E o elenco também acaba fazendo toda a diferença para a qualidade da série, que chega a ser absurda.

Desde que a conheci, em pouco tempo a série conseguiu se transformar no meu novo novelão, daqueles onde a gente consegue encontrar de tudo um pouco do que mais gostamos. E apesar de se tratar de um drama daqueles, Downton Abbey é também uma série bem leve, sobre coisas simples como eu já disse anteriormente e recheada com momentos de pura doçura, uma inocência de outros tempos e muito daquele humor típico inglês que nós gostamos tanto.

Atualmente com três temporadas já exibidas na terra da rainha e com os DVDs recém lançados por aqui das duas primeiras temporadas, foi anunciado recentemente que a série será exibida pelo GNT a partir de Abril de 2013 e na sequência das Seasons 1 e 2.

Ainda falta falarmos da recém encerrada Season 3 aqui no Guilt (estava esperando o especial de Natal para poder fazer uma review completa da temporada), eu sei, mas logo resolveremos esse problema indeed…

Season 1

Season 2

 

 

The It Crowd

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Como nem só de dramas e Sci-Fi se vive o homem moderno e cheio de culpa (rs), estava faltando uma comédia para começar a alegrar os meus dias durante a maratona de 2012. E foi na comédia nerd The It Crowd que eu encontrei a minha diversão garantida ao lado desses três personagens adoráveis, presos em um porão no departamento de TI da Reynholm Industries.

A série tem aquele típico humor inglês que nós adoramos, esse bem escrachado e bem politicamente incorreto em vários momentos. Sem contar todas as situações do cotidiano daquela equipe de TI, que apesar de bem simples e comum, são recheadas de piadinhas nerds e momentos de puro pastelão.

Uma típica comédia do absurdo inglesa, que é uma pena que tenha sido cancelada tão cedo. Humpf!

São quatro temporadas com apenas 6 episódios cada uma delas, do tipo que você consegue assistir sem ter que fazer muito esforço e de quebra, ainda acaba se divertindo e muito.

Já tentou desligar e ligar de novo? (♥)

ps: se alguém souber em que porão dos bastidores da TV inglesa que se encontram os toys todos utilizados no cenário da série, por favor entre em contato para que possamos planejar esse roubo do século nerd, rs.

Seasons 1,2,3,4

 

 

Awkward

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Awkward é um tapa na cara bem dado e usando o anel do humor para quem achava que uma série produzida pela MTV não poderia ser realmente boa. Tapa na cara que eu mesmo acabei tomando, quando vivia torcendo o nariz para a série mas, devido a muita insistência e comentários positivos por todos os lados, acabei dando uma chance para a mesma e isso para a minha sorte, claro, porque Awkward é realmente muito boa.

Primeiro que a série tem cara de filme da década de 80, se passa em um high school bem pé no chão, com cara de possível e tem personagens sensacionais, aproveitando muito bem essa onda do humor do “perdedor” que todo mundo sabe que ironicamente ou não, é quem mais vem se dando bem atualmente. Suck it!

Apesar de ter achado a primeira temporada bem mais especial do que a segunda, Awkward continua sim sendo uma ótima opção para que estiver a procura de uma nova “dramédia”. Ainda inédita no Brasil, a série é da MTV já recebeu a encomenda de uma terceira temporada, essa com o dobro de episódios que estavam sendo exibidos normalmente.

“Sorry, but i’m not sorry. You’re welcome” (queixo para frente + cara de megabitch)

Seasons 1 e 2

 

 

Happy Endings

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Outra série americana que eu havia decidido ignorar por pura implicância boba, até que um belo dia resolvi dar uma chance e acabei me vendo completamente apaixonado por quase todos os seus personagens e com raiva imensa de mim mesmo por não ter assistido essa comédia sensacional antes. Damn you Essy!

Seis amigos que vivem na mesma cidade e que acabam dividindo uma série de eventos do dia a dia que garantem a nossa diversão a cada novo episódio. Onde é que nós já vimos isso mesmo antes, hein?

E antes mesmo de você pensar em dizer Friends, saibam que eles mesmo já fizeram essa piada e ela não poderia ter sido mais descarada ou especial. Uma típica sitcom americana, mas muito bem escrita e editada, cheia de referência as séries do mesmo gênero e com personagens divertidíssimos e completamente apaixonantes. Amauzing!

Exceto pela filha do Jack Bauer, que continua a mesma insuportável e que não consegue ter a menor graça, até hoje. Ahhh se aquele puma antigo estivesse com um pouquinho mais de fome e ou sorte…(24)

Atualmente em suas Season 3 (que anda meio irregular, confesso…), Happy Endings pode ser uma boa pedida para você que está a procura de novos amigos, rs.

Seasons 1 e 2

 

 

The Newsroom

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O drama que estava faltando na nossa TV. Apesar de ser uma série nova, lançada esse ano, acabei deixando para assistir a primeira temporada da estreante The Newsroom quando ela já havia se encerrado e por isso a considerei como uma maratona juntamente com as demais.

A série que marcava a volta do texto sempre excelente do Aaron Sorkin a TV, mas que já chegava dividindo opiniões. Alguns odiaram. Outros morreram de amor. Apesar de um piloto excelente, a série deu sim algumas deslizadas ao longo da temporada, principalmente na questão da construção da vida pessoal dos personagens e até mesmo de suas histórias. Demorou para deslanchar no começo, mas assim que eles descobriram o caminho certo a ser percorrido, meio que como uma fórmula, ganhamos uma sequência de episódios sensacionais, do tipo para se aplaudir de pé. Como esquecer aquele momento “Fix You” de um dos episódios mais especiais dessa primeira temporada, por exemplo?

Apesar da série ser sobre o núcleo de jornalismo de um programa de TV, deixando de lado a parte mais ideológica da coisa, que na prática, nós todos entendemos e já aprendemos que na vida real não é bem assim que as coisas funcionam, ainda assim, The Newsroom acaba servindo de inspiração para todos que sonham em se tornar grandes profissionais, seja lá qual for a sua área de atuação. E também, apesar de se tratar de um drama, a série tem seus momentos de pura comédia (alguns bem divertidinhos, outros nem tanto), assim como seus momentos que são só amor. (alguns funcionam melhor, outros nem tanto assim)

Já renovada para uma Season 2, a série é da HBO.

Season 1

 

E essas foram as nossas deliciosas maratonas do ano de 2012. Quem diria que a gente daria conta de assistir tantas séries e no meio de tudo isso, encontrar tanta coisa boa, hein?

Estou bem feliz com as minhas escolhas para 2012. E que venha o próximo ano!

 

ps: em 2013, começo a assistir a já encerrada Merlin (que eu pretendo começar logo) e finalmente decidi assistir Queer As Folk como eu deveria ter feito adequadamente no passado. Não prometo nenhuma review. Mentira, prometo sim. E por enquanto, para o próximo ano é isso… sugestões?

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Presentão de Natal indeed e duplo

Dezembro 18, 2012

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A Season 1 de Downton Abbey foi lançada não tem muito tempo por aqui e a novidade agora é esse box contendo as Seasons 1 e 2, que já está em pré-venda em algumas lojas no Brasil por um preço até que bem bom para um lançamento…

Presentão de Natal, vai?

Euquero!

 

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Maravileeeandro o box da Season 4 de Fringe, não?

Dezembro 11, 2012

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DVD da Season 4 de Fringe, já em pré-venda por aqui…

Presentão de natal para ajudar a ir completando a coleção, hein?

Euquero!

 

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Amigos com alguns benefícios importantes dependendo da hora e do dia. Quem nunca?

Novembro 28, 2012

Surpresa boa esse “Friends With Benefits”, hein?

Elenco bom, cheio de participações especiais de nomes bem queridos e um texto ótimo, algo não muito comum em comédias românticas de h0je e quase sempre. Me encontrei realmente surpreso ao longo do filme por sua sinceridade e todas as suas cretinices reunidas nessa fórmula tão batida do cinema atual.

A começar pela piadinha sobre a então namorada do Justin (em formato de uma participação afetiva da Emma Stone) ser super fã do John Mayer e  que se encontrava inconformada por ter perdido “Your Body Is A Wonderland” no começo do show do seu ídolo, quando ela acabou ficando do lado de fora esperando pelo namorado. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Aliás, com esse detalhe somado as recentes declarações do cantor, que se disse profundamente magoado com uma música não muito simpática que a Taylor Swift teria feito para ele (vindo dela eu só consigo pensar, será que a cantora o chamou de bobo & feio? DRA-MA), eu passei a entender bem mais dessa fase obscura daquele que já foi uma bela espécie de boy magia em um passado recente, antes de se revelar ser na verdade mais um boy magia negra e tudo isso antes também de perder completamente a sua porção de magia, é claro.

Mas voltando ao que interessa, o filme é realmente muito bom e eu acabei achando bem boa a parceria Kunis + Timberlake. Nunca achei o JT um atorzão, mas também não acho que ele faz feio e “Alphadog” está ai para comprovar que o moço tem sim algum jeito para a coisa. Só sinto uma pena por ele não ter escolhido conciliar a sua carreira como ator com a sua parte cantor, que nesse caso é inegável que seja bem melhor. Queremos o seu sexy de volta, JT! (larga a mão de ser preguiçoso e faça as duas coias, poxa!)

Já a Mila Kunis, essa me conquistou mesmo em “Black Swan” e antes disso eu não lembro muito de ter visto a sua cara (nunca fui muito fã de That ’70s Show, sorry). Mas a sua voz… acreditem ou não, eu só fui descobrir que ela já era uma velha conhecida minha recentemente, quando ganhei a caixa com as temporadas de Family Guy e acabei descobrindo nos extras de que por esse tempo todo, ela vem sendo a Meg Griffin, a filha mais odiada de Peter Griffin nesse que é um dos melhores cartoons de todos os tempos (eu AMO) e confesso que esse detalhe triplicou o meu respeito por ela. #R.E.S.P.E.C.T

Além disso eu realmente acho ela uma boa atriz, do tipo que não me parece muito óbvia e acho ótimo que esse papel em “Friends With Benefits” tenha caído exatamente em suas mãos. Uma personagem realmente especial, com um discurso ótimo em relação a liberdade, mantendo o sonho de se casar e ter filhos com um cara bacana sim, sem ter que abrir mão do seu outro lado mais “livre”, digamos assim. Uma profissional de sucesso, de olho na sua carreira, um tanto quanto magoada quando o assunto são homens, mas que nem por isso desistiu de procurar o seu parceiro ideal, aceitando outras alternativas como resoluções momentâneas para necessidades que a gente bem sabe que todo mundo tem. Alguns menos, outros mais, mas o desejo está ali, presente em todo mundo.

O mesmo vale para o personagem do Timberlake, que tinha aquela dose de foufurice na medida certa, que é a de dois tons antes de transformar alguém com potencial para adoravél em apenas mais um bocó qualquer. Papel que lhe coube perfeitamente e se tivesse sido divulgado que o filme que teria tantas cenas onde suas partes ficariam a mostra, certamente muitas pessoas (seta em neon apontando diretamente para alguém nesse exato momento) teriam prestado mais atenção no filme quando ele foi lançado. Sejamos sinceros vai? E quem não? Aliás, está tudo bem em dia JT. Höy! (Parabéns Jessica Biel… faça por merecer!)

E o que eu mais gostei mesmo no filme foi a escolha da honestidade para a relação que os dois acabaram criando desde o princípio, quando resolveram ser apenas amigos que se resolviam quando necessário. O que na minha visão, deveria acontecer para todo mundo. Não a questão do amigo delivery (que também pode ser bem importante na calada da noite preta), mas sim na questão em não perder tempo tentando ser alguém que vc não é apenas para tentar garantir mais uma tentativa de relacionamento, que são sempre exaustivas e que quando já começam com essa grande carga de omissão, já estão praticamente fadadas ao fracasso.

O que é sempre uma mentira desnecessária e cedo ou tarde vc acaba se deparando com a verdade, que pode vir em formato de transar com meias nos pés ou plots bem piores, dependendo de por onde você anda circulando esse corpinho.

Uma postura que bem antes de assitir ao filme (muito antes na verdade) eu já havia adotado para a minha vida, onde não aceito mais perder tempo com regras bobas que não nos levam a lugar algum e pior, nos distanciam totalmente da realidade e que quando o momento inevitável de aceitar o que é verdade acaba de fato chegando, o tombo costuma ser muito mais doloroso sempre. Por isso que ultimamente prefiro deixar as minhas falhas a mostra para quem pretende se aventurar nessas terras aqui. As falhas que se encontram no meio dos níveis de leve para meio leves pelo menos, pq eu também não sou nenhum idiota e não quero assustar ninguém. E cá estou eu me expondo novamente e completamente sem necessidade alguma. (como seu o Guilt inteiro e por si só já não fosse uma grande exposição, com páginas e mais páginas das minhas impressões pessoais sobre diversas coisas, rs)

Por isso aconselho “Friends With Benefits” para todos que quiserem pensar de forma mais leve numa noite fria dessas qualquer, onde apesar de ser mais uma comédia romântica e com alguns clichês típicos do gênero, o filme conseguiu se manter bem digno, onde é possível se divertir até, em diversos momentois. E tem o Justin mostrando coisas e cantando (além de participações rápidas do Andy Samberg e do Bryan Greenberg = Höy!) , porque afinal, nem só de opiniões fortes, alguma inteligência e muita personalidade sobrevive o homem. De vez em quando, queremos mesmo é o óbvio para atender as nossas necessidades momentâneas, seja pela praticidade ou pela rapidez, rs.

 

ps: amei o final do filme com ela achando que a carruagem estacionada na frente da estação seria para ela e recebendo um fora daqueles, ganhando apenas uma caminhada a pé até o café da esquina. Euri e achei tão real eles mostrarem que no fundo, apesar do discurso, a gente sempre espera algo mais, rs

ps2: escrevi faz tempo sobre o filme, mas só encontrei o post perdido agora. #MyBad

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Sherlock novo? Agora só no final de 2013. Humpf!

Novembro 27, 2012

Sim, a aguardadíssima Season 3 de Sherlock, que diga-se de passagem, muito provavelmente será a última temporada da série que é uma das melhores séries de TV da atualidade (em todo e qualquer sentido e sem o menor exagero. Sério), foi novamente adiada e sua produção só deverá começar em Março de 2013 devido as agendas frenéticas dos atores Benedict Cumberbatch (que estará de vilão em “Star Trek 2”) e Martin Freeman (ocupadíssimo com a trilogia de “The Hobbit”) e por esse motivo, a série que só retornaria na Fall Season de 2013 (o que já era tarde) agora só deve retornar mesmo no final de 2013, o que provavelmente acabará arrastando a nova temporada para 2014.

Ou seja, uma verdadeira eternidade sem Sherlock novo Humpf!

E enquanto isso a gente faz o que Sherlock? Pula do alto de um prédio?

Como não temos a menor intenção de encorajar nenhum leitor (ou pessoa) do Guilt a dar esse “salto na vida” (juro que a piada tem mais graça e faz muito mais sentido para quem assistiu a série, rs), recomendamos maratonas incansáveis de Sherlock, lembrando que a sua segunda temporada acabou de ser lançada em DVD por aqui. YEI!

E para matar a saudade, também vale ler as nossas reviews dessa série que é muito mais do que apenas sensacional! (Season 1 e Season 2)

#CRISEDEABSTINENCIAFORTE

 

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Quer dizer que já podemos levar a Caverna do Dragão para casa?

Outubro 11, 2012

Box com a série completa, com os 27 episódios produzidos (três temporadas) da Caverna dos Dragão. (Dungeons & Dragons)

Presente especial para comprar e dar para você mesmo no dia de amanhã. (e o box já está disponível em todas as lojas por aqui. Yei!)

Euquero!

#UNIIIIIIII

 

ps: sempre quis ser o Presto, apesar de ser meio Eric e desejar como se não houvesse e amanhã a capa mágica da Sheila e uma Uni para chamar de minha (trocava todas as armas e poderes por uma Uni, sério!). AMAVA a Vingativa e seu namorado, a sombra passiva agressiva e sempre ODIEI o Mestre dos Magos, fato. 

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Apesar de não ser o meu tipo de animação preferida, o novo Tintin até que é bem bacana

Agosto 21, 2012

Sempre fico com medo desse tipo de animação que tem a pretensão de parecer o mais próximo possível da realidade. Acho que os personagens ficam sempre meio bisonhos, perdidos no meio do caminho entre o real e o (sobrenatural, rs) fantasioso. Por isso filmes como “Expresso Polar” geralmente não entram na minha lista de animações preferidas. Sorry.

O que não foi exatamente o caso de  “The Adventures of Tintin”, que apesar de seguir essa mesma escola de animação que não me agrada muito, acabou tendo um resultado final  bem melhor do que o de outros exemplos de animações que seguem o mesmo fundamento. (eu tenho medo até hoje do Tom Hanks no “Expersso Polar” e detesto quando eles insistem em passar o filme na TV em época de Natal, porque fico #TENSO. E já não me basta o Grinch para tentar tombar com o meu feriado preferido, neam? rs)

Talvez porque a gente já estivesse bastante familiarizado com os personagens do Hergé e por isso o fato deles terem ganhado vida de forma mais real nessa versão cinematográfica não tenha assustado tanto no final das contas, como o exemplo anterior,que é sim medonho. (rs)

E não dá para não dizer o quanto o gênero da animação vem se superando a cada lançamento, com movimentos cada vez mais perfeitos e parecidos com a realidade, o que chega até a ser assustador. O que eu até acho que tenha sido um grande ganho no caso do novo Tintin, por conta das diversas cenas de ação que encontramos na animação. Como naquela sequência da perseguição ao pássaro, que chega a ser inacreditável de tão bem feita. Clap Clap Clap!

Mas embora nós adultos tenhamos algum carinho antigo pelo personagem por conta da nossa memória afetiva (eu assisto na TV até hoje quando vejo que está passando o desenho antigo), fiquei pensando que talvez esse não seja o tipo de animação que consegue atingir um novo público de crianças. Nesse caso, acho que o filme acabou pecando em ser muito mais interessante para quem tem algum passado afetivo com o personagem do que qualquer outra coisa e por isso acredito que os acompanhantes dos pequenos tenham gostado muito mais do longa do que os próprios.

O resultado final é bem bacana e em diversos momentos eu cheguei a ficar realmente impressionado com a qualidade da animação em termos de cenários, figurinos e caracterizações super reais, fugindo bem do fundamento da série animada do personagem porém, mantendo suas principais características (AMO aqueles narizes exagerados, AMO!), que todos nós conhecemos bem do passado e os créditos iniciais nos fazem lembrar bastante disso e com alguma saudade.

A minha única crítica ao filme é que eu não gostei muito da execução do Snowy ou Milu, o companheiro inseparável do Tintin. Pela qualidade da pele dos persoangens, ou dos detalhes nos cabelos de todos eles, achei que ficou faltando um pouco mais de cuidado com os pelos do cachorro por exemplo, que como fã do personagem, foi um detalhe que chegou a me incomodar bastante justamente por ter ficado no meio do caminho entre a fantasia e a realidade. (sim, eu reparo nesse tipo de coisa. Me julguem ou me contratem, rs)

Mas tirando esse pequeno detalhe, “Tintin” vale a pena como introdução de um excelente personagem da nossa infância (que nos foi herdado na verdade) para uma novíssima geração tão carente de novos heróis bacanas de verdade.

ps: apesar da minha expectativa para essa parceria Steven Spielberg e Peter Jackson ter sido muito maior do que o seu resultado final  do filme como um todo. Mas é bacana e vale a pena ver para matar saudade, de uma coisa ou de outra, rs

 

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Lars And The Real Girl – O dia em que o Ryan Gosling roubou de vez o meu ♡

Julho 17, 2012

E quando eu achava que seria praticamente impossível conseguir gostar ainda mais do Ryan Gosling (pelo menos ainda a distância, rs), eis que eu finalmente resolvi assistir “Lars And The Real Girl” e me encontrei extremamente surpreso com a sua atuação super especial para esse papel que necessitava de um bom ator para que ele pudesse ser levado a sério, além do filme por si só já ter valido muito a pena, o que eu mais que recomendo para vc que não tenha assistido ainda. Alugue e nunca mais devolva na locadora (me encontrei nesse dilema, porque ao que tudo indica, o DVD não existe por aqui para venda)

Quebrando uma tradição que eu venho colocando em prática já tem alguns anos que é a de assistir “Le fabuleux destin d’Amélie Poulain” no dia do meu próprio aniversário, esse ano eu resolvi fugir dessa obrigação (odeio quando esses rituais ganham cara de obrigação, sabe?) e me permiti passar o restinho dessa data ao lado do Ryan Gosling, afinal, mesmo que eu continue achando que o filme francês foi feito para mim (dentre alguns outros, rs), nada melhor do que a companhia do boy magia mágica do momento para aquele fim de noite, mesmo que em formato apenas de DVD, rs. (ao escrever esse último parágrafo eu percebi que a minha vida pode parecer triste para algumas pessoas então, desconsiderem essa impressão, rs).

E não é que eu acabei me deparando com um dos melhores trabalhos do próprio Ryan? Sem exagero. Esqueçam o que vcs viram em “The Notebook” “My Blue Valentine” ou até mesmo em “Drive” e preparem-se para viver a paixão mais improvável de todos vcs.

Primeiro que ele me aparece completamente adorável durante todo o longa, mesmo se encontrando visivelmente fora do seu peso (o que nem assim se torna um problema. Höy!), sem muito o apelo da vaidade, encarnando um homem que visivelmente só podia ter algum tipo de problema. Solitário, morando na garagem da casa do seu irmão, Lars (Ryan ♥ Gosling) tem aquele perfil meio loser perturbado que todos nós adoramos e é do tipo de pessoa reclusa socialmente, acostumado com a sua rotina da casa para o trabalho, com visitas dominicais a igreja e só. E apesar das poucas palavras e de toda a estranheza do personagem, todos a sua volta parecem se importar com ele, tentando pelo menos incluí-lo em uma atividade social de vez em quando, na tentativa de fazê-lo se sentir pertencendo a alguma coisa.

Mas vamos combinar que o plot central do filme não é muito fácil de se aceitar, quando a sua proposta é a de colocar um homem adulto se relacionando com uma boneca, dessas que chegam a imitar assustadoramente algumas características humanas como a textura da pele, o peso e algumas até mesmo a temperatura do corpo e geralmente são usadas para outros fins (EW!). E tudo isso, por mais estranho que possa parecer, só colabora para que o filme fique ainda mais especiall, principalmente pela forma sensível e super bem cuidada que essa história foi conduzida pelo diretor Craig Gillespie em 2007, ele que foi o também o diretor do remake de “A Hora do Espanto” e que também chegou a dirigir alguns episódios da excelente série United States Of Tara. 

Apesar do assunto ser sério, o filme é todo construído no fundamento da dramédia que tanto anda fazendo sucesso em Hollywood de uns anos para cá. Apesar disso, não consegui me conter de tanto rir com aquele primeiro jantar na casa do irmão de Lars, que marcava o primeiro contato da sua família com Bianca, a boneca que além de tudo tinha uma história onde segundo Lars, ela era um missionária metade dinamarquesa, metade brasileira (adorei o detalhe, rs), cadeirante e extremamente religiosa. E a reação do seu irmão e da sua cunhada nesse momento do primeiro contato totalmente inesperado com essa realidade do Lars foi a mais sincera possível, com ambos ficando completamente de boca aberta e extremamente constrangidos com ele tratando aquele pedaço de plástico como uma pessoa de verdade, isso com a maior naturalidade desse mundo, onde sua família a partir daquele momento, passou a considerar a ideia de que Lars teria perdido o juízo de vez. (o que foi ele comendo do prato dela para fingir que a boneca estava adorando a comida?)

E é a partir daí que a história vai se tornando ainda mais interessante, com o tratamento pelo qual ele começa a passar com a sua psiquiatra já no dia seguinte e logo pela manhã, tamanho o desespero da sua família ao encontrá-lo vivendo com uma boneca como se fosse uma pessoa de verdade. Psiquiatra que ele imagina ser a médica da Bianca e que acaba sugerindo que para ele passar por esse tratamento psicológico, sua família precisa aceitar aquela relação que ele mesmo havia criado com a boneca. Consequentemente a partir disso, a cidade inteira passa a conviver com essa parte da vida de Lars, com ele circulando nos mais variados cenários, sempre na companhia de Bianca, ela que como toda boa religiosa frequenta até a missa de domingo, outro momento que eu não consegui me controlar de tanto que eu ri. Sério. (jamais teria essa reação caso conhecesse alguém passando pelo mesmo drama, afinal, sou uma pessoa sensível)

O bacana de tudo isso é que pelo carinho que aquelas pessoas da cidade tinham com Lars e toda a sua família desde muito tempo, todos passaram a agir normalmente com o personagem e a sua nova companheira, talvez até pelo fato de que pela primeira vez em muito tempo, ele parecia estar vivendo fora da sua própria bolha, se permitindo um pouco mais, apesar do fato de que para isso ele tenha criado uma “nova bolha”.

Engraçado que eu não esperava que o filme fosse tão sensível a esse ponto e cheguei a ficar realmente comovido com o envolvimento de todas aquelas pessoas da cidade com a história de Lars. AMEI a line de uma das personagens, a mulher mais velha do grupo da igreja, jogando na cara de todo mundo o quanto cada um deles também escondiam de esquisito, então porque não ajudar alguém como Lars?

A forma como a história nos é apresentada também é muito especial, onde vamos ganhando detalhes que nos ajudam a compreender melhor o atual estado da mente de Lars, com o seu passado trágico envolvendo a sua mãe, que havia morrido no seu parto, além da companhia do pai depressivo perto do final da sua vida. Bonito também foi ver o irmão revelando a sua parcela de culpa dentro daquele cenário, ele que é o principal personagem contra o tratamento proposto pela doutora, mas que mesmo assim acaba se comprometendo com a “realidade” do irmão, a ponto de ser ele o responsável por colocar Bianca na cama, respeitando assim aquele problema, mesmo que ele não o conseguisse entender.

Mas ao mesmo tempo que o personagem vai ampliando os seus horizontes, saindo mais de casa, frequentando lugares que antes ele jamais seria visto, uma relação de carne e osso começa a chamar cada vez mais a sua atenção. E essa relação fica por conta de Margo, uma garota adorável da vizinhança que sempre teve o seu olhar voltado para o Lars e embora tenha investido por diversas vezes na tentativa de convidá-lo para sair, nunca obteve muito sucesso, infelizmente. Isso até ela passar a  ser cobiçada por outro, o que acaba despertando o ciúmes/interesse dele. Sabe aquilo que vc não queria até alguém colocar a mão? Então…

E esse comportamento meio infantil é até reconhecido como tal pelo próprio personagem, quando ele chega a questionar o irmão sobre quando ele havia percebido que ele já era uma homem e não mais um menino, onde mesmo deixando o irmão mais uma vez desconfortável, ele  acaba recebendo uma das respostas mais foufas possíveis.

Ao mesmo tempo que os olhos de Lars passam a se interessar também por Margo, a quem antes ele sequer olhava, a sua relação com Bianca vai ficando cada vez mais distante. Muito disso por culpa dos próprios habitantes daquela cidade, que começam a desenvolver plots sensacionais para a rotina da boneca, como um trabalho de meio período, aulas disso ou daquilo, colaborando assim para que ele passasse cada vez menos tempo com a sua amada e pudesse assim encontrar uma resolução para o seu problema. E é simplesmente sensacional quando ele surta de ciúmes pela fato da boneca não estar mais disponível para ele o tempo todo e acaba ganhando um sermão feminista daqueles bem apropriado, da mesma senhora da igreja que eu já mencionei anteriormente.

O filme ainda conta com momentos pra lá de foufos, como Lars levando Bianca para um passeio perto do lago, onde o Ryan Gosling acaba roubando a cena cantando uma música com a sua linda voz, tudo isso do alto da casa na árvores de Lars. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? E eu que achava que não caberia mais foufurices nessa história, acabei me encantando ainda mais com a cena em que ele tentou (com sucesso) ressuscitar o ursinho de pelúcia da Margo, que havia sido enforcado pelo outro colega de trabalho dos dois. Sério, vou repetir mais uma vez: #TEMCOMONAOAMAR? Eu sei que falando assim pode até parecer tudo meio bobo, mas acreditem que no filme isso tudo é tratado com uma delicadeza fora do comum, onde o personagem não fica nem de longe caricata ou qualquer coisa do tipo.

Apesar da forma relativamente fácil com que todas as pessoas ao seu redor lidam com aquela situação mega inusitada, o que é perfeitamente justificável já que ele tinha uma relação de anos com todos eles, essa questão mais séria do transtorno comportamental do personagem não é descartada e na terapia, conseguimos descobrir de onde vinha toda aquela necessidade de reclusão do personagem e como ele se sentia ao ver o seu espaço sendo invadido por um simples toque. Nessa hora, eu que já considerava o Ryan Gosling como um dos maiores atores da sua geração, fiquei ainda maio encantado como a forma profunda como ele carregou os problemas daquele personagem e isso sem perder a doçura, onde era possível perceber o seu total desconforto e inclusive a sua dor enfrentando a sua maior dificuldade. Sem essa profundidade seria impossível por exemplo, conseguir se emocionar e compreender o que significava para aquele cara deixar alguém tocar a sua mão pela primeira vez, como aconteceu naquela cena mais do que foufa do encontro no boliche ao lado da Margo.

Durante a terapia, ele ainda acaba revelando um detalhe que é bastante importante para o seu personagem, que é quando ele diz que ele acha que é a sua cunhada quem deve ter algum problema, porque ela está sempre querendo agradar, sempre querendo a companhia de alguém, sempre incomodada com o fato dele querer ficar sozinho o que na verdade, era exatamente o contrário da sua própria forma de se relacionar com a vida e por isso ambos não conseguiriam nunca se compreender sem ajuda.

E como mesmo com tudo isso acontecendo Lars seguiu resolvendo suas questões todas, chegava cada vez mais próximo o momento da despedida de Bianca, que em um determinado momento não se fez mais necessária para a vida de Lars. E foi linda a forma como mais uma vez a cidade inteira ficou ao seu lado, ajudando o personagem a passar por aquela situação, que eles sequer entendiam, mas que nem por isso deixavam de colaborar. Engraçado vc pensar que até um funeral para a boneca foi organizado, de tamanho envolvimento daquela comunidade para com o personagem. Apesar de parecer super estranho tudo isso, ficou bem claro no final, quando o padre disse que Lars havia pedido para que ninguém usasse preto naquela ocasião porque aquele era um funeral diferente e nessa hora, eu acho que ficou bem claro o quanto ele acabou tendo consciência de toda aquela situação, que tinha tudo para ser tratada com pouco caso, mas que no final acabou ganhando o tratamento super delicado que merecia.

Aliás, o final não poderia ter sido mais foufo, com ele mesmo convidando a Margo para uma camihada a dois, pela primeira vez depois de tanto tempo. Mais do que merecido, vai?

Com isso, fico feliz em ter mudado uma tradição de tantos anos na minha vida, tendo ganhado de mim mesmo de presente essa delícia de “Lars And The Real Girl”, nesse dia que é sempre tão especial. Recomendo que mesmo que não seja o aniversário de vcs, que quem ainda não viu esse filme, que não perca mais tempo e vá já procurá-lo porque ele é mesmo bem especial. E para quem já viu, que sinta vontade de assistir de novo, porque uma história como essas vale muito a pena ser revista de vez em quando.

E por tudo isso, vou aqui declarar publicamente que com “Lars And The Real Girl”, o Ryan Gosling acaba de roubar de vez o meu coração. Está aqui (♥), pode levar, Ryan!

ps: AMO o Ryan Gosling como vcs já devem ter percebido aqui no Guilt, por seu trabalho em “Blue Valentine”, “The Notebook”, “Crazy, Stupid, Love”“Drive”, mas se algum dia na vida eu encontrasse com ele, seria por “Lars And The Real Girl” que viria o meu abraço/beijo/afofada/declaração de amor mais sincera. (bem, não só por isso… Höy!). Clap Clap Clap!

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Adivinha só quem está chegando direto para a minha prateleira especial? WHO?

Maio 24, 2012

Fiquei tão feliz que a Log On Editora resolveu lançar de vez os box das temporadas completas de Doctor Who por aqui! YEI!

Por enquanto só vai sair a primeira, que chegará as lojas no dia 13 de Junho e eu não vejo a hora de colocar essa TARDIS na minha prateleira especialíssima. Mas dizem que a ideia é a de lançar todas. #TENSO, #ANISOSO & #COMOCARTAODECREDITONAMAO

Nada mais justo, ainda mais agora que até o canal BBC chegou ao Brasil. FINALMENTE!

Ou seja, só notícia boa.

ps: estou terminando e AMANDO a Season 4 de Doctor Who. Conto tudo em breve… Allons-y!

2 dias adoráveis e infernais em Paris

Abril 11, 2012

Um filme quase antigo, engraçado e de identificação imediata. (pelo menos para mim)

Já faz alguns anos que em um DVD de um filme qualquer, acabei me deparando com um trailer que parecia ser de um longa delicioso, com cara de B-side. Anotei o nome do filme, cheguei até a procurá-lo na época, mas não encontrei e é claro que com o tempo acabei perdendo a anotação em meio às minhas milhares de listas espalhadas por ai. Até que, na semana passada, estava fazendo compras soltas, quando me deparei com o DVD de “2Days In Paris”,que era exatamente o tal filme que acabou ficando perdido na minha memória e que para a minha surpresa, eu acabei me lembrando assim que o avistei naquela prateleira.

Não pensei duas vezes e carreguei o filme para casa, sem saber muito sobre ele, confesso (antes disso, como nem tudo é tão fácil assim nessa vida, cheguei a derrubá-lo dentro da fenda de uma das gôndulas da loja e tive que mobilizar todo mundo para pegá-lo, porque era o único neam? rs), apenas por ter gostado muito do trailer naquela época antiga mesmo e o plano seria o de assistir ao filme no final daquela mesma noite. E quer saber? Foi uma delícia! Tanto que eu já até repeti o feito, por mais uma vez. (fiquei doente essa semana, então, sobrou tempo, rs)

“2 Days In Paris” é um filme já antigo, do ano de 2007, escrito, dirigido e protagonizado pela atriz Julie Delpy, daqueles tipos de dramédias que a gente tanto gosta, com um texto super afiado, inteligente e muito bem humorado falando sobre uma relação de amor. A história do filme é basicamente a de um casal de pouco mais de 30 anos, que se encontra em um relacionamento estável de dois anos e que resolvem fazer uma viagem juntos pela Europa antiga.

Ela é Marion (Julie Delpy), uma fotógrafa (com um certo probleminha de visão) francesa que mora em NY, moderna, feminista, politizada, cheia de coragem e que mantém um relacionamento com o neurótico Jack (Adam Goldberg, que está maravileeeandro no filme. Höy!), que é um americano decorador de interiores e cheio de manias, com um humor negro sensacional e uma personalidade completamente exótica, quase depressiva (uma delícia na verdade) e que por passar mal devido a uma intoxicação alimentar (para o seu desespero, pq ele é meio neurótico com essas coisas todas) no final das duas semanas que o casal passou em Veneza durante as férias, acaba sendo levado para Paris por Marion, para passar os dois últimos dias das férias do casal ao lado de sua família que mora por lá, esperando salvar aquele final de férias com um clima mais cozy, em família. Doce ilusão…

E logo em Paris, terra conhecida como o lugar perfeito para os amantes, se transformando no verdadeiro inferno para aquele casal, que de certa forma, em apenas dois dias, acaba repensando todo um relacionamento de dois anos, embora a cidade continue encantadora como sempre.

O problema é que ele não fala nada em francês e o cara que já se sente totalmente desconfortável naturalmente na vida (qualquer semelhança é mera coincidência, rs), acaba se encontrando em uma situação ainda pior, com todo mundo ao seu redor falando uma língua que ele não consegue entender sequer uma palavra, o que certamente o deixa ainda mais deslocado, além de ser o seu primeiro encontro com a família da sua namorada, o que por si só já não é das situações mais confortáveis de se enfrentar na vida.

Mas o plot maior do filme é mesmo essa relação do casal, que por mais que eles achem que se conhecem bem devido a esses dois anos de relacionamento vivendo juntos em NY, ambos acabam percebendo que a coisa não é bem assim e que no fundo, a gente nunca conhece ninguém por completo, NUNCA e essa é uma grande verdade. Ainda mais com Marion em seu território antigo, cercada do seu passado e com isso consequentemente, todos os seus ex namorados franceses, que eles vão encontrando ao longo do filme nas mais variadas e constrangedoras situações, desde uma visita a exposição c0m teor altamente sexual do pai de Marion, até um momento caloroso de desafeto dentro de um restaurante, quando ela encontra um de seus ex do tipo magia negra nebulosa.

É claro que essa proximidade da personagem com as figuras que fizeram parte do seu passado faz com que Jack fique meio surtado, se sentindo inclusive menos especial quando ele percebe alguns “padrões” do seu relacionamento se repetindo com os ex delas, tendo que lidar com toda aquela dose do passado da sua namorada descarregada de uma só vez no seu colo, sem ele sequer ter a chance de ao menos conseguir entender direito o que estava sendo dito e ainda encontrando meias verdades no discurso de Marion, que se justifica dizendo estar apenas tentando protegê-lo de quem ela foi um dia. Como se esse feito fosse tão fácil assim, não? Mas Jack também tem a sua parcela de culpa nesse “momento” da relação do casal, e a sua função de fotógrafo da vez  durante as férias do casal, mesmo tendo uma mulher fotógrafa profissional ao seu lado, acaba explicando um pouco da sua parte da culpa nisso tudo, algo que mais tarde no filme, ela também acaba explicando muito bem e com uma teoria excelente por sinal. (bem parecida com o que eu penso a respeito do assunto, as vezes…)

Apesar disso tudo, a relação do casal é  mesmo adorável,  em todos os sentidos, com diálogos super sinceros e com o mais alto nível de intimidade, como quando os dois estão na cama e Jack reclama sobre o tamanho “pequeno” das camisinhas italianas ou francesas e que mais tarde, em um momento de discussão entre o casal, ela acaba jogando na cara dele que o problema não é o tamanho dos preservativos locais e sim o tamanho do seu ego, que ele carrega por todos os lados com um certo orgulho (rs). Isso para citar apenas um dos grandes diálogos que encontramos no filme, todos com a dose certa de humor e realidade, que fazem dessa uma relação realmente muito especial, onde fica difícil não se apaixonar por ambas as partes desse casal.

Outros personagens sensacionais também circulam pelo longa, como os pais de Marion (atores que são os pais de verdade da atriz e diretora Julie Delpy, Howcoolisthat?), um casal super liberal, que inclusive mantém uma relação muito parecida com o que seria o futuro do casal Marion e Jack, também carregados com doses sensacionais de humor, além de transmitirem muito bem um pouco do que a sua filha é hoje como pessoa. Sem contar que no filme, a mãe dela teve um caso no passado com ninguém menos do que o Jim Morrison, o que até hoje causa uma certa reação de ciúmes em seu marido, detalhe que fica em evidência quando o personagem de Jack diz que gostaria de visitar o túmulo do vocalista do The Doors enquanto estivesse por esses dois dias em Paris, sendo desaprovado completamente apenas pelo olhar de fúria do seu futuro sogro e isso sem ele entender exatamente o porque. E as conversas do casal (quer dizer, dela) com os taxistas? Todas sensacionais!

E todas as discussões do filme são construídas em argumentos super consistentes, que serviriam para qualquer um de nós por exemplo e embora algumas pessoas que assistam o filme possam achar que aquele casal talvez “overthinking” demais as coisas, eu continuo achando mais do que essencial esse tipo de conversa a dois, ainda mais quando vc tem pelo menos alguma intenção de permanecer ao lado daquela pessoa, seja por um tempo ou considerando até que esse tempo seja o resto da sua vida.

Aliás, esse “para sempre” também aparece como dúvida ao final do filme, mostrando o quanto é difícil tomar essa decisão, ou simplesmente encará-la, encerrando o filme com mais uma deliciosa DR entre aqueles dois (essa bem mais dramática, quase passional com ele depilando o peito no formato da letra “M” (rs), de novo, Howcoolisthat) que finalmente compreendem que apesar da bagagem de cada um deles do passado, eles realmente foram feitos para estarem juntos (… mini pausa dramática), embora isso não seja nada fácil e que de vez em quando, um fantasma do passado ou uma simples discordância banal do dia a dia possa aparecer como obstáculo na vida deles, mas nada que supere o que eles realmente sentem e construíram um com o outro (a não ser que seja algo que tenha uma peso maior). Uma discussão bastante dura, extremamente honesta, mas que para a nossa sorte, revela um “final feliz”, digamos que pelo menos temporário*.

Duas últimas recomendações para quem se animar a assistir o filme e a primeira é que ele seja visto com o áudio original, que além de todo o charme da língua francesa (vcs precisam me ver pedindo um croissant…rs), acaba perdendo completamente o sentido quando dublado (pelo fato dele não falar francês e a dublagem ser feita para todos os personagens, onde  acaba imprimindo que ele é apenas burro e não que ele não fala francês, humpf!) e recomendo também que vcs assistam ao extra com uma entrevista animada e bem divertida com a  própria Julia Delpy (que já pegou o Goldberg, que já pegou a Christina Ricci, ele que já participou até de Friends em seus primórdios e fico feliz dele ter pego um papel principal super bacana como esse),  falando sobre o processo de criação do filme, as várias referências que ela utilizou sutilmente no filme (como o “M” no peito dele, algo que eu vivo fazendo aqui no Guilt e super me identifiquei com ela é claro), onde ela fala também do seu envolvimento com a trilha sonora (que também é bem boa) além de nos revelar um pouco da personalidade encantadora da cineasta, que me lembrou um pouco também do nosso querido Woddy Allen antigo, inclusive na forma de construir o seu filme. Além da identificação imediata com a forma que ela pensa e constrói o seu raciocínio (meio confuso), fiquei morrendo de vontade de conhecê-la. Quer ser minha amiga, hein Julie?

Impossível também é assistir ao filme e não se identificar com o casal, independente do seu gênero. Cheguei a conclusão que eu sou 50/50, metade Marion e metade Jack, sendo as vezes 25% a mais de um ou de outro, dependendo do meu humor.

ps: *digo “final feliz” temporário, porque eu já descobri que o filme ganhou uma continuação em 2011, como o título de “2 Days in New York”, onde descobrimos que no futuro, eles não estão mais juntos, apesar de terem um filho…mas ela agora namora outro, interpretado pelo ator e comediante Chris Rock, que é alguém que eu não consigo suportar (apesar de adorar Everybody Hates Chris, que é o Chaves da nova geração). Sério. Mas decidi ignorar essa sequência e encerrar a história desses dois nesse primeiro filme. Por favor, não me julguem! (rs, talvez eu assista a continuação também com cinco anos de atraso, afinal, todo mundo pode mudar de opinião…)


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