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American Horror Story: Asylum – Freak, chic porém agora em uma versão bastante melhorada

Fevereiro 8, 2013

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De tanto todo mundo comentar em relação as melhoras da segunda temporada de American Horror Story quando comparada com a primeira, que foi uma total decepção, principalmente falando sobre todas as suas resoluções, me senti tentado a pelo menos dar uma conferida para ver se essa melhora era realmente tão notável assim, a ponto de conseguir me fazer ter pelo menos vontade de assistir a nova temporada.

No cenário atual, agora chamado “Asylum”, logo de cara já era possível perceber maiores possibilidades para a trama em meio àquele ambiente de loucura. Freiras impiedosas, serial killer travestido de bom moço, as vezes de papai noel (rs), exorcismos medonhos, o médico nazista totalmente sem limites e ou escrúpulos, criaturas bisonhas rondando pelos corredores pouco iluminados daquele lugar, alienígenas e abduções executadas muito bem. Realmente, a proposta dessa vez parecia ser bem diferente em relação a preguiça da primeira temporada, principalmente a parte onde eles acabaram praticamente culpando um só personagem para justificar quase tudo de ruim que acontecia naquela casa medonha. Em um cenário tão repleto de possibilidades distintas como o de agora, repetir o erro do passado me parecia impossível, ou bem difícil de acontecer e por isso, resolvi dar uma segunda chance à segunda temporada da série.

Se o que precisa melhorar encontrou o seu caminho para o melhor e isso já era possível de se notar facilmente, o que já estava bem bacana havia sido mantido, com a série permanecendo muito bem editada, com cara de terror moderno (sem grandes inovações mais reconstruindo clássicos do gênero), cenários extremamente bem cuidados, com uma beleza fácil de ser reconhecida em tamanha estranheza. A começar pelas imagens promocionais da série, que já anunciavam que esse fundamento, repetido da Season 1, havia sido mantido e esse tipo de detalhe e cuidado nós sempre achamos bem bacana e pelo menos isso nunca pareceu ser um issue dentro dessa história.

O elenco da vez também foi outro acerto do nosso querido e perturbado (porque ele deve sim ser bem perturbado e talvez por isso nós o amamos ainda mais, rs) uncle Ryan Murphy, boa parte dele também encontrado na Season 1, os melhores deles pelo menos (e quem aguentaria ver a Connie Britton totalmente cluelles novamente, heim? , que permaneceram para ajudar a contar essa nova história.

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Lindo ver uma mulher como a Jessica Lange deixando todo mundo de boca aberta, encarando lindamente uma lingerie vermelha por baixo dos seus trajes religiosos, em uma das cenas mais sensacionais em termo de magia e sedução da temporada e tudo isso por culpa do seu talento, que praticamente sobrou durante essa temporada. Agora vivendo a Sister Jude, novamente uma mulher ambígua e com mais chances de ser uma das vilãs da vez do que qualquer outra coisa, ela novamente roubou a cena sendo totalmente impiedosa com os pacientes que se encontravam sob seus cuidados, mantendo um amor proibido pelo Monsignor Timothy Howard (Joseph Fiennes, que estava em um papel super pequeno e eu já até estava aguardando que ele fosse divulgado como um dos principais para a próxima temporada, algo que não aconteceu ainda e talvez não aconteça), isso até o jogo virar e ela se encontrar como uma das pacientes da próprio hospício, onde ela foi perdendo o controle aos poucos até se tornar apenas mais um deles. E diga-se de passagem, essa foi uma excelente transição. Clap Clap Clap!

Zachary Quinto também esteve ótimo como Bloody Face, o serial killer da vez que se travestia de doutor bom moço, tentando ajudar os pacientes da clínica. Um papel que nós já vimos ele fazer muito bem, por isso nenhuma surpresa, exceto pelos excessos de estranhezas que o próprio personagem carregava, cheio de mommy issues e um vício que nós preferimos não comentar para não deixar ninguém com enjoo. Sua parceira em cena por grande parte da temporada foi a atriz Sarah Paulson, dessa vez em um papel bem maior do que a sua participação durante a Season 1, vivendo uma jornalista lésbica (Lana Winters) que em busca da história da sua vida, acabou se encontrando como uma das pacientes daquele lugar pavoroso, sendo torturada a todo tempo e tendo a chance de conhecer de perto a cabeça do personagem que havia a atraído àquele lugar, que vinha a ser exatamente o Bloody Face do Zachary Quinto. (e os dois são super amigos na vida real, além de gays assumidos e ativistas bacanas do tipo não pedantes como o modelo antigo e preguiça que não devemos seguir, nova geração!)

Saindo um pouco do lado maluco da coisa e partindo para uma questão mais sobrenatural, encontramos o Evan Peters, dessa vez bancando o bom moço antigo na pele de Kit Walker, casado com uma mulher negra em uma época em que as pessoas não estavam preparadas para esse tipo de situação. Resumindo, uma época ainda mais estúpida do que a que vivemos, obviamente, porque esse tipo de crime/ódio jamais deveria ter sido tolerado e ou existido. Enfim. Nesse cenário, tivemos a proposta da abdução, executada muito bem por sinal, mas que ao mesmo tempo acabou ficando meio que de lado durante a temporada, mesmo que a sua história tenha ganhado começo, meio e fim. Achei que nessa hora, faltou um pouquinho de coragem para abordar mais sobre o tema, que ao mesmo tempo, se tivesse ganhado mais atenção dentro da proposta da vez da série, teria acabado destoando completamente de todo o resto e por isso, no final das contas acabou aparecendo na medida exata.

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Ainda do lado sobrenatural da vez, tivemos ótimos momentos começando com um exorcismo daqueles, com direito a muita blasfêmia e aquela voz de #CREDINCRUZ que nós bem conhecemos do gênero. Dentro desse plot, ganhamos outro grande personagem para essa Season 2 de American Horror Story, com a Sister Mary Eunice (Lily Rabe, também em um papel muito maior do que o da temporada anterior e a cara do Benedict Cumberbatch de peruca loira. Sério) ganhando um habitante novo para o seu corpinho até então livre de pecados, ninguém menos do que o diabo himself. WOO. Sério, essa mulher esteve literalmente diabólica durante essa temporada e por isso acabou sendo um dos grandes destaques da mesma. Como esquecer aquela cena ótima dela cantando “You Don’t Own Me” olhando diretamente para o crucifixo pendurado na parede do seu quarto? Excelente!

Outra que esteve diabolicamente sensacional durante essa segunda temporada, foi a Frances Conroy, dessa vez bancando o anjo da morte, em cenas quase poéticas, além de também terem sido todas executadas dignamente em termos de efeitos, com a grandiosidade de suas asas pretas e uma caracterização sensacional, do figurino dramático ao make seguindo a mesma linha. E fazendo participações especiais, tivemos o Adam Levine, que até que esteve OK dentro do seu papel (melhot que no SNL, por exemplo…) e a Chloë Sevigny, em uma participação quase afetiva, sem grande destaque. (na verdade, essa segunda foi quase um desperdício)

Apesar de todos esses pontos altos da temporada, preciso dizer que embora tenha gostado muito mais dessa nova temporada do que da anterior, a qual me fez inclusive prometer não ver mais a série (e eu não sou bom com promessas, portanto), a sensação que fica ainda é a de que o Ryan Murphy sabe muito bem criar um ambiente tentador, que atraí a nossa atenção e consegue nos prender facilmente dentro do seu cenário, mas ainda não aprendeu muito bem como finalizar suas histórias, encerrando algumas delas de forma bem simples, quase que de forma desleixada até. Mas digamos que pelo menos dessa vez, eles pelo menos conseguiram acertar mais e apesar de ter achado que algumas criaturas e personagens bacanas dentro daquele ambiente foram deixados de lado para encerrar a história que mais interessava e ou era mais importante, podemos dizer que pelo menos uns 80% da história da vez foi encerrado de forma bem bacana e com uma variedade muito maior de culpados do que aquela preguiça toda da temporada anterior.

Cenas ótimas como o médico nazista se dispondo a ser cremado vivo ao lado da sua freira amada, assim como o surto da Sister Jude ao som de “The Name Game” que trouxe um pouquinho do lado Glee do uncle Ryan para esse cenário completamente diferente ao que encontramos no McKinley High (apesar de que, bem que poderiam mandar pelo menos a Rachel para lá, hein? Sugestão a ser considerada…), foram apenas alguns dos excelentes momentos da temporada, até chegarmos a sua resolução, com um episódio final ainda mais especial do que tudo que já havíamos visto até aqui.

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Lana Banana se tornando uma jornalista de sucesso e extremamente arrogante, completamente vendida, aproveitando o momento para vendar o livro da sua história para o mundo, uma história que ela mesmo havia vivido porém havia também dado aquele incrementada para deixar tudo ainda mais interessante para o seu lado, é claro, tendo que encarar o filho (interpretado pelo Dylan McDermott, sem a parte da magia antiga mas em um papel menor, do tipo que ele consegue dar conta) fruto de um estupro do grande serial killer da vez, ele que seguia os passos do pai e segundo ela mesmo, havia herdado o pior de ambas as partes. Apesar desse ter sido o grande finale de American Horror Story: Asylum, devo confessar que pelo menos essa parte eu acabei achando bem previsível e tinha certeza que aconteceria, para dar a chance da personagem principal encerrar aquele ciclo da sua vida, que precisava encontrar um fim. O que não chegou a tirar o mérito do seu encerramento, que foi muito bem executado, mas que acabou desviando as atenções para o final da outa grande personagem dessa temporada, a Sister Jude.

Esse sim, acabou me deixando bem mais surpreso, ainda mais encontrando o Kit como seu acolhedor, resgatando aquela mulher que no passado não havia sido nada bacana com ele ou com seus amigos, mas passando por cima de toda essa mágoa e trazendo a Sister Jude para perto da sua família, tentando recuperar uma mente que acabou se perdendo dentro daquele ambiente horrroso e que teve a sua situação piorada quando a igreja resolveu vender a clínica para o estado e nesse momento, as coisas acabaram se perdendo por completamente. Um final bem bacana para uma personagem excelente, que acabou tendo a sua chance de também se redimir em relação a suas maldades do passado e de quebra nos deixou com a sensação de que o Kit havia sido abduzido com um propósito e talvez os seus filhos tenham seguido esse mesmo caminho ainda tão misterioso.

E com essa grande mistura de temas e personagens, American Horror Story: Asylum acabou conseguindo atingir o que parecia impossível, abrindo os horizontes para novas e numerosas possibilidades e nos entregando uma temporada que em nada nos lembrava o que não havia sido tão bom durante a Season 1. A partir disso, comecei a imaginar os possíveis cenários para uma próxima temporada, onde já não me parecia mais pertinente um cenário reduzido, focado em um ambiente com menores possibilidades, como o da sofrível Season 1. Desde o começo, cheguei a pensar em uma prisão, ou em um campo de concentração ou de guerra para os cenários da já confirmada Season 3. Ryan MUrphy disse que um detalhe perto do fim da temporada foi uma de suas pistas para  o cenário que encontraremos durante a Season 3 e ao que tudo indica, a chegada das novas pacientes ao hospício, vestidas como prisioneiras e com a Frances Conroy chegando deliciosamente possuída e toda banhada no diesel para caminhões naquele local, para total desespero da Sister Jude, com quem ela “dividiria” o quarto naquele momento, talvez tenha sido a deixa para o que encontraremos no próximo ano da série.

Por esse motivo, nada me tira da cabeça que devemos caminhar dentro do cenário de uma prisão durante a próxima temporada, algo que apesar de ser uma saída semelhante em termos de possibilidades e quantidade de personagens bem parecido com o que encontramos no cenário atual, seguindo essa fórmula muito mais bacana da Season 2 do que qualquer coisa a respeito da  temporada anterior, temos tudo para ganhar uma Season 3 excelente de American Horror Story: Prison Break versão Girlie. E para você que se animar em assistir a série a partir de agora, esqueça a Season 1 (i wish), fingindo que ela nunca existiu e se aventure a partir dessa Season 2 que vale muito mais a pena.

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And in that moment, I swear we were infinite

Novembro 9, 2012

Quando assistimos filmes sobre dramas da adolescência, raramente conseguimos fugir de uma série de clichês que a essa altura, já conhecemos muito bem. Quando eles resolvem retratar os populares da turma por exemplo, a história geralmente beira o pastelão preguiçoso, com personagens que muitas vezes não conseguimos nos identificar pessoalmente (por motivos óbvios), mas que identificamos facilmente na multidão a todo momento. O bobalhão comum, a turma do “Yoo Hoo”, todo high school está e sempre esteve repleto deles. Antes de reclamar, lembrem-se: “Viva a diferença” (#SadFace). Os nerds ou os excluídos da turma também sempre foram uma outra vertente dos estereótipos bastante explorada no cinema, sendo retratados por diversas vezes e geralmente de forma bem caricata ou com a simples função de fazer rir, poucas vezes conseguindo transmitir algo próximo do que seria a sensação de se sentir excluído em um período da nossa vida onde tudo ainda está muito confuso, nossas opiniões mudam a todo momento, nossa personalidade ainda está em desenvolvimento, nosso repertório ainda não é muito extenso e talvez ser aceito por um grupo qualquer nessa época seja uma das nossas maiores batalhas, que podem ou não se tornar grandes conquistas, dependendo do desempenho de cada um.

E “The Perks Of Being a Wallflower” consegue ir justamente contra tudo o que já conhecemos sobre o tema e as diversas formas com que ele já nos foi retratado ao longo do tempo, justamente por tratar tudo com uma honestidade importante, de forma direta e absolutamente natural, uma escolha que vem nos agradado bastante no cinema atual (na TV também, vejam o sucesso de Girls por exemplo) fugindo totalmente da maioria dos clichês que ninguém aguenta mais encontrar nesse tipo de história. Dirigido por Stephen Chbosky, que é também o autor do livro homônimo de 1999, em parceria com os mesmos produtores de “Juno”, encontramos no novo longa uma excelente opção de clássico para uma nova geração que está crescendo agora, onde apesar do tema “adolescente”, é impossível não acabar se identificando com o drama e seus personagens repletos de bagagem, mesmo que a nossa adolescência já tenha passado faz algum tempo. Ainda mais se você conseguir se identificar facilmente como um Wallflower. Done (✓)

Um dos grandes méritos dessa história certamente foi o fato do  filme ter sido dirigido e roteirizado pelo autor do livro, algo que acabou emprestando um caráter muito mais pessoal e importante para uma história recheada de assuntos dos mais variados possíveis. Dramas típicos da adolescência como o simples fato de ser ou não aceito pelo grupo, tentar se encaixar e descobrir o seu lugar no mundo, as primeiras experiências no amor ou com as drogas, até assuntos mais sérios e bem mais complexos como o suicídio, abusos de diversos tipos e a depressão. Todos levados a sério, mesmo quando mencionados apenas de passagem, mas sem dar um peso desnecessário para cada um desses assuntos e sem transformar a história em um dramalhão que opta por comover pelo óbvio.

Como personagem principal encontramos Charlie, um típico garoto nerd e bem tímido, que não consegue lidar muito bem com a tarefa de fazer novos amigos, ainda mais enfrentando o drama do primeiro dia de aula no high school, com uma nova turma e sem nenhum amigo por perto para facilitar as coisas. Claro que o seu maior pesadelo se torna realidade quando ele se vê sozinho nessa nova fase de sua vida (embora ele tenha alguns conhecidos, que fingem que não o conhecem), não recebendo uma recepção muito calorosa por parte dos demais alunos da escola, que logo percebem algo de “diferente” no garoto, para seu total desespero. No primeiro dia de aula, além de passar por uma série de constrangimentos, o garoto acabou encontrando seu primeiro amigo no professor de Inglês (interpretado pelo ator Paul Rudd), que mais tarde viria a se tornar uma espécie de mentor para o aluno, alimentando a sua vocação para que ele se tornasse um futuro escritor. Pessoalmente, foi impossível para mim não acabar me identificando com o personagem, principalmente na cena onde ele sabia as respostas para a pergunta do professor em sala de aula, mas faltava coragem para expressar os seus conhecimentos, muito provavelmente para evitar também a manifestação dos seus colegas de sala na sequência. A história da minha vida. (acreditem ou não, me mantive assim até a Faculdade…)

Charlie que é especialmente interpretado pelo ator Logan Lerman (“Percy Jackson & The Olympians: The Lightning Thief” ), que consegue emprestar uma doçura importante para o personagem, nele que também é possível observar toda a sua insegurança e repressão apenas no olhar ou na sua postura diante dos momentos onde ele se via cercado pelos demais alunos da escola. Aquela câmera intimista, na cara do personagem enquanto ele caminhava pelos corredores do colégio, também ajudou bastante a transmitir essa sensação de medo e insegurança que todo mundo que não é muito bem recebido, ou que é simplesmente tímido, acaba sentindo em um ambiente que reconheça como hostil.

Claro que como dificilmente alguém consegue sobreviver sozinho por muito tempo e para adquirir novas experiências, muitas vezes é necessário trocá-las com alguém, Charlie acaba conhecendo outros dois personagens que passam a ser o seu ticket de entrada para esse seu ritual de passagem da sua vida. O bacana é que esse encontro acaba se dando pelo esforço do próprio personagem, que ao se identificar com alguns dos underdogs da escola (que ele admira), o próprio acaba tentando um aproximação para não permanecer sozinho, demonstrando uma vontade de mudar o cenário ao seu redor que é bem bacana de ser percebida no personagem. Seus novos amigos são Patrick e Sam (e quem não queria ter um melhor amigo como o Patrick e se apaixonar por uma Sam que atire o primeiro VHS dos Smiths que vocês esqueceu de devolver para um amigo e nunca mais o encontrou. NOW – e sim, esse plot do VHS é pessoal), que o próprio acaba confundindo a princípio com um casal, mas que ele descobre que ambos são apenas bons amigos, além de meio irmãos. Patrick é o gay da turma, do tipo libertário, que não está muito preocupado em como o mundo vai enxergá-lo e vive em defesa da sua verdadeira identidade e acima de tudo, da sua liberdade. Sam é a típica garota dos sonhos, essa ainda mais impossível do que a garota ideal do high school (a loira megabitch e cheerleader preguiça), porque além de linda, ela também é super bacana, sensível e acaba fazendo questão de introduzir Charlie a sua turma, porque identifica no menino a grande dificuldade que era ser ele mesmo naquele momento, ainda mais quando em um instante de ‘colocação involuntária”, ele acaba revelando que teve sim um melhor amigo ao longo da vida e nem sempre foi tão solitário, mas que o mesmo acabou cometendo suicídio.

Patrick é interpretado pelo ator Ezra Miller, que todos nós lembramos pelo seu excelente e inesquecível papel em “We Need To Talk About Kevin”, que nesse caso nem chega a ser uma grande surpresa, pelo talento que nós já conhecemos do ator. Seu personagem além de também ser adorável, acaba crescendo ainda mais através da sua bagagem, que é um dos temas abordados no filme, quando ele se vê em uma situação de bullying provocado pelo ex namorado, o atleta popular da escola que ele mesmo ajudou muito no passado, mas que ao ter o namoro descoberto pelo pai homofóbico, acaba levando uma surra daquelas do próprio pai e de certa forma resolve descontar no parceiro suas próprias frustrações. E foi emocionante a forma como Patrick encarou toda aquele situação de frente, sem usar a sua maior arma naquele momento (que seria simplesmente revelar para a escola inteira que Brad – Johnny Simmons – foi seu namorado), sendo espancado covardemente pelos amigos do ex e salvo por Charlie, que entre todos eles foi o único que teve coragem de resgatar o amigo daquela situação pavorosa, talvez porque ele a entendesse como ninguém.

A violência também se faz presente no filme através do comportamento que Charlie observa dentro da própria casa ao ver a irmã em um relacionamento abusivo com o namorado (irmã que é interpretada pela Nina Dobrev de Vampire Diaries e seus pais são os atores Dylan McDermott e a Kate Walsh, que quase não aparecem no filme porque esse não era o foco). Dizem que no livro a situação se aprofunda bem mais nessa história envolvendo a sua irmã, algo que no filme acabou não acontecendo. Falando um pouco sobre as diferenças do filme com o livro, no papel a obra é composta de cartas que Charlie escrevia para um amigo anônimo (que poderia ser ele mesmo no futuro, ou o tal amigo que acabou se suicidando), algo que no filme acabou sendo substituído pela narração do personagem principal, dando voz as principais quotes do livro, como o título dessa review que eu AMO, por exemplo. Algo que eu até acho que poderia ter sido mais presente no filme (algo como em  “Submarine”, sabe?), mas que também não chega a prejudicar o longa, de tão especial que ele acabou sendo.

Outro grande destaque acabou fincando por conta da participação da Emma Watson (I ♥ Hermione) no papel da também adorável Sam, que não é por acaso que acabou se tornando a grande “crush” do Charlie dentro da história. Ela que também carrega muito bem a bagagem do seu personagem, que já havia sido muito diferente no passado, quando fazia parte do grupo dos populares, mas que um dia decidiu que aquela não era a pessoa que ela gostaria de ser e aqueles também não eram exatamente as pessoas com quem ela gostaria de estar, apesar de manter uma certa queda pelas pessoas erradas e que nunca a tratam da melhor forma em todos os seus relacionamentos (talvez porque os caras bacanas nunca a convidem para sair…). Sem sotaque e com um doçura que também não é nenhuma novidade para ninguém, Emma surpreende ao aparecer sexy a seu modo (lindamente, por sinal), enquanto interpretava o seu papel ao lado do Patrick na versão toda especial do grupo para “The Rocky Horror Picture Show”. Em uma certa altura do filme, até o próprio Charlie acaba fazendo parte da peça, algo que ao observar toda a timidez que o personagem carrega ao longo do filme, dá para imaginar que deve ter sido um passo gigantesco para aquele garoto. Go boy!

Os demais personagens também são todos bem bacanas e todos eles, mesmo os menores, tem a sua bagagem para carregar dentro dessa história, algo que eu achei notável, principalmente pela forma simples e eficaz como elas todas foram abordadas. Tem a menina rica que rouba por esporte, o namorado que vive colocado, a namorada que tenta passar uma imagem de badass, mas que na verdade é carente e absolutamente grudenta e os caras mais velhos que não tratam as namoradas mais novas muito bem e preferem apenas se aproveitar daquela situação de “superioridade”. E todas essas histórias, por menores que elas sejam, tem total relevância com a temática do filme, mostrando para o Charlie e também para quem possa se encontrar em uma situação semelhante, que ele não está sozinho naquele mar de inseguranças e que todo mundo tem os seus problemas, com a diferença de que alguns conseguem apenas lidar com eles mais facilmente, ou simplesmente aprenderam a camuflá-los melhor.

E é uma verdadeira delícia ver a trajetória do personagem durante aquele ano da sua vida, que acabou sendo surpreendente e totalmente diferente do que ele imaginava que seria. Tudo que acabou acontecendo com ele e com seus amigos, acabou sendo importantíssimo para o que aconteceu na sequência, uma vez que novamente o personagem estava prestes a se encontrar sozinho novamente, já que seus amigos estavam se formando no colégio, partindo para a faculdade e ele estava apenas no primeiro ano. Mas antes de entrar nessa parte, eu preciso dizer que tudo fica ainda mais especial com a trilha do filme (que é a mesma mencionada no livro), ao som dos Smiths (que figuram nos posteres dos quartos deles todos. Morrissey, eu te amo! Sério. Um dia vou casar ao som de “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”, com ou sem você, rs – por favor, não roubem a minha ideia. Originalidade é importante. Encontrar a fiancé também, rs), New Order, Sonic Youth  e “Hero” do David Bowie, que tem um papel importantíssimo dentro da trama (e na vida de todo mundo que é legal, claro!). Ou seja, uma trilha imperdível, tipo uma reunião com o dream team tocando no nosso quarto. (sempre imaginei as minhas bandas preferidas tocando dentro do meu quarto, comigo assistindo tudo de pijama, sentado na cama, rs)

Outro detalhe importante em “The Perks Of Being A Wallflower” é que ele é ambientado na década de 90, onde as coisas eram bastante diferentes de hoje em dia, ainda mais para um garoto introvertido como Charlie, que nos dias de hoje poderia muito bem se esconder facilmente atrás do seu computador ou de um gadget qualquer e dificilmente acabaria ganhando as experiências que ele adquiriu naquele que pode ter sido o grande ano da sua vida. Saiam de casa, crianças. Saiam!

Partindo para o final do filme, que por sinal, é bastante angustiante, em meio a todas as experiências desses adolescentes, somos surpreendidos por alguns flashes de memória de Charlie, com pequenas frações da sua infância, nos quais observamos um pouco da sua relação com a tia Helen (Melanie Lynskey de Two and a Half Men), personagem que descobrimos ter morrido em um acidente de carro, o que aparentemente parecem memórias inocentes com certo um ar de saudosismo e doçura, mas que ao se tornarem cada vez mais frequentes e seguidas de alguns desmaios do personagem ao longo do filme, acabamos descobrindo que a situação nesse caso, assim como os traumas todos da vida daquele personagem, eram todos muito mais profundos e bem mais graves do que a gente poderia imaginar até então. Um peso a mais para a história que talvez nem fosse necessário, mas que ao mesmo tempo não transmite a sensação de apelo ou qualquer coisa do tipo e mais uma vez figura mais como um capítulo a mais dentro dessa história contada com tamanha honestidade e até mesmo com bastante delicadeza, algo difícil de se equilibrar. Todo mundo tem uma história triste para contar e essa era a do Charlie. Humpf!

Apesar do clima não ser dos melhores perto do final do filme e a sensação nesse momento realmente não ser das mais bacanas e esse eu acho que é um mérito para o diretor, que conseguiu nos deixar com uma sensação parecida com a da mente do personagem naquele momento, que se encontrava em conflito ao começar a identificar o que suas memórias do passado traziam para completar a sua história presente, algo que acaba nos deixando com o coração ainda mais apertado ao imaginar as possibilidades para aquele personagem que aprendemos a AMAR (e nos identificar) em tão pouco tempo, mas mesmo assim, o saldo final do filme embora essa avalanche de emoções de última hora, é sim bastante positivo, mostrando que existe sim um caminho para tudo desde que você não decida ignorar os fatos. Vai ser doloroso? Vai. Pode demorar? Pode. Não vai ser fácil? Não, não vai. Mas se você tentar, tem mais chances de conseguir passar por isso tudo, carregando apenas um cicatriz aqui e ali com orgulho pela lembrança da forma com que você conseguiu passar por esse pedaço da sua própria história, que nadam mais é do que apenas um pedaço dela.

“The Perks Of Being a Wallflower” é um filme realmente muito especial, com um elenco perfeito. Um novo clássico para ocupar a nossa prateleira especial, ao lado do livro, que não só merece ser comprado, como merece também ganhar uma dedicatória escrita por nós mesmos, do tipo “Para o futuro Eu”. (♥)

 

ps: apesar da alma indie, AMO/Sou Charlie cantando Air Supply no seu quarto, rs (e eu acho “As Vantagens de Ser Invisível” um dos melhores títulos adaptados para o português)

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Fomos enganados?

Março 5, 2012

Não bastou a série se tornar uma fraude (não exatamente isso, apenas tola na verdade), como também fomos enganados sobre a magia do Dylan McDermott?

Cadê todo aquele latex? Cadê o psico psiquiatra magia? Cadê o traidor que chora naked em frente a lareira enquanto faz coisinhas?

Porque com essa cara meio assim, #NAOTABOMNAO

E para quem ainda pretende dar uma chance à American Horror Story, dizem que o elenco quase todo volta para a próxima temporada (quase todos já estão confirmados), interpretando outros papéis totalmente inversos ao que eles foram durante a Season 1. Ou seja, realmente teremos uma nova história de terror americana, como suspeitamos depois daquele final meio assim.

Como gesto de compaixão para quem ainda pretente assistir a série, desejo que a resolução da história dessa vez seja menos preguiça… (mas eu não teria muita esperança)

American Horror Story – Freak, chic, porém tola

Dezembro 26, 2011

Quando American Horror Story começou, eu logo fui me empolgando com a série. Gostei da proposta, do tipo de terror mais refinado misturado com o climão trash e um pouco de fetiche no meio da trama, tanto que até escrevi sobre o assunto por aqui no Guilt.

Mas a medida que o tempo foi se passando e com o desenrolar da história contada durante a Season 1, eu comecei a achar uma série de falhas e isso ficou bem claro para mim, quando eu comecei a acertar exatamente qual seria o rumo da temporada. E eu quase não errei nada, o que acabou com o elemento surpresa da série pra mim e foi o que começou a me deixar com uma certa preguiça da nova série do Ryan Murphy.

Continuei me assustando, continuei gostando do tipo de terror freak chic, mas passei a achar as explicações e resoluções bem tolas ou fáceis demais, meio preguiça até.

E também convenhamos que aquelas pessoas não poderiam ficar morando naquela casa por muito tempo, não com tudo que acontecia por lá, não sem ter a menor noção do que estava de fato acontecendo naquele lugar.

Imaginei desde o começo que eles teriam um final parecido com o que acabou acontecendo na season finale, cheguei até a comentar aqui e ali em conversas soltas que a série estava caminhando por esse rumo.

Se bem que isso não faz de American Horror Story uma série totalmente ruim, mas essas resoluções preguiçosas acabaram estragando a série aos poucos.

Ainda falando do princípio e do fundamento da série, gostei bastante das histórias dos fantasmas contadas como flashback, sempre com alguma coisa bizarra, medonha, ou simplesmente assustadora por trás de cada história. Essa parte da trama eu achei bem interessante e me diverti até, em diversos momentos, além de me assustar, é claro.

Mas ai chegamos ao momento de tratar quem ainda estava vivo naquele lugar. A família Harmon, pai (Ben, Höy!), mãe (Vivien, Yöh!) e filha (Violet), que circulavam entre mortos com a maior naturalidade desse mundo (tudo bem que eles não sabia o que estava acontecendo…), mas sinceramente, dos três, a única que acabou oferecendo alguma coisa de bom como história naquela família foi a Violet mesmo, porque os seus pais…quem se importa?

Comecei a suspeitar que algo trágico estaria por vir no futuro da série também logo de cara, porque das duas uma: ou todo mundo acabaria morrendo e aconteceria uma troca de elenco a cada temporada (essa era a minha aposta inicial) “sobrevivendo” como fantasma apenas os personagens mais interessantes, ou eles teriam que concluir a sua história dentro daquela casa assustadora e se mudar, o que também inviabilizaria a presença dos Harmons por muito tempo naquele cenário. Não conseguia enxergar um outro caminho para aquela história, desde o começo da temporada, fato.

E o meu pensamento estava certo, o que não me causou nenhum espanto no final das contas e para falar bem a verdade, acabou me decepcionando. Humpf…

Além disso, tivemos várias outras explicações tolas para coisas diversas/importantes que aconteceram durante a curta estadia da família naquela casa. Por exemplo:

1) Quem matou o casal de moradores anterior? 

Resposta: Tate

2) Quem matou os jovens dentro da escola?

Resposta: Ta-te

3) Quem colocou fogo no ex Ronaldo Esper em True Blood? 

Resposta: T-a-t-e

4) E quem era o homem borracha?

Resposta: TA-TE.

Assim não dá, não é mesmo? Para tudo a resposta vai ser: Blame Tate? (preguiça define)

Tudo bem que desde o começo, ficou bem claro que aquele garoto (ótimo por sinal, certamente o melhor personagem da série) era perturbado, sempre foi, e ficou claro também que ele tinha alguma ligação pelo menos com o crime da escola, o que na minha visão seria o crime ideal para o seu personagem. Agora, não dava para justificar todas as outras coisas, ou grande parte delas no Tate. É, não dava.

Mas a gota d’água pra mim foi mesmo o Tate, aquele garoto magrelo, frágil até, ser no final das contas o homem de borracha, que quando aparecia em cena, desde o começo da série, parecia ser um homem bem maior ou pelo menos mais forte, não?

Isso não me convenceu e não me convence até hoje. Não consigo aceitar. Não, Ryan Murphy, NÃO! (sem contar que todo mundo abria o zíper daquela máscara com a maior facilidade do mundo e nunca ninguém ficou com o cabelo preso nele…)

Comecei a torcer o nariz porque achei que culpar a mesma pessoa por quase tudo que havia acontecido de importante naquele cenário me pareceu uma opção fácil demais, mesmo com eles pintando o Tate como um psicopata durante toda a temporada. Sem contar que eles tinham outros personagens ótimos para explorar dentro daquela casa e se eles já não existiam, bastava criar.

Falando em personagens ótimos, preciso que o Zachary Quinto estava sensacional interpretando um personagem gay daqueles bem caricatas e delicioso e que dividia a cena com o seu parceiro promíscuo e infiel, uma tentativa descarada de “Novo Alexander Skarsgard”, Höy! Achei muito bom mesmo e esperei pela sua participação no episódio final, mas fiquei frustrado porque ele nem deu as caras, humpf! Aliás, ele teve ótimas lines durante a temporada e preciso ser justo e dizer que o texto dos atores em alguns momentos era realmente muito bom.

Bom, e já que eu mencionei o episódio final, vamos falar dele (1×12 Afterbirth). E eu já vou começar falando que não foi nada bom. É, não foi.

Primeiro que eles acabaram com o mistério em torno da família em cinco segundos, resolveram aquele issue e deixaram o Ben aguardando a dona morte a qualquer momento para se juntar ao resto de sua família fantasma do outro lado (Zzzz). Sem contar que aquela sequência, antes dele tentar o suicídio, com ele todo metódico, deixando as chaves da casa com post-it indicando a função de cada uma delas, senhas, documentos arrumadinhos e tudo mais,  foi um chupisco na cara dura de “A Single Man” do Tom Ford e eu bem reparei nisso. Não só reparei, como achei um absurdo!

Fora isso, tivemos a entrada da nova família latina, que estava na cara pela falta de carisma e ou falta de talento,  que não seriam os novos moradores da mansão mal assombrada (sério, o que era aquela mulher gritando? Euri). Tudo isso para mostrar que os fantasmas presos naquele lugar, não são todos do lado negro da força e que existe o time Gasparzinho, o fantasminha camarada. Daf*ck?

Achei bem tola e quase vergonhosa,  aquela cena do casal Harmon se matando na frente do outro casal, só para deixá-los em pânico, a ponto de não voltarem nunca mais para aquele lugar. Muito embora tenha sido uma cena até que engraçada, no melhor estilo “Beetlejuice”, eu ainda prefiro o humor do filme antigo (que já começa nesse tom, diferente da série) do que o que aconteceu durante a season finale.

Nesse momento, tivemos a nova família fantasma se reunindo na sala para curtir o Natal e ó, aquele outro bebê que nasceu morto, não estava morto, ele chegou a dar um último suspiro dentro da casa e por isso também virou um fantasminha cute. Sério? Não gente, sério?

Eu morri de vergonha. CATAPLOFT!

Mas antes que alguém fale “não gostou faz melhor” eu deixo aqui registrado o que eu achei que aconteceria em American Horror Story… (ou o que seria a minha ideia para a continuidade da série)

Achei que eles acabariam morrendo mesmo, todos, ou talvez sobrasse um para contar história, mas que se mudaria de lá no final (talvez o pai). E eu sinto também que nem todos naquela casa se tornaram fantasmas interessantes, eu por exemplo não tenho a menor curiosidade de saber o que a Vivien tem a dizer depois de morta tocando violoncelo (Zzzz). Não tinha nem o menor interesse enquanto ela estava viva, imaginem morta…

Na minha opinião, além do Tate, que foi sensacional do começo ao fim (embora tenha levado a culpa de quase tudo) e da história da Violet, que não tem como negar que foi muito boa e eu fiquei bem feliz quando ela descobriu que estava morta (algo que eu já desconfiava também porque ela já não saia mais de casa fazia tempo), o casal Vivien e Ben por exemplo, pouco tem para acrescentar na série, vivos ou mortos.

Sem contar aquela cena final, com a Jessica Lange, que é uma atriz que merece respeito, sendo colocada 3 anos depois, ao lado da criança pure evil, com marcas de sangue pela casa toda e a promessa de que aquele menino sorridente e coberto de sangue é o filho do cão, uma cena que eu achei completamente desnecessária. Achei isso tão interessante como uma Fanta Uva sem gelo e fora do prazo de validade.

Com isso, eu não consigo imaginar um sentido para a série para a próxima temporada, que eu desconfio que seja mais ou menos como foi até agora. Uma nova família chega até a casa, vai viver sendo assombrada e no final, todos morrem, ou se mudam e a gente vai ficando com um acúmulo enorme de gente pouco interessante vagando naquele porão. Ou eles vão optar pela história de amor do casal Violet e Tate (Violate) e os fantasmas vão ser o novo hype do momento, roubando o lugar que já foi dos vampiros e que atualmente é ocupado pelos zombies. Ou, teremos uma espécie de Big Brother, com todos os fantasmas sendo obrigados a viver na mesma casa, com votação e direito a paredão do fogo do inferno toda semana, rs. Ou pior, MMA de crianças pure evil, de um lado Pluft, o fantasminha do bem e do outro o seu irmão gêmeo do lado negro da força, Mr Bloody, hein?

Brincadeiras a parte, existe uma corrente que acredita que a cada temporada eles vão propor contar uma história diferente e em um lugar diferente, mudando completamente os personagens e os cenários, inclusive a casa, porém talvez mantendo os atores interpretando diversos personagens diferentes. Algo que eu não confio muito… (será? Hmm mmm)

Não sei, eu pelo menos não consigo imaginar como prosseguir com essa história e não consegui decidir ainda se é porque eu não me importo, ou se é porque eu não me interesso mais.

Sendo assim, pra mim, American Horror Story acabou perdendo totalmente o sentido e eu não vejo porque continuar assistindo a uma série que tem uma ideia até que bacana, embora bem difícil de ser desenvolvida a longo prazo e que além de tudo, ainda prefere apostar na resolução mais fácil para a sua mitologia.

Talvez funcionasse melhor como uma obra fechada para apenas uma temporada, ou filme. Achei o episódio de Halloween (1×4 e 1×05)  bem legal por exemplo, mas tirando isso, realmente eu não tenho a menor vontade de voltar para uma Season 2.

Eu passo. BOO!

ps1: acho imperdoável que a Adelaide não tenha virado um fantasma, mesmo contrariando a sua vontade

ps2: e se a série melhorar muito, alguém me avisa tsá? Mas tem que ser muito, muito mesmo.


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