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Falta o que mesmo para declarar de uma vez por todas a morte do MTV Movie Awards?

Abril 15, 2013

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(R: alguém declarar o horário da morte, como já bem aprendemos em Greysa e coragem)

Mas nem a Rebel Wilson (que descobrimos recentemente que é ótima, mas que ao mesmo tempo não estava no seu melhor dia) conseguiu salvar o MTV Movie Awards 2013 daquela preguiça de sempre e do quase total fracasso. Mais um, porque vamos combinar que não é de hoje que a MTV parece que perdeu a mão em todas as suas premiações. Do começo ao fim, quase nada foi bacana e muitos momentos foram altamente constrangedores (o que foi aquela apresentação do elenco de “Pitch Perfect” completamente desafinada e dura em cena, hein? Ain’t no Glee!), a não ser a Aubrey Plaza subindo colocadíssima no palco fazendo a “Kanye” para cima do Will Ferrell, o “grande comediante” (suspeito que eles tenham levado em consideração a sua altura) homenageado da noite. Pena ela não ter sido mais insistente e ter nos poupado daquele discurso chatinho…

Fora isso, foi tudo mais ou menos como vem sendo todas as premiações do canal que um dia já foi bacana (algo que acabou antes do meio da década de 2000, eu acho), mas que parece que realmente perdeu de vez a fórmula. Poucos nomes que realmente importam na fila da manteiga extra na pipoca do cinema e muita gente desesperada e disposta a fazer de tudo para conseguir manter um público jovem de seguidores. Preguiça, mas é o que temos para esse fim de tarde, por isso vamos comentar mesmo assim, porque o filme até pode ser ruim, mas já que pagamos para assistir…

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Mas a preguiça maior mesmo durante a premiação esteve estampada na cara de quem compareceu por lá, como o Bradley Cooper por exemplo, que só pode ter perdido a aposta para a Jennifer Lawrence de que quem não levasse o Oscar para casa por “Silver Linings Playbook”, teria que comparecer a todas as demais premiações preguiças do universo. Sério, só isso justificaria a sua presença na premiação. (e olha que ele ainda levou um prêmio, hein? E tadinho, até tentou fazer um discurso fundamento, mas tenho certeza que desistiu no meio do caminho pensando: pra quem é que eu estou falando mesmo?)

De qualquer forma, encontrar com o Bradley Cooper e esses olhos azuis da cor dos cupcakes dos Simpsons versão Breaking Bad é sempre uma visão. Höy!

ps: e a MTV, uma canal fundamentalmente de música, perdendo a chance de usar o som do Alabama Shakes durante sua entrada no palco? Achei um desperdício…

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Falando em magia, alguém sabe dizer o que aconteceu com a do Brad Pitt?

Onde foi parar tudo aquilo gente? E o tempo levou mesmo? WOO!

Tenho uma teoria de que os atores aparacem nesse tipo de premiação apenas para repor a dose de “juventude” que eles tentam sugar a todo custo em noite de premiação jovem. Talvez o Brad Pitt tenha aparecido apenas para repor seus hormônios, por isso esperamos que na próxima premiação preguiça ou não, ele apareça mais “The Tree Of Life” e menos “The Curious Case of Benjamin Button”.

Sorry Brad, mas #NAOTABOMNAO (e a tentativa de piada dele durante esse momento foi extremamente constrangedora)

2013 MTV Movie Awards

Mas nem tudo esteve perdido durante o MTV Movie Awards 2013 e olha só quem também esteve por lá para a nossa sorte?

Hermione! Maravileeeandra de vestidinho recortado de ricah, muito provavelmente colocada de cerveja amanteigada, porque agora ela já tem idade para isso então tudo bem, linda e premiada, apenas.

Olha e chora Kristen Stewart, Amanda Seyfried…

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… e falando em Amonda Seyfried, eu gostaria de deixar registrado que essa sua cara de quem preferia estar em qualquer outro lugar no mundo durante a premiação de ontem é exatamente a mesma cara que eu faço quando a vejo em qualquer cinema do mundo, mesmo quando no formato de poster ou assombração. Sério, exatamente essa.

Aliás, honestamente? Nunca vi uma interpretação tão honesta de Amandita. Cheguei a ficar emocionado agora… (de nervoso, claro)

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OK, tenho que reconhecer que foi bem bacana ver o elenco do novo novo Star Trek entrando no palco naquele buraco que parecia ser parte do cenário do filme (o mesmo que vimos inclusive em um dos primeiros posters divulgados). Cool!

Os meninos estavam lindos, alinhados e no fundamento da magia à sedução, mas achei que a Zoe Saldana foi de look viúva derrotada do Bradley Cooper, só para provocar aquele climão. Mas tudo bem, perdoamos porque também já fomos trocados um dia. (nem que tenha sido na fila da entrada na escola, quando quem mesmo chegando primeiro, era empurrado para o final da fila por conta da altura e nunca podia entrar na sala de mãos dadas com a professora, rs #MAGOADECABOCLINHOERÊ)

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E achei uma ousadia o Zachary Quinto (que fez o Spock durante a premiação. Cool) aparecer com a réplica do terno que eu vou usar no meu casamento com _________________ (com quem aceitar, rs, que pode ser inclusive ele mesmo. Se cuida, Jonathan…)

Maravileeeandro

2013 MTV Movie Awards

Antes de começar a transmitir a premiação, a MTV Brasil ficou fazendo uma maratona sensacional de apresentações musicais que nós já vimos no MTV Movie Awards de outros tempos, onde vimos novamente o Yeah Yeah Yeahs naquela apresentação maravileeeandra e inesquecível de “Maps”, ou o Cee Lo e o seu Gnarls Barkley fazendo a épica apresentação de “Crazy” investindo lindamente no fundamento Star Wars. Sem contar o Black Keys tocando com o Dione Depp em uma das edições mais recentes da premiação. Höy!

Até que chegamos aos grandes shows da noite, que foram de uma preguiça ou falta de importância sem tamanho. Aliás, tinha um tamanho e ele era pequenininho, pequenininho. Mas nada foi mais constrangedor do que a apresentação da Selenita Gomes fazendo a indiana cigana naqueles dias, com uma voz sofrida e pequena, que eu consigo superar rapidinho no chuveiro em menos de três notas. Me dê um Re Sol Do maior, menor e mediano, maestro.

Sério, foi constrangedoramente sofrível.

2013 MTV Movie Awards

Tudo bem que era um Louis Vuitton e a gente sabe o quanto custa (cinco potes e 1/2 de moedas de ouro por trás do arco-íris), mas estava simplesinha a nossa adorável Chloe Moretz, não?

Achei que o make, o cabelo e ou os acessórios poderiam ser mais interessantes nesse caso, para deixar o look com mais vida. Algo mais dentro desse fundamento acima, que ela mesmo já se arriscou nesse excelente vídeo/curta de “Our Deal” do Best Coat. (que eu nunca canso de ouvir e fui apresentado pelo meu quase irmão, G., que também acha a Chloe linda, só tem 17 anos e também acha meio nojento esse interesse todos dos meninos tão cedo para cima dela, ele que ultimamente está vivendo o plot que diz que odeia que comentem sobre a sua vida e provavelmente vá odiar essa parte do post caso chegue a ler  – ♥ – PS: e antes que eu me esqueça, sim G., você tinha razão e a Rebel Wilson faz uma ponta em “Bridesmaids”)

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É inacreditável como mesmo de banho tomado, a Ke$ha continua com cara de quem dormiu em uma poça de lama, poeira e wisky, não?

E só eu não sabia que ela foi promovida a nova Bruxa do Leste e não do Oeste, porque apesar de estar rolando na sujeira desde que a conhecemos, ela ainda não conseguiu chegar no tom de verde encardido?

#NAOTABOMNAO

ps: e ela não perde a chance de usar um biquíni, uma hot pants ou uma transparência para nos traumatizar com a visão baixa da sua Ke$hereca, não é mesmo? EW!

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E a surpresa da noite no MTV Movie Awards 2013 ficou por conta da minha pessoal descoberta de que o ex da Miley tem um sotaque e como vocês bem sabem, perco praticamente todos os sentidos e ganho alguns novos quando ouço sotaques…

Sem contar que durante a premiação, ainda teve um close de barba cheia no Liam, que despertou novamente certo interesse. Confesso.

Tudo bem que no seu CV, sempre vai pesar a sua passagem pela Smiley, mas de qualquer forma, quem somos nós para fazer a tão seletiva assim em noite de pouca gente na buatchy escura e depois das 5h00, também conhecida como a hora do desespero na noite?

Höy!

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Eu gostaria que honestamente, sem procurar no IMDB ou qualquer coisa do tipo, alguém me dissesse um filme sensacional de comédia que o Will Ferrell tenha feito para merecer esse prêmio de “genialidade da comédia” na noite de ontem. Sério, alguém?

Eu só me lembro dele ter arruinado o “remake” de “A Feiticeira”, feito que ele realizou ao lado da Nicole Kidman já pós plásticas e de ter feito um personage chato para cacete em The Office. (e como torcemos para que ele não fosse o substituto do Michael, hein?)

Pra mim, a melhor piada desse momento continua sendo a de que até o Tyrion preferiu estar em qualquer outro lugar do que na própria série na noite de ontem e nesse caso achamos que ele pode ficar pelo menos uns 2 meses fazendo cameos em tudo quanto é premiação preguiça da TV, que quando ele voltar para GOT é capaz da série ainda estar exatamente no mesmo lugar. (vai me dizer que GOT não está assim? Seja sincero, leitor…)

Aubrey Plaza

Por isso, achamos que ele mereceu a Aubrey Plaza tentando fazer a “Kanye” durante o seu momento no MTV Movie Awards, ela que estava incontrolável e colocadíssima na platéia. E tem coisa mais honesta do que celebridade que perde a linha no open bar?

Não, não tem. We ♥ April

2013 MTV Movie Awards

2013 MTV Movie Awards

Ginger Alert. Ginger Alert! (começa a tocar um mashup de Bowie nos tempos de Ziggy, Cindy Lauper antiga e Florrancé e sua máquina)

Um dos melhores acontecimentos do MTV Movie Awards 2013 foi a variedade de tons de ruivos magia encontrados entre o Tom Hiddleston e o Eddie Redmayne.

Höy!² (Hiddleston que inclusive estava impossível da magia a sedução e toda hora aparecia na câmera. Pena o seu humor ser tão inglês para aquela platéia. Humpf!)

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Vamos brincar de “gay homossexual, inglês, europeu ou cafuçu desavisado” ou seria ofensivo demais?

OK, não queremos magoar/provocar a ira de ninguém, mas digamos que da esquerda para a direita, eu diria que o código para esse enigma seria 1, 4,1, quase 1, quase 4 e com alguns drinks 1. (nessa ordem)

E a cara de constrangimento do Zac Efron na hora que pediram para ajoelhar? Sei…

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Agora, temos que reconhecer que ninguém conseguiu entender melhor o espírito da premiação do que aquela personagem que não conseguia cantar e ou falar alto em “Pitch Perfect” (sorry, mas estou com 6 dúzia de pão de queijo no forno e não tenho tempo para procurar o nome de toda cretina que aparece na minha frente. Nada pessoal), que foi de chapéu com esse cigarro apagado gigantesco, que era exatamente o que a gente gostaria de ter feito na cara do MTV Movie Awards 2013. #TZZZZZ

Porque não tem como levar a sério qualquer premiação de cinema que tenha como muso o Channing Tatum (que eu não dou 10 anos para assumir a obesidade), não tenha limites para piadas sobre a Lena Dunham (uma tudo bem, mas toda hora?) e ou decida ignorar completamente tudo o que aconteceu recentemente com o casal Robert Pattinson e a Kristen Stewart. É, não tem. #TZZZZZ

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O Oscar 2013 foi realmente sensacional, mas o red carpet foi aquela preguiça de sempre

Fevereiro 26, 2013

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Sim, no comando do Seth McFarlane tivemos umas das melhores cerimônias do Oscar dos últimos anos. #INYOURFACE

Uma abertura absurda, com direito a musiquinha escrota que a essa altura certamente já deve ter virado toque do celular de todas que tenham ou não mostrado os gêmeos para o mundo nos cinemas, puppets  de meia colocadíssimos, Charlize Theron divando acompanhada do Channing Tatu Bola (pelo menos dançar ele sabe e disso nós não podemos reclamar), Déniel Potter fazendo dupla de magia com o Joseph Gordon-Levitt (o que foi esse momento, minha gente? – sapateio enquanto digo essa line) e o McFarlane vestido de The Flying Nun, descolando o melhor encontro da noite e com direito a começo de final feliz. Höy! Realmente, o Oscar 2013 foi sensacional. SENSACIONAL! Clap Clap Clap! (#OSCARFEVER)

Mas nada nos deixa mais animados do que o red carpet em noite de Oscar, principalmente porque elas tendem a sempre nos dar motivos para boas gargalhadas, algum recalque e bocejos longos e preguiçosos, sempre. Por isso, vamos aos trabalhos! (recomendamos que esse post seja lido ao som da performance das performances da Barbra, da Shirley Bassey, da Adele, ou de qualquer um dos musicais durante o Oscar 2013. Sério)

 

Charlize foi de branco, conseguiu não imprimir noiva e deitou com todas. COM TO-DAS!

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Charlize arriscou tudo e foi de Dior branco (nome amaldiçoado do momento), com um corpo de dar raiva em qualquer uma com mais de 1% de gordura, mas mesmo assim conseguiu se distanciar do look noiva que algumas delas sempre acabam apostando e ou imprimindo nessa hora. Nada de volumões onde ninguém precisa, apenas um vestido que parecia que foi feito no seu corpo e um decote no lugar certo, sem mais. Lembra da Anne Hathaway no último Golden Globes? Então… Charlize foi lá, usou a mesma referência e ensinou como é que se faz direito. E o cabelo curtíssimo? Maravileeeandra!

Aposto 5 embalagens fechadas de blondor que depois dessa sua aparição, a Miley Cyrus está no banheiro da casa dela até agora, chorando copiosamente e tentando ficar com o picumã igual. Nunca conseguirás Smiley. Nunca conseguirás… (aposto também que a vocalista do Roxette está dando piruetas suecas onde quer que ela esteja, só por ter virado tandancé novamente, rs)

E posto três pares de chinelos daquela marca do Hawaii que a Kristen Stewart não conseguiu dormir depois que teve essa visão e que a Ellen DeGeneres pensou no mínimo em se divorciar nessa noite. Certeza.

Sem contar aquela suspensão de perna que ela fez no meio da sua coreô ao lado do Channing Tatu Bola no espetacular número de abertura do McFarlane. Só eu fiquei com medo que ela chegasse a bater em um daqueles refletores de tão alto que aquela perna conseguiu chegar? Feminina com 1,90. PÁ!

Melhor da noite? Com essa cara, eu diria que foi o melhor para a vida! (se bem que, já a vimos em outras ocasiões e quase entramos em estado de choque…)

#DIVOU

 

Só pode ter sido mais uma das sete mil pragas de Galliano

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Não adianta, porque ao que tudo indica, o Galliano deve mesmo é ter rezado todo e qualquer vestido que a Dior tenha feito depois da sua saída meio assim da marca…

Agora, além das coisas horrorendas todas que andamos vendo nas passarelas da Dior nas suas ultimas coleções e ou em red carpets (lembra o horror em amarelo da Marion Cotillard no BAFTA 2013? #CREDINCRUZ!), eles rasgam em público, denunciando uma costura provavelmente terceirizada e ou feita no precinho, o forro se desfaz magicamente e o auge do que de pior poderia ter acontecido acabou de fato acontecendo na noite de ontem, com a Jennifer Lawrence dando com a cara no chão ao subir naquele palco para receber um dos maiores prêmios do Oscar 2013.

Apesar da textura até que bacana, o vestido não é dos melhores e justamente porque tem essa intenção de bolo de noiva, muito Vera Wang, sabe? Tem também esses dois tons meio assim (a frente era rosa claro e o fundo branco) e um volume exagerado na saia, o que já dificultava naturalmente o caminhar. Faltou também um pouco mais de experiência nessa hora (eu teria passado pelo menos um dia e 1/2 treinando subir tudo quanto fosse de escada nessa vida, casa não já tivesse muito bem treinado), porque se ela tivesse levantado a saia, talvez nada tivesse acontecido. Mas como se conter ao ouvir o seu nome sendo chamado como uma das grandes vencedoras em noite de Oscar?

E o medo de ser tudo uma piadinha do clã francês da premiação (Dujardin, sempre uma visão francesa. Höy!) e eles dessem na sua cabeça com uma baquete originalmente francesa e dissessem na sequência que o prêmio na verdade não era dela e sim da Emmanuelle Riva? Melhor correr e assumir o risco, não? (eu também não teria pensado duas vezes, Katniss. Estamos com você! rs)

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Só não consigo achar graça nesse tipo de situação, porque sempre acho que bem poderia ser comigo (e acreditem, sou bem desse tipo). Em um post anterior, disse que estava indignado por não ter visto ninguém levantando imediatamente para ajudá-la, algo que meus queridos leitores (Thnks J.) me mostraram que não foi bem assim e tanto o Bradley Cooper quanto o Hugh Jackman (diz que o Day-Lewis também) levantaram prontamente para ajudá-la naquele momento constrangedor que como eu já disse, nós não vamos mostrar por aqui. Agora, justamente o Cooper e o Jackman terem levantado prontamente, significa? Significa sim, cavalheirismo, educação, gentileza, solidariedade com as amigas, projeção, essas coisas. (rs)

Com isso, fico imaginando que se eu estivesse por lá e tivesse pelo menos 1 Fassy e 1 Ryan Gosling naquela primeira fila, se eu não teria feito exatamente o mesmo e teria me jogado no chão propositalmente, com ou sem Dior. (e o meu Dior seria vintage, para não ter erro)

Mas eu gostaria de dizer que qualquer coisa que tenha dado errado na sua vida até agora, Jennifer Lawrence, mesmo que tenha acontecido 5 segundos antes de você receber um grande prêmio como esse, se tornou absolutamente nada depois desse carinho que o Jack Nicholson himself fez questão de fazer em você e por seu trabalho. Esqueça todo o resto.

#TEMCONOANAOAMAR esse encontro e ou a reação da J-Law? Não, não tem. (♥)

 

Querida Anne Hathaway, não se brinca em noite de premiação em que existe uma grande possibilidade de se subir no palco para ganhar qualquer coisa e você já deveria estar ciente disso

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Acho imperdoável que a Anne Hathaway tenha escolhido esse Prada clarinho e com cara de qualquer coisa amassada e sem gracinha para receber um dos maiores prêmios da sua carreira. Simplesmente não consigo. I dreamed a dream de que quando esse dia finalmente chegasse, Anne que não é o Diabo mas também veste Prada, saberia escolher melhor o que esfregar na cara da sociedade.

Apesar de não gostar nada das piadinhas que estão rolando por ai a respeito da sua escolha (inclusive, eu acho até preconceituoso), temos que reconhecer que não foi das melhores mesmo. Fuén…

Nem a joia era invejável (avaliando apenas a beleza), apesar de provavelmente dar para comprar pelo menos 3 quitinetes em Boca Raton. É o que dizem…

E não, esses dois pontos focais não são os seus faróis acesos e sim a costura do próprio vestido. Agora me digam, quem escolhe um vestido que já tem um farol aceso costurado de cada lado?

#NAOTABOMNAO

 

Jessica Rabbit Chastain

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Finalmente! Jessica Rabbit Chastain fierce divou nesse modelo maravileeeandro, não?

Olha esse corpo? Agora me dá a mão e chora.

(cinco Kleenex depois…)

Tudo no lugar, combo do acerto. Eu daria até uma estrelinha por bom comportamento, porque seu looks dos últimos red carpets estavam bem meio assim… (tirando o último BAFTA onde ela apareceu em um azul dos sonhos)

E apesar de ainda faltar o encosto de Jessica Rabbit decidir se vai baixar ali de vez ou não, Chastain pode dizer que perdeu com dignidade o Oscar desse ano com o seu Armani Prive. PÁ!

 

Um branco lindo, mas com cara de quem foi para a festa errada

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Sim, AMAMOS esse outro modelo em branco da noite, dessa vez no corpo da Zoe Saldana, que poderia ser bem simples e preguiçoso caso não tivesse essa cauda maravileeeandra em 50 – 47 tons de cinza.

Mas apesar de lindo, confesso que ficou super informal, apesar de ser couture by Alexis Mabille

 

Não basta ser onipresente, cantar horrivelmente em “Les Mis” e ter os olhos mais arregalados de Hollywood, tem que ser preguiçosa também, não é mesmo Amanda Seyfried?

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ZzZZZ

Gente e a voz de Amonda durante aquela performance lindíssima do elenco de “Les Mis”? Sumiu completamente não? (e que orgulho do Eddie Redmayne)

E quando a Éponine entrou então… VRÁAAAAAAAAAAAAA! Não sobrou nada para Amonda, a não ser o seu Marcus, rs. Tanto que daí por diante ela acabou a apresentação amparada nos braços do Eddie Redmayne e tendo dito isso eu repito, tem pessoa mais irritante em Hollywood nesse exato momento?

Tem sim, e mais representativas também, mas podemos dizer que pelo menos a Amanda Seyfried deve estar esperando nessa mesma fila, rs.

Depois ela trocou por um vermelho que seguia o mesmo fundamento (aquele da apresentação), mas esse não era apenas preguiçoso como o modelo acima e sim apenas horrorendo. Apenas.

#NAOTABOMNAO

 

Falando em preguiça…

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O Oscar de la Renta da Amy Adams era lindo, mas ficou muito dentro daquele sonho de princesa que muitas delas ainda insistem em sonhar em noite de premiação e que ninguém aguenta mais.

Mas nesse caso, o ponto positivo vai para o seu boy magia, que fez o prestativo durante o red carpet e isso nós precisamos valorizar e mostrar como bom exemplo para o mundo. Höy!

 

Sabe gente que precisa conhecer melhor o próprio corpo?

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Então… a Melissa McCarthy é engraçadona, nós a AMAMOS desde Gilmore Girls, não conhecemos ninguém que assista Mike & Molly, achamos a sua personagem e todo o seu  “Bridesmaids” super valorizado, mas achamos também que ela precisa conhecer melhor o seu corpo para aprender a valorizar o que ela tem de melhor.

Nessa hora, a ideia até que não foi totalmente das piores e sim essa modelagem pavorosa que deixou tudo completamente meio assim, jogado e fora do lugar.

By David Meister

#NAOTABOMNAO

 

Sabe gente que conhece muito bem o próprio corpo?

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Então… Adele bem que poderia dar umas aulas para a Melissa McCarthy no #Gholpower, não?

Apesar de não ter nada demais e ser super simples, Adele estava super apropriada em seu Jenny Packham, principalmente quando pensamos no combo completo do cabelo + make certo. E o make era parte importante do seu fundamento e estava lindíssimo. (apesar também dela sempre usar algo pelo menos parecido que achamos que ela já descobiru que não tem mais como dar errado para ela, sabe?)

E para sua apresentação ela simplesmente soltou o picumã, veio com uma escova daquelas e divou cantando para o 007. Maravileeeandra!

 

Alguém liga para a Beyoncé e diz que a sua amiga Kelly Rowland não está mais para brincadeira?

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E não tem depressão certa meus bens, porque segurando esse bicolor com um corpinho 0% de gordura, ninguém tem tempo para pormenores.

Kelly estava linda no seu bicolor Donna Karan Atelier? Estava.

Kelly chamou para cair dentro mais uma vez? Chamou.

Mas Kelly acertou no picumã? Hmm mmm….

Não e deveria ter pedido emprestado uma peruca melhor para a sua amiga com muito mais condição.

Mas o caminho é esse mesmo Kelly Rowland. Não desista!

 

Seria o Michael Douglas o novo Doctor Who?

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Porque a Zeta-Jones só pode ter entrado na TARDIS e voltado dez anos no tempo para a sua apresentação de “Chicago” no Oscar 2013, onde ela obviamente divou!

Acho linda, acho que recuperou uns bons anos e ou mandou a irmã gêmea dez anos mais nova no seu lugar e acho que a Renné deve estar chorando até agora embora não consiga demonstrar pelo tanto de coisa que ela já colocou naquela cara, por não ter nem se arriscado a segurar um dueto com a amiga antiga durante a sua apresentação.

E Zeta foi de dourado porque is all that jazz! (jazz hands)

 

Agora, o que em nome do espírito de boy magia indeed de Mark Darcy aconteceu com a nossa Bridget Jones?

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Mas a dúvida maior é, ela foi ou não foi disfarçada de estatueta?

Diz que se ela respirar normalmente e soltar tudo o que ela puxou para dentro dela mesmo no momento da foto, sua anágua no formato de uma cinta cirúrgica sem costura PPP  é capaz de atingir a Adele que estava no palco se apresentando nesse exato momento. Sério.

Como é que com essa cara de castor, a Rennée Zelewjgalanokikidsjeggerwegger vai conseguir interpretar a nossa adorkable AMO/sou Bridget Jones no terceiro filme da série anunciado recentemente, hein?

#NAOTABOMNAO

 

OK, Naomi Watts, acho que entendemos perfeitamente qual foi o seu fundamento para o Oscar 2013

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Sabotagem. Aposto que o pensamento foi algo mais ou menos do tipo “Já que eu não tenho chance de ganhar mesmo, vou usar qualquer coisa que chame bastante atenção mas que também não seja tão 80’s Cher porque eu ainda não tenho culhões para tanto”

Apostamos que essa foi a sua intenção ao se permitir aventurar-se nesse metalizado totalmente meio assim e quase com cara de trabalho de faculdade de moda tendo como sugestão matérias primas não convencionais.

Agora, caso esse não tenha sido exatamente o seu pensamento, #NAOTABOMNAO (e o after party estava pior ainda. Acreditem!)

 

E quem diria que o metalizado da noite seria logo o da Halle Berry?

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E ou não é um sinal claro de que o final dos tempos se aproxima? Meow!

Sim, para nossa surpresa, ela que teve que andar de cabeça baixa durante toda a premiação para evitar o confronto da sua Catwoman com a Selina da Anne Hathaway e ter que amargar a visão de alguém que conseguiu ser 1558 vezes melhor que ela em um mesmo papel (PÁ!), Halle acabou escolhendo muito bem o seu Versace metalizado da noite. (que além de tudo tinha um decote nas costas lindo)

Sem contar que o vestido além de maravileeeandro (e olha que ele tinha tudo para dar errado e não é para qualquer uma) é também educativo e as listras servem para lembrá-la da faixa de pedestres nas ruas, leis de trânsito, coisas que ela vivia esquecendo no passado e que preferimos acreditar que hoje em dia não seja mais assim.

Tudo bem que esse cabelinho preguiça de sempre ninguém aguenta mais já tem uma década… mas pelo menos ela foi de Bond girl.

 

Salminha foi pela metade?

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Porque ela sumiu quase que completamente dentro desse McQueen, não?

Se não fosse pelo cogumelo da lua no topo da sua cabeça, ninguém conseguiria encontrá-la na fila do poncho de Guadalajara de Ugly Betty.

#NAOTABOMNAO

 

Por um mundo come menos:

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Cabelo ondulado de lado e vestido preguiça que todo mundo já viu em red carpets do Oscar em pelo menos em 1/4 de suas 85 edições até agora.

Viu Reese Com Sua Colher? (a tradutora do canal fez questão de traduzir até o seu nome)

E a cara de Coca Zero da Reese?

A propósito, ela não era garota propaganda de make? Mas cadê o fundamento?

Helen Hunt

Convidada que resolve tirar um cochilo antes da premiação ou tem a sorte de ter uma tarde mais animada nesse mesmo dia e obviamente atrasada nas duas hipóteses, resolve ir de última hora enrolada nos lençóis do quarto de hotel, mesmo que você tenha aproveitado os lençóis do seu ultimo filme (“The Sessions”) ou seja algo vintage, dos tempos da excelente Mad About You (♥), viu Caça Hellen? (a tradutora também fez questão de traduzir esse outro nome)

#NAOTABOMNAO & #NAOAGUENTAMOSMAIS

 

Barbaryellow

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Barbarella claramente compareceu no Oscar 2013 para mostrar como é que se faz para toda uma geração que acha que exala juventude.

Maravileeeandra nessa Versace amarelo, com direito a ombreiras e um corpo que muita gente odeia desde os tempos de Barbarella antiga

Tá magrona, tá gatona, tá gostosa Jane. Mesmo que você nunca tivesse feito “Barbarella”, eu acabaria te amando de qualquer forma pela surra que você deu na J-Low naquele filme totalmente meio assim onde ela injustamente pega o Michael Vartan.

Mas está na hora de aposentar esse cabelo com cara de apresentadora de programa feminino matinal de lá e agora também de cá, não?

 

Siydney Bristow poderia ter escolhido outro disfarce?

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Poderia. Porque embora assim de frente esse Gucci não pareça nada demais…

Alias

De costas, o efeito era bem mais dramático e ou remetia a certas coisas que preferimos não falar por aqui para não atrair. (rs)

Mas quem se importa se ela levou para casa a estatueta mais importante da noite para colocar na estante da sala de cinema, justamente por seu marido ter nos contando tão bem uma história do mundo dos espiõess e ainda teve a chance de esticar a noite fazendo uma performance de Elektra e exigindo que o seu boy magia aparecesse de Demolidor para um confronto com final feliz?

Porque seria exatamente assim que a gente teria comemorado. Hell Yeah!

Ben, Affleck, Argo Fuck Yourself e sempre um visão. Höy!

E falando em Ben…

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… quem não tem certeza que nesse encontrismo entre ele a Sandra Bullock (que só não estava mais preguiça do que a minha própria preguiça em relação a qualquer um dos seus filmes, tirando “Da Magia à Sedução”, “Speed” e “Miss Simpatia”, é claro), rolou uma conversa sobre aquele filme pavoroso que eles fizeram juntos e que passa toda hora na Sessão da Tarde?

“Não finja que não me conhece não Sandrão, porque eu bem me lembro dos filmes pavorosos que nós já fizemos no passado e que by the way nos deixaram bem ricos, viu? É, lembra daquele do avião em que você era uma péssima mãe e eu fazia dancinhas animadas em bares exóticos que eu jurei nunca mais entrar na minha vida a não ser acompanhado do Matt Damon, para desespero de toda uma comunidade? O capeta está vendo…”

CERTEZA!

 

Não sabemos quem você é meu bem, mas…

Nancy O'Dell

… precisamos dizer que se o seu colo precisa desses litros todos de retoque a ponto do vestido ficar todo manchado na axila, significa que talvez você deva escolher outra coisa para mostrar.

De nada.

 

E quem precisa se cobrir de jóias quando se está carregando um dos melhores acessórios da noite?

Jennifer Aniston

Apesar da imagem não ter ajudado, preciso dizer que a Jennifer Aniston carregou um dos melhores acessórios da noite, Justin Theroux. Höy!

Sem contar que é quase certo que Brangelina nem teve coragem de aparecer porque agora a Jennifer é quem carrega o melhor boy magia das duas e pode jogar na cara dela que nunca precisou pegar o Billy Bob Thornton com ou sem aquela barbicha medonha, embora tenha também o que se desculpar com o mundo por sua fase Vince Vaughn.

Suck it Angelina!

 

Querida Sally Field, te amamos ainda mais e para sempre de Valentino vermelho

Sally Field

Sério. Estava maravileeeandra! Em camadas e transparência, algo que obviamente não é para qualquer uma.

Sem contar que durante a premiação, ela ainda demonstrou ser super bem humorada admitindo logo no começo que o prêmio seria da Anne Hathaway de qualquer jeito e de quebra, ainda pegou o próprio Seth McFarlane…

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… que a propósito, estava todo comediante magia durante a premiação que ele dominou completamente. Seth que canta, dança e de vez em quando dubla quase todos os personagens do seu Family Guy. #TEMCOMONAOAMAR?

Não, não tem e Höy! (♥)

 

Pausa para uma prece:

Daniell + Meryl

Que do encontro desses dois tenha exalado algum talento para boa parte dos presentes durante a premiação desse e de qualquer ano do Oscar. #AMEM!

Agora sejamos sinceros, se você tivesse ganhado uma encarada dessas de qualquer um dos dois personagens acima do não casal Daniel/Meryl, você não estaria congelado até agora, derretendo em um beco qualquer de Hollywoood já que muito provavelmente a essa altura eles já desmontaram toda a festa? (se Daniel me olha assim, minha American Apparel purple  se dissolve em cinco segundos e se Meryl me dá um sorriso como esse, eu posso jurar que já vi Deus e que apesar dele soar como a Cher, tem a cara da Meryl! rs)

Déniel, que os boys magia todos se inspirem em você, sempre. Queremos essa classe, esse talento e exatamente essa profundidade no olhar. Amém.

Meryl, promete que você vai aceitar o convite de interpretar a minha mãe no cinema quando finalmente chegar a hora e Hollywood finalmente me descobrir?

Höy!²

 

Para finalizar, temos o enigma da noite: o que teria acontecido com Kristen Stewart?

Stewart

Ela que me apareceu nessas condições durante o Oscar 2013, quando não caminhando feito um zombie atropelado por um caminhão dirigido pela própria Michonne de TWD, ao lado do nosso Daniel Potter Radcliffe em um crossover que talvez a gente nunca jamais consiga perdoar a academia. E as nossas opções para o seu atual estado são:

 

A) foi descer do caminhão no estacionamento da festa, esqueceu da altura e caiu com tudo no chão. CATAPLOFT

B) no mesmo estacionamento, foi atropelada sem querer pelo caminhão da Charlize, que encostou na vaga ao lado enquanto dela descia do seu…

C) estava atravessando a rua e encontrou com a Hally Berry dirigindo o seu próprio carro e ai já viu, neam?

D) apareceu manca ao lado do Déniel Potter porque estava carregando todos os seus Framboesas de Ouro debaixo da saia + pelo menos um diretor de qualquer um dos seus próximos trabalhos no cinema

E) apareceu manca ao lado do Déniel Potter porque ele aproveitou o momento para lançar um feitiço daqueles, provando que a sua franquia é infinitamente e além melhor do que a dela. ALAKAZAM

F) encontrou com a associação das mulheres traídas e vingativas e acabou levando um coió daqueles por seu histórico recente

G) brigou com o hairstylist antes de entrar na cerimônia, só porque ele encostou a escova no seu ninho de mafagafos e acabou tomando uma surra de escova larga do próprio que não nasceu para levar esse tipo de desaforo para o salão, M’OKAY

H) não entendeu o nosso recado de quando dissemos que ela precisa se esforçar mais e resolveu aparecer toda quebrada para tentar imprimir alguma boa vontade

 

Bom, não sabemos exatamente o que aconteceu com a Kristen (por pura preguiça, porque saiu em um monte de lugares mas não nos interessamos por esse tipo de notícia a respeito dela) mas adoramos essa imagem dela sendo humilhada no olhar por gente que realmente é alguém na fila do bagel com cream cheese em NY:

Katniss

No Super Trunfo, em qualquer quesito, Katniss ganha disparada da sua Bella que insiste em ser feia. PÁ!

Mas a melhor de todas, deixamos para o encerramento do nosso Oscar 2013:

Anne Hathaway

Porque o olhar baixo de Catwoman para cima da Bella, não tem preço. K.O!

E exatamente por esse olhar e o detalhe que ela carregava nas mãos, somos capazes até de perdoar e esquecer o seu vestido mamiludo sem gracinha da noite. Aliás, que vestido mamiludo sem gracinha?

Esse foi o red carpet preguiçoso do Oscar 2013, a premiação que pelo menos voltou a nos dar alguma esperança de que algo de muito bom parece estar acontecendo com as premiações do tipo. Agora só nos resta esperar a cerimônia do ano que vem e torcer para que:

A) eles repitam o Seth McFarlane, mas que ele venha acompanhado do Stewie. Yei!

B) eles contratem a dupla Fey Poehler, como o próprio Capitão Kirk himself mencionou no começo da apresentação

C) que eles juntem eles todos e façam um trio infernal. Hell Yeah!

 

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Les Mis

Fevereiro 18, 2013

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Um musical que realmente leva a sério o formato “musical”. E a propósito, imaginem esse texto inteiro cantado a partir de agora.

Grandioso, com cara de filme feito para ganhar prêmios, atuações preciosas e músicas que tem uma força fora do comum. Assim chegou “Les Misérables” aos cinemas, merecidamente com ares de grande produção, o filme da famosa história de Victor Hugo parece mais um presente para quem gosta do gênero. Mas tem que gostar mesmo, porque nesse musical eles se levam a sério e retomam uma tradição que hoje em dia permanecia apenas no teatro, onde encontramos um filme musical praticamente inteiro musicado, cantado quase que por completo, com apenas algumas frases ou poucas palavras simplesmente faladas. Algo que pode ter causado certa estranheza para alguns (além do fato de se tratar de um grande drama e não comédia, como estamos mais acostumados a ver recentemente nesse formato), ainda mais contando com a longa duração do filme do diretor Tom Hooper (que já havia nos emocionado no passado recente com “The King’s Speech”), que tem mais de duas horas e meia e esse tempo a mais pode ter surtido um efeito negativo para a experiência de algumas pessoas de sua audiência.

A história, conhecida de alguns, ganha uma roupagem interessante investindo nesse fundamento do musical antigo, de raiz, como se colaborasse dando um peso maior ainda para tamanho drama que o próprio texto por si só já carrega muito bem, sem precisar de qualquer tipo de ajuda, mas que nesse caso veio bem a calhar.

E ver a revolução francesa acontecer daquela forma, quase poética, mesmo sem romantizar demais os meios (apesar de existir um romance dentro desse cenário, o único dentro dessa história e que aparece em apenas parte dela) chega a ser também como mais um presente que o filme nos entrega. Homens com uma coragem difícil de se encontrar hoje em dia, saindo as ruas em busca de um ideal político que acabou se tornando uma questão de sobrevivência, enfrentando uma batalha visivelmente injusta e em grande desvantagem em relação a quem estava no poder naquela ocasião, mulheres unindo forças para colaborar a seu modo, em um tempo onde elas ainda não estavam acostumadas a serem ouvidas. Nada mais do que aquela velha história (tão velha que já anda saudosa, porque com tanta coisa séria acontecendo e pouca gente se manifestando contra de forma significativa, já estamos com saudade desse tipo de postura) do povo cansado de injustiças se unindo por um bem em comum. O bacana é que o longa passa por diferentes fases da revolução francesa ao longo dos anos, dos motivos que a despertaram até a batalha final, novamente, seguindo aquela linguagem quase poética já mencionada, mas não sem ilustrar a realidade covarde que encontramos facilmente em qualquer guerra.

Nele encontramos Hugh Jackman praticamente irreconhecível em seu começo, a não ser pela demonstração de sua força, essa que nós sabemos que ele tem de sobra naquele corpo que o mesmo construiu ao longo dos tempos. Alguns podem estranhar encontrar o ator daquela forma, apesar do seu Jean Valjean ser um grande herói para a história, papel que já estamos acostumados em vê-lo em cena, só que não dessa forma, com tamanha intensidade. Aqui ele está diferente, muito mais dramático do que em qualquer outro papel da sua vida. Sério também. Apesar da surpresa de encontrá-lo nesse cenário, não é de hoje que o ator vem se dedicando ao teatro, especificamente na Broadway e não tem muito tempo, essa sua dedicação e trabalho chegou inclusive a ser reconhecido em um Tony, onde ele foi homenageado em reconhecimento a tudo isso. Sem contar que esse homem deve ter no mínimo um fraco para personagens com costeletas exageradamente largas e compridas, rs. (sorry, não pude deixar de reparar nesse padrão, Hugh)

LesMiserables

Por isso, é bem bacana ver um homem como Hugh enfrentando um desafio dramático como esse e muito bem por sinal, carregando com toda a sua força um personagem que provavelmente vai ser o ponto de transição da sua carreira daqui para frente. Seu primeiro solo no filme tem uma força absurda, assustadora até e de forma totalmente surpreendente e acontece quando seu personagem estava prestes a ser um homem livre mas acaba condenado injustamente por uma vida inteira por um “motivo banal” e com isso, se encontrando sem emprego, com fome e no total desespero, ele de repente se vê em um sério dilema entre a fé e a oportunidade, um momento realmente forte e lindo de se ver, mesmo para quem não seja muito apegado a questões de fé ou qualquer coisa do tipo. Aliás, seu personagem, tantas vezes acolhido pela própria igreja, não usa isso como um recurso para estimular qualquer tipo de prática ou devoção (Amém!) e a mensagem da história, apesar da presença da igreja em diversas ocasiões, acaba sendo muito mais a de que vale a pena optar pelo caminho certo da vida, do que qualquer outra coisa. Um tipo de questionamento que acabamos fazendo vez ou outra na vida, independente da crença de cada um. Nesse caso, o lado da devoção acaba sendo aplicado a própria vida do personagem e a forma como ele passa a se dedicar a vivê-la após encarar de frente toda essa questão.

O filme é praticamente dividido em três grandes atos e nesse primeiro, passamos boa parte dele conhecendo a história dos personagens principais ou motivadores dela, como o próprio Jean Valjean (como é sonoro dizer esse nome caprichando no accent francês, não?), o temido Javert, interpretado muito bem pelo ator Russell Crowe (com um certo nível exagerado de implicância à suas habilidades vocais por parte da crítica) e Fantine, personagem que também não poderia ter caído em mãos melhores. (em pensar que a Scarlett Johansson chegou a fazer o teste para o papel e graças ao espírito de romancista de Victor Hugo não conseguiu, e a Anne Hathaway teve que praticamente implorar ao tentar convencer os produtores e diretor que apesar da pouca idade, ela poderia interpretar aquela mãe da forma tão especial como acabou fazendo)

Não é de hoje que nós amamos a Anne Hathaway e acreditamos no que ela é capaz de fazer, mas realmente, a sua Fantine em “Les Mis” tem uma força fora do comum. Boa parte dela creditada ao personagem e sua trajetória de sofrimento, que é bem pesada e praticamente impossível de se ignorar ou não se emocionar. Mas os seus momentos, que ocupam apenas os primeiros 40 minutos do filme, até uma breve aparição quase afetiva no final, são mais do que especiais. Uma mulher perseguida por outras mulheres, por pura inveja, que por uma ironia do destino acaba se vendo sem outra saída a não ser começar a se vender ao poucos (aos poucos mesmo, aos pedaços) para conseguir sustentar a distância a filha, Cosette, a qual ela teve que deixar sob os cuidados de um casal. Ironicamente novamente, exatamente na hora em que Fantine se vê sem nenhuma outra opção, a personagem acaba sendo acolhida por outras mulheres, dessa vez por compaixão, por enxergarem nela quem elas já foram um dia.

A sequência onde Fantine atende seu primeiro cliente é sensacional e quando ela canta a line “Don’t they know they’re making love to one already dead?”, um das minhas preferidas em todo o filme, é realmente de arrepiar a alma. Com os olhos cheios de lágrimas e um plano fechado que depende totalmente do que ela consegue nos transmitir no olhar e alguma linguagem corporal do pouco do seu corpo que está a mostra em cena naquele momento, Anne toma para ela a música de maior força do musical que todos nós conhecemos bem. Acho praticamente impossível conter as lágrimas nesse momento e as minhas já estavam descendo desde a cena anterior. Obviamente sabemos que essa é uma das melhores letras que conhecemos feitas para um musical, uma música que tem a força de uma vida e tornou-se bem popular recentemente, devido a outro momento daqueles que não acontecem por acaso na vida de ninguém e que também acabou deixando o mundo inteiro bastante emocionado. Mas Anne conseguiu o impossível e fez tudo diferente, muito bem amparada na carga dramática da história da sua personagem e é possível perceber o tamanho da sua entrega naquele momento a quilômetros de distância, mesmo que você esteja do outro lado da barricada da revolução. Gosto muito do momento onde ela entrega uma nota maior estendida e parece não acreditar no que acabou de sair de dentro dela mesmo, tapando a boca logo na sequência, de forma super emocionada. Uma performance que se trouxer o Oscar para suas mãos esse ano (e ela vem ganhando todos os prêmios por isso até agora), não será nada mais do que merecido e já estou pronto para aplaudir de pé, apesar de ter uma Sally Field como sua concorrente nessa mesma primeira fila de mulheres talentosíssimas. (te amo também, Sally!)

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Mas sejamos justos ao reconhecer que ela não foi a única que cantou lindamente e encarou aquele close quase sufocante, porque boa parte dos atores principais também tiveram seus momentos. Hugh Jackman foi um deles, como eu já mencionei anteriormente ao falar sobre o seu excelente primeiro solo, uma performance que se repete ao longo do filme em pelo menos mais um momento extremamente dramático e também com uma força fora do comum. Ainda mais sabendo da história por trás da produção, onde os atores fizeram questão de gravar suas músicas em cena, ao contrário do que é feito normalmente nesse tipo de filme, onde eles acabam adicionando as músicas em versões de estúdio gravadas separadamente. Só acho uma pena que esse ano, indicado por esse papel brilhante, Jackman tenha que encarar um Daniel Day-Lewis (praticamente uma covardia concorrer com ele em qualquer coisa na vida) vivendo a história de um dos maiores e mais importantes presidentes da America antiga. Realmente uma pena e seu eu pudesse dividir cada um desses prêmios que ambos os filmes estiveram ou ainda estão disputando, eu declararia empate em todos eles nesse caso.

Da despedida da Fantine do longa, que também nos traz a confissão de Jean Valjean assumindo a sua identidade de volta para não ver um homem comum ser condenado a escravidão, algo que ele conheceu muito bem e de perto, evitando uma grande injustiça na vida de mais uma pessoa, temos o que podemos considerar como segundo ato do musical, com a busca daquele homem ao tentar consertar o seu maior erro do passado, que por uma questão de tempo e novamente, das ironias do destino que vivemos a todo momento, ele acabou cometendo com a própria Fantine, quando ela acabou sendo despedida de uma de suas empresas, quando Valjean já havia se tornado prefeito e um homem de respeito naquele lugar. Uma dívida para a vida, que ele acaba assumindo em busca da filha de Fantine, Cosette, que se encontra com o tal casal, que ficou por conta da impagável dupla Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter (até os nomes deles tem química, para vocês sentirem o quanto ficou especial essa dupla), que trazem de forma primorosa um alívio cômico para a trama. A performance dos dois é divertidíssima (que na verdade, nada mais são do que um casal de golpistas e que não cuidaram muito bem da pequena Cosette. E ele errando o nome dela para tentar convencer que sempre foi um bom pai, foi muito bom) e serve para dar uma aliviada em toda carga dramática que o filme nos obriga carregar até esse ponto da história. Aliás, essa é uma música para se puxar em um bar, por favor! Sim, esse é um dos meus sonhos musicais que ainda pretendo realizar na vida. Alguém me acompanha na letra? (acho que vou até imprimir a letra em umas folhas e começar a carregar comigo na bolsa, só por precaução, rs)

As crianças no filme também estão bem especiais, da pequena Cosette (Isabelle Allen) até o grandioso apesar de bem pequeno, Gavroche (Daniel Huttlestone), ambos atores que cantam lindamente e entregam performances ótimas durante o longa. Gavroche que inclusive acaba ganhando um destaque ainda maior do que a própria Cosette quando criança, vivendo bons momentos de comédia, mas ganhando o seu momento dramático de cortar o coração em 34454545545 pedaços no final. E enquanto ganhamos esse respiro, a grande perseguição que motiva o filme continua, com Javert ainda a procura de Jean Valjean, que agora, passa a fugir na companhia da própria Cosette, a quem ele prometeu cuidar como filha para o resto da vida.

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E assim ele faz, que é quando chegamos ao terceiro ato dessa história, com o despertar do amor da Cosette, agora começando a sua vida adulta (nessa fase, interpretada pela Amanda Seyfried, que poderia ter escolhido um outro tom para cantar suas músicas, fato) e ainda vivendo como um fantasma ao lado do pai (que continua perambulando por aí sem poder assumir quem é por ser um fugitivo da justiça tirana de Javert) por Marius, um jovem revolucionário do tipo bem nascido mas que não aceita muito bem viver a sua realidade com um mundo inteiro passando fome do outro lado da sua janela, com o qual ela acaba vivendo uma história de amor a primeira vista, que é quando encontramos Jean Valjean começando a planejar o futuro da filha, uma vez que ele sabe e consegue sentir que não vai poder estar ao seu lado para o resto da vida. Não no mesmo lugar, como uma pessoa comum e não eternamente, que é o que todos nós sabemos. Tudo bem que a história de amor dos dois, apesar da poesia e do sonho de se viver um amor a primeira vista, acaba parecendo “forçada” demais, já que eles não tiveram o menor contato a não ser um breve olhar trocado na cidade e em meio a uma grande confusão. Mas tudo bem, vamos acreditar na inocência de outros tempos e além disso, apesar de parecer pouco “crível” devido a uma questão de tempo e pela intensidade que eles demonstram no filme (questão que inclusive eles mesmos chegam a levantar), quem nunca se apaixonou apenas por um primeiro olhar? Agora, se a relação teve futuro ou não depois, isso já é outra história.

Mas em meio a tudo isso, ganhamos outra personagem que é uma das minhas preferidas dessa história, Éponine (Samantha Barks), filha do próprio casal que cuidou da pequena Cosette por tanto tempo no passado. Ela que vive um amor não correspondido por Marcus (interpretado dignamente pelo ator que devemos ficar de olho, Eddie Redmayne), que ao vê-lo apaixonado por Cosette do meio do nada, ao contrário de se tornar uma pessoa amarga, vingativa ou qualquer coisa do tipo, acaba entendendo através de uma performance ótima por sinal (muito melhor do que qualquer uma das duas ou três musicas da onipresente da sétima arte, Amanda Seyfried), que a sua maior prova de amor naquele momento seria colaborar para que Marcus tivesse a chance de viver ao lado de quem ele sonhava, entendendo que embora aquele amor não fosse para ela, isso não significava que ela não poderia vivê-lo de outra forma. E nesse momento, ela começa um história de amor com ela mesmo, algo importantíssimo para o crescimento pessoal de todo mundo. Outro ponto importante a se mencionar é que mesmo sem um final “feliz” como a gente gostaria, ela conseguiu fazer o grande amor da sua vida enxergar a dimensão da sua grandeza. Uma personagem sensacional!

Nesse último ato, começamos a observar de perto a questão de revolução francesa, a convite do pequeno Gavroche, que acabou se tornando um dos maiores heróis dessa história, ele que obriga a aristocracia e os ricos da época a encarar os miseráveis famintos nas ruas de Paris e encara um exército armado com a maior graça e desenvoltura em meio a um bando de marmanjos (quando não liderando o seu próprio exército de pequenos).  Revolução que é levada a sério, com uma ilustração bem bacana dos seus ideais e performances excelentes como aquela com os jovens revolucionários cantando durante o cortejo funeral que passava pela cidade. Outro momento para se arrepiar, que se repete de forma poética (agora no melhor sentido da palavra) e ainda mais grandiosa durante o encerramento do longa, com essa musica que é outra das mais grandiosas e representativas do musical. Entre eles, quem acaba se destacando nessa hora é o ator Aaron Tvevit, na pele do corajoso Enjolras, que tem umas das melhores vozes masculinas do elenco.

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E toda a questão de revolução é tratada lindamente, inclusive o conflito final da barricada de móveis e quinquilharias do povo da cidade, onde eles visivelmente estavam em desvantagem, mas seguraram firmes e fortes até o final. Deles todos que morrem como heróis naquele momento (um encerramento lindo por sinal em termos de fotografia, cores e cenários) o único sobrevivente acaba sendo o próprio Marcus, que é carregado pelos esgotos de Paris pelo próprio Jean Valjean, que estava a todo custo tentando salvar aquele que ele acreditava ser (com motivos, devido a todo o seu discurso) o homem da vida da sua filha e alguém com quem ela tivesse a chance de viver uma vida comum, sem precisar continuar fugindo o tempo todo.

Jean Valjean que antes de tudo isso teve a sua grande chance de se vingar de Javert, seu inimigo por praticamente toda a vida, mas que optou por libertá-lo, mesmo quando ele não tinha a menor chance, o que acabou gerando um conflito interno no próprio Javert, que não conseguia entender como um homem tão perseguido e maltratado pela vida como Jean Valjean (e por boa parte dela, através da sua própria tirania), poderia ser tão nobre e capaz da atitude que Javert enquanto pessoa, jamais conseguiria entender, embora tenha feito a coisa certa quando encontrou pela última vez o motivo de toda essa perseguição na sua vida, que estava visivelmente em desvantagem, literalmente na merda (la mérde) e que nem por isso ele conseguiu se aproveitar da situação e acabar de vez com aquela história de gato e rato que se arrastava por anos.

Como conclusão para essa história maravilhosa, tivemos a merecida despedida entre pai e filha, com Jean Valjean já bastante debilitado, perto do seu fim, reencontrando a filha de quem ele tentou fugir para que ela pudesse viver a sua vida como ela gostaria, entregando a sua verdadeira história para a Cosette pela primeira vez, em outro momento impossível de não se emocionar, com o personagem finalmente encontrando a sua linha final. E aquela cena dele fazendo a transição, com a Fantine cantando ao fundo e na sequência com o coro de todas as vitimas da revolução em meio àquela barricada agora gigantesca, com uma força muito maior e mais representativa, foi realmente um final sensacional para esse grande longa.

Em termos de filme e direção, eu não gosto muito da forma como o diretor optou por nos mostrar essa história, onde se comparado ao seu último trabalho, é possível perceber que ele abdicou de uma identidade bacana que aprendemos a reconhecer e admirar do seus passado cinematográfico, para seguir uma linha mais comercial e até mesmo esperada para esse tipo de história. Apesar do clima intimista e bem especial das performances dos solos (algo que ele manteve de “The King’s Speech”, com aquela câmera fechada na cara dos atores) e das cenas grandiosas, feitas especialmente para encher os olhos, acho que o filme apesar ser bem especial, ficou devendo um pouco na questão da vontade de tentar nos passar um novo olhar. Aquelas cenas de transições de um cenário para o outro, clássicas do cinema por exemplo, eu acho totalmente desnecessárias e meio assim para o cinema moderno (close na cruz no alto da construção, ou imagens que vão do micro ao macro e vice versa). Algo que não chega a prejudicá-lo ao ser considerado como um bom filme, sem exageros, mas também não chega a colocá-lo em um lugar de maior destaque. Não por isso, apesar do esforço de todas as suas performances.

Vive la France!

 

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People’s Choice Awards, uma premiação que a gente não respeita os indicados, as escolhas e nem consegue se importar muito com o red carpet

Janeiro 11, 2013

Por esse motivo, temos bem pouco ou quase nada o que comentar sobre a premiação, a não ser dar aquele bocejo preguiçoso e  inspirador para quem estiver do lado e dizer que:

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Jogando um pouco de vermelho e branco nesse look até que OK da Katy Perry, ela estaria pronta para a Oktoberfest. Sério, estaria prontíssima.

Substituindo o preto por verde e continuando a salpicar um pouco de vermelho e branco, eu diria que ela ficaria a cara de voluntária da comunidade na festa da Achiropita. Cadê minha fogazza, hein? (tenho um pé em cada uma das comunidades, portanto, posso falar. E na verdade, me sinto como um cidadão do mundo, portanto, posso falar de todos na verdade, rs)

Preguiça ao som de “Wide Awake”, só que bem baixinho, quase impossível de ouvir… (rs)

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Morena Baccarin nunca jamais deveria ter apostado em um jumpsuit. Ainda mais um que visivelmente não está no seu número.

Tão pouco deveria ter feito esse cabelo. #WÓ

E ela só conseguiria ficar pior do que isso, caso tivesse ido a festa acompanhada da sua filha que ninguém aguenta mais em Homeland. #CREDINCRUZ

#NAOTABOMNAO

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Lea Michelle continua tentando, tentando muito, demais… e nós continuamos achando ela toda meio assim. TO-DA.

Ainda mais nesse combo todo combinado em SOL menor, que certamente demonstra no mínimo uma fraqueza em seu caráter e ou pura preguiça.

Para ficar pior, só se ela tivesse cantado no People’s Choice Awards. E cantado um dueto com o Kurt… (que eu AMO, mas vamos combinar que só sobra o doce para os dois em Glee, hein? Momentos impossíveis de não se bocejar e ou cair em sono profundo, dar uma olhada nos emails, alimentar o cachorro, montar 1/2 cidade inteira de LEGO, adiantar as coisas no Minecraft…)

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Como a Chloe Moretz cresceu, não?

Não a ponto de justificar toda a animação dos meninos em torno do seu nome (não consigo lidar com toda essa excitação nesse caso, simplesmente não consigo), mas ela cresceu. Fato. Em todos os sentidos.

Acertou no look, na cor, na referência. Só precisa acertar o make Casper e arrumar um sapato do seu número. Mas ela está na categoria daquelas que ainda tem tempo de vida para errar e se arriscar bastante.

E ela está começando agora, é talentosa e conseguimos enxergar um futuro bem bacana para ela, que foi bem mais esperta e pelo menos não fez a Lea Michelle, colocando uma outra cor no sapato.

Por esse motivo, ela vai ganhar uma estrelinha de boa aluna, só que em formato de coração (♥)

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AMO a Emma Watson para sempre (até que ela me prove o contrário com um feitiço bem do errado), gosto do look, acho que ela aposta bem no look curto que dá uma valorizada além de alongar o seu corpo pequeno e baixinho, mas digamos que a Herminone talvez não tenha aprendido direito a magia do make + do cabelo do bem, porque com essa cara e com esse cabelo, #NAOTABOMNAO

jennifer-aniston-

Jennifer Aniston já poderia estar apostando mais em roupas um pouco mais adequadas ao seu status e idade, apesar dela ter esse corpinho invejável, conservado no sofá do Central Perk até hoje.

Mas acho que já passou da hora também dela parar de se contentar com pouco. Você fez Friends, ghol, uma das melhores comédias de todos os tempos e em um papel que todo mundo AMAVA. Está na hora de sentir vergonha de aceitar um prêmio cujo representante masculino foi o Adam Sandler, que mesmo sem pesquisar ou ter muita certeza, achamos que você já deve ter feito uma de suas trophy wifes e ou pretendentes em qualquer um de seus filmes preguiçosos. Se não fez, vai fazer, ou já esteve nessa lista de casting e talvez não tenham acertado apenas os valores, que isso nós sabemos que ela valoriza.

Menos comédia romântica e mais papéis interessantes, mesmo cômicos…

nathan-fillion

Alguém poderia ter avisado o Castle que gravatorra estampada com terno todo preto é look de tio deslocadão tentando se enturmar na festa de formatura da sobrinha mais nova repetente.

#NAOTABOMNAO

naomi-watts-

Só eu achei que a Naomi Watts estava indo para a festa errada?

Até agora, ainda estou achando que ela errou o dia do Globo de Ouro e ou do Oscar. Só pode!

Tadinha… e fez até o cabelo para ir na buatchy moderna… humpf!

olivia-munn-

Alguém sabe dizer se a Olivia Munn foi atropelada por um caminhão de vodka batida com whisky e três dedos de veneno e para disfarçar e não perder a festinha, ela entrou em um culto e roubou o look da primeira irmã que passou na sua frente?

O que aconteceu com essa cara, Olivia? Ou melhor, quantas doses de vodka e ou botox de ultima hora bateram aí, hein?

Meninos meninos mesmo. Escolham melhor suas representantes da magia, caso contrário, não vamos poder respeitá-los e respeitá-las também…

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Alguém tem alguma dúvida que com essa cara quadrada, o Stephen Amell só pode ser do tipo que consegue manter a magia até na foto do RG e ou do passaporte?

Se essa premiação fosse minha, (lembrando que eu tenho a minha own premiação), primeiro que eu já mudaria o nome dela para algo mais interessante do tipo Super Nany People’s Sophie’s Choice Awards (rs, mas sério e a estatueta teria o formato da Meryl Streep) e segundo que obviamente ele teria sido um dos apresentadores na lista da magia, só que o envelope estaria no alto de uma parede de barras do tipo daquela que ele usa magicamente em Arrow e para subir, seria obrigatório um look mais confortável, ou seja, shirtless e talvez on commando, claro. (rs)

Höy!

-jensen-ackles

Toda vez que eu me deparo com o Jensen Ackles, eu penso que ele teria sido um bom motivo para que eu tivesse coragem de encarar Supernatural

Mas somente se a série fosse Supernatural mesmo, com a coisa toda levada bem a sério, do tipo que investe no Supernaturismo de raíz, rs.

Höy!

eddie-redmayne

Eddie Redmayne, minha nova #CRUSH do momento e que é sempre uma visão e que não é do tipo de boy magia muito fácil de encontrar, mesmo em uma terra premiada e encantada qualquer devido ao seu nível de ruivismo, sempre muito bem vindo por aqui, como todo mundo já sabe. #BRAVE

Höy!

bomer-somerhalder

Se Deos fosse uma mulher justa ou pelo menos de saia justa (hoje estou nível Zorra Total meets SNL Brasil meets aquele tio chatônico e piadista que todo mundo tem. Aff…), dessa proximidade entre o Boone (que nesse caso é o Ian Somerhalder) e o Matt Bomer (que nesse caso é ele mesmo) nasceria uma série de novas crianças de todos os sexos, em número suficiente para repopular toda a China, metade do Canadá e 3/4 da Suíça.

Se ela existe mesmo, isso seria o mais justo de se acontecer nesse caso ou no caso de qualquer proximidade entre outras magias equivalentes. #AMEM

Höy!²

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AMO The Hunger Games, beijo para todos da Capitol, AMO o elenco (R.I.P Rue), exceto pelo Liam e sua atual companhia e ou gênio, que tudo indica que é difícil e pouco sábio, mas:

1) Jennifer Lawrence estava com o cabelo errado no look certo. Uma referência mais diva na era disco teria ficado sensacional nesse caso, já que o look todo antigo, que também ficaria bom nesse outfit, acabaria pesando demais nesse tipo de premiação também e ela poderia acabar fazendo a amiga deslocada da Naomi Watts.

2) Peeta, sapato marrom nesse tom é nunca jamais, nem nos nossos pais. Anota ae para nunca mais esquecer.

3) Liam estava com o terno certo, amei a cor, mas não está com cara de “Formandos 2012”? Bem achei…

4) Acho imperdoável que a dupla não tenha ido com a roupa pegando fogo e o Liam levado sua própria moita natural e um pedaço de pão amanhecido para dividir com ela nos intervalos. Imperdoável!

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Para encerrar, preciso dizer que eu não consigo aceitar e ou levar a sério uma premiação onde a Taylor Cara de Alface Swift consegue estar entre as mais lindas da noite. Tudo bem que quem realmente importa na fila do mercado 24 horas não foi, mas mesmo assim,  não consigo, é demais para mim.

E nada me tira da cabeça que em outras vidas, essa cara de alface já foi Medusa. Tenho quase certeza disso…

 

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Atual #CRUSH do momento: Eddie Redmayne

Janeiro 9, 2013

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#CRUSH (atualmente bem timidamente ruiva) que pode acabar a qualquer momento, caso ele acabe entregando que andou se aventurando com a insuportável e onipresente Amanda Seyfried, que só perde para a Taylor Cara de Alface Swift no quesito lista maior do que a de espera no SUS.

Mas por enquanto, ele continua sendo sempre uma visão. Höy!

#ADORKABLE

 

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#TEMCOMONAOAMAR?

Abril 4, 2012

Sério, o que foi o Eddie Redmanyne tentando se enturmar no Warner Bros. Studio Tour London: The Making of Harry Potter, que é uma visita aos sets do Harry Potter em Londres, hein?

Estava querendo passar despercebido para não entregar o seu own nível nerd?

#TEMCOMONAOAMAR?

Uma semana meio assim com Marilyn

Março 14, 2012

Quando a insegurança mostra que tem o poder de acabar com qualquer um, inclusive com a Marilyn Monroe.

Será que eu sou boa o suficiente? Será que ninguém vai me enxergar como eu realmente sou? Será que eu vou conseguir dar conta de interpretar outra pessoa, mesmo sem conseguir me interpretar?

Questões que certamente passaram pela cabeça de Marilyn Monroe, na versão de “My Week With Marilyn” para o cinema dirigida por Simon Curtis. Um filme melancólico, que escolheu mostrar o outro lado de um dos maiores ícones de beleza do mundo, sem ignorar o fato dela talvez ter sido a mulher mais desejada dos últimos tempos, fator que é claro que não poderia ser deixado de lado. Mas nessa versão, ganhamos uma Marilyn completamente insegura, frágil, bem diferente daquela explosão que todos nós estávamos acostumados a ver nas telas do cinema (no nosso caso, nas telas de TV mesmo, rs).

O filme é literalmente um sonho, como se estivéssemos vivendo esse tal sonho sobre o olhar do personagem principal, Colin Clark (Eddie Redmayne), personagem esse que dá vida ao autor do livro que resultou no longa. Ele que acaba conquistando a confiança da Marilyn em um momento bastante complicado de sua vida, quando ela estava prestes a se separar do seu terceiro marido, o dramaturgo americano Arthur Miller. E isso do alto dos seus trinta e poucos anos e em uma época totalmente diferente da nossa, o que já dá até para imaginar um pouco mais desse drama todo de ver mais um casamento não dando certo e isso tão cedo em sua vida.

Quase como se ele não acreditasse no que estava vivendo, Colin vai se aproximando timidamente da grande estrela por conta do seu trabalho como terceiro assistente durante as filmagens de “O Príncipe Encantado”, filme que marcou a primeira passagem da estrela de Hollywood por terras inglesas. Obviamente que ele já carregava uma grande admiração pela mesma, como qualquer outro mortal naquela ou em qualquer época, embora tentasse esconder toda a euforia de trabalhar bem próximo a um dos grandes ícones do cinema, isso logo em seu primeiro trabalho na industria cinematográfica, que sempre foi a sua grande paixão. Devido a essa proximidade e por manter um olhar diferente ao que ela estava acostumada receber, com um enorme respeito além da admiração, algo que aparentemente não parecia ser o forte das pessoas daquela época em relação a um ícone tão importante (algo bastante comum e que ainda hoje se repete), ele assim acaba despertando o interessa de Marilyn, que escolhe passar um tempo na companhia do assistente, enquanto tenta se encontrar e resolver as suas questões pessoais.

E nesse caso, a Marilyn Monroe interpretada dignamente pela atriz Michelle Williams também chega com toda a força de uma grande musa do cinema, atraindo todas as atenções, os flashes e todos os olhares por onde ela passava, nada diferente ao que já ouvimos falar sobre o mito. Exceto quando ganhamos alguma intimidade com a personagem,  em momentos em que ela se revela como uma mulher completamente insegura e visivelmente triste, vivendo quase que em um pesadelo de ter que atender sempre as necessidades do outros, sem poder se mostrar como ela realmente gostaria de ser vista.

No filme, Marilyn parece viver algo que hoje poderia ser rotulado como “síndrome do pânico” por exemplo, demonstrando claramente uma sensação quase que claustrofóbica quando ela se vê cercada de fãs no meio do nada por exemplo, ou quando se sente insegura em relação a interpretação dos seus personagens. E essa sensação é evidenciada em closes intimistas com flashes estourados registrando cada um desses momentos, mostrando claramente o incomodo da personagem em relação ao meio em que vive e a sua insatisfação.

Nesse momento, perdemos a grande estrela dos cinemas para ganhar uma mulher completamente frágil, que apesar de ter um ideia do que ela gostaria para a sua vida, parece não ter força para buscar os seus objetivos sozinha, encarando duramente as consequências dessa falta de coragem.

Talvez por esse motivo, ela vivesse cercada de funcionários, que acabavam controlando-a como uma marionete, enchendo-a de remédios para tornar mais fácil a convivência com a sua personalidade depressiva, mantendo assim os lucros de todos os interessados em enriquecer a troco da vida e do talento desse grande ícone.

Engraçado que se vc parar e pensar no assunto, esse tipo de comportamento do passado se repete até hoje com as nossas atuais “musas” das mais diversas áreas, que se cercam de sua entourage, em uma tentativa desesperada de blindagem, evitando de certa forma lidar com a realidade para que os seus egos continuem inflados o suficiente para que assim elas possam sobreviver em um mundo cada vez mais cheios de opiniões por todos os lados. É claro que isso não é o que acontece com todas e a personalidade individual de cada uma delas pode ser um fator importante para essa inclinação ao mesmo tipo de  insegurança da Marilyn dessa versão no cinema, por exemplo. Algumas aproveitam essa entourage para fazer algo cada vez mais profissional, tomando conta de suas carreiras por todos os lados, aproveitando para cuidar de perto de tudo, enquanto outras sucumbem a praticidade de ter alguém resolvendo todo e qualquer tipo de problema por elas e assim vão perdendo (as vezes até sem perceber) o controle de suas próprias vidas. Dois nomes atuais podem ilustrar bem essa minha teoria: Madonna e Britney Spears (nessa ordem).

Enquanto assitia ao filme, fiquei pensando o tempo todo que se a Marilyn de ontem achava difícil viver no passado, imagino o curto período que ela duraria nos dias de hoje, em um mundo cada vez mais “profissional” no assunto celebridades e ao mesmo tempo sem o menor limite ou até mesmo respeito por todas elas. (em alguns casos…)

Eu, que sempre fui um grande fã da Marilyn Monroe, sinto em dizer que nessa hora faltou um pouco mais de personalidade e até mesmo de força para aquela mulher. Não adianta reclamar e lamentar que o mundo não consegue enxergá-la de outra forma, quando vc se mostra para ele do mesmo jeito o tempo todo (mesmo contrariada), sem ao menos tentar deixar uma outra impressão qualquer e no filme ela sequer faz muito esforço para isso, pelo menos não durante aquela semana. Fazer isso porque convém, porque alguém disse que tem que ser assim, ou porque foi assim que vc se tornou conhecida, me parece o caminho mais fácil (e lucrativo), o que em muitos casos, pode também ser o mais doloroso, por tamanha omissão a sua verdadeira identidade.

Normalmente eu tenho pena desse tipo de pessoa, mas ao mesmo tempo não tenho a menor paciência para gente insegura que precisa de elogios o tempo todo para se sentir melhor, ou qualquer outro tipo de características que indiquem falta de personalidade. Muito provavelmente, esse foi um dos fatores determinantes para a vida infeliz de Marilyn no campo amoroso, como mostra o filme. Não há beleza que resista a tamanha insegurança, não há! Ao mesmo tempo, eu também acho que depressão é uma coisa muito séria e muito mais profunda,  uma doença do tipo que é necessário bem mais do que uma simples conversa com um amigo, por melhor que ele seja (mas as vezes já ajuda), o que significa que quando necessário, deve-se procurar uma ajuda mais especializada no assunto. Algo que talvez também tenha faltado para a nossa Marilyn.

Deixando um pouco de lado essa questão toda da fraqueza demonstrada pela personagem no longa, tenho que dizer que as interpretações no filme estão excelentes. Desde o “vilão” da história, o ator e diretor Sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh), que também se revela como uma pessoa insegura, em um outro nível de insegurança, do tipo que opta por um comportamento mais agressivo como mecanismo de defesa, ele que morria de medo de não conseguir acompanhar o futuro da arte que exercia e por isso acabou pressionando demais a própria Marilyn no filme enquanto trabalharam juntos, aproveitando de sua fragilidade em um bullying constante e totalmente desnecessário em alguns momentos. No longa, contamos também com a interpretação sempre excepcional da atriz Judi Dench, essa sim interpretando uma mulher invejável, a atriz Dame Sybil Thorndike, completamente segura do seu talento e disposta a ajudar uma novata insegura perdida em terras desconhecidas, com uma generosidade pouco comum dentro desse e qualquer meio. E quem já foi estagiário por exemplo, sabe exatamente do que eu estou falando, rs.

Outro que me chamou muito a atenção no filme foi o jovem ator Eddie Redmayne (Höy!), que conseguiu traduzir em sua deliciosa interpretação bastante do encantamento de estar diante de um ícone como a Marilyn Monroe. De fã encantado diante de sua musa, ao homem apaixonado pela ideia de ter a sua própria Marilyn, ele vive lindamente esses sete dias ao lado da grande estrela, completamente em êxtase,  mesmo sem tratá-la como tal, apenas considerando-a como uma pessoa comum que naquele momento precisava de companhia, que na verdade, era tudo o que a Marilyn desejava na vida, companhia. Mas é difícil exigir companhia o tempo todo e não conseguir encontrar nada de positivo nos momentos em que vc se encontra sozinha. Bem difícil.

Michelle Williams realmente fez um ótimo trabalho no papel dessa nova versão para a Marilyn Monroe. Eu que nem acho ela muito parecida com a estrela do passado, fiquei impressionado com a semelhança que ele conseguiu atingir em algumas cenas do filme, algo que chega a ser quase assustador. Como no momento onde ela está completamente fora de si, deitada em uma chess (maravileeeandra, diga-se de passagem) no meio do seu camarim e é surpreendida por Colin. Ou em outro momento, esse durante as gravações da cena em que ela ensaia uma coreografia animada em um cenário lindíssimo para o longa que estavam filmando. Fiquei impressionado também em como eles conseguiram modelar o corpo da atriz, fazendo com que ele lembrasse aquelas curvas de antigamente, hoje tão fora dos padrões de beleza. Mas a sua interpretação não chega a surpreender, porque nós já vimos a atriz interpretar mulheres mais ou menos parecidas em outras ocasiões (ou pelo menos, mulheres que enfrentavam situações parecidas na vida), mesmo tendo realizado um trabalho excelente nesse caso, interpretando alguém que realmente existiu. (mais ou menos o mesmo que eu achei da Kirsten Dunst em “Melancolia”, uma excelente performance, mas sem grandes surpresas, sabe?)

Mas é claro que todos agradecem por ela ter sido a escolhida para dar vida a essa versão da Marilyn (o que apesar de não ter me surpreendido, eu repito que ela realizou um excelente trabalho) do que uma Scarlet Johansson, por exemplo.

Apesar do filme tratar de uma alma feminina ao extremo como todos nós imaginamos ser a Marilyn Monroe, ele parece extremamente masculino em diversos momentos e aspectos. Seja pela prática como a história é contada, ou até mesmo na organização dos elementos em cena, tudo muito alinhado, detalhes que ficam mais evidentes no começo do filme até, algo que imprime uma organização tipicamente masculina. As cores também são lindas, tudo meio apagado, frio, com o clima exato do que se espera de Londres em qualquer época do ano, fazendo o contraponto com a luz da própria Marilyn, que iluminou aqueles cenários como ninguém com a sua enorme beleza.

O figurino é bem sóbrio e pouco rico. Não existem muitas trocas, tudo é bem clássico, estruturado e elegante. Nessa caso, o maior trabalho talvez tenha sido feito com os personagens masculinos do longa, que são de maior número e abusam mais da alfaiataria. Tudo muito sóbrio e correto. Durante o filme, chega ser engraçada a dificuldade com que a Marilyn tem ao se locomover dentro de um dos figurinos, mostrando que não é de hoje que as mulheres sofrem em nome da beleza.

Nele, ainda ganhamos uma deliciosa viagem ao castelo de Windsor, com direito a uma visita à biblioteca do local e o encontro da Marilyn com a casa de boneca dos sonhos de muitos. Nesse momento ela  chega até a brincar com o seu próprio estereótipo, aceitando “fazer a Marilyn” para os funcionários do palácio, como agradecimento a toda gentileza com que foi recebida por lá.

Outro ponto forte que eu acho que vale a pena destacar sobre “My Week With Marilyn” é o bom humor da personagem, sempre com uma tirada engraçada sobre alguma coisa, carregando vestígios do típico humor americano. Um bom exemplo disso é quando ela é questionada sobre não usar nada a não ser perfume na hora de dormir (uma lenda que eu acredito ser conhecida por todos) e ela retrucar dizendo que como dessa vez ela estava na Inglaterra, ela não usava nada a não ser a lavanda Yardley, fragrância famosa da terra da rainha. Será que ela tinha uma resposta pronta para cada locação? Fico imaginando qual seria a resposta caso a pergunta fosse feita no Brasil…

Como o filme é baseado no livro “My Week With Marilyn” do autor Colin Clark, no seu desfecho final, vc acaba sentindo um pouco de falta da alma feminina dessa história. O que pode parecer até impossível quando o assunto é Marilyn Monroe com personagem principal por exemplo, mas a verdade é que o filme acaba devendo um pouco mais de sentimento, algo a mais que fizesse vc entender um pouco mais aquela personagem, do que apenas observá-la de longe e sentir pena. Eu diria até que ele tem uma visão quase que machista para a história, com aquele homem (Colin) se considerando como uma espécie de solução para os problemas da Marilyn, mesmo que isso tenha acontecido quase que timidamente no filme. Como se toda aquela insegurança fosse resolvida com um história de amor com final feliz com o encontro do homem certo para aquela mulher. E a insegurança da profissional como atriz, resolvemos como? Por isso, considero que o problema nesse caso era bem mais embaixo do que uma par de calças bem cortadas.

Digo isso porque eles fizeram tanta questão de ressaltar essa questão da atriz não querer ser vita apenas como um pedaço de carne, ou uma mulher bonita e vazia, mas ficou visivelmente faltando algo mais para reforçar essa teoria, uma sensibilidade maior para reforçar que ela realmente não era apenas aquilo que a maioria das pessoas conseguiam enxergar e que parecia ser o que mais uma vez ela estava mostrando ser. Mas como essa foi a impressão do autor, que viveu de fato uma semana ao lado da Marilyn e o filme conta a visão dessa minúscula parte da sua vida, nós não podemos discutir impressões que não foram as nossas naquele momento. Ainda assim, trata-se de um bom filme, com uma nova versão da história desse icone, o que é sempre bem bacana, além de contar com interpretações sensacionais dos demais atores no elenco.

E vale um pouco também como reflexão sobre quem são/foram os nosso ídolos… (para pensar…). Aliás, estamos com ótimos materiais sobre Marilyn por esses tempos não? Além do filme, vale lembrar também que temos a nova  série da NBC,  Smash, que conta a história dos bastidores de um musical sobre a Marilyn, sendo produzido nos dias de hoje e que também nos conta um pouco mais sobre a vida desse grande ícone que foi a Marilyn Monroe.


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