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A incansável Nurse Jackie

Julho 4, 2013

Nurse-Jackie-Season-5-Poster

Constantemente, algumas séries nos deixam com a sensação de que estão durando muito mais do que deveriam, principalmente se a gente pensar no longevidade de algumas delas chegando a alcançar a inexplicável marca de uma quinta ou sexta temporada por exemplo, com tantas outras (algumas inclusive bem melhores) sendo canceladas bem antes disso. De sétima para oitava então, nem se fale e só reza brava explica. Alguns canais tendem a repetir esse erro comum, que é o de estender suas produções por qualquer tipo de motivo obscuro que normalmente nós não conseguimos aceitar muito bem (porque entender a gente até entende… Cha-Ching Cha-Ching $$$), deixando suas histórias cansadas e extremamente arrastadas ao longo do tempo. E o Showtime mesmo é um bom exemplo desse tipo de comportamento meio assim, com Dexter por exemplo, uma série que já foi tão bacana no passado, chegando cambaleando das pernas trêmulas de serial killer a sua Season 8, finalmente anunciada como a temporada de encerramento da série.

Mas surpreendentemente, entre todas elas, podemos dizer que Nurse Jackie, que também é do Showtime, é uma grande sobrevivente em meio a uma programação cada vez mais cansada e repetitiva que encontramos na TV atual. Recém encerrando a sua Season 5, a série da sempre excelente Edie Falco nos provou que não há regras quando podemos contar com uma boa história, ótimos personagens que nos apegamos pelos motivos mais variados possíveis e as novas possibilidades ainda não exploradas de cada um deles, que foram os motivos principais que mantiveram a série médica que não é uma série médica como as outras, viva e com alguma dignidade até hoje.

Durante essa quinta temporada encontramos Jackie aprendendo a lidar praticamente a força com o fato do seu vício e passado nebuloso ter se tornado público, com todos a sua volta agora cientes de sua condição de viciada. Sentindo como se estivesse sempre tendo que provar para todo mundo que ela era uma viciada em recuperação, embora estivesse conseguindo se manter sóbria durante todo esse tempo, encontramos Jackie demonstrando um certo incômodo em relação a sua nova realidade, se sentindo sob a constante vigilância de todos a sua volta o tempo todo. Jackie que sempre preferiu manter sua vida distante dos olhares dos colegas de trabalho e amigos, alguns inclusive que sequer sabiam que ela era casada ou que tivesse duas filhas, mas agora com suas duas realidades se fundindo, já não havia mais como manter privada qualquer uma de suas duas relações, seja ela a profissional ou a pessoal.

Suas filhas cresceram bastante (gosto de série honesta que não tenta esconder o crescimento dos atores mirins) e um dos plots centrais dessa nova fase sóbria da personagem foi a relação conturbada que ela acabou criando com a Grace, agora adolescente e totalmente fora de controle, inclusive com ela começando a fazer uso de certas substancias. Algo que já havia começado durante a temporada anterior (como esquecer aquela cena com ela respondendo com uma pichação o recado malcriado da filha na parede do seu próprio quarto?), mas que acabou ganhando uma força ainda maior com a Grace agora matando aula para namorar escondido o namorado meio cretino e músico, mentindo sobre o seu paradeiro constantemente e quando perdida em meio a uma situação que inevitavelmente acabou saindo do seu controle adolescente, se viu tendo que enfrentar a mãe naquela típica carona do socorro constrangedora, que todo mundo já foi obrigado a pedir um dia. Até o momento em que ela admitiu que não estava fazendo um bom trabalho com as filhas e concedeu a guarda das duas para o marido naquele momento, que foi quando surgiu uma breve desconfiança de que talvez essa fase sóbria da personagem estivesse com os dias contados.

NURSE JACKIE (Season 5)

Na tarefa de criar as filhas, Jackie continuou contando com a ajuda do ex marido, Kevin, ainda extremamente magoado com todas as mentiras do seu passado, dificultando bastante todas as negociações envolvendo qualquer coisa que eles ainda dividiam e um dos melhores plots dessa temporada foi o momento em que eles finalmente conseguiram se acertar em relação a custódia das meninas e na sequência, Jackie batendo sem querer no carro novo do ex, que achou que foi de propósito e eles todos indo parar no hospital, que por uma acaso, é onde ela trabalha, para seu total desespero. Na verdade, principalmente no começo da temporada, Kevin ainda parecia estar amargo demais, embora tivesse motivos para isso e aquele episódio onde ele proibiu as meninas de passarem a noite na casa da mãe no dia do aniversário dela, mas que depois a Zoey conseguiu reverter a situação, garantindo inclusive a participação virtual da O’Hara, foi outro momento bem bacana dessa temporada, embora tenha começado de uma cretinice dele. Mas ainda faltava a Jackie colocar um ponto final na sua história com o ex e em uma conversa super honesta e reconhecendo a sua culpa no problema em questão, Jackie acabou conquistando o respeito do ex marido de volta, embora a gente saiba que esse tipo de mágoa não tem como se esquecer.

Passando muito bem pela sua fase sóbria, embora de vez em quando a personagem tenha se encontrado em situações de total provação (aquela cena com a farmácia do hospital de cabeça para baixo foi ótima!), Jackie até que estava se saindo muito bem durante essa nova fase da vida, mesmo sem poder contar com o apoio da O’Hara, personagem que se despediu da série com a desculpa de se afastar para cuidar do filho, mas que recentemente a gente acabou descobrindo que a atriz Eve Best não renovou o seu contrato para a Season 6 já garantida da série pelo Showtime, devido ao seu envolvimento com a Broadway e o cinema. Uma pena. Como “substituto” da vaga de BFF, Jackie acabou optando por um recurso bem meio assim e um tanto quanto mórbido, se comunicando através de mensagens no correio de voz do filho do Cruz, que foi com quem ela dividiu a experiencia da rehab durante a temporada anterior e que foi o gancho para a participação do Bobby Cannavale novamente na série. Cruz que nós sempre notamos que mantinha uma tensão sexual em relação a Jackie e até esse pequeno “issue” eles acabaram resolvendo ao longo da sua participação durante essa Season 5.

Mas o grande reforço dessa temporada acabou sendo mesmo a chegada do namorado policial que a Jackie acabou arrumando, Frank (Adam Ferrara), que não poderia ser mais foufo e ou italiano (um bacio para a minha colonia preferida do momento, rs #HIM).  E não tinha como Jackie resistir aos encantos do policial, que fez investidas ótimas para cima da personagem, incluindo um primeiro encontro extremamente honesto (ultimamente, tenho gostado muito desses diálogos de gente que não tem mais tempo a perder inventando desculpas sobre si mesmo) e um começo de relação dos mais adoráveis possíveis. E a partir do momento que percebemos que aquela relação era para valer, nossos corações também passaram a bater em uma outra frequência, quando ouvimos que um policial baleado estava a caminho do All Saints. Por sorte, o policial da vez não era o nosso príncipe italiano dos donuts com cobertura cor de rosa que saí para beber com os amigos e liga no meio da madrugada para um momento “Glee” com a namorada, rs.

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Apesar dos papéis relativamente bem menores, todos os coadjuvantes também tiveram seus momentos durante essa nova temporada. Cooper ganhou a nova médica egocêntrica e vazia para treinar, Akalitus ganhou um plot ótimo sobre a sua falta de memória e o quanto é difícil para uma mulher sozinha e com a sua idade se manter no mercado profissional hoje em dia e até o Thor acabou ganhando um momento super bonitinho envolvendo a história linda do paciente gay que encerrou a temporada, que foi um dos momentos mais sentimentais e delicados dessa Season 5 e aposto que todo mundo ficou bem impressionado com seus dotes vocais. Só para o Eddie é que ficou faltando espaço, ainda mais agora que Jackie arrumou um novo amor, muito embora aquela cena com a carruagem que ele contratou de presente para ela chegando no momento mais inadequado possível, ter nos feito ficar com bastante pena do personagem. Isso e ele percebendo que se tornou a sua “melhor amiga”. Triste.

De todos os coadjuvantes da série, quem sempre acaba roubando mesmo a cena é a Zoey, que com toda a sua adorável esquisitice, sempre acaba nos presenteando com momentos divertidíssimos e extremamente awkwards. Ela que com a chegada do novo chefe durante essa temporada, acabou até ganhando também uma nova tentativa de boy magia, que nós ainda teremos que aguardar para ver o quanto vai render no futuro, mas que já foi ótimo vê-la com seu uniforme de bichinhos ganhando da nova médica sem coração que não se importa muito em vestir salto e roupas desconfortáveis na emergência. Aliás, a nova médica também foi uma excelente aquisição para a série. Excelente, porém totalmente bitch.

E mesmo não sendo uma “série médica” tradicional, é impressionante a forma como compramos o trabalho daquelas pessoas de uma outra forma dentro de Nurse Jackie, algo que sempre vai além de um procedimento genial ou qualquer coisa do tipo que seria capaz de salvar uma vida e receber todo o crédito por isso e acaba ficando mesmo do lado das relações interpessoais e do envolvimento dos funcionários dos hospital com seus pacientes, que não medem esforços para que eles se sintam bem e isso vai muito além da medicina, sempre.

Como encerramento dessa Season 5, ganhamos a festa em comemoração ao 1 ano sóbria da Jackie, que reuniu todos os seus amigos e colegas de trabalho em seu grupo de apoio e que para a nossa total surpresa, acabou sendo marcada pela cena dela voltando a usar os remédios que era viciada (uma único comprimido que ela guardou por esse tempo todo), embora tenha mantido a postura de uma ex viciada em recuperação diante de todos. Uma surpresa que chegou em boa hora, ainda mais com a renovação da série para uma Season 6, onde uma recuperação assim tão fácil para alguém tão viciada como a Jackie, não poderia mesmo acontecer tão facilmente.

Bom saber que ano que vem tem mais e mesmo chegando a sua Season 6, ainda não cansamos dessa história incansável e que só tem melhorado com o passar dos tempos.

Go Jackie, Go Jackie!

 

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The Big C + Nurse Jackie, porque é que continuamos assistindo mesmo?

Julho 6, 2012

Quer dizer, eu pelo menos continuo. Ou continuava, dependendo da nova leva de séries que ainda estão para estrear esse ano e que podem roubar fácil o espaço na minha agenda reservada para essas duas, que eu só assisto quando não tenho realmente nada para fazer. Mas eu gosto de The Big C e Nurse Jackie. Gosto tanto a ponto de conseguir admitir que ambas já renderam o suficiente e a essa altura eu não teria ficado chateado se ambas já tivessem sido encerradas, como aconteceu com United States Of Tara (do mesmo canal que as outras duas), essa até semi precocemente. Sinto até que essa é uma sensação para a maioria, ou pelo menos para quem permaneceu até hoje acompanhando essas duas histórias.

Em The Big C durante essa temporada (Season 3) tivemos menos câncer e mais crise. Nem o marido que a gente achou que teria morrido no final da temporada anterior morreu de verdade e agora se tornou um blogueiro (sim, blogayro) que dá lições de autoajuda e palestras motivacionais para quem atingiu o fundo do poço assim como ele. Isso ao lado da Susan Sarandon, que fez uma participação na série só para fazer o Paul se sentir desejado, balançar um pouco o casamento do casal (mais uma vez) e depois correr para abraçar a sua morte em um clichê daqueles bem cara de pau, que nos trouxe de volta o fantasma da vizinha morta faz tempo. Mas no final, acabou rendendo também uma separação para o casal Cathy e Paul.

Na casa que já foi da vizinha morta no passado, tivemos Sean, esse sim sempre muito bom, vivendo novas experiências com o seu novo trabalho como atendente de hotline gay, algo que ele acabou ganhando “de presente” do seu ex dono por engano. Mas vem cá, porque é que o verdadeiro dono da linha não simplesmente pediu a transferência ao contrário de ficar naquela briguinha boba com o personagem para ver quem interpretava melhor o amante virtual atendendo primeiro a ligação, hein? Para ter alguma história, é claro. Sean que até conseguiu render desse plot meio assim, uma relação deliciosa a três, mostrando um lado ainda mais liberal do personagem, mas que é claro que no final das contas não seria tão feliz ou simples assim.

Andrea agora é Ababoo, isso por conta do trauma do seu quase casamento da temporada anterior, onde ela aproveitou o momento para buscar suas raízes africanas. Ainda no plot da religião, temos também o filho mala da Cathy que ninguém aguenta mais, ele que agora virou um completo babaca religioso, apesar de ter idade e motivos aceitáveis para isso e assim, passou a se envolver com aquele tipo de menina que não libera a porta da frente, mas que pelos fundos todo mundo pode entrar (rs). Típico.

Mas ainda no meio disso tudo tivemos a Cathy tentando ser outra pessoa, assumindo uma identidade totalmente diferente, só que apenas para suas visitas a um bar de esquina comandado por um ex presidiário de OZ (rs), onde ela se refugiava para fugir da sua própria realidade. Mas a troco de que mesmo? Sem contar o plot da adoção, que contando com a sua atual condição de saúde e o recente histórico do seu marido, não parecia ser assim tão possível, provável, ou até mesmo sensato.

No final tivemos o casal meio que se separando, Cathy descobrindo que a sua doença voltou, o que a levou fugir novamente, dessa vez em um barco de pescador com o nome “Bola de Fogo”. Sério. Precisava chegar a essa ponto Big C?

Tudo bem que a temporada não chegou a ser tão ruim assim como pode parecer na review (tisc tisc), foi simplesmente boba e sem muito propósito e eu fico imaginando porque arrastar uma série que um dia já foi tão bacana, a troco de apenas isso? Realmente chegamos a um ponto onde mais uma temporada de The Big C só se faz necessária porque ainda não tivemos exatamente uma “conclusão” para essa história, seja ela positiva ou negativa. Mas nada que não pudesse ter sido resolvido durante essa temporada em formato de trilogia e não ter sido arrastada para uma possível próxima (ainda não confirmada), tornando The Big C como o tipo de série que a gente só continua assistindo por ainda manter algum carinho por seus personagens e é só. Mas tudo tem o seu limite. Tudo.

Por isso ela vai ficar em stand by na minha lista e se aparecer outra coisa mais interessante (cruzando os dedos) eu só volto para ver a conclusão dessa história quando esse momento realmente chegar. Realmente espero que a próxima temporada seja a última e se ela for muito mais objetiva, seria melhor ainda. (quem sabe mais curta, como parece ser tendência atualmente – apesar dessa já ser uma série de temporadas curtas…)

Nurse Jackie teve um ponto positivo a seu favor, que foi o fato da Jackie pela primeira vez se ver obrigada a encarar a rehab, um momento do qual ela até já chegou a rir e correr antes, mas que dessa vez não teria outra saída, uma vez que até o seu marido descobriu sobre o seu vício e o seu mundo de pílulas mil começou a desabar de vez.

E isso acabou contando a seu favor durante sua Season  4, tornando-a mais interessante do que a The Big C por exemplo, ainda mais com o seu mundo desmoronando, com o marido descobrindo sobre o seu caso com o seu colega de trabalho, entrando na justiça para ficar com a guarda das filhas e exigindo até mesmo uma pensão para sustentá-las, Jackie ter que encarar a filha mais velha se tornando uma adolescente chatinha daquelas (sensacional ela pixando o quarto da menina como resposta ao pedido rebelde da filha) além dela finalmente começar a ser perseguida no trabalho. Como se isso não fosse o suficiente para mexer com os nervos da nossa enfermeira preferida (e isso não tem como negar, porque ela é sempre ótima com os pacientes), ela ainda teve que lidar com a nova administração do hospital e ver alguns de seus colegas de trabalho sendo colocados no olho da rua por culpa do seu vício.

Tudo isso foram fatores que acabaram colaborando para que essa história ficasse um pouco mais interessante de se acompanhar, embora a sensação que fique é a de que Nurse Jackie também é uma série que já está passando do seu prazo de validade.

Ok, eu aceito que o momento atual da personagem foi aguardado por todos os fãs da série, mas nessa brincadeira, estamos a caminho de ter que encarar uma quinta temporada, que sinceramente, se tivesse sido melhor aproveitada e bem mais objetiva ao longo desses anos todos, já poderia ter tido começo, meio e fim de forma bem satisfatória. Não basta a memória de uma história que já foi bem boa e que nos convenceu a assistir a série no passado, não basta ela continuar “legalzinha” e a gente ter algum apego por seus personagens. As vezes é necessário reconhecer que chegou a hora de colocar um ponto final nessa história.

Apesar disso, a nova dinâmica da série que chegou através da administração tirana de Mike Cruz (Bobby Cannavale, Höy!), nos trouxe ótimos momentos, como a rebelião dos enfermeiros do hospital para ajudar a Jackie a não ser demitida como alguns de seus colegas de trabalho já haviam sido, em uma sequência de episódios realmente muito bons perto do final da temporada, temos que reconhecer. Aquela cena do season finale então, com o filho do chefe dando entrada no hospital no momento em que ele estava soltando os cachorros para cima da Jackie, no momento ideal para ela (que parece ser uma mulher de muita sorte e isso as vezes irrita um pouco, já até falei sobre esse assunto no passado), foi realmente muito boa e com uma carga emocional super bacana para uma série que já estava alcançando o limite do seu prazo de validade.

Sabe quando dá até aquela animada? Mas o problema são os demais personagens, que ficaram todos muito minimizados, exceto para quem tem alguma história bem ligada a Jackie. Quem se importa com a gravidez da O’Hara? Sério? E com a alma infantil e as vezes até que foufa do Coop, que teve 10 falas durante essa temporada inteira, hein? Sério, quem se importa? Até a Akalitus e o Eddie sendo demitidos do hospital e vagando pela fila do exame demissional foram plots mais interessantes para a reta final dessa temporada.

A única que consegue se sobressair de todos eles é realmente a Zoey, que tem a vantagem de estar bem próxima a Jackie, ainda mais durante essa Season 4, onde ambas passaram a dividir o mesmo teto. O que foi ela terminando o noivado com o motorista da ambulância? Awnnn! Achei foufo. Inclusive, eu acho que a Zoey de Nurse Jackie é um ótimo exemplo (na verdade, o exemplo certo) de idiota totalmente aceitável, do tipo que não chega a nos constranger ou nos insultar e seria ótimo que a Zooey Deschanel de New Girl aprendesse o limite aceitável do bocó meio assim, olhando com bastante atenção para essa personagem. Fica a dica para a sua vida cômica televisiva,  Zooey! (eu pelo menos não volto a assistir New Girl por vc…)

Dito tudo isso, das duas séries do Showtime, Nurse Jackie pelo menos teve uma temporada mais bacana e até mesmo mais interessante, o que até justifica a sua próxima, já confirmada pelo casal devido ao aumento da audiência da série. Mas digamos que nada do que nós vimos durante essa temporada já não poderia ter acontecido antes, hein? E talvez esse seja o maior problema do Showtime em si, que parece ser um canal que não sabe muito bem a hora certa de parar. Beija Dexter, Californication, Weeds.. .ZzZZZ

Agora imaginem que The Big C e Nurse Jackie cheguem a uma Season 8 por exemplo? E eu pergunto: quem aguenta? Alguém realmente acha que duas histórias como essas tem condições de chegar tão longe? Bem fez United States Of Tara, que acabou por cima e ainda conseguiu nos deixar com saudades. Por isso acho melhor reconhecer que tudo precisa de um fim e as vezes é melhor aceitar que esse momento está mais próximo do que conseguimos imaginar. Pense nisso Showtime, pense nisso.

Por esse motivo, considero Nurse Jackie como outra série a qual a gente continua assistindo por apego, mas que já está passando da hora de nos libertarmos. Mas nesse caso, estou até achando que Jackie está em mais vantagem do que a Cathy e talvez essa precise de uma substituta com um pouco mais peso para tirá-la da minha agenda na próxima temporada. Mas tudo é negociável, então não crie confiança dona enfermeira. Shiu!

 

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Para finalizar o assunto, o melhor momento do Emmy 2011

Setembro 19, 2011

Dizem que não foi espontâneo e que elas já haviam ensaiado isso tudo antes.

Mas dizem também que foi tudo idéia da Amy Poehler. E o que é foi a cara foufa do Will Arnett na platéia morrendo de orgulho e depois adorando a sacanagem da coroaçã no final?

#TEMCOMONAOAMARTODASELASJUNTAS?

Jackie e Tara estão de volta, yei!

Abril 3, 2011

Sim, duas das minhas mulheres preferidas estão de volta à tv, ambas iniciando a sua Season 3.

Estou falando de Nurse Jackie e United States Of Tara, que retornaram essa semana com episódios inéditos de suas temporadas e todas já estavam com saudades.

Nesse início, achei que a Jackie se deu melhor, com uma volta mais animada. Agora com todo mundo sabendo do seu vício com remédios e uma visita inesperada do seu marido ao hospital acabou revelando o que ninguém por lá sabia até hoje, que é o fato de Jackie ser casada e ter filhos, algo que ela mantinha escondido em seu ambiente profissional.

E ela resistindo ao Percoset dando sopa na arquibancada do jogo de baseball, se esforçando para controlar o seu vício no final do ep foi sensacional. Jackie I ♥ U

Já em United States Of Tara, achei que o começo da temporada foi mais leve, com se eu não me engano também havia acontecido no passado durante a Season 2. Sempre torço o nariz quando eles demoram demais para alterar a personalidade dela. Mas o Buck apareceu no começo do ep, em meio a uma vingança que até eu comemorei. Go Buck!

Ao final, tivemos Tara voltando para a faculdade, sendo ajudada finalmente por todas as suas outras personalidades. Cool!

Um detalhe importante foi revelado nesse início de temporada e agora sabemos que existiu uma outra Tara durante o seu período na faculdade no passado, uma versão suicida. Me-do!

Só sei que com a volta das minhas mulheres preferidas da tv eu já até me sinto melhor acompanhado, rs.

Agora só falta voltar The Big C e o time se completa!

Será que a Nurse Jackie vai para a Rehab na próxima temporada, hein?

Junho 24, 2010

E com o carão mais sínico possível, Jackie termina a sua deliciosa Season 2 com ar de deboche e deixa um filkdik para quem acha que ela vai encarar a Rehab. Blow me!

Sensacional hein? Fiz nesse finde a maratona Showtime, começando por United States Of Tara e terminando com Nurse Jackie. Ambas do mesmo canal e as duas com um nível excelente de interpretações, histórias. E que delícia de série hein? Inteligente, com humor, uma história bem amarrada. Simplesmente uma delícia!

Jackie continua a mesma, dedicada no trabalho, tentando fazer justiça ela mesmo quando quem deveria não consegue tomar conta da situação, cuidando da família, a filha problemática, contas, tentando salvar o casamento que não esta lá essas coisas. O cotidiano da enfermeira vivida pela excelente Edie Falco (Sopranos).

Dessa vez o problema maior para Jackie é ter que conviver com o seu amante, que passa a ser uma espécie de seu stalker. Ele começa a cercar Jackie de todas as formas, no trabalho, em sua casa, começa a se envolver com o marido dela, criando uma amizade entre os dois, báfu. Até uma overdose “controlada” ele usa para tentar chamar a atenção de Jackie, que nesse momento se encontra pas-sa-da com o comportamento psicótico do amante. Um horror neam?

E esse climão de que ela pode ser pega usando drogas a qualquer momento ou que o seu amante pode revelar toda a verdade para a sua famíçia é o que nos prende e nos faz torcer por Jackie o tempo todo, fato!

Nos hospital tudo continua delicioso como sempre. Os casos pouco importam nessa série médica, aqui o que é importante são as relações humanas, essa é a chave para a história da série de desenrolar e eles fzem isso muito bem.

O ex enfermeiro viciado sendo contratado novamente, Zoey cada dia mais engraçada (sério, nessa temporada essa atriz se superou), Dr O’ Hara e seu relacionamento lez com a reporter e Thor, o outro enfermeiro grandalhão.

Aliás eu preciso ressaltar que a personagem da Zoey é muito, mas muito diverteeeda, fatão! E agora que ela ganhou um namoradeeenho ninguém segura! E a propósito, foufo mil o casal hein?

E o que eu acho lindas aquelas cenas (geralmente de abertura, mas eu até acho que rola em todos eps meio que solto) onde eles exibem mega closes de detalhes. Tipo os remédios que ela toma, ou outro detalhe qualquer. Acho a fotografia dessas cenas maravileeeandras!

E Peter Facinelli que faz as vzs de Dr Catito do hospital é sensacional tmbm. Aliás, ele é tão sínico e engraçado na pele do Dr Cooper, que isso só deve colaborar para o sucesso da série. E o seu vício com o  Twitter é hilário. Uma ótima sátira ao comportamento de muita gente atualmente, fato. E ele tentando fazer um rap me fez rolar, fatão!

E qual outra série colocaria Jackie e Thor fazendo um número de sapateado para tentar manter acordado o outro enfermeiro que tomou um porre, hein? Howcoolisthat?

A família de Jackie teve um maior destaque nessa temporada tmbm, a filha com problemas que começou a arrancar os cabelos, as contas do mês, a nova amiga meio maldita da filha mais velha do casal e sua mãe sempre tão disponível (bitch!) levantando várias suspeitas para Jackie. Tudo isso junto, torna esse núcleo tão interessante quanto o núcleo do hospital. Adoro a cena quando a menina pega Jackie cheirando algo suspeito no porão e ela inventa uma história de que aquilo serve para drenar suas lágrimas , devido ao acúmulo de emoções e energias negativas do hospital. E  no final, ela ainda pede uma abraço para a menina, euri.

Kevin (o marido) tmbm foi bem mais importante nessa temporada do que na anterior o que eu achei bem digno. Até que ele começa a suspeitar de Jackie e vai atrás para tentar descobrir o que a sua mulher poderia estar escondendo. Sem contar que agora ele é o melhor amigo do amante da sua mulher, hmm hmm!

Ao final da temporada temos Jackie se encontrando em uma enrascada sem tamanho: um cara do qual ela salvou a vida esta na cola dela por conta de uma Elza que ela deu em pencas de remédio que ele carregava no bolso (sério, $15.000?) e o marido e a Dr O’Hara que planejam uma espécie de intervenção para Jackie, quando ambos já sabem que a enfermeira é viciada em rémedios. Drama!

A série termina com essa intervenção e Jackie sorrindo ao pensar em frequentar uma rehab da vida. E será que ela vai mesmo? Bom, eu acho que agora que todos sabem do seu problema, será difícil escapar.

Pena que só teremos as respostas com a Season 3 neam?

Blow me!


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