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Being Erica/ Being Essy

Maio 12, 2012

Quando comecei a assistir Being Erica, não tinha muita ideia de onde exatamente eu estava me metendo. Conhecia um pouco da história, já havia ouvido algumas boas recomendações, mas sinceramente, eu não esperava que a série acabasse se tornando o que ela hoje representa para mim.

Uma maratona deliciosa de quatro temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4, a qual esse post é referente) que talvez eu nunca esqueça. E assim espero, porque todas a lições apresentadas na série, juntamente com os ensinamentos do Doctor Tom, são dignos de se carregar para a vida. E digo isso sinceramente, sem brincadeira, sem o menor medo de parecer cafona ou soar totalmente clichê. Se durante essas quatro temporadas Erica foi para a terapia, nós fomos de mãos dadas com a personagem, abrimos juntos cada porta que reservava o início de uma sessão, sentamos ao seu lado no consultório do Doctor Tom, o que acabou fazendo com que fosse praticamente impossível não nos relacionarmos diretamente com a série de forma bem pessoal.

Impossível porque estamos todos diretamente ligados de alguma forma a todos os dramas e plots que a Erica enfrentou no seu cotidiano durante a série. Quem nunca teve problemas no trabalho? Quem nunca se encontrou meio perdido, pelo menos uma vez na vida? Quem nunca teve problemas em casa? Quem nunca sentiu uma saudade absurda de alguém que já se foi? Quem nunca se apaixonou pela pessoa totalmente errada? E quem nunca se apaixonou pela pessoa certa e a deixou escapar? …

E Being Erica tratou todos esses clichês e vários outros que representam muito bem um pouco da vida de todo mundo, da melhor forma possível, sempre dignamente e deixando todos com uma sensação bem leve ao final de cada episódio, por mais dramático que ele fosse e o nosso coração ficasse bem apertado com a sua resolução, que nem sempre foi a esperada ou teve o final feliz que gostaríamos. Mas assim é a vida, a minha, a sua, não é mesmo?

E logo eu dizendo uma coisa dessas, aquele que passa longe da estante de auto-ajuda na livraria, aquele que jamais leu “O Segredo” e já fez muita piada sobre isso (sorry para quem acabou lendo). Talvez por isso mesmo, esse post ganhe o título (tão especial para mim) de “Being Erica/Being Essy”, porque apesar da minha vida ser pouco interessante para a maioria de vcs que estão lendo essa review nesse exato momento, eu já vou logo de cara dizendo que Being Erica no mínimo mudou de algum jeito a minha forma de ver o mundo. Sério, construí uma relação de amor com a série tão profunda, do tipo que eu nem imaginava que seria possível a essa altura do campeonato, afinal, com o nível alto do meu vício, eu já posso dizer que estou no mínimo escolado em séries de TV. Mas foram tantas semelhanças que eu encontrei com a personagem, além de por diversos momentos acabar considerando que a história do episódio do dia só poderia ser mesmo um sinal sei lá de onde, que eu não consegui me relacionar com a série de outro jeito a não ser dessa forma bem pessoal. Coisa de gente que continua abrindo portas esperando encontrar uma boa surpresa do outro lado, neam? (rs. Knoc Knoc!)

Não que a série seja uma espécie de auto-ajuda, ou o novo “O Segredo”, longe disso até, que fique bem claro (e eles mesmo fazem piada sobre isso o tempo todo), mas todos os plots envolvendo a terapia foram tratados da forma mais simples possível e mesmo com a sua fórmula fantasiosa de viagens no tempo, todos os eles se tornaram super plausíveis, assim como bem possíveis até. Sempre traçando uma metáfora, com Erica aprendendo com os próprios erros, por mais clichê também que isso possa parecer. Até a questão das deliciosas viagens no tempo de Erica se tornaram algo totalmente normal e possível nas nossas cabeças (de aceitar e entender), mesmo com a gente morrendo de inveja de não ter a mesma chance que a personagem, de poder revisitar o passado daquela forma sensacional e assumidamente invejável. Mas todos nó temos uma coisa chamada memória e nesse pequeno detalhe, eu sempre achei que estava escondida a maior metáfora da série.

Por isso não foi nada fácil me despedir de uma série como Being Erica. NADA fácil. Me peguei extremamente emocionado durante toda essa Season 4 que encerrou a série da melhor forma possível (achei mesmo uma temporada bem perfeita, que conseguiu até ser melhor do que a Season 1), ficando com os olhos cheios de lágrimas a ponto de não conseguir mais acompanhar as legendas em diversos momentos e por motivos diferentes, nem sempre relacionados a própria série (Ahhh, a memória!). Tudo bem, eu sei que eu ando/sou meio emotivo (e nesse momento, estar no meu inferno astral tem colaborado bastante para isso), mas eu duvido que quem aceite a proposta de uma maratona da série canadense, não se encontre ao final de tudo nas mesmas condições que eu me encontrei depois de toda essa jornada na terapia ao lado de Erica Strange. Só para dar um gostinho, me peguei soluçando com aquele series finale primoroso e super emocionante. Sério, soluçando!

Mas chegou a hora de nos despedir adequadamente e como a própria Erica disse no episódio final, toda história precisa ter um fim, apesar desse series finale ter mais uma cara de recomeço para a própria Erica.

E começamos essa Season 4 com a resposta da pergunta que não queria calar: quem seria o primeiro paciente de Erica? Hein?

E confesso que ter o Josh, o ex cunhado asshole como resposta, me deixou absolutamente surpreso (4×01 Doctor Who?). Primeiro, eu já fui logo pensando “mas que sacanagem hein Doctor Tom?”, colocando a Erica na posição de ter que ajudar a quem talvez ela mais tenha odiado durante a série toda. Mas como Being Erica não é tão simples assim e tudo é sempre muito especial e muito bem pensado, na verdade, Josh era apenas o primeiro dos demais pacientes que Erica teria que ajudar antes de se tornar uma Doutora, sendo todos eles relacionados diretamente à sua vida.

O bacana foi que dessa forma, Erica teve a chance de amarrar todas as pontas da sua história, ajudando cada um dos personagens coadjuvantes da série a de certa forma a também se beneficiarem com a sua terapia invejável.  Algo que eu considerei como nada mais do que justo, uma vez que várias dessas pontas ainda estavam pendentes, como a história mal resolvida entre Josh e Erica, ele que escondia um amor por ela desde o começo, mas que ambos para se afastarem de algo que poderia causar todo um drama familiar que talvez nunca tivesse volta (além de que, ele não era correspondido por parte dela), acabavam mantendo uma postura bastante parecida um com o outro, evitando até mesmo de se conhecerem melhor a ponto de não conseguirem sequer encontrar algumas fortes semelhanças que ambos dividiam. E a forma como o próprio Doctor Tom (que usou quotes ótimas nessa última temporada) a fez enxergar tudo isso, foi também muito especial.

O mesmo eu digo para o Ethan, que muito mais do que um simples namorado para Erica, foi o seu melhor amigo por boa parte da sua vida e não teria sido nada justo se a sua história com ela terminasse sem um final feliz, mesmo que os dois não tenham ficado juntos como um casal, como a gente chegou a imaginar como seu par ideal lá no começo de tudo. Linda a forma como os dois se reconectaram e mais linda ainda a forma como os dois se ajudaram durante o episódio (4×07 Being Ethan), com Erica cumprindo assim mais uma etapa do seu treinamento, que de quebra, ainda resolvia as suas próprias questões pessoais. Howcoolisthat?

Outra coisa que eu achei interessante, foi o modo como eles conduziram a história do Adam com a Erica durante essa Seaaon 4, ele que assim como ela, também era um dos pacientes do Doctor Tom. E com esse ponto em comum, a dinâmica do casal ficou ainda mais interessante, com Erica ganhando um confidente para poder dividir suas experiências na terapia, sem que ele a considerasse uma maluca. Tudo bem que estava tudo feliz demais para a vida amorosa da personagem e por experiência em séries de TV, nós já guardávamos alguma intuição de que algum drama entre o casal viria pela frente nessa reta final. E não deu outra: confirmou! (4×06 If I Could Turn Back Time – Smacks Cher! rs)

Adam e Erica dividiram um química que ela não teve com nenhum outro namorado durante a série, fato. Ambos eram muito parecidos em sua força e coragem, mas ao mesmo tempo mantinham algumas diferenças que mesmo quando em conflito, acabavam servindo para manter  o casal em harmonia. Com isso, as discussões (frutos de uma convivência mais próxima) começaram a surgir, com Erica sempre querendo discutir (Being Essy…humpf!) e o Adam sempre evitando o conflito para não perder a linha na sua fúria as vezes incontrolável, vide o seu passado que nós já conhecemos. Mas tudo isso mais uma vez sem exageros, mantendo o pé no chão, trazendo para a história algumas discussões que todos nós já vivenciamos algum dia. E #TEMCOMONAOAMAR o Adam de moto, trazendo um capacete de joaninha para a Erica? E a jaqueta de couro do tipo “biker”, presente dela que ele disse que nunca mais iria tirar? E a viagem para a Irlanda? Cool Cool Cool. Aliás, achei bem especial que até esse detalhe da briga pela moto do Adam não foi ignorado e apareceu antes do final, com a Erica finalmente pegando uma carona na moto dele, demonstrando que ela realmente já não era mais a mesma e nesse caso, para o seu próprio bem.

E mesmo com a presença de Kai circulando pela vizinhança enquanto Adam e Erica estiveram separados, ele que havia voltado por conta de um “arrependimento”, ficou bem evidente que o homem ideal para a Erica era realmente o Adam e toda a sua magia irlandesa + cabeça bem resolvida. E o que foi aquele Milo, construção do próprio Doctor Tom baseado no ideal de homem perfeito da Erica? Ele que serviu para ilustrar o quanto o nosso ideal imaginário é bem diferente na prática, quando chega a hora de encarar a realidade e nem tudo é como a gente idealizou um dia, nas nossas mais profundas fantasias. E a gente aqui, perdendo tempo criando cada ideal de boy magia totalmente à toa, humpf! (rs)

Kai chegou mesmo para abalar um pouco as estruturas dessa reta final, colocando a Erica em dúvida dos seu sentimentos, uma vez que o Adam havia terminado tudo com ela. Sempre achei que o romance entre a Erica e o Kai tratava-se mais de uma fantasia, do que qualquer outra coisa e não conseguia enxergar as possibilidades para o futuro dos dois como casal, tanto na prática (por conta da linha do tempo diferente dos dois), quanto considerando a própria intensidade da relação que ambos dividiram . E isso ficou bem claro perto da reta final da série, com a Erica percebendo que seria mesmo impossível manter uma relação com o Kai e mesmo que fosse possível, essa já não era mais a relação ideal para ela e isso ficou evidente para a personagem, quando ela viu o reflexo da sua imagem de vestido de noiva cor de “Via Láctea” (rs) ao lado do Kai naquela loja e certamente chegou a conclusão de que ele não era o personagem ideal para aquele cenário. Com isso, Kai finalmente entendeu qual era na verdade o seu arrependimento (onde talvez fosse a sua missão “salvar” a Erica. Thnks Kai!) no nosso presente e aceitou o seu destino, deixando o caminho aberto para que o Adam ficasse com ela de uma vez por todas.

Um episódio bastante importante para a mitologia da série e que além de tudo nos trouxe a participação da Erica em dobro, foi aquele com ela recebendo a visita dela mesmo vinda diretamente do futuro (4×08 Please, Please Tell Me Now – Smacks Duran Duran!), para ajudá-la a entender o que de fato iria acontecer em 2019, provocando uma saída bastante inteligente para um final trágico que a nossa Erica não merecia ter que enfrentar. Aliás, que nenhum deles merecia como resolução para suas histórias e fiquei bem feliz que esse não tenha sido o caminho escolhido para essa reta final da série para nenhum dos personagens. Well done!

E a despedida do Kai assim como a volta da Erica com o Adam, aconteceu no cenário do casamento do casal Ivan e Dave, sempre super foufos, mas com menos destaque durante essa temporada (e o Dave sumiu por um bom tempo neam?). Festa organizada por Julianne, que contou com uma ótima participação do Doctor Tom dançando juntinho com a Erica na pista, fazendo com que ela entendesse que se ela realmente queria o Adam, logo ela precisava fazer alguma coisa e não simplesmente aceitar as circunstâncias atuais da sua vida.

Impossível também falar bem da série, sem mencionar o quanto a Julianne cresceu como personagem, garantindo para ela também um espaço especial em nossos corações. Personagem que no começo era apenas uma total megabich, acabou se revelando no decorrer da história como uma das grandes amigas da Erica, daquelas que se carrega para a vida. Acho até que toda a cumplicidade e a parceria de sucesso ao lado da Erica, além de todas as afinidades e até mesmo as deliciosas diferenças entre as duas, a fez roubar merecidamente o posto de melhor amiga da Erica, deixando qualquer uma das amigas antigas do passado no chinelo. (sempre achei a Judith e a Jenny meio assim para melhores amigas…onde dentre elas, apenas a Jenny teve algum destaque nessa temporada final, hein? Inclusive, achei bem importante e justa a resolução da sua história com a Erica também)

Nessa reta final, Erica também teve a Julianne como paciente (4×02 Osso Barko), o que acabou nos revelando o porque de toda aquela sua postura de megabitch do passado, quando Erica foi a sua assistente na River Rock e que no presente, se repetia como uma espécie de comportamento padrão em relação a nova assistente da 50/50. Na verdade, Julianne era apenas uma mulher insegura em relação a sua própria inteligência, onde ela aproveitava do seu cargo superior para tentar intimidar toda e qualquer pessoa que ela considerasse mais inteligente e que estivesse em uma posição inferior a ela. Comportamento mais do que comum em toda empresa…

Aliás, esqueci de mencionar na minha review anterior o quanto foi excelente também aquele episódio especial de Natal depois do encerramento da Season 3 (3×13 Fa La Erica), com a Erica vivendo a noite de Natal no lugar e no passado da própria Julianne, um momento também bem divertido para a série, onde podemos conhecer um pouco da família dessa personagem hoje também tão querida por todos nós. E quão foufo foi a Erica dando de presente a portinha da casa de biscoito para o Adam? Awnnn! (♥)

Outro que precisava de uma conclusão era o Brent, afinal, toda aquela postura de megabitch que ele revelou na temporada anterior precisava ser justificada de alguma forma, mesmo com todo mundo já desconfiando dos seus motivos. Sem contar que a gente precisava que ele saísse de dentro do armário de uma vez por todas. E com a ajuda da Erica em mais uma etapa do seu treinamento para Doutora, assim ele fez (4×04 Born This Way – que não poderia ter um título melhor), revelando ser apenas um novo tipo de homem, o “pavão urbano” como ele mesmo chegou a se classificar. Tá…sei…Nessa hora, comecei até a entender um pouco mais do seu perfil (afinal, hoje em dia nem tudo é tão simples, ou apenas gay ou straight, neam?) e quando ele revelou que sempre teve um interesse pela Julianne (algo que sempre deu na cara, apesar dele dar uma boa pinta de vez em quando, rs) eu logo imaginei que eles na verdade seriam perfeitos um para o outro, como o casal Barbie & Ken. E quando em um determinado momento da temporada, a Julianne acabou reconhecendo exatamente isso, após já estar apaixonada por ele, eu não me contive e gritei: confirmou! Barbie e Ken tem mesmo é que ficar juntos, não tem jeito! (rs)

E quando a gente imaginava que em casa, com a família da Erica estaria tudo resolvido a essa altura, me surge o plot surpresa da mãe dela também nessa reta final, ela que teve um filho ainda na adolescência e acabou abrindo mão do mesmo para a adoção naquela época, onde descobrimos tudo isso por meio de uma deliciosa viagem ao ano de 1969, com a Erica se tornando a melhor amiga da sua mãe já grávida, quase tendo a chance de ir a um show do John Lennon (passou perto hein Erica? Humpf…aliás, adorei quando ela questionou essa possibilidade com o Doutor Tom, rs).

E tudo isso justificou muito bem a postura contrária da mãe dela em relação a gravidez da Sam, que mais tarde, teria o seu primeiro filho, Leo, nome que não poderia ser diferente para o primeiro neto de Barb. Sério, fiquei profundamente tocado com a reação da personagem quando a Sam revelou o nome daquele que viria a ser o primeiro neto da sua mãe (algo que eu suspeitei que aconteceria logo que a Sam anunciou a sua gravidez). E foi bem bacana também a Barb revelando esse drama escondido no passado para toda a sua família e mais tarde tendo o seu primeiro contato com o tal filho, que além de ser um homem lindo, ainda era super bem resolvido em relação a essa questão toda do passado.

Como a vida estava revelando resoluções e finais até que felizes para todos os personagens, nada mais justo do que o próprio Doutor Tom começasse a receber parte da sua recompensa, por ter sido esse homem tão sensacional que ele foi enquanto Doutor, o terapeuta dos sonhos de todos e que de certa forma, chegou até a ter a sua própria vida pessoal prejudicada por conta do seu envolvimento com os pacientes e suas terapias. Com isso ganhamos uma nova personagem, Amanda (Suzy Joachim), uma mulher lindíssima que havia dividido uma história de amor no passado com o Doutor, algo que inclusive havia ficado pendente em sua vida e que nos foi apresentado apenas nesse momento, como proposta de final para o personagem. E esse momento foi quando havia chegado a hora de Tom (agora como homem e não Doutor) começar a pensar um pouco mais no seu próprio final feliz, algo que ele escondia por trás do acúmulo de trabalho, evitando ao máximo lidar com a sua vida pessoal.

Super emocionante a visita que ele fez ao seu pai também, descobrindo que o grande herói da sua vida, aquele com quem ele dividia inúmeras semelhanças (inclusive em seus escritórios), na verdade, não foi um homem tão realizado assim quanto ele imaginava e  para a sua sorte, Tom descobriu isso ainda com tempo de sobra para tentar modificar a sua própria vida e chegar ao ponto comum que é o sonho de todo mundo. Com isso, ele acabou descobrindo que realmente chegou a hora de considerar uma aposentadoria, mas foi realmente uma pena que para isso (embora seja super justificável), ele não pudesse mais manter contato algum com nenhum de seus pacientes, Doutores ou qualquer coisa relacionada a terapia, inclusive com a Erica, que foi o que acabou nos levando para o series finale. (glupt)

Fico feliz também, que muito mais do que qualquer drama pessoal da própria Erica ou a resolução de com quem de fato ela iria ficar no final, que tudo isso tenha se resolvido antes, dando espaço para o grande plot que encerraria a série da melhor forma possível. Apesar da jornada, apesar dos arrependimentos, Being Erica sempre foi a história de dois personanges = Erica e Doctor Tom, não tem jeito. E nada mais justo do que um final totalmente dedicado a relação lindíssima dos dois.

(imagem para imprimir, fazer corações e colar na agenda)

Com a sua vida toda resolvida em vários aspectos, inclusive profissionalmente, com os amigos todos encaminhados e felizes, finalmente dividindo uma nova casa lindíssima com o Adam e dessa forma, mantendo o seu coração devidamente preenchido com toda a magia irlandesa que lhe era de direito (rs), chegava a hora da Erica assumir a responsabilidade de ter se tornado uma Doutora, ganhando dessa vez o seu real primeiro paciente, que a princípio, aparecia apenas em flashes confusos, até que ele atingisse o pico do seu desespero e ela pudesse oferecer a sua ajuda. Mas antes disso, ainda faltava uma ponta a ser amarrada nessa história, que seria a grande e inevitável despedida (para nosso desespero) entre a Erica e o próprio Doutor Tom. Nessa hora, estava instaurado o conflito da vida da Erica e do Doutor Tom, onde para seguir adiante com suas histórias, um teria que abrir mão do outro de uma vez por todas. (glupt)

Nesse momento, eu já estava completamente entregue as lágrimas (desde os créditos iniciais do episódio, na verdade), tomado por uma emoção que eu não me lembro de ter sentido em nenhum outro series finale por exemplo, e olha que dentro desse meu universo vicioso de séries de TV, eu já tenha alguma experiência no assunto. E esse é um mérito de Being Erica que deve ser exaltado. Quando a gente escolhe assistir uma série de TV qualquer por exemplo, a gente faz essa escolha baseada numa série de fatores que variam de pessoa para pessoa, como o gosto pessoal de cada um, a história em si, a identificação com os seus personagens e por ai vai. Mas um ponto em comum dentro de todas essas escolhas é que elas acabam nos levando para um outro lugar durante a sua duração, quase como se a gente se desligasse por alguns minutos de qualquer outra coisa no mundo, para vivenciar apenas aquilo e se entreter.

E com Being Erica essa experiência foi totalmente o contrário disso, onde ao mesmo tempo em que a gente foi conhecendo a história apresentada (muito bem por sinal), fomos também repensando alguns conceitos, lembrando de alguns momentos das nossas próprias vidas bem semelhantes aos da personagem, o que de certa forma nos colocava dentro daquela terapia a cada episódio. Algo que eu considero como uma experiência nova, onde ao assistir a série, ficava praticamente impossível não se relacionar com ela de alguma forma, trazendo essa relação para a nossa própria vida, nos fazendo pensar nela a todo momento, enquanto durasse um episódio e até mesmo depois. Falando assim, pode até parecer um mimimi ou até mesmo qualquer tipo de filosofia barata, mas acreditem, Being Erica não só nos apresentou a um novo tipo de terapia, como nos fez passar por ela. SÉRIO!

Mas voltando ao final (4×11 Dr. Erica), obviamente que ambos os personagens (Erica + Doctor Tom)  tentaram evitar a todo custo que essa separação definitiva de fato acabasse acontecendo, onde uma relação como a que foi construída entre esses dois personagens, de forma tão intensa e praticamente de pai e filha como vimos acontecer na série, essa história realmente não poderia ser encerrada de forma simples e sem aquele turbilhão de emoções ligadas a ideia de um  estar prestes a perder o contato com o outro, para sempre. E tudo isso já teria um peso enorme para o episódio que encerraria a série de forma brilhante e com um excelente nível de emoção, mas um reforço ainda chegaria nessa reta final para deixar essa história realmente completa em todos os sentidos, sem deixar nada sem ser resolvido. Um nome que eu ainda não mencionei durante toda essa minha review de despedida da série enquanto personagem (pq eu bem já falei o seu nome antes sim, rs), o qual eu não havia entendido exatamente do porque dele não ter aparecido até agora nessa reta final de Being Erica, mas como tudo na série tem um porque, ele ficou guardadinho para essa etapa final: Leo. Personagem que foi responsável por momentos bem emocionantes para a série e que sem dúvidas era o maior arrependimento da vida da Erica.

Como se não fosse o suficiente a emoção do rompimento entre a Erica e o Doutor Tom, ela ainda teve como última tarefa a mando da Dra Naadiah (que eu sempre achei meio fria demais, apesar de correta…), um encontro lindo com o seu irmão morto no passado, Leo, ele que estava preso em meio as suas próprias lembranças (em uma espécie de limbo), em um corredor de portas muito parecido com o que já vimos Erica em algumas outras situações, em mais uma cena para deixar qualquer coração bem apertado. Para Erica naquele momento final, sobrava a difícil tarefa de fazer com que seu irmão aceitasse o seu recomeço escondido atrás da única porta que ele se recusava abrir naquele corredor e do outro lado da história, esse com o Doctor Tom, era a vez de fazê-lo aceitar o fim da sua trajetória como terapeuta e seguir em frente com a sua vida. Sério e eu me pergunto: e o nosso coração em uma hora dessas, como é que fica?

E a despedida entre a Erica e o seu Doctor Tom não poderia ter sido mais emocionante, sério, acho que não caberia mais emoção naquela cena, com ambos visivelmente entregues a aquele momento final da relação que eles criaram tão bem por todo esse tempo, com o momento de encerrar uma história para que outras continuassem a partir disso. Momento que contou com uma cena lindíssima, depois de um abraço longo e super sincero entre os personagens, com o Dr Tom saindo da sua sala para enfim viver o seu final feliz ao lado da Amanda e com a Erica ficando ainda lá dentro, observando toda a mobília do consultório sumindo lentamente (tears + tears + tears). Certamente, um dos momentos mágicos dessa dolorosa porém necessária despedida. (e tears de novo)

Apesar de achar extremamente cruel uma resolução como essa para a história da dupla Erica e Doutor Tom, foi extremamente justificável que aquela relação tivesse um fim, ainda mais considerando a aposentadoria do Doutor Tom, que seria um caminho sem fim para a sua história enquanto terapeuta e todo o seu passado dentro da sua profissão.

Mas como Being Erica foi uma série que resolveu nos deixar COMPLETAMENTE (sim, em caixa altíssima!) satisfeitos com o seu final, uma surpresa ainda estava para ser revelada, com a Erica enfim indo a encontro da sua primeira paciente nos minutos finais do episódio, depois de encarar o seu final com o Doutor Tom. E para a nossa surpresa, a primeira paciente dela era ninguém menos do que a Sarah, a filha problemática do Doutor Tom que já havia aparecido antes em momentos importantes da série, com a revelação de que ela era o maior arrependimento do próprio, que chegou a implorar para que a sua filha tivesse a chance de ganhar a terapia em algum momento do passado da série. Sério, querido leitor que esta resistindo bravamente ao final desse post, me diga: HOWCOOLISTHAT?

E com uma Doutora Erica caminhando lindamente e totalmente confiante ao seu encontro, Sarah ganhou a chance de tentar encontrar o seu próprio final feliz, mantendo assim a relação da Erica com o próprio Doutor Tom, provando que aquele laço entre os dois não poderia realmente ter um final, fazendo com que de certa forma eles ainda estivessem ligados um ao outro e assim, Erica tivesse a chance de retribuir a grande ajuda que ela recebeu daquele homem sensacional por todo esse tempo. Sério, alguém conseguiria imaginar um final mais perfeito do que esse? Acho bem difícil… CLAP CLAP CLAP!

Tudo bem que esse momento para mim, acabou sendo um pouco prejudicado pelos spoillers que eu cheguei a ouvir sem querer e até mesmo por uma ligeira desconfiança que eu tinha de que Sarah ganharia a Erica como sua Doutora. Mas mesmo assim, me encontrei profundamente emocionado com esse series finale de Being Erica, que desde já entra para  o topo da minha lista de melhores series finales ever.

Que série linda, não? Ai ai (chorei mais umas cinco ou seis vezes enquanto eu escrevia essa review, acreditem!).

Eu sei que é difícil nos despedir do que a gente gosta, ainda mais de uma série como essa, com quatro temporadas praticamente perfeitas (na verdade, acho apenas a Season 2 mais fraca, mas mesmo assim, muito boa também) e personagens que dificilmente a gente vai conseguir esquecer tão cedo, além de toda a sua história, sempre tão coerente, positiva e ainda terminando dessa forma perfeita, com os mais altos níveis de emoção nesse ciclo que se fechava naquele momento, mas que nem por isso seria o fim. Sabe aquela lista com nossos personagens preferidos ever? Aquele lista que tem nomes como Chandler, Lorelai, Carrie, Jack, Karen Walker, Pacey, Kevin Arnold (fui longe agora), Seth, Doctor, Bishops, Spock, Soprano, Ned, a família Fisher inteira, dentre alguns outros? Então, já podemos incluir mais dois nomes: Erica e Doctor Tom. (♥²)

Sinceramente, com esse final, Being Erica acaba de empurrar várias séries da minha concorridíssima prateleira especial, entrando de vez para a categoria de séries da minha vida. Sabe aquela série do tipo que a gente recomendaria para a mãe, para o melhor amigo, ou para os queridos leitores que nos acompanharam durante toda essa maratona? Então…Being Erica, anotem!

E quando comecei a assistir Being Erica, cheguei a questionar na minha review se eu receberia alta de pelo menos essa terapia (rs) e ao chegar ao final dessa deliciosa maratona, eu só posso dizer que me sinto totalmente revisado, questionado e muito melhor resolvido depois dessa experiência inesquecível ao lado da Erica e do Doctor Tom. Fico pensando que mesmo com a sensação de que eu iria adorar se tivessem mais episódios da série por vir, que diga-se de passagem, eu conseguiria acompanhar por anos sem a menor dificuldade, sinto que com esse finale, a série realmente conseguiu atingir o seu nível máximo, encerrando essa história de forma perfeita!

Para finalizar, preciso confessar que ao final da temporada anterior, quando a Erica ganhou o seu espaço em branco para ser o seu próprio consultório, fiquei imaginando como seria a versão do meu próprio espaço, caso eu tivesse essa mesma oportunidade. Até que cheguei a conclusão de que eu já tenho o meu próprio consultório e ele tem exatamente a cara do Guilt (♥). E depois da alta e da terapia finalizada, estando bem próximo de ficar mais velho na próxima semana, nesse post eu acho que eu mereço ser chamado de Doctor Essy, não? (rs)

Sinceramente eu espero que a experiência tenha sido tão boa para todos vcs que seguiram as minhas recomendações em relação a Being Erica, como foi para mim. Para terminar de ler ouvindo pela última vez…

ps: só lamento que os DVDs da série não existam por aqui. Uma pena…

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Concluindo mais uma fase da terapia com Being Erica

Abril 14, 2012

Não sei quanto a vcs que já assistiram a série, mas a minha relação de amor com Being Erica só tem aumentado. Que série deliciosa, não?

E a série é mesmo tão boa, que eu acabei sendo superado pelos meus próprios leitores que se sentiram influenciados pelo meu post de início da terapia e já chegaram ao seu final, leitores esses que gentilmente tem me polpado de spoilers. Super queridos, não?

Mas enfim, estou assistindo tudo lentamente, talvez pelo medo de ter essa delícia acabando rápido demais. Porém, depois de continuar com a minha terapia em Being Erica, finalmente cheguei ao final da Season 3, novamente com os olhos cheios de lágrimas, mas dessa vez por outros motivos, que é claro que eu vou deixar para o final desse post. (Essy, que depois de assistir Sherlock, acredita que tudo se resume ao suspense, rs)

Nessa Season 3, chegamos na segunda fase da terapia da Erica (Erin Karpluk) e finalmente descobrimos o que estava atrás daquela misteriosa porta que ela escolheu no “buraco do coelho” no final da temporada anterior. E do outro lado da porta, encontramos um grupo de outras 4 pessoas (Rebecca, Darryl, Camilla e Adam), todos também pacientes do Doctor Tom, para surpresa de Erica (e de todos nós), sendo que ele nunca havia mencionado a existência de outros pacientes passando por suas mãos, o que deixou a própria Erica super desconfortável a princípio, além de extremamente enciumada ao descobrir não ser a única queridinha do melhor terapeuta de todos os tempos. (Sério, #TEMCOMONAOAMAR o Doctor Tom? Doctor Who? Doctor Tom! rs)

Como eu já havia imaginado (apesar dos spoilers que eu não consegui evitar), descobrimos que essa segunda fase da terapia nada mais era do que a preparação para que ela possa se tornar uma Doutora um dia no futuro, que viria a ser a terceira fase do tratamento, uma forma dos pacientes retribuírem a chance que receberam com esse tipo de terapia, que eu já disse por mais de uma vez, ser bem da invejável. (ainda abro portas mantendo a esperança, não consigo evitar, rs)

O novo grupo trouxe uma nova dinâmica para a série, com a promessa de que eles pudessem a partir de agora se ajudar, interferindo no tratamento um do outro, compartilhando suas experiências e opiniões a respeito dos arrependimentos de cada um deles. A princípio foi algo que me deixou meio assim, imaginando como funcionaria essa entrada repentina de outros tantos personagens para a história da Erica, mas que acabou sendo algo que não aconteceu de fato, porque pouco vimos da história de cada um dos outros pacientes do Doctor Tom, porque obviamente esse não é o foco da série. Exceto por um deles que já chamou a atenção de Erica logo de cara (também pudera neam?), Adam, o boy magia irlandês da vez. Höy!

Primeiro que é impossível não ser conquistado logo de cara por todo aquele sotaque carregado do personagem, além dos seus olhos claros hipnotizantes. Höy! Mas depois descobrimos que a situação é ainda pior, porque além de boy magia, Adam (Adam Fergus) também possui uma história tão interessante quanto a de Erica, em todos os sentidos, no presente, passado e “no futuro”, além de uma personalidade forte (apesar de parecer um tanto quanto agressivo muitas vezes), o que nos deixa em uma situação ainda mais complicada nessa relação de amor também com o novo personagem e isso em pouquíssimo tempo, diferente do que aconteceu com o Ethan ou o Kai, durante as temporadas anteriores por exemplo.

E todos os episódios centrados na história de Adam (ou com a participação dela) são sensacionais, onde vamos descobrindo camadas e mais camadas que vão deixando o personagem ainda mais interessante, se é que isso é possível. Do passado violento, presenciando um pouco do abuso dentro da sua própria família, passando pelo mundo do crime até chegarmos a porta florida do Adam, que indica muito da sua personalidade como possível futuro paisagista (ainda não consegui sentir o que a porta da Erica tentou transmitir…), o personagem ganha um destaque enorme na temporada, a ponto de deixar Erica completamente apaixonada (e quem não ficaria?), até que, do nada, ele dá um fora homérico nela e vc se pergunta: COMOASSIM? (Ahhh esses homens…Humpf!)

Mas nada que não seja explicado com o tempo e a dificuldade em se relacionar que ele sente, acaba vindo a tona quando descobrimos uma pouco mais da sua relação familiar e até mesmo quando tivemos a chance de observar o futuro do seu personagem, imaginando como seria a sua vida no caso se ele tivesse abraçado no passado a sua verdadeira paixão e vocação, encontrando uma vida feliz no futuro, com esposa e filha (que embora seja de certa forma uma concorrente para a Erica, ela também é bem foufa, vai?) e que nos dá até uma noção de que o destino do Adam já foi meio que traçado, basta ele enfim aceitá-lo. (ou quem sabe tentar pelo menos modificar parte da sua história…)

Se do lado da terapia a coisa anda bem diferente para Erica com toda essa movimentação agora na versão terapia em grupo, na vida pessoal também é hora de encarar as novidades do risco do novo negócio ao lado de Julianne (Reagan Pasternak), a megabitch do passado que acaba se revelando uma verdadeira nova amiga para Erica (talvez a melhor de todas, porque as outras de vez em quando deixam bem a desejar…), onde juntas elas passam a enfrentar o desafio de montar uma editora. E põe desafio nisso.

E  o que eu gosto na série é que aquele “romantismo” de tudo dar certo não é realidade em Being Erica, e para que as coisas aconteçam, se é que elas vão mesmo acontecer, o caminho é sempre cheio de obstáculos e nada é muito fácil, como na vida de qualquer pessoa menos iludida, o que empresta um tom muito mais real e mais honesto para a série canadense e talvez seja um dos pontos que a faz tão especial para quem a assiste.

Também foi bem bacana ver como os demais personagens acabaram desenvolvendo um pouco mais as suas histórias, ganhando assim algum destaque, como a Sam (Joanna Douglas), a irmã da Erica tentando se relacionar com professor da Rosie Larsen em The Killing (Zzzz), a Judith (Vinessa Antoine) revelando que não estava vivendo um casamento tão feliz assim (sempre achei estranho o marido dela quase nunca ter aparecido muito na série) e que acaba ganhando até um novo pretendente. Também ganharam destaque o casal gay adorável do Goblins, Dave (Bill Turnbull) e Ivan (Michael P. Northey), que são sempre super engraçados e indispensáveis como alívio cômico da série (e eles são super foufos juntos também!), além do plot da doença da mãe da Erica, Barb (Kathleen Laskey) que me deixou com o coração bem pequeno. No momento em que ela revelou para a Erica que tinha câncer, mesmo já sabendo da notícia, não consegui me conter e chorei junto com a personagem, quase que na mesma intensidade, de tamanho o meu envolvimento com a série a essa altura do campeonato. (glupt)

E apesar dessa carga emocional dramática que a doença da mãe da Erica nos trouxe, foi lindo vê-la enfrentando o câncer cheia de coragem e da melhor forma possível, recebendo mais tarde a feliz notícia de que havia sido curada, para a felicidade de todas. I ♥ The Strangers

Mas vamos combinar que essa foi a temporada mais dramática da série até agora hein? Com uma carga emocional elevadíssima, senti que os episódios dessa temporada foram todos mais “pesados” até. Citando apenas um bom exemplo deles, o que foi a revelação do abuso que o Leo sofreu na sua experiência mais do que traumática na Faculdade? Sério? Eu teria feito o mesmo ou pior que a Erica quando ela descobriu sobre o que havia acontecido com Leo, sem pensar duas vezes. Isso antes de assistir ao episódio, porque agora eu me lembraria do Doctor Tom dizendo que a gente precisa evoluir e não agir da mesma forma que o nosso inimigo, ou o problema não se resolve, apenas se repete. E não é a toa que o Leo tenha desistido de ir para a Faculdade, não? Uma pena que eles não tenham tido a chance de discutir o assunto em casa (situação mais do que comum), algo que poderia ter melhorado a relação entre pai e filho, por exemplo. Humpf!

E como não se emocionar com a narração da Erica no episódio onde ela precisa superar a falta do ex, Ethan (Tyron Leitso), onde ela diz que perder um namorado é barra, perder um amigo também, agora perder um namorado que é o seu melhor amigo, é pior ainda (humpf!), ou quando ela tem que terminar o relacionamento com uma de suas melhores amigas, Jenny (Paula Brancati), que sempre foi  meio “oportunista” mesmo (o que também nunca é fácil) e finalmente a Erica conseguiu enxergar isso, para o bem das duas até, além de todos os plots da relação dela com o Adam, que foram sensacionais e também super carregados na emoção. (apesar do “primeiro encontro” deles parecer um filme do Tarantino, como ela mesmo disse, rs). Me fala, como não se emocionar?

Dessa temporada, eu realmente gostei de quase todos os episódios, da mesma forma que aconteceu com a Season 1. Entre os meus preferidos dessa vemos, temos aquele que é justamente quando ela tem que esquecer de vez o Ethan (3×02 Moving On Up) para conseguir seguir adiante (momento difícil para todo mundo) e eu sinceramente ainda espero que eles tenham uma conclusão melhor para o relacionamento dos dois. Gosto muito daquele (3×03 Two Wrongs) que foi onde descobrimos o que aconteceu com o Leo na faculdade (não gosto nem de lembrar…), também teve o Being Adam (3×06), onde descobrimos um pouco da sua história em diversas fases diferentes, como eu disse antes, onde descobrimos o seu passado como presidiário, o porque dele as vezes parecer tão agressivo e guardar tanta raiva dentro de si e #COMONAOAAMAR  o episódio na gay pride (3×06 Bear Breasts), com o Adam super seguro de si, circulando com a Erica vestida de wannabe Pocahontas versão drag queen, no alto daquele carro alegórico cercados das amigués canadenses magias, hein? Aliás, esse episódio é realmente divertidíssimo, com aquele pênis gigante de gelo no meio do bar (que mais tarde seria quebrado pela própria Erica, rs), com a Julianne e o Ivan dividindo um momento de intimidade super climão, depois de terem presenciado uma cena daquelas acontecendo na dispensa do bar (Quemnunca? rs), além do que, o episódio ainda contou com a volta da Cassidy, a amiga lez da Erica que diz que vive aqui perto, nos Jardins em SP. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Aliás, uma das minhas leitoras já havia me avisado sobre a relação da série com o Brasil, que aparece em diversas referências bem divertidas durante essa temporada até. Só achei que o moço da limpeza exagerou ao preparar feijoada e churrasco para aquela irmã super frágil da Erica em um único almoço e tudo de uma só vez. Imagino que se aquele almoço tivesse sido bem sucedido, que ela terminaria boa parte dele presa no banheiro mais próximo, rs.

E mesmo com os novos personagens e ainda com os antigos ganhando suas próprias histórias, ainda sobrou tempo para o sempre excelente Doctor Tom (Michael Riley) roubar as atenções mais uma vez.

Com uma novidade, onde pela primeira vez na série (3×08 Physician, Heal Thyself), vimos a sua vida no seu presente, em casa, ainda com a mulher antiga e recebendo a visita de Sarah, dessa vez quase que irreconhecível por conta do seu vício em heroína, para a nossa total surpresa, esclarecendo bastante da mitologia do personagem e ainda voltando ao momento pós tentativa de suicídio do Doctor Tom. Um episódio perfeito, com uma carga dramática excelente, que desenvolveu também muito bem a história desse homem que sempre foi um verdadeiro mistério para todos nós, nos dando a chance de ver como é a sua vida fora do seu consultório. E é nesse momento em que ele percebe que está repetindo com a Erica o mesmo tipo de postura que muitas vezes ele manteve com a sua filha, que foi o que levou a afastá-la de vez, revelando que a relação entre os dois a essa altura, já está muito além do que deve ser a relação doutor e paciente, beirando a intimidade e o afeto de uma relação de pai e filha. Howcuteisthat? (♥)

Doctor Tom que chega a implorar para que Sarah tenha a chance de ganhar o seu próprio Doutor, algo que por enquanto ainda lhe é negado. (embora eu tenha fortes suspeitas, além de uma intuição para o futuro já escrito da série. Mas por favor, não esclareçam as minhas suspeitas! PLEASE!)

Outro momento bem bacana da temporada foi a visita relâmpago do Kai (Sebastian Pigott), onde ele aparece dizendo que vai voltar em duas semanas para passar uma noite com e Erica (que acontece depois e Höy!), o que até ai tudo bem, só que do meio do nada, ele me joga a notícia bombástica de que tentou procurar a Erica em 2019 e lá no futuro ele não conseguiu encontrá-la (3×04 Wash, Rinse, REPEAT, que também marca o momento onde ela descobre sobre a doença da sua mãe, fazendo um contraponto lindo com a história toda do episódio), quebrando toda e qualquer regra da terapia que ambos participam e ainda deixando a Erica assim, com a notícia de que ela pode estar morta em 2019 e sem maiores informações a respeito. Como assim Kai? E esse episódio é realmente muito bom, porque ele novamente nos traz uma outra possibilidade para a série, onde ele coloca a Erica para repetir em incontáveis vezes, esses minutos da visita do Kai naquele dia onde ele trouxe a tal notícia bombástica, provando por A mais B de que não adianta o quanto a Erica saiba sobre seu futuro (e nem ninguém), que isso em nada vai mudar o seu presente, a não ser que ela viva o momento, aqui e agora, que é o que ela deve focar em fazer, aproveitando a sua vida no presente. Um momento lindo, de verdade. Ainda mais com aquele final, com o Doctor Tom também quebrando uma regra regra e visitando o futuro apenas para buscar informações sobre a Erica, só para deixá-la mais tranquila com o spoiler de que “ela não deveria se preocupar com 2019”. AMO a sutileza do Doctor Tom. AMO!

Ele que nessa síndrome de “pai” da Erica, não só quebra essa regra, como chega a quebrar uma outra, também muito importante, mudando o destino da própria Erica ao saber que os seus negócios com a 50/50 (empresa em sociedade com a Julianne)  não vão terminar nada bem devido a uma fraude do primeiro autor que elas contrataram, onde ganhamos um Doctor Tom provando do próprio veneno da sua terapia, mais uma vez, rs. E como é bacana ver o seu personagem passando para o outro lado do divã, não?

Antes de continuar, eu só preciso mais uma vez fazer uma pausa e dizer que alguém na série precisa urgentemente avisar para ao Brent (Morgan Kelly) que ele é mais gay do que um mash up dos melhores momentos da “Gaiola das Loucas” vs “Priscilla a Rainha do Deserto” passando como plano de fundo em finde de feriado da parada gay na The Week, ao som de uma versão remix de “I Am What I Am”. Sério! E isso pra ontem! rs (SNAP!)

Agora, voltando ao que interessa…

Mas nada se compara com o susto que eu tomei com o episódio final da temporada (3×12 Erica, Interrupted). Nele, Erica após finalmente ter a sua vida aparentemente resolvida por todos os lados, com a questão da quase falência da sua sociedade com a Julianne agora estar tudo certo (com a lealdade da Erica falando mais alto, em outro momento bem bacana da temporada), depois das coisas com a sua família estarem praticamente resolvidas e após ela finalmente conseguir ficar com o Adam (que a partir de agora, é o meu preferido para ficar com ela no final, que como bem disse a Cassidy, é exatamente o tipo de homem forte e resolvido que a Erica precisa ao seu lado), passando a primeira noite juntos da forma mais foufa ever (e quando é assim, a gente sente que vem coisa especial por ai, apesar de que ao contrário, também funcionar muito bem, Höy!) e quando ela imagina que está tudo perfeito demais para ser verdade, a personagem se vê de volta ao passado, descobrindo que esteve em coma por duas semanas (voltando ao cenário do primeiro episódio da série), onde toda a questão da terapia e das viagens no tempo parece ter sido algo construído por ela durante esse período do coma, substituindo os personagens da sua “vida imaginária” pelas figuras do hospital, como o Doctor Tom, que nesse caso seria o médico que a estava tratando naquele período, a enfermeira Julianne e por ai vai, o que acaba levando a personagem até a considerar um possível suicídio. CATAPLOFT!

Juro, quase enlouqueci pensando que talvez aquela fosse uma resolução que os produtores teriam encontrado na época, no caso deles acharem que a série poderia ser cancelada (teorias mil, rs), ou que a Season 4 seria sobre a Erica reviver tudo o que ela já passou sem a ajuda das viagens no tempo, com o Doutor Tom sendo apenas o seu médico de verdade, ou ainda que talvez eu tivesse pulado por acidente o episódio, indo parar direto no series finale, que se fosse esse o caso, eu não ficaria nada satisfeito (Humpf!). Mas para a minha sorte, eu estava redondamente enganado (Ufa!) e tudo aquilo não passava de um teste aplicado propositalmente pelo próprio Doutor Tom, que seria o teste final para que Erica Strange pudesse prosseguir com a sua terapia para a próxima e última fase: o treinamento para ser Doutora. SIM! Doutora Erica! Howcoolisthat? Vou dizer de novo e em caixa alta agora: HOWCOOLISTHAT?

E não tem como não ficar emocionado com os olhos do Doutor Tom transbordando de orgulho ao ver o resultado do seu trabalho no comportamento da Erica, ele que também estava visivelmente emocionado e com os olhos cheios de lágrimas assim como a Erica, com ele dando a notícia de que ela havia passado pela terapia, atingindo o seu principal objetivo e que agora estaria na hora de retribuir, se tornando uma Doutora ela mesmo. Tive até que voltar essa cena umas 5 vezes, porque toda hora os meus olhos se enchiam de lágrimas e eu não conseguia mais acompanhar a legenda e nem ouvir direito, rs.

Uma pena o Adam não ter conseguido atingir o objetivo final também (esses meninos de temperamento difícil…), ele que sempre pareceu estar bem preparado para a nova fase de treinamento de Doutor, apesar da pouca paciência reconhecida por ele mesmo em um determinado momento da temporada. Mas talvez essa tenha sido a alternativa dos roteiristas como solução para conseguir manter os dois agora como um casal a parte do lado da terapia em grupo, não sei. Veremos…

E dessa forma linda, Erica ganha o seu próprio consultório, um espaço em branco que ela pode preencher com o que ela quiser, do jeito que ela quiser (Howcoolisthat? Fiquei só imaginando como seria o meu own consultório…), ganhando inclusive a sua primeira remessa de cartões com o título de “Doutora Erica” e ao final do episódio, sendo surpreendida com o seu primeiro paciente, que eu só vou descobrir quem é, quando eu começar a Season 4. (ansiolíticos, cadê vocês?)

Pode até parecer meio que um exagero da minha parte, mas Being Erica em tão pouco tempo desde que eu a descobri, se transformou rapidamente em uma das minhas séries foufurices preferidas ever. Por isso tenho a assistido com muita calma, estendendo ao máximo a sua duração na minha vida. Mas como tudo precisa de um final e eu finalmente cheguei perto dele, decidi então deixar essa última temporada (Season 4) para assistir nas semanas que antecedem o meu desaniversário agora em Maio (14), como parte da minha own terapia para quem sabe eu ter a chance de envelhecer mais um ano como uma pessoa mais digna e quem sabe até curada, rs. Me desejem sorte! (e quem sabe no dia 14 eu não abro uma porta qualquer e recebo uma surpresa daquelas de presente? Noc Noc?)

To be continued… (agora pela última vez, glupt!)

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FYI: continuo em terapia com Being Erica…

Março 28, 2012

Cheguei até a metade do caminho de uma possível alta nessa minha terapia e para quem ainda não entendeu, eu estou falando da minha atual maratona em Being Erica, série canadense daquelas bem boas, que já está mais do que recomendada aqui no Guilt, mesmo que eu ainda não tenha chegado ao seu final. (que torço desde já para que seja bem sensacional, como a série tem sido até agora)

Pois bem, continuo em tratamento e Being Erica continua sendo o meu prazer sem culpa dos finais de noite. Tudo bem que essa Season 2 perdeu um pouco da emoção da primeira temporada por exemplo, mas mesmo assim, continua sendo uma delícia acompanhar as viagens no tempo na tentativa de consertar o passado de Erica Strange. (que quase sempre acabam valendo para a vida da gente também)

Dessa vez, ainda ganhamos um novo personagem chamado Kai (Sebastian Pigott), 0 boy magia do café da esquina que a Erica descobre fazer o mesmo tipo de “tratamento” que o dela, mas que a princípio não gosta muito de falar sobre o assunto, para nosso desespero.

Durante a Season 2, Erica esteve experimentando um pouco mais de felicidade, com a sua vida se ajeitando em todos os lados, crescendo profissionalmente fazendo o que ela gosta de fazer e de quebra, ainda namorando o Ethan, seu melhor amigo de longa data que mora logo ao lado e que em um determinado ponto da temporada acaba dividindo o apartamento com Erica, passo importante em todo relacionamento. (as vezes, importante até demais…)

A verdade é que essa segunda temporada tem bem menos drama do que a primeira, ou pelo menos essa foi a minha sensação. Erica enfrentou o namorado gay do passado, conflitos de interesses com as amigas e muito mais tumulto no trabalho por exemplo, com a personagem recebendo a tarefa de editar um livro sobre sexo, algo que a deixou pouco confortável, além de se tornar a editora responsável pelo lançamento do livro da sua ex pior amiga megabitch do colégio, que para ajudar, ainda era melhor sucedida na vida, pelo menos profissionalmente. Muitos plots profissionais, mas os dramas familiares e até mesmo pessoais, dessa vez tiveram uma carga dramática menor para a sua personagem. Mas deixem grifado esse “sua personagem“, que mais tarde vocês vão entender melhor o porque…

O grande plot dessa temporada foi mesmo o amor (♥). Será que agora que Erica definitivamente conseguiu um Ethan (o próprio, rs) para chamar de seu, ela finalmente seria feliz no amor?

E a resposta não foi das mais positivas, porque embora ambos continuassem super foufos juntos durante toda a temporada, foi ficando cada vez mais claro que aquela relação funcionava infinitamente melhor quando eles eram apenas bons amigos. Uma pena, mas acontece. Sabe quando você idealiza demais uma relação quando ainda não a está vivendo e quando isso finalmente acontece, você percebe que nem era tudo isso? (…)

Com uma série de problemas por todos os lados da relação e com um Ethan cada vez mais conformado e rejeitando toda e qualquer mudança na vida de Erica, o final desse relacionamento começou a parecer inevitável, mesmo ainda torcendo para a felicidade do casal, que sempre foi o meu caso, onde durante a temporada anterior também cheguei a idealizar o Ethan como o namorado perfeito. Humpf! E isso ficou ainda mais evidente quando o jovem Kai entrou na jogada, confundindo ainda mais a cabeça da personagem. Até que chegou o momento do fim, o que é sempre uma barra e que foi retratado em uma cena linda e cheia de emoção, com os dois enfrentando aquela última noite interminável da season finale. (E quem nunca encarou uma season finale como essa na vida real?)

Em casa a dinâmica continuou a mesma e com os pais separados, Erica passou a perceber o quanto o pai vivia uma vida solitária, em arrependimento ao que fez de errado no passado, enquanto sua mãe andava namorando o Harrison Ford (segundo o próprio pai dela, rs). Sua irmã, Sam, finalmente percebeu a roubada que sempre foi o seu casamento, mas não sem antes cometer o grande erro de se mudar para Londres pelos motivos errados, ainda mais com um marido daqueles que só precisava da esposa troféu e corretinha para se exibir e cumprir o seu papel de “homem de família” para a sociedade. É claro que feminista como a Erica sempre foi, essa mudança na vida da irmã pelos motivos errados não passaria em branco e obviamente que ela precisou deixar bem claro a sua opinião a respeito, mesmo colocando em risco mais uma vez a relação das duas. Well done! E é isso mesmo, quem ama cuida e dá bronca quando necessário. E ainda tivemos a visita do Leo, que é sempre um momento especial para a série, considerando o seu passado trágico, com uma entrada quase no final da temporada, em um episódio onde Erica precisava aprender que nem todo mundo é perfeito e que as vezes projetamos essa imagem de alguém quando não conseguimos aceitar que essa pessoa seja passível de falhas e mil defeitos, como todo mundo, ainda mais depois que as perdemos.

A entrada de Kai também trouxe uma dinâmica nova para a série, trazendo uma história também nova para um personagem que passava por uma situação semelhante a de Erica, algo que nós ainda não havíamos presenciado. Com ele acabamos conhecendo um novo Doutor e ainda ganhamos uma grande surpresa com a revelação de que Kai na verdade veio do futuro e se encontrava na mesma timeline do presente de Erica apenas para resolver o seu maior arrependimento do passado, que foi o suicídio do seu melhor amigo. Simplesmente genial! Eu pelo menos nem cheguei a suspeitar dessa hipótese e AMEI a surpresa.

E ficou bem claro que a Erica acabou de certa forma se encantando com Kai, que convenhamos que nesse momento, ele tinha bem mais atrativos do que o próprio Ethan, que foi ficando meio chatildo, fato, e isso mesmo com o Kai sendo bem mais novo (o que poderia ser algo positivo também) e bem menos maduro. Nem achei ele tão magia assim e acho mesmo que o encantamento da Erica em relação a ele se deu mais pela semelhança de suas histórias do que qualquer outra coisa. Pelo menos até esse ponto da história.

Esse encontro entre os dois ainda rendeu mais uma nova possibilidade para a série, que foi o episódio em que Erica teve a chance de refazer o seu dia, sem mudar o seu destino em absolutamente nada, algo que não tinha acontecido até então. E essas novidades na dinâmica de Being Erica são sempre deliciosas e eles sempre dão um jeitinho de encaixá-las quando a gente imaginava que já tinha visto de tudo na série. Clap Clap Clap!. E também foi bem bacana ter os doutores usando a própria Erica na história do Kai, enviando ela diretamente para o futuro como reporter da Rolling Stone para entrevistá-lo no presente dele, todo famosão em 2019. Cool! Talvez ela já esteja sendo preparada para o seu futuro (e o título spoilerento do series finale indica isso na maior cara lavada. Humpf!)

Mas foi de cortar o coração a forma como ambos se despediram, com Kai finalmente aceitando a sua terapia, resolvendo o seu issue e consequentemente esquecendo a Erica no minuto seguinte. Triste.

Engraçado também é observar a moda quando a personagem circula em cenários do passado. Quase morri com o momento “calça big” da Erica, além de uma figurante que apareceu no episódio sobre bullying e assédio na escola (2×06 Shhh…Don’t Tell), que me apareceu do nada com a calça baggy mais pavorosa do universo. Sério, era uma coisa enorme, alta, volumosa e pavorosa. WOO!

Entre os meus episódios preferidos dessa vez estão a primeira visita de Ethan como seu namorado oficial em uma festa da família (2×02 Battle Royale), a viagem para a China com a amiga piriguetchy da turma (2×04 Cultural Revolution), o episódio com o clube Delicious (2×06 Yes We Can), com Ethan e Erica tentando apimentar a relação em um climão de dominatrix muito avançado para ele (bunda molão, rs) além da visita do Leo que eu já mencionei anteriormente (2×09  A River Runs Through It),  com direito a uma viagem sensacional a um parque chamado Wonderland (e houve também uma citação linda de Alice no ep final, feita pelo Doctor Tom, é claro) e tem também o episódio onde Erica pode observar a sua vida em uma outra perspectiva completamente diferente a sua realidade (2×11 What Goes Up Must Come Down), que também foi sensacional! Além de um episódio bastante especial, onde Erica teve que resolver os seus problemas apenas encarando a realidade, como todos nós que não temos a sorte de passar pelo mesmo tipo de terapia dos sonhos que ela (I wish!), sem a ajuda das viagens no tempo, que também foi outro momento bem bacana, com um detalhe todo especial nesse episódio, que foi ela pegando o Ethan em uma situação pra lá de constrangedora (2×08 Under My Thumb), if you know what i mean…

Ainda assim, mesmo AMANDO cada dia mais a Erica (que poderia ser eu mesmo de tão parecidos que somos. Sério! Tem dias que eu acho que o episódio só pode ser um sinal, rs), tenho que dizer que os melhores episódios dessa temporada foram aqueles que estiveram centrados no personagem do Doctor Tom, onde neles encontramos toda aquela carga emocional que dessa vez eles deixaram um pouco mais de lado para a personagem da Erica, como eu disse no começo do post, quando pedi para grifarem o “sua personagem”. Uma atenção especial que o Doctor Tom já estava mais do que merecendo, afinal, todo mundo morre de curiosidade de saber mais sobre o seu personagem. E por todo mundo é claro que eu quero dizer eu mesmo, rs. (e ele andou mais saidinho nessa temporada hein? Segurando até um shirtless e um trabalho como stylist, tsá? rs)

Começamos a temporada com a briga entre ele e Erica (2×01 Being Doctor Tom), que já tem esse título sensacional, onde ela pode observar pela primeira vez um pouco da vida do seu terapeuta entrando no passado da sua história, antes mesmo dele se tornar o homem que é hoje. Um episódio lindo e totalmente triste ao mesmo tempo, onde conhecemos um homem completamente diferente do que havíamos visto anteriormente, que nos levou a um momento de total descontrole do personagem (sempre tão equilibrado até então), o momento suicida do Doctor Tom no alto de um prédio, com a própria Erica observando tudo e dividindo esse momento do passado com ele (e com a sua “nova doutora”, Naadiah), tentando evitar o inevitável. Nele conhecemos um pouco mais desse misterioso Doutor e conhecemos também um de seus maiores arrependimentos, que ele revela ter sido a sua relação totalmente meio assim com a filha, Sarah, a qual saiu de casa e ele nem imagina o seu paradeiro. O tipo de episódio que te deixa com um nó enorme na garganta do princípio ao fim. E mesmo podendo observar que ele de fato se jogou daquele prédio, não é possível saber ao certo o que realmente aconteceu depois disso (mas é possível se imaginar) ou quem afinal seria aquele homem. Mas essas são perguntas que segundo o próprio personagem, serão respondidas ao seu tempo… (e eu espero conseguir chegar lá logo, prometo!)

O outro episódio super emocionado dessa temporada ficou por conta do encontro do Doctor Tom com a sua filha Sarah (2×10 Papa Can You Hear Me? – que me lembrou o Jack  de Will & Grace cantando essa música em um momento divertidíssimo da série antiga, rs), momento mais do que especial, com ele experimentando um pouco do que é tentar consertar o seu passado através dessas viagens no tempo do tipo que a Erica faz sempre. Um Doctor Tom de hoje, diferente do homem amargurado do passado que descobrimos no começo da temporada, um homem que dessa vez aparecia de peito aberto, tentando entender a filha e finalmente conhecê-la melhor, ficando totalmente surpreso com os reais aptidões dela, que ele não ligou muito e tentou reprimir no passado. Mesmo sem um final muito feliz, foi bem bacana vê-lo passar por aquela situação de desespero, tentando reaver o que talvez seja o seu maior arrependimento na vida e ainda voltando para o seu escritório com pelo menos uma lembrança linda daquele dia onde ele pode conhecer um pouco mais da sua filha (e nós também). Um presente lindo, não? Chorei litros, obviamente. Precisamos de mais momentos como esse com o Doctor Tom daqui para a frente, hein? Que finalmente descobrimos ter uma história tão sensacional quanto a de Erica. Espero que esses momentos aconteçam…

Ao final dessa Season 2, Erica se encontra novamente na estaca zero do seu projeto de vida. Mais uma vez sem emprego, sem namorado e sem muita perspectiva do futuro que todos temem, ela encontra-se exatamente como começou a série. Com a diferença de que dessa vez, segundo a própria, embora reconheça que ainda esteja bem assustada com a sua atual situação, ela tem muito mais coragem e não tem medo de enfrentar o que vier pela frente. Uma força que certamente ela deve a essa terapia invejável, diga-se de passagem.

E aquela cena final, com ela escolhendo uma porta em meio a tantas delas, sem o menor medo do que ela poderia encontrar do outro lado, foi realmente um momento encorajador. Mal posso esperar para ver o que Erica Strange irá encontrar do outro lado daquela porta.

E a terapia continua…

ps: continuo também abrindo portas na esperança de encontrar um Doctor para chamar de meu do outro lado. Me adota Doctor Tom, que eu também tenho certeza de que só posso ser mesmo um alien, rs

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Esse ano eu decidi fazer terapia, esse ano eu decidi assistir Being Erica

Fevereiro 8, 2012

E por terapia, eu quero dizer que esse ano eu comecei a assistir Being Erica e me encontro em tratamento, junto com a personagem. (pelo menos na minha timeline, porque a série já foi encerrada ano passado)

Saindo um pouco do estereótipo das séries americanas, Being Erica é uma produção canadense em parceria com a BBC, que conta a história de Erica Strange (Erin Karpluk, que é uma ótima atriz por sinal), uma mulher que se vê já com uma certa idade, vivendo um momento da sua vida que não foi exatamente como ela imaginou que seria, no passado.

A beira de entrar em um colapso por não ser exatamente quem ela gostaria de ser e nem o que a maioria das pessoas ao seu redor esperavam que ela fosse, principalmente devido as suas péssimas escolhas em alguns momentos considerados por ela importantes em sua vida,  Erica acaba encontrando o Doctor Tom (Michael Riley, mais um doutor para a gente se apaixonar, ♥), que é uma espécie de terapeuta , o rei das quotes. Um homem misterioso, que a oferece a chance de tentar uma nova espécie de terapia, para quem sabe “consertar” os seu erros do passado. A partir disso, Erica acaba escrevendo uma lista com os momentos que ela mais se arrepende em sua vida e que ela gostaria de ter vivido de forma diferente e magicamente, com a ajuda do Doctor Tom, ela ganha a oportunidade de voltar ao passado em cada episódio, tentando superar os seus problemas antigos e quem sabe dessa vez fazer a coisa certa. (ou pelo menos tirar uma lição disso tudo)

É claro que vc deve estar se perguntando: mas como assim ela consegue mudar o seu passado? Bom, isso é bem simples para a série e segundo o próprio Doctor Tom, a vida de Erica não tem tanta importância assim para a história da humanidade, por isso ela não seria capaz de criar nenhum paradoxo no universo, modificando uma coisa aqui ou ali na sua própria vida insignificante (rs) para os demais, diferente do que já vimos em diversas outras séries que também tratam de viagens no tempo, ou até mesmo no cinema. Isso porque ela só conseguirá mudar o que estiver sobre o seu controle e for diretamente ligado às suas decisões e não às demais pessoas que fazem parte da sua vida. Howcoolisthat?

Com uma lista de arrependimentos sem fim (e podendo adicionar novos ao longo da temporada) e viagens deliciosas ao passado de Erica, ganhamos uma das séries mais foufas ever. Juro! Eu pelo menos já estou completamente apaixonado/viciado. (♥)

Digo isso porque não tem como não se identificar com os diversos momentos da vida da Erica e eu confesso que nos primeiros episódios, eu cheguei a me identificar de forma assustadora com a personagem e por isso a série se encaixou perfeitamente como meu tipo de terapia preferida nesse momento (já tentei outras…fail!). Me sinto até em processo de cura para me tornar uma pessoa melhor (rs, mas é sério). Tudo bem que levando em consideração algumas diferenças óbvias de gênero, número e grau, foi impossível não me identificar logo de cara com a personagem e acredito que isso seja bem fácil para vc também, querido leitor que se encontra lendo esse texto nesse exato momento e talvez se anime a assistir a série.

Acabei de terminar a primeira temporada, terminando também com uma caixa inteira de Kleenex. O que foi aquele último episódio minha gente?

Para que vcs consigam entender o tamanho do drama, Erica tem um irmão, Leo (Devon Bostick, que também é um ótimo ator e que fez “Adoration” ao lado do Scott Speedman, Höy!), que morreu ainda quando jovem e ao longo da temporada, a medida em que ela vai voltando ao passado, eles tem a chance de se reencontrar em diversos momentos diferentes e com isso, também é humanamente impossível não se encontrar com os olhos cheios de lágrimas, da mesma forma que a personagem fica quando acontecem esses encontros na série. Sério, muito, mas muuuito foufo. (glupt)

Assim, eu sentia que algo em relação ao Leo viria a ser o encerramento da temporada e não deu outra. Confirmou! Chorei compulsivamente assistindo aquela família passando por aquele dia que certamente eles gostariam de esquecer, mas que ainda assim, acabou tendo um final um pouco mais feliz, dadas as circunstâncias,  mesmo que aquele final trágico e já esperado tenha sido inevitável (mas ela bem que tentou mudar isso. E quem não tentaria?). Coisa linda, sensível e extremamente tocante. Juro que a minha vontade era a de abraçar a Erica naquele momento, junto com toda a sua família, ou tirar o Leo daquele celeiro eu mesmo. (tears)

Mas nem só de tragédias sobrevive Being Erica, longe disso até, porque a série trata de uma temática até que bem simples e foufa, com a personagem enfrentando situações no presente ou no passado, que certamente eu e vc já enfrentamos um dia. (ou ainda enfrentaremos, por isso preparem-se!)

O mais engraçado é que mesmo sendo uma série leve e divertida, Being Erica consegue te fazer pensar em tentar reescrever a sua própria história, caso vc tivesse essa chance. E quem não gostaria de ter um Doctor Tom na sua vida? Eu pelo menos, não abro mais nenhuma porta sem esperar entrar inexplicavelmente em seu consultório. Eu tenho essa esperança, que a partir de hoje nem é mais segredo. (por mais ridículo que isso possa parecer)

E  ao longo da temporada, ainda ganhamos a revisita de diversos clichês conhecidos de todos nós, como a reunião dos os ex alunos do colégio (pavor de todos), a primeira vez (sempre um drama), a separação dos pais (barra), brigas em família (climão), os melhores amigos da vida (♥), as meninas do tipo mean girls do passado (bi-a-tchs), o novo trabalho como assistente quando vc já tem idade o suficiente para ser chefe (acontece…) e a paixão pelo melhor amigo mais foufo de todos os tempos, Ethan (Ai ai…♥ + ♥)

E quem nunca teve um Ethan na sua vida?

Das duas uma, ou vc teve um Ethan, aquele cara super foufo que sempre esteve ao seu lado e vc nunca deu valor porque estava ocupada demais tentando com aqueles tipos mais errados, que sempre chamam mais a nossa atenção quando ainda não estamos preparados ou experientes o suficiente para resistir bravamente a esse tipo de magia (ou aproveitar sem se envolver muito, rs), ou vc não conseguiu enxergar e descobrir o seu próprio Ethan ainda, o que pode ser algo positivo, desde que ele não descubra um outro alguém antes.

Ethan (Tyron Leitso) é o cara perfeito, tipo o simbolo máximo do boy magia. Inteligente, prestativo, foufo, nerd, um amigo de longa data que ainda vai morar ao lado da sua casa. Quer mais o que?

Tá, então além de tudo ele é boy magia, bem resolvido, com bom humor e ainda aceita te ajudar a qualquer momento, fazendo seja lá o que for. Agora está bom para vc? Höy!

Eu sei que ainda é cedo (e graças ao IMDB, eu acabei descobrindo que ele participa de apenas 25 eps da série e essa informação desnecessária já me deixou bem tenso. Obrigatô IMDB, humpf!), mas pra mim, ela já tinha que ficar com o Ethan, rs. Tudo bem que além dos adjetivos bacanas, ele tem alguns probleminhas a serem adicionados nessa lista, como o fato dele ainda estar casado com a mulher que o traiu (em processo de separação, porque nós não aprovamos quem aceita e se contenta em ser a “segunda esposa”), além do fato de ser um pouco bunda mole demais quando o assunto é a  própria ex esposa. Mas tirando isso, vale a pena lembrar que além de tudo o que eu já disse antes, ele ainda é professor. Tá, agora eu pergunto: #TEMCOMONAOAMAR?

Entre os meus episódios preferidos dessa Season 1, temos aquele em que ela enfrenta o professor bitch que a deixou meio travada no passado, ganhando a simpatia intelectual do “cabecista” recitando Britney Spears (euri, sério. Tem coisa mais engraçada?), ou quando conhecemos a versão mais jovem da Erica, a única até agora interpretada por outra atriz (por motivos óbvios) enfrentando lindamente o pesadelo que estava se transformando o seu Bat Mitzvah. Gosto muito também da briga com a irmã no dia do seu casamento, quando Erica acabou descobrindo que o cunhado era apaixonado por ela (um cara totalmente asshole e nesse dia foi explicado o porque). Tem também outros dois episódios bem especiais, como aquele com o último dia perfeito entre os três irmãos e aquele outro em que a Erica descobre a verdade sobre a separação dos seus pais. Sem contar o episódio final da temporada, que é bem bom e super emocionante. Mas na verdade, para sem bem sincero, eu gostei muito de todos os episódios, sem exceção. Morri de rir, achei foufo e me emocionei em diversos momentos dessa Season 1.

E a essa altura, o meu nível de amor pela série só tem crescido, mesmo tendo terminado apenas a primeira de um total de quatro temporadas, com uma média de 12 episódios cada uma, o que de certa forma pode acabar encorajando algum leitor que também esteja em débito com a série (que terminou em 2011) e queira colocá-la em dia, assim como eu, ou que simplesmente esteja carente de alguma foufurice em sua vida.

Sabe aquela sensação gostosinha, cozy e caseira que a gente sentia enquanto assistia Gilmore Girls, por exemplo? Então, assim está sendo Being Erica para mim. Minha dose de foufurice diária.

Agora me digam, #TEMCOMONAOAMAR essa música da abertura?

E de vez em quando, faz bem dar uma voltinha longe da america antiga viu?

ps:vamos ver se até o final da série eu consigo ter alta neam? Se continuar desse jeito, eu prometo um post com uma declaração de amor maior ainda. Mesmo assim: to be continued…

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