Posts Tagged ‘Ewan McGregor’

August: Osage County, o trailer

Maio 13, 2013

Drama familiar SENSACIONAL e que conta com um elenco dos sonhos, com nomes do tipo Meryl Streep (#MUSE), Julia Roberts (#MUSE), Benedict Cumberbatch (que parece ter conquistado de vez a America antiga), Abigail Breslin (que cresceu e eu espero que continue sendo ótimo reencontrá-la), Ewan McGregor (MARAVILEEEANDRO), Juliette Lewis, Dermot Mulroney e Margo Martindale.

“August: Osage County” tem como diretor John Wells (“The Company Men”), que tem trabalhos bacanas na TV atual como produtor em séries como Shameless e Southland  e previsão de estreia para 8 de novembro na America antiga.

Ansiosos? Animados? Sem saber exatamente para quem olhar em cena?

 

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Jack the Giant Slayer, o trailer

Novembro 23, 2012

Nicholas Holt + gigantes + Ewan McGregor + Bryan Singer. Fiquei pelo menos curioso…

 

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London baby!

Julho 30, 2012

Maravileeendro!

Fiquei tão emocionado com a festa de abertura das Olimpíadas da Londra antiga…

Tudo bem que não teve Doctor Who (que eles trocaram pelo Mr Bean e eu tinha certeza que isso aconteceria, ZzZZZ), faltaram meninas e meninos vestidos de Spice na parte musical (mas dizem que elas vem para o encerramento e todas aguardam ansiosamente o momento de tirar o tênis plataforma antigo com 20 cm de altura do fundo do closet para essa performance), mas de resto, foi tudo bem perfeito, não?

Fiquei realmente emocionado a ponto de me arrepiar inteiro com a J.K. Rowling lendo um trecho lindo de Peter Pan (que é o clássico preferido da minha roommate, que está na Londra e disse que iria na abertura, por isso espero que ela tenha conseguido! ♥) e também me emocionei muito na parte musical, quando os Beatles apareceram naquelas projeções durante a parte da “evolução musical” deles, que na sequência ainda teve David Bowie (e o que a gente não daria por uma daquelas cabeças gigantes e ruivas do Bowie?) e Queen, que foi quando eu não consegui conter as lágrimas e me rendi completamente.

Aí tocou Prodigy, que me levou a um tempo antigo, para uma pixxxta mais antiga ainda para a qual eu nem tinha idade, rs. Mas quando eu me senti a dancing queen, young and sweet, only seventeen de novo foi na sequência do Ewan McGregor novinho de tudo, correndo como se não houvesse amanhã ao som de “Born Slippy” do Underworld (que até hoje me dá vontade de sair pulando/rodopiando sem culpa). E ainda tocou “Valerie” (que a gente dança fazendo coreô inspirada nela e para ela, claro), awnnn! Tinha que tocar Amy! (e todos os outros clássicos, claro!). Fora a covardia de colocar a sua própria equipe entrando no estádio ao som de “Heroes”, que pra mim, foi um golpe baixo dos melhores possíveis! (de chorar!)

E teve o bom humor da Rainha, que a gente nem tava esperando que fosse chegar tão bem humorada assim. E teve o Beckham percorrendo o Tamisa de lancha com o cabelo intacto, enquanto sua parceira lutava contra o vento (euri, diva é diva!). E teve a história de um país contada lindamente, com direito a show do Arctic Monkeys tocando até Beatles, vejam só. E depois, para encerrar da melhor forma possível tivemos ele, Sir Paul McCartney!

Realmente, eu não posso dizer outra coisa para essa cerimônia a não ser: Deitou todas Danny Boyle! (mas vamos concordar que com um material riquíssimo desse, a tarefa não seria das mais difíceis)

Espero que a gente tenha aprendido alguma coisa com esses ingleses e que não façamos feio quando chegar a nossa vez. Cultura é cultura e cada um tem a sua, por isso acho que temos que respeitar todas. E mesmo que a nossa não tenha os Beatles, o Bowie, ou a Edina e a Patsy para nos representar carregando a tocha olímpica (dei um pulo nesse momento! AbFab = ♥), espero que a gente encontre bons representantes para a nossa vez. Mas desde já, a minha sugestão é que a nossa cerimônia de abertura comece com a frase “Desculpa qualquer coisa” em vários idiomas… (rs)

London baby!

 

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Parando tudo em Cannes 2012

Maio 18, 2012

Parando tudo no 65th Annual Cannes Film Festival, temos a Diane Kruger com seu vestido maravileeeandro nesse tecido fluído com cor de sonho!

Höy!

E a cara de confiança do tipo “eu sei que eu deitei todas nesse red carpet meobem”, hein? PÁ!

Ela que não basta ser linda, mas ainda tinha que me aparecer ao lado do nosso Peter Pacey, só para deitar com geral. Höy! (e dizem que tem post sobre a Season 4 de Fringe saindo ainda hoje aqui no Guilt…)

Mas nesse caso eu não gostei muito do modelo não…Sorry!

Temos também o sempre sensacional Ewan McGregor, que continua envelhecendo tão dignamente, que nem se percebe que o tempo passou por ele. Ai ai!

Höy!

Ou a Marion Cotillard, que dizer que ela estava maravileeeandra é quase como repetir sempre a mesma coisa.

Mas que estava maravileeeandra, isso estava! Höy!

E o Bill Murray, que pegou tudo que ele tinha em zadrez em casa, e investiu forte no xadrezismo no red carpet.

Achei exótico, achei ousado e achei que no final das contas, até que deu certo.

E já que o assunto é motoboy, a pergunta que não quer calar é:

Janeiro 23, 2012

Porque é que nunca é um Ewan McGregor que vem fazer aquela entrega hein?

Humpf!

#VIDACRUELVIDABANDIDAVIDAINJUSTA

As escolhas sempre meio duvidosas do People’s Choice Awards, versão 2012

Janeiro 13, 2012

Na verdade, no People’s Choice Awards, o que menos importa é o que as pessoas de lá escolheram na votação em qualquer categoria (o que é sempre uma preguiça e a gente nem precisa disso), e sim, o que as nossas queridas celebridades escolheram para desfilar no red carpet neam?

E já vamos começar com o melhor date ever, que foi a Betty White na platéia, sentadinha ao lado do Robert Patinson, o vampiro mais inofensivo da história. Ganha até do Zé Vampir, rs.

Howcuteisthat?

Achei bem foufo, mas achei que o Robert Pattinson precisa começar a se preocupar, pq quando uma senhora de 90 anos aparece muito mais bem vestida do que ele em noite de premiação, significa que:

#NAOTABOMNAO

Sharooon fez questão de fazer essa cara para deixar bem claro que ela não tem nenhuma relação com a porcaria da cor do cabelo da Kelly.

Sério? Ela conseguiu um papel em filme de época, ou vai interpretar a avó da Sharon na temporada de retorno das catacumbas do inferno de The Osbournes, hein?

E eu até gosto da Kelly, mas nunca achei ela bonita, fato. Pra mim, ela vai ter sempre essa cara de quem sofre de prisão do ventre. Sorry! (Activia!)

ps: Sharooon estava maravileeeandra de metalizado, não? 

Gente? E o que aconteceu com a cara da Portia de Rossi?

Diz que a mão da Ellen ali do lado, na verdade, estava segurando um ponto estratégico do corpo da Portia, onde fica todo o plissé que segura isso tudo, e que a ela não pode soltar por nada nesse mundo, ou desaba tudo.

Sem contar que, se vc vive em um mundo onde a Ellen DeGeneres, sua companheira masculeeeandra (leia-se masculeeeandra como aquela que não é muito ligada a estética), está com a cara melhor do que a sua femileeeandra (leia-se femileeeandra como aquela de quem se espera que seja mais ligada a estética), isso só pode significar que está ficando bem puxado, não?

E literalmente. WOO!

Achei democrático que a moda evangélica tenha ganhado espaço no red carpet.

Parabéns Nina Dobrev, vc conseguiu. Só que ao contrário.

E quando vc chega ao ponto de ter que reciclar o tecido da sua fantasia de Halloween e tentar transformá-lo em algo novo, é porque está na hora de começar a repensar a sua carreira, não é mesmo Vanessa Hudgens?

E quem ainda faz bico para tirar foto em 2012, hein?

Eu nunca sei quem é quem quando vejo essa figura:

Se é a Snooki que perdeu peso, ou se a Demi Lovato que ganhou todo o peso que a Snooki teria perdido.

Nunca consigo me decidir…

Mas para ambas as alternativas, a cafonice reina.

#NAOTABOMNAO

ps: olhando esse make mega carregado da segunda imagem, vcs não chutariam que ela tem pelo menos 37 anos? Eu diria até que uns 38, com folga, rs. 

Ashley Greene é aquela atriz que a gente sabe que conhece, mas nunca lembra de onde, tamanha a sua importância em nossos corações gelados. Zzzz

Achei o look quase que um pirigótica, só que um pouquinho mais comportado.

Mas e essas duas marcas enormes na altura do peito? Significa que ela tem mamilos de aço?

Ganhou até do Batman do George Clooney nessa categoria hein?

E vamos acabar um pouco com a ilusão?

A gente assiste aos desfiles, acha quase tudo lindo nas passarelas, temos nossas marcas preferidas ever, mas quando chega a hora de olhar de perto, no red carpet (que é onde a gente tem uma maior chance, rs), é sempre uma decepção quando a gente percebe a pouca qualidade do produto neam?

Tudo bem que costurar todos esses recortes não é a tarefa mais simples do mundo (e eu nem sei costurar nada) e o vestido é de uma marca que eu AMO, mas não precisava ficar com cara de fantasia de escola de samba neam?

#IMPRIMIUEXCESSODECOLAQUENTE

Pausa: gente, e a Lily está grávida de novo?

É tipo linha de produção agora? Um por cada nova temporada de How I Met Your Mother? (que eu finalmente desisti e nem assisto mais)

Mas nada foi mais preguiça do que o look da Veronica Mars na noite da premiação, hein?

Achei total preguiça, a começar pelo cabelo. Zzzz

E eu fiquei com pena da Kaley Cuoco…

Penny até que estava linda, com uma cinturinha de fazer inveja a qualquer Mariah em propaganda de programa de emagrecimento, mas esse vestido estaria perfeito para um casamento, ou outro tipo de premiação.

Sabe quando ficou um pouco demais para a ocasião? Mesmo não sendo daqueles modelos do tipo dos mais exagerados, sabe?

Mas eu AMO esse cabelo Barbarella, AMO!

Agora vamos falar da dupla do momento?

Maria Margarete Branca de Neve e sua filha, a pequena Emma Swan.

Então vamos começar logo do pior:

Onde é que a Jennifer Morrison estava com a cabeça quando escolheu esse modelão todo horrível para a premiação, hein?

Aliás, com o que é que ela estava na cabeça? Roubou o aplique fajuto da própria Cinderela dos parques da Disney?

Achei tudo horrível e a barra artesanal do vestido fecha com chave de ouro essa escolha totalmente meio assim.

#NAOTABOMNAO

Ginnifer Goodwin (que a mãe dela poderia ter simplificado e ter escolhido Jennifer…) aprendeu que “ele não está tão afim de vc” e parece que nesse caminho, ela aprendeu alguma coisa sobre moda também, hein?

Claro que eu não gosto desse tipo de manga, mas amei a cor vibrante, achei bem chic e apropriado para o tipo de premiação.

Mas a pergunta que não quer calar é:

Onde diabos estava o Prince Charming que não tem ele na premiação, hein?

We miss U (mas ele ficou pavoroso com aquela boina no último episódio de OUAT, hein?

 

E já que tocamos no assunto, vamos falar agora dos boy magia da premiação neam? Höy!

(mas nem se animem, porque foram bem poucos…)

Matt Bomer, que eu descobri recentemente que tem filhos (sim, estava descrito no plural, para uma surpresa ainda maior), sempre com essa cara de moço limpinho que lava o rosto com sabonete neutro antes de sair de casa neam?

Höy!

O que teria acontecido com a magia de Boone, hein?

Será que foi a luz que prejudicou?

Será que ele apertou demais os olhos para tentar enfeitiçar e acabou causando um efeito colateral em todo o resto do seu rosto?

Eu nunca entendi muito bem todo esse apelo em torno do Paul Wesley…

Sempre achei ele meio assim…pra mim, ele é como o Justin Bieber deveria ser se fosse mais bonito e mais masculeeeandro, não sei porque, mas eu vejo uma semelhança entre os dois que eu não sei explicar de onde vem e por isso não me perguntem.

Mas um dia desses, acabei vendo por acaso uma cena shirtless dele em Vampire Diaries, o que acabou justificando em imagens todo aquele apelo que eu não entendia anteriormente. Höy!

ps: mas continuo achando ele uma versão melhorada do Justin Bieber, hein?

Só porque o talento do Ewan McGregor é muito maior do que qualquer coisa, a gente consegue perdoar essa cara de emburradinho dele na premiação neam? Höy!

E chega a ser triste quando atores com fundamento tem que marcar presença em eventos meio assim só para ainda serem lembrandos pelo grande público. Humpf!

Agora, a gente ama o Zachary Levi e todo mundo sabe disso neam? (e o nome Levi na lista de nomes de bebês da Sarah em Chuck, hein? Foufo mil!)

Mas quando é que ele vai voltar a ser boy magia?

Pq com esse mini moicano, não dá!

Eu até entendo que eles tenham cortado o cabelo do Chuck antigo para tentar deixar o personagem com cara de mais sério, mais profissional, mas nada como aquele cabelinho da primeira e segunda temporada para nos enfeitiçar neam?

Fica a sugestão de makeover…

E eu tenho uma implicância enorrrme com ternos de cor indefinida, tipo esse do Neil Patrick Harris.

Nunca sei se é beige, cinza, ou se está amarelado de ficar no armário. (sem trocadilhos, mesmo porque nesse caso nem se aplica neam? Sério.)

E como eles estão ficando parecidos, não?

Juro que eu não tenho nada a declarar sobre a quantidade exagerada de make que o Adam Levine estava usando na premiação, juro!

E não adianta dizer que é implicância minha, basta comparar o brilho das duas peles e preceber de quem é a única opaca da imagem…

E para vcs sentirem o drama das escolhas da premiação,  o Maroon 5 ganhou o prêmio de melhor banda. PÁ!

Deixei por último o casal Miley, que nem acredita que está pegando o Liam Hemsworth, porque essa imagem diz muito.

A começar pela cara de dúvida da própria Miley Cyrus, que parece nem acreditar na magia ao seu lado…

Disse outro dia que ela pelo menos era mais esperta do que talentosa, considerando o quesito escolha de boy magia, mas andei repensando o assunto por parte dele…

Porque seria mesmo o Liam Hemsworth um boy magia de categoria, quando com tantas opções no mercado ele escolheu desfilar logo ao lado da Miley Cyrus?

Uma questão sempre boa para se refletir quando o assunto é boy magia acompanhado.

 

E agora vamos as melhores da noite, o que sempre nos dá uma esperança de que nem tudo está perdido.

Chloe Moretz , super apropriada para a ocasião, apesar desses dedos dela no sapato me deixarem meio (completamente) tenso, rs.

Robin sua linda. Smples, colorida e maravileeeandra! Höy!

ps: acho a Cobie Smulders uma das mulheres mais lindas da Tv atualmente. Höy!

E é claro que a Emma Stone não iria nos decepcionar e foi apostando no look masculeeeandro. Höy!

Aliás, ruiva de verde eu costumo dizer que é o combo certeiro da Ariel, que sempre funciona, ou vc acha que a Disney não faz toda uma pesquisa antes de lançar qualquer coisa hein?

E quem disse que não se pode aprender nada como uma animação?

Agora, quem realmente surpreendeu no People’s Choice Awards 2012, além do prêmio de melhor comédia sair para How I Met Your Mother, foi a Lea Michele, ficando com o prêmio de melhor vestido da noite.

Tudo bem que franja é o novo bandage dress e que ela sair sempre com cara de quem esta prendendo alguma coisa (rs), mas achei o vestido bem poder, mesmo tendo cara de que nós já vimos ele circulando por ai antes hein?

Maravileeeandra!

E as meninas todas do Ewna McGregor, hein?

Janeiro 6, 2012

Todas filhas dele, da maior (do lado esquerdo) até a bebê no carrinho. Foufas mil!

Ewan McGregor para GQ de Janeiro. Höy!

Janeiro 4, 2012

Um dos poucos atores da sua geração que envelheceu dignamente, não? Höy!

Já disse que eu quero envelhecer assim hein Cher? Não vai esquecer hein?

Amor para principiantes

Dezembro 19, 2011

Seja aos 38 ou aos 75, todo mundo merece uma chance de tentar ser feliz, não? Basta estar disposto a correr esse risco.

“Begginers” é uma daquelas dramédias deliciosas, com interpretações primorosas e que com certeza vai te deixar com os olhos cheios de lágrimas, sem fazer muito esforço para isso, o que é sempre uma delícia.

O filme é contado a partir das memórias do personagem principal, Oliver Fields (Ewan McGregor) e as suas lembranças dos últimos anos que ele passou ao lado do seu pai, Hal Fields (Christopher Plummer), e como essa relação familiar acabou interferindo no seu presente, no modo como ele vive atualmente e encara a sua realidade.

Dessa memória recente, além do fato do seu pai estar doente de um câncer em estágio 4, Oliver ainda teve que encarar o seu pai saindo do armário, após a morte de sua mãe, revelando da forma mais sincera, simples e direta do mundo, que ele é e sempre foi gay. O que em outros tempos seria um grande choque, ou poderia até se transformar em uma dramalhão (e a gente tenta fingir que hoje em dia não é mais assim, só que na verdade ainda é em muitos casos), no filme é encarado como um fato, sem grandes dramas, desesperos ou culpas. Na verdade, sem cobrança nenhuma, apenas compreensão.

Mas essa não é a temática do filme, fikfik. “Beginners” fala de amor, um tipo de amor para principiantes, sem distinções ou grandes discussões sobre a sexualidade de cada um. Uma grande prova de que amor é amor.

Oliver é um homem de 38 anos, triste, sozinho, um jovem designer que trabalha fazendo arte para encartes de álbuns (talvez ele fosse um designer gráfico até…o que na verdade é uma das profissões do diretor do filme, Mike Mills, de quem eu desconfio que são todos aqueles desenhos maravileeeandros sobre a “história da tristeza”) e que prefere evitar o contato com outras pessoas, com medo de decepcioná-las por não se considerar muito interessante (auto sabotagem), ou de acabar perdendo essas mesmas pessoas do dia para a noite, como já havia acontecido com toda a sua família. (pai e mãe pelo menos)

E todo esse estado de solidão e tristeza do personagem vai sendo justificado nas suas lembranças do passado (que no filme quase que se confundem com o presente), na relação fria e monótona que ele vivenciava dentro de sua casa, com pais presos em um casamento infeliz, de aparências, sem ter a coragem de dar um passo a frente e se libertar do que não esta sendo o suficiente para ambos. A medida que o filme vai se passando, ele vai percebendo em pequenos detalhes, em pequenas sutilezas, o quanto os seus pais nunca foram felizes juntos e muito provavelmente isso acaba refletindo na forma como ele vive as suas relações hoje em dia, sempre mantendo distância de tudo e de todos, completamente frio.

Mas com a saída do seu pai do armário, Oliver começa a perceber que nunca é tarde para começar a ser feliz. Seu pai, Hal, aproveitou a sua liberação tardia dessa mentira (e o fato dele se encontrar em um estado avançado de uma doença terrível) para fazer de tudo e se jogar. O senhor de cabelos brancos e peito cabeludo (segundo seu anúncio nos classificados, rs) acaba entrando para todos os clubes gays possíveis da sua vizinhança, virando um militante da causa, todo engajado e super divertido, sempre com a casa cheia de amigos e festas animadas, completamente diferente do perfil do seu filho. Uma das cenas mais deliciosa do filme acontece quando Hal liga para Oliver depois de encarar a sua primeira noite em uma buatchy gay, do alto dos seus mais de 70 anos, contando sobre a sua experiência libertadora, super animado e perguntando para o filho que tipo de música era aquela que os jovens ouviam naquela época.

Hal decidiu ser livre ao se assumir, completamente ciente de que ele tinha pouco tempo (o que durou apenas 4, porém intensos anos de liberdade) para vivenciar tudo aquilo que ele não viveu quando deveria e estava preso em um casamento infeliz. Para isso ele não mede esforços, faz anúncios a procura de um parceiro, até que ele arruma um namorado para chamar de seu, Andy, que também é super divertido. E super consciente da sua situação, se relacionando com um parceiro bem mais novo, ele faz um discurso excelente sobre a monogamia a essa altura da sua vida para o seu filho, que é outro dos momentos excelentes do longa.

Bacana também é que o filme não discute o preconceito, embora tenha algumas cenas históricas dos tempos de repressão antiga e discursos do Harvey Milk, mas tudo é encarado com muita naturalidade, como deveria ser para todo mundo desde sempre, mas ainda mais nos dias de hoje. E mais bacana ainda é o conflito de gerações que acaba inevitavelmente aparecendo em um momento ou outro, como por exemplo, quando o pai fica muito surpreso com o fato do filho hétero saber que o arco-íris é o simbolo da comunidade gay, rs. (aliás, lindo como eles relacionam as cores com sentimentos nesse momento, mesmo tendo sido assumidamente inventado, rs)

Oliver por sua vez, enquanto ainda sofre do luto de ter perdido o pai recentemente e ter ganhado de brinde o cachorro dele (Arthur) para cuidar e lhe fazer companhia em sua vida solitária, começa também a perceber que nem tudo está perdido e que se ele não foi feliz até agora, ainda não é tarde para tentar. Ainda mais tendo um ótimo exemplo a ser seguido como o de seu pai.

E essa tentativa de felicidade  surge quando ele conhece Anna (Mélanie Laurent, que a gente lembra pela sua deliciosa e vingativa Shosanna de “Inglourious Basterds”), uma jovem atriz que ele acaba conhecendo em uma festa a fantasia (que ele vai obrigado) e que a partir disso, os dois começam a se relacionar.

Ela tem o mesmo perfil do seu personagem, silenciosa, triste, acostumada com uma vida corrida de atriz, viajando de um lado para o outro, vivendo em hotéis. Praticamente o par perfeito para Oliver. E o relacionamento dos dois é recheado de encontros super foufos, como corridas de patins pelos corredores do hotel, sempre acompanhados do cachorro Arthur, que ele vive tentando deixar em casa, mas que a sua consciência acaba impedindo toda vez que ele tenta deixá-lo sozinho em casa e acaba sofrendo demais com o choro do pobre do Arthur se sentindo um cachorro sozinho e abandonado em casa. Super foufo.

Ambos acabam construindo um relacionamento que tem tudo para dar certo, se completando, confidenciando coisas que a gente não conta para todo mundo e até se sentindo imaturo e idiota por fazer coisas que vc não faria normalmente, só para impressionar quem vc tem segundas intenções. Quem nunca? (eu por ex,  já reparei que eu começo a falar mais alto quando estou interessado em alguém e esse alguém está perto de mim…humpf!)

Tudo funciona muito bem para o casal, até que eles resolvem morar juntos e a falta de habilidade dos dois em se relacionar acaba dificultando demais as coisas e assim,  Oliver acaba desistindo da relação, só que fácil demais, até ele se dar conta no final do filme que possivelmente aquela pode ser a mulher da sua vida, mas isso ele só vai descobrir tentando, que é exatamente como termina o filme, nessa tentativa de felicidade que sempre vale a pena, tendo ou não um final feliz.

Mas entre todo esse desenrolar da história, vamos ganhando nas memórias de Oliver toda a carga dramática do longa, como ele lembrando dos últimos momentos ao lado do seu pai, enfrentando a doença, outras vezes se divertindo, até o dia do adeus (que é maravileeeandro!). Cenas lindas, super bem editadas e que acabam funcionando muito bem como recordações daquela história que nos está sendo contada.

E essas lembranças vão se misturando lindamente com o presente, mostrando que, querendo ou não, o nosso passado, a nossa bagagem, uma hora ou outra vai acabar refletindo no nosso presente e consequentemente no nosso futuro.

E o personagem do Ewan McGregor (que por sinal está excelente no longa, como sempre. Höy!) tem uma forma muito particular de relacionar os fatos com a sua memória e ele vai utilizando de imagens soltas para contar um fato, ou relacioná-lo com um ano do passado por exemplo, numa espécie de apresentação de  slides, ou melhor, uma apresentação de Power Point, rs. Algo muito mais simples, (muito) mas semelhante com a ideia de “Tree Of Life” porém, com uma execução bem mais pobreeenha. Nessa hora, eu achei que faltou um pouco mais de empenho da direção de arte, que poderia ter usado fotografias com as imagens dos objetos que ele usa para relacionar com a sua memória, ou de uma outra forma qualquer, sem aquele fundo preto preguiça.

Apesar do filme falar de relações de amor, o que mais acaba chamando atenção realmente é a relação linda de amor entre pai e  filho e como eles se aproximaram nesses últimos quatro anos, após a liberação e a descoberta da doença do pai. Chorei como uma criança, quando o pai pediu desculpas para o seu filho, por nunca ter deixado ele segurar a sua mão quando criança, algo que o garoto vivia pedindo, mas que ele sentia vergonha de fazer em público. O que prova que nada como o tempo para nos mostrar o quanto a gente já foi idiota nessa vida, por motivos mais idiotas ainda, neam? Sorte de quem consegue perceber.

Como o filme é pautado em sutilezas e pequenos gestos que acabam marcando as nossas vidas, não teve momento mais especial em “Beginners” do que quando Oliver esta contando em forma das tais apresentações de imagem que eu já disse,  sobre o fato dele ter doado todas as coisas do seu pai quando ele morreu, mas ter ficado apenas com objetos importantes para ele, com o suéter roxo, que segundo a sua memória (falha e ele assume isso logo no começo do filme) era a roupa que ele estava usando quando assumiu ser gay para ele, momento do qual ele teve muito orgulho do pai pela coragem, por não ter desistido, nem no final da sua vida de tentar ser feliz. Howcuteisthat?

Um filme delicioso, que fala do amor para principiantes de uma forma bem simples, para quem quiser se emocionar com sutilezas.

Maravileeeandros

Setembro 13, 2011

Preciso aprender a sair natural assim em fotos de bastidores, rs

Anyway…Emily Blunt, a dona do meu perfect match que eu perdoo e aceito de coração aberto por conta da sua magia de Rainha antiga (rs) e o Ewan McGregor, que ainda tem a magia e eu já disse que quero envelhecer dignamente como ele. Höy!

Que a Cher me ouça, amém.


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