Posts Tagged ‘Fox’

Fargo, o trailer (da minissérie)

Março 19, 2014

Minissérie baseada no filme dos irmãos Coen de 1996, para a Fox, com um elenco bem bacana e com nomes como Allisson Tolman, Bob Odenkirk, Billy Bob Thornton e Martin Freeman, o Watson de Sherlock, também conhecido como Bilbo ♥ Baggins.

Animados? Estréia no FX da America antiga no dia 15/04.

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Gotham, mas poderia ser Southland, não poderria?

Março 19, 2014

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E apesar do casaco/capa em Gotham, nova aposta de série da Fox que retrata a jovem vida do detetive Gordon, que por consequência irá nos trazer também alguns outros personagens conhecidos desse cenário, como o próprio Bruce Wayne ainda pré-adolescente (devido a diferença de idade, claro), o Ben McKenzie não ganhou o papel de Batmão não e sim o do próprio Gordon. Howcoolisthat?

Bom, apesar de seu novo papel ser bem bacana (e invejável), não tem como não encontrar algumas semelhanças com o seu último papel na TV em Southland.

Veremos…

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E valeu mesmo a pena dar aquela chance para The Mindy Project?

Junho 7, 2013

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Digamos que se não fosse a nossa amizade antiga e o carinho que sempre tivemos pela Mindy Kaling, talvez a história da sua série a essa altura não fosse a mesma. Pelo menos não com a gente. Quando assistimos o piloto, percebemos que a ideia de The Mindy Project até que parecia ser bacana (ou parecia ter alguma chance de se tornar mais bacana), nada demais também, sem nenhuma grande inovação ou ideia genial, mas ao mesmo tempo sentimos que a nova série, principalmente pela assinatura da Mindy Kaling, poderia se tornar uma boa opção de comédia desde que tivesse algum tempo a mais para se desenvolver, porque o seu piloto apesar de não ter nos ofendido em nada, não foi exatamente dos mais animadores também. Mas sabíamos que apesar de tudo, Mindy era o tipo de garota que merecia a nossa atenção, por isso resolvemos dar essa chance para ela. (sabe quando você quer gostar mais do que acabou gostando a princípio de qualquer coisa? Então… apesar da espera não ter sido um grande esforço também, algo que se tivesse acontecido, mas nem a nossa amizade imaginária com a Mindy teria resistido, rs)

Mas confiamos e continuamos seguindo a temporada, que não começou muito bem e já logo de cara foram necessários alguns ajustes para que ela seguisse em frente (alguns sugeridos pelo próprio canal) e tivesse alguma chance de permanecer na grade. O lado mais comédia romântica antiga da série teve que ser deixado mais de lado, a linguagem precisou ser ajustada e alguns personagens precisaram sair de cena (alguns até voltaram de vez em quando, como a amiga casada e com filhos…) para que a coisa toda fosse ganhando uma outra cara. E vamos combinar que essa ideia de fazer uma série com uma personagem que se baseava em sua memória afetiva de comédias românticas, apesar de ser bem bacana, poderia também acabar custando bem caro (imaginem problema em relação aos direitos autorais daquelas imagens dos filmes que apareceram na série de vez em quando? Isso considerando mesmo os que fossem da casa…), além de poder também acabar limitando seus caminhos e a própria abordagem da série com o tempo.

Mindy (Mindy Kaling) nunca foi o grande problema em questão nesse cenário, uma vez que a personagem em pouco tempo acabou sendo definida com aquela aura quase que completamente fútil, mas ao mesmo tempo foufinha, bem profissional quando necessário (sem ser chata ou pedante) e extremamente feminina, do tipo bem fácil de se identificar (mesmo que você não seja tão feminina, rs), ainda mais com o recurso do humor, assunto que nós sabemos pelo seu histórico que a Mindy Kaling entende e muito bem. E um humor gostosinho apesar de bem fácil, sem muito compromisso (principalmente no começo), do tipo bem guilty pleasure mesmo, que basicamente foi o que acabou nos segurando enquanto sua audiência por um bom tempo, algo que talvez não fosse o suficiente para uma outra série novata de comédia qualquer.

Apesar disso, os personagens mais secundários e até mesmo os mais importantes, os dois médicos sócios da Mindy na clínica, precisaram de alguns ajustes. Danny (Chris Messina) foi ficando cada vez mais carrancudo no começo da série, um homem bem a moda antiga, do tipo que as nossas mães adorariam ter como genros, mas que pra gente considerar qualquer coisa além do óbvio (sempre opcional, claro), precisava de alguns ajustes. Alguns não, vários, a começar por uma postura bem menos machista, diferente da que o personagem sustentava a princípio e que precisou também ser mais deixada de lado para que a gente criasse algum tipo de empatia com   ele.

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Jeremy (Ed Weeks) nos ganhou logo de cara pelo sotaque, mas também por ser um tipo de “Mindy de calças bem cortadas, ajustadas e europeias”, meio superficial e dono de uma alma bem mais feminina do que o Danny, por exemplo. Mas a verdade é que o personagem foi praticamente abandonado ao longo da temporada, provavelmente por não terem conseguido um par a altura para o mesmo, que ficou vagando entre alguns personagens bem menores (como a recepcionista que sobrou na série), antes de ser colocado ao lado do Morgan (Ike Barinholtz), que foi quando ele voltou a ganhar alguma força. Morgan que é meio que o Andy de Parks And Recreation dentro de The Mindy Project e tem exatamente o mesmo perfil, mudando apenas o cenário. Mas apesar das semelhanças, ele sempre acaba funcionando justamente por ser o alívio cômico da parte do humor totalmente sem limites da série, que a partir de um certo momento, resolveu recorrer a esse perfil mais pastelão, algo que poderia ser um risco enorme para a série que ainda não havia se estabelecido.

E para a nossa surpresa, foram exatamente nesses momentos mais pastelão que a série conseguiu se dar muito bem, algo que costuma funcionar ao contrário para séries do tipo. Naquele episódio de Natal por exemplo (1×09 Josh and Mindy’s Christmas Party, que contou ainda com a ótima participação da Erin de The Office), com a festa no apartamento da Mindy, com todos convidados e colegas de trabalho, que foi quando descobrimos que o seu namorado da vez, Josh, na verdade era um verdadeiro cretino (algo que na época eu achei uma pena, porque ele era ótimo) e por esse motivo tivemos um dos primeiros momentos com esse humor mais pastelão e escrachado na série, algo que quase que inexplicavelmente, acabou funcionando e muito bem para aqueles personagens e a série começou a se encontrar a partir desse ponto.

A outra parte da série, aquela com as tentativas no amor da Mindy continuou sendo bem bacana, mesmo tendo abandonado aquele estereótipo das comédias românticas das quais a personagem se dizia fã. Um abandono que não foi por completo e a certa altura ganhamos o episódio “Harry & Sally” de The Mindy Project (1×13), que além de tudo marcava o encontro da atriz com o seu parceiro de trabalho de longa data, o B.J. Novak (The Office), que é claro que na série seria mais uma das tentativas furadas de romance da personagem. Plot que acabou durando dois episódios até (1×14 Harry & Mindy) e além de ter sido super divertido e de ter contado com as participações das atrizes Allison Williams (Girls, que a Mindy fez questão de deixar “caolha” na série assumidamente para tentar sabotar a sua beleza, que mesmo assim permaneceu praticamente intacta, rs) e a Eva Amurri Martino, filha da Susan Sarandon, nos trouxe também um texto excelente e que de quebra ainda ilustrou perfeitamente a relação da própria Mindy Kaling com o B.J; Novak e a forma como todos nós nos confundimos o tempo todo em relação aos dois, rs.

Outra dinâmica bem bacana que eles conseguiram encontrar dentro da série foi a rivalidade com a outra clínica que ocupa o mesmo prédio que a deles, ela que trabalha com uma medicina completamente alternativa, algo que eles repudiam fortemente e que apesar da Mindy ter até tentando alguma coisa com um dos irmãos sócios da tal clínica (inclusive participando de um dos seus tratamentos “naturais”), acabou nos rendendo uma rivalidade ótima para a mitologia de The Mindy Project.

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A participação de todos os seus boys magia também foram excelentes para a série (assim como as participações especiais, como o Ed Helms e o Seth Rogen. Mas só eu fiquei esperando uma participação mais do que especial – e magia – do John Krasinski na série? Ouvi dizer em uma das entrevistas da Mindy que ela pediu para ele tentar convencer o Messina a participar do projeto no passado…), a começar pelo Josh, que eu achava ótimo até descobrir seus probleminhas (ela visitando ele na rehab foi outro momento excelente), assim como aquele que descobrimos ser garoto de programa, que foi outro daqueles momentos meio comédia sem limites bem bons dentro da série. Mas ao mesmo tempo em que Mindy foi se aventurando com novos personagens (inclusive tivemos uma volta excelente do personagem do Bill Hader mais perto do final), eles sempre deixavam transparecer um climão entre ela e o Danny Castellano, que apesar de nunca ter acontecido nada entre eles além de uma consulta ginecológica super detalhada com a Mindy como sua paciente, de alguma forma sempre esteva no ar. Só não entendi até agora o porque que eles trouxeram a Chloë Sevigny para interpretar a ex mulher do Danny sendo que em quase nada a atriz foi aproveitada na série. Será que não deu tempo ou na verdade a Mindy só estava tentando jogar na nossa cara o quanto ela é muito bem relacionada? Não duvido nada se algum dia a Lena Dunham não acabe aparecendo por lá, ou mais alguém do elenco de Girls, tipo a Shosh, que na verdade seria uma excelente nova melhor amiga para a Mindy.

Apesar de alguns bons momentos ao longo da temporada, The Mindy Project só foi conseguiu se afinar mesmo lá pelo episódio 19 (1×19 My Cool Christian Boyfriend) dessa Season 1 de 24 episódios, onde a partir daquele momento a série justificava e muito bem a nossa permanência enquanto sua audiência. E foi com aquela divertidíssima e totalmente fora de controle visita a uma penitenciária feminina que a série conseguiu encontrar a sua melhor fórmula, com todos eles muito bem afiados e enlouquecidos em meio ao caos que se tornou aquela visita. Sério, quando uma das detentas cortou um tufo enorme do cabelo da Mindy, eu tive praticamente um ataque de riso aqui, de verdade.

A partir disso, a sequência de episódios que encerrou a série foram todos excelentes, verdadeiramente os melhores da sua temporada de estréia, com boas piadas para todos os personagens e histórias paralelas bem bacanas, sem contar o namorado pastor/missionário/padre da Mindy (Casey/Anders Holm, que é ótimo por sinal), que é realmente excelente e aquela cena do chuveiro entre os dois, nada fantasiosa e super realista, também foi excelente! Sem contar o plot da barraca, com ele derrubando o óculos dela com uma parte do corpo no mínimo curiosa, rs.

Em determinado ponto da temporada, cheguei até a pensar se a Fox não teria apostado demais na série, com a compra de uma temporada completa logo de cara, uma vez pouco tempo depois da sua estreia, o próprio canal exigiu algumas mudanças e adaptações para que a série continuasse na grade, o que demonstrava que talvez se eles tivessem apostado em uma temporada mais curtas (13 ou 16 episódios), tudo poderia ser diferente. Mas ao julgar pela salvamento da série só ter acontecido de fato á beirando o episódio de número 20 (salvamento por parte da qualidade da série mesmo), ficamos agradecidos que eles tenham acreditado da forma certa no trabalho da Mindy Kaling, que realmente merecia esse crédito. (You go girl!)

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E The Mindy Project conseguiu encerrar a sua temporada de estreia até que muito bem, nos entregando um final todo bonitinho, com resoluções foufas para os personagens e ainda deixado no ar a possibilidade de existir algo mais entre ela e o Danny, que a essa altura a gente já tem certeza que de fato existe. Fazendo uma comparação rápida com a sua colega de canal New Girl, podemos dizer que The Mindy Project apesar dos tropeços e da demora para de fato deslanchar e encontrar o seu caminho, pelo menos nunca chegou a nos ofender como New Girl em seu passado (presente também, porque eu bem andei assistindo um ou outro episódio da série, que continua a me ofender, não tem jeito) e tendo melhorado tão consideravelmente como fez perto do final da sua Season 1, chegamos até a ficar animados com o que podermos encontrar durante a Season 2, garantida pela Fox para a próxima Fall Season. E se for para continuar assim, a série tem tudo para se tornar realmente o nosso mais novo guilty pleasure.

 

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Something old, something new, something borrowed, something… Glee!

Maio 18, 2013

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A Season 4 de Glee foi o maior suspense dessa temporada. Ninguém sabia exatamente o que esperar das mudanças que estavam por vir, com a série praticamente se dividindo em duas, com algo antigo (something old), representado pela antiga sala do glee club de sempre e algo realmente novo (something new) com a entrada de NY para a história trazendo o cenário perfeito para os alunos já formados da escola (ou pelo menos para alguns deles), cenário do qual na verdade a gente não sabia exatamente o que esperar sobre.

Apesar da novidade parecer preocupante, uncle Ryan conseguiu resolver muito bem todas essas questões logo de cara, conseguindo por boa parte dos primeiro episódios dessa nova temporada manter um nível interessante para ambas as histórias, tanto em NY quando no antigo McKinley High, encontrando um equilíbrio importante para essa nova fase da sua série. Uma nova fase que foi muito bem recebida e desenvolvida, da qual nós falamos mais no Guilt aqui. Dessa forma, não só continuamos animados com os plots todos dos alunos ainda em fase escolar, enfrentando todas aquelas etapas que nós já conhecemos bem das três temporadas anteriores da série, como nos mantemos interessados nos atrativos de todas as possibilidades que NY estava nos trazendo, tendo como principais personagens dessa parte da história a dupla Rachel & Kurt, que tiveram um encontro lindo na cidade e a partir disso passaram a viver bons momentos nesse lado até então desconhecido de Glee.

Isso dito por alguém que sempre achou a Rachel bem meio assim e chegou a torcer para que aquele trem que a levou para NY, tivesse encontrado um desvio e tivesse desembarcado na Suíça  onde a Fox talvez não tivesse interessada em investir por enquanto. Mas tudo bem, depois de The New Normal (R.I.P) entendemos que o Ryan Murphy é mesmo apaixonado pela Lea Michele e até passamos a aceitá-la um pouco mais. E sim, eu disse um pouco mais e não “melhor”. Isso com o detalhe que com sua entrada em NYADA, Rachel acabou encontrando com sua nemesis, a professora Cassandra, interpretada ferozmente pela atriz Kate Hudson, que nunca esteve tão boa, em todo e qualquer sentido, até mesmo nesse que você possa estar pensando (e há quem diga que Glee é uma série gay. Sei… rs). Sério, quero exatamente aquele tipo de alongamento, onde vende? (rs)

Cassandra que em nada facilitou a vida da Rachel na cidade grande, transformando o seu sonho em um grande pesadelo, com direito até a dividirem o mesmo namorado. Namorado esse (Brody) que quase desestabilizou a moça, deixando Rachel entre Brody e o Finn, que ressurgia do ócio das cinzas (ele que não sabia exatamente o que fazer na vida depois de descobrir que não servia para quase nada – fico sempre morrendo de pena do ator nesse tipo de situação – e acabar com um tiro no próprio pé dado por ele mesmo durante a sua curta passagem pelo exército) para tentar reconquistar o grande amor da sua vida. Nesse caso, acho o personagem dele (Finn) um tanto quanto novo demais para se ver preso a esse tipo de amor e ou relação ainda tão cedo, mas isso talvez a imaturidade de ambos até justifique. Em meio a tudo isso, Rachel continuou tendo que provar o seu valor nas aulas de dança (e é só o que ela faz em NYADA, além de convidar o boy magia para dividir o loft com ela e com o Kurt e brincar de casinha por um tempo), além de ter quase engravidado (Huh!), de um namorado que ela veio a descobrir depois, por intermédio da Santana (bem mais experiente na vida e ela que é um recurso que sempre funcionou muito bem dentro de qualquer cenário da série) que ele na verdade era um garoto de programa. Para finalizar essa nova fase da sua vida, Rachel ainda conseguiu um teste para “Funny Girl” e todos nós sabemos que ela faria qualquer coisa para um papel que já foi da Barbra antiga. Nessa hora, ganhamos uma nova performance de “Don’t Stop Belivin” super emotiva (apesar de saber que tocaria no episódio, eu jamais imaginei que seria dessa forma) e que chegava dias antes da confirmação de que Glee, para o nosso total alívio (e existia todo um mistério no ar, suspeitando-se inclusive de um possível cancelamento), teria sido renovada não apenas para mais uma temporada e sim para mais duas, já tendo como certo o seu futuro até a Season 6. YEI! Se Rachel passou ou não no tal teste nós ainda não sabemos, mas que esse foi um momento lindo para a mitologia da série, isso foi. (vale torcer para que ela tenha passado e que o musical seja vendido rapidamente para uma turnê mundial, só para ela ficar longe, hein?)

Kurt também acabou desembarcando em NY, empurrado pelo pai, que não suportava mais ver o filho naquela situação, preso a um passado que não o pertencia mais. Acabou se transformando em um assistente do site da Vogue, onde de quebra ele descolou a Sarah Jessica Parker fingindo não ser ela, como sua fada madrinha em NY. E quando ela disse que não tinha nada melhor do que ser solteiro em NY, duvido que vocês todos também não tenham chorado. (do meu rosto escorreu uma single tear no formato de Cosmo, rs) Ainda em NY, Kurt acabou descolando com a Whoopi Goldberg (já disse que a nova temporada contou também com a participação da Whoopi? Pois contou!) uma segunda chance de tentar entrar para NYADA (e que cenário lindo aquele da sala acústica, não?), onde ele acabou conseguindo realizar o seu sonho e apesar do seu personagem ter nos apresentado um pouco mais da tão falada NYADA (AMEI o boy magia inglesa dele. Höy!), ele acabou ficando sem destaque, ganhando muito mais atenção do lado do coração, onde sofria por ter sido traído pelo Blaine, que apesar de ter confessado o crime (em um cena linda também e ao piano, ao som de “Teenage Dream”),  estava fazendo de tudo para conseguir o seu perdão e na mesma permaneceu até o final da temporada. Tanto que no desespero, terminamos essa Season 4 com o Blaine pensando em pedir o Kurt em casamento, algo que seu sogro, Burt, fez questão de desencorar, lembrando um recém passado entre o Finn e a Rachel. Outro ponto importante do personagem dentro da série, foi a descoberta do câncer do seu pai, Burt, que apesar de ter nos emocionado e bastante nesse momento (porque sempre AMAMOS essa relação de pai e filho em Glee) no final das contas acabou sendo tratada de qualquer forma, sem a atenção devida e isso eu acho uma pena. De qualquer forma, ficamos felizes por Burt estar câncer free. (até achei que essa doença teria alguma cosia a ver com o envolvimento do ator com outra série recém anunciada para a temporada 2013/2014, mas parece que não ou eles resolveram mudar de ideia no meio do caminho)

Até agora falamos bastante do “something new” da série, mas e da velha e boa parte antiga de Glee?

Em Lima, as coisas continuaram bem iguais, exceto pela chegada da Unique (que nós torcemos para), Marley (ótima no começo, mas que descobrimos ser uma péssima compositora no final, rs), Jake (o 1/2 irmão do Puck), Kitty (blonde Santana) e do Ryder (que a essa altura nós já aceitamos como prêmio de TGP). Isso sem contar a disputa da vaga para se tornar a nova Rachel que acabou ficando por conta do Blaine, embora alguns meninos (Sam + Blake) tenham divado muito mais do que ele, além da sempre excelente Brittany. Tina Cohen-Chang coitada, continuou desejando um solo, se transformou em uma fag hag de primeira para o lado do Blaine e até usou de técnicas orientais para aplicar um “vaporape” no mesmo. Apesar de não ter conseguido o destaque que sempre desejou, acho importante que o Ryan Murphy tenha mantido esse ar de deboche em relação aos sonhos da personagem, que acabou deixando tudo muito mais divertido, além de ter ultrapassado as barreiras de uma possível piada interna.

E vamos combinar que esse ar de deboche ou cinismo encontrado a todo momento na série, sempre foi um dos maiores atrativos de Glee. Talvez até por isso mesmo que o musical para a TV sempre tenha dado tão certo (isso além do apelo mais pop e bem mais cômico), porque eles conseguem lidar com situações absurdas da melhor forma possível, rindo deles mesmos, inclusive de suas resoluções. Piadas rápidas incluídas no texto acelerado da série a todo momento fazem questão de cutucar seus próprios calos, como se estivessem brincando entre eles mesmos o tempo todo, dizendo “olha, eu vou fazer isso agora, mesmo sabendo que prometi uma outra coisa, mas não liga não que eu sou assim mesmo” e por incrível que pareça, isso sempre funcionou dentro da série, porque apesar de parecer que de vez em quando eles não se importam de brincar com a cara da audiência, parece também que eles não tem a menor vergonha de assumir e dizer uma coisa dessas na nossa cara.  E sabe o que é pior? Aceitamos e continuamos achando tudo ótimo, rs. Assim, Glee conseguiu fazer até agora e já tendo garantido mais duas temporadas, algo que Smash não conseguiu fazer nunca, nem em sua primeira temporada, já bem sofrida porém um pouco menos vergonhosa e nem em sua atual temporada, essa muito mais sofrida e vergonhosa do que qualquer outra coisa na TV atual. O que foi aquela cena com o “sonho” do Derek no bar? Mas desse musical morto falaremos depois, em seu velório que acontece logo mais…

Agora, além da Brittany que sempre foi excelente (e se a atriz não tivesse ficado grávida, não teria um futuro tão incerto dentro da série daqui para o seu futuro), quem mais se destacou durante essa temporada foi mesmo o Sam, que nunca havia ganhado muito destaque, mas que durante essa Season 4, em pequenos momentos e mesmo com pequenas chances, abraçou a série e nos conquistou de vez! Sério, apesar do Blaine e até mesmo do Ryder serem os meninos da vez (Ryder que teve ataques de fúria vergonhosos em pelo menos dois momentos da temporada que foram totalmente fora de propósito…), eu acho que o maior destaque do lado boy magia da força ficou mesmo por conta do Sam, que esteve absolutamente adorkable e não só nos momentos cômicos da série, mas até mesmo nos momentos mais sérios da mitologia da série, do qual falaremos daqui a pouco. Aquela sua conversa com o Blaine, com ele assumindo que sabia do interesse do amigo para o seu lado e achava aquilo tudo natural e que apesar de não ser a dele, ele também não se sentia ofendido e pelo contrário, se sentiria ofendido se o amigo gay não tivesse o menor interesse nele, foi uma das melhores coisas dessa quarta temporada da série e uma lição para meninos imaturos e inseguros com a sua sexualidade que não conseguem lidar muito bem quando se encontram em situações semelhantes.

Como “something borrowed”, Glee continuou emprestando inúmeras referências e fundamento, como Grease (que apesar do barulho, não foi tão bacana assim), Spice Girls, um episódio inteiro com plots excelentes de super-heróis e um episódio de Natal trazendo um B Side da vida do Artie que foi extremamente emocionante, além daquele outro episódio com as rixas mais famosas do mundo da música e um casamento que nos trouxe excelentes resoluções (e uma performance memorável da Emma) e uma primeira vez lésbica que foi sensacional e realizou as fantasias de muitos fãs da série. Sem contar o repertório da série, que continuou ótimo, apostando em coisas antigas e novas e emprestando até duas ou três músicas de Girls por exemplo, ou o uncle Ryan (e a Nikki) acharam que a gente não perceberia? #OCAPETAESTADEOLHO

A única coisa que eles não conseguiram resolver muito bem dentro da série até agora foi realmente a questão dos demais ex alunos do McKinley High, que aparecem de vez me quando como convidados especiais. Isso porque na maioria das vezes eles aparecem meio que sem propósito, com uma desculpinha esfarrapada qualquer e acabam funcionando apenas como extras para a história em si, que em nada depende do desemprenho de cada um deles, exceto o Finn e a Santana, que depois de algum tempo, até que conseguiram encontrar seus lugares nessa nova dinâmica. E algo que apesar da gente até achar bacana, mas que também não pode ser tornar uma desculpa recorrente dentro da série é mandá-los de malas prontas para NY, como aconteceu com a Santana e a gente não duvida nada que acabe acontecendo com mais alguns deles. (Artie já está de passagem comprada até. E só eu achei que a participação da Mamma Gemma de Sons Of Anarchy como sua mãe, poderia ter sido melhor e ou maior? Mas enfim, Glee provando que além de tudo é uma série badass! rs) O mesmo vale para a participação do Professor Schue, que se não fosse pelo plot do casamento, teria passado completamente batido.

Mas se até agora falamos de algo novo, algo velho e algo emprestado nessa nova fase da série, ainda nos resta falar de algo Glee, porque apesar de uma ou outra novidade dessa nova temporada e todo o seu fundamento antigo de sempre, ainda restava a série nos mostrar aquele que foi o seu ponto alto dessa Season 4, algo um tanto quanto inesperado e bastante ousado até (apesar das possibilidades da vida), que para a nossa sorte, além do susto, foi tratado da melhor forma possível.

E é claro que eu estou falando do episódio com o “tiroteio” (que na verdade não foi um tiroteio e sim um acidente), que foi o maior risco que a série já correu dentro da sua história até hoje e que tinha tudo para errado, mas muito errado mesmo (quando fiquei sabendo do plot, torci o nariz imediatamente, isso até me depara com o episódio), mas que com a abordagem perfeita para o tema e a sensibilidade que nós sabemos que não falta para o uncle Ryan, o plot dramático da vez, algo inimaginável para o cenário da série (embora a gente veja de vez em quando nos noticiários algo semelhante acontecendo por aí) acabou recebendo exatamente o tratamento que merecia.

Sem fazer muito alarde a respeito do plot da vez (as promos não denunciavam o que aconteceria e se não fossem os spoilers a gente não poderia sequer imaginar), a visão de Glee para esse tipo de drama infelizmente bastante recorrente nas escolas principalmente americanas, acabou escolhendo uma abordagem totalmente diferente, mostrando apenas a reação dramática de cada um dos personagens em pânico, presos naquele momento em sua maioria dentro do glee club, ao invés de centrar a história em uma massacre ou ter escolhido um olhar mais voltado para o responsável do caos que acabou tomando conta do colégio naquele momento.

Em cena, todos corresponderam muito bem a toda a carga dramática que o plot exigia, inclusive aqueles que a gente nem conseguiria imaginar vivendo momentos como esse, como a Brittany o Sam (mais um motivo para o Chord Overstreet se tornar o líder do grupo, hein?), que estiveram muito bem durante todo o desenvolvimento da questão (e no efeito pós traumático também). O único problema do episódio é que tudo acabou demorando demais para acontecer e a parte dele que não foi centrada no que estava por vir, pareceu ter sido desperdiçada, principalmente porque ela poderia ter sido gasta para dar mais força para os motivos de quem acabou sendo revelado mais tarde,  ser o responsável, mesmo que acidentalmente pelos tiros. No momento em que a Sue Sylvester assumiu a culpa pelos disparos, pela sua justificativa, acabou ficando claro que ela estava fazendo tudo aquilo para poupar alguém e como Sue é próxima de poucos e na verdade quase ninguém dentro do colégio, ficou fácil descobrir intuitivamente quem teria sido na verdade a grande responsável por tudo aquilo.

E sim, a culpa acabou ficando para a Becky (que ao lado da técnica e anteriormente na temporada, fez uma excelente performance de Nicki Minaj), que mais cedo no episódio acabou ganhando um momento super bacana, onde declarou toda a sua angustia de não conseguir enxergar o que seria da sua vida fora do colégio. Um dúvida honesta pela qual todo mundo passa, inclusive os já formados do McKinley High também enfrentaram no passado, só não acho que da forma que foi tratado no começo do episódio, aquilo seria motivo o suficiente para a atitude da Becky, que em um instante impensado e de puro desespero, acabou acidentalmente dando os tais disparos na sala da Sue, com ela inclusive presente. Nesse momento, ficava aquela dúvida em nossas cabeças se a Becky teria sido a melhor escolha como responsável por tudo aquilo, mas por outro lado, porque não? (a propósito, AMO ela toda megabitch chamando o Blaine de Gay Blaine, AMO!)Apesar da sua condição, Becky nunca foi tratada de forma diferente dentro da série e esse também sempre foi um dos pontos altos de Glee, então porque não considerá-la como uma personagem capaz de carregar o peso de um momento como esse? Mas é preciso justificar que dito isso, não estamos levando em consideração a condição dela e sim o fato da Becky ser uma personagem queridíssima, por quem sempre torcemos (e continuamos a torcer) e não gostaríamos de vê-la naquela situação e o mesmo vale para qualquer um dos demais que nós sempre gostamos dentro da série até hoje.

De qualquer forma, esse foi um episódio silencioso de Glee, extremamente dramático para uma série que nunca foi muito levada a sério. Eu diria até que esse foi o grande momento da série até hoje, onde com sutileza, eles conseguiram mostrar o seu valor, sempre precisar apelar para um estereotipo ou rótulos que alguns insistem em colocar na mesma. Assim, Glee conseguiu provar que se quiser, consegue ir além de competições com as músicas da vez em mashups com clássicos antigos que todos conseguem acompanhar ao pé da letra e consegue também retratar de forma digna, algo que jamais havia passado pela cabeça de quem assiste a série. Clap Clap Clap uncle Ryan! De verdade, Clap Clap Clap!

Tudo bem que os episódios da sequência não foram muito animadores, inclusive a season finale, que foi bem preguiçosa e eu mesmo cheguei até a questionar se talvez a gente não tivesse pelo menos mais um pela frente. Ao mesmo tempo, devemos levar em consideração tudo o que andou acontecendo em torno da série e na vida real de alguns de seus atores, como a ida repentina do Cory Monteith para a rehab (achei bem bacana o plot do Finn na faculdade) e até mesmo a gravidez da Heather Morris, que pegou todo mundo de surpresa e nos fez ganhar uma final de temporada antecipando a saída da Britany do colégio. (e se ela realmente sumisse, seria uma pena!)

Mas mesmo com tudo isso, Glee continuou sendo aquela série que a gente assiste sem a menor culpa, debochada, cínica e que consegue nos fazer rir e chorar ao mesmo tempo, com cenas bobas ou momentos dramáticos que a gente nem poderia sonhar em encontrar dentro desse cenário (eu pelo menos quase desabei com o vídeo do Artie e a sua parte no final do episodio com o tiroteio).  E a notícia da renovação da série por mais duas temporadas não poderia ter sido mais animadora (e surpreendente!), onde para ficar mais perfeito ainda, só falta mesmo o canal Oxygen confirmar que teremos sim pelo menos mais duas edições do melhor reality show EVER, o The Glee Project, que também merecia e muito continuar. Já podemos nos inscrever? Podemos?

gLee (♥)

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Us & Them Season 1, o trailer

Maio 15, 2013

Nova aposta de comedia da FOX, que na verdade é um remake americanizado da inglesa Gavin & Stacey da BBC3, que apesar desse detalhe (e da nossa experiência que sempre nos alerta que remakes tendem a não ser muito bons, exceto por The Office) parece ser bem boa (e o trailer é animador mesmo. Eu pelo menos já fiquei com vontade de assistir tipo, NOW!), além do fato de nos trazer de volta a Rory Gilmore, também conhecida como Alexis Bledel.

Animados?

Agora, só eu acho muito estranho a Rory estar pegando o ex da mãe dela, Lorelai, atualmente Sarah em Parenthood? (apesar de ter AMADO o casal e não conseguir pensar em uma recomendação melhor da Lorelai – se tivesse  conhecido o moço na biblioteca ou na fila do banco e não tivesse frequentado aquelas partes – para a própria filha antiga. PS: eu mandaria dinheiro para uma vaquinha de um filme de Gilmore Girls, fácil fácil!)

 

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Os Simpsons versão Breaking Bad

Abril 12, 2013

E quem não desconfiava que eles já tinham passados dos 500 episódios a troco de algo especial, do bom e azul, hein?

Se cuida Heisenberg, que a concorrência nesse caso pode ser ainda mais desleal do que a de costume, rs

 

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Homer Shake

Março 5, 2013

Melhor “Harlem Shake” que não é um “Harlem Shake”, rs

 

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The (un)following

Fevereiro 15, 2013

the following

Uma série de suspense policial bacana, com gente de peso envolvida na sua produção (uma criação de Kevin Williamson, de Dawson’s Creek, The Vampire Diaries e “Scream” nos cinemas) e que além de uma boa ideia de trazer um serial killer com ares de poeta, Joe Carroll, um professor fã incondicional de Edgar Alan Poe e que dessa vez não está disposto a agir sozinho como na maioria dos casos mais comuns que conhecemos e conta com o que ao que tudo indica ser uma vasta gama de seguidores da sua mente literária perturbada. Um vilão excelente, diga-se de passagem, desde a ideia até a execução do ator James Purefoy, que consegue nos transmitir tudo aquilo que eles tentam nos vender sobre o perfil do assassino da vez, do tipo que você rapidamente acredita que é completamente maluco, mas já começa a entender também o porque de tanta gente se sentir tão seduzida pelo personagem.

Do lado do bem da história temos ele, Kevin Bacon (nossas tias gritam nesse momento, ele que também está ótimo nesse papel que lhe caiu muito bem) vivendo o policial Ryan Hardy que na verdade, nem é tão do bem assim e tem lá a suas falhas. Um policial bem sucedido, porém afastado da sua carreira no FBI devido as sequelas deixadas pelo seu maior inimigo, o próprio Carroll, que ele consegui colocar atrás das grades depois de ter conseguido também salvar a sua última vítima.

Afastado do trabalho, ele usa marcapasso para controlar o coração debilitado e ao que tudo indica, bebe compulsivamente (aquela bala de menta não foi oferecida por acaso) e tem uma passado meio assim com a ex esposa desse mesmo serial killer. Ou seja, motivos para odiá-lo o cara pelo menos tem, além de todo o seu nível de loucura, é claro. Sem contar que após ter sido bem sucedido na investigação que levou a prisão do agora famoso Carroll, Ryan ainda lucrou com a história, escrevendo um livro sobre como funcionava a mente daquele que foi o maior trunfo da sua carreira, algo que acabou lhe rendendo um prestígio maior ainda.

Até aqui, encontramos uma história interessante e que fica ainda melhor com a fuga do tal assassino logo no começo do piloto, ele que está disposto a finalizar o seu trabalho adiado com o momento da sua prisão, anos atrás e óbviamente está a procura da tal última vítima que Ryan conseguiu salvar no momento da sua prisão. Nessa fuga, Ryan acaba sendo convocado novamente para o caso, já que ele é quem melhor conhece o inimigo e uma série de eventos acontecem para nos levar até o plot  central da temporada. E é exatamente nessa hora que a série já começa a se perder em seu piloto, em uma avalanche de clichês de filmes do gênero que podem se tornar bem irritantes se você tiver um pouquinho menos de tolerância.

Primeiro que Ryan parece saber demais. Ok, o cara quase morreu nas mãos daquele assassino, estudou a sua história, conseguiu colocá-lo na cadeia, escreveu um livro, pegou a sua mulher, mas mesmo assim, tudo parece fácil demais para aquele que divide o mesmo conhecimento sobre a fixação do serial killer na obra de Edgar Allan Poe e pelo menos nesse piloto, essa foi a primeira impressão passada. Tudo está relacionado a sua obra e as respostas aparecem facilmente, como um passe de mágica em meio aos cenários do crime, sempre utilizando a mesma desculpa como justificativa em um momento brilhante de raciocínio do próprio policial, que se fosse tão brilhante assim e ou preparado, já teria pensado no seu próximo passo antes do próprio serial killer, ou pelo menos teria feito um mapa na parede cheio de próximas possibilidades, algo mais ou menos como a Carrie de Homeland, rs. Preguiça.

Tudo bem que esse tipo de justificativa que aparentemente pode até parecer bacana por se tratar de uma obra real, mas o mesmo detalhe que é capaz de trazer um elemento especial para a trama da série acaba perdendo a força sendo utilizado em doses cavalares (como já acontece no piloto) e pode também acabar se tornando um recurso fácil demais para aquele policial, dotado de tamanho conhecimento, ou para qualquer outra pessoa que conheça a literatura de Allan Poe. E isso somado a postura do personagem principal, o policial que não segue regras de sempre, cercado da policial irritadinha demais, do outro nerd inteligente e puxa saco demais, groupie do policial principal e o boy magia do FBI, porque tem que ter um. Todos personagens bem clichês e que encontramos aos montes em qualquer série ou filme do gênero. E Ryan apesar de ter passado por tudo isso, de carregar com ele uma marca dessa história, de estar envolvido novamente naquele rastro de sangue já conhecido do seu passado e por isso, imaginamos que seja uma lembrança no mínimo traumatizante, mesmo com toda essa vasta experiência sobre o caso, acaba sendo atraído pelo assassino para o lugar certo na hora certa, mesmo que isso tenha sido intencional por parte de ambos os envolvidos. (você não deixaria avisado para a equipe? Ainda mais considerando que o cara é um psicopata maluco que conseguiu fugir da cadeia com a maior facilidade desse mundo? Eu bem que deixaria…)

Sem contar que eu gosto de me assustar, de ficar tenso, preso no sofá, sem a menor ideia do que está por vir, só que também já no piloto, The Following mostra muito bem qual a sua fórmula para assustar nesse caso, que visivelmente pertencente a mesma escola “Scream” de antigamente, tenha sido ela proposital, em forma de homenagem, uma questão de identidade ou não. Sabe aquele susto avisado, que vem junto com a trilha sonora dramática nada sútil e totalmente proposital para aumentar ainda mais a reação? Então…

Além disso, alguns padrões se repetem dessa escola antiga de terror (que apesar de não ser tão antiga assim, já tem cara de velha), como mortes na garagem, a obsessão por facas (e o barulho do aço) e muito sangue por todos os lados. Agora, o que eu gostaria mesmo é que alguém me explicasse como é que uma mulher com cara de no mínimo perturbada por cinco gerações de ancestrais, convocada pela polícia para prestar depoimento devido a sua relação próxima ao assassino, chamada inclusive de groupie por eles mesmos, me aparece no local onde estão sendo feito os interrogatórios (que eu não tenho muita certeza, mas me pareceu ser no próprio FBI, não?), munida de uma faca gigantesca (ou punhal), em plena America antiga calejada pós atendados da sua história recente? Realmente, achei pouco convincente. Menos convincente ainda que nenhum policial dos 38 que estavam presente naquela hora, não tenha dado com um porrete na cabeça dela para evitar uma tragédia maior e ou tivesse usado a sua arma de choque naquele momento para controlar a situação. Apesar da cena ser bem bacana, com, a mulher com o corpo todo escrito (me lembrou bem a referência visual de “Memento”) com lines do próprio Edgar Allan Poe. Poético, mas lame.

Tirando tudo isso que eu acabei destacando como pontos negativos que não me fizeram ter a menor vontade de assistir e ou me apegar a The Following, é preciso reconhecer que a sua produção é bem boa e provavelmente vá encontrar seu público. Só acho também que pensando a longo prazo, fica bem difícil estender a série por muito tempo sem transformá-la em um procedural daqueles. E por exemplo, duas temporadas rondando esse mesmo plot e eu já acho que ela tem tudo para ser a nova The Killing (que vai voltar, pelo AMC mesmo e com o ótimo Peter Saarsgard agora também no elenco, mas que já deu pra gente, sorry), tirando a parte que The Killing, apesar de arrastada, sempre foi bem boa e tentava pelo menos tratar seus clichês de uma outra forma, coisa que The Following não conseguiu nem em seu piloto.

E apesar de já ter sido morta no piloto (e quem aguentaria ver mais da Shannon de Lost por mais do que um episódio?), estou até agora na dúvida se a Sarah não é ou não é a nova Sidney?

Por aqui, a série estréia na Warner no dia 21 de Fevereiro, às 22h50.

 

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Ben and Kate and Boring

Outubro 4, 2012

Confirmou! Criar crianças está na moda no mundo das séries.

Não vou mentir e já começo esse post dizendo que fui assistir Ben And Kate sem ter a menor expectativa, apenas porque me sobrou 20 minutos na semana passada e era o que estava disponível naquele momento. Nesse caso, não havia visto um trailer, um promo ou qualquer coisa sobre a série,  mas apesar disso, só pela sinopse, já dava para ter bem uma ideia clara do que estava por vir. E não deu outra.

Dois irmãos, um homem e a outra mulher, ambos tetando criar uma filha, a filha dela,  mas o irmão, o homem da história, por muitas vezes parece ser mais infantil do que a própria criança da série. Até aqui temos uma proposta OK, apesar da sensação de que comédias envolvendo pequenas crianças só podem mesmo estar em alta, não? Seriam as crianças o futuro da TV? (AMO um discurso cafona, rs)

Mas a série não chega a ser boa e nem chega a empolgar e o elenco me pareceu todo meio equivocado. Tirando a criança, que me pareceu ser ótima no piloto, apesar de ser mais uma criança brincando de adulto na TV, temos uma mulher (Kate) visivelmente linda e um tanto quanto desajeitada demais para tamanha magia, do tipo que é difícil de convencer que já sofreu qualquer tipo de drama na vida por conta de suas esquisitices, ainda mais tendo aquela cara linda, capaz de desviar as atenções de qualquer pochete cafona que ela venha a usar. E ele, Ben, que é um tanto quanto… como é que eu posso dizer delicadamente… feio, para convencer com o galã da série. (é, eu disse, lidem com isso)

Tá, mas isso não é o suficiente para julgar uma série e não podemos ser tão superficiais assim então, tenho que dizer que Ben é extremamente over (e isso ele é mesmo, não tem como negar), em todos os seus momentos do piloto e uma característica (…) do ator chama mais atenção do que qualquer outra coisa na série, mas eu não vou dizer o que é porque não quero ser essa pessoa que pode estar traumatizando um ator nesse nível, rs. Mas o detalhe está lá, para quem quiser ver… seria ele inglês? (ok, isso pode soar como um preconceito, rs)

Nesse caso, a série me pareceu mais uma grande bobagem, onde não me parece que eles mereçam 20 minutos da nossa semana e se for para assistir séries com crianças foufas, temos ótimas opções na TV hoje em dia, como Modern Family (onde além de tudo, elas também são bem talentosas) e Raising Hope, que tem as gêmeas (a boa e a má fingindo ser apenas uma, rs) mais foufas desse mundo. Portanto não vejo porque continuar com Ben, Kate ou Boring.

Sorry Ben And Kate, mas dessa irmandade estamos fora!

 

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Transilience Thought Unifier Model-11 (a volta de Fringe para a sua temporada final)

Outubro 3, 2012

Sim, Fringe finalmente está de volta para a sua última temporada e com um título confuso como esse, Transilience Thought Unifier Model-11 (5×01), rs. Mas não é de hoje que sabemos que nada é muito simples na série ou fácil de ser compreendido (embora tudo sempre tenha sido explicado), por isso perdoamos e deixamos passar esse detalhe que na verdade, não faz a menor diferença, rs. E essa talvez seja a maior virtude de Fringe, que é uma série que nos diverte, nos apresenta a sua mitologia, nos entrega suas respostas ao seu tempo, mas que também nos coloca para pensar por nós mesmos. Quem nunca arriscou um teoria dentro desse universo sensacional que atire a primeira pedra de Âmbar. NOW!

Não estou aqui para comentar o episódio em si ou tornar isso um hábito, porque eu não teria tempo para fazer do Guilt um blog que se ocupasse dessa forma (e normalmente nós apenas comentamos pilotos, temporadas inteiras ou em raras exceções, alguns episódios soltos, quando acabo me empolgando muito por um motivo ou por outro), mas estamos aqui para celebrar a volta de série, em um temporada que desejamos tanto que acontecesse no passado (e que quase não aconteceu) e que finalmente começou. Fringe, Season 5. PÁ!

E continuamos no futuro, em 2036, ainda vivendo em um mundo tomado e comandado pelos Observadores, onde comemos “palitos de ovos” e a expectativa de vida está prestes a atingir a marca de apenas 45 anos para os não observadores devido as péssimas condições do ar (por culpa deles inclusive…) e dessa vez ganhamos a participação de uma personagem que havia ficado de fora desse cenário, quando o visitamos pela primeira vez perto do final da temporada anterior, em um dos melhores episódios da série e que além de tudo nos prometia um futuro diferente do que poderíamos imaginar. E essa também é uma característica forte da série, que é o poder de se reinventar sempre.

Nesse futuro, Olivia era a personagem faltante, ela que só agora também foi liberada do Âmbar e se juntou ao time de sempre para tentar salvar o mundo das mãos dos Observadores, em um plano que descobrimos ter sido planejado em conjunto com Walter e o September, lá no passado (ainda não vimos quando ou como, só imaginamos o porque), antes do caos se instaurar em todo mundo. O bacana desse episódio foi que além dele nos ter situado novamente no futuro, ele ainda nos apresentou pequenos fragmentos do que teria acontecido no passado, vinte anos atrás e pós invasão dos Observadores, onde além de termos descoberto que existia um plano desenvolvido pelo Walter e o September para derrotar os vilões da vez, descobrimos também que a relação entre Peter, Olivia e Walter acabou sendo abalada, quando Peter assim como seu pai, acabou “perdendo” a própria filha em meio a invasão. (e isso além de nos ter sido contado, ainda nos foi parcialmente mostrado em um sonho/pesadelo do próprio Peter)

Achei bem bacana eles terem mantido esse lado mais real das relações humanas, mostrando que as pessoas reagem de forma diferente diante da perda. Bacana também que tudo isso foi mencionado e resolvido em pouco tempo, porque tratava-se de uma questão que todos eles já haviam visitado de outra forma no passado e eu achei bem especial a forma como esse issue foi tratado dessa vez, mesmo porque, seria meio fora de propósito trazer uma discussão sem fim sobre as atitudes do passado, quando eles se encontravam em um futuro do qual o que eles precisavam realmente se preocupar era em salvar o mundo do que estava acontecendo pós invasão. Não que esse fosse um assunto que não precisasse ser discutido, mas achei bem sensata a importância que lhe foi dado dentro do episódio.

Mesmo deixando de lado essa carga mais emocional para colocar o andamento da série em prática, tivemos momentos excelentes e carregados de uma emoção também muito especiais, como na cena de reencontro entre a Olivia e sua filha,  20 anos, 1 mês e cinco dias depois, que foi lindíssima, mesmo tendo durado bem pouco tempo dentro do episódio. Mas acho até melhor que tenha sido assim, porque melodramas não parecem cabíveis em uma série como Fringe, não a essa altura. E essa mesma emoção nós sentimos quando Walter foi resgatado da sua sessão cruel de tortura, acordando do seu drama e reconhecendo a Olivia, ficando feliz por eles a terem encontrado viva. Ele que além de nos emocionar, consegue nos fazer rir no mesmo momento, acordando e já achando tempo para encontrar um novo apelido para chamar Astrid, que dessa vez foi Afro, rs. #TEMCOMONAOAMAR?

Mas o que realmente nos abalou nesse retorno de Fringe para a sua reta final foi exatamente essa tortura que Walter acabou sofrendo nas mãos dos Observadores e ver um personagem que nós gostamos tanto sofrer daquela maneira, não nos agrada em nada. Engraçado como o personagem consegue manter essa relação com a gente enquanto audiência desde sempre, mas principalmente depois desses anos todos, mesmo com a gente conhecendo o seu passado meio assim que nós todos não podemos ignorar que existiu (embora haja uma explicação) , mesmo observando o que a sua genialidade foi capaz de trazer em efeitos colaterais para o mundo atual e isso em mais de um universo (culpa que sabemos que ela carrega de qualquer jeito, mesmo já tendo se redimido) e mesmo com tudo isso, continuamos nutrindo um amor fora do comum por esse personagem, que praticamente não poderia ser mais genial do que é e tão pouco mais adorável e por isso, confesso que foi bem difícil assistí-lo sangrando daquela forma em uma sessão de tortura interminável.

E com aquele final lindo do Walter em meio ao caos, finalmente ouvindo uma música (perfeita para o momento, diga-se de passagem) e encontrando naquela pequena e única flor a esperança que ele precisava para continuar a sua missão, voltamos a nos emocionar com Fringe, onde em uma cenas simples como aquela do seu episódio de retorno para o que será a sua temporada final, conseguimos enxergar exatamente tudo o que a série sempre foi para todos nós. E como é bom ter Fringe de volta e notarmos que tudo está ali, sua essência, seu fundamento, tudo no exato mesmo lugar de sempre, onde deveria estar, apesar de estar tudo diferente e reinventado. Quem sabe da próxima vez Walter não encontra sua tulipa branca?

#DOUBT

 

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