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A temporada âmbar de Fringe

Maio 18, 2012

Nem amarelo, nem laranja. Âmbar. Assim foi essa Season 4 de Fringe, onde mais uma vez encontramos uma temporada genial para uma das séries mais inventivas de todos os tempos.

Uma temporada que mais uma vez nos deixou confusos em meio a mil e uma teorias criadas por nós mesmos na tentativa desenfreada de desvendar toda aquela proposta de mistério já tão característica da série, nos  deixando completamente surpresos com suas reviravoltas, além de em partes, até que satisfeitos com o seu final de temporada, que embora tenha deixado uma série de perguntas ainda no ar, chegou com cara de series finale. Em pensar que esse poderia mesmo ter sido o final de Fringe, série que mais uma vez sofreu com o fantasma do cancelamento, mas que para a nossa sorte, acabou sendo renovada para sua tão desejada Season 5, uma temporada curta, com apenas mais 13 episódios restantes pela frente, a última para encerrar essa sua história sensacional, finalizando assim esse ciclo com os tão sonhados 100 episódios, que é o sonho declarado de toda série de TV, seus produtores e executivos do meio. Ou seja, dessa forma todos saíram ganhando.

Diferente das outras três temporadas anteriores (Season 1, Season 2 e Season 3), dessa vez, tivemos um período recheado de dúvidas e incertezas dentro do universo de Fringe, mais ainda do que o comum. Não tínhamos a menor ideia de onde a gente esta pisando, literalmente falando, nem tão pouco tínhamos alguma certeza sobre o que a gente de fato estava assistindo naquele momento, assim como nada parecia ser como já foi um dia. E tudo isso com um sério agravante que perturbava as nossas mentes o tempo todo: onde estaria o Peter?

E mesmo quando Peter finalmente ressurgiu em meio ao Lago Reiden, nós continuamos na dúvida de onde de fato estaríamos, sem sequer ter a menor pista de para onde estaríamos caminhando também. Uma sensação que talvez tenha durado um tempo maior do que a gente gostaria, ainda mais contando que essa poderia mesmo ter sido a temporada final de Fringe e por diversas vezes, essa ameaça do cancelamento nos dava a sensação de que tudo caminhava para o fim. Mas Peter havia voltado e isso pelo menos já nos deixava um pouco mais tranquilos, dado aos grandes acontecimentos que marcaram o encerramento da temporada anterior.

Embora o personagem tenha voltado para a trama, ele ainda parecia não pertencer a aquele lugar, que pouco lembrava o seu antigo universo. Walter não o reconhecia como seu filho, Olivia não o reconhecia enquanto homem da sua vida e assim, o mesmo se encontrava desesperado para voltar para a sua realidade, com o seu Walter e a sua Olivia, imaginando ter voltado para a realidade errada, a qual ele não pertencia.

Enquanto ainda nesse “universo alterado”, devido a ponte agora instalada entre azul (A) e vermelho (B), Peter pode observar (assim como a gente) a nova dinâmica da série, onde universos um dia inimigos declarados no passado, passaram a trabalhar juntos para o benefício de ambos, embora ainda houvesse uma certa rivalidade no ar e nem tudo ser tão amistoso assim como parecia.

Uma forma inteligente do Walter conseguir se redimir em relação à suas experiências do passado, trabalhando melhor a sua culpa, consequência da sua mente genial, onde o efeito colateral de suas experiências que antes causavam danos e mais danos do lado de lá (B), hoje, já se encontravam em um estado de cura devido ao trabalho em conjunto dos dois universos (A+B). Nada mais do que justo para um homem com uma mente tão brilhante, que não merecia essa ambiguidade de herói e vilão, embora tenha sim a sua parcela de culpa no efeito colateral disso tudo, mesmo sem nunca ter sido essa a sua intenção.

Excelentes foram os momentos onde os personagens conheciam seus dopplelgangers do outro lado da ponte, provocando as reaçãoes mais diversas possíveis. E #TEMCOMONAOAMAR a Astrid do lado A, conhecendo a Astrid robótica do lado B da força, criando uma relação de afeto com a personagem das mais foufas possíveis, dando de presente um pacote de café para a sua “réplica”, coisa que do lado de lá era raríssima e a pobre Astrid B sequer havia tido a chance de experimentar na vida? Ou até mesmo a rivalidade entre os dois agentes Lees, sendo que um representava exatamente o que o outro jamais iria ser, que também foi uma das relações mais bacanas dessa temporada em Fringe. Alias, R.I.P Lee B. (minuto de silêncio para a perda de um excelente representante da magia…Höy!)

Sempre achei bem bacana o carinho que a série sempre teve com esses personagens coadjuvantes, reservando nessa temporada até um espaço maior para todos eles, quase que como uma forma de retribuir a contribuição de cada um desses personagens para a sua história geral, que são detalhes que fazem toda a diferença para excelência e o cuidado que é impossível de não se perceber na série. Esse inclusive sempre foi um dos grandes méritos de Fringe, onde era praticamente inegável que a série não fosse muito bem cuidada desde o seu começo, alcançando um padrão não muito comum para um produto feito para a TV e talvez tenha até sido esse um dos fatores que colaboraram para garantir a ela a tão sonhada Season 5. Isso e a camapanha de todos nós, fãs da série, que conseguimos mostrar para a FOX que mesmo em pequeno número, continuávamos todos ali, fieis a uma das melhores séries de TV de todos os tempos.

Lindo também foi a forma como Peter (Pacey) foi conquistando o seu espaço nesse “universo alterado” aos poucos, ganhando assim o carinho até mesmo do Walter, que resistia a todo custo a se envolver com o filho que ele não reconhecia como adulto, com medo de se envolver e perdê-lo novamente, o que seria demais para o coração daquele cientista adorável. Ao mesmo tempo que naturalmente ele foi conseguindo ser aceito dentro desse novo universo, Olivia passou a ter algumas memórias ao lado do mesmo, que na sua atual tilmeline e dentro desse “universo alterado”, ela não havia vivido já que até então, Peter sequer existia. Algo que chegou a nos levar a uma série de teorias a respeito do porque de todos esses acontecimentos.

Mas tudo foi explicado de uma forma que já nos havia sido prometido anteriormente, por isso nem vale reclamar, deixando a ciência um pouco de lado para dar mais espaço ao sentimento. Nesse momento descobrimos que Peter na verdade, estava onde ele sempre esteve, no seu universo de sempre, onde o amor das pessoas que se importavam com ele não o deixaram ser apagado totalmente da sua linha de tempo após os acontecimentos que encerraram a Season 3. Aqui, eu aproveito para dizer que na minha concepção, mesmo que a Olivia tenha sido ultilizada como ponte para essa justificativa e a história de amor entre os dois seja um dos grandes motivos para que isso tenha realmente acontecido, eu também acredito que o amor do Walter pelo filho, que sempre foi a relação mais importante da série nesse aspecto (pelo menos para mim), também deve ter colaborado para esse “resgate” do Peter.

O problema é que mesmo dentro de uma temporada bacana como foi essa Season 4, tanto o reaparecimento do Peter quanto a sua descoberta sobre estar no seu próprio universo, acabou ocupando um tempo longo demais dentro da temporada, onde eu volto a repetir que considerando que essa poderia ter sido a temporada final da série, já não era tempo de se considerar essas resoluções tão demoradas, não? E essa é a minha maior crítica a essa Season 4, a qual eu atribuo o motivo dela ter sido uma temporada menos sensacional do que as demais, embora ela tenha nos trazido alguns acontecimentos mais do que importantes para a mitologia da série e o seu desenvolvimento.

E como Walter e Peter juntos sempre conseguem nos comover, hein? Basta um olhar de cumplicidade entre esses dois, ou um sinal de preocupação e cuidado um com o outro, para que ambos derretam os nossos corações gelados a ponto da gente até aceitar uma justificativa como essa  do “AMOR” para uma série como Fringe, sempre tão coerente dentro das suas justificativas científicas e teorias super inteligentes. Tudo bem que a relação entre a Olivia e o Peter também é bem especial e a gente até torça bastante para que ela tenha o seu final feliz, mas realmente nada se compara a esse amor de um pai que foi capaz de cruzar universos para salvar um filho que nem o pertencia. (embora o Peter estivesse disposto a fazer o mesmo por Olivia)

Nessa hora, ganhamos também um importante esclarecimento quanto as figuras mais enigmáticas da série, os Observadores, onde descobrimos que eles nada mais eram do que seres humanos vindos diretamente do futuro para observar fatos importantes da sua própria história passada. Eles que sempre foram tão misteriosos e sempre tão presentes na série (AMO brincar de “Onde está o Observador”, rs, embora eu quase nunca os encontre, humpf!) e que além de nos revelarem suas verdadeiras identidades, ainda nos reservavam importantes surpresas em relação ao futuro da série.

Um futuro que chegamos a conhecer no episódio 19 (sempre o 19), onde nele ganhamos a participação do ator Henry Ian Cusick (I ♥ Desmond), nos colocando alguns anos a frente da história (2036), em um universo relativamente novo, totalmente modificado e sob o comando dos Observadores, que nesse momento assumiam de vez o posto de ditadores daquele novo cenário, tomando a força um espaço que ainda não os pertenciam. Como sempre, Fringe mais uma vez se renovava, apesar que nesse caso, o gosto que ficava no ar era mais o de “olha só, nós podemos ser uma série ainda mais sensacional no caso da gente ser renovada e essa história que já era boa, pode ficar melhor ainda, hein?”, como se aquele episódio em si fosse uma grande provocação ou até mesmo um alerta, mostrando claramente o quanto eles ainda poderiam ser inventivos e geniais dentro da série e ainda nos prometendo um futuro extremamente interessante e super possível, do tipo capaz de deixar qualquer um extremamente curioso com o que a série ainda poderia render caso fosse renovada. Informação que até esse momento ainda era desconhecida…

Nele tivemos uma série de detalhes que traziam uma nova proposta de dinâmica para a série, ainda mais que o episódio contou com a ausência da Olivia e uma mágoa enorme do Walter em relação ao que William Bell teria feito com ela, algo no mínimo suspeito. Ainda a frente do nosso tempo, descobrimos Henrietta, ela que não conseguiu disfarçar muito bem a sua verdadeira identidade e logo de cara nós já conseguimos perceber que ela só poderia mesmo ser uma filha do casal Peter e Olivia. Ou seja, a história ficava cada vez ainda mais interessante e de certa forma ainda nos preparava para o que estava por vir durante o último episódio da temporada, como se eles tivessem antecipando os fatos para gerar uma curiosidade maior ainda. Agora, imagine se Fringe tivesse mesmo sido cancelada? DRA-MA!

Durante boa parte dessa Season 4, tivemos como vilão declarado, o personagem de David Robert Jones, um velho conhecido do passado da série que figurou em diversos momentos importantes dessa temporada. Embora não soubéssemos quais eram as suas verdadeiras intenções, ficava cada vez mais claro que aquele homem carregava um complexo de Deus e com isso, suas intenções só poderiam ser as piores. E através do personagem, tivemos a chance de revisitar ao lado da equipe da Fringe Division, alguns casos do passado da série, principalmente de sua Season 1, por vários considerados como uma temporada “aleatória” de Fringe. Pessoas essas que nesse momento podem engolir o orgulho e aceitar o nosso: SUCK IT! (rs) Dessa forma, mais uma vez ficava bem claro que dentro da série, nada aconteceu por acaso e tudo fazia parte de um plano muito maior revelado nessa retal final, amarrando muito bem as várias pontas dessa trama toda. Tá, já pode aplaudir? Clap Clap Clap!

Mas Walter, que é dono de uma mente muito mais avançada do que todas as nossas juntas, logo percebeu que toda aquele genialidade escondia um cúmplice que muito provavelmente, seria o mentor de todo aquele plano. E foi quando no episódio final, descobrimos que William Bell era a mente brilhante por trás de tudo aquilo (ele que não estava morto, como a gente imaginava, plot utilizado como saída emergencial para o mimimi do ator Leonard Nimoy em voltar a participar da série, que mais tarde ele mesmo reconheceu que só aceitou voltar, porque achava Fringe uma série realmente genial) e Robert era apenas um de seus executores, uma peça importante porém, totalmente descartável no seu jogo de xadrez.

Bacana que nesse momento, o próprio William Bell, o verdadeiro homem com complexo de Deus por trás do plano mirabolante de colidir ambos universos, criando assim a sua própria versão de um universo exclusivo para suas experiências e criações, ele que arquitetava tudo isso a distância, também não conseguiria chegar a esse resultado brilhante sozinho e para isso o vilão da vez teve que acabar reconhecendo que ele usou as partes retiradas do cérebro de Walter no passado (a pedido do próprio), para chegar a esse nível máximo e perigoso de genialidade. Ou seja, mais uma vez a culpa sobrava para a mente invejável de Walter Bishop, que a essa altura, já não era mais o mesmo cientista ambicioso do passado (para o bem, sempre), muito longe disso e conseguia enxergar de longe que o caminho escolhido pelo seu ex parceiro naquele exato momento, realmente ultrapassava as barreiras da loucura que ele mesmo se recusou a atingir quando pediu que essa parte do seu cérebro fosse retirada. Genial, não?

E nessa reta final da série, acabou sobrando para Olivia e Peter o trabalho em conjunto para um bem maior em busca da salvação dos dois universos (azul + vermelho), algo que de certa forma eles sempre fizeram desde o começo, mas que dessa vez a parceria entre eles era mais do que fundamental para a resolução dessa história, onde um completava o outro. Olivia que passou a desenvolver com mais intensidade certos poderes e a essa altura já ganhava o status de Super Olivia, descobrindo habilidades inimagináveis e desconhecidas inclusive pela própria. Nessa hora, tenho que reconhecer com honestidade que eu realmente fiquei um pouco constrangido com aquela cena no telhado do prédio, que acabou resultando na morte do David Robert Jones. Mas foi só, juro que essa é a minha única reclamação em relação a esse finale. Ou melhor, essa e a ausência da vaca Gene, rs.

Caminhando para o final, ficava cada vez mais claro que aquilo tudo tinha mesmo sido preparado para a despedida da série, onde todos os seus personagens acabaram ganhando suas merecidas resoluções. Broyles foi promovido no final de tudo e essa promoção acabou chegando com o reconhecimento pela importância do trabalho da sua equipe,  juntamente com recursos inesgotáveis para dar continuidade a sua Fringe Divison, onde acabou sobrando até uma vaga de emprego para Nina Sharp. Astrid também ganhava o seu final com pompa de heróina, colocando marmanjo para dormir em meio a golpes sensacionais que a gente jamais imaginaria que ela com aquele tamanho e toda a sua doçura de sempre, seria capaz de executar tão precisamente. Até baleada ela foi para salvar a pele do Walter, ele que a essa altura, já não era apenas uma criança grande que ela tomava conta diariamente no laboratório em Harvard e também não era apenas o seu grande mentor profissional. Walter já fazia parte da sua família e por sua parte, também a considerava com tal. Mas no final acabou dando tudo certo e ela conseguiu se recuperar, ganhando um raro momento onde Walter finalmente a chamou pelo seu verdadeiro nome e não Aspirin, Asterix ou Astor, como de costume (rs). E é claro que esse momento foi selado com ambos dividindo um alcaçuz, que a essa altura já é um dos ícones de Fringe. (que diga-se de passagem, são horríveis na prática. Ew!)

Até do universo vermelho a essa altura a gente já tinha se despedido, com uma cena linda com o fechamento da ponte e todos de ambos os lados super emocionados com a possibilidade de talvez nunca mais ver o seu dopplelganger novamente, sem ter a certeza de que ficaria tudo bem de cada lado da moeda. Nesse momento, perdemos inclusive o Lincoln, que escolheu ficar do lado de lá e quem sabe assim, ter a chance de conseguir conquistar a Folivia (o que ficou no ar que talvez ele até já tivesse conseguido). Uma cena memorável em que o ator John Noble conseguiu nos emocionar ainda mais com a sua interpretação primorosa, com o encontro do Walter e o Walternativo, em um momento que nós ainda não havíamos vivenciado, não daquela maneira. E que ator fantástico, não? (Clap Clap Clap)

Ou seja, só faltava realmente resolver a questão do plano todo de William Bell em relação a destruição do universo e estaríamos prontos para o fim. E nessa hora, acabou sobrando para o Walter a difícil tarefa de ter que eliminar o mal pela raiz, entregando assim uma bala no meio da testa da Olivia, para a surpresa do seu ex parceiro de laboratório, ela que seria exatamente o combustível necessário para que o plano de Belly tivesse sucesso. E tudo isso em alto mar, dentro daquele navio misterioso carregado de figuras da mitologia antiga da série, que inclusive nós já havíamos visto antes e ficamos todos curiosos sem saber o que exatamente ele representava. Logo Walter, ele que sempre carregou uma certa culpa sobre o que ele fez com a Olivia enquanto criança, teve que encarar essa difícil porém necessária tarefa envolvendo a sua Olive, e tudo isso ainda na frente do Peter, que observou todos esses acontecimentos de perto. Mas não adianta nem dizer que fomos pegos de surpresa nesse caso também, porque não é de hoje que a gente já sabia que a Olivia tinha que morrer, inclusive com o Setembro em pessoa avisando a mesma sobre a necessidade da sua morte em todas as possibilidades, em um determinado momento da temporada. Mas que foi bem sensacional ver isso de fato acontecendo, isso foi.

Vale a pena dizer também que nessa reta final, ainda ganhamos participações especiais bem bacanas dentro da série, como a Rebecca Made (a Charlotte de Lost, que diz ser bem fã de Fringe) me aparecendo medonha daquele jeito, com o seus olhos virando para todos os lados ao mesmo tempo, naquele momento horripilante dessa reta final da temporada. Ou até mesmo a filha do próprio ator Jonh Noble, a atriz Samantha Noble, que fez uma pequena participação como a atual responsável pela clínica onde Walter passou anos internado, ganhando a chance de contracenar com o próprio pai, o que eu achei bem foufo e carinhoso por parte da série. Outro ponto que eu acho importante de se destacar antes de chegarmos ao fim, foi a inserção de comerciais dento da série que acabou ficando cada vez mais na cara durante essa reta final. Nada mais justo para uma empresa que ajudou a garantir uma maior longevidade para uma série tão querida de todos nós. Não sei quanto a vcs, mas eu sempre fico com vontade de comprar o produto em um circunstância como essas, como sinal de agradecimento. (ando comendo direito no Subways ultimamente, só porque eles ajudaram a salvar Community, repetindo um feito que eles já haviam feito com Chuck no passado. E também porque é bem bom, neam? Yummy!)

E é claro que para a nossa sorte, Fringe não terminaria dessa forma tão triste com a morte da Olivia pelas mãos do Walter, o que não seria na da justo, e a experiência realizada pelo Dr Bishop (mais um Doutor na nossa vida…) com o seu bolo de limão recheado de Cortexiphan na primeira parte desse final (4×21 Brave New World – Part 1), já nos revelava que Olivia poderia se curar daquele tiro no meio da sua testa sem muita dificuldade até. O que de fato aconteceu, nos levando para aquela cena final super bacana e cheia de emoção, com a revelação de que Olivia não tinha mais Cortexiphan o suficiente em seu corpo capaz de causar qualquer tipo de anomalia/poderes/habilidades e com o detalhe a mais da revelação da sua gravidez para o Peter, anunciada nos minutos finais e comemorada por Walter e Astrid logo na sequência. Detalhe que faltava para confirmar que Henrietta era mesmo real (e provavelmente tenha um papel importantíssimo dentro da proposta da próxima Season 5) e já estava a caminho.

Ou seja, um season finale que teve cara de series finale até, colocando um ponto final pelo menos “provisório” em diversos plots da série. Mas seria impossível negar que nós enquanto fãs de Fringe, ficaríamos extremamente insatisfeitos recebendo apenas esse final como conclusão para a série em si. Não por ele não ser satisfatório e mais por ele ainda não ser o suficiente. Não para uma história tão complexa, não para uma resolução mais calma e detalhada para toda a mitologia da série, que nunca foi pouca e muito menos nunca foi tão simples assim.

Dizem que essa temporada havia sido preparada com duas opções de finais, um caso a série tivesse sido cancelada e outro no caso de que ela conseguisse ser renovada para a sua quinta e última temporada, o que de fato aconteceu (YEI!). E se vc estiver se perguntando sobre como teria sido esse final caso a série tivesse sido cancelada, saiba que vc assistiu exatamente a ele e o único acréscimo que foi feito, segundo os próprios produtores da série, foi aquela cena final com o Walter preparando torradas e recebendo a visita do September (provavelmente onde ele deve ter chegado para avisar sobre a invasão dos Observadores em 2015, que nós descobrimos quando vimos o futuro em 2036 e que já havia sido mencionado pelo próprio Walter nesse mesmo episódio). O que de certa forma amarrara muito bem o que vimos durante essa season finale, com o que começamos a ver no episódio com o futuro em 2036 e ao que tudo indica, deve ser o caminho para a história da Season 5. (pelo menos foi a minha impressão…)

O que só nos prova que essa sensação de talvez estar assistindo ao series finale de Fringe durante essas duas partes do episódio final da temporada (e até mesmo durante uma boa parte dessa Season 4), era mesmo real, porque talvez aquele realmente fosse o seu fim, no caso da gente não ter recebido uma boa notícia no final das contas, com a confirmação da Season 5 para a próxima Fall Season. Imagina só quanta coisa a gente perderia com isso? Não gosto nem de pensar nesse hipótese, ainda mais depois de termos tido a chance de enxergar o futuro de Fringe, daquela forma tão sensacional como ele nos foi mostrado.

Mas a boa notícia é que nós não precisamos nos preocupar com isso e logo teremos mais 13 episódios pela frente, onde eu arrisco que veremos um pouco mais daquele futuro que nos foi apresentado em 2036. Mas seja lá o que for que vier por ai, nada é mais satisfatório do que saber que ainda temos um caminho pela frente até chegarmos ao verdadeiro final dessa série de TV tão brilhante.

Vejo vcs na Season 5 (e para quem andou muito desacreditado sobre essa possibilidade durante toda essa temporada, é um delícia poder enfim dizer isso!)

#PURGE

ps: review recheada de links sobre tudo que a gente comentou dessa Season 4 (para ninguém ficar perdido) e mais algumas coisinhas…divirtam-se!

Homens, ferramentas e suas TARDIS autografadas

Outubro 9, 2011

Sensacional o episódio dessa semana em Grey’s Anatomy, hein? (8×04 What Is It About Men)

Se os homens do Seatle Grace estavam deixando a desejar em todos os sentidos e departamentos ultimamente naquele hospital, esse episódio foi importante para o nível de testosterona de Grey’s e funcionou muito bem para que a gente volte a ver os homens de Grey’s com bons olhos.

E o que os homens costumam fazer para aliviar a tensão do dia a dia?

Não, não é isso que vcs devem estar pensando, e sim dar umas boas marteladas. Höy!

Não é de hoje que sabemos que os homens se sentem melhor demosntrando a suas força (quem estudo História e se lembra dos tempos das cavernas, sabe do que eu estou falando…), e isso vale para quando eles enfrentam qualquer tipo de problema.

E quando eles tem uma situação problemática o que eles fazem, além de liberar umas boas marteladas? Eles fofocam, provocam uns aos outros, ouvem, aconselham, nada muito diferente do universo feminino, exceto pela necessidade exagerada demonstar a sua força física. Meninos, neam?

Ou vc nunca reparou que desde criança, eles adoram brincar de lutar e ficar se pegando no tapa o tempo todo? E toda essa necessidade de demontração de força, poder ou esse contato físico todo também pode indicar outras tendências, mas não vamos seguir essa linha de raciocínio (rs). A maior verdade aqui talvez seja que os homens também são carentes de tudo, mas não gostam de admitir e preferem expor isso de outra forma.

Agora, precisava além de ter feito um episódio sensacional com um olhar completamente masculino e delicioso, ainda introduzir na história a briga entre amigos nerds por uma TARDIS autografada? Tá querendo o que com isso hein Shonda? Conquistar de vez os nossos corações?

E todos os homens da série tiveram a chance de mos fazer enxergar a história do lado deles dessa vez, algo que a gente não esta muito acostumado em Grey’s, que é sempre uma série tão feminina, e me parece que depois desse episódio, todos eles conseguiram mostrar o seu ponto de vista para o bem, fazendo com que a gente volte a acreditar na magia de cada um deles. Dude Power!

Só sei que até agora foram apenas 4 episódios, e todos bem sensacionais hein? E com isso, sinto que esse será um bom ano para Grey’s Anatomy…(cruzando os dedos)

O final enlouquecedor da season 3 de Fringe

Maio 8, 2011

E que temporada hein? Estou até meio tonto, talvez eu devesse me deitar um pouco…

Talvez também eu deva começar o texto afirmando que essa definitivamente foi a melhor temporada de Fringe até agora. E olha que as duas primeiras temporadas já foram bem sensacionais hein?

Outra coisa que podemos afirmar é que Fringe não é uma série fácil de ser digerida ou entendida e esse season finale reforça essa teoria. Chegamos a um ponto na série onde tudo é possível, TU-DO! A gente não entende perfeitamente todas aquelas teorias, não sabemos se aquelas respostas são totalmente plausiveis ou não, se teriam algum fundamento, mas quem se importa? Tudo é tão coerente, tão extraordinário, que acabamos aceitando toda essa genialidade e compramos de vez essa história. Se Walter falou, esta falado!

Tivemos um começo de temporada excelente, intercalando entre as duas realidades de Fringe, até um episódio onde elas se encontraram de alguma forma. Depois tivemos uma “pausa” em toda essa excelência com a informação meio assim de que tudo se resolveria em nome do amor. Torcemos o nariz, engolimos a seco essa alternativa como final para essa história e seguimos em frente, com uma série de episódios sensacionais. Até chegarmos ao momento Bellivia, que foi algo difícil de aceitar a princípio. Talvez eles não precisassem desse momento “Ghost” na série, mas a resolução foi tão excelente, que voltamos a idéia de que a essa altura, Fringe pode mesmo tudo! Repito: TU-DO!

Chegamos então ao final da temporada, com a promessa de uma revelação bombásitca e um salto surpresa para o futuro. E para quem não viu ainda eu já adianto: que final enlouquecedor, não? (3×22 The Day We Died)

Primeiro que em meio a toda aquela confusão de estarmos a frente do nosso tempo, tudo foi tão bem explicado que começamos a entender a proposta dessa nova realidade, que ganhou abertura em cinza, ou preto e branco. Yin and Yang.

Nessa nova realidade, chegamos ao ano de 2026 do universo azul, onde descobrimos que a ativação da máquina por meio do Peter levou a destruição do universo vermelho, mas não sem nenhuma consequência do outro lado da força.

Minha única reclamação nesse ponto do ep é que eles deveriam ter modificado a música da abertura no futuro, como eles fazem quando voltamos aos 80’s na série. Será que tudo vai evoluir no futuro, menos a música? I don’t think so…

Peter aliás, apareceu muito bem do alto dos seus 46 anos não? Höy! Mas talvez o “rejuvenecimento celular” que apareceu na abertura do episódio em cinza (ou PB),  possa nos esclarecer isso. Peter e Olivia estão casados, felizes, ainda sem filhos e trabalhando na Fringe Division, assim como Astrid e pasmem: Ella, a sobrinha de Olivia. Howcoolisthat?

Mas onde estaria Walter?

Resposta: na cadeia. W-w-what?

Walter tornou-se o homem mais odiado em todo o mundo devido as consequências de seus experimentos, agora também afetando do lado azul da força (como acontece no universo vermelho) com o surgimento dos “buracos de minhoca” também desse lado da história. Vcs conhecem a teoria dos buracos de minhoca? Procurem sobre (Google it!), que é bem interessante e talvez possa ajudar para entender algumas coisas sobre Fringe. Ou talvez funcione apenas para um tópico de conversa nerd, rs.

E foi bem triste ver o laboratório de Walter em Harvard completamente vazio e eu achei imperdoável ele não receber de volta as suas ferramentas de trabalho das mãos da sua fiel assistente Astrid. Fiquei frustrado, humpf!

Mas foi emocionante o reencontro dele com a Olivia, não? E no futuro, Olivia já tem um maior poder de controle dos seus “poderes”, que parecem ter evoluído. Olivia versão X-Men. Cool!

Não vou ficar aqui falando muito sobre a história do episódio pq muita coisa aconteceu então vamos ao que importa, ok? Quem quiser ler resumo, vai ter que procurar em outro lugar…

Para esclarecer um pouco desse “salto” no tempo que eles utilizaram em Fringe, algo que nem é uma grande novidade no mundo das séries, onde eles acabaram utilizando um recurso até que comum no cinema ou na tv, algo como o personanagem em questão observar a história de um outro ângulo,  a frente do seu tempo, podendo perceber/observar o que aconteceu com o universo ao seu redor devido as suas escolhas e aos seu atos e assim, onde após perceber os seus erros, ele volta ao passado para tentar dar um jeito no futuro, como se estivesse ganhando uma segunda chance. Não sei se eu fui claro, mas foi algo por ai, fikdik.

Descobrimos que em 2026 a solução de âmbar já fazia parte de nossa realidade, que os bifes no futuro serão enlatados (euri) e as garrafas de vinho serão quadradas, meio como Tetra Paks, rs. Detalhes que eu achei sensacionais e super bem cuidados.

Falando em bife, tivemos um momento foufurice em meio a uma conversa entre Walter e Ella sobre a vaca com os olhos mais doce desse universo: Gene. Awnnn! Achei justa a lembrança. Cool!

Mas a maior revelação do futuro ainda estava por vir, quando finalmente descobrimos que Walternativo estava preso no universo azul. Dafuck?

Como se não bastasse o cara ter seu filho sequestrado e anos depois ter escolhido ficar com o seu “sequestrador”, seu universo destruido e sua cara ser igual a do homem mais odiado do mundo, ele ainda acabou preso do lado de cá do muro? Imaginem agora o nível de ódio desse homem? Algo que eu até acharia compreensível, se não fosse por seu lado “terrorista” da história.

Espero que o motivo pelo qual ele acabou preso no universo azul apareceça na próxima temporada. E aliás, ainda bem que teremos uma nova temporada. Imagina se esse fosse o final de Fringe?

A história toda foi tão absurda e tão cheia de detalhes que eu quase tive um AVC. Aliás, impecável a interpretação de Jonh Noble e o seu Walter sequelado, com a boca torta e alguns espamos. Cool!

E danadeeenho aquele Walternativo usando a tecnologia a seu favor para enganar o Peter, hein? Euri

Perto do final, quando nos foi revelado que aquele cenário do futuro já havia sido previsto por Walter no passado e que fazia parte do seu plano para tentar prevenir o que de fato aconteceu (ok, eu sei que parece confuso, mas é menos do que parece ok? Basta assistir ao ep) chegou a hora de Walter se desapegar daquilo que ele mas temia: Peter! Sim, eu disse PE-TER!

Juro que nesse momento eu fiquei com um nó enorme na garganta e não me contive quando os dois trocaram olhares de um amor enorme antes de Peter partir para completar a sua missão. Chorei igual criança, confesso. Sempre disse que a história de amor de Fringe estava nessa relação de pai e filho, fikdik.

Enquanto isso, no presente e ainda ligado a máquina, Peter entendia em apenas 60 segundos (sim, todos aqueles acontecimentos duraram 60 segundos na mentre de Peter) a sua verdadeira missão e qual seria o verdadeiro propósito daquela máquina, que seria a união dos dois universos, para tentar salvar o que de ruim aconteceu ou poderia acontecer em cada um deles. Howcoolisthat?

Nesse momento tivemos os dois universos se encontrando e não se fundindo como muitos pensaram. Walter e Walternativo frente a frente, ouvindo a explicação de Peter que aquele cenário (o cinza ou branco e preto) seria um ponte que ele mesmo criou entre os dois universos, uma espécie de portal, de ponto em comum entre os dois lados da história, para que eles possam trabalhar juntos e buscar uma solução para essa problema, já que os dois universos, azul e vermelho, precisam um do outro para existir, que foi mais uma das revelações desse excelente season finale.

Até aqui eu já estava achando tudo sensacional, os dois Walters, as duas Olivias e Peter entre todos eles, até que, do meio do nada, PÁ: Peter sumiu. Sim, sumiu, do nada. Dafuck? Hmm mmm

Mas espera ai, esse desaparecimento aconteceu diante dos olhos de todas aquelas pessoas e ninguém esboça a menor reação? Foi quando no minuto final, tivemos a revelação dos Observadores (tenho um medo deles e achei de um plástica linda aquela cena final), que se encontravam todos em frente a Estátua da Liberdade e que disseram que Peter naquele momento havia cumprido a sua missão e que na verdade, ele nunca existiu para aquelas pessoas. CATAPLOFT!

Cai da cadeira nesse momento, quando depois desse informação bombástica os créditos do episódio final começaram a subir. COMO ASSIM PETER NUNCA EXISTIU? DAFUCK?

Milhares de perguntas surgiram na minha cabeça naquele momento, dentre elas:

Primeiro, se ele nunca tivesse existido, nada disso teria acontecido, afinal tudo o que vem acontecendo em Fringe até agora é resultado do seu sequestro. Alguém me explica?

Se Peter nunca existiu, quem é o pai do filho da BOlivia? Ele ainda existe? Ok, alguém me explica (mas não vale nada do tipo o filho do Jack no final de Lost, hein? Não aceito esse tipo de explicação bocó, NÃO ACEITO!)

Outra dúvida que me surgiu foi: se Peter nunca existiu, como é que as máquinas foram ligadas? Hein?

Por favor, alguém me responda tudo isso?

É claro que eu tenho uma lista enorme de perguntas a serem respondidas, mas como a piadeeeenha solta no meio do episódio já anunciava (no momento em que Olivia e os policiais desmaiam no Central Park, no chão esta escrito “Only Sept”), só mesmo em Setembro com o início da Season 4 para que a gente possa entender o que de fato aconteceu nesse final de temporada enlouquecedor. Humpf!

E eu que sofro de ansiedade fico como em um momento como esses, hein? Não estou me aguentando…

Sério, eu já disse por diversas vezes aqui no Guilt que um dos momentos mais marcantes da tv, pelo menos da última década, foi a cena final da Season 3 de Lost, quando descobrimos que eles conseguiram sair da ilha, por meio do grito do Jack enlouquecido “We have to go back!” e que aquela seria uma cena do futuro, os chamados flashforwards. Talvez agora em Fringe a gente tenha ganhando um novo momento desses, do tipo inesquecíveis, com a descoberta do final dessa temporada de Fringe (coinscidencia ou não, que também encerrou sua Season 3). Guardadas as devidas proporções, eu fiquei com a cara no chão como fiquei na época de Lost e há muito tempo uma série não me deixava tão curioso para saber o que estava por vir. E essa é uma sensação deliciosa!

Se esse fato terá alguma relevância drástica na série nós só saberemos mesmo em Setembro,  mas eu não acredito muito na saída definitiva de Peter (jamais neam? Peter é o elo entre as histórias), que eu acredito que  ele deva estar preso lá no novo universo, no futuro,  como aconteceu com a Olivia no começo dessa temporada. Lá ele vai encontrar um Delorean e vai ganhar passagem livre entre o futuro e o presente, rs.

Outra pergunta que não sai da minha cabeça é que vimos o Walternativo disparar um bala no meio da testa da Olivia, encerrando de vez a sua passagem nesse mundo no futuro, mas no episódio com o desenho animado, Olivia não havia desenhado o rosto do homem que a mataria, que viria a ser o agente X?  E ele não era o Walternativo neam? Hmm mmm

Anyway, não posso mais forçar o meu cérebro a mais nenhum pensamento sobre esse final de temporada, porque já estou começando a enxergar tudo duplicado, tremido e com um certo brilho, rs.

Só sei que Fringe se superou e só melhora, o que na verdade me assusta, pq geralmente toda essa perfeição e genialidade acaba espantando um pouco a audiência e ai já viu neam? Mas como já temos uma Season 4 garantida, que Setembro chegue logo ou eu vou a falência na farmácia em busca dos meus ansiolíticos.

ps: por favor, não sumam com Peter Pacey! Nunca! rs


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