Posts Tagged ‘FX’

Sons Of Anarchy, Season 7, o trailer

Agosto 14, 2014

Eita! E eu que não vi a Season 6 ainda, mereço um castigo?

Um path de loser no meu colete? Preciso recuperar esse tempo. PRECISO!

Ansiosos? Estreia na america antiga no dia 09/09, com 90 minutos e provavelmente 99 problemas, rs.

 

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Fargo, o trailer (da minissérie)

Março 19, 2014

Minissérie baseada no filme dos irmãos Coen de 1996, para a Fox, com um elenco bem bacana e com nomes como Allisson Tolman, Bob Odenkirk, Billy Bob Thornton e Martin Freeman, o Watson de Sherlock, também conhecido como Bilbo ♥ Baggins.

Animados? Estréia no FX da America antiga no dia 15/04.

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Sons Of Anarchy Season 6, o trailer

Agosto 21, 2013

Antes de qualquer coisa, imaginem todos os meus posts falando sobre SOA narrados com a voz bem grossa, tipo “Hellboy”. Yeah! (e em todos eles me imaginem vestindo um colete da SAMCRO)

E sabe de uma coisa? Ando D E T E S T A N D O esses trailers que só servem para nos deixar mais ansiosos ainda…

 

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The Bridge, o piloto

Julho 15, 2013

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The Bridge já chegou muito bem recomendada, sendo um remake americano (e portanto, totalmente adaptado) da série escandinava de sucesso Bron/Broen (por lá, a série está atualmente aguardando sua segunda temporada) e com uma audiência de impressionar o próprio FX para uma estreia.

Um piloto longo, com pouco mais de uma hora de duração, do tipo que confia demais na força da sua trama, que realmente parece ser bem boa logo de cara e por isso encoraja essa confiança, mas que ao mesmo tempo em um determinando momento acaba parecendo longo demais devido ao quanto de sua história realmente nos foi mostrado durante o mesmo, muito diferente de um piloto tão longo quanto o de Fringe no passado, por exemplo (desculpem, mas não consigo não fazer essa associação por conta de um dos meus casais preferidos do momento estar envolvido em ambas as produções do canal), que conseguiu gastar melhor o seu tempo nos introduzindo sua trama, que entre outras coisas era muito mais complexa, além de ter sido mais feliz com a introdução de seus personagens também, onde todos acabaram ganhando o seu destaque e isso de forma positiva, algo que não é exatamente o que acontece no piloto de The Bridge.

Seu plot central acontece na fronteira dos EUA com o Mexico (na série original, o crime acontece entre a Dinamarca e a Suécia), quando um assassino resolve desafiar a policia local provocando um blackout e deixando um corpo na ponte que divide ambos países, algo que ao longo do episódio vamos descobrindo que tem uma simbologia muito maior do que conseguimos perceber a princípio e que vai além de mais um serial killer (e muito mais bacana, um dos pontos mais positivos da nova série). Detalhe que com mais alguns minutos de episódio, acabamos descobrindo que o tal corpo estava dividido em duas partes (sim, eu disse dividido em duas partes), parte superior e inferior, cada uma apontando para um dos dois países envolvidos na questão e mais tarde, descobrimos que eles nem sequer pertenciam a mesma pessoa, com a descoberta de que a parte de baixo pertencia a uma jovem mexicana, diferente da parte superior, pertencente a uma juíza americana totalmente radical em relação a imigração de mexicanos em seu pais, do tipo que conseguia entre outras coisas, ser totalmente a favor da construção de um muro dividindo os dois países. (e não tem como não lembrar da Season 4 de Arrested Development nesse momento. Sim, é claro que eu já assisti… mas vem cá, não comentei ainda? Então aguardem…)

A partir do surgimento misterioso do tal corpo, passamos a conhecer os dois personagens principais dessa trama, com cada um deles pertencendo a um dos lados da fronteira. Do lado USA temos Sonya North (a lindíssima Diane Kruger), uma agente que não tem a menor habilidade com outras pessoas ou com qualquer situação que envolva um sentimento diferente à sua praticidade, mas que ao mesmo tempo parece ser extremamente competente e concentrada naquilo que faz. Mas talvez ela seja tão concentrada, que acabou ficando presa dentro do seu próprio universo. Do lado mexicano da história temos Marco Ruiz (com o excelente Demian Bichir), esse com muito mais carisma, do tipo policial boa praça, que consegue enxergar de longe os perigos da relação corrupta e perigosa da polícia do seu país com o lado negro da força, mas que ao mesmo tempo parece ser um dos mais competentes (a seu modo) e honestos dos policiais locais, que cedo ou tarde acabam se vendendo pelos motivos mais variados possíveis para o lado do crime.

O problema é que nessa hora fica visível que o seu personagem de bom policial mexicano acabou sendo privilegiado pelo menos nesse primeiro momento, com uma introdução bem mais humana e simpática até, com uma pequena passagem por sua casa e seus próprios problemas pessoais, algo que de certa forma acabou humanizando ainda mais o personagem, que já tem a seu favor uma personalidade bem mais fácil de lidar, assim como a sua relação que no seu caso precisa ser boa com os dois lados dessa história (polícia e ladrão), por uma questão simples de sobrevivência dentro do universo da polícia mexicana, evidenciando ainda mais os dois lados de uma mesma profissão em realidades completamente diferentes.

Algo que não aconteceu para a Diane Kruger, pelo menos não nesse piloto, mesmo sendo importante para o desenvolvimento de qualquer novo personagem (suspeito que nesse caso de propósito, porque a diferença entre a introdução dos dois foi nítida e gritante) e o que vimos da sua personagem foi uma mulher distante, visivelmente com algum tipo de problema ou vítima de uma síndrome do momento qualquer (eu voto em Asperger…), que mais tarde descobrimos que até pode ser algo do tipo devido a toda a sua estranheza ou essa personalidade completamente meio assim acabou surgindo devido a perda da irmã (algo que eu acho que só piorou o que já não era bom, porque o outro policial mais velho, seu colega de trabalho, chegou a dizer que não poderia ficar dando cobertura para a personagem para sempre), que ainda não descobrimos como foi que aconteceu, ou devido a sua relação com a mãe também, que em algum momento ela chega a mencionar como usuária de drogas. Para a sua personagem, acabou sobrando apenas esse enorme desconforto, que chegou a me incomodar em alguns momentos, confesso, porque apesar de algumas pistas meio soltas, não chegou a nos ser mostrado o porque do seu comportamento tão “diferenciado”, rs (sério, odeio essa palavra). Espero que isso não demore muito para acontecer, ou é possível sentir que a sua personagem possa acabar perdida em um limbo entre o Spock (pensando pelo lado positivo) e um Sheldon Cooper (pensando pelo lado negativo), em uma versão mais humana e feminina, claro. (rs)

Além desse detalhe não tão bacana para a introdução dos personagens e que é possível perceber logo de cara, o piloto da série ainda carrega algumas outras falhas, como a simples desculpa de que Marco Ruiz não podia sentar porque havia feito uma vasectomia recentemente, mesmo tendo passado boa parte no começo do piloto se deslocando de um lugar para o outro em sua viatura (coerência?) e um take bem meio assim que transformou o “olhar” da imagem da vítima da vez em dois faróis. Sério, não precisava disso, vai? Ou pontos mais agravantes, como a introdução das duas outras histórias simultâneas que acabaram acontecendo durante o mesmo, com o endinheirado misterioso que acabou morrendo ao longo do episódio e a sua mulher descobriu que escondia alguns segredos (mesmo que nada tenha nos sido revelado, não só em relação ao tal segredo, que até poderia ter sido mantido naturalmente para depois, mas também em relação a identidade de cada um deles, ainda mais com uma história tão paralela como essa), assim como aquele outro personagem misterioso e meio descontrolado que nos foi introduzido fazendo a travessia de uma imigrante ilegal na mala do carro e que logo depois acabou deixando a moça presa dentro daquele trailer. Em relação a essa segunda questão, até descobrimos um pouco mais sobre o assunto ao final do episódio, durante o preview da temporada, diferente da primeira delas, que ainda não dá para imaginar exatamente do que se trata. Mas levando em consideração que o piloto da série teve mais de uma hora de duração, é difícil não achar que eles deveriam ter gasto melhor esse tempo nos apresentando pelo menos uma pequena introdução sobre o assunto dessas outras tramas a parte também, que parecem ser importantes para a série, ainda mais porque o suspense em torno delas só acabou funcionando para a segunda, porque a história do endinheirado morto pareceu um plot completamente solto dentro de uma trama maior e muito mais interessante. Pelo menos por enquanto.

Apesar também do clima de suspense no ar estar presente desde o aparecimento do tal corpo da juíza na fronteira entre os dois países  (além do ótimo discurso final para a motivação do crime), a série não se sustenta apenas desse clima que querendo ou não, acaba nos prendendo de qualquer jeito simplesmente pela curiosidade. Apesar disso, essa curiosidade toda acaba voltando com mais força durante os minutos finais do episódio, com um novo personagem sendo preso dentro de um carro bomba, o qual descobrimos que tratava-se do tal carro que deixou o corpo da mulher na fronteira durante o blackout. Um novo personagem que pouco disse a que veio por enquanto, mas que acabou passando por momentos de pura tensão, com uma bomba prestes a explodir a qualquer momento e sem ter muito o que fazer para escapar daquela situação apavorante.

Confesso que a princípio, com a minha expectativa bem alta em relação a estreia, não vou negar que acabei me decepcionando um pouco em relação ao piloto de The Bridge, que realmente acabou sendo longo demais para a quantidade de informações relevantes que acabamos recebendo, sem contar suas notáveis falhas. Nele, a sensação que fica a princípio é a de mais uma história que acaba usando a nossa curiosidade para nos manter por perto, que sempre é o que inevitavelmente acaba nos fazendo insistir nesse tipo de série, um recurso bastante utilizado atualmente até. Mas com o preview na sequência após o final do piloto, dá para perceber que a série tem potencial e pode ganhar um ritmo bem mais interessante com o tempo. Basta dar força para os seus personagens e resolver falar o que de fato está acontecendo diante dos nossos olhos, porque da história nós já conseguimos gostar logo de cara. E apesar de qualquer falha em sua estreia, essa certamente não parece uma série que mereça ser descartada assim tão facilmente.

Veremos…

 

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Sons Of Anarchy Season 6, o promo

Julho 15, 2013

Primeiro promo da sexta temporada de SOA, a série mais badass do FX e que todo mundo deveria assistir. (depois não adianta dizer que nunca ouviu ninguém recomendar)

Eu assisto e na mesma hora me sinto encorajado a pegar minha bicicleta com cestinha e garupa (existe a palavra “garupa”? rs) e colete de couro e sair por aí encarando todo mundo que implicar que o meu jeans é skinny demais e pronto para arrumar uma confusão só no olhar com quem tentar furar a fila na livraria em dia de sale de livros, DVDs e games. Porque eu sou assim, violento.

 

ps: o melhor do promo além da confusão toda é o olhar de ódio & rancor trocado entre a Gemma e a Tara, não?

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The Bridge, o trailer

Maio 16, 2013

The Bridge é um remake da série dinamarquesa Bron/Broen, que por lá está na sua Season 2.

Como na série original a história gira em torno da união de forças das polícias da Dinamarca e da Suécia para resolver o plot de um misterioso assassinato ocorrido na fronteira de ambos os países, no remake americano teremos algo parecido, mas que por motivos óbvios acontecerá entre os USA e o México. No elenco, temos a excelente (e maravileeeandra) Diane Kruger e o ator Demián Bichir.

Animados? (bem achei o trailer e a produção com cara de coisa boa, viu?)

A nova série do FX estreia na America antiga no dia 10 de julho. (curioso é que um outro remake da série também já foi encomendado, só que dessa vez pela terra da Rainha, com o título de The Tunnel. Será que teremos uma competição?)

 

ps: preciso dizer que já gostei da série logo de cara pelo olhar de moda do figurino da personagem da Diane, que mesmo estando dentro de um padrão do gênero, foi pensado de outra forma e eu poderia apostar que tem dedo dela nesse fundamento…

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The Americans – o nosso novo suspense dramático preferido sobre espiões russos nos anos 80

Maio 15, 2013

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Quando a ideia de The Americans foi divulgada no passado, chegamos a torcer o nariz e alguma coisa nos dizia (talvez o nosso cinismo) que algo não tão bom assim estava prestes a surgir na TV afinal, uma série sobre espiões russos da KGB infiltrados na America antiga dos anos 80, interpretados pela dupla Felicity (de Felicity) e o Kevin Walker (de Brothers & Sisters), ambos antigos, não parecia ser tão promissora assim, apesar do tema que sempre nos atraiu, não só pelo fato dos espiões serem sempre misteriosos, sexys (em sua maioria) e badass quando em campo, mas talvez mesmo por conta dos vários disfarces que todos eles acabam tendo que segurar em nome da sobrevivência e um armário cheio de perucas, próteses e uniformes diferentes para todo tipo de ocasião. Imaginem o sucesso que faríamos nesse caso em uma festa de Halloween, huh? (quem estamos querendo enganar? Mas é claro que usaríamos esses recursos todos no dia a dia, rs)

Até que em seu piloto, conseguimos enxergar toda a qualidade da série e o seu grande potencial, que estava todo ali, resumido naquele primeiro episódio de longa duração, que talvez tenha sido pesado demais para alguns (embora eu não tenha sentido dessa forma), mas que de qualquer jeito acabou sendo compensador para quem se dispôs  a permanecer acompanhando a série durante essa sua Season 1, que nos estregou muito de todas as camadas que conseguimos perceber logo de cara nesse primeiro episódio, além de várias outras que acabaram aprofundando ainda mais essa história, deixando-a bem mais densa e muito mais interessante com o passar do tempo.

Ao poucos, a série foi nos entregando a que veio, nos mostrando que ela era muito mais do que apenas uma série sobre espiões russos da KGB vivendo o sonho americano nos 80’s. Nela, além da guerra fria dos russos vs americanos, que é o seu plot central,  encontramos também com o histórico e a bagagem dos dois personagens principais durante todo esse período até se tornarem os agentes que são hoje, Phlillip e Elizabeth, que justifica muito do comportamento atual e personalidade de ambos, além é claro de The Americans conseguir também mesclar muito bem o drama existente na relação do casal, eles que foram recrutados para ficarem juntos em nome da causa, constituindo uma família e tudo mais, sem que tivessem qualquer tipo de vínculo ou sentimento entre ambos além do interesse em comum e a saudade do frio da Russia antiga quando recém chegado nos USA. Achei bem bacana quando em um determinado momento, Phillip (Kevin Walker AKA Matthew Rhys) revelou para Elizabeth (Felicity AKA Keri Russell) que percebeu a sua decepção no olhar quando ela o viu pela primeira vez e ela sem negar o fato, acabou deixando entender que isso pode até ter sido verdade naquele primeiro instante, mas que com o tempo tudo havia mudado. Um caminho contrário a maioria dos casais comuns, onde a convivência pode se tornar um problema mais sério com o passar do tempo e nesse caso, tratando-se de dois estranhos com apenas alguns interesses em comum, essa convivência acabou funcionando como um motivo de aproximação maior para ambas as partes, até que eles finalmente deixassem de se ver apenas como uma dupla ou parceiro do crime e passassem a se enxergar com um casal.

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E esse drama familiar envolvendo o casal foi parte importante da temporada também, colocando ambos os personagens para viver uma relação que embora já tenha filhos até adolescentes, nada tinha de sólida em relação aos sentimentos de um com o outro. Isso muito mais por parte dela, que desde sempre pareceu ser mais fria (tudo muito bem justificado no piloto) e muito mais envolvida com a causa do que ele, apesar de toda a sua dedicação. Ele, apesar de também ser um excelente agente e executor (fiquei realmente impressionado com as habilidades de ambos os atores nesse caso), não consegue se incomodar tanto assim com os inimigos americanos e já totalmente adaptado ao novo estilo de vida, em um determinado momento chega inclusive a cogitar viver daquela forma para sempre, algo que ela repudia imediatamente. A sensação que fica nesse caso é a de que ele sempre esteve muito mais envolvido com o disfarce da “família perfeita” desde o coleço, realmente acreditando naquela relação que acabou sendo construída ao longo dos anos mesmo que a força ou simplesmente por obrigação, enquanto ela, totalmente prática, parecia ser apenas competente e não envolvida com nenhum aspecto sentimental dentro daquela relação, a não ser com os filhos, que na verdade parecia ser o único motivo para que eles voltassem para casa todos os dias. Algo que poderia passar como um ponto fraco na série, por a gente nunca ter visto um motivo concreto sobre o porque da existência daquela enorme distância entre os dois, mesmo depois de tanto tempo, se não fosse pelo plot do estupro que vimos ainda no piloto, além da bagagem de vida de cada um deles antes e depois de se tornarem um casal, que nos foi apresentada ao longa da temporada.

Enquanto em casa as coisas não pareciam estar nada boas para o casal a ponto deles serem obrigados a encarar a possibilidade de um divorcio, isso em plena década de 80, onde o assunto ainda não estava esclarecido para todo mundo, em campo, ambos enfrentavam desafios maiores a cada novo episódio, além de ter que conviver com o vizinho agente do FBI morando do outro lado da rua. Nessa hora, The Americans conseguiu provar que realmente é uma excelente série de ação e suspense também, além da questão do drama muito bem resolvida envolvendo o casal, nos deixando de olhos grudados na TV enquanto a dupla Phillip e Elizabeth resolvia seus pequenos problemas em terra americana, correndo o risco de serem pegos em diversos momentos, que é claro que a gente já desconfiava que não aconteceria tão cedo, mas mesmo assim ficamos nervosos com todas aquelas situações e possibilidades. E nessa hora tivemos de tudo, de ameaças a matar a sangue frio e de forma dolorosa o filho de uma mãe inocente que se recusava a colaborar com o plot de espionagem da dupla que naquele momento era extremamente necessária para a tarefa da vez, até a um agente rebelde e descontrolado se auto explodindo em um quarto de hotel, a série conseguiu transitar muito bem também nesse lado mais tenso da história, que na verdade é o seu maior atrativo.

Com vários disfarces diferentes e uma competência fora do comum, ambos mostraram o porque talvez sejam os melhores agentes russos em campo, embora nem tudo tenha sempre dado certo em suas missões durante essa primeira temporada. Não por incompetência deles e sim pelo acaso, que é uma forma honesta de nos apresentar o problema e que a série também conseguiu fazer muito bem, mesmo quando para isso foi necessário deixar os gélidos agentes russos um tanto quanto mais humanos e vulneráveis. Apesar disso, The Americans não conseguiu passar batido de alguns clichês do gênero, alguns pequenos e menos irritantes e outros que poderiam ter sido evitados, como o casal sendo capturado e descoberto cedo demais, ainda no meio da temporada, o que já denunciava que tudo não passava de um golpe a pedido de alguém próximo do casal, onde quem é que não desconfiava que tudo não fazia parte de uma espécie de treinamento comandado pela nova chefona mamma russa, hein? (aliás, um bom personagem que inclusive ganhou uma amarração importante ao final da temporada)

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De qualquer forma, tentando deixar esse clichês de lado, é impossível não reconhecer a força da série durante essas sequências de perseguição ou corpo a corpo, com tudo sendo executado de forma bem bacana, honesta, com ambos atores com históricos de personagens mais frágeis e nada parecido com seus atuais personagens, quebrando tudo sem a menor piedade e de forma muito bem executada que em quase nada (a não ser quando propositalmente) nos faz lembrar de seus históricos na TV. Nesse caso, acho que vale ressaltar que apesar da gente ainda chamá-los de Felicty e Kevin Walker de vez em quando (por comodidade e diversão, apenas), eles em nada se assemelham com seus personagens do passado, a não ser por algumas cenas onde eles muito provavelmente “de propósito” resolveram fazer alusões silenciosas a esse passado dos atores, de forma bem humorada até, como eu disse anteriormente sobre a história da peruca curtinha da Felicity ainda no piloto e agora, no final da temporada, de uma forma mais sentimental bem bacana e mais explícita com uma cena ótima da atriz Keri Russell revivendo parte do passado da sua série antiga que nós gostamos tanto, sentada na lavanderia de casa, super fragilizada (algo raro para ela dentro desse novo cenário) e ouvindo uma fita K7 (se alguém me perguntar o que é isso eu finjo que nem é comigo, propositalmente) gravada por alguém da sua família russa (muito provavelmente sua mãe). Sério, #TEMCOMONAOAMAR esse tipo de link com o passado? Isso sem contar alguma cenas surpreendentes que também acabaram acontecendo durante essa primeira temporada, como ambos batendo o carro do meio do nada em uma cena que nada indicava que algo do tipo aconteceria, apenas para cobrir seus disfarces. (apesar de AMAR o Matthew Rhys nesse papel, tenho que confessar que me peguei imaginando várias vezes o que seria Felicity ao lado do Ben dentro desse cenário. Quer dizer, imaginei sim esse cenário, com a diferença de que a Felicity não fazia parte dele, mas sim com o Scott Speedman e eu myself vivendo nos 80’s essa versão mais explosiva da minha #CRUSH antiga, confesso, rs)

Outra surpresa que acabou acontecendo dentro da série foi a ausência de um vilão declarado, com a America vs Russia sendo tratadas da mesma forma e assumindo suas parcelas de culpa, ao contrário do que se esperava sobre o assunto, por se tratar de uma produção americana, que todo mundo já contava que tinha tudo para ser tendenciosa fazendo aquela propaganda de sempre dos USA e o seu way of life. Basicamente, The Americans trata o plot da guerra fria como um caso de ação e reação,  sem deixar pontos de vistas muito claros em relação a quem seria o vilão dessa história, sem escolher lados e mostrando as duas faces dos rivais. Algo que eles conseguiram fazer até que naturalmente, sem deixar a sensação de que a história estava sendo contada pela metade ou que faltava coragem para contá-la da forma certa. Por se tratar de ficção, é importante que esse equilíbrio tenha aparecido desde sempre na série, mesmo com ela tendo encontrado alguns fatos reais da nossa história recente, como o atentando ao presidente americano Reagan, que teve como seu responsável um fã descontrolado da atriz Jodie Foster, por exemplo.

Do lado da lei dentro da história, também não conseguimos fugir de alguns clichês do gênero, como o policial meio clueless que não desconfia que o perigo mora ao lado. Se bem que, nesse caso nem podemos dizer exatamente isso porque o Stan (Noah Emmerich), o vizinho agente do FBI, até chegou a desconfiar de seus vizinhos e isso nós também já vimos no piloto (um momento excelente por sinal). Para ele, sobrou a história de acabar envolvido como uma agente russa agora dupla, Nina (Annet Mahendru), que se manteve como uma “traidora fiel” da sua pátria (embora tenha sido forçada a isso) até perceber que o FBI também estava disposto a qualquer coisa em nome de uma retaliação, que foi quando ela resolveu confessar a sua traição e encerrou a temporada jurando vingar a morte de um de seus colegas de trabalho, que mesmo inocente, acabou sendo vítima de toda a essa história de gato e rato apenas por se tratar de uma presa fácil para o FBI conseguir mandar o seu recado naquele momento. Só acho que para quem tem um vasta experiência em campo, como ele mesmo chegou a mencionar em alguns pontos da temporada, fica difícil entender como um cara como o Stan conseguiu ser enganado tão facilmente pela Nina. Tudo bem que esse foi apenas o começo da história entre eles com ela pertencendo novamente ao lado russo da coisa, mas mesmo assim, ainda acho que o seu personagem (Stan) esconde alguma coisa ou talvez essa seja apenas uma sensação pessoal minha, que tenho muito mais medo dele do que dos demais agentes russos infiltrados na trama. Se bem que nesse caso, tudo pode também ser justificado facilmente por conta da magia da personagem estrangeira sempre a disposição para qualquer coisa, if you know what i mean… rs

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Outro fato que até pode ser um clichê, mas que também foi resolvido de forma bacana, foi a questão da guerra interna até mesmo dentro da organização, com Phillip e Elizabeth enfrentando alguns problemas sérios com a nova administração russa, algo que demonstrou que apesar dos ideais em comum de todos os envolvidos do lado russo da força, ambos também conseguem pensar com a própria cabeça e sabem que mesmo do lado de quem diz que os protege, eles não estão nada seguros.

Boas surpresas também nos foram reveladas aos poucos durante essa Season 1 da série, como o envolvimento da Felicity (desculpem,  mas de vez em quando não consigo chamá-los por seus atuais codinomes, rs) com o personagem que ela mesmo havia recrutado no passado como força aliada, Gregory (Derek Luke) com quem nós descobrimos que ela viveu algo bem mais profundo do que apenas uma aventura. Ele que teve um final bem bacana (além de uma conversa super franca e honesta com o Phillip anteriormente, em outro bom momento da série que mais uma vez soube fazer perfeitamente o uso da sua trilha sonora como recurso para ajudar a ilustrar o momento), escolhendo morrer como “bandido” (na cabeça dele com “herói”) a viver como uma outra pessoa em um lugar onde ele nunca imaginou estar na vida. O mesmo vale para a revelação da antiga parceira do Phillip, que no começo apareceu apenas em um foto, sem muito destaque, mas que mais tarde descobrimos também fazer parte da organização, além de ter escondido o fato de ter um filho com Phillip no passado (que não conhecemos ainda), algo que ele desconhecia até então. Ela que acabou sendo o motivo para a separação do casal, por representar algo importante do passado dele e Elizabeth agora ter consciência disso.

E os personagens secundários dessa história também foram bastante importantes para ajudar a contá-la, além dos interesses amorosos do passado de cada um deles, como a funcionária do FBI enrolada esse tempo todo pelo Phillip, que acabou sendo forçado a se casar com ela para seguir com seus planos. Muito embora ela tenha parecido ser meio “sonsa” demais em relação aos acontecimentos e todo o comportamento do Phillip, o que nos deixa com a sensação de que na verdade, nem que seja lá no fundo, ela bem desconfia que tem alguma coisa de errado em relação aos pedidos de colaboração feitos a ela por seu agora marido, mas que ela prefere fazer vista grossa para não acabar como mais uma solteirona amarga e infeliz daquela ou de qualquer outra época. Típico.

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Como final de temporada ganhamos um episódio tão bom quanto o piloto, com o FBI chegando bem perto de colocar as mãos no casal de procurados, isso por conta da volta da personagem mãe chantageada por ambos ainda no começo da temporada, que chegou a fazer um retrato falado dos dois para a polícia (sendo que o dela está super parecido, hein?), algo que acabou esclarecendo algumas questões em relação aos procurados russos da vez. Da sequência da perseguição de carros, até a forma como ambos conseguiram escapar das mãos do FBI, que estava seguindo a pista certa em relação aos dois, tudo foi feito de forma excelente, tenso na medida certa (principalmente pensando em um season finale) e ainda acabou nos entregando uma resolução super bacana para o casal, que inclusive, quase foi pego pela filha adolescente durante a sequência de encerramento dessa primeira e excelente temporada da série (algo que não pode e nem deve acontecer e já sabemos que quem conseguir chegar perto de descobrir qualquer coisa, consequentemente deve morrer, como o parceiro do Stan no FBI, por exemplo), com todas as pontas soltas se encontrando nesse excelente episódio final.

E vale lembrar que desde cedo, The Americans já havia garantido sua Season 2 pelo FX ou seja, já temos como certo que pelo menos teremos mais uma temporada dessa deliciosa perseguição e espionagem russa oitentista pela frente. E ainda bem!

 

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The (KGB) Americans

Fevereiro 15, 2013

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Surpreendente em todos os sentidos. TO-DOS.

Ao ler a sinopse de “The Americans” (de Joe Weisberg – Falling Skies – e Graham Yost – Justified – e baseada em uma ideia de Darryl Frank e Justin Falvey), que trazia uma dupla de agentes russos da KGB infiltrados como americanos comuns, vivendo como um casal feliz nos subúrbios da America antiga da década de 80 durante o período da temida Guerra Fria, acabei não conseguindo apostar muito na nova produção do FX, que trazia no elenco a dulpa Keri Russell, fazendo a sua volta da TV depois do fracasso de Running Wilde (que era sofrível e ela dividia com o Will Arnett, uma prova clara de que ele não anda fazendo as melhores escolhas para a sua vida) e desde Felicity (♥) e o Matthew Rhys, esse sempre excelente, mesmo com o final super decadente de Brothers & Sisters. Comecei a suspeitar que dificilmente algo bacana sairia dessa nova aposta, mas depois de assistir a esse piloto, me vi completamente enganado sobre as minhas primeiras impressões sobre a série.

Um piloto longo, com pouco mais de uma hora de duração, mas que ao mesmo tempo conseguiu utilizar muito bem o seu tempo gasto nos situando em relação a história. Aquela sequência inicial já foi bem da sensacional, com um nível bacana de ação e suspense, enquanto começávamos a entender sobre o que a série tratava. Felicity já enfrentando o seu primeiro drama capilar na nova série (tenho certeza que aquela cena da peruca, apesar de fazer perfeitamente parte da cena, foi sim uma provocação ao drama antigo da atriz, quando resolveram cortar os seus longos e volumosos cachos nos primórdios de Felicity e a America antiga entrou em crise) e Kevin Walker mandando ver no corpo a corpo, mostrando que agora que ele tem alguma descendência russa, não está mais para brincadeira ou longas conversas ao telefone com seus demais irmãos e irmãs fofoqueiros e antigos. (rs)

Mas OK, deixando o meu cinismo de lado, surpreendentemente é quase impossível relacionar qualquer um dos dois ao seus grandes trabalhos de destaque do passado. Keri Russell está excelente na pele da agente infiltrada da KGB, Elizabeth Jennings, vivendo o sonho americano que ela acreditava não pertencer até então (mas devido a uma revelação envolvendo os seus ideais do passado, ela já começa a dar sinais de que pode vir a se adaptar a sua nova realidade), com marido e filhos em uma grande casa do subúrbio típico americano. Uma personagem que já começa a revelar suas camadas logo no piloto, mostrando que toda aquela sua postura de badass, meio que sem paciência ou não querendo nenhum tipo de envolvimento com o seu parceiro no crime, tinha raízes mais profundas do que a gente poderia imaginar.

Além do seu passado traumático que nos foi revelado através de um estupro nos tempos do seu treinamento na década de 60 ainda na Russia antiga, Elizabeth teve uma excelente introdução enquanto personagem, mostrando que em serviço ou na vida real, ela também não está para brincadeira. Todas as suas sequência, envolvendo plots dramáticos ou cenas de ação foram sensacionais, ainda mais para um piloto tão bem amarrado, entregando a cabeça do seu estuprador do passado, que agora era a vítima da missão da vez da dupla de agentes e que estava aguardando uma finalização no porta malas do carro do casal, estacionado na garagem.

Matthew Rhys também está sensacional no papel do agente da KGB Phillip Jennings, esse um pouco até mais fácil de lembrar o que já vimos do ator recentemente na TV devido ao seu carisma absurdo e personagem menos “bitolado” do que a sua parceira. Apesar de dividir os mesmos ideais e raízes (apesar de que, parte do passado dele ainda não nos foi revelado, como por exemplo, quem era aquela mulher da foto que ele olhava antes de conhecer Elizabeth…), Phillip começa a enxergar no american way of life que ambos estão vivendo durante tanto tempo, uma possibilidade de escapar daquele vida dupla que pode acabar levando os dois para a prisão perpetua caso sejam descobertos em território inimigo e é possível perceber que ele não consegue achar o estilo de vida americano tão ruim assim para considerar como o seu próprio futuro dentro do país.

Tão profissional quanto a sua parceira, ele também aparece com pompa de badass em campo, em cenas de luta sensacionais do começo ao fim. O que foi a briga dele com o pedófilo da região que resolveu se engraçar com a sua filha (e nem precisava disso, porque eu já tinha certeza que ao ter percebido o perfil do cara, ele certamente acabaria tomando alguma providencia a respeito), com ele saindo vitorioso mas não sem antes se servir de um cachorro quente grelhado? Com a diferença de que pelo menos o seu personagem parece mais adaptável às circunstâncias, conseguindo se divertir mais e procura até um maior envolvimento com a sua parceira, com quem embora ele viva uma vida de aparências como casal, na prática, nada estava sendo como se esperava.

E foi linda a forma como ambos acabaram criando um vínculo maior, com a revelação de que aquele cara preso no porta malas do casal era um problema antigo da sua “mulher”, que ele nem pensou duas vezes antes de finalizar, apenas quando solicitado por ela, que precisava vencer aquela luta que ela tinha em débito com aquele cara horroroso desde muito tempo, provando que agora, ela podia muito mais que ele (uma vingança ótima por sinal). Um sequência incrivelmente sensacional, densa, profunda, super bem executada e tudo isso sem o menor exagero.

Sem contar que depois disso, percebendo o grande vínculo que havia sido despertado naquele momento entre eles, Elizabeth acabou cedendo ao encantos do parceiro/marido e por incrível que pareça, eles conseguiram fazer tudo isso de forma digna, em um cenário típico dos anos 80 e com Phil Collins tocando ao fundo. Dá para acreditar? (“In the Air Tonight” que eu não consigo parar de ouvir desde então)

Aliás, os 80’s realmente voltaram com força a TV com The Carrie Diarires e agora com The Americans, que também não fez feio (e olha que as referências da década são todas tão difíceis de não tornar caricata…), trazendo um cenário extremamente convincente e de muito bom gosto até, apesar da calça semi baggy da própria Felicity em uma das cenas em sua casa, rs (sorry, mas vez ou outra, eu vou te chamar de Felicity, Elizabeth, porque é assim que funciona a minha cabeça e não por qualquer semelhança entre as duas além da mesma atriz que as interpreta, é claro. Lide com isso). Outro tipo de cuidado que eu achei bem importante na produção foram as caracterizações quando em campo de batalha do casal, com ambos aparecendo com disfarces ótimos e perucas melhores ainda, coisa não muito fácil de se encontrar na TV. (vide as peruquinhas pavorosas do Arrow quando na ilha)

Além de ter nos aprofundado bastante até em relação a parte da história dos personagens principais e sobre o porque de tudo aquilo, optando mais por começar a justificar a postura de cada um deles naquele ponto da história do que qualquer outra coisa, ainda ganhamos um vizinho recém chegado aos subúrbios que promete dar alguma trabalho para o casal. Ele que para complicar ainda mais é do FBI e está envolvido em uma tarefa que levanta suspeitas sobre o fato dos russos estarem infiltrados nos USA como cidadãos comuns, ele ainda chega com a bagagem de já ter sido um agente duplo em campo nazista e já começa a desconfiar do comportamento inofensivo demais dos novos vizinhos. (aquele final foi aflitivo, mas teve uma conclusão ótima, com o Phillip estando a uma passo a frente de tudo. Brilhante.)

O piloto, apesar da sua longa duração (lembra do piloto de Fringe? Então… longo, porém excelente), tem um ritmo bem bacana que pode variar de acordo com as preferências pessoais de cada um, com um volume equilibrado entre a quantidade de plots e acontecimentos que acabamos encontrando no primeiro capítulo dessa história, que se seguir a mesma linha desse episódio piloto, tem tudo para ser uma das boas novidades da TV americana para esse ano. (e é muito legal encontrar a Felicity e o Kevin Walker falando russo na TV, vai?)

E de qualquer forma, ficamos felizes que ambos os atores tenham encontrando personagens excelentes para voltar a TV.

Veremos…

 

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A temporada de despedida de Fringe

Janeiro 25, 2013

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Apesar de ser bem difícil aceitar, aqui estamos nós, uma semana depois, encarando a realidade de que daqui por diante, não teremos mais Fringe. Agora é isso, não adianta mais reclamar, fazer campanha para evitar um cancelamento ou qualquer coisa do tipo, porque chegamos ao ponto final dessa história. Só que dessa vez, a sensação para a nossa sorte é outra e não aquela bem amarga de outros tempos que enfrentamos por diversas vezes, quando a gente vivia se deparando com o fantasma do cancelamento assombrando constantemente uma série tão bacana como essa. Sofremos sim, ficamos com medo de perder uma de nossas séries mais queridas dos últimos tempos por diversas vezes, quando ainda não estávamos preparados para essa perda, mas no final, conseguimos sair como vencedores dessa história e assim, conquistamos a nossa tão desejada Season 5, uma temporada dos sonhos para essa série que tanto fez por merecer desde o seu começo, trazendo para a TV uma das histórias mais inventivas de todos os tempos.

A forma como Fringe conseguiu se reinventar e se renovar ao longo dessas cinco temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4) foi realmente absurda, quase que inacreditável. Sua dinâmica foi modificada tantas vezes, que a sensação é a de que quase não podemos afirmar que ao longo desses cinco anos, estivemos assistindo a mesma série, embora a sua essência tenha permanecido a mesma desde sempre. Mesmo assim, todas essas novas formas de assistir a série foram deliciosas, cada uma por um motivo especial. Ao mesmo tempo que não podemos fazer esse tipo de afirmação, também não podemos dizer simplesmente que a série mudou drasticamente, a ponto de não conseguirmos reconhecê-la mais. Isso não poderemos dizer nunca, porque toda a sua mitologia e todo o seu fundamento sempre estiveram ali, presentes, não importando muito o cenário atual da temporada ou plot da vez e foram todos respeitados até o final. Universos paralelos, presente, passado, futuro, universos de bolso, todos eles foram apenas algumas propostas de planos de fundo para essa história sensacional e que funcionou perfeitamente em cada um deles. Cada detalhe, referência, constantes e padrões nos acompanharam durante toda a evolução de Fringe e nessa reta final, podemos até dizer que ganhamos diversos presentes para quem realmente é fã da série, com um turbilhão de revisitas a momentos e símbolos das temporadas anteriores, que colaboraram para nos deixar completamente satisfeitos com o seu agora inevitável porém merecido e até mesmo necessário final.

Durante a temporada anterior, tivemos aquele final meio esbaforido, onde eles correram para tentar amarrar o maior número de pontas possíveis caso a série não conseguisse garantir o seu futuro. Algo que milagrosamente eles conseguiram fazer, em pouco tempo e de forma até que satisfatória (só não poderia ser só aquilo). E isso covardemente, por todas as partes, tanto de quem ameaçava encerrar a série antes da hora, quanto para eles mesmos, que antes desse final nos deram um gostinho de até onde eles gostariam de chegar caso a série conseguisse garantir um futuro, com um episódio que muita gente não conseguiu entender e ou acho meio aleatório para uma história que poderia ser encerrada a qualquer momento, mas que na verdade era apenas um aperitivo do que eles ainda gostariam de nos contar dessa história.

Cenário esse que foi exatamente onde estivemos durante toda essa Season 5, no futuro, com um mundo tomado pelos Observadores, figuras recorrentes em todos os episódios da série, desde quando ninguém sabia exatamente quem eram, ou quais eram suas verdadeiras intenções, respostas que obtivemos ao longo dessa temporada (e não só agora também). Uma realidade que pela primeira vez nos trouxe a família inteira novamente reunida, agora com a Olivia também fora do âmbar,  ainda sofrendo por ter sido obrigada a ficar tanto tempo distante da filha, Etta, com quem ela tentava estabelecer algum tipo de relação já que ambas acabaram ficando distantes por muito tempo e algo acabou se perdendo nesse caminho. Nessa hora, começamos a entender o que aconteceu com aquelas pessoas após a invasão, onde descobrimos que Peter e Olivia tiveram suas diferenças e que a relação do casal já não era mais a mesma após a perda da filha, apesar do amor entre os dois ter permanecido o mesmo.

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E foi bem bacana ver a Olivia tendo tempo para acertar suas diferenças com Etta, que na verdade, era extremamente parecida com a mãe em relação a sua competência e batalha a favor daquilo que ela acreditava dentro da chamada resistência na série, exceto por alguns detalhes, de algumas coisas que talvez ela não tivesse tido alguém para ensiná-la a respeito. Apesar desses momentos importantes para essa questão familiar, é fato que Olivia esteve visivelmente apagada durante boa parte dessa temporada, apática, meio de lado, onde ficamos esperando que ela voltasse a ser a Olivia de sempre, algo que quase não aconteceu, exceto pelo episódio duplo final, onde ela teve chance de reviver alguns dos seus momentos de Olivia da Fringe Division antiga, justamente pelo meio que a trouxe a sua grande importância dentro desse universo, mas que mesmo assim, não pareceu ser o suficiente para uma personagem que evoluiu tanto ao longo desses anos todos e que nós aprendemos a gostar. Um ponto negativo a se guardar dessa temporada final.

A questão familiar, que sempre foi tão presente em Fringe, também apareceu com força durante essa temporada final e de uma forma super bacana, sem soar como um resposta pedante ou saída fácil para qualquer tipo de situação, como estamos acostumados a ver em outros cenários. Envolvidos nessa questão, além da relação adorável de sempre entre Walter e Peter, tivemos Peter, Olivia e Etta em destaque, mas resolvendo tudo de forma até que prática, porque o assunto maior em questão naquele momento era mesmo o de tentar salvar o mundo do que ele havia se tornado. Dessa dinâmica, o mais importante talvez tenha sido mesmo colocar o Peter exatamente no mesmo lugar em que já esteve o seu pai, perdendo a filha (nesse caso, cruelmente) e tentando de tudo para recuperá-la, nem que para isso fosse necessário que ele se tornasse o seu próprio inimigo. Assim, ganhamos a transformação do Peter em um “Observador”, para que ele tivesse alguma vantagem ao tentar entender a mente dos inimigos da vez, para que assim pudesse ter alguma chance a seu favor. Um plot bem interessante e que foi lindamente conduzido pelo ator Joshua Jackson, ou Peter Pacey, como costumamos chamá-lo por aqui, mas que nos deixou com a sensação de ter sido abandonado precocemente, naquele momento em que o personagem através da sua conversa com a Olivia (um momento lindo apesar de tudo), entendeu que o amor entre eles era muito mais importante e talvez fosse a sua maior arma para vencer aquela batalha e ou o que diferenciava todos eles do próprio inimigo.

E o grande plano arquitetado por Walter e Donald (personagem até então oculto dentro da série), ainda em 2015, foi o ponto chave para o desenrolar dessa temporada que na verdade, tratava-se de um grande quebra-cabeças que dependia de uma série de peças para que fosse montado. Nessa hora, talvez eles tenham arrastado essa parte da solução um pouco demais, apesar de ser justificável porque essa seria a grande resolução da série a essa altura e não poderia acontecer tão cedo. Mas mesmo assim, todas as fitas do Walter presas em âmbar no seu laboratório em Harvard, que nos davam pistas das peças necessárias para a montagem desse grande quebra-cabeça, acabaram ocupando um tempo grande demais ao longo dessa Season 5, apesar de que, cada uma delas acabou nos levando a um momento bem bacana também para a série. Poderia ter sido resolvido de forma mais rápida ou simples? Poderia. Mas esse caminho apesar de longo, foi também delicioso e valeu a pena? Foi e valeu. Portanto, estamos felizes de qualquer forma, rs.

Sem ele por exemplo, não teríamos ganhado a descoberta de que Walter mantinha um arquivo morto dos Fringe Events que conhecemos ao longo das temporadas, que esteve esse tempo todo no underground do seu próprio laboratório em Harvard. Juro que por um momento, me senti como um total idiota por nunca sequer ter imaginado que Walter teria algo do tipo guardado tão perto por todo esse tempo. E é claro que conhecendo o Walter como nós todos conhecemos bem ao longo desses anos, obviamente ele teria mantido algo parecido a disposição dele. E quem não teria?

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Entre os diversos momentos que ganhamos após cada uma das fitas que foram liberadas do âmbar, tivemos outros dois grandes momentos para essa reta final de Fringe. O primeiro ficou por conta do universo de bolso que descobrimos que existia, uma nova possibilidade de cenário para a série também muito bacana e até então desconhecida, onde achamos que iriamos finalmente encontrar o tal Donald, tão mencionado até então por Walter como parceiro do seu plano para derrotar os Observadores, algo que não aconteceu, mas que na verdade, devido as pistas encontradas no próprio episódio, ele acabou nos trazendo de volta um velho conhecido da série, Michael, o garoto Observador que conhecemos no passado e que dessa vez nos foi apresentado como parte fundamental do plano final.

Como as peças ainda não estavam devidamente encaixadas, na tentativa de proteger Michael dos próprios Observadores, acabamos nos despedindo de uma personagem que também aprendemos a gostar bastante com o tempo (e já fomos bem desconfiados a seu respeito no passado), Nina Sharp, que teve que se suicidar em nome de um bem maior para a humanidade naquele momento. Falando assim, tudo pode até parecer um tanto quanto “clichê” demais, mas não é de hoje que sabemos que todas essas pessoas dedicaram suas vidas em nome da ciência, portanto, nesse detalhe, encontramos a justificativa para essa atitude drástica, já que eles estavam a um passo de conseguir atingir seus objetivos. Bacana também foi ver que mesmo antes de morrer, Nina através do Walter, acabou recebendo a informação que talvez ainda estivesse faltando para ela completar o seu ciclo, ganhando a certeza de que ela também significou alguma coisa importante para o William Bell, seu parceiro de tantos anos e que foi o grande amor da sua vida. Um momento extremamente sútil, mas que trouxe uma carga dramática merecida para a mitologia da própria personagem.

E mesmo em sua reta final, Fringe conseguiu provar que nunca foi uma série preguiçosa e mesmo a essa altura, se arriscou em mais um daqueles episódios das viagens do Walter a base de LCD, nos levando para a que talvez tenha sido a melhor delas. Com um episódio sensacional (que aceitamos como presente pessoal para o Guilt), com cara de instalação de arte, ganhamos mais um grande momento para a série (que dessa vez por uma questão de tempo, acabou acontecendo no episódio 9 e não no 19 como de costume em todas as temporadas) e que além de tudo serviu muito bem para ilustrar o atual momento dos seus personagens principais e principalmente o próprio Walter, que estava enfrentando o dilema de se tornar o homem que ele sabia que poderia e não queria ser. Um episódio para se aplaudir de pé, com direito a cartoon no fundamento de Monty Python e uma trilha sonora perfeita para o momento. Aliás, essa foi uma temporada onde a trilha sonora de Fringe esteve afiadíssima, com momentos inesquecíveis como Walter nostálgico e esperançoso em busca da sua tulipa branca, ao som da música perfeita dentro de um carro qualquer, ou quando ganhamos um momento mais dramático novamente com Walter ao som de “The Man Who Sold the World” do David Bowie (♥).

Faltando apenas três episódios para a conclusão final da série, ganhamos outro momento excelente, onde finalmente descobrimos que Donald na verdade era o próprio September, o Observador mais do que presente na vida de Walter e seu filho e que estava cumprindo uma espécie de punição por conta de todas as suas intervenções no passado, agora vivendo como uma pessoa comum e por isso o nome Donald (por isso e sua inspiração em “Singing In The Rain”). E foi quando ganhamos a maior resposta em relação a mitologia dos próprios Observadores, da forma como eles se desenvolveram até chegar a essa ponto, até suas variações consideradas como anomalias, além de algumas outras respostas importantes em relação a algumas questões que sempre existiram em torno desses personagens. Nessa revelação, de mais importante, descobrimos que eles nada mais eram do que a evolução do que eles mesmos consideravam como a raça “perfeita”, onde ele foram retirando aos poucos seus sentimentos (começando com a inveja… e porque será, hein? rs) para que eles se tornassem seres mais evoluídos e muito mais inteligentes, até que essa busca acabou os levando a retirada total dos sentimentos da espécie, levando os Observadores a se encontrarem no seu atual estado, completamente práticos e incapazes de sentir qualquer coisa.

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Porém, como todo experimento tem suas variações, September e o próprio Windmark acabaram se tornando exceções a regra, onde suas relações tão próximas com humanos “comuns” ao longo do tempo, acabaram levando ambos a desenvolverem certos sentimentos, para o bem e para o mal, com Septemper observando o amor paterno do Walter e seu filho Peter, por quem ele foi capaz de cruzar universos para tentar salvar, desenvolvendo o mesmo tipo de sentimento mais tarde pelo Michael, assim como Windmark acabou desenvolvendo o ódio que ele sentia pelos humanos, embora ele não conseguisse entender exatamente do que se tratava. Desse despertar do amor do September, chegamos ao Michael, ele que por sua vez era uma espécie de híbrido (e parte do próprio September), tendo a sua parte da inteligência evoluída como a dos Observadores e que também acabou desenvolvendo os sentimentos da parte humana como eles jamais haviam visto antes. Uma amarração excelente para essa história, que embora seja pautada também no amor, acabou sendo corajosa o suficiente para caminhar em paralelo com a ciência, que sempre foi um dos pontos mais fortes da série.

Na verdade, a questão maior em Fringe, sustentada até o final, foi mesmo a questão do homem vs ciência e os limites que uma mente brilhante como a do Walter precisava encontrar para que a sua genialidade não se tornasse uma grande ameaça para os demais. Bacana ver que mesmo por esse caminho, eles nunca desconsideraram completamente algumas questões de fé (que embora eu ache importante essa escolha de não misturar as duas coisas, também acho importante não ignorá-la completamente, porque certamente esses tipos de questionamentos apareceriam na vida real) e principalmente o lado mais humano da coisa, que também até o final, ficou por conta da história de amor mais interessante da série desde o começo e que eu sempre falei ser a minha preferida dentro dessa história, que foi a linda relação de pai e filho Walter + Peter.

A essa altura, eu já não tinha mais esperanças de um final apenas feliz para essa história. Tendo Olivia e Peter já sofrido algumas ameaças em ambos universos, restava ao Walter a tarefa de tentar se redimir, apesar dele já ter tido a sua absolvição ao longo dessas temporadas todas e principalmente naquele lindo final do Lado Vermelho do universo, ainda durante a temporada anterior. Apesar de ter se tornado uma lenda da ciência no futuro, tendo a importância do seu trabalho finalmente reconhecida no tempo atual da sua neta, nada me tirava da cabeça que algum deles precisava pagar o preço para que essa história tivesse o final feliz que merecia e esse seria o Walter.

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Algo que se confirmou com a revelação do plano de Walter e September, arquitetado ainda em 2015, antes da invasão dos Observadores, quando ganhamos a confirmação de que Walter precisaria se sacrificar, levando Michael até o futuro, mostrando para os Observadores daquele tempo, que não havia motivos para a existência dos mesmos daquela forma como eles chegaram por aqui durante a invasão. Uma ideia que apesar de cruel, fazia todo o sentido, apesar de que, o próprio September poderia ter ficado encarregado dessa apresentação do Michael ao futuro. E faltando pouco para o final, ele até chegou a sugerir a troca e seguir no lugar do Walter, mas como nem tudo funciona como o planejado, não tivemos outra alternativa e fomos obrigados a nos despedir de Walter conforme o planejado, mesmo que isso tenha nos causado a perda mais dolorosa de toda a série até então. De qualquer forma, ver uma mente como a do Walter caminhando naquele portal (algo muito semelhante com o que ele já havia enfrentado com o Peter quando criança) apesar de ser um triste final para a sua história no presente, de certa forma chega a ser reconfortante, porque sabemos que finalmente uma mente tão avançada como a dele, encontraria no futuro novas possibilidades, poder experimentar o que ele mesmo acabou contribuindo a seu modo para a evolução, além de levar com ele toda a sua bagagem intelectual, que todos nós sabemos que merecia encontrar um lugar bem especial para viver e nada melhor do que o futuro, porque Walter sempre foi um homem a frente do seu tempo. Agora imaginem, Walter, toda a sua genialidade e esquisitices, vivendo no futuro? (só eu acho que um spin-off deveria acontecer dessa nova fase da vida do personagem? Ou alguém duvida que o Walter acabou encontrando uma forma de voltar para o presente, nem que seja para umas visitas momentâneas? Não sei, vejo muitas possibilidades, inclusive a dos próprios Observadores devolvendo Walter a seu tempo devido a sua importância e ou por não aguentarem mais as suas manias, rs)

Claro que antes dessa dolorosa despedida, tivemos uma série de momentos importantes, como a Olivia ganhando a tarefa de resgatar Michael, usando novamente os recursos do universo vermelho, buscando ajuda com  velhos conhecidos seus que acabaram ganhando o seu momento nessa reta final (e até o Walternativo acabou ganhando um ponto de conclusão, mesmo que ele não tenha sequer aparecido durante a passagem), com as participações mais do que especiais do Lincoln e da Folivia, que embora super segura, não perdeu a chance de falar para o Lincoln não ficar encarando muito o seu traseiro mais jovem, representado pela própria Olivia, rs. Além disso, tivemos a mesma tendo que novamente ser submetida ao Cortexiphan, que nesse caso também acabou sendo fundamental para que o plano de derrotar os Observadores pudesse ser concluído e assim eles conseguissem resetar o tempo, apagando a existência dos mesmos. (algo que é melhor nem pensar muito para não começar a gerar uma série de novas perguntas… apesar de tudo ter feito bastante sentido até então)

Sem contar que no caminho para essa conclusão, ganhamos uma série de revisitas mais do que especiais à símbolos da série, como a Fringe Division utilizando os próprios casos do passado para conseguir derrotar os Observadores (uma sequência que foi mais do que um presente, vai?), assim como o próprio Broyles, que não foi esquecido e merecidamente foi resgatado pela própria Olivia durante a missão final. Mas isso não foi nada comparado a outros dois momentos pra lá de especiais e também encontrados nesse series finale. O primeiro deles, ficou por conta da aparição mais do que afetiva da vaca Gene, ainda em âmbar por questões práticas,  mas ganhando a sua merecida despedida (sério, #TEMCOMONAOAMAR?). E o segundo deles, que ficou por conta daquela despedida do coração, extremamente afetiva entre Walter e a querida Astrid, a quem ele não deixou de agradecer por tudo o que ela fez por ele e passou ao seu lado durante todas essas temporadas e finalmente a presenteando com elogios importantes, além do mais importantes dele, é claro, com a pronuncia do seu nome, dessa vez, sem erros. Isso sem contar um momento anterior onde encontramos “Walter no tanque” e sem cueca, é claro, caso contrário, ele não seria o Walter que nós amamos. (rs)

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Mas realmente, nada foi mais comovente nessa reta final do que os momentos divididos entre Walter e o seu filho, Peter. Primeiro com Walter ciente do seu futuro, ainda sem ter revelado ao Peter qual seria o seu destino, ganhando um momento super foufo ao lado do filho e que além de tudo veio com uma carga de humor deliciosa, ainda mais para um momento como esse. E aquele outro quando Peter assistiu ao lado do pai o que seria a sua mensagem de despedida em VHS, com um discurso lindíssimo do Walter se dizendo extremamente realizado por sua trajetória e principalmente, por tudo que ele teve a chance de passar ao lado do filho durante todo esse tempo, dizendo que faria tudo de novo caso fosse possível. Um momento para deixar qualquer fã de Fringe chorando feito criança, que eu confesso que foi exatamente como me encontrei ao final dessa cena, totalmente entregue. E momentos como esses justificam a minha predileção por essa história de amor em toda a série. Exijo um abraço, Walter!

Apesar de todos esses acontecimentos do series finale duplo, é preciso reconhecer que ele teve um efeito digamos que “menor” se comparado com os outros finales das demais temporadas. Não que ele tenha sido fraco, ou qualquer coisa do tipo, porque isso não foi mesmo (e realmente foi bem especial, apesar da questão do ritmo da sua primeira parte), mas digamos que ele foi “menor” no sentido de que restava pouca coisa para resolver durante o mesmo. As respostas já haviam sido encontradas (as que sobraram, eu realmente não consigo sentir a menor falta), o plano já havia sido revelado e só faltava mesmo uma conclusão para tudo aquilo que a gente já sabia que deveria acontecer. Mesmo assim, novamente, é preciso dizer também que tendo a série gasto esse tempo com uma série de referências e aparições mais do que especiais para todos os seus fãs, não podemos nem reclamar que esse não foi o final perfeito para Fringe. Isso nós não podemos mesmo, porque ele foi sim perfeito! (e o episódio final ainda conta com uma série de easter eggs além de um agradecimento final pra lá de especial para todos que permaneceram enquanto audiência da série)

E com aquele sonho recorrente do Peter e a Olivia brincando com a pequena Etta no parque, dessa vez tivemos a visão do final feliz proposto para a série, agora não mais como lembrança e sim como realidade, com a família enfim reunida, o que nos deu a certeza de que todo o plano acabou funcionando no final das contas, mesmo que isso tenha custado a dolorosa despedida de um dos personagens mais sensacionais de todos os tempos na TV, Walter Bishop. (I ♥ John Noble)

Mas é claro que um personagem com tamanha importância para a série não poderia se despedir dessa forma apenas e por esse motivo, ainda ganhamos um último momento, com a aparição de um dos maiores símbolos da série, com Peter recebendo uma carta do seu pai, com a tulipa branca que vimos que o September fez questão de resgatar especialmente para o Walter, tamanha a sua importância dentro desse universo. Sério, nessa hora, apesar da correria dos minutos finais do ep, me encontrei extremamente realizado com o final proposto para essa história, que se encerrava firmando-se como uma das melhores séries de Sci–Fi do seu tempo. Sabe aquele abraço que a gente precisava para um momento como esse? Então… abraço dado. (tears . Aliás, adorei a história que a atriz Jasika Nicole contou nesse vídeo abaixo, dizendo que na última Comic-Con eles foram recebidos no painel da série com todo mundo segurando uma folha em branco com a imagem da “white tulip”. #TEMCOMONAOAMAR? E esse vídeos traz os comentários dos atores em relação a conclusão da série e é bem especial!)

Confesso que o meu medo era grande em relação a essa conclusão, porque ver uma série tão bacana como Fringe acabar se perdendo com uma temporada final bocó qualquer, não seria nada fácil, não depois de uma experiência já vivida anteriormente em Lost, com a qual a série dividia alguns fatores. Algo que não poderia acontecer em uma série tão inventiva, não em uma série que por anos nos fez praticamente enlouquecer tentando imaginar teorias para todas suas propostas e ver todas elas sendo respondidas de forma bastante satisfatória quando não de forma sensacional. É, isso realmente seria devastador ver acontecendo com Fringe em sua reta final. Mas esse felizmente não foi o caso e talvez pela primeira vez a gente até consiga aceitar a ideia de que eles realmente sabiam onde queriam chegar com essa história toda, por isso, nos encontramos assim, extremamente satisfeitos e felizes com a sua conclusão que não só foi maravilhosa, como ainda chegou nos trazendo uma série de presentes deliciosos. E a sensação de ver um série que gostamos tanto encontrar o seu final dessa forma é deliciosa e muito provavelmente tem o mesmo gosto que alcaçuz tinha para o Walter no seu tempo. (se bem que, alguém por aqui já experimentou alcaçuz? Achei horrível…)

Por esse motivo, acho que podemos dizer honestamente que tivemos o melhor final possível para uma série brilhante como sempre foi Fringe. Assim como podemos dizer que sentiremos uma falta do tamanho dos dois universos, azul e vermelho + o universo de bolso de cada um dos seus personagens, que embora nunca tenham ganhado o merecido reconhecimento por parte das premiações de TV, sempre foram sensacionais e assim se mantiveram até o final.

Para me despedir adequadamente, um dia desses, usando como referência o momento de um dos episódios de Fringe dessa temporada, do alto do meu egoismo taurino, cheguei a dizer que caso eu fosse o dono do último vinil de “The Man Who Sold The World”, devido o meu grande amor de sempre pelo Bowie, que eu não seria capaz de dá-lo nem mesmo para o Walter, mas que poderia convidá-lo para ouvir aqui em casa, quando ele quisesse (claro que para além de tudo ter uma chance de ficar perto de uma mente como aquela, rs). Pois bem, messe momento eu declaro que devido a todo o brilhantismo do seu personagem (que foi o grande personagem dessa história) e por conta dessa história deliciosa do começo ao fim, se eu o tivesse ele seria seu Walter. Sério. Embalado com um laço feito com alcaçuz  e com um OBRIGADO, em caixa alta.

Sem a menor dúvida, uma série para se passar adiante e guardar em uma prateleira especial, nesse e em qualquer outro universo, azul, vermelho, fúcsia, rs.

#CLOSE

 

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SAMCRO sob nova direção na Season 5 de Sons Of Anarchy

Dezembro 26, 2012

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Uma nova era para Sons Of Anarchy, agora com um novo rei enfim tomando um posto que lhe havia sido prometido desde cedo. Sob nova direção, SAMCRO não esteve para brincadeira durante essa Season 5 e eles quase não tiveram tempo nem para respirar ou pelo menos, não para respirar em paz.

Jax finalmente assumiu um posto para o qual ele havia sido preparado a vida inteira, posto esse que já foi do seu pai e que atualmente quem ocupava era o seu padastro, com quem ele sempre viveu um conflito de ideais. Claro que muito diferente do que o seu pai havia imaginando no passado para o seu clube, Jax assumiu a posição logo agora que os Sons mais do que nunca estiveram cercado por todos os lados. Investigação federal, negros, mexicanos, “agentes duplos” do lado negro da força, policia local, todos estavam de olho naqueles homens do colete preto de couro com estampa de caveira nas costas, cada um por um motivo diferente e todos dividindo algo em comum, que viria a ser a vontade de encerrar de uma vez por todas com o clube.

Tenho que confessar que toda essa “politicagem” do mundo do crime muitas vezes na série, acaba ficando um pouco demais para mim, em termos quantidade de envolvidos e de realmente entender de fato quais são as ameaças do clube (ou pelo menos conseguir lembrar de todas elas ou de suas alianças e co-relações), algo que nem sempre ficou muito claro e tudo sempre envolve muitos personagens de gangues diferentes porém, as vezes bastante semelhantes também. Mas na verdade, com uma história boa como essa, onde o assunto regra nasceu para não ser seguido e ser quebrado, quem é que se importa?

O que nós gostamos mesmo em Sons Of Anrchy é poder torcer pelo time errado, assumidamente vestindo a camisa da torcida do lado negro da força por alguns minutos da nossa semana, mesmo que isso cause algum julgamento de caráter de vez em quando em nós mesmos, rs. Algo que sempre aparece uma vez ou outra quando a barra fica realmente pesada, mas do alto da recém encerrada Season 5, já deveria ser um assunto resolvido para quem permaneceu como audiência da série (segundo consta, eu e mais cinco pessoas por aqui, rs). Mas é isso o que encontramos em SOA, sempre foi, e na série encontramos o nosso escape para torcer pelo time que nós sabemos que joga sujo, mas que pelo menos, dentre todos os outros, é o que sempre nos pareceu ser o “mais justo” na categoria dos fora da lei. (sempre sinto a necessidade de justificar a minha torcida pela série, que na verdade não tem mocinhos, só ladrões que favorecem única e exclusivamente o mundo do crime. OK, supere esse detalhe, Essy)

E se tem uma série onde não existe tempo para descansar e piscar o olho pode ser o seu adeus a sua própria vida, essa é Sons Of Anarchy, que já começou a temporada quebrando tudo, entregando algumas coisas que nós não estávamos esperando ver aparecendo assim tão cedo e até de forma tão fácil, sem muito sacrifício. Eu pelo menos me encontrei surpreso ao ver o Clay logo no primeiro episódio assumindo sua parcela de culpa sobre tudo o que aconteceu durante a temporada anterior e que acabou nos levando a atual realidade da série e a sua complicação dentro do clube. Ele que apesar de “honesto” naquele momento, sempre esteve cheio de segundas intenções, interessado em recuperar o poder que por muito tempo esteve em suas mãos, algo que não foi diferente dessa vez, mesmo com Clay se fazendo de vítima e aparecendo totalmente debilitado, algo que como todo bom vilão, ele acabou tentando sustentar por mais tempo, tentando enquanto isso, pelo menos ganhar alguma compaixão dos seus amigos do clube por tudo que ainda estaria por vir em sua direção.

Outro fato que acabou sendo uma das maiores surpresas dessa Season 5 foi a morte do Opie, um dos meus personagens preferidos desde sempre e de toda a série. Ele que já havia ganhando motivação suficiente para querer se ver livre de tudo aquilo, mas que acabou honrando até o último instante o seu papel dentro do grupo, que ele parecia entender como ninguém (e ele é quem eu gostaria de ter visto ocupando a cadeira da presidência, por exemplo). Sua morte além de ter sido um momento importante e doloroso para a série, com Jax assistindo tudo de perto e sem poder fazer nada, acabou também trazendo maiores complicações para a trama, principalmente para o lado do Tig, que naquele momento era quem deveria ter morrido no lugar do melhor amigo de Jax. E tudo isso sendo muito bem relacionado e amarrado com os acontecimento do final da temporada anterior e ainda nos trazendo um novo vilão para a série, Damon Pope, esse muito mais poderoso e cruel do que os demais, além de ter muito mais condições e gente trabalhando a seu favor.

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Um nível de crueldade realmente sem limites e que nos foi ilustrada da forma mais forte possível, com o personagem queimando viva uma das filhas do próprio Tig (que foi o responsável pela morte da filha do novo vilão no final da temporada anterior), com ele assistindo tudo bem de perto e de mãos atadas, sem poder fazer nada a não ser ouvir os gritos de desespero da própria filha, dentro de uma vala com outros cadáveres. Sei que falar sobre violência em Sons Of Anarchy não chega ser novidade para ninguém, mas talvez em toda a mitologia da série, esse tenha sido o momento de maior violência em todos os níveis (físico + psicológico) dentro da série. Um momento que foi difícil de enfrentar, como se alguém estivesse dando um sequência de 367 socos seguidos no seu estômago.

E se SOA sabe ser violenta ao extremo, eles também sabem como emocionar da forma certa quando necessário e a sequência do funeral do próprio Opie foi uma prova disso. Um momento recheado de simbolismos e com uma carga dramática importante para a atual situação do clube e de seus personagens remanescentes  Se Jax como todo bom “herói” precisava de uma morte para motivá-lo ainda mais a vencer todo e qualquer inimigo (nessa conta ele já tem a morte do pai e os atentados contra a sua própria família para carregar), ele acabou de ganhando motivos suficientes para querer vingar a morte de quem sempre esteve ao seu lado, em todos os momentos, até quando ele indiretamente esteve ligado aos plots dramáticos da vida do melhor amigo e não de uma forma muito favorável, digamos assim. Mas pensando na mitologia da série, acho muito triste como a família do Opie teve sua vida extremamente prejudicada de uma forma irreversível e tudo isso em prol do clube, que jamais devolveu metade da dedicação ou pelo menos do respeito que eles sempre empregaram dentro daquele idealismo extremamente perigoso e que nesse caso não teve um final nada feliz para nenhum dos envolvidos.

Como começamos a temporada de forma tão pesada e com essa carga dramática no seu nível mais alto, acabamos ganhando na sequência um episódio de alívio cômico importante dentro da história, com o clube precisando da ajuda de uma travesti local (personagem sensacional, diga-se de passagem) para resolver uma pequena questão ainda em aberto, ela que chegou e deixou todos eles “abalados”, rs, mas ninguém ficou tão mexido quanto o Tig, que não conseguiu esconder que ficou apaixonado e bastante interessado na personagem, ela que no meio disso tudo saiu profissionalmente de cena, mas não sem antes roubar um beijo do Jax, claro. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (nunca achei que eu pudesse chegar a rir tanto tanto com uma série como Sons Of Anarchy)

Mas esse foi apenas uma pausa no climão de tensão de sempre da temporada de SOA e que teve seu fim logo no episódio seguinte, esse que contou com a vingança do clube contra o policial “responsável” por facilitar a morte do Opie dentro da cadeia, ele que acabou enfrentando o mesmo destino da sua vitima, mas não sem antes experimentar a sensação de perder violentamente uma das pessoas que ele amava e tudo isso diante dos próprios olhos. Com se não tivesse sido violento o suficiente, o episódio ainda contou com o suicídio da meio irmã do novo boy magia latino da Mamma Gemma, que presenciou bem de perto o acontecimento.

Gemma (minha personagem preferida de toda a série e a verdadeira chefe do negócio todo) nunca esteve tão fora de si dentro da série como esteve agora, quando se sentiu perdendo o controle do clube que já não era mais comandado pelo seu ex e que agora pertencia ao filho, que não conseguia confiar completamente nela e que de quebra, para piorar ainda mais a situação, tinha uma mulher que sempre disputou o território de fêmea alpha do clube, Tara, que agora além de tudo estava oficialmente casada com Jax. Começando a se apaixonar pelo seu novo amante latino, que a propósito, foi uma excelente aquisição para a série em termos de personagem e história, Gemma acabou perdendo o auto controle, aparecendo sempre colocada e meio que sem saber o que fazer com a sua nova vida, colocando inclusive a vida dos netos em risco, quando resolveu dirigir pela madrugada cansada e super colocada, algo que obviamente a fez perder alguns privilégios em relação a convivência pacífica com a sua própria família.

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E quando é que a Tara vai aprender de uma vez por todas que ela não é mulher o suficiente para a Gemma, não dentro daquele território hein? Tudo bem que Tara leu as cartas do pai do Jax e sabe da parcela de culpa da Gemma nessa história toda, além do histórico totalmente meio assim entre as duas, mas já estava mais do que na hora dela entender que nesse caso, era melhor parar de disputar qualquer coisa e pelo menos tentar unir forças com a sogra, não?

Tara realmente não é e nem nunca foi das mais espertas e sempre muito confusa em relação a tudo e todos, nessa temporada, o seu comportamento não foi nada diferente do seu padrão passivo agressivo descontrolado porém frio de sempre. Primeiro tivemos todo o plot da sua mão ainda em recuperação, tivemos também uma girl fight onde com a vantagem do gesso no seu braço, ela acabou levando a melhor, por isso não vamos dar um grande destaque para essa cena porque ainda ficaram nos devendo essa surra na personagem (rs) e depois, tivemos Tara  tentando ajudar da sua forma o clube do marido, trabalhando como voluntária na prisão para tentar consertar as coisas com o Otto, que havia entregado uma série de crimes do clube ainda durante a temporada anterior. (Otto que muitos não sabem, mas é interpretado pelo criador da série, Kurt Sutter, que é casado com a atriz Katey Sagal, que interpreta a Gemma)

Nesse momento, a personagem não poderia ter ficado mais esquisita e foi dela o momento mais constrangedor de todos os tempos dentro da mitologia de Sons Of Anarchy, que é uma série que já teve praticamente de tudo ao longo desses anos todos. E isso aconteceu quando ela acabou ajudando o Otto com a saudade que ele ainda sentia da sua mulher, em um momento bem particular do tipo “se resolvendo sozinho”. Até aí tudo bem, a gente até entenderia a carência do personagem e naquele momento, ela ainda não havia feito nada demais também. O problema mesmo foi mais tarde, já em casa, mesmo tendo o Jax disponível para aliviar qualquer tensão de um dia difícil daqueles, quando a médica preferiu resolveu o seu issue ela mesmo, usando como estimulo a experiência que ela havia vivido ao lado do Otto para também se resolver com ela mesma. Sério, em uma série em que vale tudo, até a encomenda de um dedão e uma teta (sim, nesses termos), nunca houve um momento tão constrangedor e embaraçosamente embaraçoso como esse, acreditem!

Falando em pedidos exóticos, me lembrei de algumas participações inusitadas que aconteceram ao longo da temporada, como o Joel McHale vivendo um aproveitador de cougars, que foi mexer logo com a Gemma e só por isso vocês já podem imaginar o que aconteceu com ele. Tivemos também a participação da ex funcionária do Mickey, a atriz e cantora Ashley Tisdale, essa que não poderia ter sido mais inusitada e porque não dizer inesperada dentro desse cenário, apesar de que eu tenho quase certeza que só a contrataram para realizar o desejo pessoal de alguém da produção da série de dar uma surra daquelas nela, rs. Go Gemma! Go Gemma! Outro que teve uma participação e essa bem mais importante foi o Michael de Lost (Harold Perrineau), que pelo seu passado, apesar de ter sido uma excelente drag, nós sabemos que não é dos mais confiáveis, que viveu o grande inimigo do clube Damon Pope, mencionado anteriormente na review.

Claro que nem tudo foi sensacional, embora boa parte da temporada tenha sido sim muito boa. Continuamos com o Juice sendo o “agente duplo” dentro do clube, ele que dessa vez foi descoberto e que para livrar a sua pele, acabou entregando o Clay seguindo as ameças do próprio Jax e essa eterna pressão vivida pelo personagem (que sempre parece contrariado e pressionado) me parece que já foi longe demais e já está mais do que na hora de encerrá-la. O mesmo vale para toda a relação da Tara com o grupo, que apesar de ter alguma função dentro da série além a de ser irritante, também está presa nesse looping eterno de nunca saber como se livrar do seu maior problema. Algo que já aconteceu com o Jax anteriormente, que sempre prometeu que iria sair do clube, mas que nunca teve a chance de conseguir realizar o seu desejo. Mas esse foi um detalhe acertado durante essa temporada, onde o personagem teve pouco tempo para pensar em aposentar os pneus da sua Harley.

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Em meio a tudo isso, tivemos o clube novamente dividido em diversos momentos, mas com boa parte dele se surpreendendo positivamente com a administração do Jax a frente dos negócios, tentando limpar a barra de todos eles a cada novo episódio e conseguindo encontrar boas soluções para resolver as suas questões. Quem obviamente não esteve muito contente com isso foi o Clay, que tentou sabotar os planos do novo presidente a qualquer custo, chegando até a planejar um novo negócio, meio freelancer do crime, dirigido por ele mesmo e garantido por sua boa relação com os irlandeses. Isso até ele se deparar com o Jax manipulando boa parte do clube a seu favor (chantageando todos eles, claro), inclusive a Gemma, que estava apaixonada por outro mas que mesmo assim teve que fingir estar interessada no Clay para que os planos de Jax acabassem dando certo no final. Aliás, linda a cena quando o Hellboy sentou na garagem do clube e teve suas tattoos pintadas de preto, uma vez que agora ele estava fora de uma vez por todas do clube, mas pelo nenos teve a sua cabeça poupada.

Como eu disse anteriormente, essas relações e complicações todas que os Sons sempre enfrentaram nas ruas de vez em quando acabam se tornando meio confusas e até mesmo bastante complexas, o que acabou refletindo na season finale, com um plano mirabolante e cheio de amarras do próprio Jax (que no final, fez todo o sentido, mas não deixou de ser bem confuso, além de as vezes soar sempre como uma saída fácil para todos eles sempre), arriscando alto e sem chances de errar, tudo isso para conseguir fazer a coisa certa naquele momento para todos eles. Em um movimento extremamente muito bem calculado e surpreendente, Jax levou Tig ao acerto de contas final com o inimigo, que exigia a sua cabeça (Tig) no final da operação e o entregou, passando-se mais uma vez como um traidor, um truque já utilizado anteriormente. Isso até o minuto seguinte, com Jax sozinho resolvendo toda aquela equação, recuperando a cabeça viva do amigo antigo e de quebra incriminando o Clay, que seguiu direto para a cadeia, depois de ter o seu álibi desmentindo mentirosamente pela própria Gemma, que todos nós sabemos que agora é que ele não vai perdoá-la mesmo. (e na verdade, eu acho ótimo que essa relação tenha sido encerrada depois da agressão da temporada anterior)

O que Jax não estava contando é que mais uma vez a sua própria mãe já havia mexido os seus pauzinhos ao tomar conhecimento dos planos da nora de sair da cidade levando os seus netos para longe e com isso, mesmo ainda sem fazer a menor ideia de quem foi o responsável, ele teve que amargar mais uma visita da policia local até sua casa no último minuto, só que dessa vez eles não estavam procurando por ele e sim pela Tara, que seguiu direto para a cadeia devido a sua cooperação com o Otto ainda quando ela estava tentando ajudar o clube, trabalhando como voluntária na prisão. (Otto que inclusive, acabou perdendo mais uma parte do seu corpo a favor dos Sons, em uma cena pavorosa! Ele que pela primeira vez, teve um destaque não maior, mas um pouco mais importante ao longo dessa temporada)

Acontecimentos excelentes que preencheram essa Season 5 de Sons Of Anarchy com tudo o que nós mais gostamos na série desde sempre. Até hoje, fico me perguntando como é que aqueles cara conseguem dormir, uma vez que a cada 5 minutos acaba surgindo um plot novo, onde todos eles e suas famílias podem morrer a qualquer momento. Mesmo assim, continuo repondo a minha dose de “machoness” toda semana quando sento em frente a minha TV para assistir a série, que é uma injeção de testosterona e adrenalina na veia. Não que isso cause algum efeito no final das contas, mas que de vez em quando, só para variar é bom também, vai?

Apesar de não ser muito popular por aqui, SOA é uma dos maiores sucessos de audiência do FX de lá e já tem como certa a sua Season 6 para o próximo ano. Dizem que o plano do Kurt Sutter seria o de levar a sua série até uma Season 7, que foi até quando ele planejou a sua história. algo que eu como já disse durante a temporada anterior, acho que pode ser um grande erro arrastar ainda mais essa história. Essa atual temporada, por exemplo, apesar de ter sido bem boa e ter nos trazido Sons Of Anarchy de volta a sua boa forma, não pode ser considerada como uma temporada que nos trouxe coisas novas de verdade. É, não pode.

Continuamos fugindo, lutando contra todos os rivais, sendo ameaçados a todo momento e nos comprometendo cada vez mais dentro dessa vida de crimes. Agora, até quando só isso vai continuar sendo o suficiente? Eu sei que até agora caminhamos muito bem por caminhos já antes percorridos por todos nós enquanto audiência da série, mas honestamente, já sinto um pouco de preguiça de permanecer girando no mesmo lugar, perseguindo a traseira da minha própria Harley a cada nova temporada, mesmo que essa perseguição continue me distraindo de uma forma ainda bem bacana. Mas veremos…

 

ps: para quem se animar, aqui estão as reviews das temporadas anteriores – Season 1 (que é a introdução da série), Season 2 (por sinal, uma temporada excelente), Season 3 (essa que tem um final de temporada sensacional!) e Season 4 (também muito boa, porém…).

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