Posts Tagged ‘Gillian Jacobs’

The Fall, o trailer

Maio 29, 2013

The Fall foi anunciada como minissérie pela BBC2 porém, como conseguiu ser renovada para uma Season 2, os primeiros 5 episódios já produzidos da série (que foi exibida primeiro na Irlanda e agora está em exibição na Inglaterra e também no Netflix por aqui) serão considerados como sua primeira temporada.

A história policial investiga os misteriosos assassinatos de um serial killer, e traz no elenco a linda Gillian Anderson (The X-Files) e o James Dornan (OUAT) e parece super bem produzida.

Animados? Pelo menos é inglesa, é curtinha e pode ser uma boa opção para aguentar a summer season que se aproxima…

 

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A temporada que a gente preferia não ter visto de Community…

Maio 22, 2013

Community TV Show[4]

É, essa Season 4 de Community realmente não foi das melhores. Mas se fosse apenas isso, até que estaria tudo bem, porque a gente até consegue entender que a série passou por várias situações não tão bacanas recentemente, como a saída do Dan Harmon, as brigas do Chevy Chase com todo mundo, o adiamento que a NBC resolveu obrigar a nova temporada da série a ter que enfrentar, deixando como indefinida a data da sua estreia e tudo mais. Detalhes e situações que a gente até poderia entender e já até esperava que talvez acabassem prejudicando a série de alguma forma, mas o problema é que os danos acabaram sendo muito mais sérios e mais graves do que a gente poderia imaginar e durante essa Season 4 foi praticamente impossível relacionar a série que estávamos assistindo hoje com algo que vimos e chegamos a AMAR no passado. É, foi bem difícil mesmo.

Com apenas 13 novos episódios, Community voltou com pouca ou quase nenhuma força, com uma quantidade vergonhosa de episódios bem chatinhos e difíceis de se acompanhar. E difíceis no sentido relacionado ao sono e a falta de paciência com o que a série estava se tornando e não difíceis pela quantidade absurda de referências por segundo que nós todos já estávamos tão acostumados a encontrar na série. Referências que dessa vez estiveram praticamente em extinção, aparecendo apenas bem de vez em quando e de forma bem preguiçosa e praticamente informativa. (e olha que antes a gente recebia algumas referências que só conseguia entender nas reprises, hein? Bons tempos…)

Na verdade, a sensação que ficou no ar durante toda essa nova temporada, foi a de que Community estava lutando para se tornar uma outra coisa que pudesse agradar um público maior (e por motivo de forças maiores) e aos poucos foi se esquecendo que embora em menor número, a minoria que continuou acompanhando a série até agora, gostava mesmo é do seu fundamento antigo e não esperava que a série se transformasse em mais uma comédia qualquer da TV. Para isso já encontramos tantas outras disponíveis por aí, que não precisávamos que algo que já foi tão bom no passado, se tornasse em um pouco mais do mesmo. E chega a ser uma grande pena ter que reconhecer que a série se tornou exatamente isso.

Os personagens continuaram os mesmos (pelo menos isso) e nós continuamos gostando (ou odiando no caso da Annie) cada um deles exatamente pelos mesmos motivos, mas eles não parecem combinar muito bem com a nova temporada da série. Apesar de ainda ser possível reconhecê-los, parecia que a atual história da série já não funcionava mais para aquelas pessoas, como se seus personagens e cada uma de suas novas propostas de história estivessem correndo em sentidos totalmente opostos, em um tentativa desesperada de se desvincular de uma vez por todas.

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Apesar também das mudanças que a série acabou inevitavelmente sofrendo devido a todos os acontecimentos recentes em torno da sua produção, eles até tentaram manter um pouco do que já havia dado certo em sua mitologia no passado, mas nem tentando se garantir por esse lado deu certo. E um exemplo claro disso ficou por conta do documentário do Señor Chang, que foi mais ou menos o que eles genialmente fizeram com o Dean no passado, só que dessa vez em nada conseguiu funcionar e foi bem medíocre, além de extremamente chato e cansativo. Até um episódio no melhor estilo Scooby-Doo eles tentaram nos empurrar durante essa Season 4, mas nem isso eles conseguiram realizar muito bem.

E quando durante uma temporada inteira de uma série que já foi tão bacana no passado como ainda nos lembramos (é, ainda.. só nos resta saber até quando conseguiremos viver de memórias), encontramos um dos episódios mais alinhados da série centrado em uma festa na casa da Shirley (sim, eu disse da Shirley) e um plot dramático envolvendo o pai do Jeff, chega a hora de encarar os fatos e reconhecer que realmente algo de muito errado estava acontecendo com Community

Para ser bem honesto, dos 13 episódios dessa Season 4, o único que eu achei verdadeiramente bom foi aquele com os puppets, que foi um recurso absolutamente covarde que Community acabou utilizando dessa vez para conseguir nos ganhar novamente e que funcionou perfeitamente bem, como todas as outras vezes em que a série se aventurou em diversas outras linguagens. E olha que durante essa temporada ainda tivemos um momento “Doctor Who” do Paraguai, com direito a participações dos Dylan e da Kelly de 90210 antigo, um episódio inteiro no fundamento “Sexta-Feira Muito Louca” (Abed como Troy foi ótimo, Troy como Abed foi vergonhoso), um mini momento Muppet Baby que a propósito, aconteceu bem fora do “propósito” logo no começo da temporada e um outro onde descobrimos que todos eles se conheceram de alguma forma em 2008, mas nenhum deles conseguiu ser tão bacana como já vimos a série fazer durante as temporadas anteriores com diversas outras referências, infelizmente. Nem os incontáveis shirtless do Jeff durante essa temporada conseguiram nos convencer de qualquer coisa, apesar de ser sempre uma boa distração… (rs)

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Agora, eu vou precisar ser bem sincero e dizer que eu não sei qual foi a ordem dos fatos da história meio assim do Chevy Chase com todos da série, mas levando em consideração a forma como o seu personagem foi tratado durante toda essa Season 4, dá até para entender um pouco da mágoa do ator em relação a série, não? E quando eu digo que não sei exatamente a ordem dos fatos eu não estou querendo justificar qualquer uma das bobagens que ele tenha dito ou feito até então, porque realmente não sabemos se ele passou a ser tratado assim devido à suas encrencas com todos os envolvidos com a série, ou se ele passou a ficar incontrolável mesmo quando percebeu que estava sendo tratado como um idiota por conta do roteiro e dos plots todos do seu personagem, o que de certa forma não justifica suas atitudes, mas poderia muito bem explicar boa parte delas. Sério, um verdeiro horror!

Mas realmente, a maior parte dos episódios dessa nova temporada foram todos bem entediantes (quase morri de tédio e vergonha com o episódio de Natal por exemplo) e quase nos fizeram esquecer o porque que nós gostamos tanto da série, que se não fosse pelo histórico de cada um dos personagens e por tudo que ela já conseguiu ser anteriormente, talvez essa tivesse se confirmado como a nossa temporada de despedida de Community. (fato que merecia ter sido reconsiderado pela NBC, tanto que o fato do Jeff ter se formado ao final da temporada, talvez tenha sido uma clara evidência que nem eles mesmos achavam que conseguiriam passar dessa…)

De qualquer forma, por um milagre, reza brava ou trabalho feito, Community que já parecia uma série dada como desaparecida, com fortes indícios de uma possível morte, acabou sendo salva no último momento pela NBC, que nós não conseguimos entender o porque resolveu apostar em algo que acabou ficando tão ruim como foi toda essa Season 4 da série. Mas entendemos que talvez eles sejam apenas teimosos e ficaram com vergonha de não ver um das melhores séries novas de comédia que eles já tiveram em sua grade, alcançando a marca pré-estabelecida por ela mesmo de “Six Seasons and a Movie”. Só acho que se continuar nesse ritmo, além da já prometida Season 5, eles deveriam considerar mais uma redução de episódios por temporada. Quem sabe fazer a inglesa e começar a apostar em 6 episódios para cada um delas, hein? Talvez seja exatamente o que a gente ainda consiga suportar desse cenário…

 

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E a Comic-Con 2012 foi ou não foi bem meio assim?

Julho 26, 2012

Tirando o painel de Breaking Bad, que a gente adoraria ter participado, o de Doctor Who que é o nosso sonho do momento enquanto não temos ainda a nossa própria TARDIS (na esperança…)  e o de Fringe, porque somos curiosos no nínel mais alto do colapso entre os universos azul & vermelho, eu diria que a Comic-Con 2012 foi no mínimo bem preguiçosa.

Pouquíssimas novidades, uma ou outra informação sem muita relevância e quase nenhum acontecimento capaz de fazer nós, os nerds que ficaram em casa, a realmente sentir inveja deles, os nerds que compareceram ao evento desse ano… (quem eu quero enganar? Essa inveja vai sempre existir no coração 8-bit de todos nós…humpf!)

Falando em Breaking Bad, que foi sim o painel mais animado EVA da edição desse ano da Comic-Con, cheguei a ficar impressionado com a forma como a série vem se promovendo com muito mais força durante essa sua Season 5, que diga-se de passagem, não está nada menos do que sensacional! (sério, o que foi aquele segundo episódio? Clap Clap Clap! – de pé)

Mas é claro que eles regularam spoilers. Mas vcs querem saber a minha opinião para o final da série?

Walter percebe o monstro que se tornou e o caminho sangrento que percorreu para chegar na sua reta final e acaba se rendendo a morte (por esse ou por aquele momento) e quem deverá sobreviver dessa história toda é mesmo o Jesse, gritando “Yeah Bitch! Magnetics” como se não houvesse amanhã.

Esse é o meu palpite/desejo não mais secreto. Sem mais.

Alguém precisa falar: como a  Anna Torv estava magrona, estava gatona e estava gostosa no painel de Fringe hein?

HÖY! (em caixa alta)

HÖY! (de novo pq ela interpreta 2 papeis na série, rs)

Peter Pacey agradece a sinceridade. 

Mas a nossa mágoa com Fringe esse ano na Comic-Con fica por conta daquele trailer preguiçoso que eles passaram por lá dizendo ser da sua nova temporada, que de novo não tinha nada. NA-DA!

Custava filma 2 segundos em um cenário aleatório com cara de futuro e dizer “2036 is coming…”?

Não, não custava.

#CHATIADO

Agora, vamos falar de moda na Comic-Con?

Que preguiça é essa minha gente? Tô odiando essa postura “sou nerd e não ligo para as modas”, que todo mundo sabe muito bem que não é verdade e sim recalque.

E como lidar com as escolhas do elenco de Community?

Até na festa de aniversário do meu vizinho irritante com filhos mais irritantes ainda da qual eu não fui convidado a participar (sem ressentimentos, mas é sempre de bom tom mandar um kit festa para o vizinho, com bolo, doces sortidos e no mínimo quatro brigadeiros e toda a família brasileira sabe disso) tinha gente mais bem vestida do que isso, ou pelo menos mais esforçada…

Vou fingir que não vi esse amarelo pavor da Gillian Jacobs e continuar a amando loucamente. Te AMO Britta/Gillian! (♥)

E continuar desejando a morte da Annie na próxima temporada. Lá e em Mad Men, claro. Desculpa qualquer coisa, Annie’s boobs!

Já a Mayim Bialik, eu não ligo a mínima que seja cafonona, só porque eu respeito a Blossom até a morte. Ainda mais porque nada que ela vista hoje, seria pior do que o que ela já usou com orgulho no seriado antigo. A não ser que seja algo vintage daquela época antiga, rs.

E quem é vc para falar o contrário, se eu não vejo nenhuma coroa de diamantes na sua cabeça nesse exato momento. Hein?

#RESPECT

I ♥ Amy Farrah Fowler

Se eu encontro o Howard vestido assim na Comic-Con, vou logo achando que é um assistente do office boy e vou logo pedindo o meu mocca chocolata yah yah. Mas tem que ser bem quente.

Não foi buscar ainda querido? (tá, eu me visto assim de vez em quando e se vc me pedir um café eu te mando o doce. WOO)

Gostaria de dizer que mesmo com a Michelle Williams aparecendo maravileeeandtra assim na Comic-Con (e o target? Confere? Mesmo? São pergunta que ela deverá fazer assim que receber o próximo convite), ela não foi a minha muse desse ano. Fuém!

Desculpa qualquer coisa, Mi! (rs)

Falando em muse, gostaria de deixar bem claro que por motivos pessoais, seremos audiência certa na série Arrow, só por conta da magia do Stephen Amell, claro.

Höy!

OK, a gente ama o Zachary Levi, que é o nosso príncipe Disney preferido,  mas não tanto assim a ponto de conseguir ignorar esse outfit em um nível alto de preguiça. Certo?

Certo. Precisa nos conquistar primeiro para depois relaxar Zachy, regra básica para qualquer relacionamento (para o começo e/ou o fim deles, rs)

#NAOTABOMNAO

MUSO da Comic-Con 2012 = Darren Criss

Achamos que ele deve esquecer o gel de vez e assumir o seu curly com orgulho na nova temporada de Glee (que a gente torce para que seja bem boa, só para ter outro TGP, que é melhor ainda, claro!)

Höy!

ps: mantenha a barba. A puberdade deve chegar no McKinley High!

Já que chegamos a essa ponto, vamos falar de magia?

Magia ruiva =  Michael C. Hall = Höy!

A gente não liga mais para o Dexter já faz duas temporadas, pelo menos. Mas é humanamente impossível ignorar o Michael C. Hall em qualquer coisa que ele faça na vida.

Magia da Barba Ruiva = Dave Annable = Höy!

Não temos a menor vontade de assistir sua nova série, a 666 Park Avenue, mas achamos importante alguém em Hollywood escolher assumir o grisalho, mesmo tão novo como o Dave. Acho corajoso e honesto.

ps: beijo para os Walkers antigos, que empatam com a minha própria família no nível de fofoca ao telefone, rs. 

Magia sueca =  Alexander Skarsgard = Höy!

Sempre 3 metros dele. PÁ!

O Frodo a gente nunca vai ter certeza se é legal, por isso passamos…

Mas quem nunca sonhou em fazer a Maria Garupa em Sons Of Anarchy com o agora magia (o único por lá) chefe de tudo?

TODAS! Höy!

Agora parece que é oficial: acabou para o Bill!

Depois dessas 5 últimas temporadas de True Blood, vc ainda consegue achar que ele se parece em alguma coisa com aquele vampiro sentado no Merlotte’s no começo da Season 1?

Eric continua o mesmo desde que cortou o cabelo e fez balaiagem pela primeira vez, tornando-se assim um vampiro de respeito

Mas não parece mesmo!

#NAOTABOMNAO

ps: do Sam eu morro de preguiça, por isso prefiro ignorar e bastava colocar a Tara ali do lado para completar o time daqueles que se morressem, a gente não sentiria a menor falta em True Blood. Sim. 

Agora sim, o meu painel preferido ever dessa Comic-Con. Painel Who?

Karen Gillan, Arthur Darvill e Matt Smith, também conhecido como o melhor Doutor de todos os tempos. Höy!

Posso dizer que foram os que menos se esforçaram e que mesmo assim conseguiram imprimir da magia a sedução?

Cool Cool Cool! (♥³)

E para a Karen Gillan com esse cabelo maravileeeandro em ruivo, vai o posto de nossa MUSE da Comic-Con 2012.

Não só por ela ser a garota que esperou (♥), nem só por ela ter aparecido linda assim (com essa bolsa que é só amor!) e sim por ela ter dito que adoraria ver um episódio de Doctor Who com todos eles presos dentro de um piano (sério, quem diria uma coisa dessas?) e praticamente se convidar para participar de Community, no episódio especial em que eles vão a um evento do Inspetor do Tempo. Howcoolcouldbethat?

I ♥ Amy Pond

Höy!

ps: e não, não tivemos uma preview da Season 7 de Doctor Who esse ano. Humpf!

 

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A temporada do caos em Greendale

Maio 25, 2012

Logo de cara eles já chegaram avisando em formato de musical que estavam sem grana para essa temporada, completamente cientes de que estavam também um tanto quanto desacreditados pelo seu próprio canal, mas mesmo assim, prometiam fazer uma terceira temporada sensacional. E assim fizeram e não tem como negar que a Season 3 de Community foi tão excelente como de costume, mesmo com tantos obstáculos em seu caminho atualmente.

Mas essa temporada realmente foi bastante turbulenta e também não tem como negar que todo esse clima caótico em Greendale acabou afetando a série negativamente. Sobre a mira do cancelamento eles permaneceram por boa parte dessa temporada, amargando números cada vez mais baixos na audiência da NBC, o canal que hoje mantém as melhores comédias no ar, mas que também está a um passo de perder até mesmo esse status em um futuro próximo, já tendo anunciado a última temporada de 30 Rock por exemplo, que é uma das melhores séries de comédia na TV atualmente e uma redução para 13 episódios da própria Community, que com muito esforço conseguiu garantir a sua Season 4, pelo menos pela metade. Ufa! Mas tudo indica que o famoso sonho das #SixSeasonsAndaMovie esteja bem longe de acontecer.

No meio de tudo isso ainda tivemos um hiatus forçado, praticamente no meio da temporada, onde a série chegou até a ficar sem previsão de data de retorno. Depois, ficamos sabendo da briga entre o Chevy Chase e o Dan Harmon (criador da série), algo que acabou vindo a tona no Twitter, além da NBC anunciar nos últimos dias a mudança do dia de exibição de Community, que para a próxima temporada irá ocupar uma vaga nas sextas mortas da TV americana, que todo mundo sabe que é o dia do castigo para as séries desacreditadas ou pouco lucrativas. As vezes os dois, rs. E quando a gente imaginava que estaria tudo mais calmo após a renovação, veio a última surpresa de Community, com o afastamento do Dan Harmon como o showrunner da série, que aconteceu de uma forma não muito amigável ou profissional, segundo o próprio. Uma sacanagem que com certeza ainda irá repercutir muito em Greendale, ainda mais considerando que a Season 4 provavelmente deva ser a última temporada da série. O que a essa altura parece mais do que certo. Uma mudança que logo na sua possível temporada de encerramento e depois de tantos problemas, me parece mais do que preocupante também. Será que Community nunca mais será a mesma?

Mas colocando tudo isso de lado, ainda assim tivemos uma temporada memorável, com diversos momentos sensacionais, o que pensando no passado da série, chega até a ser um hábito comum. E quando uma série como Community, mesmo com esse total clima de caos em seus bastidores, ainda consegue nos entregar uma temporada super bacana, nós que somos fãs da série ficamos ainda mais sem entender o porque deles serem pouco queridos de uma maioria.

Mas durante essa retal final da temporada, em um episódio bem específico, até que eu cheguei  a conseguir entender na prática, onde talvez esteja essa resposta…

E isso aconteceu no super elogiado episódio onde eles seguiram a estrutura de um clássico episódio de Law & Order (3×17 Basic Lupine Urology). Passei o dia seguinte lendo uma série de críticas positivas falando desse episódio e a minha sensação em relação a ele não foi das melhores. Muito provavelmente, eu acabei não gostando do mesmo porque eu não suporto o formato de Law & Order, nunca gostei na verdade, que definitivamente é o tipo de série que não é foi feita para mim. E digo mais, nunca sequer consegui assistir a um episódio inteiro da série. BOOM! E nesse momento, pela primeira vez eu acabei entendendo o que deve ser Community para alguém que não entende o seu banho de referências a cada episódio, o que pode fazer dessa uma experiência bem chata mesmo, como acabou sendo esse “aclamado” episódio para mim. Zzzz

Nessa hora eu acabei vivenciando na prática o que a série pode representar para muitas pessoas, que provavelmente é o que a distancia de uma grande audiência, por exemplo. Não que eu ache que qualquer pessoa para assistir Community tenha que ser super inteligente ou ser um poço sem fundo de referências, não é isso. Mas digamos que ter um certo repertório bem específico, acaba ajudando na compreensão da série a ponto de torná-la tão especial para quem é fã de Community. Talvez por isso ela seja uma série de tanto amor e de tanto ódio ao mesmo tempo.

Tirando isso, preciso dizer o quanto eu me diverti com o Greendale 7, que estiveram ainda mais enlouquecidos e cheios de referências durante toda essa temporada. De episódios geniais como aquele com as seis realidades alternativas do começo da temporada (3×04 Remedial Chaos Theory) , até algo muito mais simples e ainda assim sensacional, como um episódio inteiro com cara de “foto jornalismo” (3×14 Pillows And Blankets) acompanhando a guerra entre os reinos de Troy e Abed em uma clara referência a Game Of Thrones, passamos por momentos bem bacanas durante essa temporada, o que só tornaria ainda mais injusto o seu cancelamento. Ainda bem que isso não acabou acontecendo no final das contas.

O meu preferido de todos os episódios durante essa Season 3 foi aquele com o documentário do Dean (3×08 Documentary Filmmaking: Redux). Que sensacional, não? Uma ideia relativamente simples, com um dos personagens secundários da série (dos mais queridos por sinal e acho que faz tempo que ele nem é mais tão secundário assim), um episódio que realmente foi um dos mais especiais da temporada. Aliás, acho que vale a pena até dizer o quanto o próprio Dean cresceu dentro da série, se tornando hoje um dos personagens principais dentro daquele cenário. Go Dean! Go Dean!

E #TEMCOMONAOAMAR sua tara por dálmatas, ou suas 1001 fantasias, todas espremidas em um cubículo dentro da sua própria sala, que são a sua marca para distribuir boas e más (geralmente más) notícias para todo o Greendale 7, onde sempre acaba sobrando uma mão boba no corpo do Jeff? Sério, eu sempre gostei demais do personagem, mas durante essa temporada ele acabou mesmo roubando a cena.  Ainda mais quando nos foi revelado que aquele grupo de 7 estudantes é de fato o seu preferido e que ele acabava os favorecendo o tempo todo, algo que a gente no mínimo já desconfiava, vai? Clap Clap Clap!

O que eu gosto bastante em Community é que eles não se importam muito em arriscar e em toda temporada nós acabamos ganhando uma série de episódios que além das referências mil, hoje já tão comuns e até esperadas, acabam trazendo também uma nova linguagem meio que experimental para a série. Como dessa vez tivemos o episódio onde conhecemos a versão criança de cada um deles e com isso ganhamos também suas versões em anime, ou o mais do que sensacional episódio dessa reta final da temporada, todo em 8-Bit, onde todos eles ganharam vida dentro de um jogo de videogame  que tinha como objetivo final ganhar a herança do Peter e que ainda ganhou a participação do Gus de Breaking Bad (R.I.P, rs). Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Pior é que além de super foufos em 8-Bit, eu não consegui me conter com o personagem do Troy pulando de um lado para o outro, totalmente desgovernado, como normalmente eu mesmo costumo jogar esse tipo de game multiplayer, para desespero dos meus parceiros todos, rs (sorry!). Sem contar que o episódio inteiro além de muito especial é também recheado de piadinhas, como o formato fálico ao fundo quando eles estão passando pelo cenário gay do game, onde o Peter aproveita para dizer que o Jeff se saiu muito bem naquela fase, além da piadinha super escrota sobre a preguiça no cenário da parte mexicana do jogo, o que pra gente aqui seria o equivalente as piadinhas de preguiça sobre o povo baiano. (#SHAMEONYOU)

A referência a Game Of Thrones no episódio da batalhas dos fortes no comando do Abed vs Troy também foi sensacional e eu só fico imaginando o trabalho para construir todo aquele cenário sem que ele acabasse desabando por competo. Minhas cabanas quando criança nunca tiveram uma sustentação tão boa assim, rs. E a descoberta de que Greendale vem sendo alugada para Raves de finais de semana? Tudo isso com um corredor da escola todo em fluo e um Dean dançando freneticamente e esperando se dar bem na noite. Howcoolisthat?

E no meio disso tudo nós ainda tivemos outros momentos excelentes como o episódio meio Glee que eles tiveram a cara de pau em arriscar (eles que sempre se declararam inimigos da série), além daquela festa onde cada um deles teve que ir representando um sósia de uma celebridade/personagem, tudo isso para livrar a cara do Abed que havia gastado uma fortuna contratando o serviço de sósias para representar cenas de filmes em sua vida real, onde o próprio me apareceu na sua versão feminina, vestido de Jamie Lee Curtis, onde eu quase não consegui me conter de tanto que eu acabei dando risada naquele momento.

Mas eu preciso ser sincero e reconhecer pelo menos um ponto fraco da série que chega a me incomodar muito e esse ponto fica por conta dela: Annie. Ela sozinha até que tudo bem, eu acho menos irritante, mas o meu problema maior é mesmo quando eles insistem em forçar essa tensão sexual entre ela e o Jeff. Sinceramente? Eles não me convencem nem um pouco juntos e isso desde sempre. Gosto muito mais do Jeff com a Britta por exemplo, onde a tensão sexual deles quase não se suportarem por serem tão diferentes, poderia ser muito melhor explorada na minha opinião. Além disso, acho a Annie infantil demais, mesmo com ela sendo declaradamente a mais nova do grupo. Além do que, Britta ao lado do Jeff funcionaria muito mais também do que tentar colocá-la ao lado do Troy por exemplo, que todo mundo sabe que a sua alma gêmea é o Abed e estamos completamente satisfeitos com esse bromance entre os dois, onde qualquer outro plot do coração para ambos se torna totalmente desnecessário. (se bem que foi bem foufo o Abed 8-Bit se apaixonando pela princesa do jogo, hein? Awnnn!)

Dupla que é sempre excelente e até naquelas “tirinhas” finais de episódios conseguem nos fazer rolar de tanto rir com um simples olhar ou uma “placa” escrito “falha técnica” em uma folha de papel qualquer, rs. O que foi também os dois tentando ser normal no casamento da Shirley? Ou suas viagens no “dreamatorium” a lá Doctor Who? (e a série inglesa aparecendo mais uma vez na TV americana. WHO!)

A reta final da série também foi bem excelente, mas eu achei uma pena eles terem escolhido passar os 3 últimos episódios na mesma noite. Mais um indício de que a relação entre Community e a NBC não anda das melhores e a sensação que fica é a de que eles queriam se livrar logo de tudo aquilo que deve ter se acumulado devido ao enorme hiatus que a série sofreu na metade dessa temporada. Sem contar a cartilha que acabou “vazando” entre ontém e hoje, sobre como a NBC gostaria que os atores se comportassem depois da saída do Dan Harmon…

Mas ainda assim foram três episódios sensacionais (um deles foi exatamente esse do 8-Bit que me deixou completamente apaixonado, ♥), mas que assim como aconteceu em Fringe durante essa temporada por exemplo, poderiam ter sido os episódios finais da série e por isso tivemos um certo clima de series finale no ar, mesmo que discretamente ou até mesmo de forma bem preguiçosa. Eu até acho o penúltimo episódio (3×21 The First Chang Dynasty), que foi o que marcou o resgate do Dean das mãos da Dinastia Chang (que se encontrou como segurança do campus, cercado dos seus soldados mirins e também esteve impagável nessa reta final da temporada) e que marcava também a volta do Greendale 7 antes expulso e agora tendo a chance de  finalmente conseguir terminar suas graduações. Um episódio muito melhor do que o que realmente encerrou essa temporada (3×22  Introduction to Finality), que apesar de apresentar algumas resoluções para a maioria dos personagens, acabou sendo relativamente mais fraco.

E ainda assim, mesmo com o caos totalmente instaurado em Greendale, Community conseguiu sobreviver bravamente a essa sua turbulenta Season 3. Mas um conselho de super fã da série que eu dou para todos eles é que considerem essa Season 4 como uma possibilidade de final e cheguem derrubando tudo com força e com vontade, como se fosse a última chance. Assim, se a série conseguir sobreviver a mais um ano, ainda estaremos todos no lucro. Pensem nisso…


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