Posts Tagged ‘HQ’

The Walking Dead voltando a nos animar com a interminável caminhada dos mortos ou quase mortos vivos

Dezembro 14, 2012

twd-s3-key-art-796-1176

É fato que desde o final da Season 2 eu já estava bem desanimado com The Walking Dead. Um desânimo que na verdade já vinha de antes, por vários fatores, desde a falta de coerência em diversos aspectos da série, até a falta de interesse por grande maioria dos seus personagens e até mesmo em sua história, que além de caminhar a passos muito lentos (naquele ritmo já conhecido das séries do AMC), não nos levava a lugar algum. Apesar disso, não consegui descartar a série assim tão facilmente da minha lista, uma vez que apesar de mediana, ela ainda continuava me distraindo. Mesmo assim, decidi que essa Season 3 seria uma temporada decisiva para garantir a minha permanência enquanto audiência da série e para que isso acontecesse, algo precisava mudar com urgência.

Enquanto isso, decidi também pegar mais leve em relação as minhas dúvidas e críticas sobre vários detalhes da série, coisas que apesar da ficção, eu nunca consegui deixar passar ou silenciar por completo o meu lado questionador e curioso sobre a série e o assunto. Achei melhor seguir os conselhos de uma maioria que continuava se entretendo com a série e tentar pelo menos continuar me divertindo com a caminhada semanal dos mortos vivos na minha TV, algo que por si só sempre foi um dos maiores atrativos da mesma. Eu só não achava muito justo que esse fosse o único motivo que continuasse me prendendo enquanto audiência e por isso, apesar da decisão de agora tentar assistir a The Walking Dead de uma forma mais leve e relevando toda a sua falta de coerência e defeitos, mantive em mente que outros fatores precisavam sim aparecer na série de uma vez por todas para que eu pelo menos continuasse interessado nela. Uma coisa precisava compensar a outra.

Para minha surpresa, esses fatores apareceram já logo de cara, com a passagem de tempo que percebemos logo no começo dessa primeira metade da Season 3 com o salto no temido inverno que eles estavam prometendo (e morrendo de medo, mas que foi descartado logo de cara. Culpa da procissão de zombies de GOT? Talvez hein? rs), inclusive feito de uma forma meio assim, mas que no final das contas acabou colaborando para que a série encontrasse o seu atual ritmo, esse muito melhor ao que nós já estávamos nos acostumando a não gostar muito.

Algo que não engrenou assim logo de cara, apesar de um dinamismo muito maior e perceptível até mesmo na premiere , mas que em pouco tempo foi ganhando ritmo e forma, se aproximando da atual realidade da série, essa muito mais interessante do que quase tudo que nós já passamos durantes as outras duas temporadas. Aos poucos, fomos percebendo que aquelas pessoas já não eram mais as mesmas (e não poderiam ser mesmo e nesse ponto, eu acho bem importante que tenha havido esse salto no tempo) e que definitivamente o tempo havia deixado sua marca em cada uma delas. Todos estavam amadurecidos, mais preparados para a atual realidade de suas vidas e de longe, já não eram mais os mesmos de antes. No começo, cheguei a considerar essa passagem de tempo como uma alternativa fácil demais para tentar levar a série adiante, mas aos poucos fui percebendo que tudo isso acabou sendo mais do que necessário para os rumos atuais da série. Se a minha reclamação durantes as temporadas anteriores foi a de que para continuar, The Walking Dead não poderia permanecer na mesma, parecia que o que estava me incomodando tanto no passado, dessa vez estava finalmente ganhando algumas correções importantes. (e todos dizem o que? #ATÉQUENFIM)

Apesar da ocupação do grupo da tão falada prisão ter sido bem bacana e cheia de ação e tensão (além de profissionalismo, rs), assim como a descoberta de outros sobreviventes por lá, os presos mais burros da face da Terra (sério, criminosos de quinta), a história começou a ficar realmente interessante a partir do terceiro episódio desse começo de temporada, quando para a nossa surpresa, Rick e companhia sequer apareceram e chegava a vez de conhecermos uma nova possibilidade para The Walking Dead, algo que talvez tenha sido até um teste para o que estaria por vir como um possível futuro da série.

b96337bf27b2ad5c1bfc7dc5c35765a1

Isso aconteceu no episódio que serviu como introdução para a chegada do aguardadíssimo Governador e a “cidade zombie free” comandada por ele (3×03 Walk with Me). Um lugar dos sonhos em meio ao apocalipse de zombies, mas que ao mesmo tempo parecia ser uma oferta grande demais dentro de um mundo enfrentando um caos como aquele. Nesse cenário, fomos apresentados a uma nova realidade, novos personagens e com exceção da Andrea, que teve a “sorte” (e mais um pouco de sobrevida. Bi-a-tch) de parar naquele lugar graças a companhia da Michonne, não tivemos a participação de mais ninguém do elenco da série que nós já estávamos familiarizados, a não ser um personagem antigo, Merle (que continua sendo o mesmo detestável e em pouco tempo já se tornou o mais novo insuportável do elenco), que dessa vez voltava com sua prótese adaptada, na promessa de assombrar os demais sobreviventes e ex companheiros de caminhada do passado.

Um episódio que foi mais do que sensacional e acabou levando a série para um outro nível, encontrando talvez o que ela estava precisando faz tempo: uma renovação. O Governador é sem dúvida um grande personagem para a série (dizem que na HQ também, ou seja, confirmou!) e isso é possível de se perceber já com a sua chegada, apesar do nível de magia acabar nos distraindo em alguns momentos sobre o que realmente interessa. Um homem misterioso, que faz questão de parecer distante e que acabamos descobrindo que escondia alguns detalhes medonhos revelados aos poucos em seus hábitos e manias enquanto era reconhecido com autoridade máxima naquele local. Aquários repletos de cabeças de pessoas mortas, filha zombie guardada dentro do armário, ataque ao acampamento do exército na maior crueldade, esses foram apenas alguns dos plots que nos foram revelados em pouco tempo sobre o novo personagem e que já reúne muito mais história do que boa parte do elenco fixo da série desde a Season 1, por exemplo.

Analisando friamente, quando se pega uma série que já tem duas temporada em andamento e se tem a ousadia de colocar um episódio praticamente inteiro sem rostos conhecidos (sim, isso já aconteceu anteriormente em Lost e eu só não consigo lembrar exatamente se da mesma forma, sem a participação dos demais personagens…) e no meio dessa nova proposta você acaba nem sentindo falta de nenhum deles, fica nítido que realmente há algo errado com os personagens restantes da série, que se fossem exterminados a qualquer momento, a essa altura já não fariam a menor falta. Sério, quem se importaria com a morte de uma Carol (que já parece uma morta viva e agora resolveu fazer a sexy cougar do apocalipse, rs), ou de um Hershel (agora quase pela metade, o que na correria, atrasaria e muito todo o grupo, fato e não preconceito…)e qualquer uma de suas filhas a essa altura? (a mais nova inclusive com olhares esperançosos para cima do Carl, um menino que até outro dia tinha o que, 12 anos? Ew! #ILLEGAL) Rick a gente ainda deixa passar, só porque ele deu uma melhorada bem considerável e também importante desde o começo da nova temporada e talvez dentro da cadeia ele tenha recuperado suas bolas que estavam perdidas faz tempo. Talvez o comportamento do Carl, o novo macho alpha do grupo o tenha inspirado… (mas sério, eles estão ou não estão nas mãos daquele menino? Ele que aparentemente é o mais competente e com os nervos no lugar do que todos eles juntos)

Mas o mais importante disso tudo, ainda falando desse terceiro episódio, nem foi a ausência dos personagens já conhecidos da série e sim a presença de muito mais história em um único episódio de The Walking Dead, que não costuma se prender a esse tipo de detalhe (algo que na verdade, eu sempre senti falta na série). Nele tivemos uma trama bacana com a apresentação do novo cenário e das novas histórias que ele carregava e quase não tivemos cenas com a matança costumeira que sempre nos deixou grudados de frente com a TV a espera de zombies partidos ao meio ou com a cabeça indo pelos ares, mesmo quando o episódio não era lá essas coisas (e foram vários…). O que prova que a série tem sim o necessário para desenvolver uma história bacana quando eles sentem vontade e esse me pareceu o momento exato para que essa tal vontade viesse a tona.

walking-dead-season3-premiere-review1-580x384

Outro momento importantíssimo dessa primeira parte da nova temporada foi a despedida de uma das personagens mais odiosas de todos os tempos dentro da série: Lori. E apesar de toda a sua trajetória não ter sido das melhores, ainda mais julgando o caráter duvidoso da personagem, sua passagem para o além foi bastante emocionante, não por qualquer tipo de apego a própria, que na verdade, ninguém suportava mais já fazia tempo, inclusive o próprio marido e ninguém se importaria se ela acabasse sofrendo horrores e sim pela situação em si, com a mãe abrindo mão da própria vida, sendo “obrigada” a fazer um parto de última hora, uma cesária a sangue frio, na presença do filho, encarando um procedimento do qual ela já sabia que não sairia viva. (e conseguiu segurar bem a dor naquela hora, não?)

É óbvio que esse momento foi inteiro construído para deixar a audiência comovida e talvez tenha até sido a tentativa de redenção da própria Lori, mas o que foi bastante emocionante nessa hora foi a reação do Carl assumindo uma postura que não se espera de uma criança, principalmente diante de uma situação como aquela, diante da própria mãe fazendo as vezes de vítima da vez. Nesse momento, achei importantíssimo aquele flashback do celeiro (um momento lindo, por sinal), com a conversa entre pai e filho, com o Rick explicando para o filho que aquela era a sua vida agora e que infelizmente estava na hora de crescer para sobreviver. Um momento importantíssimo, que nos fez lembrar o porque de tudo aquilo, ainda mais se tratando de uma criança (sorry Carl, mas para mim você é uma criança, embora a filha do Hershel de 17 anos pareça estar confusa em relação a isso. EW de novo!) e também foi bem importante para a série o momento em que ele assumiu o controle da situação, colocando de vez um ponto final na história da própria mãe. (que diga-se de passagem, em tempos de caos, não poderia nem ser considerada como a mãe do ano e eu AMEI quando Carl colocou ela em seu lugar em um determinando momento dessa temporada, quando ele saiu sozinho por dentro da prisão, trouxe um monte de coisas úteis para todo o grupo e a mãe adultera/manipuladora/preguiçosa/carente/prenha de outro/rainha do mimimi/megabitch mesmo sem ter sentido falta do menino, achou que poderia reclamar sobre o fato dele ter saído sem avisar. Sério, já foi tarde, Lori!)

Outro que ganhou o seu momento durante essa passagem foi o próprio Rick e mesmo não sendo muito ou nada fã do personagem que deveria ser o herói da série (que pra mim sempre foi o Daryl e agora passou a ser também o próprio Carl) foi bem emocionante aquela cena onde ele descobriu o que havia acontecido com a mãe do seu filho, certamente, outro ponto alto da mitologia de The Walking Dead.

Agora, só eu achei que mesmo com a despedida que a gente tanto desejou, Lori se foi mas como toda boa megabitch, deixou um problemão para o Rick? Pensem naquela correria de sempre, só que agora carregando um bebê recém nascido? Lori, dificultando até depois de morta. Que megabitch, não? Nesse caso, considerando a nova situação e o novo bebê, eu só consigo pensar em duas alternativas para a série: uma nova passagem de tempo (algo que se acabar se tornando recorrente, vai acabar soando como uma resolução fácil demais para tudo), dando tempo para o bebê crescer um pouco ou o grupo acabar se estabelecendo em algum lugar, que bem poderia/deveria ser a cidade do Governador. Veremos…

walking-dead-comic-con-still

Tirando todos esses pontos positivos para pelo menos essa metade da Season 3, é claro que eu não consegui ficar completamente satisfeito com a série, apesar de reconhecer que agora pelo menos, eles estão percorrendo caminhos muito melhores. Eu até gostaria conseguir deixar passar batido alguns detalhes, mas esse sou eu e infelizmente eu não consigo, por isso vou ter que falar. Ainda me incomoda muito o fato dos zombies não terem uma velocidade definida, assim como o seu nível de capacidade intelectual. Alguns correm muito, outros andam como uma tartaruga, muitos não tem a menor coordenação motora, outros atiram coisas e tiram objetos do lugar, como aquele lutador de MMA preso na sala de tortura com o Glenn. Isso tudo ainda me deixa meio assim com a série, mas OK, eu já entendi que tudo isso pode passar como um mero detalhe, desde que pelo menos a história da série esteja boa e que ela me distraía de certas perguntas que sempre vão surgir na minha cabeça, não tem jeito.

Assim como o Governador, outra personagem que acabou gerando todo um falatório desde que apareceu na série pela primeira vez ao final da temporada anterior foi a Michonne (Machonne, Bichonne, como preferir), que todo mundo dizia ser sensacional. E ela realmente é, carregava seus zombies escravos, lutava como ninguém com sua espada… mas vamos combinar que ela acabou se livrando cedo e fácil demais dos seus dois animais de estimação, não? Realmente, me pareceu cedo demais para essa despedida, ainda mais porque ela ainda não contou quem eram (e conhecendo sua história da HQ eu consideraria esse como um detalhe importante) e como ela descobriu o que fazer com os dois para que ambos trabalhassem a seu favor.

E vamos combinar que apesar de ter uma função durante essa metade da Season 3, Michonne bem esteve pelo menos uns trinta e três tons acima no quesito interpretação suspeita, não? Sempre amarga, com a cara amarrada demais, sem fazer a menor questão de disfarçar que estava achando tudo muito suspeito, sempre segurando a badass face. Não sei não, achei tudo um pouco demais (ainda mais porque não conhecemos nada da sua história dentro da série para entender o porque dela ser tão assim, diferente das HQs) e por vários momentos acabei tendo dúvidas se aquela cara toda amarrada não seria porque Michonne teria guardado uma espada em algum lugar que a incomodava profundamente… Sorria Michonne. Perder uma Andrea não quer dizer nada. Aliás, quer dizer sim, quer dizer que você não perdeu nada, só ganhou. WOO! Supere essa separação garota. Seja mais você e seus dreads. Cante alguma música da Lauryn Hill. Reaja! (PÁ! Três tapas na sua cara)

Mas embora esses detalhes todos que poderiam ser mais bem cuidados para que a série ganhasse mais coerência, digamos que realmente foi notável que The Walking Dead com essa metade da sua Season 3 acabou caminhando finalmente para uma melhora bastante considerável, algo que acabou deixando todo mundo mais animado com os atuais rumos da série. O último episódio desse ano então foi uma prova que estava faltando de que definitivamente eles resolveram mudar os rumos da série para algo melhor e foi tudo tão tenso e tão cheio de acontecimentos realmente importantes para o decorrer da série daqui para frente, que chega a ser uma covardia a gente agora ter que esperar até Fevereiro para a segunda metade da nova temporada que voltou tão melhorada assim. (muito diferente do que eles fizeram no final da Fall Season da segunda temporada, com um único momento importante, que foi a saída da Sophia de dentro do celeiro, nos cinco minutos finais da temporada)

Por esse motivo e pelo menos por enquanto, posso considerar que boa parte das minhas reclamações sobre The Walking Dead foram ouvidas e resolvidas durante essa primeira metade da temporada. Se eles vão optar por continuar seguindo esse caminho nós ainda não sabemos, mas que realmente parece que é a pela primeira vez em três temporadas que eles estão seguindo o caminho mais acertado para garantir um futuro pelo menos interessante de novo para a série, isso parece.

#KeepWalkingWalkers

 

ps: perguntas honestas sobre #TWD- Se ao final da temporada anterior eles já estavam ao lado da prisão, porque demorou tanto tempo para tomá-la?  Porque de todos eles, o cabelo da Carol é o único que não cresce? Alguém que se ame e se respeite o suficiente vai sentir falta do T-Dog? (R.I.P)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Um bom motivo para assistir Arrow: Stephen Amell (Höy!)

Agosto 7, 2012

Que uma visão agradável já pode ser um bom motivo para que a gente acumule mais uma série no nosso Tivo. O que também não garante que ela continue na nossa lista (porque somos uma audiência exigentíssima, hein CW?), mas já é um bom começo. Höy!

E para quem se interessar, aqui está o trailer da Season 1 de Arrow, que estreia na CW em 10 de Outubro lá na America antiga:

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Mylo Xyloto versão HQ

Julho 11, 2012

Projetinho novo do Coldplay, que vai lançar a Mylo Xyloto Comics com seis volumes, sendo que o primeiro deles será lançado na Comic-Con de logo mais.

A história gira em torno da jovem Mylo e a sua guerra contra o som e a cor e terá a assinatura do Mark Osborne (Kung Fu Panda) no roteiro e o primeiro volume foi desenhado pelo artista Alejandro Fuentes. Mas a coleção completa mesmo só deverá sair em 2013, com o lançamento de um volume por mês.

Ansiosos?

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Super iluminado

Maio 15, 2012

 

 

Luminárias Marvel nas versões Captain America, Spider-Man, Hulk e Thor.

Euquero!

The Dark Knight Rises, mais um trailer

Maio 2, 2012

E vcs sabem que todo o mistério da voz do morcegão foi revelado neam?

Porque segundo o roteirista Grant Morrison, que por mais de 20 anos vem escrevendo as HQs do Batman, todas as histórias do herói sempre foram construídas no fundamento homoerotic, o que só pode significar que toda aquela voz forte do personagem só pode ser truque para o morcegão não sair miando no meio de uma conversa solta e acabar se revelando para o mundo. NHÁ!

Todas sonham com o dia em que ele vai pular de um prédio e ao invés da capa de morcego, ganharemos a boa surpresa de umas asas de borboleta poder (ou quem sabe pelo menos uns paetês neam?). Euri

Ansioso mil!

Sonho nº 324

Abril 13, 2012

Ganhar esse painel autorgrafado pelo Stan Lee. E depois…CATAPLOFT!

Seria demais pedir um abraço? (tímido e com o olhar do gato de botas em Shrek, rs)

#NERDANTIGOPRIDE

E quem não quer um Doctor?

Fevereiro 2, 2012

Tudo bem que eu nem comecei a Season 2 ainda (eu sei que eu já deveria ter começado, mas…), mas bem que eu queria uma dessas figuras maravileeeandras do 10th Doctor (David Tennant), que dizem que são inspiradas na linha de quadrinhos, a Doctor Who Comics da IDW.

Euquero!

Recruta Zero e Popeye versão Bearbricks

Outubro 18, 2011

Foufos mil, não?

Me lembrou agora de uma vez quando eu ainda era criança, logo que eu comecei a aprender a ler e ganhei uma caixa cheia de HQ’s antigas, e tinha várias do Zero, que eu AMAVA e acabei lendo umas 300 vezes cada uma delas.

E sabe do que eu amava brincar sozinho quando eu era criança?

De banca de jornal (euri), pode? (ai que vergonha dessas minhas declarações…)

Montava uma banca no meu sofá, vendia pencas para mim mesmo, usando o dinheiro do Monopoly, do Jogo da Operação e da minha own caixa registradora (sim, eu tinha uma de brinquedo, rs. Catching$$$!) e ficava lendo deitado no tapete por horas. Bons tempos!

E depois eu ainda me pergunto de onde vem esse meu instinto nerd…rs

Euquero!

Green Lantern vs Captain America

Setembro 23, 2011

Depois dos trailers de ambos os filmes terem me decepcionado bastante, prometi para mim mesmo que talvez fosse melhor esperar e deixar para ver os dois longas depois…

Como eu costumo não cumprir as promessas que eu faço para mim mesmo e como todo bom nerd e pessoa que sofre com toda a sua curiosidade, é claro que eu acabei me traindo e assistindo os dois filmes, rs.

Resolvi então encarar como una competição, quem levaria a melhor? O dono do anel verde ou o homem do escudo?

 

Green Lantern

Poderia ter sido lançado como game e já estava bom. E  na batalha entre os dois novos filmes dos heróis do momento, o “Green Lantern” acabou levando a pior. (Fom forom fom fom)

Talver tenha sido prejudicado pelo seu próprio universo, muito mais fantasioso do que o do seu concorrente e assim, cheio de excessos de recursos visuais por todos os lados.

Mas sabe quando eles pesam a mão no conceito de efeitos visuais? Então…

Achei tudo exagerado demais e isso me incomodou desde quando foi lançado o trailer do filme. Movimentos artificiais demais para um herói que não parecia de verdade em boa parte do longa. Eu sei que esses recursos são necessários para um filme de ação, ainda mais como nesse caso, tratando-se de um super-herói, mas sempre fiquei decepcionado com essa falta de cuidado e exagero por parte do conceito de direção de arte. Sabe quando vc consegue perceber de longe que o herói não é real e sim um efeito de computador poder? Então, mas poder mesmo seria se esses efeitos passassem quase despercebido, ou fossem pelo menos bem disfarçados, fikdik…

Não vou entrar no mérito da questão quadrinhos vs filme, que apesar de nerd, eu não sou tão conhecedor assim do herói ou dos seus quadrinhos (e tmbm pq eu acho esse tipo de discussão muito chata e o mesmo vale para livro vs filme… sorry). Mas acho que a história foi prejudicada, analisando apenas pelo lado da sétima arte.

Seria muito mais interessante ter gastado mais tempo com a jornada do Green Lantern dentro daquele universo desconhecido, quando ele passa a conhecer o fundamento dos próprios lanternas, algo que poderia ter rendido muito mais. Talvez pelos altos custos, talvez por pura preguiça, mas eu senti que ele decidiu entrar e sair do clube do anel verde com muita facilidade, sem ter muito tempo para ser treinado e assim, assumir a sua função de herói.

Também considero que Hollywood já esta perdendo a hora de reconsiderar o perfil de atores de filmes de ação ou heróis. Não basta ter corpão, não basta ter magia (Höy!), tem que convencer e nessa hora, tanto o Ryan Reynolds quanto o Chris Evans na pele do Capitão América ficaram devendo e muito. Eu diria até que depois do Robert Downey Jr encarar de forma brilhante o seu Iron Man, esse conceito de que basta ser bonitinho e ficar bem dentro de um spandex ficou cada vez mais fraco, revelando o quanto uma boa atuação é importante sempre, ainda mais como falamos de algo com a dimensão do cinema. Algo até que não deveria restar a menor dúvida…

Outro fato que me irrita muito no Green Lantern enquanto herói é o seu poder. O anel podendo se transformar em qualquer arma ou ferramenta que ele precisar pode até parecer muito cool para alguns, mas eu acho bem preguiça. Eu que sou o homem aranha (sim, prazer!) e tenho que ficar saltando pela cidade dentro do meu spandex bicolor (euri), se tivesse o poder do Lanterna, ficaria sentadinho fazendo as unhas e hidratando o cabelo enquanto o meu anel mágico (ui) resolvia tudo por mim. Nesse caso, eu acho que para ser um bom Lanterna, vc só precisa de uma imaginação fértil e um pensamento rápido para resolver todo e qualquer problema da humanidade. Nesse caso, eu acho que me daria super bem no cargo e como é o próprio anel que escolhe o seu dono, fikdik para um próximo representante (alguém com o meu perfil e não eu mesmo, porque não posso acumular funções de herói, rs)

Tanto que com esse tipo poder, ficou bem ridículo quando ele usou uma pista de Hot Wheels mágica para resolver a questão de salvar a sua amada, ainda mais que no começo do filme, temos aquele close bem cretino para vender brinquedo de uma dessas pistas no quarto da criança e assim ainda aproveitando para revelar que talvez aquele objeto de cena em destaque tenha alguma importância para a trama do filme. Super lame…Zzzz

E a Blake Lively como Carol Ferris, hein? Preguiça vai? Não me convenceu em nenhum momento, sorry Serena, xoxo para vc (tenho que dizer que ela sempre faz uma boquinha irritante de quem esta segurando alguma coisa dentro dela mesmo e que sempre me dá uma aflição enorme, porque eu sinto que ela sofre de prisão de ventre, rs).

O saldo final do filme não é positivo, apesar do fato do herói ter uma jóia como a sua maior arma e isso já ser um fator importante a seu favor para todos nós neam? Euri (bling)

Vc tem a sensação de que esta jogando um game durante todo o filme e talvez essa experiência seja até muito mais interessante do que o próprio filme, porque dentro desse universo dos games, nós até aceitamos esses recursos tecnológicos com maior facilidade.

 

Captain America – The First Avenger

Poderia ter sido bem melhor, sim poderia. Já vou dizendo logo de cara, que entre o Ryan e o Chris, eu prefiro o Ryan e não me perguntem o porque. (Höy! E olha que ele tem aquela cara enorme e mesmo assim ainda tem uma mini boca hein? rs)

Sabia que eu achei uma experiência bem melhor? Sim, tenho que confessar que eu gostei mais dessa segunda opção e nesse caso da batalha entre heróis, o Capitão America se deu bem melhor.

Talvez pelo climão antigo, que já é um ponto alto a seu favor, mas a história ficou bem mais interessante com esse detalhe, pelo menos a princípio e eu senti que a construção do herói foi mais bem resolvida nesse caso também, apesar da nova onde de “criatividade comum” que anda rondando Hollywood onde todo mundo resolveu também querer matar o Hitler. Algo que depois do trabalho primoroso e delicioso do Tarantino em “Inglourious Basterds” eu acho até vergonhoso que alguém tente fazer melhor. Eu pelo menos já me sinto realizado e bem vingando com a versão do Tarantino e acho que basta, já deu.

Desde o começo, acompanhamos um pouco da trajetória do Steve Rogers até o momento em que de fato ele se transforma no Capitão America e isso foi bem bacana. Tudo com muito mais calma do que em “Green Lantern” por exemplo, com muito mais detalhes, onde vc vai ganhando aos poucos a simpatia pelo personagem, entendendo melhor por onde ele passou para se encontrar naquele momento da sua vida e assim, vamos conhecendo muito melhor a sua história.

Nesse caso, apesar dos efeitos visuais também serem utilizados como recurso (e não tem muito como fugir disso em filmes de heróis), da para perceber que rolou um cuidado maior com a direção de arte e isso é notável logo de cara, quando toda a magia do Chris Evans se encontra resumida em um corpo frágil do Steve Rogers no começo de tudo. Nessa hora, eu só acho que deveriam ter aplicado um truque naquela voz toda, que parecia demais para aquele rapaz frágil, soando como se o personagem estivesse sendo dublado. (não me lembro desse detalhe nos quadrinhos, então…)

Também não seria possível abusar dos efeitos nesse caso, porque o filme se passa em uma outra época, nos 40’s e é preciso manter alguma dignidade para tentar parecer real, não é mesmo?

Aliás, o clima antigo dos anos 40 é delicioso no filme, desde os figurinos com fundamento militar e um estilo pin up comportada para as mulheres,  até as ruas movimentadas do Brooklyn antigo.

Figurino esse que eu tenho que dizer que achei uma ótima resolução no caso do outfit do próprio Capitão America. A cor certa, o tecido mais pesado e nada de spandex (apesar de que…rs). Um herói retrô eu diria, que mesmo caricata quando o governo se aproveita da sua imagem para promover a guerra, conseguiu manter uma certa dignidade para o personagem, mantendo-se fiel ao período em que a história estava sendo contada. Excelente!

Outro ponto a favor do filme foi o elenco. Pencas de participações de atores consagrados do cinema e uma Peggy Carter (Hayley Atwell) muito mais convincente do que a Carol Ferris da Serena (euri) e ainda de quebra, um vilão bem mais interessante de ser visto, o Red Skull, vivido pelo Hugo Weaving, o eterno agente Smith/Priscilla (euri).

Aqui, além do vilão ser mais interessante do que o Hector Hammond do Peter Sarsgaard que é um ótimo ator, diga-se de passagem e que não teve muito tempo ou profundidade para evoluir em “Green Lantern”, o Red Skull acabou tendo um destaque maior para a construção e evolução do seu personagem de vilão, que ficou muito mais envolvido com a história apesar do seu desfecho ter acontecido até que de forma fácil demais para alguém que tinha os poderes semelhantes ao seu adversário.

Mas talvez eles tenham usado um pouco de tempo demais construindo a imagem do Capitão America no filme e tenham deixado um pouco em segundo plano demais as cenas de ação, que estão presentes no filme, mas que nos são apresentadas sempre meio assim. Se tivessem acelerado um pouco mais o processo de transformação (que durou 1h20 minutos no longa), talvez tivesse sobrado mais tempo para uma batalha mais intensa e com mais níveis de dificuldade para o herói, inclusive para a batalha com o seu maior inimigo até então. Senti mesmo a falta de uma grande luta, ou um confronto que tivesse começo, meio e fim, humpf!

É claro que como em todo filmes, a gente adora apontar as falhas neam? Nesse caso, eu gostaria de comentar dois momentos envolvendo a maior arma do Capitão America, que é o seu escudo (além da sua bondade, Zzzz). Como é que nenhum inimigo viu aquele escudo antigo nada discreto que contrastava claramente com todo o cenário, quando ele foi sozinho tentar salvar os soldados americanos e procurar o seu amigo Bucky? Hein? E como é que depois, naquela perseguição no meio da floresta e de moto, todo mundo só atirava no escudo (dessa vez o novo e definitivo) e ninguém pensava em mirar nas pernas ou no pneu da moto, por exemplo? Recursos da ficção que eu não consigo entender…

Um recurso que funcionou melhor nesse caso também foi o humor. As piadas funcionaram melhor e o sarcasmo dos diálogos foi melhor aproveitado. Até ganhamos uma nova expressão para o antigo “estão se pegando” que agora é “estão fazendo fondue”, rs. Fondue for Two (Glee Feelings)

E esse recurso de humor vale a pena ser creditado ao próprio Chris Evans, que já provou desde o “Fantastic 4” que ele consegue ser um cara engraçado, mesmo que continue sendo bem canastrão enquanto ator. E talvez falte isso para o Ryan Reynolds, se decidir se ele consegue olhar para o seu passado de comédias escrotas e tirar alguma coisa de bom disso, ou encarar de vez essa nova fase de “atorzão”, mas que para isso ele ainda vai precisar se eforçar e muito (sorry). Nesse caso, acho o Chris Evans melhor resolvido.

O filme realmente peca pelo final, que tem uma resolução até que simples demais com aquele salto no tempo de 70 anos e que coloca o Capitão America pisando na Times Square de hoje. Mas eles precisavam de algum jeito encontrar um link para colocar um herói do passado no atual presente e tudo isso por culpa do “The Avengers”, que eu espero que valha bem a pena e confesso também que esse detalhe sempre foi algo que me preocupou: como colocar heróis de diferentes contextos e épocas em um mesmo tempo e lugar? Bem, acho que ano que vem a gente finalmente descobre.

Ainda assim, vale muito mais a pena assistir ao homem do escudo poder, do que optar por aquele com a jóia mais brilhante, mesmo que seja mais atrativo, mas acreditem, não se enganem, porque aquilo não é esmeralda. Humpf!

Bradley Cooper como o novo Corvo?

Julho 6, 2011

Sim, ele será o novo Eric Draven no novo “The Crow”, baseado nos quadrinhos de James O’Barr em um remake do filme de 1994.

Não sei porque, mas achei o casting equivocado hein? Hmm mmm, veremos…

Quem sabe eles fazem uma versão em francês, aproveitando que o próprio Bradley é fluente, neam? Höy!


%d bloggers like this: