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Elementar, meu caro Watson! A história de amor de Sherlock Holmes e Dr. Watson contada por Guy Ritchie

Janeiro 30, 2010

Uma história de amor diferente e muito divertida. Esse é o tom que Guy Ritchie conseguiu dar ao seu mais novo e maravilhoso trabalho, contando a história de um dos personagens mais conhecidos e adorados da história, o Sherlock Holmes.

O filme mostra de forma bem digna uma Londres antiga, em meio a revolução industrial e construção da cidade que hj conhecemos. Uma direção de arte muito incrível por sinal, bem fiel e com cenários bem absurdos, retratando a cara da cidade naquela época. Vale a pena prestar atenção nos detalhes (blame DDA) pq são bem ricohs! 

A direção que ficou por conta do Guy Ritchie, deu uma cara mais nova e rítimo acelerado para a aventura do carismático detetive. As cenas de lutas são incíveis, com efeitos báfus e um tanto quanto simples, que resultam em uma delicadeza em meio a toda aquela violência, gratuíta nesse caso. (Gostaria de um dia entender a relação homem vs lutas, mas acho que é demais para eu entender, ainda mais com os meus músculos de gafanhoto, rs) 

Gosto muito das voltas no tempo para explicar o que já aconteceu, ou a narrativa que prevê o que esta para acontecer. Achei bem moderno, bem digno! É claro que o filme tem algumas referências aos trabalhos anteirores do diretor e suas raízes como pessoa tmbm, de forma sutíl ou explícita ele brinca com o seu próprio universo. Excelente trabalho de direção Guy, moderno, rápido, com cara de atual. Clap Clap Clap!

O figurino é algo de excelente no filme. De época é claro, com muitos tecidos pesados de inverno, muitos chapéus e xadrezes por todos os lados. Tudo bem ajustado ao corpo, seco, alfaiataria bem boa sabe? As mulheres são nobres (e quase não aparecem no filme, fato), muitas camadas de tecidos e ombros marcados. Maravileeendros! Achei a cena em que Sherlock esta seguindo Irene pelos pátios e ruas da Londres antiga, enquanto ele caminha em meio a um “Circus” de época, muito incrível e linda de se ver.

Mas é mesmo um filme “masculino” eu diria, onde as mulheres fazem apenas figuração. Sem apelos eróticos, o que eu achei bem digno. Rachel McAdams até tentou, mas não conseguiu chegar nem perto das atuações de Jude Law e Robert Downey Jr (sem chochos, pq a sua Irene é boa tmbm, mas a concorrência estava meio báfu mesmo), esse segundo em uma de suas melhores performances no cinema. Os vilões tmbm são ok, mas não chegam a marcar a sua presença no filme, que definitivamente é do Downey Jr.

Jude emprestou o seu carisma e e foufura para o irritado e responsável Dr Watson. Enquanto Robert Downey Jr se deu por inteiro ao papel e roubou a cena, criando um  perfil irreverente, meio maluco e lutador de artes marciais para a sua versão de Sherlock Holmes. E eu achei muito bom, muito mesmo! Clap Clap Clap!

Mas o que eu achei mais digno no filme foi que eles não fugiram da lenda de que Sherlock Holmes e Dr Watson sempre foram apaixonados um pelo outro. E isso esta presente no filme o tempo todo, as vzs de forma sutil (que eu acho que é quando entrega mais) e as vzs bem na cara mesmo, com discussões e brigueeenhas típicas de casais apaixonados. Divertidíssima a discussão pelo colete, ou quando Watson começa a contar o quando é insuportável conviver com as manias exóticas de Holmes, euri. E quando ele (Watson) quer apresentar a Mary , sua futura espora para Sherlock hein? Euri de novo. E achei esse Holmes um sabotador daqueles que não se decide, mas que tmbm não aceita perder sabe? Já o Watson, é a mulher da relação, quer discutir, fica nervoseeenho com a atititude do amado. Um báfu, bem wannabee, rs!

Pode até ser que a relação de amor entre os dois seja algo como uma relação entre irmãos, que tendem a cuidar um do outro o tempo todo e a se preocupar tmbm. Não sei, fica no ar o  tempo todo que essa relação é meio assim…duvidosa. Quem sabe com o gancho aberto no final do filme para uma possível sequência (ou sequências eu diria) não teremos a conclusão do que significa essa história de amor entre os dois neam?

Valeu a pipoca boa, a barra de chocolate e o refrigerante de 700ml, rs

ps: mais uma coisa é fato, esse tom “gay” do filme só pode ter vindo da relação Guy & Madonna, tenho certeza disso. Sem tirar o mérito do brilhantismo de sua direção, viu Guy? Isso foi apenas um comment…


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