Posts Tagged ‘ITV’

Downton Abbey Season 4, o trailer

Setembro 2, 2013

Downton, 20’s, boy magia novo e mágico de “Weekend”, reações as recentes tragédias e muito chá.

A propósito, Já pode ir esquentando o chá? Estréia em 22 de Setembro, na terra da Rainha.

 

ps: Violet, me adota como seu neto? Aluno em Hogwarts, pelo meos? Sou um trouxa com histórico de bruxas na família, aplicadíssimo!

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Procurando uma vaga? Talvez você deva tentar The Job Lot…

Maio 10, 2013

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The Job Lot é uma nova comédia inglesa do canal ITV, que nos mostra a rotina do dia a dia dos empregados de uma agência de empregos e seus frequentadores esquisitões que na verdade, não sabem muito bem o que estão a procura naquele lugar.

Claro que entre seus funcionários encontramos de tudo um pouco, dos insatisfeitos que só estão onde estão por falta de uma oportunidade melhor na vida ou por pura comodidade, àqueles que tentam ser o funcionário padrão a qualquer custo, além daqueles outros que não dão a mínima para nada e apenas cumprem seus papéis dentro da empresa para garantir o salário no final do mês, fazendo questão de seguir passo a passo de toda a sua burocracia e política interna meio assim, para desespero de quem comparece até a agência a procura de uma vaga de emprego. E alguns aparecem seriamente, mas a verdade é que são poucos com essa verdadeira intenção, pelo menos em seu piloto.

A princípio, a série pode até lembar muito The Office (que é bom lembrar que é originalmente inglesa) e a comparação parece ser mesmo inevitável, não só pela dinâmica de tratar-se de uma série sobre a rotina dos funcionários de uma empresa qualquer e sim por algumas semelhanças gritantes com a mesma. Mas essa sensação infelizmente não se prende apenas a uma coincidência qualquer.  Por exemplo, na nova série também temos a chefe meio goofy e que praticamente ninguém respeita dentro da empresa e a personagem mais amarga da turma também se chama Angela e esses são pequenos detalhes que a principio até podem parecer meio bobos de serem ressaltados, mas a série poderia ter muito bem ter tomado um pouco mais de cuidado para imprimir algo pelo menos um pouco mais original, tentando fugir dessas coincidências bobas e desnecessárias. É, poderia.

A grande diferença nesse caso fica por conta de se tratar de uma empresa que funciona de acordo com a sua visitação e por esse exato motivo, novas figuras (algumas inclusive recorrentes, segundo eles dizem no piloto) acabam circulando por aquele cenário o todo tempo, algo que acaba gerando uma maior rotatividade no elenco, que apesar de qualquer semelhança com outras séries já existentes por aí, não deixa de ter o seu valor e até pode chegar a render bons momentos com o tempo, devido a todas as possibilidades que podem acabar surgindo.

Em seu elenco a série conta com rostos conhecidos como o do Russell Tovey (Him & Her) Sarah Hadland (Miranda) e até mesmo a Sophie McShera (Downton Abbey, que apesar de estar no piloto e em algumas imagens de divulgação da série, não aparece no IMDB como parte de seu elenco fixo, talvez por ela ser exatamente uma dessas personagens que aparecem na agência a procura de um emprego só de vez em quando) entre os funcionários da agência e pessoas que a frequentam diariamente. Algumas são figuras bem bizarras, como o cara que aparece de terno mas sem camisa, entre outros que acabaram não ganhando muito destaque nesse primeiro episódio.

De qualquer forma, o piloto não tem muita força e a série acaba parecendo um pouco mais do mesmo logo de cara, infelizmente, porque essa poderia ser uma boa opção já que estaremos nos despedindo de The Office em breve. As piadas são bem fracas também, pelo menos nesse episódio, assim como o seu texto, apesar das situações absurdas de alguns dos personagens acabarem funcionando muito bem, mesmo que a piada não tenha sido contada da melhor forma.

Apesar do meu apego com parte do elenco (e por parte do elenco eu quero dizer exatamente o Russell Tovey, que eu AMO), The Job Lot não conseguiu me prender logo de cara. Talvez acabe valendo mais com o tempo…

Nesse caso, se alguém continuar assistindo e a série ficar bem boa , avisa aê que a gente manda o CV novamente, rs

 

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Vicious – ainda não parece genial, mas pode realmente se tornar viciante

Maio 7, 2013

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Um casal gay vivendo na terra da rainha. Um deles é um ator decadente, Freddie Thornhill (Ian McKellen) que se recusa a se comportar como um aposentado e se vangloria dos pequenos papéis que fez durante a sua carreira, como uma participação em Doctor Who por exemplo. O outro é Stuart Bixby (Derek Jacobi), esse bem mais sensível, delicado, cheio de trejeitos e afetações, mas que mesmo assim ainda não conseguiu se assumir para a mãe e diz que mora com um “amigo” com quem divide as contas, naquele velho truque da irmandade (rs). Em um apartamento antigo, super datado, com cara de museu e as cortinas sempre fechadas, ambos vivem naquele eterno atraque de elogios deselegantes, uma arte que se adquire facilmente com o tempo e com a convivência (e que também faz bastante parte da cultura gay), além de uma vida quase que inteira compartilhada nessa relação de amor, que todo mundo sabe que nem só desse sentimento sobrevive. (mas principalmente por ele)

Assim é Vicious, a nova série inglesa que conta a história desse adorável e rabugento casal gay envelhecendo juntos em meio as memórias de uma vida inteira. Além do sotaque que nós amamos e não cansamos nunca de ouvir, a série tem tudo o que nós gostamos das produções do gênero da terra da rainha, além de ser uma deliciosa comédia de situação sobre o nada, onde aparentemente tudo pode acontecer dentro daquele apartamento que mais parece a catacumba que esconde dois vampiros antigos. (que isso não soe como preconceito, porque em um determinado momento ambos demonstram uma forte rejeição a luz do sol, rs)

Um apartamento com cara de antigo, com aquele mobília pesada, escuro, onde aparentemente se é proibido sequer abrir as janelas (não falei?), cacarecos por todos os lados em um ambiente que quase nos transporta imediatamente para uma outra época. Cenário perfeito para esse tipo de história, que não precisa de uma grande movimentação ou grandes acontecimentos para se desenvolver perfeitamente ou nos fazer rir.

Claro que boa parte da história, além da língua afiadíssima de ambos os personagens que trocam ofensas daquela forma cínica que nós sempre adoramos (gay or straight), conta e muito com o carisma e talento de seus atores principais McKellen + Jacobi, que são grandes lendas da TV e do cinema, que conseguem carregar os papéis de ambos os personagens com maestria, apesar de todo o caricatismo estampado na série, que parece ter assumidamente escolhido esse caminho para percorrer.

Durante o piloto já enfrentamos uma história de luto (algo que deve ser especialmente assustador nessa altura da vida e uma vez minha avó me disse algo do tipo que me fez imaginar bem essa situação), que eles acabam aproveitando para fazer piada sobre o assunto, sendo o morto da vez um interesse em comum do passado de ambos. Nessa hora, eles acabam recebendo também a visita de velhos amigos, todos bem divertidos apesar da menor participação, assim como a amiga de longa data do casal, Violet Crosby (Frances de la Tour) que parece não saber muito bem se Zac Efron é uma pessoa ou um lugar. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

A série conta também com a participação de um vizinho magia que se muda ainda no piloto para o andar de cima do flat do casal, Ash Weston (Iwan Rheon, que atualmente também está em GOT) bem mais jovem e ainda sem preferências definida, algo que acaba despertando o interesse e a curiosidade de todos. Só achei que o plot sobre ele ser gay ou não poderia ter rendido mais e talvez até porque não ter virado uma espécie de mitologia para o personagem dentro da série, pelo menos por um tempo, claro.

Apesar de não ser genial em nenhum momento, nessa simplicidade da série e no talento dos seus atores principais está o maior trunfo da mesma, que em diversos momentos, dadas as devidas proporções, chega a nos lembrar de delícias como “A Gaiola das Loucas”, Will & Grace (e tem dedo dos produtores da série antiga na nova série também) e até mesmo Him & Her, para fugir de qualquer tipo de estereotipo. De qualquer forma, apesar de qualquer coisa (inclusive proximidade e identificação com um futuro bem possível para alguns… tisc tisc, rs), é bem possível que Vicious acabe se tornando um dos nossos mais novos vícios na TV.

Veremos…

 

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Downton Abbey, parte 1

Julho 16, 2012

Faz tempo que eu venho procurando uma série do tipo novelão, sabe? Do tipo que reunisse um pouco de tudo. Intriga, romance, jogos de poder, humor, vilanices, tudo em um pacote só. Até que me deparei com Downton Abbey, série inglesa que a gente tem ouvido falar muito bem atualmente, que vem ganhando diversas indicações nos mais variados prêmios e que certamente deveria ter o seu mérito. Por falta de tempo e por meu interesse em histórias de época não ser dos maiores (quando é muito histórico eu até gosto, mas não de tudo…), acabei deixando a série para assistir depois, aproveitando o marasmo da summer season, que é sempre um período entregue as moscas.

Mal sabia eu que estava prestes a me apaixonar perdidamente por mais uma série inglesa indeed. Eu sei, eu sei que eu tenho repetido isso bastante ultimamente e pode parecer até um exagero do meu sangue inglês falando mais alto (se jura?), mas acreditem, Downton Abbey merece mesmo toda a comoção em torno da riqueza e detalhes de sua produção, que chega a ser assustadora quando pensamos que essa é apenas uma série de TV e não um produto do cinema, como bem poderia ser. E o melhor de tudo, a série consegue ser tudo isso sem ser pedante, chata ou datada demais, o que já é uma grande vantagem quando falamos de algo que se passa em uma outra época.

Em Downton começamos em 1912, anos antes da Primeira Guerra Mundial, em um período marcado pela tragédia do Titanic e temos como plot central a vida de uma família nobre importante da região e sua rotina em Downton, herança que eles cuidam a todo custo para que permaneça sob os cuidados da família, que funciona dentro de uma sistema de hierarquia nos moldes antigos, por isso o drama. Dentro daquela casa de campo com um arquitetura lindíssima e de tirar o fôlego, temos muitos empregados, dos tipos mais variados possíveis. Alguns bem felizes com suas posições e agradecidos pelo oportunidade de servir, outros mais ambiciosos e cada um deles carregando uma história deliciosa, seja ela envolvendo o seu passado, que vamos descobrindo ao longo do tempo, ou até mesmo falando do momento presente de suas vidas na série.

Dentro da família Crawley, que são os donos do pedaço, também temos as mais adoráveis e diferentes criaturas, como o casal Robert (Hugh Bonneville) e Cora Crawley (Elizabeth McGovern), que são ótimos juntos, de uma foufurice absurda, apesar de não esconderem ou negarem que aquele casamento a princípio tenha sido arranjado por puro interesse (por parte dele), prática mais do que comum naquela época (só naquela época? Sei…). Juntos eles tem três filhas mulheres, o que dificulta a sucessão da herança da família, que naquela época (bem injustamente) era feita apenas através de um descendente homem, o que leva a família a se preocupar e muito com o futuro de Downton e de uma herança que eles cuidam como ninguém, que vai muito além apenas da propriedade em si.

Entre as filhas temos Lady Mary (Michelle Dockery), a mais velha delas e que estava noiva de um pretendente que acabou sendo vítima do naufrágio do Titanic (que é o acontecimento histórico que data o início dessa história). Mary é super ambiciosa, mas tem algo que vai além disso na sua personalidade conflitante. Ela não gosta de ser mandada e não aceita muito bem a ideia de ter que se casar por esse ou por aquele motivo, algo que ela vem sendo pressionada a fazer rapidamente por conta da herança da família, que é algo que ela não aceita muito bem sem que a decisão seja inteiramente dela. No começo, ela pode até parecer mais interesseira do que qualquer outra coisa, mas na verdade, no decorrer da história, vamos percebendo que Mary está mais do que certa em bater o pé e não aceitar que a sua herança acabe nas mãos erradas apenas pelo fato dela ser mulher, o que acaba nos revelando um outro lado da personagem, esse muito mais interessante e apaixonante até. Mary tem a alma de uma mulher livre, do tipo que quer ser dona do seu próprio nariz.

Com filha do meio temos Lady Edith (Laura Carmichael), que cai perfeitamente naquele velho estigma do filho do meio que acaba dividindo demais as atenções com os irmãos das pontas (rs) e sempre acaba se sentindo um pouco deixado de lado. O problema é que ela, apesar de se sentir injustiçada e até mesmo os seus pais reconhecerem que ela é prejudicada por ser a filha do meio (com aquele recurso do humor inglês que é sempre ótimo), Edith carrega também aquela competição eterna muito presente dentro do universo feminino, a qual ela nutre com todas as forças contra a irmã mais velha Mary, a quem ela julga não saber aproveitar as possibilidades que para ela nunca aparecem. Verdade é que Edith não só se sente como a filha injustiçada, como ela parece ter uma inveja imensa da felicidade alheia e está sempre torcendo para que as irmãs “mais perfeitas” se deem mal para que ela possa se sentir melhor. Edith tem a alma de uma velha amarga, que não tem forças para lutar a favor de si mesmo, buscando essa força que lhe falta na inveja, o que a leva a ser facilmente apelidada de Lady Envy, rs.

Representando os sonhos da juventude e uma visão de futuro, temos Lady  Sybil (Jessica Brown Findlay), a caçula do clã dos Crawley que é a foufurice em pessoa. Linda, ela é doce com os empregados e está sempre disposta a ajudar (AMO o plot dela tentando ajudar a empregada a perseguir o sonho de se tornar secretária). Cheia de opiniões e ideais, apesar de levar uma vida considerada fácil dentro do seu “castelo” cercado de empregados, Sybil é super politizada e uma grande ativista em prol dos direitos das mulheres, que naquela época eram tratadas como seres bastante inferiores (só naquela época? Sei…), sem direito a voto ou até mesmo uma voz mais ativa em diversas circunstâncias. E ela é a mais ousada de todas as filhas e quem tem uma visão mais adequada ao futuro, arriscando-se até a ser a primeira das três a usar calças em público em noite de jantar em família. Sybil tem a alma moderna, de uma jovem sonhadora que não se importa em lutar para alcançar aquilo que deseja para ela ou para os demais.

Ainda falando um pouco mais da família, temos uma outra personagem que não mora em Downton, mas que faz visitias constantes e sempre muito divertidas, que é a Condessa de Grantham, Violet Crawley, mãe do patriarca da família e avó de todas elas, que é deliciosamente interpretada pela excelente atriz Maggie Smith (I ♥ Professor Minerva). Sério, ela é impagável para a série. Impagável! Com uma inquietude no olhar e até nos trejeitos, sempre com aquele ar de nobreza que ela não perde por nada nesse mundo e sempre lutando para manter as tradições das coisas como ela acha que devem ser, a personagem é sempre um ganho em cena, mesmo quando intolerante e até mesmo com um olhar bem preconceituoso sobre as coisas. Mas ao contrário do que se possa imaginar, Violet apesar de ter fortes posições a respeito de tudo, as vezes bem equivocadas e questionar o tempo todo as mudanças da modernidade, a personagem se mantém bastante aberta a aceitar e entender que essas mudanças sejam inevitáveis em diversas áreas, dando um banho de jogo de cintura na terceira idade daquela família e mostrando que ela pode ser uma mulher muito mais moderna do que aparenta, desde que ela seja convencida do contrário.

E #TEMCOMONAOAMAR a reação da personagem com a novidade da energia elétrica, a qual ela acha um total desperdício e diz não estar acostumada ainda, ou quando ela experimenta pela primeira vez na sua vida a sensação de se sentar em um cadeira giratória? Fora a relação em conflito que ela mantém com a prima Isobel (Penelope Wilton), que chega trazendo o possível novo herdeiro de Downton, com a qual ela trava excelentes brigas de conhecimento, como quem é capaz de dar um diagnóstico mais preciso sobre um problema de saúde de um dos empregados, ou a batalha sobre quem manda mais no conselho do hospital local, ou até mesmo a disputa para ver quem é que tem o jardineiro capaz de criar a rosa mais bonita da região. Plots divertidíssimos que terminam com a resolução de “parte” da mágoa entre as duas no season finale, de onde eu espero que surja uma amizade em nome de um bem comum de interesse de todos, inclusive de todos nós.

E esse interesse todo fica por conta do personagem Mathew Crawley (Dan Stevens), ele que é o primo magia da família e que chega para assumir a sua parte na herança, uma vez que a família não tem nenhum filho homem. Ele que não é um nobre, mas aparentemente foi um homem muito bem educado, que recebe a proposta de ter uma grande mudança na sua vida do dia para a noite, que começa no momento em que ele aceita o convite para mudar-se para Downton. Mas Mathew tem outros interesses, ele trabalha nos dias de semana (o que eles consideram um absurdo e a Condessa chega a perguntar com um certo nível de espanto sobre o significado de “finais de semana”, rs) e que obviamente não é muito bem recebido por parte de Mary, que porque não é casada ainda, é para ele que ela vai perder a sua parte da herança.

A princípio ambos não se dão muito bem, mais por parte dela do que dele, que o considera um homem comum, impossível dela se interessar. Muito disso por conta de que existe um interesse no ar por conta de sua família, onde se ela acabar se casando com Mathew, seus problemas em relação a herança estariam todos resolvidos. Uma imposição que ela não aceita e ele até entende o porque, mas que ao mesmo tempo, começa a despertar um certo clima de romance no ar entre os dois, que é construído de uma forma linda e bem natural durante a temporada, onde acaba ficando mais do que evidente que eles foram feitos um para o outro. Mas é claro que nem tudo é tão simples assim e eles até ensaiam um começo para o final feliz dessa história, que acaba logo em seguida, com um outro momento bem importante da temporada que eu não preciso contar exatamente qual para não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu Downton Abbey.

Mas posso falar? Estou completamente apaixonado pelo casal Mathew & Mary, que rapidamente conseguiu ganhar o status do meu novo “Ross & Rachel” de época antiga, rs. Aliás, eu acho a Mary lindíssima e super entendo a personagem (além de me indentificar e muito com ela), mas é humanamente impossível terminar pelo menos essa primeira temporada da série inglesa sem não estar pelo menos um pouquinho apaixonada pelo primo Mathew. Sério. Te amo Mathew! (rs – ♥)

Do lado dos serviçais da família Crawlie, também temos ótimas figuras que são divertidíssimas e muito bem exploradas, mesmo quando em papéis menores (que são menores não por serem serviçais, tipo a Lady Edith, por exemplo). Fato é que Dowton Abbey não é uma história apenas sobre uma família rica que tem vários empregados e sim uma grande história sobre todas as pessoas envolvidas nessa trama e suas relações, sejam elas nobres ou não. E tem de tudo naquele lugar, desde as empregadas mais especiais, que dedicam a sua vida ao trabalho e acabam abdicando do sonho de constituir uma família ou uma vida fora de Downton, como a adorável Anna (Joanne Froggatt) e a Mrs Hughes (Phyllis Logan), que são super queridas com todos eles, ou tipos mais voltados para o lado negro da força que quase não conseguem enganar ninguém, sempre muito ambiciosos e visando lucrar de alguma forma com a proximidade do seu trabalho com aquela família, como os odiosos Thomas (Rob James-Collier, que o que tem de maravileeeandro tem de megabitchness) e a Sarah O’Brien (Siobhan Finneran, feia, amarga e má, rs), que como vilões da trama as vezes parecem ser apenas pessoas amargas ou revoltadas com suas condições inferiores, mas que acabam nos revelando que são realmente pessoas de caráter bem duvidoso. (imperdoável o que a Sarah fez, mesmo se arrependendo logo em seguida…)

Mas é bem bacana ver a forma como aqueles empregados dedicam o seu tempo ao trabalho que parece nunca ter fim dentro daquele lugar gigantesco e cheio de normas e regras. Um trabalho que precisa ser impecável aos olhares dos chefes de todos eles, Mr Carson (Jim Carter, que quem diria que teria uma passado daqueles hein? rs) e da Mrs Hughes, que parece durona no comando da ala feminina, mas que é uma foufa e tem escondido no seu passado uma história linda de amor. Entre eles ainda temos o doce William (Thomas Howes), que mantém um amor platônico pela Daisy (Sophie McShera), ajudante apatralhada da excelente e estressada cozinheira Mrs Patmore (Lesley Nicol), que também passa por maus bocados durante essa temporada e que não mais do que justamente, é totalmente amparada pela família. Sem contar o motorista socialista, que já começou a dar indícios de uma paixão por Sybil, com quem divide alguns interesses em comum, assim como o misterioso Bates (Brendan Coyle), que chega como um velho conhecido do Robert, mas que ainda mantém alguns segredos que nos são revelados aos poucos durante a temporada.

E essa relação entre patrão e empregado em Downton Abbey é muito bem construída também, onde fica sempre bem claro a gratidão que aquela família tem com os seus empregados e vice versa, mesmo sem que isso fique muito evidente a todo momento. Alguns conseguem perceber isso de imediato e passam a ter uma relação linda com seus patrões, como é o caso da cumplicidade da Anna ou da Gwen com as filhas do casal, enquanto outros, preferem se distanciar dessa proximidade, sem deixar se envolver demais com a situação, a não ser para tirar algum proveito daquilo tudo, como o Thomas, que não mede esforços para sair da sua vida atual, roubando e tentando ganhar qualquer vantagem com o privilégio de informações que ele recebe em Downton, assim como a O’Brien, que se sente inferiorizada, pouco querida dentro daquele cenário e por isso resolve tomar atitudes de pura crueldade, quando em uma dessas situações (a mais cruel delas) a empregada recebe de troco um tapa na cara em formato de elogio à sua importância para aquela família, que ela não foi capaz de perceber antes e agora tem que conviver com esse grande remorso em sua vida cada vez mais amarga. (bi-a-tch)

O bom é que de tudo acontece em Downton, onde as correspondências correm solto com as fofocas mais sórdidas daquele lugar, isso até a chegada do telefone agora no season finale, que deve mudar um pouco a forma de se espalhar a informação aos quatro cantos da região. E temos tudo mesmo ali, fofoca, intriga em família, plots religiosos, políticos, romances lindos, aquela dinâmica de sempre entre empregado e patrão, amantes turcos morrendo do nada no meio da noite (sabemos que foi vc, Thomas) e empregados que se atracam com os pretendentes da filha do patrão (vimos que foi vc, Thomas). Sem contar o charme de um época que não vivemos, cheia de regras de comportamento e até mesmo de educação e respeito, coisas raríssimas de serem vistas hoje em dia.

Mas é bacana como toda a história da série na verdade é bem mais simples do que pode parecer e suas resoluções todas não poderiam ter sido melhores, pelo menos não nessa Season 1. Tudo é tratado de forma bem simples e acaba funcionando mesmo assim, o que eu não acho que seja apenas mérito do nosso interesse em um tempo que não vivemos e sim uma qualidade que se encontra naquele texto delicioso, que além de ser super bacana, é também super ágil e bem dinâmico, onde há espaço para todos se destacarem nessa que já se tornou a minha série novela do momento. E que atores sensacionais, não?

Ao final da Season 1, tivemos importantes resoluções para todos os personagens, onde nada que nos foi proposto ficou pendente, além de um plot bem triste para a família, o que acabou afetando inclusive a relação entre o casal Mathew e Mary (para meu desespero), que se não fosse pelas influências externas, já poderiam ter resolvido essa situação. No final, chegamos ao ano de 1914, dois anos após a data de início da série, onde terminamos a temporada com o anúncio da notícia da chegada da Primeira Guerra Mundial, com os ingleses se declarando em guerra contra a Alemanha em um momento que certamente deverá afetar os rumos da próxima temporada, que eu começo a assistir assim que terminar de escrever essa review, rs. E apesar de avançarmos dois anos a frente dessa história, a série inglesa tem apenas sete episódios em sua primeira temporada, onde parece até impossível eles terem conseguido desenvolver tantas histórias de forma tão completa em um espaço de tempo tão curto como esse. Mas acreditem, eles são ingleses, que não tem o costume de se atrasar ou nos enrolar com episódios medianos ou fillers e mesmo com uma temporada enxuta dessas, conseguem nos entregar essa delícia de série, que justifica toda e qualquer comoção em torno do seu nome.

E a minha maratona continua indeed, onde eu fico feliz de ter mais uma temporada já exibida para acompanhar nos próximos dias, em uma Season 2 com oito episódios + um especial de Natal e já estou super ansioso para o começo da Season 3, que estreia ainda nesse semestre do lado de lá. Lembrando que a sua primeira temporada começou a ser exibida em Maio por aqui, no canal Globosat HD (pertinho do meu niver, o que só pode ter sido um presente. Thnks Família Crawley, rs) e já foi anunciado que o DVD com a Season 1 será lançado no Brasil até o final de 2012, ou seja, mais um para a nossa coleção indeed. Mas o melhor de tudo isso é saber que Downton Abbey já tem os contratos de boa parte de seu elenco muito bem renovados e garantidos até uma Season 5, ou seja, por enquanto não precisamos nem nos preocupar com o fantasma do cancelamento. Howcool&britishisthat?

E se vc conseguir assistir a esse promo sem ficar arrepiado em partes do seu corpo que vc não havia descoberto ainda, considere-se uma pessoa desalmada indeed.

 

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