Posts Tagged ‘Jane Fonda’

O Oscar 2013 foi realmente sensacional, mas o red carpet foi aquela preguiça de sempre

Fevereiro 26, 2013

seth-macfarlane-oscars-

Sim, no comando do Seth McFarlane tivemos umas das melhores cerimônias do Oscar dos últimos anos. #INYOURFACE

Uma abertura absurda, com direito a musiquinha escrota que a essa altura certamente já deve ter virado toque do celular de todas que tenham ou não mostrado os gêmeos para o mundo nos cinemas, puppets  de meia colocadíssimos, Charlize Theron divando acompanhada do Channing Tatu Bola (pelo menos dançar ele sabe e disso nós não podemos reclamar), Déniel Potter fazendo dupla de magia com o Joseph Gordon-Levitt (o que foi esse momento, minha gente? – sapateio enquanto digo essa line) e o McFarlane vestido de The Flying Nun, descolando o melhor encontro da noite e com direito a começo de final feliz. Höy! Realmente, o Oscar 2013 foi sensacional. SENSACIONAL! Clap Clap Clap! (#OSCARFEVER)

Mas nada nos deixa mais animados do que o red carpet em noite de Oscar, principalmente porque elas tendem a sempre nos dar motivos para boas gargalhadas, algum recalque e bocejos longos e preguiçosos, sempre. Por isso, vamos aos trabalhos! (recomendamos que esse post seja lido ao som da performance das performances da Barbra, da Shirley Bassey, da Adele, ou de qualquer um dos musicais durante o Oscar 2013. Sério)

 

Charlize foi de branco, conseguiu não imprimir noiva e deitou com todas. COM TO-DAS!

Charlize

Charlize arriscou tudo e foi de Dior branco (nome amaldiçoado do momento), com um corpo de dar raiva em qualquer uma com mais de 1% de gordura, mas mesmo assim conseguiu se distanciar do look noiva que algumas delas sempre acabam apostando e ou imprimindo nessa hora. Nada de volumões onde ninguém precisa, apenas um vestido que parecia que foi feito no seu corpo e um decote no lugar certo, sem mais. Lembra da Anne Hathaway no último Golden Globes? Então… Charlize foi lá, usou a mesma referência e ensinou como é que se faz direito. E o cabelo curtíssimo? Maravileeeandra!

Aposto 5 embalagens fechadas de blondor que depois dessa sua aparição, a Miley Cyrus está no banheiro da casa dela até agora, chorando copiosamente e tentando ficar com o picumã igual. Nunca conseguirás Smiley. Nunca conseguirás… (aposto também que a vocalista do Roxette está dando piruetas suecas onde quer que ela esteja, só por ter virado tandancé novamente, rs)

E posto três pares de chinelos daquela marca do Hawaii que a Kristen Stewart não conseguiu dormir depois que teve essa visão e que a Ellen DeGeneres pensou no mínimo em se divorciar nessa noite. Certeza.

Sem contar aquela suspensão de perna que ela fez no meio da sua coreô ao lado do Channing Tatu Bola no espetacular número de abertura do McFarlane. Só eu fiquei com medo que ela chegasse a bater em um daqueles refletores de tão alto que aquela perna conseguiu chegar? Feminina com 1,90. PÁ!

Melhor da noite? Com essa cara, eu diria que foi o melhor para a vida! (se bem que, já a vimos em outras ocasiões e quase entramos em estado de choque…)

#DIVOU

 

Só pode ter sido mais uma das sete mil pragas de Galliano

jennifer-lawrence

Não adianta, porque ao que tudo indica, o Galliano deve mesmo é ter rezado todo e qualquer vestido que a Dior tenha feito depois da sua saída meio assim da marca…

Agora, além das coisas horrorendas todas que andamos vendo nas passarelas da Dior nas suas ultimas coleções e ou em red carpets (lembra o horror em amarelo da Marion Cotillard no BAFTA 2013? #CREDINCRUZ!), eles rasgam em público, denunciando uma costura provavelmente terceirizada e ou feita no precinho, o forro se desfaz magicamente e o auge do que de pior poderia ter acontecido acabou de fato acontecendo na noite de ontem, com a Jennifer Lawrence dando com a cara no chão ao subir naquele palco para receber um dos maiores prêmios do Oscar 2013.

Apesar da textura até que bacana, o vestido não é dos melhores e justamente porque tem essa intenção de bolo de noiva, muito Vera Wang, sabe? Tem também esses dois tons meio assim (a frente era rosa claro e o fundo branco) e um volume exagerado na saia, o que já dificultava naturalmente o caminhar. Faltou também um pouco mais de experiência nessa hora (eu teria passado pelo menos um dia e 1/2 treinando subir tudo quanto fosse de escada nessa vida, casa não já tivesse muito bem treinado), porque se ela tivesse levantado a saia, talvez nada tivesse acontecido. Mas como se conter ao ouvir o seu nome sendo chamado como uma das grandes vencedoras em noite de Oscar?

E o medo de ser tudo uma piadinha do clã francês da premiação (Dujardin, sempre uma visão francesa. Höy!) e eles dessem na sua cabeça com uma baquete originalmente francesa e dissessem na sequência que o prêmio na verdade não era dela e sim da Emmanuelle Riva? Melhor correr e assumir o risco, não? (eu também não teria pensado duas vezes, Katniss. Estamos com você! rs)

p-lo-hor-gale0scar

Só não consigo achar graça nesse tipo de situação, porque sempre acho que bem poderia ser comigo (e acreditem, sou bem desse tipo). Em um post anterior, disse que estava indignado por não ter visto ninguém levantando imediatamente para ajudá-la, algo que meus queridos leitores (Thnks J.) me mostraram que não foi bem assim e tanto o Bradley Cooper quanto o Hugh Jackman (diz que o Day-Lewis também) levantaram prontamente para ajudá-la naquele momento constrangedor que como eu já disse, nós não vamos mostrar por aqui. Agora, justamente o Cooper e o Jackman terem levantado prontamente, significa? Significa sim, cavalheirismo, educação, gentileza, solidariedade com as amigas, projeção, essas coisas. (rs)

Com isso, fico imaginando que se eu estivesse por lá e tivesse pelo menos 1 Fassy e 1 Ryan Gosling naquela primeira fila, se eu não teria feito exatamente o mesmo e teria me jogado no chão propositalmente, com ou sem Dior. (e o meu Dior seria vintage, para não ter erro)

Mas eu gostaria de dizer que qualquer coisa que tenha dado errado na sua vida até agora, Jennifer Lawrence, mesmo que tenha acontecido 5 segundos antes de você receber um grande prêmio como esse, se tornou absolutamente nada depois desse carinho que o Jack Nicholson himself fez questão de fazer em você e por seu trabalho. Esqueça todo o resto.

#TEMCONOANAOAMAR esse encontro e ou a reação da J-Law? Não, não tem. (♥)

 

Querida Anne Hathaway, não se brinca em noite de premiação em que existe uma grande possibilidade de se subir no palco para ganhar qualquer coisa e você já deveria estar ciente disso

anne-hathaway-

Acho imperdoável que a Anne Hathaway tenha escolhido esse Prada clarinho e com cara de qualquer coisa amassada e sem gracinha para receber um dos maiores prêmios da sua carreira. Simplesmente não consigo. I dreamed a dream de que quando esse dia finalmente chegasse, Anne que não é o Diabo mas também veste Prada, saberia escolher melhor o que esfregar na cara da sociedade.

Apesar de não gostar nada das piadinhas que estão rolando por ai a respeito da sua escolha (inclusive, eu acho até preconceituoso), temos que reconhecer que não foi das melhores mesmo. Fuén…

Nem a joia era invejável (avaliando apenas a beleza), apesar de provavelmente dar para comprar pelo menos 3 quitinetes em Boca Raton. É o que dizem…

E não, esses dois pontos focais não são os seus faróis acesos e sim a costura do próprio vestido. Agora me digam, quem escolhe um vestido que já tem um farol aceso costurado de cada lado?

#NAOTABOMNAO

 

Jessica Rabbit Chastain

enhanced-buz

Finalmente! Jessica Rabbit Chastain fierce divou nesse modelo maravileeeandro, não?

Olha esse corpo? Agora me dá a mão e chora.

(cinco Kleenex depois…)

Tudo no lugar, combo do acerto. Eu daria até uma estrelinha por bom comportamento, porque seu looks dos últimos red carpets estavam bem meio assim… (tirando o último BAFTA onde ela apareceu em um azul dos sonhos)

E apesar de ainda faltar o encosto de Jessica Rabbit decidir se vai baixar ali de vez ou não, Chastain pode dizer que perdeu com dignidade o Oscar desse ano com o seu Armani Prive. PÁ!

 

Um branco lindo, mas com cara de quem foi para a festa errada

zoe-saldana-

Sim, AMAMOS esse outro modelo em branco da noite, dessa vez no corpo da Zoe Saldana, que poderia ser bem simples e preguiçoso caso não tivesse essa cauda maravileeeandra em 50 – 47 tons de cinza.

Mas apesar de lindo, confesso que ficou super informal, apesar de ser couture by Alexis Mabille

 

Não basta ser onipresente, cantar horrivelmente em “Les Mis” e ter os olhos mais arregalados de Hollywood, tem que ser preguiçosa também, não é mesmo Amanda Seyfried?

amanda-seyfried-

ZzZZZ

Gente e a voz de Amonda durante aquela performance lindíssima do elenco de “Les Mis”? Sumiu completamente não? (e que orgulho do Eddie Redmayne)

E quando a Éponine entrou então… VRÁAAAAAAAAAAAAA! Não sobrou nada para Amonda, a não ser o seu Marcus, rs. Tanto que daí por diante ela acabou a apresentação amparada nos braços do Eddie Redmayne e tendo dito isso eu repito, tem pessoa mais irritante em Hollywood nesse exato momento?

Tem sim, e mais representativas também, mas podemos dizer que pelo menos a Amanda Seyfried deve estar esperando nessa mesma fila, rs.

Depois ela trocou por um vermelho que seguia o mesmo fundamento (aquele da apresentação), mas esse não era apenas preguiçoso como o modelo acima e sim apenas horrorendo. Apenas.

#NAOTABOMNAO

 

Falando em preguiça…

amy-adams

O Oscar de la Renta da Amy Adams era lindo, mas ficou muito dentro daquele sonho de princesa que muitas delas ainda insistem em sonhar em noite de premiação e que ninguém aguenta mais.

Mas nesse caso, o ponto positivo vai para o seu boy magia, que fez o prestativo durante o red carpet e isso nós precisamos valorizar e mostrar como bom exemplo para o mundo. Höy!

 

Sabe gente que precisa conhecer melhor o próprio corpo?

Melissa

Então… a Melissa McCarthy é engraçadona, nós a AMAMOS desde Gilmore Girls, não conhecemos ninguém que assista Mike & Molly, achamos a sua personagem e todo o seu  “Bridesmaids” super valorizado, mas achamos também que ela precisa conhecer melhor o seu corpo para aprender a valorizar o que ela tem de melhor.

Nessa hora, a ideia até que não foi totalmente das piores e sim essa modelagem pavorosa que deixou tudo completamente meio assim, jogado e fora do lugar.

By David Meister

#NAOTABOMNAO

 

Sabe gente que conhece muito bem o próprio corpo?

adele-

Então… Adele bem que poderia dar umas aulas para a Melissa McCarthy no #Gholpower, não?

Apesar de não ter nada demais e ser super simples, Adele estava super apropriada em seu Jenny Packham, principalmente quando pensamos no combo completo do cabelo + make certo. E o make era parte importante do seu fundamento e estava lindíssimo. (apesar também dela sempre usar algo pelo menos parecido que achamos que ela já descobiru que não tem mais como dar errado para ela, sabe?)

E para sua apresentação ela simplesmente soltou o picumã, veio com uma escova daquelas e divou cantando para o 007. Maravileeeandra!

 

Alguém liga para a Beyoncé e diz que a sua amiga Kelly Rowland não está mais para brincadeira?

kelly-rowland-

E não tem depressão certa meus bens, porque segurando esse bicolor com um corpinho 0% de gordura, ninguém tem tempo para pormenores.

Kelly estava linda no seu bicolor Donna Karan Atelier? Estava.

Kelly chamou para cair dentro mais uma vez? Chamou.

Mas Kelly acertou no picumã? Hmm mmm….

Não e deveria ter pedido emprestado uma peruca melhor para a sua amiga com muito mais condição.

Mas o caminho é esse mesmo Kelly Rowland. Não desista!

 

Seria o Michael Douglas o novo Doctor Who?

Zeta-Jones

Porque a Zeta-Jones só pode ter entrado na TARDIS e voltado dez anos no tempo para a sua apresentação de “Chicago” no Oscar 2013, onde ela obviamente divou!

Acho linda, acho que recuperou uns bons anos e ou mandou a irmã gêmea dez anos mais nova no seu lugar e acho que a Renné deve estar chorando até agora embora não consiga demonstrar pelo tanto de coisa que ela já colocou naquela cara, por não ter nem se arriscado a segurar um dueto com a amiga antiga durante a sua apresentação.

E Zeta foi de dourado porque is all that jazz! (jazz hands)

 

Agora, o que em nome do espírito de boy magia indeed de Mark Darcy aconteceu com a nossa Bridget Jones?

renee-zellweger-

Mas a dúvida maior é, ela foi ou não foi disfarçada de estatueta?

Diz que se ela respirar normalmente e soltar tudo o que ela puxou para dentro dela mesmo no momento da foto, sua anágua no formato de uma cinta cirúrgica sem costura PPP  é capaz de atingir a Adele que estava no palco se apresentando nesse exato momento. Sério.

Como é que com essa cara de castor, a Rennée Zelewjgalanokikidsjeggerwegger vai conseguir interpretar a nossa adorkable AMO/sou Bridget Jones no terceiro filme da série anunciado recentemente, hein?

#NAOTABOMNAO

 

OK, Naomi Watts, acho que entendemos perfeitamente qual foi o seu fundamento para o Oscar 2013

naomi-watts

Sabotagem. Aposto que o pensamento foi algo mais ou menos do tipo “Já que eu não tenho chance de ganhar mesmo, vou usar qualquer coisa que chame bastante atenção mas que também não seja tão 80’s Cher porque eu ainda não tenho culhões para tanto”

Apostamos que essa foi a sua intenção ao se permitir aventurar-se nesse metalizado totalmente meio assim e quase com cara de trabalho de faculdade de moda tendo como sugestão matérias primas não convencionais.

Agora, caso esse não tenha sido exatamente o seu pensamento, #NAOTABOMNAO (e o after party estava pior ainda. Acreditem!)

 

E quem diria que o metalizado da noite seria logo o da Halle Berry?

halle berry

E ou não é um sinal claro de que o final dos tempos se aproxima? Meow!

Sim, para nossa surpresa, ela que teve que andar de cabeça baixa durante toda a premiação para evitar o confronto da sua Catwoman com a Selina da Anne Hathaway e ter que amargar a visão de alguém que conseguiu ser 1558 vezes melhor que ela em um mesmo papel (PÁ!), Halle acabou escolhendo muito bem o seu Versace metalizado da noite. (que além de tudo tinha um decote nas costas lindo)

Sem contar que o vestido além de maravileeeandro (e olha que ele tinha tudo para dar errado e não é para qualquer uma) é também educativo e as listras servem para lembrá-la da faixa de pedestres nas ruas, leis de trânsito, coisas que ela vivia esquecendo no passado e que preferimos acreditar que hoje em dia não seja mais assim.

Tudo bem que esse cabelinho preguiça de sempre ninguém aguenta mais já tem uma década… mas pelo menos ela foi de Bond girl.

 

Salminha foi pela metade?

salma-hayek-

Porque ela sumiu quase que completamente dentro desse McQueen, não?

Se não fosse pelo cogumelo da lua no topo da sua cabeça, ninguém conseguiria encontrá-la na fila do poncho de Guadalajara de Ugly Betty.

#NAOTABOMNAO

 

Por um mundo come menos:

reese-witherspoon-

Cabelo ondulado de lado e vestido preguiça que todo mundo já viu em red carpets do Oscar em pelo menos em 1/4 de suas 85 edições até agora.

Viu Reese Com Sua Colher? (a tradutora do canal fez questão de traduzir até o seu nome)

E a cara de Coca Zero da Reese?

A propósito, ela não era garota propaganda de make? Mas cadê o fundamento?

Helen Hunt

Convidada que resolve tirar um cochilo antes da premiação ou tem a sorte de ter uma tarde mais animada nesse mesmo dia e obviamente atrasada nas duas hipóteses, resolve ir de última hora enrolada nos lençóis do quarto de hotel, mesmo que você tenha aproveitado os lençóis do seu ultimo filme (“The Sessions”) ou seja algo vintage, dos tempos da excelente Mad About You (♥), viu Caça Hellen? (a tradutora também fez questão de traduzir esse outro nome)

#NAOTABOMNAO & #NAOAGUENTAMOSMAIS

 

Barbaryellow

jane-fonda-oscars

Barbarella claramente compareceu no Oscar 2013 para mostrar como é que se faz para toda uma geração que acha que exala juventude.

Maravileeeandra nessa Versace amarelo, com direito a ombreiras e um corpo que muita gente odeia desde os tempos de Barbarella antiga

Tá magrona, tá gatona, tá gostosa Jane. Mesmo que você nunca tivesse feito “Barbarella”, eu acabaria te amando de qualquer forma pela surra que você deu na J-Low naquele filme totalmente meio assim onde ela injustamente pega o Michael Vartan.

Mas está na hora de aposentar esse cabelo com cara de apresentadora de programa feminino matinal de lá e agora também de cá, não?

 

Siydney Bristow poderia ter escolhido outro disfarce?

ben-affleck-jennifer-garner-

Poderia. Porque embora assim de frente esse Gucci não pareça nada demais…

Alias

De costas, o efeito era bem mais dramático e ou remetia a certas coisas que preferimos não falar por aqui para não atrair. (rs)

Mas quem se importa se ela levou para casa a estatueta mais importante da noite para colocar na estante da sala de cinema, justamente por seu marido ter nos contando tão bem uma história do mundo dos espiõess e ainda teve a chance de esticar a noite fazendo uma performance de Elektra e exigindo que o seu boy magia aparecesse de Demolidor para um confronto com final feliz?

Porque seria exatamente assim que a gente teria comemorado. Hell Yeah!

Ben, Affleck, Argo Fuck Yourself e sempre um visão. Höy!

E falando em Ben…

sandra-bullock

… quem não tem certeza que nesse encontrismo entre ele a Sandra Bullock (que só não estava mais preguiça do que a minha própria preguiça em relação a qualquer um dos seus filmes, tirando “Da Magia à Sedução”, “Speed” e “Miss Simpatia”, é claro), rolou uma conversa sobre aquele filme pavoroso que eles fizeram juntos e que passa toda hora na Sessão da Tarde?

“Não finja que não me conhece não Sandrão, porque eu bem me lembro dos filmes pavorosos que nós já fizemos no passado e que by the way nos deixaram bem ricos, viu? É, lembra daquele do avião em que você era uma péssima mãe e eu fazia dancinhas animadas em bares exóticos que eu jurei nunca mais entrar na minha vida a não ser acompanhado do Matt Damon, para desespero de toda uma comunidade? O capeta está vendo…”

CERTEZA!

 

Não sabemos quem você é meu bem, mas…

Nancy O'Dell

… precisamos dizer que se o seu colo precisa desses litros todos de retoque a ponto do vestido ficar todo manchado na axila, significa que talvez você deva escolher outra coisa para mostrar.

De nada.

 

E quem precisa se cobrir de jóias quando se está carregando um dos melhores acessórios da noite?

Jennifer Aniston

Apesar da imagem não ter ajudado, preciso dizer que a Jennifer Aniston carregou um dos melhores acessórios da noite, Justin Theroux. Höy!

Sem contar que é quase certo que Brangelina nem teve coragem de aparecer porque agora a Jennifer é quem carrega o melhor boy magia das duas e pode jogar na cara dela que nunca precisou pegar o Billy Bob Thornton com ou sem aquela barbicha medonha, embora tenha também o que se desculpar com o mundo por sua fase Vince Vaughn.

Suck it Angelina!

 

Querida Sally Field, te amamos ainda mais e para sempre de Valentino vermelho

Sally Field

Sério. Estava maravileeeandra! Em camadas e transparência, algo que obviamente não é para qualquer uma.

Sem contar que durante a premiação, ela ainda demonstrou ser super bem humorada admitindo logo no começo que o prêmio seria da Anne Hathaway de qualquer jeito e de quebra, ainda pegou o próprio Seth McFarlane…

000_dv1424063

… que a propósito, estava todo comediante magia durante a premiação que ele dominou completamente. Seth que canta, dança e de vez em quando dubla quase todos os personagens do seu Family Guy. #TEMCOMONAOAMAR?

Não, não tem e Höy! (♥)

 

Pausa para uma prece:

Daniell + Meryl

Que do encontro desses dois tenha exalado algum talento para boa parte dos presentes durante a premiação desse e de qualquer ano do Oscar. #AMEM!

Agora sejamos sinceros, se você tivesse ganhado uma encarada dessas de qualquer um dos dois personagens acima do não casal Daniel/Meryl, você não estaria congelado até agora, derretendo em um beco qualquer de Hollywoood já que muito provavelmente a essa altura eles já desmontaram toda a festa? (se Daniel me olha assim, minha American Apparel purple  se dissolve em cinco segundos e se Meryl me dá um sorriso como esse, eu posso jurar que já vi Deus e que apesar dele soar como a Cher, tem a cara da Meryl! rs)

Déniel, que os boys magia todos se inspirem em você, sempre. Queremos essa classe, esse talento e exatamente essa profundidade no olhar. Amém.

Meryl, promete que você vai aceitar o convite de interpretar a minha mãe no cinema quando finalmente chegar a hora e Hollywood finalmente me descobrir?

Höy!²

 

Para finalizar, temos o enigma da noite: o que teria acontecido com Kristen Stewart?

Stewart

Ela que me apareceu nessas condições durante o Oscar 2013, quando não caminhando feito um zombie atropelado por um caminhão dirigido pela própria Michonne de TWD, ao lado do nosso Daniel Potter Radcliffe em um crossover que talvez a gente nunca jamais consiga perdoar a academia. E as nossas opções para o seu atual estado são:

 

A) foi descer do caminhão no estacionamento da festa, esqueceu da altura e caiu com tudo no chão. CATAPLOFT

B) no mesmo estacionamento, foi atropelada sem querer pelo caminhão da Charlize, que encostou na vaga ao lado enquanto dela descia do seu…

C) estava atravessando a rua e encontrou com a Hally Berry dirigindo o seu próprio carro e ai já viu, neam?

D) apareceu manca ao lado do Déniel Potter porque estava carregando todos os seus Framboesas de Ouro debaixo da saia + pelo menos um diretor de qualquer um dos seus próximos trabalhos no cinema

E) apareceu manca ao lado do Déniel Potter porque ele aproveitou o momento para lançar um feitiço daqueles, provando que a sua franquia é infinitamente e além melhor do que a dela. ALAKAZAM

F) encontrou com a associação das mulheres traídas e vingativas e acabou levando um coió daqueles por seu histórico recente

G) brigou com o hairstylist antes de entrar na cerimônia, só porque ele encostou a escova no seu ninho de mafagafos e acabou tomando uma surra de escova larga do próprio que não nasceu para levar esse tipo de desaforo para o salão, M’OKAY

H) não entendeu o nosso recado de quando dissemos que ela precisa se esforçar mais e resolveu aparecer toda quebrada para tentar imprimir alguma boa vontade

 

Bom, não sabemos exatamente o que aconteceu com a Kristen (por pura preguiça, porque saiu em um monte de lugares mas não nos interessamos por esse tipo de notícia a respeito dela) mas adoramos essa imagem dela sendo humilhada no olhar por gente que realmente é alguém na fila do bagel com cream cheese em NY:

Katniss

No Super Trunfo, em qualquer quesito, Katniss ganha disparada da sua Bella que insiste em ser feia. PÁ!

Mas a melhor de todas, deixamos para o encerramento do nosso Oscar 2013:

Anne Hathaway

Porque o olhar baixo de Catwoman para cima da Bella, não tem preço. K.O!

E exatamente por esse olhar e o detalhe que ela carregava nas mãos, somos capazes até de perdoar e esquecer o seu vestido mamiludo sem gracinha da noite. Aliás, que vestido mamiludo sem gracinha?

Esse foi o red carpet preguiçoso do Oscar 2013, a premiação que pelo menos voltou a nos dar alguma esperança de que algo de muito bom parece estar acontecendo com as premiações do tipo. Agora só nos resta esperar a cerimônia do ano que vem e torcer para que:

A) eles repitam o Seth McFarlane, mas que ele venha acompanhado do Stewie. Yei!

B) eles contratem a dupla Fey Poehler, como o próprio Capitão Kirk himself mencionou no começo da apresentação

C) que eles juntem eles todos e façam um trio infernal. Hell Yeah!

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O idealismo da redação dos sonhos de The Newsroom

Setembro 28, 2012

Um surto que acabou fazendo toda a diferença, ou pelo menos “toda a diferença” em pelo menos um jornal da TV, o que já é alguma coisa. Imaginem um homem de meia idade, jornalista de prestígio, sempre tentando manter a ética, sem favorecer nenhum dos lados, sempre entregando a resposta que todos gostariam de ouvir naquele momento, sem se aprofundar demais ou surpreender a sua audiência. Morno. Isso até que um dia, em um evento comum e diante de alguns estudantes munidos de seus gadgets todos prontos para registrar o momento, esse mesmo homem perde a linha ao ser pressionado pelo mediador da discussão (coisa que ele já deveria estar mais do que acostumado ao longo de sua carreira) e resolve vomitar compulsivamente algumas verdades e mesmo assim, mantendo-se integro, ético e sem favorecer nenhum dos lados envolvidos, embora tenha sobrado umas boas verdades para todos eles. Vocês acham mesmo que a America antiga é o melhor lugar do mundo para se viver? Então ouçam que na verdade, já não somos mais tão bons assim. E quer saber porque? (mas como todo bom americano, eles fizeram questão de frisar que pelo menos já foram os melhores um dia, rs)

Esse basicamente é o plot central de The Newsroom, nova série do Aaron Sorkin, que já nasceu como promessa de ser uma das novas boas coisas da TV atual, que estava mais do que carente de algo do tipo. Uma promessa que embora tenha me animado bastante para vê-la desde cedo, acabei tendo que deixar um pouco para depois por uma questão simples de tempo ou a falta de. Enquanto isso, no decorrer da sua temporada, acabei ouvindo de tudo a seu respeito. Algumas impressões positivas, outras bem negativas e alguns fatos também, como a troca de roteiristas e uma oscilação na audiência que preocupava a HBO, embora a série já tivesse garantido a sua renovação quase logo que de cara para uma Season 2 no próximo ano.

Will McAvoy (Jeff Daniels) é o excelente protagonista da trama, o tal jornalista que um dia resolveu surtar após a uma pergunta até que simples, feita por uma estudante que ele assustou como ninguém ao ouvir tudo o que ele tinha para falar. Através do surto e da vontade de fazer algo diferente em seu próprio noticiário e devido ao seu descontrole, o personagem começa a sofrer algumas consequências já que o que aconteceu acabou tomando uma proporção gigantesca em meio a uma nova era onde escândalos surgem em minutos para quem quiser acompanhar nas redes sociais, no Youtube, sem contar todas as outras possibilidades de divulgação. Nessa hora, McAvoy percebeu também quem ele havia se tornado ao longo do tempo, um homem fechado no seu próprio ego, apático, sem fazer a menor questão de manter qualquer tipo de relação com a sua equipe, incapaz até mesmo de saber o nome dos funcionários com quem ele convive quase que diariamente. Qualquer semelhança com a vida real de muitos de nós não deve ser mera coincidência nesse caso.

Mas para um momento como aquele do seu “surto”, uma motivação maior acabou sendo necessária para tal medida, algo que ia além de uma possível frustração com os atuais rumos da sua carreira e até mesmo do jornalismo em geral e a figura misteriosa de uma mulher (segurando cartazes que instigavam o jornalista a ser sincero naquele momento) nos apresentava algo que a princípio parecia ser apenas uma miragem ou até mesmo um delírio do próprio, que parecia até estar passando por algum problema de saúde. E foi quando descobrimos Mackenzie MacHale (Emily Mortimer), a mulher que destruiu o seu coração no passado e que agora, anos depois cobrindo diversos conflitos em campos de guerra, isso depois do ocorrido com Will (uma forma que ela mesmo acabou encontrando para se punir sobre o que havia feito no passado, claro), acabou voltando para NY precisando de uma nova chance de produzir TV e que para a sabedoria do chefe de todos eles, Charlie (Sam Waterston), era a pessoa certa para a transformação que Will precisava em sua carreira naquele exato momento.

Calar a sua boca depois de todo aquele discurso libertário seria um total desperdício, além de uma atitude covarde em um tempo onde não suportamos mais tamanha covardia portanto, Charlie resolveu seguir o caminho mais arriscado e colocar seu melhor âncora de TV a frente de um novo conceito de jornal, esse muito mais voltado para os fatos e opiniões mais honestos e baseados em fatos concretos, dados confiáveis e fontes seguras (o que sabemos que hoje em dia não é mais regra), mas que para isso, para que o jornalista não perdesse o seu controle, seria necessário alguém para manter o foco dentro do seu próprio brilhantismo, função que acabou sobrando para a mulher que um dia destruiu o seu coração o traindo com o ex namorado e que além de tudo era tão brilhante quanto o mesmo.

Claro que dessa dinâmica entre os dois nasce um outro ponto da série que também chega a ser tão bacana quanto o “novo jornalismo” que eles acabam bancando dentro desse idealismo todo, que é essa tensão sexual que existe de forma evidente entre os dois personagens e que a uma certa altura da série, deixa de ser segredo até mesmo para os milhares de funcionários da empresa, devido a um erro da própria MacKenzie, que acidentalmente acaba expondo o real motivo do termino da relação dos dois para todo mundo, o que o deixa incontrolável em mais um ataque de fúria (e ele tem vários e todos ótimos por sinal). Aliás, os momentos que os dois dividem em discussões sensacionais envolvendo o trabalho e a própria relação antiga são todos sensacionais, com aquele texto primoroso que o Aaron Sorkin consegue nos entregar, despejando um ritmo desenfreado de palavras muito bem escolhidas por sua mente brilhante, diretamente na nossa cara. BOOM. E o plot dele aceitar modificar o seu próprio contrato, só para ter a possibilidade de despedi-la quando quisesse, ou pelo menos uma vez por semana como ele mesmo acabou prometendo, é de uma crueldade deliciosa, não? (e é claro que teria algum efeito colateral mais adiante…)

Mas o que me faz gostar de The Newsroom além de toda a sua inquestionável qualidade, é que ela não é uma série de um homem só, algo que nunca foi um atrativo para mim (por esse motivo, nunca suportei House). Todos os seus personagens são ótimos, assim como suas histórias, mesmo com a maioria delas partindo do mesmo princípio das relações amorosas no ambiente de trabalho. Tem a secretária apatralhada que virou assistente sem querer (Maggie/Alison Pill) e foi promovida logo em seguida pela própria Mac (que se vê muito na jovem profissional), que enfrenta problemas com a indiferença do namorado, Don (Thomas Sadoski), que também trabalha na redação como produtor mais que após o surto do McAvoy, resolveu abandoná-lo e carregar parte de sua equipe para um novo âncora e em um novo horário, fazendo as vezes de “projeto de vilão” da temporada, embora esse não seja exatamente a sua função dentro da trama. (AMO odiá-lo, olha só!)

E o que acaba restando para o apresentador é uma redação jovem, formada de jovens jornalistas que ele jura que nenhum deles tenha mais de 15 anos de idade (rs), meio inexperientes ainda, para desespero de Will, que agora além de tudo precisa lidar com mais essa dificuldade para não ter a sua carreira afundando de vez em meio ao seu novo projeto. Entre eles temos o excelente Neal (Dev Patel), que é uma espécie adorável do novo nerd, ele que cuida do blog do McAvoy (que ele nem sabia que existia e tem um mini surto toda vez que o assunto vem a tona, rs), além de outros personagens menores que também trabalham para que o jornal tenha uma nova cara, a qual todos eles acreditam ser o ideal dentro do tipo de jornalismo que eles defendem na série. (no meio dessa turma, temos até a mãe da Tara de True Blood, a atriz Adina Porter)

Com a chegada da Mackenzie, ganhamos também um novo produtor, que já chegou batendo de frente com o Don, por tomar a frente das coisas dentro da sua própria redação, quando ninguém parecia estar dando muita atenção a uma possível notícia que surgia. Ele é o adorkable Jim Harper (John Gallagher Jr, o boy magia da redação por quem eu já estou nutrindo uma #CRUSH. Höy!- ele que é ator da Broadway, canta e está no elenco do musical “American Idiot”), assistente e braço direito da Mac, que inclusive esteve ao seu lado enquanto ela cobria a guerra em campo (dizem que ambos tem marcas em seus corpos dessa cobertura. #TENSO). E Jim era a peça que faltava para que aquela redação acabasse funcionando de acordo com o que eles estavam precisando em termos de modificações, um jornalista de olho na notícia, sem vida pessoal (claro, rs), disposto a ir fundo nas informações e apesar da pouca idade, de um responsabilidade e experiência fora do comum. E ao lado da Maggie ele acaba formando a nova tensão sexual da redação, já que ela namora o Don (que já não gostou dele logo de cara por perceber um certo clima entre os dois) e que juntos formam uma espécie de Mac & McAvoy em uma versão sem o histórico da traição, algo que é reconhecido até mesmo pela versão original do casal, rs.

E apesar de personagens bem bacanas dentro da sua trama, o que chama a atenção mesmo dentro da série é a notícia e a forma como ela passa a ser tratada. Mas esse é um ponto que chegou a ser um problema pelo menos durante o começo da série e isso falando por mim. The Newsroom começa a ser retratada em meados de 2010 e aproveita de fatos reais para construir os plots de seus episódios assim como as notícias que serão a pauta da vez. Notícias reais que todos nós conhecemos, algumas com mais profundidade e outras menos, mas de certa forma, a maioria delas são de interesse comum de todo mundo e que na série são revividas e de certa forma, repensadas. Isso até eles embarcarem fundo demais na própria política americana, mais especificamente no terceiro episódio (1×03 The 112th Congress), onde o assunto chegou a ficar “difícil” de ser acompanhado.

Tudo bem que não é nada que possa ser considerado como impossível de se acompanhar e também é sempre bacana aprender algo novo (pelo menos eu sempre acho), mas quando a notícia é sobre um tipo de política muito específico e complexo, que de certa forma não faz muito parte da nossa cultura ou realidade, a série acabou perdendo o foco ao dedicar tanto tempo de um único episódio para o assunto. Mas eu não creditaria essa dificuldade apenas para as diferenças culturais ou qualquer coisa do tipo e sim para a forma massiva como essa história nos foi apresentada naquela ocasião, o que acabou deixando o episódio inteiro meio chato. Até então, a gente tinha um excelente piloto, do tipo perfeitinho, com mais de uma hora de puro entretenimento, um segundo episódio não tão bom assim, onde era possível perceber a diferença de roteiro e história a quilômetros de distância e um terceiro episódio onde eles se perderam em meio a notícia, dando foco demais para a mesma e se esquecendo do resto. E esse talvez seja o episódio barreira da série, mas que acabou funcionando também como um divisor de águas nessa Season 1 de The Newsroom, onde é necessário passar por ele (e já adianto que vale a pena o esforço) para chegar ao equilíbrio que ele conseguiram encontrar na sequência excelente de episódios, mesmo quando ainda falaram de um assunto tão específico e complexo até mesmo para os próprios americanos.

Passando por esses três primeiros episódios, passamos a enxergar uma série que definitivamente encontrou a sua fórmula. Era necessário um equilíbrio entre o volume de informação e a emoção da série e isso eles conseguiram atingir a partir do quarto episódio, que tem aquele final ao som de “Fix You” do Coldplay (1×04 I’ll Try to Fix You – música mais do que usada para momentos dramáticos em finais de episódios de séries de TV, e o primeiro que me vem a mente é aquele de The O.C) que é uma das melhores cenas da série, com toda a redação enlouquecida em busca da notícia sobre reportar ou não a morte de uma deputada (com direito a toda aquela movimentação de diálogos clássica do Aaron Sorkin), tendo que lidar com a ética que todo mundo deveria ter e a concorrência muitas vezes desleal na TV, onde o que importa são os números. Só que dessa vez, para a sorte deles, esperar acabou valendo a pena para que eles fossem os únicos a reportar ao vivo e com decência que a deputada baleada ainda estava viva e havia sido encaminhada para a mesa de cirurgia. Um momento para encher os olhos de lágrimas, entender um pouco mais sobre a tensão que deve rolar dentro de uma redação de jornal e aplaudir de pé para a forma linda como a história toda foi conduzia. Eu diria até que esse foi o momento exato onde The Newsroom conseguiu descobrir o que de fato eles tinham de novo para nos apresentar e como isso deveria acontecer daqui para frente.

E foi o que acabou acontecendo depois, com uma série de episódios excelentes, do tipo um melhor do que o outro e todos seguindo mais ou menos essa mesma linha e com notícias mais do que importantes para o mundo. Como as manifestações no Egito em nome da renúncia do governo de Mubarak (1×05 Amen), com a redação de The Newsroom tendo um de seus apresentadores em loco, sendo torturado e tendo que ser enviado de volta para casa, o que acabou tornando necessário a contratação de um “correspondente” local, conhecido do Neal, que acabou sendo sequestrado e o Will acabou pagando do próprio bolso a quantia necessária para que ele fosse solto, algo que o canal se recusou a pagar e após esse gesto, Will McAvoy acabou recebendo em retribuição a colaboração de todos da redação e ganhando da Mac o seu tão sonhado momento “Rudy“. (lindo por sinal e super emocionante, de novo!).

Até que tivemos o personagem principal encarando o seu terapeuta que ele não via a anos e que para sua surpresa, acabou sendo substituído pelo seu filho, também jovem, que acabou herdando o consultório e pacientes após a morte do pai. Nesse episódio (1×06 Bullies) tivemos Will em conflito tendo que lidar com o fato de possivelmente ter destruído a carreira da Sloan (outra apresentadora especializada em economia, interpretada pela Olivia Mumm, a qual agora eu respeito mais, embora continue não gostando dela/atriz e não a personagem, que também é muito boa), por ter sido o responsável por tê-la encorajado a ir mais a fundo na sua postura como entrevistadora e ela ter perdido o controle após os seus conselhos, além dele estar lidando com a sua recente ameaça de morte, feita por meio de um comentário anônimo em seu blog. E vejam vocês que até a internet McAvoy tenta mudar, o que obviamente acaba não dando muito certo.

Esse episódio apesar de ter uma notícia mais fraca e isso também é bem bacana, porque embora a série não siga uma linha do tempo “dia após dia”, onde na verdade encontramos alguns saltos adiante no tempo, seria pouco crível que eles vivessem apenas de grandes notícias de importância mundial por exemplo e nesse episódio, apesar disso, temos uma discussão sensacional entre o apresentador e um político negro gay que defende um candidato absolutamente intolerante e preconceituoso, o que o próprio Will não consegue entender (nem eu), mas que naquele momento ele entende que cruzou a linha da sua própria ética pessoal, se é que podemos assim dizer e passou para o lado dos bullies, do qual ele nunca se viu participando daquela forma. (e é horrível quando vc consegue se ver fazendo exatamente o mesmo que o seus maiores inimigos do passado. – Been there, done that messed around)

Outro momento sensacional e importantíssimo para a série acaba acontecendo em um cenário pouco provável, com uma espécie de “festa da firma” na casa do próprio Will (1×07 5/1), que está colocadíssimo em uma mistura perigosa de maconha e remédios e que do meio do nada, se vê no que talvez tenha sido um dos grandes dias da sua carreira (se não o maior deles), se preparando para um anúncio de última hora do Presidente, que ao que tudo indicava, apareceria em público para anunciar a morte do seu maior inimigo. Um momento fora do comum, com alguma reviravoltas importantes, além do atual estado do apresentador que poderia perder a noite da sua vida no trabalho por conta de estar colocado demais para reportar algo de tamanha importância. (e talvez se Will estivesse em seu estado normal naquela noite, ninguém conseguisse controlá-lo)

Um episódio de arrepiar mesmo, como ele quase implorando para a Mac não tirar dele essa oportunidade e com o Charlie (personagem que é impossível de não se apaixonar e todo mundo adoraria ter um chefe como ele, fato) tentando ser ético até mesmo na hora de entregar a notícia que todo o mundo estava esperando para ouvir. E isso com a outra metade da equipe presa no avião, no momento do desembarque, para total desespero do Don, que no último momento conseguiu entender que o importante naquela hora era a notícia e não quem ou quando ela seria entregue primeiro (uma cena excelente também!). Um momento realmente sensacional e extremamente comovente, com a equipe do jornal entregando a notícia no momento certo, terminando o episódio com aquela imagem do Obama que todos nós conhecemos, informando o mundo sobre a morte de Osama bin Laden. Sério, eu me arrepio até agora só de lembrar desse momento (o real e agora o da ficção), onde é praticamente impossível conseguir ignorar até mesmo os créditos da série, que foram rodados ao som do discurso do Obama naquela noite, que vai diminuindo lentamente até que não fosse mais ouvido. Sabe aquele detalhe que faz toda a diferença? Certamente, mais um momento para se aplaudir de pé dentro da série. Clap Clap Clap!

Tudo bem que em meio a tudo isso, vivemos um “idealismo” em The Newsroom que parece pouco comum na prática, onde todas aquelas pessoas estão dispostas a arriscar tudo por um mesmo ideal, caminhando todas na mesma direção, o que é bem difícil quando tratamos de qualquer equipe ou qualquer tipo de “assalariado”, por exemplo. E tudo conspira ao favor deles também, uma vez que são todos funcionários de uma mesma empresa, que por si só poderia muito bem acabar com todo esse idealismo em pouco tempo, algo que eles até tentam, mas que por ter o rabo preso com uma série de fatores políticos e criminosos, acabam se vendo entregues a aceitar a nova realidade do noticiário do canal.

E como quem está no poder não costuma gostar muito de ver a sua força sendo enfraquecida de forma nenhuma, Will ganha como adversário os próprios chefes e donos do canal (Chriss Messina odiável no papel de filho da dona, que por sua vez, ficou por conta da Jane Fonda), onde ele passa a viver uma série de fatos “forçados” que podem ajudar a emissora a finalmente conseguir um bom motivo para demití-lo, apenas para maquiar a verdadeira intenção do canal. Com isso eles até conseguem ganhar alguma vantagem, expondo o jornalista ao ridículo com escândalos sexuais e conseguindo fazer com o que o seu jornal passe a reportar assuntos menos interessantes para eles, mas que estavam no gosto do público naquele momento (o caso Casey Anthony, ou as fotos do Anthony Weiner no Twitter), que a essa altura já teria fugido naturalmente do tipo de jornalismo nada sensacionalista que eles estavam propondo. Mas a queda de Will McAvoy aconteceria por ele mesmo, com a contratação de um jornalista para escrever uma matéria sobre ele mesmo para uma revista (e ele poderia escolher até a revista, tamanho interesse do público em sua história), que por um acaso, viria a ser Brian (Paul Schneider), o tal ex da Mac com quem ela acabou traindo o Will no passado. Para nossa surpresa, porque para ele, foi tudo de propósito mesmo e isso ele chegou a declarar na terapia, rs.

Brian, passou a acompanhá-lo de perto durante os últimos episódios (repetindo a dobradinha de “Lars And The Real Girl” ao lado da Emily Mortimer) e acabou escrevendo uma matéria que não agradou nada ao Will, que ao se sentir ridicularizado em público, acabou tendo algumas complicações com a sua saúde, o que o fez ficar internado por um tempo e com isso, passou a considerar até desistir da carreira, tamanha ferida que a tal reportagem acabou causando no seu ego. Mas é óbvio também que como o clima da série apesar da carga dramática é super favorável para o bem do personagem e de todos que estão ao seu lado (preciso dizer que eu AMEI todas as referências que a série fez a Don Quijote nessa temporada, inclusive nesse momento), acabamos tendo tudo resolvido com um acerto feito pela emissora e o apresentador, isso depois deles todos terem descoberto que o canal praticava o mesmo tipo de invasão de privacidade que certo tabloide inglês fechado recentemente. Mas ainda ficou faltando um acerto de contas entre Brian e Will, que eu suspeito que tenha sido guardado para depois, embora Will agora tenha entendido melhor a reportagem a seu respeito.

Em meio a isso tudo, ainda tivemos a história com o blackout (1×08, 1×09 The Blackout Part I e II), com o surto descontrolado/controlado da Mac (ela que é a minha personagem preferida na série e que eu gosto de definir com uma Bridget Jones menos calórica só que com o mesmo sotaque, rs), que conseguiu enxergar a ironia da sua relação com Deus naquele momento, Sloan declarando que na verdade sempre teve um quedinha pelo Don (juro que eu nem suspeitava), ele que por sua vez não gosta muito da Maggie e só permanece ao seu lado porque não consegue aceitar muito bem o fato de perdê-la para o Jim, para quem ele já perdeu uma série de coisas quando decidiu sair da equipe do Will. E ainda tivemos aquele momento divertidíssimo sobre o “tour Sex And The City” pelo West Village, com a Maggie fazendo um discurso sensacional sobre como é ser de verdade uma mulher solteira em NY, sendo surpeendida pelo próprio Will, que estava no ônibus da tal tour, rs. Sério, #TEMCOMONAOAMAR. Dessa forma, chegamos ao final da temporada com os casais ainda sem se acertar, com a Maggie indo morar com o Don, que a gente agora torce para que fique com a Sloan e deixe a Maggie seguir o seu caminho com o Jim, que por sua vez está com a sua melhor amiga que trabalha com moda. Ufa! AMO plots complicados de trocas de casais do ♥, vcs não?

Mas uma resolução ainda faltava para esse final de temporada, com a Mac finalmente revelando para o Will que lá no começo de tudo (achei uma pena a gente ter descoberto isso já no piloto), no dia do seu famoso surto diante da pergunta da estudante, ele não estava delirando não e aquela mulher que Will enxergou na platéia influenciando ele a dizer a verdade era ela mesmo, para total desespero do personagem. Tudo bem que não teve beijão de reconciliação, afinal, estamos dentro de uma redação séria de jornalismo verdade (rs), mas foi um momento que serviu para encher os nossos corações com aquela história de amor que embora eles relutem bastante para ficar juntos (pelo menos com algum motivo), está na cara que eles foram feitos um para o outro e juntos, ambos são “o melhor jornalista” da TV atualmente. Sem contar a estudante da pergunta que mudou a vida do Will McAvoy aparecendo no final do episódio, para pedir um estágio na redação dele e recebendo mais uma vez a resposta para a sua simples pergunta que de certa forma motivou tudo isso, só que dessa vez com uma resposta bem diferente e mais do que especial. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

E mesmo que a ideia seja idealista demais para alguns, terminamos a Season 1 de The Newsroom com um gostinho delicioso de vitória, mesmo que o prêmio não tenha propriamente chegado até nós, isso porque apesar do positivismo, não tivemos resoluções felizes para os personagens e ficamos apenas com um gostinho de parte delas. Mas com esse ótimo resultado final, nem podemos reclamar e devemos dizer que o Aaron Sorkin + HBO conseguiram nos entregar uma excelente nova série de TV. Clap Clap Clap!

Para assistir e ficar com a consciência pesada por ter um blog sobre qualquer tipo de bobagem. Oh wait, como esse é um blog extremamente pessoal e que tem um compromisso com a sua própria verdade, não temos nada do que reclamar ou nos envergonhar e nos sentimos meio Will McAvoy, tá? (mostrando a língua como sinal claro de maturidade jornalísitica)

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

The Newsroom, o trailer

Abril 3, 2012

Aaron Sorkin + HBO + Jeff Daniels + o elenco quase inteiro de coadjuvantes (tirando a Oliva Munn) = ao que talvez seja a nova série do ano. Höy!

Pelo trailer, dá para perceber que a história mostra um âncora corretinho da TV americana Will McAvoy (Jeff Daniels) que do dia para a noite, talvez cansado desse mundo politicamente correto e cheio de hipocrisia, além de alguns issues na sua vida pessoal e profissional (que eu não vou contar quais), surta e começa a vomitar umas verdades em seu próprio programa, verdades que chocam, mas que todo mundo (ou boa parte dele) no fundo gostaria de ouvir, principalmente quando o assunto é o seu próprio país.

A primeira temporada contará com 10 episódios já produzidos e no elenco temos também Alison Pill, John Gallagher Jr, Josh Pence, Olivia Munn, Thomas Sadoski, Dev Patel e a Jane Fonda.

Só pelo trailer, já dá até para perceber a qualidade e a força desse novo roteiro do Aaron Sorkin. Que homem sensacional, não? Quer ser meu amigo? Posso ser seu assistente/stalker/BFF?

The Newsroom estreia na HBO (por enquanto deles de lá) no dia 24 de Junho.

A propósito, a HBO está com uma excelente leva de estreias, não? (Girls é outra das novatas que já me chamou a atenção)

ps: e como a gente sente falta de um personagem como esse na vida real não? Por aqui, parece que só temos dois exemplos a seguir: ou o âncora engessadinho, corretão e completamente frio. Ou o caloroso sensacionalista meia boca e sem profundidade nenhuma na informação. Humpf!

E quem se importa com a idade? Hein?

Novembro 22, 2010

Hein Susan Sarandon?

Hein Jane Fonda?

Hein Sigourney Weaver? (AMO dizer Sigourney Weaver, rs)

Todas muses e maravileeeandras, com a idade que cada uma delas tem na capa da V, tsá?

E quem realmente liga para a idade, neam?


%d bloggers like this: